MORREU E VIROU GENTE BOA

 

O ALÉM CONSERTA E COMO CONSERTA! 

 

 Uma questão não menos mística que moral trago aqui aos meus leitores e leitoras. É um tema que já foi objeto de análise de doutrinas, filosofias, sociologia e religiões. O mote ou glosa é este: a transformação ética e moral de um indivíduo no post-mortem imediato e via mediatos. Em outros termos: temos aí nos variados meios sociais, na família, nas corporações, no nosso entorno profissional e laboral aquela pessoa de vida torta, vícios, vida desregrada e doidivanas. Entretanto, toda a arraia-miúda sabe dos destrambelhos desse conviva, sabe de seus zeros profícuos atributos éticos e civilizatórios. Por vezes um sujeito patusco e aficionado às esbornias e tabernas etílicas da vida, às orgias de todo gênero, ao centro gravitacional do comer de forma panturrilha e repimpada (gula, pecado Capital).

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 Entre os estudos das relações humanas, alguns delineiam de como se deve dar o grau de afinidade ou desavença ou incompatibilidade entre as pessoas. Há como que, assim o afirmam esses braços de estudos, uma energia além do compreensível e ordinário para as pessoas simples e comuns (para as inteligências comuns e medianas). Não são apenas as Ciências que demonstram e discutem essas nuanças, essa natureza de interação social, o grau de afinidade, confluência de interesses, ideias e sentimentos. No outro polo existem a desafeição, a inarmonia, as antipatias, os atritos de gostos, preferencias (até sexuais e estilo de vida, modus vivendi). Fala-se aqui da alteridade, da disparidade que exsurge interespécie, gênero e individual.

De fato, olhando os dados empíricos, os useiros e vezeiros encontros e convivência, é de se notar o quanto existem pessoas que sugerem trazer ou aquela energia ligante, atrativa, de muita identidade ou ao contrário: pessoas classificadas como tóxicas, antipáticas: aquelas no polo do reverso da simpatia, da empatia e generosidade. Quantas são as pessoas que o simples tom vocálico exala um som rebarbativo, irritante e irritadiço. Além do que suas ideias, sua cultura ou contracultura, os gostos, as expressões, os cacoetes e posturas são pura frivolidade e um vazio de dar fadiga em quem as ouve (pensando no plural).

Um estudo elaborado pela Universidade Pública de Seul, Coréia do Sul, traz consistência e evidencia no deslinde desses dados de comportamento, pura Sociologia e Psicologia Social. São ensaios e protocolos de estudos horizontais robustos porque buscam fundamentos em Ciências e pesquisas de várias etnias.

Entre tantos dados das Ciências, há as compilações empíricas, dados notariais e demográficos. O que demonstra que são conclusões não estanques ou com vieses populacionais. E nem tantos itens de pesquisas precisariam, pelo que pessoas que se debruçam sobre o que pensam doutrinas e Filosofias nos apregoam. As pessoas são dispares, outros, subsistem filogenética e ontogenética (mente) essa diversidade humana. Não apenas na pele, na anatomia, na fisiologia. Mas, no caráter, na personalidade, nos gostos e preferências, no estilo de mobilizar a vida. Inescapavelmente.

Nesse turnover das expressões, o instigante é de como se dá a reação de muitas pessoas ao depararem-se com esses tipos sociais. Muitas são as pessoas tóxicas, desadaptadas e vazias que tudo fazem para buscar a adesão, a anuência, a cordialidade de outras pessoas à sua volta. Buscando que elas adotem aquele jeito torto, inadequado e pouco ético e civilizado de viver.   E há, de fato e de adesão, aquelas pessoas lhanas, boazinhas, cordatas, acolhedoras e ingênuas que apoiam, dão guarida e receptividade a esses tipos antissociais e tabaréus e tabajaras. Já outros há que se mostram resistentes a esses tais e quais indivíduos aproveitadores, folgados, expansivos, caraduras e mansos. Gentes!

 

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

 

 

                

FAUCE HIANTE

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

É bem cantado e decantado que hienas gostam de savanas. Não importa que hora seja, mas elas, se surgir um azo, elas estão ali, regozijando, se refestelando do bom e do melhor. De preferência às custas de algum parental, nomeadamente se for parental e paredista ingênuo e paspalhão. Porque assim a exploração fica patente e deixa o golpista e folgado mais relaxado e tranquilo.

Mas, por incrível que pareça em algum recanto de cá e de lá existem gentes hienas. Gente que aprecia banana. Imagine aquela sacana que encontra uma ignara e começa a paspalhar! Certas hienas passam como se fossem ignaras. Catervas, turbas. Turbas-multas! Quando se olha o mundo de Hosana, mais nos lembramos de mundana. E vem então aquela carraspana! Santinha, o que você está por fazer? Tudo certo? Tudo certo!

Vivemos em um mundo do chamado dos prazeres instintivos. Como há rebanhos e rebanhos de pessoas que não passam da tacanha, da frugal e medíocre rotina de sobrevivência! Como existem! Sobrevivência que se encerra em três pilares de sustentação para essas catervas de gente: a satisfação gustativa pura e simples, pelo simples prazer do paladar e do apetite digestivo; do gozo sexual, não importa que tipo de relação interpessoal; do gozo e satisfação instintiva nas libações alcoólicas ou mesmo não alcoólicas como a ingestão irracional e cativa de Coca-Cola etc. Gente que não passa da mera existência. Elas existem! Simplesmente existem! E basta.

Porque viver além do mero e ordinário estado vivencial dá trabalho, exige gasto de ATP, de energia ativa, de mentalização, de cognição, de elaboração intelectual, laboral, profissional, cultural, técnica etc. logo nada produzir e nada pensar é mais simples, sem dispêndio, sem dispensa ou dispensação. Porque hão de convir e convencer. Para que esfalfar, ralar, suar roupa? Dá trabalho e muito trabalho!  Portanto, viver apenas sob os auspícios de uma faminta fauce hiante é mais prazenteiro e leve.

 

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

                

As Ciências como Sociologia, a Psicopedagogia e a Psicologia não vertem dúvidas de como se mostram as pessoas a que vieram ao mundo, se tornaram gente, como fizeram da educação ou falta desta que receberam de seus ancestrais, do meio onde estiveram inseridas, no caso, a família, o domicílio, o meio parental onde foram criadas. Porque hemos de entender a família é a Escola de formação ética, moral, de civilidade, de boas ou más maneiras de convivência das pessoas. Aprendeu no padrão, na correição que deve ser a vida, nas boas maneiras de convivência, tudo bem. Pessoa resolvida para sempre. Aprendeu torto e enviesado para o antissocial, o feio, o explorador, o parasitismo e ingratidão e para os expedientes chamados sem noção. Danação e perdição para sempre. Vamos a alguns cenários para ilustração.

Faça uma festa cerimoniosa, solene e oficial, onde entram etiquetas de convívio, civilidade e mínimos protocolos de postura e comportamento. E teremos de amostra grátis, a que vieram as pessoas a esse mundo. Ali nesse ambiente, que exige postura de educação em Moral e Civilidade, postura de mínima educação até mesmo nos temas dos diálogos e falas, nos cuidados civilizatórios do uso de um sanitário, no destino correto do lixo pessoal produzido, na higiene da boca e mãos e segmentos anatômicos íntimos.

Outro item não menos importante. A pessoa tem à disposição, findo o cerimonial, os chamados comes e bebes. Uma mesa de variados sabores de tudo, garçons alinhados e serviçais aos convivas e convidados. Lanche apetitoso, saboroso e capitoso. Tudo da melhor qualidade, que certas pessoas não teriam condições de bancada.  Vêm entoa os demonstrativos da carência de etiqueta, de civilidade de educação à mesa, quando essa mesa é oferecida graciosamente. Imagine aquelas pessoas, gentes, no caso gentalha. Que são capazes de se refestelarem dos melhores nacos, dos acepipes, bebidas primorosas, dos manjares e chocolates. E essa gentalha é capaz de empanturrada, deixar o que mais não quis jogado à mesa, nos pisos, próximos aos lixos e banheiros. Uma demonstração robusta e cristalina do grau de civilidade e educação dessas pessoas. Porque na vida privada e doméstica ao bem piores do que o demonstrado nesse ambiente compartilhado.

Suponhamos (de supor e supostíssimo) que todo o cerimonial seja de expediente esponsalício e a personagem major, de destaque tudo teve de bandeja e de cereja. Ao que consta nunca havia provado de certo manjar ali servido. Ela vai degustando. Mas, eis que se lambuja. Ah, que pena. Ancestralidade recôndita e no escaninho dos legados éticos e etiquetado. Que pena! Não tem culpa. Está no genoma educacional. Hereditariedade familiar e social e genômica.

Vamos ao descritivo caracterológico de personagem major desse cerimonial. De bandeja e de amostra grátis. Recebidos todos os legados e legatários o que deveria fazer qualquer personagem dos beneméritos. Mostrar certa civilidade de gratidão e dar graças aos patrocinadores. Nada disso se não feito, tem-se de concreto o quanto é frágil, o quanto são deficitários os valores de empatia, de gratidão e generosidade essa persona.

No quesito ausência de noção. Imagine que o contexto social seja, estar em uma sessão ou ambiente tido e havido como sagrado. Imagine, aquelas roupas inadequadas, uma mini saia, ou um short-saia. Muita falta de noção e autocritica para esses momentos e encontros. Aquela mulher que está mais para o lado putrefeito se mostra baranga e tribufu. Imagine, a cena! Não pode, não pode. Imagine aquele vestido tipo detergente Ypê de cor azul, de lantejoulas e paetês. Ai, ai! Que horrível! E sempre de copo em riste, ora cerveja oura outro espirito. Não importa. Mas o movimento movido e mantido sob os efeitos etílicos. Que tipo esse indivíduo! Foge aos atributos do homo sapiens sapiens! E a baranquice não para (do verbo parar). As falas fúteis, os conteúdos sem conteúdo, frívolos.

Se essa pessoa, considerando um âmbito comunitário, significa que não privativo, mas de todos, público, é capaz de portar de forma inadequada, inadaptada ao contexto, sem pensar no outro que vai ver esses gestos, essas gafes e sujeiras. Imagine o seu interior! Será que há conteúdo? Ou somente frivolidades! Boçalidade, parvoíce, janota para mais de metro e meio. Imagine! Baranga e tribufu! Crueza. Cruz credo!

Nessa extensão vamos imaginar outro contexto e âmbito. Agora o doméstico de pessoa anfitriã! Pessoa, convidada ou não. Mas, conviva! Chega como visitante. Sente-se à mesa. Anfitrião sem outra prenda que ela mesma, passada de 3ª idade! Comorbidades! Polimedicada para tais e quais achaques. Mas, boa receptora, boa e generosa anfitriã. Tal e qual conviva, se refestela dos melhores acepipes e manjares. Terminado o gozo digestivo o que faz? Essa pessoa, toma do celular e sai no requintado caradurismo. Fotos, posts, Instagram, refestela, repoltreia, soninho. Ninguém é de ferro. Mas, a anfitriã está lá esfalfando, ralando. Lava louça, tira lixo, limpa tudo. Ordem em tudo! Que horror de gente, plangente. Como explicar. Volta ao berço, à geratriz, à matriz, ancestralidade! Tudo a ver.

Nos atributos do chamado bom grado, da liberdade de reconhecimento de um bem recebido, mormente no âmbito abstrato. Quanto de insuficiência assistimos nesse quesito. Foram imagens produzidas em profusão. Porque afinal, para tais e quais pessoas, homens ou mulheres do mundo virtual e digital, a realidade válida não é real, mas virtual. Redes sociais. “Ser alguém ou alguma coisa dentro da existência é ser percebido (a)”. Para tais concretudes e satisfação frívola e de vacuidade existem as plataformas, as fonpages, os Instagram e tik tok, com seus poderosos algoritmos performáticos e sorumbáticos. Assim, de bom grado, os atributos de graciosidade passam longe de serem verbalizados. Mundo, vasto mundo de muito imundo e fútil submundo, desses silvícolas do planeta virtual, virtualidade sem virtudes. Porque o que vale agora são imagens, cores e cosmiatria. Socorre-nos bendita psiquiatria, porque ao que parece vivemos pareados com a terra do nunca, como nunca antes visto nessa terra brasis!

Há uma outra característica nesse perfil de gente. Seja aqui, acolá, alhures e algures. Não importa se Eleonora ou Engenho de água. Parental, paredista ou parental. Olhe esta! Imaginemos que tal. O atributo das medidas dos melindres. Metrômetro em metâmero. Atenção. Não esqueça de sicrana ou beltrana nos ofícios de prolfaças. Faças tu ou faça você esse lapso, e será cobrado, severamente, melindradamente; prodigamente e ofendida. Há, mundo de novas gerações! Quanto frivolidade e vazio imperioso!

 

 

ELEONORA GALINA

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

Não há que dissentir ou persuadir do contrário, cada pessoa é o indelével corolário de duas escolas fundantes e fundamentais, cujos rituais iniciam nas primícias da vida pueril. Cada moça, mulher ou esponsalícia é o espelhamento da genitora. Genitora tabajara e franjada, não há de quê! Filhas ou filha colherá todo esse estilo de viver e se relacionar. Tal jeito ou modus vivendi está incrustado em todo o seu software interno, de cânones éticos, sociais, de trocas construtivas, em termos de empatia ou hipocrisia com outros.

Eleonora Galina era dessas representantes, tendo em comparativo sua biografia e geratriz genômica. Não havia que mais esticar o entendimento, para gente de boas sinapses cognitivas e intelectuais. No dito popular, era a matrona e geratriz cuspida e escarrada. Nos esgares, nos meneios, nos repelões e cinética ou estética corporal. As roupas eram aquelas as mais resumidas e sumárias para as ocasiões.

Os receptáculos a ela não podiam oferecer os mínimos obstáculos. Acepipes e ágapes os no estilo vip e sem o mínimo de vilipêndio, porque estava no seu compêndio ancestral Encômios, loas em demasia, ainda que de retorno pura hipocrisia. E assim se fazia em todos os encontros e rega-bofes. As dádivas lhe eram sempre bem-vindas. Com o termo, mão única. Não havia um, dois. Para sempre, jamais eterno retorno.

No fundo e ao cabo das coisas, Eleonora, ou como falaria um hortelão ou campesino. Eleonora era como homônima desse Engenho D’água. Eleonora! E sempre de pele e pelos coloridos e pintados, mais parecia de fato um frangir, ou Eleonora Galina, de fato e de expressão!

 

 João Dhoria Vijle Lisboa

                

 

 QUANDO um articulista fala com base em seu repertório, em seus arquivos técnicos, científicos e normativos éticos e sociais, fica fácil expressar porque não se trata de pura opinião subjetiva. Mais que isto, ele fala com fulcro e chancelado por outros pensadores, cientistas e bioéticos humanos. Bioética. Necessário até explicar o que seja esse verbete e conceito. A Bioética é nada mais nada menos que a Ética da Vida, das Relações Pessoais, as mais simples e populares. A bioética, de origem estadunidense, tornou-se mundialmente conhecida por estar ancorada em quatro princípios básicos pretensamente universais e reconhecida como bioética principialista: Receber e doar ou devolver; mostrar humilde quando se exige humildade; comer e no mínimo lavar o prato; dormir e deixar quarto e demais objetos e espaços limpos e organizados para o outro.

Não remanesce e nem obscurece o entendimento de que vivemos uma era e em mundo onde prevalecem as aparências e apenas a existência. No postulado de Descartes, muitos se mostram, se comem, se prazenteiam, vivem nas esbornias, tocam a vida nos momentos do comer e beber, cultivam o estilo estroina, nos chamados rega-bofes. Logo bastam para esses tais e quais, eles existem. Buscar alguma essência, caretas e fora de voga, da moda, do que bomba e ribomba pelos marketings das redes sociais (leia-se antissociais) de um Instagram e Tik Tok.  A internet, o YouTube, o WhatsApp, tornaram para grandes rebanhos de gente escolas de cultura e manual de instrução. Tudo se encontra ali. Quantos filhotes a mais que a gata pariu! Olhem que lindeza de roupa! Olhem que prato saboroso! Olha que cabelos belos. Ah, se Florbela Espanca visse!  Socorro!

Na vida comezinha, nos expedientes useiros e vezeiros a que todos estão investidos, será que seriam necessárias regras sociais escritas e coercitivas nessas relações. Tendo em conta que toda pessoa possui bom senso, boa faculdade mental e cognitiva, observância diária das normais sociais dentro do padrão ético e civilizatório?

Imagine o caso daquele juiz substituo lá de Rondônia Robson José dos Santos. Queiram os leitores ver em https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/ex-pipoqueiro-as-humilhacoes-e-abusos-que-levaram-a-demissao-de-juiz#goog_rewarded. O sujeito veio de uma família humilde, passou necessidades não satisfeitas quando criança e adolescente. Ele foi à luta, estudou. Chegou a ser aprovado como juiz no Judiciário de Rondônia. Entretanto, após tantos feitos. Se lambuzou no mel alcançado. Não soube degustar o cargo. Foi demitido da função por mau comportamento.

E assim, existem por aqui, alhures e muitos algures, cá e acolá, gentes simples. Aliás, que até deveriam se comportar como simples e normais ou no mínimo modestas. Admitida em certas sociedades, em certos grupos, em certos guetos. Parecem ver nesses grupos altamente diferenciados o aspecto de malta ou súcia. Porque ao invés de se enquadrar naqueles ditames e cânones do ético e etiquetado, essas tais e quais pessoas, não importa especificar, acham que elas (fora do padrão) querem que os outros o sejam e comportam como elas fora das regras civilizadas e comportamentais. Não pode! Não pode tais investidas. Típico exemplo de que se acham o sal da terra, a belezura e modelo de pele, cores e aparências! Santo Graal.

E os melindres, os salamaleques, os rapapés! Ah, melindres. Ele não lembrou meu nome. E os parabéns enviados! Méritos, meritocracia. Melancia. Melancolia, merencório. De retorno, obrigado! Tá bom. Eu vou. Que hora será o churrasco? Pode deixar, a gente vai. As Ciências, Genética e Epigenética, falam tudo. Se há um pai tabajara somado à mãe tabajara, explica-se os tributos, os atributos e meneios, esgares, em todos os lugares daquela pessoa. Jean Piaget deslinda, esmiúça e fuça. Copista, simula e imita. Hum aqui o seu brinde, sua dádiva. Você está uma diva. Parabéns. Sem retorno, nem reconhecimento.

 

João Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM 

 

 

 

 

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DEMÊNCIA E INSANIDADE MENTAL DIGITAL by

João Joaquim 

Com o advento e inauguração da internet e suas consequentes e derivadas descendentes, mídias e todas as tecnologias da informação vieram outros recursos virtuais. Mas, notadamente as ubíquas redes sociais. É consenso que inauguraram-se o que se pode chamar de escolas e oficinas da imbecilidade humana. Ou, nas palavras de Michel Desmurget, “Fábrica de Cretinos Digitais.

Quando se abre por exemplo um Instagram, um Tik Tok, um Facebook, um WhatsApp, tais aplicativos e redes sociais se transformaram nos demonstrativos mais robustos e típicos nos valores e ocupações que tomaram conta dessas pessoas desocupadas e idiotas.

E nada se dá por acaso, sem uma finalidade, quando se olha e se escrutina pelo lado dos provedores, dos sites, das plataformas digitais. Esses provedores como Meta, Instagram, Tik Tok, Tinder detém funcionários e especialistas, técnicos das mentes mais brilhantes e por isso muito bem remunerados. O que fazem esses profissionais, esses desenvolvedores e criadores de conteúdos (teúdos e manteúdos para tais fins)? São autores  dos algoritmos, das estratégias de aliciamento, os coloridos, as mágicas e iscas para prender e adicionar os usuários aos seus recursos viciantes.

São algoritmos, imaginem bem, leitores e leitoras deste texto. São algoritmos desenvolvidos e editados, sem nenhum escrúpulo, sem nenhum senso ético ou de civilidade com crianças, jovens e adultos perenizados como ingênuos e idiotizados. A imbecilização imposta por essas empresas revela-se nos expedientes os mais nocivos e desumanos, quando se trata no que deveria ser um compromisso com a cultura, com a formação e instrução técnica do indivíduo. Nada disse se vê nesses recursos.

A demência mental, a insanidade cognitiva, ética e de civilidade é tamanha que os objetos de mídia; falando dos celulares; se tornaram extensão da Anatomia Corporal da pessoa. O usuário e idiota escravo até para ir ao banheiro, para rezar, para sentar-se à mesa, precisa de estar com o celular, à mão e consultar os posts, vídeos e chamadas. Demência mental e sandice no mais alto grau.

 

João Joaquim 

 

                

OS CLÁSSICOS FILA-BOIAS BY

Não há mais o que dissentir, o que discutir. Porque são estudos, ensaios e protocolos científicos, vindos por exemplo da Universidade de Seul – Coréia do Sul, e Tóquio – Japão. Dizem respeito à personalidade dos chamados comilões e glutões. Indivíduos que centram suas vidas nos prazeres gustativos, nos regalos e gáudios da boca e do baco. Nos ditos folclóricos, há inclusive os chamados fila-boias.

Como se caracterizam esse perfil social e emocional de gentes? A qualquer oportunidade de se empanturrar, de se refestelar em boas comidas, elas estão ávidas, sequiosas, famélicas por esses gáudios e regalos. Costumam até se sacrificar a outros expedientes. Não as convidem, para simplesmente assistirem a uma sessão de cultura, de reflexão, de participar de uma reunião de arte ou algo que valha. Fila-boias são assim, nessas expensas de suas energias. Costumam viajar trajetos longos e calorentos porque o rodizio de carnes e massas e doces está à espera e grátis.

Aniversários, aquele lanche oferecido, pães, chocolates, doces, rega-bofes? Com eles, os mesmos! Mesmo em detrimento de outros promissórios e suspensórios e supositórios! Ai, ai. Pura debilidade mental e sandice, de quem foi criado e engordado em famílias tais e quais. Pai bebum, comilão, casa cheia de amigos de copo, cozinha, garfos e bebidas. Ambiente de chulice e tolices; papo-reto e cabeça de vento! Era assim, o história de seu Galdino, para quem a vida, a centralidade e gravitacional da vida eram as panelas, galinha assada, frituras, carnes, cerveja, papo-reto, correto. Bebedeiras, pés em chinelos de dedo, pança de fora, refestelar, grunhir, comer, dormir. Ah, que vida! Filhos iguais!

Conforme os citados estudos orientais. Toda essa hiperfagia insana, essa social e pernóstica compulsão alimentar, a chamada compulsão alimentar contínua, tem de forma originária duas heranças bem caracterizadas pelos estudos de seguimento e experimentos. Não se nega o fator genético. Somado ao principal que é o fator hereditário familiar.

Na busca original se tem aquele pai beberrão, bebum, comer e beber sempre foi o ponto gravitacional, o fiel da balança de sua vida, de sua desdita vida antissocial. Amigos de copo e panelas no reforço. Filhos criados no mesmo insano e débil ambiente ético e social. O que se esperar de tais e quais dotes legados à prole. Gente de mesma iguala. Ciência e experimentos que consubstanciam assertivamente o aqui afirmado.

-Oh, a gente tem o social e cerimonial civil no endereço passado. Depois o almoço no endereço tal. -Ah, ok, tamos lá pode deixar! Hum. Delícia hein! Nordestinos e com destinos iguais a mineiros, goianos, manauaras, e por aí vai na mesma esparrela. Originários. Ordinários. Sem essência, ficaram na mera e tacanha existência!

 

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

                

 

DE APARÊNCIAS E SEM ESSÊNCIA BY

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

Pessoas de pouca gentilidade e fineza. Faltam-lhe os predicados de boa civilidade, mini ética nas relações pessoais. Agora, há qualquer evento social, civil, uma despedida de solteiro, um dia natalício, aniversario, para melhor entendimento. A notícia chega até tais bons fila-boias, os bons de garfo e copo; comilões, glutões por excelência.

Oh, a gente vai fazer um churrasco, bebidas à larga, à farta. Sem reforço comunicativo. Batata! Todos ao evento. Comer e comer, beber, à farta, à larga. Estamos dentro! Esperem.

Assim, o dizem estudos nesses tipos antissociais. A empatia e solidariedade dos instintos, dos gustativos, dos baixos instintos, do gozo, dos regalos, sem gargalhos. Estamos indo.

Como a instrução e falta de senso ético e moral de uma família, pais/mães/convivas podem moldar uma inteira prole de pessoas. Caldo cultural. A cultura da comida, do gozo digestivo, do prazer e felicidade da boca e baco.

Muitos são os indivíduos, cuja gravidade e centralidade da vida estão nessa satisfação, ao tipo orgasmo gustativo do refestelar, do repimpar, do empanzinar de vaca, de galinha, de massas, de mandioca, de farináceos, das massas; tudo vem e origina e se perpassa de forma ancestral; chefe de família bebum, glutão, beberrão, com gente de mesma iguala, todos malas! O ritmo que os embala na mesma escala.

E aquelas pessoas, agora se fala mais do gênero dos xises. Para as quais, para as mais, a vida, a existência, porque essas tais e iguais nunca vão além da tacanha, da medíocre existência. Essência? Careta, retrógrada essência. Cores, casca, lascas. Facebook, Instagram, fotos, rímel, batom, cabelos colores, plásticas, vídeos, posts. A biossegurança do convívio com pets, excrementos, pelos, pulgas, bactérias, salivas. Asco, engulho, nauseabundo gosto, cultura, vermicular, parasitário.

 

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

 

ZERO EMPATIA E MUITA MERCANCIA by

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

A Neurobiologia e Neuropsicológica nos dão boas pistas do porquê da existência de pessoas com o sentimento da Empatia muito precário.  Algumas com absoluta ausência desse valor ético e social; esse vínculo tão importante em nossa sociedade da após modernidade.

Empatia, eis o que seja esse sentimento. Ele jaz como um aspeto essencial da natureza humana, uma chave para a sobrevivência das comunidades da nossa espécie. Finalmente, e atendendo a que a empatia é um traço desejável, e mesmo após o argumento de que faz parte da natureza humana é reconhecido que nem todos os humanos a apresentam por igual, discutem-se estratégias que poderão conduzir a uma estimulação da empatia como traço de humanidade num indivíduo, mas também como resposta imediata a uma situação, de relação social, familiar, de amizade, parental, de solidariedade, de filantropia.

Além desses ramos científicos nos mostrarem liames biológicos, da constituição e arranjo psíquico e emocional da pessoa, grandes pensadores e sábios se ocuparam desses valores. Foram pensadores do perfil de um Aristóteles, de Rousseau, de Jean Piaget, de Donald Winicott, de vários outros na área de Sociologia e Psicopedagogia.

Há diversidade nas populações pesquisadas, locais de estudo e falta consenso entre os autores sobre como a empatia se desenvolve, perpassando explicações pelos campos da cognição, emoção e atividade neuromotora. Mas, sabe-se hoje, à luz das Neurociências e Psicologia Social, do quanto é forte o padrão educacional, da mãe como protagonista na formação da criança como um futuro adulto bem resolvido nos sentimentos de humanidade; empatia, solidariedade, senso do coletivo, da participação e amparo social do outro.

JFLM era aquela mãe recém tornada marinheira de primeira viagem. A origem, dava pistas do porquê de sua precariedade e inaptidão a uma vida social civilizada, de gentilidade e boa educação em sua relação social. Fosse com o consorte, com os parentais, com sogros! Para ela tudo era natural e normal, a frieza e indiferença nos contatos sociais. Casa em desalinho, desorganização na recepção de parentais e próximos. Cuidados primários do primeiro filho a parentais que assim se dispusessem!

REML, outro modelo de ausência de sentimentos de altruísmo e lealdade para quem e de quem recebia todos os regalos à mesa e encômios. Na certa e concretamente, era um poço de hipocrisia dissimulada. Na mesa se refestelava, se empanzinava do capitoso e palatável acepipe, manjares eram servidos a seu gosto. Rapapés, trato gentil e loas a ela dirigida. E cria solidamente em tais valores, de casca e pele. E ia, e vinha, no mesmo reco-reco. Não tinha empatia e reciprocidade na oratória. Mas, a origem genômica explicava tudo. Berço, de cabeço, de geratriz. Perua, nua de bons predicados. Origem! Ausência de empatia!

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

 

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TENDÊNCIAS DO MUNDO DIGITAL

 João Dhoria Vijle Lisboa

Nesse mini artigo vou mostrar o que podemos classificar de as tendências que se abateram sobre grande parte da humanidade, com o advento da informática, da Internet, de todas as suas derivadas como as mídias, todas as chamadas redes sociais a que muitos críticos chamam de redes ou conexões, carteis e correntes antissociais. Associada a todas essas tecnologias entra de igual efeito a telefonia móvel. E aqui vale uma nota de meio, o telefone celular, na certa é uma metonímia. Porque o que ele menos representa é telefone. O celular tonou-se parte da anatomia corporal, como se fosse uma extensão do corpo. Tanto que ela anda mais colado à mão do que no bolso, pasta, mala ou bolsa das mulheres.

O que qualquer indivíduo, um terráqueo humano (homem ou mulher) anda perdendo é ´justamente o que podemos nominar de humano. É o princípio do chamado desapego, desconexão humana, ou apego material, virtual e estético em detrimento dos atributos e senso humanos. Entretanto, pelo enumerado, o que essas tendências têm a ver como as citadas tecnologias de informática, mídias socais ou tecnologias da informação? Vejamos.

Por haver alguma similitude, poder-se-ia buscar as fontes do materialismo, dialético ou não de Karl Marx, de George Hegel. Mas, não iremos complicar o entendimento para as pessoas comuns.

É da natureza humana, sempre foi dessa natureza o afetivo, o liame e apreço por tudo quanto seja material, concreto. Conceito de realidade material e de produção. O que internet e correntes, redes, carteis, aplicativos e mídias; todas de comunicação têm a ver com as tendências de grandes rebanhos de gente em tempos digitais. Justamente por estar se falando de apego e desapego. Apego por status, material, dinheiro, objetos? Vamos a alguns exemplos useiros e vezeiros, da humanidade. E contraditórios, atentem bem!

Atentem e analisem bem o comportamento de certas pessoas e famílias. Por vezes conservadoras, frequência de alguma igreja, comunidade evangélica, doutrinas e princípios. Filha ou filho instruídos e educados, com certa reserva, conforme o futuro cônjuge, namorado de momento. Mas, potencial de se coabitar, conúbio, esponsais! De repente liberação geral. Há o potencial de a vida ser arrumada e garantida boa sobrevivência. Pronto. Mudança moral imediata, penhor sólido. Gozado, não?

Outra tendência. A da maria-vai-com-as-outras, representada pelas redes sociais do WhatsApp e Instagram. Como cravou o pensador Berkeley: “ Ser é ser percebido”. Algum messias e comunicador do Insta, postou lá que bom mesmo são palavras mágicas; tipo: Deus é fiel! Presente de Deus! Eternamente fiel!  Lencinhos de enxugar as lágrimas de alegria! Pronto, temos que comprar os tais lencinhos. Para o aniversário. Agora, faz-se até mensário. Já imaginou. Que paradoxo! O importante não é ser alguma coisa! O que importa é a gente existir! Essência? Caretismo! Janotice! Retro!

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

 

 

 

 

               

 

PRESTÁVEIS E IMPRESTÁVEIS

 João Dhoria Vijle Lisboa

É DE se espantar e admirar o quanto certos tipos humanos chegam no estágio de maturidade plena da vida, como indivíduos imprestáveis! E de plano, já se separa aquelas pessoas com alguma síndrome, algum transtorno psíquico ou doença orgânica. Fala-se aqui de pessoas anatômica e mentalmente normais, de boa cognição e aptidão física.

Nossa curiosidade e espanto continuam quando no convívio com esses tipos sociais e contra laborais tais pessoas tocam suas vidas como se aquele estilo de vida;- qual seja, de absoluta ociosidade, de improdutividade, de algum trabalho rentável, de cooperação nos itens frugais de uma casa, de higiene e limpeza, de manutenção elementar de um domicílio- fosse normal (o estilo de vida optado).

E atenção! Muita atenção! Tal estilo de vida, o da improdutividade e vagabundagem, sempre existiu. Por curiosidade, houve até uma certa lei punindo a vagabundagem, aqui no Brasil, nos tempos do Brasil Imperial.

“O Senado estuda retirar a vadiagem da lista de contravenções. Trata-se de um delito que existe no direito penal brasileiro desde os tempos do Império e enquadra os indivíduos que não têm trabalho e se dedicam à ociosidade”.

A punição está atualmente prevista na Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688), assinada pelo presidente Getúlio Vargas em 1941, na ditadura do Estado Novo. A ociosidade pode custar aos vadios até três meses de prisão.

A existência desse delito é uma das razões pelas quais muitas pessoas, em especial as mais pobres, têm o hábito de carregar a carteira de trabalho sempre que saem à rua. Elas se sentem assim protegidas diante da eventualidade de uma batida policial.

O projeto de lei que extingue o delito de vadiagem (PL 1.212/2021) acaba de avançar no Senado. Foi aprovado no último dia 29 pela Comissão de Segurança Pública (CSP) e está agora em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se passar no Senado, irá para a Câmara dos Deputados”. Fonte: Agência Senado A punição à vadiagem e improdutividade foi mantida no governo Getúlio Vargas em 1941, como parte das contravenções penais.

Como sobredito e documentado, a vadiagem, a vagabundagem e imprestabilidade humana, de alguns indivíduos sempre existiram. São tributos e parte da natureza de muitas pessoas. As Ciências em sua infinita busca de respostas trazem-nos luzes sobre a questão: ei-las:

Podem-se duas leis serem citadas, leia aqui figurativamente. Melhor empregar o termo herança. Há uma herança genética, de o  indivíduo ter uma natureza mais frouxa, preguiçosa, improdutiva, lentidão, passos de tartarugas  até para pensar, aprender. Sobreposta a esta herança genética, há a chamada herança ou legado educativo e instrutivo do  indivíduo. Educação de berço é fator determinante no que o sujeito vai apresentar de produtivo, proficiente, vadio, ocioso, lerdo, moroso, parasitário e dependente.

Moral desta resenha. A ociosidade e improdutividade ou gente imprestável sempre existiu. Entretanto, com o advento da Internet e as Ditas Redes associais (=antissociais), houve um incremento nas legiões de gente improdutiva, imprestável e ociosa. São os perfis de gentes que se mostram no Instagram, WhatsApp, de ti ti, ti, de reco-reco. Fotos, cerveja às mãos, comidas das boas, rebolar, se mostrar. E trabalhar que é bom mesmo, necas de pitibiribas. Parasitárias e suctórias, sanguessugas de alguém, de Estado e pessoas ingênuas. Gentes espertas, caloteiras são o que não nos faltam em nossas vidas! AGORA, imagine, se a lei da vadiagem ainda vigorasse hoje! Haveria muito trabalho para polícias e governos juntos. Porque parentes comuns não dão jeito, nesses tais.

João Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM 

 

 

 

 

 

 

                 

 Com efeito e já de plano sabendo dos contrafeitos. Fala-se aqui em mais uma futilidade ou futilidades ensinadas pelas redes sociais e suas colaterais. A Internet e suas coirmãs, redes sociais, passaram ser a Escola da vida de grandes rebanhos de gente. Que no Brasil combina bem ranqueada quando o assunto é formação e interesse escolar sob a égide e sob os auspícios da Internet e Redes Antissociais. As redes sociais, representadas pelo Instagram, em primeiríssimo lugar, depois Tik Tok, facebook, e WhatsApp são as escolas de ensino geral para as pessoas de todos os níveis. E para matricular nessas escolas aqui no Brasil, é fácil. É estilo vapt vupt. Vai lá no portal delas e abre-se uma conta.  Aluno remido e perpétuo. Grátis. Ninguém tem uma falta, porque a frequência é permanente.

Esses dias eu quase tive um engulho, aquele distúrbio digestivo que nos surpreende. Estava em uma reunião pequena, quando uma noiva me disse, que para o cerimonial de seu casamento estava faltando os tais dos guardanapinhos de lágrimas de alegria. Eu quase caio da cadeira. Mas, me recompus a tempo e pus-me a refletir do porquê dos lencinhos das lágrimas de alegria. Por que as obstruir?  Por que interrompê-las? Por que a frustração de um símbolo tão perene e imanente de alegria, da emoção das pessoas?

Porque as lagrimas são a materialização das emoções das pessoas. O que há de mais de os olhos das pessoas verterem algumas lagrimas, uma vez secretadas. Imagine o trabalho, a fisiologia das glândulas lacrimais desses órgãos sensoriais tão nobre, tão vitais de cada pessoa. E imaginar que são apenas algumas gotículas. Mais que isso, gotículas e cristalinas. Elas são como perolas cristalizadas! A composição a base de água pura, sódio, algumas moléculas de cloro, sódio e só.

Dá de perceber quando a pessoa secreta, expressa e exterioriza uma lágrima em gotículas. Elas são diáfanas, límpidas, translucidas, transparentes, puríssimas. Só por essas características é de se supor que são inofensivas, sem nenhuma mácula ou incômodo. Tanto para a pessoa que as secreta como para quem as contemple. Continua assim, a inquirição: por que deletar, sufocar, anular algumas gotículas desse líquido vindo dos olhos, representativos de choro ou alegria? Por quê? No caso aqui em foco, alegria. Apenas emoção e alegria. Mais um argumento, supondo que são por alguns instantes e apenas uma vez na vida daquela pessoa casamenteira.

Vamos personificar e dar vida aqui às lágrimas e ver como elas já se sentiram nesses cerimoniais e ritos esponsalícios, himeneus, conjugais; casamenteiros. E ali estão elas nos invólucros glandulares. No seu repouso. Quando, de repente, são sacolejadas. Ué! O que será essa trepidação?  Pergunta uma lágrima mais jovem.

Prepare-se! vem aí a turbulência de algum casamento. Mas, prepare-se. Lembre-se de que  até nós viemos do pó, e a ele tornaremos. É nossa vez e não temos voz. Cáspide! Estão me amassando por inteiro. Vou desfalecer. Escuse-me. Na outra a gente se encontra. Oxalá! Amassaram-me também. Dedos gordos, inclementes. Em mim foi rápido, levei um tremendo safanão. A outra lágrima do olho esquerdo. Ai, ai! Em cima de mim, veio uma mão grossa, grosseira, de peruada. Era a mãe de um volto, vulto vulturino! Horrenda! Feia, matrona já, tribufu. Deu-me um safanão que me parti em pedaços. Malvadeza!

João Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM 

 

                

GENINHA LINDOSO A IRRITADA

Se se pode exemplificar uma pessoa na sua chamada e constitucional maneira de ciclotimia, esta pessoa era Geninha Lindoso, daí a alcunha de irritada. Porque era tal e qual, aquela cobra-rei, que desde pequena já crescera dando botes e pondo gotículas de venenos (vírus) eM suas respostas, quando a inquirição não fosse de seu agrado.

Quanto mais íntima a pessoa de suas relações, mais irritável e intolerante era Geninha. Alguns espertalhões e embusteiros de suas horas de pureza e vaidade, chamavam-na de ternurinha. E ela se mostrava  até lhana, terna e tenra, nesses falsos encômios. Mas, passado aquele momento ela voltava aos seus humores. Ora fleumático, ora bilioso, ora colérico, ora spleen (ar triste e cinza, eivas de melancolia, biliosa, enfim).

O seu consorte era uma espécie de escudo para suas respostas e ideias de conflitos, de impertinência, de irritabilidade, de amofino, de enfermiço coração. Parece que dava mais ideias ao baço e aos rins que sua alma e coração.

Geninha portava o que se entende em Psicologia de baixo limiar às frustrações e insatisfações, as mais singelas. E tinha os seus alvos preferidos: algum cliente de sua preferência e ofício, de suas prestações de atendimento em sua sala de recepção de clientes. Não havia um dia que Geninha, não tivesse um rosário, uma enfiada de reclamações de sua jornada de trabalho, oficiosa e oficial, porque em casa de igual forma desenvolvia suas lides de prendas domésticas.

No crivo bem apurada, se vista da perspectiva da chamada Psicologia Positiva e Social, Geninha, era portadora de duas síndromes, a tripolar, a de possessão de duendes demoníacos. Havia nesse espectro psicopatológico, essas nuanças de caráter e comportamento. Suave e solícita, por vezes; protestando em outros de pequenos vultos e significado; e momentos de olhares e falas rebarbativas e causticas.

Coitada da Geninha Lindoso, afirmava algum mais íntimo quando a via naqueles estados de disforia de mal-estar e baixo humor. “ Ela está atacada dos demoninhos. E de fato parecia que carrega esse pequeno carma, a possessão de diabinhos; cruz credo!

O instigante e curioso com Geninha, é que ela tinha alguns alvos preferidos do descarrego de seus excessos de fel e rubescência. Eram pessoas de muito proximidade e laços gênicos. Explica-se por este instinto primevo de tantas geratrizes.

Na exegese da biografia de Geninha Lindoso, havia indícios e indicativos de porque de seu temperamento áspero e crestado, ciclotimicamente. Era o seu modelo de instrução e educativo provindo de família. O pai portava pulsões prédicas e adictivas incontornáveis. Era sujeito rude, xucro, palseiro quando sob efeitos aditivos. Um tipo antissocial de muito aceite de convivência. Horrores de atração social.

Que sina, que sinapses tinha Geninha Lindoso. A existência explica, os carmas explicam, a conformação psíquica e constitucional na base dessa tempera, a um tempo irritadiça, xucra e de nítida desadaptação social e afetiva. Coitada de Geninha Linndoso.

 

 João Dhoria Vijle Lisboa  

 

PARASITISMO HUMANO

João Joaquim 

Eu dei escrever este artigo em vista dos avanços sociais e dos antissociais que estão muito prevalecentes em nosso meio. Seja o corporativo, o condominial, o profissional, o parental. Este então é por demais visto e vislumbrado. Veremos por que. 

O artigo aqui proposto é o do parasitismo humano. Quando fui professor voluntário no curso de Medicina da UFG, cheguei a ministrar algumas aulas a respeito. Dentro do departamento de Clínica Médica. Esse departamento é o que agrega todas ou quase todas as especialidades médicas. Porque algumas vão surgindo alinhadas com os tempos pós Declaração Universal dos Direitos Humanos e evolução das Ciências, dos cânones de Bioética etc. exemplos:

Hebiatria, a especialidade que trata adolescentes; outra, a cirurgia de Redesingnação Sexual. Direitos hoje consagrados de a pessoa não se enquadrar no gênero genético, mudar o sexo social e comportamental. Para tanto falta essa especialidade em alguns Hospitais-Escolas.  As pessoas comuns não têm noção dessas especialidades médicas, agregadas ao departamento de Clínica Médica.

Eu aproveito para lembrar uma figura importantíssima na cirurgia e atendimento das pessoas trans de Goiânia e Brasil. Dra Mariluza Terra Silveira- Ela era professora de ginecologia da Medicina UFG. Infelizmente falecida precocemente, em 11 de outubro de 2019.foi criadora do projeto Transexualidade ou Projeto TX no HC UFG. Era uma profissional brilhante como ginecologista e com expertise nessa área da chamada cirurgia de transgenitalização ou Redesignação Sexual.

Voltando ao foco deste texto, o parasitismo humano. A palavra parasita ou parasito, já se mostra feia por si mesma. Ela é inestética, rugosa e áspera fonética. Originalmente vem do grego e passou para o Latim, com o significado simples de aquele que come ao lado ou junto do outro ou com o outro. A semântica então trouxa uma ampliação desse significado. Os seres parasitas também passam a imagem e o senso nada agradável. Imagine ver uma lombriga, uma tênia ou solitária, um necator americano (são os endoparasitas). Uma sanguessuga, um ácaro, uma pulga; bichos asquerosos, repugnantes.

Trazendo para as relações humanas; na amplificação do sentido de parasitismo humano. O quanto há de gente, pessoas que praticam, literalmente e na prática, expedientes e atos de parasitismo social, financeiro, material e de sugar energias de outras pessoas, exigindo que estas pessoas vítimas (parasitadas) esfalfem, fatiguem, laborem e consumam tempos preciosos em favor desse explorador e parasita. Fala-se aqui do ser humano. É uma característica do bicho humano. Nada de exclusividade de Brasil, sem discriminação patriótica. Ocorre em todos os grupos sociais, famílias, condomínios, ambientes de trabalho.

E para concluir, o parasita mais perverso de nossas relações é o que além de sugar e roubar nossas energias, nossos esforços, nossas aptidões para uma simples tarefa de casa, ou compartilhamento de responsabilidade doméstica, esse inapto indivíduo ( homem ou mulher, conviva, parental, hóspede de luxo permanente ou temporário), essa incapaz pessoa nos parasita com ativos financeiros, material e bens que não são de amostra grátis. Tudo custo trabalho intelectual e laboral. Comidas de qualidade, bebidas, material de higiene, objetos de uso pessoal.

O parasitismo humano, expresso nestas definições, não tem limitações de status socioeconômico ou escolar (diferente de status intelectual). Significa que há pessoas diplomadas, doutoras e são parasitas imaterial e material. Citemos alguns tipos de parasitas dos mais nocivos e maléficos às famílias, aos seus grupos sociais, e à sociedade geral: os corruptos e corruptores, os golpistas financeiros como os do INSS do Brasil, os golpistas como banqueiros e vendilhões de ativos e investimentos falsos, como o exemplo maior do Brasil do Banco Master de Daniel Vorcaro. E no âmbito familiar há os golpistas e caloteiros, que se valendo do nexo parental praticam essa praga de toma cá e nunca devolve lá o empréstimo, seja de ativos financeiros, bens e tantos serviços e objetos. As vítimas desses repulsivos e abjetos parasitas gostam muito de se valer da boa-fé e tolerância de pessoas indefesas, idosos, mulheres parentais, tios e tias. Vade retro parasitas humanos; pior que os lumbricoides a sugar nossos nutrientes.

João Joaquim 

 

 

 

 

                 

Uma matéria muito esquisita e tributo de nossa decantada era após a modernidade, conforme a intitulou o filósofo polonês Zigmunt Bauman, refere-se à busca feita por pessoas que vão se casar, ao cerimonial da igreja Católica. Fala-se aqui daquelas pessoas, noivos que sequer sabem fazer a persignação, ou seja, ao menos o sinal da cruz, conforme o certo. Em se tratando de gente que não professa nenhuma religião, mas cujos pais e avós mais idosos frequentam ou frequentaram missas e outras prédicas, catecismo e participaram dos Sacramentos da Católica.

E vêm as razões dessa busca obstinada, dedicada para que o casamento seja feito na Igreja Católica, e de preferência por um padre dito mais antenado com a modernidade, que se engaja e se alinha com os valores dessa juventude, da chamada pós modernidade. Trata-se de uma realidade inevitável e não se pode criticar e sobrestar. Seria algo careta, criticar por criticar, uma visão até retrógrada, imaginar ritos e cerimonias ao estilo dos tempos pré telefone celular, pré Internet, pré redes sociais.

E o porquê dessa busca frenética, cumprindo os protocolos e exigências da Católica. Em primeiríssimo lugar, razão 1. O luxo, a suntuosidade, a nobreza que ostentam os prédios da Católica. Imagine casar-se em alguma modesta casa, uma edificação simples e na Católica! Quanta diferença! Não impróprio dizer, existem até as catedrais da Católica. O nome catedral, já soa pomposo, um cenário que acima do sagrado, sugere nobreza, luxo, pompa, riqueza, ouro, vitrais, obras de arte. Há então esse mix, essa mistura do sacro com o nobre, o luxo. Portanto, casar nesse cenário e com esse ritual, traz uma sensação de que tudo está sendo feito sob o pálio do Divino e da Santificação desse clérigo, o padre, por vezes intencionalmente escolhido pelas famílias e noivos. Existem os celebrantes mais idosos, mais conservadores e os mais jovens, de linguagem mais atual, antenado com os tempos digitais e midiáticos.

Uma segunda e não menos importante razão de se buscar o cerimonial da Católica está ligada justamente com a modernidade. Casamentos existem que são até televisionados. Mas, no geral, classes médias e médias altas, existem de fácil porte e aquisição das mídias físicas e virtuais. Todos estão nas redes sociais dos convidados e convivas e anfitriões da festa, dos rituais sacros. É o casamento religioso, com a chancela, com o consenso e aprovação, apupos e encômios de padrinhos e pessoas presentes!

Sem alongamentos, vamos a uma terceira e outras razões de se buscar se casar na Católica,  sem a pessoa ir a uma missa com intenção de uma conexão com Deus há 10 anos. Há gente que conhece e sabe de missa, porque vão nesses encontros casamentais. E só. Essa 3ª razão envolve as imagens, as aparências de cada um em suas redes sociais pós cerimonial. Nas palavras do filósofo George Berkely: “ Ser é ser percebido” ou a ideia de que "as coisas sensíveis são aquelas que são imediatamente percebidas pelo sentido”.

Assim, com estas nuanças das razões de tanto afã, de tanta paranoia, chega-se a esse ponto! Porque muitas dessas pessoas, sequer sabem os nomes dos sacramentos da Católica. Assim são as famílias desses noivos, que também sabem patavinas de missas e outros sacramentos.  A Igreja apresenta uma ordem tradicional para a recepção dos sete sacramentos, que reflete o caminho natural da vida cristã e sua analogia com a vida biológica: nascer, crescer, alimentar-se, curar-se, cumprir uma missão e viver em comunhão:>

·         Batismo – nascimento espiritual

·         Confirmação (Crisma) – fortalecimento na fé

·         Eucaristia – alimento da alma

·         Penitência (Confissão) – cura após o pecado

·         Unção dos Enfermos – consolo na enfermidade

·         Ordem – serviço ministerial na Igreja

·         Matrimônio – vocação ao amor conjugal

 

Então ficam aqui consignadas e em comento, os motivos de gente até incrédula, ou meio ateia, buscar a participação da igreja Católica, nessa empresa, o casamento religioso. Religioso, hein, imaginemos todos! Tudo há de ser exibido nas redes digitais, no Instagram, no WhatsApp, no Tik Tok. Eta mundo moderno.

Só nós humanos, e continuamos humanos!  Poeta romano Terêncio.

 

João Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM 

 

 

 

 

              

 

BARANGAS E MINI BARANGAS

 

 João Dhoria Vijle Lisboa

Quando se fala em organização ou arranjo social/civil e ético da pessoa, é de se admirar o quanto esta constituição do indivíduo guarda estreita e íntima relação com o padrão educacional e de instrução que ele recebe da família, nas pessoas do pai e mãe.  Mas, deve-se dar muita ênfase, sublinhar forte essa participação da figura educativa e exemplar da mãe. Basta ter em mente que a mãe vai gerar esse filho/filha por 9 meses, com quem inicia seu diálogo e interação com o rebento ainda dentro do útero.  A Medicina já demonstra fartamente que existe uma conexão do feto com a mãe, em termos de identidade de troca de afetos, de sensibilidade. As influências da mãe são marcantes quando esse nascituro já está plenamente desenvolvido. Vem desta constatação a valoração da mãe na educação, na instrução e construção integral do filho/filha. Há mais que uma relação umbilical, ela é uterina, literal e anatomicamente.

Vem dessas demonstrações científicas, da obstetrícia e neurociências e psicopedagogia a regra de entender o comportamento, o caráter, o estilo e ética do indivíduo, a partir de conhecer a biografia da mãe. Qual o grau escolar, o padrão ético e social, cultural, de costumes, de hábitos, de gostos, gestos, de expedientes, vícios ou sobriedade, de temperamento, de qualificativos relacionais dessa mãe em sociedade. A começar pela micro sociedade domiciliar, intrafamiliar.

E assim, nesse massivo efeito do entorno entram outras figuras na instrução, na formação e constituição integral e moral desse filho/filha. São as pessoas de uma babá, de um irmão mais velho, dos coleguinhas de escola e toda a turma ou turba parental. Porque em se tratando de era digital e de redes sociais nem precisa tanto de convivência física. Porque o telefone celular, o WhatsApp e Instagram, são hoje as portas abertas e sem censura para os contatos e influências de uma tia desocupada, uns amigos sem futuro, e outros parentais que trazem as pernósticas e semióticas influências! Não há limites!

Vamos imaginar exemplos de nosso mundinho condominial, caseiro, visto e que se tornam useiros e vezeiros como referenciais ao rebentos, pimpolhos e meninas desde tenras idades, faixa etária susceptível e de frágil e maligna influência. Imagine aquela mãe e tia, e primos e tios. Mãe e tia no estilo de máxima cultura do prazer da boca e posts horrendos e reprocháveis do instagram. Ou aquela tia, de biótipo baranga ou cachalote. E ora veja! Volta e meia vive corneteando o sobrinho ou sobrinha ou mãe para a filha! Imagine, apenas pense!

Aquela mãe cuja centralidade e boçalidade existencial se faz com levantar, conferir os posts de redes sociais; postar as suas horrorosas, fétidas e feias fotos em termos de qualidade e estética. Ah, que preguiça. Se empanturra já pela manhã de pães e café e continua na ociosidade. E mais centralidade em cervejas, bebidas, conversa mole para lá conversa mole para cá. Roupas sumárias e esquisitas, mostras de anatomia de repleção de adipócitos, protrusão de partes íntimas, e toda baranga e truísmos de mau gostos.

Fica a pergunta fácil de resposta: como sairão as filhas dessa tal e desajeitada mãe, nutriz, instrutora, matriz? Gente elegante, ética e cooperativa é que não vai ser. Porque filha de mãe perua e esquisita, peruinha e baranga sairá de mesma iguala. Credo cruz!

Assim, pouco importa, mas costumeiro aqui no entorno nordestino. Mas, também aqui, alhures e algures. Imaginemos aquela rotunda e bojuda mulher estilo perua, que gosta de se exibir em fotos e gosta de mostrar os mamões de corda. Copo de cerveja em punho ou em riste como vedete de sua felicidade. Pernas torneadas e ostensivas de todo. E rebola e rebola. E haja patacoada, idioleta de baixo porão e baixo clero. Uê! Você aqui, que bom! E haja baixaria. E simulacro de status em moda. Que nível horroro. Vade, vade, retro.

 João Dhoria Vijle Lisboa

 

 

 

               

CAPACHOS E CAPACHISTAS by

 João Dhoria Vijle Lisboa

TANTO as Ciências de Mente e do Comportamento Humano, nos falam da condição de certas pessoas que se transformam em capachos de outras pessoas. É a condição de certas pessoas que se transformam em servas, subservientes e submissas aos gostos, às necessidades e exigências basilares para o funcionamento de outra pessoa. Tipo; a pessoa exploradora chega em sua casa e é tratada como VIP. “VIP significa Very Important Person (Pessoa Muito Importante), uma sigla em inglês surgida no início do século XX, comumente adotada após a Segunda Guerra Mundial. A expressão identifica indivíduos com status elevado, como líderes e celebridades, garantindo-lhes tratamento diferenciado e acesso exclusivo a áreas restritas”.

É o caso daquela figurinha carimbada, já pelos hábitos auferidos, traços hereditários dos quais não se pode escapar, porque encontram-se marchetados, incrustados em seu arcabouço moral, social, cultural, ético e de civilidade humana. Porque hemos de lembrar, nunca olvide esse princípio. Cada pessoa é o dividendo dessa indelével e indelegável herança familiar. Quem quiser saber porque sicrana ou fulano ou sicrano é assim e pior do que se esperava, bastar esgaravatar o curriculum vitae da família.

Nesse comparativo cada qual é um acionista da empresa familiar, e receberá esses louros, para o bem o para o mal, em termos de convivência, civilidade, produtividade, cooperação, amizade, equanimidade, ajuda na lavação de louças depois por exemplo da satisfação dos instintos e reflexos de fome e apetite. Porque poucos sãos os indivíduos que gostam de ralar entre a espiga e mão. Muitos só querem espigas.

Foi bem estudando esses tipos humanos e sem civilidade que surgiram os conceitos de capacho e capachismo. Quem se submete a ser gente capacho e o explorador. Que diz-se para adiantar: muitas gentes assim agem, de forma dissimulada, velada, sorrateira, à sorrelfa. E a outra ali, sempre lhana, bajuladora, sendo esbulhada em suas energias, em suas iguarias apetitosas, em seus quitutes e capitoas opções, a outra toda vip, solerte e disfarçada.

A pessoa capacho, muito comum das mulheres, está ali sempre, submissa aos caprichos da outra exploradora. E esta está sempre nesse expediente, como já naturalizado e normal. Porque basta lembrar dessa tal como sócia, como participe dos dividendos do arcabouço ético e social da família.

A pessoa na condição de capacho vai se anulando frente a outra e outras que veem esta fragilidade na explorada e capacho. Ela não sabe dizer não, sempre, sim, sim. Pode. Pode pegar. “Não! deixe que eu faço, vai descansar que eu tomo conta aqui, eu lavo tudo, eu organizo, eu tiro o lixo. Tem um chocolate aqui na gaveta, peque, coma! Saboroso!

Como há gente capacho neste mundo. Mundo fútil e vazio. Tipo tambor! Já viram, se bate há um barulhão. No cerne um enorme vazio.

 João Dhoria Vijle Lisboa

NIILISMO DIGITAL by

QUE HORROR!

Um mundo onde impera a decadência em tudo: cultural, moral, ética, de civilidade, de interesse em crescimento como pessoa participativa, operosa, cooperativa e construtora de si mesmo, do entorno familiar, social, condominial. Esta é a descrição do mundo habitado e compartilhado por aquelas gentes e pessoas, homens e mulheres que imersos na Internet e redes sociais, têm esses aplicativos virtuais como a escola de vida. A Internet e suas derivadas como as grandes e ubíquas redes sociais Instagram, Tik Tok, WhatsApp, se tornaram redes de ensino. São formadoras de opinião, para quem não tem opinião própria, para gente fútil, frívola e idiotizada. Assim, o demonstram os sinais e sintomas de um embotamento cognitivo e intelectual, crescente e recrudescente. Quanto horror! quanta descrença neste mundo tão vazio e infestado de futilidades.

O padrão intelectual, técnico e laboral dessas pessoas que vivem com o celular grudado na palma das mãos; é o que se vê postado nessas nocivas e destrutivas redes antissociais. Todas essas pessoas que não vivem mais sem essa fútil maquininha são a prova acabada do quanto elas são servas e subservientes do império dos provedores de Internet e redes sociais. Os smartphone para essas gentes passaram a ser parte da anatomia corporal delas. Ninguém ora, reza, come, vai à privada e mictórios sem o celular na mão. Na mão, hein!

Quando esquecem o aparelho em algum lugar, em casa, no carro, em outro compartimento, mesmo seguro, vem o motivo de pânico, de angústia, de tormento. A posse desse penduricalho pelos possuidores, passou a ser análoga à uma possessão demoníaca.  Ninguém mais, em se falando dos adictos desses apetrechos, vive desgarrado dessa possessão. São maníacos digitais. Todos dentro do mesmo imenso e insosso vazio, o vácuo das futilidades. Se por definição o vácuo é o espaço com ausência de matéria, a mente, o intelecto dessas pessoas adictas tem o mesmo conteúdo. Nada, niilismo puro.

Notícias frescas: o congresso americano e a Justiça Americana, vêm buscando responsabilizar e punir, exigir compliance, códigos do que pode e não pode pelos provedores. Facebook, Instagram, Tik Tok, entre outros. Ao que sugerem, o andamento das coisas, os algoritmos e diretrizes das IA, dessas gigantes do mundo da Internet e Redes Sociais (leia-se antissociais); todas as audiências e compromissos são cortinas de fumaça. Por que esta conclusão? Os usuários, os adictos desses aplicativos e mecanismos viciantes, sequer têm noção, consciência desses encontros corporativos, de governos para mútua responsabilidade. No popular: tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. O mercado da Internet e de Redes Sociais é livre, libertário, quem também manda e determina é o consumidor/usuário.

João Joaquim 

 

 

 

               

 

 PESSOAS DECANAS E REFERENCIAIS by

João Joaquim 

É da essência da vida que as pessoas aprendam com outras que sabem mais. E esse saber mais, da pessoa como referência abarca os chamados conhecimentos empíricos e os adquiridos em escolas e cursos de formação tecnocientífica e profissional. É de consenso que há muita importância na chamada escola da vida; que oferece os chamados conhecimentos empíricos. Empíricos vêm de experiência, de se aprender por ver outras pessoas nos seus labores diários, nas suas fainas, na execução de cada expediente da vida comum, de sobrevivência e do oficio profissional.

Um ensinamento empírico que a vida nos traz diz respeito ao expediente de se aprender com os mais velhos. Porque em termos populares, essa pessoa mais idosa já se encontra calejada da vida. São os afazeres com erros e acertos e a pessoa vai se aprimorando e ficando com os acertos. E aqui se fala também nos trabalhos técnicos e científicos, nos ensaios e protocolos, dos experimentos, até se chegar a um resultado. As etapas de uma pesquisa científica podem apresentar muitos fracassos. Seria o exemplo de um experimento de uma substância ou medicamento para certa doença. Nos testes sequenciais, in vitro, in vivo, ela pode se revelar eficaz ou ineficaz. E se mostrar sem eficácia busca-se um novo insumo para aquela doença. Erros e acertos, experimentos, tudo faz parte dessa pesquisa. Quantos não são os inventos, as descobertas que foram antecedidas por inúmeros erros e fracassos.

A menção a estas questões aqui postas do que é o funcionamento dos expedientes e rotinas da vida, são o mote de uma questão central aqui intencionada. Refere-se à chamada experiência, aos saberes e conhecimentos e de como cada pessoa deve reger e administrar sua estada em sociedade, nas relações sociais, no âmbito profissional e recreativo. O que se quer exalçar e sublinhar aqui é o aprendizado com alguém de mais idade e experiência. Porque a melhor escola de vida é a própria vida vivida por uma pessoa já calejada, pelos erros e acertos de cada gesto e expediente. Com tal vivência, a pessoa vai filtrar e depurar aquilo que ela sabe ser o melhor, o mais acertado e bom para ela e outras pessoas convivas e aprendizes, gente disposta a essas influências. E vêm as razões e discussão a seguir.

Partindo novamente de como se aprende cada pessoa, de per si, com outras mais velhas, experientes e calejadas, melhor exemplo não existe do que a chamada educação de berço. A melhor escola e melhor instrução ou pior escola ou ruim instrução se adquire em família. É a criança nascida sem nada saber (analfabeta absoluta) e se instruir com a mãe, o pai, a babá e pessoas à sua volta. Vem a adolescência e vida adulta e o indivíduo melhor preparado, mais experiente, nunca pronto, porque a vida é um eterno aprendizado. Mas, será que ele está mesmo pronto para a vida? Aprendeu bem e acertadamente, tem-se um cidadão (cidadã) civilizado, produtivo, sociável, participativo e de boa convivência. Aprendeu do jeito mambembe, tosco, enviesado. Ter-se-á uma pessoa frágil, gente-problema, dependente de outras para funcionar, para subsistir. E o Brasil está infestado desses tipos, os chamados espíritos latinos, muitos inservíveis. Muitas vezes incapazes e inaptos em prover recursos e meios da própria subsistência. Existem pessoas que como frutos de uma educação frouxa, tolerante e no estilo tudo pode pelos pais, não conseguem funcionar no modo básico, aquele modo produtivo de dar provimento e sustentar a própria sobrevivência.  São dependentes de terceiros: um parente, um pai ou mãe, avós e do Estado, de previdência social, de algum seguro de vida. Alguns tentam até ludibriar os seguros de vida e previdência social com falsos atestados médicos e fingimento de doença.

Nos chamados conhecimentos empíricos temos o papel e influência dos chamados decanos ou decanas nos variados grupos humanos. A começar pelo primeiro grupo social a determinar o destino do sujeito, a família, nas pessoas de uma mãe e do pai. O decano ou deão, era aquele líder mais idoso e experimentado a dirigir por exemplo uma turma de soldados ou iniciados religiosos (seminaristas) de 10 pessoas. O decano ou decana traz também a ideia de dezena ou dezenas de anos de vida e experiência. Imaginemos o colegiado de juízes, o supremo tribunal federal, o decano é aquele magistrado mais antigo. O que se mostra mais respeitável e ouvido pelos mais novos da corte. Temos aqui além da formação científica e técnica, a formação empiria, advinda da experiência, do fazer.

A função e diretriz de um decano ou decana em um grupo pode se estabelecer por uma vocação natural somada à experiência e expertise dessa pessoa líder entre as demais menos experientes e mais jovens. É o sujeito de mais coerência e mais inteligente e experimentado tanto pela vida como por uma formação técnica e profissional. Entretanto, não é raro de se ver que certas pessoas, mesmo bem mais idosa que os demais, não consegue exercer corretamente e eficazmente essa função. Trata-se de questão de personalidade, de caráter, se influenciável por pessoas e valores de outras sem experiência do grupo e que tenta impor seus gostos e preferências. Na gíria tem-se o termo capacho, um tipo de tapete de se pisar. Pessoa capacho é aquele toda cordata com tudo, subserviente, serviçal, boazinha, acolhedora, gentil. Do outro lado não faltam os exploradores da bondade e gentileza dessa pessoa capacho. Assim, existem a mãe boazinha, a sogra boazinha, o pai bonzinho, o avô bonzinho, até médico bonzinho!  até este tipo: ah, mas o doutor, o meu doutor é tão bonzinho, me fornece receita de rivotril, de diazepan, de zolpidem, eu durmo que é uma beleza.

Fica como exemplo aquele filho ou filha, que no trato com pai e mãe, faz de tudo, com argumentos a seu modo de ver o mundo e impor os seus desejos materiais. Um iPhone novo todo ano, uma moto da marca tal e zero km, uma roupa de grife. Imagine de igual naipe aquela moça que nunca tendo comido mel, ao comer se lambuza. Aquela jovem que é o corolário de uma família de baixo nível cultural e escolar, aquela que se chafurda tal como a mãe nas futilidades e frivolidades de redes sociais. É um vazio somado a outro vazio. Temos assim, a chamada geração fosca, descartável, que pouco representa em termos de engrandecimento para si e para a família, um pai ou mãe que tanto fizeram em sua criação, engorda e formação como pessoa. “Que isto, filho. Por que você fez isto? Ah, pai, qual é a sua. Você que me ensinou, eu aprendi bem, você lembra? ”

 João Dhória Vijle Lisboa

              

 

FAZER O QUÊ! BY

A pretexto de ser um item de realização na vida de cada pessoa, assim o demonstram os estudos de Sociologia e Psicologia Familiar, a geração de filhos e filhas, a depender dos fatores educacionais e de igual forma o bojo genético, vai como que forjando uma série de frustrações nessa chamada etapa que deveria ser de realização pessoal. Em se tratando do projeto de família. Porque eis que esse planejamento faz parte de todo homem e toda mulher que se casam. É o latente desejo e projeção de a pessoa perpetuar-se nos filhos e filhas, na transmissão desses genes. E vêm os resultados, conforme as influências, que os filhos e filhas, desde pequenos, vão conquistando. É o meio, micro e macro ambiente social a moldar o caráter, os gostos, as atitudes, o modus vivendi de cada pessoa. Ninguém escapa do belo ou do feio, do bom ou do mau. A influência é inevitável. A Ciência só não reponde porque as pessoas se inclinam a aprender fácil e rápido o feio, o indecoroso, ao antissocial, o improdutivo, o fútil, o inútil e inconsútil.

Mas, eis que há como que um determinismo, uma influência, para o bem ou para o mal, das cercanias sociais, dos parentais, do ambiente recreativo, escolar, dos contatos diversos.  Porque nas palavras de Ortega y Gasset (1883-1955): “ Eu sou eu e minha circunstância; se não salvo a ela, não me salvo a mim”: significa que o indivíduo é inseparável do seu meio ambiente, contexto histórico e social. No mundo digital e de redes antissociais, é quase impossível, as nocivas marcas das futilidades e frivolidades que pululam pelo facebook, instagram, tik tok. Vivemos o império do fútil e do grotesco em todas as praças presenciais e virtuais.

Ora! Vamos alargar um pouco mais e até, para entendimento, simplificar nosso comentário, a propósito desse princípio existencial na formação, nos costumes e hábitos de cada pessoa. Há que se não olvidar do efeito de um provável determinismo na constituição integral de cada pessoa. Não se pode perder de consideração os efeitos genéticos de pais para filhos. Inevitável! Os determinantes do genoma guardam valores quase milimétricos e matemáticos em muitos aspectos e formação do indivíduo; para o bem e para o mal.  

Os efeitos marcantes, hoje em dia, das chamadas circunstâncias se tornam massivas, intrusivas e corrosivas, quando se fala nesses contatos virtuais. A Internet, as redes sociais, usadas em grande intensidade e escala são graciosas. Logo, as influências maléficas se tornam parte do cabedal social, de escolhas e hábitos das novas gerações. Como proteger filhos e filhas dessas pernósticas pessoas? Há os liames afetivos nesse aliciamento maléfico. Em qualquer gueto ou condomínio social e familiar, existem as pessoas desadaptadas, antissociais e sem os qualificativos éticos e civilizatórios. Muitas gentes são como dividendos de uma herança genética e de uma educação familiar.

O casal joga no mundo tipo dois filhos, 4 filhos que supõe o seguirá (o casal, pai/mãe) no que ele (casal) traz de formação social familiar em termos de costumes e escolhas na construção da pessoa humana. Mas, do outro lado da rede, deitados em berços esplêndidos e ociosos, há alguém a cornetear a vida desse jovem, dessa jovem. São escolhas com sugestões. Nem precisa de prédicas, de persuasão, porque ela vai se fazendo paulatinamente. Suavemente. Afetivamente. E pega. Afinal, de conta os bichos humanos, como alguns outros bichos são de rebanho e manada, gregários e sugestionáveis. O padrão feio e fora dos cânones cívicos vãos se incrustando no bojo ético e moral do jovem e moça. Quando se vê, não há mais volta. Fim de construção e formação do indivíduo.

Chegada a vida de adulto, cada qual, possui o seu chamado livre-arbítrio. Palavras de Santo Agostinho, o filósofo católico dos costumes e mudança drástica de chave comportamental. Goste ou não, concorde ou não, aceite expressamente ou não! Tacitamente, cabe aos pais aceitar aquelas marcações de xis do filho e filha. Trata-se até das prerrogativas inarredáveis e inelutáveis das alíneas do Instituto dos Direito Humanos.  Faltaram os Deveres Humanos!

Na vida comezinha, nos escaninhos sociais de cada qual. Aquela filha ou filho que definiu por um cônjuge desagradável ao pai e mãe! Fazer o quê? Nada! Ou ainda impactante: filho ou filha que mudou de escolha! Fazer o quê? Nada! Aquela filha ou filho que de cia, adotou 4 quinzinhos! Fazer o quê? Escolhas! Aquela ou aquele parrudo que mudou de gosto sexual. Fazer o quê? E a genitora ou tor, vai introjetando tais e quais frustrações, decepções. Angustia! Deprime! Mata paulatinamente! Mas, fazer o quê? Escolhas! OH vida! Oh céus, oh azar! E sugere mesmo um certo caiporismo! Aquela mãe de certo filho que de avião veio a nora que não é do cabedal imaginado. Fútil e frívola! Fazer o que? Nada

Dado o espírito de leniência e resignação daquela pessoa e mãe que tacitamente se vê como tudo normal e natural. Normalização e naturalização do feio, do fútil e vazio. Imagine aqueles fraternos sicranos e gincanas que nada produzem de útil e consútil. Que se tornam sevandijas e todos os encontros se fazem em regozijos. Imagine outro liame que fez até alguma opção sexual diversa. Normal, natural. Fazer o quê? Nada. Natural, normal

 João Dhoria Vijle Lisboa  

 

                  

  OS FALSOS PRINCIPES E PRINCESAS by

E assim, palestrava o brilhante psicólogo positivista, Fauler Visconti, em simpósio social na PUC são Paulo. Afirmava: “desconfiem sempre de quem, a pretexto de afeto e apreço (a amigos e parentes próximos), emprega sempre os inhos e linhas no trato pessoal, com muitas pessoas. No íntimo e nos escaninhos morais de muitas dessas pessoas, estão outros motivos recônditos e intencionais. Aquisição de guarida, amparo e assentimento para seu estilo de vida e sociabilidade”. As palavras, muitas delas, trazem quando mal-empregadas uma advertência do caráter, da índole do interlocutor. Acautelem-se sempre desses tais e quais sujeitos e parentais. 

Já no trato com filhos e filhas, são outras questões permanentes. “Que as palavras têm poder, todos sabemos. Então quando alguém diz que uma menina tem, sim, "que ser tratada como princesa" há várias intenções implícitas. A primeira é a que ela tem que "se comportar bem", o que é um conceito amplo, elástico e customizável, onde se encaixa uma série de coisas desde "sentar direito", correr devagar, não subir no brinquedo mais alto do parquinho, ser obediente e não argumentar muito quando começa a pensar com a própria cabeça.

Sim, as princesas são bem-comportadas”. Só que estudos mostram o quanto esses rótulos e títulos de autoengano, os pais no próprio engano, o quanto esses tratamentos desconstroem as crianças como futuros indivíduos produtivos, autônomos e independentes. Elas se tornam frágeis, como se de fato, tivessem uma eterna proteção, uma eterna carapaça protetora. Manfred Gusto – Psicopedagogo.

As princesas têm que tomar um cuidado todo especial quando se vestem. Esses dias li que uma princesa ganhou o título na Grã-Bretanha; e que esta não pode usar calças compridas em público, em pleno século 21. Saias e vestidos bem rodados são a vestimenta adequada mesmo quando a "princesa" tem apenas 8 anos, 10 anos, 12 anos e, a caminho de uma festa do amiguinho da escola, chora porque queria ir ao buffet infantil de calça de moletom. "Mas todas as suas amiguinhas vão estar de vestido, filha!". Quanto mal essa mãe faz!  - Continua o relato jornalístico.

As princesas ganham sempre os mesmos brinquedos - É só procurar por eles observando as caixas rosas na loja. São panelinhas, ferros de passar roupa, fogõezinhos, geladeiras e bonecas, muitas bonecas, geralmente bebezinhos que elas têm que amamentar, colocar para arrotar e trocar a fralda. Não há kits de laboratório, carrinhos, aviões, espaçonaves para as princesas. Todas as princesas nasceram para ser mães e deveriam ficar em casa, lavando, passando e cozinhando em seus castelos.

 “Já os meninos, esses também sofrem na semiótica do príncipe. Não podem se emocionar, "menino não chora! Você parece uma menininha. "Quantas namoradinhas esse neném já tem? Ouvimos da família uma vez, quando meu filho só sabia falar gugu, Dadá. Começar a vida sentimental/sexual cedo também é antídoto para "não virar viado". Ai, ai, a vida de príncipe também não é nada fácil- Palavras de renomada psicóloga.

O mais grotesco é que há sempre aqueles adjuntos, tios e tias, padrinhos que também se engajam nesse comprovado autoengano. Os meninos parentais, têm esse reforço parental, de pessoas, que a pretexto do agrado, do afago, dos mimos, contribuem destrutivamente, para o não amadurecimento dos protegidos e mimados. Então para alguns haja somatotrópicos (hormônios de crescimento), terapias alternativas, antidepressivos. Ai, ai, ai. Muitos psicólogos e terapeutas se tornaram consertadores de filhos e filhas que não vêm sendo corretamente formados. A maioria é apenas criada e malcriada! As clínicas de Psicologia e Terapias se tornaram oficinas de conserto de pessoas. São defeitos de fábrica, originários da deseducação de berço.

O resultado de séculos tratando as meninas como princesas-recatadas-do-lar e os meninos como homens-machos-provedores é catastrófico. Já os meninos, os príncipes, que passam a vida sem lavar um copo no mundo da imaginação e também na vida real viram aqueles maridos médios que a gente conhece, são meio-homens em vários itens de cidadania responsável e de honestidade, inadimplir, um verbo bem ao caráter desses tais. Que tristeza, não?

Uns príncipes. E as consequências de uma vida sem poder chorar, ser frágil ou de sequer reconhecer que têm sentimentos foram muito bem pontuadas pelo psicólogo Alexandre Coimbra do Amaral: várias gerações de homens que simplesmente não sabem lidar com os desafios de uma vida adulta (Departamento de Psicologia da Unifesp).

Claro que cada um cria o filho do jeito que quiser, então se você acha que sua filha tem que ser "princesa" e seu filho "príncipe" vá em frente. Mas tenha em mente como tal estereótipo é limitante, injusto e castrador. Pode ser ainda pior se o seu filho não se encaixar em nenhuma dessas ideias preconcebidas por ter uma outra percepção de gênero de si mesmo ou uma orientação diferente das tais princesas e os príncipes das histórias infantis –

Aí será um inferno viver em uma família como a sua e em um país como o nosso, que mais mata gente LGBTQIA+ no mundo e pensa que essas questões se resolvem na porrada. Ou na oração. Atenção, “spoiler”: É com políticas públicas, segundo a ONU que se resolve grandes questões aqui postas, com escolas, com pais mais maduros e educados e educadores. Mas, tudo feito a tempo e hora. Arre! Esperança! O mundo precisa de professores e professoras engajadas e comprometidas como uma Aline, uma Alice, a Maria, a Aparecida e tantas outras pessoas idealistas e sonhadoras com um mundo melhor! E são projetos e planos que se fundamentam em Educação de qualidade, aquela que salva o indivíduo, como a idealizou o Educador Paulo Freire.

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EU TE AMO BY

O quanto são hipócritas certas expressões que nos falam de amor. Afeto e amor. Eis aqui a temática dessa amorosa digressão. Quantas vezes alguém já ouviu a expressão: “eu te amo”! E basta que o senhor da razão ande mais, o tempo, para desvendar aquela mentira na boca dessa pessoa que nos fez essa confissão de forma falsa e dissimulada. E não venha quem um dia proferiu essa mentira se justificar, com aquele princípio de que existem verdades temporárias.  O ideal na vida seria que a pessoa amasse uma vez só e eternamente. Mas, é compreensível, porque a convivência dá-nos a oportunidade de conhecer melhor a quem nos devotamos amor. Conhecer integralmente o outro é impossível. O tempo só nos permite revelar um pouco mais o quanto a pessoa porta de vícios e virtudes. O desejável é que cada um tenha mais virtudes que vícios e defeitos.

Mas, afinal como se pode definir o amor? Tarefa fácil, porque ele comporta um sem-número de conceitos, e todos sem preconceito. Porque ao termo ele acaba resvalando para o mesmo desiderato, a união, o elo, o link, o amálgama, a liga, o convênio e mútuo apego de uma pessoa a outra. Quando se ama de verdade, e não de forma temporária, fica a certeza que aquelas duas pessoas são como gêmeos siameses ligados por um só coração e duas almas igualmente gêmeas. Olha o quanto de beleza, ternura, segurança, vida e gratuidade nesse convívio.

Existem, e isto é a mais legitima verdade, diferentes nuances ou naturezas de amor. De modo objetivo, pode-se dividir o amor em dois grandes grupos para fácil entendimento. O amor material e o amor pessoal.

 É natural que tenhamos “amor” a bens e objetos, um patrimônio, um apetrecho pessoal moderno ou retrógrado, o resultado de um trabalho artesanal ou artístico. Nestes termos o melhor exemplo são o amor às joias, a uma roupa preferida, a um par de botas antigas, a um anel, a um cordão de ouro ou prata, a uma bijuteria, a um relógio, a uma bicicleta, a um carro. Ah, como existem pessoas com esse amor. Às vezes, maior que o amor devotado a um cônjuge, a um filho.

Falemos agora do amor pessoal, do amor que uma pessoa devota à outra. De novo, dois grandes grupos para melhor clareza e aceitação. Existem nas ditas relações “amorosas” das pessoas, o amor falso e o Amor Verdadeiro. Entram então nos ditos amores falsos a useira e vezeira expressão “eu te amo”. Atentem bem os leitores (as) que muitos são os ditos apaixonados e namorados (genéricos e de marcas) que prolatam, ditam, ou como se diz no popular, falam pelos cotovelos a useira expressão “eu te amo”. Entretanto, se levado a uma psicanálise, esse locutor, com sua retórica e declaração não passa de um falsário, de um dissimulado e fogo-fátuo do falso amor. Quer exemplos contundentes e convincentes desses tais? Os assediadores morais e sexuais de seus cônjuges (homens ou mulheres), os feminicidas. Como se deu o embrião dessa agressão? A confissão falsa do “eu te amo”, que depois, passa da fase da cama, leva ao desencanto, ódio, intolerância, crime de tentava de execução e de fato, eliminação do outro; feminicídio.

Nas relações humanas, pode-se ainda discorrer sobre o amor paternal ou maternal, em grande parte prevalece o amor verdadeiro. Daí ser veraz, real, a expressão eu te amo. Nessa declaração fica bem nítida a autenticidade na mímica, nos gestos, no cuidado, nas atitudes e zelo com que um pai ou mãe trata as suas crias, os filhos e filhas. Entretanto, existem relações de pai/filho e filho/pai, que elas se fazem por estrita obrigação genética, uma forma de coerção moral pode reger essa relação.  Pode não se ver ostensivamente agressão, mas não há também amor. Apenas respeito. E não raro, onde deveria existir amor, casos existem de ódio e rancor entre esses parentais.  Expressos e confessos.  Basta o modelo dos pais que dão pensão alimentícia a filhos por coerção judicial.

Por último duas ou mais palavras sobre duas formas de relação filial ou vice-versa. Tanto pode ser o afeto (a afetação) de pai para filho ou filho para pai ou mãe. Do filho para o pai/mãe: quantos são os filhos e filhas que amam os seus pais de forma espontânea, originária, generosa, com gratidão pelo simples reconhecimento e retorno do vínculo genético? Amor verdadeiro, independentemente da condição sociocultural, patrimonial e profissional ou moral desse genitor (a). Trata-se aqui da mais legítima verdade real, porque demonstrada por estudos e ensaios de Psicologia Familiar e Sociologia.  

Entretanto, tomemos esse provérbio: “um pai está para 10 filhos, mas 10 filhos não estão para um pai”. Está aqui a entrar no estudo do quanto muitos filhos cuidam do pai, não por amor. Porque o próprio adjetivo o qualifica, um falso amor. Não existe amor, e sim um “cuidado moral coercitivo”. Ora, é bem explícito, useiro e vezeiro esse tipo de relação filial, de filho para pai. Tem-se lá aquela mãe ou pai, que na senilidade, na decrepitude, muitos inválidos, doentes crônicos e estritos dependentes de alimentação, higiene, companhia e medicação. Quantos são os filhos e filhas que fazem essas tarefas do zelo, higiene e cuidados por amor puro e sincero? Esparsos e excetos exemplos. Porque a maioria o faz por uma coerção social e obrigação moral. Os olhos e críticas das pessoas, parentes e sociedade para esses tipos éticos e sociais funcionam como câmeras de vigilância, de coerção social.

E ultimando essa digressão sobre algumas formas de amor, que por vezes não é amor, mas uma relação social familiar interesseira dissimulada.  Nelson Rodrigues (1912-1980) cravou esta: O dinheiro compra até amor verdadeiro”. Falou tudo e mais alguma coisa sobre muitas dessas relações falso-amorosas, conjugais ou filiais. Imagine aquele filho ou filha, que resultado de uma educação familiar de teatro mambembe e tipo júpiter recebeu todos os mimos, privilégios e imunidade para a satisfação de todos os desejos objetais e materiais e monetários. Ora, é natural que “eu te amo” ressoará vindo da faringe e se acreditará como verossímil e real.  Mas, é aí que se estabelece esse amor objetal e de pecúnias. Quem se oporá? Como fazem efeitos os brincos, os mimos e dádivas, os i-Phones e smarts de última geração. Criação, educação. O amor é a única resposta sã e satisfatória ao problema da existência humana. Erich Fromm.

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

                      

 

PESSOAS CÚMPLICES E TOLERANTES BY

 

 

Dois são os ramos do conhecimento humano que se busca nessa análise, a Psicologia e a Psiquiatria. Trata-se da arte da convivência, ou o que também se chama regras de convivência das diferenças de personalidade e de caráter. Como diz um jargão popular, indo direito ao ponto: imagine aquela família onde 4 ou 6 irmãos com condutas e comportamentos diferentes um ou uns dos outros. Ou mesmo em grupos sociais, corporações profissionais, de qualquer trabalho.

Para início de consideração, é de ter em conta que todos somos desiguais em se tratando de caráter, personalidade, educação lato sensu, instrução adquirida de berço, escolaridade e influência do meio social, onde inserido e formado o indivíduo.  A Psicologia Positivista e as Neurociências afirmam que os gêmeos univitelinos são idênticos, mas, não iguais ao se tratar de caráter e construção ética e social. Porque inescapavelmente haverá a interação com o meio social, para essa formação integral do indivíduo.   

O que nos ensina a Arte da Convivência Humana, com fundamentos nas Ciências Humanas? As diretrizes basilares nos falam que no convívio com as pessoas, cada qual deve ter um olhar para o indivíduo de per si e outro para seus atos, atitudes, conduta, condução moral ante qualquer atividade social e laboral.      

 

O grande e notável filósofo Voltaire disse: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las. ” Em outros termos e interpretação, ao indivíduo é dado o chamado Livre-Arbítrio, a livre e espontânea vontade. Todavia, com uma condição: a assunção do corolário e consequências.  E mais substancial e incisivo, nem tudo que se pode e quer se deve fazer. Há limites e contrapesos.

Quando se diz do expediente da cada pessoa em lidar com aquele convivente ou parente, confrade ou companheiro de qualquer grupo social e laboral, familiar etc. As pessoas se dividem em duas classes: as que se tornam cúmplices e tolerantes com os atos e gestos ilícitos e antissociais de seus convivas; e aquelas que convivem e não são colaboradoras, omissas e tolerantes com esses tais e quais tipos destoantes das boas regras de convivência e ética. Resumidamente: pessoas tolerantes e complacentes com os fora dos padrões sociais e pessoas intolerantes e críticas dos atos desses antissociais.

Esse segundo grupo de pessoas é o que se pode chamar padrão-ouro em termos de civilidade e ética de convivência. Em outras palavras, que princípio norteia a conduta e caráter dessas pessoas que não se acumpliciam e não protegem esses clássicos sujeitos (parentes ou não parentes) em suas atitudes de folgados, aproveitadores e embusteiros e hipócritas? O princípio humanista de eu estimo você, eu defendo a sua pessoa e sua dignidade, mas, jamais os atos, atitudes e modo de vida praticados.

Os dados empíricos e observacionais nos revelam ser muito encontradiças aquelas pessoas que portam uma personalidade austera, muito idônea em todos os cenários da vida. Seja o de entretenimento e lazer, seja no âmbito social civil e laboral. Entretanto, com esses atributos seguidos à risca, essas pessoas na convivência com outros tipos humanos (parentes ou amigos) se veem obrigadas a os proteger, a os acolher em seus atos e comportamentos nada éticos, de honestidade e sociais. E essas pessoas, nessa tolerância e cumplicidade passam a vida toda nesse sofrimento moral, psíquico e orgânico. Porque essas pessoas agem contra seus princípios éticos e morais. Isto traz sofrimento. Não raro essas tolerantes e coniventes desenvolvem doenças psicossomáticas, hipertensão, enxaqueca, depressão, tormentas, irritabilidade. Pessoas que passam a ser atormentadas por esses espíritos antissociais e sugadores de energias alheias.  São pessoas que dado o seu caráter passam a vida atormentadas por  esses demônios, diabinhos familiares ou de amizade. Sofrível.

 

 João Dhoria Vijle Lisboa  

 

 

                                                                       

 

   FILHA SER MÃE CUSPIDA E ESCARRADA by

 

 

Na verdade, a corruptela do original é:  aquele filho é um pai cuspido e escarrado. Então vale também para a filha. Nos efeitos de ser a mãe cuspida e escarrada. E para relembrar. Na origem o ditado é: aquele filho que saiu ao pai esculpido e encarnado. Para alguns filólogos, esculpido em Carrara (cidade da Itália, de onde se extrai o nobre mármore). O que importa é a metáfora do grande significado da educação e formação integral da pessoa humana, tendo a família, o pai e mãe como protagonistas nessa construção do filho e da filha. Vem deste princípio o axioma, filho se cria com instrução, ética e educação, já cachorro se cria com ração.  

Bem diz também o ditado de que a voz do povo é a voz de Deus, e a voz do povo é a sabedoria pura. Quantos não são os brocados, os anexins, os axiomas, as expressões, as regras e princípios que as Ciências não negam. A realidade pura e certa é a de que a melhor escola é a própria vida. E nesses termos cada família, cada pai e cada mãe.

Um grande ensinamento sociológico e filosófico (tese empirista, filosofia empirista) nos crava com ênfase que todo cérebro (criança) nasce como se uma lousa em branco fosse, uma tábula rasa. Noutros termos, uma criança nasce analfabeta absoluta. A mãe, notadamente; e corroborada pelo pai vai ajudar na formação social, ética, de costumes, de etiqueta, de relações humanas a essa criança. Esse entendimento constitui uma cláusula pétrea, irretocável.

Assim, estabelecido e ainda buscando se sustentar na tese empirista, basta cada pessoa observadora e estudiosa atentar com interesse e zelo o cabedal social, o modus vivendi, o jeito de cada pessoa tocar sua vida, nos aspectos os mais comezinhos e modulares da vida. Uma roupa de vestir, um apego vicioso ao celular, o interesse em prestar gentileza a outra pessoa à sua volta, os apegos às frivolidades e futilidades da vida.

Com efeito, o filho vai mimetizar muitos hábitos e atitudes de pai e mãe. A filha vai repetir e copiar em abundância as banalidades (peruas) nos seus trajes. Não importa na vida mais comezinha e rotineira que se há de tocar.

Quando se faz uma análise psicopedagógica e antropológica da pessoa humana (não é pleonasmo, porque há pessoa jurídica) vemos o quanto os ditados populares vêm de uma base científica. São as Ciências nos seus diversos braços se espraiando pelo vulgo, pela plebe e pela sociedade em geral. Não há falha. Quem estuda e se abebera em fontes confiáveis tem esse amparo científico. Assim, se conclui, quer entender porque um filho ou filha se mostra destoante dos padrões éticos, de etiqueta, no trato com todos à sua volta, parentais ou amistosos, corporativos, de redes sociais.? Quer mesmo interpretar ao certo e justo? Busque ler, ver os cabedais de mãe e pai. Tem-se aí o fundamento, a etiologia do porquê de a pessoa ser assim ou não assim, assada ou crua nos ditames mais frugais de boa convivência civilizada e ética.  Assim era lenida, debutante da vida, e mimetizava tudo. Seios carnosos à mostra, gastrocnêmicos vistosos, minissaia que sentada carecia de esticamento para não mostrar intimidades e calcinhas. Rebolation, insta, face.  Ai, ai, ai.  Santa Edwiges

 

João Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM 

 

                                                   

 

Datas Festivas by

Por joão Joaquim

 

 

Quando olhamos na retrospectiva de nossas vidas e de nosso país, é momento de meditação e reflexão. Quantos não foram os atos tresloucados de homens e mulheres que poderiam ter melhorado a vida da humanidade e do planeta. Da cop30, por exemplo, realizada no Pará Brasil! O que se tirou de concreto e bons resultados para o planeta e para fauna e flora? Para a fauna humana. Seguramente nada. A poluição e destruição da Natureza continuam em ritmo nunca visto.

Nós humanos! Sobretudo as pessoas que tanto dependem do que produz a Natureza, na sua generosa produção de água pura e alimentos de todo gênero. Nesses objetivos da cop 30, pouco se vê de concreto e frutífero. Foi tanto blá blá, blá, que tudo parece ter ficado na retórica, e tudo na alegórica. Certamente vai dizer algum especialista em arte gongórica. Porque no íntimo, muitos desses homens ditos de Estado, não passam dos discursos, dos laudatórios, falam bonito e demais, mas na hora do vamos ver na prática. Nada!

Certas datas em certas famílias são momentos de compreender com mais proximidade a índole, o caráter de muitos tipos sociais. São muitas pessoas desses rebanhos de gentes que não sabem o significado pagão do Natal/da antiguidade e de hoje . Sua origem, o que tenha a ver na antiguidade com o sol invicto? A maioria se torna copista. São indivíduos que vão repetindo aqueles rituais e entendem bulhufas desses comemorativos e datas festivas. Por que do papai Noel?

Há um outro contexto e comportamento que bem revelam o caráter, os valores sociais, os indicadores de felicidade de grupos sociais. É o hábito de as pessoas se chafurdarem em tudo quanto há de comida e beberagens. Pouco importa se bebidas alcoólicas ou refrigerantes. Coca-Cola. E aqui um adendo! Que qualificativo! Não é mesmo! Impróprio em absoluto; não tem nenhuma propriedade de refrigerar nada da pessoa. Ao contrário, estimula o indivíduo a comer mais e mais. Com altos índices de insalubridade. Agua salgada, sais e corantes e caramelo.

E aqueles que se embriagam. Trata-se aqui de um capítulo à parte, porque o indivíduo vai se empanturrando de cerveja, de vinhos e destilados; e paulatinamente vai perdendo o senso crítico e de civilidade.  E vem o gesto de ter que tolerar (pelos presentes convidados, que são sóbrios) as chulices, as baixarias, os chistes de mau gosto e ofensas aos brios e caráter de quem não se entrega a esses exageros.

Nessas datas, há aqueles indivíduos, homens e mulheres, que mostram todos os seus baixos instintos e bem lembram aqueles personagens do escritor francês François Rabelais, o pantagruel e o gargântua. Autênticas pantomimas, momescos. Ou certos personagens do decadente império romano. Quando os convivas e festeiros, comiam, comiam, se empanturravam de vaca, de porco, de galinhas, de massas, de doces. Quando se achavam repimpados e ingurgitados de tanta comida, era costume, irem ao mato, ou mesmo em via pública, dedo na garganta e provocavam vômitos, vomitavam tudo e voltavam a comer, beber, empanturrar. Era chique, prazenteiro, gozoso, tais gestos. Hoje soa grotesco e animalesco. Mas, há gente moderna nesse vício de comer.

A pergunta que fica é esta: que diferença há entre aqueles dos tempos de Rabelais e de hoje? Pessoas para as quais a felicidade máxima está nos prazeres dos chamados baixos instintos, comer, beber, se empanturrar, se encharcar de massas, açucares, doces. E vai se tornando roliças ( barrigas, bumbuns, papadas) de tanto acúmulo de adiposidade. Ah, mas tem uma solução drástica, cirurgias para obesidade mórbida. Quanta morbidez!  São os pantagrueis e gargântuas da era digital, da pós modernidade.

 

 

João Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM   

 

 

 

 

 

                                     

 

Datas Festivas  by

Por Dhoria Vijle

 

Existem certas datas que são oportunas para se aquilatar, sopesar e compreender o que é o caráter, a personalidade e perfil moral, social e comportamental das pessoas, no que tange a todo o seu bojo de valores, de relações sociais e éticas com as pessoas à sua volta. Inclusive nos seus mais frugais gestos de sobrevivência, de convivência em grupo. Quer um exemplo bem comezinho? Nos hábitos do próprio comer. Há gente que traz, que despende esforço e energia em graus máximos para se refestelar em comidas. De preferência quando o faz às expensas de terceiros.

Tomemos certas datas tipo Natal e Ano Novo. Há certos tipos humanos que chegadas essas datas eles se tornam fissurados, esfuziantes e sôfregos por comidas. Não se trata de poucas gentes. Talvez se salva pouca gente! Mas, vêm-me à memória certas famílias com diversificados membros, que chegados os dias de Natal e Ano Novo, eles são preparados, aptos a se servir de uma, duas, três ceias natalinas, a quantas eles como filas-boias forem capazes. E se refestelam em tudo quanto for comida. Tornam-se repimpados, pantufas de barrigas. E acham normal tal expediente!  Vamos ao contexto e vale a pena:

 O " fila-boia" tradicional refere-se a uma pessoa que costuma visitar a casa de amigos ou conhecidos em horários de refeição, com a intenção — às vezes disfarçada — de ser convidado para comer. Nos tempos modernos, com a evolução dos chamados Direitos Humanos, quando também deveria haver o Instituto dos chamados Deveres Humnaos. O “fila-boia moderno”, aquele parental, o fraternal, o big Brothers de boa lábia e bem formado tecnicamente, usa de toda sua expertise para enganar e cooptar pessoas próximas. Sai para comer, e gosta de levar vantagem, não paga sua cota, ou paga sempre a menor. E sorri, sai de alma e cara-lavada. Como consegue hein!

 Por que fila-boia. Origem do termo: Deriva da expressão "filar a boia". "Filar", em gíria, significa obter algo de graça ou por esperteza, enquanto "boia" é um termo informal para comida ou refeição (especialmente o almoço).

Esta é uma expressão da Natureza humana. Há gente, e não poucas gentes, há gente que têm na comida, do prazer da boca, de preferência filada dos convivas generosos e fraternos o máxime de sua felicidade. E vão repimpado de comida. Etiqueta à mesa? Que etiqueta! Se a farinha for pouca, o primeiro pirão é meu. Cruz credo desses tais! Vade retro pantagrueis e gargântuas. O Belzebu os espera, bem feliz.

João Dhoria Vijle Lisboa

 

 

 

 

                                       

 

                                   ARREPENDIMENTO E PERDÃO by

                                  

                                   João Dhoria Vijle Lisboa

 

 

Interessantes são algumas atividades das Ciências Jurídicas, que buscam a melhor compreensão do perfil de tantas formas de delitos, crimes, ilicitudes. São analisados, na verdade, o perfil social, o tipo psicológico e comportamental dos autores e autoras dessas ações ilegais, criminais, contrafações, estelionatos e tantos outros expedientes, nos mais variados graus de nocividade, de agressão, de lesão aos desafetos, a pessoas alvos desses ataques e delinquências.

Por que de interessante dessas atividades? Já de certo tempo, dentro de algumas câmaras e varas de Justiça, existem alguns profissionais não jurídicos ou de Direito que prestam serviços ao Judiciário. São os peritos superespecializados, como um psicólogo forense, um psiquiatra. Mais recentemente, alguns juízes têm os pareceres de religiosos e doutrinários. Sem especificidade. Exemplo, um especialista na doutrina espírita, em candomblé, em budismo, em xintoísmo, em umbanda. É a chamada perspectiva holística ou multifária da pessoa. Inclusive mística.

Vamos entender o porquê desses serviços auxiliares. O bicho humano se faz do binômio corpo/alma. Se a esfera ou dimensão corpórea é tanto vária e complexa, vamos imaginar o que seja a psique humana. Ela é complexa, multifacetada e desafiante deslinde para um só conhecimento. O comportamento, a índole, as intenções do indivíduo. Tudo conta, nessa análise do perfil psíquico e de personalidade de um autor e autora de qualquer desvio social, civil, ético e civilizatório.

Uma leitura curiosa e instigante é uma análise do perfil social e psicológico do indivíduo (homem ou mulher, com predomínio do sexo feminino) fofoqueiro ou bisbilhoteiro. Muitas pessoas que praticam esse desvio de conduta e norma social o fazem sem medir as consequências; sem preocupar que a vítima dessa violência vai estar documentando tudo. E um dia, virá a colheita dessa agressão pelo ofensor, ofensora. Denúncias, queixas nas polícias, processos.

É nesse contexto que entram os profissionais adjuvantes do julgador, do Ministério Público, das Polícias Investigativas, dos Juizados Especiais. Existem, dessa maneira aqueles autores e autoras que feitas as fofocas, os factoides, as invectivas, as fake News, esses autores e essas criminosas pessoas não têm o sentimento de arrependimento. Porque também sabem que vão ser processadas, fazer as reparações morais e materiais da vítima.  Enfim, a vindita a vingança é antecipada.

No entanto, há algumas autorias cujos mentores e praticantes, mostram arrependimento, pedem desculpas às vítimas. Há o reconhecimento do ilícito, do antissocial, do delituoso e reprochável fato e factoide criado, da fofoca maldosa e incriminadora sem lastro probatório. A fofoca, pela simples fofoca, no sentido de angariar crédito com alguém, de vindita e retaliação, pela simples vingança.  E nessa análise é que entram até os espiritualistas, os médiuns, os doutrinários e psiquiatras, no escopo de assessorar o julgador a montar o perfil psicopatológico e criminal do acusado (a).

Em certa audiência, uma vítima foi interrogada pelo Magistrado do Juizado. “ Então, você, além da reparação material e moral perdoa a autora das infundadas difamações sofridas? – Perdoar, sim. Mas tenho boa memória. Convivência nunca mais”. Como dizia uma sinistra ave negra: Quoth the raven, nevermore.  

 

João Joaquim  /João Dhoria Vijle Lisboa

 

 

 

 

AQUI SE FAZ E AQUI SE PAGA  by

 

João Dhoria Vijle Lisboa

 

São algumas doutrinas, certas teologias e ramos místicos que versam sobre as chamadas dívidas ancestrais. O que vem a ser uma dívida ancestral? Seria o indivíduo pagar por algum labéu, algum pecado de seus antepassados genéticos: fala-se em até três gerações anteriores. Os bisavôs são esse modelo de ancestral. Noutros termos, um trineto, uma trineta pode, conforme esse conceito doutrinário e teológico e teleológico, passar por certas circunstâncias de privação, de sofrimento, de danos psíquicos ou corpóreo como paga, como ressarcimento e compensação dos erros, dos ilícitos, da vida desregrada e desgarrada de seu trisavô ou trisavó, ou pais.

