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Comunicação

 Um fator fundamental em qualquer bate-papo, qualquer diálogo, é a identidade nos assuntos tratados, entre os interlocutores. Não importa em que circunstância, o cenário, a natureza do encontro e reunião das pessoas. Uma festa, um aniversario, um lanche ou almoço>jantar com amigos e amigas. Essa identidade da conversa, das ideias, das trocas de informações constitui, digamos assim, o tempero principal dos diálogos. Essa identificação do que se fala é tão importante que existe um princípio ao se fazer uma palestra, o princípio de uma linguagem conforme o grau cultural e formação escolar dos ouvintes, da plateia nessa audiência.

FALSIDADE de documentos médicos

 

A profissão médica sempre foi alvo por parte das pessoas, e sociedade em geral, de alta dignificação, respeito, admiração e credibilidade. Em priscas eras o médico era considerado um semideus, mago ou sacerdote, a quem lhe era confiado e destino, a vida dos enfermos. Racional e compreensível tão diferenciada distinção. O médico, “anjo de branco”, que tudo faz pela saúde, pela vida, se torna guardião e esperança nas circunstâncias mais frágeis e angustiantes daqueles que ameaçados buscam amparo, força e terapia para males que teimam em corromper as leis que regem e guardam a vida.

Incultura

 A humanidade como um todo seria mais feliz se todos contemplassem mais a natureza. O mundo natural, original, selvagem, puro, não contaminado e sem adulteração pela mão malévola dos homens e das mulheres. Esse mundo intocado é o modelo mais perfeito e inimitável para as decisões, para as atitudes e ações humanas. Bom seria que as pessoas copiassem a natureza e não imitasse o mundo bizarro e artificial em redor.

É Verdade!

É certo que estou escrevendo este texto, é verdade que eu gosto de escrever. Quantas vezes nos mais rotineiros diálogos e comunicação verbal afirmamos categoricamente, de bate-pronto: com certeza! é verdade! São respostas que brotam em um automatismo irrefletido, direto, sem que avaliemos no que assentimos, concordamos. As respostas são tão sem sentido e sem nexo de verídico que as pessoas que respondem sequer ouvem com nitidez a invocação, o apelo, a afirmação do interlocutor

DISSENSOS

 Observem como muitas atividades e comportamentos humanos são contaminados e cheios de disparates, contrassensos e absurdos. E não pensem que tais atividades e celebrações são involuntárias, fortuitas e casuais. Elas dizem respeito à natureza, à índole dos humanos. “Nada que é dos humanos lhes é alheio”. Esta é uma versão aproximada do que já disse um grande pensador. Muitas são as façanhas e fatos que se sucedem intencional e propositalmente. São ações e práticas da vida. Nas religiões, na política, na cultura, nas profissões, no esporte, no estilo de vida, na área educacional etc. “Eu sou homem e nada do que é humano me é estranho.” ― Terêncio

SALDOS E DIVIDENDOS DE UMA CPI DA COVID 19

            

João Joaquim  

           Como de toda nação sabido está encerrando, neste outubro 2021, a intitulada CPI da pandemia da Covid-19. Para relembrar: essa comissão parlamentar de inquérito-CPI- teve como objetivos investigar culpas de agentes públicos e privados no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (agente causal da Covid-19). Trata-se a evolutiva CPI em apurar toda forma de negócios, tratativas comerciais, compra de medicamentos, drogas sem comprovada eficácia, vacinas, propagandas, etc. Se há CPI, fala-se, portanto, em uma cadeia de corrupção entre agentes públicos e privados

apresentação livro JJO

 Nesta edição o leitor irá deparar com a história comum a todo trabalhador brasileiro, que é a necessidade de migrar da sua raiz à cidade grande, isso, em busca da sobrevivência, melhor acesso à educação, até formar família e coisas assim. Antes de parecer trivial o “andar da carruagem”, há que lembrar sobre a genealogia dos Canários, sobrenome de Baldino, cuja herança espanhola o expõe a festas e comilanças desenfreadas quando da vida plena, deixando de lado a relação afetuosa com a esposa Odelícia Guimarães num casamento que segundo o autor não se mantinha por laços afetuosos,
isso, em função da recepção, em casa, de um sem fim de convivas dias seguidos e sem fim.

