Entre os estudos das
relações humanas, alguns delineiam de como se deve dar o grau de afinidade ou
desavença ou incompatibilidade entre as pessoas. Há como que, assim o afirmam
esses braços de estudos, uma energia além do compreensível e ordinário para as
pessoas simples e comuns (para as inteligências comuns e medianas). Não são
apenas as Ciências que demonstram e discutem essas nuanças, essa natureza de interação
social, o grau de afinidade, confluência de interesses, ideias e sentimentos. No
outro polo existem a desafeição, a inarmonia, as antipatias, os atritos de
gostos, preferencias (até sexuais e estilo de vida, modus vivendi). Fala-se
aqui da alteridade, da disparidade que exsurge interespécie, gênero e
individual.
De fato, olhando os dados empíricos, os useiros e vezeiros
encontros e convivência, é de se notar o quanto existem pessoas que sugerem trazer
ou aquela energia ligante, atrativa, de muita identidade ou ao contrário:
pessoas classificadas como tóxicas, antipáticas: aquelas no polo do reverso da
simpatia, da empatia e generosidade. Quantas são as pessoas que o simples tom
vocálico exala um som rebarbativo, irritante e irritadiço. Além do que suas
ideias, sua cultura ou contracultura, os gostos, as expressões, os cacoetes e
posturas são pura frivolidade e um vazio de dar fadiga em quem as ouve
(pensando no plural).
Um estudo elaborado pela Universidade Pública de Seul, Coréia
do Sul, traz consistência e evidencia no deslinde desses dados de
comportamento, pura Sociologia e Psicologia Social. São ensaios e protocolos de
estudos horizontais robustos porque buscam fundamentos em Ciências e pesquisas
de várias etnias.
Entre tantos dados das Ciências, há as compilações empíricas,
dados notariais e demográficos. O que demonstra que são conclusões não
estanques ou com vieses populacionais. E nem tantos itens de pesquisas
precisariam, pelo que pessoas que se debruçam sobre o que pensam doutrinas e
Filosofias nos apregoam. As pessoas são dispares, outros, subsistem
filogenética e ontogenética (mente) essa diversidade humana. Não apenas na
pele, na anatomia, na fisiologia. Mas, no caráter, na personalidade, nos gostos
e preferências, no estilo de mobilizar a vida. Inescapavelmente.
Nesse turnover das expressões, o instigante é de como se dá a
reação de muitas pessoas ao depararem-se com esses tipos sociais. Muitas são as
pessoas tóxicas, desadaptadas e vazias que tudo fazem para buscar a adesão, a
anuência, a cordialidade de outras pessoas à sua volta. Buscando que elas
adotem aquele jeito torto, inadequado e pouco ético e civilizado de viver. E há, de fato e de adesão, aquelas pessoas
lhanas, boazinhas, cordatas, acolhedoras e ingênuas que apoiam, dão guarida e
receptividade a esses tipos antissociais e tabaréus e tabajaras. Já outros há
que se mostram resistentes a esses tais e quais indivíduos aproveitadores,
folgados, expansivos, caraduras e mansos. Gentes!
João Dhoria Vijle
Lisboa
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FAUCE HIANTE
João Dhoria Vijle
Lisboa
É bem cantado e decantado que hienas gostam de savanas. Não importa
que hora seja, mas elas, se surgir um azo, elas estão ali, regozijando, se
refestelando do bom e do melhor. De preferência às custas de algum parental,
nomeadamente se for parental e paredista ingênuo e paspalhão. Porque assim a
exploração fica patente e deixa o golpista e folgado mais relaxado e tranquilo.
Mas, por incrível que pareça em algum recanto de cá e de lá
existem gentes hienas. Gente que aprecia banana. Imagine aquela sacana que
encontra uma ignara e começa a paspalhar! Certas hienas passam como se fossem
ignaras. Catervas, turbas. Turbas-multas! Quando se olha o mundo de Hosana,
mais nos lembramos de mundana. E vem então aquela carraspana! Santinha, o que
você está por fazer? Tudo certo? Tudo certo!
Vivemos em um mundo do chamado dos prazeres instintivos. Como
há rebanhos e rebanhos de pessoas que não passam da tacanha, da frugal e medíocre
rotina de sobrevivência! Como existem! Sobrevivência que se encerra em três
pilares de sustentação para essas catervas de gente: a satisfação gustativa
pura e simples, pelo simples prazer do paladar e do apetite digestivo; do gozo
sexual, não importa que tipo de relação interpessoal; do gozo e satisfação
instintiva nas libações alcoólicas ou mesmo não alcoólicas como a ingestão
irracional e cativa de Coca-Cola etc. Gente que não passa da mera existência. Elas
existem! Simplesmente existem! E basta.
Porque viver além do mero e ordinário estado vivencial dá
trabalho, exige gasto de ATP, de energia ativa, de mentalização, de cognição,
de elaboração intelectual, laboral, profissional, cultural, técnica etc. logo
nada produzir e nada pensar é mais simples, sem dispêndio, sem dispensa ou
dispensação. Porque hão de convir e convencer. Para que esfalfar, ralar, suar
roupa? Dá trabalho e muito trabalho! Portanto,
viver apenas sob os auspícios de uma faminta fauce hiante é mais prazenteiro e
leve.
João Dhoria Vijle
Lisboa
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As Ciências como Sociologia, a Psicopedagogia e a Psicologia
não vertem dúvidas de como se mostram as pessoas a que vieram ao mundo, se
tornaram gente, como fizeram da educação ou falta desta que receberam de seus
ancestrais, do meio onde estiveram inseridas, no caso, a família, o domicílio,
o meio parental onde foram criadas. Porque hemos de entender a família é a
Escola de formação ética, moral, de civilidade, de boas ou más maneiras de
convivência das pessoas. Aprendeu no padrão, na correição que deve ser a vida,
nas boas maneiras de convivência, tudo bem. Pessoa resolvida para sempre.
Aprendeu torto e enviesado para o antissocial, o feio, o explorador, o
parasitismo e ingratidão e para os expedientes chamados sem noção. Danação e
perdição para sempre. Vamos a alguns cenários para ilustração.
Faça uma festa cerimoniosa, solene e oficial, onde entram
etiquetas de convívio, civilidade e mínimos protocolos de postura e
comportamento. E teremos de amostra grátis, a que vieram as pessoas a esse
mundo. Ali nesse ambiente, que exige postura de educação em Moral e Civilidade,
postura de mínima educação até mesmo nos temas dos diálogos e falas, nos
cuidados civilizatórios do uso de um sanitário, no destino correto do lixo
pessoal produzido, na higiene da boca e mãos e segmentos anatômicos íntimos.
Outro item não menos importante. A pessoa tem à disposição,
findo o cerimonial, os chamados comes e bebes. Uma mesa de variados sabores de
tudo, garçons alinhados e serviçais aos convivas e convidados. Lanche
apetitoso, saboroso e capitoso. Tudo da melhor qualidade, que certas pessoas
não teriam condições de bancada. Vêm
entoa os demonstrativos da carência de etiqueta, de civilidade de educação à
mesa, quando essa mesa é oferecida graciosamente. Imagine aquelas pessoas,
gentes, no caso gentalha. Que são capazes de se refestelarem dos melhores
nacos, dos acepipes, bebidas primorosas, dos manjares e chocolates. E essa
gentalha é capaz de empanturrada, deixar o que mais não quis jogado à mesa, nos
pisos, próximos aos lixos e banheiros. Uma demonstração robusta e cristalina do
grau de civilidade e educação dessas pessoas. Porque na vida privada e
doméstica ao bem piores do que o demonstrado nesse ambiente compartilhado.
Suponhamos (de supor e supostíssimo) que todo o cerimonial
seja de expediente esponsalício e a personagem major, de destaque tudo teve de
bandeja e de cereja. Ao que consta nunca havia provado de certo manjar ali
servido. Ela vai degustando. Mas, eis que se lambuja. Ah, que pena.
Ancestralidade recôndita e no escaninho dos legados éticos e etiquetado. Que
pena! Não tem culpa. Está no genoma educacional. Hereditariedade familiar e
social e genômica.
Vamos ao descritivo caracterológico de personagem major desse
cerimonial. De bandeja e de amostra grátis. Recebidos todos os legados e
legatários o que deveria fazer qualquer personagem dos beneméritos. Mostrar
certa civilidade de gratidão e dar graças aos patrocinadores. Nada disso se não
feito, tem-se de concreto o quanto é frágil, o quanto são deficitários os
valores de empatia, de gratidão e generosidade essa persona.
No quesito ausência de noção. Imagine que o contexto social
seja, estar em uma sessão ou ambiente tido e havido como sagrado. Imagine,
aquelas roupas inadequadas, uma mini saia, ou um short-saia. Muita falta de
noção e autocritica para esses momentos e encontros. Aquela mulher que está
mais para o lado putrefeito se mostra baranga e tribufu. Imagine, a cena! Não
pode, não pode. Imagine aquele vestido tipo detergente Ypê de cor azul, de
lantejoulas e paetês. Ai, ai! Que horrível! E sempre de copo em riste, ora
cerveja oura outro espirito. Não importa. Mas o movimento movido e mantido sob
os efeitos etílicos. Que tipo esse indivíduo! Foge aos atributos do homo
sapiens sapiens! E a baranquice não para (do verbo parar). As falas fúteis, os
conteúdos sem conteúdo, frívolos.
Se essa pessoa, considerando um âmbito comunitário, significa
que não privativo, mas de todos, público, é capaz de portar de forma
inadequada, inadaptada ao contexto, sem pensar no outro que vai ver esses
gestos, essas gafes e sujeiras. Imagine o seu interior! Será que há conteúdo?
Ou somente frivolidades! Boçalidade, parvoíce, janota para mais de metro e
meio. Imagine! Baranga e tribufu! Crueza. Cruz credo!
Nessa extensão vamos imaginar outro contexto e âmbito. Agora
o doméstico de pessoa anfitriã! Pessoa, convidada ou não. Mas, conviva! Chega
como visitante. Sente-se à mesa. Anfitrião sem outra prenda que ela mesma,
passada de 3ª idade! Comorbidades! Polimedicada para tais e quais achaques.
Mas, boa receptora, boa e generosa anfitriã. Tal e qual conviva, se refestela
dos melhores acepipes e manjares. Terminado o gozo digestivo o que faz? Essa
pessoa, toma do celular e sai no requintado caradurismo. Fotos, posts,
Instagram, refestela, repoltreia, soninho. Ninguém é de ferro. Mas, a anfitriã
está lá esfalfando, ralando. Lava louça, tira lixo, limpa tudo. Ordem em tudo!
Que horror de gente, plangente. Como explicar. Volta ao berço, à geratriz, à
matriz, ancestralidade! Tudo a ver.
Nos atributos do chamado bom grado, da liberdade de
reconhecimento de um bem recebido, mormente no âmbito abstrato. Quanto de
insuficiência assistimos nesse quesito. Foram imagens produzidas em profusão.
Porque afinal, para tais e quais pessoas, homens ou mulheres do mundo virtual e
digital, a realidade válida não é real, mas virtual. Redes sociais. “Ser alguém
ou alguma coisa dentro da existência é ser percebido (a)”. Para tais
concretudes e satisfação frívola e de vacuidade existem as plataformas, as
fonpages, os Instagram e tik tok, com seus poderosos algoritmos performáticos e
sorumbáticos. Assim, de bom grado, os atributos de graciosidade passam longe de
serem verbalizados. Mundo, vasto mundo de muito imundo e fútil submundo, desses
silvícolas do planeta virtual, virtualidade sem virtudes. Porque o que vale
agora são imagens, cores e cosmiatria. Socorre-nos bendita psiquiatria, porque
ao que parece vivemos pareados com a terra do nunca, como nunca antes visto
nessa terra brasis!
Há uma outra característica nesse perfil de gente. Seja aqui,
acolá, alhures e algures. Não importa se Eleonora ou Engenho de água. Parental,
paredista ou parental. Olhe esta! Imaginemos que tal. O atributo das medidas
dos melindres. Metrômetro em metâmero. Atenção. Não esqueça de sicrana ou
beltrana nos ofícios de prolfaças. Faças tu ou faça você esse lapso, e será
cobrado, severamente, melindradamente; prodigamente e ofendida. Há, mundo de
novas gerações! Quanto frivolidade e vazio imperioso!
ELEONORA GALINA
João Dhoria Vijle
Lisboa
Não há que dissentir ou persuadir do contrário, cada pessoa é
o indelével corolário de duas escolas fundantes e fundamentais, cujos rituais
iniciam nas primícias da vida pueril. Cada moça, mulher ou esponsalícia é o
espelhamento da genitora. Genitora tabajara e franjada, não há de quê! Filhas
ou filha colherá todo esse estilo de viver e se relacionar. Tal jeito ou modus
vivendi está incrustado em todo o seu software interno, de cânones éticos,
sociais, de trocas construtivas, em termos de empatia ou hipocrisia com outros.
Eleonora Galina era dessas representantes, tendo em
comparativo sua biografia e geratriz genômica. Não havia que mais esticar o
entendimento, para gente de boas sinapses cognitivas e intelectuais. No dito
popular, era a matrona e geratriz cuspida e escarrada. Nos esgares, nos
meneios, nos repelões e cinética ou estética corporal. As roupas eram aquelas
as mais resumidas e sumárias para as ocasiões.
Os receptáculos a ela não podiam oferecer os mínimos
obstáculos. Acepipes e ágapes os no estilo vip e sem o mínimo de vilipêndio,
porque estava no seu compêndio ancestral Encômios, loas em demasia, ainda que
de retorno pura hipocrisia. E assim se fazia em todos os encontros e
rega-bofes. As dádivas lhe eram sempre bem-vindas. Com o termo, mão única. Não
havia um, dois. Para sempre, jamais eterno retorno.
No fundo e ao cabo das coisas, Eleonora, ou como falaria um
hortelão ou campesino. Eleonora era como homônima desse Engenho D’água.
Eleonora! E sempre de pele e pelos coloridos e pintados, mais parecia de fato
um frangir, ou Eleonora Galina, de fato e de expressão!
João Dhoria Vijle
Lisboa
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QUANDO um articulista
fala com base em seu repertório, em seus arquivos técnicos, científicos e
normativos éticos e sociais, fica fácil expressar porque não se trata de pura
opinião subjetiva. Mais que isto, ele fala com fulcro e chancelado por outros
pensadores, cientistas e bioéticos humanos. Bioética. Necessário até explicar o
que seja esse verbete e conceito. A Bioética é nada mais nada menos que a Ética
da Vida, das Relações Pessoais, as mais simples e populares. A bioética, de origem
estadunidense, tornou-se mundialmente conhecida por estar ancorada em quatro
princípios básicos pretensamente universais e reconhecida como bioética
principialista: Receber e doar ou devolver; mostrar humilde quando se exige
humildade; comer e no mínimo lavar o prato; dormir e deixar quarto e demais
objetos e espaços limpos e organizados para o outro.
Não
remanesce e nem obscurece o entendimento de que vivemos uma era e em mundo onde
prevalecem as aparências e apenas a existência. No postulado de Descartes,
muitos se mostram, se comem, se prazenteiam, vivem nas esbornias, tocam a vida
nos momentos do comer e beber, cultivam o estilo estroina, nos chamados
rega-bofes. Logo bastam para esses tais e quais, eles existem. Buscar alguma
essência, caretas e fora de voga, da moda, do que bomba e ribomba pelos
marketings das redes sociais (leia-se antissociais) de um Instagram e Tik
Tok. A internet, o YouTube, o WhatsApp,
tornaram para grandes rebanhos de gente escolas de cultura e manual de
instrução. Tudo se encontra ali. Quantos filhotes a mais que a gata pariu! Olhem
que lindeza de roupa! Olhem que prato saboroso! Olha que cabelos belos. Ah, se
Florbela Espanca visse! Socorro!
Na vida
comezinha, nos expedientes useiros e vezeiros a que todos estão investidos,
será que seriam necessárias regras sociais escritas e coercitivas nessas
relações. Tendo em conta que toda pessoa possui bom senso, boa faculdade mental
e cognitiva, observância diária das normais sociais dentro do padrão ético e
civilizatório?
Imagine o
caso daquele juiz substituo lá de Rondônia Robson José dos Santos. Queiram os
leitores ver em https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/ex-pipoqueiro-as-humilhacoes-e-abusos-que-levaram-a-demissao-de-juiz#goog_rewarded. O sujeito veio de uma família
humilde, passou necessidades não satisfeitas quando criança e adolescente. Ele
foi à luta, estudou. Chegou a ser aprovado como juiz no Judiciário de Rondônia.
Entretanto, após tantos feitos. Se lambuzou no mel alcançado. Não soube
degustar o cargo. Foi demitido da função por mau comportamento.
E assim,
existem por aqui, alhures e muitos algures, cá e acolá, gentes simples. Aliás,
que até deveriam se comportar como simples e normais ou no mínimo modestas.
Admitida em certas sociedades, em certos grupos, em certos guetos. Parecem ver
nesses grupos altamente diferenciados o aspecto de malta ou súcia. Porque ao
invés de se enquadrar naqueles ditames e cânones do ético e etiquetado, essas
tais e quais pessoas, não importa especificar, acham que elas (fora do padrão)
querem que os outros o sejam e comportam como elas fora das regras civilizadas
e comportamentais. Não pode! Não pode tais investidas. Típico exemplo de que se
acham o sal da terra, a belezura e modelo de pele, cores e aparências! Santo
Graal.
E os
melindres, os salamaleques, os rapapés! Ah, melindres. Ele não lembrou meu
nome. E os parabéns enviados! Méritos, meritocracia. Melancia. Melancolia,
merencório. De retorno, obrigado! Tá bom. Eu vou. Que hora será o churrasco?
Pode deixar, a gente vai. As Ciências, Genética e Epigenética, falam tudo. Se
há um pai tabajara somado à mãe tabajara, explica-se os tributos, os atributos
e meneios, esgares, em todos os lugares daquela pessoa. Jean Piaget deslinda,
esmiúça e fuça. Copista, simula e imita. Hum aqui o seu brinde, sua dádiva.
Você está uma diva. Parabéns. Sem retorno, nem reconhecimento.
João
Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM
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DEMÊNCIA E INSANIDADE MENTAL DIGITAL by
João Joaquim
Com o advento e inauguração da internet e suas consequentes e
derivadas descendentes, mídias e todas as tecnologias da informação vieram
outros recursos virtuais. Mas, notadamente as ubíquas redes sociais. É consenso
que inauguraram-se o que se pode chamar de escolas e oficinas da imbecilidade
humana. Ou, nas palavras de Michel Desmurget, “Fábrica de Cretinos Digitais.
Quando se abre por exemplo um Instagram, um Tik Tok, um
Facebook, um WhatsApp, tais aplicativos e redes sociais se transformaram nos
demonstrativos mais robustos e típicos nos valores e ocupações que tomaram
conta dessas pessoas desocupadas e idiotas.
E nada se dá por acaso, sem uma finalidade, quando se olha e
se escrutina pelo lado dos provedores, dos sites, das plataformas digitais.
Esses provedores como Meta, Instagram, Tik Tok, Tinder detém funcionários e
especialistas, técnicos das mentes mais brilhantes e por isso muito bem
remunerados. O que fazem esses profissionais, esses desenvolvedores e criadores
de conteúdos (teúdos e manteúdos para tais fins)? São autores dos algoritmos, das estratégias de
aliciamento, os coloridos, as mágicas e iscas para prender e adicionar os
usuários aos seus recursos viciantes.
São algoritmos, imaginem bem, leitores e leitoras deste
texto. São algoritmos desenvolvidos e editados, sem nenhum escrúpulo, sem
nenhum senso ético ou de civilidade com crianças, jovens e adultos perenizados
como ingênuos e idiotizados. A imbecilização imposta por essas empresas
revela-se nos expedientes os mais nocivos e desumanos, quando se trata no que
deveria ser um compromisso com a cultura, com a formação e instrução técnica do
indivíduo. Nada disse se vê nesses recursos.
A demência mental, a insanidade cognitiva, ética e de
civilidade é tamanha que os objetos de mídia; falando dos celulares; se
tornaram extensão da Anatomia Corporal da pessoa. O usuário e idiota escravo
até para ir ao banheiro, para rezar, para sentar-se à mesa, precisa de estar
com o celular, à mão e consultar os posts, vídeos e chamadas. Demência mental e
sandice no mais alto grau.
João Joaquim
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OS CLÁSSICOS FILA-BOIAS BY
Não há mais o que dissentir, o que discutir. Porque são
estudos, ensaios e protocolos científicos, vindos por exemplo da Universidade
de Seul – Coréia do Sul, e Tóquio – Japão. Dizem respeito à personalidade dos
chamados comilões e glutões. Indivíduos que centram suas vidas nos prazeres
gustativos, nos regalos e gáudios da boca e do baco. Nos ditos folclóricos, há
inclusive os chamados fila-boias.
Como se caracterizam esse perfil social e emocional de
gentes? A qualquer oportunidade de se empanturrar, de se refestelar em boas
comidas, elas estão ávidas, sequiosas, famélicas por esses gáudios e regalos. Costumam
até se sacrificar a outros expedientes. Não as convidem, para simplesmente
assistirem a uma sessão de cultura, de reflexão, de participar de uma reunião
de arte ou algo que valha. Fila-boias são assim, nessas expensas de suas
energias. Costumam viajar trajetos longos e calorentos porque o rodizio de
carnes e massas e doces está à espera e grátis.
