Dentro das relações humanas, podem ser estudados diversos sentimentos que ligam e aproximam as pessoas. Esses ramos de estudo podem ser a Sociologia, a Antropologia, a Psicologia Social, a Ética e Deontologia. E aqui dizer social é redundância. A ideia de ter a Natureza como nossa melhor mestra e modelo de relações sociais não perdeu o seu vigor e sua validade. Assim o disse até o Filósofo Aristóteles.
Aristóteles foi um pensador tão importante que se tornou o maior clássico humano da Filosofia Ocidental. Por isso o chamam de O Filósofo. Ele dissertou amplamente sobre relações humanas, vem dele o conceito de ser o homem um animal político (Zoon Politikon), vem dele ainda as propostas sobre Ética e moral. Essa lapidar frase dele: “O vício saboreia-se e a Ética ensina-se”, ela resume de como se pode tornar uma criança, adolescente e jovem em um cidadão ético, produtivo, participativo e empático. E sobre Empatia versa esse mini artigo.
Com a Biologia Evolutiva e com a consolidação dos Direitos Humanos vieram muitos outros valores. Uma pena que mais valores materiais, de bens e posses do que os atributos abstratos, da amizade pura e sincera e desinteressada, a solidariedade entre as pessoas, a generosidade e compartilhamento de felicidade e prazer; trabalho e produtividade. Vivemos em uma era onde e quando as pessoas querem muito os bônus, mas ninguém se dispõe a compartilhar os ônus.
Nesses termos e entendimento chega-se ao conceito fiel, puro e legítimo de Empatia. É o sentimento que mais caracteriza os atributos de uma pessoa como dotada das faculdades, de percepções e sentimentos que distinguem a pessoa de um animal irracional. Volte-se para melhor entendimento à filosofia de Aristóteles. Ler seu opúsculo Ética a Nicômaco (filho de Aristóteles) nos mostra o quanto esse pensador dava valor ao ensinamento, a instrução e treinamento ético a uma criança. Não nascemos éticos e honestos, nos tornamos pela educação e repetição.
Empatia e Ética, até Etiqueta andam juntas. Empatia não é apenas compartilhar com outra pessoa os benefícios que, por ventura naquele momento, quando ela está doente e mais vulnerável. Se a pessoa se encontra doente ela está mais fragilizada! Logo essa menos valia dela nesse instante me impele, me coage a dar-lhe alguma ajuda, conforme minha intensidade e sensibilidade de formação ética e moral. De acordo, eu estava acamado e alguma pessoa me visitou e me deu um copo de água, me deu as mãos para levantar! De acordo! Ajudou-me a caminhar.
Portanto, ficam aqui consignados os outros indícios e expressões de Ética familiar, de Ética geral, de empatia e até de Etiqueta. Empatia é a pessoa pedir uma pizza e saber se outro da casa aceita uma fatia; é terminar um lanche ou refeição e ajudar a lavar e guardar as louças, xicaras e talheres. É saber que a anfitrião ou anfitriã onde hospedado tem mais idade que eu, e sente-se bem com qualquer ajuda. Não precisa que a pessoa esteja doente, acamada para ter pequenos gestos de empatia e demonstrativos de humanidade.
Cada filho e filha deveriam ser criados, engordados, tornados robustos e fortes, física e biologicamente. Todavia, quanto são aqueles pais e mães que explicado pelo seu padrão ético, social e cultura são desprovidos desse conhecimento. Trata-se de questão ancestral! Origens, família, tradição e insuficiência humana e humanitária.
Somos animais gregários, assim o afirmam as Ciências e Seus praticantes pensadores e cientistas sociais. “Nos humanos não nascemos humanos, nos tornamos humanos” – Jorge Forbes- psicanalista e escritor. Em consonância com tantos outros humanistas e pensadores.
E mais, como conclusão. Sartre disse em seu existencialismo: “ Primeiro vem a existência e depois vem a essência. Uma vaca, uma zebra, um gato ou cachorro já nascem o que são e vão morrer como tais. Nós, humanos. Não. Nascemos zerados de tudo e somos instruídos e formados pela família, pela sociedade onde somos inseridos. Nos tornamos humanos pela educação, valores e atributos legados pela família e sociedade.