CHARLATÕES

 

CHARLATANISMO

João Joaquim  

 

Fico eu, o aqui cronista a imaginar nos mecanismos psíquicos e mentais que que induzem as pessoas a pensar e acreditar em afirmações falsas, em mitos, em propagandas enganosas. Enfim, em um rosário de proposições e descrições com objetivos de enganar a quem lê, a quem ouve e vê essas locuções e publicações. Sobretudo nos efeitos audiovisuais empregados. Tudo com as artimanhas, os engodos e armadilhas para capturar a crença, a adesão e concordância de pessoas tontas, trouxas e ingênuas, para não usar outros adjetivos indignos.

   Nossa sociedade está repleta, infestada e tomada por esse perfil de gente trambiqueira e trapaceira. Não importa o gênero de atividades. Pode ser comércio, religião, saúde, relações conjugais, Medicina, finanças. Nada escapa à sanha, às lábias, à habilidade dos vendilhões e espertalhões.

   A grande interrogação que paira no ar é esta- como funciona a mente do sujeito enganador e do enganado. Um mecanismo interessante na acreditação de coisas falsas e mentirosas é aquele da repetição do fato. Houve um princípio, ou melhor, um expediente da propagada Nazista (Adolf Hitler) que parece ter funcionado bem. Para o mal, é obvio. O expediente foi de se repetir uma mentira 100 ou + vezes e ela adquirir convencimento de verdade. Ares de verdade.

   Existe ainda um outro expediente, o do rebanho ou manada: quanto mais pessoas o enganador consegue enganar, mais efeito terá a sua proposta falsa e mentirosa. Um outro expediente muito empregado pelos falseadores e embusteiros é o do audiovisual. Daí se infere o quanto as televisões, a Internet e redes sociais exercem os efeitos da mentira nos usuários e clientes desses recursos eletrônicos e plataformas digitais.  

   Vamos tomar aqui 3 ramos de atividades que infestam nossas redes de comunicação, TVs e redes sociais como bons exemplos dos embusteiros, charlatões e falsos profetas. Finanças, religião e saúde. Como se dão os chamados golpes financeiros? Eles oferecem juros fora da realidade e rendimento enorme. Esta uma forma. Outra: se passam por empresas idôneas, com logotipo, CNPJ e outros ardis convincentes. As pessoas mais ingênuas e de boa fé fornecem seus dados pessoais e de conta bancária. Puro golpe de inteligentes estelionatários e autores de falsidade ideológica.

Nas atividades religiosas. As igrejas usam muito a teatralização televisiva para causar pasmo, espanto e estupefação nas pessoas. Existe nesses expedientes a exposição muito bem orquestrada e articulada da teologia da prosperidade. Existe um preço. Como as antigas vendas de indulgências pela igreja católica. O fiel e prometido agraciado paga o dízimo, vultosas ofertas, salários e bens. Em troca ele tem abstratamente a garantia da salvação da alma. E até de retorno financeiro aqui mesmo na terra. Ou seja, o paraíso prometido começa aqui mesmo.

   Uma outra seara rica, repleta e próspera de propagandas enganosas, mentiras, mitos e charlatanismo é as atividades de saúde. Em todas as atividades terapêuticas temos os charlatões, os vendilhões, os curandeiros e falsos terapeutas.

   A Medicina então está repleta, infestada dos charlatões, dos falsos profetas, das promessas terapêuticas de toda ordem. Nenhum ramo ou especialidade escapa. Os piores exemplos são encontrados na Internet e nas redes sociais.

   São as clínicas de estética, de cirurgias plásticas de todo gosto, os enxertos, os silicones, os Botox, as mudanças de sexo (redesignação sexual).

   A pandemia da Covid-19 trouxe agora outras faces perversas do charlatanismo, dos efeitos dos mitos e mentiras. O lado perverso tem sido das pessoas comuns e leigas exercendo a medicina como prescritoras de medicamentos e kits para covid-19. Tudo mentira, falso e sem nenhuma prova de ensaios científicos. E existem ainda a face mais perversa desses charlatões. O negacionismo. Eles negam por exemplo a eficácia e segurança das vacinas. Trata-se aqui do chamado charlatanismo reverso.

   E por fim, fica a pergunta, qual o mecanismo psíquico da mente das pessoas enganadas e enganadoras? Matéria para médicos alienistas e psicólogos.