Aniversários, aquele lanche oferecido, pães, chocolates,
doces, rega-bofes? Com eles, os mesmos! Mesmo em detrimento de outros
promissórios e suspensórios e supositórios! Ai, ai. Pura debilidade mental e
sandice, de quem foi criado e engordado em famílias tais e quais. Pai bebum,
comilão, casa cheia de amigos de copo, cozinha, garfos e bebidas. Ambiente de
chulice e tolices; papo-reto e cabeça de vento! Era assim, o história de seu
Galdino, para quem a vida, a centralidade e gravitacional da vida eram as
panelas, galinha assada, frituras, carnes, cerveja, papo-reto, correto.
Bebedeiras, pés em chinelos de dedo, pança de fora, refestelar, grunhir, comer,
dormir. Ah, que vida! Filhos iguais!
Conforme os citados estudos orientais. Toda essa hiperfagia
insana, essa social e pernóstica compulsão alimentar, a chamada compulsão
alimentar contínua, tem de forma originária duas heranças bem caracterizadas
pelos estudos de seguimento e experimentos. Não se nega o fator genético.
Somado ao principal que é o fator hereditário familiar.
Na busca original se tem aquele pai beberrão, bebum, comer e
beber sempre foi o ponto gravitacional, o fiel da balança de sua vida, de sua
desdita vida antissocial. Amigos de copo e panelas no reforço. Filhos criados
no mesmo insano e débil ambiente ético e social. O que se esperar de tais e
quais dotes legados à prole. Gente de mesma iguala. Ciência e experimentos que
consubstanciam assertivamente o aqui afirmado.
-Oh, a gente tem o social e cerimonial civil no endereço
passado. Depois o almoço no endereço tal. -Ah, ok, tamos lá pode deixar! Hum.
Delícia hein! Nordestinos e com destinos iguais a mineiros, goianos, manauaras,
e por aí vai na mesma esparrela. Originários. Ordinários. Sem essência, ficaram
na mera e tacanha existência!
João Dhoria Vijle
Lisboa
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DE APARÊNCIAS E SEM ESSÊNCIA BY
João Dhoria Vijle
Lisboa
Pessoas de pouca gentilidade e fineza. Faltam-lhe os
predicados de boa civilidade, mini ética nas relações pessoais. Agora, há
qualquer evento social, civil, uma despedida de solteiro, um dia natalício,
aniversario, para melhor entendimento. A notícia chega até tais bons fila-boias,
os bons de garfo e copo; comilões, glutões por excelência.
Oh, a gente vai fazer um churrasco, bebidas à larga, à farta.
Sem reforço comunicativo. Batata! Todos ao evento. Comer e comer, beber, à
farta, à larga. Estamos dentro! Esperem.
Assim, o dizem estudos nesses tipos antissociais. A empatia e
solidariedade dos instintos, dos gustativos, dos baixos instintos, do gozo, dos
regalos, sem gargalhos. Estamos indo.
Como a instrução e falta de senso ético e moral de uma
família, pais/mães/convivas podem moldar uma inteira prole de pessoas. Caldo
cultural. A cultura da comida, do gozo digestivo, do prazer e felicidade da
boca e baco.
Muitos são os indivíduos, cuja gravidade e centralidade da
vida estão nessa satisfação, ao tipo orgasmo gustativo do refestelar, do
repimpar, do empanzinar de vaca, de galinha, de massas, de mandioca, de
farináceos, das massas; tudo vem e origina e se perpassa de forma ancestral;
chefe de família bebum, glutão, beberrão, com gente de mesma iguala, todos
malas! O ritmo que os embala na mesma escala.
E aquelas pessoas, agora se fala mais do gênero dos xises.
Para as quais, para as mais, a vida, a existência, porque essas tais e iguais
nunca vão além da tacanha, da medíocre existência. Essência? Careta, retrógrada
essência. Cores, casca, lascas. Facebook, Instagram, fotos, rímel, batom,
cabelos colores, plásticas, vídeos, posts. A biossegurança do convívio com
pets, excrementos, pelos, pulgas, bactérias, salivas. Asco, engulho,
nauseabundo gosto, cultura, vermicular, parasitário.
João Dhoria Vijle
Lisboa
ZERO EMPATIA E MUITA MERCANCIA by
João Dhoria Vijle
Lisboa
A Neurobiologia e Neuropsicológica nos dão boas pistas do
porquê da existência de pessoas com o sentimento da Empatia muito
precário. Algumas com absoluta ausência
desse valor ético e social; esse vínculo tão importante em nossa sociedade da após
modernidade.
Empatia, eis o que seja esse sentimento. Ele jaz como um
aspeto essencial da natureza humana, uma chave para a sobrevivência das comunidades
da nossa espécie. Finalmente, e atendendo a que a empatia é um traço desejável,
e mesmo após o argumento de que faz parte da natureza humana é reconhecido que
nem todos os humanos a apresentam por igual, discutem-se estratégias que
poderão conduzir a uma estimulação da empatia como traço de humanidade num
indivíduo, mas também como resposta imediata a uma situação, de relação social,
familiar, de amizade, parental, de solidariedade, de filantropia.
Além desses ramos científicos nos mostrarem liames
biológicos, da constituição e arranjo psíquico e emocional da pessoa, grandes
pensadores e sábios se ocuparam desses valores. Foram pensadores do perfil de
um Aristóteles, de Rousseau, de Jean Piaget, de Donald Winicott, de vários
outros na área de Sociologia e Psicopedagogia.
Há diversidade nas populações pesquisadas, locais de estudo e falta
consenso entre os autores sobre como a empatia se desenvolve, perpassando
explicações pelos campos da cognição, emoção e atividade neuromotora. Mas,
sabe-se hoje, à luz das Neurociências e Psicologia Social, do quanto é forte o
padrão educacional, da mãe como protagonista na formação da criança como um
futuro adulto bem resolvido nos sentimentos de humanidade; empatia,
solidariedade, senso do coletivo, da participação e amparo social do outro.
JFLM era aquela mãe recém tornada marinheira de primeira viagem. A
origem, dava pistas do porquê de sua precariedade e inaptidão a uma vida social
civilizada, de gentilidade e boa educação em sua relação social. Fosse com o
consorte, com os parentais, com sogros! Para ela tudo era natural e normal, a
frieza e indiferença nos contatos sociais. Casa em desalinho, desorganização na
recepção de parentais e próximos. Cuidados primários do primeiro filho a
parentais que assim se dispusessem!
REML, outro modelo de ausência de sentimentos de altruísmo e lealdade para
quem e de quem recebia todos os regalos à mesa e encômios. Na certa e
concretamente, era um poço de hipocrisia dissimulada. Na mesa se refestelava,
se empanzinava do capitoso e palatável acepipe, manjares eram servidos a seu
gosto. Rapapés, trato gentil e loas a ela dirigida. E cria solidamente em tais
valores, de casca e pele. E ia, e vinha, no mesmo reco-reco. Não tinha empatia
e reciprocidade na oratória. Mas, a origem genômica explicava tudo. Berço, de
cabeço, de geratriz. Perua, nua de bons predicados. Origem! Ausência de
empatia!
João Dhoria Vijle Lisboa
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TENDÊNCIAS DO MUNDO DIGITAL
João
Dhoria Vijle Lisboa
Nesse mini artigo vou mostrar o que podemos
classificar de as tendências que se abateram sobre grande parte da humanidade,
com o advento da informática, da Internet, de todas as suas derivadas como as
mídias, todas as chamadas redes sociais a que muitos críticos chamam de redes
ou conexões, carteis e correntes antissociais. Associada a todas essas
tecnologias entra de igual efeito a telefonia móvel. E aqui vale uma nota de
meio, o telefone celular, na certa é uma metonímia. Porque o que ele menos
representa é telefone. O celular tonou-se parte da anatomia corporal, como se
fosse uma extensão do corpo. Tanto que ela anda mais colado à mão do que no
bolso, pasta, mala ou bolsa das mulheres.
O que qualquer indivíduo, um terráqueo humano
(homem ou mulher) anda perdendo é ´justamente o que podemos nominar de humano.
É o princípio do chamado desapego, desconexão humana, ou apego material,
virtual e estético em detrimento dos atributos e senso humanos. Entretanto,
pelo enumerado, o que essas tendências têm a ver como as citadas tecnologias de
informática, mídias socais ou tecnologias da informação? Vejamos.
Por haver alguma similitude, poder-se-ia
buscar as fontes do materialismo, dialético ou não de Karl Marx, de George
Hegel. Mas, não iremos complicar o entendimento para as pessoas comuns.
É da natureza humana, sempre foi dessa
natureza o afetivo, o liame e apreço por tudo quanto seja material, concreto.
Conceito de realidade material e de produção. O que internet e correntes,
redes, carteis, aplicativos e mídias; todas de comunicação têm a ver com as
tendências de grandes rebanhos de gente em tempos digitais. Justamente por
estar se falando de apego e desapego. Apego por status, material, dinheiro,
objetos? Vamos a alguns exemplos useiros e vezeiros, da humanidade. E
contraditórios, atentem bem!
Atentem e analisem bem o comportamento de
certas pessoas e famílias. Por vezes conservadoras, frequência de alguma
igreja, comunidade evangélica, doutrinas e princípios. Filha ou filho
instruídos e educados, com certa reserva, conforme o futuro cônjuge, namorado
de momento. Mas, potencial de se coabitar, conúbio, esponsais! De repente
liberação geral. Há o potencial de a vida ser arrumada e garantida boa
sobrevivência. Pronto. Mudança moral imediata, penhor sólido. Gozado, não?
Outra tendência. A da maria-vai-com-as-outras,
representada pelas redes sociais do WhatsApp e Instagram. Como cravou o
pensador Berkeley: “ Ser é ser percebido”. Algum messias e comunicador do
Insta, postou lá que bom mesmo são palavras mágicas; tipo: Deus é fiel!
Presente de Deus! Eternamente fiel!
Lencinhos de enxugar as lágrimas de alegria! Pronto, temos que comprar
os tais lencinhos. Para o aniversário. Agora, faz-se até mensário. Já imaginou.
Que paradoxo! O importante não é ser alguma coisa! O que importa é a gente
existir! Essência? Caretismo! Janotice! Retro!
João
Dhoria Vijle Lisboa
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PRESTÁVEIS E IMPRESTÁVEIS
João
Dhoria Vijle Lisboa
É DE se espantar e admirar o quanto certos
tipos humanos chegam no estágio de maturidade plena da vida, como indivíduos
imprestáveis! E de plano, já se separa aquelas pessoas com alguma síndrome,
algum transtorno psíquico ou doença orgânica. Fala-se aqui de pessoas anatômica
e mentalmente normais, de boa cognição e aptidão física.
Nossa curiosidade e espanto continuam quando
no convívio com esses tipos sociais e contra laborais tais pessoas tocam suas
vidas como se aquele estilo de vida;- qual seja, de absoluta ociosidade, de
improdutividade, de algum trabalho rentável, de cooperação nos itens frugais de
uma casa, de higiene e limpeza, de manutenção elementar de um domicílio- fosse
normal (o estilo de vida optado).
E atenção! Muita atenção! Tal estilo de vida,
o da improdutividade e vagabundagem, sempre existiu. Por curiosidade, houve até
uma certa lei punindo a vagabundagem, aqui no Brasil, nos tempos do Brasil
Imperial.
“O Senado
estuda retirar a vadiagem da lista de contravenções. Trata-se de um delito que
existe no direito penal brasileiro desde os tempos do Império e enquadra os
indivíduos que não têm trabalho e se dedicam à ociosidade”.
A punição
está atualmente prevista na Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688), assinada pelo presidente Getúlio Vargas em
1941, na ditadura do Estado Novo. A ociosidade pode custar aos vadios até três
meses de prisão.
A
existência desse delito é uma das razões pelas quais muitas pessoas, em
especial as mais pobres, têm o hábito de carregar a carteira de trabalho sempre
que saem à rua. Elas se sentem assim protegidas diante da eventualidade de uma
batida policial.
O projeto
de lei que extingue o delito de vadiagem (PL 1.212/2021) acaba de avançar no Senado. Foi aprovado no
último dia 29 pela Comissão de Segurança Pública (CSP) e está agora em
discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se passar no Senado, irá
para a Câmara dos Deputados”. Fonte: Agência Senado A punição à vadiagem e
improdutividade foi mantida no governo Getúlio Vargas em 1941, como parte das
contravenções penais.
Como
sobredito e documentado, a vadiagem, a vagabundagem e imprestabilidade humana,
de alguns indivíduos sempre existiram. São tributos e parte da natureza de
muitas pessoas. As Ciências em sua infinita busca de respostas trazem-nos luzes
sobre a questão: ei-las:
Podem-se
duas leis serem citadas, leia aqui figurativamente. Melhor empregar o termo
herança. Há uma herança genética, de o
indivíduo ter uma natureza mais frouxa, preguiçosa, improdutiva,
lentidão, passos de tartarugas até para
pensar, aprender. Sobreposta a esta herança genética, há a chamada herança ou
legado educativo e instrutivo do
indivíduo. Educação de berço é fator determinante no que o sujeito vai
apresentar de produtivo, proficiente, vadio, ocioso, lerdo, moroso, parasitário
e dependente.
Moral desta
resenha. A ociosidade e improdutividade ou gente imprestável sempre existiu.
Entretanto, com o advento da Internet e as Ditas Redes associais
(=antissociais), houve um incremento nas legiões de gente improdutiva,
imprestável e ociosa. São os perfis de gentes que se mostram no Instagram,
WhatsApp, de ti ti, ti, de reco-reco. Fotos, cerveja às mãos, comidas das boas,
rebolar, se mostrar. E trabalhar que é bom mesmo, necas de pitibiribas.
Parasitárias e suctórias, sanguessugas de alguém, de Estado e pessoas ingênuas.
Gentes espertas, caloteiras são o que não nos faltam em nossas vidas! AGORA, imagine,
se a lei da vadiagem ainda vigorasse hoje! Haveria muito trabalho para polícias
e governos juntos. Porque parentes comuns não dão jeito, nesses tais.
João
Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM
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Com
efeito e já de plano sabendo dos contrafeitos. Fala-se aqui em mais uma
futilidade ou futilidades ensinadas pelas redes sociais e suas colaterais. A
Internet e suas coirmãs, redes sociais, passaram ser a Escola da vida de
grandes rebanhos de gente. Que no Brasil combina bem ranqueada quando o assunto
é formação e interesse escolar sob a égide e sob os auspícios da Internet e
Redes Antissociais. As redes sociais, representadas pelo Instagram, em
primeiríssimo lugar, depois Tik Tok, facebook, e WhatsApp são as escolas de
ensino geral para as pessoas de todos os níveis. E para matricular nessas
escolas aqui no Brasil, é fácil. É estilo vapt vupt. Vai lá no portal delas e
abre-se uma conta. Aluno remido e perpétuo.
Grátis. Ninguém tem uma falta, porque a frequência é permanente.
Esses dias eu quase tive um engulho, aquele
distúrbio digestivo que nos surpreende. Estava em uma reunião pequena, quando
uma noiva me disse, que para o cerimonial de seu casamento estava faltando os
tais dos guardanapinhos de lágrimas de alegria. Eu quase caio da cadeira. Mas,
me recompus a tempo e pus-me a refletir do porquê dos lencinhos das lágrimas de
alegria. Por que as obstruir? Por que
interrompê-las? Por que a frustração de um símbolo tão perene e imanente de
alegria, da emoção das pessoas?
Porque as lagrimas são a materialização das
emoções das pessoas. O que há de mais de os olhos das pessoas verterem algumas
lagrimas, uma vez secretadas. Imagine o trabalho, a fisiologia das glândulas
lacrimais desses órgãos sensoriais tão nobre, tão vitais de cada pessoa. E
imaginar que são apenas algumas gotículas. Mais que isso, gotículas e
cristalinas. Elas são como perolas cristalizadas! A composição a base de água
pura, sódio, algumas moléculas de cloro, sódio e só.
Dá de perceber quando a pessoa secreta,
expressa e exterioriza uma lágrima em gotículas. Elas são diáfanas, límpidas,
translucidas, transparentes, puríssimas. Só por essas características é de se
supor que são inofensivas, sem nenhuma mácula ou incômodo. Tanto para a pessoa
que as secreta como para quem as contemple. Continua assim, a inquirição: por
que deletar, sufocar, anular algumas gotículas desse líquido vindo dos olhos,
representativos de choro ou alegria? Por quê? No caso aqui em foco, alegria.
Apenas emoção e alegria. Mais um argumento, supondo que são por alguns
instantes e apenas uma vez na vida daquela pessoa casamenteira.
Vamos personificar e dar vida aqui às lágrimas
e ver como elas já se sentiram nesses cerimoniais e ritos esponsalícios,
himeneus, conjugais; casamenteiros. E ali estão elas nos invólucros
glandulares. No seu repouso. Quando, de repente, são sacolejadas. Ué! O que
será essa trepidação? Pergunta uma lágrima
mais jovem.
Prepare-se! vem aí a turbulência de algum
casamento. Mas, prepare-se. Lembre-se de que
até nós viemos do pó, e a ele tornaremos. É nossa vez e não temos voz.
Cáspide! Estão me amassando por inteiro. Vou desfalecer. Escuse-me. Na outra a
gente se encontra. Oxalá! Amassaram-me também. Dedos gordos, inclementes. Em
mim foi rápido, levei um tremendo safanão. A outra lágrima do olho esquerdo.
Ai, ai! Em cima de mim, veio uma mão grossa, grosseira, de peruada. Era a mãe
de um volto, vulto vulturino! Horrenda! Feia, matrona já, tribufu. Deu-me um
safanão que me parti em pedaços. Malvadeza!
João Joaquim de Oliveira - médico e
articulista do DM
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GENINHA LINDOSO A IRRITADA
Se se pode exemplificar uma pessoa na sua
chamada e constitucional maneira de ciclotimia, esta pessoa era Geninha
Lindoso, daí a alcunha de irritada. Porque era tal e qual, aquela cobra-rei,
que desde pequena já crescera dando botes e pondo gotículas de venenos (vírus)
eM suas respostas, quando a inquirição não fosse de seu agrado.
Quanto mais íntima a pessoa de suas relações,
mais irritável e intolerante era Geninha. Alguns espertalhões e embusteiros de
suas horas de pureza e vaidade, chamavam-na de ternurinha. E ela se
mostrava até lhana, terna e tenra,
nesses falsos encômios. Mas, passado aquele momento ela voltava aos seus
humores. Ora fleumático, ora bilioso, ora colérico, ora spleen (ar triste e
cinza, eivas de melancolia, biliosa, enfim).
O seu consorte era uma espécie de escudo para
suas respostas e ideias de conflitos, de impertinência, de irritabilidade, de
amofino, de enfermiço coração. Parece que dava mais ideias ao baço e aos rins
que sua alma e coração.
Geninha portava o que se entende em Psicologia
de baixo limiar às frustrações e insatisfações, as mais singelas. E tinha os
seus alvos preferidos: algum cliente de sua preferência e ofício, de suas
prestações de atendimento em sua sala de recepção de clientes. Não havia um dia
que Geninha, não tivesse um rosário, uma enfiada de reclamações de sua jornada
de trabalho, oficiosa e oficial, porque em casa de igual forma desenvolvia suas
lides de prendas domésticas.
No crivo bem apurada, se vista da perspectiva
da chamada Psicologia Positiva e Social, Geninha, era portadora de duas
síndromes, a tripolar, a de possessão de duendes demoníacos. Havia nesse
espectro psicopatológico, essas nuanças de caráter e comportamento. Suave e
solícita, por vezes; protestando em outros de pequenos vultos e significado; e
momentos de olhares e falas rebarbativas e causticas.
Coitada da Geninha Lindoso, afirmava algum
mais íntimo quando a via naqueles estados de disforia de mal-estar e baixo
humor. “ Ela está atacada dos demoninhos. E de fato parecia que carrega esse
pequeno carma, a possessão de diabinhos; cruz credo!
O instigante e curioso com Geninha, é que ela
tinha alguns alvos preferidos do descarrego de seus excessos de fel e
rubescência. Eram pessoas de muito proximidade e laços gênicos. Explica-se por
este instinto primevo de tantas geratrizes.
Na exegese da biografia de Geninha Lindoso,
havia indícios e indicativos de porque de seu temperamento áspero e crestado,
ciclotimicamente. Era o seu modelo de instrução e educativo provindo de
família. O pai portava pulsões prédicas e adictivas incontornáveis. Era sujeito
rude, xucro, palseiro quando sob efeitos aditivos. Um tipo antissocial de muito
aceite de convivência. Horrores de atração social.
Que sina, que sinapses tinha Geninha Lindoso.
A existência explica, os carmas explicam, a conformação psíquica e
constitucional na base dessa tempera, a um tempo irritadiça, xucra e de nítida
desadaptação social e afetiva. Coitada de Geninha Linndoso.
