O MASTER É O BIG DOS ESCÂNDALOS

DE MOMENTO, o maior escândalo a que o Brasil e mundo assistem são as fraudes e corrupção, lavagem de dinheiro e enriquecimento criminoso do Banco Master, do sr Daniel Vorcaro. Esse mesmo bilionário que para agradar sua filha de 15 anos, fez-lhe uma festa de debutante de 15 milhoes, lá em Nova Lima MG. Para tal proeza e exibição de poder pagou hospedagem aos vizinhos do Prédio, vizinhos que se incomodassem com o barulho da festa até alta madruga, onde se realizou o aniversário da filha adolescente! É mole ou quer mais demonstração de arrogância, riqueza e poder econômico.

LAUDOS E ATESTADOS MÉDICOS PARA RÉUS DO COLARINHO-BRANCO

 Uma questão que compartilho aqui com meus leitores (as) refere-se à participação de alguns médicos, a minoria, felizmente, nos recursos judiciais de alguns réus processados e condenados pelos seus crimes. De forma mais clara: a pessoa é processada, vira ré e é condenada pelos seus delitos. Estamos a referir aqui àqueles indivíduos com certos atributos funcionais como gestores públicos, socioeconômicos e financeiros: os políticos tidos como do alto clero; autoridades, militares de alta patente etc.

DOS DIAGNÓSTICOS E SUAS CONVENIÊNCIAS

Quando se fala em saúde física ou sanidade mental é muito curioso e interessante como se dá essa aceitação ou esta interpretação pelo próprio paciente e pelos familiares mais íntimos. Pode-se até alargar mais esses diagnósticos, no que concerne ao prognóstico e estigma que muitas doenças trazem. No estrito campo de saúde mental ou psiquiátrica, há aquela tendência de o paciente ou família mascarar, buscar algum eufemismo ou se omitir ou adiar ao máximo os diagnósticos corretos. Porque de fato, existem o preconceito social, a discriminação, a evitação daquela pessoa com os sintomas de doença mental. Imagine! Um filho, um irmão, um pai ou mãe doente mental!


Vamos tomar o exemplo de um adolescente ou jovem com os sintomas de uma forma de esquizofrenia. Em uma analogia simples, tome-se o diagnóstico em tempos antigos do mal de Hansen (“o nome estigmatizante e proscrito era lepra); havia nesses idos e retrógrados tempos os chamados leprosários, clinicas de isolamento dos acometidos do mal de Hansen. Hoje, se sabe, tratar de doença plenamente curável, e muito pouco contagiosa.  Outro exemplo atual, o indivíduo com o diagnóstico de esquizofrenia está condenado a rejeição: começa-se pela família, que minimiza e adia ao máximo a aceitação do diagnóstico; depois a sociedade, empresas e grupos sociais ou de trabalho.

Há poucos dias, refiro ao um caso de um jovem, levado ao meu consultório, por uma irmã médica. O motivo era a prescrição dos medicamentos antipsicóticos (quatro ao todo) porque o psiquiatra assistente estava de férias. Na anamnese, qualquer médico de média experiência tinha a nítida noção do diagnóstico de esquizofrenia, até pelos fármacos psicotrópicos em uso. Entretanto, paciente e acompanhante juravam de pés juntos de ser transtorno bipolar. Uma intenção cristalina de minimização ou abrandar o estigma do diagnóstico correto, esquizofrenia.

E temos um outro contexto, no trato com doenças cujo diagnóstico traz significados pejorativos, ruins e maiores riscos e cuidados ou mesmo limitações físicas, civis e sociais. Que sejam doenças mentais, neurais ou orgânicas. Citemos dois cenários bem encontradiços. Quando é para a pessoa receber algum benefício, da previdência social ou seguro de vida, de saúde. Não importa o estigma que esse diagnóstico traga, a pessoa beneficiada fala alto e em bom som de seu estado mórbido. Não obsta a essa publicidade. Lembra-me o ditado: “se pagar bem que mal tem”!

Outro cenário muito frequente da pronta e absoluta aceitação dos diagnósticos, não importa do quanto de mau agouro ou rejeição tenha a doença. Quando se trata dos condenados pela Justiça, e a pessoa vai para a cadeia. Pode ser a doença mais debilitante e de absoluta rejeição social ou riscos de morte. O exemplo chegadinho de fresco é o do condenado, ex ministro do Gabinete de Segurança Institucional, do ex presidente e também condenado Jair Bolsonaro. Trata-se do general Augusto Heleno. Bastou esse ex ministro do GSI, ir para a prisão, que de imediato surgiu-lhe um diagnóstico, de uma das mais perversas doenças neurológicas, mal de Alzheimer.

Nesse exemplo do ex ministro e general Heleno, foi curiosa e instigante a arrumação. Porque, de começo a doença teve início em 2018, antes de sua posse no GSI. Veio o espanto público. Mas, como com demência grave! Se ele era ministro de pasta tão complexa! Segurança institucional! Não há de quê! Houve um equívoco, ponderou a equipe de advogados do agora paciente, general Augusto Heleno. Erramos, a doença surgiu, no final de seu mandato, 2024. Ele foi ministro de Bolsonaro de 2019 a 2022. “All right”! No reino dos humanos, tudo é possível! E não é que foi concedido o beneplácito. Sr Heleno cumpre a pena em prisão domiciliar. Justiça!

