Delinquente infantojuvenil

Quando se fala em violência humana dá de se levantar vários fatores envolvidos. Entretanto, dá para levantar alguns principais que entram nesse pacote. O fator educação familiar (se frouxa e tolerante ou com rigidez que exigem toda criança, adolescente e jovem). Tomando a delinquência e infração infantojuvenil, seja no estrito ambiente familiar ou entorno residencial, seja no cenário escolar, intra e periescolar. Pode-se afirmar sem medo de errar que a educação familiar desses seres em formação e educandos (crianças, adolescentes e jovens) tem um efeito determinante. É esse primeiro meio social, a família, um determinante no comportamento e conduta desse indivíduo.  A criança nasce sem nada saber e vai se formando sedenta, faminta do que é o mundo, de como proceder no convívio e relações humanas as mais elementares e simples. Os membros parentais, os coleguinhas e até com os animais.

As cenas de violência a que assistimos todos os dias são amostras grátis desse fator primordial aqui lembrado. O quanto uma educação mambembe, tolerante, leniente, muito protetora e com privilégios, pode fazer de uma criança, um adolescente ou jovem um delinquente perigoso e recalcitrante. Entra aqui uma definição dada pela Psiquiatria e Psicopatologia, das condutopatias. Uma deformidade dos valores éticos e morais do indivíduo forjada pela má educação recebida dos pais, do lar, do meio onde se criou, instruiu e formou esse sujeito. Uma boa e criteriosa educação corrige  até a genética. Os ensaios provam!

Temos aqui, como pano de fundo uma amostra grátis das teorias da constituição e formação ético e social da pessoa, na concepção de Aristóteles e Rousseau. Na tese rousseauniana, todo homem nasce bom, mas a sociedade (como a família) o corrompe. Que sociedade mais marcante pode existir do que o núcleo familiar? Onde o sujeito nasce zerado de qualquer informação e vai sendo formando ao longo da vida!

Pedro Turra, é um exemplo bem chegadinho de fresco neste sentido. Ele cresceu com todos os mimos dados pela família. Caminha sempre arrumada e limpinha, a melhor comida, os melhores tênis da moda. Num termo: privilégio. E de turras e escaramuças confrontava quem o zoasse. Certo dia, resolveu se vingar de Rodrigo Castanheira, que como conta a arraia-miúda gostava da mesma garota que Pedro Turra. E este então como vingança vai e joga um chiclete em direção a Rodrigo, que acertou o amigo deste. Veio o espancamento, Rodrigo teve um trauma craniano, entrou em coma e morreu 16 dias depois em terapia intensiva (cenas da vida real, Águas Claras, DF, 22.01.26).

“Por que você não ensina ele a melhorar na responsabilidade de ajudar na casa, com as coisas pessoais, a colaborar, a ser mais organizado com o próprio quarto de dormir, na mesa, no banheiro, em lavar o tênis, em deixar tudo arrumado quando sair? Por quê? – Ah, sabe o que é? Eu criei ele assim, e ele vai ser assim. Eu sou mãe, eu sei”.  Diálogo real de um pai questionando a mãe do filho, que nada produzia em casa. Mais parecia um hóspede de luxo.

Esse diálogo real e sem nominar os personagens é outra amostra grátis do determinismo que é a chamada educação de berço. Difícil ela falhar; para o bem ou para o mal. É o concreto modelo desse diálogo. O sujeito vivia o último ano de seu 6º lustro de vida, erado, parrudo, saúde e energia à venda. Tocava a vida no estilo de toda dependência. Porque sabia que contava com mãe e doméstica para tudo: até para retirar os excrementos do pet de estimação, lavar tênis, limpar banheiro, comida nova e boa, casa, braçal, pernada, tudo. Privilégios, tudo novo, limpo, arrumado. Lei da Natureza; contrato social, Rousseau, Emílio. Tudo escrito!

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