DESpudonor

 

A PEC DOS PRIVILÉGIOS E DA DESFAÇATEZ

João Joaquim  

   Já perceberam o que andam fazendo os nossos congressistas? Isto mesmo! Os nossos representantes da câmara e do Senado, os deputados e senadores ( senadores, senhores!). Eles, deputados e senadores, são eleitos pelas pessoas para representá-las ante os outros poderes; a saber, o Executivo (presidência da Republica) e Judiciário (são 4 instâncias de justiça, como uma escada, 4 degraus).

   Só para relembrar, tudo quanto existe de leis, código de processo civil, código de defesa do consumidor, Código penal; todo esse emaranhado de leis é de autoria de nossos congressistas. Impostos? Toda forma de tributo é de elaboração de nossos representantes. As verduras que ingerimos, a água que bebemos trazem embutidos os impostos. Malquistos impostos! Imposto de renda! Já imaginou que forma de tirania! A pessoa rala, sua a roupa, fadiga, trabalha, trabalha! Quanto menos ganha mais imposto! É um paradoxo já provado matematicamente. O rico paga muito e paga rindo porque para ele não faz falta, ele já é rico. Se ele paga um pouco mais, porque possui muito.

   Se há uma classe de pessoas que anda se lixando para as leis e os impostos, duas classes na verdade, dos políticos, dos congressistas e dos ricos. Para mais exatidão essas 3 categorias de gente. E sabe por que? Aquele que chega à almejada função pública já vai de olho nos privilégios do cargo. Alto salário, verbas até para chapéu e pet de estimação, além de outros arranjos que todo brasileiro já sabe. São os ganhos que não aparecem na conta bancária dele, porque para isso há os laranjas, um cofre particular, bens móveis, joias, etc. Até bancos para guardar as propinas e dinheiro de corrupção. Bancos dos paraísos fiscais.

   Levantamento dos chamados portais da transparência e da imprensa investigativa demonstram que a maioria (77,7%) dos congressistas têm inquéritos e/ou processos em andamento no Supremo Tribunal Federal. Alguns parlamentares respondem a dois ou mais inquéritos ou processos. Muitos são réus e nunca cumprem penas.

   As causas dessas investigações são variadas. Desvio de verbas públicas, propina de empreiteiras, rachadinha, etc. Rachadinha no popular é roubo, assalto de dinheiro dos funcionários de gabinete dos congressistas. De duas uma escolha para o servidor: ou ele entrega parte de seu salário para o patrão ou ele perde o emprego (assalto).

   Diante desse cenário, fica nítido que um trabalho, enorme trabalho a que se dedicam os nossos digníssimos representantes é se defender das apurações, inquéritos e processos pelo Ministério Público e Tribunais Superiores. Para tanto, esses investigados e processados, representantes do povo, dos eleitores, contam com uma turma, uma banca dos melhores criminalistas. E mais, com o tráfico de influência política que eles (parlamentares e advogados) exercem nos juízes e ministros dos tribunais de 3ª e 4ª instâncias. Não é sem razão que raramente os políticos e autoridades recebem punição ou devolvem o dinheiro roubado.

   De momento os deputados, quase todos, de todos os partidos estão muito ocupados, afoitos e trabalhadores numa única empreitada. Trata-se da proposta de emenda constitucional (PEC) da imunidade, ou melhor, da impunidade parlamentar. Refere-se essa hedionda PEC, a uma espécie de salva guarda, uma garantia de um parlamentar não ser preso ou investigado no cometimento de qualquer crime. Não importa a tipificação desses delitos. Homicídio, feminicídio, corrupção, etc. Macacos nos mordam, mas esses são os representantes que elegemos para administrar o país e nossas vidas.  Março/2021

DEFORMAÇÃO

 

MUITA INFORMAÇÃO E NADA DE EDUCAÇÃO

João Joaquim  


Nunca tivemos uma era (idade de hipermodernidade) de tantas e tão rápidas transformações como esta (digital e/ou virtual) do final do século XX e início do XXI. O uso massivo da Internet e suas redes sociais tem a sua grande contribuição nessa aceleração dos fatos, dos acontecimentos, de tantas realizações na vida das pessoas.

Quando se fala em relações humanas elas são amplas, de todas as naturezas, porque elas se referem, ao comportamento das pessoas; e muitas são as chaves no estudo deste processo.

Como lembrado, a Internet e as redes sociais com todas as suas mídias, as plataformas digitais, somadas à televisão e telefone celular vêm sendo as grandes propulsoras nas transformações das relações humanas. Sejam estas no âmbito pessoal, no familiar, no profissional e nas corporações e empresas.

