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Síndrome do conformismo

 Dois são os fenômenos psíquicos ou psiquiátricos que resumirei neste artigo:  a síndrome tarda e parva e a síndrome do conformismo. Sucintamente, tardo e parvo: imagine aquele criminoso que num acesso de vingança é capaz de cometer o crime mais perverso, sem pensar e refletir no tamanho de sua pena diante da Justiça, de um Tribunal do Júri. Sobre o fenômeno do conformismo, imagine aquela pessoa que de uma personalidade até muito rígida e de refinados valores éticos e morais, mas que seletivamente é capaz de aceitar certas atitudes e conduta de quem ela (conformista) se tornou cordata, lhana e protetora: um filho ou filha ou outro parental ou gente de sua intimidade.

PAIS OURIVES

  Em alguns países da Europa, como Polônia, ainda se acha de forma fácil a profissão de ourives, ourivesaria. Explicando para as gerações novas e nativos digitais. Ourives é o joalheiro que fabrica joias a partir de ouro e prata. Originalmente tem este sentido. Ele pode fabricar e vender. Existe também o joalheiro comerciante, aquele que é o intermediário, entre o fabricante e o consumidor. Hoje existem as fábricas (ourivesaria) de joias, em escala industrial. O sentido original de ourives seria aquele profissional artesanal, um tipo laboral artístico, a arte de esculpir e modelar uma joia, um anel, um cordão, uma aliança, a partir da matéria bruta e informe, etc.

A ARTE DA CONVIVÊNCIA HUMANA

 Dentro das relações humanas, podem ser estudados diversos sentimentos que ligam e aproximam as pessoas. Esses ramos de estudo podem ser a Sociologia, a Antropologia, a Psicologia Social, a Ética e Deontologia. E aqui dizer social é redundância.  A ideia de ter a Natureza como nossa melhor mestra e modelo de relações sociais não perdeu o seu vigor e sua validade. Assim o disse até o Filósofo Aristóteles.

SE REFESTELA DO BOM E SABOROSO E VAI DORMIR.

 SE NÓS, emissores de opinião, pesquisadores sociais e civilizatórios formos fazer um compilado do comportamento social e ético da geração deste quarto de século do século XXI com os idos tempos pré Internet, pessoas e pesquisadores mais idosos e veteranos ficarão espantados e estupefatos com o que se via antes e se vê agora nesses chamados tempos de depois da modernidade. São as gerações com suas mudanças aceleradas, mas com precários qualificativos de civilidade e boas relações sociais. Quase tudo é descartável, tempos fluidos e descartáveis (Filosofia de Zigmunt Bauman).

REFLEXÕES NATALINAS

 Com um olhar um pouco distanciado de tanto afã, tanto corre-corre nos preparos para a chamada ceia de Natal e Ano Novo, faço aqui minhas reflexões no ensejo de tão simbólica data e passagem de ano. Primeiro, que essas datas foram convencionadas. Natal, nascimento de Jesus, Papai Noel. Poucas são as pessoas que sabem desse simbolismo. E na essência esses significados foram maquiados e distorcidos. Há muito de interesse mercantil, de marketing de indústrias e comércio que tudo exploram. Datas venais, se assim pode também nominá-las.

GENTE ALHEIA AO SENTIMENTO DE EMPATIA PELO OUTRO

 

 Vivemos em um mundo de uma geração de pessoas descoladas de compromissos umas com as outras. Não que pessoas descoladas de compromissos não existissem antes dessa titulada modernidade líquida (como a cunha o filósofo Zigmunt Bauman). Existiam essas pessoas. Entretanto, ao que parece, a Internet veio incrementar esse contingente de gente. Como se caracterizam essas pessoas, classificadas de descoladas de compromissos sociais, voluntarismo, cooperação, vida social em comum solidária? Que características portam?

INUTILITÁRIOS E ESTAGNADOS SOCIOCONSTRUTIVOS

 É de se perguntar: como se chega à formação integral de uma pessoa. Grosso modo, pode-se dizer, a pessoa inicia-se na herança genetica. É inegável esse patrimônio, essa constituição da pessoa. A genética é como se fosse a fundação do indivíduo, em uma analogia na construçao de um edifício. Mas, a partir dessa fundação e os projetos ulteriores, o erguimento da pessoa, a estrutura fisica, organica; a sustentação dessa construção? De modo resumido o indivíduo se faz então: Genética+ maturação física e orgânica+instrução vinda da família e escolas+ herança cultural e moral familiar+ manutenção desse quase arremate da formação integral da pessoa. O certo e aceito é que a pessoa nunca se acaba a sua formação. Há uma contínua busca da perfeição/da excelência. Vamos a algumas indicações da Literatura e obras nesta ilustração.

 Na famosa escultura chamada Self-made Man, está escrito em sua base o pensamento: "Homem se esculpindo em pedra, esculpindo seu caráter, esculpindo seu futuro." A artista americana criadora da obra, Bobbie Carlyle( Loveland 1948-); nos remete à frase do filósofo e estadista Frederick Douglass (1818 - 1895). A árvore, símbolo de paciência e constância, nunca para de crescer. Assim também deveriam ser todos os indivíduos, em sua existência; na busca de alguma essência. A existência precede a essência- Segundo Filosofia de Jean Paul Sartre.