Pode até sugestionar uma certa trama mental; no entanto quando se analisa a biografia, a trajetória terrena de muitas pessoas, há de pronto e de plano esse convencimento. Vêm certas difíceis perguntas, de difíceis respostas. Por quê, o porquê de uma pessoa levar uma vida que ressuma ser padrão, correta, nos ditames da civilidade e passar por certas tituladas provações, privações, dissabores, fracassos, reprimendas sociais e civis. Feitas pela própria vida. Vem daí a ideia do que se conceitua como carma, os passivos da vida, as pagas de dívidas dos antepassados.

São pessoas e vidas que trazem aquele inesperado caiporismo, um carma como retribuição e indenização pelo que fez alguém de seus antepassados. E atenção! Nem precisa que esse antepassado tenha levado uma vida de recalcitrância em regramentos e padrões de honestidade, de convivência, de civismo e civilidade. Trata-se no que se denominam os doutrinários dos qualificativos das manchas morais e sociais.

Na objetivação demonstrativa bastar pensar em um chefe de família que lançou sua prole ao mundo e proveu-lhe todos os necessários recursos materiais. Ou os módicos bens, insumos e recursos dignos. Todavia, esse marido, esse pai, esse chefe de família deu azo e vez a um vício de álcool ou outra substância ilícita e de efeito comportamental e moral. Tem-se aqui um modelo, segundo os sábios doutrinários, um labéu, uma mancha, um tisnar moral e ético. O carma para os descendentes está sendo consubstanciado. E ele virá de alguma forma. Uma doença, um fracasso profissional, um filho ou filha fora dos padrões civilizatórios e laborais.

Vêm dessas leis e fisiologia existencial tais e outras consequências que as pessoas não podem negligenciar. O conceito e realidade do inferno estão nessas premissas. O sentido da dívida de cada pessoa conforme os atos, atitudes e comportamento está bem sedimentado. Não há o que dissentir. Tal previsão é bem prática e preventiva para aquela pessoa que passa a vida inclinada às coisas mais fúteis e triviais. Gente sem nenhum compromisso construtivo para um mundo melhor. Sequer promove o próprio incremento de si. Como um trabalho rentável, com vistas à própria subsistência; uma formação técnica ou cultural na busca de uma qualidade de vida. Sequer se mostra zelosa ou voluntária em assear ou cuidar de um pai ou mãe carentes de cuidados básicos. Enfim, gente oca e vazia em tudo. Assim, o palestram esses sábios da constituição binária corpo/alma, do arcabouço holístico da pessoa humana, espíritas e doutrinários.

 

João Dhoria Vijle Lisboa

 

 

         

 

 

 

 

INDIVÍDUOS LABORALMENTE DISFUNCIONAIS by

 

João Dhoria Vijle Lisboa

 

 

Vários são os ramos Científicos, da Fisiologia e Neurolinguística que estudam muito bem os circuitos psíquicos e neurais do animal humano. Aqui fala-se tanto de pessoas normais como aquelas fora dos trilhos, do que se considera padrão de funcionalidade. E já de plano, uma observação: como é complexo o entendimento do mecanismo ou mecanismos de normalidade da pessoa humana! Por ser complexo é também instigante e deslumbrante para os cientistas, para os psicólogos e psiquiatras; os que gostam de Ciências.

E por que dessa mensagem introdutiva? Para a seguinte proposição: quando alguma pessoa está fora do padrão de normalidade no que tange à sua classificação como animal racional, inteligente e superior, há uma confluência de pareceres de que essa pessoa é doente de suas faculdades psíquicas ou mentais. Entram então os ramos profissionais com fundamentos técnicos e científicos para essas correções. São então os psicólogos, os psiquiatras, os terapeutas, os neurologistas e até outras especialidades nos chamados consertos de gente. Porque havemos de convir, os psicólogos, psiquiatras e clínicas terapêuticas de comportamento são técnicos e oficinas de conserto de gente. Em uma simples analogia, como se fosse um automóvel. Oh, meu auto está com um certo ruído aqui no motor, certas luzes não acendem, quando ligo não funciona direito. Etc. Vêm então o mecânico, vem o eletricista e corrige o sistema inteiro.

Assim ocorre com um sem-número de pessoas, de todas as idades, com avarias, defeitos, déficits desse e outro sistema, depressão, tristeza, TDAH, transtorno bi ou tripolar, esquizofrenia, síndrome borderline, etc. Muitos desses tipos têm controle com os profissionais adequados. Porque havemos de convir, são falhas genéticas, dos circuitos psíquicos, neurais, hormônios cerebrais sem homeostase, desarmonia no funcionamento. A Medicina e seus ramos de conhecimento vão dar jeito na coisa disfuncional: medicamentos psicotrópicos, antipsicóticos, psicodélicos, sedativos, sessões terapêuticas, e até neurocirurgia ou implantes. Corrige-se ou compensa-se muita coisa nesses casos.

Agora, vamos imaginar a seguinte situação, encontradiça, em certas famílias, guetos e condomínios residenciais. O seguinte: a pessoa nasce normal, é criada naquele estilo de educação e instrução de certos pais bonzinhos e atoleimados. Aqueles filhos e filhas que não têm limites. Na verdade, e já bem registrados, são indivíduos gestados e criados, ao modo de pets de estimação. Porque a instrução social, ética e civilizatória é precária! A questão mesológica e ambiental tem muita culpa no cartório. Em síntese: aquele indivíduo que vem de uma família tipo o pai é um hebetado social e culturalmente; bebum constante, chucro, tosco, chulo e de precários valores éticos e sociais. Mãe, semianalfabeta, atoleimada, pateta, toleirona. Sem nenhum atributo de respeito e modelo de ética.

Conclusão desses tipos: são pessoas disfuncionais. Elas não reúnem condições de viver de forma autônoma. E por que se afirma isto peremptoriamente? Porque são sujeitos e indivíduos que estão sempre carentes da ajuda de alguém para as necessidades primárias de sobrevivência: comida, abrigo, roupa de vestir, objetos de futilidades. Não dão conta de viverem sozinhos, por si mesmos! Estranho, não! E horrível, vamos combinar, não é!

 

João Dhoria Vijle Lisboa 

 

 

 

         

 

GENTE REPULSIVA BY

João Dhoria Vijle Lisboa

 

TODOS hão de convir que existem pessoas benignas e malignas. E elas parecem não reunirem condições de fugir a esse determinismo; assim o dizem muitos sábios. Há como que uma organização interna nesses indivíduos, como se fosse seu software, à semelhança de um computador.  Muitos hão de chamar a essas características de destino. Mas, será que funciona?  Assim, foi, de acordo com a mitologia grega o que ocorrera com Édipo Rei. Segundo o oráculo de Delfos, Édipo mataria o próprio pai, Laio, que era casado com Jocasta. Estes eram rei e rainha de Tebas. Essa história, daqueles idos tempos antes de Cristo, ficou registrada pelo dramaturgo Sófocles (497 a.C – 406 a.C). Para aquele tempo, Sófocles viveu uma eternidade.

No caso de Édipo Rei, não é que a sina, a desgraça da sina, rara, nem tanto naqueles tempos, veio a se cumprir! O porquê!  Se explica: recebido o oráculo de Delfos, Laio e Jocasta deram o filho Édipo para alguém, um servo de Corinto. E para que? Para que a profecia de Delfos (oráculo de Delfos) não se cumprisse. Coitado de Laio! Sina rábula.

Laio não sabia do destino. Já adulto, Édipo volta a Tebas. E num entrevero com Laio. Este é morto por Édipo. Olha aí o destino! Que Sina, hein. Édipo mata o paio Laio e ainda por cima desposa a própria mãe (casa com a própria mãe), Jocasta. Destino, determinismo.

Tornando ao nosso pequeno planeta, ao nosso entorno social (certas pessoas), do qual também não podemos desvencilhar de todo. Assim assistimos de forma semelhante à trajetória dos humanos, de muitos humanos, não todos os humanos. Porque existem humanos e humanos. Pessoas cujo caráter, cujo convívio diário pode ser um aditivo benfazejo, agradável aos olhos e ao coração. E outras pessoas que a simples presença reverbera antipatia, quizila e mal-estar. Gente com energias e magnetismo demoníacos.

Esses tipos humanos são encontradiços em todas as famílias. Agora, há algumas que exacerbam os limites da razoabilidade e tolerância. Está aqui uma razão para tanto dissenso, confronto, ruina relacional e infortúnio. Deusa fortuna! Ah, fortuna!

Doutrinas (espírita e xintoísmo por exemplo) e ramos da Filosofia afirmam que são dois os fatores que tornam certos humanos indigestos e intragáveis, nos quesitos de relações e convivência. Um fator: o genético e inato do indivíduo. Está em seu organograma psíquico e moral. Outro fator determinante o educacional. Família, pais tolerantes, bebuns, viciados, glutonaria, rataria. A criação de um ambiente chulo, de baixo grau sociocultural. Tais tipos sociais são formados e instruídos nesse caldo cultural sem volta.

No convívio amistoso e parental, essas pessoas trazem o chamado caiporismo. Elas contaminam o ambiente. A simples presença estabelece uma aura de negativismo, de mal-estar, de repulsa, engulho. Antipatia e rejeição. Afaste-se de mim, espírito do mal. Ou como proferida nas Sagradas Escrituras, vade retro, espírito do mal e indesejável.

 

João Joaquim médico e articulista do DM 

 

 

 

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GENTES TORTAS QUE ENTORTAM OUTROS  by

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

Este microartigo é para comentar sobre certos tipos humanos, dos dois gêneros, aquelas pessoas que sugerem pela vida que levam pouco se importarem com o dia de amanhã. A questão central e fundamental é viver o agora, o hoje, nada de projetos de incremento pessoal, no que tange ao social, laboral e cultural. Trata-se aqui, do sujeito que vive em sujeição à sua condição de mero existente. Ele nasceu, existe, e não vai além dessa tacanha, frugal e ordinária existência. Existir foi a meta máxima alcançada e fim de jornada. Horrorível, não? Tais pessoas estão por aí. Por vezes à sorrelfa, dissimuladas.

Há certos tipos que até esboçam vez e outra algum progresso! Um curso disso e daquilo outro engano ali. Na verdade, escusados cursos. Porque ao termo e cabo dos feitos, nada feito. Nenhum acréscimo profissional, técnico ou científico. Difícil imaginar, a pessoa conseguir viver às expensas do chamado autoengano, uma platitude aqui, outro engano ali, um faz de conta que busca algum aditivo pessoal, cultural. E necas de pitibiribas!

E aqueles tipos humanos que levam a vida de forma estroina, na esbórnia do nada fazer, do far-niente, do laissez-faire.  São aquelas mulheres, mais elas do que eles. Gênero feminil, mesmo! São gentes sem eira nem beira. Vida torta, desde o berço porque os pais eram também de vida torta nos quesitos pedagógicos e exemplares. Vícios da glutonaria, do álcool, do linguajar chulo e oco, do baixo calão, do estar sempre sob efeito da cachaça.

E quando algumas dessas mulheres casam! Coitados dos maridos! Ter que manter as dondocas em casa, sem nada fazer ou produzir! E costumam ter algum filho ou filha, cujo futuro se torna de mesma iguala dos genitores. Coitados, herético, hereditário. Identitário.

E vão levando aquela vida torta, de desprezo pelo trabalho, pela geração de alguma receita para fazer face às despesas da casa! Mas, aí quando surge alguma necessidade, alguma coisita para pagar, um cartão de crédito, um débito com juros. Vida atormentada, torta, mal planejada. A quem buscar socorro? Tem gente, sicrano quebra o galho. Minha vida torta e atormentada, deixe eu atormentar a vida de outra pessoa. É assim, o estilo de certos tipos humanos. Ninguém escapa. Horrores! Vida estroina, bafejos de parasitismo! Credo. Vade retro de mim.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

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O Rímel e o Batom dela by

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

E aqui falemos um pouco mais sobre certos tipos biopsicossociais. E começo por uma frase de um pensador chinês, nada midiático, melhor, zero midiático, porque não dispõe de redes ditas por pessoas civilizadas de redes sociais. Instagram, WhatsApp, tik tok. Chama-se Shiong, Ketzu Ling. Disse ele: “ Há gente tão inútil e vazia que se compara a um tambor, soa porque é vazio” . Outra desse mestre e seguidor de Confúcio: “ Há gente que além de inútil fede”. Olha o quanto de insight e significante nessas palavras. Gente que se faz algum ruído, o faz pelo vazio interior. Aliás, costuma ter, de futilidades.

O certo e bem sabido é que se muita gente preocupasse menos com as aparências e posses de outras pessoas, elas já fariam alguma coisa de bom e de útil para si mesmas. Quantas não são certas pessoas que tanto investem em seu invólucro, em sua pele, em seus glúteos, em suas rugas e nenhum acréscimo propõem em seu conteúdo anímico, cognitivo e escolar. Ao menos, o escolar. Nem se exige algum atributo intelectual. Mas, que fosse um labor qualquer, uma profissão útil e rentável.

Vivemos tempos sombrios e desesperançados, quanto ao estágio evolutivo e de valores que fundamentam a tipificação do homem como um animal racional, porque dotado de razão e razoabilidade básica, animal superior e diferenciado dos classificados animais irracionais. Racional (de razão, raciocínio abstrato, pensamento lógico) o único capaz de elaborar, de se organizar e fazer previsão. Será mesmo, dotado desses predicados? Fica a pergunta aos primeiros taxonomistas e cientistas de humanidade.

Em se tratando das tormentas que afetam as pessoas. Não se nega que há gente que em uma análise holística, psíquica e psiquiátrica, padece da chamada tormenta genética. São pessoas que trazem intrinsecamente, uma disposição individual e até familiar à uma vida atormentada. Pessoas atormentadas. Seria um carma hereditário, na visão doutrinária do xintoísmo e espiritismo, de seitas de matriz africana? A ver. Porque nada provado cientificamente. São hipóteses a ser postas em ensaios e experimentos.

Entretanto, face a tantos apelos, tanto de gentes circundantes, parentais e não parentais e do próprio sistema reinante, veem-se muitas pessoas que se tornam atormentadas pela instigação em se tornarem adesistas e sectárias das tendências em voga, da moda e do marketing prevalecente! Atormentadas secundárias. E assim, o afirma o indigitado mestre e sábio chinês aqui citado, essas quais e tais gentes, que se dizem bem-apessoadas e antenadas com os últimos lançamentos do quanto de fútil e inconsútil vão como que reverberando suas birutices e platitudes pelos meios em que se inserem, e vão grassando suas tormentas adquiridas, gente atormentada. Veem-se infestações dessas tais e quais.

Agora imagine, aquela dondoca, aquela madame, não a Bovary de Gustave Flaubert,  mas aquela pé-rapado cultural e cientificamente falando. Nossa, o que você usou em sua sobrancelha, nos cílios, nos lábios, foi silicone, foi rímel, foi tintura? Atenção, hein: para essas nem sobrancelha, começa com sombra. Sombra para lá, sombra para cá. Nossa! Oh que horrível! Isto não pode, isto não pode! “Nossa! Você viu sicrana? Ela tá com certa roupa de dar medo e ojeriza! Horror! Algumas têm cão, outras têm gato. Algumas os dois, outras nem tanto. Chata porque tem cão, chata porque não tem cão! Ixe! Mixou!

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

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TESTE VOCACIONAL AO TRABALHO BY

 

Quando se trata de falar sobre trabalhismo e produção de ativos, de receitas e provimentos, ótimas fontes de referências são os estudos oriundos de algumas nações como as nórdicas e o Japão. E o porquê ter essas fontes? Estudos sociais (Sociologia) e Psicologia Social, nos dão conta de haver dois fatores fundamentais na disposição e iniciativa do indivíduo ao trabalho: 1º- uma herança educacional imprimida pela cultura familiar, a chamada Educação de Berço, oferecida pelos pais. 2º - o bojo (numa tradução livre) da herança genética. Nesse quesito, não remanescem dúvidas, porque são estudos e pesquisas consistentes, verticais, de seguimento de longo prazo.

No Brasil, não há estudos nesse cenário. Ou seja, o sentimento, a vocação, o compromisso de pais e mães, de famílias, não a totalidade; em educar os filhos e filhas a essa dedicação ao trabalho (daí o termo trabalhismo), à produção, ao provimento, básico que seja, de recursos à própria manutenção da existência. São existências puras e simples. Porque os indivíduos buscam os itens primários de subsistência. Dormir, comer, mobilizar, se festar, de refestelar de farináceos, gorduras, churrascos, bebidas. Nas palavras do pensador e dândi Wilde, “A maioria das pessoas não vive, apenas existe”

Quando se coteja essas diferenças, esse comportamento de tantos brasileiros e brasileiras, é de se ver o quanto são robustas as teses e estudos dessas nações nórdicas e Japão, nessas cláusulas do compromisso de certas pessoas com o trabalho, emprego, produção de receitas para fazer face à sua módica e mera estada na sociedade, na família, no mundo.

Curiosos são os termos desses estudos vindos de Islândia, Noruega, Japão, nações com IDH máxime e referências para o mundo. O interessante que alguns desses estudos tomam como laboratório o próprio Brasil e outros países latinos. Surgem desses pesquisadores a ideia que somos uma divisão de etnia. Não empregam o termo infra ou sub, mas, uma etnia à parte. São cuidadosos nessa classificação para não sugerir discrimine ou desrespeito. Vê-se o quanto são éticos e respeitosos nesse tratamento.

Entretanto, cá entreouvidos, falando aqui, sem muito melindre e de forma reta ao ponto. Aqui pelas bandas de certas regiões de Pindorama ou Terras Brasis, seja Norte, Nordeste ou Centro-oeste. Ao que sugerem as estatísticas de nossos órgãos estatísticos- IBGE- PNAD, PNUD; como imperam a malandragem e a vagabundagem neste pais continental. Basta revisitar o chamado trio de gente, os classificados como nem. Quem são? Não estudam, não trabalham, nem vontade de fazê-lo.

Assim, para finalizar esse registro e mini resenha desses estudos temos os sujeitos que podemos tipificar como indivíduos restolhos ou rebotalhos. E nesse bojo de gente, encontramos os desocupados e improdutivos. E numa denominação técnica e científica chamados sevandijas. Que tipo de gente é esse grupo? Se contentam essas pessoas com meras bolsas de governo, de familiares. Porque há esses tais e quejandos caras. Vivem às expensas de um bem deixado pela família, do espolio de um pai, de mãe. E mesmo de benefícios da previdência social. Um salário miséria de desamparados, etc, etc.

Tome um quid e/ou os valdevinos. Muitos são os valdevinos e rebotalhos dessas famílias. Norte, Nordeste, Destinados ou Não Destinados. Manauaras e potiguares. Não importa. São criados, engordados, pouco escolados e educados a uma vida de autonomia e produtiva. Na origem, aquela mãe tigrinha e não tigresa, porque complacente e passiva. Um pai por vezes dependente químico etílico, toda a vida, a vida inteira. Não, você, filho formou em Ciências Jurisdicionais.

Não vai trabalhar ganhando esse tanto. E vai, e volta, mantença. Não; esse aluguel aqui é para seu sustento. É seu, tá! Ninguém tasca. Maninha, vamos lá hoje naquele boteco. Comida de prima, tá. Vamos. Vontade de comer trem bom, carne da boa. Né. Sabe aquele rodízio popular! A gente paga tanto e come até estufar! Hum cara melada, sobremesa!

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

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Administração Pessoal e Doméstica by

 

Dentro dos cursos de Administração, lato sensu e stricto sensu, em cada uma dessas especialidades deveria estar incluída a chamada Administração Doméstica e Pessoal. O mote ou glosa aqui proposta refere-se ao estilo de muitas pessoas, não importa a idade, no tocante à sua aptidão e expertise na organização e disciplina doméstica. Quantas pessoas são vistas que são completamente descoladas, descomprometidas desses afazeres onde dormem, comem, banham, descansam, entretém, e têm suas roupas e apetrechos pessoas lavados, limpos. E o porquê desse comportamento ou comodismo ou desleixo. Vejamos.

Algum leitor/leitora, poderia lembrar, ah, não, mas este estilo de vida, esse comportamento é muito presente e visto nas gerações mais jovens, moços e moças. Sejam nas casas dos pais onde moram ou mesmo fora de casa dos pais, em repúblicas de estudantes. Entretanto, não esqueçamos, o grupo de jovens que assim comportam vão envelhecer. Ficam maduros, envelhecem e continuarão desleixados, negligentes nesses expedientes tão indicativos e típicos de civilidade, de higiene, de disciplina e organização.

O que está afirmado aqui se fundamenta em Estudos verticais e horizontes; isto é; partindo dos ancestrais dessas pessoas; famílias e padrão de criação adotado por esses pais. A Sociologia, a Psicopedagogia e Psicologia Positiva mostram de forma consistente que tão propalada Educação de Berço é determinante nessa candente questão. Basta lembrar desta frase lapidar na matéria: “O Ser humano nasce analfabeto e morre aprendendo e nunca se aprende tudo que deveria saber”

A corrente filosófica dos empiristas nos ajudam a entender melhor; da importância do meio social e sensorial no aprendizado desde o nascimento. A criança nasce como uma lousa em branco. Nada sabe; apresenta apenas reflexos de sobrevivência. E tudo vai assimilar de conhecimento e comportamento na interação com as pessoas. A família nas pessoas de mãe e pai e cuidadores como protagonistas na formação dessa criança, futuro jovem/adulto/cidadão. Existe o ditado: filho de peixe peixinho será. O sociólogo Jean-Jacques Rousseau: afirmou “ Todo homem nasce bom a sociedade é que o corrompe”

Como referido acima, deveria existir nos cursos de humanas, como Administração lato senso e stricto sensu, essa complementação de formação. E aqui faz-se um adendo, uma explicação para o bem dos leitores/leitores mais jovens. Nessa instrução e formação, a principal escola de administração doméstica e pessoal é a própria família, na tão significativa Educação de Berço. Porque, basta ter em conta que se o jovem de 20 anos, entrado numa faculdade de Administração, este jovem já tem plasmado e incrustado na mente e circuito cerebral, o seu estilo de vida. Ou teve uma educação prática e instrução correta da família, ou má instrução e maus exemplos. Difícil mudar. Um pau torto não se endireita depois de crescido. Mas, pode haver algum ganho na faculdade. 

Quantas são certas classes de gente, de variadas idades, que acham que todos os itens já enumerados neste artigo para a vida doméstica não custam dinheiro, não requer ônus, não exigem trabalho doméstico fatigante para que tudo funcione e esteja em boa manutenção? Há indivíduos, jovens e velhos, que são capazes, na caradura e de pau, de levantar da cama e não estender e organizar seu dormitório. Entram no banheiro e deixam suas marcas! Sanitários, pias e lixos. São as pessoas que no popular, se mostram desleixadas, sem noção, pouco cooperativas e nada voluntárias, quando a questão é compartilhar bônus e ônus com vistas à uma sobrevivência civilizada e participativa.

Juraci e Manoel formaram um casal jovem, os entre 30 e 35 anos, já na madureza da vida com um filho pequeno, como que planejado. Ela enfermeira padrão, ele bombeiro da saúde. Ao que tudo indica pelo estilo de cuidar, organizar e disciplinar casa e vida pessoal, sugerem que não tiveram uma educação de qualidade familiar e nem se quer vão mudar, porque já maduros e auto avaliam como nos modelos da normalidade e naturalização. O casal recebe um casal de tios em casa. Porque existe muita afinidade familiar, e vão lá até para conhecer o novo membro da casa, filho do casal.

A impressão e informação repassada do casal visitante é de horrorização e decepção. A casa se mostra uma pocilga melhorada, um muquifo (perdão da gíria, termo africano). Mais que isto, Juraci na maturidade pessoal e funcional, porque enfermeira padrão, como se intitula e marido da área de saúde. Ambos se mostram pouco empáticos na recepção de visitas de pessoas tão afetivas. São os populares sem noção e sujismundos até no seu asseio e higiene pessoal. São os legítimos deformados e não instruídos e formados pela escola familiar/educação de berço. E nada adicionou na frequência dos bancos escolares e na faculdade. As ciências humanas e Psicologia Familiar explicam.  Inconsertáveis[j1] .

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

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GENTE QUE ACENDE UMA VELA A DEUS E OUTRA AO DIABO BY

 

Uma questão pouco tratada em Psicologia refere-se ao comportamento de muitas pessoas que mostram dois estilos de relação social, quando essas pessoas são praticantes de alguma religião, seitas, frequência de alguma igreja, reuniões místicas como a doutrina espírita e outras denominações. Vamos esmiuçar melhor essa proposição para este parecer.

Imagine aquela pessoa que seja até participante de atividades voluntárias, religiosas, místicas. Não importa aqui a religião, Espírita, Católica, Evangélica/Protestante. Não é incomum observar certos tipos de personalidades que mostram dois tipos de pessoa.  Na vigência de sua participação nesses rituais, nessas reuniões, mostram-se sempre contritas, verbalizando alto e bom som as preces, as orações, as intercessões a Deus, a Jesus Cristo, Nossa Senhora; aqui em se tratando de seitas cristãs. Ou até mesmo outras entidades, como seitas africanas, porque são entidades divinas distintas, conforme as concepções e crenças.

Algumas dessas pessoas, fora dessas atividades religiosas, místicas, doutrinárias. Novamente, não importa que natureza; católica, evangélica/protestante, espírita, ou de matriz africana. Encerrada essa atmosfera participativa, algumas dessas pessoas, se expressam completamente diferentes daquela pessoa, naquela prática, mística/religiosa, de voluntarismo, de filantropia, de acolhimento até com muitos fieis desvalidos, fragilizados pelos reveses da vida.

Moto-contínuo, temos então que essas indigitadas pessoas, é como se tivessem duas personalidades: uma ali no seu exercício de contrição a Deus, a Cristo, aos preceitos daquela denominação. Fora dessas celebrações, se mostram outro tipo social e comportamental: arrogante, materialista, vedete, exibicionista em todos os utensílios pessoas e adereços corporais. Por vezes gente capaz de humilhar pessoas tidas (por essas pessoas de dupla personalidade) como inferiores e menores social, funcional e economicamente, etc. Gozado, não esse tipo de gente.

Esse tipo de dupla personalidade transita com admirável naturalização desse modo de vida. Bem avaliada por teste psíquicos/psicotestes,  esses indivíduos, padecem de duas heranças marcantes. Uma genética, que define sua constituição orgânica e psíquica, somada à outra, de igual forma determinante em sua índole, seu caráter, seu jeito de viver. Duplamente, uma no âmbito coletivo/corporativo, onde se sabem vigiados por olhares e críticas de terceiros. E outra pessoa, no cenário privado, doméstico, no contato com subalternos, parentais, colaboradores, pessoas de serviços gerais mais humildes. Então, toda arrogância, destempero, incivilidade, tormentos nas locuções diárias. De novo, gozado e instigante, esse tipo de pessoa.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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MAIS RELAÇÃO CELULAR E DIGITAL QUE SOCIAL E PARENTAL BY

 

Como epígrafe deste artigo de opinião tem-se o seguinte teor: imagine aquele parente, aquela parenta que professa por você uma admiração, um sorriso. Professa “admiração e certos sorrisos”. E você em contraponto vai enchendo essa pessoa (parente/parenta) DE elogios, encômios, loas, adjetivos, que depois ficam provados que imerecidos. Essa pessoa/parente/parenta gera uma linda criança, mimosa, falante, palreadora, canora, lépida, grácil e muito inteligente; inegável esses atributos. Chega o dia de visitar presencialmente essa nova família, com mimos, objetos dadivosos, caricias. Entretanto essas pessoas, o recebem com frugalidade, simples gestos, nada de empatia, como se você fosse um tronco de madeira, um cepo de baraúna. Que tal, essa geração de gente! Hein! “Beltrano, eu cheguei agorinha de meu trabalho, pedi uma pizza, com fome”.

 

Quando se fala em estilo de vida social, uma questão cada vez mais presente nas relações sociais intrafamiliares são as diferenças com que as pessoas mais jovens, gente entre seus 25 anos a 40 anos de idade, tocam e administram suas rotinas sociais, domésticas, no trabalho. Então vem o choque cultural e ético familiar. Conforme a personalidade de uma pessoa mais idosa, pessoa nascida em tempos pré Internet e telefone celular, nessa interação com a chamada geração nativa digital, pode haver uma grande disparidade nesses valores, nessa cultura, nos hábitos, no modo de tratamento interpessoal.

E vale aqui uma observação. Não quer dizer que a Internet, as mídias digitais, o celular sejam os responsáveis por essa disparidade nesse estilo de tratamento e relações sociais; sejam amistosas ou parentais; constata-se que esses recursos virtuais e digitais parecem ter incrementado essa degradação das relações humanas. Apenas isto, remoto a demonizar os recursos digitais e mídias. Porque, na verdade esses bens instrumentais e virtuais serviram para galvanizar ainda mais a idiotia dessas pessoas que já eram pouco sociáveis e insensíveis em quesitos como simpatia, solidariedade, fraternidade, voluntarismo e empatia pelo outro.  

Internet, redes sociais e celulares são neutros, sem vida. A idiotia e banalização estão na mente e formação cultural e até familiar desse tipo de gente! Vem de família. Só isso!

Estudos já bem consolidados já demonstram o quanto o excessivo apego aos recursos de mídia, tendo como protótipo o celular, tornam as pessoas em variados graus de idiotização e imbecilização. Bons modelos nessa abordagem se veem com os profissionais do Instituto Delete/UFRJ, e o Instituto de Saúde de Paris/neurocientista Michel Desmurget. Este pesquisador tem a obra de título instigante: ” A Fábrica de Cretinos Digitais”. Um autêntico tratado dos impactos negativos do uso desmedido e antissocial dos recursos de mídia, tendo como protagonista o tão adesivo e plugado celular.

Em se tratando dessas disparidades das relações sociais vejamos mais alguns dados. Tome-se o exemplo de pessoas chamadas 60+ e jovens 40-  (jovens abaixo de 40 anos). Essa geração, pode-se afirmar sem errar, mesmo os que não nasceram com a internet, foram educados e alfabetizados com os recursos de informática. Recurso tecnológico este que aliado à Internet trazem no seu bojo de ofertas os games, os sites de entretenimento, os jogos variados. Etc. E nessas ofertas de cultura e entretenimento, muitas famílias não tinham a exata dimensão dos impactos negativos dessa excessiva adesão a esses recursos na habilidade de aprendizado, dos danos cognitivos paulatinos de si próprias e filhos e filhas.

Muitos são os adultos hoje, pais de família, os 40+, que se tornaram adictos/dependentes de celular, muito além de meros instrumentos de telefonia e recurso profissional. São os games, as redes sociais, as tantas futilidades exibidas pelos provedores, como Instagram, tik, tok e outras plataformas de entretenimento vazio, sem criatividade. Tudo pronto!

E para concretizar essa mini resenha da degradação em que se tornaram as relações sociais parentais ou de amizade. Juraci e Milton, são aquele jovem casal, que cresceram e foram alfabetizados, já com o emprego dos recursos de informática e Internet. Celulares sempre colados ao corpo e/ou bolsas e bolsos. A criação e escolarização foram já no estilo dos estritos direitos humanos. Muitos direitos, poucos limites e nada de deveres domésticos, entre os quais relações respeitosas parentais com os idosos e pessoas de mais saberes e experiências de vida. Casam-se e tem um filho. Que galvaniza e centraliza toda a atenção parental e paterna. Estilo principezinho da casa. Recebem certo casal por exemplo, muito admirados. Mas, enorme diferença geracional. A relação casal/parental é fria, morna, sem viço, sem vigor, dormente, madeiral. Nada mais. Nada de empatia, nada de reciprocidade.  São sinais dos tempos, ou da chamada modernidade líquida de Bauman. Interação social/parental maquinal, material e mínima. São sinais da degradação humana do bicho humano como animal social, civilizado e político. Nada além.

 

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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ÉTICA SOCIOFAMILIAR BY

 

Estamos vivendo tempos meio tenebrosos, tempos quando as relações humanas, mais especificamente, a chamada Educação Ética Familiar e Geral, anda muito banalizada ou mesmo inexistente. Essa tendência e comportamento, se vê presente massivamente nas gerações mais novas, ou a geração pós Internet e Mídias Digitais. Essa ética familiar e social decorre também de outros fatores como o progresso tecnológico, a consolidação do Instituo dos Direitos Humanos e outros fenômenos culturais evolutivos da Sociedade.    Lembremos, até como homenagem, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrada pela ONU em 1948. Documento este que foi promulgado em defesa das garantias e dignidade da pessoa humana, ali 3 anos após o fim da II guerra mundial.

Leiamos por exemplo o artigo I desta Declaração –Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.  Tomemos esta palavra aqui posta, fraternidade. Porque entende-se que do ponto de vista civilizatório e humanitário, somos uma única raça, a raça humana.  Existe variação de anatomia, cor de pele, cabelo, traços faciais. Mas a mesma gente.

De plano e sem rodeios, pode-se falar de certas famílias que são complacentes e lenientes na gestação, geração, criação e educação (ou deseducação) dos filhos. Famílias existem que praticam o chamado super protecionismo dos filhos. Criar e proteger um filho enquanto ele for menor e mesmo adulto, no seu aconselhamento é normal e natural. Ou até mesmo admirável. Reflete até uma questão ética. A vida é uma escola, um aprendizado; e neste sentido e propósito, deve-se aprender sempre com os mais velhos e experimentados. Os pais são ótimos nessa finalidade. E até louvável e reconfortante, assistir a um pai, um avô, em dar conselhos e advertências a um filho, ainda que este filho já seja um marmanjo e de avançada idade.

Entretanto, veem-se exageros, desvios dessa natural e limitada orientação. São pais e mães que criam e engordam os filhos como se eles fossem principezinhos, reizinhos, princesinhas, heróis e privilegiados. Como se trata de pura fantasia e ilusão, esses adjetivos principescos, esse tipo de tratamento vai fazer muito mal quando esses filhos forem adultos e tiver que tomar decisões, de trabalhar e gerir a sua própria vida. Essas famílias vão como que formatando uma classe de gente imprestável. E essa classe de gente existe em muitas famílias.

A vida, ou melhor os labores da vida são atributos que devem entrar na formação de um filho, visando a que esse indivíduo se torne à frente uma pessoa utilitária e não parasitária da própria família, da sociedade ao seu redor e do próprio Estado. Nessa formação de um filho é que se vê a diferença do que são um pai e mãe nessa nobre, nobilíssima missão

                 

 

VAMOS AO RESTAURANTE POPULAR

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

Leitores e leitoras de minhas crônicas. Eu chamo a atenção de vocês para certos tipos humanos que vivem e prosperam naquela leseira, naquela malemolência. E nada fazem, nada produzem. E trazem por cultura familiar e desejo uma propensão e tendência: como são dados, aficionados pelos prazeres digestórios com bons pratos, boas carnes, bona-chiras e patuscadas gastronômicas. Sabem tudo de comida, onde comem até empanturrar. Com um detalho: a preferência ou em companhia com alguém que pague a conta. Fato inconteste. Não que aqui pelas plagas nordestinas, há esses tipos. Pouco importa a Capital, ou interior. São os tipos portadores da chamada malandragem especial. São grandes apreciadores, exímios gourmets. Agora pegar no guatambu, roçar algum lote baldio. Ou mesmo fazer como um bom amanuense, bom emprego. Saia justa, nem pensar. Fadiga!

 

Trazendo o que dizem as Ciências, a Filosofia e mesmo os textos sagrados para nossa vivência comum. Observemos, de forma isenta, mas com um olhar científico e compreensivo criticamente o quanto as pessoas se tornam solidárias nos instintos e apetites digestivos. Vamos a alguns indicativos consistentes:

Faça uma reunião formal e profissional, cultural ou de entretenimento que seja. Na programação, nada de comes e bebes palatáveis, de carnes assadas, galinha, vaca, cervejas, doces etc.  Poucos convivas e comensais comparecem!

Faça em contraponto, ou o contrário: churrascos, comida farta e saborosa, bebidas etc. A grande audiência e presença dos convivas do garfo, copo, mesa e bebedeiras. Sorveteria, um botequim com pratos saborosos e suculentos. Ou um café bem recheado de doce de leite, biscoitos. Ah! Assiduidade plena. O sujeito não perde tempo. Na hora.

Mais esta evidência e consistência: tem-se um parental idoso, decrépito, inválido, grabatário. Esse parental (pai, avô, tio, mãe) vem de ser institucionalizado de longa data, e carente absoluto de cuidados de higiene, alimentação, companhia de diálogos diários! Poucos parentes que cuidam. Os ex afetivos parentes (afetivos e parentais genéticos hein!), sequer o visitam como o fazia dantes, em época de fartura e bonança de comidas e libações etílicas. Não se tem mais os rodízios de freezer, de fogão, massas, carnes! Porque esse idoso agora, fétido e feio, de fraldões e acamado, se tornou grabatário, não banca mais os almoços, as carnes, as cervejarias, os manjares e feijoadas. Já era!

Enfim! Eh a vida não é mesmo. Como têm-se filhos e filhas, parentais e parietais de tempos de fartura! Que em tempos de galinhas, de comida farta, de feijoadas feitas por parentais que tudo custeiam, por cervejas e outras iguarias capitosas e saborosas! Oh, afetos, oh, amizades, oh afeiçoes parentais das cozinha farta e bons pratos. Findas essas oferendas e docilidades, ah, agora não posso, tenho meus ócios e tempo pouco, não posso!

Oh, céus, oh, vida, oh azar! Lippy e hardy- 

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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OS TIPOS HUMANOS

João Joaquim 

No livro As Leis Fundamentais da Estupidez Humana, o Historiador econômico, semiólogo e cientista italiano Carlo Cipolla (1922-2000) faz uma classificação das pessoas em 4 tipos: 1-Os inteligentes; 2-Os ingênuos; 3-Os bandidos; 4- Os estúpidos. E quais as características desses tipos ou subtipos humanos. Ei-los:

Os inteligentes são aqueles que agem em benefício próprio e geram até resultados positivos; para si e para a sociedade, mas nem todos e nem sempre. Os ingênuos que trazem uma tendência em beneficiar outras pessoas e causar malefícios, danos e privações de si mesmos. Os bandidos que obtêm vantagens pessoais prejudicando quem eles podem prejudicar; tirando proveito por exemplo de pessoas próximas, ingênuas e com laços parentais. E os estúpidos. E este perfil de gente merece um comentário à parte. O sujeito estúpido é tão singular nessa análise que é aquela pessoa, que causa danos a outro sujeito ou grupo de pessoas; é tão ordinário e inclassificável que é capaz de com sua ação trazer danos e nocividade a si mesmo.

Ler a aqui citada obra de Cipolla, nos remete a variantes desses tipos sociais e familiares de pessoas. Porque muitas vezes eles em suas trajetórias desastradas de vida, à exceção dos ingênuos, fazem muito mal a pessoas de sua convivência. Em geral, alguma família vai abrigar, suportar, homiziar e proteger algum parental, irmão, filho, até pai ou mãe nessa descrição. Nos dias em que este artigo está sendo escrito e publicado, o mundo vem assistindo às destrambelhadas e desatinadas ações e expedientes do filho do ex presidente Jair Bolsonaro. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro. Que fugiu para os EEUU, para tentar anistiar o pai que se encontra em uma sinuca de bico com a Justiça Brasileira, réu por tentativa de golpe de Estado. Exemplo típico de estupidez.

Ao ler a obra de Carlo Cipolla, vem `a lembrança, certos tipos ou variantes desses indivíduos, beirando a estúpidos e aloprados e néscios. E como vivem certos tipos humanos desses que se prosperam em dar golpes, em praticar calotes em quantos ingênuos encontram pela frente, em aproveitar de boa-fé de tanta gente que os dá guarida e defensoria. São caloteiros, caras-de-pau e outros tipos trambiqueiros de sobrevivência.

João Joaquim 

 

 

 

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GENTE FAKE E GENTE HIPÓCRITA BY

 

Existe no reino das coisas e objetos a classificação original e não original. Nesse grupo não original surgem vários qualificativos como equivalente, sucedâneo, similar, substituto, e tantos outros se procurarmos nas listas dos produtos. Nos objetos de informática e digital há os equipamentos ditos paralelos. E entre esses outros atributos, os chamados piratas, e até em tempos digitais e de internet os fakes. Fake News por exemplo. Quanto de informação é passada falsa. Noticiais, dados científicos fakes, produtos fakes.

Em se tratando de coisas e objetos, produtos industriais, serviços e tantos outros consumos, há os que trazem danos; e que cada pessoa e consumidor que se acautelem e os evitem. Há sempre a probabilidade de riscos e danos, tanto à saúde e às finanças. Questão de prevenção e nada mais a fazer.

Agora, em se tratando de gente, de pessoas e sociedade. O quanto se torna tormentoso e complexo lidar com gente fake. Porque há pessoas fakes. E então dá para aplicar-lhe outros adjetivos e qualificações. Temos assim, as pessoas hipócritas, as infiéis, as parasitas, as melindradas, as fofoqueiras, as trambiqueiras, as caloteias. A pior pessoa fake é aquela de nosso convívio. Pode ser uma pessoa parenta, uma namorada, um cônjuge, uma nora, uma candidata ou candidato a nora e genro; e por aí vai uma enorme lista de possibilidades.

Imagine aquela senhora com uma nora ou genro fake. Porque, às vezes embusteira ou embusteiro, inzoneiro. Indivíduo inzonador. Existe o tal. existe essa e essa tal. Está ali a sogra toda cordata, faceira, risonha, serviçal, presenteadora, a aquela candidata ou já consolidada nora, vesiculando, refestelando. Pura fake nora! Hipócrita para mais de metro e meio. E convencível.  Inzonadora! Sempre.

Assim, dá para se falar e um sem-número de tipos sociais fakes. Namorada fake. “Ah, amor, como eu te amo”. Sabe lá se verdadeira e real tal juramentação ou um legitimo perjúrio. Porque jurar e prometer é muito fácil de boca para fora. Agora vamos ver se o sujeito fosse um pé-rapado e zé-ninguém, um leguelhé! Ah, como há gente fake, namorada fake, parente fake, irmão fake e inzoneiro, irmão sevandija e charuteiro. Sai de baixo porque vem mais, hein!

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

OS FILHOS REBORNS BY

 

Eis que temos o surto dos reborns, espera-se que seja passageiro esse surto, da cultura de muita gente aos chamados bebês “Reborns”. Quando ouvimos os depoimentos, as justificativas, as declarações naturais das pessoas aficionadas a esses mimos, a esses brinquedos, é tempo de se perguntar: Seria uma regressão (visão psicológica/psiquiátrica) dessas pessoas à sua fase infantil? Natural essa pergunta. Porque o apego a bonecas é uma característica infantil.

Porque, tal afeição desmedida e de muita afetividade, instiga a todos nós, pessoas comuns, e até os especialistas, psicólogos, psiquiatras, antropólogos. Olhando as bonecas e bonecos reborns, de fato, são hiper-realistas. De longe, não se pode cravar se se trata de um brinquedo, se um bebê de carne e osso. As feições se confundem muito com as de uma criança pequenina.

Vamos a algumas reflexões sobre esse apego, a essa moda de agora, de se comprar um boneco reborn (do inglês renascido) e estabelecer com ele um certo fetiche. Vale lembrar que existe no campo psicopatológico, o chamado infantilismo. Grosso modo, seria uma pessoa adulta, ter hábitos, gestos, gostos, cultura, predileção e afeição por objetos próprios da infância, caso de uma mulher manter o gosto por bonecas, roupas infantis, gestos infantis, pueris, fala infantil, meneios e trejeitos de uma criança. Trata-se de mecanismos neuropsíquicos e psíquicos, estudados e tratados pelas especialidades citadas. O Instagram está repleto desses tipos sociais. Futilidades e infantilismo.

O que impressiona às pessoas comuns e tidas como normais (neural e psiquicamente) e aos estudiosos da mente e psique humana é o comportamento de normalidade e naturalização das pessoas aficionadas a esses brinquedos, os bonecos reborns. Os gestos e apego dos donos, sugerem que eles sofreram uma espécie de lavagem cerebral, e tiveram introjetados esse sentimento de que esses mimos e imitações humanos são dotados de sentimentos, de emoção, de um sistema psíquico e orgânico como qualquer pessoa. Um tipo de feitiço ou manipanso, como se chama na cultura africana.

São relatos que beiram a loucura, fogem às raias do que seja racional e humano, para uma pessoa normal. O caso da mãe do boneco que o levou ao hospital para ser atendido por um pediatra; a outra mãe que move uma ação pela guarda compartilhada do boneco no ato do divórcio; de outra mãe que, sem filho, dedica todos os cuidados ao brinquedo, como se o boneco tivesse carência afetiva e alimentar. E coisas do gênero. Há o inusitado tipo de mãe que promoveu o parto do reborn. E não faltam pessoas dedicadas profissionalmente em fazer esses caprichos das mães dos reborns. Há mercado para tudo na vida!

É de se ter como crível, a definição de certo profissional psiquiatra, que definiu esse comportamento como o fenômeno do folie a deux, numa tradução livre, delírio ou loucura a dois. Em alguns casos, folie a trois, delírio a três. Porque comporta o boneco, a mãe e o pai. Só mesmo os humanos são capazes de tais esquisitices e estultices! Algo tanto ridículo como de certa insanidade mental.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

João Joaquim 

 

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Melissa e Valdevinos by  

São muitos os demonstrativos do quanto cada pessoa, seu caráter, sua moral, seus qualificativos éticos e sociais, os hábitos, guardam estreita conexão com a relação social que se estabelece com os membros parentais de mesmo habitat ou domicílio. Enfim, o quanto esses atributos e valores humanos guardam estreita relação com a chamada educação de berço. Aquela instrução conferida por pai, por uma mãe e/ou os parentais e cuidadores e tutores da criança.

Quem lê ou ouviu alguma conferência do filósofo francês Pierre Bordieau (1930-2002), há de se convencer do quanto uma educação mambembe, tosca, tolerante ou tabajara, vai de igual forma construir um futuro cidadão também tosco e tabajara. Há uma estreitíssima relação biunívoca e unívoca nesse conhecimento da Sociologia. Essa relação estruturalista/construtivista, está bem elaborada na descrição dos chamados habitus, campo e capital, conforme ensina Bordieau. Infalível lei social e emocional.

É muito instigante e cativante quando estudamos a fundo as teses de Bordieau e assistimos na prática e nas amizades essa concretização. Podem-se tomar os tipos sociais e familiares mais corriqueiros e ver esse paralelismo. Cada pessoa é, em grande medida, o espelho de um pai, de uma mãe ou tutor que a educou. O bojo e cabedal social, cultural e civilizacional de um ou ambos os pais, os valores abstratos gerais, vão ser repicados na constituição do filho, da filha ou educando (a) sob suas responsabilidades. De um corvo ou gaturamo nunca se nasce um águia ou albatroz.

Valdevinos era aquele tipo social tosco e vilão, tal e qual ou quid foram seus pais. Lambão, trapalhão, que tinha como ponto gravitacional máxime suas patuscadas de vaca atolada, acarajé, baião de dois, buchada e outros pratos de muita sustança. E não gostava de dividir a conta de almoço ou jantar ingerido fora. Melissas e Valdevinos quando se encontravam não havia identidade. Zerismo.

Era sempre constante o ritmo de vida de Melissa Filgueira. Ela acordava por volta de 7 horas matinais, fazia sua higiene fácil e capilar; fazia questão de se dirigir a cada pessoa da casa e os cumprimentava afetuosamente, amoravelmente. Estivesse onde estivesse; na própria casa ou em casa onde se hospedasse ou hotel das viagens. Era uma forma de saudação de olho no olho dos interlocutores.

_Melissa, e você dormiu bem e sonhou? Dormi, sim, Natércia. Eu tenho sempre um sono de qualidade, estando cansada do trabalho ou de folga como este final de semana.

Natércia, era o que se pode chamar aquela amiga do social e do coração. Mais que amiga, era uma candidatíssima a se tornar uma parenta por afinidade, como iremos deduzir à frente!

A admiração por Melissa, se notava porque ela era de fato aquela pessoa de bem com a vida. Onde fosse que se encontrasse, ela se mostrava afetuosa, gentil, laborativa e colaborativa. Era uma participação no estilo comodato. Havia graça, enlevo e alegria em seus contatos sociais. Eram, assim, virtudes fungíveis nessa concessão de bem-estar e pacifismo.

Algumas minúcias merecem destaque no estilo de vida e relações sociais de Melissa. E começa-se pelo simples gesto de assentar-se a uma mesa de café, almoço, um lanche fortuito. O preventivo de se dirigir a um lavado ou torneira de mãos e sanitário. Cuidados de civilidade, biossegurança. Por vezes afirma ela. Outro expediente adotado: nunca levar um celular à mesa. Ele ficava sempre off-line e guardado na bolsa de mão.

_Melissa, não se preocupe de desligar o celular. -Não, seu Júlio (Júlio era o marido de Natércia). Celular, se mal-usado é um objeto antissocial e inconveniente, um estorvo e contagioso nas boas e fraternas conversas, como estamos a fazer nesse momento.

Parece de somenos e ínfima significância, mas vale o relato. O ritmo de se alimentar de Melissa. Era uma mastigação paulatina, graciosa, silenciada. Nunca se via restos de comida em suas vasilhas, pratos, taças, sucos, creme e sobremesa. Gestos mínimos, mas mostras também mínimas de civilidade. Ao certo, legados de sua educação paterna e maternal. As Ciências o preveem!

Acabada qualquer ingestão alimentar, mínima que fosse, um petisco, um sorvete, um café expresso. Mas, substancialmente, uma refeição principal e maior, Melissa era a primeira, ao término de todos se alimentar; era a primeira a recolher os utensílios utilizados, algum guardanapo amassado, e ir à pia deixar tudo lavradio e limpo. _Melissa, não precisa lavar seu prato, copo ou talher usado, querida! Depois se lava! _ Não, Rodolfo (filho de Júlio/Natércia). O que se usa e se desarranja, se arruma depois dos prazeres. _ Sabe, Rodolfo, que desde pequenina, eu aprendi isto em casa, coisa de minha mãe. Não deixo nada para trás.

E os recatos e sobriedade no vestir que se via em Melissa. Merece também um registro. Onde quer que se encontrasse, havia como que a chamada pequena ética ou etiqueta. Como queira nominar. Ainda que fosse em clube, uma praia, uma piscina, um passeio no parque ou hotel-fazenda. Melissa, adotava os cuidados, conforme o ambiente e as pessoas circunstantes. Nunca se via a jovem Mel (como alguns a chamavam) em blusas, em bermudas, em roupas sumárias. Era uma regra seguida à risca. Roupas e vestes se fazem conforme o ambiente e as pessoas de envolta.

E para concluir, vale esse reparo, de reparação mesmo, no primeiro significado. Era o humor ou é o humor de Melissa. Era a pessoa que se pode tipificar como de bem com a vida e com a natureza. Perguntada como se fazia; como lidava com alguma mofa ou chiste intempestivo. Ou mesmo falha social, um lapsus de algum interlocutor. E ela, serenamente retorquia: interpreto cada gesto, e procuro compreender cada expressão. Por vezes, faço humor até com minhas escorregadas e lapsos. Eles fazem parte de nossas pequenas ou grandes falhas. Ninguém é igual a mim, somos únicos no mundo! Admirável jovem Melissa!  Reprochável folgado Valdevinos. “Humanos somos, nada de humano me estranha”. Terêncio, pensador romano.

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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Direito a Vida Eterna by

Existem certas pessoas, que deveriam ter o direito à vida eterna! Ou ao menos viver alguns séculos, tal a importância dessas pessoas para os outros! Ao contrário, existem certos tipos sociais e morais de gente que se não tivessem nascido ou não existido, fariam um bem à humanidade e àqueles que esses mesmos indesejados colocaram no mundo à sua volta; no caso uma prole de que pouco se aproveita. Porque costumam esses últimos aqui narrados serem tão ordinários, vulgares e nocivos que costumam deixar descendentes de mesma iguala. Imagine os descendentes de Pol Pot, de Mussolini, Hitler!

Sujeitos que vão além da inutilidade, porque se tornam negativos, nocivos à sociedade, a outros familiares e ao Estado. Pode-se tipifica-los como um fardo negativo que geram só ônus. São as clássicas dinastias ou clãs de gente inclinadas ao mal, ao antiético, ao antissocial, ao insalubre, ao desadaptado e desajustes.

Com efeito, fala-se aqui de três figuras eméritas que fizeram a diferença e vão fazer muita, mas uma imensa falta mesmo. Divaldo Franco ((1927-2025), chefe espírita do Brasil. Papa Francisco (1936-2025). E Pepe Mujica (1931-2025). São 3 figuras públicas e altamente conhecidas e populares no Planeta, que faleceram neste em maio/2025.

Brevíssimas palavras sobre essas três pessoas, que se reprisa deveriam ter o direito a uma vida mais longa ou eterna, pelo bem que tanto fizeram em vida. E ainda muito bem farão postumamente. São aquelas pessoas que mesmo no post-mortem fazem a diferença, porque suas lembranças, seus legados, estimulam a que outras pessoas os imitem no bem que produziam, independentemente para quem. Quando se fala no bem que esses seres diferenciados faziam, em nome de justiça e isenção, deve-se ter em mente que a consideração e louvores a eles são isentos de ideologia política, religiosa, condição social ou simpatia pessoal.

Divaldo Franco era um líder de doutrina espírita no Brasil e embaixador da paz no mundo. Liderava vários trabalhos filantrópicos e casas de apoio a pessoas em vulnerabilidade. Era tido como pai adotivo de centenas de pessoas.

O Papa Francisco, chefe e líder da Igreja Católica. Era um tipo de ativista pela paz no mundo. Ele transitava por todos os países, laicos ou teocráticos e dialogava com todos os governantes e líderes religiosos. Era uma unanimidade em civilidade, filantropia e gentileza.

Pepe Mujija. Foi presidente do Uruguai; teve uma longa vida de atividade política e social em seu pais e na América Latina. Era uma referência em Ética e Civilidade. Pregava a paz, a concórdia, a harmonia entre os povos. Foi um exemplo de humildade e abdicação a qualquer riqueza, pompa, a liturgia como chefe de Governo Uruguai e outros tratamentos nobiliárquicos, aos quais mereciam. Mas, viveu e morreu na humildade.

 

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 DEFORMIDADES da Ortopedia by

Quando se estuda as doenças ortopédicas e reumatológicas, é de bom alvitre que saibam todos que existem as que guardam influências genéticas, outras não. A maioria são adquiridas. E nesse rol das afecções adquiridas entram fatores diversos. Estilo de vida, hábitos alimentares, sedentarismo, obesidade e postura. A postura de cada pessoa no seu dia-a-dia é determinante. O indivíduo vai como que tendo que aturar e ser aturado nessas deformações. São desvios da coluna mestra, a vertebral.

Assim, são deformidades posturais, porque a pessoa não tem uma postura condizente e conformadora ao seu tipo físico e biológico. Tome o exemplo da coluna vertebral, já referida. A coluna da pessoa se divide na inferior, média e superior; ou lombossacra, toracolombar e cervical. Ou se preferir: inferior, média e alta. Existem os desvios da coluna: para frente, para trás, de lado e até combinações desses desvios.  Outras doenças deformantes e desviantes são as artrites e as artroses. Ah, como há gente torta e desviada com essas moléstias da sustentação corporal. São danos difíceis de cura.

Além dessas deformidades listadas, existem outras deformidades pessoais; agora na esfera da Metafísica dos costumes. E aqui há que se buscar o auxílio de outros ramos do saber. Psicologia Social, Psicologia dos Costumes, Psicopatologia, Psiquiatria e Sociologia. E pensem {os leitores (a) ]em dois determinantes nas causas dessas deformidades. Como quase tudo nos valores biopsicossociais, aqui, grosso modo, pode-se separar em duas heranças majores. Uma genética, quase imutável; e uma social familiar, substancial no que virá ser o indivíduo em sua retidão (coluna anatômica e reta) ou tortuosidade postural, já bem explicada acima, e as tortuosidades da moral, da ética e do caráter.

São duas bagagens de que nenhuma pessoa pode delas desvencilhar. Mais fácil se desprender do celular ou tablet para muitas pessoas adictas do que se livrar dessas duas heranças marcantes e incisivas no que vai ser o indivíduo; a genética e a educação domiciliar senso latu. A herança educacional, boa ou má, é tão determinante para o sujeito que em certos países orientais e europeus, quando um menor de idade comete um crime, os pais também são indiciados e processados. Razões óbvias. Faltou a chamada educação de berço (a mais substancial) na construção moral e social do futuro cidadão.

Instigante e curioso como se veem em certas famílias, certos indivíduos que vão formando um clã de pessoas tortas. Primeiro, de fato, pelo motivo de ir paulatinamente criando essas condições dos chamados desvios; os descritos neste caput. De causas orgânicas/ortopédicas e reumatológicas. Porque vão agregando esses fatores mórbidos e funestos, que os tornam molestos. E há por aí em profusão.

E vêm de roldão, na esteira dessas orgânicas, as tortuosidades e anfractuosidades de conduta. Em Ciências/ Neurociências e Sociologia, já são descritas várias deformidades do caráter e da moral. Vide DSM-V, da sociedade americana de psiquiatria. As sociopatias, as condutopatias.  Nesse cardápio de tipos sociais e físicos, entram os folgados, os trambiqueiros, os caloteiros, os dissimuladores, os impostores, os melindrados e melindradas, os monomaníacos, os ociosos e desocupados. Ah, e para finalizar, em alguns casos, seguindo a “compliance” do politicamente correto, nem é bom falar muito. Melindra certos tipos”. Fui. Aqui no Nordeste; se falar com super sincericídio, alberga inimigos. De novo.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

SABER COMO SE FAZ E NÃO FAZER  by

Eu dou de começar esta matéria por um provérbio popular que afirma: o pior cego é aquele que não quer ver. Estendendo este ditado temos: o pior cego é o que não quer ver, ouvir nem acreditar. Aí também já é ser um néscio e ignorante num alto grau. Assim, vamos em frente fundado nesse princípio. Inúmeros são os cenários da vida onde cada pessoa de per si (por sua conta e deliberação) faz uma coisa quando deveria fazer outra. E atenção! Não que essa pessoa faça o errado por simples engano, displicência ou cochilo. Ela faz com a absoluta lucidez de que aquela decisão, atitude ou procedimento está errado, torto e contrário aos costumes, ao convívio social, as leis da natureza e das ciências. Daí a semelhança com a cegueira ou surdez voluntária (bom seria ler a obra de José Saramago, “Ensaio sobre a cegueira”).

Abstraindo da retórica e teoria, alguns exemplos encontradiços tornam bastantes ilustrativos. Os exemplos de saúde são useiros e vezeiros. À luz das ciências da saúde, conforme informações encontradas por todos na internet (ex. Dr. Google), o planeta inteiro e todos, sabemos quais são os alimentos mais nocivos para o corpo, o cérebro e o coração. Como tais, as carnes vermelhas contaminadas com anabolizantes e nitrosaminas, os carboidratos e açucares de toda ordem. O mundo inteiro sabe da nocividade e envenenamento que esses alimentos trazem para a saúde humana. Quantas pessoas vão deixar de refestelarem-se com os seus churrascos, com a mandioca, macarronadas e apetitosos doces de sobremesa? Poucos são os que abstêm de suas libações e prazeres instintivos da boca e do estômago. Uma minoria opta pelo vegetarismo ou veganismo. Uma outra minoria o faz quando perde entes queridos ou são sobreviventes dos mortíferos e paralisantes infartos ou derrames cerebrais. Certamente pensam:  antes enxergar tarde do que nunca.

A vida moderna, mecanizada e digitalizada trouxe o que de conforto? Imobilismo total, automóvel para ir até  na padaria, para deslocar meio ou um km. Chego na porta do prédio, tenho o elevador e reclamo de subir um andar a pé. Consequências dessas tecnologias: obesidade, colesterol alto, artrose, hipertensão, limitação física, doenças metabólicas como o diabetes e morte prematura. Todos têm consciência dos danos do sedentarismo e deles são vítimas. Cegueira voluntária absoluta.

Uma outra cegueira voluntária imbecil refere-se aos vícios de toda natureza. O sujeito sabe que alcoolismo provoca neuropatias, cirrose, pancreatite, e bebe até morrer. Sabe que o tabagismo causa câncer de pulmão, de rins e aparelho digestivo e fuma até depois do diagnóstico, da quimio e radioterapia do câncer; ou seja, é cegueira na sua quintessência.

Agora, essa eu descrevo de forma ocular e de carteirinha porquê de alguns sou rodeado, na categoria cegueira com dolo intencional. Alude-se aos tipos humanos que têm a clarividência    de que o melhor provimento da subsistência são os víveres e utensílios produzidos e custeados com o próprio labor (labour party). Entretanto, temos muitos indivíduos que se equiparam a ociosos, perdulários, vagabundos e quejandos. Eles não se coram nem se vexam de parasitar familiares, bens herdados até os esfanicar, e gostam de todas as futilidades do mundo virtual. Tudo sem nenhum pudor. O pior vagabundo, como alguns cegos, são os que não querem trabalhar.  Vade retro, hein!

 

 

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Banalização nas relações humanas by

 

Acácio e Valdevinos (foi registrado com S mesmo, plural) formavam um par de homens que eram muito chegados e aficionados a bona-chira, aditada a outras bondades da boca e do baco (o dionísio grego). Se havia alguma tertúlia, data festiva aniversária, onde se iam servir bons pratos e saborosos quitutes, eles estavam lá, presença garantida. Não importava se tivessem que até viajar, dezenas de km em troca dessa orgia cominativa, gustativa e prazenteira. O ato de refestelar-se era para a dupla ou o par de pessoas, um dos momentos de maior gaudio, de regalo, de um tipo de prazer algo orgástico, que cheirava a gozo ou satisfação sexual.

A iniciativa dinâmica ou expediente de esfalfar, de transpiração de camisa no que fosse produzir e gerar algum ganho, não era com Valdevinos. Também veio de certa herança. Duas na intimidade e recônditos genéticos. A toleima e leniência de quem o criou e educou, e o mote grupal. Labor e ergonomia não eram com Valdevinos. E com certas escoras e suportes parentais ele sempre contou. Se destinado foi, por isso nordestino. Destinos gentílicos e idílicos.

Na esteira desses desideratos e celibatos, vem de chofre outra questão existencial e social, demonstradas nesse excerto. A hipocrisia humana. Bem ao estilo dos personagens de Molière. Quantas Dorinas, quantos orgon nos circundam, em nossos dias e datas dos bons gáudios, boas-xiras e demais raçoes capitosas e palatáveis.

“Oh, parabéns tá. Viemos aqui trazer-lhe nossa saúde, nosso viva, nossas lembranças. Por favor, não repare, tá. Uma lembrança”. Mas, oh, você merece muito, um toantíssimo mais hein! Ah, quanta patuscada, quantos Valdevinos mais.

Outra questão que permeia certos tipos sociais, quid e quejandos. A tão badalada e propalada empatia. Todos hão de lembrar. Este sentimento de amparo ao outro, na saúde ou na doença. Foi surdido e ressurgido na pandemia do vírus Sars-cov-2. Hão de lembrar os leitores (as). Muito se falava nesse sentimento de se imaginar e colocar no destino de outrem. Natália Pasternak, filósofos e doutrinários. Médicos e paramédicos, faziam essas preleções.

Nenhum jovem ou moça nascem com formação ética. Ensina-se ética e não cobra ética, treina-se na ética, repete-se a ética_ Uma criança é por natureza e normalidade aética e amoral. Elas se tornam imbuídas e formadas nesses valores e sentimentos. E assim, o é com a honestidade, a civilidade, a fraternidade. São sentimentos e atributos humanos que necessitam de alguém ensinar, doutrinar e instruir a qualquer criança, adolescente e jovens.

Não é raro de se assistir a certas famílias que criam seus filhos e dependentes sem essa formação ética e de civilidade. Cenas comuns vistas com gerações de certas pessoas; não importa se pessoas mais antigas ou mais jovens. Ao que indica o progresso de Internet e redes socais, mídias e celulares, ao que parece, as novas gerações se mostram alheias e desinteressados nesses sentimentos, atributos distintivos de humanidade; sentimentalmente falando. Mais instigante e curioso até: são filhos e filhas de família em que o pai e/ou mãe, portam o sentimento divino, praticam alguma doutrina e seitas religiosas. Mas, foram negligentes com os filhos nesses quesitos humanitários de empatia.

Cenas comuns vistas com essa tendência. Por que havemos de compreender e concordar, a empatia deve ser expressa não apenas quando o outro adoece gravemente, se torna inapto, inválido e morre. Na morte, devemos levar nosso ombro, nosso abraço e amparo aos entes queridos mais próximos e íntimos, porque esses estão em sério sofrimento moral e emocional. Natural, em Luto. Nesse momento devemos expressar nossa humanidade aos que ficam partidos de saudade, de nostalgia; nesse doloroso transe da vida para o além, morte. Última e dolorida despedida. Quanto pesado, quanto pesar nessa hora.

É desalentador e incompreensível se ouvir de muitas pessoas nessas circunstâncias e momentos dolorosos. “Fulana ou sicrano morreu! - Ah morreu? Coitado, também estava mal, descansou! Você vai lá despedir dele? Ah, não sei. Acho que nem precisa né. Já morreu. Para quê!  

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

 

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Chupanças e Suctórios  by

 

Sabe aquela relação entre uma pessoa cordata, lhana, sempre serviçal, operosa com tudo, aquela que não sabe contestar quem a explora em todas as energias e bens materiais, mínimos e grandes, dinheiro, empréstimos, custeio de não se sabe que desejos e instintos dos outros? Exatamente a relação social entre esse perfil de pessoa e qualquer outra do tipo de pessoa: folgada, exploradora, caradura ou de pau, que nunca se cora ou se frange o sobrecenho diante dessa exploração? Então essa relação não é rara e desafiante de se ver. Ela existe.

Tanto assim que não precisa de ir longe à sua constatação e procura. Essa espécie de intercâmbio, desarmônico e desigual, é muito encontradiça nas relações amistosas ou parentais, bem próximas de nós. Os titulados amigos, os aspirantes parentais por afinidade, nas corporações e âmbito laboral, professional, funcional, recreativo. Imagine, aquela vistosa e envernizada jovem que tanto apego devota aos brilhos, às cores, ao Insta. A um tal de face. Que de forma dialógica com sua telinha pouco encara o interlocutor. Hum, está ali, contigua!

O instigante e admirável (negativamente, óbvio e ululante, conforme o previu Nelson Rodrigues) é que esses requebros e rapapés da pessoa esbulhada e espoliada em suas energias e ativos de toda natureza, vão como que se naturalizando entre as partes: a parte explorada e a exploradora. O sistema se dá nos moldes da síndrome de Estocolmo (queira ver). Existe a aclimatação, a normalização limada pelo tempo e repetição dos gestos. Maquinalmente/digitalmente. Essa realidade reprochável e indeclinável, faz-nos vir à lembrança o poeta Eduardo Costa. Leias abaixo.

 

Na primeira noite eles se aproximam/e roubam uma flor do nosso jardim/E não dizemos nada/Na segunda noite, já não se escondem/pisam as flores, matam nosso cão/e não dizemos nada./Até que um dia,/o mais frágil deles/entra sozinho em nossa casa,/rouba-nos a luz e,/conhecendo nosso medo,/arranca-nos a voz da garganta./E já não podemos dizer nada. Eduardo Alves da Costa / Trecho do poema "no caminho, com maiakóvski

É assim, o que se estabelece entre n pessoas, que sorrateiramente, vão se curvando, cabisbaixa, piparotes nas orelhas e braços, um beliscão aqui outro ali. E tudo vai girando no eixo gravitacional dessas relações, inarmônicas, desastrosas, exploratórias, diligentes. Frementes!

A Neurociência, a Psicologia dos Costumes e Sociologia explicam esses tipos antissociais, que nos circundam. Vai tal comportamento como que se tornando normal, regra, “compliance”. É da natureza de certas pessoas explorar e esbulhar e parasitar e como sectários agir como chupança, extrair as energias, ativos materiais e serviçais do outro. Faz parte!  

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

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GENTE CAIPORA E AZARENTA BY

 

Tanto os sentimentos positivos como os negativos são contagiosos. Do lado positivo e construtivo podemos citar o amor, a simpatia, a empatia, o otimismo e a gentileza. São sentimentos que contaminam as pessoas. De tal intensidade que até os mal-educados, os negativistas e não civilizados se veem impelidos a praticar esses sentimentos na frente de quem os praticam, espontaneamente.

Do outro lado temos de igual efeito os sentimentos negativos. Assim podemos citar o desespero, a impaciência, a intolerância, a tormenta. Existem pessoas que vivem em um perene estado de atormentação. São pessoas nevrálgicas, atormentadas, ansiosas, negativistas. Gente que vê a vida como um perene negativismo em tudo.

Essas pessoas, sejam por uma constituição que as torna atormentadas, seja por fatores mesológicos, familiares, ambientais de trabalho, corporativos, seja porque elas também são atormentadas por gentes que se tornam dela conmensais, parasitas sociais, emocionais (dependência emocional). São pessoas que vivem e cultivam um perene estado de insatisfação, de irritabilidade, de reclamação de tudo à sua volta, são as resmungadoras profissionais, o oficio delas são reclamações e resmungos.

Esses tipos sociais, estão incluídos nos chamados resmungadores. Ou reclamões. Quase nada para essas pessoas está de acordo com sua aprovação. Algumas dessas ainda portam outros atributos. Elas exibem os transtornos obsessivos compulsivos (TOC). As mínimas coisas e objetos há de estar conforme sua organização interna e íntima. São as pessoas do contra, contraditórias. São contra pela simples e rotineira oposição e confronto.

Existem ainda, certos tipos que parecem atrair mais seres, objetos, acontecimentos, ocorrências negativas. É o que muitos estudiosos sociais e doutrinários chamam de caiporismo. Se uma pessoa normal, toma certa responsabilidade e tarefa a resolver, tudo parece conspirar para que o resultado final seja o certo e bem-sucedido. Já a pessoa caipora, sugere possuir um certo imã negativista, para tudo sair torto, fracassado, sem eficácia.

Enfim, é assim com as pessoas atormentadas e angustiadas por natureza. Elas por sugestão portam uma atração pelo fracasso e azares em tudo que fazem! Vai lá explicar. Por sugestão, elas parecem ter estabelecido um pacto com um engenheiro americano aeroespecial chamado Murphy. Cujo lema diz assim: cuidado! Se você fizer tal coisa ela pode dar errado da pior maneira possível. Até mesmo o próprio celular de cair na unha meio encravada, entre as 10 unhas dos 2  pés. Dá até medo essas pessoas. Porque que elas portam perenemente o humor negro, disto não se duvida.

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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UTILIDADE PÓSTUMA BY

 

“A vida é muito curta para ser pequena” (Benjamin Disraeli 1804-1881). Já basta que ela curta seja, para que consiga apequená-la de algum modo, e quando é que eu e você apequenamos a vida? Responso (ore comigo): quando temos uma vida pequena, banal, fútil, inútil, superficial”. Pergunta: Se você não existisse, que falta faria? Esse é o título do Livro do Professor e filósofo Mário Sérgio Cortella. Há certos humanos que se vão e nenhuma falta faz!

Partindo desse mote/introdução, façamos algumas reflexões sobre como tem sido a vida de muitas pessoas e para muitas dessas pessoas, com quem deparamos, com quem encontramos em nosso vai-e-vem, em nossas jornadas diárias. Sejam essas movimentações em vias urbanas, no trabalho, nos condomínios onde moramos, horizontais e verticais, em nossos lazeres, viagens. Os espaços de convivência, de trabalho, de com ou colaboração (laborar juntos), de diversão; enfim, todos os encontros, constituem um laboratório a céu aberto e grátis de estudo da natureza humana, seus gostos, suas ocupações, suas produções, suas jornadas.

O instigante e significante é que em tudo que a pessoa faz, expressa, comunica, fala de si e de outras pessoas e tudo à sua volta, essa pessoa está revelando todo o seu conteúdo, sua moral, sua cultura, seus valores sociais, morais e éticos, civilizatórios. Essa constatação começa pelos gestos mais básicos como sua higiene corporal, bucal, seu asseio de corpo e vestes, cabelos, unhas, banhos diários, alinho da marcha, o ritmo da conversação. Há gente que até no ritmo de mastigação, de coçadura de sua rinite, de falar de boca cheia se revela o quanto é xucra, casca-grossa e vilã.  

Depois vem outros expedientes. Sua educação e polidez nas comunicações com os circunstantes, transeuntes de corredores e vias urbanas, os cumprimentos diários! Há gente por exemplo capaz de atropelar o outro e não dar um simples bom dia ou boa noite, passa pelo outro como se um fantasma fosse. São os tipos inservíveis, que gostam de ser bem servidos. Imagine não servir e ser vil.

Vamos a algumas demonstrações dos qualificativos produtivos, laborais e culturais de certos tipos humanos. E nesses expedientes diários, temos de grande exposição as redes sociais. Mas, pode ser de igual relevância as vias urbanas, as ruas, avenidas, praças e parques. Quantos homens e mulheres se revelam o que são nas rotinas diárias. Levantar! Ai que tédio! Comer, repimpar de frituras, pães, laticínios e café. Mal organizar seus quartos de dormir e louças. Algumas são como o deus sísifo: sair com os pets, alguns sequer recolher as fezes dos bichos, e vai e volta, e vai e volta. Há tipos não civilizados que todos os dias rolam pelos quarteirões com um pet, fitados nas telas de celulares, posts conferidos. Vai, vem, vai, vem. Diariamente. Ah, que tédio!

E os posts, as fotos de futilidades e inutilidades no Instagram e Tik Tok. Ah, que frivolidades. E sempre as mesmas frases, expressões e preces mágicas. Façam tal coisa ou tal prece, palavra de ordem que acontece! Batata!

E há muitos homens e muitas mulheres que até trabalham, hein! Isso é fato! Existe a chamada coerção social. Muito mais que o coração social! Cada um e uma necessitam de dispor de alguns caraminguás! Almoço e janta custam caros! E existem mais. Alguns formigões de esbulhos alheios. E zangões da praça. Ah. Existem os finórios e sevandijas. Não se pode esquecer deles. Os perdigotos!

Existem certos tipos sociais, biótipos repimpados! Gente tão ordinária, inútil, fútil, inane, oca, passiva e nociva que passam a vida inteira como fardos pesados e fatigantes de membros parentais. Esses tipos sociais e éticos, são tais e quais, tantos e tantíssimos que quando morrem, provocam dois efeitos bem parentais: primeiro que não fazem nenhuma falta; depois trazem um alívio geral e parental de merecer algum comemorativo. Também, coitado (a), estava mesmo na hora. Descansou e nos descansou!  A vida corre, segue o seu curso! Decurso!

Que dia vamos sair? a gente marcar aquela feijoada, aquele rodízio? Pode ser no popular mesmo. O preço é o mesmo! Vale a pena! Marcado! All rigth “Oh, você viu? Ninguém tem nada com minha vida, né”

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

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Feições e caráter caradura by

 

NO estudo de Deontologia e do direito consuetudinário, há certos tipos estudados de pessoas que no popular vamos nominá-los de cara-de-pau (um tipo) e o chamado caradura (outro tipo social). São termos muito empregados pela plebe, pelo vulgo e povileu, e destes nos valeremos para esta digressão e entendimento. Porque são vocábulos com um forte tom na interpretação a agudeza cognitiva desses caracteres. Por que cara-de-pau, porque o sujeito assim tipificado é imutável, na exploração de outros.

Nos contatos humanos e nos estudos de Sociologia dos Costumes, para melhor compreensão do modus vivendi desses e outros tipos sociais e caracteres, uma fonte de compreensão são as pessoas comuns. Grande maioria delas não tem um conceito erudito desse e outro caráter. No entanto, as nominações a esses tipos, no coloquial, nos dão a exata dimensão de cada um, sua variabilidade e nuances de comportamento. Vamos relembrar um grande pensador do Cristianismo que se notabilizou não só em Filosofia Cristã, mas nos diversos braços de Sociologia (Sociopatologia, Psicopatologia) e Psicologia Social.  Iniciemos por essas suas citações:

 

“Há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina, e não perguntar o que se ignora”-Beda. O monge Beda (673 – 735) é conhecido como o "Pai da História Inglesa". Se vale pouco esta referência moral, que se leia ainda Tomás de Aquino e Santo Agostinho.

“Continuemos, então, apertemos os passos da virtude, para a alcançarmos. Ninguém se atrase a se converter ao Senhor, que ninguém deixe ir passando os dias; peçamos por todos os meios e antes de tudo, que Ele dirija nossos passos segundo a sua palavra e que o mal não tenha domínio sobre nós”

Vamos atentar bem a estes dois pensamentos e mais alguns a se buscar nas obras desse grande pensador, filósofo e semiólogo que foi o Beda. Se for pouco, que se adentre aos pensamentos de um Aristófanes e Machado de Assis (seus contos e romances como Memórias Póstumas de Brás Cubas). Assim postos, teremos respaldo na compreensão de tipos psicológicos, sociais; daqueles e de todos os tempos: os chamados caras-de-pau e caraduras.

Diria o nobre Beda, se a pessoa que toma posse de 10 sestercios de outro, de 20 denários ou áureos. E não mantem o seu promissório do palavrório melífluo, significa que é um cara-de-pau mesquinho e vil. Isto não se faz! É ser muito desavergonhado em promessas não cumpridas. Esbulhos e surrupio. Fica assim a definição, tanto de caradurismo, como de cara deslavada de óleo de peroba.

Agora, feitas estas notas, é de se pensar e perguntar: imagine, se Breda, Santo Agostinho e acólitos vivessem hoje e deparassem com esses tipos característicos e antissociais de hoje. Os populares caloteiros e folgados, e exploradores de gente ingênua que se tornam vítimas e exploradas, esbulhadas e surrupiadas em suas energias e ativos por esses tais finórios e gaturamos. Gatunos e muito expansivos! Tempos, todos os tempos! Ai, ai.

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

 

 

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O FAUCE E O HIANTE by

João Dhoria Vijle

A

“Esse Custódio nascera com a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho. Tinha o instinto das elegâncias, o amor do supérfluo, da boa xira.. dos tapetes finos, dos móveis raros, um voluptuoso, e, até certo ponto, um artista” – Continuemos nessa digressão. Porque igual ao Custódio, e com certas preferências existem muitos outros em seus hábitos gastronômicos e bons gourmets. Imagine aquele Custódio que nasceu com a vocação a zangão da praça e plantões de pantanas.

“Ninguém dava essa resposta ao Custódio; davam-lhe dinheiro, um, dez, outro, cinco, outro, vinte mil-réis, e de tais espórtulas é que ele principalmente tirava o albergue e a comida” C'était pas prévu, mais il faut bien que je te paye”. Imagine esse guapo e parrudo sujeito, símile do Custódio Machadiano. O sujeito que foi gerado, engordado, criado sob mimos protecionistas de nada laborar e receitar. Récitas! Levantar e espreguiçar. Ah, que tédio. Não sei o que vou comer hoje. Deixe ver com fulana e sicrano. Sistemas.

Quem é dado a boa leitura, a cultura que nos engrandece, que nos faz pensar, que dá até algum direto (punhada) em certos tipos sociais e humanos há de se lembrar do Personagem Vaz Nunes no encontro com outro tipo social, o Custódio. Quantos lances e insights psicológicos e psiquiátricos se vê nessa narrativa: O Empréstimo, de Joaquim Maria Machado de Assis.

São muito similares àqueles tipos de gente que não se cora, não se manca, porque não tomam pancadas de tamancos na vida quando deveriam ter sido bem instruídos e educados no domicilio paterno. Porque eram mãe/ pai patetas e lenientes. E nem chá de erva cidreira ou capim santo. Aqueles tipos bem diversos dos onomásticos e patronímicos do sistema S tipo Senac, Sesi,  Sescoop, Senat, Sest, Sebrae.

Por isso voltamos ao esquisito Custódio, quantos dele vimos hoje, nos tempos de redes antissociais. Aquele tipo humano (homem ou mulher) que não se vexa, não se sensibiliza, não verte simpatia ou empatia pele esforço, pelo labor do outro em ralar, em esfalfar, em esfolar, em ficar sudorético em suas fainas diárias, mensais, anuais, ganhar com muito esforço e disciplina os seus caraminguás e deles se repimpar de vaca e sandubas dos bons. Finório! Hum, vamos lá , eu sei onde há uns pratos dos bons! Vamos, vamos! ....

E então há sempre aquele famélico de proveitos, de vantagens, de inanias, de acídia, de exploração de energias e ativos alheios. Gente! Como há esses tipos de Custódio. Mas, nem 10, nem 20, nem 30. E atenção! E há gente ingênua que cai na esparrela do Custódio. Tal e qual o Vaz Nunes, que se fez vítima. De nunca receber o seu empréstimo.

E a História do Advogado goiano:

Ênio Francisco O'donnel Galaça Lima, de 58 anos, irá responder pela morte da mãe. Idosa de 85 anos, morreu em decorrência de maus-tratos praticados pelo filho. Qual filho é responsável pelo idoso? Todos. Indistintamente; independentemente de ter uma empregada doméstica em casa. FOI fato, ocorreu em Goiânia- 11.04.2025- Advogado preso!

É fundamental entender que a responsabilidade pelo cuidado do idoso não recai exclusivamente sobre um filho ou membro da família. O Estatuto do Idoso, bem como princípios éticos e legais, enfatiza que todos os filhos e familiares próximos compartilham a responsabilidade de cuidar e amparar os idosos em sua família; por questões éticas e humanistas, cuidados de forma isonômica, em energia física em gastos, dinheiro.  

Essa História (com H) porque verdadeira, reflete o que muitos outros fingem que fazem, finórios, espertos, folgados. Advogados e outros tipos diplomados, fazem com seus idosos. Aqueles filhos e filhas, que deixam sempre o idoso sob os cuidados de outras pessoas, como empregadas domésticas e vão passear, passar um final de semana em algum resort, hotel fazendo, junto a pares e parceiros, de bona-chira, de lazer, de folgança, de ócio, de negar qualquer negócio que exija suor e labor.

De repente, o pai que estava terminal, entra em agonia e morre. A coitada da cuidadora, alí não sabe como agir. Faz até um vídeo, documento. Eli, Eli, Lama Sabachthani.

Ah, socorra-me, o que faço, deixe ver e falar, socorra-me sistema.  A quem ligo- deixe ir ali, bem ali. Não! Inverto. Aí fica fácil, consigo. Gente! Foi-se. Bem ali de sempre! Mas, de súbito surge uma Ângela, um anjo torto ou certo. Socorram-nos. Eli, Eli, Ângela. Lama! Foi conspiração favorável! E o torto bem longe, regougo, regozijo! Ah, mas, também passava da hora! De todo modo era final mesmo! Fazer o quê!

ENFIM, e dando um fecho nessa digressão, aqueles Brothers, nas assertivas de Machado de Assis, eram de fato, de toda expertise nos regalos da boca e do baco. Sabiam onde se empanturrar de vaca atolada, galinhas, sanduiches dos bons, bonas-chiras, em bons botecos. Eram os regalos os seus pontos de gravidades majores. Como se descreve no personagem Custódio machadiano, Brothers tipos fauces hiantes. De escolha como fila-boias. Ah, vida! E o idoso ou idosa que morre, à míngua. Oh céus, oh vida, oh azar! –Hanna Barbera – Lippy e Hardy. Vida boa, boa-vida! Você que já era bem descrita pelo brucho mais famoso do Cosme Velho, morro do... Ah, tempos. Não mudaram os humanos.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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CRIAR FILHOS E CACHORROS BY

 

Existem certos entendimentos e funções que nem precisariam ensaios e trabalhos científicos. Dadas as evidências e observações empíricas de sua existência e natureza. Todavia, as Ciências e seus operadores, os cientistas de cada área e especialidade estão por aí em seus laboratórios, suas oficinas de pesquisas e experimentos para que tudo fique bem documentado e bem demonstrado. Em Ciências, há de ser sempre como o foi São Tomé: Ver para crer. Então vamos a esse fato aqui proposto, provado pelas Ciências.

Antes das luzes científicas, o disseram também grandes pensadores como Aristóteles. Agora, há um lado do grande filósofo, cognominado “O Filósofo” (refere-se a Aristóteles) que não coaduna com os tempos de agora. Nossa pós-modernidade. Aristóteles, a História não nega, foi escravagista. Em que pese ter vivido em outros tempos muito diversos do nosso, de nossa modernidade líquida, segundo o filósofo Zigmunt Bauman. Aristóteles dizia que Ética, a boa e velha ética, deve ser ensinada, treinada e repetida com as crianças, os filhos e filhas, para esses pequenos infantes se tornem adultos civilizados e honestos. . Aristóteles escreveu o opúsculo  Ética a Nicômaco (Nicômano era filhos de Aristóteles).

O discipulado e acólitos de Aristóteles discorrem em uníssono com seu mestre em afirmar que o processo de doma (“amansamento”, com licença do termo) de um animal irracional comparado com a criação, a instrução e formação integral de uma criança, adolescente e jovem se fazem no mesmo mecanismo, diretrizes e eficácia. É de se ver e constatar que com muita razão e convicção. Por que dessa convicção? Porque está a se administrar, direcionar e quebrantar (amainar) instintos primitivos de qualquer animal. Não é difícil e complexo esse entendimento. Amansar um animal criar e instruir o bicho homem é a mesma coisa. Explica-se:

Uma criança e um potrinho, por exemplo, ao nascimento possuem o mesmo grau de alfabetização, para ser bem exato. Ambos têm cérebro, sinapses, memória de mesmo conteúdo. São analfabetos absolutos, porque nada sabem, nada falam, nada sabem do ambiente que os cerca! Até alguns meses de idade, esses dois animais se equivalem em termos de autonomia (dependência total) e desconhecimento da vida. Que instintos e reflexos trazem essas crias ao nascer? Mitigar a fome, a sede, chorar de fome e sede, de privação de proteção, de cuidados, sugar e excretar. Será que carece de ensaios e ciências para provar essa realidade? Os instintos e reflexos de um recém-nascido humano ou animal são muito parecidos nesses quesitos de sobrevivência.  

A propósito estritamente do animal humano. O quanto é marcante, determinante e definitivo o cabedal, os característicos educativos imprimidos a uma filha, a um filho, desde as primícias da vida. O adulto, bem ou mal-educado, a mulher, ou jovem bem ou mal-educados são os resultados do que são pai e mãe, nos mesmos quesitos. São (esses filhos e filhas) em termos éticos e sociais o que receberam de pai e mãe e do entorno parental domiciliar. Há de se ver uma gentlewoman ou um gentleman, ou cascas-grossas conforme foram a insuficiente educação social e ética familiar e a tolerância, a toleima de pai/mãe nos limites aos instintos desses filhos e filhas, ao tratamento privilegiado e principesco dispensados aos filhos, à oferta de futilidades e objetos digitais inúteis, tão prevalentes e prevalecentes nessas famílias, sem o devido preparo na criação e formação de suas proles. Geradas e criadas como se fossem pets, animais de estimação. Nunca é demais lembrar: cachorros e bichos são criados com ração e vacinas, gente se cria com limites, imposição de normas de comportamento, respeito aos integrantes da família, aos mais idosos, aos professores, observância das regras de convivência social etc.

Vamos em tese imaginar, o moço ou aquela jovem já bem madura que chegada como visita sequer sabe bem se comportar como tal. Pouco diálogo, de olho e fixação na telinha do celular e redes sociais; quase não olha no rosto dos anfitriões.  Que bem servida em um lanche vespertino seja capaz de retirar copo e talher em que comeu, que deixa sempre, mas sempre como natural e normal sobras de comida nos pratos, que não se comove da anfitriã já idosa ir lavar a louça; e fica conferindo os posts de whatsApp, etc. Então, vem a pergunta: por que ela é assim? Simples, leitor e leitora. Muito provável que essa visita folgada e mal-educada trouxe esse legado da casa dos pais. Tolerância, ausência de limites, baranga-mãe de mau exemplo, tratamento principesco e privilegiado. Não há meio termo e milagre, herança genética e social familiar. Horror!

Costuma ser a chamada geração de filhos e filhas criados (as) com privilégios, que não tiveram as lições mais eficazes na intimidade da família. Que não sequer sabem lavar um tênis, limpar um banheiro por eles emporcalhados, que não organizam os quartos onde dormem. Porque para tudo há sempre de plantão: uma mãe boazinha, uma doméstica, uma irmã mais velha que tudo faz. Geração glass, adolescentes postergados e retardados, em tudo. Em tudo mesmo.  Essa nossa geração perdida de moços e moças. Gente bem servida e inservível aos outros mais idosos. Caras-de-pau, malcriados e mal-educados.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

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MARGARAÍSSIMA DERRETIDA BY

Margaríssima Aveiro, Margô, na intimidade; e Lélio Selito, formam um par que no estilo social e recreativo  é pertencente à geração Y (millennials). Essa leva de gente, de jovens, porque nascidos entre 1985-1999, trazem características muito abstratas, supositícias pelos pesquisadores de tendências ao trabalho, aos estudos, ao engrandecimento profissional e cultural. Não se quer aqui abstrair e divagar pelo que são os jovens, grande maioria nessa faixa natal. Entrementes, para quem não mente, porque é assunto sujeito a contraditórios e insatisfação. Vale outras reflexões, outros representantes.

Vem de primevos tempos, começando por Aristóteles, o Filósofo Grego, a descrição do animal humano como racional, social e político. Também gregário, porque não vive isolado. E pensando como Platão, que dava ênfase à ginástica. Verbete que vem de ginásio (Gymnum); Gymnásium, nu, porque era sem roupas que muitos atletas de antiga Ática exercitavam. Platão dava ênfase ao movimento, aos exercícios como promotores da saúde do corpo e da alma. “Mente sã em corpo são”! Tanto que hoje é uma verdade, homem moderno e sedentário acaba por se tornar também grabatário, doente, acamado, institucionalizado, hospitalizado e um cadáver antecipado. Porque costuma ter morte social, antes da biológica. Lei dos vícios e exageros gastrocnêmicos e libatórios.

Imagine a visão de Blaise Pascal com esta citação: "O homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante. Já Fernando Pessoa, foi mais direto: o homem é um cadáver adiado. Mas, gosto de outra expressão de Pessoa: Há tanta suavidade/Em nada se dizer/E tudo se entender. Será que essa geração millennials, entende o que se diz e escreve hoje? Eu duvido! Porque vivem de celulares na mão.

Margô, é que se pode caracterizar como o legítimo legado do padrão hereditário/genético aditado à herança social e cultural de uma mãe, tabaroa e xucra, a popular baranga, para quem a centralidade da vida se resume às futilidades de um Instagram, de um WhatsApp. Nessas ubíquas redes da putrescente tendência reinante, é de se ver os qualificativos dessa gente! São tipos anatômicos e requebros que logo se revelam quem são. Ou para quem comida e cerveja, são as maiores empresas da vida. Levantar, espreguiçar, esticar, se repimpar de farináceos, leite com café, amidos, e outros pós de mandioca e araruta.  

O marido não teve escolha. Foi-se na mesma esparrela e caudal. Caudatário e chauvinista que se tornou da baranga e cetácea mulher. Fútil, feia, falastrona por vezes facciosa! E assim sofrem certos determinismos, certos homens de mulheres arrivistas, expeditas, finórias. As quais e tais até se tornam ternais, maternais, com alguma prole, não com ideias proletárias. Mas, de se arrumarem na vida! Arre, irra!

Margô era esse tipo social, nas mais comezinhas relações diárias. Como visita, nunca lavava sequer o copo servido, não tirava os talheres e xicaras em que repimpava. Deixava resto de comida no prato servido. Na maior caradura. Sem se vexar! Sem se enrubescer ou igual reação eritrocitária. Chegada de visita, logo punha-se de fitar suas telinhas celulares. Afixada, fixação emocional, emoji. Hum, que lindo! Fofinho o bichinho, o cachorrinho. Olha só! Quantas futilidades. Suas vitrines frequentadas eram o que titula de futilarias. Hajam fúteis e frívolos objetos.

Tão derretida de vaidades e vasos vazios que nos dias aniversários, se alguém das relações não endereçava os parabéns ou algum mimo, os brincos do gosto e atrativo. Hum! esse esquecimento custava para Margô arrufos e muxoxos, quando não se requestava melindrada para algum se vingar do interlocutor olvidado. E assim, buscava um trampolim, alguém que pudesse cobrar do esquecido (a), uma reparação e envio dos sufrágios pela data. No íntimo e fundo moral e sensorial de Margô, esses parabéns, essa saúde! Tinha um símbolo de condecoração, um troféu distintivo. Ora bolas. Onde se viu tal desplante! Alguém esquecer o meu aniversário. Margô, aqui tá, viu, meus parabéns pelos feitos, pelo que você representa! Necas de pitibiribas!

Margô, para muitas amigas, a margaríssima derramada e derretida, tinha a quem puxar! A baranga da mãe, o xucro e pele- espessa do pai. Retrato que era da família. Sem quizila. Ao que tudo indicava o enamorado ia se caindo e decaindo na mesma esparrela. Loquela, sem sequela! Que triste fim!  Nos lembra até um certo Barreto. E sem aceno de barrete! Fica aqui o nosso All Right!

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

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Tudo sabe e nada faz by

“Quem se escuda nas Ciências nunca está desamparado. De igual forma quem se comporta conforme os cânones da boa Ética, da honestidade e civilidade leva uma vive serena e segura. Porque sabe que os seus pares que assim o fazem e os rivais e inimigos que o hostilizam devem-lhe respeito e limites e até inveja”; Sidarta Gautama- (santa inveja seria).

Uma reflexão a se fazer de certos tipos humanos e sociais diz respeito sobre a seguinte proposição: discernimento e dicção de ensaios de Neurociências e Neurolinguística. Por que certos tipos humanos e sociais, quando é para satisfação dos instintos, sejam digestórios ou sexuais, tudo sabe e todo esforço despendem nessa satisfação?

É muito useiro e vezeiro, observar pessoas de plena saúde física e cognitiva, tudo entender e até discursar sobre os caminhos de boas carreias de trabalho, como profissionais, de produção de receita, etc., entretanto, vivem como zangões e vespas de praça! Zunem, zunem e ao final de cada dia, cada mês, cada ano, décadas de vida, nenhuma ascensão social, profissional e produtiva empreenderam.

Trata-se segundo as Ciências do chamado viés instintivo e dos prazeres do corpo e da carne. Os neurônios e vias sinápticas dessas pessoas se especializaram e se sensibilizaram apenas nesses instintos primitivos, quase reptilianos. São os tais e quais, que se caem de quatro, têm dificuldade até para levantar. Precisam de ajuda, de escora e arrimo para tudo. Assim o disse também de certa feita Paula Francis, jornalista e escritor.  

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

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Coifas e Carapuças by

Entre as regras de boa convivência humana há aquela de não dizer a verdade nua e crua a respeito de certas gentes, pessoas, homens, mulheres, entidades, religiões, seitas, partidos políticos, e outras sociedades. Fiquemos no que diz respeito a certos tipos socioculturais de pessoas. Nessa natureza do chamado politicamente recomendável, não o real; o quanto todos nós mentimos, dissimulamos, escamoteamos e expressamos virtudes e predicados falsos de pessoas de nosso entorno social, familiar, conjugal, íntimo.

Porque a verdade real e super sincera, agora no expediente de La Palice ou do Conselheiro Acácio. Magnifico engenho humano que foi o eciano. Nessa hora, haurir e saborear (saber e sabor) a criação de Eça de Queiroz (Póvoa do Varzim 1845-França 1900) nos chancela pelo que expressamos. Dizer a verdade real e super direta é iniciativa para poucos, porque na certa surgirão os protestos, antipatizantes e invejosos. Mas, vamos neste espírito.

Pensa-se que gente pobre, não que seja indigno ser pobre. Mas , pensa-se que para esse estrato social estivesse vedado de ter filhos. E há uma regra simples e racional para essa vedação. A relação custo/benefício nessa no ato da maternidade. É suficiente imaginar o fardo negativo que se gera para essa pessoa nascida desse casal pobretão. Fardo negativo para ela recém-chegada à vida e para os genitores que não planejaram esse nascimento. Saúde, provisão alimentar, moradia, vida digna, escolas de qualidade, assistência médica, vida feliz. Porque não é só criação! Trata-se de uma missão ingente, laboriosa e racional. Do contrário, esses pais estão incrementando as legiões de pessoas desassistidas, marginalizadas e sofridas neste mundo, desigual e desumano ter esse filho (a).

Existem outras questões de super sinceridade. Posse de pets, cachorros, gatos, animais exóticos. Mas, fiquemos nos cachorros que certas mulheres e homens põem dentro de casa como bichos de estimação. Que estimação é essa? Confinamento, prisão, restrição de liberdade, coleiras, imundícies no interior da casa, fedor, ambiente pestilento, doenças, alergias. Um expediente e gosto que beira a sandice e maluquice. Sem justificativa. Há gente que dorme com bicho, come com bicho, beija o bicho, casa o bicho, cerimonia para bicho. É muita sandice e insanidade emocional e racional, com super sinceridade.

E para nem tanto estender certas considerações de super sinceridade. Porque se falar, gera saia-justa e muito desconforto. Imagine, em se tratando de mulher que se casa com o único objetivo, ou fim maior; se ajeitar na vida, uma forma confortável de vida. Tipo aquela meio pobretona, estilo estroina, não muito laboral, nada laboral. Entretanto, há homem que se vê impelido a aceitar aquela pretendente, tipo adoção esponsalícia. Eh, existe marido bonzinho. Então. Ah, mas, e o filho almejado pelo patrocínio, patronímico! Hum! É um só? Então vai! Depois se cria uma razão para não mais. Que seja de esparrela e espavento! Resolvido o impasse. Vínculo pétreo.

E assim, vão outros atributos. Exclusivos de certos tipos sociais e corporais. Barangas, de chorrilho. Corrilho, chocarrices. Não pode é falar. Sequer sugestionar. Azedume e quizila na certa. E gente pusilânime! Aquela pessoa atacada de melindres! Se ofendida, busca um atalho. Oh, fulano disse isto que parece ser para mim! “Carapuça”. Preciso de uma revindita. Vindita hein. Vindima! Ai, ai. Esse mundo é muito vário e diverso. Há tipos para tudo. Biodiversidade de personalidade da humanidade. Comodato!

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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OS VÍCIOS DE LINGUAGEM E CRIMES DE LESO-IDIOMA BY

Imaginemos nos primórdios da humanidade no que toca à comunicação. Havia a fala, a palavra, a emissão dos sons articulados conforme os objetos nomeados. E não havia a escrita, os sinais gráficos. Inventaram as letras, os sinais, as palavras, o texto. A fala transformada em sinais escritos, registrados. Crê-se que os idiomas primitivos eram bem rudimentares, precários, sem regras gramaticais. Havia o som padrão: para cada coisa, um som bem característico. Não se tinha a prosódia, nem ortoépica. E certamente nem prosápia. As pessoas eram simples. Cada um com seu igual; lé com lé, cré com cré. Fala-se aqui de espécies e gêneros idênticos.

Segundo o ex Ministro do STF, Marco Aurélio Melo, “vivemos tempos estranhos”. O indigitado magistrado não se referia a questões de comunicação. Disse sobre questões menores atinentes a outros juízes de instância menor.  Mas, quero pegar essa frase para me referir aos tempos digitais onde nos encontramos imersos e suas esquisitices. Observemos bem a cultura geral das pessoas. Nem se fala dos estratos menores da sociedade, os ditos menos letrados. De gente que frequentou bancos de boas e renomadas faculdades, públicas e privadas. Então vêm as esquisitices e torpezas.

Muitas vezes ou sempre, pessoa que detém um cabedal, um padrão cultural normativo. Tanto nos diálogos orais, corporativos e funcionais, quanto ao redigir um texto no Idioma formal. É de se horrorizar com o que se lê. Mas, fixemos nas falas comuns, nas rodas e mesas informais, em casa ou fora. Tomando um exemplo de uma pessoa mais qualificada, cultural e tecnicamente. Esta pessoa é olhada com estranheza e vista como retrógrada!

Em uma troca de informações, se esta pessoa cita certos princípios, palavras, conhecimento técnico ou científico de que natureza for etc. Logo, o interlocutor franze o sobrolho, fecha a expressão; e se for da intimidade até repreende, por ouvir essas informações. E nada por vaidade ou exibição de conhecimentos. Simplesmente, essa pessoa mais afeita a uma linguagem mais elaborada e técnica, tem o recurso de mudança de assunto, futebol, reality show, redes sociais. Para haver algum diálogo com o outro.

Vamos aqui imaginar nesse diálogo de pessoas que cultivam saberes desiguais ou de “gostos diferentes”. Muito diferentes! O interlocutor mais polido e de bom padrão cultural geral, cite um Machado de Assis, uma Clarice Lispector, uma Jane Austen, um Gustavo Flaubert, um Nietzsche. Pronto! É o suficiente, para o outro ou outra, enrugar a teste, ficar meio muda. E ser aquela saia justa e até mostrar certo desconforto dialógico.

