Não há dúvida de que um dos maiores desejos do homem é a busca insaciável por uma vida boa. Ao se falar de vida boa, poder-se-á abrir uma enorme chave multimodal, porque vida boa vai ter uma definição para cada pessoa. Ela envolve por exemplo itens como a capacidade econômica e financeira do indivíduo, a sua fama, a sua importância pública e privada, a sua capacidade intelectual, o seu múnus profissional e esta importância perante seus pares e sociedade geral, a sua credibilidade, entre outros valores.
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UMA SOCIEDADE DE INFRA-HUMANOS
Em se tratando de comportamento ou temperamento humano existem pessoas que portam duas características no trato com outras pessoas e com as coisas e acontecimentos. Primeiramente, o sentimento de empatia. Quantas não são as pessoas que sequer sabem o real significado de solidariedade e acolhimento ao outro. É aquela disposição de se colocar e sentir no lugar de outra pessoa, quando esta pessoa carece e sente falta de alguma ajuda em qualquer circunstância. Não é só na doença, na dor. Até na lavação de louça e organização do ambiente compartilhado e usado. Definimos aqui a empatia
PREFERÊNCIA ETNODÉRMICA
Quando temos os grandes eventos midiáticos e televisivos como a Copa Fifa 2026, junho/julho 2026, realizada de forma tripartite: Estados Unidos, Canadá e México, cientistas sociais, antropólogos, psicólogos sociais e emissores de opinião têm nesses eventos um laboratório a céu aberto e livre para robustecer ensaios, pesquisas cientificas e pareceres sobre o comportamento dos humanos. Assim, são as torcidas de futebol/Copa do Mundo, na mobilidade e expressão da chamada mente de rebanho ou efeito manada, são certos preconceitos e discriminação de todo gênero. São manifestações que inevitavelmente as pessoas vão demonstrar.
Pontes e Travessias
Ao buscar comparativos e símbolos do que seja a jornada da vida, pode-se afirmar que ela, a vida, se faz com travessias e pontes. E são esses dois conceitos aqui a se desenvolver. Muitas vezes empregamos esses dois verbetes em nosso dia a dia. Todavia, sem atentar muito para as diferenças.
DEUS ME LIVRE
Existem pessoas que se dizem apolítica. Mas, eu contesto, todos; Literalmente todos somos de alguma forma e em alguma atividade políticos. Há gente que pode ser não engajada, na função de ser um debatedor, um ativista, um sectário de alguma ideologia de governo, filiado e simpatizante de algum partido político. Há diferença. Curioso é até o nome, partido (particípio do verbo partir, partido) político. O entendimento mais simples e ao pé da letra é a parte de uma sociedade, um grupo de pessoas que se propõe a defender uma ideia, uma doutrina política e administrativa. Se revisitarmos as ideias de Aristóteles e Platão, temos lá a Polis Grega, a Civilitá, o cidadão, a civilidade, o civismo.
GENTE SEM FOCO NO QUE FAZ
Com o progresso dos ramos científicos, e dentro desse universo se insere a Medicina, assim temos um sem-número de novos diagnósticos. Pessoas da chamada geração Baby boomer, idos de 1950, 1960, vão lembrar que naqueles tempos pouco se falava ou nem se falava em espectro autista, em transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), em depressão e em transtorno de ansiedade generalizada (TAG), em transtorno bipolar. Não será surpresa se daqui a pouco criarem o chamado transtorno tripolar. Ou transtorno multipolar. Para se ter uma ideia, em 1950, havia uma lista de 100 doenças psiquiátricas, hoje são mais de 400 diagnósticos.
O RAMERRAME DE TANTA GENTE VAZIA
Quando buscamos olhar de forma laboratorial e experimental as pessoas em seus espaços sociais havemos de admirar e de espantar com o que muitas dessas pessoas consomem suas preciosas horas da vida, do dia, da semana, do ano. Porque tudo vai se somando. É natural que nós devemos fazer de nosso tempo um ativo útil. E entra nesse ativo, esse útil tempo, o trabalho necessário à produção financeira, porque o ideal é que todos produzam, gerem renda, receita, com vistas à manutenção da existência. Imagine, a pessoa viver como zangão de praça, nada produzir, parasitar outras pessoas, a família e Estado!
VIGIADO E COM REGRAS, MUITO HONESTO, JÁ FORA...
Certo dia deparei com uma notícia interessante. Trata-se de uma ação das polícias Civil e Militar RJ, para demolir imóveis de luxo do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) carioca. A Polícia, colocou abaixo um "resort" construído pelo criminoso dentro da comunidade Parada de Lucas. Nas redes sociais, o 'Resort Green' aparece como uma casa de festas. Nas imagens, é possível observar o anúncio de shows e de frequentadores. Nas publicações, os administradores do espaço afirmam que ali, as pessoas terão uma "experiência única em um cenário paradisíaco". "Nada como um evento especial cercado de conforto, beleza e momentos inesquecíveis". Tudo regado a drogas, delírios e sexo! Coisas demoníacas!
O QUE NOS ENSINA RADUAN NASSAR (1935-)
Na esteira das muitas desilusões deste quase fim de ano, me lembrei do que Raduan Nassar disse, em 1984, ele anunciou que estava encerrando a arte e gosto de escreve. Mais recentemente disse a respeito da condição humana “… eu acho que o homem é uma obra acabada. Pode estar diferente hoje, adquirir conhecimento, criar as maquininhas, voar pelo espaço, mas eu acho que ele é uma obra acabada. Depois, interrogado novamente completou: Eu não aposto no aprimoramento da espécie, eu não aposto nisso”. (Folha de S. Paulo, 30/05/95).