João
Dhoria Vijle Lisboa
PARASITISMO HUMANO
João Joaquim
Eu dei escrever este artigo em vista dos
avanços sociais e dos antissociais que estão muito prevalecentes em nosso meio.
Seja o corporativo, o condominial, o profissional, o parental. Este então é por
demais visto e vislumbrado. Veremos por que.
O artigo aqui proposto é o do parasitismo
humano. Quando fui professor voluntário no curso de Medicina da UFG, cheguei a
ministrar algumas aulas a respeito. Dentro do departamento de Clínica Médica.
Esse departamento é o que agrega todas ou quase todas as especialidades
médicas. Porque algumas vão surgindo alinhadas com os tempos pós Declaração
Universal dos Direitos Humanos e evolução das Ciências, dos cânones de Bioética
etc. exemplos:
Hebiatria, a especialidade que trata
adolescentes; outra, a cirurgia de Redesingnação Sexual. Direitos hoje
consagrados de a pessoa não se enquadrar no gênero genético, mudar o sexo
social e comportamental. Para tanto falta essa especialidade em alguns
Hospitais-Escolas. As pessoas comuns não
têm noção dessas especialidades médicas, agregadas ao departamento de Clínica
Médica.
Eu aproveito para lembrar uma figura
importantíssima na cirurgia e atendimento das pessoas trans de Goiânia e
Brasil. Dra Mariluza Terra Silveira- Ela era professora de ginecologia da
Medicina UFG. Infelizmente falecida precocemente, em 11 de outubro de 2019.foi
criadora do projeto Transexualidade ou Projeto TX no HC UFG. Era uma
profissional brilhante como ginecologista e com expertise nessa área da chamada
cirurgia de transgenitalização ou Redesignação Sexual.
Voltando ao foco deste texto, o parasitismo
humano. A palavra parasita ou parasito, já se mostra feia por si mesma. Ela é
inestética, rugosa e áspera fonética. Originalmente vem do grego e passou para
o Latim, com o significado simples de aquele que come ao lado ou junto do outro
ou com o outro. A semântica então trouxa uma ampliação desse significado. Os
seres parasitas também passam a imagem e o senso nada agradável. Imagine ver
uma lombriga, uma tênia ou solitária, um necator americano (são os
endoparasitas). Uma sanguessuga, um ácaro, uma pulga; bichos asquerosos,
repugnantes.
Trazendo para as relações humanas; na
amplificação do sentido de parasitismo humano. O quanto há de gente, pessoas
que praticam, literalmente e na prática, expedientes e atos de parasitismo
social, financeiro, material e de sugar energias de outras pessoas, exigindo
que estas pessoas vítimas (parasitadas) esfalfem, fatiguem, laborem e consumam
tempos preciosos em favor desse explorador e parasita. Fala-se aqui do ser
humano. É uma característica do bicho humano. Nada de exclusividade de Brasil,
sem discriminação patriótica. Ocorre em todos os grupos sociais, famílias,
condomínios, ambientes de trabalho.
E para concluir, o parasita mais perverso de
nossas relações é o que além de sugar e roubar nossas energias, nossos
esforços, nossas aptidões para uma simples tarefa de casa, ou compartilhamento
de responsabilidade doméstica, esse inapto indivíduo ( homem ou mulher,
conviva, parental, hóspede de luxo permanente ou temporário), essa incapaz
pessoa nos parasita com ativos financeiros, material e bens que não são de
amostra grátis. Tudo custo trabalho intelectual e laboral. Comidas de
qualidade, bebidas, material de higiene, objetos de uso pessoal.
O parasitismo humano, expresso nestas
definições, não tem limitações de status socioeconômico ou escolar (diferente
de status intelectual). Significa que há pessoas diplomadas, doutoras e são
parasitas imaterial e material. Citemos alguns tipos de parasitas dos mais
nocivos e maléficos às famílias, aos seus grupos sociais, e à sociedade geral:
os corruptos e corruptores, os golpistas financeiros como os do INSS do Brasil,
os golpistas como banqueiros e vendilhões de ativos e investimentos falsos,
como o exemplo maior do Brasil do Banco Master de Daniel Vorcaro. E no âmbito
familiar há os golpistas e caloteiros, que se valendo do nexo parental praticam
essa praga de toma cá e nunca devolve lá o empréstimo, seja de ativos
financeiros, bens e tantos serviços e objetos. As vítimas desses repulsivos e
abjetos parasitas gostam muito de se valer da boa-fé e tolerância de pessoas
indefesas, idosos, mulheres parentais, tios e tias. Vade retro parasitas
humanos; pior que os lumbricoides a sugar nossos nutrientes.
João Joaquim
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Uma matéria muito esquisita e tributo de nossa
decantada era após a modernidade, conforme a intitulou o filósofo polonês
Zigmunt Bauman, refere-se à busca feita por pessoas que vão se casar, ao
cerimonial da igreja Católica. Fala-se aqui daquelas pessoas, noivos que sequer
sabem fazer a persignação, ou seja, ao menos o sinal da cruz, conforme o certo.
Em se tratando de gente que não professa nenhuma religião, mas cujos pais e
avós mais idosos frequentam ou frequentaram missas e outras prédicas, catecismo
e participaram dos Sacramentos da Católica.
E vêm as razões dessa busca obstinada,
dedicada para que o casamento seja feito na Igreja Católica, e de preferência
por um padre dito mais antenado com a modernidade, que se engaja e se alinha
com os valores dessa juventude, da chamada pós modernidade. Trata-se de uma
realidade inevitável e não se pode criticar e sobrestar. Seria algo careta,
criticar por criticar, uma visão até retrógrada, imaginar ritos e cerimonias ao
estilo dos tempos pré telefone celular, pré Internet, pré redes sociais.
E o porquê dessa busca frenética, cumprindo os
protocolos e exigências da Católica. Em primeiríssimo lugar, razão 1. O luxo, a
suntuosidade, a nobreza que ostentam os prédios da Católica. Imagine casar-se
em alguma modesta casa, uma edificação simples e na Católica! Quanta diferença!
Não impróprio dizer, existem até as catedrais da Católica. O nome catedral, já
soa pomposo, um cenário que acima do sagrado, sugere nobreza, luxo, pompa,
riqueza, ouro, vitrais, obras de arte. Há então esse mix, essa mistura do sacro
com o nobre, o luxo. Portanto, casar nesse cenário e com esse ritual, traz uma
sensação de que tudo está sendo feito sob o pálio do Divino e da Santificação
desse clérigo, o padre, por vezes intencionalmente escolhido pelas famílias e
noivos. Existem os celebrantes mais idosos, mais conservadores e os mais
jovens, de linguagem mais atual, antenado com os tempos digitais e midiáticos.
Uma segunda e não menos importante razão de se
buscar o cerimonial da Católica está ligada justamente com a modernidade.
Casamentos existem que são até televisionados. Mas, no geral, classes médias e
médias altas, existem de fácil porte e aquisição das mídias físicas e virtuais.
Todos estão nas redes sociais dos convidados e convivas e anfitriões da festa,
dos rituais sacros. É o casamento religioso, com a chancela, com o consenso e
aprovação, apupos e encômios de padrinhos e pessoas presentes!
Sem alongamentos, vamos a uma terceira e
outras razões de se buscar se casar na Católica, sem a pessoa ir a uma missa com intenção de
uma conexão com Deus há 10 anos. Há gente que conhece e sabe de missa, porque
vão nesses encontros casamentais. E só. Essa 3ª razão envolve as imagens, as
aparências de cada um em suas redes sociais pós cerimonial. Nas palavras do
filósofo George Berkely: “ Ser é ser percebido” ou a ideia
de que "as coisas sensíveis são aquelas que são imediatamente percebidas
pelo sentido”.
Assim, com
estas nuanças das razões de tanto afã, de tanta paranoia, chega-se a esse
ponto! Porque muitas dessas pessoas, sequer sabem os nomes dos sacramentos da
Católica. Assim são as famílias desses noivos, que também sabem patavinas de
missas e outros sacramentos. A Igreja
apresenta uma ordem tradicional para a recepção dos sete sacramentos, que
reflete o caminho natural da vida cristã e sua analogia com a vida biológica:
nascer, crescer, alimentar-se, curar-se, cumprir uma missão e viver em comunhão:>
·
Batismo –
nascimento espiritual
·
Confirmação
(Crisma) – fortalecimento na fé
·
Eucaristia –
alimento da alma
·
Penitência
(Confissão) – cura após o pecado
·
Unção
dos Enfermos – consolo na enfermidade
·
Ordem –
serviço ministerial na Igreja
·
Matrimônio –
vocação ao amor conjugal
Então
ficam aqui consignadas e em comento, os motivos de gente até incrédula, ou meio
ateia, buscar a participação da igreja Católica, nessa empresa, o casamento
religioso. Religioso, hein, imaginemos todos! Tudo há de ser exibido nas redes
digitais, no Instagram, no WhatsApp, no Tik Tok. Eta mundo moderno.
Só nós
humanos, e continuamos humanos! Poeta
romano Terêncio.
João
Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM
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BARANGAS E MINI BARANGAS
João
Dhoria Vijle Lisboa
Quando se fala em organização ou arranjo
social/civil e ético da pessoa, é de se admirar o quanto esta constituição do
indivíduo guarda estreita e íntima relação com o padrão educacional e de
instrução que ele recebe da família, nas pessoas do pai e mãe. Mas, deve-se dar muita ênfase, sublinhar
forte essa participação da figura educativa e exemplar da mãe. Basta ter em
mente que a mãe vai gerar esse filho/filha por 9 meses, com quem inicia seu
diálogo e interação com o rebento ainda dentro do útero. A Medicina já demonstra fartamente que existe
uma conexão do feto com a mãe, em termos de identidade de troca de afetos, de
sensibilidade. As influências da mãe são marcantes quando esse nascituro já
está plenamente desenvolvido. Vem desta constatação a valoração da mãe na
educação, na instrução e construção integral do filho/filha. Há mais que uma
relação umbilical, ela é uterina, literal e anatomicamente.
Vem dessas demonstrações científicas, da
obstetrícia e neurociências e psicopedagogia a regra de entender o
comportamento, o caráter, o estilo e ética do indivíduo, a partir de conhecer a
biografia da mãe. Qual o grau escolar, o padrão ético e social, cultural, de
costumes, de hábitos, de gostos, gestos, de expedientes, vícios ou sobriedade,
de temperamento, de qualificativos relacionais dessa mãe em sociedade. A
começar pela micro sociedade domiciliar, intrafamiliar.
E assim, nesse massivo efeito do entorno
entram outras figuras na instrução, na formação e constituição integral e moral
desse filho/filha. São as pessoas de uma babá, de um irmão mais velho, dos
coleguinhas de escola e toda a turma ou turba parental. Porque em se tratando
de era digital e de redes sociais nem precisa tanto de convivência física.
Porque o telefone celular, o WhatsApp e Instagram, são hoje as portas abertas e
sem censura para os contatos e influências de uma tia desocupada, uns amigos
sem futuro, e outros parentais que trazem as pernósticas e semióticas
influências! Não há limites!
Vamos imaginar exemplos de nosso mundinho
condominial, caseiro, visto e que se tornam useiros e vezeiros como
referenciais ao rebentos, pimpolhos e meninas desde tenras idades, faixa etária
susceptível e de frágil e maligna influência. Imagine aquela mãe e tia, e
primos e tios. Mãe e tia no estilo de máxima cultura do prazer da boca e posts
horrendos e reprocháveis do instagram. Ou aquela tia, de biótipo baranga ou
cachalote. E ora veja! Volta e meia vive corneteando o sobrinho ou sobrinha ou
mãe para a filha! Imagine, apenas pense!
Aquela mãe cuja centralidade e boçalidade
existencial se faz com levantar, conferir os posts de redes sociais; postar as
suas horrorosas, fétidas e feias fotos em termos de qualidade e estética. Ah,
que preguiça. Se empanturra já pela manhã de pães e café e continua na
ociosidade. E mais centralidade em cervejas, bebidas, conversa mole para lá
conversa mole para cá. Roupas sumárias e esquisitas, mostras de anatomia de repleção
de adipócitos, protrusão de partes íntimas, e toda baranga e truísmos de mau
gostos.
Fica a pergunta fácil de resposta: como sairão
as filhas dessa tal e desajeitada mãe, nutriz, instrutora, matriz? Gente
elegante, ética e cooperativa é que não vai ser. Porque filha de mãe perua e
esquisita, peruinha e baranga sairá de mesma iguala. Credo cruz!
Assim, pouco importa, mas costumeiro aqui no
entorno nordestino. Mas, também aqui, alhures e algures. Imaginemos aquela
rotunda e bojuda mulher estilo perua, que gosta de se exibir em fotos e gosta
de mostrar os mamões de corda. Copo de cerveja em punho ou em riste como vedete
de sua felicidade. Pernas torneadas e ostensivas de todo. E rebola e rebola. E
haja patacoada, idioleta de baixo porão e baixo clero. Uê! Você aqui, que bom!
E haja baixaria. E simulacro de status em moda. Que nível horroro. Vade, vade,
retro.
João
Dhoria Vijle Lisboa
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CAPACHOS E CAPACHISTAS by
João
Dhoria Vijle Lisboa
TANTO as Ciências de Mente e do Comportamento
Humano, nos falam da condição de certas pessoas que se transformam em capachos
de outras pessoas. É a condição de certas pessoas que se transformam em servas,
subservientes e submissas aos gostos, às necessidades e exigências basilares
para o funcionamento de outra pessoa. Tipo; a pessoa exploradora chega em sua
casa e é tratada como VIP. “VIP significa Very Important Person (Pessoa
Muito Importante), uma sigla em inglês surgida no início do século XX,
comumente adotada após a Segunda Guerra Mundial. A expressão identifica indivíduos com status elevado, como
líderes e celebridades, garantindo-lhes tratamento diferenciado e acesso
exclusivo a áreas restritas”.
É o caso daquela figurinha carimbada, já pelos
hábitos auferidos, traços hereditários dos quais não se pode escapar, porque
encontram-se marchetados, incrustados em seu arcabouço moral, social, cultural,
ético e de civilidade humana. Porque hemos de lembrar, nunca olvide esse
princípio. Cada pessoa é o dividendo dessa indelével e indelegável herança
familiar. Quem quiser saber porque sicrana ou fulano ou sicrano é assim e pior
do que se esperava, bastar esgaravatar o curriculum vitae da família.
Nesse comparativo cada qual é um acionista da
empresa familiar, e receberá esses louros, para o bem o para o mal, em termos
de convivência, civilidade, produtividade, cooperação, amizade, equanimidade,
ajuda na lavação de louças depois por exemplo da satisfação dos instintos e
reflexos de fome e apetite. Porque poucos sãos os indivíduos que gostam de
ralar entre a espiga e mão. Muitos só querem espigas.
Foi bem estudando esses tipos humanos e sem
civilidade que surgiram os conceitos de capacho e capachismo. Quem se submete a
ser gente capacho e o explorador. Que diz-se para adiantar: muitas gentes assim
agem, de forma dissimulada, velada, sorrateira, à sorrelfa. E a outra ali,
sempre lhana, bajuladora, sendo esbulhada em suas energias, em suas iguarias
apetitosas, em seus quitutes e capitoas opções, a outra toda vip, solerte e
disfarçada.
A pessoa capacho, muito comum das mulheres,
está ali sempre, submissa aos caprichos da outra exploradora. E esta está
sempre nesse expediente, como já naturalizado e normal. Porque basta lembrar
dessa tal como sócia, como participe dos dividendos do arcabouço ético e social
da família.
A pessoa na condição de capacho vai se anulando
frente a outra e outras que veem esta fragilidade na explorada e capacho. Ela
não sabe dizer não, sempre, sim, sim. Pode. Pode pegar. “Não! deixe que eu
faço, vai descansar que eu tomo conta aqui, eu lavo tudo, eu organizo, eu tiro
o lixo. Tem um chocolate aqui na gaveta, peque, coma! Saboroso!
Como há gente capacho neste mundo. Mundo fútil
e vazio. Tipo tambor! Já viram, se bate há um barulhão. No cerne um enorme
vazio.
João
Dhoria Vijle Lisboa
NIILISMO DIGITAL by
QUE HORROR!
Um mundo onde impera a decadência em tudo:
cultural, moral, ética, de civilidade, de interesse em crescimento como pessoa
participativa, operosa, cooperativa e construtora de si mesmo, do entorno
familiar, social, condominial. Esta é a descrição do mundo habitado e
compartilhado por aquelas gentes e pessoas, homens e mulheres que imersos na
Internet e redes sociais, têm esses aplicativos virtuais como a escola de vida.
A Internet e suas derivadas como as grandes e ubíquas redes sociais Instagram,
Tik Tok, WhatsApp, se tornaram redes de ensino. São formadoras de opinião, para
quem não tem opinião própria, para gente fútil, frívola e idiotizada. Assim, o
demonstram os sinais e sintomas de um embotamento cognitivo e intelectual,
crescente e recrudescente. Quanto horror! quanta descrença neste mundo tão
vazio e infestado de futilidades.
O padrão intelectual, técnico e laboral dessas
pessoas que vivem com o celular grudado na palma das mãos; é o que se vê
postado nessas nocivas e destrutivas redes antissociais. Todas essas pessoas
que não vivem mais sem essa fútil maquininha são a prova acabada do quanto elas
são servas e subservientes do império dos provedores de Internet e redes
sociais. Os smartphone para essas gentes passaram a ser parte da anatomia
corporal delas. Ninguém ora, reza, come, vai à privada e mictórios sem o
celular na mão. Na mão, hein!
Quando esquecem o aparelho em algum lugar, em
casa, no carro, em outro compartimento, mesmo seguro, vem o motivo de pânico,
de angústia, de tormento. A posse desse penduricalho pelos possuidores, passou
a ser análoga à uma possessão demoníaca.
Ninguém mais, em se falando dos adictos desses apetrechos, vive
desgarrado dessa possessão. São maníacos digitais. Todos dentro do mesmo imenso
e insosso vazio, o vácuo das futilidades. Se por definição o vácuo é o espaço
com ausência de matéria, a mente, o intelecto dessas pessoas adictas tem o
mesmo conteúdo. Nada, niilismo puro.
Notícias frescas: o congresso americano e a
Justiça Americana, vêm buscando responsabilizar e punir, exigir compliance,
códigos do que pode e não pode pelos provedores. Facebook, Instagram, Tik Tok,
entre outros. Ao que sugerem, o andamento das coisas, os algoritmos e diretrizes
das IA, dessas gigantes do mundo da Internet e Redes Sociais (leia-se
antissociais); todas as audiências e compromissos são cortinas de fumaça. Por
que esta conclusão? Os usuários, os adictos desses aplicativos e mecanismos
viciantes, sequer têm noção, consciência desses encontros corporativos, de
governos para mútua responsabilidade. No popular: tudo continua como dantes no
quartel de Abrantes. O mercado da Internet e de Redes Sociais é livre,
libertário, quem também manda e determina é o consumidor/usuário.
João Joaquim
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PESSOAS
DECANAS E REFERENCIAIS by
João Joaquim
É da essência da vida que as pessoas aprendam
com outras que sabem mais. E esse saber mais, da pessoa como referência abarca
os chamados conhecimentos empíricos e os adquiridos em escolas e cursos de
formação tecnocientífica e profissional. É de consenso que há muita importância
na chamada escola da vida; que oferece os chamados conhecimentos empíricos.
Empíricos vêm de experiência, de se aprender por ver outras pessoas nos seus
labores diários, nas suas fainas, na execução de cada expediente da vida comum,
de sobrevivência e do oficio profissional.
Um ensinamento empírico que a vida nos traz
diz respeito ao expediente de se aprender com os mais velhos. Porque em termos
populares, essa pessoa mais idosa já se encontra calejada da vida. São os
afazeres com erros e acertos e a pessoa vai se aprimorando e ficando com os
acertos. E aqui se fala também nos trabalhos técnicos e científicos, nos
ensaios e protocolos, dos experimentos, até se chegar a um resultado. As etapas
de uma pesquisa científica podem apresentar muitos fracassos. Seria o exemplo
de um experimento de uma substância ou medicamento para certa doença. Nos
testes sequenciais, in vitro, in vivo, ela pode se revelar eficaz ou ineficaz.
E se mostrar sem eficácia busca-se um novo insumo para aquela doença. Erros e
acertos, experimentos, tudo faz parte dessa pesquisa. Quantos não são os
inventos, as descobertas que foram antecedidas por inúmeros erros e fracassos.
A menção a estas questões aqui postas do que é
o funcionamento dos expedientes e rotinas da vida, são o mote de uma questão
central aqui intencionada. Refere-se à chamada experiência, aos saberes e
conhecimentos e de como cada pessoa deve reger e administrar sua estada em
sociedade, nas relações sociais, no âmbito profissional e recreativo. O que se
quer exalçar e sublinhar aqui é o aprendizado com alguém de mais idade e
experiência. Porque a melhor escola de vida é a própria vida vivida por uma
pessoa já calejada, pelos erros e acertos de cada gesto e expediente. Com tal
vivência, a pessoa vai filtrar e depurar aquilo que ela sabe ser o melhor, o
mais acertado e bom para ela e outras pessoas convivas e aprendizes, gente
disposta a essas influências. E vêm as razões e discussão a seguir.