Uma consequência das chamadas tecnologias da informação (TI) tem sido a aceleração do agir humano. Ou seja: em palavras de fácil compreensão, tudo que se faz é para agora ou ontem, porque amanhã já pode sair atrasado. Vivemos a época da velocidade. Antes cruzávamos um oceano em 10 dias, uma semana, agora isto se faz em 12 horas, um dia.  Antes a edição de um jornal, uma revista demorava 10 dias, 15 dias, para chegar ao leitor. Hoje, nem precisa mais de papel. Tudo é digitalizado e chega ao assinante em um minuto. Os fatos, as notícias, os conflitos de guerra, são transmitidos ao vivo para o mundo inteiro. A Internet e redes de televisão fazem esse papel. E essas empresas de mídia disputam parar ver quem faz melhor.

Em se tratando de ganhos sociais e Direitos Humanos houve grandes avanços. Basta ter em conta a aprovação de algumas leis. Como exemplos, o Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o Estatuto da Criança e do Adolescente. O do idoso, a lei Maria da Penha, as apurações e punições dos crimes de corrupção, etc. Se bem que há alguns representantes do povo lá no congresso que acabaram com a operação lava-jato, de apuração de corrupção.  

   E já como fecho de matéria duas questões que tiveram grandes transformações: uma, na área de Direitos Humanos. Duas, nas políticas de Educação. Eu alinho-me com aqueles que defendem a criação pela OAB, , da criação da comissão dos também chamados Deveres Humanos. Todas as comissões de Constituição e justiça das casas legislativas criaram tantos direitos aos cidadãos, às minorias, aos negros e às crianças que esqueceram a outra ponta da balança como contrapeso. Dos Direitos e Deveres do Cidadão. E aqui desaguamos na questão maior, a Educação. Com tanta celeridade em tudo, com Internet, recursos de informática e de mídia, o quanto o Brasil piorou em educação, em cultura, em formação escolar, em qualificação técnica e profissional. Para essa constatação basta conferir os testes, provas e exames de aproveitamento desde o ensino fundamental (Ideb) até o ensino superior (Ecade). Estamos sempre do meio para baixo na tabela de classificação, ou seja, somos os primeiros dos piores. Basta ver como vêm saindo os alunos nos exames do Pisa, no IDEB, na Prova Brasil. Então fica a pergunta: em que tem ajudado a Internet e REDES Sociais? Uma explicação é simples: ninguém mais lê.

Ó Adorável Criador

 

ORAÇÃO DO USUÁRIO(a) DE REDES SOCIAIS


João Joaquim  


 Ó digníssimo senhor! Ó adorável criador! Senhor de todo provedor! Ó adorável criador do telefone celular. Ouvi a minha prece! Minha prece que faço por vós e seus criadores associados. Que Deus, o criador-mor do universo possa vos proteger nessa prodigiosa criação sem a qual eu não consigo mais viver. Que vossas inteligências continuem, ao contrário das nossas, em plena ascensão para nos abastecer de tão aprazível invenção.

 Ó digníssimos senhores, proprietários, executivos e CEOs das operadoras de telefonia móvel! Não permitais aumento de custo monetário pelas ligações de nossos celulares. Afinal temos uma extrema carência de contato com nossos pares. Esses que navegam pelas ondas desses múltiplos mares da Internet, que alguns maldosos já a nominaram de InFernet.

 Ó digníssimos senhores, vós inventores e criadores dos smartphones. Todos temos certeza que no panteão dos inventores lá para sempre jazereis os vossos nomes. O que vos pedimos é que não retrocedeis em vossos engenhos inventivos. E nos presenteiem a cada ano com esse objeto magnífico, mágico e tão criativo. Dele não prescindimos, por isso estamos vivos. Essa mágica telinha, que se tornou nossa irmã xifópaga.

 Por fim, uma intercessão que vos fazemos, ó excelsos senhores! Criadores e fomentadores dos grandes provedores, das redes sociais, dos anunciantes e patrocinadores. Rogamos-vos com imenso fervor que mantenham as tantas informações que nos chegam de forma graciosa. Afinal, nós, usuários ou internautas somos os consumidores finais de todo esse cardápio de ofertas, de informações, de notificações e mensagens de toda natureza e qualidade.