Não nascemos prontos, desde o nosso primeiro dia de vida até o último suspiro que daremos nesta existência poderemos desenvolver nossas capacidades. Infelizmente, por vezes nos aflige a ideia de que ainda não somos “bons o suficiente”. Acredito que todos nós, em maior ou menor grau, já nos deparamos com essa sensação de sermos incapazes de fazer algo. É um sentimento comum nos dias atuais, nos quais exige-se uma capacidade de produção e habilidades variadas em um curto período de tempo. Apesar disso, cabe a nós decidirmos o que queremos ser. Nesse ponto, portanto, precisaremos nos conhecer profundamente e decidir qual caminho desejamos seguir.

E assim, nessa sucinta resenha, chega-se ao parecer do título de Inutilitários e Estagnados Socioconstrutivos.  Quantos indivíduos, pessoas na plenitude de suas forças físicas e cognitivas, mentais e intelectuais, se mostram autênticos inúteis. Fossem inúteis e imprestáveis para o seu micro meio social como família, condomínio, etc. Dava até para os compreender melhor. Muitos vão além, porque são inúteis até para si mesmos. Basta ver nessa consistência que eles não conseguem viver de forma autônoma. Não produzem e não proveem a própria subsistência. Tornam-se dependentes de outros como parentes e aderentes, cônjuges, arrimos para comer, dormir, vestir e ter assistência elementar de saúde e higiene.  Eles se escoram em familiares, cônjuges ou namorados e no próprio Estado, porque costumam buscar esses benefícios e amparo.

Estudos e estatísticas mostram essa realidade. Condição presente e não exclusiva de Brasil. Mas, dada a natureza dos latinos, parece que há essa prevalência nessas terras de Pindorama. Os próprios censos do IBGE, mostram por exemplo os classificados Nem e Nem. Aqueles indivíduos que nem trabalham e nem estudam. E alguns portam mais um nem. Porque nem vontade e iniciativa têm dessa mudança. Três vezes NEM. Ah, e existem algum que tiraram diplomas de curso superior, Direito, Administração, Geografia, Letras, Engenharia. E não têm vergonha de nada produzir. Improdutivos, sevandijas recalcitrantes, parasitários, arrimados de parentais ingênuos e bonzinhos e até do Estado, de     Previdência Social. Oh céus! oh vida! Oh azar! Lippy e Hard. Temos ainda os portadores da síndrome de Gabriella: indivíduos com pouca adaptabilidade e flexibilidade, nada mais justo do que fazer uma alusão ao trecho “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou sempre assim…”, não é mesmo? Tudo decorre da chamada maldita herança genética ou herança social da família. Pais tabaréus, vão criar e produzir tabaréus.

O CLIENTE E O GARÇOM

Estavam então, o marido, esposa e filhos no restaurante. Acabado o almoço, o marido, como de hábito, recolheu algumas migalhas de comida soltas na mesa, organizou alguns mínimos descartes da comida caídos à mesa, organizou talheres, copos e guardanapos e deixou bem facilitado o preparo da mesa pelo garçom (garçonete). E assim, ele –marido- fazia em todas as mesas de refeições, fossem de casa, festas, qualquer bufê.

PARENTAL E PARIETAL- LÚDICO E ATÉ LÚCIDO DE RIR

Fazer intertextualidade no deslinde da personalidade e caráter do bicho homem é tarefa nobre daqueles e daquelas (cientistas) que estudam matérias de Humanidades: filósofos e sociólogos como exemplos. Um passeio pelo que teorizavam Santo Agostinho, Gustavo Flaubert e Jane Austen são boas dicas nessa leitura e interpretação. Machado de Assis é outro escritor que muito escreveu sobre a personalidade e a alma humana, só de contos e crônicas foram mais de 200.

O CUIDADO (A) e o Cuidador (a)

 

O CUIDADO NASCIDO DO CORAÇÃO E O CUIDADO POR OBRIGAÇÃO 

Tanto no campo da Psicologia Social quanto na Bioética estuda-se o chamado sentimento do cuidado ou generosidade. Por definição, é aquela disposição de espirito e emocional de se dedicar e cuidar de outra pessoa. E não apenas quando se trata de pessoa do convívio e parente, mas de outros indivíduos do entorno habitacional, comunitário. Mais uma observação não menos significante, esse cuidado não se restringe a pessoas doentes, com certas limitações físicas ou cognitivas. Exemplos: um idoso, um pai, mãe, avós.

A Família como primeira escola

Bem comparada, para melhor compreensão, pode a função paternal e maternal serem equivalentes a de um ourives. Aquele (a) profissional que toma qualquer metal precioso, ainda em forma rudimentar, bruto, vindo da ganga ou leito terrestre e o transforma na joia, a mais preciosa, a mais bela. É a matéria informe, rugosa, agreste, áspera. E vai, e vai ser esmerilada, alisada, formatada, formada, esmerada, até o resultado desejado, em um objeto vistoso, utilitário, produtivo, belo, com destino a adornos e embelezamento.

Vidinhas e vidonas

 Certas imagens, de certas famílias, de nossos e todos os tempos nos impressionam e nos instigam sobre a naturalidade com que as pessoas vão levando as suas vidas. Vidas que, conforme as educações recebidas e oferecidas pelos pais, podem ser tituladas vidinhas, vidonas, vida volúvel. Chamam nossa atenção, por exemplo, certas pessoas (homens e mulheres, na plena madureza da idade) como continuam dependentes de outros, de arrimos desse e outro parental, de viver de forma tal que não conseguem ter autonomia para as exigências ordinárias, elementares, para ao menos sobreviver. Ou seja, viver sobre os encargos, os arrimos, os minguados recursos de outras pessoas, tendo em conta e certo que esses tais têm saúde e músculos rijos, de ferro.

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