Partindo novamente de como se aprende cada
pessoa, de per si, com outras mais velhas, experientes e calejadas, melhor
exemplo não existe do que a chamada educação de berço. A melhor escola e melhor
instrução ou pior escola ou ruim instrução se adquire em família. É a criança
nascida sem nada saber (analfabeta absoluta) e se instruir com a mãe, o pai, a
babá e pessoas à sua volta. Vem a adolescência e vida adulta e o indivíduo
melhor preparado, mais experiente, nunca pronto, porque a vida é um eterno
aprendizado. Mas, será que ele está mesmo pronto para a vida? Aprendeu bem e
acertadamente, tem-se um cidadão (cidadã) civilizado, produtivo, sociável,
participativo e de boa convivência. Aprendeu do jeito mambembe, tosco,
enviesado. Ter-se-á uma pessoa frágil, gente-problema, dependente de outras
para funcionar, para subsistir. E o Brasil está infestado desses tipos, os
chamados espíritos latinos, muitos inservíveis. Muitas vezes incapazes e
inaptos em prover recursos e meios da própria subsistência. Existem pessoas que
como frutos de uma educação frouxa, tolerante e no estilo tudo pode pelos pais,
não conseguem funcionar no modo básico, aquele modo produtivo de dar provimento
e sustentar a própria sobrevivência. São
dependentes de terceiros: um parente, um pai ou mãe, avós e do Estado, de
previdência social, de algum seguro de vida. Alguns tentam até ludibriar os
seguros de vida e previdência social com falsos atestados médicos e fingimento
de doença.
Nos chamados conhecimentos empíricos temos o
papel e influência dos chamados decanos ou decanas nos variados grupos humanos.
A começar pelo primeiro grupo social a determinar o destino do sujeito, a
família, nas pessoas de uma mãe e do pai. O decano ou deão, era aquele líder
mais idoso e experimentado a dirigir por exemplo uma turma de soldados ou
iniciados religiosos (seminaristas) de 10 pessoas. O decano ou decana traz
também a ideia de dezena ou dezenas de anos de vida e experiência. Imaginemos o
colegiado de juízes, o supremo tribunal federal, o decano é aquele magistrado
mais antigo. O que se mostra mais respeitável e ouvido pelos mais novos da
corte. Temos aqui além da formação científica e técnica, a formação empiria,
advinda da experiência, do fazer.
A função e diretriz de um decano ou decana em
um grupo pode se estabelecer por uma vocação natural somada à experiência e
expertise dessa pessoa líder entre as demais menos experientes e mais jovens. É
o sujeito de mais coerência e mais inteligente e experimentado tanto pela vida
como por uma formação técnica e profissional. Entretanto, não é raro de se ver
que certas pessoas, mesmo bem mais idosa que os demais, não consegue exercer
corretamente e eficazmente essa função. Trata-se de questão de personalidade,
de caráter, se influenciável por pessoas e valores de outras sem experiência do
grupo e que tenta impor seus gostos e preferências. Na gíria tem-se o termo
capacho, um tipo de tapete de se pisar. Pessoa capacho é aquele toda cordata
com tudo, subserviente, serviçal, boazinha, acolhedora, gentil. Do outro lado
não faltam os exploradores da bondade e gentileza dessa pessoa capacho. Assim,
existem a mãe boazinha, a sogra boazinha, o pai bonzinho, o avô bonzinho, até
médico bonzinho! até este tipo: ah, mas
o doutor, o meu doutor é tão bonzinho, me fornece receita de rivotril, de
diazepan, de zolpidem, eu durmo que é uma beleza.
Fica como exemplo aquele filho ou filha, que
no trato com pai e mãe, faz de tudo, com argumentos a seu modo de ver o mundo e
impor os seus desejos materiais. Um iPhone novo todo ano, uma moto da marca tal
e zero km, uma roupa de grife. Imagine de igual naipe aquela moça que nunca
tendo comido mel, ao comer se lambuza. Aquela jovem que é o corolário de uma
família de baixo nível cultural e escolar, aquela que se chafurda tal como a
mãe nas futilidades e frivolidades de redes sociais. É um vazio somado a outro
vazio. Temos assim, a chamada geração fosca, descartável, que pouco representa
em termos de engrandecimento para si e para a família, um pai ou mãe que tanto
fizeram em sua criação, engorda e formação como pessoa. “Que isto, filho. Por
que você fez isto? Ah, pai, qual é a sua. Você que me ensinou, eu aprendi bem,
você lembra? ”
João
Dhória Vijle Lisboa
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FAZER O QUÊ! BY
A pretexto de ser um item de realização na
vida de cada pessoa, assim o demonstram os estudos de Sociologia e Psicologia
Familiar, a geração de filhos e filhas, a depender dos fatores educacionais e
de igual forma o bojo genético, vai como que forjando uma série de frustrações
nessa chamada etapa que deveria ser de realização pessoal. Em se tratando do
projeto de família. Porque eis que esse planejamento faz parte de todo homem e
toda mulher que se casam. É o latente desejo e projeção de a pessoa
perpetuar-se nos filhos e filhas, na transmissão desses genes. E vêm os resultados,
conforme as influências, que os filhos e filhas, desde pequenos, vão
conquistando. É o meio, micro e macro ambiente social a moldar o caráter, os
gostos, as atitudes, o modus vivendi de cada pessoa. Ninguém escapa do belo ou
do feio, do bom ou do mau. A influência é inevitável. A Ciência só não reponde
porque as pessoas se inclinam a aprender fácil e rápido o feio, o indecoroso,
ao antissocial, o improdutivo, o fútil, o inútil e inconsútil.
Mas, eis que há como que um determinismo, uma
influência, para o bem ou para o mal, das cercanias sociais, dos parentais, do
ambiente recreativo, escolar, dos contatos diversos. Porque nas palavras de Ortega y Gasset
(1883-1955): “ Eu sou eu e minha circunstância; se não salvo a ela, não me salvo a
mim”: significa que o indivíduo é inseparável do seu meio ambiente, contexto
histórico e social. No mundo
digital e de redes antissociais, é quase impossível, as nocivas marcas das
futilidades e frivolidades que pululam pelo facebook, instagram, tik tok.
Vivemos o império do fútil e do grotesco em todas as praças presenciais e
virtuais.
Ora! Vamos alargar um pouco mais e até, para
entendimento, simplificar nosso comentário, a propósito desse princípio
existencial na formação, nos costumes e hábitos de cada pessoa. Há que se não
olvidar do efeito de um provável determinismo na constituição integral de cada pessoa.
Não se pode perder de consideração os efeitos genéticos de pais para filhos.
Inevitável! Os determinantes do genoma guardam valores quase milimétricos e
matemáticos em muitos aspectos e formação do indivíduo; para o bem e para o
mal.
Os efeitos marcantes, hoje em dia, das chamadas
circunstâncias se tornam massivas, intrusivas e corrosivas, quando se fala
nesses contatos virtuais. A Internet, as redes sociais, usadas em grande
intensidade e escala são graciosas. Logo, as influências maléficas se tornam
parte do cabedal social, de escolhas e hábitos das novas gerações. Como
proteger filhos e filhas dessas pernósticas pessoas? Há os liames afetivos
nesse aliciamento maléfico. Em qualquer gueto ou condomínio social e familiar,
existem as pessoas desadaptadas, antissociais e sem os qualificativos éticos e
civilizatórios. Muitas gentes são como dividendos de uma herança genética e de
uma educação familiar.
O casal joga no mundo tipo dois filhos, 4
filhos que supõe o seguirá (o casal, pai/mãe) no que ele (casal) traz de
formação social familiar em termos de costumes e escolhas na construção da
pessoa humana. Mas, do outro lado da rede, deitados em berços esplêndidos e
ociosos, há alguém a cornetear a vida desse jovem, dessa jovem. São escolhas
com sugestões. Nem precisa de prédicas, de persuasão, porque ela vai se fazendo
paulatinamente. Suavemente. Afetivamente. E pega. Afinal, de conta os bichos
humanos, como alguns outros bichos são de rebanho e manada, gregários e
sugestionáveis. O padrão feio e fora dos cânones cívicos vãos se incrustando no
bojo ético e moral do jovem e moça. Quando se vê, não há mais volta. Fim de construção
e formação do indivíduo.
Chegada a vida de adulto, cada qual, possui o
seu chamado livre-arbítrio. Palavras de Santo Agostinho, o filósofo católico
dos costumes e mudança drástica de chave comportamental. Goste ou não, concorde
ou não, aceite expressamente ou não! Tacitamente, cabe aos pais aceitar aquelas
marcações de xis do filho e filha. Trata-se até das prerrogativas inarredáveis
e inelutáveis das alíneas do Instituto dos Direito Humanos. Faltaram os Deveres Humanos!
Na vida comezinha, nos escaninhos sociais de
cada qual. Aquela filha ou filho que definiu por um cônjuge desagradável ao pai
e mãe! Fazer o quê? Nada! Ou ainda impactante: filho ou filha que mudou de
escolha! Fazer o quê? Nada! Aquela filha ou filho que de cia, adotou 4 quinzinhos!
Fazer o quê? Escolhas! Aquela ou aquele parrudo que mudou de gosto sexual.
Fazer o quê? E a genitora ou tor, vai introjetando tais e quais frustrações,
decepções. Angustia! Deprime! Mata paulatinamente! Mas, fazer o quê? Escolhas! OH
vida! Oh céus, oh azar! E sugere mesmo um certo caiporismo! Aquela mãe de certo
filho que de avião veio a nora que não é do cabedal imaginado. Fútil e frívola!
Fazer o que? Nada
Dado o espírito de leniência e resignação
daquela pessoa e mãe que tacitamente se vê como tudo normal e natural.
Normalização e naturalização do feio, do fútil e vazio. Imagine aqueles
fraternos sicranos e gincanas que nada produzem de útil e consútil. Que se
tornam sevandijas e todos os encontros se fazem em regozijos. Imagine outro
liame que fez até alguma opção sexual diversa. Normal, natural. Fazer o quê?
Nada. Natural, normal
João
Dhoria Vijle Lisboa
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OS FALSOS PRINCIPES E PRINCESAS by
E assim, palestrava o brilhante psicólogo
positivista, Fauler Visconti, em simpósio social na PUC são Paulo. Afirmava:
“desconfiem sempre de quem, a pretexto de afeto e apreço (a amigos e parentes
próximos), emprega sempre os inhos e linhas no trato pessoal, com muitas
pessoas. No íntimo e nos escaninhos morais de muitas dessas pessoas, estão
outros motivos recônditos e intencionais. Aquisição de guarida, amparo e
assentimento para seu estilo de vida e sociabilidade”. As palavras, muitas delas,
trazem quando mal-empregadas uma advertência do caráter, da índole do
interlocutor. Acautelem-se sempre desses tais e quais sujeitos e
parentais.
Já no trato com filhos e filhas, são outras
questões permanentes. “Que as palavras têm poder, todos sabemos. Então quando
alguém diz que uma menina tem, sim, "que ser tratada como princesa"
há várias intenções implícitas. A primeira é a que ela tem que "se
comportar bem", o que é um conceito amplo, elástico e customizável, onde
se encaixa uma série de coisas desde "sentar direito", correr
devagar, não subir no brinquedo mais alto do parquinho, ser obediente e não
argumentar muito quando começa a pensar com a própria cabeça.
Sim, as princesas são bem-comportadas”. Só
que estudos mostram o quanto esses rótulos e títulos de autoengano, os pais no
próprio engano, o quanto esses tratamentos desconstroem as crianças como
futuros indivíduos produtivos, autônomos e independentes. Elas se tornam
frágeis, como se de fato, tivessem uma eterna proteção, uma eterna carapaça protetora.
Manfred Gusto – Psicopedagogo.
As princesas têm que tomar um cuidado todo
especial quando se vestem. Esses dias li que uma princesa ganhou o título na
Grã-Bretanha; e que esta não pode usar calças compridas em público, em pleno
século 21. Saias e vestidos bem rodados são a vestimenta adequada mesmo quando
a "princesa" tem apenas 8 anos, 10 anos, 12 anos e, a caminho de uma
festa do amiguinho da escola, chora porque queria ir ao buffet infantil de
calça de moletom. "Mas todas as suas amiguinhas vão estar de
vestido, filha!". Quanto mal essa mãe faz!
- Continua o relato jornalístico.
As princesas ganham sempre os mesmos
brinquedos - É só procurar por eles observando as caixas rosas na loja. São
panelinhas, ferros de passar roupa, fogõezinhos, geladeiras e bonecas, muitas
bonecas, geralmente bebezinhos que elas têm que amamentar, colocar para arrotar
e trocar a fralda. Não há kits de laboratório, carrinhos, aviões, espaçonaves
para as princesas. Todas as princesas nasceram para ser mães e deveriam
ficar em casa, lavando, passando e cozinhando em seus castelos.
“Já os meninos, esses também sofrem na
semiótica do príncipe. Não podem se emocionar, "menino não chora!
Você parece uma menininha. "Quantas namoradinhas esse neném já tem?
Ouvimos da família uma vez, quando meu filho só sabia falar gugu, Dadá.
Começar a vida sentimental/sexual cedo também é antídoto para "não virar
viado". Ai, ai, a vida de príncipe também não é nada fácil- Palavras de
renomada psicóloga.
O mais grotesco é que há sempre aqueles
adjuntos, tios e tias, padrinhos que também se engajam nesse comprovado
autoengano. Os meninos parentais, têm esse reforço parental, de pessoas, que a
pretexto do agrado, do afago, dos mimos, contribuem destrutivamente, para o não
amadurecimento dos protegidos e mimados. Então para alguns haja somatotrópicos
(hormônios de crescimento), terapias alternativas, antidepressivos. Ai, ai, ai.
Muitos psicólogos e terapeutas se tornaram consertadores de filhos e filhas que
não vêm sendo corretamente formados. A maioria é apenas criada e malcriada! As
clínicas de Psicologia e Terapias se tornaram oficinas de conserto de pessoas.
São defeitos de fábrica, originários da deseducação de berço.
O resultado de séculos tratando as meninas
como princesas-recatadas-do-lar e os meninos como homens-machos-provedores é
catastrófico. Já os meninos, os príncipes, que passam a vida sem lavar um copo
no mundo da imaginação e também na vida real viram aqueles maridos médios que a
gente conhece, são meio-homens em vários itens de cidadania responsável e de
honestidade, inadimplir, um verbo bem ao caráter desses tais. Que tristeza,
não?
Uns príncipes. E as consequências de uma vida
sem poder chorar, ser frágil ou de sequer reconhecer que têm sentimentos foram
muito bem pontuadas pelo psicólogo Alexandre Coimbra do Amaral: várias gerações
de homens que simplesmente não sabem lidar com os desafios de uma vida adulta
(Departamento de Psicologia da Unifesp).
Claro que cada um cria o filho do jeito que
quiser, então se você acha que sua filha tem que ser "princesa" e seu
filho "príncipe" vá em frente. Mas tenha em mente como tal
estereótipo é limitante, injusto e castrador. Pode ser ainda pior se o seu
filho não se encaixar em nenhuma dessas ideias preconcebidas por ter uma outra
percepção de gênero de si mesmo ou uma orientação diferente das tais princesas
e os príncipes das histórias infantis –
Aí será um inferno viver em uma família como a
sua e em um país como o nosso, que mais mata gente LGBTQIA+ no mundo e pensa
que essas questões se resolvem na porrada. Ou na oração. Atenção, “spoiler”: É
com políticas públicas, segundo a ONU que se resolve grandes questões aqui
postas, com escolas, com pais mais maduros e educados e educadores. Mas, tudo
feito a tempo e hora. Arre! Esperança! O mundo precisa de professores e
professoras engajadas e comprometidas como uma Aline, uma Alice, a Maria, a
Aparecida e tantas outras pessoas idealistas e sonhadoras com um mundo melhor! E
são projetos e planos que se fundamentam em Educação de qualidade, aquela que
salva o indivíduo, como a idealizou o Educador Paulo Freire.
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EU TE AMO BY
O quanto são hipócritas certas expressões que
nos falam de amor. Afeto e amor. Eis aqui a temática dessa amorosa digressão.
Quantas vezes alguém já ouviu a expressão: “eu te amo”! E basta que o senhor da
razão ande mais, o tempo, para desvendar aquela mentira na boca dessa pessoa
que nos fez essa confissão de forma falsa e dissimulada. E não venha quem um
dia proferiu essa mentira se justificar, com aquele princípio de que existem
verdades temporárias. O ideal na vida
seria que a pessoa amasse uma vez só e eternamente. Mas, é compreensível,
porque a convivência dá-nos a oportunidade de conhecer melhor a quem nos
devotamos amor. Conhecer integralmente o outro é impossível. O tempo só nos
permite revelar um pouco mais o quanto a pessoa porta de vícios e virtudes. O
desejável é que cada um tenha mais virtudes que vícios e defeitos.
Mas, afinal como se pode definir o amor?
Tarefa fácil, porque ele comporta um sem-número de conceitos, e todos sem
preconceito. Porque ao termo ele acaba resvalando para o mesmo desiderato, a
união, o elo, o link, o amálgama, a liga, o convênio e mútuo apego de uma pessoa
a outra. Quando se ama de verdade, e não de forma temporária, fica a certeza
que aquelas duas pessoas são como gêmeos siameses ligados por um só coração e
duas almas igualmente gêmeas. Olha o quanto de beleza, ternura, segurança, vida
e gratuidade nesse convívio.
Existem, e isto é a mais legitima verdade,
diferentes nuances ou naturezas de amor. De modo objetivo, pode-se dividir o
amor em dois grandes grupos para fácil entendimento. O amor material e o amor
pessoal.
É natural que tenhamos “amor” a bens e
objetos, um patrimônio, um apetrecho pessoal moderno ou retrógrado, o resultado
de um trabalho artesanal ou artístico. Nestes termos o melhor exemplo são o
amor às joias, a uma roupa preferida, a um par de botas antigas, a um anel, a
um cordão de ouro ou prata, a uma bijuteria, a um relógio, a uma bicicleta, a
um carro. Ah, como existem pessoas com esse amor. Às vezes, maior que o amor
devotado a um cônjuge, a um filho.
Falemos agora do amor pessoal, do amor que uma
pessoa devota à outra. De novo, dois grandes grupos para melhor clareza e
aceitação. Existem nas ditas relações “amorosas” das pessoas, o amor falso e o
Amor Verdadeiro. Entram então nos ditos amores falsos a useira e vezeira
expressão “eu te amo”. Atentem bem os leitores (as) que muitos são os ditos
apaixonados e namorados (genéricos e de marcas) que prolatam, ditam, ou como se
diz no popular, falam pelos cotovelos a useira expressão “eu te amo”.
Entretanto, se levado a uma psicanálise, esse locutor, com sua retórica e
declaração não passa de um falsário, de um dissimulado e fogo-fátuo do falso
amor. Quer exemplos contundentes e convincentes desses tais? Os assediadores
morais e sexuais de seus cônjuges (homens ou mulheres), os feminicidas. Como se
deu o embrião dessa agressão? A confissão falsa do “eu te amo”, que depois,
passa da fase da cama, leva ao desencanto, ódio, intolerância, crime de tentava
de execução e de fato, eliminação do outro; feminicídio.
Nas relações humanas, pode-se ainda discorrer
sobre o amor paternal ou maternal, em grande parte prevalece o amor verdadeiro.
Daí ser veraz, real, a expressão eu te amo. Nessa declaração fica bem nítida a
autenticidade na mímica, nos gestos, no cuidado, nas atitudes e zelo com que um
pai ou mãe trata as suas crias, os filhos e filhas. Entretanto, existem
relações de pai/filho e filho/pai, que elas se fazem por estrita obrigação
genética, uma forma de coerção moral pode reger essa relação. Pode não se
ver ostensivamente agressão, mas não há também amor. Apenas respeito. E não
raro, onde deveria existir amor, casos existem de ódio e rancor entre esses
parentais. Expressos e confessos. Basta o modelo dos pais que dão
pensão alimentícia a filhos por coerção judicial.
Por último duas ou mais palavras sobre duas
formas de relação filial ou vice-versa. Tanto pode ser o afeto (a afetação) de
pai para filho ou filho para pai ou mãe. Do filho para o pai/mãe: quantos são
os filhos e filhas que amam os seus pais de forma espontânea, originária,
generosa, com gratidão pelo simples reconhecimento e retorno do vínculo
genético? Amor verdadeiro, independentemente da condição sociocultural,
patrimonial e profissional ou moral desse genitor (a). Trata-se aqui da mais
legítima verdade real, porque demonstrada por estudos e ensaios de Psicologia
Familiar e Sociologia.
Entretanto, tomemos esse provérbio: “um pai
está para 10 filhos, mas 10 filhos não estão para um pai”. Está aqui a entrar
no estudo do quanto muitos filhos cuidam do pai, não por amor. Porque o próprio
adjetivo o qualifica, um falso amor. Não existe amor, e sim um “cuidado moral
coercitivo”. Ora, é bem explícito, useiro e vezeiro esse tipo de relação
filial, de filho para pai. Tem-se lá aquela mãe ou pai, que na senilidade, na
decrepitude, muitos inválidos, doentes crônicos e estritos dependentes de
alimentação, higiene, companhia e medicação. Quantos são os filhos e filhas que
fazem essas tarefas do zelo, higiene e cuidados por amor puro e sincero?