Que as nossas selfies cheguem aos nossos destinatários na melhor cor, no melhor ângulo e pose. Que possamos continuar diuturnamente online com nossos vizinhos ou longínquos e virtuais amigos; nossos conselheiros (as) e parceiros para todos nossos desejos, aptidões, gostos, preferências e notícias. Que não sofram panes os aplicativos de nossas diárias lives.

Que não percamos o hábito, esse compromisso cotidiano, seja  noite, seja dia, na alegria e na tristeza, onde quer que estejamos, nos jantares, nos clubes, no banheiro, nas igrejas, nos lares, na mesa, na cama, nas recepções de todos os serviços.  Ó deuses das TIs, dos celulares, da Internet, do Face e do WhatsApp, AFASTAI de nós essa tão indesejada nomofobia e fomofobia, esses mórbidos medos que nos devastam quando estamos offline e sem os nossos fraternos dispositivos de conexão. 

Que troquemos nossas fotos, nossas notas, as citações de nossos pratos, nossos chocolates, nossos doces, nossas sobremesas e tudo de nossas mesas de almoços e jantares. Nossas frases e palavras de ordens. Nossas figas, nossos amuletos.  Nossas poderosas prédicas e místicas para purificar nossos pecadilhos e transgressões   do dia a dia. Que assim se cumpram hoje e sempre. Amém!       

Alarde Falso

 

A QUEIXA CRIME ERA OUTRA

João Joaquim  

 

O jogo fluía ao estilo civilizatório, cada equipe se atendo ao que o técnico e toda equipe de suporte orientaram aos atletas para aquele embate. Era um jogo de Futebol. Em função da pandemia do novo coronavírus, não havia espectadores nas arquibancadas para assistir ao desempenho dos gladiadores. Não eram os romanos de extintos coliseus de que ainda se veem ruinas. Mas, pela dedicação dos atletas, pelo tamanho das arenas, esses estádios bem que lembram aquelas antigas e horrendas pugnas, com homens e feras de atracando, sangue esguichando e turbas e maltas de torcedores em alucinadas ovações. Quando não esses expectadores esquecem os espetáculos e passam às ações dos também gladiadores, com pancadas e pancadões, pescoções, garrafadas, bombas, porretadas, ferimentos e mortes. Dentro e fora dessas gigantescas arenas construídas para esportes.

O jogo entre as duas equipes, esquenta, os competidores esquecem as preleções recebidas da equipe técnica. E passam então a se hostilizarem mutuamente, a bola sofre, chutes são dadas sem direcionamento, xingamentos, achincalhes, feições e olhares crispados, corpos suados, palavras são fuziladas contra os adversários.  

Mais animosidade, mas incivilizado fica o duelo, a bola é esquecida, empurrões, enfrentamentos, desafios verbais, palavras de superioridade mais fortes são proferidas. Quando então, as sorrateiras câmaras flagram palavrões, ofensas. “Seu gringo de m..”  Cala a boca seu negro”. O jogo para os técnicos e membros das equipem se intervêm, destemperos, parar o jogo, não parar, o árbitro faz o relato dos fatos, súmula do jogo, tudo registrado.

E assim, termina aquela pugna, aquele desafio e repto, com os ânimos mais serenados. Mas, o jogador negro, continua renitente, inconformado e quer porque quer levando a lide para a frente, abrir um inquérito policial, processo judicial e outras providencias que o episódio comportar. A imprensa também entra em animosidade, entrevistas de solidariedade são proferidas em nome do atleta negro. Como pode tal atitude ainda persistir nos dias atuais. Tem que falar, tem que denunciar, tem que investigar, processar e tudo que couber de coibição a esses ataques, de racismo, de injúria racial, ofensa racial. Todos somos iguais em direito, pouco importa a cor de nossa derme, de nossa tez. Que desfaçatez.

E assim, prosseguiu, registrou-se o Boletim de Ocorrência, testemunhas foram ouvidas, vitimas e ofensores foram ouvidas. Que fique lembrado. Eram dois personagens, um de etnia branca foi chamado de “seu gringo de M”. O de etnia negra reclamava, da frase a ele dirigida: “ Cala a boca negro! Pacificado então. Que haja BO, inquirição dos envolvidos, processo criminal por preconceito, injúria individual ou racial. Vem delegados, vem oitivas, testemunhas, vídeos do ocorrido, advogados cuidando do caso.

