Síndrome do conformismo

 Dois são os fenômenos psíquicos ou psiquiátricos que resumirei neste artigo:  a síndrome tarda e parva e a síndrome do conformismo. Sucintamente, tardo e parvo: imagine aquele criminoso que num acesso de vingança é capaz de cometer o crime mais perverso, sem pensar e refletir no tamanho de sua pena diante da Justiça, de um Tribunal do Júri. Sobre o fenômeno do conformismo, imagine aquela pessoa que de uma personalidade até muito rígida e de refinados valores éticos e morais, mas que seletivamente é capaz de aceitar certas atitudes e conduta de quem ela (conformista) se tornou cordata, lhana e protetora: um filho ou filha ou outro parental ou gente de sua intimidade.

FOIES GRAS NUNCA MAIS


Finalmente temos uma lei. O Palácio do Planalto sancionou nesta sexta-feira, 24.07.26, a Lei Nº15.475, que proíbe a comercialização e produção de qualquer alimento obtido através de métodos de alimentação forçada de animais. Em suma, a legislação proíbe em território nacional a produção e venda do foie gras, iguaria francesa criada a partir do “fígado gordo” de patos, gansos e marrecos, submetidos a uma técnica chamada “gavage”; consiste em uma sonda ou tubo que se passa pelo esôfago do animal, e através desse tubo a alimentação forçada da ave. Enfim, uma técnica de tortura animal.

O EXEMPLO DA TORCIDA JAPONESA

 Uma vez mais tivemos os belos e éticos exemplos de jogadores e torcedores japoneses na Copa FIFA 2026, realizada de forma tripartite – EUA, Canadá e México. Ao que sugere esse comportamento, nos parecem serem dois fatores: o étnico e a tão significativa educação de berço. Porque de forma consensual, essa primeira e determinante educação do indivíduo, a partir do nascimento, representa a forja, a fornalha na constituição civilizada, moral e relacional da pessoa humana. Educação e instrução de berço são determinantes na construção do indivíduo.

Truismos dos jornalistas de esporte

 Quando a gente senta no sofá e fica zapeando pelos canais de programas de esportes; principalmente futebol, temos a sensação de que os comentaristas e jornalistas desses programas, contratados especialmente para esse fim: discussão de futebol, temos a impressão de que eles falam para um público analfabeto ou quase! E por que dessa sugestão>impressão que esses contratados passam para os telespectadores? Pelas opiniões que eles emitem! Tais afirmações, ideias e pareceres soam como truísmos, simplicidades, noções muito rasas, frases de baixo valor intelectual e cultural, mesmo em se tratando da matéria tratada, esportes, futebol.

PAIS OURIVES

  Em alguns países da Europa, como Polônia, ainda se acha de forma fácil a profissão de ourives, ourivesaria. Explicando para as gerações novas e nativos digitais. Ourives é o joalheiro que fabrica joias a partir de ouro e prata. Originalmente tem este sentido. Ele pode fabricar e vender. Existe também o joalheiro comerciante, aquele que é o intermediário, entre o fabricante e o consumidor. Hoje existem as fábricas (ourivesaria) de joias, em escala industrial. O sentido original de ourives seria aquele profissional artesanal, um tipo laboral artístico, a arte de esculpir e modelar uma joia, um anel, um cordão, uma aliança, a partir da matéria bruta e informe, etc.

TORCIDAS DE FUTEBOL NO EFEITO MANADA

A teoria que afirma sermos animais de rebanho objeto de vários ramos científicos é bem curiosa. Explica-se:  encontra-se nos ensaios e estudos do comportamento de manada ou mente de rebanho. Dela ocupam a Biologia Evolutiva, a Psicologia Social e a Filosofia. É a tese de muitas e muitas pessoas imitar, copiar, seguir e repetir outra pessoa ou grupo. São bem indicativos os chamados influenciadores digitais e outros eventos marcantes e midiáticos com os seguidores. De chegadinho de fresco temos as torcidas da Copa Fifa 2026. São imensos grupos de pessoas que seguem a multidão e os apelos televisivos. Alguns torcedores sequer sabem onde ficam por exemplo Canadá e México. Seria na Ásia ou na África, ou na América do Norte? Alguns sabem que a bola é redonda e só. E a terra seria plana ou redonda?

O PODER SUASÓRIO DO MARKETING DO CONSUMO

 Ao se analisar as tendências de comportamento e usos da chamada pós-modernidade, tem-se como certo o poder do marketing dos influenciadores, do sistema de consumo ou consumismo. 

