Quando se fala em mundo globalizado ou universalizado em progresso e tecnologias, bom seria que fosse apenas no sentido do bem e das virtudes. Mas não! O quanto se disseminaram o mal, o feio, o indecoroso, o antiético, o antissocial, o ilícito, a enganação, o autoengano, os crimes e deterioração da Moral e da Ética.
Uma pessoa sensata e de um normal padrão ético e civilizatório, ao assistir a certas cenas da atualidade, essa pessoa sente-se pasmada e paralisada com o comportamento das de muitas pessoas. E atenção! Sem distinção de status ou estrato social, cultural, profissional e funcional. São tantos expedientes e cometimento de ilicitudes e crimes, que eles vão caindo na chamada naturalização e normalização dos atos humanos.
Para substanciar e exemplificar esses feitos e caracteres podem tomar os chamados ilícitos e crimes dos escalões mais altos da República. Imaginemos o banqueiro Daniel Vorcaro, que sequer a maioria não sabia de sua existência. O sujeito, um tipo de gangster financeiro! Ele se mancomuna e se irmana com as mais altas autoridades dos três poderes, e provoca o maior escândalo fiscal e financeiro do país. E com chances, pelo cheiro da brilhantina, a no máximo, se fizer delação premiada, cumprir prisão domiciliar, em algum palacete seu ou ser apenas obrigado a portar uma tonozeleira eletrônica. Como já há alguns pelo país com essa forma de punição.
E assim, são tantas outras falcatruas ou burlas cometidas por autoridades e agentes públicos, policiais e amanuenses. Fica difícil para Polícias e Judiciário depurar tanta trapaça, embustes e desfaçatez. E não se fala aqui do Zé Arruela ou gente comum. São pessoas que detém um cargo na administração pública, estadual, municipal e federal. Tipo aquele casal que mata uma criança e negando autoria do selvagem crime, ainda porta uma Bíblia debaixo do braço e se diz praticante dos preceitos sagrados. Ou do oficial militar de São Paulo, que executa cruel e barbaramente sua bela e honesta mulher, e diz tratar-se de um suicídio. É muita falta de óleo de peroba para esses caras-de-pau, sem-vergonhas, descarados e hipócritas.
E saindo dos exemplos do macro, vamos caminhando para o poviléu, para a chamada arraia-miúda, para a populaça, para os estratos sociais inferiores. Esquisito esses termos. Mas, é assim mesmo no Brasil. Tem-se como na antiga Índia, onde a sociedade era dividida por castas. Os estratos sociais de Índia e outras nações asiáticas, na antiguidade eram assim: De baixo para cima: Sudras: servos, camponeses, artesãos e operários. Vaixás: comerciantes. Xátrias: guerreiros. Brâmanes: sacerdotes e letrados, esses nasceram da cabeça de Brahma, eram os mais iguais que a maioria, nobres.
No Brasil não é muito diferente, embora discriminatório de acordo com nossa Constituição. Mas, na prática igualzinho na Índia de antigamente. Agora, em se tratando de costumes, ilicitudes, falcatruas, desonestidade, crimes de toda ordem falta de civilidade, higiene, organização. Preguiça, jeitinho desonesto e parasitismo social e fiscal, ninguém ganha da gente. Horrores de costume e natureza comportamental.