Em suma e para pasmos de algumas pessoas mais pensantes de bons e cultuados gostos de linguagem, que se encanta e extasia com as Ciências, com a Linguagem mais elegante e construtiva. Essas pessoas por vezes se vê estupefata com as esquisitices e platitudes, quando não, as chulices e chocarrices ouvidas em rodas de confraternização, um café, um jantar, encontros, reuniões. Quantas e quantos homens e mulheres, que são advogados e outros bacharéis e profissionais de belos diplomas. Entretanto sugerem que fazem doutorado permanente em linguagem e cultura de big Brothers, de Instagram, de facebook e outras estultices e frivolidades de dar nojo e engulhos!

E ai de algum contradita-los, porque é o que prospera, o que se curte e vale em tempos tão estranhos e esquisitos em tudo. Inclusive nas comunicações e mensagens mais formais. Um verdadeiro horror! Arre, vade retro! São crimes de leso-idioma, lesa-linguagem.

 

João Joaquim 

 

 

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Hiperorexia Genito-oral  by

Um interessante ensaio clínico psiquiátrico foi desenvolvido na Universidade de Seul – Coreia do Sul -https://doi.org/10.1590/01/SciELO - Scientific Eletrônica Library Online; trabalho desenvolvido com participação de pesquisadores brasileiros/USP.  Disponível aos cadastrados ou não, de inteiro teor. Muito creditável, pelo tempo de estudo, 5 anos e mais de 5 mil participantes humanos. A questão de fundo foi: a relação entre o tipo educativo do indivíduo, a partir de suas chamadas fases do desenvolvimento sexual, com o apego e obsessão por comida, os ditos glutões e glutonas.

Os que pensam em comida 24 horas por dia. Ou os comilões e comilonas, revelam outras características nesses ensaios e pesquisas psicológicas e psiquiátricas.  Segundo Sigmund Freud (1856-1939), o fundador da Psicanálise, há bem nítidas, as chamadas fases de desenvolvimento sexual da criança. Ao todo 5 fases: fase oral, anal etc. por fim a genital e maturação sexual plena. Não é de se espantar que os estudos dessa corrente freudiana veem um estreito liame, entre uma fase oral e anal mal resolvidas e os hábitos de hiperfagia na vida adulta! Não para por aqui. Há uma conexão sexual/libidinal também.

E tudo vai como que, mesmo antes de comprovação de ensaios clínicos e psíquicos, mostrar verossimilhança. Muito convincente. Porque basta imaginar os gestos pueris e tão inocentes de uma criança que não quer deixar a chupeta (fase oral). De algumas crianças com suas sabidas disfunções de esfíncter anal. A chamada fase do penico é bem relatada pelas mães dos pequenos infantes. E vêm de roldão conclusões de outros estudos; muito estendidos, 20 anos, realizados na Universidade de Tóquio/Sunkyô. Dizem esses estudos: há uma nítida relação de uma fase oral e/ou anal mal resolvidas, estendidas e a preferência homoafetiva de homens e mulheres na vida adulta.  São mecanismos neurossensoriais complexos, intrincados, labirínticos na personalidade do indivíduo que vão determinar sua orientação sexual de forma perene. Ou conforme o conflito social, familiar, de discriminação, gerar disfunções emocionais sofríveis.

Então, na conclusão dessas pitadas e mini resenha científica, essas instigantes conclusões. O nexo estreito, íntimo, correlato. Se não a causa única, mas, que corrobora nos mecanismos sensoriais, na arquitetura de tendência e preferência. Fase oral e anal mal resolvida e muito serôdia, protelada, estendida; e de futuro vem os resultados. A fixação do indivíduo, a centralidade de sua vida e ponto gravitacional, na satisfação gustativa e digestiva e sexual. Nas palavras desses pesquisadores coreanos e japoneses, os gestos mastigatórios, de repimpar de saborosos bocados alimentares, são como gozos libidinais e sexuais para muitas dessas pessoas. De igual forma, a sua preferência sexual fixada na opção homoafetiva/mulheres, homem, não importa! É a Ciência/Psicologia, Psiquiatria, na interpretação dos expedientes e comportamentos humanos. São luzes jogadas no que era muita escuridão e ignorância até tempos idos não muito remotos.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

O Confronto da Educação Japonesa VS  Brasileira by

João Joaquim 

 

O EXEMPLO DAS FAMÍLIAS JAPONESAS BY

 

Fala-se muito ou dá-se muita tônica à chamada educação de berço na tradição e cultura japonesa.  Com muita razão o modelo educacional familiar do País do Sol Nascente é de consenso ser o melhor e mais qualificado e produtivo do Planeta. As escolas do Japão, do grau fundamental às Universidades são uma continuidade da chamada educação de berço das crianças. E soa muito compreensível, tendo em consideração que a criança, o adolescente e jovem passam a maior parte de seu tempo, sua vida, junto ao pai e mãe e cuidadoras bem treinadas e orientadas por quem? Os pais. Há como que uma corrente de compromissos éticos, de honestidade, pedagógicos e laborais.  Crianças japonesas trabalham desde pequenas. Aprendizado.

Um trabalho recente, da Universidade de Tóquio/Região de Bunkyô, do departamento de Educação/Faculdade de Pedagogia/Pedagogia Familiar, mostra o significado positivo e construtivo do compromisso e dever da família na educação dos filhos e filhas. A coisa, ou melhor, a estratégia dessa cultura nipônica, na criação e formação integral dos filhos se dá desde os primeiros anos de vida. Há essa consciência prática dos pais na preparação integral dos filhos a uma vida de autonomia, de independência, de participação em todas as atividades na manutenção e provisão da vida. Vejamos em terras brasis!

Quanta diferença se vê, por exemplo em certos modelos de criação e engorda de filhos e filhas aqui no Brasil. Muitos pais/notadamente a mãe típica de muito maternal (mãe ternal). Imagine aquele filho que desde pequeno é trazido e mantido em uma redoma de carícias excessivas, mimos, escoras, proteção, senta aqui no colo de mamãe! Filhos e filhas que não cooperam nas tarefas domésticas, não lavam sequer um tênis, um banheiro, não dão destino aos próprios lixos, não estendem uma cama. Justamente o reverso da educação japonesa! Um horror de cumplicidade e leniência; conceitos ausentes no Japonês/Mandarim.   No Japão tudo de bom e útil se ensina de criança.

No Brasil é assim. São filhas e filhos criados e crescidos (engordados) sob as asas e pálio do pátrio ou maternal poder. Poucos, porque existem boas exceções; mas poucos são instruídos e treinados aos pequenos trabalhos domésticos como citados acima. Quer um exemplo de exigência de alguma mãe aqui no Brasil? Uma poupança em dinheiro para o futuro do filho. Faculdade, carros, bens, subsistência. A disposição ou donativo de algum imóvel, para que com a locação de tal bem, o filho possa sobreviver. Soa esquisito! “Não, esse apartamento fica para sicrano, para sua mesada, este não vai vender”. Imagine!

Mais umas da cultura brasileira. O filho ou filha, está na Faculdade. Alguma até pública, porque frequentemente, esse filho não se preparou para ingresso em boa universidade pública. Então, pai e mãe têm que se esfalfar, se esfolar, se fatigar, de tresdobrar para pagar faculdade e gastos mensais do filho. Não fique só aqui. A cultura latina e protetiva de pais que proíbem o filho ou filha de fazer estágio ou trabalho em início de carreira para ganhar pouco: um salário mínimo por exemplo. Deveria ser incentivado a esse trabalho, porque é mais uma etapa de educação e formação para a vida; como o exemplo japonês.

Conclui-se esse texto, citando o ensaio socioeducativo da Universidade de Tóquio. Compara-se o padrão educacional familiar bem elaborado de filhos e filhas com o treinamento físico, psicológico e social com equipes esportivas. Porque ao termo e cabo dessas atividades, têm-se os mesmos resultados. O modelo educacional das famílias japonesas, se faz tornando os filhos e filhas, em cidadãos participativos, ativos, autônomos, independentes e operosos. São pessoas-solução e não problemas. O contrário assistimos em terras latinas e de pindorama. Legiões de desocupados, vagabundos, gentes enquadradas no modelo nem e nem. Nem trabalham e nem estudam. E nem querem fazê-lo. Agora, se der a esses filhos celulares caros, eles sabe tudo. São os adictos digitais.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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POBRE METIDO A RICO E BONA-CHIRA BY

Quando se trata do sentimento (negativo) da soberba, há uma divisão quanto ao seu portador (a). Existe o soberbo pobre e o soberbo rico. Ambos se identificam com esta sensação e expressão de mais valia e superioridade. Ao menos na ótica de seu ego e bojo moral. Entretanto, cada um deles tem uma fruição diversa. O soberbo rico, abastado, endinheirado faz de seus recursos e ativos monetários, um escudo para suas relações sociais e sua sensação (falsa) de supremacia, de superior, de melhor do que os que o cercam. Há quem afirme que ele pode bancar e ostentar sua soberba porque demonstra poder aquisitivo material e pecuniário para sua soberba. E o soberbo pobre, pobretão, improdutivo, de poucas posses? Um soberbo fracassado, humilhado por vezes porque não pode bancar sua vaidade, seu melindre narcísico e egoísta. Por isto se diz que arrogante pobre e muita vez golpista é o pior pobre; além de pobre arrogante!

Então? Nesta digressão falemos sobre a soberba. Também intitulada orgulho, arrogância, como termos mais populares. Mas, ao longo do texto surgirão outros sinônimos. É oportuno lembrar que nenhuma palavra tem outra igual, de mesmo sentido. Sinônimo são termos muito parecidos, quase iguais, mas não iguais. Imagine aqueles dois gêmeos idênticos, univitelinos. Se chamá-los iguais é impróprio. Porque haverá sempre diferenças. Assim, são as palavras sinônimas.  Então falemos da soberba. No popular também dita salto alto, alto coturno, sobranceria, empáfia. Etc.

Mas, o que vem a ser a soberba estudada pelos ramos científicos como Psicologia Social, Psicologia Positiva, pela Filosofia? Atentemos bem que qualquer pessoa leguelhé ou lé com lé cré com cré, sabe o que seja soberba. O indivíduo ali da arraia-miúda, pode não definir com palavras. Mas, sabe diferenciar o indivíduo soberbo do sujeito polido, educado. O que é então esse antipático   e abominável sentimento que uma pessoa tem em relação à outra? Ou nem de tanto precisa? É a sensação de ser melhor. Sempre melhor do que a pessoa mais próxima. Pode-se excetuar o seu portador de não demonstrar esse negativo sentimento pela amizade, pelo parentesco. Mas, o sujeito soberbo está sempre ali com aquela empáfia, jactado, cheio de si. A sua empáfia está no seu amago, no íntimo, pronta a se manifestar.

Em geral falar das características de pessoa soberba é mais fácil que o próprio negativo sentimento. Em geral há famílias de pessoas soberbas. O sentimento irracional e raso vem daquela educação de pais soberbos. Mãe soberba e pai soberbo, o filho segue o mesmo diapasão.  Soberbo! Aqui já se fala das causas da soberba. Se prestarmos atenção aos ensinamentos de Aristóteles e Kierkegaard nem de tanto Psicologia carece. Como tudo na vida, aprende-se com a mãe e pai; seja para o bem ou para o mal. Os dois pensadores citados falaram indiretamente da soberba. Ela se compara a um tambor sem conteúdo. Porque se esse tambor soa porque está vazio.

A exemplo da Ética, a soberba muita vez, resulta do processo educacional imprimido ao filho (a). Criança de pais soberbos tem grande risco de na vida adulta se tornar soberba. Analisado isentamente, esse adulto soberbo, foi assim instruído e mal-educado, por uma mãe e pai soberbos. Há como que aquela atmosfera, onde o filho (a) foi formado. A família/pais como primeira e determinante escola na formação do caráter, para o bem social e ético ou mal desse filho. São leis infalíveis, deterministas!

Tanto o soberbo rico quanto o soberbo pobre compartilham sentimentos comuns (negativos e antissociais). São expressivas as demonstrações de supremacia, de discriminação e preconceito étnico racial, de condição socioeconômica em relação a uma empregada doméstica, ao um trabalhador de serviços gerais, de portaria, de faxina. Etc. O soberbo, o arrogante e impostor rico, diferencia-se do arrogante pobre e de menos valia. Porque o rico pode fazer frente a muitos de seus caprichos antissociais e de se por em condição e grau sempre superior aos demais à sua volta, notadamente as pessoas mais simples e a desafeiçoados.  Já o soberbo pobre costuma ser humilhado e vexado.

E o indivíduo soberbo pobre (homem ou mulher)? Essa pessoa guarda identidade com o soberbo rico e de boas posses materiais e monetárias. Entretanto, para aquela pobretona. Ou nem tanto, porque por vezes nada produz, mas, vive em um ambiente de certo conforto, da família, do cônjuge por exemplo. E volta-se a essa diferença. O sujeito arrogante e pobre, é de se ver que para fruir, gozar de melhor padrão de vida, ter um carro, uma moto, uma vivenda com melhores trastes, mobiliário e baixela, etc. Para esses gozos e conforto se vale de financeiras, de gente que o dê guarida com recursos e empréstimos nunca pagos, golpes em órgãos públicos e privados, em desfrutar até de bona-chira às expensas de alguém sempre ingênuo ali na sua retaguarda e arrimo familiar. Nas palavras de Sigmund Freud (1856-1939) e Donald Winnicott (1896-1971),  tipos sociais sevandijas e finórios, feitos por genitores de mesma iguala. Arre. Vade retro!  

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

MARGARÍSSIMA DERRETIDA BY

Dentre as anomalias do caráter e arcabouço moral do indivíduo, a Psicologia Analítica (Carl Jung e cols) trata da chamada labilidade emocional. Em sumário, o caráter se funda em influência genética, como quase todos os atributos da pessoa, mas traz de igual efeito o processo educacional impingido à criança, desde as primícias da vida. Educação esta, feita de forma assertiva em construir o cabedal social ético e civilizado desse futuro adulto. Ou torna-lo um portador perene desse traço social e interacional com outras pessoas: qual seja, a disfuncionalidade, a disforia, a instabilidade e fragilidade nas relações sociais.

Se existe um termo do vulgo e do povileu que bem expressa a chamada labilidade emocional, tem-se a metáfora “manteiga derretida”. E esse alimento bem expressa e configura a personalidade e preparo psíquico e social de seu portador, sua portadora. Trata-se daquela personalidade; em geral mais prevalente na mulher, padecente da também bem estudada baixa resiliência ou baixo limiar à qualquer frustração. Como se caracteriza essa síndrome psicossocial e moral: são pessoas que se melindram e se aborrecem facilmente, ante os pequenos fracassos e dificuldades na vida; o choro fácil, o sentimentalismo extremado diante de pequenas oposições ou contrariedades, fragilidade de argumentação.

As tipificadas pessoas manteigas derretidas, sofrem dos mesmos mecanismos do chamado transtorno opositor e desafiador – TOD- comum em crianças de baixa idade. Mas, que vão ser as manteigas derretidas no futuro. Uma marca peculiar dessas pessoas. Segundo o DSM-V> Vingança: A busca por retribuição é outro sintoma. Crianças e adolescentes com TOD podem planejar ou executar atos de vingança contra aqueles que percebem como tendo os prejudicado, como um colega que os provocou ou um professor que os disciplinou. “Assim, também se faz uma pessoa adulta, por baixa maturidade psíquica.

Uma outra característica da pessoa lábil emocional (ou “manteiga derretida”) é quando recebe uma referência sincera, concreta e peculiar (verdadeira) de seu caráter, sua índole, suas características nas relações sociais, as mais variadas. Uma outra marca e sintoma desse perfil de pessoa ocorre quando a ela é feita referências laudatórias, elogiosas, no expediente por vezes de falsidade, falsos atributos. Porque o exagero é tanto que ela chora e se emociona prontamente.

Vamos imaginar aqui uma outra circunstância, encontradiça e não cediça. Aqui já referida a depender do modelo educacional (ou deseducação), dispensados pela mãe/principalmente, e família.  Diz respeito àquela criança que foi crescida (ou engordada, conforme a tendência), mal-educada e privilegiada desde pequena. São os conhecidos tratamentos principescos. E assim, ela vai se tornando adolescente – jovem- adulto; com todo o cenário da terra da nunca. Nada de limites em casa, nenhuma dor e sofrimento; é proibido qualquer esforço. Geração glass ou de vidro. Mas, tudo é ilusório e falso. Porque príncipes e princesas, de fato, até alguns ralam e trabalham.

Uma outra característica da pessoa lábil emocional é o sintoma de sugestionabilidade. Quanto mais jovem é essa pessoa mais vulnerável. Porque por vezes a vida e a idade tornam-se uma escola ou terapia. Quando o indivíduo está propenso a essa mudança. Porque muitos são refratários a qualquer evolução psíquica, social e laboral (muito menos). E a recuperação se torna quase impossível. Incurável.

E para ilustração aqui fica o relato de um caso real. Moça ainda jovem, integrante de um grupo de redes social. Ela integrava recentemente esse grupo. Um membro dispara uma mensagem dirigida às integrantes do sexo feminino. E essa caçula do grupo foi esquecida, por falha técnica de fato do emissor da mensagem. Hum! Ai, ai! Ela se sentiu diminuída, aviltada e preterida. E deu-se um ardil engenhoso, do protesto chegar ao membro esquecido e displicente. Clássico modelo de “manteiga derretida”. De gente que na produção de zero bônus social e social, carece de atributos, no expediente do politicamente correto! Entendido. O bônus funciona, foi assim o seu software preparatório e educativo; criativo e donativo.

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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TIPOS HUMANOS by

Para falar neste presente tema: a vocação do cuidado e da generosidade em busco uma referência, e mesmo fazendo uma homenagem a este personagem: José Datrino (1917-1996), mais conhecido como Profeta Gentileza. Ele foi um pregador urbano brasileiro, que se tornou conhecido por fazer inscrições peculiares nas pilastras do Viaduto do Gasômetro, no Rio de Janeiro, e se tornou uma espécie de personalidade daquela cidade. Andava pela Zona Central com uma túnica branca e longa barba, ao estilo Nazareno.

Em se discorrendo sobre essa vocação do cuidado emergem logo outros sentimentos e valores que devem permear as relações humanas. Muitos são os sentimentos que bem caracterizam a espécie humana, como um bicho racional, pensante, reciproco e solidário no tratamento e interações com outros indivíduos diferentes ou semelhantes, com os irracionais e com o meio ambiente. Partamos da seguinte proposta relacional: o cuidado e generosidade se encerram em uma vocação e disposição de espírito, de físico e material, que tanto melhor e mais leal e fiel, quando expressada e pratica de mão dupla.

Neste sentimento e postulado é que se busca o exemplo do Profeta Gentileza (Datrino) que pregava pelas beiradas por onde passava a mensagem de “gentileza se paga com gentileza”. Vamos deslindar melhor o sentido humano, humanitário, social, civilizado e ético (honesto) dessa glosa, da reciprocidade do cuidado e da gentileza ou generosidade.

Existem no mundo, no Brasil, onde quer que se esteja, aquele tipo social e caracterológico que se classifica como servido e inservível. Esclarece-se esse tipo de personalidade ou caráter: existe indivíduo que tem uma afeição, uma inclinação de em tudo ser bem contemplado, bem servido, agradado. Entretanto, na chamada mão única. Dificilmente, esse tipo de gente é capaz de espontaneamente servir bem a outra pessoa de seu convívio, de sua intimidade, parental, colega de trabalho. Esse caráter de gente, aprecia muito, inclusive, ainda que falsamente, ter referências laudatórias, no íntimo significa: “ te engano que sei que você gosta”; no estilo dito politicamente correto. Quer agradar, em demasia certos tipos humanos? Pessoa impostora e falsa? Diga várias virtudes e atributos “dela” que ela não tem.  Porque se for super sincero, inimiga na certa!

E assim, já quadrando essa mini resenha, pode-se dar outro exemplo de gentileza não se pagar com gentileza: de forma metonímica, imagine aquele tipo chamado de mercador de calotas. Não cranianas, porque é contravenção ignominiosa”, mas, pecúnias, de autos. O sujeito tem o chamado estilo perdulário, espoliador e bulha! Ou zangão da praça! Este inclassificado racional e cognato. Aprecia ter uma bela e opípara vivenda, com viveres de 1ª classe. Trastes e baixela de grife. Mas, sua receita não é suficiente. Não há de que: há gente ingênua, tonta, servil, que está de plantão em servir esse ser vil. Servido sempre. Bom demais, não? Vida boa! Gentileza para o mercador de calotas é isto. Receber e não devolver! E são as hipocrisias e falsidades, máscaras que portam certos tipos humanos, parentais ou não. Por liames gênicos ou interesseiros. E junto vai se acercando, afetivamente de sua vítima, ingênua, boazinha, fofinha. E tudo vai se naturalizando. A vítima vai sendo contaminada e assimilando a síndrome de Estocolmo. Tudo ridente, bazófias, galhardos e digestórios encontros. Macondos! Gabo bem o descreveu!

 

João Joaquim 

 

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RECEITA PARA CRIAR UM FILHO FRACASSADO BY

Como se faz a consolidação da personalidade, do caráter e postura social e civilizada de uma pessoa? Fala-se aqui dessa construção integral do indivíduo. Processo a cargo de uma mãe e pai, e demais auxiliares na condução e educação de um filho ou filha. Não é incomum assistirmos atitudes e modus vivendi de certas crianças, adolescentes e jovens que fica fácil a previsão: essa pessoa não vai dar em nada na vida. Ou até melhor: crescido (a) será uma pessoa antissocial, inservível, impostora e inútil, tanto para si própria como às pessoas que a criaram (pai, mãe, avós, babás) com tanto mimo, carinhos, afagos, excessiva proteção, privilégios, tratamento principesco, poupança em bens ou em espécie para esses mal-educados, familiarmente falando.

E por que dessa proposta e predição? Simples! Todos nascemos virgens de qualquer informação do que seja o mundo à nossa volta. Que ambiente que nos cerca, que pessoas, de como funciona cada objeto à nossa volta e de nosso manuseio. Mais importante que essas noções: como eu criança devo me portar ante cada outra pessoa, ambiente, fenômeno e função que me rodeiam. Eu criança não sei. Então preciso aprender com quem sabe e me ensina (Teoria construtivista de Jean Piaget – educador suíço).

Existem mãe e pai que perdem a oportunidade de imprimir uma correta educação aos filhos, e os tornar em cidadãos de “bem”. De bem servir a si próprios, aos próprios pais que ralaram/esfalfaram em sua criação estendida até a vida adulta, que investiram dinheiro e trabalho e estresse em uma chamada boa vida e conforto a esses filhos e filhas. E depois, assistirem impotentes que tudo foi inútil, em vão, ao perceber os erros do passado da malcriação desses filhos e filhas. 

E atenção! Não se trata, em se falando de malcriação de filhos, somente de pais mais jovens, da era digital, de Internet, mídias e da banda antissocial e podre das redes sociais. São pais de idos tempos e de agora. E façamos essa distinção, Internet e redes sociais como Tik Tok e instagram são neutras. Perversão e nocividade estão impregnadas na mente e na conduta de usuários e consumidores. Tecnologias são instrumentos que foram concebidas para o bem da humanidade, sandice e idiotia são desvios de comportamentos de gente e não de instrumentos e aplicativos virtuais. Estes são inertes se não manuseados e ativados. Doidos e insensatos são os humanos usuários.

Tomemos aqui exemplos de pais despreparados e mal orientados na geração e formação integral de um filho ou filha. E aqui, pouco importa em que época, anos, em que décadas nasceram esses cidadãos. Se nos tempos de telefone analógico ou celular e internet. Aquela mãe, principalmente ela, a primeira referência dos filhos. “Não, esse trabalho para você paga muito pouco. Você não precisa disso”! Esse é o maior erro na formação ética e social de um filho/filha. Porque o labor e ocupação para o filho é pedagógico, é treinamento ético, cooperativo e produtivo para esse filho. E assim, podem ser citados vários erros na criação, na engorda e formação desses herdeiros.

E para finalizar, mais um crasso, grosseiro e pernóstico erro de um pai ou mãe. Refere-se à promessa ao filho malcriado e mal-educado de uma poupança em dinheiro para o futuro. Tipo, esse dinheiro é para você pagar sua faculdade; quando deveria ser incentivado a ralar, estudar para buscar uma vaga em Universidade Pública, que são as mais acreditáveis em qualificação universitária. Outro erro repetido e prometido, quase que um juramento: Oh, esse bem aqui, esse apartamento, essa casa, vai ficar para você! O aluguel desse imóvel é seu! Está bem assim? “ Fulano, sicrano, beltrano, oh, já declarei, este bem aqui é para sicrano! Não é para outro negócio”!

Ou seja: quantos erros houve na concepção, na geração, na criação e engorda (porque muitos só engordam mesmo) desse filho/filha. E esses sujeitos vão paulatinamente introjetando esses valores e ensinamentos. No íntimo e ao termo dessa desastrada formação, esses filhos e filhas, não têm tanta culpa, porque receberam essa maligna herança ética e familiar: a de não ralar, de não submeter a nenhum desafio laborativo, intelectual, e cooperativo em suas vidas. Assim foram instruídos e formados. Por isso se tornam inservíveis. Apenas servidos e bem servidos com os arrimos de familiares e até do Estado. Que fracasso hein!

João Joaquim 

 

 

 

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VIGIADO E COM REGRAS ERA MUITO HONESTO, JÁ FORA... BY

 

Certo dia deparei com uma notícia interessante. Trata-se de uma ação das polícias Civil e Militar RJ, para demolir imóveis de luxo do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) carioca. A Polícia, colocou abaixo um "resort" construído pelo criminoso dentro da comunidade Parada de Lucas. Nas redes sociais, o 'Resort Green' aparece como uma casa de festas. Nas imagens, é possível observar o anúncio de shows e de frequentadores. Nas publicações, os administradores do espaço afirmam que ali, as pessoas terão uma "experiência única em um cenário paradisíaco".  "Nada como um evento especial cercado de conforto, beleza e momentos inesquecíveis". Tudo regado a drogas, delírios e sexo! Coisas demoníacas!

Segundo reportagem de O Globo, e informações prestadas pelas autoridades policiais, na verdade trata-se de uma depredação e deterioração de espaço de uma reserva ambiental. As construções foram feitas sem autorização do Estado e Prefeitura do RJ, e trata-se de enorme ilegalidade e apropriação indébita de área pública de interesse ecológico. Olha o tamanho do caradurismo, desses meliantes e gente do mal.

Com essa deixa ou glosa, tragamos o espírito maligno dessa gente invasiva e depredadora para certos tipos sociais, gente de igual natureza, tipo de pessoas que gostam de “mamar nas tetas” (com permissão da expressão). Quantas não são certos tipos de pessoas que apreciam e gostam de levar uma vida boa, ter certos bens materiais, dinheiro, conforto de moradia, puxadinhos disso e daquilo, que leva uma vida de forma leviana e irresponsável; entretanto, muitos desses itens às custas de recursos, de energia, de empréstimos alheios. Seja de pessoa ingênua ou até mesmo de órgãos públicos ou privados. Existem! Golpistas, trambiqueiros, folgados, caloteiros e embusteiros. É o tipo de gente que muita vez tem duas personalidades: no trabalho e sob “compliance” e vigiado é honesto e de conduta ilibada, na vida privada um embusteiro e caloteiro!

No exemplo concreto, aqui fartamente noticiado, percebe-se que são golpistas. Gente que leva a vida na esbórnia. De golpe em golpe, o folgado vai aproveitando o que ele possui de bela casa, condomínio horizontal, piscinas, churrascarias, boa vizinhança, conforto para esposa e filho, lugar nimiamente valorizado, diferenciado. E fica a simbólica ementa explicativa: às custas dele golpista? Não! De alguém, de dinheiro alheio. E nunca pago. Inimaginável. No íntimo, é roubo. Porque trata-se de um roubo subliminar, a sorrelfa, ao custo de ativo monetário alheio ao sujeito comensal e sevandija. Que sociedade, hein!

Existe no Estudo de NeuroCiências, ensaios e descrições de como se dá a mente como que mentecapta do mal, desses tais e quais sujeitos. São os chamados gatilhos neuropáticos e sinápticos desses meliantes e folgados. Para eles é sempre a naturalização e normalidade do que não é normal e natural. Tanto, que são recalcitrantes. O mecanismo é o mesmo de um serial killer, de um pedófilo, um embusteiro e esbulhador renitente e redicivante

Alguém por aí, já viu um caloteiro, um capoteiro, um passador de manta, um pedófilo, um estuprador, um psicopata ter um revertério e se tornar uma pessoa proba, integra, honesta, civilizada, boa pagadora e correta? Está o exemplo do peixão; o prócer traficante carioca de boa vida em sua casa de condomínio horizontal enfeitada e mobiliada com dinheiro alheio e de golpes, de calotes.  Sem recuperação esse vagabundo e aproveitador. Se vigiado na cadeia por câmeras e rígidas regras de comportamento, vai passar em qualquer exame criminológico. Tipo o amanuense ou servidor público de altos salários, que no órgão onde trabalha é honesto e correto. Fora, é um legitimo folgado e trambiqueiro.  

 

 

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PAIS VÍTIMAS DE FILHOS MALCRIADOS E MAL EDUCADOS BY

A Genética é uma Ciência empolgante de se ler, de se estudar, tudo nas suas infinitas fontes. Porque o engenho humano por mais perspicaz e diferenciado que seja, ele nunca vai entender o que há por ser desvendado, explicado, nessa que pode ser classificada como a mais sublime e perfeita Engenharia, a Genética. Então este é o lado bom do quanto podemos deslindar, destrinchar de tantas dúvidas, e continuar com tantas e mais dúvidas não respondidas! Belo e instigante o Universo das Ciências. “A Ciência é infinita em suas fontes e o cientista deve ser infatigável em suas buscas”

Dia desses lia com muito afinco e concentração sobre as chamadas duas heranças que porta o indivíduo. A primeira delas, a herança aqui referida acima, a Genética, de que nenhum ser vivente, animal, planta, escapa. O indivíduo pode não manifestar todos os caracteres herdados, mas, na intimidade eles estão lá, em potencial. A segunda herança que o sujeito traz, é a chamada herança ético-social. Agora imagine, a soma destas duas hereditariedades, os genes e os atributos fornecidos pela família: a tradição, os exemplos e ensinamentos de um pai, a mãe, os cuidadores, as babás. Depois o complemento escolar.

O artigo em comento, fazia alusão aos princípios, assim, digamos quase matemáticos contidos nos cromossomos da pessoa, o DNA, que inescapavelmente serão reproduzidos nas crias, na prole, no filho, na filha. E vem os corolários desses postulados: para o bem ou para o mal. Vem daqui o universal anexim: diga-me quem é seu pai, quem é sua mãe, ou foram (se já falecidos) e já sei quem você é! Ninguém escapa. O sujeito nem reluta e nem renega, porque é intrínseco a esse legado genético, ético e social.

O artigo em análise e leitura fazia comentários, sobre por exemplo o cabedal, os qualificativos éticos, sociais, costumeiros, cultural, vivencial e valores civis e morais de cada pessoa. O quanto cada homem ou mulher, traz introjetados (esse o termo empregado) os modelos e regras de relações humanas de um pai e de uma mãe. Havemos de lembrar, todos nascemos analfabetos de qualquer informação ambiental e de moral (conceito da criança aética e amoral), é natural.

Com quem um filho ou filha vai tudo aprender? Com a mãe, em primeiríssimo lugar. Com o pai, com as pessoas à sua volta. A família é a primeira e determinante mini sociedade (vide contrato social de Rousseau) a forjar, a formatar e dar termo ao caráter do filho e filha. Escolas não ensinam ética de vida; quem faz isto são os pais. Então para ser mais cristalino: a pessoa de fato e de Ciência, traz indeléveis os genes de um pai e mãe. Entretanto, a educação oferecida e exemplificada por esses vai dar reforço, revigorar, dar expressão e comportamento a essa herança intransferível e infalível, a Genética.

Vêm de estudos e ensaios sociais e familiares, vistos até em grupos de Psicanálise e Constelação Familiar, essas conclusões sobejamente registradas e assistidas nas relações humanas. O indivíduo (homem ou mulher) que foi criado em uma família cuja centralidade e gravitação de um pai ou mãe, ou ambos eram os prazeres instintivos da boca e do estômago, um ambiente de um pai e amigos, regado a libações etílicas e comidas fartas. O que esperar dos filhos e filhas dessa família? Os mesmos hábitos.   Com os mesmos efeitos e consequências, uma casa cujo chefe de família (pai ou mãe) pouco ou nenhum zelo mostrava com suas responsabilidades de referência ética e de honestidade. Uma continuidade de uma vida vivida na esbórnia de bebidas e orgias alimentares. E absoluta negligência com a formação e educação dos filhos. Resultados éticos e sociais diferentes desses filhos e filhas, não se pode exigir. Concordam os leitores e leitoras? Pai tipo zangão da praça e caloteiro, não pode gerar prole muito diferente do que foi como modelo de vida e honestidade.

E olha que instigante esses achados e interpretação de Filosofia Oriental/Ocidental, de doutrinas, Bramanismo, Budismo, Espiritismo. Esses pais (e basta um dos: seja o pai ou mãe) que foram cúmplices e demais protetores e defensores de filhos e filhas em um estilo social e comportamental e “educação” de vida sem regras e limites de boa convivência. Podem de futuro, esses pais, ser vítimas dessas próprias criaturas. Conceito de criador como formatador/construtor de criaturas disformes e desadaptados civil, ética e moralmente. Conceito doutrinário e estamental das relações humanas.

Ao ser, por exemplo, abandonados na senilidade e fragilidade por esses filhos e filhas. Esses pais estão sendo vítimas de seu desprezo, despreparo, infantilidade com que trataram esses filhos e criaturas monstruosas, em sentido familiar, social e civilmente falando. Que grau de ética familiar e social, mostra um filho ou filha, com o semblante deslavado e natural no abandono de pai ou mãe que o gerou? Para esses oligoides e debiloides humanos filhos, pouco importa, ou punge ou constrange seu coração e almas, quando morrem os genitores. Tocam a vida como se nada houvesse lhes sido retirados. Para esses tais e indesejados pais, de fato esses agora debilitados genitores, nunca representaram nada. Faltou Educação para esses ingratos e malgrados filhos e filhas. Assim, o preveem Ciências, doutrinas e teorias. Não falham!

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor   

 

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ADMIRÁVEL MUNDO DAS FUTILIDADES DO INSTAGRAM BY

 

Quando se analisa esse “Admirável Mundo” Digital, o mundo da Internet, das Redes Sociais, fica uma sensação, em se analisando o comportamento de muitos rebanhos de gente, fica a impressão de que elas vivem em um gigantesco Jardim da Infância. Uma perene Disney, pelo comportamento de seus usuários. E não são crianças. Porque são gentes velhas, veteranas, idosas e que vão, pelo exemplo e repetição, INSTRUINDO, treinando os filhos e seguidores.  

Na verdade, mais parece um sistema chamado escapismo de responsabilidade da vida adulta. Jardim da infância esticado, onde todos se negam a se tornar adultos. E são pessoas, homens sarados, guapos e mulheres robustas, porejando saúde. Mas, que nada produzem de útil e consútil no engrandecimento de si próprias, dos filhos a serem educados e de familiares à sua volta. Algo de horror!

O que temos de muito característico é o chamado escapismo da vida adulta, neste alegórico gigantesco jardim da infância. O que mostram os influenciadores digitais como jardineiros? Esse cenário ilusório, fútil e de magia. Tudo falso e futurista, porque nada muita vez palpável e atingível. SÃO ilusões, falsidades, um faz-de-conta!

O autor Andrey Albuquerque, no livro Antropologia do Consumo, descreve, algo nesse sentido. Quando se assiste a certas redes como Instagram e Tik Tok, nos vem à memória o estilo Cosplay (costumes, oriundos de Japão e USA), kid core; estes nos remetem aos anos 1990 e 2000, muitas cores, cultura do pueril, do infantil, dos diminutivos, dos pequenos. Ai, ai. Não é! Basta conferir o grau e cabedal cultural dessas pessoas, através de suas postagens de Instagram e WhatsApp. Futilidades em profusão, de dar náuseas e engulhos em pessoas de razão.

Quantos estilos e expressões do nonsense. Gente grande, pais e mães de família, hein! Disney, jogos fúteis, palavras de ordem, orações de ordem, mágicas, abracadabra. Jogos simples, super-heróis, ídolos teen (adolescentes). Escapismo puro. Nada de sério e gente grande e produtiva, em se tratando de mente e intelecto.

Uma boa mostra da centralidade, do centro gravitacional de muitas gentes das redes sociais se encontra no Instagram. Se existe uma lição de casa que todos os dias elas praticam, têm-se as tuta-e-meias, as bagatelas, as futilidades, as caganificâncias, as ninharias, as miudezas, as nicas, as nonadas, as tricas e nugacidades.

Abram lá que hora for uma página do Insta. E então passarão a receber os reels, os esgares, os posts ridículos, as bufarinhas, as burundangas, as babugens, as inânias, as janotices, os argueiros, as tralhadas e trivialidades. 

A vida e dedicação dessas gentes do Instagram e Tik Tok, se resumem a nada de utilidade, de transcendência, de importância, de interesse, de préstimo, de mérito, de excelência, de sublimidade, de pertinência e de serventia. O que as manadas e récuas de gente exibem é esse rosário de trivialidades e besteirol. Porque há adeptos e correligionários. Admirável Mundo das Futilidades!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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PARENTAL E PARIETAL LÚDICO E ATÉ LÚCIDO DE RIR BY

Fazer intertextualidade no deslinde da personalidade e caráter do bicho homem é tarefa nobre daqueles e daquelas (cientistas) que estudam matérias de Humanidades: filósofos e sociólogos como exemplos. Um passeio pelo que teorizava Santo Agostinho, Gustave Flaubert e Jane Austen são boas discas nessa leitura e interpretação. Machado de Assis é outro escritor que muito escreveu sobre a personalidade e a alma humana, só de contos e crônicas foram mais de 200.

Imagine aquela família que alberga aquele indivíduo tipificado como fora da linha em muitos aspectos. E por vezes há uma única pessoa que tenha que suportá-lo, aturá-lo, naturalizá-lo. Essa parental e parietal, por vezes até paredista desse indigitado entra em um processo estudado na Parapsicologia como refém doméstica. O mecanismo neuropsíquico similar à síndrome de Estocolmo. Na impossibilidade e incurabilidade do torto. Que se entorte também a parental. E vamos que vamos. Que se aguente porque o sucesso é para gente inteligente.

E nos recônditos e subliminares hajam tarjas pretas e vermelhas, amarelas e constelação. A pessoa refém, vai se equilibrando com essas substâncias, na maturação e saturação da valise da casa de orates. E mocotó. E remédios. E sessões de constelação. Analgésicos para enxaqueca, ansiolíticos, antidepressivos, sessões psicoterápicas, seráficas de doutrinas.

Recomenda-se ler Jane Austen, Thomas Mann. Quanta solidão e maturação de tais e quais desqualificados e desadaptados da vida. Em outros termos, quando Platão, referiu ao galo de Sócrates. É de se rir, pelo que se vê nos tempos hodiernos. Impressiona como há gente lobo de gente, da mesma casa! (de orates, no mínimo).

E mais desalentador e descrente de tudo é supor que tudo se repete, ao modo do castigo de sísifo. Uma boa receita, se a pessoa ingênua e refém tivesse coragem seria levar nesses átimos exploratórios, comensais e parasitários, frascos de óleo de peroba! Quanta eficácia para o caradura e mequetrefe indivíduo, o bon-vivant de tempos digitais. Imagine aquele parental bem servido e nunca servidor. Ser servido e nunca servir. Ser vil. Bem cuidado e não cuidadoso com um decrépito e senecto ancestral. E tudo vai-se caindo na esteira do normal e natural.

Ler os personagens de Molière, de um Flaubert, de Machado de Assis, mesmo como o Custódio, no conto Empréstimo, já dá uma ótima ideia, de como há gente mesquinha, tartufos e com outras dissimulações de enganar e dar nó até em raios gama e xis. Haja alforjes e tolerâncias com esses tais e quais!  Agora, se a gente ler também e com vivo interesse Carlos Heitor Cony!.. Aí fica mais lúcido e lúdico. É só experimentar que dá até de rir!

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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DOS PRAZERES GUSTATIVOS E DIGESTÓRIOS BY

Olha que interessante e instigante esse trabalho recém colocado a lume, pela liga de Psicologia da Bélgica/Universidade Católica de Leuven (UCLouvain). Esses pesquisadores, em conclave com pares da Universidade de Antuérpia ( Educação nos Flanders /Bélgica). Acompanharam durante 5 anos, cerca de 5 mil voluntários, divididos em 2 grupos. Foi um estudo duplo cego, e de casos-controle. Resultados de grande relevo e credibilidade pelo tempo estendido, número de participantes, e staff de pesquisadores. A equipe envolvida no estudo era integrada por Psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, profissionais de estatística, religiosos, filósofos e tabuladores dos resultados.

Pontos fulcrais e instigantes dos achados e fontes de mestrados de formandos nessas citadas universidades. www.uclouvain.com/nlb.bg ). A grande marca do estudo foi o cabedal intelectual e cognitivo dos titulados comilões e comilonas, sendo estas as traduções idiomáticas livres do Francês, a relação inferencial entre a predileção do indivíduo por comida, os glutões e glutonas, com o seu diferencial cognitivo e intelectual.

Há de se registrar que tratando de um estudo duplo-cego, ele obedeceu rigorosamente aos postulados bioéticos das Ligas de Psicologia das citadas Universidades. Noutros termos e combinados deontológicos, tais nominações não foram transcritas e tornadas públicas. Os nomes são para dar mais ênfase, a essa relação, em uma tradução livre e fiel às ideias do Estudo.

A conclusão final e magistral do estudo entre outros pareceres e particularidades é esta: quanto mais preferente é o indivíduo, pela centralidade de sua vida em prazeres digestórios, menos assertivo e fragilizado é o seu potencial cognitivo e intelectivo. Em tradução mais jornalística: a indivíduo que tem na comida e bebidas/alcoólicas ou não, o ponto gravitacional de sua realização pessoal e social, menos propenso ele é a incremento de sua vida cultural, profissional e técnica ou científica. Enfim, pouco traduzível, mas seria como um cupressus sempervirens.

É o aprimoramento de seus neurônios e sinapses talâmicas e pré-frontais especializadas nos sensos instintivos ínfero-primários. Restos ancestrais, que somados ao legado ético social e civilizacional faz dele um prazenteiro ao gesto de mastigar, comer, sem necessidade nutricional, pelo simples gesto automático da satisfação gustativa e digestória. São buscas sociais, influenciadas do meio familiar onde criado e engordado. E tal cultura o torna esse sujeito com esse diferencial como muitos outros de iguais potenciais, filo e ontogenéticos. É a Ciência no deslinde desse animal multifacetário e multitudinário, o homem.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor  

 

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CRIAR UM PORCO E GENTE É DIFERENTE BY

 

Quando se busca as diferenças produtivas dos indivíduos, sejam estas no campo intelectual, profissional ou técnico e material, necessário que se balize estas diferenças com o auxílio teórico (filosófico) e cientifico. Como suportes: um Baruch Espinosa, um Renê Descartes entre outros luminares do conhecimento humano. De igual relevo e contributo as teorias de um Sigmund Freud (ou sectário deste), um Charcot, um Isaac Newton. E até para místicos e doutrinários, um José Herculano, um Bezerra de Menezes; discípulos e acólitos de Allan Kardec. São mentes paradigmáticas, na seara da chamada personalidade laboral e intelectual.

Freud, Carl Jung e Charcot, defendiam por exemplo o espectro denominado neurastenia. Na certa e bem descrita, uma síndrome, cuja característica é aquela pessoa que, em que pese gozar de sanidade mental, psíquica, intelectual e biológica; é pouco aficionada a alguma ambição de produção laboral e instrumental, em vida toda.  São indivíduos que aditados a esse perfil, trazem outros legados e contributos educacionais de família. É a tese do meio social na construção da personalidade e perfil elucubratório da pessoa humana (sugestão de ler o contrato social de Rousseau).

Para Baruch Espinosa, existe a chamada energia vital, titulada como Conatus. Equivalente ao Eros grego, cupido latino. Espinoza, com seu determinismo, acreditava que o homem e a natureza devem ser unificados sob um conjunto consistente de leis; Deus e a natureza são um só. Contrário à maioria dos filósofos de seu tempo e em acordo com a maioria dos filósofos atuais, rejeitava a hipótese dualística de que mente, intencionalidade, ética, e liberdade devem ser tratadas como coisas separadas do mundo natural dos eventos e objetos físicos. Não é e não pode.

Leibniz foi outro grande pensador que discorria sobre essa energia vital. Não a titulou energia psíquica. Aristóteles, cognominado “O Filósofo” afirmava peremptoriamente que a prática do trabalho, da produção, o labor, a ética; são valores morais que devem ser ensinados e treinados pelos membros parentais diretamente responsáveis pela construção integral do filho, futuro cidadão, porque se pretende civilizado e urbano; profícuo e utilitário a si, à família, aos ancestrais e sociedade como um todo.

Esses princípios listados e nominados, oriundos desses luminares, desses pensadores de Humanidades, desses cientistas e grandes doutrinadores nunca estiveram tão atuais. Porque uma coisa é certa e se fundando na Teoria do Bom Selvagem rousseauniana. A mini sociedade familiar mal ou bem termina a gestação integral da pessoa. Criar e engordar se faz com um porco! Agora, com gente exige-se investimento amoroso, moral e laboral.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor   

 

 

 

 

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Hortelão de ciprestes

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

Admiravelmente aquele hortelão, seu Cenóbio Balde e sua consorte, também hortelã poliniza trina se dedicavam em sua hortejaria em cultivar plantas comuns. Mas, tinham apreço na cultura dos ciprestes (cupressus sempervirens). Seu Balde e Poliniza vivem maritalmente, no estilo societário, uma mútua troca de labores dentro e fora domiciliar.

Nos quatro cantos dos canteiros, quadrados que eram, havia uma árvore representativa da espécie sempervirens. O primeiro nascido era um cipreste-comum. Mas, que ao cabo do florestamento, resultou em bela, matreira e vistosa planta. De tenra planta exibia seus dotes verdejantes, fagueiros e atrativos, sem meneios rebarbativos, dado que era de sua natureza, esse ar de gentleman. Chamemo-la então de cipreste-comum, no encurtamento de diálogo.

O segundo canto da quadra era ostentado por um cipreste-italiano. Ou cedro-bastardo, no conhecimento de fitocultura e botânica. Essa árvore, destoava das demais porque nada tinha que ver com os membros botânicos da horta do hortelão Balde e hortelã Poliniza. Vai ver no que vai dar! Dizia seu hortelão-mor. Eu vou cuidar de você e você há me sair cuspido e escarrado. Essa era predição do hortelão seu Balde. E poliniza, sempre ali de envolta, lhana, cordata, passiva. Pouco interferia nas ordens do mancebo Cenóbio.

-Dona Poliniza, disse a serviçal Melissa Lindaura, a gente podia plantar neste  canto 3, mais sementes de algum cipreste. _. Eh, sim, pode plantar. E assim foi feito o plantio. Nasceu o 3º cipreste hortelão.  Essa planta, não era do tipo cedro-bastardo. Há de admitir! Isto há. Diversa das outras plantas. No todo e ao cabo, fez-se planta comezinha, de somenos importância na decoração integral da horta.

E por fim, via-se no último canto, um cipreste-comum. Que ao termo das coisas, nada se somou a outras coisas. Era uma planta que ressumava mirrada, com alguma fatuidade e contingencial. Tipo eterismo da espécie cipreste. Era o cumprimento da predição hortelã. Vai lá entender, tal imprecação. E sem caução.

O que há de descrito, como em outras hortas e hotelarias, repicou-se na com Cenóbio e Poliniza e suas hortas. Pode-se afirmar que eles também plantaram o que titula caiporismo em suas plantas e cultivos. O tempo foi passando, e sugestionam os duendes e elfos do ogro, foram se arvorando entre aquelas relvas e arvoredos de ciprestes.

O cipreste-comum, que denotava melhor adaptação, começou de assistir os efeitos caiporas da família hortelã. Poliniza, primeiro foi atacada de certo maligno fungo. Não durou muito. E era com que o cedro-comum melhor parecia se falar. Não houve salvação. Depois o hortelão Cenóbio, se viu infiltrado de malignos espíritos, e deles se viu vítima e vitimava as suas plantas mirradas. Foi-se!

E o cipreste-comum, ali, sempre se digladiando com os outros ciprestes! Lhana aqui, ingênua ali; janotice e tartufice para lá e para cá. E assim, ia saldando os seus carmas de sabe-se lá que e quid ancestral! Caiporismo para mais de metro e meio!

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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AINDA HÁ ESPERANÇA NO AR BY

Olá pessoal, leitores e leitoras de bom gosto e que nos mantêm com muita esperança de que nem tudo, neste País e Mundo, está sem conserto e sem concerto. Dito fica assim, nestes termos, porque o que há de gente, rebanhos e levas de pessoas que levam suas vidinhas de forma vazia e fútil, não se acha escrito em nenhum jornal. Mas, aqui não! Neste espaço e portal, fala-se sem meias-palavras, sem fazer mea-culpa, porque não precisamos de tanto. Se alguém possui culpa no cartório, são justamente esses desocupados e nulificados, que amanhecem e anoitecem enviando posts fúteis aos iguais.

A gente começa por exemplo pela tal da hipocrisia, das chamadas tartufices e janotices de muita gente. O quanto de gente que diz uma coisa e faz outra. Gente que nos apresenta cheia de recamos, salamaleques, rapapés, rococós. Na presença uma coisa, nas costas, outra bem diferente. Gente que senta na mesa conosco. Palavras melífluas, laudatórias, honorificas. Hum sei! Sai dali, parece ser outra pessoa que estava se deliciando de nossos pratos.

Outra bem encontradiça. Sabe aquela pessoa que se diz católica, mas, não frequenta uma igreja! Católico fantasma, não é! Deve existir. Eu faço parte de uma sociedade, sou sócio, mas, não vou na empresa, nem home office! E essas mesmas pessoas: quando elas precisam se casar? Quem elas buscam para dar uma cosmética, assim algo místico ao conúbio? O padre, e sua igreja. Porque afinal, o custo é baixo e há a nobreza do lugar, a opulência, as cores, música.

Leitores e leitoras, a futilidade e vazio desses tipos são tão grandes que as pessoas (jovens sarados e belos) sequer sabem o padre-nosso de cor. Sequer sabem se persignar! Mas, agora precisando da acolhida e adorno social e místico de alguma religião há o padre e a igreja de plantão. Católico. Imagine só! Não sabem se benzer. Não! Mas treinam para esses momentos e rituais de encanto, de embelezamento, das fotos belas para o álbum de casamento. Sequer sabem o simbolismo dos sacramentos de que participaram. Êta ser humano!

E os vazios e frivolidades de certas pessoas com o uso dependente (adicção digital) do celular ou tablet. São objetos e maquininhas que passaram a fazer parte da anatomia corporal da pessoa. Ninguém vive sem o celular. A futilidade é tamanha que são usuárias e usuários que documentam tudo no Instagram. Curioso é que essas viciadas nas redes sociais, são incapazes de escrever um bilhete no português padrão. Mas, sabe tudo dos aplicativos!

E atenção! Muitas dessas pessoas do fútil e do vazio, costumam ter diploma de curso superior, hein! O diploma apenas, porque se fizer um escrutínio elementar com elas da formação (do diploma), não tiram nota 5. Mas, sabem tudo de redes sociais. A Internet para muitas dessas gentes redistas sociais são como pós-graduação da vida. Sabem tudo, se tornam PhD de Internet e suas futilidades. Sabem tudo!

E por fim, algo digno de registro são as ocupações de muitas dessas pessoas. Mais elas que eles (mulheres mais que homens). Os ditos pets de estimação para essas madamas. Mulheres coradas, repimpadas, gordalhonas. Alguns homens também. Existe aquele tipo que se cai de 4 não levanta. Que não tem onde cair morto. Todavia, possuem pets, aos quais dedicam parte de sua vida e gastos. É o ramerrão de sempre: levanta, espreguiça, redes sociais, café matinal, sair com os pequenos irracionais. É o eterno retorno, de sempre! No saldo, quando uma pessoa mais crítica assiste tais gentes e desocupadas (os); tais cenas nos causam um certo dó, dá pena de tanta sandice reinante! E essa demência cultural e atual se acha em todas as bandas do Brasil e mundo; não importa a região, sem discriminação. Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sul e Sudeste. É de se ter dó e misericórdia, porque é a degradação e degeneração da pessoa.

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor    

 

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A Ontogenia repete a filogenia by

É bem cristalina a noção de que para tudo neste mundo existem o fabricado e o fabricante, o produto e o produtor, o invento e o inventor, a cria e o criador. Nessa concepção, o maior exemplo é vindo e bem-vindo de Deus, o Criador, o Supremo Criador do Universo e do homem. E assim são todos os seres e entidades da sociedade, da Terra, do Universo. Sabido e certo é que a Maior das Criações é o próprio Universo e suas subunidades criadas, como todas as espécies animais. As irracionais e o homem, classificado como racional.

Uma ressalva há de se fazer para melhor compreensão de matéria aqui expressa. O homem foi a maior das criações Divinas. Porque a ele foi atribuída a faculdade de subunidades criativas, e o livre-arbítrio da criação. Porque imagine, se tudo fosse responsabilidade de Deus. Trabalheira pura. Foi então que Deus, deu essa prerrogativa à maior de sua criação, a prerrogativa da liberdade, da escolha livre e deliberada.

Entrementes, nesse atributo de também ser criador, nem tudo poderia sair perfeito, dado que muitas mentes são corruptíveis. Aquelas inteligências propícias ao feio, ao indecoroso, ao antissocial, ao ilícito, ao antiético, ao desonesto, ao exploratório do outro, ao parasitismo, à folgança e negligência e outros vícios e desvio do padrão civilizatório e cooperativo. Basta imaginar a que culminância de despropósito e sandice pode chegar a inteligência de alguns de se tornar explorador do outro, assassino do outro, assassino coletivo de outros como o fazem os ditadores e autocratas: Vladimir Putin, Benjamim Netanyahu, Nicolás Maduro, Daniel Ortega, como exemplos maiores de agora.

Um aspecto e característicos que ainda intrigam as Ciências e Cientistas é a propensão subjacente na mente de uma criança, adolescente e jovem em aprender o feio e errado mais rápida e facilmente que o construtivo e civilizador. Para substanciar essa tese e proposta, tem-se a ideia de como criar os vilões e xucros. Aqueles indivíduos, que vindo de pai ou mãe de mesma tipificação, se tornam arremedos e repetições dos genitores. Daí vem o provérbio popular, o filho é o pai esculpido e encarnado. Por corruptela, “cuspido e escarrado”.  Existem famílias ou dinastias de delinquentes. Pai criminoso, filho criminoso!(O filho se torna o pai esculpido e encarnado).

Nessa conspícua e ponderada análise, imaginemos aquele pai ou mãe, que nos qualificativos sociais e de civilidade sejam indivíduos de baixo cabedal cultural e social. Os ditos xucros e pouco instruídos. Formação técnica e cultural sofrível. O filho ou filha, vai ser instruído e formado com os piores qualificativos civis e sociais. Porque esses futuros cidadãos não têm outra referência de aprendizado. Esses filhos quando pegos na posse do alheio, deveriam ser presos, primeiro, os pais. Porque esses, indiretamente, são também culpados. São os criadores dessas más criaturas!

Assim, há esse modelo hipotético, encontradiço, não raro. Um pai cuja centralidade da vida é o digestório. Levantar, cumprir as tarefas laborais, comer, beber, fumar algum bagulho, ficar lelé da cuca, dormir de novo. E sempre no mesmo reco-reco, o mesmo ramerrão.  Eterno retorno. Pai tabaréu, dependente de alguma substância química, álcool, maconha, tabaco. A mãe, aquela palerma e pateta. Consumidora de telenovelas, escolas de televisão. Filhos e filhas, copiando e gravando tudo em seus arquivos morais e de civilidade. Ali antenados nas redes sociais, Instagram, Tik Tok e muitas frivolidades. Como a mãe. Difícil esperar coisa melhor e mais edificante.

E mais, aquele pai ou mãe, para os quais a criação de filhos sejam, a engorda e crescimento desses filhos e filhas, mandá-los para escolas, e nada de limites a esses já marmanjos. A mãe ali sempre cordata, tolerante, leniente, complacente. O pai: aquele antissocial, displicente, sequer sabe o que fazem os filhos e filhas. E sempre sob efeito de cachaças e cervejas. Fedorento e andrajoso.

As Ciências o afirmam, é de se ver na prática. O filho ou filha vai mimetizar o pai ou mãe, um dos dois, o que for mais protetor e tolerante com os desvios dos filhos. Um pai como tipo que é displicente, dependente de alguma droga/tabaco, álcool, maconha, mau pagador, irresponsável. Em quem o filho ou filha vai se espelhar como cidadão ou cidadã?  Fica fácil entender como se produz um indivíduo (homem ou mulher) xucro ou vilão. A natureza não dá saltos! Ela segue a regra geral das coisas! Vilões e xucros ou vilãs e xucras decorrem de pai ou mãe de mesmos qualificativos. Não se pode de um corvo ou pato esperar filhotes águias. Impossível. Vão imperar na mente e moral desses cidadãos, a xucrice, a vilania, o mau-caratismo, os expedientes caloteiros e exploratórios de outros ingênuos amigos e parentais. Espelhamento de pai e/ou mãe, tolerantes que foram na engorda, criação e carência de instrução aos filhos, quando estes tinham disposição e sensibilidade do aprendizado. Não aprenderam de novo, se tornam como recovas, récuas de gente inútil, fútil e parasitas.

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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A RELAÇÃO EXPLORADOR/EXPLORADO.

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

UMA QUESTÃO não muito estudada, mas relevante, em se falando de relações humanas se dá com a chamada exploração promíscua que muitos membros parentais estabelecem com outros do convívio familiar. Artigo recente, reeditado em An international Journal for Moral Phylosophy - uma publicação do Núcleo de Ética e Filosofia Política da UFSC, nos disserta sobre a relação explorador/explorado. Referido parecer nos fala no que concerne ao caráter e comportamento de certos indivíduos, “produtos humanos” que são de uma herança patronímica e social familiar. Estes tais e quais trazem embutidos o vezo, o vício e hábitos da chamada exploração promíscua de membros parentais.

Essa relação eivada de dissimulações e subterfúgios, plenos de discursos típicos de esparrela e melífluos termos, buscam a todo tento o ludibrio, a felonia e convencimento da pessoa explorada. Todo o adorno e recamo de promessas e verdades. Mas, que ao cabo e termo das obtenções o golpista nada cumpre do prometido. É o chamado blefador. Na vida social ou laboral, esse golpista e folgado emprega os mesmos ardis do jogador de cartas, o voltarete, o pôquer. É o logro, o ludíbrio, a felonia, na intenção e objetivo da vantagem fraudulenta. Assim afirmam conclusões do estudo.

As vítimas no geral são pessoas simples. Parentais , homens e mulheres de personalidades cordatas e tolerantes. Porque com esses ardis e logros, o golpista vai como que engabelando a pessoa explorada e sofrida dos capotes e mantas passadas pelo explorador. As estatísticas de pesquisas de casos e ensaios sociais, mostram as mulheres parentais como as principais vítimas, por uma questão cultural de gênero; e não deveria ser.

No geral e todo, como se dá a exploração? A tomada de energias da pessoa explorada, bens, dinheiro “emprestado” (entenda caloteado) porque nunca pago ou pago quando der e o golpista puder ou quiser; porque alguns detém poder financeiro e aquisitivo para tanto. E o enredo vai se perpetuando, por vezes, promessas jogadas para as chamadas calendas gregas, datas nunca chegadas. Curioso e instigante do estudo, é que a vítima é contagiada dos mesmos mecanismos da síndrome de Estocolmo.

E existe gente que acredita, aceita de bom grado e gosto. Porque ela (pessoa da intimidade) em si foi premeditadamente escolhida para essas explorações. Pudera, não é mesmo! É o princípio da pessoa boazinha, simpática, cordata, dócil, sempre aquiescente e anuente, leniente e tolerante com o golpista e explorador ali do entorno corporativo, familiar, da amizade e intimidade. Ao estilo e ardil do que faz um pedófilo ou estuprador em série. Mas, que é duro de suportar, ah, isto é! Porque o finório e gaturamo é da intimidade, intimista. “Então, oh, gracinha, beijinhos tá, já andava com saudades, viu!”

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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E assim, discorria com grande convencimento e domínio da matéria, o professor de humanidades e Sociologia. Estudioso que é das relações sociais no âmbito das famílias. E por que concentradamente na intimidade das famílias? Porque há no seio domiciliar a chamada captura da obediência e anuência dos membros parentais mais susceptíveis a essa captura. Fenômeno semelhante à captura de consciência da servidão voluntária. Queira ler emblemática obra nesse ensinamento de Étienne de La Boetie (1530-1563). A questão maior do professor Phd Inácio Lúcio Cabedello, era o processo da zumbificação das pessoas, ou das mentes e consciência das pessoas, na intimidade parental.

Para tanto o expoente/palestrante, buscou analogia na Natureza. É já bem documentada a zumbificação que promovem vespas, moscas e fungos de aranhas. Referente pesquisa doi editada no Biological Jornal of The Linnean Society, 25.01.25 (queiram ver os leitores). Se são as moscas e vespas, estas depositam seus ovos nos solo, próximo onde residem as aranhas. E elas são parasitadas pelas larvas destas moscas e vespas. Se fungos, este parasitam direto as aranhas. E via produção hormonal dopamina ou ecdisteroides, alteram o comportamento dessas aranhas, estas passam a fabricar teias mais resistentes, que apreendem as próprias aranhas parasitadas pelas moscas ou fungos (zumbificação das aranhas a favor dos parasitas, vespas e fungos).

Essa relação de exploradores (parasitas, folgados, espoliadores, caloteiros) no reino animal se dá por exemplo com o fungo Gibellula versos moscas da família Acroceridae. E fica aqui uma homenagem ao Naturalista Inglês, Charles Darwin(1809-1882) que pode observar e documentar essa relação de exploração parasitária. Vide a Biologia da chamada vespa de Darwin. Interessantemente, registrando mais uma homenagem, a professora Thairine Mendes Pereira da Universidade Federal de Viçosa, registrou o mesmo ardil, engenhoso esquema desses insetos e fungos em nossa Mata Atlântica.  

Com essa científica comparação, volta-se aqui para a questão maior, a relação de zumbificação que se estabelece entre certos membros dominiais, parentais, coabitantes ou em residências separadas. Não é de se espantar e tudo vai ganhando ares de naturalização e normalidade esse comportamento de certos indivíduos explorar o outro. Nomeadamente quando há o laço parental genético ou afetivo. O explorador e parasita humano, vai como que capturando a confiança e ingenuidade de outro parente. As vítimas mais propensas são as mulheres. Porque questão de gentileza e galanteria.

Alguns autores referem a ao fenômeno da zumbificação como processo do refém. A formação do refém. A mulher, ou homem parental vítima, vai tendo sua consciência submissa ao outro parental explorador. Uma tomada de serviço, um servilismo voluntário, um bem, uma promessa não cumprida. Afagos, carinhos, termos de louvores e louvaminhas. E tudo se redunda aos modos e estilo do explorador, se a pessoa explorada reclamar. Etc. etc, etc.

Enfim, essa pessoa zumbi para o outro passa a ser um tipo de gente bobo da corte (do explorador). Que tudo faz, entre gestos ridentes e dolentes. Mas, faz! Como se aqui caísse na naturalidade e normalidade para aquele contexto.– Somos capazes de, ao caminhar pelas ruas, desviar sem problema de fezes caninas ou felinas; contudo encontrar fezes humanas é motivo de asco ou distanciamento – Mário Sérgio Cortella “Nada do que é humano me é estranho – Terêncio-  poeta latino 

 

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E assim se revelou no dia final, o que era para aquele filho o conceito de cuidado. Entendamos: cuidado, o sentimento de altruísmo ou generosidade que torna o seu portador zeloso, cioso, dedicado, responsável, amorosamente ou por dever humanitário de um ancestral carente desses labores de manutenção da qualidade de vida e da própria vida.

A expressão simbólica foi essa: ”. Então ele morreu? – Sim, ele acaba de falecer “, respondeu a assistente social, na comunicação do hospital, onde se encontrava internado há dias, em situação de terminalidade e agonia, o pai desse filho que se dizia zeloso e cuidador. Continua o filho comunicado: “Uê, então vou avisar uns amigos aqui e uns parentes para gente fazer o velório”. A resposta aqui foi em tom de habitualidade, como a morte anunciada do parente, fosse fato comum, corriqueiro.

Ah! Mas não fica só neste indigitado responsável.

Tem mais gente, que se diz compartilhar os cuidados. Onde andam? Ah,..  Tem o sicrano, onde está?

 Ângela, vê, onde ele está?- Ele esteve aqui há dois dias. – Hum, deixe ligar para ele. Achei; ele está com o amigo, em resort, aqui perto do Distrito mesmo- Fale para ele retornar então, que o pai se foi! Descansou, não é mesmo!

E ele vem? Já passam 4 horas. Veio, sim, mas está na casa do amigo, primeiro!

Essa interlocução, de pessoas reais, e sem nominá-las nos resume o arcabouço moral, ético e de civilidade de cada um. Ler filósofos como Soren Kierkegaarden, e Baruch Espinosa, nos ajuda entender como se dá a constituição e formação ética e social (civilidade do sujeito). Nenhuma pessoa nasce com esses arquivos morais e civilizatórios. São virtudes e valores humanos que se aprendem de mãe e pai, do entorno social

Aristóteles foi outro grande pensador, que escreveu uma cartilha, um opúsculo ao filho, Nicômaco, “Ética a Nicômaco” .  Segundo esse filósofo, a ética e a solidariedade, a cuidado do outro, a generosidade, são virtudes e valores morais e humanitários que carecem de ensinamento pelos pais, tutores, mestres. Toda criança nasce aética e amoral. Ela não tem discernimento em saber, em distinguir o que seja bom e ruim para ela e meio social. Ensina-se ética e não nasce ética.  

Existem filhos e filhas, que se eles cuidam de um pai idoso e invalidado total, física e cognitivamente, muitos desses filhos/filhas o fazem pela chamada coerção de consciência. Em outros termos: dada a formação que tiveram, sua consciência ética e de empatia é frágil e débil. Alguns tornados já adultos, cuidam de idosos do domicílio comum porque são por vezes até impelidos por crenças místicas, doutrinárias, espiritas, por exemplo. Praticam assim, a chamada ética ou cuidado impelidos por uma coerção moral e social. A chamada ética de coerção em lugar da ética do coração, aquela aprendida por pais e tutores bem comprometidos e engajados na formação de filhos e filhas, desde a tenra infância. imaginemos apenas o contrário: aquele lar, aquela família, cujo chefe da casa é um adicto etílico ou outras substâncias, descolada da educação padrão dos filhos; e para completar uma mãe de baixo cabedal cultural, tolerante e leniente com as rebeldias e desocupação dos filhos e filhas. Que tipo de gente resultará dessa família e pais? Dá de se imaginar. Não é mesmo?

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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                 DEFORMAÇÃO PERSONAL E LABORAL

 

Existem as famílias das chamadas contra-ética e contra-educação na deformação a malcriação de um filho (a). São os expedientes da tolerância e leniência. Não é incomum encontrar esse modelo educacional. São aquela mãe e aquele pai que criam gestam uma criança, por vezes planejada, e essa cria, filho ou filha é tratada como se fosse um adorno, um bibelô e enfeite. Apenas isto. Nesse contexto, essa criança, esse infante, destituído que nasce de conhecimento, zerado de qualquer informação do mundo que o cerca (lousa em branco) vai, aos poucos, sendo informado do ambiente onde é criado e engordado. A família será esse microcosmo marcante e decisivo no que vai dar essa criança quando adulto, se cidadão do bem e produtivo ou um inútil.

Essa tese de que a criança nasce analfabeta absoluta, e vai captando tudo do meio circundante, vem dos filósofos empiristas: á a experiência, o treinamento e repetição que vão construir o indivíduo. foram filósofos empiristas:

·         Francis Bacon: é considerado um dos precursores do empirismo antes mesmo deste tornar-se uma corrente filosófica, já que ele é um expoente do experimentalismo;

·         Thomas Hobbes: o autor, influenciado também por Aristóteles, propunha que o conhecimento humano advinha das sensações ou dos sentidos;

·         John Locke: chamado de “pai do empirismo”, faz parte também da corrente do liberalismo e do contratualismo;

·         George Berkeley: é um filósofo irlandês que formulou o que ficou conhecido como “empirismo idealista”, propondo um imaterialismo gerado a partir dos sentidos;

·         David Hume: foi responsável por dar um novo fôlego ao empirismo, radicalizando alguns

Revisitando os enunciados desses grandes luminares de Humanidades, dá de se ver o quanto cada pessoa é o corolário da educação recebida da família: em primeiro lugar da mãe (biológica ou adotiva); do pai cúmplice e compartícipe na fecundação, criação e formação dos filhos; e demais colaboradores como babás, parentes, avós, tios e tias, madrinhas e padrinhos; colegas de escola, e todas as demais relações sociais, culturais da pessoa. É o princípio sociológico e Psicopedagógico do meio construindo o sujeito.

Tornemos ao tema central deste artigo. A deformação personal (personalidade) e laboral da pessoa, a partir do estilo antiético e anti-educacional do filho (a). Nessa consideração, a fecundação, a geração, a criação e engorda de um filho em muito se assemelha à produção e criação animal. E justiça seja feita; conforme o poder financeiro e cultural dos tutores (“pais dos bichos”, certos pets são criados e mantidos com mais conforto e cuidado que certos filhos. Tendências de tempos modernos!

A comparação de se criar um filho nos moldes e sistema de um pet é bem pertinente. Qual a principal finalidade de muitas mulheres, predominantemente, em adotar um pet, um cachorrinho, um gatinho? Adorno e brinquedo doméstico e pessoal. Tanto que esse animal irracional sofre o tratamento antropomorfizado. Ele tem nome de gente, tratamento de filho ou filha, vive no interior das casas e dormitórios, tem festas de aniversários e até acreditem, cruzamento conjugal cerimonial! Os humanos chegaram a esse estágio bestial. E existem uma indústria e mercado exploradores dessas insanidades mentais e sociais.

Para se chegar à deformidade de personalidade e laborativa, lato sensu, de uma filha ou filho, basta que sigam os pais essas contra-diretrizes educativas: mimos e privilégios desde a 1ª infância, os melhores pratos de comida, ares-condicionados nos quartos, celulares sem limites, é proibido contrariá-los, mimos e mais mimos. Pronto, ter-se-á um marmanjo ou folgazona por muitos e muitos anos. Pessoas inservíveis e bem servidas. São os frívolos e inúteis da família. E não esqueçamos um slogan de certo pensador: na vida, em geral, em se tratando de bens de família: o avô funda uma empresa ou patrimônio, o pai cresce esse ativo e patrimônio e os netos ou netas herdam e afundam a herança; tudo se acaba! Porque é muito visto de fato esse comportamento: filhos que foram malcriados, malformados e inúteis. Social e laborativamente.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

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E quando vi a cara dela. Ah, as palavras, como elas nos enriquecem com aquilo que queremos dizer. E do outro lado, o alvo do concreto e direto, nada entende. Foi em uma efeméride inopinada. De soslaio, logrei que sicrano e fulana e beltrano me olhavam. Ela que se titula inelutável em seus tentos. E se tento?

Como perder essa oportunidade. Como luto, me transformo também. Pode ser! Ao revés. Numerologia 42. Ah, bem-posta, calendas gregas ajudam! Se me olham! Por que também não olho? sem mó, nem molho!

Dizem que metáforas e sintaxe combinam! Anna com luto. Com luto! Imagine esse azo desazado! Mais que arguto, devemos ser devolutos. Imaginem essas tais e quid gente! Que a pretexto de elegância dormem, comem, se refestelam e convivem, comensais com canídeos e felinos. Antropomorfização! E se dizem doutrinárias e místicas. Palavras de ordem, mágicas, impolutos gestos!

No íntimo, com esputos e solutos intentos! Deus sabe! Perdoa!

Como soluto! Se falo em Ana-co-luto, faço-o aqui sem anacoluto vil e sutil. Passado o passamento! Que tal aquela feijoada, aquele rega-bofe. Comes e bebes. Sem ligação. Apenas legação!

E vem o tal fraterno, dissimulado, bem colado em seus tentos. Tento e não me convenço das prédicas. Devoluto e dissoluto. Ah, só mesmo sendo convoluto com tanto anacoluto. Ana-co-lutos! Entende-se. Numerologia dística 42-10-52

 

João Joaquim  

 

 

 

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DESCARAMENTO E CARA-DE-PAU

 

Ao fazer essa análise, tanto melhor buscar o que dizem a Sociologia e a PsicoPedagogia. Dizem essas Ciências que o animal humano se faz e é feito de duas heranças fundamentais: uma herança genética e uma herança social-familiar. O que traduzindo para mais clareza é assim: da fecundação e embrião trazemos uma carga genética. Nascido o indivíduo, ele será construído e feito paulatinamente, na proporção e qualificativos da educação recebida. A primeira referência de forma massiva e determinante se dá pela mãe. E essa construção a cargo e indelegável da mãe começa na vida intrauterina.

E esta instrução, formação, preleção oferecida pela mãe ficarão para sempre impregnada nos neurônios, no cérebro, nas sinapses e circuitos de memória da pessoa. Porque uma criança nasce como um ser analfabeto absoluto em tudo. Ela (criança) nasce desprovida de qualquer informação dos gestos mais rudimentares como um sujeito social, civilizado, ético, comportamental. Se a criança é criada por uma mãe xucra, tosca, vilã, de poucos predicados éticos, sociais e culturais! Imaginemos! Qual a chance dessa criança sair diferente? A escola da vida diz: filho de peixe, peixinho será!

Vamos nessa proposição cientifica das citadas Ciências, imaginar; em tese, para contextualizar: uma tal mãe, de poucos pendores e cabedais culturais. Que mal lê uma revista Caras ou propagandas da Indústria Avon ou de mesmo gênero cosmético e pinturas de cílios, sobrancelhas e boca. Tal mãe que traz o celular como uma extensão anatômica, do qual não se descola o dia todo. Cuja maior ocupação diária sejam as redes sociais como Instagram e Tik Tok. Que ri, compartilha e regozija com as futilidades do Instagram, em vídeos e reels, 24 horas por dia. Como sairão as filhas dessas mãe, referência e modelo de vida para essas filhas? Os leitores e leitoras, adivinham? Difícil, não é mesmo?

Ao caso concreto para bem ilustrar, porque é por demais encontrado em nossa sociedade atual. Falemos aqui do chamado descaramento ou caradurismo, pessoas tituladas pela populaça ou vulgo de caras-de-pau. E para melhor compreensão, vamos ao Aurélio ou Houaiss. 1-Descaramento: falta de vergonha, de pejo, descaração, descaso, desfaçatez; 2-ato, modos ou dito próprio de indivíduo (homem ou mulher) sem pudor e sem vergonha, impudência, insolência, desaforo.

O exemplo social cediço e encontradiço é daquela jovem mulher, saúde de ferro e porejando energias de alto a baixo, corpo escultural, sarado e malhado em academias e nutrida com boas comidas e suplementos proteicos e creatina. Essa dita e redita criatura é capaz de chegar de surpresa na casa de outra pessoa a quem chegada por laços afetivos e bem acolhida. Anfitrião essa já idosa. Essa refinada e repimpada visita, chega, come e se farta do bom, do capitoso e saboroso prato a ela servido, iguarias do gosto e de 1ª qualidade. E mais, incensada com os melhores termos de afetos e consideração.

A demonstração do descaramento se faz na fase do quilo ou digestória. Porque imaginemos, anfitrião sem empregada doméstica, que se queime até os dedos e aspira fumaças. Eu com isso, não é mesmo! Mesa servida, saborosa. A jovem se refestela e repimpa, até deixar restos no prato bem servido. Ingurgitada e empanzinada. Quem lava as louças sozinha? A anfitriã idosa e saúde alguma coisa não igual da visita comensal. E esta descaradamente, levanta da mesa leve e repimpada e saciada. E vai conferir os posts e futilidades do Insta!

Imagem de nossos tempos! E mais, deve ser inocentada essa e tantas outros e outros comensais, os fila-boias e energias e ativos alheios. Existe um pecado original trazido por essas pessoas. O pecado da educação recebida de mãe e família. Deseducação originária. Basta revistar a biografia e estilo da família. A Sociologia e a Psicologia familiar explicam. Não é nada novidadeiro, se olhar a biografia dessa robusta e corada jovem. A biografia da mãe. Nada espanta que seja uma baranga, truona e xucra gente, que investe grande tempo de seus dias e vida, em celular, redes sociais, tik tok, instagram.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

 

 

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FILHOS (AS) ETERNOS DEPENDENTES BY

 

 

Aqui pelas bandas do Nordeste, mas também em outras regiões desse imenso Brasil, há o estilo de educação de filhos, dito feminilização do menino, que depois se torna o adulto afeminado. E já de imediato, faz-se um aparte explicitante, nada a ver com a homoafetividade. Em que pese, o estilo de criação e formação do menino ou menina, contribuir para sua preferência sexual futura. Se tornar homossexual, homoafetivo (a).

É bem sabido, conforme pesquisas científicas e ensaios clínicos e sociais que o homossexualismo tem diversos fatores causais. A começar por múltiplos genes, e a contribuição do meio social, com o chamado estilo educacional recebido pelo menino ou menina. Sob essas luzes das Ciências, não há mais o que discordar. São vastas contribuições científicas e ensaios irrefutáveis.

O que se quer demonstrar aqui nesse breve e expressivo relato é a contribuição que uma educação familiar de excessiva proteção, estendidos mimos e tolerância pode formar os chamados indivíduos afeminados (meninos), ou meninos e meninas como pessoas frágeis, inseguras, dependentes para os afazeres, os expedientes mais comezinhos da vida, como a independência profissional e financeira, sequer incapazes de gestão da vida pessoal. Existe um grupo de moços e moças que não querem pular a adolescência.

Essa maneira de educação em formar adultos homens afeminados ou meninas e meninos em pessoas frágeis, inseguras e imaturas, essa educação (ou deseducação) se faz com as seguintes características: são crianças criadas com excessivos mimos e nobreza. Sãos titulados príncipes e princesas dos pais e da casa, dos avós, de madrinhas e outros bajuladores dessas admiráveis criaturinhas, que ninguém o nega, a inocência de fato é admirável!  

Uma demonstração desse nocivo e desconstrutivo jeito de se formar futuros adultos frágeis e dependentes se vê nas datas aniversárias das crianças assim criadas e educadas. Há um clima e um cenário de castelos e espaços festivos de fantasia, do faz-se de conta. Tipo a terra do nunca ou “neverland”, ao modo como fazia o pedófilo e pop star Michael Jackson (1958-2009), com seu castelo (neverland), como atrativos para crianças.

E assim vão sendo tratadas essas crianças. Todavia, elas começam a crescer, adolescentes. Mas, se negam a pular de estágios. Porque esse mundo e tratamento a elas dispensados estão prestes a desmoronar e ruir. E elas/crianças criadas com essas mentiras se negam a perder esses tratamentos principescos e de princesas. Sininhos, príncipes e princesas. Peter pan.

Que mundo bom! Resultado: o tempo passa, mestre da vida. Filhos e filhas que não adulteceram! Filhos e filhas afeminados, frágeis, inseguros, dependentes de tudo! Incapazes de atingirem autonomia plena e produtiva. Nem e nem. Nem trabalham nem estudam, quando tiram algum diploma, este vai para o canudo e torna bolorento, como um investimento negativo feito por familiares. E com o tempo. Que fracasso! É assim aquele tipo de indivíduo, que nada tem a ver com opção sexual, mas que pode contribuir. Cheio de maneirismos, infantilismos, que nunca experimentará uma vida de adulto de forma plena e madura. Oh, céus, oh, vida. Oh azar!  São os desadaptados em tudo. Portadores por vezes da síndrome do coitadismo! Mais azar! Não é mesmo. Sempre haverá alguém protetor para os acolher, os admirar, os mimar. Maligna retroalimentação moral!

 

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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SINDROME DO COITADISMO by

 

Existe a chamada síndrome do coitadismo. É fato e não fake news. A estudada síndrome do coitadismo, também dita síndrome de menos-valia é muito estudada pela Psicologia Social e Familiar, na questão do padrão educacional de filhos e filhas. Na vida adulta como a menos-valia ou síndrome do coitadismo vai se manifestar? Déficit de atenção e memória; Falta de motivação ou energia;

Perda do prazer ou interesse nas atividades; Alterações do sono, apetite e humor. Vai-se criando para a pessoa alvo esse perfil, esse estigma.

O diagnóstico psíquico e social do coitadismo, costuma ter imbricações e íntimas conexões até com crenças e induções místicas/doutrinárias. Toda educação mambembe, frouxa, tolerante e por demais protetora, todo esse estilo de criação de educar filho e filha, pode estar perpetuando o seu infantilismo, sua natural puerilidade (normal na infância). Entendamos bem essa tese: uma criança, conforme a idade é natural ser tratada como criança, conforme sua baixa idade. Entretanto, há limites desse infantilismo. Infantilidade ou puerícia é normal e fisiológica para uma criança de 4 anos, 6 anos. E não tratamento inocente a um menino ou menina de 10 anos, 14 anos, 16 anos.  

Conta-se, assim o dizem contemporâneos, que o grande irlandês Oscar Wilde (1854-1900) recebeu quando criança tratamento a incutir-lhe a síndrome do coitadismo ou menos-valia. Tipo, excessiva proteção materna, isenção de esforço laboral doméstico ou externo, comum na época, e sempre coberto de mimos e afagos, “senta colo de mamãe e outros tratamentos pueris”. Quando adulto pagou duramente pelo perfil, porque se tornou gay, ou fermentado a se tornar pelo tratamento infantilizado. Mas, eis que teve um inspirador insight, e tornou-se um dos maiores artistas e escritores de seu tempo. Cumpriu dois anos de reclusão e trabalhos forçados por ser gay. Uma ignomínia de qualquer época! A homofobia hoje é criminalizada e tratada como injúria racial. Evoluímos!

O que nos dizem as Neurociências e a Psicologia Positiva é que a contribuição genética ao homossexualismo existe. Entretanto, há muita influência mesológica do microcosmo familiar. É possível que o indivíduo nasça com mínimos genes gays, os quais somados ao estilo de criação, filho ou filha pode se tornar gay. Não existe reversão nem cura gay. Seria a ineficácia de tornar-se um hetero em homo.  Hoje, sabemos que tais atos abjetos são, além de claras violações aos direitos humanos, anticientíficos. A sexualidade de alguém não é uma doença e é impossível mudá-la à força. Nosso Suprema, assim também já definiu.

 Falemos agora sobre a inveja, crônica ou eventual, os aspectos positivos e negativos deste sentimento e as contingências que o faz surgir no ambiente social, familiar, redes sociais, etc e tal. No âmbito profissional, causando prejuízo para as pessoas e para as organizações. Fecham o trabalho com sugestões para lidar com a inveja incluindo sua transformação em algo positivo. De que forma?

Existe a chamada inveja eventual positiva ou santa. É uma pessoa sentir inveja de uma condição social, um status admirado; ou a posse de um bem, um dom, uma habilidade artística, cientifica. Nessa hora, sentir inveja, e não ficar só na inveja, mas a busca enérgica na mesma conquista, em uma rivalidade justa, honesta e benfazeja. Esta inveja é um sentimento construtivo, engrandecedor porque leva a pessoa a esse desafio da mesma conquista.

Em vem então a chamada inveja maligna, tóxica, venenosa e desconstrutora da imagem da credibilidade, da honra, do estado social, cultura e de sucesso de outra pessoa. Esta inveja tóxica e maligna está inserida no cenário das fofocas, das maledicências, do eu vou dedar ou delatar, porque assim eu me reforço pessoalmente ante algumas pessoas que me admiram, de quem eu dependo em receber afagos, mimos, ajuda de custo, presentes, etc, etc e tal. Bom né. Vide redes sociais, os celulares, Instagram, WhatsApp. Repletos de nulidades e frivolidades. Nunca se viu tanta fofoca e maledicências como  em tempo algum!

EM resumo, falados foram a síndrome do coitadismo, o fabrico de um gay, da inveja santa e da inveja maligna! Bom, não? Esclarecedor e provocador.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

João Joaquim     

 

 

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DOS CASCÕES E SUJISMUNDOS BY

 

Em verdade existem vários indicadores e atributos de civilidade e disciplina das pessoas. Civilidade aqui é um termo genérico abrangente de muitos outros itens e predicados da pessoa. Um desses é a capacidade e polidez nas relações sociais as mais variadas. A começar no microcosmo familiar.

A família é esta mini sociedade onde o indivíduo além de aprender sobre civilidade, ética e generosidade, ele vai incorporando os valores como cidadão. Cada pessoa é a consequência do padrão social e civilizatório de mãe e pai. Destaque especial para a mãe, como primeira e determinante educação ética e social do filho (a). Mãe tabaroa ou tabajara não vai ter filhos de raça.

A pessoa é fora de casa, de seu domicílio, o que ela é como integrante e cria (crescimento e educação integral) dessa família. Bem comparada, a pessoa se torna como a abelha para a colmeia, operosa, obediente e obreira. Ou como vespa venenosa e produtora de mal; tipo um marimbondo, capaz de ferroar e atacar, e nada além desse instinto de só laborar para a sua colmeia, na preservação da espécie. Fácil não é!

Vamos a alguns outros atributos e expedientes que bem ou mal caracterizam o grau de civilidade ou disciplina da pessoa.  Quando a referência é disciplina, pode-se abrir uma enorme chave, porque são muitos aspectos da existência e estadia do indivíduo na sociedade, família e mundo. Uma questão bem comezinha e da ordem diária. A higiene em tudo que a pessoa faz e produz. Não é demais lembrar que o padrão higiênico da pessoa está intimamente ligado com sua saúde e saúde de pessoas próximas e da intimidade.

A higiene, vai muito além da mera e rotineira higiene pessoal, banhos, escovação de dentes, limpeza e lavagem de calçados, vestes sempre lavadas e bem passadas, cabelos limpos e bem penteados. Basta sublinhar um item marcante no grau de civilidade da pessoa no correto acondicionamento de seu lixo pessoal, tanto os de alimentação; e o mais contributivo e civilizado: a destinação adequada e segura desse lixo. Quantas questões de saúde, contaminação, feiura e agressão aos espaços domiciliares, condominiais e urbanos. O lixo é um grande reservatório de pragas como roedores, insetos, animais peçonhentos como cobras e aranhas e viveiro de uma infinidade de doenças.

Se existe um espaço privado que bem caracteriza o grau de civilidade humana e disciplina da pessoa é a sua morada. Entre em uma casa de amigo ou parente, mas de surpresa. Veja os móveis, piso, sala de estar, a mesa e baixela servidas para um lanche e almoço. Se ainda há dúvida sobre o esmero e cuidado desses residentes quanto à higiene comum e pessoal, existe um truque infalível: peça para usar o lavabo, o banheiro/toalete. Pronto, aqui se define com grande acerto se essa pessoa e membros da casa são civilizados, higiênicos e organizados ou autênticos sujismundos. Infalível teste.

Por último, um registro muito visto e presenciado nesses propalados tempos digitais. Trata-se do chamado desregradamento no estilo de viver. Os tipos sociais e familiares ilustram bem esse estado de vida. Há uma dissociação entre a postura da pessoa no seu ambiente público ou de trabalho e na sua vidinha privada, particular, familiar, pessoal. É na prática o exercício do princípio: faça o que eu mando, mas, não faça o que eu faço.

Como modelo dessa gente, imagine aquele homem ou mulher, que se se chega em casa dessa pessoa e precisar de um copo d’água, deve-se pensar duas vezes, dada a precária higiene da casa e pessoal. A começar pelos odores fétidos e pestilentos deixados pelos pets da casa. É a antropomorfização dos bichos. Marcas encontradiças de nossos tempos. Os lixos e excrementos desses amados pets, de tais pessoas, costumam ser cultura para larvas e insetos.

E vem a dissociação desse jeito nocivo, desregrado e fedorento de tocar a vida. Alguns desses tais e quais indivíduos, homens/mulheres, costumam ser dados a práticas místicas, espirituais, religiosas, verbalizar ou postar no Instagram palavras de ordem, de cunho sagrado. Agora, como última reflexão aplicada a esses tipos antissociais e fétidos, tendo em consideração que nosso corpo é a morada da alma. Como deve se sentir a alma dessas pessoas, em um lar tão fedorento e pestilento, em uma pessoa tão porca e sujismunda! Como aceitar!   Nossa casa e nosso corpo não são a morada de nossa alma. É de se pensar que essa alma não se sinta bem nessas casas e corpos. Vade retro!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

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INDEX DE CIVILIDADE BY

 

Existem vários indicadores de civilidade, de qualificação ética e moral pessoal. Em se tratando sem rodeios ou circunlóquios das características de cada um.  Não importa quem seja essa figura humana. Se é gente comum e raladora na provisão até da própria sobrevivência e autonomia; e até considerando aquelas pessoas com elevado status social e/ou funcional; seja na vida pública ou privada. Gente que banca a própria sobrevivência e contribui no orçamento, cuidados e proteção de outras pessoas de seu entorno familiar, ou seja, gente normal, que nasce, existe e busca alguma essência!  

Porque pode-se assim estabelecer ou classificar as pessoas nesses quesitos, tendo em conta a sua estadia onde mora, no seu meio ou entorno residencial e/ou condominial e até para a sociedade ou grupos fora do domicílio. Nesses termos existem os seguintes tipos humanos/sociais, nesta ordem: grupo a- pessoas que nada produzem e dependem de alguma fonte recursal para viver, algumas sequer têm algum trabalho informal dentro ou extradomiciliar; b- pessoas que até trabalham e produzem alguma coisa mas, apenas para seu sustento e manutenção; c- pessoas que produzem, trabalham, laboram, se voluntariam, são gentes que além de sua autonomia pessoal e material dispensam energias e recursos, gastos para outras pessoas, da própria casa onde moram, comem e banham e mesmo se necessário ajudam gente fora do domicilio; d- pessoas que muita vez trabalham, detém bons cargos públicos ou privados, são bem remuneradas, todavia portam o cacoete, a balda, os ludíbrios típicos de golpistas, exploradoras das energias, da ingenuidade e recursos de outros pessoas, essas são também classificados como expansivas e folgadas.

Esses tipos sociais, mercantis e produtivos ou improdutivos, assim o são e assim se comportam, a depender do cabedal, do padrão (ou não padrão) da educação familiar que receberam. Porque é bem cristalizada e provada esta estreita relação: o sujeito traz muito consigo o que é sua família, o grau cultural e escolar de seus pais. Pai tabaréu e mãe casca grossa tendem a gerar filhos e filhas da mesma igualha. É a lei da proximidade ética e cultural com a família. Princípios inelutáveis e inexpugnáveis. Uma vez adulto e maduro, torna-se quase impossível aprimorar o caráter e personalidade da pessoa.

Mal ou bem comparada, assim afirmam cientistas da Educação Integral do indivíduo (família), e outros nexos como entorno social, relações sociais desde a infância; mal ou bem comparada, a criação, engorda (crescimento), instrução e formação social ou escolar do indivíduo se faz de mesmo modo que se doma, amansa e instrui um cavalinho, um potro, um burrinho. Uma vez crescidos, estes animais se tornam insusceptíveis de qualquer amanso, doma ou treinamento. São corcovos, pinotes e coices em todos que os molestam. Assim se dá com o caráter e comportamento social ou antissocial do sujeito.

O que mais intrigam sociólogos, psicólogos sociais e educadores é como esses tais e quais indivíduos dos grupos a e d, vivem em plena normalidade. Dá de se ver quando esses folgados e expansivos estão em patuscadas, em orgias alimentares, em folguedos, brincos e comezainas. Eles brindam com suas vítimas. No íntimo devem se achar os tais e quais em acolhidas e admiração. Nem a psiquiatria os explicam de forma convencível.  

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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Ah eu não levo jeito para cuidar de pai idoso

 

João Joaquim 

 

 

O CUIDADO DO CORAÇÃO E O CUIDADO DA COERÇÃO BY

 

 

Falemos aqui neste sucinto texto sobre a educação de filhos e filhas na questão do cuidado. Essa educação do cuidado dispensado ao parente carente deve abranger o cuidado do próprio filho (a) e sobre a generosidade ou voluntarismo (filantropia) com pessoas idosas e frágeis da família, ou na condição de institucionalizado/acamado permanente, incapaz de se locomover, enfim, com invalidez irreversível: sequelas de toda ordem, AVC, fraturas de membros inferiores, demências!

Assim que esse filho (a) estiver já de adolescente para jovem, a ele deve ser ensinado e treinado, de forma prática mesmo. Tal instrução pode ser feita com alguém da família carente de ajuda, de auxílio nas necessidades de sobrevivência: alimentação, banho, companhia para diálogos ao gosto desse idoso (a), administração de medicamentos nos horários corretos etc.

Esses quesitos da chamada ética e relações familiares, isto é; das solidárias e construtivas relações interpessoais domiciliares, esses quesitos mostram o quão significativo é a Educação do indivíduo, tanto útil e ético para si como para as circunstâncias parentais, para o contexto caseiro comum. Vamos imaginar um filho ou filha que tudo tem ou teve em sua juventude: comida pronta, roupas limpas e passadas, camas e banheiros sempre limpos. E não dividir sequer a manutenção dessa casa comum. Inaceitável e incompreensível!

Quantas não são as famílias em que se vê um e outro membro, filho, irmã, que adota o chamado estilo derrapante/escorregadio de suas responsabilidades em dividir de maneira equânime (em ânimo, entusiasmo e energia, gastos) os cuidados e deveres parentais de um pai ou avô decrépito.  Uma mãe inválida. 

E vem as esfarrapadas desculpas, explicações do não compartilhamento nessas tarefas do cuidado, do zelo humanizado e ético dessa pessoa idosa, agora por vezes na terminalidade da vida. Ah, sabe, como é! Eu não tenho muito jeito para esses cuidados. E tais injustificadas razões não ficam de pé e nem convencem as medianas inteligências. Porque imagine! não saber dividir os cuidados mais básicos, que a pessoa faz consigo própria, comer, tomar banho, vestir. Será que essa pessoa saudável e robusta, na sua casa precisa de ajuda de alguém para comer, banhar e se vestir? Sem argumentos! No mínimo.

E para concluir essa minúscula resenha sobre cuidado e voluntarismo. Nessa circunstância, não importa quem foi essa pessoa agora debilitada e fragilizada em sua saúde física, orgânica ou mental. Não se deve olhar o possível passado de vícios ou desleixo familiar em que viveu esse parente agora incapaz!

Na vida existem dois gêneros de ética e solidariedade. A ética do coração, a que se faz com desprendimento, sem preconceito, sem nojo e repugnância do estado físico e debilitado do outro. E há a ética por coerção, a ética ou cuidado que se faz por uma imposição moral e social, pelos olhos e cobrança de quem precisa de assistência e do olhar do outro cuidador que por vezes o faz quase sempre sozinho, por amor e livre desprendimento, pela simples vocação do cuidado. Temos aí a ética e generosidade do coração; e a ética por coerção moral e social.

 

João Joaquim  

 

 

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QUERÊNCIA E MALQUERÊNCIA BY

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

Certa feita trocando ideia com um parente e amigo de longos anos aqui do Piauí, esse afetuoso primo me confidenciou que queria minha opinião sobre uma questão de relação parental. O ponto nevrítico era que uma família, de vários membros, em cuja casa volta e meia fazia uma visita, em função dos mais idosos. A casa se compunha de alguns religionários com quem esse primo não tinha muita afeição e achegamento. E disse-me do que o deixava vexado e intrigado. É que houve um desses parentais que relatou para esse gentil e generoso visitante, que este não era muito bem-quisto naquela casa.

Feito a confissão, disse a esse amigo primo: faça uma consulta com algum psicólogo, um terapeuta familiar e dissolva logo sua preocupação, essa mosca volante em sua consciência. E indiquei-lhe um habilitado profissional de terapia individual. Profissional especialista em Psicologia Social (familiar), que fazia um trabalho de Constelação Familiar. Porque há terapias especializadas para tudo.  Pais/filhos, escolar, conjugal, parental, alienação parental, discriminação social e parental, etc.

E assim, foi feita essa consulta, na chamada exegética social, relacional, parental e não parental. Método este empregado por essa profissional, que vale até citar o nome: Psicólogo PhD, Leôncio Ávila do Amaral, Constelador Familiar. Foram feitas duas sessões psicoterápicas, e alta definitiva, resolutiva.

E contou-me o primo das técnicas empregadas e método persuasivo/resolutivo. Na entrevista terapêutica, houve mais inquirições/ arengas, concernentes à personalidades e modus vivendi dos supostos malquerentes da família parental.

O grupo familiar onde incluso os malquerentes, se compunha de 7 indivíduos, inclusos os idosos. O primeiro malquerente, nunca teve trabalho fixo, leva uma vida no estilo sibarita ou portador de bandeira de veniaga. O segundo malquerente, na esfera laboral e produtiva, item; sequer gerava provisões de sua autonomia e essência.

Um terceiro malquerente, item, proforma aos dois anteriores e mais: se dedicava aos estratagemas midiáticos e com prol faças, se deliciava nos tricas e futricas da vida alheia; tipo “por não ser e não ter o que tu tens, sinto raiva de tua existência”

E ainda um último malquerente que além de bandeira e slogan de sinecura, se deliciava em imiscuir com outros comensais, e viver como súcubos e íncubos; e ainda praticar os esquemas de MMA. Eram golpes e cruzados de fazer uma santa inveja naqueles de mesma igual e focos lucrativos! Cáspite, irre!

E na conclusão, referiu e traduziu o exímio terapeuta: sinta-se agraciado, porque ser malquerido, por tal, quid e quais pessoas desse quilate e caráter, é favor, e você deve os agradecer. Por que imagine, se fosse o contrário, se esses indigitados gostassem de você. De fato, e de feito!  Resolvida o malquisto!

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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Existe a diversidade humana em tudo. Não apenas no fenótipo e na genética. Mas de mesma densidade e amplitude em outros quesitos da constituição do indivíduo. E é justamente nessas características que se acha imersa a beleza da espécie humana. Essas nuances são observadas mesmo em etnias com poucos cruzamentos genéticos. Caso daquelas sociedades de muitas semelhanças fenotípicas e genéticas entre os indivíduos. Os mongóis, os caucasianos, os indígenas, os orientais. Já nós brasileiros, quanta miscigenação. Somos descendentes (cruzamento) de várias etnias. E isto, ao que parece não é mau, é bom! Entretanto, há controvérsias sobre essa miscelânea genômica, tema de outros artigos e pareceres.

Este preâmbulo aqui citado é o mote para a questão ainda de diversidade humana, mas em valores e características abstratas, da constituição comportamental, psíquica e de personalidade da pessoa humana. O tratamento e digressão aqui em comentário, referem-se à constituição e natureza social, moral e intelectual do sujeito. Quando se fala da natureza biológica do indivíduo, existe muitos liames com outras espécies. Muitos são os instintos dos irracionais compartilhados pelos humanos: o instinto de comer, os reflexos defensivos e de preservação do indivíduo e da espécie/ são questões de ontologia e filogenia. Também tratadas em outros textos.

No concernente aos quesitos de constituição psíquica, social e moral do indivíduo de per si, muitas são as variações. E essa variabilidade entra no processo de adaptação ou desadaptação da pessoa em sociedade. Alguns atributos valem ser citados. É muito pertinente a citação de Ortega Y Gasset: (1883-1955) “ O homem é o homem e sua circunstância”.

A boa ou má adaptação do indivíduo em sociedade, a começar pela micro mas, marcante sociedade familiar dependerá (esta má ou boa adaptação) a diversos fatores. Entre estes os valores culturais, éticos e sociais de mãe e pai. A família é a primeira e eterna escola de formação do indivíduo. a mãe exerce esse protagonista. Há quem defenda que a educação de uma criança com o nascituro, o filho ainda intraútero.

Sabe-se que a carga genética é quase imexível. Mas, dá para melhorá-la quando surge surgem os desvios ou anomalias congênitas de natureza comportamental ou moral do indivíduo. O caráter, a personalidade, as disposições laborais ou intelectuais da pessoa trazem tendências e inclinações determinadas por genes específicos. Algumas virtuosas, algumas desviantes e viciadas.

Para concluir essa breve resenha alguns modelos de marcos genéticos e fenotípicos: as condutopatias, as sociopatias, os desníveis de caráter. Quantos desses indivíduos por uma questão de Direitos Humanos são tidos e aceitos como pessoas normais. Em um crivo rigoroso, muitos desses tais e quais receberiam um diagnóstico. Mas, é politicamente incorreto. E fica assim.