UMA SOCIEDADE DE INFRA-HUMANOS

Em se tratando de comportamento ou temperamento humano existem pessoas que portam duas características no trato com outras pessoas e com as coisas e acontecimentos. Primeiramente, o sentimento de empatia. Quantas não são as pessoas que sequer sabem o real significado de solidariedade e acolhimento ao outro. É aquela disposição de se colocar e sentir no lugar de outra pessoa, quando esta pessoa carece e sente falta de alguma ajuda em qualquer circunstância. Não é só na doença, na dor.  Até na lavação de louça e organização do ambiente compartilhado e usado. Definimos aqui a empatia

PREFERÊNCIA ETNODÉRMICA

 Quando temos os grandes eventos midiáticos e televisivos como a Copa Fifa 2026, junho/julho 2026, realizada de forma tripartite: Estados Unidos, Canadá e México, cientistas sociais, antropólogos, psicólogos sociais e emissores de opinião têm nesses eventos um laboratório a céu aberto e livre para robustecer ensaios, pesquisas cientificas e pareceres sobre o comportamento dos humanos. Assim, são as torcidas de futebol/Copa do Mundo, na mobilidade e expressão da chamada mente de rebanho ou efeito manada, são certos preconceitos e discriminação de todo gênero. São manifestações que inevitavelmente as pessoas vão demonstrar.

A BOA ÉTICA PRECEDE A BOA MEDICINA João Joaquim

 

                            A BOA ÉTICA PRECEDE A BOA MEDICINA

A DESUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO MÉDICO DO BRASIL 

Se existe um setor mais desumanamente vítima da chamada burocracia e desorganização administrativa no Brasil, este setor é a saúde. E não importa se pública ou privada. Como o brasil continua na rabeira nesse quesito de administração e organização. Trata-se de uma das piores chagas na cultura, nos hábitos e expedientes de nosso país. Gestores públicos e privados deveriam aprender e copiar os excelentes exemplos, tanto aqui como em outros países e outras sociedades e culturas.

Iniciemos esta crítica e protesto quando se está no âmbito de saúde pública. Fala-se aqui nos hospitais, nas UPAS, nos CAIS e outras unidades sanitárias. E começa nossa crítica pelo estado físico desses prédios. A manutenção é precária, o estado de higiene e sanidade ambiental interna é sofrível. A tal ponto que é o local mais temível de se entrar pelo risco de contágio e aquisição da temível, mórbida e letal infecção hospitalar. Tanto que se recomenda aos acompanhantes, sempre, o emprego de EPIs, como máscaras e desinfecção de mãos, mesmo nos corredores dessas unidades. A pessoa pode entrar sadia e sair doente!

A cereja da burocracia e desorganização dessas instituições sanitárias está na burocracia para o tempo de atendimento. São expedientes retrógrados, imbecis e desumanos, quando se fala em tantos quesitos a serem fornecidos, os dados pessoais, os papeis com seus infinitos campos a serem escritos e preenchidos. E o doente, muitas vezes, ali nas cadeiras velhas e desconfortáveis, nas macas duras, nas ambulâncias, e as caras feias de atendentes e recepcionistas. Não é incomum surgirem conflitos, agressões verbais e físicas e até lesões corporais cometidas por pacientes e acompanhantes!

Quando se analisa a chamada humanização no atendimento médico, não importa se pública ou particular, se no SUS, se atendimento via convênios médicos ou o paciente pagando pelo atendimento. O que seria um atendimento revestido de atitudes de um elevado padrão ético? Deveria haver uma inversão de exigência: primeiro o socorro, o pronto e civilizado atendimento ao doente (o que sofre, que sente dor, ameaça de morte); depois os dados finais de registro do atendimento, preenchimento completo de prontuário e acertos financeiros, guias dos serviços, se para o SUS ou plano de saúde. Quantos são os maus exemplos de uma “burra” burocracia, tantos papéis que ficam pendentes, e haja irritação, perda de tempo, idas e vindas às sessões contábeis e secretarias. Por causa  dessa retrógrada e descabida má administração de nossos gestores das políticas e administração de nossa saúde (ou doença) pública. O ministério da saúde dever se chamar ministério da doença, porque nunca deu conta de bem administrar a saúde dos cidadãos.

Outro capítulo irritante e péssima relação que se vê entre paciente e profissionais de saúde: as esperas nas recepções de hospitais e consultórios. Aqui, são os atendimentos eletivos, não urgentes, as costumeiras consultas médicas. É o item mais revelador da desorganização de um profissional ou clínicas de atendimentos. Porque é perfeitamente possível, o profissional se organizar com suas secretárias e recepcionistas e proceder cada atendimento por agendamento, com hora marcada. É o expediente e cultura da imbecilidade e incapacidade de cada médico (a), dos consultórios, o tão antipático e incivilizado atendimento por ordem de chegada! É irritante, é tedioso e muito imbecil essa nefasta prática nos consultórios particulares ou públicos. São as jabuticabas do Brasil, muito comuns de nações subdesenvolvidas! Amargas frutas!

João Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM 



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