Eis que vem a parte final, e os atletas são ouvidos. Chega a vez daquele de Etnia Negra. Audiência, advogados, testemunhas, vídeos, falam todos. E o juiz então faz a pergunta Capital:

Então o senhor, jovem atleta, RG tal, data nascimento tal, CPF tal, etnia negra. O senhor jovem atleta, cobra, pede justiça a esse Juízo, por ter sido chamado de Negro? Confere tudo para o senhor?

Não excelência, eu não cobro por ter sido chamado de negro, porque a minha negritude, quase retinta, como pode bem ver pela minha pele salta aos olhos de todos. Eu cobro, pelo cala boca, pela minha liberdade de imprensa e de expressão. Nada mais.

Oh! Então esse Juízo lamenta! mas essa tipificação de delito não é nesta vara. Encaminhe-se o caso para outro juizado e dê os cumprimentos a minha decisão.

FUTILARIAS ON E OF

 

OFICINAS E FUTILARIAS DAS REDES SOCIAIS


João Joaquim  

É de causar espécie o quanto as pessoas se tornam obcecadas por tudo aquilo que se encerra de fútil e inútil da Internet e as tão globais (ubíquas) redes sociais. E faz bem que- nós utilizadores de comunicação digital- compreendamos que a Internet e as redes sociais são absolutamente inócuas, neutras e inocentes. Elas (internet e Redes Sociais) não têm nada e ver, a dever pelo que é veiculado em suas páginas, nas mídias de toda ordem. Por conseguinte, a questão, a natureza do que é divulgado se vincula aos usuários; aos chamados internautas. Aqueles que trafegam por suas plataformas, em busca do que lhes agradam, do que lhes dão prazer, satisfação. Enfim, do que lhes aprouver.

  Quando se faz um passeio, uma análise do homem com suas relações com o planeta, com o meio ambiente e sociedade, concluímos que da relação do homem com a terra ele passou a se relacionar não mais com as coisas naturais, com a terra e suas riquezas nativas, mas agora, sobretudo com os avanços tecnológicos. E nesse novo contexto, sobretudo com as tecnologias da informação (TI). Essa maravilhosa ferramenta de comunicação, porque é eficaz, é segura, é instantânea e pródiga, porque não tem limites; ela que passou a ter múltiplas finalidades. Basta relembrar os objetivos originários da criação da Internet. Vejamos os seus desígnios primitivos.

 Foi a necessidade de transmissão rápida de dados, de informação de máxima segurança, de comunicação de fatos e feitos de Interesse de Estado das forças armadas americanas. Pronto! Isto já bastaria na sua originalidade, na importância e seriedade na criação da rede de interconexão de computadores das forças armadas e de segurança dos EUA. Por um gesto de generosidade, de um gesto democrático, entenderam os gestores e chefes de Estado dos EUA que a tecnologia da Internet deveria ser acessível aos seus cidadãos, ao povo americano e em seguida a todo o planeta. E assim foi feito.

   Não há dúvidas de que aqueles objetivos e finalidades a que propuseram os criadores da Internet são largamente, muito alcançados por parcela significativa da humanidade. Basta ter em conta o quanto essa ferramenta e seus múltiplos aplicativos são utilizados no trabalho, nas organizações públicas e privadas, no âmbito financeiro, nas pesquisas e nas escolas de todos os níveis e de toda natureza. Falamos então aqui no emprego utilitário, construtivo, produtivo e ético da Internet e mídias digitais.

   E então temos o outro lado da moeda. A utilização nociva, fútil, inútil e idiotizada da Internet. E nesse contexto, o paradigma, o modelo é o emprego das mídias virtuais e redes sociais. Poder-se-ia definir esse percentual de pessoas de a banda podre dos clientes (usuários) do mundo virtual. Muitos são os especialistas, os críticos, os ensaístas, jornalistas e pesquisadores que expressam seus pareceres e opiniões sobre o mau uso e futilidade das redes sociais. As referências são as mais variadas e nada laudatórias: “legião de idiotas”; “imbecis digitais”; entre outros adjetivos nada qualificativos.

   A vida nas redes sociais; como facebook e whatsapp, se tornou tão banalizada, mórbida e esquizoide que muitos hospitais universitários (Unifesp e USP) criaram departamentos para tratar a dependência das tecnologias digitais e dos games. A prevalência dos distúrbios tende ao crescimento e isto preocupa aos pesquisadores e profissionais de saúde mental. Vivemos, pelos estudos e estatísticas, uma pandemia de futilização e frivolidade da vida nas redes sociais. Isso é muito triste.

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