Esparsos e excetos exemplos. Porque a maioria o faz por uma coerção social e
obrigação moral. Os olhos e críticas das pessoas, parentes e sociedade para
esses tipos éticos e sociais funcionam como câmeras de vigilância, de coerção
social.
E ultimando essa digressão sobre algumas
formas de amor, que por vezes não é amor, mas uma relação social familiar interesseira
dissimulada. Nelson Rodrigues (1912-1980) cravou esta: O dinheiro compra
até amor verdadeiro”. Falou tudo e mais alguma coisa sobre muitas dessas
relações falso-amorosas, conjugais ou filiais. Imagine aquele filho ou filha,
que resultado de uma educação familiar de teatro mambembe e tipo júpiter
recebeu todos os mimos, privilégios e imunidade para a satisfação de todos os
desejos objetais e materiais e monetários. Ora, é natural que “eu te amo”
ressoará vindo da faringe e se acreditará como verossímil e real. Mas, é
aí que se estabelece esse amor objetal e de pecúnias. Quem se oporá? Como fazem
efeitos os brincos, os mimos e dádivas, os i-Phones e smarts de última geração.
Criação, educação. O amor é a única resposta sã e
satisfatória ao problema da existência humana. Erich Fromm.
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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PESSOAS
CÚMPLICES E TOLERANTES BY
Dois são
os ramos do conhecimento humano que se busca nessa análise, a Psicologia e a
Psiquiatria. Trata-se da arte da convivência, ou o que também se chama regras
de convivência das diferenças de personalidade e de caráter. Como diz um jargão
popular, indo direito ao ponto: imagine aquela família onde 4 ou 6 irmãos com
condutas e comportamentos diferentes um ou uns dos outros. Ou mesmo em grupos
sociais, corporações profissionais, de qualquer trabalho.
Para
início de consideração, é de ter em conta que todos somos desiguais em se
tratando de caráter, personalidade, educação lato sensu, instrução adquirida de
berço, escolaridade e influência do meio social, onde inserido e formado o
indivíduo. A Psicologia Positivista e as
Neurociências afirmam que os gêmeos univitelinos são idênticos, mas, não iguais
ao se tratar de caráter e construção ética e social. Porque inescapavelmente
haverá a interação com o meio social, para essa formação integral do indivíduo.
O que
nos ensina a Arte da Convivência Humana, com fundamentos nas Ciências Humanas?
As diretrizes basilares nos falam que no convívio com as pessoas, cada qual
deve ter um olhar para o indivíduo de per si e outro para seus atos, atitudes,
conduta, condução moral ante qualquer atividade social e laboral.
O grande
e notável filósofo Voltaire disse: “Posso não concordar com nenhuma das palavras
que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las. ” Em
outros termos e interpretação, ao indivíduo é dado o chamado Livre-Arbítrio, a
livre e espontânea vontade. Todavia, com uma condição: a assunção do corolário
e consequências. E mais substancial e
incisivo, nem tudo que se pode e quer se deve fazer. Há limites e contrapesos.
Quando
se diz do expediente da cada pessoa em lidar com aquele convivente ou parente,
confrade ou companheiro de qualquer grupo social e laboral, familiar etc. As
pessoas se dividem em duas classes: as que se tornam cúmplices e tolerantes com
os atos e gestos ilícitos e antissociais de seus convivas; e aquelas que
convivem e não são colaboradoras, omissas e tolerantes com esses tais e quais
tipos destoantes das boas regras de convivência e ética. Resumidamente: pessoas
tolerantes e complacentes com os fora dos padrões sociais e pessoas
intolerantes e críticas dos atos desses antissociais.
Esse
segundo grupo de pessoas é o que se pode chamar padrão-ouro em termos de civilidade
e ética de convivência. Em outras palavras, que princípio norteia a conduta e
caráter dessas pessoas que não se acumpliciam e não protegem esses clássicos
sujeitos (parentes ou não parentes) em suas atitudes de folgados,
aproveitadores e embusteiros e hipócritas? O princípio humanista de eu estimo
você, eu defendo a sua pessoa e sua dignidade, mas, jamais os atos, atitudes e
modo de vida praticados.
Os
dados empíricos e observacionais nos revelam ser muito encontradiças aquelas
pessoas que portam uma personalidade austera, muito idônea em todos os cenários
da vida. Seja o de entretenimento e lazer, seja no âmbito social civil e
laboral. Entretanto, com esses atributos seguidos à risca, essas pessoas na
convivência com outros tipos humanos (parentes ou amigos) se veem obrigadas a
os proteger, a os acolher em seus atos e comportamentos nada éticos, de
honestidade e sociais. E essas pessoas, nessa tolerância e cumplicidade passam
a vida toda nesse sofrimento moral, psíquico e orgânico. Porque essas pessoas
agem contra seus princípios éticos e morais. Isto traz sofrimento. Não raro
essas tolerantes e coniventes desenvolvem doenças psicossomáticas, hipertensão,
enxaqueca, depressão, tormentas, irritabilidade. Pessoas que passam a ser
atormentadas por esses espíritos antissociais e sugadores de energias alheias. São pessoas que dado o seu caráter passam a
vida atormentadas por esses demônios,
diabinhos familiares ou de amizade. Sofrível.
João Dhoria Vijle Lisboa
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FILHA SER MÃE CUSPIDA E ESCARRADA by
Na
verdade, a corruptela do original é:
aquele filho é um pai cuspido e escarrado. Então vale também para a
filha. Nos efeitos de ser a mãe cuspida e escarrada. E para relembrar. Na
origem o ditado é: aquele filho que saiu ao pai esculpido e encarnado. Para
alguns filólogos, esculpido em Carrara (cidade da Itália, de onde se extrai o
nobre mármore). O que importa é a metáfora do grande significado da educação e
formação integral da pessoa humana, tendo a família, o pai e mãe como
protagonistas nessa construção do filho e da filha. Vem deste princípio o
axioma, filho se cria com instrução, ética e educação, já cachorro se cria com
ração.
Bem diz
também o ditado de que a voz do povo é a voz de Deus, e a voz do povo é a
sabedoria pura. Quantos não são os brocados, os anexins, os axiomas, as
expressões, as regras e princípios que as Ciências não negam. A realidade pura
e certa é a de que a melhor escola é a própria vida. E nesses termos cada
família, cada pai e cada mãe.
Um
grande ensinamento sociológico e filosófico (tese empirista, filosofia
empirista) nos crava com ênfase que todo cérebro (criança) nasce como se uma
lousa em branco fosse, uma tábula rasa. Noutros termos, uma criança nasce
analfabeta absoluta. A mãe, notadamente; e corroborada pelo pai vai ajudar na
formação social, ética, de costumes, de etiqueta, de relações humanas a essa
criança. Esse entendimento constitui uma cláusula pétrea, irretocável.
Assim,
estabelecido e ainda buscando se sustentar na tese empirista, basta cada pessoa
observadora e estudiosa atentar com interesse e zelo o cabedal social, o modus
vivendi, o jeito de cada pessoa tocar sua vida, nos aspectos os mais comezinhos
e modulares da vida. Uma roupa de vestir, um apego vicioso ao celular, o
interesse em prestar gentileza a outra pessoa à sua volta, os apegos às
frivolidades e futilidades da vida.
Com
efeito, o filho vai mimetizar muitos hábitos e atitudes de pai e mãe. A filha
vai repetir e copiar em abundância as banalidades (peruas) nos seus trajes. Não
importa na vida mais comezinha e rotineira que se há de tocar.
Quando
se faz uma análise psicopedagógica e antropológica da pessoa humana (não é
pleonasmo, porque há pessoa jurídica) vemos o quanto os ditados populares vêm
de uma base científica. São as Ciências nos seus diversos braços se espraiando
pelo vulgo, pela plebe e pela sociedade em geral. Não há falha. Quem estuda e
se abebera em fontes confiáveis tem esse amparo científico. Assim, se conclui,
quer entender porque um filho ou filha se mostra destoante dos padrões éticos,
de etiqueta, no trato com todos à sua volta, parentais ou amistosos,
corporativos, de redes sociais.? Quer mesmo interpretar ao certo e justo? Busque
ler, ver os cabedais de mãe e pai. Tem-se aí o fundamento, a etiologia do
porquê de a pessoa ser assim ou não assim, assada ou crua nos ditames mais
frugais de boa convivência civilizada e ética. Assim era lenida, debutante da vida, e
mimetizava tudo. Seios carnosos à mostra, gastrocnêmicos vistosos, minissaia
que sentada carecia de esticamento para não mostrar intimidades e calcinhas.
Rebolation, insta, face. Ai, ai,
ai. Santa Edwiges
João
Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM
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Datas
Festivas by
Por joão
Joaquim
Quando
olhamos na retrospectiva de nossas vidas e de nosso país, é momento de
meditação e reflexão. Quantos não foram os atos tresloucados de homens e
mulheres que poderiam ter melhorado a vida da humanidade e do planeta. Da
cop30, por exemplo, realizada no Pará Brasil! O que se tirou de concreto e bons
resultados para o planeta e para fauna e flora? Para a fauna humana. Seguramente
nada. A poluição e destruição da Natureza continuam em ritmo nunca visto.
Nós
humanos! Sobretudo as pessoas que tanto dependem do que produz a Natureza, na
sua generosa produção de água pura e alimentos de todo gênero. Nesses objetivos
da cop 30, pouco se vê de concreto e frutífero. Foi tanto blá blá, blá, que
tudo parece ter ficado na retórica, e tudo na alegórica. Certamente vai dizer
algum especialista em arte gongórica. Porque no íntimo, muitos desses homens
ditos de Estado, não passam dos discursos, dos laudatórios, falam bonito e
demais, mas na hora do vamos ver na prática. Nada!
Certas
datas em certas famílias são momentos de compreender com mais proximidade a
índole, o caráter de muitos tipos sociais. São muitas pessoas desses rebanhos
de gentes que não sabem o significado pagão do Natal/da antiguidade e de hoje .
Sua origem, o que tenha a ver na antiguidade com o sol invicto? A maioria se
torna copista. São indivíduos que vão repetindo aqueles rituais e entendem
bulhufas desses comemorativos e datas festivas. Por que do papai Noel?
Há um
outro contexto e comportamento que bem revelam o caráter, os valores sociais,
os indicadores de felicidade de grupos sociais. É o hábito de as pessoas se
chafurdarem em tudo quanto há de comida e beberagens. Pouco importa se bebidas
alcoólicas ou refrigerantes. Coca-Cola. E aqui um adendo! Que qualificativo!
Não é mesmo! Impróprio em absoluto; não tem nenhuma propriedade de refrigerar
nada da pessoa. Ao contrário, estimula o indivíduo a comer mais e mais. Com
altos índices de insalubridade. Agua salgada, sais e corantes e caramelo.
E
aqueles que se embriagam. Trata-se aqui de um capítulo à parte, porque o
indivíduo vai se empanturrando de cerveja, de vinhos e destilados; e
paulatinamente vai perdendo o senso crítico e de civilidade. E vem o gesto de ter que tolerar (pelos
presentes convidados, que são sóbrios) as chulices, as baixarias, os chistes de
mau gosto e ofensas aos brios e caráter de quem não se entrega a esses
exageros.
Nessas
datas, há aqueles indivíduos, homens e mulheres, que mostram todos os seus
baixos instintos e bem lembram aqueles personagens do escritor francês François
Rabelais, o pantagruel e o gargântua. Autênticas pantomimas, momescos. Ou certos
personagens do decadente império romano. Quando os convivas e festeiros,
comiam, comiam, se empanturravam de vaca, de porco, de galinhas, de massas, de
doces. Quando se achavam repimpados e ingurgitados de tanta comida, era costume,
irem ao mato, ou mesmo em via pública, dedo na garganta e provocavam vômitos,
vomitavam tudo e voltavam a comer, beber, empanturrar. Era chique, prazenteiro,
gozoso, tais gestos. Hoje soa grotesco e animalesco. Mas, há gente moderna
nesse vício de comer.
A
pergunta que fica é esta: que diferença há entre aqueles dos tempos de Rabelais
e de hoje? Pessoas para as quais a felicidade máxima está nos prazeres dos
chamados baixos instintos, comer, beber, se empanturrar, se encharcar de
massas, açucares, doces. E vai se tornando roliças ( barrigas, bumbuns,
papadas) de tanto acúmulo de adiposidade. Ah, mas tem uma solução drástica,
cirurgias para obesidade mórbida. Quanta morbidez! São os pantagrueis e gargântuas da era
digital, da pós modernidade.
João
Joaquim de Oliveira - médico e articulista do DM
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Datas
Festivas by
Por
Dhoria Vijle
Existem
certas datas que são oportunas para se aquilatar, sopesar e compreender o que é
o caráter, a personalidade e perfil moral, social e comportamental das pessoas,
no que tange a todo o seu bojo de valores, de relações sociais e éticas com as
pessoas à sua volta. Inclusive nos seus mais frugais gestos de sobrevivência,
de convivência em grupo. Quer um exemplo bem comezinho? Nos hábitos do próprio
comer. Há gente que traz, que despende esforço e energia em graus máximos para
se refestelar em comidas. De preferência quando o faz às expensas de terceiros.
Tomemos
certas datas tipo Natal e Ano Novo. Há certos tipos humanos que chegadas essas
datas eles se tornam fissurados, esfuziantes e sôfregos por comidas. Não se
trata de poucas gentes. Talvez se salva pouca gente! Mas, vêm-me à memória
certas famílias com diversificados membros, que chegados os dias de Natal e Ano
Novo, eles são preparados, aptos a se servir de uma, duas, três ceias
natalinas, a quantas eles como filas-boias forem capazes. E se refestelam em
tudo quanto for comida. Tornam-se repimpados, pantufas de barrigas. E acham
normal tal expediente! Vamos ao contexto
e vale a pena:
O " fila-boia" tradicional refere-se
a uma pessoa que costuma visitar a casa de amigos ou conhecidos em horários de
refeição, com a intenção — às vezes disfarçada — de ser convidado para
comer. Nos tempos modernos, com a evolução dos chamados Direitos Humanos,
quando também deveria haver o Instituto dos chamados Deveres Humnaos. O
“fila-boia moderno”, aquele parental, o fraternal, o big Brothers de boa lábia
e bem formado tecnicamente, usa de toda sua expertise para enganar e cooptar
pessoas próximas. Sai para comer, e gosta de levar vantagem, não paga sua cota,
ou paga sempre a menor. E sorri, sai de alma e cara-lavada. Como consegue hein!
Por que fila-boia. Origem do
termo: Deriva da expressão "filar a boia".
"Filar", em gíria, significa obter algo de graça ou por esperteza,
enquanto "boia" é um termo informal para comida ou refeição
(especialmente o almoço).
Esta é uma expressão da Natureza humana. Há gente, e não poucas gentes, há gente que têm na comida, do prazer da
boca, de preferência filada dos convivas generosos e fraternos o máxime de sua
felicidade. E vão repimpado de comida. Etiqueta à mesa? Que etiqueta! Se a
farinha for pouca, o primeiro pirão é meu. Cruz credo desses tais! Vade retro
pantagrueis e gargântuas. O Belzebu os espera, bem feliz.
João Dhoria Vijle Lisboa
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ARREPENDIMENTO
E PERDÃO by
João Dhoria
Vijle Lisboa
Interessantes
são algumas atividades das Ciências Jurídicas, que buscam a melhor compreensão
do perfil de tantas formas de delitos, crimes, ilicitudes. São analisados, na
verdade, o perfil social, o tipo psicológico e comportamental dos autores e
autoras dessas ações ilegais, criminais, contrafações, estelionatos e tantos
outros expedientes, nos mais variados graus de nocividade, de agressão, de
lesão aos desafetos, a pessoas alvos desses ataques e delinquências.
Por que
de interessante dessas atividades? Já de certo tempo, dentro de algumas câmaras
e varas de Justiça, existem alguns profissionais não jurídicos ou de Direito
que prestam serviços ao Judiciário. São os peritos superespecializados, como um
psicólogo forense, um psiquiatra. Mais recentemente, alguns juízes têm os
pareceres de religiosos e doutrinários. Sem especificidade. Exemplo, um
especialista na doutrina espírita, em candomblé, em budismo, em xintoísmo, em umbanda.
É a chamada perspectiva holística ou multifária da pessoa. Inclusive mística.
Vamos
entender o porquê desses serviços auxiliares. O bicho humano se faz do binômio
corpo/alma. Se a esfera ou dimensão corpórea é tanto vária e complexa, vamos
imaginar o que seja a psique humana. Ela é complexa, multifacetada e desafiante
deslinde para um só conhecimento. O comportamento, a índole, as intenções do
indivíduo. Tudo conta, nessa análise do perfil psíquico e de personalidade de
um autor e autora de qualquer desvio social, civil, ético e civilizatório.
Uma
leitura curiosa e instigante é uma análise do perfil social e psicológico do
indivíduo (homem ou mulher, com predomínio do sexo feminino) fofoqueiro ou
bisbilhoteiro. Muitas pessoas que praticam esse desvio de conduta e norma
social o fazem sem medir as consequências; sem preocupar que a vítima dessa
violência vai estar documentando tudo. E um dia, virá a colheita dessa agressão
pelo ofensor, ofensora. Denúncias, queixas nas polícias, processos.
É nesse contexto
que entram os profissionais adjuvantes do julgador, do Ministério Público, das
Polícias Investigativas, dos Juizados Especiais. Existem, dessa maneira aqueles
autores e autoras que feitas as fofocas, os factoides, as invectivas, as fake
News, esses autores e essas criminosas pessoas não têm o sentimento de
arrependimento. Porque também sabem que vão ser processadas, fazer as
reparações morais e materiais da vítima.
Enfim, a vindita a vingança é antecipada.
No
entanto, há algumas autorias cujos mentores e praticantes, mostram
arrependimento, pedem desculpas às vítimas. Há o reconhecimento do ilícito, do
antissocial, do delituoso e reprochável fato e factoide criado, da fofoca
maldosa e incriminadora sem lastro probatório. A fofoca, pela simples fofoca,
no sentido de angariar crédito com alguém, de vindita e retaliação, pela
simples vingança. E nessa análise é que
entram até os espiritualistas, os médiuns, os doutrinários e psiquiatras, no
escopo de assessorar o julgador a montar o perfil psicopatológico e criminal do
acusado (a).
Em certa
audiência, uma vítima foi interrogada pelo Magistrado do Juizado. “ Então,
você, além da reparação material e moral perdoa a autora das infundadas
difamações sofridas? – Perdoar, sim. Mas tenho boa memória. Convivência nunca
mais”. Como dizia uma sinistra ave negra: Quoth the raven, nevermore.
João
Joaquim /João Dhoria Vijle Lisboa
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AQUI SE FAZ E AQUI SE PAGA by
João Dhoria Vijle Lisboa
São algumas doutrinas, certas
teologias e ramos místicos que versam sobre as chamadas dívidas ancestrais. O
que vem a ser uma dívida ancestral? Seria o indivíduo pagar por algum labéu,
algum pecado de seus antepassados genéticos: fala-se em até três gerações
anteriores. Os bisavôs são esse modelo de ancestral. Noutros termos, um
trineto, uma trineta pode, conforme esse conceito doutrinário e teológico e
teleológico, passar por certas circunstâncias de privação, de sofrimento, de
danos psíquicos ou corpóreo como paga, como ressarcimento e compensação dos
erros, dos ilícitos, da vida desregrada e desgarrada de seu trisavô ou trisavó,
ou pais.
Pode até sugestionar uma
certa trama mental; no entanto quando se analisa a biografia, a trajetória
terrena de muitas pessoas, há de pronto e de plano esse convencimento. Vêm
certas difíceis perguntas, de difíceis respostas. Por quê, o porquê de uma
pessoa levar uma vida que ressuma ser padrão, correta, nos ditames da
civilidade e passar por certas tituladas provações, privações, dissabores,
fracassos, reprimendas sociais e civis. Feitas pela própria vida. Vem daí a
ideia do que se conceitua como carma, os passivos da vida, as pagas de dívidas
dos antepassados.
São pessoas e vidas que
trazem aquele inesperado caiporismo, um carma como retribuição e indenização
pelo que fez alguém de seus antepassados. E atenção! Nem precisa que esse
antepassado tenha levado uma vida de recalcitrância em regramentos e padrões de
honestidade, de convivência, de civismo e civilidade. Trata-se no que se
denominam os doutrinários dos qualificativos das manchas morais e sociais.
Na objetivação
demonstrativa bastar pensar em um chefe de família que lançou sua prole ao
mundo e proveu-lhe todos os necessários recursos materiais. Ou os módicos bens,
insumos e recursos dignos. Todavia, esse marido, esse pai, esse chefe de
família deu azo e vez a um vício de álcool ou outra substância ilícita e de
efeito comportamental e moral. Tem-se aqui um modelo, segundo os sábios
doutrinários, um labéu, uma mancha, um tisnar moral e ético. O carma para os
descendentes está sendo consubstanciado. E ele virá de alguma forma. Uma
doença, um fracasso profissional, um filho ou filha fora dos padrões
civilizatórios e laborais.
