Quando assistimos a certos tipos humanos nos seus variados comportamentos, suas atitudes, relações sociais com qualquer pessoa, é oportuno nos reportarmos a algumas obras clássicas e o que propuseram os seus pensadores. Vamos tomar aqui dois clássicos da Literatura Mundial: O Príncipe, de Maquiavel, e O Leviatã de Thomas Hobbes. Basicamente, esses pensadores pensaram na organização do Estado, nas Leis e o papel das autoridades em governar os seus súditos (leia cidadãos e cidadãs, de todos os estratos sociais). Imaginemos se o mundo fosse sem Constituição, sem Leis, sem Regras de convivência. Tudo seria como uma “Nau dos Insensatos”, título de uma obra. Queira ver.
Vamos imaginar, cada um de nós em nosso quadrado, em nossos espaços de convivência. Imagine se não fossem as Polícias, a Justiça, as câmeras públicas. A vigilância pública a que todos estamos sujeitos, nesses tempos modernos, não parece inibir determinados tipos antissociais, que mais parecem o convívio de animais selvagens, selvageria e barbárie.
De que seriam capazes certos indivíduos com tendências antissociais (psicopatas e condutopatas), os desonestos por natureza e falta de instrução e limites a partir da família, se não fosse algum medo do flagrante e punição? Querem exemplos? Os assediadores de mulheres, os importunadores sexuais, os violentadores de crianças e mulheres de todas as idades, pedófilos, os compulsivos sexuais e estupradores! A sociedade dos humanos seria uma tribo de horrores. Porque com Leis, Polícias e Justiça, a gente assiste ao que assistimos. Imagine! Não são casos pontuais e esporádicos, basta abrir os jornais, assistir às redes de TV, ler jornais, sejam impressos ou digitais.
Porque com tanto aparato público e privado de coerção, de punição, de provas contra esses detratores e predadores, existem os que continuam suas práticas antissociais, indignantes, chulas, de desrespeito e criminosas. São mentes deformadas, doentias, malignas e repulsivas. Para dizer o mínimo. Essas tais e indignas pessoas, hoje, têm à sua disposição os celulares e redes sócias, os aplicativos como Tik Tok, Instagram. São canais que lhes servem para expressar suas taras, seus baixos instintos e pulsões chulas e sujas!
Quando se fala em pessoas fora dos padrões de ética, civilidade e honestidade podem ser divididos em dois grupos básicos. Os cometimentos e práticas de crimes materiais e os de natureza de comportamento e caráter. Seriam então as ilicitudes e crimes materiais e os abstratos/de comportamento; grupo A e grupo B.
Nesses crimes do grupo A, são os assaltos, roubos e apropriação indébita. Entram os traficantes de tudo quanto há de ardiloso, de podre, de drogas, de golpes, de corrupção praticada por agentes públicos ou privados, a venda de produtos falsos e alguns virtuais e nunca entregues, e até os crimes financeiros, como o chegadinho de fresco do morto banco máster e seu dono preso, o sr Daniel Vorcaro. E aqui, já sabido que muitas autoridades mancomunadas, em corrilhos, quadrilhas, são os chamados gangsters financeiros. Indo desde os chamados zé-arruelas, até ministros supremos de Justiça!
Vamos para o grupo B. são os chamados crimes de relações sociais de naturezas diversas, de amizades ou falsas amizades, conjugais ou relações namoradas. De concreto, citam-se toda forma de assédios sexuais ou morais. Nas importunações morais temos os casos da relação hierárquica entre as pessoas, um chefe que por antipatia, menosprezo pelo outro inicia-se toda forma de tratamento que traz constrangimento e humilhação ao seu subordinado funcional, nas sessões e local de trabalho.
E para finalizar, nada é mais degradante, indigno, vilipendioso e constrangedor do que todas as formas de importunação e assédio sexual. Aqui não importa, as desculpas esfarrapadas e inócuas, que a pessoa possa empreender nesse fim. São meios os mais ordinários e simplórios como pontos de partida, uma curtida de redes sociais e a interação com a vítima alvo de suas investidas, uma ligação telefônica inoportuna e sem outra finalidade. A hediondez pode ser ínfima e de pouca ofensa moral e física. Mas é importunação e constrangimento, não importa o meio empregado e relação social que deu ensejo e início a essas investidas e inoportunas tentativas.