João Joaquim 

REFLEXÕES DE UM REVEILLON

 

A palavra réveillon tem origem no francês e no latim, referindo-se a jantares e celebrações que ocorriam na véspera de datas significativas, como Natal e Ano Novo, quando as pessoas permaneciam acordadas até tarde em vigília.  A festa da virada é conhecida como Réveillon porque representa o "despertar" para o novo ano, um período de renovação, reflexão e definição de novos objetivos. Réveiller deriva do latim vigilare, que significa velar ou não dormir.  A tradição foi trazida ao Brasil durante o II Império de D. Pedro II.

É MAIS DIFÍCIL TRATAR UM OBESO DO QUE O CÂNCER

 MEUS leitores e leitoras, em pergunto a vocês, como provocação: o que seria mais difícil? Tratar um portador de câncer, o portador de HIV, o paciente com síndrome de Parkinson ou o portador de obesidade pré mórbida ou mórbida? em seus variados graus? Vamos aqui lembrar no sentido de facilitar o raciocínio. A cura da maioria dos cânceres, vai depender do tipo celular (anatomia e citologia) e estágio de crescimento desses cânceres. O HIV não tem cura, mas controle absoluto com os chamados antivirais. Sobre a síndrome de Parkinson. Existe o tratamento medicamentoso e fisioterapia, que melhora muito a qualidade de vida. Alguns tipos têm indicação de cirurgia com cura plena.  Agora os obesos.

O expediente criminal das fofocas

 Os ramos científicos como as Neurociências e a Psicologia Social continuam sem o entendimento integral dos mecanismos que levam muitas pessoas a acreditar em narrativas, em fabulações, em falações e ilações de terceiros. Em que cenários ocorre o fenômeno? Em geral com líderes políticos, religiosos, doutrinadores e pregadores de toda natureza. Há como exemplos os chefes políticos, candidatos a cargos eletivos nas funções de governança, parlamentares; e mesmo atividades comuns como religiões e doutrinas. Pastores, mentores religiosos, os intitulados “apóstolos”, bispos etc.

OS DIAGNÓSTICOS E SUAS CONVENIÊNCIAS

Quando se fala em saúde física ou sanidade mental é muito curioso e interessante como se dá essa aceitação ou esta interpretação pelo próprio paciente e pelos familiares mais íntimos. Pode-se até alargar mais esses diagnósticos, no que concerne ao prognóstico e estigma que muitas doenças trazem. No estrito campo de saúde mental ou psiquiátrica, há aquela tendência de o paciente ou família mascarar, buscar algum eufemismo ou se omitir ou adiar ao máximo os diagnósticos corretos. Porque de fato e concretamente, existem o preconceito social, a discriminação, a evitação daquela pessoa com os sintomas de doença mental. Imagine! Um filho, um irmão, um pai ou mãe doente mental!

o que fazem nossos parlamentares?

 Uma questão que compartilho com meus leitores (as) diz respeito às funções de nossos parlamentares (deputados e senadores), em nossa atual conjuntura política. Grosso modo, pode-se dizer que um senador cuida essencialmente dos interesses de seu Estado. Indiretamente dos eleitores desse Estado que o elegeram. De forma semelhante, um deputado vai se dedicar aos interesses da comunidade de seu Estado que o elegeu, das pessoas, das organizações sociais, da saúde, da educação e segurança dessa comunidade, de seu Estado de origem. Soa redundante, mas é para ficar bem claras as atribuições desses parlamentares (Senado e Câmara Federal).

Política com a arte da hipocrisia

 E chegamos então à questão da vocação das pessoas, em suas formações profissionais em promover o bem a outras pessoas, ao sujeito próximo ou distante desses agentes em suas atividades. Porque havemos de estabelecer essa distinção: existe a viabilidade de ajudar alguém próximo de nós ou algum distante de nós. Regra comum é ajudar as pessoas próximas de nós. Mas, e aquelas longe de nós, de que tomamos conhecimento de suas carências, suas privações e suas vulnerabilidades?

Justiça tardia, mas justiça

 Aqui no Brasil existe um instituto, uma espécie de lei protetora de autoridades e políticos. É a tal imunidade parlamentar ou Privilégio de foro, ou foro por prerrogativa de função, uma garantia constitucional de que certas altas autoridades (Presidente, Ministros, parlamentares, etc.) sejam julgadas por tribunais superiores (STF, STJ) em vez da Justiça comum. Tal garantia é uma legítima excrescência criada pelas casas legislativas – no chamado espírito de corpo- É o chamado princípio do corporativismo, um expediente que visa mais a dar garantia aos atos de corrupção, improbidade administrativa, e outras falcatruas que nada tem a ver com o interesse público.  E o mais melancólico é que funciona porque parcela significativa dos congressistas responde a inquéritos e processos no Supremo Tribunal Federal, e raramente são punidos

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