Vêm dessas leis e
fisiologia existencial tais e outras consequências que as pessoas não podem
negligenciar. O conceito e realidade do inferno estão nessas premissas. O
sentido da dívida de cada pessoa conforme os atos, atitudes e comportamento
está bem sedimentado. Não há o que dissentir. Tal previsão é bem prática e
preventiva para aquela pessoa que passa a vida inclinada às coisas mais fúteis
e triviais. Gente sem nenhum compromisso construtivo para um mundo melhor.
Sequer promove o próprio incremento de si. Como um trabalho rentável, com
vistas à própria subsistência; uma formação técnica ou cultural na busca de uma
qualidade de vida. Sequer se mostra zelosa ou voluntária em assear ou cuidar de
um pai ou mãe carentes de cuidados básicos. Enfim, gente oca e vazia em tudo. Assim,
o palestram esses sábios da constituição binária corpo/alma, do arcabouço
holístico da pessoa humana, espíritas e doutrinários.
João Dhoria Vijle Lisboa
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INDIVÍDUOS LABORALMENTE
DISFUNCIONAIS by
João Dhoria Vijle Lisboa
Vários são os ramos
Científicos, da Fisiologia e Neurolinguística que estudam muito bem os
circuitos psíquicos e neurais do animal humano. Aqui fala-se tanto de pessoas
normais como aquelas fora dos trilhos, do que se considera padrão de
funcionalidade. E já de plano, uma observação: como é complexo o entendimento
do mecanismo ou mecanismos de normalidade da pessoa humana! Por ser complexo é
também instigante e deslumbrante para os cientistas, para os psicólogos e
psiquiatras; os que gostam de Ciências.
E por que dessa mensagem
introdutiva? Para a seguinte proposição: quando alguma pessoa está fora do
padrão de normalidade no que tange à sua classificação como animal racional,
inteligente e superior, há uma confluência de pareceres de que essa pessoa é
doente de suas faculdades psíquicas ou mentais. Entram então os ramos
profissionais com fundamentos técnicos e científicos para essas correções. São
então os psicólogos, os psiquiatras, os terapeutas, os neurologistas e até
outras especialidades nos chamados consertos de gente. Porque havemos de
convir, os psicólogos, psiquiatras e clínicas terapêuticas de comportamento são
técnicos e oficinas de conserto de gente. Em uma simples analogia, como se
fosse um automóvel. Oh, meu auto está com um certo ruído aqui no motor, certas
luzes não acendem, quando ligo não funciona direito. Etc. Vêm então o mecânico,
vem o eletricista e corrige o sistema inteiro.
Assim ocorre com um
sem-número de pessoas, de todas as idades, com avarias, defeitos, déficits
desse e outro sistema, depressão, tristeza, TDAH, transtorno bi ou tripolar,
esquizofrenia, síndrome borderline, etc. Muitos desses tipos têm controle com
os profissionais adequados. Porque havemos de convir, são falhas genéticas, dos
circuitos psíquicos, neurais, hormônios cerebrais sem homeostase, desarmonia no
funcionamento. A Medicina e seus ramos de conhecimento vão dar jeito na coisa
disfuncional: medicamentos psicotrópicos, antipsicóticos, psicodélicos,
sedativos, sessões terapêuticas, e até neurocirurgia ou implantes. Corrige-se
ou compensa-se muita coisa nesses casos.
Agora, vamos imaginar a
seguinte situação, encontradiça, em certas famílias, guetos e condomínios
residenciais. O seguinte: a pessoa nasce normal, é criada naquele estilo de
educação e instrução de certos pais bonzinhos e atoleimados. Aqueles filhos e
filhas que não têm limites. Na verdade, e já bem registrados, são indivíduos
gestados e criados, ao modo de pets de estimação. Porque a instrução social,
ética e civilizatória é precária! A questão mesológica e ambiental tem muita
culpa no cartório. Em síntese: aquele indivíduo que vem de uma família tipo o
pai é um hebetado social e culturalmente; bebum constante, chucro, tosco, chulo
e de precários valores éticos e sociais. Mãe, semianalfabeta, atoleimada,
pateta, toleirona. Sem nenhum atributo de respeito e modelo de ética.
Conclusão desses tipos: são
pessoas disfuncionais. Elas não reúnem condições de viver de forma autônoma. E
por que se afirma isto peremptoriamente? Porque são sujeitos e indivíduos que
estão sempre carentes da ajuda de alguém para as necessidades primárias de
sobrevivência: comida, abrigo, roupa de vestir, objetos de futilidades. Não dão
conta de viverem sozinhos, por si mesmos! Estranho, não! E horrível, vamos
combinar, não é!
João Dhoria Vijle
Lisboa
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GENTE REPULSIVA BY
João Dhoria Vijle Lisboa
TODOS hão de convir que
existem pessoas benignas e malignas. E elas parecem não reunirem condições de
fugir a esse determinismo; assim o dizem muitos sábios. Há como que uma organização
interna nesses indivíduos, como se fosse seu software, à semelhança de um
computador. Muitos hão de chamar a essas
características de destino. Mas, será que funciona? Assim, foi, de acordo com a mitologia grega o
que ocorrera com Édipo Rei. Segundo o oráculo de Delfos, Édipo mataria o
próprio pai, Laio, que era casado com Jocasta. Estes eram rei e rainha de
Tebas. Essa história, daqueles idos tempos antes de Cristo, ficou registrada
pelo dramaturgo Sófocles (497 a.C – 406 a.C). Para aquele tempo, Sófocles viveu
uma eternidade.
No caso de Édipo Rei, não é
que a sina, a desgraça da sina, rara, nem tanto naqueles tempos, veio a se
cumprir! O porquê! Se explica: recebido
o oráculo de Delfos, Laio e Jocasta deram o filho Édipo para alguém, um servo
de Corinto. E para que? Para que a profecia de Delfos (oráculo de Delfos) não
se cumprisse. Coitado de Laio! Sina rábula.
Laio não sabia do destino.
Já adulto, Édipo volta a Tebas. E num entrevero com Laio. Este é morto por
Édipo. Olha aí o destino! Que Sina, hein. Édipo mata o paio Laio e ainda por
cima desposa a própria mãe (casa com a própria mãe), Jocasta. Destino,
determinismo.
Tornando ao nosso pequeno
planeta, ao nosso entorno social (certas pessoas), do qual também não podemos
desvencilhar de todo. Assim assistimos de forma semelhante à trajetória dos
humanos, de muitos humanos, não todos os humanos. Porque existem humanos e
humanos. Pessoas cujo caráter, cujo convívio diário pode ser um aditivo
benfazejo, agradável aos olhos e ao coração. E outras pessoas que a simples
presença reverbera antipatia, quizila e mal-estar. Gente com energias e
magnetismo demoníacos.
Esses tipos humanos são
encontradiços em todas as famílias. Agora, há algumas que exacerbam os limites
da razoabilidade e tolerância. Está aqui uma razão para tanto dissenso,
confronto, ruina relacional e infortúnio. Deusa fortuna! Ah, fortuna!
Doutrinas (espírita e
xintoísmo por exemplo) e ramos da Filosofia afirmam que são dois os fatores que
tornam certos humanos indigestos e intragáveis, nos quesitos de relações e
convivência. Um fator: o genético e inato do indivíduo. Está em seu organograma
psíquico e moral. Outro fator determinante o educacional. Família, pais tolerantes,
bebuns, viciados, glutonaria, rataria. A criação de um ambiente chulo, de baixo
grau sociocultural. Tais tipos sociais são formados e instruídos nesse caldo
cultural sem volta.
No convívio amistoso e
parental, essas pessoas trazem o chamado caiporismo. Elas contaminam o
ambiente. A simples presença estabelece uma aura de negativismo, de mal-estar,
de repulsa, engulho. Antipatia e rejeição. Afaste-se de mim, espírito do mal. Ou
como proferida nas Sagradas Escrituras, vade retro, espírito do mal e indesejável.
João Joaquim médico e
articulista do DM
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GENTES TORTAS QUE ENTORTAM
OUTROS by
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
Este microartigo é para
comentar sobre certos tipos humanos, dos dois gêneros, aquelas pessoas que
sugerem pela vida que levam pouco se importarem com o dia de amanhã. A questão
central e fundamental é viver o agora, o hoje, nada de projetos de incremento pessoal,
no que tange ao social, laboral e cultural. Trata-se aqui, do sujeito que vive
em sujeição à sua condição de mero existente. Ele nasceu, existe, e não vai
além dessa tacanha, frugal e ordinária existência. Existir foi a meta máxima
alcançada e fim de jornada. Horrorível, não? Tais pessoas estão por aí. Por
vezes à sorrelfa, dissimuladas.
Há certos tipos que até
esboçam vez e outra algum progresso! Um curso disso e daquilo outro engano ali.
Na verdade, escusados cursos. Porque ao termo e cabo dos feitos, nada feito.
Nenhum acréscimo profissional, técnico ou científico. Difícil imaginar, a pessoa
conseguir viver às expensas do chamado autoengano, uma platitude aqui, outro
engano ali, um faz de conta que busca algum aditivo pessoal, cultural. E necas
de pitibiribas!
E aqueles tipos humanos que
levam a vida de forma estroina, na esbórnia do nada fazer, do far-niente, do
laissez-faire. São aquelas mulheres,
mais elas do que eles. Gênero feminil, mesmo! São gentes sem eira nem beira.
Vida torta, desde o berço porque os pais eram também de vida torta nos quesitos
pedagógicos e exemplares. Vícios da glutonaria, do álcool, do linguajar chulo e
oco, do baixo calão, do estar sempre sob efeito da cachaça.
E quando algumas dessas
mulheres casam! Coitados dos maridos! Ter que manter as dondocas em casa, sem
nada fazer ou produzir! E costumam ter algum filho ou filha, cujo futuro se
torna de mesma iguala dos genitores. Coitados, herético, hereditário.
Identitário.
E vão levando aquela vida
torta, de desprezo pelo trabalho, pela geração de alguma receita para fazer
face às despesas da casa! Mas, aí quando surge alguma necessidade, alguma
coisita para pagar, um cartão de crédito, um débito com juros. Vida
atormentada, torta, mal planejada. A quem buscar socorro? Tem gente, sicrano
quebra o galho. Minha vida torta e atormentada, deixe eu atormentar a vida de
outra pessoa. É assim, o estilo de certos tipos humanos. Ninguém escapa. Horrores!
Vida estroina, bafejos de parasitismo! Credo. Vade retro de mim.
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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O Rímel e o Batom dela by
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
E aqui falemos um pouco
mais sobre certos tipos biopsicossociais. E começo por uma frase de um pensador
chinês, nada midiático, melhor, zero midiático, porque não dispõe de redes
ditas por pessoas civilizadas de redes sociais. Instagram, WhatsApp, tik tok.
Chama-se Shiong, Ketzu Ling. Disse ele: “ Há gente tão inútil e vazia que se
compara a um tambor, soa porque é vazio” . Outra desse mestre e seguidor de
Confúcio: “ Há gente que além de inútil fede”. Olha o quanto de insight e
significante nessas palavras. Gente que se faz algum ruído, o faz pelo vazio
interior. Aliás, costuma ter, de futilidades.
O certo e bem sabido é que
se muita gente preocupasse menos com as aparências e posses de outras pessoas,
elas já fariam alguma coisa de bom e de útil para si mesmas. Quantas não são
certas pessoas que tanto investem em seu invólucro, em sua pele, em seus
glúteos, em suas rugas e nenhum acréscimo propõem em seu conteúdo anímico,
cognitivo e escolar. Ao menos, o escolar. Nem se exige algum atributo
intelectual. Mas, que fosse um labor qualquer, uma profissão útil e rentável.
Vivemos tempos sombrios e
desesperançados, quanto ao estágio evolutivo e de valores que fundamentam a
tipificação do homem como um animal racional, porque dotado de razão e
razoabilidade básica, animal superior e diferenciado dos classificados animais
irracionais. Racional (de razão, raciocínio abstrato, pensamento lógico) o
único capaz de elaborar, de se organizar e fazer previsão. Será mesmo, dotado
desses predicados? Fica a pergunta aos primeiros taxonomistas e cientistas de
humanidade.
Em se tratando das
tormentas que afetam as pessoas. Não se nega que há gente que em uma análise
holística, psíquica e psiquiátrica, padece da chamada tormenta genética. São
pessoas que trazem intrinsecamente, uma disposição individual e até familiar à
uma vida atormentada. Pessoas atormentadas. Seria um carma hereditário, na
visão doutrinária do xintoísmo e espiritismo, de seitas de matriz africana? A
ver. Porque nada provado cientificamente. São hipóteses a ser postas em ensaios
e experimentos.
Entretanto, face a tantos
apelos, tanto de gentes circundantes, parentais e não parentais e do próprio
sistema reinante, veem-se muitas pessoas que se tornam atormentadas pela instigação
em se tornarem adesistas e sectárias das tendências em voga, da moda e do
marketing prevalecente! Atormentadas secundárias. E assim, o afirma o
indigitado mestre e sábio chinês aqui citado, essas quais e tais gentes, que se
dizem bem-apessoadas e antenadas com os últimos lançamentos do quanto de fútil
e inconsútil vão como que reverberando suas birutices e platitudes pelos meios
em que se inserem, e vão grassando suas tormentas adquiridas, gente
atormentada. Veem-se infestações dessas tais e quais.
Agora imagine, aquela
dondoca, aquela madame, não a Bovary de Gustave Flaubert, mas aquela pé-rapado cultural e
cientificamente falando. Nossa, o que você usou em sua sobrancelha, nos cílios,
nos lábios, foi silicone, foi rímel, foi tintura? Atenção, hein: para essas nem
sobrancelha, começa com sombra. Sombra para lá, sombra para cá. Nossa! Oh que
horrível! Isto não pode, isto não pode! “Nossa! Você viu sicrana? Ela tá com
certa roupa de dar medo e ojeriza! Horror! Algumas têm cão, outras têm gato.
Algumas os dois, outras nem tanto. Chata porque tem cão, chata porque não tem
cão! Ixe! Mixou!
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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TESTE VOCACIONAL AO
TRABALHO BY
Quando se trata de falar
sobre trabalhismo e produção de ativos, de receitas e provimentos, ótimas
fontes de referências são os estudos oriundos de algumas nações como as
nórdicas e o Japão. E o porquê ter essas fontes? Estudos sociais (Sociologia) e
Psicologia Social, nos dão conta de haver dois fatores fundamentais na
disposição e iniciativa do indivíduo ao trabalho: 1º- uma herança educacional
imprimida pela cultura familiar, a chamada Educação de Berço, oferecida pelos
pais. 2º - o bojo (numa tradução livre) da herança genética. Nesse quesito, não
remanescem dúvidas, porque são estudos e pesquisas consistentes, verticais, de
seguimento de longo prazo.
No Brasil, não há estudos
nesse cenário. Ou seja, o sentimento, a vocação, o compromisso de pais e mães,
de famílias, não a totalidade; em educar os filhos e filhas a essa dedicação ao
trabalho (daí o termo trabalhismo), à produção, ao provimento, básico que seja,
de recursos à própria manutenção da existência. São existências puras e
simples. Porque os indivíduos buscam os itens primários de subsistência.
Dormir, comer, mobilizar, se festar, de refestelar de farináceos, gorduras,
churrascos, bebidas. Nas palavras do pensador e dândi Wilde, “A maioria das
pessoas não vive, apenas existe”
Quando se coteja essas
diferenças, esse comportamento de tantos brasileiros e brasileiras, é de se ver
o quanto são robustas as teses e estudos dessas nações nórdicas e Japão, nessas
cláusulas do compromisso de certas pessoas com o trabalho, emprego, produção de
receitas para fazer face à sua módica e mera estada na sociedade, na família,
no mundo.
Curiosos são os termos
desses estudos vindos de Islândia, Noruega, Japão, nações com IDH máxime e
referências para o mundo. O interessante que alguns desses estudos tomam como
laboratório o próprio Brasil e outros países latinos. Surgem desses
pesquisadores a ideia que somos uma divisão de etnia. Não empregam o termo
infra ou sub, mas, uma etnia à parte. São cuidadosos nessa classificação para
não sugerir discrimine ou desrespeito. Vê-se o quanto são éticos e respeitosos
nesse tratamento.
Entretanto, cá
entreouvidos, falando aqui, sem muito melindre e de forma reta ao ponto. Aqui
pelas bandas de certas regiões de Pindorama ou Terras Brasis, seja Norte,
Nordeste ou Centro-oeste. Ao que sugerem as estatísticas de nossos órgãos
estatísticos- IBGE- PNAD, PNUD; como imperam a malandragem e a vagabundagem
neste pais continental. Basta revisitar o chamado trio de gente, os classificados
como nem. Quem são? Não estudam, não trabalham, nem vontade de fazê-lo.
Assim, para finalizar esse
registro e mini resenha desses estudos temos os sujeitos que podemos tipificar
como indivíduos restolhos ou rebotalhos. E nesse bojo de gente, encontramos os
desocupados e improdutivos. E numa denominação técnica e científica chamados
sevandijas. Que tipo de gente é esse grupo? Se contentam essas pessoas com
meras bolsas de governo, de familiares. Porque há esses tais e quejandos caras.
Vivem às expensas de um bem deixado pela família, do espolio de um pai, de mãe.
E mesmo de benefícios da previdência social. Um salário miséria de
desamparados, etc, etc.
Tome um quid e/ou os
valdevinos. Muitos são os valdevinos e rebotalhos dessas famílias. Norte, Nordeste,
Destinados ou Não Destinados. Manauaras e potiguares. Não importa. São criados,
engordados, pouco escolados e educados a uma vida de autonomia e produtiva. Na
origem, aquela mãe tigrinha e não tigresa, porque complacente e passiva. Um pai
por vezes dependente químico etílico, toda a vida, a vida inteira. Não, você,
filho formou em Ciências Jurisdicionais.
Não vai trabalhar ganhando
esse tanto. E vai, e volta, mantença. Não; esse aluguel aqui é para seu
sustento. É seu, tá! Ninguém tasca. Maninha, vamos lá hoje naquele boteco.
Comida de prima, tá. Vamos. Vontade de comer trem bom, carne da boa. Né. Sabe
aquele rodízio popular! A gente paga tanto e come até estufar! Hum cara melada,
sobremesa!
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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Administração Pessoal e
Doméstica by
Dentro dos cursos de
Administração, lato sensu e stricto sensu, em cada uma dessas especialidades
deveria estar incluída a chamada Administração Doméstica e Pessoal. O mote ou
glosa aqui proposta refere-se ao estilo de muitas pessoas, não importa a idade,
no tocante à sua aptidão e expertise na organização e disciplina doméstica.
Quantas pessoas são vistas que são completamente descoladas, descomprometidas
desses afazeres onde dormem, comem, banham, descansam, entretém, e têm suas
roupas e apetrechos pessoas lavados, limpos. E o porquê desse comportamento ou
comodismo ou desleixo. Vejamos.
Algum leitor/leitora,
poderia lembrar, ah, não, mas este estilo de vida, esse comportamento é muito
presente e visto nas gerações mais jovens, moços e moças. Sejam nas casas dos
pais onde moram ou mesmo fora de casa dos pais, em repúblicas de estudantes.
Entretanto, não esqueçamos, o grupo de jovens que assim comportam vão
envelhecer. Ficam maduros, envelhecem e continuarão desleixados, negligentes
nesses expedientes tão indicativos e típicos de civilidade, de higiene, de
disciplina e organização.
O que está afirmado aqui se
fundamenta em Estudos verticais e horizontes; isto é; partindo dos ancestrais
dessas pessoas; famílias e padrão de criação adotado por esses pais. A
Sociologia, a Psicopedagogia e Psicologia Positiva mostram de forma consistente
que tão propalada Educação de Berço é determinante nessa candente questão.
Basta lembrar desta frase lapidar na matéria: “O Ser humano nasce analfabeto e
morre aprendendo e nunca se aprende tudo que deveria saber”
A corrente filosófica dos
empiristas nos ajudam a entender melhor; da importância do meio social e sensorial
no aprendizado desde o nascimento. A criança nasce como uma lousa em branco.
Nada sabe; apresenta apenas reflexos de sobrevivência. E tudo vai assimilar de
conhecimento e comportamento na interação com as pessoas. A família nas pessoas
de mãe e pai e cuidadores como protagonistas na formação dessa criança, futuro
jovem/adulto/cidadão. Existe o ditado: filho de peixe peixinho será. O
sociólogo Jean-Jacques Rousseau: afirmou “ Todo homem nasce bom a sociedade é
que o corrompe”
Como referido acima, deveria
existir nos cursos de humanas, como Administração lato senso e stricto sensu,
essa complementação de formação. E aqui faz-se um adendo, uma explicação para o
bem dos leitores/leitores mais jovens. Nessa instrução e formação, a principal
escola de administração doméstica e pessoal é a própria família, na tão
significativa Educação de Berço. Porque, basta ter em conta que se o jovem de
20 anos, entrado numa faculdade de Administração, este jovem já tem plasmado e
incrustado na mente e circuito cerebral, o seu estilo de vida. Ou teve uma
educação prática e instrução correta da família, ou má instrução e maus
exemplos. Difícil mudar. Um pau torto não se endireita depois de crescido. Mas,
pode haver algum ganho na faculdade.
