Quando se analisa esse “Admirável Mundo” Digital, o mundo da Internet, das Redes Sociais, fica uma sensação, em se analisando o comportamento de muitos rebanhos de gente, fica a impressão de que elas vivem em um gigantesco Jardim da Infância. Uma perene Disney, pelo comportamento de seus usuários. E não são crianças. Porque são gentes velhas, veteranas, idosas e que vão, pelo exemplo e repetição, INSTRUINDO, treinando os filhos e seguidores.
Na verdade, mais parece um sistema chamado escapismo de responsabilidade da vida adulta. Jardim da infância esticado, onde todos se negam a se tornar adultos. E são pessoas, homens sarados, guapos e mulheres robustas, porejando saúde. Mas, que nada produzem de útil e consútil no engrandecimento de si próprias, dos filhos a serem educados e de familiares à sua volta. Algo de horror!
O que temos de muito característico é o chamado escapismo da vida adulta, neste alegórico gigantesco jardim da infância. O que mostram os influenciadores digitais como jardineiros? Esse cenário ilusório, fútil e de magia. Tudo falso e futurista, porque nada muita vez palpável e atingível. SÃO ilusões, falsidades, um faz-de-conta!
O autor Andrey Albuquerque, no livro Antropologia do Consumo, descreve, algo nesse sentido. Quando se assiste a certas redes como Instagram e Tik Tok, nos vem à memória o estilo Cosplay (costumes, oriundos de Japão e USA), kid core; estes nos remetem aos anos 1990 e 2000, muitas cores, cultura do pueril, do infantil, dos diminutivos, dos pequenos. Ai, ai. Não é! Basta conferir o grau e cabedal cultural dessas pessoas, através de suas postagens de Instagram e WhatsApp. Futilidades em profusão, de dar náuseas e engulhos em pessoas de razão.
Quantos estilos e expressões do nonsense. Gente grande, pais e mães de família, hein! Disney, jogos fúteis, palavras de ordem, orações de ordem, mágicas, abracadabra. Jogos simples, super-heróis, ídolos teen (adolescentes). Escapismo puro. Nada de sério e gente grande e produtiva, em se tratando de mente e intelecto.
Uma boa mostra da centralidade, do centro gravitacional de muitas gentes das redes sociais se encontra no Instagram. Se existe uma lição de casa que todos os dias elas praticam, têm-se as tuta-e-meias, as bagatelas, as futilidades, as caganificâncias, as ninharias, as miudezas, as nicas, as nonadas, as tricas e nugacidades.
Abram lá que hora for uma página do Insta. E então passarão a receber os reels, os esgares, os posts ridículos, as bufarinhas, as burundangas, as babugens, as inânias, as janotices, os argueiros, as tralhadas e trivialidades.
A vida e dedicação dessas gentes do Instagram e Tik Tok, se resumem a nada de utilidade, de transcendência, de importância, de interesse, de préstimo, de mérito, de excelência, de sublimidade, de pertinência e de serventia. O que as manadas e récuas de gente exibem é esse rosário de trivialidades e besteirol. Porque há adeptos e correligionários. Admirável Mundo das Futilidades!