De pronto e para contexto deste artigo eu cito a magnífica obra do grande e renomado astrofísico Carl Sagan (1934-1996) - O Mundo Assombrado Pelos Demônios- Trata-se da descrição do que há de pseudociências, de superstição, de crendices e tantas outras crenças das pessoas, pela simples crença, em um rosário de besteiras, superstições e mentiras.
Os estudos de Humanidades, NeuroCiências e outros ramos de estudo da mente e psique humana trazem algumas pistas do porquê de as pessoas ter tanta mentira, invectiva, fake News, pregações, sermões e outras demonstrações e doutrinas como verdades e certezas. Essas análises mostram que para muitas pessoas crentes e convictas nesse rol de afirmações e prédicas, acreditam pelo simples acreditar. Porque sem demonstração e dúvida se torna mais fácil e menos laborativo, mental e cognitivamente falando do que buscar se fundamentar em pesquisa, em estudos sérios e experimentos científicos. Enfim, conforme nos ensina a Psicologia Positivista. Para os negativistas vale o princípio crer para ver. Diferente do cético, do estudioso e pesquisador, ver para crer. É o infalível método cartesiano da busca da verdade, de começo uma certeza, a dúvida."Penso, logo existo".
Conforme recomendou o sociólogo francês Auguste Comte (1798-1857) “ Primeiro é preciso ver para crer”. Depois, sim, tomar alguma coisa como real e verdadeira. Numa breve pincelada, conforme esse grande positivista francês, ante qualquer proposta ou sugestão, deve-se primeiro duvidar, pesquisar, ver as bases daquela afirmação, quem a propõe, as fontes desse estudo, para depois ter tal convicção de verdade e fato real. Suponhamos que deparemos com um berço a cerca de 10 m de distância, e nele o vulto de uma criança dormindo, sono repousante. Nessa distância, trata-se de uma criança ou um boneco reborn? Como confirmar? Aproximando, ouvindo, sentindo sua respiração, o pulso, temperatura. Ver para depois crer e confirmar. Eis o certo!
Por último uma questão não menos importante na disposição de espírito de grandes rebanhos de gente em acreditar em um cardápio de coisas e propostas sem fundamentação científica. Como modelos são as religiões e doutrinas. Esse fenômeno é de fácil constatação e estatística. Basta assistir a algumas sessões religiosas. Nenhuma seita ou doutrina escapa. Sejam a católica, a evangélica, a espírita e outras doutrinas.
Imagine o poder miraculoso de águas fluidas, de água benta, de água magnetizada, de óleos dessas e outras plantas, de objetos santificados, de preces miraculosas, de palavras de ordem do dia, de certas promessas tipo faça e receba tal bênção.
Chega a ser instigante e curioso o que certos pregadores, os intitulados apóstolos, os pastores, os obreiros de Deus, os padres e outros profissionais da fé, os mercadores de religiões, de que são capazes na enganação das pessoas. E na mesma admiração, até hilariante o que há de gente que acredita em tais fabulações e invectivas, em tais mentiras e sugestões. Chega a ser risível e pitoresco. As fogueiras santas, a escalada de algum monte, as pulseiras abençoadas!
E finalmente, é até questionável o expediente da Igreja Católica, via papa e clérigos do Vaticano, em tornar uma pessoa santa, pelos seus feitos e prováveis milagres. Quais virtudes e portentos, que atributos teriam esses profissionais religiosos da Católica (Vaticano) em tornar uma pessoa santa? Não é mesmo muito instigante e questionável esse trabalho milenar da Igreja Católica? Pergunta: apenas isto! Não é mesmo muito instigante e curioso, um grupo de homens religiosos, como profissionais de santificação, de através de alguns cânones por eles elaborados, canonizar, santificar alguém? Instigante. Doravante sua pessoa (o falecido) se torna santo. Que poder é esse de certos homens religiosos, santificar uma pessoa. São delegados, constituídos de Deus? Pergunta-se. Apenas! Ao que parece voltamos a outros tempos, época do Santo Ofício, do comércio das Indulgências. Havia um nobre, ricaço, cometeu algum pecado capital! Ah, tem uma saída, a Igreja concede o perdão, indulgência à venda. Custa caro, mas eficácia garantida. Do contrário, danação da alma.