Ao longo da trajetória da sociedade, alguns tipos sociais e comportamentais foram sendo incorporados como normais e fisiológicos. Tome-se o tipo de indivíduo gay. A sociedade é por demais discriminadora e   rejeitadora. Está no consciente coletivo de cada pessoa. Foi então que o Estado e sociedades humanas, de direitos humanos, estatuíram-nos como normais e de mesmo direitos de heterossexuais.

Tome-se outros modelos de gente: um cleptomaníaco. Este é gente normal e padrão? Em lugar nenhum. Mas, por vezes é tratado como tal, porque o finório consegue um louvor, um certificado laudatório. Não, não! Éle é doente! E fica por isso. Outro tipo, o caloteiro, o sujeito Calixto e calista! Por vezes, origem genética. Mas, existe os finórios e sagazes, dissimulados. Mas, caloteiros. Eles quando genéticos, trazem a mesma natureza do cleptomaníaco. Enganam, enganam e sorriem! Porque enganam muitas pessoas ingênuas de seu convívio e entorno social. E sempre alegres e felizes.   

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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“QUEM AMA EDUCA” BY

 

Quando nós lemos, nós os que leem, naturalmente, quando lemos e estudamos os grandes cientistas da psique, da personalidade humana, do caráter e organização emocional das pessoas, nós temos mais compreensão de tantos desníveis do padrão de normalidade de cada pessoa de per si. E atenção! Nem se fala aqui de pessoas doentes psiquicamente e/ou psiquiatricamente. Vamos colocar em comentário aqui aqueles indivíduos, homens/mulheres, que não têm nenhum diagnóstico nas especialidades de saúde mental. Entretanto, se fizéssemos deles um escrutínio bem rigoroso, certamente a própria psicanálise ou psiquiatria teria dificuldade em tipifica-los como normais. Dadas as esquisitices que temos.

Vamos tomar aqui um caso clinico e/ou social concreto. Sujeito já na madureza da vida, pelos seus 60 anos e pico. Indivíduo que tem algumas morbidades ou fatores de risco que o coloca em permanente risco de desfechos mórbidos. Ele vai ao médico periodicamente. Na consulta o mesmo blá blá blá. E vai e volta, e vai e volta. Nenhuma das mudanças de estilo de vida, de adesão terapêutica o sujeito adota. Ou seja, dá vontade de ser curto e grosso, desisto de você. Você é um hipocondríaco, chato, que se automutila. Some de mim! São exemplos que se vê em consultórios (relato real, de João Joaquim, cardiologista).

Vamos aventar e não inventar, porque exemplos concretos não faltam. Imagine aquelas pessoas que tudo que se diz respeito a elas, de futilidades, de regalos, prazeres da boca e do baco, ou melhor da glutonaria e libações de toda ordem: Coca-Cola em profusão ou aos litros, sabem tudo dos prazeres; onde se come do bom e do melhor, de preferência às custas de gente boazinha e ingênua. Em poucos termos, tudo que é de sua satisfação do luxo e do bucho elas têm toda expertise e energia. Agora, se é para trabalhar, de produzir a própria subsistência. Ah, não. Aí não é com elas. E nem se deve falar nesses assuntos, porque vira saia-justa! Um tosse sem tosse, franzimento de testa etc.

Mais a algum tipo social e/ou psiquiátrico. Imagine aquela pessoa que ainda com esse perfil acima descrito. Além desse perfil pessoal, ela é capaz de cuidar de sua aparência, de sua estética facial, cabelos, unhas, até botox, plásticas de tudo quanto cabe no orçamento. É também dona de um ou mais pets, cachorros sabe-se lá de que grau de higiene, se limpos ou fedidos. Porque há bicho que fede, vamos combinar, está certo? Agora, essa mesma pessoa é incapaz, por exemplo, de cuidar de pessoa parente idosa, pai/mãe/avô. Nem se fala aqui de voluntarismo, mas de dever e senso ético/humanitário pelo laço parental. Alguns desses tipos filhos ou filhas se auto intitulam como desajeitados, sem vocação para a coisa, para dar banho, de comer e companhia com essa pessoa que carece dos cuidados paliativos mais elementares de sobrevivência.  

Por fim, ainda existe um outro tipo social/psíquico, ou de personalidade que merece ser lembrado. E não são poucos, há mais essa. Trata-se daquela pessoa, homem/mulher, que não tem aptidão e expediente para viver com menos dependência ou zero dependência de outras pessoas. Atenção! Está aqui a se referir a gente saudável, saúde de ferro, madura ou jovem, que tem disposição e vitalidade para tudo quanto é prazer, patuscadas, farras e navegação 24 horas pelas redes sociais. Entretanto, essas desqualificadas pessoas deixam a impressão que não fossem outras pessoas de que exploram e sugam energias, elas morreriam. Já imaginou que tipo psíquico e social! Existem por aí.

É muito pertinente e convincente, o que disse, Abraham Maslow, renomado psicólogo norte-americano. Sob o prisma de voluntarismo e utilidade, existem dois tipos de gente: Pessoas servíveis e Pessoas inservíveis. Noutros termos, há de fato, por todos os lados esses desqualificados indivíduos. Gostam da chamada bona-chira, de mesa farta e apetitosa, de orgias alimentares, de serem bem servidos, de partilharem sempre do bolo ou torta de aniversário. Agora, não conte com eles para lavar as louças, para dividir a conta e muito menos para ajudar a cuidar de um pai ou mãe idosos. Ai, não é com eles. Bem explicado pela Psiquiatria. Esses tais e quais gostam de serem servidos e nunca servir alguém. E por último, um alerta e justiça a se fazer: muitas dessas pessoas, jovens e robustos (as), assim o são e assim se comportam não por sua culpa intrínseca e pessoal. Mas, concentradamente, são resultados de uma educação familiar frouxa, tolerante, servil, em bolhas e pálios protetores de pai e mãe, omissos e ingênuos. É consensual que ninguém nasce pronto. Faz-se com uma qualificada educação familiar, com orientação e diretrizes a uma vida cultural, profissional, de formação no que a pessoa se mostra desde as primícias da vida. Nunca esqueçamos do livro de Içami Tiba (1941-2015): Quem Ama Educa. Porque criar e amar o filho não é apenas torna-lo adulto sem uma formação integral, ética e civilizadamente.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

 

 

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INSTINTOS E GOZOS COMO PONTO GRAVITACIONAL BY

 

 

“Em algum lugar algo incrível está esperando para ser descoberto -  Carl Sagan (1934-1996). O certo e bem sabido, pelos que praticam as Ciências, é que quem segue os cânones das Ciências nunca é abandonado. A Ciência estará sempre ao lado de quem a segue com respeito e reverência. As superstições, o charlatanismo e fé cega estão reservadas apenas àquelas mentes preguiçosas, vadias e sandias! Gente que tem preguiça e leseira de ler, estudar, pernoitar.

As afirmações acima, são apenas no sentido de nos instigar a sermos pessoas melhores, gente que busca ir um pouco além de sua pequenez voluntária e improdutiva. Mais que isto, gente que faz um incessante esforço para ultrapassar e permanecer em alguma essência além da existência.

Porque quantas e quantas gentes, homens e mulheres fortes e saudáveis, cabeça com potencial de bons pensamentos e raciocínios abstratos; quanto desses nascem, atingem a mera e tacanha existência e ali ficam estáticos. Um diploma disso, daquilo, engenheiro, advogado, licenciatura. E seguem a vida, em uma mera produção de sobrevivência, com centralidade apenas nos instintos mais primitivos: tipo comer, se ingurgitar de vaca, porco, galinha, massas, refrigérios, farináceos, doces, o gozo libidinoso e lascivo! Quantos! Socorro! 

Estudos da Universidade de Camberra – Austrália, nos revelam a dinâmica social de muitas gentes, cultura, sociedade, indivíduos. Nesses termos: o indivíduo é o corolário de duas heranças fundamentais, uma genômica (mendeliana, poligênica), outra sociofamiliar (padrão criacional de um filho, negligência ou disciplina educativa, etc.). Fatores deterministas no caráter e personalidade.  

Esses estudos mostram em detalhes as origens de cada comportamento e expediente das pessoas. Tomem-se dois tipos. Observemos o apego que muitos indivíduos adquirem nas relações com os animais domésticos, os pets. Uma das explicações seriam a instabilidade afetiva dessas pessoas, a fragilidade de sentimentos afetivos e construtivos que essas mulheres e homens tiveram no seu padrão educacional. Faz todo sentido essa tese biopsicossocial.  Quantas e quantas gentes, muito mais as mulheres que os homens, dissipam enorme tempo nos estorvos com seus bichos. Em um incessante reco-reco ou polia zero.

Qual a fisiologia ou etiologia de muitos indivíduos ser centrados 24 horas por dia nos hábitos de orgias alimentares, na glutonaria, nas patuscadas do prazer, pura e simplesmente? Como se a vida, os prazeres, a felicidade enfim, se encerrasse apenas na satisfação pura e frugal dos sentidos do olfato e paladar?

As Ciências respondem de forma enfática e persuasiva. Trata-se de resquícios de nossa formação neural e sensorial. Como modelo a formação neural de um predador selvagem: uma hiena, um chacal, um felino, um réptil. No que pensam esses primitivos cérebros? Sobrevivência via instintos digestórios. Caçar,predar, engolir tudo depressa, empanturrar e ao menos naquele dia, a sobrevivência está garantida. No tocantes aos humanos, fica a indagação: faz sentido esse comportamento, essa insana busca e satisfação meio orgástica?

E por que tantas são as gentes que sensorialmente, sensitivamente pensam em comida como o ponto gravitacional e projeto máxime de suas vidas? Resquícios neurais reptilianos ou lupinos. É a persistência dessa ancestral e animalesca herança que leva grupos imensos de indivíduos serem tão refratários a adesão a dietas saudáveis, a se manterem em seus pesos normais. Porque o ponto nevrálgico de suas vidas está na satisfação insana e reptiliana do comer. Não basta nutrir e alimentar, há de se repimpar, ingurgitar, refestelar e se tornarem roliços e mórbidos obesos. Socorro! Oh, céus! Oh, Vida! Oh, azar!

 

João Joaquim 

 

 

 

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Bem comparada a geração de pessoas, a criação de um filho (a) se equivale a um viveiro de plantas. Olha que termo tão belo! Um cenário, um plantio de vidas, viveiro, vidas vegetais. E como se dá essa geração de plantas, de boas e melhores plantas? Primeiramente, no preparo desse solo, dessa terra, dessa maternidade. Como se pode chamar a isto? Planejamento e controle vegetal. Bem escolhido esse solo, seu preparo, o abrigo, o tapume contra invasores, pragas, herbívoros e parasitas, vem a segunda mais importante etapa, como a seguir:

Essa segunda etapa se dá na escolha das sementes. Seriam como gametas, as sementes mais saudáveis, com maior potencial de gerar boas plantas e bons frutos, grãos, folhas e produtos alimentícios. Flores, frutos, tubérculos etc. Aqui entra por exemplo, quando possível a orientação das Ciências Naturais: Biologia, Genética, Agronomia, Engenharia Florestal etc. Ou seja, todos estes itens, fazem parte do propósito do Planejamento e controle vegetal. E diga-se mais, o quanto de semelhante e muito debatido, com a procriação de animais: o quanto de ênfase se dá nessa atividade: A Genética e Reprodução Animal exercem um papel preponderante na qualidade e valor comercial desses animais assim planejados.

A mesma analogia e paralelo se faz com a produção humana. Ou melhor no que deveria ser o ideal nessa produção. Existe até o termo em Medicina, Reprodução Humana. Portanto não é antiético nem impróprio falar em produção humana, comparativo com uma produção industrial: de um objeto de estimação, uma joia, uma bijuteria, um carro, um celular. A ideia é a mesma, fabricar, gerar, produzir um novo ser. Trata-se de responsabilidade da mais nobre, que deveria começar por responso diário. Rogando ao alto essa iluminação e inspiração para esse empreendimento.

A primeira etapa então seria a escolha dos viveiros, nesse planejamento familiar. Iniciar-se por namoro e escolher o cônjuge ideal, homem certo com a mulher certa. Porque o que existe de teatro mambembe por aí, não se acha em estatística porque não se faz. É politicamente incorreto! Então primeiro seria essa boa semente afetiva, depois a reprodutiva de fato, bons óvulos e bons gametas do homem. Tanto quanto possível haver uma boa combinação afetiva e aptidão pessoal, moral, ética, ambos produtivos, laboriosos, eficientes e responsáveis. Novamente, o que há de incompatibilidade nesses quesitos. Tranqueiras e estrovengas.

Grande parte desses viveiros humanos não preenchem esses requisitos fundamentais e fundamentes de bons produtos humanos. Isto é: a geração de pessoas de bons qualificativos em tudo. Porque os viveiros não são muito propícios, os produtos gerados se tornam estrupícios para a família, a começar pelos próprios pais, e até sociedade.

Muitas são as mulheres que não têm os devidos predicados a geração de bons produtos humanos; noutros termos, bons filhos e boas filhas. Porque cada pessoa conforme o demonstra as Ciências é o produto mal ou bem-acabado de duas heranças: uma genética (mendeliana e poligênica), outra social/familiar. Esta última com forte influência do padrão e cabedal cultural, escolar e ético de pai e mãe. E ponto final.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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O Convívio de Hienas e Leões

 

João Joaquim 

 

Servilho Aracaju Filho é biólogo e me fazia uma prédica sobre o comportamento e índole das Hienas e dos Leões, nessa inamistosa convivência! Contou-me de experimentos observacionais em reservas de Serengeti /Tanzânia/Quênia. Interessante a personalidade e ritmo social desses bichos. E mesmo no Brasil, em zoo ou reservas, dá de ver como são ardilosos e inteligentes esses animais vindos da África, ou mesmo contemporâneos de os Neandertal (Europa, Oriente Médio), homo sapiens e Pitecantropo (Java-1891)

Tem-se aí uma família de Hienas, 4 membros, 5 membros, variáveis conforme admitidas no grupo. Existe o membro alfa, idosa Hiena, decrépita, andrajosa e rabugenta! Mas, mandona. Alguma mais saudável, mais jovem se une a outra e vão à caça. Gostam muito de suínos, javalis, porcos escapados de aldeias, abatedouros. Também alimentam até de qualquer carniça. Que asco. Cruz!  

Do porco, beiços e tudo. Pegam-no e trazem-no ao covil/pocilga da alfa, idosa e servida. Questão de hierarca e reverencia! Curiosamente e estudadamente, existe um rival/êmulo/desafeto dessas Hienas, o Leão: sobranceiro, altaneiro, plenipotenciário, indômito, ardiloso e irresoluto. Com ele não há aporia e nem idiossincrasia. Nesse embate, idílico e renegado, o Leão sabe que não há chance dessas Hienas vencerem em pega-pega. Nessas refregas a Hiena sairá despedaçada. E dada a ruindade do bicho, o Leão não se lixa para a carcaça. Fedorenta, repulsiva, nauseabunda! Mas, inteligente a seu modo e interesse, porque Hienas gostam de se aproveitar de caças alheias. Tomam-nas e se refestelam a seu bel prazer, entre elas, Hienas grupais. Combinam! São dispersas e dissimuladas, hipócritas animais. Agora com mesa farta e caça abatida e carne fresca ou carcaça, todas se juntam e cooperantes.

Outra curiosidade e peculiaridade da família Hiena, é que elas têm muita, mas uma enorme cumplicidade e corporativismo entre elas. Se mostram solidárias, a seu interesse em todas as estratégias de sobrevivência. Ardilosas, matreiras. Não gamenhas. Mostram como tais até nos odores fétidos no refugo de inimigos.

Mais dados, são interesseiras quando o contexto e ares lhes são favoráveis. No exemplo observado pelo biólogo Aracaju, da família estudada. Alguns indivíduos das Hienas vivem em covis e tocas fora do grupo. Entretanto se comunicam pelo diferenciado olfato e sinais de contato neurais. Abatida uma presa, um javali, um porco, conforme referido, essas de fora se juntam ao covil da alfa e ali se refestelam com aquela carcaça. Todas solidárias, familiais, afetivas! Hum! Sei não hein! Será! Porque são encaniçadas quando atiçadas e açuladas

Cientificamente, elas apresentam, alguns membros exibem um dimorfismo sexual. O macho sugere ser fêmea, a fêmea sugere ser macho. Esquisito, no mínimo. Mas, diversidade biológica. O órgão genital da fêmea parece um pênis! Estrambótico! Alguns indivíduos do grupo são homossexuais. Diversidade biopsicossocial! Agora, segure essa: elas riem de situações conflituosas!

Por fim, mais uma discorrida pelo biólogo Aracaju, que estudou os bichos de lá, de aqui e alhures! Refere-se às risadas que certas Hienas emitem. Risadinhas e escarninhos! São zombeteiras e mofadas. Agora imagine essa risota ou risadinha na frente do Leão, ou para o Leão, o furor e agravo que deve causar nesse imponente e respeitado e amedrontador animal.  Enfim, curiosidades do mundo animal. Não é mesmo! De lá e de cá! Vejam lá. Disponível no youtube.com/aracaju.bio22.

 

João Joaquim 

 

 

 

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BEM SERVIDO E INSSERVÍVEL

 

João Dhoria Vijle

 

Imagine aquele amigo (a), praticante do zero esquerdismo, dados àquele comportamento e modus vivendi de bem ser servido (a) e nunca se dar a servir alguém. Não importa esse alguém anfitrião (ã), pessoa que trata essa (e) conviva amigo (a) e folgado(a) com os sempre rapapés. Fique com essa imagem na cabeça. Incensos mais para lá que para cá, salamaleques. Tratemos essa tal como pessoa, substância dos dois gêneros.

Todo esse jeito de ser bem servida com boas comidas, lanches apetitosos, pratos e cardápios e sem rateio da conta quando no âmbito comercial. Esse apenas mais um detalhe! Bom demais, não é mesmo. As teorias explicam, as doutrinas bem descrevem, José Herculano, Allan Kardec; socorram-nos. Muito se referem a legado original. Jenes Lívelo, idem. Será mesmo legado originário?

Emílio, de Rousseau, obrigado pelas suas teorias bem descritivas de certos caracteres. A culpa é originária de família. Imagine em sua mente. Uma mãe energúmena e rebotalho, sem seiva, casca grossa, grosseira se faz. No que esperar de suas rebentas, criaturas probas e cívicas, cooperantes e operantes; nunca. Serem servidas, nunca boa servidora e serviçal. Arre, irra!

E vem as causas. Muitas vezes decorre do padrão, fora do padrão da educação de berço. Porque em tese: aquela moça ou moço, em plena higidez física e mental. Foi criado no estilo laissez-faire. Deixe a vida me levar. Temos aqui a participação do pensador e sociólogo Rousseau, de Emílio e bom selvagem. Todos nascemos com um potencial bom, família e sociedade nos corrompem.                                                                                                  

Então imaginemos, aquela jovem moça ou moço, não importa. Saúde de ferro e porejando energia e gordura, de tanto repimpada dos bons acepipes. Ágape nos perdoe!

Vou à casa e sem avisar de certa amiga com mais de 2 vezes a minha idade e já com algumas morbidades e fatores de risco variados. Sofrível e sofredora com seus arrimados. Arrima de gente irresoluta, de uma vida em mínima luta.

Albert Camus! Oh notável ensaísta! Vem e nos ajude. Melhor a prática de suicídio? Não, melhor não ter nascido. Cioran/ emil. Tenta lá. Item, melhor não ter nascido. Nunca se passa da frugal audiência, mera existência. Hum, ah. Eh. Nosso entorno, que contorno e maldito carma. Ter que aturar e carregar! Portar. E lá no Insta. Repleto de momices, truísmo, teleologia, tautologia. Deus socorra-nos de tais e quid.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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Quem estuda as teorias tomistas, teses propostas por Renê Descartes (cartesianismo) e/ou Immanuel Kant. E mais buscando o que preceituou Baruch Espinosa; quem abebera nessas fontes do pensamento e do conhecimento, há de melhor se municiar sobre a importância que estabelece a chamada Educação Familiar, a chamada herança ou legado ético familiar. A primeira e determinante formação ética, cidadã e laboral ou colaborativa da pessoa vem da instrução de um pai, da mãe, dos primeiros tutores, e mesmo ama-de-leite, babás.

E por que dessas substanciosas e muito difundidas prédicas e teorias? Porque se fundam em séculos de estudos, conhecimentos científicos, sociológicos e empíricos. Bom e salutar é quando se expressa alguma opinião, mas, fazendo esse intertexto, essas referências desses luminares do pensamento ocidental, como o foram um Kant, um Nicolas Malebranche, um Tomás de Aquino. 

Vem daí um princípio basilar e fundante do porquê uma pessoa, na maturidade biológica e moral, se comporta e leva a vida assim ou assado. Excetuando já de plano os indivíduos portadores de alguma afecção psíquica ou psiquiátrica. Pouco se pode fazer quando predomina a outra herança ou legado neurobiológico, um desvio de comportamento da normalidade. Porque de longe todos parecem normais. Aproximando, conversando, havendo trocas verbais ou civilizatórias, já é suficiente para fazer uma triagem e ver que é padrão ou fora do normal civilizacional ou eticamente falando.

Peque-se o caso clínico social do indivíduo que teve toda uma vida de convívio e educado no estilo bom hóspede. Porque os pais assim o formaram, ser servido e nunca servir ao outro ou ao entorno social de que desfruta e depende. Ou, foi criado na cartilha de mau hóspede: levantar qualquer hora, sem disciplina certa, deixar quarto de dormir, banheiro, sanitário e baixela onde se refestelou em frangalhos. Comer, sentar, ver videogames, leseira para lá, pasmaceira para cá, malemolência, bom gourmet, comida bem servida, roupa lavada, tênis no ponto, nunca passar e saber cuidar da própria roupa, etecetera, etecetera.

E fica a pergunta, esses caracteres, esses atributos biopsicossociais, esse estilo de viver, etecetera de novo. Resultaram de legado genomico ou de uma criticada etiqueta familiar? Disparadamente se a pessoa, mulher ou homem, guapo e espadaúdo homem, assim o é, certamente existe um defeito originário em sua construção integral. Princípio de qualquer edificação. Fundação e vigas frágeis, risco de desabar quando pronto.

Quem ama educa, escreveu em magnifica obra o educador e psiquiatra Içami Tiba (1941-2015). Aristóteles deu tanto importância à Educação familiar, que escreveu um opúsculo dedicado a seu filho Nicômaco, Ética a Nicômaco. “É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer” Aristóteles.

Já houve teóricos da Educação e Juízes de Direito, ministros de cortes superiores nos EEUU e no Brasil, propondo o seguinte: prendeu o indivíduo, preventiva ou provisória; intimem-se os pais desses meliantes. É o princípio de combater todo mal pelas origens, das causas germinais. Esses genitores, pais e mães omissos e incapazes de criar e educar um filho. Ele deveria respondera solidariamente pelas culpas dos filhos. Faz todo sentido. Essa decisão já correu nos EEUU, de um filho que matou colegas de escola, os pais forma condenados a severas penas por não educar o filho corretamente.

Vamos imaginar o caso clínico social, ocorrente e sem citar os personagens. Pai bebum, viveu nas esbornias, cerveja, galeto, carnes e mandigas, forras de carnes assadas quase dia. Um bronco, tosco e vilão. Passou a existência nos porres com amigos de garras, copo e mesa. Se lixando para os filhos. E foi e foi.

Além de doidivanas, leviano, chulo, rebotalho e troglodita, além de toupeira. Se quer sabia o que fazia os filhos. Seus bens e recursos foram se esboroando com amantes. Ah. Vida boa e vazia. Caloteiro e golpistas. Dá para imaginar no que deram os filhos de tal pau-d´água?  Filhos de peixe, águias é que não podiam ser. Dados a bona-chira e outros gozos dos instintos sensoriais. Apenas. Trabalhar e cumprir promissórios. Hum! Esqueçam, se emprestou algum dinheiro, apague. Golpista é seu desiderato e modos vivendi. Arre!

 

 

 

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A Formação de um charlatão

 

João Joaquim 

 

Existem certas formações no Brasil ou alhures que dispensam pouca energia e nada de investimento intelectual ou cultural. Porque há esta diferença, não é mesmo? Muitas são as atividades e carreiras que exigem tempo, dedicação, elucubração e criação. Suponhamos que o sujeito queira ser um bom músico, entra-se em uma escola de música. Cinema, escolas de artes cênicas e dramaturgia.

Um outro comparativo é dos charlatões e suas charlatanices. Na vida global e de Brasil vários são os tipos de charlatanismo. Mas, dois são os tipos mais notáveis de charlatanismo. Há o charlatanismo leigo, com pouca instrução geral e específica do charlatão. É aquele profissional que é mais curioso que estudado. E existe o chamado charlatão diplomado. A formação em charlatanismo diplomado se divide em dois grupos bem estanques. Vamos deslindá-los.

Existe o charlatão diplomada que pratica suas charlatanices e curandeirismo, dentro de sua formação diplomada. Entretanto, este sujeito diplomado se vale de pseudociências: Medicina Ortomolecular, Constelação Familiar, Homeopatia; como exemplo de um charlatão médico, um farmacêutico, um psicólogo etc. Dá-se de ver que este exemplo é o charlatão que faz suas práticas infundadas e sem bases científicas, com suporte e reforço de seu diploma profissional; médicos por exemplo. Quantos não são certos médicos impostores e enganadores que se valem de seu diploma e credenciais para praticar charlatanismo? Quantos! São médicos, mas práticas de enganação.

Ainda dentro dos charlatões diplomados. São aqueles que detém uma formação de graduação ou mesmo pós em alguma área profissional, entretanto, pratica charlatanismo em outros ramos. Exemplo, um engenheiro dado a psicanalista, a prática de astrologia, a certos engodos místicos, a vender cura para covid-19. Tome-se outro registro, do ex presidente Jair Bolsonaro; ele fez propaganda da cloroquina e azitromicina como cura da covid-19. Ou seja, um militar de formação e presidente do Brasil, praticar ilegalmente a Medicina ou Farmácia. Charlatão legítimo.  E com um agravante, fez milhões de adeptos e negacionistas.

E assim são outras práticas. Tome-se o exemplo de alguém/profissional que vá praticar a Iridologia, a Grafologia, a Ufologia, a Constelação Familiar, a Homeopatia, certas Medicinas Alternativas, curas pela fé. Tudo está eivado de charlatanismo. Mediunidade, quantos e quantas a praticam por aí!

E aqui ficam um alerta e severa advertência àqueles homens, por vezes guapos e robustos homens, e àquelas mulheres turbinadas e repimpadas de silicone e polimetilmetacrilato (pmma), pessoas que acreditam em cirurgiões plásticos sem esses sê-lo (sem registros na sociedade de cirurgia plástica), em terapias infundadas como iridologia, astrologia, mapa astral, horóscopo, homeopatia e constelação familiar. Ah, o que dirão as estrelas de nossa galáxia hein! Que alerta e advertência se fazem? Os charlatões mais perigosos e nocivos são justamente os diplomados, com práticas sustentadas em sua formação e nos conselhos de sua categoria de atuação/ médicos, dentistas, farmacêuticos.

Agora, que me caiam as cataratas ou macacos me mordam, mas se há um tipo de formação ganhando corpo e substância; fala-se aqui na formação para troglodita ou rebotalho. Onde encontra-se esse tipo de formação superior? Nas Redes Sociais, Internet e tantas outras plataformas de mesma iguala. Abra lá na Meta por exemplo um Instagram ou inscrição do Tik Tok. Trata-se daquela cultura de porão ou da caserna de certas catervas e súcias de pessoas. Todos dedicam-se ao aprendizado dessas fúteis e infantilizadas escolas. Zerismo e niilismo, em sua quintessência. Em profusão, para enganar e cativar qualquer bobão. Babão!

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

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UM PET BEM CUIDADO E UM IDOSO ABANDONADO

 

João Joaquim 

 

Troque seu cachorro/Por uma criança pobre/Sem parente, sem carinho/Sem rango, sem cobre/Deixe na história de sua vida/Uma notícia nobre- Estes são versos da música Rock da Cachorra, de Eduardo Dusek (1958-)

A letra bem que reflete imagens de outros e de nossos tempos. Segundo estudos de Sociologia e Psicologia Social, muitas são as pessoas que são capazes de cuidar prazerosamente de um cachorro, mas são incapazes de, espontânea e voluntariamente, dedicar-se uma hora por dia a uma pessoa idosa parental. Nem se pede tanto voluntarismo em dedicar-se a quem não é da família. Pode ser generosidade demais, se não existir o vínculo genético. Um pai/mãe, já seria uma grande generosidade, nesse compartilhar de responsabilidades.

Vamos a alguma características desses vínculos tutor/pets. Uma pessoa que adquire um pet, ela faz esta escolha de forma deliberada e ativamente. Não existe uma recomendação, um incentivo a que ela adote esse ou aquele bicho. Aqui já se estabelece essa enorme distinção. No caso de um idoso. Pai, avô, mãe, avó. O sentimento incentivador no cuidado de um parente, se faz pela gratidão. Em uma reflexão simples: eu existo porque você existe, avô/pai, avó/mãe. Logo, quero e terei a satisfação de cuidar de você como gratidão pela minha existência, que resultou até em minha essência; quando se conquista essa essência. Porque há essa diferença, existe gente, e muita gente que não passa da fruição, dos gozos de sua frugal existência. Ela não sai dessa condição, ter sido colocada em sua existência, pura e simples.  

Vamos mais a algumas características de muitos tutores com seus pets e com gente carente, parente ou aderente domiciliar. A quantas andam os sentimentos de generosidade, solidariedade, voluntarismo e empatia de muitos parentes/filhos, netos, cônjuges, com seus idosos inválidos, fragilizados e debilitados? Não que seja uma condição sine qua non. Todavia, dá para analisar a reserva moral e ética da pessoa, quando ela prioriza os cuidados com seu pet, em detrimento do tempo e energia dispensados àquele idoso frágil e debilitado e de estreito laço genético.

De igual análise se nota de pessoas nas vias urbanas, passeios públicos, parques, reservas naturais, nos espaços comuns de um condomínio, no entorno de suas residências. Quantas pessoas são capazes de, diária e diuturnamente, sair a passeio com seu (s) pet (s), bem alimentados, higienizados, bem vestidos e felizes? Mas, fugindo com asco e nojo de um mendigo, um morador de rua! Milhares! Sequer o estado precário de saúde, de higiene, em vestes andrajosas e famélico desse maior ou menor abandonado, é capaz de mobilizar essa pessoa nos seus sentimentos cívicos e de generosidade. Quantos desses tipos sociais, encontram-se por aí! Basta uma observação mais atenta.

Apontam ainda por último esses estudos das relações dos tutores/animais de “estimação”. Os motivos/razões de se agregar um animal ao convívio pessoal/familiar. Excetuemos os fundamentos profissionais e utilitários, corporativos ou individuais (polícias, deficientes visuais, cão guia ou de guarda). Muitos donos desses bichos, os incorporam à suas vidas, convívio, cuidados e orçamento, na maioria dos casos como um mero mimo ou adorno a uma criança, como um enfeite pessoal ou companhia doméstica. De acordo, em muitos exemplos.

Entrementes, para muitos tipos sociais e familiares, esses pets, não passarão de legítimos trambolhos para donos e coabitantes do domicílio comum. Porque existe a exigência de despesas com higiene, tempo de passeio com o bicho, ração, insumos animais variados, veterinário e vacinas. Muito gasto. Imaginemos, apenas no tempo dispendido de uma pessoa com o seu bicho. Fica a sensação de que algumas pessoas não fazem mais nada na vida, a não ser falar dos encantos e comportamento do bicho. Ou seja, é muita perda de tempo e energia, com um animal-trambolho. OLHE, então o quanto seria mais louvável e substancial, trocar o cachorro por uma criança ou idoso carente e debilitado. Tem razão Eduardo Dusek, com seu rock da cachorra. A sandice e a demência de certas pessoas chegam às raias do insólito e extravagante de se fazer aniversário dos bichos, de casamento dos bichos, de festas para os bichos, de se ter Instagram dos pets. São idiotices e futilidades que ultrapassam o infantilismo e o vazio no grau mais elevado.

 

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

 

 

 

ACADEMIA DE IDIOTIZAÇÃO E FRIVOLIDADE DAS PESSOAS

João Joaquim 

 

Alguém em sã e lúcida inteligência já ouviu dizer das tituladas academias de idiotizar e nulificar (niilismo) das pessoas? Não? Então vamos saber com base nas Ciências e pensadores do assunto.

Vamos ler e entender o que predisse e redisse o magnífico escritor Étienne de La Boétie (1530-1563). Leiam o seu opúsculo “Discurso Sobre a Servidão Voluntária”. Ou “de certo sociólogo alemão que surpreendeu a comunidade científica do seu país com um opúsculo onde analisa o vínculo entre a delinquência e os videojogos”. Ou por efeito idêntico da idiotização e futilidade do uso de certas plataformas e páginas virtuais. O adjetivo virtual já diz muito. Tudo abstrato, volátil, volúvel e etéreo. Nada palpável, tangível e concreto.

Vamos estender as propostas e teses desses dois escritores citados. Trazer para nossa era digital. Tempos de tantas futilidades, vazios e idiotias de Internet e suas rebarbativas e intrusivas redes sociais.  Internet e Redes. Sociais que foram concebidas, criadas, postas à disposição da tribo global, notadamente da banda idiota e imbecil dessa sociedade humana que tudo aceita e consome como gado de corte e abate. Onde as consciências e potencial cognitivo vão sendo sequestrados, cativados, doutrinados, cevados. Um processo eficaz muito alienante e alienado, bem a serviço de provedores e sites.

O mais instigante e alienante, é que toda essa adesão e cultura se fazem de forma voluntária, de livre espontânea vontade. Mas não de forma inerte, passiva. Os usuários e usuárias de redes sociais fazem esforço, expendem energia para se tornarem cativas e idiotizadas das ubíquas e fúteis redes sociais. As redes sociais campeãs nessa imbecilização são por ordem de importância o Tik Tok, Instagram e facebook.

Quando os idealizados e criadores dessas idiotias tiveram os primeiros insights, começaram pelo nome dos curtos vídeos e posts. No português veio reles= reels (Inglês); em Inglês= bum ou reel; em espanhol=reel/reles (= no Português). Perceberam a artimanha dos criadores. E todos os idiotizados e hebetados, como titulados na psiquiatria se tornam opacificados, cegos de visão e mente.

 Em conclusão: nada pegou tão bem como pegou a galera ou a tribo humana dos idiotas. E por que?                      

Imbecis que tanto curtem e embriagam, voluntariamente/deliberadamente, em um Tik Tok ou Instagram. Os vídeos ou melhor os reels (de reles e ordinários) foram meticulosamente estudados, feitos com eficácia para escravizar e apoucar a inteligência e crítica (de analisar e filtrar) o gosto e aderência das pessoas. São vídeos de 30 segundos, 1 minuto, no máximo. E o mais idiota, com algoritmos para ser repetido automaticamente. E par quê? Para viciar, cevar, doutrinar e idiotizar os seus adeptos. Oh, céus! Oh, vida! Oh azar! Isso não vai dar certo! Pode-se dizer que os reels do Instagram, giram e rolam num estilo do eterno retorno. Tudo pode haver, ocorrer, adoecer um indivíduo carente de cuidados, sofrer ao lado. Entretanto o adicto ou bobo, idiota do Instagram, de um tik tok, está lá fiel, rola pedra, desce pedra. Eterno Retorno.

 

João Joaquim  

 

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Não é demais nem redundante repetir que quem não é nagacionista nem negativista busca as luzes das Ciências. E então o caminho se torna seguro e bem iluminado. “Em algum lugar, algo incrível está esperando para ser descoberto” – Carl Sagan (1934-1996)

UM curioso e não menos interessante estudo vindo da Universidade de Wisconsin Madison nos explica os motivos, os mecanismos por trás da chamada fofoca e difamação de outra pessoa. É a velha história, quanto mais nova a Ciência mais luzes e explicações ela nos revela, tudo vai se descortinando, e nada de mistério, de charlatanismo. Neste sucinto texto as principais notícias desse estudo. Olhe que interessante, por que as pessoas fuxicam e difamam?

Existe também uma interface das Ciências com outros ramos do sabor. Como por exemplo Filosofias e Doutrinas. Vamos mostrar aqui dois pontos centrais desse estudo de Sociologia e Psicopatologia Social. Quais são então os motivos que levam uma pessoa a promover difamação, agravo, desconstrução e divulgação desses sentimentos de outrem? Às respostas das Ciências:

Em primeiro lugar sobressai o sentimento de inveja. Não importa os argumentos e fundamentos da difamação: passional, financeiro, profissional, rivalidade em qualquer esfera social ou comercial da vida. É o que revelam as Ciências, e mesmo filosofia e certas doutrinas (budismo, espiritismo, vedas). Em quase toda fofoca difamatória, existe esse sentimento subliminar, recôndito do autor (a) em relação ao alvo da degradação social, familiar, profissional, mercantil. Bom também entendermos o conceito de inveja: é o sentimento de tristeza e frustração da pessoa difamadora, pelo que o outro representa/status social, cultural, profissional, financeiro. O fracasso de não ser ou ter o que o outro é ou possui. Faz todo sentido esse mecanismo psíquico e comportamental da inveja.

Suponhamos que esse (a) agente difamador (a), crie uma fabulação a propósito de tal pessoa e vítima dessa difamação, não importa o laço social ligante, se parental genético, e nem isso precisa. Ou meramente ex amigos e contatantes sociais habituais. Mas, então o que era amizade se desfaz, e a pessoa habilitada nesse mister à fofoca, começa, por vezes de um fato pequeno, que despercebido passava aos olhos de outros. Esse pequeno e inócuo fato é maquiado, cria-se uma narrativa. A fofoca vai ganhando ares de realidade, efeitos negativos à vítima.

A segunda razão/motivo de uma pessoa fofocar, difamar, desconstruir e criar atributos negativos de outrem, vem do sentimento de vingança. Porque, assim apontam o estudo, trata-se de natureza de gatilho e sensibilização do melindre da pessoa vingativa. Temos aqui um misto desses dois diabólicos sentimentos, ainda a inveja, por alguma característica, predicado, valores que a vítima tenha, que a pessoa difamadora não possui. Por que não a vingança, a revindita, a desforra, o agravo baseado nesse expediente da difamação, da desqualificação desse rival, antipatizado e inimigo? Por que não?

Temos então a Ciência, via braços de Sociologia e Psicopatologia das Relações Humanas, como alicerce e deslinde desses sentimentos e expedientes baixos, de vilania, rasteiros e de porão de que se valem muitas pessoas desafetas do outro. “Malquisto? Eu com isto, melhor que um mau quisto”. Seja aqui em brasis, seja no Cazaquistão.

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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Vagabundos e folgados - by

Uma vez mais registro com admirável proveito o que uma simples inteligência artificial; o scanner Google/geolocalização pode fazer para quem escreve. Via a TI do bem!

Neste transe/ Natal e Ano Novo, uma vez mais quero dirigir meus louvores, admiração e solidariedade a todo indivíduo trabalhador, produtivo, obreiro, laborioso. Laboremos, laboremos, dizia um grande humanista e espiritista.

Junto de meus encômios e panegíricos àquele sujeito robusto, espadaúdo, corado, músculos de ferro que personifica o trabalho, o labor profícuo e capaz de prover sua própria subsistência e de quem dele possa depender: um pai, uma mãe, um ancestral já decrépito. A MULHER também no mesmo pacote.

Vamos aqui imaginarmos juntos, eu, você leitor, eu, você trabalhador desde as primícias da vida, 10 anos, 15 anos; você já tinha alguma tarefa escolar e ajudava nos mínimos afazeres da casa, onde morava com mãe e irmãos. Por turno, um pai estroina, que vivia nas esbórnias e patuscadas com os amigos de mesa e garrafas. Mas, a mãe não o protegia, punha-o a ajudar, sem muito colo.

Agora vamos imaginar você, homem ou mulher, já na madureza da idade. Que sensação tão boa você deve ter. A honrada sensação de pensar o seguinte: puxa vida! Verdade! Eu nesta minha idade, passada já bem adiantada dos 30 anos, dos 40 anos, dos 50 anos.  Não importa se casei ou não casei. Se sou hetero ou grupo LGBTQIA+. Questão minha e não tasco.

Mas, então! Concluo: tenho minha consciência limpa e senso de dever cumprido. Por que? Eu consigo prover todos os itens, todos os quesitos de minha subsistência, de minha existência e alguma essência. Eu trabalho e gero receita suficiente para minha comida diária, meu abrigo, minhas tarifas obrigatórias, minhas roupas, meu celular, minhas comidas em restaurante de que tanto gosto. Por isso, quando deito à noite, tenho um sono pacífico e honrado, digno.

Posso ainda orgulhar de mais compromissos cumpridos com vistas à minha autonomia. Pago eu mesmo o meu plano de saúde/Unimed, Geap, América...Não importa!

Para finalizar, eu menciono um item a mais: Não dependo de nenhuma ajuda externa, parentes, irmãos, aposentadoria de membro de casa de penates. Embora sugiram orates. Foi assim que dedico honra a quem me aplaudiu quando tive minha formação universitária.

Fala então aqui o Editor, desta página. A você homem ou mulher, que traz essa consciência e ciência de que não há almoço grátis e nem prazeres caídos dos céus. Uma vez mais nossas palavras laudatórias e engrandecedoras. Parabéns, portanto, por ser essa pessoa com autonomia, trabalhador, emprego formal, gerador de renda e salários dignos e compatíveis com sua subsistência e essência. O trabalho rentável, gerador de receita em salário, renda é a condição mais dignificante de uma pessoa! Trabalhadora ou trabalhador honesto torna-se um cidadão não funesto, a si e meio onde inserido.

 

João Joaquim -

 

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FILHOTE ANIMAL COMO MIMO E ADORNO INFANTIL by

João Joaquim 

Ao se falar da vida animal (os irracionais) nunca devemos esquecer da sociedade protetora dos bichos. Dos defensores da vida selvagem, dos departamentos de Bioética Animal de Muitas Universidades Públicas, dos Cursos de Biologia (USP, Unifesp, UFRS, como exemplos). Nossa admiração e louvores a esses abnegados profissionais dedicados à fauna em todas as suas dimensões. O estudo de cada família, cada espécie, gênero, filos de vida. Para quem não está afeito com a vida animal, existe no âmbito oficial dos governos, a Constituição dos Animais, o direito dos animais. Uma legislação tipo código penal para quem maltrata os animais.

Feitas estas considerações prefaciais, falemos particularmente da relação que muitas gentes, pais e mães estabelecem com duas espécies de bichos. Gatos e cachorros, mais concentradamente, na posse de um cachorro. Porque há muitas vezes essa falta de previsão e planejamento; como se fosse planejamento de filhos. Quantas e quantas pessoas, adquirem um cachorro filhote, como se o bichinho fosse um bibelô, um brinco, um objeto decorativo, na pura e única satisfação de um adorno, um capricho para um filho (a).

O que se quer aqui, de forma didática e como alerta é mostrar os característicos e resultados sociais, educativos, familiares, biossegurança, higiene, custo mensal e ocupação de tempo em ter um animal. São diretrizes mostradas, não pelo mercado/mercancias ou marketing de cachorros, mas por profissionais isentos, de departamentos científicos/biologia, veterinária; de entidades e universidades, sem fins mercantis ou financeiros, com isenção, Ciência e Bioética. Exatamente na contramão do que fazem os negocistas e vendedores de filhotes de animais, gente que visam lucro e meio de vida, venda cara desses bichinhos encantadores.

Dos custos e despesas com o cachorro. Esses custos podem se dividir em gasto material, com dinheiro, cartão de crédito; na aquisição de todos os insumos com ração e utensílios, medicamentos, vacinas, consultas em Clínicas Veterinárias. Além do orçamento financeiro, existem, o custo social e afetivo na guarda, passeios e tempo do tutor dispendido ao animal. Questão aqui de direito dos bichos (legislação animal).

Da Higiene e Biossegurança na convivência pessoas da casa/animal. É indesculpável essa costumeira negligência que os tutores estabelecem com os cachorros. Grosso modo, um cachorro gera alergias nas pessoas, é vetor de vários agentes patológicos, de forma silenciosa: toxoplasma, coliformes, bactérias diversas, vírus. Agentes esses presentes no bicho e que podem de forma silenciosa, paulatina e cronicamente gerar doenças nos adultos e crianças do convívio com o pet.

Neste quesito, ainda da Biossegurança, estão contidos o custo social e financeiro com a higiene deste cachorro (a), a retirada e  o seguro destino de sua urina e fezes, a lavagem e sanitização da casa, porque o animal é irracional, como “irracional” se tornam os donos no convívio com o pet. Portanto, só no item higiene já existe um enorme dispêndio de tempo, paciência e material.

E para finalizar, quantos tutores desses mimosos bichos, seja para si ou filhos, tratam os pets como de estimação. Mas, sequer cuidam e passeiam regularmente com os animais. Porque dá trabalho mesmo. Muitos pets vivem como presidiários em estreitos apartamentos. Uma maldade com os bichos!

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João Joaquim - médico e articulista do DM

Apresentemos um caso Clínico/Social, constante de prontuário de pesquisa de pertinente matéria, feito por uma Universidade Pública. O casal AAS e LCM tinha dois filhos menores de idade, já no ensino fundamental. Como agrado aos filhos, e muito mais à filha, deram-lhes um pet filhote/cachorrinho. No objetivo de um mimo, um brinco/brinquedo, porque de fato filhote traz esse atrativo/encantamento. De início como crítica pedagógica, que acréscimo instrucional, de ensinamento, aprendizado trará um filhote animal para uma criança de baixa idade, além dos gravames apontados nos parágrafos acima. O quanto tempo dissipado dessas crianças, quando poderiam ser feitos com objetos pedagógicas, um objeto/brinquedo lúdico, um livro infantil? Quanto de desvio funcional trará os tempos perdidos dessa (s) criança no convívio com esse bichinho! O quanto se deixará essa criança de outros ganhos de leitura, de escrita, de desenho, de folheio de atrativo livro de seu gosto! Ou seja, que discernimento, de valores, que interesse portam essa mãe e esse pai, na falta dessa previsão e orientação para com seus filhos menores! Herança!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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“Lá também você não é benquisto” – Espírito Natalino by

 

Existem certas pessoas que em certas datas mostram todo o seu cerne, o seu bojo ético e moral; enfim sua constituição binária, ao invés do constitutivo septenário. Elas ficam ali nos instintos e digestórios (âmbito genitivo e digestivo). Suas vidas, que não passam do simples e tacanho/frugal existir se resumem a esse centro gravitacional: os prazeres das papilas gustativas e os dos sensores libidinais/sensitivos sexuais. Em duas palavras, mesas fartas e camas fofas! Ah, pantagruel! ah, gargântua! ah, dr Pangloss! Ah, Tartufo! Racionalistas! Vocês estavam repimpados de razão com a descrição de certos humanos.

Como referido, existem certos indivíduos (os 2 gêneros) que trazem de forma originária e somado ao meio familiar, onde criados, engordados e deseducados, um comportamento social e incivilizado que não tem cura ou medidas de socialização. Dois exemplos chegadinhos de fresco, ilustram essa teoria e conhecimento. Ei-los

Filipe Martins, ex assessor do ex presidente Bolsonaro estava em uma audiência e aparecia na TV Senado, atrás do presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), quando fez um gesto de “OK” com as mãos, mas com três dedos retos, em forma de W. Junto com o formato que se faz com o indicador e o polegar; o gesto imita as letras W e P com os dedos, significando White Power, ou "Poder Branco", em português. Virou réu pelo gesto e já foi condenado, pena de prestação de serviços comunitários.

Roque Saldanha, radialista de Governador Valadares; descumpriu medidas cautelares impostas em condenação por atos golpistas. E mais, retirou a tornozeleia eletrônica e pediu ao Juiz, Ministro Alexandre de Moraes, do STF, que introduzisse o instrumento em certa parte anatômica. Foi recapturado, está preso novamente...

Esses casos antissociais aqui citados (porque estão em todas as mídias e telejornais), mostram a quantas andam certas gentes, nos seus estados de não civilidade e não convivência. Assim referenciado, muitas são as pessoas que trazem, conforme afirmam as Ciências de Humanidades, um defeito originário do genoma, atributos dos ascendentes, que aditados ao padrão ético e social do domicilio onde criados, se tornam pessoas antissociais, improdutivas, nocivas a terceiros e ao próprio Estado, dele sendo dependentes em muitos quesitos de negociatas e falcatruas, falsidade ideológica, fraudes, praticantes símiles de MMA porque golpistas. Pérfidos e caloteiros de gente ingênua do íntimo entorno e orates familiares.

Nesse perfil e grupo de elementos ou indivíduos, porque chama-los cidadãos é impróprio (faltos que são de civilitá e etos); eles se mostram o que são até mesmo em datas e efemérides oficiais, como num ato congressual, parlamentar. Mas, nem de tanto carecem. Datas de senso sagrado e místicas se mostram de que são capazes, dissimuladamente, à sorrelfa, à socapa, se nisso fiam!  Gente capaz de compartilhar ágape farto e capitoso, em plena ceia natalina. No entanto, supondo práticas apócrifas ou não identificadas, capazes de enterrar no emulo ou desafeto aquele punhal diabólico e mortal. Criando-lhe fatos e feitos fakes, com efeito de nomeada e fabricos em proveito próprio, e angariando admiração e asseclas de mesmos intentos e hediondezes. “Lá também você não é benquisto”. Espírito Natalino, quem diria, hein!

 

João Joaquim 

 

 

 

 

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Espíritos de Corpo e de Porco by

Quem usa a massa cerebral, em lugar de massas farináceas, se extasia com a ciência do que nos dizem as Ciências. Não importa a que braço científico a pessoa tenha pendores e gosto. Estudar e refletir por exemplo sobre os gatilhos dos sentidos que levam muitos indivíduos fazer opções de vida, inclusive os regalos da mesa. Há muito a depender de como foi o seu padrão ético e educativo familiar. Bem cristalino essa natureza. Os gatilhos, impulsos e fluxos que levam a pessoa a centrar, a ancorar seus maiores projetos de vida, nos prazeres! Justamente nos prazeres gustativos e genitivos. Em termos mais meridianos ao entendimento, nos prazeres do sistema digestivo e genital.

Muitos são os sujeitos (de sujeição ao sistema capital/consumo) cujas maiores alegrais e realizações perenes, estão centradas (centralidade e ponto gravitacional) na comida. Não importa os meios transitados para permanecer nesses gozos e regalos. De preferência com neurais de sevandija e ancilóstomos. Causas comuns de obesidade de todos os graus. Arre!

Aliados aos prazeres da chamada boca e do baco (deus baco ou dionísio) ou os arquétipos ancestrais (vide costumes romanos), oriundos e/ou perpassados da decadência do Império Romano. O que se tem com a revolução digital e de redes sociais (antissociais, no caso concreto) são esses dois aliados= prazeres digestórios e entretenimentos pelo puro e fruído entretenimento. Sem agregação de qualquer valor construtor da pessoa.

“Ah, não! Mas, eu também pratico a espiritualidade. Tenho minhas doutrinas, meus autores prediletos, doutrinários, mentores a quem eu sigo. Existem até provas testemunhais e fáticas do que apregoam. Luzes e iluminuras, são o que vejo nesses luminares que sigo” .

Atentemos ao que prolataram e com muita persuasão e dissuasório. M.F. Figueira; Bezerra de Menezes; Xavier Pinheiro. Foram renomados espíritas, de trajetória, feitos e práticas. Matérias difundidas, no final de século XIX (Gazeta de Notícias Rio de Janeiro), e repicadas em robusta e acredita periódico de intelectuais, Revista Piauí. Imprensa para intelectuais e não rebotalhos de Instagram e WhatsApp e tik tok.  

Allan Kardec, assim relatam seus estudiosos, era uma encarnação de grande sábio druida.  Praticamente foi o criador e/ou difusor da doutrina espírita (atenção, doutrina e não religião, uma filosofia de vida). Os espiritas citados no parágrafo anterior se espelharam nele em muitos aspectos.

Na Terra, há dois tipos distintivos de espíritos. Um tipo superior, que busca o engrandecimento permanente de sua condição humanista. De que forma? Cultuando e aprimorando sua constituição binária superior: alma, espírito, ânimo, intelecto, cognição, senso ético e moral de convivência, generosidade, cuidando de quem dele carece, filantropo e cordial.

De outra parte, deixando de comentar os espíritos intermédios. Na escala classificatória da constituição septenária, podemos até buscar os ensinamentos dos Vedas, do Bhagavad Gita. Entretanto, simplificando: o sujeito (homem ou mulher de sujeição ao sistema capital/consumo, como já dito) pode, a depender dos incrementos familiares e do entorno, essa pessoa terá o chamado espírito de porco; transitório, afeito a hábitos de chafurdar-se em bebidas, comidas, à farta, a mancheia, a la pantagruel. Fartar, repimpar e sempre. Instintos digestórios e libidinais aflorados, instigados e açulados. Hum que gostoso! E intelecto, o laboremos, o pró-labore, os sólidos e solidário! Às favas. Não há de que! Esse quid e quais e tais entornais, estão sempre à espreita. Se pudessem teriam um tubo de gavagem, na fruição e gozos desses ancestrais instintos! Arre! Vade retro!  Dó, ré, mi, fá, lá, Si. Sinistros e sinistroses!

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

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Via do duto e Via do  lateral do Viaduto  by

 

E assim foram as aulas daquele dia, um 10 de agosto, O ano fica em aberto. Eram atividades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Empatia e Cooperação e Responsabilidade e Cidadania. Empreitada do Núcleo de Ensino e Pesquisas em Educação Geográfica de Universidade Pública; ensinos dirigidos aos alunos do 9º ano - Núcleo de Pesquisa em Ensino de Cidade (Nupec). Definição, viários, aviários, via do duto, viaduto- via-du-to.

Era o estudo de termos, palavras, verbetes, conceitos simples a esses pequenos educandos. Todos muito curiosos de entender os termos. A escola frequentada fica bem próxima a pontes, passarelas, túneis, alças viárias e viadutos. Monitores e professoras apostos (homens e mulheres), em igual número; eram quem ministravam esses conceitos. Os pequenos e curiosos, cientistas infantes, ávidos por ver na prática o que tinham estudado, como deveres de casa.

-Vocês estão vendo, essa passagem do lado daquela elevação. Chama-se via do corredor urbano lateral. Depois temos o viaduto. Entre esta via do lado e o viaduto, temos um túnel, que recebe o nome de duto vicinal. Vicinal de vizinho. – Então, vicinal vem de vacinal? – Não, Pedro, vicinal de vizinho, adjetivo de vizinho. Entendeu? Não pode misturar os conceitos. Há via do duto, e há via do urbano.

_Quando se tem via do duto pequeno, ela serve para a passagem de animais pequenos, cachorros, gatos, até ratos – Hum, entendi.. acho que entendi.

Então, tem-se o viaduto grande, para receber grandes veículos, e via do lado, para passagem de pedestres, bikes, gente a pé. Entendeu?

Agora, vamos diferenciar, viário de aviário. O que vem a ser um nome e outro nome. Aviário, vem de ave. –Ah, sei, respondeu o Lucas, galinha é uma ave! –Exatamente isto, Lucas, galinha é uma ave, daí o adjetivo aviário.

Mas, viaduto, só passa gente? Perguntou o pequeno Mário. – Mário, depende da preferência. A preferência é de leito, de aceitação dos direitos de gente. Não se pode passar gente no viaduto. Foi feito para carros. Para isso, foi feito via do lado do viaduto. – Vamos andando, Mário..... E Mário não entendeu bulhufas...

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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DOS glutões e comilões de Natal/Ano Novo  by

Datas festivas, feriados, férias, aniversários; são por assim dizer, as oportunidades que os comilões, os glutões e pantagruélicos têm em atingirem suas sensações e desejos digestórios e de libações de toda ordem. De preferência, olhem aí os preferentes; de preferência se tudo sair às expensas, com as energias e monetização de terceiros. Porque sempre há gente disposta a servir um quid ou qual bom gourmet. Ao que parece ele fica na espreita a escolher quem for melhor lhe servir. Ah, isto é fato. Servir, servido, serviçal. Não misture ser vil do vilarejo, parte da tribo dos servidos e dos servir a outro.

Entretanto, não há melhores datas festivas e natalinas (de nascimento) do que o próprio Natal e Ano Novo. Ah, é batata, como se diz na cultura nordestina. Povo predestinado. A proximidade dessas datas, vão como que açulando, afiando os corpúsculos gustativos desses tais e quais comensais e sevandijas visitantes. Na certa e sem nenhum alerta, muitos são os indivíduos (homens e mulheres) cuja centralidade e centro de gravidade de suas vidas estão na pura e orgíaca satisfação da boca e do buxo. Não basta alimentar, a ingestão do alimento como meio de nutrição e energia fisiológica fica bem aquém da cognição! Até no ritmo de mastigar e engolir, a criatura vai se ingurgitando, como se não houvesse comido no dia de amanhã. Há casos até de mortes por engasgo. Horrores.

As panelas, os cardápios, as iguarias apetitosas e capitosas, representam para muitas pessoas, nomeadamente, para os glutões e glutonas obesos e obesas. Quem fique bem acertado. Representam fonte/cenário de uma satisfação orgástica. Muito mais e além que os gozos das sensações genitais. Humano sou e nada dos humanos me espanta – Somos capazes de, ao caminhar pelas ruas, desviar sem problema de fezes caninas ou felinas; contudo encontrar fezes humanas é motivo de asco ou distanciamento – Mário Sérgio Cortella “Nada do que é humano me é estranho – Terêncio-  poeta latino. Esses glutões e viciados em comida, são os cativos por exemplo da Coca-Cola, da indústria Sadia, e tantas outras. Se pudessem eles comiam pelo sistema de gavagem. Arre! Oxé!

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor    

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A TOP 30 DOS JECAS E IDIOTAS DO INSTAGRAM

Como já em curso de poucos anos para cá, uma creditada ONG britânica, tem se debruçando sobre os “qualifyings, culturais e cognitivos de grupos de pessoas, que se optaram por imersão (de forma cativa e aliciante) na Pedagogia de Internet e sites antissociais de mídias virtuais como Insta e Face, xis. Os pesquisadores vão a cada mês de estudo elaborando os tops 5, 10, 30; os dados, posts, vídeos, frases, textos; os mais buscados e cultuados entre os “amigos físicos e virtuais”. Aqui deliberamos publicitar os últimos titulados top 30. Ei-los: sem classe hierárquica. Mas, destaquem-se estas: o vídeo da tartaruga em cópula e outra cheia de mariscos e cracas, fotos de gente em poses ridículas, viola que toca, certo cantor Mick Jagger, a comida preferida, o restaurante tal e qual, e o bichinho, o tigrinho, o veadinho, a corça. Ai. Ai, ai. Dá um dó! E a comida apetitosa do dia. Quem vai? Eu vou. A rolinha, o alcinho. Ui, ai!

1.      Fotos. Assim, existem para os variados gostos. Há gente que se exibe até como diletante de bons autores. Willian Blake, Itamar Vieira Junior (1979-) de Torto Arado, Shakespeare, Yuval Harari (1976-). Será que esses usuários, dizem alguma metáfora, citada por esses nomes, tem mínima noção de quem os foram e são. A ver e conferir pelos predicados postados no Instagram.

2.      Fotos de bizarrices, chocarrices e truísmos. Elas estão lá, às dezenas. Nenê, bichinho de amplexos e kiss com outros de mesma iguala e pendores. Ah, que gracinhas! Você porque não viu as fotos dele no Instagram. Veja lá.

3.      Fotos de cenas pueris e de infantes de reino animal. Os reflexos e comportamento; antes amenidades que fatuidades. Ai, ai, ai. Arre. Quanto de truísmos, tautologia e platitudes. E tem-nas como virtudes!

4.      Paletinhas que lembram borrachas. Hum! vai de chulice a  parvoíce. Evohé! Criancice e sininhos de Never Land, do nunca, das calendas! Guitarras.

5.      E as fotos de regalos e espaços de orgíacos digestórios e encontros refeitórios! Não bastam os orgasmos e instintos dos prazeres de boca, dionisíacas. Tudo sugere gutas e resquícios de pitecantropo. Luzia, você era mais, porque andava de quatro e não caia.  Há tipos agora que se caem de 4, não erguem sozinhos (Paulo Francis neles).

6.      Registro dos gáudios e de gentilidade de mesmo jaez e predicados; catervas, manadas; haustos, a la pantagruel e gargântua.  E esses são reiterantes, deliberantes e de máximos gozos e orgásticos delírios. Ai, ai!

7.      Registros fotográficos de bizarrices e trunfas e grenhas. De algum mentecapto que o dia a falsificou. O insta replica como se todos ali fossem de mesmo jaez e diletante apaziguador. Doi, dá um dó! Evohé!  Arre!

8.      O que dizer dos vilipêndios e compêndios; um Adolfo Bioy Casares, Itamar; de suas degradações pictóricas? Acodem-nos por piedade, senhores!

9.      Fotos e registros, imagens originais e reais de crianças de baixíssimas idades. Pergunta acaciana, de Eça de Queiroz? Onde se foi a noção do ECA? Existe uma estultice de informação, deformação e sandice na quintessência.

10.  E as frases, na estirpe e gênero abracadabra. Mágicas, ilusórias, fé cega e plena de necedade (atenção néscios!) Pratiquem e acontece o efeito.

11.  Citações de princípios de autores reconhecidos, de autoajuda, progressistas, alentadoras. O publica-te e replicante, possui plena e nítida ciência de que são princípios. Entretanto, amador de insta e face nunca tem essa iniciativa. É bom o que replico, mas, nunca faço tal tarefa e labor! Curioso, não?

12.  E a glosa do Chico, de Jesus voltar, o medo dos internautas, de Ele voltar e pegar o património, dinheiro e distribuir aos pobres. Ah, que dó de alguém compartilhar tal idiotice em suas páginas! Socorra-nos, oh, Deus! “Onde está que não responde”, precisamos do Senhor, mais que nunca.

13.  E as fotos de catervas, guetos e maltas dos regaladores, em seus gáudios, gozos e gozosos de boca e Dionísio! Ai, ai, cognitivos e sensitivos de boca e estomacal. Hum.  Topo 10.

14.  E as imagens, os reels do insta, do face, de mãe pássaro, dando de comer aos filhotinhos. Ah, que construtivo, que cognitivo. Ninguém tinha visto. Precisa, gente. Não critique, criatividade, novidade, invectivas!

15.  Imagens de nenê animal, nas ninhadas. Ah, que empolgante, suplicante e degradante. Precisa divulgar. Achado, inventivo. Descoberta e tanta.

16.  Expressões, falas desconexas, de sexos e outros truísmos em anexo. Não vamos divulgar, formativo, incentivo. Vamos fazer igual. Tipo o pascoal.

17.  Gente, atenção os náufragos de face e do insta. Atentem para as prédicas e cânones do dia. Existem sempre as palavras de ordem, aquela prece, aquela reza, aquele termo de poderes miraculosos. Gravou e repetiu. Acontece. Mas, atenção precisa fé, acreditar, força, magnetismo espiritual. Creem e verão como funciona o fluido cósmico. Batata! Pratiquem-no.

18.  E atenção!  Atenção, atentem, fixem, fixação mesmo> não esqueçamos o que está expressando, ditando o célebre instantâneo de momento. Façamos aqui um colchete ou parental. Um portador de idiotia cultural, está em seu mural. “Faça isso e colherá isto, proceda assim e colherá assado! Pleno, sem beiras.

19.  As boçalidades das postagens, os posts de eficácias mágicas e miraculosas. Faça e repita. Atenção, tenha fé e certeza que o resultado virá. Cada mês, siga essa prece. Abracadabra, evole, caburé. Batata, pode esperar. Quantos néscios e Natércias tem que aturar. Lei de casa de penates! Hum, ai, ai!

20.  Bizarras fotos e posts de cenas de infantes e pueris. Bogaris e ridentes. No fundo, condizentes com os autores e autoras, os instas. Sem pejo e zero lampejo! Ui, ai!

21.  E as novenas virtuais. Costumam ser mês a mês, com convites, chamadas, recalls aos de mesma iguala. Façam-me! Dá resultados. Agosto, setembro, outubro eterno-retorno, moto-contínuo. Reels de inteligência alheia. Ai, ai!

22.  Álbuns e coletivas de cenas de inocentes e ingênuas criaturas, nas suas distrações, mata-piolhos, restolhos, coçaduras. Canduras de infantes. Crias!

23.  Bichinhos e seus comportamentos. Meneios, os seus reflexos, genuflexos. Empinados. Ah. Você viu que fofinho, que inteligência, que amor. Ai, ai, ai. A gata que pariu filhotes pretos e brancos! Como explica-se, não sabem. Néscios e suas necedades, hebetismo na quintessência! Merencórios.

24.  E as preces, as palavras de ordem, do faça que acontece! Experimente! Acalente. Perdoe um idólatra e traíra de suas falas e falsidades. Mas, olhe, não o receba mais, olhe de envolta, para vocês amigas.   Não volte mais.

25.  E vamos; não acabou. Vem as fotos, os posts de pets, da humanização dos bichos, alguns tem trancinhas, fitas de adereços. Eu conheço. Ah. Aguente. A gatinha que pariu, olhem os filhotes. Novidades, ninguém sabia.

26.  E as agendas de prédicas do calendário. Olha gente faça isso: mais amor, mais carinho com os bichinhos. Sonhos para sonhar. Ah. Não esqueçam: em nome de Jesus e Deus no comando. Acenda uma vela, a chama, o fluido.

27.  Logo em seguida, aquela fofoca pelo WhatsApp. Nossa, mas você viu o que fulana ou sicrana fez? Atente para a beleza vernacular. Vermicular! Horrores. Isto feito, logo depois de em Nome de Jesus! ah, se não fosse, hein! E os comes e bebes da Sagrada Noite do Menino Jesus. Senhor, perdoe-os!

28.  E os reels de toda hora, há que se aguentar. Rolo pedra ao cume do monte, cai pedra. Polia, sem folia. Gente, gente.

29.  Como bem dizem os ianques e franco-argelinos, os que analisam, além dos especialistas da ONG britânica, todos os instas e faces, beiram a dupla de “folie a deux”. Os lé com lé, e os cré com cré! Entendem. Os jecas e as jecas.

30.  Enfim, humanos, humanoides, bípedes, pitecantropo. Todavia, em qualquer via, muitos indivíduos, pessoas de insta e de face, que tornaram aos primevos da espécie, ou como prolatava o Jornalista Paulo Francis (1930-1997), são tipos sociais e civis que se caem de quatro, não se levantam. Atróficos cognitivos e sinápticos. Sintomáticos e esquálidos de um elementar de cérebros ativos e intuitivos! Deus, oh Jesus, ajudem-nos daí, a entender e suportar esses quejandos e inopinados, membros do homo demens!

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

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Dos Estrupícios - Fardos – e Trambolhos Negativos de Nossa Livre Escolha by

Tanto a Sociologia e Psicologia Social, ao se depararem com os estudos comparativos do comportamento animal (irracional) e dos humanos, estes ramos científicos perguntam: quem é mais racional? O homem ou o animal? Quando os vários feitos, expedientes, atitudes, decisões e escolhas das pessoas se nos apresentam, damos inteira e absoluta razão a estes abnegados agentes científicos, pesquisadores de humanidades (Sociólogos, Psicólogos e Antropólogos, por exemplo), estes que dedicam suas vidas ao estudo da “evolução do homem”. E é muito justo e meritório que louvemos a dedicação desses homens, incansáveis e curiosos na busca e deslindamento da natureza desse bicho classificado como homo sapiens sapiens. Em face de certos comportamentos, homo demens!  

“Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis” Bertolt Brecht. Os cientistas de todas as áreas, são destes aqui lembrados por Brecht. A eles nossos encômios e louvores, porque dão suas noites de sono, de farras, de festas e convívio familiar, pelo bem da humanidade.  Um belo exemplo, foram os biomédicos, virologistas e imunologistas que sintetizaram as vacinas da covid19, salvando milhões de vidas da morbidade e morte pelo novo coronavírus/agente da covid-19. Já está velho, velho coronavírus.

Dos comparativos dos animais e dos humanos. Pode-se elaborar centenas de pequenos e grandes atos que desqualificam os humanos como racionais, inteligentes e superiores aos outros animais. Esse comportamento e gosto das pessoas, se tornaram fácil de análise na era pós-moderna pela vigência da Internet e Redes Sociais. Mais especificamente pela divisão podre e ala antissocial das mídias sociais. Há que diferenciar: Porque existem a internet e redes sócias do bem, e as alas do fútil, do nocivo e tóxico. Veja o caso da chamada deep web e dos apps do mal, do chulo, do nocivo, do bizarro e idiota. Ao gosto e apreciação de vastas multidões de gentes>Instagram, Xis.

Uma pesquisa de uma ONG britânica, que municia os referidos pesquisadores e cientistas de humanidades como os citados neste caput, discorre com propriedade e consistência, a respeito do decréscimo cognitivo e intelectual dos usuários adictos e dependentes dos objetos digitais, com destaque às telinhas dos celulares. Um indicativo dessa involução mental e social, é o fato inconteste do celular ter se tornado parte da anatomia corporal de seus hebetados (idiotas) possuídos. Surgiu esse novo diagnóstico, a ser incorporado ao DSM-V, a possessão digital, a exemplo da demoníaca.

Há que se fazer de forma coerente e com razoabilidade (razão e cognição) esta recomendada indicação. Fazer uso inteligente, produtivo, cultural e informativo útil de um smartphone é possuí-lo. Isto é, ser o dono e usuário possuidor do objeto e não ser possuído pelo objeto e recursos da Internet. Possuir e não ser possuído, de forma escrava e servil dos objetos de mídias e da Internet.  Muitas pessoas viciadas de celular e redes sociais, apresentam o que as Ciências chamam de possessão digital, com o mesmo espectro dos sinais e sintomas do transtorno da ansiedade digital.

A Sociologia Digital/divisão de estudo da Sociologia Geral e Psicologia Social, listam vários expedientes, gostos e aquisições que levam essas pesquisas em indagar e questionar a classificação do animal humano como racional. Abaixo alguns exemplos bem encontradiços e cediços de nossos tempos.

Atentem bem aos estrupícios e trambolhos que tantas pessoas adicionam às suas vidas. Geração e engorda de um filho, sem o devido suporte moral e intelectual e financeiro para sua instrução, educação e formação escolar padrão e útil. Quantas pessoas não caem nesta esparrela e canoa-furada! A vida está cara e árdua; a pessoa tem esta clara certeza; ah, mas eu quero criar um cachorro, um gato, um pet. Falta o que aqui? Planejamento, previsão de cuidados, dissabores, gastos, ração, higiene, privação do animal em apartamento. E chamam o bicho de pet de estimação. Imagine, se não fosse!

E assim, são outras opções e escolhas, estrovengas, estrupícios, privação, sofrimento, carência, compromissos infindos, promessas feitas. Pactos conjugais e depois depressão, ansiedade, vítima de desrespeito, adesão a dividas, boletos bancários, compras parceladas. E mais, repassar e compartilhar esses dissabores, trambolhos e fadigas a outras pessoas parentes e próximos. É demais viver tais vidas sem planejamento, previsões, organização. Enfim, são esses tipos sociais com que temos que conviver e os aturar!

Só para finalizar, e uma reflexão simples dos trambolhos voluntários que certas gentes incorporam em suas vidas. Aquela família que se priva de certos utensílios por poder aquisitivo baixo; aquela jovem ou madame que para sua autonomia pessoal e ajudar no orçamento da casa rala o tempo todo; aquele chefe de família que passa certas privações e desejos não cumpridos! No entanto essa família, esse membro parental adota, adquire, compra, voluntariamente um periquito, um papagaio, uma catatua, um pet pulguento e fedido! Por que dessa citação? No frigir das coisas, essa família, essa madame, se cair morta, não tem como custear os rituais póstumos! E todavia, incorporam em suas vidas esses citados trambolhos! É de se ver por aí. Não é raridade hein!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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Midiáticos e Monitorados pela Justiça> by

Com efeito e deixando seguidores e fãs contrafeitos e justiça e sociedade satisfeitas, vimos a concessão de liberdade relativa à bonitona e turbinada, à base de silicone e Botox, Sra. Deolane Bezerra. Observação importante: ela vai para casa com esta concessão, mas cumprindo cautelares e regras éticas, morais e legais, impostas pela Justiça de PE, onde se encontrava presa, no presídio “Bom Pastor”- Recife. PE. Pelos indicativos de Polícia Civil e Justiça de Recife, sra Deolane (ex participante de Reality Show), é acusada e indiciada/ fase ainda inquiritorial e oitivas, acusada de traficâncias envolvendo apostas online (Bets), lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ao que anunciado por autoridades e Justiça, trata-se de uma empresa familiar, todos são coparticipantes no esquema criminoso. Família unida como se vê!

Por outro lado, quem não conhecia bem, como este modesto escriba, tomou ciência de traficâncias e negociatas do midiático e publicista, cantor sertanejo Nivaldo Batista Lima, vulgo Gusttavo Lima (Gustavo com dois Ts). Bem a caráter pela natureza dos negócios. Até esta data, o que informa a Justiça é que Nivaldo, ou melhor, vulgo (não vulgar) cantor Gusttavo (2 tt), está envolvido nos rumorosos e cabulosos empreendimentos: apostas de jogos online, ditos Bets, lavagem de dinheiro, venda esquisita de aeronave, viagens a Grécia para celebrar seu aniversário, e ajuda na fuga de foragidos da Justiça! A ver, não é! Ainda fica uma pergunta, o que estava fazendo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na festa do sertanejo, na Grécia? Ele aparece em meio aos convivas do rega-bofe do aniversariante, entre esses os procurados pela Justiça Brasileira. O que fazia nosso retorico e muito bem articulado Ronaldo Caiado? A ver!

Continua essa digressão noticiosa. A menção a esses dois fatos- Sra Deolane e Gusttavo Lima, sob investigações policiais e de Justiça de PE, o porquê, essa referência se faz como mote ou glosa à seguinte questão: a que ponto chegamos na qualificação de pessoas que arrebanham milhões de seguidores e discípulos, em nosso País e Mundo. Porque não é característica de Brasil. Basta lembrar de Donald Trump, candidato a presidente nos EEUU. Do fraudador de eleições na Venezuela, tirano Nicolás Maduro, e outros ditadores e seus seguidores pelo Mundo. Ainda lembrar, que só existem ditadores autocratas porque existem os seus acólitos, admiradores e apoiadores, os bajuladores, os serviçais e cativos do ditador em atividade ou candidato a sê-lo! “Servidão voluntária!

Analisando bem os qualificativos e predicados desses influenciadores midiáticos, cantores, formadores de “opinião”, no sistema maria-vai-com-as-outras, no sistema tente ser o que eu sou. Siga-me e você pode ser tão famoso ou rico  como eu, faça tal plástica ou botox e será a mulher maravilhosa e curtida do Instagram, etc, etc. Que predicados são necessários: corpos turbinados por plásticas, botox e academia de ginástica, beleza escultural como Gusttavo Lima e Deolane Bezerra, mulheres de glúteos e mamas salientes, homens malhados, sensuais e sexistas!  Serem esses e essas de boa dicção, boa comunicação e convencimento. Eles têm o segredo de conquistas namoradas e ficar rico.

No íntimo e ao cabo, esses tais e quais influenciadores digitais, sob o crivo intelectual e cognitivo, são lídimos e legítimos rebotalhos e mentecaptos. Muito ao caráter e nos moldes do famoso e fanático Jim Jones (Indiana EEUU- 1931-1978), imitado como Tim Tones pelo por Chico Anísio. Esse então televiso da época, conseguiu arrebanhar milhares de seguidores, e com suas pregações fantasiosas, imprimindo medo e terror nas pessoas, prometeu o paraíso pós morte aos seus apoiadores. Os efeitos sugestivos foram tantos e tão perniciosos que dezenas de fiéis cometerem suicídio por envenenamento, em seu templo de sermões, em Jamestown – Guiana (ex território britânico).

Assim, guardadas as proporções, muitos desses adeptos, os acólitos digitais e seguidores desses rebotalhos e hebetados das redes sociais (os influencers), que imbecilizam e idiotizam as pessoas que os apoiam e admiram. Temos, assim, nos nossos tempos digitais e de redes sociais, os Jim Jones modernos e seus discípulos. E estes igualmente ou mais hebetados e mentecaptos que seus formadores e passadores de opinião. Que mundo, que tempos, que valores, que contracultura. Oh, céus! Oh, Vida; oh, azar. Hoje, para lembrar, a Guiana é o 3º menor pais da América do Sul, Suriname, Uruguai e Guiana, nesta ordem crescente de grandeza.

Em tempo, ao finalizar este artigo, e faço aqui este reparo, Justiça de PE, 2ª Instância/através de um de seus membros, desembargador, que ainda não sei o nome, acaba de conceder um habeas corpus a Gusttavo Lima. O fundamento não se sabe. O que circula também é que O ministro Cassio Nunes do STF, esteve na festa de Gusttavo Lima, na Grécia, em seu aniversário. A ver!

 

  

 

 

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As Escolas de Instrução de Redes Sociais>Instagram  by

Um interessante estudo nos chega da Oslo University – Noruega. Ele se refere à conexão das chamadas redes sociais, nomeadamente o Instagram, com o grau de cultura de usuários de mídias digitais, dos dois gêneros, homens e mulheres. Este braço do estudo foi desenvolvido no Brasil, entre 2019-2024, período de 5 anos. Foram ouvidas 10 mil mulheres. Cada braço da pesquisa envolve sexos separados. São estatísticas, análise sociológica, psicológica, neurolinguística, grau de conhecimentos técnicos e culturais das pessoas, e o desenvolvimento social, ético e cultural das usuárias (braço estudo mulheres), ao longo do tempo, pessoas que detém pleno domínio no uso dos recursos de mídias e suas conexões com o mundo virtual. Em suma, uma vez adultas e formadas no grau de escolaridade e cultura escolhidos para suas vidas e o seu estar ou estadia no planeta, sociedade meio familiar e doméstico, o que essas pessoas usuárias massivas de redes sociais/Instagram, o que elas fazem como incremental e progresso em suas vidas? Estagnação ou evolução? Eis o escopo primeiro do estudo.

Mesmo que de forma clientelista e amadoristicamente, uma exigência da pesquisa foi o domínio dos objetos de mídias, em especial o smartphone e os recursos disponíveis de redes sociais, como o Instagram.  Pessoas que não mostram esse domínio e manuseio elementar, não entraram e não entram na pesquisa. A justificativa é que, o fundamento e busca do estudo é essa conexão: o ganho cultural, de conhecimentos e informações utilitárias na vida, na profissão, nos labores das pessoas usuárias das redes sociais.

Alguns dados são instigantes e curiosos. Assim mostra o estudo, no braço Brasil. Em março de 2024, foi feito o mesmo estudo, envolvendo 95,6% das mesmas usuárias. Portanto, muito representativo em termos comparativos e ativos. Porque se vê, o quanto traz de credibilidade esta análise multivariada com seus desvios padrões do impacto dessas mídias digitais, nomeadamente Instagram, no incremento e desenvolvimento cognitivo, intelectual e social das mulheres usuárias e conectadas no Instagram.

Faz-se oportuno refrescar a memória de brasileiros e eiras, que muitos desses provedores como Tik Tok, rede X e Insta, possuem poderosos, camuflados e eficientes algoritmos e mecanismos de tornar as pessoas viciadas, adictas de seus recursos. Ao que traduzindo de forma livre, palavras do estudo, uma modalidade de hebetização ou imbecilizaãao dos clientes, de forma interesseira e como alvo os adolescentes, crianças e jovens.  Porque estão em fase de maturação cognitiva, intelectual, facilmente doutrinados a essas plataformas.

Vamos a alguns dados conclusivos da pesquisa, nesse período 2019-2024. São instigantes, bem a caráter, bem confluentes com dados empíricos e de opinião de muitos especialistas, na chamada webdependência, ao niilismo digital. No bojo da pesquisa são citadas por exemplo os distúrbios psíquicos e cognitivos causados pelo uso indiscriminado de Internet e as futilidades das redes sociais. Há menção aos chamados diagnósticos de nomofobia, fomofobia e depressão digital. São espécies de neuroses de angústia digital.

O estudo/pesquisa no braço Brasil, traz conclusões do que os analistas multidisciplinares chamam por exemplo de, numa tradução livre: truísmos, tautologia, platitudes e singularidades pueris. E essas se caracterizam, conforme dados tabulados da pesquisa > www.women.reel.br > Essas revelam que no que concerne aos valores culturais e de cultura dessas mulheres do Instagram.

Em suma, a maioria dessas mulheres de Tik Tok, face, ex Twitter, passados 5 anos de reanálise, não sabem o regime de governo do Brasil, como se compõe o congresso nacional, como se forma os chamados 3 poderes, que a água é um composto de duas substâncias (H2O), porque a água apaga o fogo, qual o gás mais presente na atmosfera etc. As postagens massivas dessas instagramáticas são sempre posts de influenciadores de idêntica forma hebetados e imbecilizados.  Comidas, bichinhos, pets, pratos de comida, cenas pueris e outras bizarrices, platitudes, infantilidades e mediocridades! Oh, céus, oh vida, oh azar. Doncotô, proconvô.  Ninguém sabe o caminho. Êta mundo de frivolidades e baixarias cognitivas e analfabetismo funcional. Em uma frase; grande parte das mulheres do Instagram, passados 5 anos, erraram a maioria das perguntas, de nível do ensino fundamental I e II, mostrando estagnação ou involução cognitiva e intelectual.   

Uma vez mais, registra-se: todas as tecnologias foram e são concebidas, desenvolvidas, aprimoradas (caso de Internet e redes sociais) para o bem, para auxiliar as pessoas de bem, em suas atividades de entretenimento, lazer, cultura e formação intelectual. A questão está no nocivo uso e distração fútil, apenas, que homens e mulheres fazem dessas tecnologias. Caso da faca de cozinha e do martelo. De vez em quando alguns usam-nos para ferir e matar o outro.

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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O Caso enganoso do sutiã, da noiva e casada by

João Joaquim 

Em 2015, o Deputado Gilmar Fernandes Quintanilha (DEM-RJ) apresentou à comissão de constituição e justiça da câmara dos deputados, em Brasília, um projeto extremamente polêmico, e evidente reprovado. O projeto contra a comercialização e utilização do sutiã com bojo no Brasil.

Segundo o deputado este acessório promoveria o crime da propaganda enganosa na medida em que sugeria que o busto da mulher fosse rígido como se mostrava pelo sustentáculo íntimo das mamas.

Afirmava ainda que “o jogo da sedução se dá numa relação de oferta e procura. As mulheres se valem de adereços desonestos para publicitar seus corpos e potencializar sua possibilidade de seduzir. Usar elementos que driblam a percepção plena do produto que o consumidor do atributo irá consumir é crime”.

“É deveras frustrante para o homem ao desabotoar o sutiã e perceber o seio da sua desejada desabar abruptamente. Perdemos a excitação e somos abatidos pela frustração de termos sido enganados por este truque infame”. Afirmava Quintanilha. E mais: “Do ponto de vista legal a publicidade enganosa é compreendida como aquela que mente sobre produtos ou serviços ou deixa de dar informações básicas ao consumidor”. Obs, esse relato aqui posto consta nos projetos de lei do então deputado, no site da Câmara, mídias e internet.

Ler um projeto de lei desse então deputado, soa ao menos hilário e risível, para não dizer frívolo e de uma idiotia pantagruélica. Ou seja, sendo mais civilizado, é muita falta do que fazer e criar em mente de um representante das necessidades e aspirações dos eleitores e leitores de um parlamentar.

De igual natureza e estultice é “para lamentar” a ideia de nosso presidente Lula, com a volta do horário de verão. Porque provado já foi, em se falando das regiões, onde implantado, trazer mais danos e sofrimento que a desprezível e questionada economia. Tipo a fruta jabuticaba, que dá no pau da árvore; e se não exclusiva, mas bem típica de Brasil. Há outras jabuticabas como tais.

Em se tratando e discorrendo sobre propaganda enganosa falsa, vale esse caso social concreto e bem reto. Lembro bem do relato intimista de um amigo que me contou do porquê ter se divorciado tão precocemente da mulher, com a qual teve um filho. O Sr. JSP, 45 anos, engenheiro florestal e trabalhador, metódico e disciplinado, casara aos 34 com uma linda jovem de 30. Conheceu-a em um sarau. Bela jovem, vistosa, bem penteada, perfumada, atrativa de físico e comunicação. Namorou e noivou durante 12 meses, casou e logo a mulher engravidou. De namoro e noivado a moça trabalhava de auxiliar contabilista com um tio. Uma vez casada não quis mais trabalhar de contadora. Estava cansada.

E aqui, conta-me de forma bem-humorada o engenheiro amigo. Ao que ressuma o relato, ele foi surpreendido no enredo do “Me engana que eu gosto”. Ou em um paralelo do conto do vigário. A mulher que de solteira aparentava com notas esverdeadas de dólares ou esmeralda, transcorrido o registro conubial, voltou às suas inclinações naturais ou educacionais de lambona e sugismunda.

Quem era o personagem de quadrinhos sujismundo? Quem era esse tal?  basta revisitar o personagem em quadrinho de 1972, de Ruy Peirotti (1937-2005).  Sujismunda! Aquela figura que não gostava de tomar banho, de lavar mãos antes de refeições e pós micções, de andar desgrenhada, se em casa estivesse todos os dias, que pouco se importava com o próprio lixo produzido. Lambona, lambona, porcalhona!  Se tem os homens há também as mulheres!

O marido engenheiro foi criado e formado com disciplina e higiene em tudo. Não suportou, dela se desvencilhou. Trabalhosamente, burocraticamente! Filho menor de 8 anos. Adivinhem com o quem quis ficar o filho! Com o pai. Surpresa?

Moral dessa história: assim caem muitos homens ou mulheres na chamada esparrela. O que vem a ser. De solteiro ou solteira, o homem ou muito comum, a mulher. Vaidosa, perfumosa, limpinha para o cinema, sarau, comes e bebes, pizzas e churrascos. Faz até academia e mostra-se vaidosa e magra. Casada e garantida, se torna sedentária, feia, obesa, estilo baranga, desmazelo e porcalhona. E há homens e mulheres que aguentam! Tolerância, toleima, complacência e dó? Ou vem a solução plano B, separação, cessação!

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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Modelo de carapuça by

Aprecio muito os pareceres e pesquisas do ilustre psiquiatra Paulista, professor Phd  Guido Palomba, expert e veterano em psiquiatria forense, e que versa com muita eficiência e proficiência em áreas de Filosofia, Humanidades, Sociologia e Criminologia . De igual forma e proveito o psicólogo forense Manuel de Ávila Cerqueira; este, dedicado à avalição de personalidades e perfil social e relacional de pessoas que buscadas pela Justiça de São Paulo, interior e Capital, são a pedido judicial, avaliadas por esses profissionais, com os chamados teste de personalidade e criminológico. Ou teste perso.

Na avalição dos qualificativos personalíssimos do indivíduo, é de se sublinhar o teste do que seja um indivíduo folgado (homem ou mulher), já explicando o significado de indivíduo, substantivo de 2 gêneros, que designa a pessoa humana, no caso, porque pode  ser também animal. Muito instigante é esse modelo de teste infalível dos qualificativos sociais, relacionais e morais da pessoa. Ao certo são testes também denominados criminológicos, extensivos em compreensão, ao que sejam os indivíduos aceitos como normais, os desadaptados, os sociopatas, os desviados dos critérios padrões.

Após qualquer entrevista, ou que o profissional aqui citado, um desses apontados aqui no texto. Que o psiquiatra ou psicólogo forense já conheça o tipo de pessoa. Em seguida, que faça uma descrição minudente, bem aproximada dos quesitos éticos, morais e sociais, da pessoa. É a caracterização social, cultural e moral da pessoa.  Sem nominar e identificar esse avaliando. Seus predicados, ou melhor seus vícios, baldas, sestros, esgares, meneios, morfologia, caráter. Tudo assim elaborado, a pessoa em teste vai ler o texto, com parcimônia, e sem acrimonia que seja, ou eudaimonia.  Porque cada qual traz os seus significados e significantes de felicidade, bem-estar, qualificativos sociais e morais.

Em seguida que seja tomada a reação dessa pessoa testada. Sua irritabilidade, sua queixa a amigos ou comparsas próximos, sua decepção e mensuração de seu melindre. Atingido o pico destes quesitos, está concluído o teste. Não há nada a acrescentar. Ela passou no teste e seu caráter e desqualificação estão documentados. Teste de personalidade positivo.

Uma pessoa mais simples ou modesta, em estudar esses testes de avaliação, concluiria: a carapuça ou gorro serviu direitinho. Teste provocativo positivo. Porque vamos listar aqui exemplos bem acacianos ou infantilizados. Como o são muitos desses tais, quantos e quejandos avaliados. Imagine este articulista aqui ser tachado, sem ser taxado, de careca, de gay, de golpista, de inadimplente ou caloteiro, de vida estroina e estrovenga familiar, de embusteiro e bisbilhoteiro. Assim posto, este signatário, sequer se lixa para esses apontamentos. Como alguém que não é golpista ou de fancaria vai achar ruim de assim ser titulado, se esse alguém passa a infinita distância desses labéus e vilanias?

Um especialista nessa temática, afirmou com muita propriedade. Quer comprovar os vícios e defeitos de uma pessoa que os tem, mas nega. Faça uma resenha ou laudo sobre ela. Sob forma de uma contra homenagem. Diga tudo sem biocos ou rebuços. Permita que essa pessoa leia com clareza o texto. Se essa dita e indigitada pessoa, sentir seu melindre afetado e lesado, se ela se irritar, se reclamar a terceiros ou ao autor do texto se negando a ser o descrito, significa o que? Assunto pacificado e encerrado. A pessoa é tudo descrito e mais alguma coisa! Infalível teste. Porque conforme especialistas no politicamente correto, se se quer agradar uma pessoa, enchê-la de empáfia e confiança, do chamado autoengano moral e ético, fale das virtudes e qualidade que ela não possui. Perfídia, perfídia, perfídia. Aí, sim, o elogiador se colocará em alta estima dessa adjetivada. Falsa e mentirosamente!

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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Tortos e Mentecaptos by

 

Dias desses, mês de setembro de 2024, ouvia-se uma entrevista do Historiador Marco Antônio Villa- SP Capital. Ele se referia a certo candidato à prefeitura de SP Capital, e comentava sobre o perfil ou folha-corrida criminal desse concorrente ao palácio municipal da Terra da Garoa. Penso que se qualquer leitor buscar na internet e redes sociais, não será difícil identifica-lo pelos qualificativos antissociais e incivilizados. Ao que parece é de provocar inveja em qualquer malandro, folgado e desqualificado das hordas criminais do baixo clero, como se refere o próprio historiador. Porque o historiador Villa entende de histórias pessoais de figuras públicas, de Brasil e biografias em geral.

Avezando-se na oportunidade ancilar do aqui indigitado especialista (Marco Villa), pode-se discorrer e alargar ainda mais essa questão, do quão existem de gentes ordinárias, baldas ao naipe de educação social e ética. São pessoas, são povileu e gentalhas animalescas, em todas as searas da vida humana, a muito difícil e complexa sociedade animal. Há de fato e concretamente, certos tipos de indivíduos, homens e mulheres, pouco importam o sexo, o gênero, a preferência, as escolhas sociais e sexistas dessa gente, indivíduos antissociais; há certos tipos que têm incompatibilidade de viver de forma ética e honesta em sociedade. Por isso deveriam viver apenas com os de sua iguala. Os lé com lé, cré com cré!

A coisa, quer dizer, a existência e convivência de certos tipos psíquicos ou psiquiátricos, sociais e familiares de certos homens e mulheres, tornam-se pesados, sofríveis, agastantes e rebarbativos e pernósticos. Para quem? Para aquelas pessoas tidas e concretamente provadas serem pessoas normais, éticas, civilizadas, respeitadoras e gentis.  Muitos são os tipos de indivíduos que lhes aplicando um rigoroso filtro de personalidade e civilidade, eles são sumariamente reprovados. Tendo-se em consideração o convívio harmonioso e cooperativo entre as pessoas de bem, operosas, produtivas e sérias. Conforme a frase de certo homem público (?): “ de longe todos são normais, ao se aproximar sobra pouca gente normal e civilizada, basta conversar um pouco”.

O que nos ensinam as Ciências Humanas, como Sociologia, Psicologia Social e Antropologia? Basta centrar nos predicados da personalidade da pessoa. Quais são os determinantes ou fatores formadores do perfil social e convivencial do indivíduo? Existe a herança genética influenciadora, da qual todos os ramos do saber falam de forma convergente, uníssona! Entretanto, não se pode desgarrar da chamada herança social familiar. Cada pessoa é em grau elevado o que são os pais. E vêm as razoes. Conforme teorias e ensinamento científicos, existe um espelhamento do perfil e da personalidade dos pais nos filhos, via essas duas heranças: uma genética, adicionada pela herança ética, social, cultural e valorativa da família. Teoria do espelhamento, que não falha.

Os qualificativos éticos, sociais, culturais e laborativos da pessoa têm tudo a ver e estreitos laços com o que sejam o pai e mãe da pessoa.  São dados sociológicos e antropológicos. Se o sujeito nasceu psiquicamente e organicamente normal (mente sã em corpo são), uma educação padrão, correta, corretiva e exemplar o tornará o espelho do pai e da mãe. Ao contrário. Tome-se um típico caso social. Filhos e filhas de um pai bebum, folgado, omisso e desdenhoso na criação e educação dos filhos. Mais, uma mãe de baixo cabedal cultural e escolar (cultura de novelas, big Brothers, reality show, redes sociais). Pergunta: o que esperar dos qualificativos éticos, sociais e de convivência e produtiva desses filhos? Honrados, trabalhadores, independentes, autônomos, civilizados, responsáveis solidariamente nos deveres de cuidados de um ancestral inválido e doente? (Mãe, pai, avós)?  Improvável que o sejam!

Para concluir. Vamos tomar as pertinentes palavras do historiador Villa (jornalista e Youtuber). Muitos são esses tais e quantos indivíduos. “ Autênticos rebotalhos e cloacas humanas”. Esses tais e infestantes indivíduos, homens e mulheres estão por aí, em nosso meio. A questão posta é esta: se em uma campanha eleitoral, o convívio é temporário e passa, não gera desgaste e contaminação.  O que é menos penoso! Agora, imagine quando essa caterva ou turba de gente, está em nosso círculo familiar, onde não se pode romper relações sociais, pelo politicamente correto. Então haja fadiga, arrufos, tédios, paciência e resignação para tolerá-los. Nada leve ou cívico. Toupeiras, trogloditas, rebotalhos e mais alguma coisa de incivilizados. Não são encontradiços, mas esses “cidadãos e cidadãs não são raros em algumas famílias”. Então haja, insônias, enxaquecas, depressão, ansiedade.

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

 

 

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Os Triques Troques do TiK Tok by

Leiam os parágrafos a seguir:

“A qualidade dos conteúdos nas Redes Sociais está caindo, e algumas plataformas contribuíram para isso, tais como TikTok,  Kwai e o próprio Instagram, que acabou se adequando para não perder usuários para outras plataformas. Isso também abre oportunidade para novas profissões como as de Fofocalizador ou Cuidador da Vida Alheia, afinal existem postagens através do Reels, Status ou Stories,  e das próprias postagens, sabemos exatamente o que a pessoa está sentindo naquele determinado momento: fragilidade, estresse, raiva, indignação, felicidade, alegria, revolta, briga com namorado ou namorada, fé, inveja, racismo, intolerância, entre outros. As pessoas estão implorando por atenção e querem ser notadas a qualquer custo! As pessoas que vivem só de fofoca seguindo perfis de gente famosa.

Em um estudo de pesquisa realizado pelo Departamento de Sistemas de Informação da TU Darmstadt (Prof. Dr. Peter Buxmann) e o Instituto de Sistemas de Informação da Humboldt-Universität zu Berlin (Dr. Hanna Krasnova), os membros do Facebook foram entrevistados sobre seus sentimentos depois de usar a plataforma.

Mais de um terço dos entrevistados relataram sentimentos predominantemente negativos, como frustração e inveja. Os pesquisadores identificaram que invejar seus “amigos do Facebook” é o principal motivo desse resultado.

A gerente de projeto, Dra. Hanna Krasnova, que atualmente é pesquisadora de pós-doutorado na Humboldt-Universität, explicou que, “embora os entrevistados relutam em admitir sentir inveja enquanto estão no Facebook, eles geralmente presumiam que a inveja pode ser a causa por trás da frustração de “outros” nesta plataforma — uma indicação clara de que a inveja é um fenômeno saliente no contexto do Facebook e do Instagram. É muito mais fácil postar um prato de sushi para despertar a ira das pessoas do que estudar e programar uma postagem científica e de conteúdo”. 

Por Alex Branquinho Bacharel em Direito apaixonado por tecnologia

 

E assim caminham os rebanhos e turbas de pessoas. Muitas dessas tais e qualificadas, por elas próprias em seus perfis no Instagram. Elas se tornaram cativas, embevecidas e sedadas, alienadas nas suas páginas públicas da Internet. As redes sociais se tornaram um laboratório a céu aberto para pesquisadores, sociólogos, psicólogos sociais e críticos sociais. Tudo grátis, graciosa e difusamente provado.

Ao menos nessa questão, a Internet e suas ubíquas plataformas digitais nos oferecem, nos brindam com esse qualificativo. Porque antes, precisava de a pessoa autorizar ser entrevistada, de falar do que elas pensam, sua cultura, sua contribuição crítica e cultural do meio social onde inserida. Agora, não! Agora há uma profusão de dados pessoais, da intimidade, do cabedal, ético, social e profissional ou de vagabundagem dos internautas. Frívolos e fúteis navegantes.

Muito instigante e curioso se torna o fundamento que cada usuária (mais mulher, por que será hein?) posta. Ela se apresenta para acreditar e ter convicção em suas ocupações diárias, seja na vida prática cotidiana, e que ela posta em seu Instagram. Imagine aquela mãe, pode ser também o pai, cuja centralidade de sua cultura e cabedal intelectual, seja o que os seus influenciadores digitais publicam e repassam. Esses tais e duvidosos niilistas digitais são os messias da modernidade, dos tempos midiáticos. Temos então os seus discípulos, alunos, aprendizes e sectários, acólitos e repassadores de cultura. Ignóbil cultura!

Esses influencers, pode ser qualquer rebotalho, ou as cloacas sociais, como um de sobrenome Neto, ou de sobrenome Marçal. Não importa! Em que esses tais e desqualificados humanos creem e apregoam? Em abracadabra, em preces mágicas, em óleos milagrosos, em infusões para cura de depressão e ejaculação precoce ou frigidez feminina. Em fetiches, em gatinhos mimosos, em filhotinhos de cães ternos etc, etc; e tal e coisas mais.

Nos chamados “reels” editados pelas pessoas que instam. Explica-se para os “baixos culturais” das redes sociais. Existe o verbo instar. Quem insta é porque tem pressa, sem raciocínio, os embotados de raciocínio abstrato, de cognição parva e tarda. Tem-se uma foto, um vídeo, nesta instância, na pressa, há um filtro e a pessoa envia aos seus contatos. Risíveis e ridículos.

Exemplos de platitudes e abobrinhas do Instagram. Tudo aspado: você viu a foto da fofinha que te mandei? Você não respondeu! Olhe e me fale se ficou boa. A tá. Eu vejo! Viu a foto do prato que comi? Um.. tava uma delícia. Sabe o cachorrinho que ganhei? Eu desisti, quando peguei, ele era tão fofinho, agora 4 meses, pesa 15 kg, e faz a maior anarquia dentro do ap. Morde meu sofá, faz xixi no piso, cocô. Eu nem imaginava, acho que vou desistir dele! Santarrã e ínfima inteligência. Não lembrou que um filhote de cachorro cresce! E rápido.

Digo eu, o editor: Jesus, socorra-me. Abracadabra! Que mundo fútil e oco de sentidos! E ainda há os horrores da linguagem paupérrima. E imaginar que muitas e muitos desses usuários, portam, guardam diploma de curso superior: Administração, Língua Portuguesa, Direito. São, por assim dizer diplomados nessas áreas. Já imaginou! Profissionais, não; remotos a esses misteres. Ah, mais um dado de estudo vertical. Alguns desses e essas, detém bons empregos, órgãos e tribunais de altos coturnos. Um dia, treinados, passaram em concurso! O ofício fica fácil, porque a IA ajuda, há os algoritmos, softwares do faz assim e assado. Qualquer secundarista, faz as mesas tarefas. Eh Brasil!

 

 

João Joaquim 

 

 

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O RECUSADO PORQUINHO DE ESTIMAÇÃO  by

Já vou logo admoestando que não sou muito de falar por calembur. Calemburar ou perifrasear não é de meu gosto. Porque há pessoas que vivem nos seus triques troques. Outros e outras em suas pacholices. Gente pachola, madraça cheias de si e soberbas. Há gente que tem a propriedade do instrumento musical tambor. Este soa e ressoa porque é vazio, oco. Assim, são muitas pessoas, si-cranos e si-cranas! Pasmem! Deliberem e vejam.