Quantas são certas classes
de gente, de variadas idades, que acham que todos os itens já enumerados neste
artigo para a vida doméstica não custam dinheiro, não requer ônus, não exigem
trabalho doméstico fatigante para que tudo funcione e esteja em boa manutenção?
Há indivíduos, jovens e velhos, que são capazes, na caradura e de pau, de
levantar da cama e não estender e organizar seu dormitório. Entram no banheiro
e deixam suas marcas! Sanitários, pias e lixos. São as pessoas que no popular,
se mostram desleixadas, sem noção, pouco cooperativas e nada voluntárias,
quando a questão é compartilhar bônus e ônus com vistas à uma sobrevivência
civilizada e participativa.
Juraci e Manoel formaram um
casal jovem, os entre 30 e 35 anos, já na madureza da vida com um filho
pequeno, como que planejado. Ela enfermeira padrão, ele bombeiro da saúde. Ao
que tudo indica pelo estilo de cuidar, organizar e disciplinar casa e vida
pessoal, sugerem que não tiveram uma educação de qualidade familiar e nem se
quer vão mudar, porque já maduros e auto avaliam como nos modelos da
normalidade e naturalização. O casal recebe um casal de tios em casa. Porque
existe muita afinidade familiar, e vão lá até para conhecer o novo membro da
casa, filho do casal.
A impressão e informação
repassada do casal visitante é de horrorização e decepção. A casa se mostra uma
pocilga melhorada, um muquifo (perdão da gíria, termo africano). Mais que isto,
Juraci na maturidade pessoal e funcional, porque enfermeira padrão, como se
intitula e marido da área de saúde. Ambos se mostram pouco empáticos na
recepção de visitas de pessoas tão afetivas. São os populares sem noção e
sujismundos até no seu asseio e higiene pessoal. São os legítimos deformados e
não instruídos e formados pela escola familiar/educação de berço. E nada
adicionou na frequência dos bancos escolares e na faculdade. As ciências
humanas e Psicologia Familiar explicam. Inconsertáveis.
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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GENTE QUE ACENDE UMA VELA A
DEUS E OUTRA AO DIABO BY
Uma questão pouco tratada
em Psicologia refere-se ao comportamento de muitas pessoas que mostram dois
estilos de relação social, quando essas pessoas são praticantes de alguma
religião, seitas, frequência de alguma igreja, reuniões místicas como a
doutrina espírita e outras denominações. Vamos esmiuçar melhor essa proposição
para este parecer.
Imagine aquela pessoa que
seja até participante de atividades voluntárias, religiosas, místicas. Não
importa aqui a religião, Espírita, Católica, Evangélica/Protestante. Não é
incomum observar certos tipos de personalidades que mostram dois tipos de
pessoa. Na vigência de sua participação
nesses rituais, nessas reuniões, mostram-se sempre contritas, verbalizando alto
e bom som as preces, as orações, as intercessões a Deus, a Jesus Cristo, Nossa
Senhora; aqui em se tratando de seitas cristãs. Ou até mesmo outras entidades,
como seitas africanas, porque são entidades divinas distintas, conforme as
concepções e crenças.
Algumas dessas pessoas,
fora dessas atividades religiosas, místicas, doutrinárias. Novamente, não
importa que natureza; católica, evangélica/protestante, espírita, ou de matriz
africana. Encerrada essa atmosfera participativa, algumas dessas pessoas, se
expressam completamente diferentes daquela pessoa, naquela prática,
mística/religiosa, de voluntarismo, de filantropia, de acolhimento até com
muitos fieis desvalidos, fragilizados pelos reveses da vida.
Moto-contínuo, temos então
que essas indigitadas pessoas, é como se tivessem duas personalidades: uma ali
no seu exercício de contrição a Deus, a Cristo, aos preceitos daquela
denominação. Fora dessas celebrações, se mostram outro tipo social e
comportamental: arrogante, materialista, vedete, exibicionista em todos os
utensílios pessoas e adereços corporais. Por vezes gente capaz de humilhar
pessoas tidas (por essas pessoas de dupla personalidade) como inferiores e
menores social, funcional e economicamente, etc. Gozado, não esse tipo de
gente.
Esse tipo de dupla
personalidade transita com admirável naturalização desse modo de vida. Bem
avaliada por teste psíquicos/psicotestes,
esses indivíduos, padecem de duas heranças marcantes. Uma genética, que
define sua constituição orgânica e psíquica, somada à outra, de igual forma
determinante em sua índole, seu caráter, seu jeito de viver. Duplamente, uma no
âmbito coletivo/corporativo, onde se sabem vigiados por olhares e críticas de
terceiros. E outra pessoa, no cenário privado, doméstico, no contato com
subalternos, parentais, colaboradores, pessoas de serviços gerais mais
humildes. Então, toda arrogância, destempero, incivilidade, tormentos nas
locuções diárias. De novo, gozado e instigante, esse tipo de pessoa.
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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MAIS RELAÇÃO CELULAR E DIGITAL
QUE SOCIAL E PARENTAL BY
Como epígrafe deste artigo
de opinião tem-se o seguinte teor: imagine aquele parente, aquela parenta que
professa por você uma admiração, um sorriso. Professa “admiração e certos
sorrisos”. E você em contraponto vai enchendo essa pessoa (parente/parenta) DE elogios,
encômios, loas, adjetivos, que depois ficam provados que imerecidos. Essa
pessoa/parente/parenta gera uma linda criança, mimosa, falante, palreadora,
canora, lépida, grácil e muito inteligente; inegável esses atributos. Chega o
dia de visitar presencialmente essa nova família, com mimos, objetos dadivosos,
caricias. Entretanto essas pessoas, o recebem com frugalidade, simples gestos,
nada de empatia, como se você fosse um tronco de madeira, um cepo de baraúna. Que
tal, essa geração de gente! Hein! “Beltrano, eu cheguei agorinha de meu
trabalho, pedi uma pizza, com fome”.
Quando se fala em estilo de
vida social, uma questão cada vez mais presente nas relações sociais
intrafamiliares são as diferenças com que as pessoas mais jovens, gente entre
seus 25 anos a 40 anos de idade, tocam e administram suas rotinas sociais,
domésticas, no trabalho. Então vem o choque cultural e ético familiar. Conforme
a personalidade de uma pessoa mais idosa, pessoa nascida em tempos pré Internet
e telefone celular, nessa interação com a chamada geração nativa digital, pode
haver uma grande disparidade nesses valores, nessa cultura, nos hábitos, no
modo de tratamento interpessoal.
E vale aqui uma observação.
Não quer dizer que a Internet, as mídias digitais, o celular sejam os
responsáveis por essa disparidade nesse estilo de tratamento e relações
sociais; sejam amistosas ou parentais; constata-se que esses recursos virtuais
e digitais parecem ter incrementado essa degradação das relações humanas.
Apenas isto, remoto a demonizar os recursos digitais e mídias. Porque, na
verdade esses bens instrumentais e virtuais serviram para galvanizar ainda mais
a idiotia dessas pessoas que já eram pouco sociáveis e insensíveis em quesitos
como simpatia, solidariedade, fraternidade, voluntarismo e empatia pelo outro.
Internet, redes sociais e
celulares são neutros, sem vida. A idiotia e banalização estão na mente e
formação cultural e até familiar desse tipo de gente! Vem de família. Só isso!
Estudos já bem consolidados
já demonstram o quanto o excessivo apego aos recursos de mídia, tendo como
protótipo o celular, tornam as pessoas em variados graus de idiotização e imbecilização.
Bons modelos nessa abordagem se veem com os profissionais do Instituto Delete/UFRJ,
e o Instituto de Saúde de Paris/neurocientista Michel Desmurget. Este
pesquisador tem a obra de título instigante: ” A Fábrica de Cretinos Digitais”.
Um autêntico tratado dos impactos negativos do uso desmedido e antissocial dos
recursos de mídia, tendo como protagonista o tão adesivo e plugado celular.
Em se tratando dessas
disparidades das relações sociais vejamos mais alguns dados. Tome-se o exemplo
de pessoas chamadas 60+ e jovens 40-
(jovens abaixo de 40 anos). Essa geração, pode-se afirmar sem errar,
mesmo os que não nasceram com a internet, foram educados e alfabetizados com os
recursos de informática. Recurso tecnológico este que aliado à Internet trazem
no seu bojo de ofertas os games, os sites de entretenimento, os jogos variados.
Etc. E nessas ofertas de cultura e entretenimento, muitas famílias não tinham a
exata dimensão dos impactos negativos dessa excessiva adesão a esses recursos
na habilidade de aprendizado, dos danos cognitivos paulatinos de si próprias e
filhos e filhas.
Muitos são os adultos hoje,
pais de família, os 40+, que se tornaram adictos/dependentes de celular, muito
além de meros instrumentos de telefonia e recurso profissional. São os games,
as redes sociais, as tantas futilidades exibidas pelos provedores, como Instagram,
tik, tok e outras plataformas de entretenimento vazio, sem criatividade. Tudo
pronto!
E para concretizar essa
mini resenha da degradação em que se tornaram as relações sociais parentais ou
de amizade. Juraci e Milton, são aquele jovem casal, que cresceram e foram
alfabetizados, já com o emprego dos recursos de informática e Internet.
Celulares sempre colados ao corpo e/ou bolsas e bolsos. A criação e
escolarização foram já no estilo dos estritos direitos humanos. Muitos
direitos, poucos limites e nada de deveres domésticos, entre os quais relações
respeitosas parentais com os idosos e pessoas de mais saberes e experiências de
vida. Casam-se e tem um filho. Que galvaniza e centraliza toda a atenção
parental e paterna. Estilo principezinho da casa. Recebem certo casal por
exemplo, muito admirados. Mas, enorme diferença geracional. A relação
casal/parental é fria, morna, sem viço, sem vigor, dormente, madeiral. Nada
mais. Nada de empatia, nada de reciprocidade. São sinais dos tempos, ou da chamada modernidade
líquida de Bauman. Interação social/parental maquinal, material e mínima. São
sinais da degradação humana do bicho humano como animal social, civilizado e
político. Nada além.
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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ÉTICA SOCIOFAMILIAR BY
Estamos vivendo tempos meio
tenebrosos, tempos quando as relações humanas, mais especificamente, a chamada
Educação Ética Familiar e Geral, anda muito banalizada ou mesmo inexistente.
Essa tendência e comportamento, se vê presente massivamente nas gerações mais
novas, ou a geração pós Internet e Mídias Digitais. Essa ética familiar e
social decorre também de outros fatores como o progresso tecnológico, a
consolidação do Instituo dos Direitos Humanos e outros fenômenos culturais evolutivos
da Sociedade. Lembremos, até como
homenagem, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrada pela ONU em
1948. Documento este que foi promulgado em defesa das garantias e dignidade da
pessoa humana, ali 3 anos após o fim da II guerra mundial.
Leiamos por exemplo o
artigo I desta Declaração –Todos os seres humanos nascem livres e iguais
em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em
relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Tomemos esta palavra aqui posta,
fraternidade. Porque entende-se que do ponto de vista civilizatório e
humanitário, somos uma única raça, a raça humana. Existe variação de anatomia, cor de pele,
cabelo, traços faciais. Mas a mesma gente.
De plano e sem rodeios,
pode-se falar de certas famílias que são complacentes e lenientes na gestação,
geração, criação e educação (ou deseducação) dos filhos. Famílias existem que
praticam o chamado super protecionismo dos filhos. Criar e proteger um filho
enquanto ele for menor e mesmo adulto, no seu aconselhamento é normal e
natural. Ou até mesmo admirável. Reflete até uma questão ética. A vida é uma
escola, um aprendizado; e neste sentido e propósito, deve-se aprender sempre
com os mais velhos e experimentados. Os pais são ótimos nessa finalidade. E até
louvável e reconfortante, assistir a um pai, um avô, em dar conselhos e
advertências a um filho, ainda que este filho já seja um marmanjo e de avançada
idade.
Entretanto, veem-se
exageros, desvios dessa natural e limitada orientação. São pais e mães que
criam e engordam os filhos como se eles fossem principezinhos, reizinhos,
princesinhas, heróis e privilegiados. Como se trata de pura fantasia e ilusão,
esses adjetivos principescos, esse tipo de tratamento vai fazer muito mal
quando esses filhos forem adultos e tiver que tomar decisões, de trabalhar e
gerir a sua própria vida. Essas famílias vão como que formatando uma classe de
gente imprestável. E essa classe de gente existe em muitas famílias.
A vida, ou melhor os
labores da vida são atributos que devem entrar na formação de um filho, visando
a que esse indivíduo se torne à frente uma pessoa utilitária e não parasitária
da própria família, da sociedade ao seu redor e do próprio Estado. Nessa
formação de um filho é que se vê a diferença do que são um pai e mãe nessa
nobre, nobilíssima missão
VAMOS AO
RESTAURANTE POPULAR
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
Leitores e leitoras de
minhas crônicas. Eu chamo a atenção de vocês para certos tipos humanos que
vivem e prosperam naquela leseira, naquela malemolência. E nada fazem, nada
produzem. E trazem por cultura familiar e desejo uma propensão e tendência:
como são dados, aficionados pelos prazeres digestórios com bons pratos, boas
carnes, bona-chiras e patuscadas gastronômicas. Sabem tudo de comida, onde
comem até empanturrar. Com um detalho: a preferência ou em companhia com alguém
que pague a conta. Fato inconteste. Não que aqui pelas plagas nordestinas, há
esses tipos. Pouco importa a Capital, ou interior. São os tipos portadores da
chamada malandragem especial. São grandes apreciadores, exímios gourmets. Agora
pegar no guatambu, roçar algum lote baldio. Ou mesmo fazer como um bom
amanuense, bom emprego. Saia justa, nem pensar. Fadiga!
Trazendo o que dizem as
Ciências, a Filosofia e mesmo os textos sagrados para nossa vivência comum.
Observemos, de forma isenta, mas com um olhar científico e compreensivo
criticamente o quanto as pessoas se tornam solidárias nos instintos e apetites
digestivos. Vamos a alguns indicativos consistentes:
Faça uma reunião formal e
profissional, cultural ou de entretenimento que seja. Na programação, nada de
comes e bebes palatáveis, de carnes assadas, galinha, vaca, cervejas, doces
etc. Poucos convivas e comensais
comparecem!
Faça em contraponto, ou o
contrário: churrascos, comida farta e saborosa, bebidas etc. A grande audiência
e presença dos convivas do garfo, copo, mesa e bebedeiras. Sorveteria, um
botequim com pratos saborosos e suculentos. Ou um café bem recheado de doce de
leite, biscoitos. Ah! Assiduidade plena. O sujeito não perde tempo. Na hora.
Mais esta evidência e
consistência: tem-se um parental idoso, decrépito, inválido, grabatário. Esse
parental (pai, avô, tio, mãe) vem de ser institucionalizado de longa data, e
carente absoluto de cuidados de higiene, alimentação, companhia de diálogos
diários! Poucos parentes que cuidam. Os ex afetivos parentes (afetivos e
parentais genéticos hein!), sequer o visitam como o fazia dantes, em época de
fartura e bonança de comidas e libações etílicas. Não se tem mais os rodízios
de freezer, de fogão, massas, carnes! Porque esse idoso agora, fétido e feio,
de fraldões e acamado, se tornou grabatário, não banca mais os almoços, as
carnes, as cervejarias, os manjares e feijoadas. Já era!
Enfim! Eh a vida não é
mesmo. Como têm-se filhos e filhas, parentais e parietais de tempos de fartura!
Que em tempos de galinhas, de comida farta, de feijoadas feitas por parentais
que tudo custeiam, por cervejas e outras iguarias capitosas e saborosas! Oh,
afetos, oh, amizades, oh afeiçoes parentais das cozinha farta e bons pratos. Findas
essas oferendas e docilidades, ah, agora não posso, tenho meus ócios e tempo
pouco, não posso!
Oh, céus, oh, vida, oh
azar! Lippy e hardy-
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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OS TIPOS
HUMANOS
João
Joaquim
No livro As
Leis Fundamentais da Estupidez Humana, o Historiador econômico, semiólogo e
cientista italiano Carlo Cipolla (1922-2000) faz uma classificação das pessoas
em 4 tipos: 1-Os inteligentes; 2-Os ingênuos; 3-Os bandidos; 4- Os estúpidos. E
quais as características desses tipos ou subtipos humanos. Ei-los:
Os
inteligentes são aqueles que agem em benefício próprio e geram até resultados
positivos; para si e para a sociedade, mas nem todos e nem sempre. Os ingênuos
que trazem uma tendência em beneficiar outras pessoas e causar malefícios,
danos e privações de si mesmos. Os bandidos que obtêm vantagens pessoais
prejudicando quem eles podem prejudicar; tirando proveito por exemplo de
pessoas próximas, ingênuas e com laços parentais. E os estúpidos. E este perfil
de gente merece um comentário à parte. O sujeito estúpido é tão singular nessa
análise que é aquela pessoa, que causa danos a outro sujeito ou grupo de
pessoas; é tão ordinário e inclassificável que é capaz de com sua ação trazer
danos e nocividade a si mesmo.
Ler a aqui
citada obra de Cipolla, nos remete a variantes desses tipos sociais e
familiares de pessoas. Porque muitas vezes eles em suas trajetórias desastradas
de vida, à exceção dos ingênuos, fazem muito mal a pessoas de sua convivência.
Em geral, alguma família vai abrigar, suportar, homiziar e proteger algum
parental, irmão, filho, até pai ou mãe nessa descrição. Nos dias em que este
artigo está sendo escrito e publicado, o mundo vem assistindo às
destrambelhadas e desatinadas ações e expedientes do filho do ex presidente
Jair Bolsonaro. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro. Que fugiu para os
EEUU, para tentar anistiar o pai que se encontra em uma sinuca de bico com a
Justiça Brasileira, réu por tentativa de golpe de Estado. Exemplo típico de
estupidez.
Ao ler a
obra de Carlo Cipolla, vem `a lembrança, certos tipos ou variantes desses
indivíduos, beirando a estúpidos e aloprados e néscios. E como vivem certos
tipos humanos desses que se prosperam em dar golpes, em praticar calotes em
quantos ingênuos encontram pela frente, em aproveitar de boa-fé de tanta gente
que os dá guarida e defensoria. São caloteiros, caras-de-pau e outros tipos
trambiqueiros de sobrevivência.
João
Joaquim
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GENTE FAKE
E GENTE HIPÓCRITA BY
Existe no
reino das coisas e objetos a classificação original e não original. Nesse grupo
não original surgem vários qualificativos como equivalente, sucedâneo, similar,
substituto, e tantos outros se procurarmos nas listas dos produtos. Nos objetos
de informática e digital há os equipamentos ditos paralelos. E entre esses
outros atributos, os chamados piratas, e até em tempos digitais e de internet
os fakes. Fake News por exemplo. Quanto de informação é passada falsa.
Noticiais, dados científicos fakes, produtos fakes.
Em se
tratando de coisas e objetos, produtos industriais, serviços e tantos outros
consumos, há os que trazem danos; e que cada pessoa e consumidor que se
acautelem e os evitem. Há sempre a probabilidade de riscos e danos, tanto à
saúde e às finanças. Questão de prevenção e nada mais a fazer.
Agora, em
se tratando de gente, de pessoas e sociedade. O quanto se torna tormentoso e
complexo lidar com gente fake. Porque há pessoas fakes. E então dá para
aplicar-lhe outros adjetivos e qualificações. Temos assim, as pessoas
hipócritas, as infiéis, as parasitas, as melindradas, as fofoqueiras, as
trambiqueiras, as caloteias. A pior pessoa fake é aquela de nosso convívio.
Pode ser uma pessoa parenta, uma namorada, um cônjuge, uma nora, uma candidata
ou candidato a nora e genro; e por aí vai uma enorme lista de possibilidades.
Imagine
aquela senhora com uma nora ou genro fake. Porque, às vezes embusteira ou
embusteiro, inzoneiro. Indivíduo inzonador. Existe o tal. existe essa e essa
tal. Está ali a sogra toda cordata, faceira, risonha, serviçal, presenteadora,
a aquela candidata ou já consolidada nora, vesiculando, refestelando. Pura fake
nora! Hipócrita para mais de metro e meio. E convencível. Inzonadora! Sempre.
Assim, dá
para se falar e um sem-número de tipos sociais fakes. Namorada fake. “Ah, amor,
como eu te amo”. Sabe lá se verdadeira e real tal juramentação ou um legitimo
perjúrio. Porque jurar e prometer é muito fácil de boca para fora. Agora vamos
ver se o sujeito fosse um pé-rapado e zé-ninguém, um leguelhé! Ah, como há
gente fake, namorada fake, parente fake, irmão fake e inzoneiro, irmão
sevandija e charuteiro. Sai de baixo porque vem mais, hein!
João Dhoria
Vijle - Crítico Social e Escritor
OS FILHOS
REBORNS BY
Eis que
temos o surto dos reborns, espera-se que seja passageiro esse surto, da cultura
de muita gente aos chamados bebês “Reborns”. Quando ouvimos os depoimentos, as
justificativas, as declarações naturais das pessoas aficionadas a esses mimos,
a esses brinquedos, é tempo de se perguntar: Seria uma regressão (visão
psicológica/psiquiátrica) dessas pessoas à sua fase infantil? Natural essa
pergunta. Porque o apego a bonecas é uma característica infantil.
