PARENTAL E PARIETAL- LÚDICO E ATÉ LÚCIDO DE RIR

Fazer intertextualidade no deslinde da personalidade e caráter do bicho homem é tarefa nobre daqueles e daquelas (cientistas) que estudam matérias de Humanidades: filósofos e sociólogos como exemplos. Um passeio pelo que teorizavam Santo Agostinho, Gustavo Flaubert e Jane Austen são boas dicas nessa leitura e interpretação. Machado de Assis é outro escritor que muito escreveu sobre a personalidade e a alma humana, só de contos e crônicas foram mais de 200.

Imagine aquela família que alberga aquele indivíduo tipificado como fora da linha em muitos aspectos. E por vezes há uma única pessoa que tenha que suportá-lo, aturá-lo, naturalizá-lo. Essa parental e parietal, por vezes até paredista desse indigitado entra em um processo estudado na Parapsicologia como refém doméstica. O mecanismo neuropsíquico similar à síndrome de Estocolmo. Na impossibilidade e incurabilidade do torto. Que se entorte também a parental. E vamos que vamos. Que se aguente porque o sucesso é para gente inteligente.

E nos recônditos e subliminares hajam tarjas pretas e vermelhas, amarelas e constelação. A pessoa refém, vai se equilibrando com essas substâncias, na maturação e saturação da valise da casa de orates. E mocotó. E remédios. E sessões de constelação. Analgésicos para enxaqueca, ansiolíticos, antidepressivos, sessões psicoterápicas, seráficas de doutrinas.

Recomenda-se ler Jane Austen, Thomas Mann. Quanta solidão e maturação de tais e quais desqualificados e desadaptados da vida. Em outros termos, quando Platão, referiu ao galo de Sócrates. É de se rir, pelo que se vê nos tempos hodiernos. Impressiona como há gente lobo de gente, da mesma casa! (de orates, no mínimo).

E mais desalentador e descrente de tudo é supor que tudo se repete, ao modo do castigo de sísifo. Uma boa receita, se a pessoa ingênua e refém tivesse coragem seria levar nesses átimos exploratórios, comensais e parasitários, frascos de óleo de peroba! Quanta eficácia para o caradura e mequetrefe indivíduo, o bon-vivant de tempos digitais. Imagine aquele parental bem servido e nunca servidor. Ser servido e nunca servir. Ser vil. Bem cuidado e não cuidadoso com um decrépito e senecto ancestral. E tudo vai-se caindo na esteira do normal e natural.

Ler os personagens de Molière, de um Flaubert, de Machado de Assis, mesmo como o Custódio, no conto Empréstimo, já dá uma ótima ideia, de como há gente mesquinha, tartufos e com outras dissimulações de enganar e dar nó até em raios gama e xis. Haja alforjes e tolerâncias com esses tais e quais!  Agora, se a gente ler também e com vivo interesse Carlos Heitor Cony!.. Aí fica mais lúcido e lúdico. É só experimentar que dá até de rir!


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