Quem lê por exemplo a magnifica obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, há de lembrar a genealogia do personagem, Cubas! Ah, Cubas! Quantas cubas. Tem-se por exemplo Brás Cubas (1560), Vila de São Vicente, Santos. Épocas!

Olhe esta estória, veras, verossímil, arte imitando a realidade. Conta-se que certo pai quis dar de presente um bácoro para o filho de 10 anos. Menino muito arguto e racional, logo inquiriu e perquiriu do pai. Por quê! Ora, filho, um bichinho de estimação! Mas, papai, estamos indo contra a natureza, com certeza. O pai aturdido e surpreso, pergunta, me explica, filho querido!

Contra a Natureza como a luz acesa sobre esta mesa. Sabe por que? O bichinho não nasceu para ser companhia de gente, gente pequena ou grande. E tem mais, não é de sua inteligência e gosto, ficar preso, cercado por paredes e luxo. Olhe bem onde ele foi criado e crescido. Com a mãe e seus irmãozinhos, os porquinhos e sua mãe. Não; eu vou pedir para o senhor me arrumar outro presente. Como assim, filho querido? Me fale!

Respondeu o filho: Sabe meu amiguinho, o Pedrinho Henrique? O filho de um professor da minha Escolinha. Ele me contou que o pai dele, o professor Adílio Novaes, quando criança brincava de livros, de colorir, de montar quebra-cabeças, de tocar violão e flauta. E foi assim que ele formou em duas faculdades. E assim, gostava tanto de brincar com os amiguinhos e fingir de professor que virou professor!

Sabe o que eu quero? Aquela coleção de livros da turma da Mônica, quero também uns gibis, uns cadernos de arte, de colorir, de jogos matemáticos. Sabe por que? Porque quero ser um cientista, quem sabe até astronauta. Sabe, pai, brincar eu brinco de vôlei, de sinuca, de tênis, de pula-pula com meus amigos. Nem preciso celular, nem de tablet. Minha professora, a tia de português, nos ensina que celular, Instagram, não ensina nada que presta a criança.

Nisto, nesse meio termo, entra a mãe, que era engenheira de alimentos, e preparava jantar com a irmã mais velha, Alicia Novaes. 15 anos. A mãe, Maria Luzia, ou Malu, na intimidade. Completou a mãe  a fala do filho. “Apoiado”, filho, Isto mesmo. Porquinho, coelhinho, cachorrinho têm os direitos dos animais. Está escrito na Lei dos Animais. “Apoiado”, vamos dar o presente de aprendizado que você quiser. All Right”. E assim, cumpriu-se o desejo do menino (maluquinho por aprender); cumpriu-se o dever de pai e mãe. Oh, Bendito o que semeia livros, livros, cultura, educação, instrução, cidadania!

 

 

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Drogas do bem e Drogas do Diabo by

 

Conta-se e soa muito persuasivo e verossímil, vindo essa narrativa da sabedoria dos tempos de Confúcio e Buda, que as drogas ilícitas como o álcool, a maconha e a cocaína são uma invenção do diabo. Não leram mal, não! Exatamente essa descrição e digressão que se faz aqui, replicando essa sabedoria de milénios. Seria essa versão, em suma: as substâncias boas e de uso medicinal, como o ópio, os analgésicos leves ou potentes como a morfina seriam uma criação divina. As ditas drogas maléficas ou malignas, como as denominam essa sabedoria oriental seriam uma criação do demônio, em uma tentativa frustrada de imitação da criação divina.

De fato, quando se olha uma e outra substância, a do mal e do bem, há toda uma destinação diferenciada. Tome-se o exemplo da morfina: ela existe como uma criação benéfica, no aplacamento e mitigação do sofrimento, da dor física, a mais insuportável, de um infarto agudo de miocárdio, por exemplo. Tome-se o caso do álcool e dos danos que a bebida traz ao alcoólatra e seus familiares domésticos, os que coabitam com o dependente e bebum. De horrorizar!

Essa mesma sabedoria oriental, faz outro paralelo, entre uma criação divina versus uma diabólica: os anestésicos de variados graus, desde um local ou geral. Imagine se tivesse que fazer uma cirurgia sem anestesia, soa de fato como uma criação do bem, do benefício, da bem-aventurança, de eliminar qualquer dor do paciente, em cirurgia. Já a criação diabólica, os venenos de modo geral, inclusive dos animais peçonhentos, capazes de provocar muito sofrimento, dores lancinantes e morte.

Há a explicação, até mesmo espiritual, de que quando sem tem um drogadito ou alcoólatra em uma casa, basta um desses, toda a família do convívio adoece junto. Faz todo o sentido e aceitação. Quanto mais próximo o parente ou parenta, mais essa pessoa adoece junto com o bebem! É um adoecimento emocional, físico e espiritual.

Doutrina e seitas como o budismo, o xintoísmo e o espiritismo, nos passam essa preleção e interpretação. Do adoecimento domiciliar de um bebum, um alcoólatra contumaz. A casa e domicílio comum de um alcoólatra recalcitrante, continuado e desleixado com seus deveres de chefe de família, aos poucos, lar e pessoas vão sendo invadidas pelos espíritos imundos da criação diabólica, as drogas que entorpecem e conspurcam viciado e pessoas próximas. É o que ocorre por exemplo com a mulher de homem em desmazelo corporal e moral dominado pelo álcool. Essa esposa vai padecer o sofrimento psíquico, depressão, tristeza, isolamento social, imunidade baixa e contrair doenças malignas como o câncer orgânico. Porque de câncer psíquico e espiritual ela já vem sofrendo com o marido bebum!

A História nos conta vários casos de homens públicos, e esses são emblemáticos do que se dá com milhões de lares comuns pelo Brasil e mundo. Como esses dois exemplos são falecidos, é hora de citá-los como modelos de arruinação social, pessoal e familiar.

Camilo Benso (1810-1861), também chamado de conde de Cavour, foi primeiro ministro da Itália (era Reino de Itália). Bebum de 1ª categoria, arruinou a si, mulher e alguns filhos. Outro indigitado alcoólatra, Otto Von Bismarck. Além de título de chanceler de ferro, foi um político histriônico e fanfarrão, tipo Trump. Se fez contra a igreja católica, se rebelou contra opositores. Ele criou o 2º Reich alemão. O sujeito era de têmpera de aço, de tanto cruel, era um cachaceiro nas horas vagas. Mulher e filhos, inclusive um filho bastardo, de igual forma adoeceram, a mulher morreu de câncer, os filhos se embrenharam em depressão, danação financeira e outros destrambelhos pessoais e fiscais. Tudo sob o império dos espíritos malignos da bebida.

E para fecho de resenha sobre os cachaceiros e drogaditos, os alcoólatras que põem suas vidas e vidas de seu entorno (esposas, filhos, cuidadoras) na mesma canoa furada, nos barcos à deriva de suas vidas. Esses tais e quais parentais se tornam doentes pelo vício e adoecem muitos ao seu redor, os que se dispõem para ajuda e até obedecem às suas ordens e caprichos, e vexames, e vergonhas ante outras pessoas visitantes. É o processo do adoecimento domiciliar, no conceito de contágio mórbido dos espíritos malignos, da Legião, outro nome do diabo. Vade retros, possessos e malignos do álcool e drogas!  

 

 

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Pouco pundonor e sem pudor. by

 

Em artigo bem singular, porque pouco estudado no Brasil, falou-se no fenômeno da conformação, em uma analogia com a água. Porque ela é a campeã em conformismo e conformidade. Esse trecho: “O que vem a ser o fenômeno da conformação social? Existe uma certa analogia com a água na sua capacidade de se amoldar, de se adaptar como conteúdo a um continente. Assim como a água se conforma ao recipiente dela contido, um vaso, um duto, um copo, uma taça, uma garrafa, uma ampola; nós humanos, em muitas circunstâncias e contextos, nos conformamos às condições, fatos, comportamentos, atitudes, vícios, exploração do outro, deslealdade, infidelidade, defeitos morais e sociais e outras expressões e demonstrações fora dos padrões de civilidade e convivência social ética”.

No Reino Unido, em tempos pós Internet uma ONG, deu de avaliar o grau cultural, social e valorativo dos usuários e usuárias de Internet e redes sociais. Quando se lê por exemplo, os qualificativos e escores culturais, de valores e o que professam e expressam milhões de clientes e consumidores de tik tok e Instagram, por exemplo. Fica-se horrorizado e incrédulo com o que as pessoas trocam de valores, mensagens, cultura, conhecimento do que para essas gentes traz de crescimento e qualificação pessoal e cultural. Haja mediocridade!

Uma ONG como essa, nos dá a exata métrica e ANÁLISE do que pensam, do que cultivam consumidores dessas banalidades e platitudes, do que seja a desqualificação de grandes rebanhos de gente que não passam um dia sem mergulhar nessas futilidades. Torna-se até admirável de se imaginar, em se falando de gente, de indivíduos com um gosto e predileção por um incremento de conhecimento que traga algum benefício para sua condição de cidadania e agente apto a melhorar sua inserção social, profissional, de crítica, de melhoria de si e de seu entorno familiar e social.  Haja mais mediocridade!

Foi o que delineou e diagramou essa recente pesquisa sobre o cabedal ou jaez, como se traduz de forma livre, a respeito da maioria das pessoas que intercambiam com usuárias(os) por exemplo do site Instagram. A lista de posts, vídeos, palavras de ordem, truísmos, abobrinhas, frivolidades, até, acreditem, posts de infantilismos e chulices; chega a dar engulho e nojo, o multitudinário de besteiras e asnices editadas. Tudo feito sem nenhum pudor ou vergonha de ser  o que são o usuário e usuária dessas bobagens. Continua as mediocridades.

Porque há de igual forma essa realidade. As pessoas não mais se coram, se enrubescem, não se pejam e nem se envergonham com o seu baixo nível social e cultural. As pesquisas feitas aqui no Brasil trazem essas perguntas. Tipo: você não se incomoda com o que pensam quem vai visualizar as suas publicações? Você não se incomoda com os vídeos frívolos e infantis enviados aos seus seguidores?

Não! Não estou nem aí! Porque não sou o autor de tudo que posto e publico. Eh, mas se você edita, publica e registra, você homem ou mulher, jovem ou veterano, significa o que?  Significa que compartilha e se torna coautor (a) desse gosto, desse desqualificado post, vídeo, mensagem, prece, abracadabra.

Porque, em síntese e ao cabo, esta é uma outra realidade irreversível. A maioria, quase a totalidade dessas pessoas de redes sociais, com fotos e vídeos disso e daquilo, de si, de filhos e filhas menores, da intimidade de uma gravidez, de um parto, de trajes sumários e quase nudez. Da própria nudez desavergonhada. E tantas outras futilidades e infantilismos; essas tais e quais pessoas perderam esses atributos morais e sensuais, o recato, o pudor, a intimidade; tudo jogado no lixo! Tempos para lá de esquisitos e baixos! Arre! Cruz credo! São maltas, são turbamultas e catervas de indivíduos com indicativos de que nada fizeram de ganhos e incrementos culturais e tecnocientíficos na construção melhorada de si próprios ou de filhos sob sua responsabilidade e instrução social ou ética. Um quid e quejando indivíduo desse naipe e substância, vai espelhar em um filho ou filha menor, os seus iguais predicados.

Pensemos e reflitamos juntos e coesos. Uma mãe ou pai que permite que um filho ou filha de 8 anos, 10 anos já exiba em alguma rede social, que tenha já essa liberdade e domínio, essa mãe, principalmente ela, a monitora e educadora dessa filha. O que esperar dessa criança, Criança hein, bem entendido! O que esperar dela quando adulta? A conclusão é bem ao estilo de Acácio, o personagem de Moliere. Filho de peixe, peixinho será. Filhos de corvos ou grifos, nunca viram águia!

 

 

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Nicolau –Custódio-Irmã-Cunhado by

E o Nicolau hein!

Um dia, estando ele em casa da irmã, perguntou-lhe esta por que motivo não adotava uma carreira qualquer, alguma cousa em que se ocupasse, e...

- Tens razão, vou ver - disse ele.

Interveio o cunhado e opinou por um emprego na diplomacia. O cunhado principiava a desconfiar de alguma doença e supunha que a mudança de clima bastava a restabelecê-lo. Nicolau arranjou uma carta de apresentação, e foi ter com o ministro de Estrangeiros. Achou-o rodeado de alguns oficiais da secretaria, prestes a ir ao paço, levar a notícia da segunda queda de Napoleão, notícia que chegara alguns minutos antes. A figura do ministro, as circunstâncias do momento, as reverências dos oficiais, tudo isso deu um tal rebate ao coração de Nicolau, que ele não pôde encarar o ministro. Teimou, seis ou oito vezes, em levantar os olhos, e da única em que o conseguiu, fizeram-se lhe tão vesgos, que não via ninguém, ou só uma sombra, um vulto, que lhe doía nas pupilas, ao mesmo tempo que a face ia ficando verde. Nicolau recuou, estendeu a mão trêmula ao reposteiro, e fugiu.

- Não quero ser nada! - Disse ele à irmã, chegando a casa -; fico com vocês e os meus amigos.

Os amigos eram os rapazes mais antipáticos da cidade, vulgares e ínfimos. Nicolau escolhera-os de propósito. Viver segregado dos principais era para ele um grande sacrifício; mas, como teria de padecer muito mais vivendo com eles, tragava a situação. Isto prova que ele tinha um certo conhecimento empírico do mal e do paliativo. A verdade é que, com esses companheiros, desapareciam todas as perturbações fisiológicas do Nicolau. Ele fitava-os sem lividez, sem olhos vesgos, sem cambalear, sem nada. Além disso, não só eles lhe poupavam a natural irritabilidade, como porfiavam em tornar-lhe a vida, se não deliciosa, tranquila; e para isso, diziam-lhe as maiores finezas do mundo, em atitudes cativas, ou com uma certa familiaridade inferior. Nicolau amava em geral as naturezas subalternas, como os doentes amam a droga que lhes restitui a saúde; acariciava-as paternalmente, dava-lhes o louvor abundante e cordial, emprestava-lhes dinheiro, distribuía-lhes mimos, abria-lhes a alma...

Excerto de o conto Verba testamentária de Machado de Assis

E o Custódio

Esse Custódio nascera com a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho. Tinha o instinto das elegâncias, o amor do supérfluo, da boa chira (comida), das belas damas, dos tapetes finos, dos móveis raros, um voluptuoso, e, até certo ponto, um artista, capaz de reger a vila Torloni ou a galeria Hamilton. Mas não tinha dinheiro; nem dinheiro, nem aptidão ou pachorra de o ganhar; por outro lado, precisava viver

Excerto do conto O empréstimo de Machado de Assis.

 

 

 

QUALIFYING DOS INSTAGRAMISTAS  by

 

João Joaquim 

 

Como se procedem os órgãos públicos ou corporativos privados para admitir os seus servidores, colaboradores, funcionários de todos os cargos? No serviço público, salvo por indicação de confiança, um cargo de ministro, secretário, ou chefe e presidentes de agências reguladoras; a maioria das outras funções se fazem com exame pré admissional. Como exemplos, funcionários de Banco Estatal, um tribunal de justiça, um cargo de fiscal na Receita Federal, etc. Faz-se o concurso, com edital, publicidade e inscrevem os que detém formação e aptidão e competência. Normal, democrático, isonomia, isenção no certame, e classificam os concorrentes. São 10 vagas para aquela função, os 10 primeiros serão os chamados. Assim, se faz em todas as democracias, e até nas ditaduras.

Não é de ver que lá na Dinamarca, há uma ONG, dedicada em avaliar o nível sociocultural e civilizacional das pessoas. Funciona de forma democrática, sem fins mercantis, previamente contratada ou não para essa finalidade. O processo é anônimo, sem identificar as pessoas pesquisadas. Porque as próprias pessoas, via páginas pessoais, facebook, Instagram, tik tok, registram voluntariamente e grátis suas características pessoais, gosto, preferências; mais que isto, o seu cabedal e qualificação cultural e social.

 Faz-nos lembrar de uma lei infraconstitucional no Antigo Império Romano e Antiga Grécia. Antigos estados nacionais que impunham critérios e normativos para os indivíduos ou habitantes ter o direito ao título de cidadania. Ter o título de cidadão, ser um citadino romano ou grego era motivo de orgulho e embevecimento, ufanismo. O cidadão romano, era classificado como um cidadão do mundo, naqueles idos séculos. Agora, imaginar que naqueles idos séculos o filósofo e andarilho Diógenes, foi pego um dia, ao meio dia, com uma lamparina na mão. Inquirido, respondeu: à procura de um homem honesto!

Dá bem para ver logo a diferença de nossos tempos. Falando exclusivo de Brasil. Por aqui, terra de Pindorama, ex Terra de Santa Cruz. Terra descoberta por Pedro Álvares Cabral, 1500. Por essa banda brasil, para ser qualificado de cidadão, o que se exige? Uma certidão de nascimento, RG e CPF. Mais parece uma degradação sociocivilizatória que outra coisa, para dizer o mínimo. Oh, cidadão, mas, por que você está preso. Ah, nada demais, eu infracionei no artigo 147. E me prenderam!  Mas, logo, logo estou na rua. De novo!

Muito instigante e elucidativo são os quesitos pesquisados, para se chegar aos “qualify ou All the applicant countries must have the same chance to qualify for membership”. > Todos os países candidatos devem ter a mesma oportunidade de se qualificar. Todos os cidadãos de Brasil, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, podem, se assim o desejar, apreciar seu grau cultural, social, civilizatório.

Aliás, em uma análise para lá de sincera e franca, nem precisa de ONG ou Institutos de pesquisa para avaliar o grau de degradação ética, cultural e social dos muitos adictos e usuários de por exemplo o App Instagram. Existem pessoas ali dos variados e desvairados tipos, tipologia em ação. Esse ramo da Sociologia que qualifica o estágio e desnivelo sociocultural das pessoas.

Ao se deslindar os posts, os vídeos, as frases, os intercâmbios que as mulheres, elas são maioria segundo as pesquisas, tem-se de imediato de que elas se ocupam e tem a cara deslavada em divulgar. Muitos e barbados e guapos marmanjos de igual forma. Os homens também exibem as suas futilidades. São platitudes, truísmos, patuscadas, abobrinhas e chuchus, ah, Chuchu, cadê, você que não me retornou. Você viu meu gatinho jogando o vaso no chão e nele dormir? Você viu como a aranhazinha pegou o mosquito num bote só! O biju fazendo teteia? Ah, tem que suportar. E as fotozinhas, fofinhas, fofos, totó, meu totó, erguendo a perninha e fazendo xixi! Cultura, cultural, laboral, antilabores. De horrores! Civilizatório! Arre, vá retro, mentecaptos. Anátemas, temáticos! Arre! Imagine chá de jurubeba, de alcachofra, que asco, anátemas e vinditas! Aranzel, cinamomo!

João Joaquim 

 

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Vejamos esta matéria:

Geração Peter Pan: por que os jovens têm levado muito tempo para amadurecer? A tendência se eleva a patamares nunca antes explorados justamente sob o impulso das redes. Ao longo dos últimos anos, a internet foi gradativamente estabelecendo novas maneiras de se entreter, trabalhar, adquirir conhecimento e até de se relacionar. Enquanto os laços humanos ganharam o palco. Nesse já conhecido caldo, com tudo de bom e ruim ali contido, o dinamarquês Keith Hayward reconheceu uma marca dos jovens adultos de hoje: ele retratou com tintas berrantes, sem medo de cutucar o vespeiro, no seu recém-lançado livro: INFANTILISED: HOW OUR CULTURE KILLED ADULTHOOD (algo como infantilizados: Como Nossa Cultura Matou a Vida.

 

O imediatismo alimentado pela internet é um dos pilares dessas novas gerações habituadas a não ter de esperar por nada. “Essa abordagem em que não pode haver espaço para a frustração acaba supervalorizando banalidades e frivolidades oferecidas pela Internet e redes sociais”

 

 

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Neurastenia Laboral e Intencional by

 

Pesquisadores australianos vêm de estudar a disposição de certos grupos de pessoas para o trabalho, para qualquer atividade laborativa, os labores diversificados que tragam produção material, renda pessoal e familiar. O interessante dessa pesquisa são as qualificadoras das ocupações das pessoas. Porque há de fazer esse discrimine, essa distinção e adjetivação. Existem pessoas cujas ocupações de tempo e mental não trazem nenhum acréscimo cultural, pessoal e laboratiavo. Primeiramente, para si próprias, seu provimento e autonomia material e existencial; secundariamente, para pessoas parentais, cônjuges, dependentes social e materialmente. Ocupações neutras ou negativas: redes sociais, internet, futilidades, infantilismo. Nanismo, niilismo.

Continua as conclusões do estudo, existem certos tipos, indivíduos, pessoas e parentais, que sequer despendem energias, tempo e elaboração afetiva, emocional e de apoio psíquico e social para um carente de ajuda social, emocional e relacional de domicilio comum, a que o estudo nomina de membros penates. Um avô, uma avó, um pai, um irmão, um membro genético, que circunstancialmente, ou por livre-arbítrio se enveredou por uma má escolha, um vício e se tornou incapaz para tudo: social, emocional e fisicamente, laboral, intelectualmente. E tais e quantos sujeitos mentem para si mesmos, no dito autoengano e para quem os mantém nesse ritmo de subsistência.  

Entra nessa análise de estudo vertical e transversal, o que dispõem cientistas de saúde e da mente, antropólogos, sociólogos, psicólogos e psiquiatras. Sigmund Freud, Carl Jung, Charcot, Donald Winnicot, Jaspers. Ou seja, são fontes das mais contundentes e confiáveis, como referenciais para essas conclusões a propósito dessa interação de cada pessoa com suas inclinações, suas interações e pulsões quando se concerne de matéria laboral, psíquica e moral, no dispêndio de energias e vocação a qualquer oficio produtivo e utilitário para a própria pessoa e seu meio social, afetivo, parental, dependentes.

Nesses tópicos conclusivos, temos o ressurgimento da chamada neurastenia ou distonia neurovegetativa. O que seria esse estado constitucional, orgânico, neural, e que por transferência se resvala para a área psíquica e laboral do seu portador? Há-se de buscar nas entrâncias físico-químicas, a intimidade bioquímica da formação orgânica do indivíduo, a partir do embrião. Os refinados exames de imunensaios conseguem mensurar os chamados hormônios neurais. Esta a chamada grande evidência das novas pesquisas. Neurobiologia.

Nessa linha de conclusões, têm-se então essas duas vias na constituição e disposição energética do indivíduo, concernente ao seu desempenho social, intelectual e laboral. A teoria neural e hormonal neurobiológica. Levando-o a essa condição de neurastenia, ou improdutividade relacional, social e trabalhista.

Somada a essa condição da constituição do ocioso e improdutivo neurastênico, eis que se apresenta, a chamada herança psicossocial e familiar do indivíduo. Entram inclusive conceitos filosóficos como referidos por Henri Michel e Marilena Chauí, estudiosa de Baruch Espinosa. No tratado da fenomenologia orgânica do indivíduo. Para fecho e compreensão de matéria, a educação impingida e disciplinada a cargo e afeta (sob responsabilidade) aos pais, tutores e cuidadores, será (esta educação) a determinante, de igual forma e efeito na disposição do indivíduo ao seu múnus laboral, trabalhista, produtivo; para, ao mínimo, de sua provisão pessoal.

Assim, concluem cientistas de humanas, uma vez adulto e criado (jovem e adulto), haverá dois estilos de vida para as pessoas: (1) realização satisfatória ou plena nos quesitos de ocupação produtiva e rentável para si, sua autossuficiência e até em apoio a pessoas dele dependentes. (2)  . Ao contrário, pode-se criar, engordar e erar um sujeito, poltrão, pusilânime, ocioso, neurastênico e improdutivo e eterno dependente de outrem, de Estado, previdência ou quem se torna dele arrimado para sua sobrevivência. E exemplos não faltam na sociedade.  Arre!  Vá retro! Usem, vocês, bem, as lupas das órbitas frontais, e verão um e outro no entorno social da casa de penates. Atenção!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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O USO CORRETO DE SER E ESTAR BY

 

Existe uma diferença descomunal entre as condições de ser e de estar. Tanto um verbo como o outro pode ser empregado no sentido de camuflar um atributo, uma condição social, física, mental, moral ou promissória. Melhor do que definir vêm os exemplos encontradiços. Vale o registro desse recurso psíquico, social, relacional, do eufemismo ou minimalista entre as pessoas. Os próprios órgãos oficiais, as políticas de cidadania nos regimes democráticos e socialistas empregam esses qualificativos.  Aos exemplos para melhor entendimento.

Na saúde. Observem bem as explicações ou termos para se referir a muitos indivíduos obesos. “ Estou meio obeso”. O correto, seria eu sou obeso. O que se tem na maioria das vezes são variações de peso. Imagine um obeso de 120 kg. Ele perde 5 kg e sente-se otimista, ou seja, perdeu momentaneamente 5kg. Repita-se: perdeu momentaneamente, menos de 5% do peso de 120kg; que deveria ser no máximo 70 kg. Em grande parcela dessas pessoas, estas têm o perfil pessoal e familiar de obesidade, doença crônica de cura difícil e multidisciplinar. É bem apropriado o termo efeito sanfona de muitos obesos, ele perde 5kg, depois ganha 10kg, perde de novo 7kg, ganha 5kg. Efeito sanfona. É também chamado trabalho de sísifo (mito): do rola pedra ao cume da montanha, desce pedra, rola..Trata-se de um estado reco-reco ou moto-contínuo de inutilidade.

Honestidade e correção moral. Nos órgãos financeiros oficiais, Caixa Econômica por exemplo, o devedor contumaz é chamado de inadimplente. Fulano está inadimplente. Nunca se usa o termo caloteiro. Não, vamos corrigir, fulano, beltrano, sicrano não está, ele por natureza é caloteiro contumaz. Ele traz essa natureza, calotear, é seu modus vivendi. O próprio congresso nacional apresenta agora, um projeto de lei, para punir e extirpar o chamado devedor contumaz de tratativas com órgãos privados e oficiais. Um sujeito toma um empréstimo e nunca paga, até a dívida caducar. Na verdade, um tremendo folgado e cara-de-pau. Sequer usa óleo de peroba! Por que será hein!

Trabalho e produtividade. Muitos são os indivíduos, que se declaram ou são tachados por quem são cúmplices e complacentes dele, de estar desempregado. Um termo eufemístico para o sujeito vagabundo e que vive às expensas de familiares e até auxílios do Estado. Corrige-se: ele não está, ele é um desocupado por conveniência. Ele é desempregado e desocupado recalcitrante! Porque existem inúmeros meios do indivíduo produzir como empregado de alguém ou empresa pública ou privada ou laborar de forma autônoma, basta a energia e iniciativa de fazê-lo. Quantos ambulantes, trabalhadores autônomos no inicio da vida, e depois tornam-se bem-sucedidos e ricos!

Saúde Física e Mental. As referências aos estados de diagnósticos em saúde orgânica e mental são inúmeras, são nominações repletas de eufemismo, minimização de gravidade, camuflagem ou autoenganos. Um expediente muito comum são os diminutivos. Um infartozinho, uma pneumoniazinha, um diabetesinho, uma infecçãozinha etc.;  Outro recurso adotado, o termo “início”. Sicrano tem um início de derrame cerebral, um início de infarto, de diabetes, de pneumonia. Quando o correto seria os termos leve, moderado ou grave. Hipertensão leve, moderada ou grave. O recurso e expediente mais nocivo seria o de omissão ou negação do diagnóstico. Este último expediente se dá pelo estigma que as doenças trazem: uma doença mental, uma doença incurável, um desvio de comportamento etc..

Cooperativismo e Solidariedade. Imaginemos um cenário familiar, onde há uma pessoa idosa, inválida, carente de ajuda para tudo: alimentação, higiene, companhia, transporte para consultas médicas. Haverá sempre um parental e omisso filho, que se declara não levar jeito e habilidades para esses cuidados mais primários e elementares. Como se dar de comer, auxiliar em um banho, uma troca de fraldas do idoso ou idosa, amparar fisicamente, ajudar com uma cadeira de rodas. Como se isso carecesse de um preparo e treinamento especial, específico. Demais. Pense bem. Ou seja, nesse último caso, temos o exemplo de um cara folgado, expansivo, escorregadio, aproveitador, esquiva dos sentimentos básicos de solidariedade e cooperação com alguém, pai/mãe. Existem certos tipos sociais e incivilizados incorrigíveis, recalcitrantes (homens e mulheres). E melancólico! Ter que aturar esses desqualificados torna-se aquele carma, aquela cruzeta ou trambolho a se carregar. Haja alforje e outros sacos de embalagem.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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ÊTA VIDA BOA! BY

 

Há pessoas e pessoas, gentes e gentes que apreciam a chamada vida boa! E quem não gosta de uma vida boa, uma vida regada a conforto, boas comidas, pouco ralação ou o mínimo esfalfar para o sustento diário em tudo? E vêm então algumas questões. A vida é boa e tanto melhor do que pensada quando ela é revestida de preceitos éticos, solidários, de compartilhamento de ônus e bônus. Aí sim, além de boa é ter uma vida honesta e justa.  

E aqui entrou uma palavra chave e emblemática, compartilhamento, nessa relação unívoco e biunívoca do que em essência e em ética e fraternidade seja uma vida boa. Para quem não leu, recomendo uma leitura atenta e interessada de “Regras Para a Direção do Espírito”, de René Descartes, filósofo francês. Conexo ou não com o tema aqui proposto. Mas, vale como lição de vida e de cultura.

Um outro livro de grande valor nas relações sociais, de amigos ou parentais, irmãos/irmãos, irmãs/irmãs, é “Condições a Uma Vida Boa Entre Irmãos! de Michel Lemos Lauriente, escritor argelino. Aqui se trata com propriedade de como deve se dar a fruição de uma vida boa compartilhada, seja com membros parentais, coabitantes ou em domicílios diferentes.  

O enredo, muito bem articulado traz admoestações pelo que o autor chama de relações não isonômicas, no desfrute, na fruição, no compartilhamento por exemplo de uma festa, um banquete, um almoço. Nomeadamente quando essa refeição se faz fora de casa, e há os custos naturais, porque não há almoço nem jantar de graça. E nessas horas e cenários, quantos não são os folgados, os aproveitadores, os patuscos, os ensaboados, os fila-boias, que nunca dividem as contas igualitariamente e justamente. Existem! Acautelem-se deles!

Letícia Novaes, era essa mulher lhana, dedicada e afável. Seu lugar-comum era esse: não, deixe que eu lavo as louças! Não, deixe que arrumo a casa para você! Não, deixe que eu pago a conta! Não me custa tanto! Não, não precisa, eu mesma que faço o jantar para você! Leticia era mãe já calejada e experiente da vida. Tinha uma turma de mais 5 irmãos! Afora outros arrimados por ela acalentados e amparados, afetiva e maternalmente! Letícia tinha uma compleição física grácil e franzina, mas laborativa e proativa em tudo que pudesse compartilhar nos desfrute e fruição dos ônus e bônus da vida, e das variadas relações interpessoais, “amicus curiae”. Pouco importando se era uma corte ou coorte, grupo, malta ou grupo social com status civilitá

Dos membros fraternos, Letícia tinha um favorito. É natural, faz parte da natureza do homo sapiens sapies. Duas vezes adjetivada a espécie, o correto é assim mesmo. Quem, ou quid animal, não adota movimentos preferenciais, ou afetivos. Sibare Novaes, era esse fraterno parental, e pai de duas meninas. Que juramentada ou de perjúrio assacava diuturnamente, ser a melhor amiga de Letícia. Cada qual mora em Capital diversa. Letícia em são Paulo, Sibare em Vitória ES.

As comunicações e contatos telemáticos nem eram tanto! Imagine nestes tempos de tantos recursos comunicacionais! Para quê! Tanto até gera engulho e esbulho! Todavia, não havia o que tascar. A cada estação, no mês de maio, Letícia fazia questão de pré-agendar a visita da mais fraterna, e podia aguardar. Ela ia àquela solene e efeméride data. A princesinha sobejava em felicidades e alegrias. Clara ou Clarinha, a toda estação, se sentia Renata. E essa predileção era sentida e apreciada em repetidos gracejos, brincos, alegrias, distinções, honorificações. Títulos.

Olha fiquei sabendo que você se tornou a mais nova protetora da natureza, referia Letícia para Clarinha. Mas, que plantas você mais gosta e as mais raras? Olhe aqui, vem cá que vou mostrar Ticinha. Nome este dado a mais amada das tias, desde pequena, quando Clarinha completava 2 aninhos! Vem, vamos ali no jardim que mostro minhas plantinhas e plantonas.

Olha esta aqui! Copo-de-leite. Eh, que lindas flores já está dando. Referiu sorrindo e olhos vidrados, a tia Ticinha. Vamos em frente, me fale o nome de outras. Olha aqui, esta é uma muito bonita. Chama camélia. Ainda não tem flores, mas não demora vai nascer! Ah, ticinha, você sabe que as plantas começam assim: primeiro tem a semente, a gente joga ela na terra com adubo. Adubo ou terra, vem o broto, uma plantinha nenê, cresce e vira planta e planta, até sair as flores. Oh, tem umas formigas no chão das plantas. Ah, mas deixe elas, tem espaço para todos; completou clarinha puxando ticinha pelas mãos. E foram-se embora ambas, porque era hora do lanche!

 

 

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Captura de Consciência by

 

-Está vendo aquela senhora indo meio esbaforida? - Não é a Florinda de tal? -Isto mesmo, Maria Florinda de tal, não recordo o nome completo. -Sabia que ela faz o estilo de ir com outras pessoas? -Como assim, não entendi? Explique! -Explico. Imagine você na condição de tomar decisões. Tomar decisões, ela toma quando é para cumprimento de suas obrigações, deveres assim e assim, dela pessoal. Mas, quando recebe alguns pedidos, tomadas disso e aqueloutro bem, objeto, ela parece perder a autonomia e independência de personalidade. –Conhece ela de muito tempo! De muitos anos, convívio próximo e de confiança.

-Vamos a ao fenômeno e ouça com calma e atenção. Dentro das variantes dos comportamentos ou personalidades humanas, existe a síndrome da captura de consciência, a que muitas pessoas são acometidas. A neurociência ou Psicologia Social, também a chama de perda da autonomia. E essa pessoa se torna manipulada e explorada por outras pessoas, ideologias, doutrinas, sistemas!

A captura de consciência é comum em regimes políticos autocráticos, em doutrinas, religiões, seitas prometedoras de milagres, associações de mudança de status quo, de condições sociais e de vida. O processo dessa captura de consciência ou autonomia se faz através de um discurso, uma promessa, uma prédica, um ensinamento e convencimento. O efeito depende da elaboração e sugestionabilidade que essa comunicação produz.

Os cenários ou organismos muito useiros e vezeiros de se ver a agora já estudada síndrome da captura de consciência são as religiões de toda ordem, os partidos políticos, os regimes autoritários. Para sua eficácia e resultados esses sistemas dispõem dos chamados comunicadores, os candidatos das mudanças de um estado vigente, uma condição social, profissional, um ganho qualquer na vida das pessoas adestradas e doutrinadas.

 Existe aqui, ali e alhures a igreja, seja da linha católica, evangélica, evangélica neopentecostal etc.; Ou um candidato político a mudar o regime político vigente. São então os apóstolos, os pastores, os pregoeiros e messias das mudanças. E os adeptos, vão se engajando, e em tudo acreditando, piamente, credulamente, carneirinhos, ovelhinhas juntadas.

A mesma síndrome e os mesmos mecanismos da captura de consciência de outra pessoa se fazem, nos meios sociais e familiares, e nestas massivamente. Porque existe aqui o vínculo de penates, o liame e bridge genético. O objeto interposto pelo capturador de consciência é mais facilmente atingido pela boa-fé da pessoa que tem sua consciência e independência pessoal capturada. A índole dessa pessoa capturada, vem sendo objeto de estudos da neurociência. É bem observável, tipicamente se dá entre aquele parental, de boa comunicação, de facie ao natural, de jeito impostor e patusco, com os chamados verbetes melífluos e promissórios. São iscas e ardis psíquicos bem elaborados. E a pessoa ingênua e de boa-fé se entrega os seus desígnios.

-Então, agora entendeu, como se dá, o processo do qual, até nossa amiga Maria Florinda é vítima.? –Entendi, e não tinha observado o fenômeno. -No popular, chama também o fenômeno de maria-vai-com-as-outras.  Ou com outros, bem explicado, porque pode ser induzido por homem ou mulher! Não importa.

 

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O gay que discrimina o hétero by

É muito saudável e confortante quando se leva em conta as conquistas sociais, direitos humanos, isonomia entre homem e mulher nas questões salariais, na proteção das minorias, na reprimenda e punição criminal a toda forma de preconceito e discriminação de gênero e étnica. Agora, com uma observação não menos importante a se fazer, não se concorda em muitos quesitos que querem certas minorias. Algumas soam demais em se confrontando com os direitos gerais e genéricos de homens e mulheres. Abaixo essa ditadura!

A Sociologia e Psicologia Social, ramos dessas duas disciplinas científicas, vêm de estudar os chamados preconceitos “interna corporis” e o reverso. Vamos às diferenças. Preconceito interna corporis se refere quando essa discricionariedade se faz dentro de certas categorias étnicas ou minoritárias. É o expediente de uma pessoa menosprezar, ofender e difamar alguém com suas mesmas características étnicas, tipológicas, de escolha, preferencial etc.;

Os exemplos ficam de melhor entendimento e interpretação. Basta imaginar o negro que difama ou menospreza outro negro, o obeso que pejora de outro (a) obeso (a), do portador de alguma deficiência que vilipendia outro portador de necessidade especial, etc., etc., etc.; Pode ser folclórico ou anedótico, mas bem verossímil são os casos sociais e conjugais e namorais, do homem negro muito afamado e de grande poder aquisitivo mostrar preferência em namorar e casar com moças e mulheres brancas. Algumas mulheres brancas até muito brancas. Estatística ou mera impressão, é muito cediço e encontradiço, ver craques de futebol, artistas famosos negros, com suas companheiras brancas. A ver se faz sentido.

Agora, olhe bem essa análise, a titulada discriminação reversa ou preconceito reverso. Meio paradoxal, mas descrito. O preconceito reverso se aplica ou é praticado, melhor definido, nos grupos gays. E ele se dá na mesma intensidade e natureza de outro preconceito. É o expediente não useiro ou vezeiro, mas ocorrente de o indivíduo homoafetivo, criticar, menosprezar, ou escarnecer do indivíduo heterossexual. Não muito prevalente, mas existente. Preconceito ou discriminação de gênero, portanto, vem de ser muito registrada. E não importa quem seja, se um opcional sexual contra outro. Mas existente. Já imaginou, o gay ser preconceituoso contra um amigo, ou conhecido ou estranho que não tenha a sua (homossexual) opção. Gay discriminar quem não é gay.

 É de se registrar, por oportuno que seja, que os integrantes do grupo lgbtqia+ vem de ser acusados e inquiridos (abertura de inquéritos por delegacias de costumes) contra homens ou mulheres gays, por crimes de importunação sexual, assédio sexual contra homens ou mulheres heteros, por insinuações e expressões pedófilas e modalidades de perseguição “ stalker”. Os estudos de comportamento de gênero, mostram que os indivíduos homoafetivos apresentam os chamados distúrbios afetivos distímicos e impulsivos. Em tradução livre, ciúmes agressivos e possessivos e doentios. Caracterizados por dominação e segregação das liberdades dos (as) parceiros (as).

Enfim, ficam assim, aqui consignadas essas tipificações de discriminação ou preconceito. O preto contra o preto, o feio contra o feio, o gordo contra o gordo, a fofoqueira contra a fofoqueira, a baranga contra a baranga. E o preconceito reverso (por que do nome?) do gay contra o heterossexual. Para tanto existem as delegacias de costumes, as delegacias da mulher, ou geral, para se registrar queixas-crimes contra esses desrespeitos e transgressões das relações sociais.

 

 

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Gente cachorro e cachorro gente by

 

Na Finlândia, capital Helsinque, na “University of Helsinki”, interessante estudo foi desenvolvido, em uma cooperação do Departamento Animal/veterinária de pequenos animais domésticos com o departamento de Psicologia Social –Faculdade de Ciências Humanas, NeuroCiências e Neurolinguística– De plano, pessoas menos afeitas ou de pouca curiosidade científica, poderia se espantar e perguntar: Mas, o que tem a ver veterinária de animais pets com Psicologia Social Humana? E não é de ver que os pesquisadores desse país nórdico, encontraram. A ver. www.universtiy.hlx.vet.psi ou www.petz.com.br

Os escopos do estudo foram buscar as conexões, porque sabidamente elas existem, entre o grau de afeição e apego aos chamados animais de estimação, os pets, e as características da saúde social, psíquica e mental dos tutores de seus bichos de estimação. Não se discriminando que animais fossem, cães, gatos; principalmente. Mas, incluso outros bichos e seu grau de proximidade com os donos. Em uma expressão, esse a meta maior: há um liame, uma conexão indicativa, da afeição, do apego, qualidade da conjunção da pessoa com o seu bicho domesticado, de estimação: os pontos fulcrais da pesquisa.

Algumas linhas e características do estudo. Foi ele foi representativo, dividido em grupo A e grupo B, 5000 tutores e seus pets em cada grupo. No grupo A, as pessoas e tutores que tinham uma relação, em tradução livre, uma relação estanque com seus animais. Explica-se: eram os donos e animais que tinham os espaços específicos, animais em áreas restritas a eles. Espaço e limites do animal e donos os seus espaços e limites. Não importando se casa ou apartamento. No grupo B, as pessoas tutoras com muita proximidade com os pequenos animais. Nesse grupo abarcando os indicativos da antropomorfização dos bichos, isto é: dotar os animais de tratamento humanizados.

Para melhor compreensão e definição algumas características desse tratamento. Sabe-se que os animais de estimação cada vez mais vêm sendo afetados por essa distinção. Existem grupos de pessoas que são admiradoras e possuidoras de animais. Entretanto os tratam como animais. Existe a chamada proximidade estanque. Eles dormem em suas casinhas e abrigos de animais, vivem nos espaços a eles destinados, e com restritos contatos físicos, mãos, abraços, colos. Nos princípios de biossegurança animal/humano. E existem pessoas que cada vez mais antropomorfizam os pets, os tratam como humanos. Interessante que entram nas planilhas do estudo, como os donos dirigem aos bichos, “vem mamãe, vem papai”. São os donos pais e mães de bichos. Agora, dá para imaginar, se uma mulher engravida, pré-natal ok, e então nasce um nenê cachorro! Espanto geral. Uê, mas você mãe, não é mãe de cachorro? Em vez de choro, latido! Dentro do contexto, na relação mãe/ cachorro.

Às conclusões do estudo, os pontos em destaque. O grupo de pessoas A, apresentaram poucas alterações e alternâncias de saúde psíquica e emocional em comparação com as estatísticas de qualidade de saúde mental e psíquica da população geral do país, em torno de 13,5%. O instigante e surpreendente foram as questões de salubridade (definição original do estudo), em se concernindo da estabilidade psíquica, mental e social dos tutores, donos ou “pais e mães” (itens do estudo) do grupo B, as pessoas de muito próxima ou íntima convivência com seus bichos. O estudo conclui de haver uma carência afetiva e humans.

Em conclusão, as pessoas, donas e donos desses pets grupo B, os intimistas e muito de contatos físicos com os seus pets de estimação, padecem em demasia dos variados graus de desníveis emocionais, psíquicos, sociais e mentais. O que certamente, sugestão do estudo, levam-nos a muitos danos psicossomáticos. Foram 67,5% das pessoas do grupo B, com acometimento de sua saúde inorgânica. Os distúrbios mais prevalentes: as distimias (desníveis de humor), a anedonia (os prazeres frágeis de toda natureza, inclusive baixa libido e baixa autoestima), a depressão, a ansiedade, as insônias, a cefaleia como conceito de doença funcional, baixa cognição em atividades mais desafiadoras ou complexas, pensamento abstrato ora errante e sem logicidade. Enfim, um cenário, onde os braços científicos podem colaborar na compreensão deste e tantos outros expedientes na dinâmica social e gosto, afeição e preferência das pessoas, na sua lide cotidiana.

 

 

 

 

 

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O top 10 do Instagram

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TEM sido comum a classificação das coisas e tendências pela sociedade. Empresas, indústrias, organizações, publicidade adotam essa prática: classificação de usos, moda, a melhor música, a melhor comida, roupas, filmes, objetos digitais, supérfluos. Até plásticas e estéticas recebem sua classificação! Remédios para turbinar a libido e performance sexual. Até essa indicação!

Pois bem, motivado por essa tendência, deliberei em fazer tipo um top 10, dez preferências ou gostos de nossos tempos de tanta futilidade e vazio reinantes nas redes e mídias digitais. Porque haja idiotia, imbecilidades, ninharias, infantilismo e puericultura (com a devida vênia dos pediatras, bons puericultores). Vamos citar, de forma randômica, não importa a posição.

Terapias e dietas para obesidade. São como enxugar gelo as tais terapias e dietas para os sobrepesos e obesos pré e mais que mórbidos. Observe o ritual, resolução de ir ao nutricionista e nutrólogo. De começo, receitas, dietas, balancinhas, quantias do que comer, gramas disso e daquilo. Lindinho! Dois ou três meses vem o enfado, o arrufo, o tédio, chute no balde, nas receitas e dieta e tudo volta ao ponto zero. Ai, ai, ai; quando não ganha mais peso, desforra, desconto! Outra terapia como apagar fogo com gasolina, aquela de mudar o temperamento da pessoa. Imagine mudar a preguiça de um preguiçoso, a pouca higiene de um sujismundo, a fofoca de uma fofoqueira, o caráter de um aproveitador! Nada o demove desse espírito folgado e esbulhador do outro.

Imagine tentar mudar o caráter e displicência de uma pessoa perdulária, que desdenha de outra, que banaliza os direitos e energia de outra pessoa e gosta de parecer uma personagem que ela não é e nem tem predicados para tal. E muito instigante e sintomático, esse quid e afamado indivíduo, se mostrando impostor, gosta de fruir do bom e do melhor, às expensas de energias e exploração alheia, de quem o rodeia, gente próxima, ingênua e mal avisada. Ter um carro da moda, uma mota, um castelo. Que não tendo cacife para tal, busca de todos os engenhosos ardis de tê-lo e exibir o que não pode por conta sua.  

Vamos a mais algumas tendências e comportamentos contemporâneos, muitos instantâneos, porquanto permissivos pelas redes sociais e internet. É já bem sabido que muitos internautas de Instagram, expressam ali seu estado mórbido de solidão e desamparo. Então temos assim, a expressão desse estado emocional e espiritual de isolamento afetivo, ético, de estima fragilizada, que mostram nos posts e fotos das pessoas, do que elas na realidade não são. Por que? Elas mostram fotos de 10 ou 20 anos atrás, repicam palavras de ordem e até preces alheias e valores mostrados de pessoas que nunca viram!

No campo dos afetos, existem não menos importante aquela caracterização de gentes que se declaram aficionadas, amorosas e íntima de outra. São tipo símiles siamesas da outra. Sem lacração. Nessas conexões e interações, gostam muito dos expedientes dos encômios, das loas, dos panegíricos, das auto referências. De si e dependentes. Estimam em d+ ser agraciadas com mimos e brincos valiosos, notadamente em natalinos de penates. Entrementes, nunca fazem o contraponto. E razoável e compreensível, muitas e quais não geram emolumentos, prol faças. São afetos e estimas unívocas! Apenas e só!

Agora, cá entreouvidos, um top 1 dessas tendências é o uso de terapia de emagrecimento. Ozempic, liraglutida, victosa, semaglutida, tirzepatida, mounjaro. Gasta, esbanja. Passa 2 meses a baranga continua a mesma. O marido olha! Hum, que desânimo, nem sildenafila ou tadalafila dá jeito. Tô fora! 

 

 

 

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A mãe de vida estroina by

 

Quem faz boas leituras de humanas, ou mesmo boa Literatura, de forma imediata atura o que expressava Michel Foucault (1926-1984). É de se imaginar se esse grande filósofo francês vivesse nestes tempos de mídias e redes sociais. Certamente que teria um imenso laboratório a céu aberto para fortalecer suas ideias e teorias a respeito do funcionamento da sociedade mais que contemporânea, pós modernidade, pós internet e redes sociais. Imaginemos suas teses do vigiar e punir, do conhecimento a serviço do poder.

Um pensador hoje, eslavo Luchese Scheling (1974- ), pouco conhecido e nada midiático, vai em muitas linhas do pensamento de Foucault e Heidegger, quando discorre com muita propriedade sobre a aptidão e passividade com que algumas pessoas, a depender do contexto e dos sujeitos envolvidos, se readaptam e se conformam a certos estados sociais e acolhem indivíduos do círculo social próximo. Trata-se de fenômeno de readequação social àquela pessoa, àquele grupo, embora estes expressem e têm um caráter diverso e fora do padrão habitual de civilidade, de interação social, de correção nas relações com outros.

Scheling emprega por exemplo o tipo social, que transitando nos padrões sociais, trânsito social. Interessante termo empregado, algumas pessoas, volta e meia, faz a marcha a ré social. Entra nesse contexto a tese foucaultiana do vigiar e punir. Tem-se lá um membro intimista e genético. Estabelece, circunstancialmente, um primor condutivo, do qual não era o projetado, por outro membro grupal. Adaptação, normalidade imediata, compulsório. O quê!

Pode-se trazer a teoria do vigiar e punir de Foucault para o jeito de vida de muitos indivíduos. Nessa teoria, imaginemos aquele elemento social que apresenta bons predicados intelectivos e técnicos, formação profissional diferenciada. Este quid indivíduo exibe duas personalidades nas relações. No âmbito corporativo de trabalho, pontual, correto, múnus e expertise conforme a chamada “compliance” institucional. Todavia, entrementes, fora desse ambiente apresenta caráter e conduta absolutamente antissocial, de contrafações, de proveito de boa-fé de gente ingênua de suas relações próximas.

Vêm as explicações desses pensadores e cientistas de humanidades. Muitos humanos exibem duas éticas ou duas generosidades: uma ética de coração e uma ética de coerção. Quer essa tese dizer que: vigiado, com vídeos, registros audiovisuais e hierarquias, o indivíduo é correto, padrão de honestidade e ética. Fora dessa vigilância se mostra um aproveitador, explorador de energia e recursos alheios de toda natureza. “Vigiar e Punir”, de Michel Foucault.

O mesmo se registra, em outro exemplo singular ou plural. Um parietal ou paredista da mais elevada e cândida estima, nos mais lídimos escores afetivos. Para não ficar como dantes no quartel de Abrantes, houve uma primazia, uma preeminência; um decisum extemporâneo e inopinado. “Não, mas, de acordo, não há de que”. Fenômeno da naturalização e normalidade. Acontece.

Nesse contexto, conforme Scheling, entram inclusive justificações e deliberações espíritas. São os fluxos, influxos e refluxos da alma, do espírito. As vibrações entram nos mecanismos psíquicos da readaptação e conformação dos desadaptados e desadaptadas à naturalização e normalidade de ora avante! Humanos somos, e nada humano me é estranho – Somos capazes de, ao caminhar pelas ruas, desviar sem problema de fezes caninas ou felinas; contudo encontrar fezes humanas é motivo de asco ou distanciamento – Mário Sérgio Cortella “Nada do que é humano me é estranho – Terêncio-  poeta latino.

 

 

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Náufragos e drogados da Internet by

 

“Internauta é o nome que se dá a pessoas que passam mais tempo da sua vida na internet, redes sociais, como Instagram e whatsapp, com o principal objetivo de atualizar-se de um modo geral, em sua cultura individual e grupal, “falar” com seus contatos identitários, com as pessoas lé com lé, cré com cré etc.; etc.;” Evolutivamente, temos os sociais midiáticos. Os digitálicos e digitais. Há essa diferença e queiram ver em www.portuga.org.br. Alguns são na certa e verdade náufragos, tal o estado de danação e perdição em que se encontram.

Vejamos como são criativos os sistemas, o mundo tecnológico e imperialista, nas estratégias e ardis, ciladas e engodos de, sem retrocesso, tornar as massas populares, levas, multidões, rebanhos de gente, povo e consumidores cativos do sistema. Criou-se o telefone fixo, foi muito útil e benfazejo, para agências públicas e privadas. Mas, não bastava. Criou-se a telefonia móvel, o uso de um telefone sem fio moderno, portado pelas pessoas, falar à distância.

Veio a Internet, criada nos USA, pela NASA, e seus cientistas e tecnólogos para servir ao Estado, órgãos públicos, comunicações de Estado. Houve deliberação para a exploração privada, provedores, rede mundial de computadores www. A princípio, o objetivo era ser utilitária na qualidade, eficiência e rapidez das comunicações, divulgação cultural, entretenimento, pesquisas escolares, cientificas, cultura, ferramentas didáticas. Hum! Espere para ver.

O quê, disseram os provedores e indústria digital, queremos mais! Houve um boom, o insight comum ao império capitalista, consumista, escravagista. Cartelização de internet, provedores, sites. Com quem? Com as operadoras de telefonia móvel, várias, concorrência leal. Vamos estabelecer um pacto, uma simbiose=internet, provedores, operadoras de celulares. Abaixo o telefone antigo, abate global do fixo, vamos ao celular, aos smartphones. Façamos dele um objeto atrativo, multitudinário, múltiplo, persuasivo, cativante, inebriante, alienante, venal e vendável, mercantil, sutil, inconsútil. Não Retrátil.  Pegou, pegados e plugados nos tornamos. Somos todos cativos da Internet.

Aqui temos então um breviário, uma súmula de como se deu a webcracia, dona e referencial do mundo virtual da internet e suas derivativas. O cartel representado por provedores de internet e operadoras de celulares tornou-se essa escravatura vigente, lícita e legal. Porque é livre, libertária e democrática. Além de livre e libertária, também libertina, para quem a usa nesses moldes.  Nunca em termos coercitivos haverá tráfico de usuários (internautas, náufragos).

Objetivamente, pode-se dividir a internet nesses grupos e objetivos. São como dois cenários, o marítimo dos nautas; o terrestre dos pedestres e andarilhos. No mar o consumidor pode navegar em mares revoltos e infestados de tubarões e ser devorado, moral e culturalmente. Em terra, de igual forma. As vias e ofertas urbanas são essas: cultura e entretenimento saudáveis e seguros; ou as contrafações, os delitos, as futilidades, as frivolidades, o vazio e insensato, a prostituição dos submundos e guetos fétidos e bolorentos. Escolhas, opções.  

Assim, então, já quadrando essa mini resenha. Os analistas das sociais mídias e das redes sociais, ao estudarem o caráter, o comportamento, as preferências (inclusive as sexuais) dispõem de vários sintomas, predicados, particularidades e sinais valorativos desses internautas e pedestres. É só seguir a conhecida máxima: “diz-me o que posta no seu Instagram, no seu WhatsApp para as pessoas, nos seus vídeos, nas fotos; e nós pesquisadores e psicólogos sociais, diremos quem é você. “

“Oh, você viu, o meu totó, fez aquele cocozinho como sempre. Olha que gracinha! Olha aqui que comida deliciosa, experimente! Sabe aquele ponto, aquele prato. Hum! experimente! Eu amei! Olha que foto linda, minha princesa! Não, não viu? Foi o aniversário do heb (o pet né)! Olha como ele estava feliz! “

Ops, registre-se por fim. Viva a liberdade de expressão! Postulado do Instituto dos Direitos Humanos. Já dizia um supremo ministro, Ayres Brito: A liberdade de expressão é a maior expressão de liberdade”. E artigo 5: todos somos iguais perante a lei. A Internet com suas redes sociais e aplicativos se torna esse mural, essa vitrine, onde cada um a seu modo, na sua cultura e valores sociais, morais, culturais e produtivos de trabalho e arte mostra sua embalagem formativa. Por isso, libertária, livre para expressões. Ou libertina para os palavrões!

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

 

 

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CUIDADO COM ESTELIONATOS E GOLPES... by

 

Roberval Belinati https://www.metropoles.com

 

Muitas pessoas continuam sendo vítimas de estelionatos e golpes. Os criminosos se aproveitam da vulnerabilidade das vítimas para obter vantagens financeiras indevidas. Por que as vítimas caem? Porque não vivem pensando em maldades, desconfiando de tudo. Agem de boa-fé, querendo ajudar o próximo ou em ser solidárias.

Ø  Muitos são os aproveitadores, inzoneiros e caloteiros que adotam de forma velada e sub-reptícia, dissimuladamente, a mesma estratégia social e de ludibrio que faz um pedófilo. Este faz de amizades e laços parentais um ardil para suas práticas delitivas e enganadoras. São parentes do entorno, do domicílio comum, proximidade gera iniquidade e ganho de confiança, golpes” João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

Duas vítimas que caíram no golpe do “bilhete premiado” declararam em audiência, quando eu atuava como juiz criminal, que foram interpeladas na rua por um senhor aparentemente muito humilde, que lhes pedia ajuda para receber um “bilhete premiado” na CEF, sob a promessa de boa recompensa. Segundo elas, o teatro do golpista foi perfeito: uma perdeu R$ 70 mil e a outra, 15 mil euros. Elas disseram que demoraram a acreditar que tinham sido vítimas do golpe do “bilhete premiado”, tamanha era a lábia do estelionatário.

Em outro caso, envolvendo o “golpe da bolinha”, em que a vítima faz uma aposta para adivinhar onde a bolinha está escondida, em três espaços, perguntei ao réu estelionatário como as vítimas nunca descobriam onde a bolinha estava escondida. Ele disse literalmente: “O mundo está cheio de otários, doutor!”

As mulheres também devem tomar cuidado com os estelionatários sentimentais, dos falsos pretendentes que se aproximam para dar golpe e subtrair seus pertences. Uma das vítimas, com curso superior, excelente emprego e bem instruída, declarou em audiência: “Ele parecia ser a melhor pessoa do mundo. Mas em três meses de relacionamento, subtraiu todo o dinheiro que eu possuía em aplicações e ainda me convenceu a fazer empréstimos que ultrapassam hoje a R$ 400 mil, e depois sumiu. Acabou com a minha vida!”

Ø  “Muitos são os caloteiros e golpistas, que adotam este estratagema. Vítimas mulheres, porque em geral, trata-se de questão de gênero, a mulher ainda tida e havida como um sexo frágil, são ingênuas vítimas. Novamente, há a exploração do liame genético. A mãe, a irmã, a cunhada, a tia, a sobrinha, uma empregada doméstica; acreditem, até o próprio cônjuge, se torna alvo fácil do caloteiro e golpista e folgado impostor parente. São promessas vãs, palavras impactantes, carinhosas, de afagos maliciosos para ganho da confiança de vítimas” – João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

O golpe da “compra com o cartão de crédito” também tem aumentado. O estelionatário telefona para a vítima pedindo para ela confirmar se fez determinada compra com o seu cartão. A vítima diz que não fez nenhuma compra. O criminoso pede para ela atualizar seus dados pessoais e senha, subtrai seu dinheiro e ainda usa o cartão da vítima para aplicar outros golpes.

A prevenção é a chave para combater esses crimes. Confirme sempre a identidade de quem solicita informações pessoais ou financeiras ou de quem se aproxima. Use canais oficiais para entrar em contato com instituições. Cuidado com links e mensagens. Não compartilhe senhas ou códigos de segurança por telefone ou mensagens.

Ø  Ainda na estratégia do empréstimo, seja de cartão de crédito, compras em nome de outra pessoa. Não faça e não caia nessa armadilha. Tanto quanto no empréstimo de dinheiro. Outra estratégia que muitos caloteiros, impostores, folgados e exploradores de mulheres adotam, é tomar empréstimos, sem oferecer documentos rígidos e garantias, como o fazem bancos em empréstimos, em financiamentos. Se vai emprestar certos valores, busque garantias e contratos documentais, avalistas, fiadores. Do contrário podem ser calotes na certa, acautelem-se”- João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

Referência:

Roberval Belinati  https://www.metropoles.com

 

É primeiro vice-presidente do TJDFT, ex-presidente do TRE-DF, ex-presidente da 2ª Turma Criminal do TJDFT e professor universitário

Post> João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

        

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OS DESADAPTADOS SOCIAIS by

HÁ o caso do motorista do Porsche que atropelou e matou outro motorista trabalhador e honesto em são Paulo, depois semelhante episódio se deu no Rio de Janeiro, depois um racha no interior de São Paulo com duas mortes de pedestres, depois uma Mercedes em Goiânia, que atropelou e matou um vigilante trabalhador humilde em sua moto; e fuga do assassino. E, assim, são outras centenas de metrossexuais e homens jovens bem-apessoados. Uma vez adultos, levam suas vidas na mesma toada de adolescência. São os eternos adolescentes e playboys, os que se negam a serem adultos.

 “Ah, essa comida é de ontem, requentada? Quero não. “Passe aquele bife aí pra mim, gosto de carne feita na hora”. “Mãe-iê”, pega a toalha para mim! Mãe-iê. Manhê sabe o que me aconteceu? Manhê o Tonico me bateu” (tirinha).

Estas são notícias mínimas que mostram como andam os expedientes, as relações intrafamiliares de muitos lares brasileiros e pelo mundo. Vivemos tempos tenebrosos, esquisitos. Famílias desestruturadas, uma juventude que pouco ou nada produz, muitos tocam a subsistência às expensas de um pai, a mãe, um avô/avó, marmanjos com saúde de ferro e que nada fazem e nada produzem. Alguns até formam; Direito, Administração Privada, Medicina, Veterinária. Recebem o diploma, e concluem, não gosto, não é meu gosto!

Esse fenômeno e constatação de tantos indivíduos improdutivos, dependentes economicamente, não é exclusividade dos tempos pós-modernos, marcados por internet e telefonia móvel. Sempre existiu o fenômeno, causado por uma educação mambembe, tosca, tolerante, sob a batuta de uma educação familiar tolerante, complacente, conivente, por falta de regime e regras de vivência e convivência. Pai e mãe tolerantes, toleimas. A primeira e construtiva e instrutiva educação, ou não, vem da família. Ou se educa direito ou mal educa.  

O destrambelho e atrapalhação de nossos moços e moças, vêm se fazendo assim, em se tratando de pai e mãe que não cumprem o papel, não intenção de bem educar seus filhos.  Ou até há famílias educadoras. A coisa se faz assim: educa-se os filhos nas diretrizes certas e padrões. E vai, e vai, escola daqui aulas dali etc., Entretanto, os pimpolhos engordam e crescem. As famílias não sabem tudo sobre educação. Podem ser bem-intencionados! Será!  Esse grupo de pais que não bem instruíram e educaram os filhos, vão tendo o trabalho perdido. Bem ou mal-educados há os desajustes vindos de fora de casa, o meio social.  E por que? Vem as razões.

Fora de casa, nos encontros sociais, escolas, cenários de entretenimento, esses filhos e filhas vão sofrer forte e determinante influência e marcas dos grupos de amigos, contatos, comportamentos estranhos aos ensinamentos e regras não implantadas pelas famílias. Ora, naturalmente, há um apelo a que esses filhos e filhas pertençam a esses grupos extrafamiliares. Certo ou errado, esse cenário fora da família vai marcar e timbrar esses filhos, com suas falas, seu modus vivendi, seus gostos, suas preferências.  Esses adolescentes e jovens, terão duas vias de pertencimento, estar “in group, ou out group”. Pertencer ou não pertencer a esses grupos. Não é difícil imaginar para onde vai a maioria desses jovens! Há esse apelo de pertencimento, de estar antenado ao grupo, à tribo da onda, da moda, vigente! É careta não pertencer.

Falemos da família e seu papel na criação e formação integral dos filhos, com vistas a uma cidadania participativa. É saudável registrar que criar e formar um filho, é um processo de longo prazo e demanda investimento afetivo, educativo, disciplinar, instrução e escolas de boa qualidade. Ética e cidadania se aprende a partir do berço e chupeta. Educar mal, será um mau cidadão de fato e de efeitos ruins; educou correto e disciplinarmente, chance de um cidadão participativo, integral, utilitário. Cidadania, na concepção greco-romana (filosofia e ética familiar) não se restringe a ter um RG, CNH, diploma e outros qualificativos civilizados mínimos. A formação integral do indivíduo vai bem além disso. No antigo Império Romano e Grécia Antiga, cidadania era um título reservado a estratos sociais restritos, com vários condicionantes. Cidadão romano era um cidadão do mundo.

Soba ótica da Sociologia e Educação, pode-se dividir a família em padrão A e padrão B. O padrão A é aquela família que investe de forma continuada em ética, em honestidade, em participação dos filhos nos afazeres domésticos, na instrução permanente dos filhos, nas noções básicas de economia e na relação custo/benefício de todos os gastos. E mais importante, nos sentimentos de afeto, de respeito aos ancestrais e pessoas idosas, a um professor, ao vínculo afetivo e amoroso com os pais, avós e irmãos. A família padrão é a que tem as escolas dos filhos como parceiras e complementos na instrução e formação escolar e técnico-científica dos filhos.

A família tipo B, traz muito de contrário à família A. se caracteriza pela tolerância dos instintos e indisciplina dos filhos, pela não implantação de limites e regras de convício com os pais e outros membros da casa, por se colocar sempre cordata com os desejos e vontade dos filhos e filhas. Algumas outras características marcam esses filhos e filhas, serem titulados de os príncipes e princesas da casa (um ilusão e autoengano). São filhos e filhas tratados com privilégios. Os celulares da moda, as roupas de grife, os bons tênis, ao direito a vários objetos da moda. 

Na continuação dessas considerações, não se perde de vista o papel de Internet, redes sociais, das variadas formas de jogos, games, futilidades e nocividades livremente acessadas via online. E por que de Internet e redes sociais na formação e maturação de adolescente e jovem? Pelo apelo insistente, convincente e permanente a essa geração, para pertencer ao grupo (in group), à tribo da moda: comidas, vestuário, motos, carros, diversão. O maior símbolo dessa extrema e nociva dependência é o celular. Ninguém vive sem a maquininha. O usuário se torna possuído, possessão digital do celular. A indústria digital, as operadoras e provedores se apossaram da sociedade com todos os objetos digitais e as conexões online. O celular é o irmão gêmeo do dono. O celular e objetos de mídias tomam posse do dono. Possessão!

Chegamos então à receita imperfeita na criação de uma geração de indivíduos perdidos, inúteis e improdutivos. São moços e moças, que desse estado de insanidade social, cultural e profissional perdem o bonde da vida, das carreiras profissionais que deveriam seguir e não seguem. E esta é uma característica bem constatada nesses tempos tenebrosos de tanta futilidade e ninharias: são jovens que cursam uma faculdade, recebem diploma de graduação, e depois se declaram desiludidos e desinteressados da formação alcançada.

Quando se analisa, por exemplo as relações sociais familiares de muitos desses jovens (moços e moças), notadamente os de famílias tipo B, aqui descritas, esses indivíduos manifestam pouco afeto e um discutível “amor”, aos seus pais, avós e outros membros parentais idosos. Na Psicologia Positivista esses moços e moças padecem da síndrome da fragilidade ética intrafamiliar. Que se caracteriza pelo pouco zelo, pouco respeito, discutível amor para com os pais e membros parentais.  Um indicativo dessa fragilidade ética é quando falece um pai, uma mãe, um dos avós. “ Tanto faz, ter vivido ou morrido, ou talvez até foi melhor ter morrido”. Tanto faz! Que triste, hein”. Mas, enfim, quem foi responsável, na maioria dos casos foi a própria família, porque ética e honestidade se ensina e esses valores não nascem com a pessoa, carecem de instrução e treinamento!

 “Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: ‘Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames. ’ Isso não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem. ” Arthur Mersault – personagem de O Estrangeiro, de Albert Camus.

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

 

 

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Perdoe pessoas sem recebe-las de troco by

Para cada pessoa que faz uma inzona aqui pelo Nordeste, existe um preço. Muito se fala por exemplo no meio bandido da deep web. Porquanto há essa assertividade nas bandas podres da internet. Trata-se daqueles grupos que usam redes sociais, mais disfarçadamente com outros adjetivos e títulos. A chamada internet profunda é uma dessas. Gente insólita, não é mesmo!

É bem sabido que o Instagram, é uma rede preferida pelas pessoas meliantes, homens e mulheres, porque são posts fugazes, fotos, ditos, remoques, mofas. Os sicários e tabaréus desses grupos, são os mercenários dos chefões. Fala-se que os energúmenos e precitos usuários de redes sociais, não tem ética. Engana-se os menos avisados e ingênuos.

Vejamos essa regra aqui: “Perdoe pessoas sem recebe-las de volta em sua vida. Desculpas aceitas, volta/amizade negada”. Este é um tipo de postulado canônico desses grupelhos de gente que usa a deep web. Porque não aceitam a chamada trairagem, na gíria desses tais e quais sujeitos. Esse princípio é uma criação desses fedains. Já imaginaram que poder!

Quando eles tratam com gente inzoneira ou onzenário. Hum, aí é que a revindita é certa. Não perdoam. E tudo tratado por redes sociais, restritas a eles“. Perdoe pessoas sem recebe-las de volta em sua vida. Desculpas aceitas, volta/amizade negada”. Eles criam esses carteis sociais, as sociais mídias deles.

Uma outra estratégia vezeira e useira desses grupelhos de gente, é criar perfis falsos na Internet, e circular por elas abobrinhas, platitudes, futilidades, frívolos posts. Observem bem, o quanto de ninharia, patavinas, filigranas, pequenezes e infantilismos que se postam no insta, no face. Trata-se do oco, do vazio, do rotundo e nulo, em profusão. Tudo para obter mais e mais adeptos.

Atenção para os grupelhos de mesma iguala. Sejam aqui, acolá, alhures, nordestinos, sem destino, predestinados, determinismo inane! São gentes de todos os rincões e podres do Brasil; Rio de Janeiro, Minas, Sudeste, Norte, sul e centro oeste. Sem discriminar.  As comidas, os gatinhos, os gaturamos, o cuco, a comida da boa, as barrigas de fora. Ai, ai, ai. Deixe papai ver. Olha que foto, lindinha. Ai, ai, ai! Pare o avião que pulo sem paraquedas! Oh, gente, oxente, olha o seixo, o seixeiro, o inzoneiro. Nossos entornos sociais estão cheios! Apologético e apocalíptico.  A danação é ter que enturmar e aturar tal e quid indivíduo nas rodas sociais próximas.

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

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Pode-se fazer alguma intertextualidade da Medicina com outras áreas do conhecimento. Aliás, vários são os ramos científicos onde é possível buscar essa conexão e complementariedade. Veremos aqui o exemplo da chamada distonia ou astenia neurovegetativa com a popular preguiça ou ócio vazio. E neste ponto, um adendo.

Não se trata de pleonasmo, ócio vazio, porque, conforme Platão, pode-se ter um ócio produtivo, quando o indivíduo, de folga do labor físico, se põe a pensar, conjecturar, elaborar mentalmente, e daí sair belíssimas criações. Que bela disposição de espirito. Não se quer que enquanto descansa carregue pedra, folgar o corpo e pensar a mente, o intelecto, a cognição, o intuitivo, o abstrato etc.;

Nessa ligação ou intertexto, está a se fazer uma colaboração da psiquiatria ou psicologia (Medicina) com a Sociologia. Astenia neurovegetativa>ócio vazio. De plano, já se observa que este diagnóstico não existe mais na classificação internacional de doenças (CID 10). Nem no DSM-5, Manual Diagnóstico e Estatístico, da Associação Americana de Psiquiatria (APA).

Sem ser pregoeiro, onzeneiro, nem tão pouco onzenário, façamos essa intertextualidade. Astenia ou Distonia Neurovegetativa. Faz-se merencório, porque imagine aquele sujeito ou elemento se sujeitar a ser alvo de mofa, escarninho de outras pessoas que já o conhece em suas sorrelfas. À sorrelfa, o patusco vai ludibriando mulheres na melhor das lábias, com suas palavras sábias.

Está bem já consignado pelas Ciências, nomeadamente pelas Neurociências e Psicologia Positivista. Existem aqueles indivíduos, que adredemente, bem explicado, traz consigo, a quem eu sigo, uma certa astenia para as lucubrações produtivas e laborais. Há como que uma certa fadiga, manemolência para qualquer labor sudorético, aquele que precisa vontade e força muscular, ou força da vontade. Mas, falar em motricidade volitiva não é como o tal malandro. Merencório.

 Entrementes, assim interpretam dele amigas mentes. Se o chamar para um rega-bofe, uma comezaina qualquer. Eh, onde será? Não! Conte comigo tô lá. Eu deixo meu porco duroc aqui e vou. Conte comigo! Ah, você me pega? Combinado, tô na espera! Duroc, fica aí. Filho vai e volta!

Enfim, as ciências , assim o afirmam, esse tal e quid sujeito padece da chamada astenia neurolaboral. Falei e laborar, laboremos, é deixa-lo em saia justa! Ai, ai, ai. Neurastenia volitivo e voluntária. Sei, eh, né !

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A ÉTICA DO NARIZ E DA GARGANTA by

João Joaquim 

Na vigência da pandemia da covid19, muitas foram as dicas, as informações sobre a segurança sanitária das pessoas. Foram medidas de sanitização pessoal e ambiental. Sobretudo nos contatos humanos, de isolamento social, os cumprimentos e saudações físicas. Os cuidados maiores eram o emprego de máscara, o uso de álcool em gel na assepsia de mãos e objetos, o distanciamento social, a evitação de aglomerações.

Todos esses protocolos, recomendações, portarias e decretos oficiais, traziam, como ensinado à época, uma essência e um significado ético, de honestidade, de cuidado com a segurança de todos à nossa volta. E na essência e na íntegra ao se adotar gestos, cuidados consigo a pessoa está visando sua própria integridade física, como de outras pessoas de nosso convívio: um pai idoso, uma esposa, um filho menor, uma pessoa com morbidades crônicas!

Se há dois gestos e reflexos com os quais as pessoas, muitas pessoas, não adotam o mínimo zelo em não contaminar outras pessoas ao redor, na mesa, no diálogo qualquer são os reflexos do espirro e da tosse. Aliás, foi ensinado às pessoas, durante a pandemia de como se deveria comportar com os espirros e a tosse. Entretanto, existem certos indivíduos que se recalcitram. Mesmo em plena pandemia pouco se lixavam para a segurança de outras pessoas.

Tomo aqui um modelo, de sigla trocada em nome da ética para dar uma ideia. A.S, masculino de registro e social, de formação superior em profissão de humanidades. Já mais que sexagenário e tido e havido como bem informado, lido e estudado. O sujeito padece da chamada rinite alérgica incurável, sintomática perene, e altamente pruriginosa. Vendo-o, fica a sensação de que volta e meia o sujeito esfregou urticas nas narinas. Não é de ver que o sujeito esteja onde estiver, é um tal de coçar o nariz, assoar a cangalha facial, massagear o dito cujo. E sequer traz a preocupação de andar com uns lenços descartáveis para dar um destino sanitário às secreções e sem contaminar pessoas e ambientes! O mesmo se fazendo A.S, com suas tosses: estando ele à mesa de almoço ou lanche. Não importa quem esteja à sua volta em conversão com ele próprio.

O modelo aqui, real e comportamental, com nome trocado (fictício) é uma demonstração da ética frágil, do contra ética, da falta de ética sanitária, do convívio com as pessoas e meio ambiente. Em se concernindo sobre esse modelo de gente aqui exposto. Puxa-se outra questão, a natureza moral, social e de honestidade ou ética do indivíduo na sua construção integral. São as duas heranças como determinista na índole e caráter do indivíduo. Existe uma herança genética, que terá alguma influência no bojo moral da pessoa. Entretanto, a mais visceral, a mais marcante e perene é a herança social familiar. Na grandeza de nossa formação cultural ética e moral, está o cabedal, o jaez, o perfil social de um pai e de uma mãe, com espelhos e influenciadores dos filhos e filhas.

Dessa premissa maior se extrai esse fundamento: se um filho é gestado, criado, educado, instruído e exemplificado por um pai potrão e porcão, um pau-d’água, uma ema perene de cachaça e cerveja, mais aquela mãe pateta, um pai ausente no impor limites e regras ao filho; o que esperar desse filho? Sujeito bem civilizado e sociável é que não vai ser. Vai retro, filhote de ema ou anta.  Sujeito que sequer segue uma mini ética, ou etiqueta de higiene no trato, no cumprimento, nas falas frontais com qualquer pessoa, que em uma mesa de café ou jantar é capaz de tossir sem proteção, espirrar com estrépitos, que se faz até de massagista esfregando e limpando o nariz, sem pudor, sem se corar, sem pejo e respeito sanitário à saúde coletiva e de outrem. 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

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Miguelzinho era alegria e pura expansividade. Aos 2, aos 3, aos 4 anos de idade. Lá vem ele, com seu carrinho de pau, rodinhas de pets. Por vezes puxando seu gato de espuma, ou voando com sua bola de plástico. Brinquedos que seu próprio pai Joel Jasmim, lhe confeccionava com o filho em volta. A mãe, Violeta Guimarães de Lima, era, na classe laboral autônoma na arte de corte e design de costura. Juntando pai e mãe, eram que o IBGE tipifica de classe média baixa, parcos ganhos com muita dedicação e esfalfar nas fainas cotidianas.

Oh, quero aqui reforçar o convite. Não deixe de ir ao aniversário de Miguel. A festa será muito boa, boas gentes, comidinhas de crianças. E não faltará boas cervejas, licores, batidinhas, galinhada, caninha assada, pinguinha da moda, cervejas e massas. Asseverou, assim, Joel a este conviva, alardeando e se glorificando de mais uma festa pelos anos do segundo filhos. O casal, já era pai de Érica, menina prendada, tida como princesa, da casa, 8 anos muito bem coloridos, prendados e dadivosos, de festas, brincos e outros mimos. Eh, ah, não pode deixar. Lá estaremos para “brindar” os anos de Miguelzinho.

A festa corria bonita e colorida. O alarido e burburinho se misturava com o espocar de algumas bombinhas, o estalar de pipocas, o pula-pula para a criançada, picolés, pirulitos, balas, sucos naturais, Coca-Cola em profusão; esta em maquina tipo ordenha! Sorvetes e guloseimas para a meninada. O animador vestido de palhaço dava o tom das brincadeiras para as criançadas, que em grupo com mães e parentais regiam toda a alegria. Havia de permeio, risos e hilaridade infantil, choros e algumas birras. Idade variada, infantil. Natural.

De prometido para gente grande dispunham de massas, macarronada, mandioca, torresmo, farofa, galinhada, cervejas, pingas e caipirinhas de frutas muito capitosas e inebriantes! O tanto de adultos era menos que de crianças. Mas, todos ali se regalavam, se repimpavam do bom e do melhor tendo-se em conta que era festa infantil, de criança de 4 anos de idade, com criançada etária diversa. Então, compadre, está bem servido? Precisa, oh, chame o garçom. Temos os serviços que contratamos. Fique à vontade. Está bem, compadre, deixe comigo.

Miguelzinho e Lucas Henrique, mesma idade de 4 anos, deu de chorar. Chorar, chorar. Olha aqui meu filho, que lindo aquele brinquedo, colorido, bonito, faz barulho nas rodinhas; incentivava e acalentava a mãe de Miguelzinho, o aniversariante. “Não, não quero! Quelo o meu carrinho de casa, de coldinha. Buque pa eu”. Miguelzinho mostrava-se enfadado, choroso, irritado. Pera aí, vou lá dentro pegar seus brinquedos, tá! Dito e resolvido. Trazidos os simples e caseiros mimos e brincos, a criança sentiu-se de novo feliz, pulava, corria com seus íntimos e amigos da diversão e atrativos diários. Não entendo de crianças! A gente faz tudo do bom e do caro para os pequenos e eles não gostam.

E tudo seguia naquela jornada de comes e bebes, criançada, adultos, burburinhos, risos, algum chorinho de crianças, mãe, babás. Garçom! Joel Jasmim, em mesa com um amigo Rafael Arcanjo, confidenciava sobre a força-tarefa, o trabalho e custas da festa para o filho Miguel. Era costume de família, gosto da esposa. E revelou à curiosidade de Rafael. Tudo custou cerca de 2 mil euros. Dois mil euros hein, na cotação do dia. Não, mas, sendo filho, vale o investimento. Dois mil euros, se tira com trabalho. Trabalho, trabalho! E o Miguelzinho, se esbaldando com os brinquedos de sempre, de sempre, simplesinhos. Moral da história, a cargo de cada qual. Cada qual!

 

 

 

 

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VOCÊ é O QUE PUBLICA NO INSTA

João Joaquim 

“Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és “. Ou Saiba com que te ocupas e saberei também no que te poderás tornar/”.(Goethe, talvez).

Se há um cenário hoje que mostra de forma real detalhada a qualificação moral, cultural e civilista das pessoas, esse cenário se chama redes sócias. Todas elas! De momento o Instagram, por exemplo. Ali, dando aquela zapeada ou mais detidamente se for o caso, ficam os registros, as mostras, as demonstrações de grandes rebanhos dessas pessoas desocupadas, sem outro múnus na vida.

São grupos de gentes sem outros planos de vida e de construção de si mesmas. Ou reconstrução, porque algumas crescem tortas pela biografia familiar, e pouco ou nada há que reconstruir. São como caniços cujos gomos e galhos se fizeram tortos, na filosofia de Heine. Quantas estatuas poderia fazer Bobbie Carlyle do self made man. Ou uma versão “self made Women”. Porque, cá entreouvidos, o que há de mulher com bandeiras de veniaga nesse tal de Instragram, não está escrito em nenhum periódico. 

Vamos aqui a algumas pérolas, porque elas revelam bem a mala cultural que são esses internautas da plataforma.  O que fazer nos meses a seguir, frases de efeito, palavras mágicas, conselhos repicados de outras da iguala. Fotos bizarras de uma filha menor, os meneios de um cãozinho, praias, biquínis, festas, textos encorajativos!

E as demonstrações de alguma cultura e curtição de algum clássico: frase de Drummond. Hum, cultura hein. Sabichonas! Repicações e reiterados recortes de contatos de mesmo gênero. Olha o gatinho, o coelho, o ursinho, a estrelinha! Ai, ai, ai! Paulo Coelho em expressões, frases. Leitora de tal!

Oh, daqui para frente faça isto, que vai dar energia, sorte! Abracadabra! Energia vital. Tome essa frase, esse sinete, esse símbolo. Sabe aquela folha tal: pois é. Pegue, amasse, repita 10 vezes, todos os dias, e verá os efeitos. Faça para ver.

Oh, mês tal, maio, agosto, setembro. É para fazer assim, assado e com asseclas! Sabe aquele texto e prece do Xavier. Ela serve para o que der e vier. Façam que verão os resultados. Oh, a gente deve ser generosidade, compaixão, solidariedade, amor, evolução, metamorfose, transformação, hein! Sejam tudo isso e mais algumas coisitas, eh. Façamos!

Gente, pessoa que não é dada a essas páginas. Leiam-nas, e terão a exata medida dessas gentes! Um termômetro do cabedal, do bojo moral, ético, intelectual desses clientes, dessas sociais redes! Midiáticas! Como referiu um dia, Raul Seixas: “ Pare o trem que eu quero descer” Até. E para fecho, estas:

“Quantas vezes em nossa vida julgamentos ocorridos apenas pelos nossos pré-conceitos, não tendo essa análise profunda, investigando e se atendo as informações. Esse pensamento se aplica a interpretação de um texto, uma notícia estampada em um jornal por exemplo. Damos nossa opinião, replicamos a informação sem ao menos conhece.

Mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões (William Shakespeare).

 

 

 

 

 

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Muito se questiona sobre relações humanas nos grupos fechados, mais estritamente em se tratando de corporações, organizações públicas e privadas; e até famílias. Não se pode perder de consideração que a família é uma forma de empresa, uma organização das mais primitivas. Daí ser a família, objeto de estudos sociais, comportamentais, existenciais, religiosos e éticos. Nunca deveríamos olvidar essa característica das relações sociais: a ética familiar. Existe uma extremada negligência nesse quesito relacional familiar. Porque basta estudar o que é o caráter humano, a índole, os recônditos intentos e camuflados planos das pessoas fora de eixo, do prumo, da ereção espinhal. A honestidade e ética nos padrões levam o homem a andar de cabeça erguida e espinha rija e ereta!

Quando se fala em honestidade, em retidão moral e material dos membros da uma família. Nesse grupo social, sempre houve muitas e variegadas pessoas capazes dos mais vis desvios éticos e civilizatórios. A explicação, não a justificação está em que existe uma tolerância para os desvios de honestidade, de ética, de não cumprimento de discursos promissórios, de tomada de um bem, um empréstimo, um favor. Todos nunca cumpridos ou feitos de forma desonesta, desigual, com vantagens para o tomador desses ativos. A justificação é esta o vínculo parental e parietal genético

Servilho Giocorda, era esse quid e qual elemento. Quase sempre se dirigia para pluminha, com ares gamenhos e fraternais. Os meneios eram os de sempre. Expansividade, afagos, palpos e polpas, infusão caramelada de permeio não podia faltar. Então, Pluma. Sabe! É vero, pode contar. Ao final tudo certo ok! Ok. Topa fazer aquela jogada francesa, a do culote! Você diz a da plástica? Não. O culote das pedras. Sestércio ou dracma.  Pode ser três de dez? Pode ser. Depois volta! Eu garanto! Hum, coitada de Pluma, nas calendas gregas, ele acerta!

Quando se fala em ética familiar, preciso buscar o auxílio da gramatica e de léxico português. O Direito Romano ou mesmo o Germânico, nos deixou esses legados, os estudos patrilineares e matrilineares. Da influência dos genitores no arcabouço moral, ético e de honestidade da prole. Pesquisando esses diplomas jurídicos, estão lá assentados e deitados o quanto a pessoa recebe esses apanágios. Notadamente os patrilineares. É o pai como bom ou desqualificado chefe de família em determinar em que vão dar os filhos, nos dotes éticos e de responsabilidade com os seus membros parentais mais íntimos e próximos domiciliares. Exploração moral, laboral, de energias, espólios. Material.

Para bom entendimento, basta um único exemplo de cognato. Folguedo, folgança, folga, folgar, um único elemento cognato capaz de gerar essa inteira prole de significados. Vá que seja, nada éticos. Faz parte! Se tomar outro único cognato, vai dar na mesma. Calota, calotar, caloteiro. São termos e expedições especificas de cognato. É de ver que há cognato e cognatos. Existe algum que usa de toda sua significância para gerar outros termos a jusante e a montante!

Imaginem o nascedouro de um rio, a montante; a foz desse rio, a jusante. Bem entendido. O filósofo Heine e Michel Polâncio, afirmam peremptoriamente. Duas são as heranças no moldar o caráter e a honestidade de um indivíduo. Pouco há de influência genética, mas ela existe. E muito da ética social familiar; esta, se dá originária do cabedal, do estilo, do jeito de vida que leva esse pai. Necessariamente vai haver um espelhamento desse caráter nas características sociais, éticas, nas relações negocistas e trapistas desse elemento. Inescapavelmente! As estatísticas não falham! Os estudos sociais idem.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

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Vivemos em uma época, a que podemos nominar de ditadura da modernidade. É o que se pretende neste sumário texto. De forma inata o ser humano é animal curioso por novidades, pelo diferente, pelo exótico, pelo mágico, pelo inaudito.  E a curiosidade é um sentimento saudável, porque leva o homem a feitos, ao inovador, a descobertas e invenções úteis e construtivas para si e seu entorno social, comunidade e país.

“O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível”- Max Weber. Grandes foram e vêm sendo as descobertas, os inventos, as explicações e entendimento de muitos fenômenos. Há que diferenciar invento de descoberta. Descobre-se uma lei natural, como a lei universal da gravidade de Newton e inventou o avião, por Santos Dumont. Quando se desvenda ou interpreta cientificamente um fenômeno temos uma descoberta. A idealização e fabrico de um objeto, um instrumento é uma invenção. Foi o exemplo de Santos Dumont, que com as leis da gravidades descobertas, inventou o veículo avião.

A ditadura da modernidade se espraia por todas as beiradas deste planeta. E curioso, como aos poucos foram se aderindo os súditos, os explorados, os cativos, os escravos dessa ditadura. São o capitalismo de consumo e o comércio de tudo quanto se pode oferecer de enganoso, de supérfluo, de viciante, de dependência química ou psíquica, de comida, de futilidades, de ociosidade, de niilismo. Por exemplo, a ditadura da modernidade, conseguiu um dos maiores insights, ela fez uma legião de niilistas digitais, de imbecis digitais.

O niilista digital, é aquele indivíduo que já na maturidade e veteraníssimo se tornou picado pelos vírus das futilidades de um celular, de um smartphone, de uma rede social, pelas redes de comida rápida. Esse novo súdito digital, traz essas características: primeira; ele nunca, mas nunquinha mesmo desvencilha da maquininha. O indivíduo e a mídia, se tornam irmãos maniópagos (siameses). Isto se dá por esse liame, essa cola permanente mão/celular. E olha se há esquecimento! Nunquinha! O usuário possuído pela tecnologia do celular, está sempre, permanentemente de mãos dadas com o seu fraterno objeto.

Mas, não se fie que é apenas a cola niilista digital/ smartphone ou tablet uma das marcas da ditadura da modernidade. Existe os chamados apelos gástricos ou gastronômicos do consumismo alimentar. Este, um subsistema da ditadura formal e atual. Porque o sistema sabe que a “carne é fraca”, melhor, a massa cerebral do niilista digital e consumidor. Então, o sistema joga as suas iscas, ele tem os seus engodos e cevas. Os niilistas digitais caem como lambaris no puçá, no anzol, na rede. Como se diz no Norte e Nordeste, Sul e Centroeste. Nordestinos, destinos, predestinados, desatinados, intelectivamente expressando. Ai, ai, ai. Os usuários de todo o Brasil e mundo sofrem desse determinismo imposto pela ditadura da modernidade. O incremento dos súditos e cativos digitais, dos redistas sociais e cretinos virtuais se tornou uma realidade sem retorno. Recomenda-se ler a obra “Fábrica de Cretinos Digitais, do neurocientista francês Michel Desmurget, diretor do Instituto de Saúde de Paris.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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Muito se tem falado e informado sobre os recentes casos de ditaduras na América Latina e no Mundo. Os modelos desse sucesso de momento são Venezuela, de Nicolás Maduro e Daniel Ortega, da Nicarágua. Maduro, está no poder desde 2013, Ortega desde 2007. Nesse artigo não se pretende falar das injunções e natureza políticas das Tiranias, mas ver nela outro lado da natureza humana. Ao menos para essa compreensão elas se mostram úteis.

Tomando ainda, o exemplo da monumental obra “ Leviatã! De Thomas Hobbes (1588-1679), pode-se tirar dela, mais entendimento e compreensão do caráter e comportamento do bicho humano. “A base da filosofia política de Hobbes é uma visão pessimista sobre a natureza humana e a vida em sociedade. Segundo o autor, os seres humanos são bastante imperfeitos. Estão constantemente sujeitos ao erro de julgamento, movidos por ideias falsas, influências de terceiros mal-intencionados, não poucas vezes agem de forma egoísta, impulsiva e com uma preocupação excessiva com ninharias como a honra”, ou honestidade e correção moral.

Hobbes foi um admirador por exemplo de Francis Bacon, que era filósofo e matemático e divulgador do método científico. Leviatã é uma obra política e filosófica que retrata o homem em suas imperfeições, seus conflitos com outros homens. Vem dela a famosa frase: o homem é o lobo do homem. A proposta de Hobbes é o “contrato social”, a organização do Estado, um poder forte, na mão do príncipe, com o objetivo da paz social e da organização do Estado. Regras de convívio social, vigilância do Estado, ordem e punição. Assim, funciona!

Tanto as obras desses grandes pensadores e teses desses cientistas estão sendo representadas nessas ditaduras aqui citadas e tantas outras, planeta a fora. É da natureza humana, essa pulsão interior, essa inclinação de dominar, de subjugar o outro, de esbulhar, de parasitar, de tirar proveito de outra pessoa, seja de sua energia, de suas posses e bens ativos como dinheiro, objetos, de sugar e surrupiar o seu trabalho, suas energias, sua tácita obediência. A ideia de poder permeia muito as relações pessoais, de comum, familiar etc.

O interessante e instigante é que muitas são as pessoas que vão se apoderando da outra, de sua boa-fé, de sua ingenuidade, de sua boa vontade em servir esse explorador e esbanjador. São dois lados dessa promíscua relação: o explorador e o explorado (a). Quanto maior for o grau de parentesco ou intimidade, maior o risco dessa nociva e pernóstica exploração: a força e trabalho do outro, a prestação de um serviço não equanimemente feito, o cuidado de uma pessoa fragilizada e inválida do domicílio, a divisão isonômica de compras domésticas e sanitárias para esse ancestral e idoso dependente. Enfim, muitas formas de exploração. Muitas são as famílias que sofrem com esses sanguessugas! Folgados da família. Trata-se da chamada exploração alheia, porque há na outra essa “servidão voluntária”.

E sem o esforço de acreditar, porque basta despertar para esse outro lado e outro comportamento. Como existe o explorador e folgado, existe também a pessoa explorada, que se deixa ser explorada de forma voluntária. Muitas são as pessoas, que por uma pusilanimidade inata, congênita, se tornam servis.

Quem não leu, fica recomenda esse opúsculo de Ètienne de La Boétie (1530-1563), O Discurso da Servidão Voluntária, Pequeno Livro e a um tempo magnífico trabalho, sobre essa disposição de grande massa de pessoas em servir a um ditador, a um líder, a um caudilho, a outrem, a um parente próximo, caseiro, domiciliar, fraternal.  E na vida costumeira, comezinha e frugal de muitas gentes, essas pessoas, ingênuas, bobas da corte, estão ali, sendo diuturnamente exploradas, por outros finórios, expertos, hábeis nessa arte das “ditaduras” familiares. Precisa acreditar? Nem tanto, basta ter crítica e bons olhos analíticos que veem com as lupas da razão e não do coração.

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

 

 

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 Eficácia e convencimento da fofoca

 

Uma recente pesquisa feita no Reino Unido, mostra o quanto a chamada fofoca ou mentira exerce um poder de convencimento, a depender de quem a profere e comunica a outras pessoas, e das pessoas receptoras. As conclusões sobre esses chamados efeitos persuasivos e nocivos da fofoca ou mentira envolvem várias características. Em sumário, alguns pontos importantes.

Preliminarmente, divide-se a fofoca em verdadeira e falsa. Ainda no quesito verdadeira, ela pode ser parcialmente verdadeira ou inteiramente verdadeira. Os mesmos termos se aplicam à fofoca falsa. E esta é a mais nociva. Com uma explicação óbvia, porque se falsa, a depender da natureza do fato falsamente divulgado ele é capaz de gerar grande dano moral e material no alvo da fofoca.

E surgem então os fatores determinantes na eficácia e prejuízos dessa fofoca. Porque uma questão bem delimitada, é que muita vez a fofoca, mesmo sendo verdadeira total, ou parcial, envolve por exemplo um segredo, uma questão de intimidade, privacidade, confidencialidade a que todas as pessoas têm direito. Lembremos bem que se trata de uma cláusula constitucional. Existe inclusive uma legislação pertinente. A Lei Geral de Proteção de Dados (LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018).

O interessante destacado nessa atual pesquisa é que muitas são hoje, as ferramentas, as mídias, os recursos de promover e exercitar esse expediente tão vil, tão baixo, tão mesquinho por pessoas de mesmos qualificativos e adjetivação. Com o surgimento da Internet e redes sociais, surgiu no globo uma nova classe de gente, os idiotas. E quem o afirma é o escritor e filólogo italiano, Umberto Eco (1932-2016). Esse utilitário e magnifico invento, concebido para o bem, para o trabalho, para a cultura e comunicação instantânea das pessoas, a Internet, vem sendo usada igualmente para o mal, o feio, o antissocial, o delinquente, o bisbilhoteiro, a pornografia, os crimes de toda ordem. Entre estes, a fofoca, a calúnia, a difamação, os danos morais. Tudo grátis, sem custo!

Quando se fala em Lei Geral de Proteção de Dados, se fala em muitos atributos, informações, características, fatos, vícios ou virtudes; tudo inerente ao ser humano com sua formação e constituição integral. É oportuno lembrar que a constituição ética, moral, cultural, de honestidade, de trabalho e capacidade de prover até a própria vida, vem de família. Quantas pessoas criticam o outro como desafeto, como antipatizado, como rival, invejado! Entretanto, não olha para si própria, para os defeitos e vícios da própria família. É fácil jogar pedra no telhado de vido da outra pessoa. Apontar o dedo indicador para a outra em riste é apontar três dedos para si próprio! Muitos esquecem desse gesto.

O interessante de se notar no expediente da fofoca e bisbilhotice é que tanto ela (verdadeira ou falsa) e mentira pegam muito mais e muito mais rápido que os fatos reais e concretos. Assim, uma fofoca falsa, se torna pegajosa e acreditável, a depender desses fatores: De sua elaboração bem-feita, bem narrada: o poder suasório de quem a dissemina, o fofoqueiro (a). No outro polo, o receptor, a pessoa ouvinte e interessada nessa fofoca. Há gente que acredita pia e cegamente, porque é mais fácil crer em mentiras e factoides. Exige menos esforço crítico e mental.  O gesto de ler, pesquisar, estudar dá trabalho!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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Relação uso de medicamentos/felicidade by

 

Recente simpósio sobre saúde mental e sua relação com medicalização (uso de múltiplos medicamentos) ocorreu na Cidade de São Paulo Capital. Foi um encontro multidisciplinar, onde os expositores eram psicólogos, filósofos clínicos, psiquiatra e neurologistas e farmacologistas. Os palestrantes foram profissionais sem conflitos de interesse. E falaram com vasta experiência e qualificada formação em suas áreas, atuação clínica e pesquisas nas respectivas áreas.

A questão central era esta: existe um nexo no uso de medicação e infelicitação. Termo este muito empregado na preleção. O Brasil é um país, não exclusivo, altamente medicalizado ou medicado. E esta relação é proporcional, isto é: quanto mais infeliz se mostra a pessoa, mais medicamentos ela tende a usar. Nem é necessário que sejam medicamentos de efeitos estritamente psiquiátricos ou neurológicos. Mas, estes são os campeões, tanto no expediente da automedicação, considerada uma epidemia ou pandemia, quanto os tantos e milhões de prescrições médicas.

A estatística aproximada é esta: cerca de 100 milhões de brasileiros, usam um ou mais medicamentos. Grande parte desses de forma continuada. Em se referindo aos medicamentos psicoativos, neurológicos e psiquiátricos, estes são os colocados no topo das tabelas. Dificilmente encontra-se um domicílio, onde algum membro não use algum psicotrópico, um sonífero, um antidepressivo.

Uma relação muito estreita existe por exemplo entre as variadas substâncias empregadas como analgésicas. E mais um insight (ou “sacada”) da indústria farmacêutico, com seu poderoso marketing de consumo, quantos e quantos medicamentos trazem na bula múltiplas indicações. São exemplos os medicamentos originariamente indicados para doenças neurológicas e passam a ser prescritos para dor. De anticonvulsivantes e antiepilépticos, muitos são receitados para dores crônicas, enxaqueca, nevralgias, fibromialgias.

Olha esta exposição instigante e pertinente, vinda da Filosofia Clínica, especialidade pouco conhecida pelo público leigo e médico. Muitas são as dores, as ansiedades, as depressões, as insônias, as enxaquecas, as infelicidades que trazem uma causa existencial, vivencial, relacional, de uma péssima compreensão do que é a vida, uma vida boa, centrada que deveria ser em valores culturais, abstratos, de desvendar a natureza, o mundo natural mais simples à nossa volta. Tem-se aqui, portanto, uma visão filosófica esquecida, nas abordagens terapêuticas. Psicotrópicos, analgésicos, soníferos, todos exercem efeitos imediatistas e enganadores, e as causas originais? esquecidas!

E como conclusão dessa breve exposição. Relação mente/corpo: é de grande relevo, e questão muito esquecida de pacientes, clientes de terapias e profissionais médicos: as doenças, os sintomas, ou dores psicossomáticas. De forma bem inteligível, temos a psique e o soma (corpo). Quantas e quantas sãos as doenças que iniciam na mente ou psique, e geram os graves, gravíssimos e crônicos efeitos orgânicos: as dores de cabeça, as fibromialgias, as dores reumáticas, as enxaquecas, as gastrites, as constipações ou diarreias, as insônias, as doenças autoimunes, a hipertensão, e até o temível câncer de variados órgãos.

 

 

Chupim e tico by

Chupim e digitígrado são os nomes de dois da prole de 4 membros parentais que compartilham um idêntico genoma. Lendo de fato o acróstico de sua gentilidade, sugere o nominativo da covid19- A Sars, ou melhor Sars-Cov2. Questão de acróstico. O que se dá na mesma. Falar neles e nisso, até então não se tem clareza se foi mesmo em Wuhan, China, o ponto oriundo dessa diabólica virose. Há como que um arcano, um cofre de mistério nessa inquirição. Tico ou Tardígrado podem ser de igual modo os seus nominativos. Ciência explica!