Quem faz um cidadão ou vilão é a família
Como é construtivo um bom leitor ou um bom escritor se abeberar em eternas fontes, em autores atemporais, quando se trata de boa literatura e criação! Imagine uma imersão em consagrados escritores e filósofos como o foram Platão, Sêneca, Marco Aurélio, Epicteto, Plotino. Escritores como o foram Machado de Assis, poetas como o foram Castro Alves, Augusto dos Anjos, Drummond de Andrade. Os romanos Horácio e Petrarca. E tantos outros desconhecidos. Olha essa por exemplo: “Somos capazes de, ao caminhar pelas ruas, desviar sem problema de fezes caninas ou felinas; contudo encontrar fezes humanas é motivo de asco ou distanciamento” – Mário Sérgio Cortella
Ser-vidos E Ser-vis
E por temor eu me calo/ por temor aceito a condição/de falso democrata e rotulo meus gestos/com a palavra liberdade, /procurando, num sorriso, /esconder minha dor diante de meus superiores. /Mas dentro de mim/com a potência de um milhão de vozes /o coração grita - MENTIRA!
O trabalho e sua dignificação
Conta-nos, então, a narrativa do Genesis que no princípio, havia o Éden. E lá vivia o casal Adão e Eva. E mais, ambos viviam em intimo contato com a Natureza. Tudo ao natural. Tão natural e original vindo da criação que eles não precisavam de trabalhar. Viviam na verdade em permanente ócio. Ócio contemplativo! Imagine que vidão possuíam esses dois primeiros humanos, na visão criacionista, obviamente.
A devassidão do show da MÁ(donna)
Conta-nos a narrativa bíblica do Éden, de que antes de pecar, Adão e Eva praticavam o nudismo. E era normal. Porque, aliás, entre eles não havia ainda o tal desejo libidinal, concupiscência e outras reações sexistas ou sensuais. Tudo no corpo se resumia a um arranjo anatômico. Não importava que órgão fosse. Comido o fruto proibido (maçã), Eva induzida pela pérfida e peçonhenta serpente, transgrediu o preceito do Criador. O remanescente da estória, de todos sabido, foi que ambos tiveram que esfalfar, fatigar, suar as agora obrigatórias roupas, e já vestidos e com labores e sacrifícios prover a sobrevivência de viveres e mantimentos por eles trabalhados. Enfim, além de suar a roupa, foram investidos de pudor, de vergonha, de respeito ao outro. Roupas!
Variegados amores
O quanto são hipócritas certas expressões que nos falam de amor. Afeto e amor. Eis aqui a temática dessa amorosa digressão. Quantas vezes alguém já ouviu a expressão: “eu te amo”! E basta que o senhor da razão ande mais, o tempo, para desvendar aquela mentira na boca dessa pessoa que nos fez essa confissão de forma falsa e dissimulada. E não venha quem um dia proferiu essa mentira se justificar, com aquele princípio de que existem verdades temporárias. O ideal na vida seria que a pessoa amasse uma vez só e eternamente. Mas, é compreensível, porque a convivência dá-nos a oportunidade de conhecer melhor a quem nos devotamos amor. Conhecer integralmente o outro é impossível. O tempo só nos permite revelar um pouco mais o quanto a pessoa porta de vícios e virtudes. O desejável é que cada um tenha mais virtudes que vícios e defeitos.
Empatia e amor ao próximo ou distante
Vivemos tempos sombrios no que toca às relações sociais, à cultura, à ética e à Política (com P maiúsculo). Têm ganhado força os ditos sistemas políticos de direita, o radicalismo extremado, os nichos do nazifascimo, os regimes ditatoriais camuflados de democracia (Venezuela, Hungria como exemplos). E tentativas de golpes de Estado, como o foi o sucedido no Brasil, vide 08 janeiros de 2023; foi quando os golpistas sectários, seguidores e simpatizantes do ex presidente Bolsonaro depredaram e dilapidaram prédios, patrimônio e mobiliário dos 3 poderes (patrimônio público).
Animal de manada e rebanho
O bicho humano é, como afirmou com muita propriedade o filósofo Nietzsche, um animal de manada e rebanho. Aristóteles descreveu-o também como um ser gregário e da polis (civilità, civilizado, político). São descrições de pensadores que sabiam das coisas, porque foram grandes empíricos, observadores e seguidores do comportamento do homo sapiens sapiens.
O Casamento
Falar de certo assuntos exige que se tenha fulcro e referência. É o exemplo deste de agora. O casamento. Trata-se de um instituto da idade do homem civilizado. Com mais simbologia e substância com a História do Cristianismo e o Direito Romano. Muito mais ligado aos cânones e preceitos da Igreja Católica. Em se tratando de costumes, hábitos e normais retrógradas, fala-se na imposição da Igreja. Aqui tanto protestantes como católicas.
O exemplo da Japan Airlines
Este artigo escrevo-o como tema de Higiene e Dietética. Embora meio estranho, mas veremos que tem muito a ver e há conexão. O planeta inteiro ficou admirado de como um gigante avião da Japan Airlines, no aeroporto de Haneda/Tóquio, fez uma colisão com outro de pequeno porte; e, milagrosa e competentemente, essa big aeronave com 390 pessoas vira cinzas, esturrica, se faz em brasas e ninguém sequer tem ferimentos. Exato isto que escrevo: 379 viajantes, a maioria japonesa, mais 11 tripulantes. E ninguém sofreu arranhões.
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