EDUCAÇÃO PADRÃO É TUDO PARA A PESSOA

 Vamos tomar como mote ou epigrafe dessa crônica as seguintes palavras e expressões:  demência digital, mais tempo na mesa do que nas telas, mais olho no olho uns dos outros, mais tempo à mesa do café e do almoço em boas conversas com os convivas, filhos e crianças não nascem com limites e a eles precisa ser ensinado esses valores.

O Neurocientista francês Michel Desmurget, disse no título de um de seus livros: Fábrica de Cretinos Digitais. Vivemos nesta sociedade onde pais e mães, babás, e todos à volta dos filhos e crianças de uma casa são os executivos nessa empreitada. Já é muito bem consolidado este entendimento: uma criança inicia qualquer aprendizado mimetizando, repetindo, imitando os adultos à sua volta. E quais adultos, em especial? A mãe, o pai, a babá, os irmãos mais velhos, os tios, as tias. Como colocar limites de uso e tempo de exposição às telas de celulares e tablets, se mãe, pai e cuidadoras estão constantemente conectadas às futilidades e frivolidades das redes sociais? Impossível.

E os chamados bullyings de que sofrem os filhos nas escolas e outros ambientes. São os apelidos jocosos e de chacotas; são a rejeição por uma característica de personalidade ou contato social, um detalhe físico ou anatômico! A melhor estratégia: os próprios pais trabalhar tal questão sensível e com impacto negativo na autoestima do filho, da filha. Há de se buscar a direção da escola, chamar os agressores, os pais dos agressores, em último caso e solução, mudança de escola.

Em se tratando seletivamente da questão da relação de uma criança com as telas de que objeto e objetivo for. Com as escusas de pais, escolas e educadores que pensam diferente. O que há de útil, construtivo e educativo na Internet, em redes sociais, em games e no Instagram para uma menina ou menino de 10 anos? Nada, absolutamente nada.  Não é sem razão que países mais desenvolvidos estatuíram que adolescentes abaixo de 16 anos não podem ter rede social. Austrália, Nova Zelândia e Islândia como exemplos. Soa demencial, tal liberdade e concessão: uma criança que não sabe as 4 operações de aritmética, não sabe ler, não sabe copiar um texto; ter acesso às telas de um celular. Soa demente e irracional.  No congresso brasileiro, continua esses debates, do quantum,  em que idade devem as crianças ter acesso à internet e suas derivadas, as antissociais redes sociais.

Dia desses eu confrontei certa mãe, do convívio íntimo e parental. Por que o filho, já na madureza da vida e da idade, no crepúsculo da 3ª década etária, por que ele continuava como um hóspede da casa, comida sempre feita na hora, chuveiro sempre pelando mesmo a uma temperatura ambiente de 30º, por que não lavava o tênis próprio, por que o quarto de dormir era sempre um muquifo, por que não comia comida reaproveitada das sobras do almoço, por que não colaborava com algum serviço mais custoso e pesado da casa; e ela, mãe, sempre preferia fazer?????? Resposta curta: eu criei ele assim e vai ser sempre assim, arrematou a mãe. Sem volta. Eterno retorno, conforme Nietzsche. Se malcriou e educou mal, o fracasso como pessoa útil e produtiva está garantido!

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