Para descomplicar e dar mais fluidez a presente digressão, chamemos então, como o fazem os próximos, de Chupim e Digital, esses dois Brothers, porque também dão nome a dispositivo impressivo. Na verdade, esses dois indigitados ligantes, formam ao que predizia Karl Marx, o proletariado finório e das sorrelfas empreitadas. Tardígrado, pode ser outro nominativo. Pela resiliência laboral.

Sintomas de lumbricoides e estroçais. Os outros parentais eram uma matrona, chamada no chiste de pateta, e o genitor de gordo Caparaó. Isto porque misteres de higiene e zelo corporal não eram com ele. Senescente vivia de forma andrajosa e fetidez e zurrapa eram o seu forte.

Digitígrado, ou melhor niilista digital (termo cientificamente criado) era do tal que chegou à existência, por vias fortuitas, foi como que determinista da casuística. E como tal não se furtou nem se fez de rogado, tornou como um casuísta e zangão da praça. Mas, nos negócios, agia como marimbondo da Guiné. Sai de perto porque lá vem o maquinal.

De outra banda a descrição da bolotinha. Balofa era chamada bobinha da corte. Ou melhor, era a Brother ingênua. A tudo ela assentia e candidamente aceitava. Nenhum opróbrio. Nem oro-pro-nóbis, se ostentava a opor alguma altercação ou imprecação. Pediu, estava dado. Quanto mesmo? Ah. Eh! Tá bom chá comigo. É para já!

A outra Brother era aquela, especialista, expert, PhD, em leva-e-traz. Nunca se fazia rogada, sub-rogada ou adventícia. Qualquer divertículo era com ela mesma. Chá comigo. “Sabe! Ele não perde a pose né mesmo! ” Também, pudera né, eu invadi a vida dele né”

Agora, falar em expertise, tal estratagema e desiderato, tal expediente personifica-o; o Brother Chupim e suas argumentativas assertivas.  Não havia patativa do Assaré que o pudesse colocar no folclore de seus cordéis. Dito e feito. Era de fazer inveja ao digitígrado ou do niilista digital, conforme dele já se previa o psiquiatra mais famoso do Ocidente.

Chupim, não se fazia subalterno, de rogado. Nos intentos finórios e dissimulados, agia por vezes e sem revezes sub-repticiamente, à sorrelfa. Ele portava certo deleite nessas investidas. Buscava sempre o melhor ninho, o mais ingênuo e bem preparado de suas relações. E nem precisa de tantos ovos. Bastava dois, três. Era o bastante, de forma jusante e de guelras para que algum ingênuo ou melhor ingênua fraterna caísse em suas artimanhas e verborragias!

Enfim, chupim, digitígrado, balofa, tardígrado. Pobres e bobas do entorno!

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor

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Para as pessoas pensantes e que contemplam o funcionamento da Natureza e da sociedade fica mais fácil a compreensão da mentalidade das pessoas. Ou seja, das pessoas comuns observadas (estudadas) por essas pessoas pensantes (cientistas sociais, psicólogos, psicanalistas). Há esse link, essa ponte de quem é analítico, pensante, de quem emprega bem seus neurônios e sinapses cognitivas de como se dá o caráter, a personalidade, as intenções, as dissimulações, as estratégias de cada qual, no seu mundinho, na sua esfera vivencial.

Porque na verdade cada pessoa é um poço, um cofre de intentos misteriosos. Nunca saberemos tudo de ninguém. Tipo um garimpo de ouro e diamante. Vai que entre sarjetas e gangas, acham-se lascas dessas raridades. Persistência. Achados, conclusões. Bendito o homem ou mulher que se torna construtor de si mesmo. “Da pedra bruta, emerge uma nova pessoa – Bob Carlyle.

Observando certas cenas de certos tipos personalíssimos, dá de registrar o que é o mundo animal, que se repete nos humanos. Observando e analisando os ditos e intitulados animais irracionais. Agora, irracionais por que? Não é mesmo, se muitos deles se comportam da forma mais bela, sábia e honesta do que muitos tipos humanos. Vê lá no mundo animal, se algum comete importunação sexual, incivilidade de toda ordem, agressão contra as fêmeas ou machos, se há estupro, feminicídio ou assassinatos variados? Nunca! Nunquinha mesmo!

Há uma fábula ou narrativa, de que tendo Deus feito o homem à sua (de Deus) imagem e semelhança; e mais até da costela de Adão fez sua companheira Eva, Ele, Deus teve um concorrente. Veio o Diabo, e resolveu imitá-lo. Bem! E daí é fácil imaginar que o produto, ou melhor os homens ou mulheres criadas por esse espírito decaído e devasso não sairam nada perfeito. Pelos caráteres que pululam e vicejam por aí, torna-se crível essa narrativa. Verossímil e convincente!

E não foi só entre os homens que houve essa tentativa de imitação. Continua essa fábula e narrativa. Observemos bem, atentamente, com olhos e lupas de cientista, o quanto há de bichos daninhos e malvados no mundo animal! Predadores, parasitos, peçonhentos, ferozes e dominantes bichos!

Falando da personalidade dos bichos e tecendo um paralelismo com os humanos. Muito interessante são as estratégias de sobrevivência no mundo animal. As camuflagens, as dissimulações, o parasitismo, a conduta de levar vantagem em muitas e tantas situações oportunistas, casuísticas! Veja por exemplo o mimetismo animal de um camaleão, de uma borboleta, de uma serpente. O parasitismo e golpes entre as aves, na postura de seus ovos para outras espécies chocarem (chupim, tico-tico, cuco).

Reparem e reflitam, o quanto essas estratégias se dão de forma muito elaborada entre os humanos. A dissimulação, o mimetismo, o fazer de conta, a atitude de me engana que eu gosto. O se fazer de vítima e se passar de um portador da síndrome do coitadismo, o expediente da chantagem, a simulação de uma doença ou apertura financeira para melindrar o outro e obter alguma ajuda, algum apoio, um dinheiro, uma energia laboral, um calote, um capote, uma manta etc, etc. tudo a ver. Existem tipos humanos que parecem abutres, espírito vulturino, rapace e de espreita. Ante uma fragilidade, uma desgraça, uma tragédia, uma ingenuidade do outro, parental, amistoso; o esperto dá o bote!

Vejamos esse caso social, concreto. Pavoninha, vai pelo apelido, havia se formado em Engenharia ambiental. Foram 5 anos de curso. Findo o qual, revelou-se não ter vocação para a profissão. Gozado não é! 5 anos para essa conclusão. Desistiu da profissão. Ela não é única, centenas de recém-formados caem nessa esparrela. Ela caminhava para nada dar na vida. Mas, namorou e noivou. Candidata a labores esponsais! Sim, esponsalícia! Onde domiciliada, vê-la em saia justa era perquiri-la sobre o futuro. Nada de engenharia ou labores árduos! Buscar um emprego formal? Longe dessa faina e esforço mental!

Entretanto, quando o candidato esponsal (engenheiro) ia a algum congresso distante, Pavoninha logo se assanhava em participar! Toda prosa sobre o interesse professional! Curioso! Não é mesmo! Autoengano e me engana que eu gosto. Assim, ocorre, à guisa de outros bichos e outros múnus! Direito, licenciatura, veterinária, administração. Não tenho vocação! Demorou tanto hein! Cinco anos. Só agora, humm. Me engana que eu gosto! Entendi!

A análise do mundo animal, nos dá uma pálida ideia de como se deu mesmo a criação. Havia o caos. Tudo era feio, disforme, repelente e inclemente. Houve uma força cósmica. Chamemos de Deus, um criador onipotente e onisciente, dotado de toda inteligência, da beleza, do bom e benfazejo. Construtor de todo esplendor do universo. Nesse interim e concorrência surgiram anjos descaídos, retraídos e proibidos do convívio celeste. Surgiram então as más criações, humanas e animais. Vida que segue... não há de quê1

João Dhoria Vijle- Crítico Social e Escritor -

 

 

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Ramos da Psicologia Cognitiva, doutrinas místicas e espiritualistas trazem teorias e preleções sobre a titulada família ou domicílio doente. E aqui nessa digressão, discorreremos sobre este tema tão sensível e nevrálgico. Que ele possa até de chofre volver o melindre de pessoas acometidas ou convivas dessa aura chamada casa doente. Mas, que se acha presente em muitos lares é fato.

Para deslinde de questão social tão importante, a Psicologia Positiva e correntes espirituais iniciam-se por compreender a dualidade do homem, em corpo e alma. Para certas correntes do conhecimento do fenômeno, há como que um tríduo na constituição da pessoa. A saber: corpo (soma, daí somático), espírito (ânima) e alma. “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lucas 1:46,47).

Platão, filósofo grego tinha ainda o conceito de Nous, como intelecto, inteligência dos racionais. O que mais importa aqui é que o homem é constituído de uma parte física, biológica e material com sua fisiologia própria dos humanos e outra abstrata, representada sobretudo pela alma.

O que se tem de certo e a muitos ao entendimento aberto é que cada pessoa já nasce com essa composição binária, corpo e alma. O organismo humano se constitui dessa interação de corpo e sua parte anímica, espiritual e de alma. Na esfera abstrata é concepcional que cada pessoa é circundada e afetada por espírito, energias anímicas, anjos protetores. Em uma palavra: por bons e maus espíritos, que voejam e circulam entre nós. Cada pessoa se protege com um anjo mais próximo, nem carece de ser o anjo Gabriel. Conforme o estilo ruim, irresponsável, pecaminoso, devasso; e que leva a pessoa ter espíritos malignos à sua volta, essa pessoa está propensa a se adoecer e adoecer a sua casa.

Essa visão e concepção não é uma mera e simplista teoria de Manes, de seu maniqueísmo, dos opostos: luz e trevas, bom e mau, bem e mal. Existe uma perpétua luta em busca de verdades e sua prevalência. Para melhor afirmação, recomenda-se uma leitura atenta do que professou Nietzsche, Kierkegaard e Espinosa.  Alan Kardec e Chico Xavier pensavam na mesma linha.

Nesses termos vamos imaginar aquele homem (ou mulher) chefe de família, que ao longo da vida vai se abstendo de zelo com as coisas pessoais e de casa, se absorvendo, se abstraindo e chafurdando nos vícios da glutonaria, no estilo perdulário de viver, do alcoolismo, da centralidade vital nos garfos, copos e garrafas, no prazer instintivo e digestivo da comida e da bebida. A satisfação orgíaca da boca e buxo como fontes máximas de prazer. Pergunta simples e sem recato? Que espíritos bons e benfazejos vão habitar esse ambiente? Difícil imaginar que são anjos e espíritos do bem!

O que se estabelece nesse lar, nessa família, são de fato os odores, os sabores das libações etílicas, surge daí espírito ou álcool (vinhos, cachaça, cerveja, uísque). É a confraternização desses maus e diabólicos espíritos a se possuírem dessas pessoas (conceito de possessão demoníaca). Mensageiros do anjo decaído, o lúcifer, o precito, o réprobo. Os arautos do mal, do feio, do corrosivo, do ilícito, do devasso.

Não é difícil imaginar a natureza, a atmosfera desse tipo de habitação, dessa casa. Anjos malignos a derramar doenças, exploração de alguns parietais, de alguns paredistas, em suas patuscas investidas, folguedos, guetos de maus fluidos. Acidentes de orates, quedas domiciliares, ferimento, infecções, contusões do corpo e do bem-estar, dores do lar, fraturas anatômicas e de boa convivência e desarmonia. Perpétuas, sempre!

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

 

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Nas antigas igrejas um terço valia uma moeda romana 1-2

Imagine aquele filho já com seus 6 lustros de vida! E então a mãe, Soraia Soninho, já passada dos 60 percebe que o filho, comparado com outros de sua iguala etária e formação profissional, pouco tinha evoluído em outros quesitos domésticos e éticos familiais. E aqui é pertinente um colchete elucidativo: dois são os modelos sociológicos éticos. A saber, uma ética por coerção, que se dá pelo medo da vigilância e punição.

De outro lado existe uma outra e verdadeira Ética. A ética de coração, aquela que se dá de forma espontânea, generosa, porque houve de parte de pais e educadores a instrução à construção do indivíduo como cidadão participativo e não folgado, parasítico e absortivo. Na cartilha aristotélica, não se nasce ético, torna-se com ensinamento e mais que isto, treinamento vindo de pai e mãe. Ensina-se.

Soraia então, nessa altura da vida, percebeu o quanto tinha se postergado e perdido esse azo e tempo na construção de seu rapagão, com seus 6 lustros de existência. A algumas perguntas, simples e objetivas, concluía-se o quanto a criação, a instrução e a construção plenipotenciária do filho tinha sido absolutamente deficiente, tolerante e protetiva.

O rapagão Luca Montalvão, era mais um daqueles guapos sujeitos que na madureza da vida pouco fazia nos ajutórios e ofícios domésticos na mantença da casa, de que dependia de tudo, cama, mesa e banho, remédios, cosméticos, internet, redes sociais, celular da moda, carros, roupa lavada e passada, quinquilharia, burundangas e outras futilarias, brincos e dadivosos; tudo vindo de Soraia mãe.

Na oficina de reparos e revitalização de gente as perguntas eram acacianas e de ordinários entendimentos. -Soraia, de pequeno você ensinou ao Luca a limpar o quanto de dormir, organizar o banheiro e estender as toalhas de banho? – Não! Ainda de pequeno e adolescente, você, Soraia, ensinou ao Luca de como lavar um tênis, escovar e engraxar um calçado? – Não!

No trato com os pets e demais bichinhos, gatos e cães, porventura possuídos, o Luca foi ensinado, treinado e provado, que esse e outro animalzinho, não são de pelúcia e exigem banho periódico, ração diária, retirada de excrementos (populares xixi e cocô) diariamente? - Não!

Nos quesitos tarefas e deveres do lar, da casa de que depende para refeições diárias, bebidas a gosto, iguarias saborosas e capitosas ao gosto pessoal. O Luca, foi treinado, ensinado de que essas regalias, essenciais à boa saúde orgânica e mental; ele, Luca, foi instruído desde pequeno, a essa cooperação, a esse adjutório, a que todos, eticamente falando, devem ser ensinados e treinados diuturnamente? Não!

Vide este epílogo de nossa oficina humana, com vistas à reconstrução e mantença de higidez e rigidez existencial. Atingida a maturidade ou adultidade, como se tipifica a finalização psíquica, orgânica e moral, o indivíduo pouco se faz susceptível de melhoria e conserto. Nessa compilação, basta o modelo e tipo de outros animais irracionais. Imagine, um asno, um jumento, um mulo, uma mula. Na madureza orgânica e dos instintos, esses bichos são passiveis do amanso e doma? Não. São sensíveis à mudança dos reflexos, mesmos os condicionados e de recompensa? Não!

De forma similar, se faz com o bicho humano. Toda instrução, educação, ensinamentos, sejam éticos, laborativos ou cooperativos, todos esses recursos pedagógicos, sociais e produtivos, todos, de fato e de efeito, devem ser implementados na idade de formação integral do sujeito. Atingida a maturidade, a fase adulta, o indivíduo nada ou muito pouco tem a aprender nesses quesitos acima dirigidos à sua pessoa. Dirigimos à senhora Soraia Soninho. Portanto, sua senhoria, como mãe, perdeu essa oportunidade, de além de engordar e criar, fazer um filho cidadão participativo e produtivo. E ponto final

JOÃO Dhoria Vijle

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Se existem algumas terapias que para algumas pessoas não funcionam é fato real e comprovado, cientificamente. Bem sublinhado que para certas pessoas. Não significa que as terapias são ineficazes para todos. Elas, são efetivas, auxiliares, coadjuvantes, desde que quem faz tenha alguma predisposição de assimilar o que lhe é recomendado, explicitado, traduzido, interpretado. Não se trata aqui, que este comunicado, seja um parecer opinativo (pessoal). Ele se baseia em Estatística, protocolos, ensaios e casos-controles.

Alguns fundamentos são bem evidentes e convincentes do porquê de certas terapias funcionar como enxugar gelo para muitas gentes. Os motivos: Começa-se pela personalidade da pessoa, pelo caráter, pelo temperamento e inclinações (pulsões) das pessoas.  Tomem-se os exemplos bem extremos e contundentes para entendimento: muda-se a preferência sexual da pessoa homo para hetero ou vicie-versa? Não. Curar a lepra e praga da pedofilia? Não! A personalidade cleptomaníaca? Não! A índole estelionatária e golpista? Não. O caráter caloteiro? Não. A preguiça ou ociosidade constitucional? Não! A personalidade borderline? Não! A índole do estuprador? Não! O agressor de mulheres? Não. A leseira constitucional ou intencional? Não! Então, fica bem pacificado. Para certos tipos personalíssimos muitas terapias, para os assistidos são pura enganação. De novo, nada contra os terapeutas que todo empenho e expertise investem em ajudar as pessoas.  Todavia, há muita gente refratária, que não assimila nada.

Esses são exemplos muito sensíveis e gravosos, no sentido da compreensão de muitos outros tipos constitucionais encontradiços, socialmente aceitos e variantes da chamada aceitação civilizada; ou do politicamente correto. Porque se houver muito rigor e precisão na caracterização do que seja normalidade e desvio de comportamento do indivíduo sobrará pouco gente sadia, normal e padrão de civilidade e ética neste planeta. São os princípios da civilidade, do politicamente correto, da humanização das relações humanas e os postulados do instituto dos Direitos Humanos a uma convivência pacífica e racional.

“Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”; artigo 2 DUDH. 

 Retomemos a questão central de certas terapias ineficazes para certos tipos de humanos. Lembremos: “Somos capazes de, ao caminhar pelas ruas, desviar sem problema de fezes caninas ou felinas; contudo encontrar fezes humanas é motivo de asco ou distanciamento – Mário Sérgio Cortella. E mais:  “Nada do que é humano me é estranho – Terêncio-  poeta e filósofo romano.   

Para simplificar matéria tão sensível e não menos melindrosa demos (nós) alguns modelos de gente insusceptível de melhora com variadas terapias: os comilões e comilonas, que veem na comida, nos galetos, carnes, churrascos, pizzas, rodízios, Coca-Cola, cervejas e massas a centralidade e plenitude do gozo e da felicidade. Para estes tais e iguais funcionam terapia comportamental ou dieta? Não! Nem abstinência de coca-cola.

Para aquele jovem ou moça criados em bolhas domésticas, mimados, protegidos dos labores e dores do trabalho, dos limites e códigos de convivência, que recebem tudo de amostra grátis, como os objetos digitais da moda, que não podem ser corrigidos; que são capazes de matar mãe ou pai, ou que tomam um carro, saem como os velozes e furiosos pelas ruas e avenidas, atropelam e matam inocentes. Pergunta, algum psicólogo, terapeuta, pessoal ou grupal, vai dar jeito nesse criado torto e destrambelhado indivíduo? Não! As estatísticas não mentem.

Aquele homem ou mulher, solteiro ou casado, que foi criado em um domicílio, onde a mãe era uma pessoa passiva e pateta da casa, de baixo grau cultural e tecnicocientífico, casa onde os filhos eram os alfas do grupo e nunca eram corrigidos; lar em que o pai era um adicto incorrigível de álcool, maconha, psicotrópicos e orgias alimentares com amigos e outras distensões antissociais. Pergunta: o que se pode esperar dos qualificativos sociais e atitudes responsáveis desses filhos e futuros cidadãos? Será que jogados ao mundo como elementos brutos e nunca lapidados podem se transformar em joias? Alguma terapia, financeira ou social ou comportamental, vai consertar esse sujeito? Improvável! Novamente, as Ciências e as Estatísticas não mentem!

Os censos sociais e profissionais (do IBGE, PNUD por exemplo) mostram que alguns desses tais e quais indivíduos portam dois caracteres (índoles). Dotados de boa inteligência, conseguem se assentar em algum trabalho, emprego público ou privado bem remunerado. No trabalho, sob os as lentes humanas e digitais (vigiados e fiscalizados) funcionam como funcionários padrão. Na vida privada, nas distensões sociais familiares e de amigos, mostram a sua outra face: irresponsáveis, antissociais, desonestos, trambiqueiros, golpistas, folgados, burlões, vigaristas, impostores, soberbos, dissimulados, caloteiros e exploradores de pessoas parentais e ingênuas.

João Dhória Vijle- Crítico Social.

 

 

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QUANTAS são as mulheres, muito mais elas que os homens que padecem de celulites, efeitos de hormônios, sedentarismo, comer desbragadamente como se a vida fosse centrada nesse hábito ancestral, ou vindo da cultura da decadência do decrépito (esfacelado) Império Romano; se empanturrar, repimpar de vaca, peru, galinha, galetos, restaurante popular, rodízios de tudo, doces, manjares, em orgias orgásticas e libações de toda espécie, etc. Aí então vem o que, obesidade e mais obesidade, corpo disforme, tribufu, haja tribulas terrestres! Surge a silhueta baranga. Mulher que marido nenhum tem libido e apetite por ela, e sai à procura de outras mais esbeltas e cuidadosas do se corpo! Culotes!

>De acordo com os estudos citados pode-se considerar que a endermoterapia além de distribuir o tecido adiposo corporal, reduzindo assim medidas, também é eficaz no tratamento da celulite, e associado com uma atividade física e alimentação balanceada tendem de ser mais satisfatórios os resultados. Sendo uma técnica bastante procurada por ser de custo acessível, além de não ser invasiva<.

Está aqui a se falar de uma forma de solução para culote, não misturar com calote, calista, Calixto, calistenia, calotas de carros. Os culotes podem-se instalar, nas coxas, nos quadris, nos flancos. Apenas mulheres e homens fracalhões, que encerram suas vidas em gozos, gáudios e glutonarias estão em risco de culotes. Sedentarismo, comilança e preguiça; receita ideal.

Vamos por último e neste átimo que nos resta falar de outro culote, mas agora com dois L. assim o dizem a cultura da Gália (Francês). Segundo os cultores de nosso Idioma, última flor do Lácio, inculta, mas bela. Havia ali um jogo de pedras. Tipo cartas. Alguns jogadores ao final, ficavam com as pedras (culotes) porque não as colocavam em jogo, culote, calote.

<Diminutivo de cala. Esta é outra aventada origem.  Cala (palavra que tem calo como variante) é o talho que se faz numa fruta, ou queijo, para degustação do eventual comprador. Quando a cala é pequena, que geralmente é o caso, então é um calote. Ocorre que, antigamente, muito comprador abocanhava a porção em oferta para degustação e não comprava o produto, o que resultava em prejuízo para o vendedor. O calote, portanto, quem tomava era o vendedor, não o comprador <. Atenção, acautelem-se! Os predadores caloteiros na espreita!

Então à cultura de muitos brasiguaios, de brasilianos, e brasileiros, notadamente de mineiros e goianos, adeptos de calas, de calote, de calistas, de calistenia. Fala-se que lá na Cidade Luz, de onde vem uma forma de culote, daí calote, pouco se vê de culote. Trata-se de País, símbolo de Cultura e Civilidade. Ninguém, participando que seja de culotes, vai dar culote. Melhor expressando em nosso pátrio Idioma, Calote. Porque o calote exsurge, e subsume, assim o dizem os operadores do Direito e da Justiça, esse malogrado e pernóstico comportamento pode exsurgir de uma forma involuntária, por uma perda, uma falência etc. Jó o ilícito, o abominável e reprochável calote intencional, premeditado, é o mais perverso dele, porque o sujeito o faz pré-intencionado! Acautelem-se desses tais e ditos folgados, patuscos e zombeteiros da ingenuidade alheia. Costumam estarem ao nosso redor, e nos expessando palavras de afeto, afeição, estima, fraternidade!

Joao Dhoria Vijle  

   

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TOMAR E DEVOLVER

Replicado por João Dhoria Vijle

 

superendividamento: o desafio de lidar com dívidas insustentáveis

A prevenção do superendividamento passa, necessariamente, pela educação financeira e pelo consumo responsável . Com achegas e excertos apostos itálicos.

Por:Luciana Yuki F. Sorrentino

 

 

Imagine uma família de quatro pessoas, vivendo em uma pequena casa alugada, lutando para pagar suas contas básicas enquanto vê suas dívidas crescerem mês após mês. O pai perdeu o emprego durante a pandemia, e a mãe tem seu salário comprometido com empréstimos feitos para cobrir despesas emergenciais. As crianças precisam de material escolar, alimentação adequada e roupas, mas o orçamento apertado não permite mais do que o essencial. Esse é um dos retratos possíveis de muitas famílias brasileiras que enfrentam o drama do superendividamento.

O superendividamento é um problema crescente no Brasil, afetando milhões de famílias que enfrentam dificuldades para pagar suas dívidas sem comprometer o básico necessário para uma vida digna. Esse fenômeno é caracterizado pela incapacidade de um indivíduo, que age de boa-fé e é consumidor, de pagar todas as suas dívidas de consumo atuais e futuras sem prejudicar o mínimo existencial. Essa situação exclui dívidas tributárias e provenientes de relações familiares (por exemplo, pensão alimentícia).

AGORA, imagine aquele sujeito, guapo sujeito, erado, forte, saúde de ferro, boa intelecção, que por razões inexploradas, vive a dar manta, passar o capote, promover o chamado calote, em gente, em pessoa de sua genética e parental. Está aqui a se falar do reprochável caloteiro e embusteiro, esbulhador, golpista. Que adora viver no bem bom, no far-niente, no laissez-faire, as custas de gente ingênua e de boa-fé. Existe esse quid e qual folgado. Acautele-se dele!

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em junho de 2023, 78,5% dos núcleos familiares do país tinham dívidas, o maior índice desde 2010. Esse dado mostra a magnitude do problema, que não é apenas econômico, mas também social, afetando diretamente a saúde mental e o bem-estar das famílias brasileiras.

A Lei nº 14.181/2021, conhecida como a Lei do Superendividamento, foi criada para combater esse problema. Ela trouxe importantes mudanças no Código de Defesa do Consumidor, estabelecendo medidas de prevenção e tratamento para evitar que os consumidores fiquem presos a um ciclo de dívidas impagáveis.

Um dos pontos centrais da lei é o conceito de “mínimo existencial”, que se refere ao valor mínimo de renda que uma pessoa deve ter para garantir uma vida digna. Esse valor foi inicialmente fixado em R$ 600,00, segundo o Decreto nº 11.567/2023. No entanto, muitos especialistas criticam esse valor, argumentando que ele é insuficiente para cobrir as necessidades básicas de uma família brasileira.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) tem se destacado na implementação de medidas para tratar e prevenir o superendividamento. Uma dessas iniciativas é o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Superendividados (CEJUSC-SUPER), que oferece um programa de educação financeira, orientação individual e conciliação com credores para ajudar os consumidores a reorganizar suas finanças.

Mas, o que diz a ciência ou mesmo a Psiquiatria sobre a mente de um caloteiro? Segundo pesquisas e estudos da universidade nacional de Camberra – Austrália. A conformação e sistema moral e psíquico de um caloteiro guardam identificação com os intentos, os recônditos morais do cleptomaníaco. Sub-repticiamente. O portador desse vício, assim o chamam os cientistas e psicólogos positivistas, o caloteiro traz internalizada essa inclinação, esse desejo de ter alguma vantagem, álgum benefício com os recursos, o numerário, a pecúnia de outra pessoa. Desejo de vantagem à custa da ingenuidade alheia.

A aplicação prática da Lei nº 14.181/2021 ainda enfrenta desafios, especialmente devido à falta de uniformidade nas decisões judiciais e à necessidade de procedimentos claros e detalhados para a repactuação de dívidas. A experiência do TJDFT e de outros tribunais mostra que a criação de fluxos processuais e a promoção de acordos entre credores e devedores são passos importantes para melhorar a eficácia da lei.

No procedimento do superendividamento, o primeiro passo é a fase pré-processual, que inclui uma etapa conciliatória obrigatória. Nessa fase, realiza-se uma audiência de conciliação com todos seus credores. Se um acordo for alcançado, é elaborado um plano de pagamento consensual. Caso contrário, inicia-se a fase processual, na qual poderá ser homologado um plano de pagamento compulsório pelo Juízo, que estabelecerá a forma de pagamento das dívidas em seu valor integral.

A prevenção do superendividamento passa, necessariamente, pela educação financeira e pelo consumo responsável. Programas educacionais que ensinam boas práticas de gestão financeira são fundamentais para evitar que os consumidores caiam na armadilha das dívidas impagáveis e se conscientizem sobre a importância de um planejamento financeiro adequado.

Além da educação financeira, é essencial promover políticas públicas que incentivem o crédito responsável. Isso inclui a regulamentação mais rigorosa das práticas de concessão de crédito por parte das instituições financeiras, garantindo que os consumidores recebam informações claras e transparentes sobre os termos e as condições dos empréstimos.

Em conclusão, a Lei nº 14.181/2021 representa avanço significativo na proteção dos consumidores superendividados, mas sua aplicação ainda requer ajustes e aprimoramentos. A leitura da matéria pode oferecer uma visão mais detalhada sobre os desafios e as soluções propostas para enfrentar o superendividamento. Além disso, é essencial continuar investindo em soluções autocompositivas e em programas de educação financeira para prevenir a repetição do superendividamento e promover uma sociedade mais equilibrada e financeiramente saudável.

Agora, uma verdade é superveniente e verossímil, quando se trata de caloteiro voluntário, intencional, displicente, pouco empático com os bens e dinheiro alheios pode-se tudo fazer por eles. Até uma formação PHD. Nada, absolutamente nada vai mudar a sua mente disforme. A exemplo do cleptomaníaco

·         Luciana Yuki é juíza de direito do TJDFT, doutoranda em direito e mestre em administração pública. Atua como coordenadora do Centro de Inteligência da Justiça do Distrito Federal.

 

 

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Corvos e urubus não geram águias by

 

Existe um axioma dos mais simbólicos que diz: “ A natureza não se faz por saltos. ” Vamos deslindar e exemplificar esse princípio existencial. O que a sabedoria filosófica nos ensina é que não se pode nada contra as leis naturais. As estações correm, os rios correm, a chuva cai, o sol brilha, o dia clareia, a noite escurece. Pergunta: nós humanos podemos mudar o curso e funcionamento desses fenômenos?

Em alguns podemos até causar alguns danos. Intoxicar e adoecer os rios e mananciais, adulterar o fluxo das chuvas e rios; porque são componentes do universo a que o homem tem acesso e com eles convivemos! Entretanto, imagine querer alterar a lei da gravidade, a lei de Newton, a relatividade de Einstein, o brilho e calor do sol etc.

Assim, como não podemos alterar e adulterar muitos fenômenos e funções dos componentes abstratos, físicos e químicos da Natureza, de igual forma se pensa na geração, crescimento, instrução e formação integral da pessoa humana: biológica, ética, moral, social, psíquica, escolar e intelectual. Cientistas e educadores, psicólogos e espiritas e outras doutrinadores e religiosos concebem em uníssono sobre essa ubíqua realidade, aqui, ali, alhures e no universo inteiro. Existe a natureza humana, mas há uma educação.

Não apenas a sabedoria doutrinária, religiosa; mais que estas, as Ciências esclarecem para que nossas mentes não embruteçam sobre ser o indivíduo o resultado de duas determinantes heranças: uma genética com suas leis infalíveis e minimamente modificáveis; e uma segunda herança moldável a cada meio social e família, a herança social familiar. É o princípio da pessoa se tornar um cidadão participativo, daí civilizado; ou o reverso, um vilão de classificação variegada e multifacetária. O homem integral para o bem ou o mal.

Eis o homem (ou mulher) como produto e corolário do meio, da família, do entorno parental domiciliar e extradomiciliar, da comunidade onde inserido, dos contatos de amigos, dos correligionários de hobbies, de entretenimento, das preferências de toda ordem, das escolas frequentadas etc.;

Cientistas de Humanidades e Pensadores são uníssonos neste ponto.

Além de Teorias e sistematização de matéria tão significativa na existência humana, aos exemplos sociais para fácil entrada na mente e entendimento dos leitores e leitoras. Primeiro bom exemplo de uma profícua e benéfica construção. Um caso ético social de uma família composta por pai e mãe com disciplinada e construtiva educação dos filhos: centralidade na instrução e ensinamento dos filhos, acompanhamento do aprendizado dos filhos nas tarefas escolares, educação e limites amorosos, diálogos francos e diretos, nenhum castigo físico, mas até algum corretivo mais rígido se assim for a última medida pedagógica.

Pergunta: excetuando algum filho ou filha com afecção psíquica (doença mental), qual a chance desses futuros adultos serem cidadãos plenamente integrados, operosos, trabalhadores, honestos, não esbulhadores e parasitas de alguém e de Estado? Enormes! Cientificas! Estudos, ensaios sociais e estatísticas são convergentes neste propósito.

Vamos ao reverso. Na hipótese de filhos e filhas, gerados e engordados, “instruídos” por um pai e mãe, displicentes na formação integral desses filhos. Mãe estilo passiva, pateta, submissa. Ambiente onde os filhos se sentem os membros alfas do grupo e mandões e nada obedientes e disciplinados com diretrizes e normas de convivência. Pior que esse cenário: um pai que deveria ser modelar e espelho, QUE se mostre adicto de alguma droga, comportamento social e civil fora do aceitável e convencional. Imagine esse tipo antissocial de um pai entregue aos vícios e condutas antissociais, desonestas, irresponsáveis, nada preocupado em que vão dar os filhos e filhas! Imagine. “Dona fulana, onde está sua filha? Ah, não sei, saiu por aí com as amigas e companheiras dela” Ah, eh! Hum, tá bom.

Qual a chance de esses filhos, crescidos nesse contexto e com esses pais, resultarem em cidadãos e cidadãs de boa estirpe ética, de boa conduta social e de convivência, de eles serem generosos e cooperativos uns com os outros, participativos na família e até nos cuidados dos pais quando estes estiverem decrépitos e inválidos? Qual a chance? Baixíssima! Científicos dados! Portanto, fica essa analogia e similitude. Somos partes do Universo, do cosmos! Há um genoma, com suas propriedades e fisiologia. Inelutável e inexpugnável DNA. Mas, outra herança, a social familiar, da qual todos somos o espelhamento dos pais e família. Corvos e Urubus não geram águias

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

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Dos Estrupícios e Negatividades  BY

João Joaquim 

 

Existem pessoas que sugerem ter um certo imã   em atrair coisas e energias negativas para suas vidas. E ainda pior, no seu convívio com outras pessoas. Tipo aquele ditado que já ouvi de certo sujeito escolado e calejado pelas cruezas e desafios da vida: “fulano ou sicrana se não tem algum problema, ela arranja ou vai atrás”. E tomo como modelo, um exemplo bem chegadinho de fresco e atual para mim. Aliás, muito encontradiço nas ocupações de muita gente. Ei-lo, este primeiro modelo.

Uma jovem bem-apessoada de aparência e QI normal, que a duras penas foi aprovada para Medicina em Faculdade Privada, distante mil quilômetros de sua Cidade. Detalhe: pai e mãe com trabalho informal de classe média C, bem baixa. Imagine o ônus com a filha agora!

Dá para imaginar o sacrifício da família, as privações em manter essa filha longe de casa, com os gastos com alimentação, moradia, livros e material de estudo.

Não é de ver que essa jovem arrumou um cachorro para cuidar! Olha o estrupício que essa carente e dependente moça adicionou para sua família pobre. Porque ela não produz como estudante, só gasta! E nada de baixo custo: comida, aluguel, livros, higiene. Pensando no bem-estar animal, um cachorro é como um filho; ração, higiene, excrementos para limpar, veterinário e remédios! O ideal de animal é para quem tem dinheiro sobrando e não faltante!

O exemplo maior de estrupício que muitos indivíduos adicionam às suas vidas é a geração insensata e não planejada de filhos. Porque, na verdade, muitas mulheres e homens jovens, sequer geram provisões para a própria sobrevivência e autonomia. Quantos são os casos de casais que sequer têm renda para a própria sobrevivência digna! E se unem, casam, e criam filhos como se fosse uma criação de cachorros, galinhas, porcos. Quanta insensatez e irresponsabilidade. São filhos postos no mundo em condições de vulnerabilidade, de insegurança alimentar e de saúde, de educação, de instrução social e ética. Porque é exatamente essa dura crítica: a construção, a instrução, a criação e formação escolar de um filho é de alto custo, de alto investimento amoroso e financeiro. Pense bem: a pessoa não reúne condições da própria sobrevivência digna, e gera filhos! Indigno, indigno!

Quer uma insensatez maior? A geração de um filho de forma solo (mãe solteira)! Está lá a moça, desprevenida, mal orientada pela família, relações carnais e sexuais desprotegidas. Engravida, nasce a criança. E vem a via crucis dos cuidados a essa criança, pensão alimentícia buscada judicialmente em muitos casos, a criança tipo joguete dessa insensatez, angústia para avós, parentes próximos e a vítima maior: a criança não previsível e não planejada. Põe imprevidência e insensatez nessas energias negativas e trambolhos na vida das pessoas, que elas mesmas criam para si e parentes próximos!

Então ficamos nesses exemplos porque são por demais contundentes e repelentes. O quanto há de gente que parece estabelecer pactos com as chamadas energias negativas. A tal ponto que elas parecem criar uma aura, uma aureola, um campo magnético que as circundam. Basta aproximar delas que há como que uma repulsão energética maléfica contagiante! E para aditivo a esse campo energético maligno, imagina essa pessoa ser por exemplo adicta de substâncias de efeitos psíquicos e neurossensoriais, os psicotrópicos, os ansiolíticos, ao antidepressivos, os soníferos.

Nem se está aqui a ventilar aquelas pessoas que são ou foram viciadas, dependentes químicos de álcool, e tantas drogas ilícitas, agora já defendidas e liberadas pela nossa Suprema Corte de Justiça, o Supremo Tribunal Federal. E todas são drogas: álcool, cocaína, crack, maconha. Porque todas essas substâncias, criam como que um circuito de energias negativas e de maléficos espíritos e demônios no sensório e mente das pessoas. Agora para piorar o que já era ruim. Imagine essa pessoa se tornar sectária, seguidora, influenciada e manipulada por falsos místicos, por religiosos mercadores da fé, da ingenuidade, de boa-fé e ausência de senso crítico dos seguidores. Aí o pacote de estrupício e carga negativa está completo. Não falta mais nada. O kit completo de negatividades e estrupícios.

 

João Joaquim 

 

 

 

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Perdoar é silenciar o outro

João Joaquim  BY

 

Muito se fala nas virtudes e vícios das relações humanas. Exatamente isto. Quando se relaciona com alguém um ou ambos, ou coletivamente apresentará ou apresentarão as chamadas virtudes ou vícios nessa interação. Basta ver que existem casos, situações e casos clínicos psíquicos e sociais, quando então se estabelece a absoluta incompatibilidade de harmonia. Convivência desarmônica e impossível vida em comum! Felizes aqueles e aquelas que chegam a essa circunstância e tenham a capacidade, o discernimento ou convicção de que somos humanos, e como tais, podemos ter essa extrema e acirrada incompatibilidade. Mas, há gente que pensa diferente, que se sente proprietário do outro.

É da incapacidade ou insuficiência de reconhecer as extremas alteridades que surgem os conflitos e animosidades entre as pessoas. É inconcebível e demencial, uma pessoa exigir que a outra de seu convívio seja e proceda igual a ela, conflitante e conflituosa! Uma é da paz e cordata, gentil e generoso; a outra beligerante, animosa, contestadora, alienante.

Na convivência humana, nas relações sociais de toda ordem e por todas as vias. Quantas não são as pessoas que discordantes e se antipatizando com a outra, inicia um força-tarefa de desconstrução dessa outra pessoa, criando dela um perfil e um tipo social falso e fraudulento, antissocial. Pelo simples fato de sua diferença. E vêm então as ofensas, as quizílias, as cizânias, os mal-estares, as fofocas, a difamação, o assédio moral e até sexual. Vêm então os melindres, as sensibilidades, os egos, a menos valia pessoal sentido originária da outra pessoa. E então os estapafúrdios e hediondos casos de feminicídios.

Falemos então do perdão; quando a convivência se faz impossível. Incompatível essa harmoniosa vida em comum. Quando se busca como lidar com o perdão e o que seja o perdão. Afinal, o que é perdoar alguém por ofensas, mal-estares, difamações?  Porque muitas e tantas são as desavenças e antipatias e intolerância que ofensas e agressões pessoais, morais e honorificas vão surgir.

Perdoar é a pessoa estar disposta a não se valer da pena de talião, olho por olho, dente por dente e daqui a pouco muitos cegos e desdentados. Não é assim um gesto civilizatório e de civilidade e cidadania respeitosa. Primeira realidade nesse caso: o esquecimento é impossível. Não se esquece ofensas recebidas. Gesto de civilidade: distanciamento, não vingança. Perdoar é esquecer o instinto de retaliação. Fica daí que eu fico de cá. O planeta comporta bilhões de pessoas. Cada qual no seu lugar! Que belo, não?

Sendo nós humanos dotados de inteligência superior, memória, lembranças: primeiro, ninguém esquece o ocorrido, notadamente quem mais saiu vítima. Solução mais digna e humanizada, um pacto de não vingança com o outro. Silenciar o outro é não querer nenhum mal a esse outro que me molestou, me difamou, me ofendeu, me quis o fracasso, a desconstrução e desmoralização pessoal e de minha dignidade e honra. Esquecer é impossível, mas silenciar o outro, sim. Como se ele não existisse, deleção de meus afetos, respeito, sim! Porque humanos somos e como tais devemos viver no Planeta.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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Feijoada e Solidariedade – Pavlov explica

João Joaquim   BY

 

Quem é adepto das ciências e não de charlatanismo e invectivas sente-se muito confortável em dialogar com outros de sua iguala, no que concerne a interpretação dos fenômenos humanos. Os humanos, de variadas castas e personalidades constituem as cobaias naturais ou “in natura”, para a interpretação das relações interpessoais. Eis algumas dessas compreensões, buscando a História das Ciências e seus cientistas.

Que lê e estuda informações construtivas e informativas sem invectivas, há de se lembrar o russo Ivan Pavlov (1949-1936). Grande fisiologista que se dedicou ao comportamento animal que muito a ver há com as reações e condutas humanas. Não apenas Pavlov, mas uma revisita no que disse e dissertou com muita propriedades outros como o foram Burrhus Fredereci Skinner (1904-1990) e John Watson(1878-1958). E não só estes cientistas, grandes filósofos de igual forma falaram sobre as reações e relações humanas, quando estas trazem um interesse ególatra e subjetivo estritos.

Muito instigantes foram os estudos de Pavlov e correligionários sobre o chamado reflexo condicionado, os instintos e reações digestivas de cães, principalmente, e que muito se vincula aos humanos, conforme experimentos fartos e bem conduzidos por outros pesquisadores, sucedâneos e em tempos digitais. A universidade nacional da Coreia do Sul, tem equipes muito antenadas e dedicados, com protocolos e ensaios atraentes sobre a questão da relação que estabelecem os humanos com a satisfação digestiva instintiva, por exemplo.

Trata-se aqui da centralidade que os humanos, muitos humanos, fazem com a comida, o comer pelo simples regalo, gáudio e prazer. É o vício e dependência da glutonaria, o gesto e busca frenética e sem ética do gozo do paladar como um prazer orgástico, intuitivo, instintivo, de pouco ou ausência absoluta de racionalidade. Muitas são as doenças ligadas ao apetite e instintos digestivos.

Se querem ainda uma referência bíblica para a glutonaria, temo-la em Deuteronômio 21:20. Seu praticante e dependente (viciado) é titulado como um libertino, um dissoluto, um intemperante e um ser vilão (vil). O comer pelo comer, e não a comida como construtora e fonte de nutrientes e energia orgânica, esse comer desbragado, animalesco, instintivo, sem pudor e sem ética ou etiqueta à mesa, está na lista dos sete pecados capitais, na descrição bíblica.

Trazendo o que dizem as Ciências, a Filosofia e mesmo os textos sagrados para nossa vivência comum. Observemos, de forma isenta, mas com um olhar científico e compreensivo criticamente o quanto as pessoas se tornam solidárias nos instintos e apetites digestivos. Vamos a alguns indicativos consistentes:

Faça uma reunião formal e profissional, cultural ou de entretenimento que seja. Na programação, nada de comes e bebes palatáveis, de carnes assadas, galinha, vaca, cervejas, doces etc.  Poucos convivas e comensais comparecem! Faça o contrário: churrascos, comida farta e saborosa, bebidas etc. A grande audiência e presença dos convivas do garfo, copo, mesa e bebedeiras.

Mais esta evidência e consistência: tem-se um parental idoso, decrépito, inválido, grabatário. Esse parental (pai, avô, tio, mãe) vem de ser institucionalizado de longa data, e carente absoluto de cuidados de higiene, alimentação, companhia de diálogos diários! Poucos parentes que cuidam. Os ex-afetivos parentes (afetivos e parentais genéticos hein!), sequer o visitam como o fazia dantes, em época de fartura e bonança de comidas e libações etílicas. Não se tem mais os rodízios de freezer, de fogão, massas, carnes! Porque esse idoso agora, fétido e feio, de fraldões e acamada, não banca mais os almoços, as carnes, as cervejarias, os manjares e feijoadas. Já era!

Última evidência e consistência pavloviana, dos reflexos condicionados digestórios e instintivos, os regalos e gáudios da boca e baco (ou dionísio, deus do vinho e bebedeiras). Faz-se uma churrascada. Uma feijoada capitosa e palatável que seja. Entram então a relação apetite e solidariedade, assim o dizem os estudos coreanos. Quanto afeto com esse institucionalizado parental e parietal. Sem alienação hein! Quanto afeto, quanta amizade, solidariedade. As Ciências e Pavlov explicam! Hum, sei! Nessa agora sazonal oportunidade, voltam os antigos convivas e comensais. “Então, seu fulano, feijoada deliciosa, saborosa. Oh, saúde, boa recuperação, hein. Precisar, estamos aí”. Hum. Sei.

Feijoada e Solidariedade

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

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O mercador de seixos e rodas de carro  BY

JDV

 

Aqui pelas bandas das Paraíbas, há muita gente pirangueira ou amarrada. Contrário do encontrado no Centro Oeste, onde se vê muito xexeiro. O mercador de calotas é muito encontradiço em Goiás, por exemplo. Questão cultural. Quer outro tipo aqui da Paraíba? O pirangueiro ou amarrado, aquele que não cai nas vãs promessas do mercador ou barganhador de seixos.

Viajando pelos “States”, pude perceber o quanto se rechaçam, falando assim bem entreouvidos, o quanto eles rechaçam o tal do xexeiro ou trapacista de seixos. Não importa o tamanho dessas tratativas, aqui tituladas de golpes tupiniquins! Há como que uma naturalização e normalidade nessas tratativas golpistas e folgadas. De gente que não precisa desse jeitinho sinistro e canhestro de viver no bem-bom, no luxo, no laissez-faire, no far-niente. 

“Escuse-me, don’t i do default. Yes! Never swindle! "swindle"; este termo tem um sentido que "default" não costuma ter, que é o de "trapaça". "Default", seria apenas "não pagar o que se deve", ao passo que "swindle" seria "armar um esquema ilegal para não pagar". Coisitas típicas de brasucas. Não é mesmo! Excesso de caradurismo. Tudo feito sem corar a cara, sem besuntar o rosto de óleo de peroba! Este o parecer de um americano e brasilianista! John Lince Bent.

O Brasil, porta os seus regionalismos! Há um termo nacional entendido de toda a sociedade. Mas, os regionalismos são uma cultura peculiar do País. Em tempos de cartão de crédito e pix. Surgiram os golpistas dessa modalidade transacional. Quando se retrata o tema golpe. Ele se dá de forma criminosa, prevista no código penal, com suas cominações próprias.

Termos equivalentes a golpes, os eufemismos: capote, manta, rasteira, trapaça, esperteza. O Nordeste é rico nesses termos. Entretanto, há formas ditas mais civilizadas para os golpes. Segundo esse indigitado brasilianista John Bent, Em se falando em Português; o calote, pode se dar de dois modais: por falência financeira, quando o caloteiro, chega ao estado falimentar de insuficientes recursos para quitar o que se deve. Compreensível, e nada a fazer.

E existe o calote intencional ou premeditado. Este tipo social e trapaceiro, em geral, explora a boa-fé de outra pessoa, que nele, caloteiro, deu um voto de fé e credibilidade. Não importa este vínculo: boa amizade, parental, conjugal até. Já imaginou! Esse inclassificado golpista, é de igual forma agente e tão repelente de mesma iguala dos golpistas do pix, do cartão de crédito, dos estelionatários do INSS, da Previdência Social. A diferença é que ele age dissimuladamente, adrede em seus intentos de promover capotes, mantas, trapaças e exploração de outros e outras de boa-fé e ingenuidade. Brasil afora, esse país anda  infestado desses tais. Tanto para lá como aqui em Nordeste, sueste, sudeste, noroeste. Jabuticabas do Brasil! Ao deparar com um caloteiro, preveja a sua intenção! Pode ser com murmúrio bovino; hum! Entendo! Um empréstimo ou donativo! Hum. Entendo!

 

João Dhoria vijle.

 

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Esbulhadores e Sevandijas by

 

Alguns estudos vêm mostrando o seguinte: em se tratando de continuidade ou sucessão de herdeiros na administração de bens de família. Não importa o tamanho desse patrimônio. Uma casa, um carro, uma chácara; uma empresa, uma fazenda, ativos bancários, apólices, pecúlios, aplicações financeiras, poupança. A depender do cabedal, do padrão educacional e instrução oferecidos pelos pais, esse patrimônio, gerido agora pelos herdeiros, terá a sua continuidade de normalidade, acompanhando sua valorização e aumento; ou falência! Perdas, esbulhos, delapidação! Tudo vai se fazendo sub-repticiamente.

Quantas não são as famílias, os pais, o pai em especial como chefe da casa; na falta deste de igual forma a mãe; melhor ainda quando ambos (pai e mãe de família) se associam nesta administração fiscal e econômica com êxito contínuo.

Quando existe esta interação, em que o marido e a mulher se irmanam em uníssono, no orçamento doméstico, no equilíbrio financeiro tanto da família, casa, filhos, escolas, despesas gerais na manutenção desse domicílio, tem-se como o demostram estudos sociais e familiares, o sucesso permanente, o equilíbrio e progressão e ganho desses bens: a casa própria, o automóvel, a reserva financeira a que todos devem se dedicar, a guarda de recursos, quando surgem aqui e ali algum imprevisto, uma doença, uma perda, etc.

Muitos são os economistas e orientadores financeiros que recomendam como boa normal fiscal pessoal, domiciliar e de qualquer empreendimento que se reserve 30% da receita e ganhos como segurança e poupança. Essa economia e guarda de 30% funciona como uma espécie de pecúlio e previdência privada. Há de se imaginar que a pessoa vai envelhecendo, reduzindo as energias, menos produção de receitas e lucros. E vai precisar dessa reserva monetária na senilidade (velhice). Nada mais natural e inerente a todo humano, a velhice.

Essa cultura da boa economia, da boa administração financeira da família, se nota, de fato em muitos pais e mães de família. De forma natural e prática, quantos são os homens e mulheres que constituem família, e trazem de forma ancestral e hereditária esse senso e conhecimento empírico e praticado pelos pais, como bons educadores que foram, em todas as esferas da vida dos filhos, social, financeira, escolar, de formação social e profissional.

Entretanto, no meio de tantos bons exemplos, existem de forma oposta os péssimos chefes ou mães de família. Basta ter em conta esse caso ético-social. Aquela família, no caso o homem, no papel de “chefe de família”. Mas, que não passa de um irresponsável, que, enquanto tem forças produz como um pé-de-ferro, como um burro de carga, e constitui certo patrimônio, ou seja um servidor público ou privado. Um comércio, uma gerência qualquer de pequena ou grande empresa, um empório, um armarinho, um banco. E soma alguns bens.

Entretanto, na gestão, na responsabilidade da casa, família, dos bens somados, esse homem se torna um escroque e perdulário. Perde tudo. Esse pai se torna um esbórnia, glutão, sempre na ema, na perua, nos pileques, na glutonaria com os de sua iguala de copo, garrafa e mesa. E a prole, ali na tolerância e assistência. A tudo assiste passiva e tolerante. Nada de interdição, passiva.

Conclusão. Qual a chance desses filhos e filhas serem o reverso e verso desse parental? Alguns podem se livrar; livramento condicionante e bornal. Eia! Crie tipo sujeito. Não se sujeite a se folgar e sujar-se de forma gorda. Suje-se gordo! (leia Machado de Assis, vale o sacrifício). Na análise de conselheiros e financeiros familiares, muitos desses e dessas se tornam os sevandijas e esbulhadores da família. E tudo vai-se esboroando, esboroando, esvaindo. E com agravantes: costumam levar parentais e parietais no mesmo turbilhão da mesma direção, no arrasto, no caudal, escoras e esteiras da vida. Esbulhos, espoliadores, sevandijas! Arre! Vá retro! Retrós!

 

 

 

 

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APETITE E SOLIDARIEDADE

 

Um esboço de a quantas anda a ética de família e familiares.

 

Muitos são os atributos que caracterizam o bicho humano. Lembremos desse nominal. Todos somos bichos, racionais e irracionais. Assim foram a tipificação e taxonomia original dos animais. Dos reinos animal, vegetal e mineral, o animal é o mais nobre. Entretanto, de difícil definição. Esta por exemplo: racional e irracional. Basta nesta análise tomar o que fazem os representantes respectivos. Fofocas, falsidade, preguiça, negativa das Ciências, parasitismo social, calotes, exploração do outro, inadimplência, golpes, pedofilia, estupros, querer comparar meninas que abortam a estupradores e homicidas. Vê lá se tais hediondezes e ilicitudes são atitudes e condutas racionais. Vê lá se os irracionais fazem algo análogo!

Abstraindo da gravidade e sisudez dessa realidade de abertura, falemos de duas características dos humanos. Será que há uma conexão entre solidariedade e apetite? É o que faz essa digressão, não menos diversão que expressão da alma e consciência de muitas pessoas. Em muitas famílias elas estão presentes, solidariedade e apetite. Não de forma isonômica e equânime, mas presentes.

O passar da vida é para todos. Decrepitude e fragilidade não tanto para todos. Mas casos existem em que se torna um laboratório de observação de a quantas andam os valores éticos, morais, de solidariedade, de cooperação, de divisão equânime de gastos, dinheiro, orçamento e energia pessoal nos cuidados, na higiene, na alimentação, na companhia, nas tarefas mais comezinhas, sejam estas de cozinha ou banho para um inválido, um pai, avô, avó, sogro, sogra, enfim, um parental hereditário, contratual ou social.

E quanto está em consideração, os sentimentos altruístas, de generosidade e humanitários; não importa a biografia da pessoa carente de assistência. Porque ela se torna um paciente, com todos. Ah, também sicrano, fulano foi um sujeito ausente, pouco ligava para minha educação, mais vivia tutelado por efeitos espiritas (libações alienantes) que era responsivo aos deveres familiares. Daí também as minhas preferencias.

Imagine aquele caudilho e serventuário, que se abdicou do múnus privado de curar e esmerar na instrução e formação prole-tária. Que se regalou sua trajetória existencial, sem mirar a essencial, que se lixou na instrução e construção inteiriça dos filhos e filhas. E o tempo passando. Morbidezes e invectivas. Placas mórbidas e nocivas levaram-no serodiamente ás sequelas deformantes e funcionais. Estrovenga, enfim.

Na saúde e cornucópia, na bonança e lautos menus, regalos, gáudios, ágapes de toda ordem. Jactância e repimpados amigos, mesa, copo, frigobar em profusão. Quanto amigão e filhão! Essa parte aqui, crocantes, fricassante! Hum que capitoso sabor.

Eis que adoecido, decrepito, em andrajos, fétido. Ah, não! Vou lá não! Sicrana vai. Generosa como rosa, fofa, fofinha e macia como plumas! Fraterna! Também pudera! Estou tão longe, nem tem jeito. E eu! Não levo jeito. Inda bem que há beltrana! Ela vai lá. Fulana. Cê vê lá para nós! Hoje há feijoada aqui, vamos lá? Oh, adoro feijoada. De repente “O mundo a este respeito sempre andou como uma roda de ALCATRUZES, uns para baixo, outros para cima. ” Hão de lembrar do judeu Shylock, que perdeu os seus ducados. Ah, Tubal, eu queria tanto os meus ducados. Feijoada, travessa de churrasco, sucos, Coca-Cola, cerveja, sobremesa! Malandras de filhos e noras. Todos, todinhos. Bons de apetite na ingestão dos grátis acepipes. Ah, natureza humana! Solidários!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

 

 

 

 

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A filosofia empirista diz que tudo que sabemos e somos decorre de nossas conexões sensoriais. Quer essa teoria afirmar que todos nascemos virgens de conhecimento, meio que contrariando a principal filosofia de Platão do inatismo, a Teoria da hereditariedade, de que a pessoa traz no recôndito (ao nascer) algum saber. Mas não convence esta teoria do inatismo. Tome o exemplo de um surdo-mudo. Como falar se ele nasce sem ouvir os sons. Já o vulgo, o folclore afirma que quem dorme com o diabo cria chifres. Uma metáfora empírica! E traz todo sentido. O meio, o entorno social, a família, os contatos sociais e culturais fazem o indivíduo. Para o bem ou para o mal.

Com a teoria empírica do meio social moldando a pessoa não é difícil observarmos essa lei natural surtindo os seus efeitos e resultados na formação e estruturação do indivíduo. O vulgo ou o senso comum diz também que filho de peixe peixinho é. Nada mais é que a expressão ou tese do empirismo, da sociedade familiar e geral na construção do sujeito.

Uma outra questão instigante para as Ciências e os cientistas é a tendência habitual ou inclinação ou vocação do indivíduo para o mal, no seu processo de formação integral. É muito consistente e observável a teoria do bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau (franco-suíço 1712-1778)). Ela diz textualmente: “todo homem nasce bom a sociedade é que o corrompe”. É o homem em estado de Natureza, susceptível de ser moldável, maleável e construído nos moldes de um estilo de educação, para a boa cidadania ou vilania.

Tomando os modelos e representantes das relações sociais mais significativas na construção do indivíduo, a saber, a família, o domicílio, todo o entorno parental de uma criança, um adolescente e jovem. Vamos aos modelos.  Este caso social familiar: um pai adicto de drogas ilícitas, entregue de forma perene aos hábitos da boca, do digestivo, da drogadição, dos gáudios e regalos dos efeitos instintivos e antissociais de substancias ilícitas, com abdicação total nos cuidados, limites, instrução de filhos. Pergunta: qual a chance desses filhos se tornarem indivíduos bons, estudados, com boa instrução a uma vida de autonomia, produtiva e de trabalho? pequena ou zero chance!

Outro caso social familiar não incomum aqui e alhures: um pai nada zeloso com sua imagem social, desinteressado no que fazem os filhos ainda adolescentes e jovens. Esse pai como chefe de família, nada exemplar nos deveres de marido e pai de família. Que junto com amigos de copo, frigobar, garrafas e mesa, que tem na glutonaria e orgias da boca e do baco o centro de prazer e felicidade da vida. Os filhos adolescentes e jovens, testemunhas e convivas desse ambiente etílico e orgíaco. Um pai nada informado do que fazem os filhos e filhas dentro e fora de casa. Qual a chance dessa prole resultar em pessoas integras como bons cidadãos, operosos e produtivos? Mínimas. Efeito social e de manada!

E para não ficar só nos homens, este caso familiar social: um domicílio, com uma mãe de família”, que mais parece uma marafona, uma rameira, que se veste toda enfatuada, com apelativos e criticáveis gostos na apresentação social, adereços indumentários sumários para seu status social familiar, adepta do estilo faca, garfo, garrafas, latinhas geladas, baixo grau sociocultural. E as filhas adolescendo e se instruindo e formando nesse contexto. O que esperar dessa prole feminil? Imaginemos! Apenas! Dá para imaginar?

Em suma, ficam estas noções de como se dá a formação integral, a moral, os qualificativos sociais, as energias que irá expender esse homem ou mulher, nas suas relações sociais, na sua ambição do que quer ser na vida social, trabalhista, corporativa. Em síntese, a pessoa é o espelhamento do que recebeu como herança social familiar do pai e da mãe, do domicílio onde se criou. Ou para o bem ou para o mal. Quantas não são as pessoas que levam uma vida de sinecura, de sibarita, de prebendas de veniaga, de folgança, de patuscadas e janotices. A explicação? Reparem, se informem da família. Respostas fáceis!

 

 

 

 

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Já observaram, os leitores e leitoras o quanto há de gente que gosta do chamado incensório? Não? Pois, passem a observar e analisar; que seja de soslaio ou esguelha, para não despertar suspeita no incensado! Se bem que em grande maioria os incensados acreditam no incensador! Não confundir incensado com insensato! Se bem que um tem um pouco do outro, não de forma biunívoca. Consciência de incensador e incensado não é igual.

Vamos às origens: sabe-se que o incenso é formado por resinas e essências aromáticas. E quando queimado exala um odor agradável e penetrante. Na tradição e fé, esse fumo ou exalação traz agradável sensação e efeitos mágicos. Acreditação apenas. A queima do incenso gera duas abstrações: o fogo, simboliza o espirito na chama sempre ascendente, em direção ao alto. A fumaça  de igual forma traz esse simbolismo espiritual. Vem desse efeito físico o uso por religiões como a Católica e outros rituais místicos. Observe-se por exemplo em uma missa; o sacerdote com seu turíbulo, incensando os fiéis. Tradição cristã!

E assim, se faz em outras celebrações doutrinárias e místicas, com os fumos e esfumações, odores e exalações dos objetos incensórios. O que se recomenda, em se falando para os não adeptos e mais céticos, é nunca censurar quem acredita nos poderes dos gestos de incensar, relações sociais, ambientes domésticos, seitas e crenças.

Ainda sobre o incenso. Sabe-se que o Menino Jesus, ao nascer foi visitado pelos três reis magos: Baltazar, Melchior e Gaspar. E foi presenteado com ouro, incenso e mirra. Temos então dessa narrativa e conhecimento, a crença, a fé nesses elementos: o ouro como a fé, o incenso como a santidade ou pureza, a mirra como a paixão de cristo. Será?

Tornando então ao senso comum das relações sociais ordinárias e costumeiras. Por uma questão semântica e metafórica, incensar passou a essa conotação de elogiar, de lisonjear, de bajular alguém. É muito cediço e encontradiço a expressão: fulano ou sicrana gosta de ser incensada, Maria passou então a incensar a sicrana como a pessoa bela, elegante, muito inteligente, muito social!

Nesse contexto de quem lisonjeia e da pessoa lisonjeada, entra a interpretação da Psicanálise ou da Psicologia Social. Existe no íntimo e recôndito consciencioso de ambas as pessoas, uma espécie de acreditação cega ou impregnação psíquica. No intento e objeto de quem faz essa bajulação ou adulação excessiva reside uma falsidade ou laivos de hipocrisia. De igual forma muitas são as pessoas bajuladas com esses pérfidos méritos em acreditar nessas imerecidas faculdades a elas atribuídas e vãs virtudes. Puro autoengano.

E porque acreditam, de forma enganada e enganosamente, surge na mente e autoestima dessas pessoas, quando recebidos referidos elogios de forma reiterada, uma imagem falseada e tola de si própria. Na interpretação psicanalítica e da Psicologia Positiva, um dano psíquico na construção e consolidação de seu caráter e personalidade. Tudo decorrente desse autoengano. É a formação de uma personalidade frágil e suscetível de muitas frustrações, baixo limiar aos mínimos desafios que a vida oferece.

Note-se como é interessante, que se trata do mesmo mecanismo, dos atributos feitos de pais imaturos ou despreparadas para a maternidade e paternidade na geração e criação de filhos. Concedendo a esses filhos e filhas, desde as primícias da infância títulos de príncipes, princesas, heróis e heroínas, de muito inteligentes e dotados de aptidões geniais. Quando ao cabo e termo, se sabe que são filhos e filhas, como o são as 99% das crianças. E da criação e formação desses filhos em bolhas, privilégios e excessiva proteção, esses (os filhos assim criados) se tornarão em adultos fracassados, dependentes e com traços de depressivos e incapazes de prover a própria subsistência. E eles existem por aí. Basta uma observação mais neutra! São os adultos infantilizados, com meneios, trejeitos e gestos de sempre crianças e adolescentes. Os que se negam a crescer e se tornar adultos, maduros e com autonomia de vida.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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Iniciemos este artigo por uma contextualização, uma forma comparativa ou analógica. Em Medicina, existe o fenômeno da impregnação medicamentosa. Citemos as mais encontradiças. No tratamento de depressão e ansiedade, diversos são os medicamentos que atingem uma eficácia plena com o processo da impregnação e explica-se. Como se segue:

Trata-se de um período de latência necessário para que o medicamento produza o efeito desejado. Este período pode variar de alguns dias a semanas. Como exemplos: o escitalopran, a sertralina, a amitriptilina. O mesmo se observa para outros fármacos; antiarrítmicos, quimioterápicos.

A maioria dos medicamentos não carece desse período de impregnação. E existe certas substâncias que uma vez impregnadas, dificilmente são eliminadas do organismo. Querem exemplos? Certos metais pesados como o mercúrio, arsênio, cadmio, cromo, chumbo, manganês. São altamente tóxicos e difíceis de eliminar do corpo pós impregnação.

Façamos agora um paralelo da chamada impregnação orgânica, com a impregnação cognitiva ou de consciência. Este fenômeno vem de ser estudado pela neurolinguística e pela Psicologia Sociocultural. Na intimidade e recôndito do fenômeno, tudo se processo no modelo e mecanismo idênticos ao da lavagem cerebral. Os dois processos psíquicos e de consciência de imbricam com resultados símiles.

Nem todas as pessoas são susceptíveis à impregnação cerebral ou de consciência. Entram fatores familiares de formação ética e cultural, crenças, fundamentação religiosa, convicção mística, crença subjetiva e sugestiva em forças sobrenaturais e espirituais etc; etc.; Muitas são as pessoas sujeitas e afetas de impregnação cerebral. O fenômeno vem ganhando corpo e muita compreensão na era pós internet e redes sociais.

O processo psíquico e neurofisiológico está presente em vários tipos sociais de internautas e usuários de redes sociais. Existem imbricados no processo o ardiloso mecanismo do impulsionamento, o da adesão empreendida por muitos e poderosos provedores de internet. Facebook, Instagram, rede (x), WhatsApp.

 

 São os algoritmos, a Inteligência Artificial, robôs. Todos propositadamente dedicados com os mecanismos da impregnação cerebral e adicção cognitiva das pessoas. Existem para tanto, contratados pelos holdings de internet e corporações de informática, os especialistas científicos e tecnólogos (nada éticos e nada humanitários), e são estritamente dedicados aos mecanismos e iscas ou engodos, para impregnar nas mentes e consciências das pessoas essa eficaz adesão. São estratégias de cativeiro (tornar usuários cativos) e escravização digital.  Alguns cidadãos bem informados e críticos ou minorias de quem lê boas e más notícias, hão de lembrar que os CEO, os donos do facebook e Instagram já depuseram no congresso americano sobre as armadilhas de tornar os adolescentes adictos de redes sociais! Lembram alguns leitores desse episódio? Adiantou em que? Em nada! Impregnação cerebral eficaz!

E onde esses tecnólogos e cientistas de altos salários e contratados se inspiram para criar algoritmos e as chamadas iscas e armadilhas da impregnação cerebral? Na vida comum e ordinária das pessoas, seu caráter, os costumes, as relações sociais, de mercancias, de exploração e esbulhos do outro, da exploração da boa-fé e ingenuidade das pessoas. Por exemplo: existe um mecanismo já bem estudado de um sujeito folgado tornar a outra pessoa refém de seus caprichos, desejos, e estilo grã-fino e luxuoso de viver. Este folgado e expansivo indivíduo, com discurso persuasivo e fala dissimulada empreende um promissório dever. Toma donativos pecuniários (que ele dá nome de empréstimo). E nunca paga. Ou seja; esse embusteiro e contumaz estelionatário, porta a chamada impregnação cerebral de consciência e cognitiva. Para ele é normal, viver como parasita das energias e minguados recursos de outra pessoa, ingênua, boazinha, fofinha, lhana, gentil. Boazinha e boba da corte. Ele, um esbulhador e sevandija. Só! E a vítima, sempre ali. Duas vezes vítima lavada e impregnada cerebral, de mente e memória.  Fé!

 

 

 

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Aqui em PE, ainda se usa rodaque. É o caso do Silvio Sílica. Ele sempre que acionado no hospital onde, por raro, ajuda nos cuidados e ademanes do decrépito pai retira no bolso do rodaque o código civil e arrota conhecer as leias. A seu favor, bem claro. Isto porque quando demandado por sua consorte ou coirmã Santana Silvestre Sílica expele até algum impropério. Quando é de defender seus direitos, por exemplo os privados, Silvio se mostra combativo, renitente como garnisé, posto ser de baixa estatura e envergadura. Para certos circunstantes, seu raio de atuação se enfunebrece, porque é tido como o maior seixo da comunidade. Nesse quesito, agia sem-cerimônia, desprendido a despeito de admoestações íntimas dos que o conhecia nas tratativas de donativos pecuniários. Qualquer mútuo promissório por ele tomado, alguns já sabiam, era genuíno donativo púnico.

Tome-se esse promissório por ele urdido e nunca liquidado. Para alcatifar as alcovas de seu “solar”, mesmo apercebidos ótimos emolumentos, buscar besuntar sua oratória, com idílicas promessas. Adquiriu as 30 reses, com o trato de a cada mês, dar de lucro e estipendio uma rês. E tudo se solveria em 30 dias. E assim, se fez. Revestiu seu Comodoro e cômodos de boa alfombra, isto é, só luxo e laivos de luxúria com sua consorte. Sempre que a credora chegava em seu arraial, lá estava ele no bem bom a balouçar e agitar de álacres gestos, regados a Coca-Cola e jerimum, por vezes buchada de bode, e donativos da coirmã.

E assim, levava a vida, Silvio Sílica, na eterna bem-aventurança, às custas de golpes e trapaças com que lhe fosse crédulo e ingênuo financiador; e eterno retorno da manemolência. E gostava de ser apupado como lídimo ensaboado e forasteiro, com suas patranhas e trunfas de impostor!

Acham os leitores que ficava nisso. Não! Mil vezes não! Silvio sobejava em suas invectivas quando se discorria sobre o umbral da honestidade. Costumava até citar Voltaire e Paulo Coelho, em suas literatices! Se é que os tinha lido algum dia. Seus tratos e compromissos eram sempre cinéreos. Quem o ouvisse, sentia falar com algum argonauta, singrando as vias de ouro. Silvio, em tratativas sabia a boa “compliance”, o que era mercador de calotas e negociante de seixos. Mas ele mesmo, necas de pitibiribas nesses termos de bom cabo. Sua eurritmia discursiva impactava o interlocutor, porque tinha formação de algoritmo para essas demandas. Muitas eram as mulheres, sempre elas as suas incautas!

Por vezes relatava sua viagem, se é que fez ao polo hiperbóreo, e repetia alguma lenda por lá ouvida, se não é que apenas queria impressionar seu cabedal multicultural setentrional! Será? No íntimo, inquiria-se os ouvintes. O mesmo se dizia de algum amigo de cultura austral, com suas narrativas e fabulações.

E vamos, enfim, ao fecho e enquadramento dessa personagem, que mimetiza muitos outros indivíduos que como preconiza os feitos de manu, lembram de igual forma as narrativas de júpiter, conforme as leis de manu, certos tipos de gente nasceram de seu abdome. Das coxas de júpiter nasceu minerva armada e muito amada.

Silvio Sílica encarnava algum desses tais e quais indivíduos. Feitos de forma acochambrada, nas coxas de um sujeito escroque e pandego, gamenho de índole e promissórios. O conteúdo de sua caraminhola, eram caraminholas com verossímeis laivos do real. Certo dia, foi ao mesmo nosocômio de sempre! E ali arrotou arrogâncias, disse algum impropério ao guardião da instituição e se fez conhecer de seus direitos e prerrogativas. Condições e atributos que de fato ele os gostava de desfrutar para seu proveito e gáudio. Mas, quase nunca em obediência e solvência de promessas a grupos feminis e creditícios! Gozado, não!

João Dhoria Vijle.

 

 

 

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Outro fenômeno que vem de ser bem estudado, e aos poucos bem compreendido do discernimento (ou melhor da falta de); é a chamada impregnação cerebral. Por definição direta e literal, impregnação refere-se à ação físico-química de um tecido ou substância de absorver outra de densidade mais baixa. Tome-se o modelo de um absorvente íntimo, empregado pelas mulheres, na absorção do fluxo e defluxo menstrual.

Existe algo, um objeto mais inservível do que um absorvente usado? Além do que ele é um contaminante biológico de fluidos e resíduos orgânicos. Outro caso, alguém de idos tempos há de lembrar do chamado mata-borrão. Um certo composto, de há muito desusado, que se empregava para absorver e impregnar de tintas de escrita manual e preservar o documento escrito a mão, de rasura ou mancha. Mostra-se o mata-borrão de objeto Inservível porque sofreu impregnação. Portanto impregnação se revela maléfica, nociva e pernóstica.

Descrevamos então o fenômeno da Impregnação Cerebral. Por analogia à lavagem cerebral, a impregnação cerebral resulta nos mesmos característicos e efeitos da cognição da pessoa afetada da lavagem mental e de consciência (cerebral). Resulta da chamada fé cega ou falsa convicção de que algo existe, de que tal narrativa encerra um fato concreto e incontroverso, de que aquela comunicação de um falsário, de um impostor e negativista das Ciências seja a pura e real verdade. Quando na certa é uma ultrajante mentira.

O impregnado cerebral sói de assim se portar desde a tenra idade. Nesta sustentação do mecanismo impregnante, jaz a titulada herança social familiar. No geral, o cabedal e qualificativos dos genitores iniciam por construir esse indivíduo, no que ele vai passar toda a existência com essa fé cega e falsa convicção (estelionato de consciência). A Filosofia dos empiristas John Locke, David Hume, Berkeley, Francis Bacon, nos trazem de igual forma luzes nesse entendimento, que diz: “todos nascemos analfabetos e zerados de informação”

Ao se referir fé cega e falsa convicção, um robusto exemplo está justamente na crença e profissão de fé religiosa desse impregnado cerebral. Lembremos do que nos ensina a Neurofisiologia, desde a fase embrionária. Todo o tecido encefálico, suas conexões e sinapses são construídas e se tornam suscetíveis de memória e absorção da infância até a adultidade.

Desse conhecimento neurofisiológico se deduz o quanto o cérebro humano é susceptível ao ambiente onde a criança, o adolescente e jovem são instruídos, criados, engordados, robustecidos e formados, lato sensu. A personalidade humana, suas crenças, convicção, o cabedal cultural de natureza variada se fazem nessas etapas da vida. A aptidão mnemônica e de certezas do indivíduo estão sedentas e famintas dessas gravações e impregnações. Feito de forma errática e falseada, torna-se difícil a reversão e recuperação.

Para consubstanciar a compreensão da impregnação cerebral, vejamos alguns modelos praticados aqui e alhures. Das acreditações e concepções místicas e de seitas e doutrinas. Quantas são as pessoas que acreditam na reencarnação da alma, em comunicação com os mortos! Quando se provaram tais fenômenos via Ciências de toda ordem? Quantos são os indivíduos que buscam terapias religiosas por tanatofobia e nosofobia e todos, literalmente todos, adoecem e morrem como todos os outros resilientes e céticos dessas fabulações!

Na seara das relações humanas, de comportamento ético, de honestidade, da fraternidade e voluntariado. Seja essa fraternidade parental, a mais aguda e urgencial, ou mesmo geral. Quantos e quais não são os indivíduos de índole sevandija, parasitaria, de folgança, caloteiro, aproveitadores, arrimados por terceiros. E todos assim, agem porque se tornaram portadores recalcitrantes e reincidentes do fenômeno da impregnação cerebral, tão pernóstica e delitiva quanto a lavagem cerebral. Para os males de quem tem que aturar esses tais e desqualificados elementos.

 

João Joaquim 

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Papo cultural, com pessoas pensantes de horas vagas. Oras! Vagas! De algumas mazurcas fomos ligeiros e falamos sobre os tempos de desterro. Presente algum basco, sem este ser vascaíno. Sabe-se que Hamlet disse a Horácio: há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa filosofia. Pudera! Em segundos, lobrigamos mais gente que faltava

 à mesa. E continuamos a bispar sobre assuntos e presuntos servidos à mesa que eram deliciosos. Façamos desses um transunto!

Em seguida passamos ao estilo mandriice de viver. Porque há este modus vivendi. E fomos a desfibrar esse jeito patusco e tosco que muitos indivíduos incorporam em suas vidas, sem creme facial. Que fosse óleo de peroba. Mas é fato. Por vezes ficamos anojado com algum quid e quejandos desses que temos que prover sua mantença. Nos parece uma infortuna sentença! Haja algum orago para nos prenunciar tais aderências.

Célio Ribeiro sentou-se à nossa roda e veio com seus circunlóquios faceiros. Falou-nos dos sete pecados capitais, da lepra da luxúria. E nessa palração veio com dichotes, motejos, remoques, chufas. Todos ditos insulsos. Mas, era uma maneira de dar rédea ao assunto central, cultural. Sérgio Folguedo aventou sobre substâncias ilícitas de outros e destes tempos. Dietilamida do ácido lisérgico> leia-se princípio ativo do fungo claviceps purpúrea, MD, GHB, etc; hoje sabe-se que das drogas perigosas, os drogaditos dispõem do MDMA= metilenodioximetanfetamina, da psilocibina, cocaína, crack, merla. Todas uma..

Estas substâncias atuam no cérebro, liberam um pool de serotonina, dopamina e noradrenalina e consequentes efeitos psicodélicos, devastadores para o comportamento e reações idiossincrásicas do usuário. Perigo sempre!

E passamos então ou voltamos, para melhor dizer, sobre o estilo de vida intitulado mandriice, a que muitos brasucas e latinos são dedicados. Modo de vida! Não dá para imprecar. Natureza humana. Oliveiro Madraço foi o último a se juntar ao grupo. Sujeito gamenho e gárrulo, agarrou a fazer conjecturas sobre imanências e transcendências discutidas por Aristóteles. Para quem não sabe, Aristóteles foi discípulo de Platão e influenciado por Sócrates, sábio este que deixou filosofia apócrifa. Tudo indica ser dele, mas pode não ser também. Há teses de que Sócrates não existiu. O que importa é que sua filosofia é bela.

O que se tem de certo, assim nos conta o filósofo Alberto de Oliveira é que muitas são as columbiformes a voejar e pairar pelos páramos do azul celeste. Nessas outras edílicas paisagens terráqueas, veem-se de igual alegria e faceirice os veados campeiros e inzoneiros, a pastorear os seus pimpolhos, filhos veados. E para os preservar de riscos automotivos foram construídos viadutos. Via do duto. Porque assim, eles preferem esses dutos de serem penetrados por suas turbas, turbamultas.   E quantos não são os tais, preferentes, aderentes. Qual é a sua preferência? Ah, minha preferência! Via do duto. Que seja eu um repimpado dúctil, ductilidade é a minha vocação. Como proferiu Jon Fosse em bom Nynorsk, na sua elaborada Septologia e outros excertos artísticos.

Ah, homem sem qualidades. Vamos lê-lo e entenderemos melhor do caráter e natureza dos inservíveis. O Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless - Robert Musil 

 

Joao Dhoria Vijle

 

 

 

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A  escrófula do Servilho Gioconda

 

Servilho Gioconda deblatera: ara marujo! Eu Sou de mente Sã em gente! Dá a Silvinei, não vã inocência! Que ele tenha cometido os ilícitos e perversos crimes contra a democracia. Mas, quem não os comete em tempos de dipolos, positivo e negativo! Que o apurem as polícias. Viária ou judiciaria ou rodoviária! Não nega. Se ele ali engendrou algum empecilho, foi a mando do chefe. Apenas.

Se o próprio TCU, o acolheu e nunca o fez réu. Deve ser gente com, se não ilibada, conduta padronizável, para o oficio adquirido em escrutínio lícito e lega! Não venha com o axioma: primum vivere deinde philosophari – Thomas Hobbes (1588-1679). Primum providence deinde gozare!

Se houve de forma lícita o escrutínio seletivo, e Servilho Gioconda se houve de escolhido, é porque não se trata de gente escroque na vida laboral. Que ele tenha se envolvido em máfia de carros blindados, frota veicular em corrilho com outros asseclas. Isto é o de menor peso jurídico, assim diz algum causídico.

Que tenha o Servilho Gioconda agido ao modo dos seixos nordestinos. Predestinado! Vai ver que sua fraterna imolada tinha já esse oráculo, de um dia servi-lo com tais préstimos. E de empréstimo ingênuo se fez vítima. E não como única, mas enésima vítima. Questão de cerne, de DNA e sociomania, oneomania.  Assim, de bolso em bolso repimpado e opíparo, Servilho Gioconda vai vivendo sua vidinha, sereno, loquaz, palreiro, labioso!

Basta ver o seu coirmão e lead em pautas vindicativas. Bolsonaro não é tanto o quanto dele se arrota e espaneja. São contrastes humanos. Não com trastes!

Se o TCU serve de homizio e abriga, em sua “compliance” a ambos, paciência! Este é o país em que vivemos! Cultural e gutural! Imagine! Gaturamos cantam de gorjeios e églogas nativas, esses sons de há muito em terras pindoramas!

 

Alviverde pendão de minha terra/Que a brisa beija e balança/Estandarte que à luz do sol se encera/As promessas divinas da esperança/ Tu que, da liberdade após a guerra/Foste hasteado dos heróis na lança/Antes te houvessem roto na batalha/Que servires a um povo de mortalha/ Castro Alves. Navio Negreiro.

 

Quem em Silvinei Vasques, vê rio ou mares de loquelas mentirosas, não imagina outros asseclas de mesma ideologia. Teses e argumentos! Não passam disso essas assertivas procrastinatórias e sucessivos. Contrastes. E com trastes desse jaez o Brasil vai cada ano imiscuindo em volutabros nunca antes anunciados. Porque existe um conúbio nesse desiderato! Genômicos e gnômicos!  Silvinei no que ele vê choro, eu rio. Rio de desesperança, porque tudo caminha no sentido: tudo continua como Dantes no Quartel de Abrantes.  

Primeiro à História: Abrantes é uma pequena cidade portuguesa, próxima de Lisboa. Em 1807, ela foi invadida pelo General Junot, auxiliar de Napoleão Bonaparte. Ali Junot instalou o seu quartel general. Era rei de Portugal D. João VI, e D. João, um certo palerma e pateta, nada opunha à investida de Junot, quando perguntado sobre o andamento da invasão, o povo respondia, tudo continua como dantes no quartel de Abrantes (quartel do general Junot).

Assim, se fez um Servilho Gioconda, assim se faz um Bolsonaro, assim pensa um bolsominion, assim Servilho vê rio e mares de riquezas. Delas se regurgita e usufrui às expensas e labor de energias heterônomas. Vida que segue.

E para bem quadrar essa mini resenha, fica esta súmula. O indivíduo, Servilho ou Severino, Josué, Montelo ou não Montelo, Judas ou Sincero! Cada qual se faz com duas heranças imperdoáveis: a genética, infalível. A social, moldável e regulatória, inibitória dos sestros, dos vícios, do mau caratismo, do caradurismo e folgança dos que vivem como sevandijas e suctórios de terceiros! Se Servilho E Silvinei continuam como dantes, estejam ou não em quartel ou papuda, questão de duas naturezas, uma genética, inalienável. Outra a educativa familiar, filho de corvo ou grifo, nunca se voará como águia. Arre, vate retroativo.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM  

 

 

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O DIPLOMADO INÚTIL E FÚTIL  BY

 

João Joaquim 

 

A gente fica aqui pensando sobre a quantas anda a preocupação de muitos jovens no que se refere ao seu futuro, sua preparação e se tornar apta a uma vida profissional produtiva, laborativa e contributiva para uma sociedade melhor. Fala-se aqui não na totalidade, porque há muitos jovens e jovens que, ainda muito novos em idade, buscam esse aprimoramento, uma qualificação profissional, técnica, científica e cultural. São oásis, ilhas de excelência no meio de um mar de indivíduos pouco preocupados com o que querem da vida, para dizer o mínimo. A vocação à vagabundagem e dependência é muito prevalente.

Quando se refere a uma sociedade melhor, não quer dizer que vão mudar o Brasil, o Estado e Cidade onde vivem, moram. Não. Que seja a micro sociedade familiar, os membros parentais, notadamente os mais idosos, pais, avós, um pai ou mãe já fragilizados, doentes, decrépitos, carentes de cuidados especiais. Existem por exemplo certos jovens e jovens (moços, moças) que tendo saúde de ferro para dar e vender, corados, robustos, repimpados de músculos e adipócitos, há esses tais e quais em uma condição inversa e anômala porque vivem às expensas dos pais, avós e outros membros familiares. Existem!

E aqui façamos uma análise das razoes desse perfil de pessoas, moços e moças eternamente adolescentes, juvenis, dependentes, sem iniciativa, sem autonomia socioeconômica, pouco afeitos ao trabalho formal, produtivo e responsável! Na maioria desse perfil, trata-se de falha educacional, estilo de criação e educação oferecido pela família. O princípio de ser a pessoa produto do meio familiar e social é infalível e inegociável. Cada um é em grande medida o corolário dos qualificativos culturais, sociais, éticos e formativos dos pais e ponto final.

Uma outra questão, também contributiva, está na qualidade da Educação Brasileira. São escolas com estruturas físicas ruins, bibliotecas ruins, professores com pouco estímulo de ensinar pelos baixos salários, faltam laboratórios para tudo. E para atrapalhar, até as normas disciplinares como o uso de celulares e redes sociais, no ambiente escolar. A família neste último quesito tem a mesma culpa no cartório.  Se torna permissiva e libertina com os filhos.

Enfim, sem mais delongas e circunlóquios. É impensável, e aqui falemos do lado feminino, é impensável, ver por exemplo uma jovem que se forma em certa profissão superior, leva a cabo o curso, gasta os minguados caraminguás da família, faz até mesmo a monografia da conclusão do curso, passa bem de ano na base do copia e cola, do é proibido reprovar etc. Ao termo e cabo da jornada, arquiva a diploma e casa. Pode também ser o jovem, que costuma fazer um segundo curso, e ao final de igual forma, se diz desiludido com o trabalho.

Ainda pensando na jovem (ou moço), terminado o curso, 4 anos, 5 anos, 6 anos; ela se desilude com aquela atividade, aquela carreira profissional. Direito, Odontologia, Licenciatura em Letras, advocacia, veterinária. E, inacreditável e inconcebível, só agora?

A pessoa passa todo esse tempo, 4 anos, 5 anos; e agora em um dia a conclusão: “não é isso que eu gosto e quero”. Um dia, passados tantos anos. Algumas, namoradeiras, conquistam um bom namoro, um sujeito com bom CIC, casa (conjugal), nova carreira, vai procriar algum filho para o marido e dá em nada na vida. A sociedade está farta desses exemplos! Triste, não? Seria um apanágio ou maldição de gente latina (ladina) e de terra pindorama? A ver. Pode ser! Porque as estatísticas sobre esses egressos das faculdades e inúteis, sob o conceito laboral e produtivo, esses números nos estarrecem!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

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Escroques e sem qualidade by

 

E qual é a literatura que o senhor faz? Quase sempre o que escrevo é sobre os estranhos, as pessoas estranhas. Esse é o meu povo. Os estrangeiros. E a que lugar pertencem nesse tipo de cenário político... Os estrangeiros. E a que lugar pertencem nesse tipo de cenário político. Mas, continuo pensando que num mundo feio, onde há muitas coisas ruins acontecendo o tempo todo, uma literatura pura ajuda.

Ao acompanhar sua trajetória, de tantas mudanças, está certo dizer, então, que “escrever pode salvar vidas”, como afirmou no discurso de aceitação do Nobel? Comecei a escrever aos 12 anos.

 

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/cultura/escrita-e-musica-diz-jon-fosse-nobel-de-literatura-de-2023/

 

Quem mergulha e lê boa Literatura sabe o quanto esse hábito tem além de imenso valor cultural, um sentido e efeito terapêutico. Muitos são os autores referenciais de uma boa leitura, boa Literatura. São autores tidos e havidos como verdadeiros luminares nessa arte da criação. É admirável como autores que não tiveram vida fácil e mesmo assim produziram textos e livros encantadores. Alguns exigem folego, paciência, dedicação, reflexão, análise detida e interessada. Mas, vale o esforço da leitura.

Nesse panteão dos clássicos, não se pode deixar de ler um Machado de Assis: grande intérprete da alma humana, das questões sociais e políticas de seu tempo. Machado foi desses que fez sucesso ainda em vida, tinha uma leva imensa de admiradores e leitores. Fenômeno que escapa a outros. Willian Shakespeare foi outro que também fez fama em vida e se tornou mais notável postumamente. Outro autor, esta obra, Imagine O Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless –do escritor austríaco  Robert Musil.

Um leitor de bom gosto e de bom cabedal cultural não pode deixar de ler e reler O Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless - de Robert Musil. Trata-se de uma obra monumental, longa, complexa, profunda, um tipo de anti-romance. Porque descreve com agudeza e sarcasmo os labéus, os vícios, a natureza de um indivíduo pouco aficionado a tributos e atributos virtuosos do homo sapiens.

Por falar no homo sapiens, está carecendo de uma nova classificação, porque com ulteriores e aprofundados estudos sobre a espécie, ressumam evidências de ensaios e seguimentos verticais e horizontais que muitos indivíduos (homens e mulheres) fogem a essa tipologia sapiens.

 Porquanto, é de se ver que muitos espécimes (indivíduos) expressam uma cognição seletiva, própria à sua satisfação pessoal e incremental e material. Notadamente tem em consideração os homens das searas política, geopolítica, de administração estatal e estamental, os gestores públicos, os governantes, os autocratas, os tiranos, os todo-poderosos desse anão planeta Terra.

Interessante que se fala do homem como gênero. Agora basta avaliar quando se trata do sexo homem e do sexo mulher. O quanto há de mulheres ditadoras no planeta? Nenhuma. Esse modesto escrita desconhece alguma pelas beiradas do planeta, tendo em conta e certo que a Terra é redonda, nem plana, nem quadrada, portanto só tem bordas e beiradas e costas e oceanos.

Ao se referir ao homo sapiens sapiens (ops, é assim mesmo a descrição completa, sapiens sapiens). Seria de bom alvedrio e mais coerência que uma reclassificação fosse empreendida através de estudos psicóticos, psicopatológicos, sociais e antropológicos. Tipo assim: todos são homo; isto é, hominídeos. Muitos e muitos são sapiens, porque detém grau elevado de inteligência e raciocínio lógico para o bem, predominantemente. Vários e vários são homo sapiens demens; porque esses tais e quais e iguais detém alto grau de inteligência, todavia em proveito próprio ou para produzir e infligir o mal e a desgraça em outras pessoas. Seria muito mais aceitável e creditável essa nominação. Basta considerar: imagine um Vladimir Putin, um Victor Orban, um Nicolas Maduro, um Fidel Castro. Tiranos sanguinários. Sapiens demens.

E cá entreouvidos e de truz, quantos e quantos individuozinhos vivem por aí, tidos e havidos e protegidos de papai e mamãe que matam inocentes no trânsito com ou sem porsche. Quantos e quantos mandatários contribuíram para um morticínio de covid19 de milhares, milhões de pessoas; e eles continuam por aí, falantes, arrogantes, faceiros e festeiros e nada de reprimenda lhes são cominadas ou atribuídas. Todos mantidos com dinheiro do erário, do povo.

E assim, na vidinha ordinária e rotineira de muitos sujeitos e sujeitas. Muitos vivem como hóspedes e arrimados pelos pais e avós, comida farta, empregada doméstica, roupinha lavada, cama arrumada, privilégios, sem nenhum trabalho formal, filhinho para lá, maninho para cá, com desfrutes de bona-chira, casa luxuosa com dinheiro alheio, mercancias de calotas de carro, folgança, patuscadas, caradurismo, comensalismo. Típicos sapiens sevandijas! Arre!

Muitos sãos os indivíduos (homens e mulheres) sem qualidades. Daí ler O Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless de Robert Musil se torna chave para a compreensão, não justificação, de pessoas que em vez de formar para servir a outras e serem generosas e compartilhar direitos e regalias, deveres e dispêndio para viver, esses tais e folgados indivíduos no lugar de servir aos outros tornam-nos servis. Noutros termos, são pessoas que vão pari passu se apossando da ingenuidade, da subserviência, da boa-fé e fragilidade emocional e moral de outras pessoas do convívio. E quanto mais próximas essas vítimas, mas facilmente elas são enganadas, cooptadas e esbulhadas. Tanto nas suas energias físicas com favores, trabalho, mimos doados, presentes; como surrupiadas em suas economias e recursos financeiros.

Fica então recomendado O Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless - Robert Musil. Leiam-no e aspirem bons ensinamentos e compreensão no que sejam muitas pessoas à nossa volta, os sem qualidades, os pouco dados a suar a camisa, a fatigar, a laborar, a esfalfar quando precisa e vivem de golpes e falsidades!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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Simbióticos e comensais by

 

TEM-SE lá no reino da Biologia a natureza do peixe gobião e do camarão. Não! Não se trata de dupla sertaneja ou raiz. Trata, isto sim, de uma modelar simbiose ou camarilha. Explica-se: camarilha é quando há a junção de dois ou mais indivíduos, com fins muitas vezes nada éticos ou de bons fins. Muitas vezes de levar vantagem em tudo; tipo a antiga lei do Gerson. Quem gosta de futebol há de lembrar da ex propaganda do ex jogador de futebol Gerson. Levar vantagem!

A relação do gobião com o camarão se dá nessa alusão. O gobião, que pode ser o gobião-cavaleiro nessa íntima conexão nada faz. Quer dizer, é um modo de dizer, porque ele faz muita coisa, pensando na proteção que dá ao camarão. Basta ler o conto de Dhória Vijle, “o conúbio de Serguei com Gioconda”. Nesse conto fica bem explícita os recônditos intentos de Gioconda quando fez o himeneu com Serguei. 

O camarão, na presente apresentação, fala-se de forma genérica, porque são muitas as espécies de camarão: siri, pitu,  rosa, o sete barbas. Curiosa é a forma de reprodução de algumas espécies. São altamente reprodutivos. Sabido é que é um crustáceo decápode (10 pernas) e tem aparelho digestivo completo.

 

Nesta ora digressão, não é de ver que uma relação vantajosa e de mutualismo se dá com o gobião e espécies de camarão cegas. Ambos gostam de tocas, cavernas, pedras, local escuro, água marinha ou doce (sem açúcar naturalmente). O camarão é aquele sujeito obreiro, ralador, esfalfador, esbaforido. Cava, cava, cava. E assim vai limpando e limpando a sua toca. Mas é ceguinho. E corre o risco de virar almoço ou jantar de outros peixes graúdos. O que faz o gobião, fica de tocaia na porta da loca já que tem visão estraboscópia. Surgiu inimigo, ambos correm para o fundo da caverna e salvam-me os dois. O gobião tem visão normal, ótima. Dessa forma, sem parecer fazer nada o camarão faz a casa, e o gobião atua de sentinela e guarda-porta. Bela simbiose. Viva o gobião, viva o camarão.

Assim era a vida da família cerqueira. Era formada de 4 irmãos, Herculano Nabiga, Nebraska, Polinice e Elisia Malina. Herculano já senescente e decrépito, carente de toda ajuda. Polinice a pé-de-ferro da casa, um faz tudo, tipo a néscia da corte. Entretanto, os filhos exemplares nos cuidados, divisões de fazimento de tudo quanto fosse comprado e afazeres domésticos. Havia, de forma tácita, subentendida, de que tudo deveria ser dividido de forma isonômica, trabalho e despesas. Até em datas natalinas e aniversárias. Havia mútua troca de mimos, agrados, brincos e presente. A cada aniversario de um, três presentes ao aniversariante! Gente exemplar de gente, solidária, honesta, humana.

Na família dois, temos um clã de 6 pessoas, 2 pais e 4 filhos. Celio e Corina, os pais. Servilho, Serafim, Saulo e Selma, os filhos como prole. Nenhum deu para ser proletário. Alguns foram criados para o estilo far-niente outros do laissez-faire. Pode-se creditar que esses tais e quejandos, dessa camarilha simbolizam os antípodas da família primeira.

Selma era sempre aferrada às obrigações nas curas e tantos e quantos préstimos dos filhos careciam de Célio e Corina. Coitados. Já decrépitos, sofrem com as humilhações da senectude e morbidades.  Nunca, mas nunquinha, de fato e de feito, as obrigações, feitos, despesas, eram de igual forma rateadas!

Imaginemos o seguinte séquito e ora-pro-nóbis.

Selma era tida e havida como queridíssima, admirada, operosa, obreira, tudo por todos fazia o melhor. A todos dava dádivas, cama, mesa, comida capitosa. E presentes a todos. Nada recebia de aniversário, a todos mimava, brindava. Suntuosamente. “ alienum nobis, nostrum plus aliis placetnon nobis, domine, sed nomini tuo da gloriam” . relações humanos. Se ao menos gobião e camarão, sobrevemos!  "ora pro nobis". Oh céus, oh vida, oh azar- Lipy e Hard. Quem me dera ter outros Brothers!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O homem sem qualidades by

 

Ao se deter, se debruçar sobre de como se dá a arquitetura moral e do caráter da pessoa, tem-se logo o quanto a família é determinante nessa formação. Nenhuma pessoa, mas ninguém mesmo traz esse manual de instrução de vida ao nascer. Porque é justamente para essa épica jornada que servem o caráter e o arquivo moral da pessoa. Atributos esses passados, ensinados, treinados e formados pela família, nas pessoas de mãe e do pai, biológicos ou adotantes. Na falta destes, esta missão deve ser feita pelos cuidadores, pelos responsáveis, pelos tutores e professores de todos os níveis escolares.

Há um princípio de consenso, o de que ética, honestidade, caráter, correção moral são de responsabilidade da família, pelas pessoas acima nomeadas (mãe, pai, tutores, cuidadores). Nesse entendimento, fica nítido o quanto uma educação bem ou malfeita marcará o caráter e comportamento do indivíduo para sempre. Pai ou pau torto criará filha ou filho torto. Lei da natureza, infalível.

Não se pode diminuir ou desprezar o papel significativo dos genes, da influência genética na organização moral e de caráter da pessoa. É induvidoso que cada pessoa é marcada pelos códigos e leis dos genes. Essas marcas e determinantes (DNA) estão presentes não apenas nos traços físicos, de pele, cabelos, cor de olhos, impressões digitais, na fisiologia e anatomia. Mas, de igual intensidade e fidelidade no arcabouço moral e psíquico do indivíduo. É inegável: cada pessoa traz uma natureza, um sestro, uma energia de vida e de comportamento próprio. Entretanto, o caráter e a moral são moldáveis e instruídos por uma educação padrão em busca de retidão e honestidade em tudo a se fazer quando a pessoa adquire maturidade e autonomia civil e social. Ética e retidão de caráter, são ensinadas e treinadas de infância – Aristóteles.

A

nda na compreensão de caráter e comportamento. Há de se lembrar que está excluindo os casos patológicos, das chamadas condutopatias, das psicopatias nos seus variados graus e tipificações. Muitos são os indivíduos que se comportam de forma antissocial, ilícita, como folgados, como aproveitadores, como exploradores e sugadores (suctórios) porque esses tais têm distúrbios de personalidade, manias, doenças psíquicas não tratadas ou subdiagnosticadas. 

Como entender as nuanças e vícios humanos? Buscar e abeberando em autores e fontes fieis e sem vieses. Onde? Nos ramos de Filosofia, de Sociologia, nas correntes filosóficas e até doutrinárias, quando estas não trazem um caráter moralista ou religioso. Nesta indicação, bons exemplos são Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Sêneca, Marco Aurélio, Espinoza, Heidegger.

Outra magnifica indicação: O Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless - Robert Musil  - Leiam essas indicações, ou essa última, e teremos uma chancela do que se entende pelo que seja a natureza, o caráter moral ou imoral de muitos indivíduos, homens ou mulheres, profissionais, militantes diversos, jornalistas, auditores disso e daquilo, funcionários de tribunais. Muitos desses tais detêm bacharelato em Direito, que faz o múnus direito ou certo por exigência funcional ou “compliance corporativa”. Tudo feito com guias de algoritmos, do isto, sim; isto, não, isto pode, isto não pode.

Sérxio do Apito, homem já na madureza e veterano, bacharel em curso renomado de Humanidades, era esse, como aqueles retratados em emblemáticas obras da natureza humana. Ou como o personagem Custódio do conto O Empréstimo de Machado de Assis. Sérxio, não trazia a vocação do trabalho. Nem do trabalho nem da correção nas tomadas de bens e ativos alheios para viver no bem bom como bom vivente. “Notícias mínimas, e aliás necessárias ao complemento de um certo ar duplo que distinguia este homem. A causa não era outra mais do que o contraste entre a natureza e a situação, entre a alma e a vida. Esse Custódio nascera com a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho”(O empréstimo de Machado de Assis).

Vou recomendar de novo, ler O Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless - Robert Musil. Assim, são os milhares de indivíduos, os homens, ou mulheres que levam uma vida sem predicados nobres, sem atributos que os possam nominar de humanos. Pouco importam esses tais e quejandos indivíduos de esbulhar, de se apropriar das energias, beneplácito e ingenuidade de gente próxima como proveito próprio.

