SALDOS E DIVIDENDOS DE UMA CPI DA COVID 19

            

João Joaquim  

           Como de toda nação sabido está encerrando, neste outubro 2021, a intitulada CPI da pandemia da Covid-19. Para relembrar: essa comissão parlamentar de inquérito-CPI- teve como objetivos investigar culpas de agentes públicos e privados no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (agente causal da Covid-19). Trata-se a evolutiva CPI em apurar toda forma de negócios, tratativas comerciais, compra de medicamentos, drogas sem comprovada eficácia, vacinas, propagandas, etc. Se há CPI, fala-se, portanto, em uma cadeia de corrupção entre agentes públicos e privados

.Olha este vocábulo: privado e seus derivados e cunhados (cognatos). Assim existem a privada, privataria, privacidade, privativo, privar. Dá para deduzir que cada uma dessas palavras expressa ou alguma fedentina, fetidez, apodrecimento: ou então alguma coisa, algum feito, prática ilícita, feia, indecorosa, impudica e impublicável. Daí não ser pública, tudo às ocultas.

            Em termos sumários é isso. Se precisa instalar uma CPI há alguma coisa malcheirosa e perigosa. A presente e indigitada CPI esteve a cargo e sendo conduzida pelo senado. Somente senadores. Ela veio no objetivo de apurar toda forma de crime cometido por agentes púbicos em escusas tratativas com empresas interessadas em auferir lucros com dinheiro e escusos negócios com o governo federal. Sobretudo os fabricantes de vacinas e outros fármacos ineficazes para o coronavírus. Exemplos: hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina. Nas palavras dos integrantes da CPI, tudo com o fim primordial de gerar propina. Para os dois lados: integrantes do governo e laboratórios, empresas comerciais e respectivos representantes. Pouca vacina e muita propina. Corrupção envolve dois lados, neste caso, governo e privataria.

            O cenário e apresentação na CPI mais parece uma encenação teatral. Teatro mambembe, naturalmente. Tudo recheado de pantomimas, farsas e trejeitos burlescos. Curiosas são as falas, as mentiras, os sofismas, os perjúrios, as frases burlescas. Um verdadeiro teatro das falsidades, de perda de memória, de amnésias, de esquecimentos, de mudança de significados, de termos vagos, de locuções de efeito, de frases dúbias. Há situações pitorescas. São caradurismos que beiram ao hilário, ao deboche e ao horroroso. Existem como exemplos o áudio de um meliante depoente que afirmou que aquela sua voz era de um imitador, de um ventríloquo. O outro que declarou que sua foto foi feita no efeito copia e cola e retoque do photoshop. 

            Mais curioso e instigante foi um trabalho mediúnico, na captação mental de um sujeito corrupto meio mentecapto e com grau avançado de sandice. O que é verossímil em se falando de mediocridade. Na captação desse público e conhecido mentecapto ele repetia à exaustão a interjeição ai!.

-“Ai, ai! Cuidado! Quando você for perguntado não fale o meu nome. Tá bem”? Quando muito, em algum comentário, diga que meu nome é Silveira Aparecido. Nunca meu outro sobrenome.” Arre! Mordam-me macacos, se essa CPI da Covid-19 apontar e houver a punição dos culpados por tamanha tragédia. Quem viver verá o resultado numa saborosa pizzaria.

João Joaquim médico e cronista DM www.jjoaquim.blogspot.com  

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