Quantas não são as pessoas que perdem essa sensibilidade de cuidar de sequer um pet, com as recomendações cientificas de biossegurança e microbiologia? Não se pode nem embrutecer uma pessoa (animalização), muito menos antropomorfizar um animal. Que sociedade humana é esta?

Sérxio do Apito, vivia assim. Ela tinha para cuidar um Caparaó e um Duroc. Caparaó já idoso, em frangalho, maltrapilho, em andrajos. E só dava a ele o coercitivo social e repelente.

No trato com ativos e bens alheios, agia com puro desdém ou mofa. E nessa banalização levava sua vidinha de luxo, de esbórnias gastrocnêmicas e endêmicas. “Mas não tinha dinheiro; nem dinheiro, nem aptidão ou pachorra de o ganhar; por outro lado, precisava viver. Il faut bien que je vive, dizia um pretendente ao ministro Talleyrand. Je n’en vois pas la nécessité, redargüiu friamente o ministro. Ninguém dava essa resposta ao Custódio; davam-lhe dinheiro, um dez, outro cinco, outro vinte mil-réis, e de tais espórtulas é que ele principalmente tirava o albergue e a comida” (O empréstimo, de Machado de Assis). Assim, vivia Sérxio do Apito, no perpétuo caradurismo! Arre! Vade retro esbulhador! Até que um dia, dormiu sono profundo e permanente! Natureza inclemente, caducente.

 

 

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Filhos e Filhas ares-condicionados  by

 

A Psicologia Social e as terapias comportamentais e ocupacionais vêm se deparando com certos tipos sociais ou síndromes sociais de difícil solução. São as chamadas desadaptações sociais e funcionais. São tipos humanos que atingidos certas idades (adultos) nada há o que fazer. Esse indivíduo está plasmado em seu modus vivendi. Trata-se de um organismo social e comportamental já compactado, consolidado. Com pouco o que de melhorar.

Quando muito esse indivíduo pode ter um freio, um contrapeso, uma coerção naquilo que ele pode e não pode fazer. Limites éticos da convivência humana: a duas pessoas, a três, coletivamente, com o meio corporativo, com o ambiente e ecossistema. Assim, criou-se o Estado (Thomas Hobbers, Leviatã), assim criaram leis, constituição, códigos diversos, de postura, penal, civil.

Vamos às causas e defeitos originários. Há de se levar em consideração que o indivíduo é o resultado de sua educação familiar. Quem são as primeiras referências da criança? Rigorosamente a mãe. Que se se torna diretriz, educadora, exemplo de atitudes e comportamento nos albores da vida da criança. Porque esta criança nasce amoral, analfabeta, ignorante, muda e incapaz de discernimento. Traz apenas instintos: sugar, comer, excretar, chorar. Nada mais.

Temos aqui de forma cristalina e meridiana e até de compreensão infantil, a teoria da tábula rasa ou lousa em branco. Nessa continuidade, a lousa em branco, quer dizer, o cérebro, a memória, as sinapses cerebrais da criança vão sendo informadas vias sensoriais, percepção visual, auditiva, tato, memorial de tudo que a cerca. Novamente, quem são os primeiros referênciais dessa criança? A mãe, o pai, a babá, os tutores, as pessoas do convívio, os contatos sociais, e por fim, as escolas.

Em frente, porque espaço e tempo são frementes. Duas são as heranças na formação do indivíduo: uma genética (pouquíssimo modificável, mas moldável); e uma herança social familiar ou familiar social, porque a família vem primeiro. E como se dá a criação e formação ética e social e cultural da pessoa? Pela educação imposta e impingida pelos pais, com treinamento constante, com imposição de limites de comportamento, no que pode fazer essa criança, esse adolescente e jovem, inclusive nesta era digital, controle de uso da internet.

E chega-se a termo com essa dedução: quantos e quais não são as mães e pais que criam os filhos e filhas no chamado regime privilegiado, principesco? São os filhos mimados, os filhos cheios de regalias, de objetos da moda, sequer sabem respeitar os idosos e avós. Meninos e meninas que ganham as roupas de grife e da moda, os melhores celulares, os carros e motos (no caso dos ricos e abastados). Até nas escolas, são poupados e mimados, é proibido reprovação.

São filhos e filhas que não vivem sem ares-condicionados nos quartos de dormir, nos carros que os transportam, não comem comida reaproveitada do almoço, tudo dever estar pronto na hora. As melhores bebidas! Imagine! Até bebidas. Portanto conclui-se que nenhum motorista de porsche ou bmw assassino nasceu motorista assassino. Ele foi feito assassino pela criação que lhe impuseram. Em parte, ele não tem culpa sozinho. Nessa hora, os pais que criaram esse filho deveriam também e de igual modo serem chamados, inquiridos e processados.

Esses tais e quejandos sujeitos constituem os desadaptados sociais e éticos. São disfuncionais, sim! E representam o corolário da educação canhestra, mambembe e sinistra da família. Príncipes e princesas, ou os chamados filhos-ares-condicionados. Cheios de mimos, comida farta e da boa e sempre, nos “bem bons das bolhas domésticas”. Quartos e carros com ares-condicionados, água gelada e comida fresca, nunca requentada.   “Mãeiê, você me vê a toalha? Onde está o meu sapato? Traga o meu tênis!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

  

 

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Imagens de nosso tempo

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Imagens e visões de nossa sociedade e de nosso estágio cultural e civilizatório. Vale a pena ou atenção, com detida reflexão, para aqueles e elas que se dão ao esse exercício cognitivo e pensante!

As cenas mais triviais e ordinárias das pessoas nos dão a exata dimensão de sua formação, o que elas pensam, e como agem nas interações umas com as outras. No compartilhamento de muitos gestos. Todos simples e repetitivos. A jovem, que se intitula parente, muito aderente, contente dessa relação e persistentemente, recalcitratemente estima, adora a anfitriã. Esta sempre muito afável, acolhedora e generosa. Como conviva e mensal, essa estimada e amada se regala, se repimpa, se compraz com tudo a ela servida. E sempre na mesma cara sem peroba, nada faz. Sequer, retira a baixela por ela conspurcada e usada, na satisfação de seus instintos digestórios! Bom demais, não é mesmo?

A visita, homem ou mulher, jovem ou veterana do celular e redes sociais. Chega em sua casa. Sequer desliga o celular, ou deixe no silencioso. Fica a sensação da intitulada adicção digital. A pessoa, em um gesto incivilizado, sequer despluga  ou mesmo o trabalho de ficar off da mídia, para uma interação física, pessoal, olho no olho, um sorriso, um chiste relaxante, uma história construtiva, uma troca de vida. De vida hein!

Outra hipótese, essa visita, já se encontra com déficit cognitivo induzido pelo celular, que a maquininha se torna uma escora, uma muleta para sua fuga do contato social humano olho no olho. Com os fantasminhas e nuvens de elétrons se torna mais fácil e necas de laborativo. Não se pode dizer timidez ou fobia social. Porque algumas detém até escolaridade “superior”. Superior hein!

Das ocupações diárias de muitas gentes, quid, que tais e quais. Todos e todas iguais. Prestemos atenção de modo analítico no que rebanhos e levas de gente empreendem como diário de bordo ou esborda. Tanto faz no estibordo das esbórnias da vida ou faina improdutiva. Acordar, tomar do celular, os likes, as respostas, se deleitar com as frivolidades e fúteis notificações. Ah, que tédio, ah que preguiça. Macunaíma genuína.  Essas tais e quejandas personagens subjazem e sobrevivem no império da futilocracia, ditada pela frivolocracia!

Algumas ocupações, como em um ritmo de tira polia. Gira aqui, ali, algures e alhures. Toma da coleira, anda com o pet. É o máximo que lhe compete. E volta. Mas nem sequer desgruda do gêmeo celular. Sempre no mesmo calcular! Os likes, os regalos. Deixe ver quem me ligou. Oh, sicrana, fulana. Que linda, lindinha! As Ciências, o dizem os smartphones tornaram-se peças anatômicas. Vou ao banho. Oh, meu celular! Vou no wc! Eh, meu celular!  

Dia desses um amigo contou-me que namorou, casou, passava o tempo e foi se revelando de como havia entrado em tremenda enrascada e enrosco. A cara-metade nada fazia, sempre no bem-bom. Alegria, comida farta, repimpada de tudo farto, foi se virando em lídima baranga. Aditado ao que já vinha ruim, houve piora. Desmazelo, esbórnia, higiene e arranjos pessoais precários. Déficit higiênico. Metamorfoseou em baranga irredutível. Não deu outra. Separação!

É o espírito nordestino. Não se trata de determinismo ou destino. Porque esse vem traçado e prolatado pelo calibre e diapasão familiar. São as infalíveis duas heranças: a criação e instrução familiar (1ª herança); somada a outra de enorme influência, as escolas, que não aboliram as palmadas, quando estas se fazem indicadas (2ª herança). Arre!

 

Joao Dhoria Vijle

 

 

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Medalha e Mérito by ok

 

Toda pessoa estima ser reconhecida em seus méritos. Em suas qualidades de toda ordem: social, laborativa, produtiva, seja esta produção de trabalho físico ou intelectual. Ou de forma simplificada, um trabalho em produção profissional, ou artístico e intelectual, científica, técnica etc.;

Tomemos um axioma simbólico nesse sentido. O de receber alguma deferência e dignificação. Ei-lo: “Mais importante que receber uma medalha, uma comenda, ou condecoração é o mérito de recebe-la”. Em tradução livre: quantas não são as deferências, os elogios, os galardões, as atribuições endereçadas a alguém, não reunindo essa pessoa medalhada os qualificativos para tal distinção. São bastante frequentes essas pessoas, de ser condecoradas e honradas, que não têm o merecimento para tanto. Um cenário onde está muito presente essa condição é o da Política (no caso, com p menor, politicagem!). Quantos são os corruptos, inaptos e incompetentes gestores públicos homenageados sem nenhum mérito para tais dignificações!

É instigante e interessante, fazer essas considerações. Tanto de parte de quem promove essas distinções, esses incensos e expedientes laudatórios, sejam esses de forma abstrata, como em palavras, discursos, expressões; ou de forma material e substanciosa, como mimos, presentes, festas, rega-bofes, comezainas, patuscadas, janotices e outras concreções que os valham! E de parte da pessoa contemplada com tais elogios e incensos.  Há gente que gosta!

Então têm-se de um lado a pessoa contemplada, agraciada e objeto das honrarias. Do outro lado, a pessoa, órgão público ou privado, alguma instituição promotora de tais exacerbadas dignificações. Não significa desqualificar qualquer pessoa em sua dignidade, no que inclusive resguarda a Constituição Federal, da isonomia das pessoas em dignidade. Todos são iguais perante a lei. Ao menos assim o previsto na Lei Maior, embora na prática, nada é assim! Portanto, até a constituição mostra sua falsidade em atribuições.

No âmbito social, das pessoas comuns é cediço e encontradiço esse comportamento de se incensar, de excessivamente, de ostensivamente elogiar e “bajular” pessoas das relações parentais ou amistosas. Tais expressões e disposições de espíritos se mostram em referir atributos, adjetivações e qualificativos que podem ter significados diferentes, conforme o grau e escala cognitiva e intelectual da pessoa que recebe tais atributos e elogios. Assim:

Se a pessoa elogiada e bajulada, detiver uma autoestima frágil e melindrosa ela pode de fato acreditar que tais qualificações correspondam à sua realidade, que ela em si, não enxergava. Ou seja, ter uma falsa imagem de si própria, portadora de tais virtudes e qualidades que ela não enxergava. Pode fazer bem ou mal a essa pessoa, na percepção de uma condição que ela não detém.

De outra consideração, tem-se a possibilidade de essa pessoa alvo desses incensos, dessas bajulações excessivas e salamaleques; há o risco de essa pessoa interpretar de forma realística como uma falsa deferência à sua pessoa. Fica na dependência do cabedal e preparo intelectual, cognitivo e crítico dessa pessoa elogiada. Ao cabo e termo dessa relação, quem elogia cai na esparrela de ser gente janota, ingênua e falsa. Fica mal na consideração da estimada! Portanto, não esquecer do adágio: “ Mais importante que a medalha ou elogio é de fato e verdadeiro, o mérito em receber tal distinção”. Tem gente elogiada que pode acreditar no elogio e gente que pode se incomodar e se ofender. Olha que interessante, como um elogio falso e bajulador pode reverter contra quem o faz.

Cecília Duarte é aquela mulher que exibe toda generosidade e afeto com as pessoas de suas relações parentais e os demais contraparentes. Tal disposição e lhaneza de espírito e coração se fazem evidente nas datas natalícias dessas pessoas. Pessoas de liames genéticos ou nem isso precisa. Basta uma amizade de curta ou longa duração. Um Natal, um Ano Novo. São datas sempre com motivo para que Cecília, vá à compra de um mimo, um objeto do agrado da pessoa presenteada. E o doa com toda alegria e júbilo, risos e afagos!

É assim a espontaneidade temperada a ternura de Cecília. Face às suas atividades de profissão assistencial, de filantropia, de voluntariado, de laços familiares protetores, de arrimo de um outro irmão e irmã (e ainda religiosa que é ) tendo esses tais e quais indivíduos carência ou méritos. Ou não os tendo. Cecília nunca passa em branco nessas datas, sem as comemorativas e beberativas alegrias. E ela mesma toma sempre a frente do fogão, das panelas, prepara tudo com cheiros, estética, os talheres e copos de luxo, a mesa sempre bem decorada.

Porque é oportuno esse aparte e glossário, para melhor entendimento. Comemoração. Na origem seria lembrar-se de, recordar juntos. De com, companhia e memória. Entretanto, na prática e de concreto houve um desvio de significado. Come de comer, e morar, ou mora, de demora nos comes e bebes, na morada do outro de preferência. Portanto, em muitas festividades, na casa do outro, ou às custas de outro e outra, se procede ao beber e comer juntos, daí comemoração e bebemoração. Tempos outros e modernos. Bom! Não é mesmo? Cecília se dava a esse estilo de agradar, de presentear, de mimar, de incensar as pessoas de seu convívio. Com caros e luxuosos mimos, objetos distintos e caros.

Esses gestos eram repetidos como já ínsitos e ditos à Lenice Escólima, sua fraterna e contínua escudada e arrimada. Com vasto currículo de toleimas e necedades. À Maiane Ruiva, ambiciosa de se inteirar ao rol das aclamadas beneméritas, tudo se fazia de igual intensidade e significâncias. Dá um dó!

Sempre em passagens dessas referidas datas, eram manjares, ágapes, capitosas e saborosas refeições oferecidas a essas pessoas. Gentes próximas ou distantes. Mas, que deixavam implícito, um quase juramento de afeto, de gratidão, de admiração, de estima. Veraz perjúrio, bem cristalino tais meneios e expressões. Retribuídas e resolutas!

O que se fica de certo e estatístico, provado e reprovável? A inversão da universal prece. Supremo arquiteto, eterno genitor, santa Mãe! Venha a nós o vosso reino. Seja feita a nossa vontade. Sobretudo aqui no planeta terra.

“Pai ou irmã ou amiga, ou tia, ou madrinha, filha nossa; que estás onde estiver. Venha sempre o teu presente e mimos para mim. Seja feito o meu desejo. Dê-me em cada data o meu presente. Perdoa-me se não te faço o mesmo. Assim seja para sempre”!

Cecília Duarte, passou mais um aniversário. Menos um ano de vida se cumpriu.

Toca o telefone. “Oh, mais velha hein! Mais um ano de vida, parabéns”! Chega o Natal, chega o Ano Novo. De novo nada! Feliz Natal. O mesmo ramerrão. O patati patatá. Comemorações, bebemorações. E Cecília Duarte sempre anfitriã e espírito nereida. Ah Nereu. Que mundo, que humanos somos! Eterno Retorno! Imutável. Mas, reprochável! Sorumbático! Humano sou e nada que é humano me espanta mais que certos “humanos” (Terêncio, poeta latino). 

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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FILHOS BOLHAS BY  

 

Ao se fecundar, gerar, trazer ao mundo e iniciar a criação de um filho (a), quais são os sentimentos, os cuidados e deveres dos genitores? Naturalmente que esmerada higiene, amamentação na fase lactente pela mãe lactante ou na falta de leite materno com suplementos prescritos pelo (a) neonatologista, cumprir com rigor o cartão de vacinação, acompanhamento pelo pediatra e puericulturista. Enfim, serão os cuidados e recomendações feitas por pessoas já experientes e intimas dessa criança (avós por exemplo) e profissionais de saúde. Essas são as tarefas afetivas e amorosas esperadas dos pais.

Vamos à questão da maternidade e paternidade de sempre e de então. Imaginemos os filhos gerados, criados, engordados e educados na era pré televisiva. A maioria das mães pouca assistência obstétrica e ginecológica tinha à disposição. Havia assistência médica, era precária, e só ricos e abastados tinham esse acompanhamento. As mães de baixa renda tinham assistência de parteiras práticas (elas ainda existem). Tudo se fazia de forma empírica, sem os protocolos técnicos e científicos atuais. A maioria dos filhos criados com esses expedientes da experiência, dava certo na vida. Verdade que a mortalidade infantil e materna era muito alta. As complicações puerperais eram altas.

Tantos avanços técnicos e científicos chegaram. A Medicina se aprimorou, e o acesso à assistência materna e infantil se tornou viável para todas as mulheres no SUS. E de ótima qualidade.  Tanto que a taxa de mortalidade obstétrica e infantil têm taxas ínfimas.

Feitas essas considerações, façamos algumas observações a propósito, de como se fazem os cuidados e dedicação de muitos pais jovens e alguns mais idosos, com os seus rebentos. Filhos meticulosamente esperados e planejados, os que assim nascem com esse planejamento! Note-se que alguns filhos são tão bem planejados que nascem por fertilização in vitro, alguns com barriga de aluguel, alguns com gametas anônimos, únicos ou gemelares.

O que se pretende aqui apresentar é como vem se dando a educação de muitos filhos, de muitas famílias, nessa nossa exaltada época altamente tecnológica, digitalizada e acelerada em tudo. Ciência e tecnicismo evoluíram com o objetivo e em benefício da qualidade de vida das pessoas, da saúde e bem-estar geral. Embora haja ainda parcela numerosa de gente sem acesso a esse utilitarismo, porque existem as custas, os preços. E em um Brasil, ainda tão desigual, até a comida não tem sido de boa qualidade a todos. Existe fome, tristemente existem a chamada insegurança alimentar, a fome, a falta de casa própria e saneamento em muitas regiões do país. Muita água, mas poluída e sem esgotamento.

Cheguemos então à questão nevrálgica dessa matéria. As gerações de filhos da atualidade, se divide, grosso modo, em dois estratos sociais. A dos pobres e a dos ricos ou abastados. Para ver essa consistência e clara realidade basta ter em conta as pesquisas de IBGE, PNAD, índice GINI, etc. As marcas sociais dos filhos de famílias pobres são ausência ou desassistência dos itens mencionados na introdução desse artigo. A partir do nascimento, esses filhos, são mal assistidos em sua saúde e desenvolvimento, as escolas públicas disponíveis são precárias em instalações e orientação pedagógica, a evasão escolar é alta. Enfim, são filhos com alto risco de fracasso em tudo na vida. Escolaridade baixa, desemprego, criminalidade, mortalidade precoce, condições sociais e de saúde precárias! Desemprego, má qualificação profissional, informalidade.

E então vem o paradoxo. E os filhos dos ricos e abastados? Muitos desses filhos, das gerações dos novos pais (sendo esses pais jovens ou já mais velhos) têm se caracterizado pelo fracasso. Fracasso levando em análise a socialização, a educação e formação escolar de boa qualidade técnica e científica, a aptidão laborativa, a produção, a autonomia profissional e financeira, etc.

E vêm então as razões apontadas por estudos sólidos, rígidos, fundados e com protocolos sociais e analíticos bem conduzidos.  Alguns cientistas da educação e sociais chamam essa geração de os filhos bolhas. Isto em sucintas palavras se resume a uma educação mimada e superprotegida desses filhos, a um tratamento principesco, a muitos atributos e adjetivos conferidos a essas crianças. São as princesas, os adornos e felicidades extremas da casa, aos filhos privilegiados, aos príncipes e focos de todas as atenções e primazia da casa. Um belo exemplo são as festas caras e luxuosas bancadas pelos pais dedicadas aos filhos e filhas. Exemplo de Clarinha Donato, 1 ano de vida. Festa colorida, brinquedoteca, musiquinhas, convivas e comensais, vinhos, doces, capitosas e exóticas iguais. Afinal, qual o entendimento da homenageada (1 ano), sobre tantas, cores, burburinhos, cervejaria, vinhedos, orgias digestivas? Zero!

Vários são os indicadores e sintomas dessa fracassa e mal arrematada geração (em sentido de educação e formação familiar). A saber: a busca por terapias e terapeutas de família, o reforço escolar, o uso de antidepressivos, os fármacos para tratar ansiedade, os ativadores cerebrais como metilfenidato ou lisdexanfetamina contra hiperatividade e déficit de atenção.

O resultado se mostra na fase adulta desses filhos. Indivíduos dependentes, eternos adolescentes, típicos peter pans, carentes permanentes de suporte e assistência dos pais, que se tornam pessoas frágeis, com baixa autoestima, baixo limiar à frustração, pouca resiliência a uma atividade laborativa para autonomia financeira. Enfim, uma geração do chamado fracasso educacional e profissional, desse modelo superprotegido e pernóstico. Vêm de uma educação da sequência: gestação, crescimento, engorda e péssima educação familiar. Quão triste! São estudos dizentes; os protocolos e pesquisas bem conduzidas a mostrar essa crescente tendência pós era da Internet e redes sociais, que entram com sua contribuição para esse desfecho infeliz e de fracasso de nossa sociedade, com os filhos e filhas das novas gerações. E atenção! Nunca se viu tanto diagnóstico do chamado espectro autista. Trabalhos recentes vêm mostrando evidência de alguma relação entre a exposição exagerada às telas de celulares e videogames com o autismo. A ver e se provar essa conexão!

 

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 Comida e felicidade by

 

Quem disse que comida não traz felicidade? Pode ser que algum estoico como o foram Marco Aurélio, Epiteto, Sêneca o dizem! Entretanto basta que lhes privem de alguma comida, para mudança de opinião. Impossível que alguém se felicite corroído pela fome.  Diversas são as opiniões e afirmações de que comida de variada natureza não traz felicidade. Fica aqui este protesto na forma de contra opinião e reprimenda. Traz felicidade, sim. Imagine aquela mulher, aquele homem já repimpado e fornido de adiposidades! Vê lá se essa pessoa está se lixando ou agastando para esses pareceres, opiniões e locuções propositivas contrárias!  “Neca de pitibiribas” (ops, escuse-me pela gíria).

Para mais consistência de que comida traz felicidade, além do prazer e gozo, basta exercer uma audiência e visão dos espaços de alimentação. Seja em um shopping, em um restaurante, uma pizzaria, uma sorveteria, em um bar, em uma churrascaria. Vale o tempo e trabalho dessa detida análise. Bom e mais agradável que esse analista e ante visor (não retrovisor), o analista que olha sempre para frente, bom e saudável que ele esteja de fome e apetite saciadas. Porque imagine bem! O sujeito pesquisador contemplar o prazer, o regalo, o gáudio, o gozo de terceiros e ele mesmo penitenciando de fome.  Não dá liga!

Porque há essa diferença, fome e apetite. Bom e saudável que esse pesquisador já esteja bem alimentado (ou comido, como dito no popular). Com esse expediente, o trabalho de analisar e registrar tendo ele já alimentado, os dados compilados e concludentes ficam mais sólidos e convincentes. Trata-se de dado producente e estatístico, verossímil e sólido.

São muitas as outras evidências da relação de comida com felicidade. Algumas de mais consistência: rodízio de comida. O mais useiro e vezeiro são as churrascarias. Tanto que se paga uma taxa fixa de adesão, e o cliente come em profusão. Sem limite. Há gente que come tanto e tantíssimo, mas tanto que já empachado e estufado de comer, sai se regozijando de ter dado prejuízo ao dono do negócio, isto é; do rodizio. De igual forma e contentamento são outros rodízios, de pizza, de sorvetes, de massas, de doces, de pamonha, de pastel, etc.

O mais significativo e simbólico da felicidade no gestual de comer, se vê em festas. Tanto que previamente, antes de chegar aos rega-bofes, dias antes, o comensal e comilão já sente aquele gozo, aquele sabor de cada iguaria. A comida, a gastronomia, as culinárias entram como complemento de muitas outras felicidades. Exemplos: a felicidade de um casamento. Celebra-se o conúbio! Entretanto, todos, convidados e convivas, cônjuges e padrinhos já começam a digestão antes dos comes e bebes. a Ciência já o diz: a digestão, a salivação e enzimas metabólicas, iniciam pela memória, pelos ouvidos e orelhas, pela visão. Exacerbam pelo cheiro e atingem o acme no paladar.

Fica então assim consignado, do quanto é veraz, substancioso, o aceite, o consenso e uníssono, do quanto é real, palpável e palatável, a relação umbilical e radical da comida com a felicidade.

E para bem quadrar e rematar essa mini resenha, vamos registrar e rememorar o conceito metafisico ou hedônico do que seja a felicidade. É um estado agradável  de alma e espirito. Mas, também de modo empírico igualmente do físico. Trata-se de um estado de bem-aventurança, de bem-estar, de relaxamento, de sensação de leveza e calmaria, de muito gozo e gáudio. Só que com uma cláusula e fundamento: É um estado transitório, não continuo, repetitivo, é verdade. Porque fosse um estado benfazejo contínuo não seria felicidade. Seria apenas um estado habitual, de normalidade e aceitação padrão. Daí a nossa digressão.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM  

 

 

 

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 Mauricinhos e Patricinhas by

 

Como é gratificante se guiar pelas luzes das Ciências, pelos Trabalhos Científicos conduzidos com isenção e sem ideologia. E exclusivamente em busca da “verdade real” (como o faz a “Justiça justa”). Porque há verdades e verdades, cheiro de verdade e verossimilhança. E mais, existem pós verdades, factoides, fake news, fabulações, fofocas falsas e invectivas. Atenção, não confundir fofoca com mentira. Há fofoca real e fofoca falsa.

Nesta ora descrição, feita com discrição e concisão sobre a constituição e construção do homem integral. Olha que interessante o que nos mostram as Ciências. Nas áreas de Humanidades, mais especificamente, nas especialidades médicas do desenvolvimento da pessoa: Obstetrícia; que cuida da fecundação, da embriogênese, do crescimento fetal até o nascimento, ou seja, a vida do nascituro vai da fecundação ao nascimento. E como já é significativo esse cuidado dos profissionais (ginecologista, obstetra, nutricionista). Porque mãe e feto formam quase um só organismo. Mas são dois em uma só mãe. Empolgante essa noção e conhecimento que nos traz a Ciência.

E nessa jornada, ao nascer, inicia o animal humano. A formação do indivíduo se divide na sua constituição física, orgânica, biológica e fisiológica. E na mais importante como humano, racional e consciente, o seu desenvolvimento psíquico, emocional, cognitivo, intelectual, nas relações sociais e com o meio ambiente, entre outras faculdades como animal racional e inteligente.

Existe uma diretriz na construção integral do indivíduo. Noções simples, de fácil entendimento: todos nascemos analfabetos, de tudo. Sequer temos noções de quem são pai e mãe nos primeiros meses de vida. A identificação com a mãe, mesmo em fase do nascituro, se dá por um reflexo condicionado de dependência e proteção. A formação da pessoa então se dá, através da interação com a mãe principalmente. Ela será a educadora determinante na geração, construção, instrução, limitação e mestra do filho (a). Se de começo se faz errado, há risco do erro ser perene. Se mal começado pode vir pessoa mal-acabada.

As Ciências, notadamente a Psicologia Social, a Psicopedagogia, mostram como se faz na construção, na educação e formação da pessoa. Ela se dá por fases, conforme a habilidade intelectual e cognitiva da criança. E essas etapas se alteradas surgirão os prejuízos na consumação integral do indivíduo. Esse processo, assim o dizem as Ciências Humanas, deve ser conduzido pelos pais, por monitores, tutores e complementado pelas Escolas, a seu tempo.

De forma sintética, algumas tintas e notas sobre o chamado infantilismo ou puerilismo persistentes. Conceito: trata-se daquele indivíduo consequente e resultante de uma falha da educação, que se nega em atingir a maturidade e a autonomia. São pessoas resultantes de uma criação e formação familiar malfeita, tolerante, muito protetora, paternalística em demasia. Filhos criados e engordados com excessiva proteção, com mimos, ociosos, sem treinamento da responsabilidade essencial à manutenção da vida sem nenhuma lida etc.;

Como se dá o espectro social o fenótipo gestual desse indivíduo infantilizado? Dependência de quase tudo no provimento à sua existência e mantença social. A pessoa infantilizada, mostra-se sempre frágil ante desafios e frustrações de média e baixa complexidade. Muitos são os afazeres e tarefas domésticas e pessoais que ela carece de quem ajude ou faça para ela. Assim, se dá com outros sinais: a sua marcha, os esgares, os meneios, a mímica, a postura, o tom vocal etc.; As Ciências respondem: são falhas da educação e pedagogia familiar.  Não se trata de falha orgânica ou fisiológica, mas falha pedagógica da família. Há cura? Improvável. Educado, mimado, protegido demais, chances de um perpétuo sujeito (porque foi sujeitado a uma deseducação familiar) infantilizado. Imagine o caso concreto, sem citar o nome, de um jovem empresário que atropela e mata outro motorista que dirigia seguro e devagar. 

O jovem mimado e “mauricinho” andava a mais de 150 km/h, em avenida de São Paulo Capital com limite de 50 km/h. Embriagado, mata o outro motorista, correto e trabalhador. Esse agora criminoso, escudado pela mãe, se evade do local. Típico caso de filho mimado, criado em uma bolha protetora. Falha típica de educação familiar, mãe e filho vão ser processados pelo ocorrido! E sabe mais, caro leitor (a)? Os policiais da ocorrência, por análoga deformação da educação familiar e senso de justiça erraram. Sequer foi feito o teste do etilômetro; foram coniventes na evasão do infrator e criminoso. Apenas mais um exemplo mau. E põe mau nisso.

 

Recomendações de Leitura

·         1988: Natureza humana. Trad.de Davi Litman Bogomoletz. Rio de Janeiro, Imago, 1990. W18 - Human Nature. Eds. C.Bollas/M.Davis/R.Shepherd. London, Free Association, 1988.

·         1989a: Explorações psicanalíticas. Trad.de José Octávio de Aguiar Abreu. Porto Alegre, Artes Médicas, 1994. W19 - Psycho-Analytic Explorations. Eds C.Winnicott/R.Shepherd/M.Davis. Cambridge, Mass., Harvard University Press, 1989.

·         1993a: Conversando sobre crianças [com os pais]. Trad. de Álvaro Cabral. São Paulo, Martins Fontes, 1993. W20 - Talking to Parents, eds. C.Winnicott/C.Bollas/M.Davis/R.Shepherd.

 

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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As verdadeiras e falsas-corais by

 

É bem conhecida a classificação de certos animais no que eles oferecem de risco, de ameaças, de serem portadores de peçonhas. O nome por si mesmo já diz tudo. Animal peçonhento. Tanto o substantivo e qualificativo soam sinistros e ameaçadores. Nesse grupo de bichos os mais conhecidos são os ofídios. As populares serpentes venenosas. Interessante que nessa população de serpentes, existem as venenosas e não venenosas. Existem as serpentes esbeltas, magras, corpo escultural e existem as serpentes obesas, barangas, todas repimpadas, escroques e estrovengas por genética e criação. Citem-se aqui as jiboias, as sucuris e as pítons. Essas por exemplo: obesas; mas, não venenosas. Qual o quê. É bem de ver que até as serpentes são vaidosas.

Ainda no estudo das serpentes existem as chamadas falsas e verdadeiras. Existe também a classe das venenosas como já referidas. Um exemplo típico é o das corais. Há uma cobra coral verdadeira e uma coral-falsa. Cobra-coral-verdadeira e coral-falsa.  Agora, atentemos para essa categoria de serpentes. Surge como que um paradoxo. Por que? A serpente verdadeira é aquela venenosa, peçonhenta. Ou seja, verdadeira em malignidade e toxicidade. Já a falsa é não peçonhenta. Observou o detalhe. Embora falsa, nenhum mal faz a outros animais e aos humanos. São carnívoras e predadoras! Mas, e daí! Os humanos também não são carnívoros e os maiores predadores do planeta! Com um particular, os humanos são os únicos animais do planeta que eliminam e matam o outro por motivo fútil e altamente reprovável, o feminicídio, por exemplo.

 

Seguindo essa jornada compelativa. A Psicologia Social e a Psiquiatria, classificam alguns humanos em pessoas tóxicas ou venenosas e as não tóxicas. Discorre essa classificação no campo abstrato. Nenhuma pessoa é portadora de alguma peçonha, peçonhenta, orgânica e quimicamente falando. Está a se falar aqui de um modo metafórico, simbólico, mas que faz todo sentido.

Em nome da praticidade, vamos a outros comparativos. Imaginemos uma pessoa capaz de sofismas, de factoides, de pós verdades, de invectivas e outras fabulações, sem nenhum fundamento. Tal pessoa faz aquela afirmação pela afirmação, sem nenhum outro elemento que a embase! Fofocas, factoides, verossimilhança. Só. Essa pessoa se contempla como uma pessoa venenosa, tóxica. Ela é capaz de, no uso de sofismas, dissimulações, perfídia e convencimento fantasioso, fazer outra pessoa acreditar em suas afirmações. Ou seja, ela tem a habilidade e expertise de envenenar outras pessoas de seu convívio. Envenenamento que a depender do desenrolar das afirmações, das reverberações e boa-fé de outras pessoas (envenenadas e aliciadas) pode até matar. Por que não? Há gente sugestionável, sujeita às doutrinações.

Nessa exemplificação, bastar tomar a História verídica, verdade real fartamente documentada do ex presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia da covid19. Ele se tornou o maior negativista ou negacionista da morbidade, da letalidade do coronavírus e da eficácia das vacinas. Foram mais de 720 mil mortos (fora os casos não notificados). Fez-se propaganda até de kit contra a covid19, uma típica prática de charlatanismo, de curandeirismo, de superstição, de terapias infundadas, sem a mínima evidência científica. A máquina estatal da propaganda foi usada para esse desserviço e morticínio de muita gente!

O porquê da tragédia? O ex mandatário da nação capitaneou, encabeçou, se tornou um “garoto-propaganda” em negar a gravidade da vacina, na eficácia das medidas sanitárias, desdenhou da taxa de mortalidade da doença, amesquinhou e desacreditou do efeito e proteção das vacinas. Resultado, milhões de seguidores, de apoiadores, de eleitores caíram na sua esparrela. E o saldo foi milhares de mortos. Temos aqui, de forma cristalina de como uma pessoa pode envenenar outra pessoa, um grupo, uma sociedade, uma nação inteira.

E assim, se dá na vida comezinha, rotineira de uma pessoa comum, quando ela de forma solo ou de comparsa, é capaz de envenenar outra pessoa com fofocas, com invectivas, com fabulações, com lendas, com afirmações sem nenhuma sustentação documental, registros reais e originais. E na completude desse envenenamento, existe sempre uma pessoa primeira, outra e outras pessoas, efeito reverberante, sempre uma pessoa interessada e “beneficiária” dessa toxidez informativa, dessas mentiras, ilações, falsas conclusões em atingir o alvo pretendido e premeditado. Mente e caráter humanos, somente os humanos!  

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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Pagar e receber by

Com 15 anos de mercado a INAD & PLÊNCIA Advogados proporciona uma gestão efetiva da inadimplência e calotes nas etapas da dívida, tanto na esfera extrajudicial quanto na esfera judicial. Tudo dentro da Lei, do Código de Defesa de Consumidor, do Código Civil e mesmo da Legislação Fiscal e Tributária. AS dicas a seguir, são fundadas na experiência dos profissionais, na área especializada, inadimplência, calotes, golpes, estelionatos, falsidade ideologia.

COMO RECEBER DE UM CALOTEIRO?  Jusbrasil.com.br informativo -  Solução Em Inadimplência- Leia mais sobre no site aqui insculpido

 

Como fazer um caloteiro pagar o que deve?

Como fazer um caloteiro pagar o que deve? Nessas situações, basta que o comerciante entre com uma ação visando advertir o devedor sobre o débito pendente. Isso pode ser feito por meio de uma ação monitória e ela deve ser formalizada no Juizado Especial Cível (JEC) mais próximo.

O que fazer quando se empresta dinheiro e a pessoa não paga?

5 dicas de como recuperar dinheiro emprestado a parentes e amigos

1.      Cobre a dívida. Parece uma dica ridícula, mas é melhor começar pelo mais fácil, não é mesmo? ...

2.      Mercadoria ou serviço no lugar de dinheiro. ...

3.      Notificação extrajudicial. ...

4.      Juizados Especiais Cíveis (JEC) ...

5.      Ação judicial.

Ø  Entretanto e todavia, e quando o caloteiro é lateral ou colateral genético e afetivo e aproveitador dessa relação dita “afetuosa”? Existe alguma saída.

Como proceder quando alguém deve dinheiro a você?

Acione a Justiça para reaver a quantia. Em último caso, você pode recorrer a uma cobrança extrajudicial ou até mesmo uma ação judicial para tentar reaver o valor que foi emprestado. Nesse caso, você deve entrar em contato com um advogado para entender como podem acontecer os trâmites da cobrança judicial.

Ø  Combinado, ok; entretanto, há a mesma embaraçosa questão, visto haver alguns indivíduos folgados e expansivos que agem premeditados. Eu tomo esse valor e depois vou no enrosco. E não pago! Essa é a estratégia, ainda que sub-reptícia e subliminar do caloteiro e dador de capotes.

É crime dever e não pagar?

A cobrança vexatória, aquela que constrange o devedor, é considerada crime. Por isso, para garantir a cobrança do débito e evitar problemas legais, é preciso instruir os agentes que farão a cobrança sobre as práticas recomendadas (e as não recomendadas!) no processo. Nosso artigo aborda exatamente esse tema!

Código de defesa do Consumidor - Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. Existe a vida judicial.

Pode expor uma pessoa que deve?

É crime expor uma pessoa que me deve? Já vimos muitos casos em que se expõe o nome ou a foto do devedor, com ofensas de mal pagador e caloteiro, expondo a pessoa ao ridículo. Isso é crime, nos termos dos artigos 139 e 140 Do Código Penal. É de bom alvitre que se alguém empresta dinheiro, deve-se resguardar, com documentação e pedido de avalistas ou bens garantidores, fideicomisso.

Tem lei para caloteiro?

- o calote. Apresentando-se como uma vertente do crime de estelionato, está o crime do artigo 176 do Código Penal, inserido no CAPÍTULO VI que cuida do ESTELIONATO E OUTRAS FRAUDES.

> por isso afirma-se peremptoriamente e direto. Calote é uma forma de estelionato. Mormente quando o caloteiro reúne condições fiscais e renda para quitar a dívida. Mais gravoso e sub-reptício ainda: quando as vítimas são ingênuas, parentais, idosos frágeis, com inaptidão social, civil e laboral.

Como cobrar um PIX educadamente?

Somos da [nome da empresa] e estamos escrevendo para lembrar que a sua fatura de R$ [valor] referente ao mês de [mês] de [ano] vence hoje [DD/MM]. Podemos enviar o código de barras para pagamento por aqui ou você pode acertar via Pix! Fique à vontade e nos consulte em caso de dúvidas. Obrigado.

Ø  Mas, e se for alguém da família ou intimidade. Porque houve a premeditação do calote. Há um distúrbio psiquiátrico do caloteiro. Ação adredemente planejada.

 

Qual Santo para receber dívidas?

Santa Edwiges, a padroeira dos endividados, viveu no século XIII, na Polônia. Assim, ela dedicou sua vida a ajudar os menos afortunados e cuidar dos necessitados. Por isso, sua devoção à caridade e à fé a tornou um símbolo de esperança para aqueles que enfrentam dificuldades financeiras.

Ø  Esse expediente pode-se aplica-lo com os caloteiros íntimos, parentais. Porque são os piores tipos e inclassificáveis, em face da premeditação. Notadamente quando a pessoa credora é gente ingênua, boazinha, frágil, mulher, sensível, aposentado do INSS, pouco alfabetizado, inválidos.  

O que acontece se eu expor um caloteiro?

O que acontece se eu expor um caloteiro? Pena Detenção de três meses a um ano e multa.” A Constituição também determina, em seu inciso X, que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”

Ø  Agora durma com esse desplante da lei. A pessoa sofre calote e ainda pode sofrer danos da Justiça. Basta ver o quanto de caloteiros e manteiros que dão o capote e golpes em outras pessoas. A Justiça pode ser injusta com o credor!  

Pode expor um caloteiro?

A lei determina que ninguém pode ser colocado em situação vexatória ao receber a cobrança de uma dívida. O artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor diz que, na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou xingamentos, ou termos vilipendiosos.

Ø  Ou seja, por isso os caloteiros prosperam aqui, ali, acolá, alhures, algures, há uma endemia de calote.

Por último essa análise de uma psiquiatra forense: inadimplentes, caloteiros, estelionatários, golpistas, fraudadores, etc.; Todos, por analogia se assemelham a um pedófilo, a um estuprador, a um verdugo, ou carrasco ou violentador de mulheres. Onde eles mais se encontram? Dentro da casa, no entorno, no ambiente coabitado, compartilhado da própria vítima. Uma genitora, um irmão, uma irmã, um sobrinho, um tio, qualquer pessoa carente de cuidados. Pode um cuidador que deveria cuidar ou ajudar cuidar, se tornar um parasita, um explorador, um caloteiro, esbulhador, sugar e comensal desqualificado! Cautelares contra os tais, os quais, quid e quejandos caracteres! Esses indivíduos (homens e mulheres) não são endêmicos de Nordeste, Piauí, Paraíba. São do Brasil e do Mundo. Cautelares!

Post for - João Dhoria Vijle.

 

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Mães e Filhas by

 Todo profissional da comunicação, um jornalista, um ensaísta; mais que esses emissores de notícias e opinião, outros publicitários e colunistas quando se valem das Ciências (com C maiúsculo) nos seus comunicados, textos e pareceres, tais matérias passam muito mais curiosidade benfazeja, mais interesse e contribuição ao entendimento da sociedade e mundo.

Nessa análise da credibilidade do que se fala como artigos e pareceres, além dos braços científicos pertinentes, bom e desejável está em fazer intertexto com outros profissionais, outros pensadores dos ramos que se pretende expressar. Um jornalista por exemplo. Bom e saudável e creditável que ele tenha uma cultura vasta, abrangente, que tenha o pleno domínio do Português e mesmo conhecimento elementar de um Inglês, de um Espanhol.

Outro ramo do saber de muita relevância é a Filosofia. E são várias teorias neste sentido. Existem por exemplo os pensadores gregos. A Filosofia Grega constituí uma das maiores fontes de conhecimento e sustentáculo em que se baseiam as pessoas que escrevem, que pensam, que raciocinam, que elaboram, que criam. Não importa em que arte da criação: Literatura, Pintura, Cinema, Dramaturgia e as Ciências em geral.

Algumas pílulas de alguns filósofos mais recentes. Nietzsche dizia que nós humanos somos animais de rebanho. Quer dizer que seguimos em demasia outras pessoas. É o mesmo chamado efeito manada, o efeito maria-vai-com-as- outras, de se um boi cai no abismo os outros caem atrás. Com essa teoria e influência basta ver os influenciadores digitais das redes sociais e seus seguidores. “ Eu sigo fulano nas redes sociais, no Instagram, no facebook”. Você tem Instagram? Não. Eu não tenho. Nietzsche puro. O mundo anda infestado de messias e influenciadores (muitos para o mal).

Vamos a um pouco do que proferiu um dia os filósofos Karl Jaspers (suíço) e Martin Heidegger (alemão). Foram pensadores da fenomenologia e do existencialismo. Segundo Heidegger, os homens nascem iguais, a morte de cada um é que é única. Sobre a maternidade, são ideias curiosas e vistas entre as humanas mulheres. Jaspers foi também estudioso da psicopatologia.

Algumas pitadas sobre o projeto e realização da maternidade. Muitas mulheres trazem a vocação genuína e natural para gerar (gestação, geratriz) filhos. São capazes de ter proles numerosas. Muitas, por vocação, ainda procriam sem pensar de como educar, instruir e formar um filho. Quando dessa prole se tiram proletários, menos mal, porque o Brasil carece de mão-de-obra. Proletário, vem de prole. Continua a filosofia existencialista: muitas e muitíssimas mulheres, independentemente do estrato social de onde vieram, gestam e criam algum filho como cláusula, como vínculo de um meio de sobrevivência. Na satisfação e projeto do cônjuge, da família. Algumas se propõem dissimuladamente e subliminarmente, a servir como geratriz, gestora do filho de certas figuras ricas, célebres e midiáticas. Porque a mesada do pimpolho, do filho já crescido e mãe como mantenedora e tutora é liquida e certa! O mercado do futebol é um bom exemplo desses expedientes e intenções.

E outro grupo não menos desprezível, é o das mulheres que mesmo casadas, são uníssonas com o cônjuge de não ter filhos. Dão destaque e foco na carreira profissional e emprego. E para finalizar, assim dizem opiniões despiciendas de contrário, que algumas mulheres, do filão das mães por escusáveis objetivos e desejos, desprovidas do instinto maternal, mas do fraternal, carecem dos adjutórios e reparos de outros no trato e distrato nas curas e preleções aos filhos e filhas ainda como nascituros, e perpassa por 1ª e toda infância. Bom demais não é mesmo! São palavras de quem lê, quem interpreta e racionaliza o bicho homem! Nada que é humano me espanta porque também sou humano! Poeta Terêncio.  Quer saber mais sobre o tema? Leia Hidegger, Jaspers, Yung.

João Joaquim   

 

 

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Canetas de emagrecimento by

Todo profissional da comunicação, um jornalista, um ensaísta; mais que esses emissores de notícias e opinião, ainda outros publicitários e colunistas quando se valem das Ciências (com C maiúsculo) nos seus comunicados, textos e pareceres, tais matérias passam muito mais curiosidade benfazeja, mais interesse e contribuição ao entendimento da sociedade e mundo.

Nessa análise da credibilidade do que se fala como artigos e pareceres, além dos braços científicos pertinentes, bom e desejável está em fazer um intertexto, uma interdisciplina com outros profissionais, outros pensadores dos ramos que se pretende expressar. Um jornalista por exemplo. Bom e saudável e creditável que ele tenha uma cultura vasta, abrangente, que tenha o pleno domínio do Português e mesmo conhecimento de Inglês, de Espanhol.

Se esse jornalista foge um pouco do simples comunicado, notas e notícias de seu múnus diário, recomenda-se que ele busque informações com outros especialistas e pensadores. Seria o exemplo de se falar sobre Saúde, Direito, Educação. Nada melhor do que essa conexão com experts e cientistas da área para mais embasamento e credibilidade do que se diz. Em nossa era de internet, grandes provedores e fontes selecionadas, existem de igual força as pesquisas e os ensaios de domínio público. Basta um bom escrutínio dos órgãos e quem assinou a matéria. Um bom exemplo são os insumos e fármacos em Medicina.

Um excelente modelo do que traz credibilidade ou má fé, vieses e conflitos de interesse são medicamentos e outros objetos, instrumentos e formas terapêuticas. O quanto de charlatanismo, de falácia, de merchandising existem divulgados por certos laboratórios e tantos fabricantes. Essas questões cabem aos profissionais de saúde, médicos e outros agentes sanitários, clínicas, hospitais e os próprios órgãos públicos de saúde, que caem no lobby, nas aliciantes e persuasivas propagandas. Cabem aos médicos evitar o engodo!

De momento e chegadinhos de fresco temos os chamados medicamentos para tratamento do diabetes tipo II, que teve um desvio de indicação, como milagrosos na “cura da obesidade”. Quase ninguém das pessoas comuns tem essa noção de que tais remédios são excelentes no controle, não cura, do diabetes tipo II, este diabetes tem como causas principais a obesidade e a senilidade.

Sem citar marcas, a semaglutida, a liraglutida e a tirzepatida, são os principais representantes do grupo dos medicamentos, com propagandas aliciadoras e em profusão para tratar os gordinhos e gordões (homens e mulheres). São as famosas injeções semanais em formas de canetas, em designs encantadores. O que os fabricantes não divulgam muito é o preço, cerca de 200 dólares a dose, muitos efeitos colaterais e nos estudos clínicos em cobaias, causam câncer de tireoide. Os riscos dessa automedicação são enormes. Trata-se de um medicamento que deveria exigir receitas de controle especial e restrita a médicos. Imagine, a propaganda que vira quando uma celebridade e pessoa midiática, usa tal droga e fala do uso e perda de peso. Quanto marketing.

Os laboratórios Novo Nordisk, Eli Lilly e concorrentes vêm lucrando bilhões nos últimos anos com a veda desses alardeados e mentirosos medicamentos, tidos como os tops models para quem não quer suar a camisa, comer menos e ter atividade física continuada, como a mesma necessidade da escova de dentes e tomar banho diário, são rotinas de saúde e higiene. Exercícios físicos também.

Aliás, fazendo aqui um memento das terapias recentes no tratamento de obesidade. Doença que sempre representou o maior filão de lucros do comércio de remédios e dos laboratórios. Reboxetina, foi usada como antidepressiva e também no controle da ansiedade por comida. Rimonabanto, substância que atuava nos receptores canabinoides, foi lançado como droga miraculosa no controle do apetite e ingestão alimentar. Foram banidos pelas autoridades sanitárias pelos gravíssimos efeitos colaterais e até morte. Como foram aprovadas? Claramente pelo lobby e interesse dos fabricantes.

Vieram outros: amfepramona, fenproporex. E com marcas sugestivas: fagolipo ® , absten plus ® , mazindol ® - Poucos lembram: em Goiânia, no Hospital das Clínicas/UFG, há a chamada liga de hipertensão. Era chefiada e supervisionada pelo experiente, professor e cardiologista dr Paulo Cesar da Veiga Jardim. Muitos pacientes da liga (hipertensos e obesos) usavam essas drogas. Essas substâncias, usadas por mais de 3 décadas, comprovou-se com estudos e estatísticas americanas ser causas de gravíssimos danos cardíacos como arritmias malignas, doença de válvula mitral e morte. O fenproporex nunca foi aprovado pela FDA. No brasil tudo pode. País dos experimentos em saúde.

Assim, sem mais delongas fica essa resenha. Parece que se ora soa exagerada, o tempo se encarregará da verdade real. Assim como caíram no esquecimento as retrógradas milagrosas substâncias que enriqueceram tantos laboratórios e mercado de medicamentos, as atuais canetas para emagrecimento podem, com o recrudescimento dos efeitos adversos, terem o mesmo destino de tantas outras do passado e banidas de uso médico. E não é demais citar que os tipos de charlatões mais perigosos são os profissionais de saúde (como médicos) e laboratórios, os terapeutas de emagrecimento fácil e sem atividade física, os falsos nutrólogos e profissionais de ortomolecular etc; Já existem até, acreditem, os terapeutas quânticos, os magnéticos, os magnesianos, e por aí afora!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

 

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XEXO fortuito e intencional bg

Aqui na Paraíba, como de todo o Nordeste existem os repentistas, os poetas populares, os bardos das praças comuns, os contadores de causos ou casos verídicos ou anedóticos. O que importa é que todos trazem um valor moralista, um ensinamento. Estamos aqui a referir à cultura popular, aquela do povileu, da populaça, de gentes amiudadas, ou como expressado em certos lugarejos a arraia-miúda. E dessa gente, pessoas comuns, operosas e laborais vêm muitos ensinamentos que se aplicam em todos os estratos sociais.

 Lá para as bandas do Sudeste e outros rincões não nordestinos, chamam às pessoas golpistas, as que passam mantam ou capote em outras pessoas de mercadores de calotas, ou caloteiros. Existem esses tais e quais de várias categorias. Grosso modo são dois grandes grupos: grupo A: dos caloteiros por falência pecuniária ou patrimonial; grupo B: caloteiros por defraudação intencional, os integrantes desse grupo, ao deixar de cumprir uma promessa (falso promissário), o faz de forma imoral, desonesta, cavilosa, e de pérfida e falaciosa ideologia, noutro termo, um praticante de falsidade ideológica (tipificado no Código Penal).

De forma mais objetiva e inteligível, para quem nos lê, porque são variadas as formações culturais e técnicas e profissionais. O caloteiro falimentar, pode ser um indivíduo honesto, quando não tinha o intento, o objetivo de fraudar, de dar o calote ou manta no credor. Pode-se tornar um caloteiro contingencial, por algum revés de negócios, carreira, perda de emprego e renda.

Ainda no grupo dos caloteiros, o sujeito pode deliberadamente ser um desonesto, um negocista, ou lambareiro e trapaceio nos negócios e tratativas financeiras. Caloteiro intencional. Esses são os mais daninhos, nocivos e tóxicos às pessoas. E as vítimas mais comuns são parentes próximos e amigos. Muito amigo! Muito mais amigo urso ou da onça do que de o caçador!

Então da banda  podre e putrescível, os caloteiros ou defraudadores premeditados, os que detém certa expertise técnica e profissional que os qualifica para essas negociatas e falsas promessas. O caloteiro premeditado emprega sempre a chamada pérfida promessa, uma elaborada retórica persuasiva. Para tanto age ao estilo dos sábios sofistas, no estilo Górgias: "O Elogio de Helena": apresenta um discurso elogioso sobre Helena de Troia, buscando reabilitar sua reputação manchada pela mitologia. Ele utiliza sua habilidade retórica para recontar a história de Helena, destacando aspectos positivos e desafiando interpretações tradicionais”. Aqui o exemplo do maior sofista e retórico refinado, o sofista Górgias. A filosofia ou argumento dos sofismas, o enganador, o folgado, o trapaceiro e trambiqueiro.  

O caloteiro intencional, traz essas características sociais, não cívicas ou incivilizadas, altamente contagiosa e pernóstica porque emprega subterfúgios, termos sensibilizantes para vítima, costumam não gostar de firmar de forma documental os promissórios e prometidos empréstimos patrimoniais ou fiscais. O que já demonstra indícios ímprobos e réprobos. Trata-se do caloteiro mais nocivo e deletério, tendo em análise que esses tais e indigitados indivíduos, dão o capote, passam manta e prejuízo, tendo esses inqualificáveis cidadãos, condições fiscais e patrimônio para não o fazer. A dica é esta, fuga e distância dos tais, quid, e quejandos folgados e trapaceiros. Existem inclusive os de pretexto esfarrapado, se dizendo com apertura por gastos inopinados e contingenciais com imprevistos e achaques de si e dependentes genéticos. Arre!

João Dhoria Vijle 

 

 

 

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SER ÁGUIA OU GALINHA É UMA OPÇÃO  by

João Joaquim 

Impressiona-nos e muito o quanto muitos indivíduos, razões de todo ainda mal compreendidas, o quanto eles apresentam e dependem de outras pessoas para a sua sobrevivência social, para sua estadia em sociedade, na vida. Muitas vezes exigências comuns. Chama demais nossa atenção tendo em consideração, e este é o ponto chave aqui em comentário, tendo esses indivíduos condições econômicas, profissionais e financeiras de bancar as suas necessidades primárias e até as secundárias, de conforto, de boa alimentação, moradia e assistência médica.

Estudos e ensaios sociais listam como fatores alguma fragilidade cognitiva e organizacional mental e cerebral. Entretanto, há muito de deformação educacional.  São dados de Sociologia Familiar e de Neurolinguística. A Ciência é neutra e intransigente! Ela, através de ensaios, estudos bem conduzidos, estatui com dados estatísticos e numerosas amostras o quanto há desses tipos humanos na sociedade.

Continua-se esta resenha com versos do magnífico, do roçagante e expansivo poeta e escritor Bertold Brecht “ Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”.

É inegável que cada pessoa (homem ou mulher) é o espelhamento de seus ancestrais, especialmente dos pais como cuidadores e formadores do filho, do caráter e bojo moral e profissional do filho tutelado (a). O filho ou filha é o espectro social, ético, cultural, profissional, produtivo, laborativo do pai e mãe. Ser independente ou carente de muitos expedientes de terceiros; é uma questão posta para o sujeito na sua existência tacanha, frágil, humilde e folgada ou com plena autonomia e autossuficiência. Eis a lei do tal pai, tal filho ou filha. Geometria analítica pura! Vem então o ditado popular: “Tal filho é o pai encarnado e esculpido”. Muito prevalente esta regra de vida.

Muitos filhos e filhas são o que foram os pais como genitor e geratriz, como criadores, como maus ou bons educadores desse indivíduo filho. Não há aqui invencionice, palpite, sugestão. São princípios milenares, seculares, leis da natureza e suas Ciências. E elas não se fazem por saltos, cumprem-se.

Águias criam novas águias porque elas trazem de forma intrínseca, genética, por instintos naturais essa vocação do cuidado, do treinamento, da repetição incansável, da ousadia e intrepidez impostas aos filhotes. Criam-nos quando os têm de criar, de engordar, de empenar, de criarem músculos fortes, rijos e voadores. E vem os exercícios, o ensinamento, o bater de asas, a perda do medo, e voam independentes como os pais e se tornam novas águias, com voos deslumbrantes, admiráveis e excelentes caçadoras.

Galinhas põem os ovos, nascem pintainhos, tornam frangos, frangalhos, frangotes e abatidos viram proteínas para os humanos. Não passam de frangos e galinhas! Que triste! E então? Você jovem ou mulher, forte, músculos torneados, pernas e braços grossos. Vocês! Afinal! Vão se tornar águias ou galinhas. A escolha é de cada pessoa!

Olha esta estória para finalizar: Em Estórias de Bichos, Rubem Alves fala de uma águia que, criada num galinheiro, foi crescendo ali, convencida de que era galinha. Bem diferente das outras – grandalhona, olhos frontais, bico adunco e grande demais, asas enormes –, tentava a todo custo imitar o que as galinhas faziam. Até que um dia um alpinista, passando por ali, surpreso perguntou-lhe: - Que é que você, águia, está fazendo no meio das galinhas?... - Não me goza. Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça. Percebendo que argumentar seria pura perda de tempo, colocou-a num saco e seguiu seu caminho até as montanhas. Lá bem no alto, sacudiu o saco e deixou-a cair, Não tendo em que se agarrar, debateu-se apavorada, até que a águia “há muito tempo adormecida e esquecida” dentro dela, “acordou se apossou das asas e de repente voou...”

 

Essa estória, embora muito interessante, não passa de lenda. Uma águia jamais se sujeita a levar a vida medíocre de uma galinha, e muito menos se deixar prender num galinheiro. Tudo que uma águia tem em comum com uma galinha são asas, bicos, pés, garras, e penas. Pertencem ambas à espécie das aves. E as semelhanças param por aí. As diferenças, sim, é que nos interessam, pois, no que diz respeito à natureza de ambas, nada têm em comum. A galinha, temerosa, foge ao primeiro sinal de perigo. A águia, intrépida, enfrenta o perigo; não se deixa vencer. “...Deus não tem no dado espírito de covardia, mas de poder...” (2Tm 1:7). Deus quer nos libertar do espírito temeroso, próprio da galinha, e nos dar a intrepidez e a coragem da águia. A galinha se sujeita a ficar presa; se acomoda ao cativeiro. Com um simples barbante se prende uma galinha ao pé de uma mesa. A águia, não. Ela não aceita o cativeiro. Ela tenta romper o laço; se não o consegue, tenta cortar o pé da mesa; e se ainda assim não se liberta, debate-se até cortar os pés. Voa sem pés, mas se nega a perder a liberdade. Ninguém jamais viu uma águia numa gaiola, nem mesmo num zoológico.

 

João Joaquim 

 

 

 

 

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Hebetismo digital by

Sobre calote e caloteiro, olha esta: “Como é de se lembrar, com o Porto de Mariel da família Castro – Cuba -  a conversa inicial era de que se tratava de um empréstimo. Mas avisamos à época: na prática era uma doação, jamais pagaria essa dívida ... o Brasil nunca recebeu um tostão. Nem os juros. E não vai receber nada:

Calote total.https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/contraponto/entenda-por-que-cuba-nada-tem-a-ensinar-sobre-economia-e-democracia-so-sobre-ditadura.  

Excerto magistral de artigo do advogado, escritor e ex governador de Goiás Irapuan Costa Junior. Interessante que em questão de calote, como esse expediente se faz presente na vida de muitos cidadãos brasileiros. Como se vê, não é exclusividade da Política, mas, de muitos folgados!

Todos esses bichos são o modelo acabado da vadiação e do parasitismo. A mesma formiga, tão gabada por certas qualidades boas, dá no nosso açúcar e nas nossas plantações, e funda a sua propriedade roubando a alheia” (a sereníssima república – de machado de Assis).

E assim, se escarafunchar bem outros pareceres, ensaios e protocolos de pesquisas sociais, muitos expedientes encontraremos que vão ao encontro do que assistimos no dia a dia, de cada um e cada uma, indivíduos e pessoas. Como o de muitas jovens e moças, solteiras e seus projetos de vida. Em todos os tempos, bem lembrado, não se diz apanágio da era digital, de internet, smartphones e redes sociais.

Quando se debruça sobre os ensaios e tendências de nossa juventude feminina, as moças são assim: algumas formam e se tornam focadas, centradas e dedicadas ao aprimoramento profissional, a sua realização de carreira, a um trabalho de relevo, produtivo e vão se tornando independentes financeiras. Muitas delas nada de importância dão a casamento, maternidade, firmeza conjugal, querem autonomia em tudo. Grupo considerável (estudo sul-coreano, universidade de Seul).

Outro grupo numeroso dessas jovens moças, elas formam, e no Brasil, curso superior há em várias esquinas de médias e grandes cidades. Então, muitas terminam o curso, fazem um TCC, costumam ter boletim escolar elogioso, como se boas notas coladas e copiadas aferissem conhecimento e formação tecnicocientífica e profissional. Muitas dessas tantas, costumam esperar por um bom namorado, esperam casar.

A maternidade para parcela significativa é uma cláusula, uma alínea, um aval de meio de vida, uma eterna aliança com o cônjuge e vida resolvida. A sociedade e família esquecem que tal fulana, nora, mãe dos netos, um dia formou em alguma profissão (mesmos ensaios e análise de estudos sul-coreanos). São estudos em uníssonos como o visto no cotidiano em terras tupiniquins, pindorama de espíritos endógenos, indígenas e alienígenas! Bom! Não é mesmo povo latino! Que rima com povo ladino!

O Instituo de Saúde de Paris, capitaneado por Michel Desmurget, possui interessante estudo de seguimento e avaliação do impacto da Internet, teletelas, estado online permanente e dependência digital. O alerta maior que eles, cientistas desse Instituto, fazem, se volta para as crianças, adolescentes e jovens. Entretanto, os já adultos e na fase adulta não escapam a essa lupa científica e analítica de Desmurget.

O que leva por exemplo um homem ou mulher a ter uma permanente compulsão por passar horas a fio do dia e da noite plugados em seus celulares? Em uma palavra: fútil curiosidade! Porque sabido é que todos esses posts, mensagens, fotos, vídeos, curtidas, não agregam, não adicionam, não acrescentam nenhum valor social, cultural e moral para o usuário. Futilidades, mais futilidades, ainda futilidades, sempre futilidades. Passam-se um mês, um ano, 5 anos, 10 anos! Há um déficit, uma regressão no padrão ético, cultural e de conhecimento construtivo do homem, da mulher! Essas pessoas vêm se constituindo em um rebanho de pessoas hebetadas, idiotas e imbecilizadas!

   

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Construindo pessoas by

As Ciências Sociais, pós era industrial e agora muito mais assertivas e convictas pós era de internet, compreendem muito bem como se dá a construção, a formação e acabamento da pessoa em seu aspecto social, ético, civilizado e cultural. Temos, assim, a Sociologia Familiar no Estudo integral da formatação do caráter, do bojo moral, de costumes, de estilo social e cultural do indivíduo. A Sociologia Moderna, nesse contexto do papel e determinismo de pai e mãe (e/ou tutores), em grande maioria na formação da criança, do adolescente e jovem, esse ramo da Sociologia mostra de modo inequívoco o quanto existe de espelhamento da conduta e qualificativos de vida social e moral de um pai e mãe em um filho ou filha: lei do espelhamento. Diz o ditado: o filho saiu ao pai esculpido e encarnado (em corruptela, cuspido e escarrado).

Ao se revisitar grandes pensadores, o pensamento e teorias de muitos sábios e estudiosos, eles são concordantes com o que mostram hoje esses ramos do estudo de Humanidades, notadamente em consonância com o que é pertinente e demonstra a Sociologia Familiar. São os exemplos de um Jacques Rousseau, de um David Hume, de um John Locke, entre outros notáveis pensadores europeus, corrente dos filósofos empiristas.  

A Sociologia Familiar, mostra o quanto se faz presente a teoria da Tábula Rasa na constituição do indivíduo, a partir do nascimento. A Família, acentuadamente o pai e/ou mãe serão os determinantes no caráter (bom ou mau), na conduta (boa ou disforme), nos valores éticos, morais, sociais e de convivência da prole (filhos/filhas). Todo esse séquito de influência se dá vindo da infância, daquilo que a criança a partir do berço ouvirá e verá do padrão social da família; ênfase, no que representam mãe e pai para essa criança.

Ao nascer, tomando o princípio da tábula rasa = lousa em branca = lauda de um papel em branco. Ao nascimento todos somos analfabetos absolutos. Nada sabemos. Princípio este de fácil conhecimento para qualquer pessoa comum. Nessa compreensão do que seja a formação da pessoa, seu caráter, seus valores sociais, éticos e informação do mundo. A mãe, o pai, a cuidadora (babá, monitora) vão espelhar na criança, no adolescente o seu padrão social, ético, moral, cultural e escolar. As escolas complementam com formação técnica e científica. Mas honestidade, cidadania e ética vêm de família.

Assim, nos mostra clara e convincentemente que haverá o espelhamento de mãe e pai no filho e filha.  A vida e a Natureza se fazem, e funcionam com leis, com regras, com constantes infalíveis. Como o faz a fisiologia orgânica de cada animal, grande ou pequeno, racional ou não! A Genética entra com uma participação significativa, são concordes as Ciências.  

De forma simplificada e como argumento prático, basta observar o que seja cada indivíduo, com poucas exceções, nas suas características sociais, de relações humanas, seu regramento ético e de honestidade em todas as cláusulas de convívio familiar, com seus irmãos e irmãs, de amigos, de intimidade. A conduta, o comportamento, o grau de correção e honestidade são reflexos do que vieram dos pais, com instrução, com limites, com disciplina. Ética e honestidade são valores morais que estabelecem com ensino de família e treinamento constante. E não há meia ética, um pouco de honestidade, seja com quem for, se irmão ou irmã, pai ou mãe. O funcionamento da vida social e afetiva não pode se misturar com o custo, o preço e encargos fiscais do que se compra e gasta de material, de comida, de remédios, de taxas, de combustível. Tudo vem de trabalho produtivo, de energias físicas, intelectual, fadiga, insônia, suor e dores físicas na geração desses ganhos e salários! Não existe comida grátis!

No que concerne aos hábitos de vida. Tome-se o modelo de um pai que tenha a sua vida nos costumes ou hábitos da glutonaria e libações alcoólicas. Aquele pai e mãe que tenham a centralidade, o objetivo maior ou único na vida na satisfação gustativa e digestiva (beber e comer). Um pai que tem na comida e bebida a fonte máxima de prazer e felicidade. Assim, mostram estudos da influência vertical desse pai nos filhos. Pai alcoólatra e glutão traz um alto risco de os filhos agregarem o mesmo hábito de bebidas espirituosas ou Coca-Cola (composta de H2O, caramelo, corantes, gases odoríficos inebriantes). As estatísticas mostram de registro que há filhos de alcoólatras que reprimem e desaprovam a dependência etílica do pai ou mãe. Entretanto, alguns ainda adolescentes e jovens, terão transtorno de ansiedade generalizada, depressão, síndrome de desadaptação social e afetiva. E que ironia! Vão necessitar de psicoterapia e se tornam dependentes de outras substâncias, as mais comuns e lícitas são os medicamentos neurológicos e psicotrópicos, antidepressivos e outras drogas para distúrbios do humor. Quanta ironia, pai e filhos adictos de drogas lícitas, uma socialmente aceita que é o álcool, outra lícita prescrita por médicos (sertralina, escitalopran, clonazepan, metilfenidato ou ritalina, disdexanfetamina ou venvanse) etc.;  

E de comportamento perverso e antissocial, tome-se o espelhamento de um pai ou mãe de estilo irresponsável, displicente com sua vida financeira, que banaliza sua organização fiscal e orçamentária, que se mostra perdulário, dissipador, gastador do que não pode pagar, inadimplente, caloteiro. Certamente, algum ou todos os filhos, herdará ou herdarão o mesmo padrão e estilo social irresponsável e negligente, folgado, explorador de outras pessoas ingênuas e tachadas de boazinhas e gentis e exploradas nas suas energias e economias. Assim, demonstra a Sociologia Familiar e Geral. Infalíveis leis da vida! Nesse cardápio das drogas ilícitas, estão no topo dos riscos a maconha, a cocaína.

E com o aval e marketing da indústria farmacêutica, da Medicina e seus médicos, uma lista enorme de antidepressivos, soníferos (zolpiden, eszopiclona), antipsicóticos, psicodélicos, derivados da maconha, anti-TDAH, etc. Quanto destruição, quanta desagregação social e familiar. Haja droga, ou drogas, lícitas e prescritas por psiquiátricas, terapeutas, psicólogos, neurologistas.

João Joaquim 

 

 

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Valdivino II e Viviane I como assimétricos e fraternos dedicavam-se a criação suína, porcos Caparaó e chato murciano. O curral de chato murciano, se apresentava sempre como um enxovedo. Imagine o estado em que vivia esse chato murciano

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PAIS INVÁLIDOS REQUER CUIDADOS ESPECIAIS DOS FILHOS.  SABE AQUELE PAI OU MÃE, que idosos se tornam, e vários filhos que não cuidam como deveriam fazer?   By

 Cuida-se o presente artigo da análise acerca do Abandono Afetivo Inverso e a violação do dever de cuidado por parte dos filhos, situação cada vez mais recorrente pelo mundo, que tem gerado a vitimização dos idosos tanto no âmbito físico, quanto emocional. Não obstante o afeto seja a mola propulsora das relações familiares, certo é que o idoso ainda tem sido vítima de abandono afetivo pela própria prole.

O fenômeno está presente em muitas famílias. Entretanto, nessa prole, sempre haverá um desbalanço nesse cuidado, nessa dedicação. Porque sempre existiram e existem os filhos Vivaldinos e valdevinos. Os chamados deslizantes, os que fogem às suas obrigações do cuidado. 

Pretende-se, por meio do procedimento indutivo, investigativo bibliográfico e uma abordagem discursiva, chamar a atenção não somente dos filhos que se utilizam desta prática nefasta, mas de toda a família sobre a importância do dever de cuidado, como fonte de melhor qualidade de vida do idoso. Tem- se por motivação minimizar o sofrimento do idoso não pelo intermédio da prestação pecuniária, mas pela conscientização dos próprios filhos, pois, embora amar não seja obrigatório, cuidar é um dever constitucional que não pode ser descurado.

Os participantes definem um idoso dependente como alguém a "necessitar de apoio" (apoio diversificado:  físico, social, espiritual, ...), pois são pessoas cujo processo de envelhecimento se desenrolou de forma mais acelerada (pela patologia). Os participantes referem que muitas vezes os idosos dependentes no domicílio são "abandonados" em diversas áreas: familiar (algumas famílias não querem cuidar, outras são negligentes e algumas não podem por falta de competências ou tempo); social (os mais carenciados podem não obter o apoio social formal necessário, por exemplo há falta de vagas em apoio domiciliar); saúde (por exemplo, alguma falta de articulação entre profissionais, que pode traduzir-se na polimedicação).

 Os enfermeiros referem que as pessoas idosas dependentes vivem "no quarto" (quase sempre estão acamadas) e lá transcorre a sua vida (comer, dormir, cuidados técnicos, ...); relataram o caso de uma senhora que há sete anos não sai do quarto, pois a sua cuidadora também é idosa e doente.

Agora, imagine um idoso que precisa de cuidados de higiene, alimentar, cortar unhas e cabelo, trocar de roupa e fraldas, banhos de sol- vários filhos que cuidam são jovens, fortes, robustos, saudáveis, tem todo tempo de cuidar; no entanto, alguns ou uns vão se escafedendo, se desculpando, por uma justificativa esfarrapada de não levar jeito para esse zelo básico; resultado: ou o idoso vai morrer mais depressa, ou algum filho isolado assume as tarefas; melancólico, mas existem os tais. A lógica nessa explicação, sem explicação, é simples e objetiva: aprende-se com quem faz a tarefa na maior parte das vezes. Fulano (a) você me ensina como eu posso ajudar?

 A solidão acaba por marcar a vivência da dependência na pessoa idosa e nos cuidadores familiares (principalmente nos idosos). Estas pessoas idosas dependem sempre de alguém (ser cuidado por ...) ou de diversas pessoas: familiares, amigos, vizinhos, cuidadores formais e/ou voluntários. O idoso dependente vivencia alterações na sua auto-imagem, que os participantes simbolizam pelo "espelho: a magreza é frequente, em consequência da dependência e escassa mobilidade; o uso de ajudas técnicas exige adaptação e marca a incapacidade; as amputações exigem ajuda para a adaptação (reaprender e reabilitar) com forte impacto na imagem. ’

Outros cenários encontradiços no meio brasileiro, aquele idoso que enquanto tinha forças e vitalidade, tudo ia bem porque se comprazia com a parentela e “amigos de copo e garfo” à farta e em profusão, em cada refeição e regalos. Adoeceu, envelheceu? Perdeu! Perdido fica porque os amigos, os parentes e comensais sumiram. Simples explicar. “Amigos”.

Ao que esclarecem estudos oriundos de Japão e Coreia do Sul (cultura oriental) a américa latina é repleta de uma cultura que não preza muito o indivíduo idoso. Subsiste no recôndito e interno dessas pessoas, um sentimento de prestar pouca valia ou serventia a um idoso pai, avô, tia e tio. Vem de encontro ao que preceitua a cultura, a ética e as relações familiares na cultura oriental.

Há uma menos valia do idoso, no seio familiar dessa cultura latina. São inúmeros os filhos e filhas que deixam seus idosos, desvalidos, inválidos pais à própria sorte, ao arrepio dos cuidados mais elementares, alimentação, vestuário, cuidados de higiene, de uma lavagem de cabeça e cabelos, fazimento de barba, o cuidado e compromisso de levar um idoso ao médico assistente, a um hospital, ao acompanhamento desse idoso institucionalizado, internado.  

Surpreende-nos muito o comportamento, o caradurismo de muitos filhos e filhas que não se coram que não se vexam, que não se sensibilizam, que não se solidarizam, que não compartilham com algum outro parente, filho ou filha nos cuidados, despesas, orçamento, nos custos diários desse pai ou mãe idosos, fragilizados, e agora carentes desses filhos. Alguns filhos robustos, parrudos, corados, saúde de ferro; muitos que auferem bons salários em seus empregos ou negócios. Todavia, não se coram, não se vexam em deixar para outras pessoas,  para outro parente cuidador, esses deveres e trabalho de assistência  a esse idoso. E não raro, ainda caem na esparrela e desculpas esfarrapadas de estar meio doente, uma gripezinha, um achaque, um mal-estar.

Agora para dividir bons pratos, bons acepipes, manjares, farras, pizzas, churrascos, rodízios de pizzas, carnes, mandioca, galinha, vaca atolada, tudo bem! Aqui, sim, nenhum impedimento. Oh gente! Como se diz aqui em terras nordestinas, bem destinadas, nesses quesitos, de responsabilidade, de empatia, de compromisso com os pais idosos e agora desvalidos, frágeis. Oh gente!

      AIRES, M.; PAZ, A. A. Necessidades de cuidado aos idosos no domicílio no contexto da estratégia de saúde da família. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 29, n. 1, p. 83-89, 2008.

     BACKES, D. S.; LUNARDI, V. L.; LUNARDI, F. D. A humanização hospitalar como expressão da ética. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 14, n. 1, p. 132-135, 2006.

     BALTES, M. M.; SILVERBERG, S. A dinâmica de dependência: autonomia no curso de vida. In: NERI, A. L. Psicologia do envelhecimento São Paulo: Papirus, 1995. p. 73-110.

     CAMARANO, A. A. Envelhecimento da população brasileira: uma contribuição demográfica. In: FREITAS, E. V.; GORJINI, M. L.; DOLL, J. Tratado de geriatria e gerontologia Rio de Janeiro: Guanabara, 2002. p. 58-71.

     CARVALHAIS, M.; SOUSA, L. Comportamentos dos enfermeiros e impacto em doentes idosos em situação de internamento hospitalar. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, v. 9, n. 3, p. 596-616, 2007. Disponível em: <http://www.fen.ufg.br/fen_revista/v9/n3/v9n3a04.htm>. Acesso em: 28 out. 2008.

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Os Filhos pródigos e os filhos (as) prófugos e fujões

O TRISTE FIM DE IDOSOS COM FILHOS NEGLIGENTES

A natureza é tudo quanto existe independentemente da vontade, da ação, dos desejos e cobiça humanas. Ela se constitui nesse ente abstrato com suas regras, suas variáveis e constantes, de forma intransigente, sem remendos, sem meias palavras. Ao jeito e condução da deusa da justiça Themis, o símbolo de uma divindade que não tem lado ou preferência quando se está em consideração a quem pertence alguma coisa, um atributo, uma virtude; ou o contrário, uma paga, uma dívida, uma pena, uma reparação diante do sagrado, do cosmos.

“As leis da Natureza não dão saltos e muito menos faz curva o destino, portanto devemos viver todas as circunstâncias da vida ao seu tempo”- Ary Campos. Seguindo esse raciocínio, é admirável aquela lei de Isaac Newton de a cada ação existe uma reação de mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário. Temos aqui nesta lei universal, mais um exemplo de como se dá o funcionamento da Natureza. Pouco importa se a partir dos atos e atitudes do indivíduo, seja quem for esse sujeito, a natureza vai poupá-lo ou vinga-lo pelos seus atos, pouco importa se Chico, se José, se João, se Maria, se Francisco, um simples homem ou se Papa Francisco.

Simplificando e condensando essa ideia, pensemos aplicando o que é a Natureza e suas leis (a 3ª de Newton por exemplo) na saúde de cada pessoa e sua evolução sanitária. Dois são os fatores determinantes e imperiosos no status sanitário de indivíduo; sua genética e seu comportamento ou seus hábitos alimentares, de bebidas alcoólicas ou drogas de todo gênero, incluindo as psicoativas e lícitas prescritas por médicos.

Em Medicina, chama-se estilo de vido os hábitos da pessoa, saudáveis ou insalubres: alcoolismo, tabagismo, sedentarismo, glutonaria (o comer a la pantagruel e gargântua), o sedentarismo, a obesidade com um ou mais destes fatores de risco também chamadas morbidades aditadas: dislipidemia, hipertensão, a síndrome metabólica, a gordura no fígado etc.;  

Vivemos em uma sociedade extremamente centrada nos hábitos alimentares como fonte de prazer, de satisfação, de lenitivos para outra doença muito prevalente, a ansiedade, na verdade duas doenças psiquiátricas: ansiedade e depressão, de causas variadas e complexas em termos de tratamento a curto prazo. Casos existem incuráveis, tanto que o suicídio entra como desfecho final e dramático para o indivíduo doente negligenciado e pouco ouvido e assistido pelos familiares diretos e próximos desse doente.

Imaginemos nessa mesma esteira o indivíduo bebedor. Bebedor que pode se subdividir entre as bebidas, a pernóstica, a nociva, a viciante e “embriagante” Coca-Cola, porque ela leva a uma dependência idêntica a nicotina, à cafeína, ao álcool. E o bebedor etílico, desde os chopes, cervejas e destilados como pinga e Vodca e whisky. Este bebedor não fica só na bebida, ele se torna um comilão compulsivo. É o hábito da ingestão da comida; nas primeiras garfadas e abocanhadas em um instinto orgástico, instintivo. Passado este início, o comilão come ritualisticamente com os seus convivas e amigos do copo, da mesa e das panelas. De princípio se torna cheio, depois repimpado, estufado. Tanto que há casos de intoxicação, crise digestiva, crise de pancreatite e mortes por comer. São os grupos de indivíduos para os quais a comida mais mata do que alimenta e nutre; porque ele se torna um adicto, um viciado na satisfação compulsiva do paladar e do apetite de avestruz, de tudo comer, pelo instinto digestivo.

Cada cidadão, medianamente escolado e bem informado sabe desses fatores de risco, dessas morbidades dos vícios, dos riscos que ele tem em sofrer um infarto, um derrame cerebral, uma queda e fratura de ossos, uma invalidez por ele mesmo construída ao longo da vida de esbórnia, de farras, de comer animalescamente, de beber como uma esponja ou gambá.

Todavia, na vida de prazeres o farrista, o comilão nada disto pensa porque perde o censo crítico e do risco à saúde. Chegadas essas doenças, ele se torna um morto vivo porque, às vezes, não anda mais, um morto social porque os amigos do copo e da copa, da mesa somem, um estorvo e trambolho para familiares, para os que cuidam obviamente, para a previdência e planos de saúde e mesmo para si próprio. Humilhações advindas da invalidez, sequer habilidade para banho e higiene, fraldas, fragilidade. Por que a pessoa na higidez física e lucidez mental, não pensa? Simples, as faculdades mentais ficam embotadas, intoxicadas por comidas e bebidas. A satisfação orgástica, a ebriedade de massas, mandioca, carnes, arroz, vaca, galinha o tornam de mente e senso crítico incapazes dessa consideração na vigência desses prazeres!

Muitos desses indivíduos, agora pacientes, passivos e dependentes, tornam-se abandonados. Primeiro, porque aqueles pândegas e patuscos amigos do copo, da mesa, da cerveja, das comidas, das farras aos borbotões somem, porque não lhes são mais servidos a fartura das bebedeiras e comilanças. Esses inválidos idosos, pais, tios, avós, entram na fase da chamada morte social. De resto, poucos parentes, um filho, ou filha de mais generosidade e louvada ética e empatia familiar e paterna cuida. E só! Quão triste! Que mundo!  Não é mesmo! E ainda classificaram o homem de racional e inteligente! Onde fica o qualificativo humano!

Joao Dhoria Vijle – Ensaísta e Crítico Social

 

As categorias de assassinato by

Quando se fala em assassinato, tem-se logo o conceito desse delituoso feito. Ato de matar, de eliminar o outro, também chamado de crime contra a vida. No código penal é um crime que independe de uma queixa-crime, de uma denúncia de um parente ou afetivo da vítima para que o autor seja detido, inquirido pela polícia, seja processado e por fim, aqui sim, o ministério público ofereça a denúncia à Justiça. Porque trata-se de uma função do ministério público, a culpa e a pena para o criminoso, acusado e réu.

Assassinato tem uma classificação. De forma simplificada, ele recebe o nome conforme a natureza e a vítima. O homicídio, genericamente, o crime de eliminação de qualquer pessoa. E vem a subclassificação, em legitima defesa, o qualificado, o premeditado, o hediondo, o de estrupo, a pedofilia. O feminicídio, essa terrível e pavorosa forma de eliminar a mulher, pelo fato de ela ser mulher. Pode ser aquela namorada que não quis mais o namoro, a ex esposa que rompeu o relacionamento, uma infidelidade. Não importa. O que se tem é natureza reprovável, recriminadora e abominável, dessa forma de assassinato.

Existe uma outra classe ou forma de assassinato que a sociedade não presta tanta atenção a ela. É o assassinato de reputações. Entendamos aqui reputação como a honra, a credibilidade, os qualificativos éticos e morais; em uma palavra a dignidade da pessoa humana (não é pleonasmo). Trata-se de um crime que tem a idade do próprio homem. Basta revisitar os anais da História e certificar-se que o assassinato de reputação acompanha a sociedade em todas as esferas da vida, social, conjugal, familiar, cultural, religiosa, Política.

Na seara política então, quantos não são os assassinatos de reputação? Tão graves são que muitos deles desaguam para os assassinatos (homicídios), os crimes contra a vida. Tome-se o assassinato, caso emblemático desta questão, da vereadora pelo RJ, Marielle Franco, ocorrido em 2018. É muito simbólico pela repercussão jornalística, midiática, pela comoção popular e sócia e demora em deslindar os mandantes da morte da vereadora. E tudo começou, digamos, porque Marielle de começo mostrou a má, a péssima reputação dos mandantes, como agora apontados por Polícia Federal e Ministério Público Federal. As causas originais do crime são corrupção, atuação de milícias, especulação imobiliária dos mandantes do crime. Queiram ver em todas os portais de imprensa.

E atenção para essa forma de crime, o assassinato de reputação, pouco sublinhado, pouco repreensivo, mas muito encontradiço, porque é tido e havido como de pouco potencial ofensivo. Mas que conforme o contexto, o impacto moral e na dignidade pode resvalar para até crime de homicídio. Falemos aqui estritamente o que envolve a relação homem/mulher, questões namoradas, conjugais, interesses vários e escusos nessas relações, muitos deles com um verniz e roupagem de genuína afeição amorosa, romântica, mas que dissimuladamente se revela a verdadeira face quando o desfazimento motiva o tal assassinato de reputação do outro (namorado, cônjuge, marido, etc).

O assassinato de reputação na relação a dois (homem mulher) deflagra-se quando rompe essa expectativa da solidez e continuidade do namoro ou casamento. Pensemos no modelo namoro. A pessoa dispensada da relação, conforme sua personalidade e limiar de frustração, inicia por buscar alguma retaliação, expediente movido pelo ciúme, sensação de rejeição, por ter sido trocado (a) por outra pessoa. E há outros aditivos nesse expediente: a terceirização da vingança, a busca de comparsas e coniventes nos atos de difamação, de calúnia, de desconstrução do ex namorado, do ex candidato a namorado ou cônjuge, de juras eternas de amor e fidelidade.

As explicações psicanalíticas e psicológicas (constelação familiar explica) dos expedientes de assassinato de reputação se dão por inveja e sentimento de vingança. Tanto de forma direita como indireta (pessoa terceirizada). E assim, tanto a vítima direta como indireta se vale dos expedientes da fofoca, da fake news, dos factoides, das montagens de fotos, de narrativas fantasiosas. Tudo convergindo para o distrato, o rebaixamento, a desqualificação, o desdouro, a indignidade do outro. Para tanto se valem de redes sociais, de e-mail, de fotos e versões e fabulações.

Enfim, o que se deixa como mensagem é esta: o assassinato de reputação em todas as áreas da vida humana sempre existiu. Hoje, ganhou mais impulso e estatística pela aplicação fútil e frívola da internet e redes sociais, porque a pessoa se sente protegida (falsamente estar oculta, anônima). O entusiasmo era e é tanto com o tal Messenger, com o celular, com os posts, que a pessoa fofoqueira, difamadora e criminosa (de reputação de outro) que esquecia que estava sendo contraespionada, gravada, auditada do outro lado. Oh, vida, oh Céus, oh azar!

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

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OS TAMBORES SOAM DE VAZIOS by

Andando pelas praças públicas (ops, não estranhe supondo ser pleonasmo, há praça não pública. Basta ver em fontes de cultura. Praças de guerra e de touros por exemplo). Andando pelas praças públicas, sejam elas físicas, televisivas ou virtuais, isto é, nas chamadas redes sociais, nas mídias digitais, na internet, esta composta por face, whatsApp, insta, principalmente, dá de ver a quantas andam os cabedais, os qualificativos culturais (no caso aqui contra culturais) de enormes rebanhos de pessoas. São as pessoas dedicadas aos variados misteres de suas vidas. Mister é uma força de expressão, dada a natureza dessas dedicações e ocupações. Frívolas, inócuas e ocas!

Ao se palmear pelas ruas, pelos vários logradouros públicos ou privados. Que fiquem bem explícito, o indivíduo observador que é analista, perscrutador, crítico social, como este tacanho escriba que vos escreve e relata, tem-se a exata medida, o termômetro, a dosimetria, o mensurador do que andam ocupando enormes galeras e levas de gente! São tipos de pessoas sem tipo. A tipologia se vê sem saída para classifica-las. Povileu, gentalha. Não se quer cravar que indignas. Não! Remoto a esse pensamento. Todos somos iguais perante a lei, artigo 5º da carta magna.

“Nenhuma pessoa é nada mais do que ela faz de si mesma” Jean Paul Sartre- síntese do existencialismo. “A existência precede a essência” Idem. Nestes termos e cânones, não se quer afirmar que essas desclassificadas pessoas tenham algum potencial cognitivo, uma inteligência, uma possibilidade de intelecção menor ou ínfero-lateral a outros indivíduos. A questão está na escolha, na opção, na preferência, no gosto e vocação dessas gentes, que em grande parte se dá por uma herança social familiar, são vilas e vielas hereditárias pelo microcosmo familiar onde foram formadas, exemplificadas, espelhadas.

Concretamente o que se tem? Basta prestar atenção aos esgares, aos sestros, aos meneios de tantas gentes. Gente corada, porejando saúde e energia. Entretanto nada produz de intelecção, de atuação crítica sequer nos seus domínios domiciliares. São um nada de pessoas. Far-nientes e laissez-faire. Muitas dessas não se desvencilham de suas telinhas coloridas, multicores, com todos os engodos e fisgas prontas. São os posts, os vídeos, as mensagens, os sininhos, os alertas a todas as frívolas e fúteis dedicações. “ Valeu o nosso esforço e lucubrações a fio” Disse um dos próceres e executivos do face e do insta. Conseguimos arrebanhar a humanidade para nosso consumo.

Comecemos pelo que se divulga, comunica, se entretém e diverte a televisão brasileira. Vê-se um rosário de futilidades, de platitudes, de puerilidades, de nocividades, de idiotias, de um sem-número de nonsenses. São os reality shows dos valores mais vilões e insignificantes.  Exposição de intimidade, atitudes sexistas e insinuações pornôs. Relatos de infidelidade, banalização da intimidade, da privacidade e exposição vergonhosa do corpo, da anatomia pudica e pudenda. Caras limpas e lavadas.

Redes sociais e suas frivolidades e infantilismos. Abracadabra, palavras e preces mágicas e milagrosas. Santa Edwiges! Perdoe as dívidas culturais e intelectuais de tais e quejandos indivíduos.  E o mais melancólico, e muitas e variadas pessoas, conforme o liame social, genético ou afetivo, ter que ovacionar, aplaudir essas pessoas que a exemplo de um tambor, soam, mas soam porque são vazias. E quantas não são as pessoas que de laços genéticos ou parentais têm que se mostrar aquiescentes, anuentes, de conformidade com essas falas, comunicações, chamadas de redes, de celulares e outros recursos telemáticos.   Santa Edwiges, socorra-os. Tenha de tais e quais gentes a santa Piedade. Elas foram aliciadas, se tornaram cativas de todo esse sistema escravagista e consumerista do baixo mundo do capitalismo e de seu finalismo: o de tornar a humanidade idiotizada, abestalhada, néscia, ignara e disfuncional.

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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Eu devassei a vida dele by

Tem sido vastas as notícias sobre o estado atual de nossa Política Brasileira. Mas, nada chama mais à atenção que o episódio da tentativa de golpe de Estado de 08 de janeiro 2023, promovida pelo ex mandatário do Brasil e sua claque de apoiadores. Fala-se, assim, de Jair Bolsonaro e seus bolsominions, seus higienizados cerebrais e seguidores. Bolsonaro se tornou de sobrenome e de fato um messias, porque em seu caudal, vão milhões de admiradores, acólitos e associados.

Fracassada a tentativa de golpe, cujos cabeços e líderes incluíam religiosos, cidadãos comuns, civis e militares, militantes de vários estratos sociais; veio para esses tais e quais a desonra, a prisão, as sentenças, a cadeia, as multas e tantas outras penas e agravos pessoais e familiares. Nesse séquito de pessoas, estão agora os delatores que querem abrandamento de suas penas, perdão pelos feitos delituosos e malfeitos contra a Democracia e contras as Instituições Republicanas. Basta ver os exemplos nos noticiários diários. Veja por exemplo quem está na cadeia e agora quer fazer delação premiada, denúncia, entrega dos golpistas. Pretensões essas por troca de benefícios.  Atente ao caso do tenente coronal Mauro Cid, que resolveu abrir o jogo e entregar diversos líderes e sublevadores do chamado 08 de janeiro de 2023, o golpe fracassado.

E não pensem os leitores e leitoras que devassa, denúncia, fofoca, bisbilhotagem, fuxico, invectivas, fakenews, factoides, pós verdades; não pensem que esse ardiloso, caviloso e rasteiro expediente é malfeito de nossos tempos. Ele sempre existiu. A pior devassa, em se falando de Brasil, foi a devassa pela coroa portuguesa na época do Brasil Colônia, contra os conjuradores que queriam a independência do Brasil.

Havia na época o chamado auto de devassa. Quando o inconfidente era castigado com pena de morte. Caso do Tiradentes! Que horror! O sujeito era torturado, enforcado, estripado, esquartejado. E para enviar mensagens a algum insurrecto, o cadáver era exposto em postos e praça pública. O recado era: não conspire contra a coroa, senão o seu destino será o mesmo! Que horror e que terror.

Aquela gente, chamemos os devassadores, os áulicos da coroa portuguesa, eram pessoas escroques, devassos da pior estirpe, energúmenos, escrófulas, vermiculares, ignóbeis, vis e serpentinos. Ninguém se compara a eles, porque eram fofoqueiros, mexeriqueiros e candongueiros da pior classe. Para mais prestígio com o Rei da época, haviam os fofoqueiros, os devassadores que entregavam os revoltosos e desejosos de uma nação mais justa, independente, fraterna, esclarecida.

Fazendo um paralelo com a vidinha comum de tantas pessoas, dotadas de tempo livre, ociosas, improdutivas, niilistas e apoucadas e pequerruchas em suas ambições de crescimento moral, intelectual, profissional e até, acreditem, espiritual. Eh, atenção, tudo em nome de Jesus e Deus no comando. Agora, demos um salto evolutivo e entremos na era digital. Época de internet, redes sociais como face, whats, Insta.

Quantas não são as pessoas, as gentinhas, povileu e gentalhas, que na ausência de uma intelecção maior e melhor, em lugar de prover melhor instrução a quem dessas tais e quejandas gentes precisam; quantas dessas tais se comprazem, se regozijam e se tripudiam em intentos de devassa da vida de desafetos? E atenção! Muitas não só vão a esses malfeitos. E também falam, arrotam vantagens por ter feito, divulgam, comentam. Com um detalhe que esquecem, costumam deixar documentados tais malfeitos, áudios, gravados, ao vivo e em cores. Traidores, traíras e pérfidos, dissimulados e que agem à sorrelfa e ao jeito subterrâneo. Se cuidem. Querem sujar, sujem-se gordo! Porque magro pode não valer a pena! Acautelem-se e não deixem nada registrado em áudios, mensagens, vídeos, ligações telemáticas.

Enfim, são tão desprovidas de substância, de autenticidade, de consistência, que mais lembram as proezas do exército de Brancaleone, ou empreitada tabajara, mambembe. Tais e quais patacoadas vindas à baila, dá de rir a qualquer hum. Imagine tal pessoa que diz ter feito uma devassa na vida de certa pessoa e esquece que do outro lado da linha, com outro digital na mão o interlocutor está a gravar tudo e depois divulga para outros. Eh, Cid, Eh, Moura, menos tá!” Eh! Sabe aquela foto, que te enviei, pois é né. Ela é aquela da cara assim, assado, foi cortada!” Não fale o meu nome, quando falar com ele tá! Cuidado. Se cuida hein!” Êta portuga hein.

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

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SUBSÍDIO E SUBSIDIADO by

Eu começo este texto com um mini desafio. Um desafio fonético e a um tempo já gramaticado.  Dizem as regras que a letra s, entre duas vogais leva o som de z. então nesse caso aqui de nosso subsidio. Seria subzídio ou subssídio? Por que quase todo mundo fala com z. Ou seria facultativo? Por que há esses casos de duas opções. Missanga ou miçanga? As duas estão certas conforme mais de um lexicografo, e até se for em Portugal ou no Brasil. E por aí vão as coisas.

Em se falando agora de gente. Observem os leitores o quanto de gente que é posta no mundo, criam-se, crescem, engordam, são mal instruídas, não conseguem sequer completar o ensino fundamental, muitos sequer o primeiro ciclo do fundamental, outros tantos sequer sabem escrever um bilhete e mal leem algum parágrafo de uma informação trivial. Enfim, existe uma gradação do analfabetismo. O absoluto, o funcional, o relativo, o seletivo, o laboral, o profissional. Exatamente isto.

Existe na mesma gradação de formação escolar do indivíduo, aquele sujeito, ou sujeita, que se sujeita a ser subsidiado (a) por terceiros, tendo esse indivíduo (aqui sujeito substantivo) frequentado seguidos bancos escolares e universitários (cursos superiores). São os casos de um administrador, um geógrafo, um bacharel em Direito (que para muitos se torna torto, porque não presta para nada), um economista, um agrônomo, um formado em letras (minúsculas, ululantemente).

Nestes ermos e longes considerações, pode-se cravar que, esses e muitos outros, encontrados aqui, acolá e alhures, vivem ao deus-dará. E então ficam algumas indagações, se o indivíduo, saiu do analfabetismo de começo, se escalou os degraus de formação escolar, e ao final nada fez com esse cumprimento, diz-se até constitucional, por que se sujeitar a nada aproveitar do que estudou, se projetar no mercado de trabalho e da formação e não viver de prebendas, com bandeira de veniaga, e para as necessidades vitais depender de outras pessoas, previdência, Estado, auxílios públicos e privados, mesadas, semanadas, planos de saúde? Sincero! Dá um certo dó. Palavra de honra que dá! Porque tais pessoas caem na condição de hebetado ou de necedade especial. Néscios de criação e devoção.

Porque subsídio existe, deve existir, faz parte de alguma subvenção, de alguma contribuição, ajuda, socorro, financiamento de governo, um certo incentivo e assistência, a quem de fato carece e merece. Até como devolução de impostos, taxas, de quem produz, gera renda, trabalha, rala, esfalfa, poreja suor, para prover os custos diários e mensais de comer, vestir, dormir, portar celulares e outros objetos do desejo etc.  Agora, marmanjos, guapos e massudos, corpulentos e touros sujeitos, se sujeitar a certas humilhações de viver como sinecura, de desfraldar bandeiras de veniaga e nada fazer! Ah, não! Só no Brasil mesmo. E então haja gente e ingênuos ingentes, na condição de parentes ou parietais. Sem nenhuma parede que obste tais instintos e retintos caras.

Falar nisso, a pronúncia. O som da palavra é com z mesmo. Sub-zí-dio. E por que? se o s está entre o b e o i? Porque vale a fonética. É como se fosse subisídio.

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

╬ ╬  a captura de consciências by

Fica a impressão, mais que sugestão, fica a conclusão de que o ser humano não perdeu essa pulsão interior de escravizar, de cativar, de capturar a adesão e energias do outro. Não importam os meios empregados para essa empreitada. Para essa análise e convencimento são inúmeros os episódios comunicados e veiculados pelas autoridades trabalhistas, fiscais e Ministério Público do Trabalho. Quantas pessoas por ano, que são resgatadas desses trabalhos extenuantes análogos à escravidão! As estatísticas são estarrecedoras. São muitos os exemplos. Os trabalhadores braçais em fazendas, atividade rural, agricultura, extração de madeira, canaviais, são os mais encontradiços. Todos em condições degradantes, insalubres, desumanas, humilhantes!

Ao se referir nessa introdução sobre essa atividade escravagista, proibida, desumana e criminosa, ela tem uma finalidade maior. Está a se lembrar dessa condição extrema, humilhante, aviltante e indigna a que se pode submeter qualquer outra pessoa. Tal prática criminosa necessita ser fiscalizada e punida com os tridentes inclementes da lei contra esses algozes, carrascos e exploradores de pessoas humildes, sem instrução, analfabetas absolutas e funcionais. São trabalhadores tratados de forma pior que animais.

Todos esses ricos e agropecuaristas ou mesmo altos funcionários públicos, privados e empresários urbanos, são malfeitores, detratores da humanidade pelo que fazem. E a Justiça Trabalhista está aí para coibir toda essa prática caloteira, estelionatária, inadimplente, sonegadora de impostos, tributos e dos direitos fundamentais de quem trabalha e expende suas energias e saúde para enriquecer os seus contratantes, os capatazes, os fazendeiros, os pecuaristas, os altos funcionários públicos e gente rica das cidades. Quantos são os empregados domésticos tratados mal e mal pagos!  MILHARES.

O relato social da idosa Maria de Moura, do Rio de Janeiro, ilustra bem a situação extrema de uma pessoa explorada, sugada, surrupiada, lesada e humilhada; condição dita análoga a escravidão. Pode-se dizer até tratar-se de um eufemismo. Porque foram 72 anos de trabalho cativo e escravo. O caso se deu no Rio de Janeiro e basta buscar informações na Internet. Muito pertinente, bem definida e contundente foi a explicação de um notável magistrado do trabalho que atuou em sua libertação e condenação dos escravagistas. Essa família que explorava essa idosa, agora senil, frágil, desgastada e doente pela idade e o trabalho. Disse esse magistrado: “essas pessoas que fazem esse tipo de exploração vão capturando a consciência dessas pessoas escravizadas. Elas passam a viver nesse contexto de humilhações como se tal desprezo ou degradação fosse normal”.

Captura de Consciência. Deteremos nessa análise e alarguemos esse conceito. É bem sabido e estudado que o animal humano é um dos muitos animais dotado de gregarismo e socialismo (sentido moral e vital). Significa que a vida a só, a solitude e solidão podem ser boas em certos momentos. É impossível uma pessoa viver sem compartilhar com outras os seus projetos, os seus desejos e necessidades. Nascemos carentes do auxílio e ajuda do outro, vivemos dessa maneira e morreremos nessa condição, na dependência um de outro.  Robinson Crusoé viveu só por algum tempo isolado em uma ilha porque ele tinha já introjetado na memória e consciência o repartir, o compartilhar, a socialização com outras pessoas. Senão ele teria sucumbido em algum tempo.

A vida é uma troca de benefícios, de atos, atitudes, bens abstratos e materiais. Eu lhe concedo esse benefício pessoal (meu esforço, meu labor, meu trabalho, meus ativos pecuniários) neste momento. Entretanto com um trato, que haja reciprocidade, mutualismo. Aquela nossa obrigação de cuidado a quem quer que seja, que seja executada de forma isonômica, igualitária, nas mesmas energias e mesmos estipêndios. Ok? Ok!  Nosso avô, nosso pai, nossa mãe. Está doente, carente, inválido! Vamos dividir nosso “obrigado dever” de dessa pessoa cuidar, dar banho, comida, higiene, saúde. Ok? Ok .

Quoth the raven, nevermore! Entretanto, todavia, entrementes, fica esse alerta aos ingênuos e ingênuas, aos generosos e bonzinhos da corte. Atenção! Muita atenção! Existem os finórios, os espertalhões e espertalhonas. Os classificados pelas Psicologia e Neurociências, como folgados e expansivos. São os sequestradores ou capturadores da consciência alheia. E essas pessoas esbulhadas nas suas energias, nas suas economias orgânicas e pecuniárias vão se tornando numa espécie de reféns. Paulatinamente capturadas em sua benevolência, em sua ingenuidade, em sua consciência. Chega ao estágio de normalização e naturalidade. É assim mesmo! E se estabelece as relações naturalizadas dos escravizadores e escravizados, material ou moralmente falando.

João Joaquim 

 

 

 

 

 

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Necedades Especiais by

Sejam resultados e produtos de genomas ancestrais ou educacionais, não é incomum deparar-se com um grupo de pessoas (homens e mulheres), muitos já na madureza da anatomia e da personalidade, que portam a chamada necedade existencial. Necedades existenciais. Não imiscuir com as chamadas necessidades especiais. Entre outro grupo de indivíduos, não todos que de fato e de real, precisam de nossa solidariedade e auxílio.

E já de plano é útil e simbólico, referente e exemplar que façamos uma consideração de muitos nessa categoria inseridos, os portadores de necessidades especiais. Diversos são os exemplos de pessoas que portam muitas deficiências físicas, orgânicas e funcionais que nos deixam envergonhados pelo que eles (“com limitações “) são capazes de realizar, desempenhar, laborar e trabalhar. Querem um exemplo? Os atletas paraolímpicos. Muitos, como resultado de seus treinamentos, pertinácias e ralação diária, trabalham, geram receita, ganhos que nos deixam “humilhados” no bom sentido e pedagogia do termo. Nas atividades competitivas vemos com muita clareza e objetividade essa realidade.  

Vejam por exemplo nas competições paralímpicas! O desempenho, a performance competitiva dos atletas. Na natação, no atletismo, no judô, no futebol. O quanto de pessoas normais, robustas, coradas, saudáveis existem, verdade. Mas, sujeitos preguiçosos, ociosos, obesos, repimpados de adipócitos e pneus e glúteos, improdutivos e vagabundos, arrimados por familiares lenientes e coniventes. Muitos destes  não dariam conta da metade que fazem esses categorizados portadores de necessidades especiais. Deveriam esses trabalhadores ou atletas terem outra classificação! Que tal esta: portadores de produtividades especiais.

As Ciências e estudos específicos bem o dizem que a pessoa resulta de dois legados ou duas heranças: uma genética e uma educacional familiar. Excetuando os casos sindrômicos e patológicos, todos os humanos nascemos com o mesmo potencial de inteligência, de trabalho, desempenho físico e produtividade. O que varia são as vocações e inclinações de cada pessoa. Todavia, o QI de cada pessoa, conforme o cabedal, os qualificativos dos pais educativos e responsáveis, esses genitores ou tutores vão tornar esse filho ou filha em indivíduo operoso, laborativo e trabalhador. Do contrário. Esses pais criarão os filhos e filhas, com a hoje titulada necedade existencial.

O que seria, conforme nos ensinam a Psicologia Social e a Sociologia Laboral, a Necedade Existencial? Trata-se da condição de o indivíduo não adquirir depois da integral maturidade biológica (adulto, meia idade) a sua plena independência social e autonomia orçamentária para as carências primárias vitais. Quais sejam: os custos financeiros para alimentação, moradia, higiene, saúde e lazer. Muitos costumam, a trancos e barrancos (expressão popular) até transpor o ensino médio, formar em algum curso universitário. Entretanto, na fase de entrar no mercado de trabalho, não trabalham, não produzem! E por que chegam até ter um diploma de curso superior? Explica-se:

Faz-se aqui um certo paralelismo com a chamada honestidade de coração e a honestidade de coerção. Refrescando a memória, a honestidade de coração é aquela que independentemente de vídeos, supervisão e rígidas normas, “compliance”, termos de ajustamento, ela se dá na mesma natureza do indivíduo isolado, sozinho. O honesto por coerção o é pelo temor e certeza da punição e flagrante do ato imputável, antissocial. De igual natureza, o indivíduo folgado, preguiçoso e improdutivo, que se aprova até em cursos superiores. Ali, ele está sob provas, desafios, vigilância, exigência de cumprimento de um mínimo de aproveitamento para findar o curso e ser diplomado. Simples e reto!

Dessa forma e nesses termos se estabelece o indivíduo sofredor da chamada necedade existencial. No plural, esses tais, os quais e quejandos sujeitos, se tornam sujeitos (termo polissêmico) aos adjutórios, aos amparos adjuvantes e coadjuvantes de terceiros, parentes, contraparentes e aderentes com esses pendores e proteção. Portadores de necedades existenciais.

João Dhoria Vijle   

 

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Adoecimento Hereditário e Relações Tóxicas  by

Este texto ou resenha se dividirá em dois temas: 1 – O potencial que detém certas pessoas de quando adoecer, ter essas pessoas a negativa energia de adoecer outras pessoas de seu convívio. Nestes termos até os seus cuidadores se tornam afetados; tendo como destaque os parentes de 1º grau, em face do contato mais próximo e continuado. E, 2- Os relacionamentos tóxicos. É bem compreendido o efeito negativo com determinadas pessoas; o quanto se fazem presentes essas chamadas personalidades pernósticas ou tóxicas, cheias de energias negativas e contagiosas que martirizam outras pessoas.

Tema 1- Sobre a pessoa que contagia outras pessoas quando doente (não todos, obviamente). Adoecimento hereditário. O doente que adoece a si mesmo e os outros de seu convívio. Diversos ramos do conhecimento, Filosofias e Doutrinas – Budismo, xintoísmo, Espiritismo, princípios esotéricos- Todas são convergentes da constituição binária da pessoa humana. Nesse sentido, o sujeito se compõe de uma organização biológica e de grande significado e substância a sua arquitetura superior, a espiritual, anímica, a alma. De compreensão simples corpo e alma.

É muito profusa a aceitação entre esses ramos do conhecimento e doutrinas de que o homem (gênero) na sua vida terrena e na sua condição biológica vai-se elaborando, através de seus feitos, ações e condutas, uma reserva ou poupança no que diz respeito à sua esfera moral, vida anímica e espiritual. Nessa concepção, o indivíduo, assim expressam os cânones dessas doutrinas e filosofias, expia, purga, passa por provações e sofrimento como pagas pelos erros, malfeitos, conduta imprópria, pecados, aqui na vida terrena. É o princípio da mortificação do corpo, da carne, a via de expiação de suas culpas, de sua vida desregrada, de vícios, de omissões e falto no cumprimento, nos deveres de cidadão e chefe de família. Onde inserido.

Muitos estudiosos de Teologia como o foram Pierre Teilhard de Chardin, cardeal Richeliu, Michael Durban, expressam de forma idêntica a espiritistas como o foram Bezerra de Menezes, José Herculano Pires, José Múcio Marcel (ao leitor atento cabe ler sobre).  Expressam e asseveram o que? Que a pessoa inescapavelmente paga muitos de seus desvios, pecados e culpas como criatura de Deus aqui na Terra. Paga como? Paga com doenças crônicas, debilitantes, limitantes, humilhantes, vexaminosas; porque se torna a única via de adiar sua própria sobrevivência. E na visão espiritista, desencarnar purgado de suas culpas, no âmbito social e espiritual.

E mais. Muito mais crítica que essa concepção e acreditação. Todo esse cortejo, essa síndrome de afetação psíquica, física e emocional e mesmo moral e social é transmitida aos descendentes, que juntos com esse agora interditado e incapacitado membro familiar, se contagiam na mesma vigência. Quando junto com esse adoentado não sofrem (os filhos e filhas por exemplo), trata-se apenas de um adiamento dessa dívida espiritual. Os dados empíricos de estatísticas de estudiosos (espíritas e doutrinários) são robustos e expressivos dessa interação. (Vide as referências didáticas do artigo).

Citação “ A transmissão psíquica pode ser um caminho que predispõe as pessoas do grupo familiar ao desenvolvimento de doenças. Aponta-se a família como um lugar que torna o adoecimento possível quando a dinâmica familiar apresenta vulnerabilidade para absorver elementos da história geracional que expõem a saúde do grupo; caracterizando então a doença como a ligação entre a família e essa história herdada, transmitida ao longo das gerações (Carneiro et al., 2011; Falcke & Wagner, 2014; McGoldrick et al., 2012). Assim, certas particularidades do funcionamento psíquico da família podem predispor a circulação de uma herança psíquica comprometida por conteúdos não elaborados que se apresentam em dissociações e somatizações (Abdala, Próchno, & Silva, 2017; Colossi, Marasca, & Falcke, 2015; Mandal & Hindin, 2015; Valdanha-Ornelas, & Santos, 2017).”

2- Os Relacionamento Tóxicos

Sobre pessoas tóxicas. Trata-se –em se falando de relações tóxicas-  daqueles temperamentos, daquele caráter (ou falta dele), dos diferentes tipos de organização educacional, de baixos valores morais, civilizatórios e éticos de certos indivíduos portadores dos conflitos ou distúrbios de adaptações sociais e grupais que tornam nos extremos, tipificados como personas non gratas e que perturbam, molestam e muito desgosto e infelicidade trazem às pessoas de seu convívio: pais, cônjuges, irmãos, cunhados, contraparentes e convivas do mesmo domicilio ou trabalho.

Créditos às Jornalistas> Tayanne Silva e Bruna Yamaguti>Revista Correio.

“Relacionar-se com outras pessoas não é tarefa fácil. Lidar com as diferenças é um desafio, mas não precisa ser doloroso. Para que as conexões sejam saudáveis e prazerosas, como devem ser, é preciso ter, acima de tudo, empatia. Do contrário, o convívio pode se tornar um verdadeiro pesadelo, e o que era para ser bom acaba se tornando um tormento. Pequenas discussões viram grandes embates, opiniões são reprimidas, sentimentos ignorados e, às vezes, até a liberdade e a saúde são comprometidas. Esses são alguns sinais que indicam que, talvez, aquela amizade seja tóxica.

De acordo com a psicologia e a psiquiatria, pessoas tóxicas são aquelas que têm uma mentalidade negativa e comportamentos prejudiciais, tanto para os que estão ao seu redor quanto para si mesmas. Elas têm a capacidade de manipular os outros, limitar suas ações e seu desenvolvimento pessoal, além de causarem, continuamente, emoções nocivas. Pessoas com essas características também tendem a criar complexidade desnecessária e dramatizam situações para se sobressaírem em relação às outras com quem convivem.

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Segundo o médico psiquiatra Fúlvio Godinho, estudos mostram que as emoções causadas por pessoas com esse perfil podem ter um impacto negativo e duradouro no cérebro: “A exposição a alguns dias de estresse compromete a eficácia dos neurônios do hipocampo, uma importante área do cérebro responsável pelo raciocínio e pela memória. Semanas de desconforto emocional causam danos reversíveis às células cerebrais, e meses de angústia podem destruí-las permanentemente”, explica.

“Lidar com o comportamento tóxico de alguém pode ser exaustivo. Resista à tentação de entrar no discurso de reclamações com eles ou se defender de acusações. Preste atenção em como essas pessoas fazem você se sentir. Às vezes, simplesmente ficar mais ciente de como o comportamento tóxico de alguém afeta você pode ajudá-lo a entender melhor as interações com essa pessoa”, recomenda o profissional.

Para a psicóloga Múria Carla, deve-se ressaltar que todos, em algum momento, agimos de forma tóxica, então deve-se ter cuidado com o termo e com os julgamentos. “A pessoa tóxica tem comportamentos e atitudes que adoecem quem está convivendo com ela, e isso de uma maneira mais exacerbada, ou seja, de forma exagerada. ”

A primeira coisa a ser feita para saber se você está convivendo com uma pessoa tóxica é começar a observar sinais e escutar quem está à sua volta. “Não se isole, não normalize a situação, não se deixe prender, tome a decisão de terminar ou buscar tratamento, peça ajuda profissional e não se culpe”, diz Múria. A psicóloga enfatiza que é necessário buscar ajuda profissional, aprender a olhar mais para si e observar os sinais, aprender a ver o que é funcional ou disfuncional.

Culpa e falta de lucidez

A servidora pública Andressa* conta que já viveu um relacionamento de amizade no qual se sentia coagida emocionalmente, apenas por não concordar com algumas atitudes e falas da amiga. “Ela tentava, a todo momento, mudar minhas opiniões e adequar às dela, fazendo com que eu me sentisse culpada por tudo o que eu falava e sentia. Eu acabava mudando meus pensamentos para agradar essa pessoa e me anulava em quase todas as situações”, relata.

A moça lembra que as manipulações eram sutis, o que a fazia se sentir ainda pior, por não conseguir distinguir o que era real do que era criado pela outra pessoa. “Na época, eu não conseguia fazer nada, só me sentia culpada e triste o tempo inteiro. Quando eu tentava me impor e questionava as ações dela, ela me dizia que estava magoada e que eu estava tentando mudá-la. Cheguei a questionar a minha própria sanidade, não sabia se estava ficando louca ou se tudo que eu vivia não era só coisa da minha cabeça”, conta Andressa.

“Até que chegou um momento em que ela brigou comigo por um motivo fútil e eu me senti muito humilhada na discussão, não consegui falar nada, só chorar. Foi aí que percebi que estava em uma relação tóxica, na qual era constantemente desrespeitada. Comecei a ouvir opiniões de amigos do mesmo ciclo e todos eles conseguiram abrir meus olhos diante daquela situação que eu estava vivendo, por isso me distanciei da pessoa”, lembra a jovem, que diz se sentir muito melhor hoje, sem as pressões psicológicas. “Eu me sinto mais leve. ”

Atitudes e transtornos

Essas pessoas podem mudar ou devemos modificar a atitude em relação a elas? Para a psicóloga Simone Cursina de Arruda, algumas podem mudar, mas para quem tem desvio de caráter ou transtorno de personalidade, é bem mais difícil de isso acontecer. “Gosto de sempre dar uma chance de o outro mudar e verificar se é possível uma adaptação na relação.”

Infelizmente, conviver com esses relacionamentos pode causar transtornos mentais. “Em um ambiente tóxico, pode deixar a pessoa suscetível à depressão, criando uma pressão externa que pode deflagrar um quadro de transtorno mental. É importante enfatizar que uma pressão externa constante pode exaurir os recursos emocionais e desencadear um adoecimento emocional”, explica a psiquiatra Maria Francisca Mauro. Além disso, podem existir outros fatores envolvidos, por isso é necessária a avaliação de um profissional.

De acordo com a psicóloga, o fato de serem deprimidas e ansiosas não elimina, também, a possibilidade de serem tóxicas. “Existem as intencionais, aquelas que de forma premeditada agem provocando mal-estar nas outras. No entanto, há outras que podem se tornar tóxicas por estarem infelizes, com algum problema na vida, ou por estarem com algum quadro psiquiátrico descompensado (depressão, transtorno bipolar do humor, dependência química, esquizofrenia, etc.).”

Cicatrizes

Para a estudante universitária Gabriela*, 23 anos, conviver com a mãe e a tia, que não aceitavam sua orientação sexual, era um desafio e tanto. Todos os dias, ela precisava escutar falas preconceituosas e ofensivas sobre o seu jeito de se vestir e de se portar, desde que era mais jovem. “Sempre apresentei um comportamento diferente do que elas esperavam, em relação à feminilidade, e fui extremamente reprimida por causa disso. Elas me seguiam na rua, mexiam nas minhas coisas escondidas e faziam muita chantagem emocional, ignorando minhas necessidades e alegando que eu não sabia o que era melhor para mim”, desabafa.

Por muitos anos ela se sentiu incapaz de fazer qualquer coisa sozinha. “Se eu não fosse validada por elas, parecia que algo horrível ia acontecer comigo”, lembra a jovem, que começou a fazer terapia para conseguir lidar melhor com o comportamento das parentes. “Quando estava em casa, tinha que me centrar muito para não surtar. Costumava procurar escapes, como fingir que estava trabalhando ou fazendo alguns exercícios”, relata Gabriela.

Durante a pandemia, a estudante acabou optando por se mudar, uma vez que a casa onde morava com a família era pequena e ela temia ter ainda mais problemas de convivência. Ela foi para outro estado e diz não se arrepender. O distanciamento ajudou na relação com a mãe, mas ela conta que as cicatrizes dos anos que se passaram fizeram com que a forma de enxergar a si mesma fosse prejudicada. “Mesmo com a distância, eu ainda sou muito influenciada pela minha família, ainda tenho muito medo de me expressar e, às vezes, fico paranoica achando que estão com raiva de mim, mesmo eu não tendo feito nada”, completa.

*Nome fictício a pedido da entrevistada

Outros caminhos

Distanciar-se parece a melhor opção para quem vive um relacionamento tóxico. Mas e quando esse afastamento não é possível? Um bom exemplo pode ser visto em algumas relações familiares, quando as pessoas moram na mesma casa e não existe outra opção a não ser a convivência diária e, por vezes, desgastante. No trabalho, esse tipo de situação também pode ocorrer. Nesses casos, é importante estabelecer limites e deixar claro para a outra pessoa que as suas necessidades e espaços devem ser respeitados, assim como você respeita os dela. Veja, a seguir, algumas dicas dadas pelo psiquiatra Fúlvio Godinho:

- Defina limites: envolve decidir o que você vai ou não tolerar. Comunique esses limites com clareza e cumpra-os.
- Mude sua rotina: embora possa não parecer justo ser você quem tem de mudar, muitas vezes, vale a pena para o seu próprio bem-estar. Mudar de rotina pode ajudá-lo a evitar ser arrastado para conversas estressoras.
- Incentive-os a buscar ajuda: muitas vezes, é difícil entender por que as pessoas se comportam de maneiras tóxicas, mas pode ser útil considerar que elas podem estar lidando com alguns desafios pessoais que os estão levando a um ataque. Isso não desculpa o comportamento problemático, mas pode ajudar a explicá-lo. A psicoterapia pode ajudar as pessoas a identificarem comportamentos nocivos e aprenderem a gerenciar suas emoções e reações de maneiras mais saudáveis.
- Evite intimidade: recomenda-se manter as interações superficiais com a outra pessoa. Seja claro sobre como você está e explique que não está disposto a se envolver.

 Sou tóxico? E agora?

Reconheça a própria toxicidade de forma genuína e não por manipulação ou mesmo por conveniência. A autoajuda precisa, primeiramente, estar baseada não na vantagem, mas na capacidade de reconhecer as próprias fraquezas e inseguranças.
Faça uma auto-observação dos comportamentos e reações. Peça feedback de pessoas de grupos diferentes para saber se isso é geral ou com pessoas específicas.
Terapia é importante para ter maior consciência sobre o próprio comportamento — o que leva você a ser assim? Que experiências teve na vida que levaram a eles? Que habilidades serão necessárias desenvolver para um melhor relacionamento com o outro? Peça perdão e se perdoe, se necessário. Médicos, psiquiatras e psicólogos podem — e vão — ajudar nesse processo de mudança.
O acolhimento da família também é muito importante.

Problema on-line

Denominada por muitos de terra sem lei ou terra de ninguém, a internet deixa os usuários vulneráveis a críticas, xingamentos e até ameaças. Segundo a psiquiatra Laura Campos Egídio, assim como devemos nos atentar para o que assistimos, lemos e consumimos, também precisamos filtrar com quem interagimos on-line. “As críticas, notícias ruins, xingamentos, sempre existiram, antes mesmo de a internet surgir. A questão é que tudo ficou mais rápido, viável e simples”, diz. “Você é o que come, o que lê e o que acompanha. Tudo isso é absorvido! Apenas filtre quem você segue”, complementa a médica, pós-graduada em psiquiatria.

A sugestão da psiquiatra é bloquear essa ou essas pessoas. Opiniões contrárias às suas sempre existirão e está tudo bem nisso. “Se for apenas críticas ou opiniões contrárias às suas, é válida uma auto-avaliação. Nesse caso, agradeça o feedback e reflita. A forma como encaramos as críticas também é muito importante.”

Para a médica, existem diversas explicações, teorias e motivos para essas atitudes horríveis nas redes sociais. “Por exemplo, são pessoas infelizes, com baixa autoestima, frágeis ou que sentem que os valores e opiniões foram violados e precisam ser defendidos.” Laura conta que no seu perfil do Instagram sempre há seguidores reclamando de pessoas tóxicas na internet e na vida real. “Também já sofri críticas e comentários. Aprendi a bloquear. A cada comentário negativo, existem centenas de positivos.”

A terapeuta Mônica Maia, 43 anos, teve um relacionamento amoroso abusivo há sete anos. “Percebi que era tóxico, mas não queria acreditar. Tinha medo de estar errada ou exagerando. Estava sempre justificando internamente os comportamentos dele”, diz. “Às vezes, banalizamos e ignoramos os nossos sentimentos e, principalmente, subjugamos a nossa intuição.”

Ela relata como era o comportamento da pessoa. “Elogiava meu trabalho, minhas conquistas, mas, em outro momento, colocava em dúvida a minha competência e capacidade. Falava que eu era chata e ninguém me suportava. Invalidava a minha imagem, demonstrava desprezo, mas, em seguida, arrependia-se. Falava mal dos meus comportamentos e dizia que era para o meu bem; fazia parecer que não seria nada sem ele.”

Mônica sempre foi independente, mas, nessa relação, não se percebia assim. “Eu me sentia burra, ignorante, humilhada e envergonhada. Escondia dos outros, pois não podia demonstrar fraqueza”, afirma. Questionava-se como uma mulher estudada e culta poderia se deixar levar por um homem tóxico. “Era quase inadmissível saber o que era um relacionamento assim e assumir que estava em um. Você se desequilibra a ponto de pensar que tudo de errado que o outro fez foi culpa sua. ”

Depois de uma traição, ela conseguiu abrir os olhos. “Entrei em depressão e fiz terapias, pois, mesmo depois do término, continuei sofrendo ações tóxicas por parte dele. Também me fechei para outros relacionamentos. ”

 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/2925/2925.PDF

Referências

Abraham, N., Torok, M. (1995). A doença de Si para Si – Nota de Conversação sobre a “Psicossomática”. In Abraham, N., & Torok, M. (Org.). A casca e o núcleo. (pp. 297-299). São Paulo: Escuta.(Originalmente publicado em 1973).         [ Links ]

Abraham, N., Torok, M. (1995). A casca e o núcleo. São Paulo: Escuta.         [ Links ]

Alexander, F. (1989). Medicina psicossomática: seus princípios e aplicações. Trad. Célia Fischmann, Beatriz. - Porto Alegre: Artes Médicas.         [ Links ]

Benghozi, P. (2000). Traumatismos precoces da criança e transmissão genealógica em situação de crises e catástrofes humanitárias. Desmalhar e reemalhar continentes genealógicos familiares e comunitários. In Ruiz Correa, O. (Org.). Os avatares da transmissão psíquica geracional. (pp. 89-101). São Paulo: Escuta.

*Annus, A. M., Smith, G. T., Fischer, S., Hendricks, M., & Williams, S. F. (2007). Associations among family-of-origin food-related experiences, expectancies, and disordered eating. International Journal of Eating Disorders, 40, 179-186.         [ Links ]

*Arroyo, A., Segrin, C., & Andersen, K. K. (2017). Intergenerational transmission of disordered eating: Direct and indirect maternal communication among grandmothers, mothers, and daughters. Body Image, 20, 107-115.         [ Links ]         [ Links ]

Ballard, M. B., Fazio-Griffith, L., & Marino, R. (2016). Transgenerational family therapy: a case study of a couple in crisis. The Family Journal: Counseling and Therapy for Couples and Families, 24(2), 109-113.

Joao Dhoria Vijle.

 

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Os aditivos fúteis e vazios da Internet by

E nesses termos caminha rebanhos e rebanhos de humanos. Com bastante fundamento e substância afirmou o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, nós humanos somos animais de rebanho. Noutras palavras e definição, existe dentro de nós as chamadas pulsões e impulsos de seguir o grupo. Falar em grupo é a concretude dessa energia instintiva, porque muitas vezes seguimos uma pessoa, um líder, uma cia qualquer. Muitos são os indivíduos (homens e mulheres) que se propõem a seguidores das chamadas celebridades frívolas e momentâneas. Um reality show, um youtuber.

Enfim, o que andam laborando, se ocupando, fazendo parcela significativa das pessoas, homens, mulheres, jovens, gente às vezes na madureza da vida. Quantos e quantas entrados na 5ª, na 6ª década de vida, continuam no mesmo diapasão, no mesmo biorritmo: dormir online com suas redes sociais, levantar, conferir os posts, as mensagens, as futilidades e frivolidades permutadas entre esses náufragos da vida, responder as abobrinhas e platitudes, abrir o WhatsApp, consultar o Insta, o face.

E com o mesmo desplante e caradura, até ostentar e mostrar a quantas andam seus valores. Puerilidades, infantilismos, niilismo, menos-valia, zerismo, astrologia, tautologias, teleologias, truísmos laxismos. Ops! Que olhem no glossário google, se lhes aprouver (os referidos e nominados nesse artigo).

Para quem já teve, e resultou abolidos esses aplicativos chamados Instagram e fonpage, como esse modesto escriba. Para os que não (ou nunca) se tornaram adictos e aficionados dessas plataformas digitais e tantas outras que tais; eu sugiro que peça a algum usuário desses iguais, peça com o devido respeito para dar uma olhadela juntos. E então, detenham alguns minutos e analise os posts, os conteúdos dessas redes sociais. Infantilismo, futilidades, frivolidades, nulidades. Nenhum acréscimo ético, civilizado, cultural e de cidadania, pessoal ou familiar, nenhum aporte moral, ético, civilizatório ou social. Trata-se da quintessência da idiotia e oligofrenia da produção humana, praticada por esses rebanhos de usuários. Lembremos do Filósofo Aristóteles e depois de Nietzsche, somos gregários e de manada. Infalível proposição. Não há como negar, muitos e muitas se comportam como ovelhas ou novilhos. Se a primeira se joga em um precipício, as traseiras vão no mesmo desfiladeiro e morrem unidas.

Não se nega que a Internet, os recursos de telefonia móvel (o celular), os smartphones, as redes sociais, as tecnologias telemáticas e da informação, as redes sociais, os aplicativos, a inteligência artificial; todos esses avanços tecnológicos foram concebidos e aprimorados para facilitar toda forma de comunicação e atividade humana. Sejam de entretenimento, cultura, de produção e trabalho. Entretanto, poucos clientes e usuários desses recursos os empregam no seu aprimoramento pessoal, moral, ético, técnico e profissional. Basta imaginar um médico, um jornalista, um advogado, um administrador de empresas! Quanto de informação útil, cultural, esclarecedora, cultura afirmativa que agregam valores aos leitores e consulentes. Quantos? Bastam o interesse e crivo de quem busca se beneficiar desses dados e informações construtivas.

Em conclusão. A internet, as mídias digitais e redes sociais são neutras, inócuas. A questão toda se encerra na mente e objetivo das pessoas que as empregam, para o bem ou para o mal.  Não se esconjura nem persigna, não se inutiliza nem demoniza os recursos virtuais e digitais. A frivolidade e nulidade, o fútil e inútil estão contidos na mente, no intelecto e cognição dessas levas e turmas de pessoas, a maioria, os rebanhos desses adictos e aficionados usuários e usuárias. Afinal, essas informações não exigem nenhum labor mental ou crítico, ou de pensamento e criação. Tudo ao estilo prêt-à-porter. Prontinho! Sem esforço mental ou malhação neuronal. Oh céus, oh vida, oh azar! Hard e lippy.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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São os clãs e guetos by

João Joaquim 

É bem conhecida a natureza gregária ou grupal dos humanos. Isto já era bem descrito por grandes pensadores como Aristóteles e coetâneos rivais de sua época. Está a se referir aqui à Sociologia Comportamental desde remotos tempos. Correu o tempo e os estudos nessa área científica não se estagnaram.

A Ciência é inesgotável de perguntas e os cientistas e pesquisadores (os que usam a mente, o raciocínio abstrato) insaciáveis em sua curiosidade e compreensão da natureza das coisas e dos habitantes desse Planeta, sejam os racionais ou os animais ainda tipificados como irracionais. Há de se chegar um tempo de reeditar essa categorização dos humanos como racionais e os outros bichos de irracionais. Porque é inaceitável chamar a muitos humanos de racionais e dotados de inteligência acima dos outros animais. Alguém já assistiu a algum animal cometer pedofilia, dizer fakenews, falsidade ideológica, corrupção, estupro, feminicídio?

A Sociologia Comportamental dos animais nos dá diversas características dos bichos que em parte poderiam servir aos humanos. Entretanto entram como empecilhos os chamados atributos éticos, bioéticos, deontológicos no cumprimento dessa natureza. Algumas características são compartilhadas porque bem aceitas tanta lá como cá, de irracionais e racionais. A condição gregária dos bichos. Nós a compartilhamos. Nossa condição de sedentários? Alguns animais também não gostam muito de ralar, de transpirar, de esfalfar, de fatigar. Os felinos por exemplo. Eles só vão à luta na hora da fome, de defesa de território e ameaça. Só!

Algumas outras características que os animais trazem, nós humanos não compartilhamos. Uma dessas vale a pena citar. Na criação dos filhotes e filhos! A maioria da mães e/ou pais no reino animal cuidam das crias até uma certa idade. Vem o desmame e logo são enxotados a se virarem e cuidarem da própria vida. Se bem que há certos pais humanos que até criam (só criam os filhos). Então ou os abandonam à própria sorte ou não completam o trabalho, porque não os educam e não os instruem como humanos bons, éticos, sociais, laborais e produtivos. O quanto de malandro, desocupados e ociosos há em nosso redor! Faltou o que? Educação familiar! Só isso.

Quer um outro característico dos animais que nós humanos excedemos nesse paralelo? Aquele atributo da proteção dos membros do grupo e parentais. Existem certas espécies animais que seguem comportamento e regras de convivência. Um exemplo é a hierarquia por idade, os mais velhos têm prioridades em muitas coisas. Em certos grupos a quebra dessa tradição e instintos é duramente castigada! Certas espécies servem de modelos nesses estudos: babuínos, elefantes, aves de rapina como as águias, golfinhos, baleias etc.

Quanto aos humanos. Bom se houvesse essa melhor observância e cópia da natureza. Entram para ajudar ou atrapalhar, nossa consciência de proteção excessiva aos filhos e filhas, a uma educação tolerante e sem imposição de limites, aos mimos e reclusão dos filhos e educandos. Nesse pacote de causas perdidas entra o instituto dos Direitos Humanos. Bom, útil e construtivo seria como contraponto o instituto dos deveres humanos. A cada privilégio ou direito deveria corresponder um dever. Filhos e alunos se criam, se instruem se educam, se forma com disciplina, ensinamento ético, respeitoso e científico. Diferente de cria animal, ração e veterinário!

Nessa seara da Sociologia Comportamental, chega-se por exemplo às características da proteção grupal, ao amparo, à proteção dos filhos e filhas e outros parentais. Movidos por sentimentos de proteção, de fraternidade (sentimento de irmãos), de se tornar cúmplices e lenientes (forma ética ou ilícita, legal ou ilegal), existem certas famílias que se tornam acumpliciadas e arrimadas (escoras de proteção) de certos parentais que desviaram das condutas sociais aceitas como padrões e humanas. São os populares malas-sem-alças, os malas-artes, os folgados, os trambiqueiros, os folgados, os preguiçosos, os desonestos, os sevandijas, os caloteiros e exploradores da ingenuidade e boa-fé de membros do clã.

Há os absurdos de grupos, de famílias nos moldes de uma dinastia, de guetos e grupos parentais aficionados e instruídos aos golpes, à contrafação, às falsidades de todo gênero e outros feitos delitivos e antissociais. E sempre sobrando para alguns parentais e contraparentes (eufemisticamente chamados de bonzinhos e cordatos) em suportar tais e quejandos frívolos e folgados! E fazendo essa compilação com o mundo animal. Vê lá se no reino dos irracionais há esse tipo de leniência, cumplicidade e tolerância. Zero chance! São os clãs e guetos de gente folgada e caloteiros.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

 

 

 

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Gentes Veteranas e Maduras e Doentes Digitais- Que Horror!  By

NÃO remanescem mais dúvidas. Muitas pessoas se encontram em declínio cognitivo e de raciocínio lógico e humanizado em consequência do uso massivo, plugado. No estado online, do telefone celular, dos smartphones, aplicativos de natureza frívola e inútil, WhatsApp, Facebook. Trata-se de uma categoria de indivíduos, já adultos, velhos e veteranos. Diversos destes com escolaridade em ensino superior. Mas, pouco ou nada engajados ao aprimoramento de sua formação escolar de graduação. Direito, administração, engenharia, gestão pública ou privada. Áreas de saúde, etc. Essas pessoas integram a pandemia dos doentes digitais, fomofobia, nomofobia, ansiedade digital.

Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador da equipe responsável por uma nova especialidade- Dependência de Internet-  junto ao Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso, do Instituto de Psiquiatria do HC. “Os dependentes usam a rede de forma excessiva como uma ferramenta social e de comunicação, pois têm uma experiência maior de prazer e satisfação quando estão online”, explica o psicólogo.

O especialista explica que, no caso dos dependentes, há uma tendência na utilização da internet como meio primário para aliviar tensão, depressão, baixa autoestima, timidez, insegurança e apatia. “Como a capacidade de tolerar frustrações varia de uma pessoa para outra, as reações também se alternam diante de um mau resultado ou da dificuldade de perder”, informa. “No mundo digital, tudo é passível de ser reconstruído: a pessoa controla seu ambiente e, muitas vezes, prefere assumir novos papéis, sendo, portanto, mais fácil de ser bem-sucedido”. 

Estudiosos do comportamento e tendências culturais, mesmo os pesquisadores da chamada geração digital (mais jovens) se veem agitados e perfilados na compreensão do que sejam os padrões culturais, os valores humanos de levas e levas de gente (não importa a idade dessas pessoas) no que concerne aos seus projetos e ambições de vida em sentido cultural, técnico, científico, profissional, laboral e produtivo.

Enfim, o que cada pessoa pensa no engrandecimento e aporte de sua compreensão, ao menos que seja, do que se passa ao seu redor, do que lhe diz respeito, às suas próprias relações com sua família, seu entorno e guetos sociais. Muitos são os homens e mulheres, maduros, veteranos, velhos e calejados da vida, em estado de desadaptação onde inseridos. Perdidos, sem saber o que fazem aqui e para onde vão. Perdidos e náufragos da existência; bem piores que “Robinson Crusoé”, o personagem náufrago (autor Daniel Defoe).

E como se chegam os sociólogos e psicólogos ensaístas a esses dados e conclusões? Nem de tanto campo físico de trabalho carecem. Porque os mundos virtuais e digitais das comunicações já bastam para essa análise. As pessoas expressam graciosamente o que são através de suas falas, depoimentos, as trocas de valores, dos mais comezinhos (o que predomina) aos mais edificantes e construtivos (raros). “Dize-me o que pensa e dir-te-ei quem és”. Simples! Eu sou o que falo e expresso, e escrevo e posto na Internet, sites de relacionamento e redes sociais.

Não importa a escolaridade das pessoas. Formadas apenas no ensino médio, ou em cursos universitários, e isto também é fácil no Brasil, como há gentes com diplomas universitários que nada fazem! Uma grandeza. Quer exemplos? Quantas escolas de administração, Direito, MBA, gestão disso e daquilo, marketing, design! São as uniesquinas de cidades sem relevância e bairros das metrópoles. Quantos indivíduos graduados em Direito (ou torto), administração; que nada fazem. Ou quando muitos envergam bandeiras de veniaga! Evoé! Ditirambo! Nada fazem, nada produzem, zangões e vespas da praça. Alguns especializam-se em sevandijas arrimados parentais. Que tais!

Atividades majoritárias em redes sociais, tipo Insta e Face. Meneios, gracejos, platitudes, cucurbitáceas em vergônteas, abobrinhas, chuchus, risinhos, performáticos e performáticas. Aromáticas! Socorro! Olha o periquitinho dando de comer ao outro periquito. O porquinho, o cachorrinho correndo, de xixi nos cantos, de beijos, o ratinho roendo o queijo. São truísmo, turismos frívolos. Puerilidades, infantilismos!

Ilan Brenman, Donald Winicott, Piaget, Charcot, Yung. Estes explicam muito. Mas, não tudo. Novos tempos, novas tendências, novas gentes. Plangentes! Inclementes

João Dhória Vijle Lisboa/ João Joaquim

 

 

           

 

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Triguista e Minimalista Digital by

Imagine aqueles rebanhos de gente, de pessoas de variados graus de escolaridade, que seguem certos influenciadores. E aqui pode-se dividir esses missionários de algum estilo de vida ou adesão a uma ideologia, a uma política, a uma doutrina, etc., em tradicionais e digitais. Ou seja, pode-se apresentar esse indigitado e seguido líder influenciando grupos, séquitos, hordas e rebanhos de pessoas de forma presencial, física; ou se valendo dos recursos de Internet, redes sociais e ainda rádio e televisão. Já imaginaram os efeitos!

E é assim que muitos líderes e midiáticos fazem sucesso. Porque o espetáculo só se estabelece, o sucesso do influenciador só se fomenta e recrudesce com a adesão dos sem-número dos seguidores e fieis. O êxito em qualquer dessas condições se dá dessa maneira, na retórica, na fala, nas ideias e expedientes, especialmente ideias fora da ordem do dia, fora do comum e do já estabelecido e gasto. O espetáculo e seus efeitos se fazem da boca e das ideias de quem fala e na cega crença e acreditação do expectador. Simples e Direito. Não há espetáculo sem os expectadores!

Quem já leu, pouco que seja, Aristóteles, Kierkegaard e Nietzsche vai se lembrar; os humanos somos animais de rebanho ou manada, seguimos quase sempre um cabeça, um capitão, um líder ou o grupo. Se os primeiros caírem no precipício, os primeiros da manada vão juntos. Conforme a cognição, todos se espatifam. Alguns por infiéis e covardes se safam, se notarem que a vaca foi para o brejo.

Essas asserções e glosas introdutórias, servem para trazer à baila, o quanto de gente, pessoas já eradas, robustas e fornidas de bons boletins escolares, sejam de grau médio ou superior. Antes um adento.  Porque boas notas e diplomas nada significam. Copiar e colar se fazem dos primórdios de bancos escolares, em se tratando de certos caracteres! Enfim, o quanto de gente faz parte da manada dos manietados pelos impérios do mundo de operadoras de telefonia móvel, dos fabricantes de celulares, dos provedores de Internet, de mídias e redes sociais.

Como esses ditadores e déspotas do capitalismo digital e de internet, tiveram o exato insight em escravizar, em imbecilizar, em hebetar e tornar os usuários, grandes levas e rebanhos de gente, de escravos e idiotas dos smartphones, do celular! Apropriadamente, cravou Michel Desmurget em sua obra: “A Fábrica de Cretinos Digitais” (Instituto de Saúde, Paris – França). Essa predição vale muito para os pais de filhos menores. Porque aqueles marmanjos, diplomados ou não, esses se cronificaram, tornaram-se higienizados do intelecto, e não há recuperação.

Temos assim os denominados tribalistas digitais ou niilistas digitais. A psicóloga Anna Lucia Spear King e o psiquiatra Antônio Egídio Nard os descrevem bem. Esses pesquisadores, adeptos das diretrizes de Michel Desmurget (França) falam em uníssono sobre os indivíduos adictos das futilidades e imbecilidades de aplicativos, internet e redes sociais. O que há de certo e concernido é que esses marmanjos sujeitos, muitos formados em cursos superiores, integram os chamados tribalistas (mesma tribo) dos imbecis digitais. Muitos nada fazem, nada produzem, nada estudam, nada sabem do meio social e mundo onde vivem, além da cultura compartilhada nas telinhas do celular (nem, nem IBGE).

Um interessante estudo francês (instituto saúde mental e intelectual de Paris), mediado por ensaios e estatística de sanidade mental, conclui que esse perfil de indivíduos, entram em suas bolhas de frivolidades de redes sociais. Todas essas pessoas (muitas ociosas e improdutivas) atingem um estágio ou estagnação cognitiva e mental. Porque nada dominam além de suas bolhas digitais de vulgaridades e inocuidades. Tornam-se no que chamam de estéreis cognitivos. Porque até o que aprenderam de trivial e elementar nos bancos escolares entram no esquecimento. Estéreis e assépticos, técnica e cientificamente, mas que fazem adeptos e instruem e adestram até os filhos e outros ao seu redor. Oh céus, oh vida, oh azar (de quem com eles convivem) Lippy e Hard.

 

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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PECHAS E LABEUS HEREDITÁRIOS  BY

Não foi sem razão, porque razão ele tinha acima dos humanos, que o mais indigitado e nomeado bardo inglês cravou com seu famoso personagem “ Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar sua vã filosofia”. Esse ditinho de Hamlet para Horácio, bem que pode ter variadas traduções. Mas algumas são bem pertinentes e expressam a cultura de muitos humanos. Pode-se dizer que Hamlet representa a paixão, os sentimentos desmedidos, Horácio representa a racionalidade.

Esse excerto a seguir explica também: “Há mais no mundo do que se consegue explicar ou racionalizar. Mas, principalmente, devemos incorporar nossa filosofia nas nossas ações. Todos os dias, temos a chance de tomar decisões com base em uma moldura moral. A filosofia estoica é prática e pode nortear pensamentos e ações, independentes de crenças e religiões”.

Fazendo uma análise simples e compreensível para o entorno social de cada família e pessoas, não se pode querer que a vida seja regida apenas pelas Ciências, pelas Tecnologias de toda espécie. Existem a esfera mística, a energia anímica e espiritual que regem a vida social, de uma família, de uma pessoa. Não há como dissentir e negar essa realidade. E o que tem a ver essas propriedades das pessoas com a saúde orgânica e mental de cada um?

Pensadores de Filosofias diversas, oriental e ocidental, espiritualistas notáveis como o foram Alan Kardec, Chico Xavier, tinham a mesma concepção de que as pessoas na sua inteireza e composição abstrata, espiritual e anímica, sofrem influências para a benignidade, a bondade, a virtude; ou ao reverso, para a malignidade, o nocivo e tóxico. Referidas interpretações são descritas em outros ramos científicos, como a Psicologia, a Psiquiatria e mesmo a Medicina convencional.

Na própria Medicina Organicista, nas especialidades de Psicologia Médica e Psiquiatria, estão bem descritas as doenças emocionais como gatilhos de doenças físicas. Notadamente para os especialistas não agnósticos e não ateus, é aceita a interferência de questões espirituais (energia espiritual) na saúde mental e orgânica do indivíduo. Na concepção organicista estão bem descritas as doenças psicossomáticas. É muito claramente e convincentemente descrito o quanto de nexo existe entre uma depressão ou ansiedade persistente e doenças físicas como hipertensão, gastrite, colites, infarto do miocárdio.

É de expressão geral, assim o anuem espíritas e doutrinários consagrados: existem muitas pessoas que sugerem nutrirem os demônios que elas trazem à sua volta. Fala-se aqui em vibrações e energias negativas, nocivas, mórbidas, que falam diuturnamente em morbidezes e fragilidade física e emocional. Dessa forma há como que uma retroalimentação dessas nocivas e tóxicas energias e demônios internos. Uma espécie de eterno retorno, ciclos doentios de ansiedade, tristeza, depressão, irritabilidade, irascibilidade. Essas pessoas se tornam contagiosas, fomentadoras dessas energias e más vibrações para outros de seu convívio e de seu entorno. O que fazer (alentador e prático)? Evitação, distanciamento e isolamento social desses indivíduos. Seria a solução ideal. Entretanto, quando próximos pelos laços genéticos, torna-se difícil essa opção. Difícil terapia! É bem aceito que as pessoas perturbadas, depressivas, transtornadas, neuróticas (nervosas) trazem um imenso potencial de contagiar ambientes e outras pessoas de seus convívios familiares, sociais, corporativos e de trabalho. Depressão e ansiedade são contaminantes, ao meio e pessoas.

Dentre esses indivíduos capazes de contaminar e intoxicar outras de seu convívio micro social estão os familiares, os parentes, irmãos, cônjuges, filhos, pais. Enfim, membros parentais por laços genéticos ou “afins” e contraparentes. Basta imaginar uma residência e coabitar com uma pessoa desse perfil. Há como que um efeito em cascata. As pessoas vítimas desse convívio têm duas saídas:  tolerar esse conviva ou comensal de forma passiva perpetuando a condição de vítima, ou expressar reações agressivas em resposta ao comportamento dessa pessoa. O certo e concreto, conforme afirmam os especialistas, o processo doentio de agressor e vítima é mantido, pelas circunstâncias afetivas genéticas.

Essa casa, essa residência compartilhada torna-se o que se chama em psicologia social de residência doente, porque se estabelece um ambiente hostil, onde os ânimos e alarmes psíquicos estão sempre em atividade. Um ambiente de tensões e conflitos permanentes, mesmo em momentos de ausência dessa pessoa desajustada e perturbada. Há como que, afirmam os espiritas e doutrinários, os demônios circulantes dessa pessoa. O termo demônio entenda-se como uma metáfora, desse ambiente pesado, opressivo, instabilizado. 

Outras características desses ambientes da pessoa perturbada valem ser destacadas. Raramente a pessoa causadora desse ambiente transtornado e de tensões admite ser portadora desses desvios de conduta. Afinal, o interno dela, a organização moral e psíquica dela é esta, e é compreensível ela entender-se normal frente às demais. A configuração intima e moral dessa pessoa, na concepção dela foi se conformando à condição de naturalização e normalidade. O próprio modelo educativo, tolerante, mimado, protetor dos pais para essa pessoa perturbada entra no bojo dessa origem de sua condição. Educação!

Do lado dos coabitantes e convivas, em geral parentes por qualquer vínculo, muitos se tornam tolerantes, lenientes e até coniventes e dão suporte a esse tipo de caráter e comportamento, explicado pelos vínculos de proteção, evitação do enfrentamento, medo de agressões psíquicas que seja. Tudo vai se confluindo para uma zona de tolerância e conformidade. É o pé se conformando ao sapato apertado, a bexiga ao  enchimento urinário, o intestino à pressão fecal. Esquivança social e moral de agravamento das diferenças.

Em diversos ramos de estudos sociais e de humanidades, religiosos e doutrinários, são tratadas as chamadas pechas ou manchas hereditárias. Em termos práticos e bem compreensíveis, são aqueles vícios, aqueles padrões erráticos e nada virtuosos, comportamento familiares e sociais nada construtivos que não passam impunes e sem reprimendas e corretivos por um Juiz Supremo, tipo Juízo Final (armagedon), ainda aqui na vida terrena. Com uma característica e agravante, se o próprio infrator, antissocial ou detrator não paga na medida certa e justa, pagam e sofrem também os seus descendentes, filhos, neto.

Na doutrina espírita (kardecista e não kardecista), no Bramanismo, no Hinduísmo e Budismo, é descrita as pagas e heranças antissociais que muitos descendentes (filhos, netos) podem absorver de seus ancestrais pelo estilo social (antissocial, no caso) que esses infratores e pecaminosos ancestrais levaram; e.g.; os drogaditos, os alcóolatras, os infiéis, os caloteiros, e omissos, os difamadores, os caluniadores, os arrogantes, os discriminadores, os exploradores da fragilidade e ignorância dos menos escolados e pobres, os escravizadores de qualquer pessoa sob o seu mando e trabalho.

Tome-se o caso social para compreensão empírica e modelar. Um genitor ou genitora que teve uma vida desregrada, um adicto de álcool e outras infusões espirituosas; que nada fez como um chefe de família responsável e educador. Em uma palavra, esse homem ou mulher levou a vida na esbórnia, uma vida com centralidade nos prazeres da boca, do bucho e do baco (alcoolismo). Em outra palavra, teve uma existência de desídia, de pachorra e omissão nos deveres de educar a prole. Filhos e filhas deixados e criados como pets. Ração e roupa, reprimenda e abandono afetivo e escolar! Que proteção de criador foi essa!

Esse indivíduo, é um exemplo concreto e mal-acabado, de ter se integrado em energias negativas, egrégoras destrutivas, nocivas, tóxicas, para todos aqueles filhos e filhas que dele mereciam uma educação e um modelo de vida a seguir. Seguiram-no para o mal, o antissocial, o central de prazeres digestórios! Esse indivíduo não passará incólume pela vida, dores físicas e psíquicas surgirão. Para si e na pior expectativa, para filhos e filhas que até dele tem o obrigado dever de cuidados. Os que assim o fazem, já estão remindo seu carma e dívida existencial. Os não afeitos, podem esperar que as penas e dores chegarão! Como foi advertido na concepção do grande Bardo Britânico, se cuide porque há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha sua vã e fútil filosofia de vida. Joao Dhoria Vijle Lisboa

 

 

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CASA DE ORATES BY

Muito se fala do quanto complexo é educar filhos. No que este autor dissente, quando se trata de pessoas normais. Tanto de parte de quem educa, quanto dos educandos (filhos e tutorados). Partamos da tese de que toda criança nasce com a vocação do bem, à exceção de raros casos patológicos (transtornos congênitos da personalidade) O que há de certo e comprovado é que o temperamento, a personalidade e impulsos internos (normais) são variáveis. Então o que se tem de provado e científico é que cada criança, cada adolescente e jovem necessitam de uma intensidade, de limites, de corretivos e treinamentos individualizados. Idênticos são apenas os gêmeos univitelinos, nem iguais são.

O modelo educacional que cada pai e/ou mãe imprime na criação, no desenvolvimento, no crescimento, na educação, na instrução e formação de um filho, uma filha, será (esse modelo) determinante no que será essa pessoa como futuro bom ou mau cidadão de mundo, da comunidade onde vive, da família onde cresceu e desenvolveu! Essa asserção não é meramente opinativa ou um parecer. Acima de tudo são dados empíricos, experimentais e científicos. Contra estatísticas resultantes de ensaios e pesquisas não há porque discordar!

Muitos são os cidadãos e cidadãs, que na raiz e acepção originária do verbete (civilitá, civilizados) são apenas números e censo demográficos. Quer isto dizer, que foram criados, engordados e jogados ou deixados como indivíduos problemas, malas-artes ou malas-sem-alças, ao leu, ao deus-dará. Porque alguns além de nada gerarem para a própria subsistência, se tornam um ônus, um membro nada civilizado e bem-formado para o meio onde vive e traz um passivo e negativo de custo elevado para o seu micro meio social (família), comunidade, previdência social e Estado.   

E aqui entra o lado social responsável, partícipe e culpado desses membros da civilização e famílias (um ônus continuado). Fala-se aqui da família culpada nesse processo e trajetória da formação do sujeito. Vejamos esse princípio: animal se cria com vacinas, antibióticos e ração; filhos, não! Filhos se cria com corretivos, educação ética e escolar de boa qualidade, exigência de respeito, imposição de limites na fase de desenvolvimento e escolaridade (em especial até o ensino médio e faculdades). Assim, se entende por educação e formação integral do indivíduo.

Quantos não são os pais que criam e crescem os filhos no estilo dos bichos de estimação, os pets. Comidas e roupas de grife, apetrechos digitais da moda, cama e quartos arrumados pelas empregadas domésticas, banheiros limpos, escolas pagas e caras. Mas, sem os limites de ética e cidadania doméstica como a primeira e definitiva educação do indivíduo. Tornados adultos, esses jovens costumam continuar tendo a guarida, a proteção das famílias. E essas, omissas e tolerantes que foram, agora se coonestam no estilo irresponsável e antissocial dos filhos. Os exemplos sobejam por aí. Leiamos a matéria do link abaixo. Da mãe de 4 filhos, que não se omitiu, e entregou o próprio filho à polícia do ES. Caso simbólico e modelo para as famílias em geral.

https://g1.globo.com/es/espirito-santo/sul-es/noticia/2023/10/03/faco-isso-por-amor-diz-mae-que-entregou-filho-de-22-anos-pela-segunda-vez-a-policia-por-roubos-no-es.ghtml    "É muito difícil passar por isso duas vezes, mas faço por amor. Infelizmente, ele ainda não aprendeu ainda pelo amor, então para ele tem que ser pela dor. Podem me julgar, mas eu não estou deixando de amar eu, pelo contrário, estou cuidando da vida dele, pois esse caminho que ele está escolhendo leva a uma vida muito curta. Pelo menos na cadeia eu posso visitar". Palavras da mãe desse jovem de 22 anos.

Não se sabe se representa um caso social anormal ou algum transtorno de personalidade. O certo e registrado é que essa mãe; ainda que tardiamente, não se omite e não se acumplicia nos desvios de comportamento e conduta do filho. Ao revés, muitos pais e muitas mães agem na convivência, na leniência e tolerância nas folganças, nos atos desonestos e antissociais de filhos que deveriam ter sido educados no tempo certo e não o fizeram.

A sociedade está infestada e tomada de muitos indivíduos folgados, ociosos, parasitas, zangões da praça, aproveitadores, caloteiros, trambiqueiros e enganadores. Muitos, a maioria é fruto da chamada educação protetora, mimada e tolerante de pais, mães e outros membros parentais que, depois de velhos, esses infestadores e mal-educados, têm de ser mantidos e tolerados e protegidos. “Vade Retro trambiqueiro”

João Joaquim - médico e articulista do DM

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Reclassificação do homo sapiens by

Cada vez mais nos convencemos da importância da Família na construção da pessoa {humana, porque há alguma pessoa (pessoas) não humana (s)}, há de se rever essa adjetivação}. Lá nos primórdios de estudos dos humanos, digamos nas primícias da Antropologia. Nesses idos tempos, um exemplo foi o Filósofo Aristóteles. Algumas coisas ele errou na categorização, na tipologia. Depois, bem depois, vieram um Carl Lineu e respectivos coetâneos e contemporâneos que se dispuseram a reclassificar e caracterizar os humanos. Que também erraram em certas características.

De começo fala-se muito nos adjetivos ou qualificativos humanos, racionais, inteligentes. Bem pensados e bem cotejados, os atos humanos, pode-se colocar todos no mesmo pote ou balaio dos racionais? Pergunta instigante. Pelo que andam fazendo certos homens e mulheres, sejam os de altas patentes e bons coturnos, a resposta é desenganadoramente não.

E como já decidiu as justiças do Brasil e alhures, no que concerne aos assédios de mulheres e importunação sexual, o advérbio negativo NÃO significa não! Então essa categoria de humano e racional, teria que sofrer alguma restrição e subclassificação. Ditadores como Vladimir Putin, Stalin, Hitler, Mussolini, Nicolás Maduro, estariam no grupo dos humanoides não racionais. Um ditador, um tirano, um autocrata, um golpista, um pedófilo, um estuprador, um embusteiro, um estelionatário, um caloteiro atuante contra gente honesta e laboriosa. Pensemos em uníssono! Esses tais e quais sujeitos não são nem racionais nem humanos! Quanto muito, humanoides, na anatomia, nas feições, na marcha. Alguns são tão tardos e parvos, no concernente a racionalidade e intelecto que se caírem de quatro não levantam (leiam Paulo Francis, já falecido). Precisam de amparo e suporte para levar, se ponderais mórbidos, de guindaste!

Tornemos à importância da família na construção dos indivíduos. Laudatório e simbólico exemplo foi o da Justiça Americana. Foi o caso concreto do filho que teve uma educação protetora, mambembe e conivente da mãe de pai e mãe, na verdade. A mãe fez um papel animal! Gerou o filho, o engordou, o criou, deu todos os mimos da futilidade para o filho. Fez mais, levou ele para treinar a dar tiros em escolas de armas de fogo. Um filho adolescente! Imagine! Muito pior que isto, esse jovem já apresentava sintomas e sinais de alguma psicopatia e os pais nada fizeram de procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica. Um descaso e desumanidade absoluta na educação, na assistência da saúde mental do filho.

Ato contínuo, esse adolescente tomou de uma arma e matou 4 colegas em salas de aula. Foi condenado (o assassino) à prisão perpétua. A mãe agora foi presa, julgada e aguarda a sentença da Justiça. Seu crime se classifica como culposo involuntário. Que lição para o mundo!  O pai de igual forma será inquirido, julgado e pode também ser condenado. A ver e conferir.

Vem se repetindo e com muita ênfase. A pessoa é o resultado e produto bem ou mal-acabado de duas heranças, uma herança genética e uma herança social familiar. Trata-se do princípio elementar de que todos nascemos bons, a sociedade, a começar pela família, é que corrompe a pessoa. Jean-Jacques Rousseau, foi uma filósofo franco-suíço contratualista, autor de o Contrato Social. Ele afirmou com muita propriedade: todo homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe. Não é pouca coisa. Toda criança nasce com o potencial do bem, para uma vida racional, humana, produtiva, solidária. A Sociedade, ou melhor, a começar pela casa paterna, a família, esta primeira e micro sociedade é que faz dessa criança um cidadão (cidadã) destinado ao bem ou ao mal. A depender do padrão educativo oferecido a essa criança, menino ou menina! As Ciências, como a Sociologia e a Psicopedagogia bem o demonstram. Pode-se dizer que este é um corolário irrefutável, a exemplo do teorema de Pitágoras do triangulo retângulo, filho de peixe peixinho é.  

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

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Sociedade movida por crenças e superstições by

Tem sido muito instigante, até curioso, ver contingentes enormes de pessoas que acreditam em abstrações, pseudociências, horóscopos, búzios, tarôs, palavras de ordem, cristais, florais de Bach, preces, vibrações, fabulações, energias vibratórias, magnetismo, benzeduras, citações de orações escritas por alguém, algum “místico”. Não foi à toa que Nostradamus fez muito sucesso com suas profecias e previsões. Tudo generalidades e platitudes! Mas, há gente que acredita e pratica essas recomendações. Ah, isto tem!

Imagine acreditar em design inteligente, em ocultismo, em terra plana, em ufologia, em astrologia, em parapsicologia, em comunicação com os mortos, em efeitos de certos metais e pirâmides, em pomba-gira. É demais para mentes mais intelectualizadas e estudadas! “ De vermelho e negra vestida/Na noite o mistério traz/Ela é moça bonita/Oi, girando, girando, girando lá. ”

Na tradição judaico-cristã, a pomba simboliza a alma, o Espírito Santo. Item, de igual símbolo, a pureza, a inocência, o amor. Agora, acreditar que se fazendo uma escultura columbiforme, esse objeto terá poderes mágicos de pacificar um ambiente, uma relação ambiental, perpetuar alguém! Santo Agostinho, ajudemo-los, os que assim creem. Perdoe, Senhor, a ingenuidade e infantilismo, a puerilidade desses tais e quais e quid! Os que assim veem as coisas e em tantas tautologias e infantilidades acreditam o fazem porque foram nesse ambiente instruídos, educados e treinados. Princípios empíricos da tábula rasa, da lousa branca que foi recebendo incrustações e instruções familiares. De berço se faz um cidadão, um crédulo, um acreditador, por acreditar. 

Ainda, a propósito das columbiformes. No candomblé e umbanda, há a pomba-gira; ela simboliza um exu feminino. Uma divindade orixá! Entretanto, traz um significado sensual, carnal, os desejos instintivos da pessoa humana! Mas, e então qual poder trazem esses símbolos e objetos: são crenças das pessoas. Como acreditam em palavras de ordem, preces de ordem, abracadabra!

Nem precisamos ser tão rebuscados (rebus). Há os que põem fé, convicção e até usam florais de Bach (Edward Bach, queira ver sobre), homeopatia, medicamentos ortomoleculares, magnésio, beterraba, cápsulas de alho, gengibre, cebolas, na certeza que essas terapias geram efeitos para alívio de dores e curas de males orgânicos.

Em acupuntura, em colchoes vibratórios de efeitos certos e imunológicos, em pulseiras terapêuticas, em efeitos de metais raros, em poder de certos gurus e espiritistas! Ah, eles existem! Em profusão. E fazem enorme sucesso. E os milagres mediados por religiosos! Os falsos profetas! Quantos não são os charlatões leigos ou diplomados. Profissionais doutorados, com diplomas pendentes de paredes de consultórios e salas terapêuticas. Esses são os mais perigosos charlatões, porque têm o aval dos conselhos de categorias profissionais. Todos fazem sucesso porque os ingênuos e enganados, os crédulos e acomodados de mente e crítica existem em profusão. Êta mundo onde prospera todo tipo de engano e ilusão!

João Joaquim - médico e articulista do DM

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Gentes de anfractuosidades by

 

Interessante estudo, esse que saiu não faz tanto tempo, sobre a desadaptação de tantas gentes pelo mundo. Quanto se refere desadaptação diz respeito a toda forma de relação social, seja social entre os humanos, seja com outros indivíduos irracionais, e mesmo os indivíduos botânicos. Quantas não são as pessoas, que frutos que são de uma educação mambembe e canhestra, passam o resto de suas vidas mal adaptadas a todos os expedientes vivenciais. Noutros termos, são aqueles indivíduos que se mostram fracalhões e frágeis para um sem-número de atitudes, de expedientes, de iniciativas e sem autonomia para uma vida a sós. Improdutivos. Para quase todos se mostram inaptos, ineptos, imprestáveis.

Se retrocedermos à liga ou corrente dos empiristas, Filosofia originária irlandesa, vamos ter mais substratos e fulcros a essa tese. E para mais substância, buscando confluência com Donald Winicott, Ilan Brenman. Não desprezível de igual forma o que teorizou e deu muita ênfase Rousseau. Cada pessoa é o corolário e dividendo do que foram os pais: em seus valores, sua cultura, crenças, convicções, formação ética, social e escolar. Imaginemos pessoas originarias de uma casa, onde há uma mãe semianalfabeto ou analfabeta funcional, que sequer compreende um parágrafo de um bom texto literário., um pai cuja foco maior e central é patuscadas e orgias do comer e beber! Que padrão cultural, social e moral terão esses filhos? Alto risco de antissociais.

Diplomas e certificados, graduação nessa e noutra profissão não significam aptidão e autonomia social, vivencial, ética e produtiva! Quantos sujeitos e sujeitas que frequentaram boas escolas secundárias, chegam a uma graduação qualquer: administração, direito (finalizado de modo direito ou torto, base do copia e cola), gestão de tal atividade, etc etc. E nada, nada mesmo produz, sequer para si, para a própria subsistência. E esse indivíduo passa a viver arrimado (a) por terceiros! Inumeráveis. Arrimados por cônjuge, pais, irmãos, avós, heranças (parcas e minguadas), Estado, previdência. E, à mingua, passa uma estendida vida. Sem se corar, sem se vexar! Essas pessoas não têm culpa! Mulheres. Homens, foram instruídos assim.

Os Estudos, como o aqui motivador desta resenha, mostram que ser detentor de algum diploma, um certificado de certo curso terciário, Direito, Engenharia, Administração e até trepar a bom e rentável emprego não significa conhecimento e formação social, ética e técnica em humanidades, cultura construtiva! Não! Muitos são os amanuenses (ops, termo obsoleto), servidores de órgãos federais, tribunais, casas de leis. Esses tais e quejandos indivíduos, ali chegaram porque, à moda de um ENEN secundarista, foram adestrados, treinados, condicionados às provas a que submeteram e passaram. Passados 3 anos dessas provas, seriam reprovados, assim mostram estudos, sobre esses concurseiros!

E para assunção das funções nesses empregos? Fizeram um treinamento no sistema de um algoritmo funcional. Tabelas de isto pode e isto não pode! Treinam a operar os softwares do trabalho. Se erram, o próprio sistema operacional corrige e se explica de como corrigir. Detalhe: sói ocorrer de ser funções comissionadas, muito bem pagas. Assim, fica fácil, fácil, não é! À moda de um ENEN secundarista, passados 3 anos, se fizer nova avaliação daquela formação diplomada, serão todos reprovados! Tipo atleta que encerrou a carreira. Perde-se o condicionamento: reflexo condicionado da tecnicalidade do emprego!

Uma educação mambembe e de serendipidade, tipo meu filho não pode fazer tal coisa, chegue aqui no colo de mamãe (10 anos, 12 anos de idade). E vai na mesma esparrela e necedade incutida nos recônditos memoriais do filho; tal estilo pedagógico e de espelhamento, vai ter um dividendo e corolário! Inclusive no que concerne à formação moral, social, vivencial. E até, assim dizem os estudos, no pendor e pendão sexual do indivíduo. São reforços intrínsecos e recônditos, nos recessos e vias sensórias, e de formação personalíssima da pessoa quando ela se fizer adulta. O que foi de torto e canhestro, permanecerá!

Imagine um exemplo de sujeito, já tosco e originário, que teve cultura carvoária, Minas de tudo quanto é bom. Fez conúbio com pessoa de ancestralidade gentílica nórdica. E desse corrilho, surgiram novos sujeitos. Criados nesse mistifório de desadaptações. O que esperar? Anfractuosidades e animosidades paupérrimas em todas as ondas da vida. Arre”. Vade retro! Sem admonia!

João Dhoria Vijle.

 

 

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Acepipes e Ágapes do Sujeito by

 “O desejo é para o Filósofo e Cientista René Descartes uma paixão dinâmica, visto que é por seu intermédio que as outras quatro paixões fundamentais: o amor, o ódio, a alegria e a tristeza podem se manifestar! Muito se erra em matéria de desejo, por não se distinguir claramente as coisas que dependem inteiramente desse sentimento, intrínseco aos humanos, mas que pode degenerar e as que não dependem de desejos gozosos.

O desejo esclarecido é o que possibilita ao indivíduo a desejar apenas aquilo que depende do livre-arbítrio. Mas, responsável, racionalizado e sentido. Para Descartes, a moral tem por utilidade reger o desejo. A generosidade desempenha o papel de purificadora e guia do desejo. Não literalmente, mas postulados desse grande sábio.

Jean Buridan (1301-1359), foi aquele filósofo francês e religioso que teve enorme influência em seu tempo. Tão impactantes os seus trabalhos que discorreu também no entendimento da Física, em Cosmologia. Mas, discorreu muito sobre moral, ética e comportamento humano. É bem conhecido nos estudos de Filosofia o chamado paradoxo ou dilema de Buridan, de nome asno de Buridan. Queira ler sobre.

Ao se debruçar sobre a Natureza humana e suas convergências, fica nítido o quanto é vário o afeto de cada um, no que concerne a sua gratidão e preitos meritórios aos ancestrais genéticos, notadamente os de 1º e 2º graus. Arthur Schopenhauer, e Michael Polan, nos dão de igual forma e substância a compreensão de muitos sujeitos no que a ele tem de inerência quando a questão e sentimentos do cuidado com pessoa de sua aliança ancestral. Alguns o fazem no estrito seguimento de uma força moral e impositiva social. Não se dá tal préstimo por vocação ou generosidade.

Ler e estudar com pertinácia e interesse os personagens de François Rabelais (Renascença) e Sterne, nos põe em melhor avaliação dessa natureza de muitos filhos e filhos, nos liames sociais com renegados pais (por esses filhos, bem esclarecido). Nilson Gastão, em minuciosa descrição dessas relações parentais e contra parentais, usa metáfora reversa do asno de Buridan.

Há-se ver como se dá essa digressão. O indivíduo entre duas opções, vai conforme delineia o livre-arbítrio, tomar sua decisão, assim no algoritmo. Em certo ponto há manjares, quitutes, chocolates e demais alimentos por assim titular bastantes capitosos. Somado a esse cenário, há à disposição uma anfitrite, com Nereu e algum adjutório de lambada. Em outro ponto, a opção de voluntário e gratidão; alguém em carência multitudinária. O nexo é mais que genético. Eis que no direito da livre escolha, vou para banda da anfitrite e sua energia, pecúnias e ergonomia. Prova-se assim, as teses do asno de Buridan, e o Buridan reverso. Arre! Vade Retro sevandija.

 

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O Tucupi e Tacacá de cada qual by

Conta-se, aqui no Nordeste, Piauí, para ser preciso. Conta-se por gente experiente e da arraia-miúda, dos feitos e eitos das labutas e lidas diárias.  E nem preciso dizer que quem por aqui nasce, está destinado, predestinado aos labores e dissabores, se quiser experimentar os sabores e saberes da Região. O cabralino chega em alguma estalagem e logo vem o garçom. Experimente! Este prato sabe ao pato tucupi. Mas, não é tucupi, nem tacacá. Apesar de feito de Mandioca.  Este tubérculo, a mandioca brava, no caso, tem princípios ativos que geram ácido cianídrico, que gera cianeto, que se ingerido, mata, venenoso. Ou seja, bom para oferecer aos inimigos figadais e biliosos. Como os tais e quais que tem no distrato e infâmia do outro os seus gáudios e regalos cotidianos.

Entretanto, há boas notícias, porque na cocção, eliminam-se esses elementos e ficam apenas os nutracêuticos, isto é: os componentes com propriedades nutritivas e reparadoras celulares. Acreditem! Há inclusive, em sua fécula, os chamados ingredientes antioxidantes! Aqueles componentes que eliminam ou neutralizam os ditos chamados radicais livres. Estes constituem moléculas imperfeitas, exemplo são as quebras do oxigênio que lesam as células do organismo humano. Detalhes da físico-química. Mas, deixemos essa matéria para outro dia.

Aos sabores, labores e dissabores de nordestinos, cujos destinos, estão estampados em suas fainas cotidianas. Todos aqui são crescidos nessa didática. A maioria mesmo pós internet com poucos recursos de informática. Estudam linguagem, relações sociais e matemática. Aritmética, nada de cosmética e muita ética no viver e relações humanas. Estas, no concernente ao compartilhamento vivencial. Explica-se melhor: todo o trabalho é ensinado desde a infância. Porque o existir na Terra, e sobretudo em terras áridas e inóspitas como as aqui nomeadas, esse existir é imprescindível   de disposição, de ânimo de vida e produção. Nunca de esbulhos e parasitar. Isto para citar essa face do existir, onde muitos vivem à mingua da participação estatal, com seu estamento de privilégio a poucos. No referente a essa condição o indivíduo laborioso sabe o custo da vida.

Vamos aqui lembrar de ideias euclidianas, da Obra Os Sertões. Acertou o nosso magistral Euclides da Cunha quando cunhou o termo, o mais legítimo atributo do nordestino. “O nordestino é antes de tudo um forte”. Porque esse sujeito não resmunga, não reclama à toa, ele vai à luta, vive, sobrevive, convive, pós vive e antevê. Mesmo ainda nascituro, já traz essa energia vital. Laborar, produzir, pugnar, vencer. E pronto. Para encerrar: se preciso for, come até calangos, chimangos e sem reclamar. Agora imagine se tiver tucupi e tacacá. Aí virou festa e patuscadas! Cápside! Fui. Se você leu esta matéria e gostou, pode difundi-la entre os seus apaniguados e acólitos, sem mexericos. Porque mexericos e mexericas, até hoje, não se sabe ao certo, apenas conjecturas, de quem deu nome a quem, se essa da bergamota, se a bisbilhotice a outra. O que se tem de certo é lá pelas bandas de Canudos, desde as plantações do canudo-de-pito, o popular pau-de-cachimbo, se sabe bem sabido do valor que tem o bracejar, o laborar para individual subsistência. Essência!

No mais o que se vê, por aqui, alhures, nordeste e algures de ontem e hoje, é gentalha, vivendo de prebendas e no estilo sibarita. A pessoa, com toda jactância, sem energias e jabás para essa frente, se põe a vergalhar moral e crediticiamente outros sujeitos, como se essa distratadora fosse o sal da terra. Onde iremos parar?

Joao Dhoria Vijle

 

 

 

 

 

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Geração vidro fosco by

Sabe aqueles indivíduos já erados, já constituídos orgânica e neurocientificamente? Criaram para esses tais e referidos sujeitos e sujeitas uma classificatória, fundada e montada em suas características do que lucubram e laboram em respectivas fainas diuturnas. Isto é, em sua missão existencial. “Afinal, a existência para esses quejandos é um moto-continuo”. Amanhece o dia, tomo a minha pedra e rolo até o cume da montanha; ato contínuo, pedra rodopia até o sopé do morro”. E na mesmice, anoitece, item o ramerrão.

Antes dessa referida classificatória. Não existe a geração alfa ou de vidro fosco? Essa agora se dá por analogia e pedagogia. Porque dela se extrai muitas prédicas e cognição. Refresquemos a memória para melhor entendimento e compreensão. Geração alfa ou vidro fosco se parte dos nascidos de 2008 para frente. Não se exclui que trintenários e cinquentenários não vivam na mesma esparrela. Estes tais vêm sofrendo perdas e atrasos intelectivos e produtivos porque não pensam, não criam, não laboram, não leem nada fora das telinhas. Então são os já provados cretinos digitais, conforme palavras do neurolinquista Michel Desmurget, queira ver (Instituo de Saúde de Paris – França).

A classe agora dos cinquentenários, homens e mulheres, por óbvio e baldo ao naipe ou de baldo na paz de parolem.  Estes, se subsumem àqueles e àquelas que, padecendo de déficits noéticos e estéticos, porque vieram de lares penates que legaram seus atributos rebarbativos, estão além de alguma humanidade telúrica! Exato isto. O labor edificante e producente, segundo Voltaire, espanta três males: o vício, a pobreza e o tédio. Agora, raciocinem com os de mesma iguala. Tal princípio, com fumos de filo e antropozoico gênio da raça, foi proferido por esse insigne pensador. Naquela época! Já imaginou se hoje vivesse!

 

Já fornidos e guapos, homens e senhoras (ou nhanhãs e cabralistas), assim que verteram algum azo ou solstício de ensejo, se puseram em suas lides interativas, vicejantes e orgânicas! Novamente com alertas e admoestações, se assim se precavido for o leitor! Atenção. Tragam meu jantar: salada, uvas, nozes e pão. Porque tenho fome e não posso parar, com tais ditames e proclamações variegadas e fim. De finalismo telúrico, se pede aclamação vetusta. Não se enfarrusca de qualquer motivo.

 

 

DE VIDA ESTRÓBILA by

O que importava para aquela mãe, na verdade mãezona e irmãzona, era que ela tinha qualidades de liderança. Não importava em que seara da vida fosse, como afirmou certo dia Jon Fosse, em suas entrevistas lá em plagas nórdicas. Não! Não estamos falando aqui de qualquer pessoa com ascensão social, familiar, hierárquica e dinástica e geneticamente referente! Todos no seu entorno a ouviam e se balizavam pelas suas prédicas e orientações. Elizabeth Lagar, de notável experiência doutrinária, sugeria ter as fórmulas da boa convivência. Seus irmãos tinham por ela essa imanente admiração, sem nenhum despeito. Não!

Tome-se o exemplo de certa irmã. Luciana. Esta, ligava a Elizabeth. _Alô, oi, estou aqui promovendo aquelas atividades lubrificantes! Lubrificantes? Exato! Lubrificantes e tumefacientes! Como está aí na cidade de nosso Estácio? Do Estácio? Ah, sim, verdade. -Tá ótimo!

Então, eu estou a te falar sobre aquele nosso promissório, lembra? Entoa essa música que ela está meio alta! Ah, sim, verdade. Então. Adorei sua pontualidade! Diga para o Falconi, que não precisava tanta pressa! – Ah, que isso, Betinha! Esse era o hipocorístico de Elizabeth, pelo qual todos com ela regurgitavam os circunlóquios.

Elizabeth. Melhor, Betinha. Esta tinha com Lu, a Luciana, esses indicativos de solidez e solicitude nas palrações. Havia um mútuo desprendimento nas promissórias diretrizes de uma vida de elucubrações e diuturnidades. Na certa e ao certo eram balizas vindas por uma aliança heredofamiliar. Havia, como é de se notar esse liame de meridiana compreensão, para os bem-apessoados no aquinhoar de mutualismo conviver.

Não havia os penares domésticos nem unicismo laboral. Não se está a ressumbrar na ideia de ser uma economia de penates nem de orates! Remoto a essa conjectura de lucubrações vãs. Os membros do clã, tanto parietais, parentais, contraparentes e agregados, se irmanavam em profícuos itens, fossem perfunctórios ou de mais penetras! Alerta! Item, aqui se faz notar os quantos todos, em uníssono, eram concernentes ao ressurgir e emergir desses promissórios penates!

Enfim, Lu, era só mesmo, para ficar em dia, nosso rígido pacto social. Para que, de oportuno, e mesmo que baldo ao naipe, possamos manter essa solidez, com primária e primacial, no que se estabeleceu na última nomeada. Dito isto. Deixo aqui meu prolfaças, em nome de nós, os fraternos parentais, para que possamos e encontremos e mantemos esse equilíbrio de forças. Até breve, porque já tenho aqui alguns itens na espera de minha atuação.

Até! E olha, fique certo, de pós mão, que façamos novo contato! Item, todos. Oh, céus, oh vida, oh azar-  Hard e lippy.

 

NAO FALEM MAL DA INTERNET by

Nunca uma tecnologia como o telefone celular, como o agora smartphone, representa tanta influência nos hábitos, nos costumes, nos sestros, nos tiquetes, nos vícios, nas manias, na contracultura, na dependência, no modus vivendi das pessoas. Vale dizer como explicam os psicanalistas e psicologos das chamadas constelaçoes familiares, não só esses terapautas, mas até os espíritas e doutrinadores; dizem esses profissionais que o telefone celular passou a ser um membro da anatomia das pessoas. Justamente essa função, porque ninguem separa do dispositivo. Ele é uma extensão corporal do usuário.

Dura e instigante constatação. Porque ninguém na propriedade do objeto, com poucas exceções larga do membro corporal. Tem que estar seguro, colado nas mãos. Ai, socorram-me! De recurso e tecnologia de comunicaçao (telefone móvel) passou a apetrecho de status e curtição. _Vamos aqui no jardim, ver a beleza das plantas, de perfumosas flores e jasmins? _ Vamos, sim. Respondeu a visita. Oh, mas ia esquecendo meu celular, só um instante! A madama não vive minutos sem o aparelho!

O certo e sabido, nesses tempos digitais é que muitas esquisitices e hábitos insólitos, foram aditivados nos costumes dos humanos. “Humano sou e nada dos  humanos me é alheio, profetisou um dia o poeta romano Terêncio”. Muitas são as mulheres, vários homens que nao dispensam o objeto das likes, das notificações, dos sininhos e avisos.

Imensas levas de gente têm deixado se levar por essas novas tendências. Se bem falando e prolatando mais assertivamente, há gente que NEM precisa de ter nascido pós ou com a internet para se colocar do lado infernet das coisas, isto é, na banda podre, na chamada “deep web” da grande rede, ou lado negro e antissocial de qualquer  comunidade humana onde vive. E como há esses rebanhos de pessoas, pessoas alhos. Individuos alhos, gente alha. Imensas sao as composiçoes. Tervaca de pessoas. Arre! Vade retro, internautas do mal!.

O que se registra de certo e concreto é que a Internet, abençoada e bem concebida ideia, destinada ao bem, ao útil, ao prestativo, ao construtivo, à comunicação sadia e cultural; que fique bem cristalino e concordante, o indiscutivel é que, Ela, Internet, se divide em três camadas distintas: uma rasa ou superficial; uma padrão ou normal e a profunda ou subversiva (deep web ou dark web). Nesse bojo das Tis, tecnologias da informação, está incluso, justiça seja feita, está incluso o telefone celular. Ah, celular!

Na internet (banda infernet) estão as pessoas fora da lei, dos estamentos lícitos e legais: pedofilia, tráfico de entorpecentes e drogas de toda estirpe, contrafacções, contrabando, pirataria, falsidade ideológica, uso falsário e ilegal de nomes de pessoas desvalidas para proveito próprio, roubos, furtos, difamações alheias etc, etc. Há uma internet normal, aquela do bem, do cultural, do profissional, da comunicação útil e benfazeja para as pessoas. Quanta utilidade e instrumento benfazejo é o celular para muitas e imensas categorias profissionais, médicos, jornalistas, agentes da lei, governos, polícias, investigadores, comunicadores do bem e do útil.

Por fim, existe a chamada Internet rasa ou rasteira ou superficial. Esta é representada por um cardápio de frivolidades e inutilidades. Os representantes ou as representantes desse filão ou chusma de pessoas são essas mesmas gentes que nunca desgrudam de seus apetrechos digitais. E então haja truanices, truismos, sibaritas e prebendas nas redes – patati, patatá. Serra daí que serro de cá, e vamos, e vamos. Arre! Socorro! A grande rede, essa rasa e superficial,  representa as fontes culturais, as escolas, a universidade dessas patacoadas e truanices, janotas e patuscas abundam nesses espaços. No outro polo vivam a Internet, as redes sociais e o smartphone, para gente operosa, produtiva, laborativa, criadora de tantos feitos e artefatos do bem!

E deixamos por fim esta mensagem aos pais, aos educadores, aos tutores e cuidadores de crianças, de adolescentes, aos formadores de nossa juventude. Vocês, adolescentes e jovens, usem essa grande maravilha , a internet, usem as TI, todos os objetos digitais, as mídias, as redes sociais. Usem-nas essencialmente e exclusivamente para o bem, como recursos de aprimoramento e formaçao pessoal. Tenham-nas como se fossem a faca, a tesoura, o lápis, a caneta. Objetos e instrumentos idealizados e concebidos apenas para o bem das pessoas e nao para o mal. Pensem nisso, sempre!

 

 

 

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HONESTIDADE PRIVADA E PÚBLICA by

Na Coréia do Sul foi confeccionado instigante ensaio social. A matéria de fundo foi na compreensão e deslinde dos sentimentos de solidariedade e cooperação dos humanos, do cuidado oferecido ao outro; cuidado esse feito por pessoas nas suas mais variadas esferas da vida. Em especial em se falando de cuidado de quem tem genética e vínculo familiar com essa pessoa carente, sejam idosos, inválidos etc. E mais, concernindo sobre os sentimentos de altruísmo, generosidade, de empatia pelo outro carente de cuidados especiais. Frágil.

 Seja na ambiência de trabalho e produtiva, seja nos ajuntamentos sociais festivos, seja nos recônditos da família. E pode parecer tão ordinário, tão comezinho esse ambiente. Entretanto, é justamente o interno do convívio da casa, onde focou o estudo, dando destaque a esse microcosmo social e familiar como se um laboratório fosse. E de fato o é, bem pensando, tendo em conta que esse convívio é mais intenso, frequente, com desprendimento, sem censura.

A família, o convívio entre os seus integrantes, grosso modo, é tido e havido como esse minimundo social que espelha o que é o todo social lá fora, nas mais diversas esferas da vida, nas corporações laborativas, nas agremiações de entretenimento, nos encontros recreativos, em celebrações de qualquer natureza. De modo majoritário, o sujeito é fora de casa o que ele representa em família, junto aos seus membros genéticos, parentais, agregados etc.

Curiosos, ao fazer as traduções livres, são os verbetes, os conceitos, as definições das características individuais e grupais desse representativo trabalho, randômico, de fôlego e seriedade, são mais de 10 mil participantes, gente de raças e etnias várias. Trata-se de uma estatística por demais representativa, porque ela abrange várias regiões do país (Coreia do Sul), e uma miscelânea de humanos, sem o discrimine de que atributos tenham os voluntários e colaboradores.  http://lattes.cnpq.br

Em se falando de caráter e qualificativos cívicos e morais por exemplo. Existem aqueles indivíduos (os dois sexos) que sob a condição de monitoração humana ou artificial eles obtêm o mesmo escore de qualquer pessoa honesta. Entretanto, não fosse esse radar monitor, seja do Estado, ente público ou privado, eles não se importam da prática de variados ilícitos e delitos. De natureza vária: contra o patrimônio material, abstrato ou moral de outra pessoa. É a chamada ética de ação por coerção; porque esse indivíduo age mais pelo temor que pelo amor aos bens públicos e de outrem e pela atitude ética e honradez. É a sua índole interna de esbulhar, de parasitar, de sugar energia e bens, objetivos e recurso alheio.

Não foi sem motivos que as empresas, órgãos, tribunais superiores e instâncias primárias, criaram os códigos de ética, as “compliances”, os ajustes de conduta. Esses códigos e termos de postura foram criados para quem tem índole desonesta e antiética. O sujeito honesto e ético por vocação dispensa códigos de conduta. Ser honesto na vigilância de olhos e câmaras e ser bom, ético e honesto quando só, sem o olhar alheiro, sem câmaras e vídeos.

No quesito solidariedade e cooperação; o estudo é bastante rígido e peremptório nessa análise. Por que? Simples! Nesses quesitos entra como laboratório o microcosmo de orates, ou o domicílio da pessoa que apresenta certas desadaptações sociais disfuncionais e disformes. Muitos são os integrantes da mesma família que apresentam os estados bordelenses de convivência (alguns até borderlines). São termos até curiosos do estudo. Por exemplo impudence. Em versão livre seria a desfaçatez, o caradurismo, a folgança, a patusca.     Ao se ler com interessada diligência esse estudo, fica a sensação de que cada família de per si e per todos, traz algum desses desajustados, cívicos e sociais; honestos e morais. É o sujeito que nunca coopera nas divisões compulsórias na manutenção de uma casa, de um idoso nos cuidados sanitários, higiênicos e alimentícios, na divisão equânime do trabalho e casa que esse mesmo idoso exige. São termos contusos e convincentes do estudo coreano. Ciência e Estatística contra a qual não se argumenta.  É a realidade mais cristalina e retumbante de quantas e tantas famílias e integrantes de nossa informação existem à nossa volta, lídimos e gibraltares modelos do estudo, assim, os chamam os ensaístas.

E concluindo.  Arre! Também ninguém é igual! Para que não é! Se em cada família existem também as pacóvias e os papalvos da corte. Sem corte. Não é! E vamos tocando a vida, como nos deram as heranças genética e sociofamiliar. Assim, nos trazem esses informes por demais instigantes e de alertas!

forum brasil-coreia de conteúdos. 2018. (trabalho/comunicação).  m, y. j.; kim, m. j. ; girao, l. c. . ficção juvenil coreana: tendências e perspectivas. in: deize crespim pereira; gabriel steinberg schvartzman. (org.). estudos da ásia: vozes múltiplas do oriente. 1ed.são paulo: fflch/usp, 2022, v. 3, p. 65-88

João Joaquim

 

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Robustos e fornidos by

É muito bom o indivíduo se colocar no mundo e bem exercer o seu papel. Não importa o que ele faça ou produza, desde que esse fazer, e essa produção estejam no honesto, no ético, no licito e legal. Porque, não se pode descurar dessa premissa fulcral. Muitos são os habitantes terráqueos. Muitos e variados. E nem vamos usar o classificatório cidadão, porque, este se analisado na origem, tem outros qualificativos. Cidadão Romano, por exemplo, não bastava RG e CPF. No brasil, ser cidadão basta esses dois quesitos! Santa Edivirgem!

Então! Muitos são os terráqueos que nada produzem em termos honestos e contributivos, orçamentários. São indivíduos que vivem às expensas, às custas de entidades físicas ou jurídicas, públicas ou privadas. Tendo em análise que esses (in) qualificados reúnem condições orgânicas, mentais e intelectuais para o labor diário, ergonomia que poderia entrar nos adjutórios e divisionais de um custo doméstico com contas diversas. Viver não anda fácil, o arroz, o feijão, a carne, as massas e mocotós custam trabalho e ralação de quem paga. Ou se está falando algum truísmo ou heterismo? A ver.  

Há estudos sociais e laborais, e nem de tanto carece nessa matéria! Existem as estatísticas no que concernem e pertinentes aos legatários e herdeiros de certas famílias. Quantas não são certos membros familiares que não dão continuidade e mantença dos bens e haveres trabalhados, laborados, ganhados pelos pais. E aos poucos esses membros, lídimos perdulários e esbulhadores das energias e módicas receitas da família; aos poucos - reitera-se aqui- vão promovendo os deságios daqueles modestos bens e ativos de pais e mães. Em vez de arrimos, se tornam arrimados, são notações de nosso eficiente Instituto.

Referida e reprochável estatística, mostra o próprio Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística. Existem regiões onde o fenômeno se mostra mais prevalente e consuetudinário. São questões de ancestralidade e cultura. Todavia, registrados em todos os Estados, Minas Gerais, Goiás, Bahia etc. etc.

Além das mostras e pesquisas do próprio IBGE, entram nesses dados, teses e pareceres de Sociologia, da Pedagogia do comportamento laboral e índole cooperativa e produtiva do indivíduo. Tenhamos em conta que somos animais de rebanho, de manada, de educação, de treinamento e marcados por duas heranças como determinantes do que vamos ser como cidadãos (queira ler em Aristóteles e Nietzsche). A herança genética, pouco mutável; e a herança social familiar do que nos legaram o pai e mãe como modelos de vida e ensinamentos por toda a vida. Missão nobilíssima e contínua, a que muitos renegam.

Ao se estudar e compilar esses dados, essa lastimável estatística, assim o diz o eficiente e produtivo IBGE, fica uma questão e conclusão bem candente: como esse país poderia estar bem à frente de muitos outros, não fosse esse caráter coletivo e individual de nosso povo. Somos, de teoria e de fato, personagens como o Macunaíma de Mário de Andrade. “Ai que preguiça”. É o princípio, regalar e gaudiar; muitos são os convivas, mas ralar e produzir, Ai que preguiça!

Portanto, leitores (as), não se espantem ao se deparar com muitos sujeitos e sujeitas que vivem no reverso do que deveriam ser a normalidade e naturalidade das coisas. A quantas andam as suas estatísticas pessoais nesses tipos ao seu redor? Quantos não são esses tais e quejandos indivíduos, na higidez física e robustez orgânica, que no lugar de ser um arrimo de um ascendente, se torna beneficiário e atendido por um pai, uma mãe, avós, obreiros já idosos que deram energias e rendas para uma senectude assistida e protegida, no social, alimentício e médico. Mas, não. E agora! Ah, agora, vivem em socorro, como arrimos de guapos e corados descensos; os fornidos arrimados descendentes.

Como se diz aqui em terras nor-destinas e destinadas, predestinadas, muitos em desatino, ainda gastam suas minguadas energias. E pior, tem que dar seus jabaculés e dobrões para cabra forte e todo fornido.

Joao Dhoria Vijle 

 

 

 

Certa vez, em meu consultório, um paciente me perguntou: doutor, por que nós engordamos tanto? Eu respondi: porque nós comemos tanto. E entre outras explicações fui mais enfático e exemplificador, de modo a convencê-lo desse desequilíbrio entre gasto energético a menos (calorias) e ingestão de mais alimentos formadores de energia, advinda da massa corporal. Em suma: comer a mais e exercitar e trabalhar a menos.  Assim, fica fácil o entendimento: se nosso organismo estoca um tanto e gasta a metade desse tanto, a outra metade será estocada para eventual necessidade. A gordura acumulada é uma fonte de energia (como se fosse energia estática, reserva emergencial). Se não gasta, ela vai se acumulando; logo vêm as proeminências e protuberâncias. Gordura gosta de acumular em vísceras e vasos sanguíneos, vem daí a popular barriga. A gordura de abdome é a mais nociva de nosso corpo; ela faz um circuito com a circulação de órgãos digestivos, como o fígado, gerando placas arteriais obstrutivas e a esteatose hepática (gordura no fígado). Esta é uma constatação científica, Medicina Baseada em Evidências.

Outro demonstrativo de relação excesso alimentar/ganho de peso, são aqueles países, onde se controla inclusive o que as pessoas comem. O que comem e quanto comem. São nações socialistas como a Coreia do Norte. Ou mesmo em países onde a fome campeia e faltam alimentos. Biafra, Sudão do Sul, Uganda! Eu sugiro que as pessoas olhem em fotos ou vídeos a população da Coréia do Norte. Ali, se algum obeso houver, será um caso de doença metabólica. Investigação imediata. A população norte-coreana vive em um permanente déficit nutricional, de calorias e proteínas. Há uma cota de ração diária. A Coréia do Norte é um exemplo de país onde todos comem a menos. Trata-se de uma epidemia nutritiva, desnutrição calórica e protêica.

E continua a pergunta: por que engordamos tanto? Devemos ter em conta que a obesidade é uma pandemia, que afeta cerca de 30% da população mundial. E é difícil imaginar que existem também desnutridos e disnutridos.  Isto mesmo, grosso modo pode-se dizer que desnutrição é um estado metabólico e corporal de ingestão a menos do ideal, qualitativa e quantitativamente. Tanto as pessoas com menos ingestão quanto maior ingestão de alimentos formam um grupo de disnutridos. Esse prefixo dis significa doença. Tanto a obesidade quanto a desnutrição (magreza, carência de nutrientes) representam doenças porque geram um espectro de danos orgânicos. Com destaque para crianças e idosos.

O certo e bem sabido hoje, pelas Ciências Médicas, é que a obesidade é uma doença multifatorial, poligênica (vários genes envolvidos). Existem assim na soma de suas causas, fatores genéticos, educativos, sociais, comportamento e de conscientização; notadamente das famílias e escolas no ensino e treinamento do que seja uma alimentação saudável e fisiológica.

No tocante à educação das crianças, elas não deveriam receber sabores artificiais, a rigor até os 5 anos de idade. Porque educa-se também o paladar, o gosto, o apetite e prazer da degustação dos alimentos. Os sabores doce e salgado não deveriam ser ofertados às crianças de baixa idade. Açucares e sal fazem mal, em excesso, não importa a idade. Outro erro com as crianças, permitir a ingestão de alimentos industrializados, enlatados, processados, sucos com aditivos, refrigerantes e guloseimas. Todos são iscas e petiscos indutores da gula, da glutonaria e compulsão alimentar.

Um ensinamento que deveria ser obrigatório no ciclo fundamental e médio é Nutrição. Princípio n. 1: alimento dever ser fonte de energia e nutrição e nunca, mas nunca mesmo fonte essencial e exclusiva de alegria e prazer. Um erro perpetuado na fase adulta e responsável por percentual enorme de sobrepeso e obesidade nos mais variados graus. Existem um lobby, um apelo, uma propaganda selvagem ao consumo insano, prazenteiro, de gozo e satisfação na ingestão desmedida e insensata de comida e bebidas. Todo encontro, reuniões, rituais, celebrações, existem o chamarisco, o engodo, a compensação, a recompensa com alimentos apetitosos, saborosos; sempre regados a muitas bebidas alcoólicas. Ou os refrigerantes açucarados, ricos em sódio, químicos.

O mundo se tornou um cenário altamente industrial, tecnológico, consumerista e prazenteiro; tudo guiado por propagandas aliciantes e convincentes. Os alimentos e seu poderoso marketing mostram esse apelo da ingestão desmedida e prazenteira de comida. O prazer da comida e bebidas se tornou uma forma de felicidade imediata. Os rodízios de comidas, pizzas, carnes de vaca, galinhas, doces, massas e bebidas se tornaram como que banhos terapêuticos do gozo e prazer. As pessoas comem como se fosse o último dia. Parece uma insanidade mental, uma sandice no mais alto grau: o alimento, do maior benefício que é nutrição e fonte de saúde e vida, tornar-se um fator de doenças e morte. E muitas são as doenças com ligação estreita com excesso alimentar. Não apenas os peixes; muitos humanos morrem também pela boca.

João Joaquim - médico e articulista do DM

 

 

 

 

DELINQUENTES E FUTUROS MÉDICOS by

Quando se fala em Direitos Humanos, muitos são os rebanhos de pessoas que alvoroçam com as conquistas sociais e prerrogativas que este instituto (Direitos Humanos) trouxe aos humanos. E conforme afirmou certa vez Hamilton Mourão (senador) e ex-presidente, direitos humanos seriam bons para humanos direitos. Nunca esqueçamos que já defenderam a esse propósito figuras públicas de Direitos Humanos, humanistas, sociólogos, psicoterapeutas e educadores. Defenderam que faltou criar os Deveres Humanos, que deveriam andar pari passu com os direitos humanos. A cada direito um correspondente dever.

Disse: “Elementos desajustados”. Mourão destacou que o Brasil vive uma crise de valores. Para o general da reserva, famílias desestruturadas levam ao surgimento de “elementos desajustados”, que “tendem a ingressar em narco-quadrilhas”.  “Família sempre foi o núcleo central. A partir do momento que a família é dissociada, surgem os problemas sociais que estamos vivendo e atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai nem avô, é mãe e avó. E por isso torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados.

 “Direitos humanos são para humanos direitos”

https://www.diariodocentrodomundo.com.br 17 setembro 2018.Ao se fazer esse intertexto com as falas de Mourão, não se pode desprezar o que expressava o então candidato a vice-presidente. Sejamos neutros, isentos de qualquer viés ideológico, partidário, pessoal. Tinha razões nosso general da reserva, e muita razão, ao fazer esse nexo dos qualificativos sociais, civilizatórios e morais do indivíduo com a família originária, criadora e construtora da pessoa. Somos o arranjo, o resultado bem ou mal-acabado da família de onde viemos.

Como se dá a constituição integral do indivíduo além de sua anatomia, de sua fisiologia orgânica? Da anatomia e fisiologia, não se diverge de que a carga genética é decisiva, quase matemática em seus resultados para a beleza, a estética, para a saúde ou doenças. Cada pessoa é uma cópia do pai (cromossomas xy) e mãe (cromossomas xx). A começar pela sexagem: juntou xis com xis = mulher, ípsilon com xis = homem.

Os outros atributos da pessoa, têm muito a ver com duas heranças determinantes, uma genética, e uma sociofamiliar e educacional. São dois legados, dois dotes hereditários, a herança genética e a herança educativa da família (ética, social, cultural, civilizatória) transmitida aos filhos. Estudos e cientistas sociais como Jean-Jacques Rousseau apontam que a natureza humana em si é boa, destinada ao bem. Todavia, a família, o entorno social e conviventes do indivíduo podem moldá-lo e instruí-lo para o mal, o vício, o degradante, ao ilícito, ao ocioso, ao improdutivo, ao parasitismo, ao antissocial ao incivilizado, ao feio e nocivo.  Os exemplos pululam e nos afloram diuturnamente, de forma permanente. São claros e consistentes demonstrativos de que as famílias entregam seus filhos à própria sorte e são erados, engordados e criados ao leu, sem regras, sem limites, sem deveres; instruídos que são no gozo e proveito de direitos e prerrogativas.

Um exemplo chegadinho de fresco foi o episódio de alunos de Medicina da UNISA, Santo Amaro – São Paulo; da agremiação atlética dessa Instituição. Em partida de vôlei feminino UNISA, cerca de 30 marmanjos, candidatos a médicos, desfilaram para as moças e público presentes, exibindo as partes íntimas e gestos obscenos de masturbação. As notícias emitidas pela UNISA, é de que estão expulsos da Universidade. Nessa circunstância, as famílias desses delinquentes deveriam também ser punidas, porque certamente haverá as que não instruíram bem os seus rebentos, desde pequenos. A ver e confirmar. Assim, podem estar presentes no episódio, em concreto, as teorias sociais de Rousseau e Hamilton Mourão. E não venham esses marmanjos continuarem afirmando, quando inquiridos: ah, nós somos assim mesmo, ah, nós somos partidários dos preceitos de Onan (onanismo)! Negativos! Mudem de ideia já; ou retrocedamos-vos ao útero materno e tudo começa de novo. Em tempo, dos jovens delinquentes, candidatos médicos da UNISA. A Justiça deu liminar, a que a UNISA reintegre os alunos, até o julgamento do mérito da denúncia. A ver.

João Joaquim 

 

 


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