Porque, tal
afeição desmedida e de muita afetividade, instiga a todos nós, pessoas comuns,
e até os especialistas, psicólogos, psiquiatras, antropólogos. Olhando as
bonecas e bonecos reborns, de fato, são hiper-realistas. De longe, não se pode
cravar se se trata de um brinquedo, se um bebê de carne e osso. As feições se
confundem muito com as de uma criança pequenina.
Vamos a
algumas reflexões sobre esse apego, a essa moda de agora, de se comprar um
boneco reborn (do inglês renascido) e estabelecer com ele um certo fetiche.
Vale lembrar que existe no campo psicopatológico, o chamado infantilismo.
Grosso modo, seria uma pessoa adulta, ter hábitos, gestos, gostos, cultura,
predileção e afeição por objetos próprios da infância, caso de uma mulher
manter o gosto por bonecas, roupas infantis, gestos infantis, pueris, fala
infantil, meneios e trejeitos de uma criança. Trata-se de mecanismos
neuropsíquicos e psíquicos, estudados e tratados pelas especialidades citadas.
O Instagram está repleto desses tipos sociais. Futilidades e infantilismo.
O que
impressiona às pessoas comuns e tidas como normais (neural e psiquicamente) e
aos estudiosos da mente e psique humana é o comportamento de normalidade e
naturalização das pessoas aficionadas a esses brinquedos, os bonecos reborns.
Os gestos e apego dos donos, sugerem que eles sofreram uma espécie de lavagem
cerebral, e tiveram introjetados esse sentimento de que esses mimos e imitações
humanos são dotados de sentimentos, de emoção, de um sistema psíquico e orgânico
como qualquer pessoa. Um tipo de feitiço ou manipanso, como se chama na cultura
africana.
São relatos
que beiram a loucura, fogem às raias do que seja racional e humano, para uma pessoa
normal. O caso da mãe do boneco que o levou ao hospital para ser atendido por
um pediatra; a outra mãe que move uma ação pela guarda compartilhada do boneco
no ato do divórcio; de outra mãe que, sem filho, dedica todos os cuidados ao
brinquedo, como se o boneco tivesse carência afetiva e alimentar. E coisas do
gênero. Há o inusitado tipo de mãe que promoveu o parto do reborn. E não faltam
pessoas dedicadas profissionalmente em fazer esses caprichos das mães dos
reborns. Há mercado para tudo na vida!
É de se ter
como crível, a definição de certo profissional psiquiatra, que definiu esse
comportamento como o fenômeno do folie a deux, numa tradução livre, delírio ou
loucura a dois. Em alguns casos, folie a trois, delírio a três. Porque comporta
o boneco, a mãe e o pai. Só mesmo os humanos são capazes de tais esquisitices e
estultices! Algo tanto ridículo como de certa insanidade mental.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
João
Joaquim
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Melissa e
Valdevinos by
São muitos
os demonstrativos do quanto cada pessoa, seu caráter, sua moral, seus
qualificativos éticos e sociais, os hábitos, guardam estreita conexão com a
relação social que se estabelece com os membros parentais de mesmo habitat ou
domicílio. Enfim, o quanto esses atributos e valores humanos guardam estreita
relação com a chamada educação de berço. Aquela instrução conferida por pai,
por uma mãe e/ou os parentais e cuidadores e tutores da criança.
Quem lê ou
ouviu alguma conferência do filósofo francês Pierre Bordieau (1930-2002), há de
se convencer do quanto uma educação mambembe, tosca, tolerante ou tabajara, vai
de igual forma construir um futuro cidadão também tosco e tabajara. Há uma
estreitíssima relação biunívoca e unívoca nesse conhecimento da Sociologia.
Essa relação estruturalista/construtivista, está bem elaborada na descrição dos
chamados habitus, campo e capital, conforme ensina Bordieau. Infalível lei
social e emocional.
É muito
instigante e cativante quando estudamos a fundo as teses de Bordieau e
assistimos na prática e nas amizades essa concretização. Podem-se tomar os
tipos sociais e familiares mais corriqueiros e ver esse paralelismo. Cada
pessoa é, em grande medida, o espelho de um pai, de uma mãe ou tutor que a
educou. O bojo e cabedal social, cultural e civilizacional de um ou ambos os
pais, os valores abstratos gerais, vão ser repicados na constituição do filho,
da filha ou educando (a) sob suas responsabilidades. De um corvo ou gaturamo nunca
se nasce um águia ou albatroz.
Valdevinos
era aquele tipo social tosco e vilão, tal e qual ou quid foram seus pais.
Lambão, trapalhão, que tinha como ponto gravitacional máxime suas patuscadas de
vaca atolada, acarajé, baião de dois, buchada e outros pratos de muita
sustança. E não gostava de dividir a conta de almoço ou jantar ingerido fora. Melissas
e Valdevinos quando se encontravam não havia identidade. Zerismo.
Era sempre
constante o ritmo de vida de Melissa Filgueira. Ela acordava por volta de 7
horas matinais, fazia sua higiene fácil e capilar; fazia questão de se dirigir
a cada pessoa da casa e os cumprimentava afetuosamente, amoravelmente.
Estivesse onde estivesse; na própria casa ou em casa onde se hospedasse ou
hotel das viagens. Era uma forma de saudação de olho no olho dos interlocutores.
_Melissa, e
você dormiu bem e sonhou? Dormi, sim, Natércia. Eu tenho sempre um sono de
qualidade, estando cansada do trabalho ou de folga como este final de semana.
Natércia,
era o que se pode chamar aquela amiga do social e do coração. Mais que amiga,
era uma candidatíssima a se tornar uma parenta por afinidade, como iremos deduzir
à frente!
A admiração
por Melissa, se notava porque ela era de fato aquela pessoa de bem com a vida.
Onde fosse que se encontrasse, ela se mostrava afetuosa, gentil, laborativa e
colaborativa. Era uma participação no estilo comodato. Havia graça, enlevo e
alegria em seus contatos sociais. Eram, assim, virtudes fungíveis nessa
concessão de bem-estar e pacifismo.
Algumas
minúcias merecem destaque no estilo de vida e relações sociais de Melissa. E
começa-se pelo simples gesto de assentar-se a uma mesa de café, almoço, um
lanche fortuito. O preventivo de se dirigir a um lavado ou torneira de mãos e
sanitário. Cuidados de civilidade, biossegurança. Por vezes afirma ela. Outro
expediente adotado: nunca levar um celular à mesa. Ele ficava sempre off-line e
guardado na bolsa de mão.
_Melissa,
não se preocupe de desligar o celular. -Não, seu Júlio (Júlio era o marido de
Natércia). Celular, se mal-usado é um objeto antissocial e inconveniente, um
estorvo e contagioso nas boas e fraternas conversas, como estamos a fazer nesse
momento.
Parece de
somenos e ínfima significância, mas vale o relato. O ritmo de se alimentar de
Melissa. Era uma mastigação paulatina, graciosa, silenciada. Nunca se via
restos de comida em suas vasilhas, pratos, taças, sucos, creme e sobremesa.
Gestos mínimos, mas mostras também mínimas de civilidade. Ao certo, legados de
sua educação paterna e maternal. As Ciências o preveem!
Acabada
qualquer ingestão alimentar, mínima que fosse, um petisco, um sorvete, um café
expresso. Mas, substancialmente, uma refeição principal e maior, Melissa era a
primeira, ao término de todos se alimentar; era a primeira a recolher os
utensílios utilizados, algum guardanapo amassado, e ir à pia deixar tudo lavradio
e limpo. _Melissa, não precisa lavar seu prato, copo ou talher usado, querida!
Depois se lava! _ Não, Rodolfo (filho de Júlio/Natércia). O que se usa e se
desarranja, se arruma depois dos prazeres. _ Sabe, Rodolfo, que desde
pequenina, eu aprendi isto em casa, coisa de minha mãe. Não deixo nada para
trás.
E os
recatos e sobriedade no vestir que se via em Melissa. Merece também um
registro. Onde quer que se encontrasse, havia como que a chamada pequena ética
ou etiqueta. Como queira nominar. Ainda que fosse em clube, uma praia, uma
piscina, um passeio no parque ou hotel-fazenda. Melissa, adotava os cuidados,
conforme o ambiente e as pessoas circunstantes. Nunca se via a jovem Mel (como
alguns a chamavam) em blusas, em bermudas, em roupas sumárias. Era uma regra
seguida à risca. Roupas e vestes se fazem conforme o ambiente e as pessoas de
envolta.
E para
concluir, vale esse reparo, de reparação mesmo, no primeiro significado. Era o
humor ou é o humor de Melissa. Era a pessoa que se pode tipificar como de bem
com a vida e com a natureza. Perguntada como se fazia; como lidava com alguma
mofa ou chiste intempestivo. Ou mesmo falha social, um lapsus de algum
interlocutor. E ela, serenamente retorquia: interpreto cada gesto, e procuro
compreender cada expressão. Por vezes, faço humor até com minhas escorregadas e
lapsos. Eles fazem parte de nossas pequenas ou grandes falhas. Ninguém é igual
a mim, somos únicos no mundo! Admirável jovem Melissa! Reprochável folgado Valdevinos. “Humanos somos,
nada de humano me estranha”. Terêncio, pensador romano.
João Dhoria
Vijle - Crítico Social e Escritor
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Direito a
Vida Eterna by
Existem
certas pessoas, que deveriam ter o direito à vida eterna! Ou ao menos viver
alguns séculos, tal a importância dessas pessoas para os outros! Ao contrário,
existem certos tipos sociais e morais de gente que se não tivessem nascido ou
não existido, fariam um bem à humanidade e àqueles que esses mesmos indesejados
colocaram no mundo à sua volta; no caso uma prole de que pouco se aproveita.
Porque costumam esses últimos aqui narrados serem tão ordinários, vulgares e
nocivos que costumam deixar descendentes de mesma iguala. Imagine os
descendentes de Pol Pot, de Mussolini, Hitler!
Sujeitos
que vão além da inutilidade, porque se tornam negativos, nocivos à sociedade, a
outros familiares e ao Estado. Pode-se tipifica-los como um fardo negativo que
geram só ônus. São as clássicas dinastias ou clãs de gente inclinadas ao mal,
ao antiético, ao antissocial, ao insalubre, ao desadaptado e desajustes.
Com efeito,
fala-se aqui de três figuras eméritas que fizeram a diferença e vão fazer
muita, mas uma imensa falta mesmo. Divaldo Franco ((1927-2025), chefe espírita
do Brasil. Papa Francisco (1936-2025). E Pepe Mujica (1931-2025). São 3 figuras
públicas e altamente conhecidas e populares no Planeta, que faleceram neste em
maio/2025.
Brevíssimas
palavras sobre essas três pessoas, que se reprisa deveriam ter o direito a uma
vida mais longa ou eterna, pelo bem que tanto fizeram em vida. E ainda muito
bem farão postumamente. São aquelas pessoas que mesmo no post-mortem fazem a
diferença, porque suas lembranças, seus legados, estimulam a que outras pessoas
os imitem no bem que produziam, independentemente para quem. Quando se fala no
bem que esses seres diferenciados faziam, em nome de justiça e isenção, deve-se
ter em mente que a consideração e louvores a eles são isentos de ideologia
política, religiosa, condição social ou simpatia pessoal.
Divaldo
Franco era um líder de doutrina espírita no Brasil e embaixador da paz no
mundo. Liderava vários trabalhos filantrópicos e casas de apoio a pessoas em
vulnerabilidade. Era tido como pai adotivo de centenas de pessoas.
O Papa
Francisco, chefe e líder da Igreja Católica. Era um tipo de ativista pela paz
no mundo. Ele transitava por todos os países, laicos ou teocráticos e dialogava
com todos os governantes e líderes religiosos. Era uma unanimidade em
civilidade, filantropia e gentileza.
Pepe
Mujija. Foi presidente do Uruguai; teve uma longa vida de atividade política e
social em seu pais e na América Latina. Era uma referência em Ética e
Civilidade. Pregava a paz, a concórdia, a harmonia entre os povos. Foi um
exemplo de humildade e abdicação a qualquer riqueza, pompa, a liturgia como
chefe de Governo Uruguai e outros tratamentos nobiliárquicos, aos quais
mereciam. Mas, viveu e morreu na humildade.
╬ ╬
DEFORMIDADES
da Ortopedia by
Quando se
estuda as doenças ortopédicas e reumatológicas, é de bom alvitre que saibam
todos que existem as que guardam influências genéticas, outras não. A maioria
são adquiridas. E nesse rol das afecções adquiridas entram fatores diversos.
Estilo de vida, hábitos alimentares, sedentarismo, obesidade e postura. A
postura de cada pessoa no seu dia-a-dia é determinante. O indivíduo vai como
que tendo que aturar e ser aturado nessas deformações. São desvios da coluna
mestra, a vertebral.
Assim, são
deformidades posturais, porque a pessoa não tem uma postura condizente e
conformadora ao seu tipo físico e biológico. Tome o exemplo da coluna
vertebral, já referida. A coluna da pessoa se divide na inferior, média e
superior; ou lombossacra, toracolombar e cervical. Ou se preferir: inferior,
média e alta. Existem os desvios da coluna: para frente, para trás, de lado e
até combinações desses desvios. Outras
doenças deformantes e desviantes são as artrites e as artroses. Ah, como há
gente torta e desviada com essas moléstias da sustentação corporal. São danos
difíceis de cura.
Além dessas
deformidades listadas, existem outras deformidades pessoais; agora na esfera da
Metafísica dos costumes. E aqui há que se buscar o auxílio de outros ramos do
saber. Psicologia Social, Psicologia dos Costumes, Psicopatologia, Psiquiatria
e Sociologia. E pensem {os leitores (a) ]em dois determinantes nas causas
dessas deformidades. Como quase tudo nos valores biopsicossociais, aqui, grosso
modo, pode-se separar em duas heranças majores. Uma genética, quase imutável; e
uma social familiar, substancial no que virá ser o indivíduo em sua retidão
(coluna anatômica e reta) ou tortuosidade postural, já bem explicada acima, e
as tortuosidades da moral, da ética e do caráter.
São duas
bagagens de que nenhuma pessoa pode delas desvencilhar. Mais fácil se
desprender do celular ou tablet para muitas pessoas adictas do que se livrar
dessas duas heranças marcantes e incisivas no que vai ser o indivíduo; a
genética e a educação domiciliar senso latu. A herança educacional, boa ou má,
é tão determinante para o sujeito que em certos países orientais e europeus,
quando um menor de idade comete um crime, os pais também são indiciados e
processados. Razões óbvias. Faltou a chamada educação de berço (a mais
substancial) na construção moral e social do futuro cidadão.
Instigante
e curioso como se veem em certas famílias, certos indivíduos que vão formando
um clã de pessoas tortas. Primeiro, de fato, pelo motivo de ir paulatinamente
criando essas condições dos chamados desvios; os descritos neste caput. De
causas orgânicas/ortopédicas e reumatológicas. Porque vão agregando esses
fatores mórbidos e funestos, que os tornam molestos. E há por aí em profusão.
E vêm de
roldão, na esteira dessas orgânicas, as tortuosidades e anfractuosidades de
conduta. Em Ciências/ Neurociências e Sociologia, já são descritas várias
deformidades do caráter e da moral. Vide DSM-V, da sociedade americana de
psiquiatria. As sociopatias, as condutopatias.
Nesse cardápio de tipos sociais e físicos, entram os folgados, os
trambiqueiros, os caloteiros, os dissimuladores, os impostores, os melindrados
e melindradas, os monomaníacos, os ociosos e desocupados. Ah, e para finalizar,
em alguns casos, seguindo a “compliance” do politicamente correto, nem é bom
falar muito. Melindra certos tipos”. Fui. Aqui no Nordeste; se falar com super
sincericídio, alberga inimigos. De novo.
João Dhoria
Vijle - Crítico Social e Escritor
SABER COMO
SE FAZ E NÃO FAZER by
Eu dou de
começar esta matéria por um provérbio popular que afirma: o pior cego é aquele
que não quer ver. Estendendo este ditado temos: o pior cego é o que não quer
ver, ouvir nem acreditar. Aí também já é ser um néscio e ignorante num alto
grau. Assim, vamos em frente fundado nesse princípio. Inúmeros são os cenários
da vida onde cada pessoa de per si (por sua conta e deliberação) faz uma coisa
quando deveria fazer outra. E atenção! Não que essa pessoa faça o errado por
simples engano, displicência ou cochilo. Ela faz com a absoluta lucidez de que
aquela decisão, atitude ou procedimento está errado, torto e contrário aos
costumes, ao convívio social, as leis da natureza e das ciências. Daí a
semelhança com a cegueira ou surdez voluntária (bom seria ler a obra de José
Saramago, “Ensaio sobre a cegueira”).
Abstraindo
da retórica e teoria, alguns exemplos encontradiços tornam bastantes
ilustrativos. Os exemplos de saúde são useiros e vezeiros. À luz das ciências
da saúde, conforme informações encontradas por todos na internet (ex. Dr.
Google), o planeta inteiro e todos, sabemos quais são os alimentos mais nocivos
para o corpo, o cérebro e o coração. Como tais, as carnes vermelhas
contaminadas com anabolizantes e nitrosaminas, os carboidratos e açucares de
toda ordem. O mundo inteiro sabe da nocividade e envenenamento que esses
alimentos trazem para a saúde humana. Quantas pessoas vão deixar de
refestelarem-se com os seus churrascos, com a mandioca, macarronadas e
apetitosos doces de sobremesa? Poucos são os que abstêm de suas libações e
prazeres instintivos da boca e do estômago. Uma minoria opta pelo vegetarismo
ou veganismo. Uma outra minoria o faz quando perde entes queridos ou são
sobreviventes dos mortíferos e paralisantes infartos ou derrames cerebrais.
Certamente pensam: antes enxergar tarde
do que nunca.
A vida
moderna, mecanizada e digitalizada trouxe o que de conforto? Imobilismo total,
automóvel para ir até na padaria, para
deslocar meio ou um km. Chego na porta do prédio, tenho o elevador e reclamo de
subir um andar a pé. Consequências dessas tecnologias: obesidade, colesterol
alto, artrose, hipertensão, limitação física, doenças metabólicas como o
diabetes e morte prematura. Todos têm consciência dos danos do sedentarismo e
deles são vítimas. Cegueira voluntária absoluta.
Uma outra
cegueira voluntária imbecil refere-se aos vícios de toda natureza. O sujeito
sabe que alcoolismo provoca neuropatias, cirrose, pancreatite, e bebe até
morrer. Sabe que o tabagismo causa câncer de pulmão, de rins e aparelho
digestivo e fuma até depois do diagnóstico, da quimio e radioterapia do câncer;
ou seja, é cegueira na sua quintessência.
Agora, essa
eu descrevo de forma ocular e de carteirinha porquê de alguns sou rodeado, na
categoria cegueira com dolo intencional. Alude-se aos tipos humanos que têm a
clarividência de que o melhor provimento
da subsistência são os víveres e utensílios produzidos e custeados com o
próprio labor (labour party). Entretanto, temos muitos indivíduos que se
equiparam a ociosos, perdulários, vagabundos e quejandos. Eles não se coram nem
se vexam de parasitar familiares, bens herdados até os esfanicar, e gostam de
todas as futilidades do mundo virtual. Tudo sem nenhum pudor. O pior vagabundo,
como alguns cegos, são os que não querem trabalhar. Vade retro, hein!
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Banalização
nas relações humanas by
Acácio e
Valdevinos (foi registrado com S mesmo, plural) formavam um par de homens que
eram muito chegados e aficionados a bona-chira, aditada a outras bondades da
boca e do baco (o dionísio grego). Se havia alguma tertúlia, data festiva
aniversária, onde se iam servir bons pratos e saborosos quitutes, eles estavam
lá, presença garantida. Não importava se tivessem que até viajar, dezenas de km
em troca dessa orgia cominativa, gustativa e prazenteira. O ato de refestelar-se
era para a dupla ou o par de pessoas, um dos momentos de maior gaudio, de
regalo, de um tipo de prazer algo orgástico, que cheirava a gozo ou satisfação
sexual.
A
iniciativa dinâmica ou expediente de esfalfar, de transpiração de camisa no que
fosse produzir e gerar algum ganho, não era com Valdevinos. Também veio de
certa herança. Duas na intimidade e recônditos genéticos. A toleima e leniência
de quem o criou e educou, e o mote grupal. Labor e ergonomia não eram com
Valdevinos. E com certas escoras e suportes parentais ele sempre contou. Se
destinado foi, por isso nordestino. Destinos gentílicos e idílicos.
Na esteira
desses desideratos e celibatos, vem de chofre outra questão existencial e
social, demonstradas nesse excerto. A hipocrisia humana. Bem ao estilo dos
personagens de Molière. Quantas Dorinas, quantos orgon nos circundam, em nossos
dias e datas dos bons gáudios, boas-xiras e demais raçoes capitosas e
palatáveis.
“Oh,
parabéns tá. Viemos aqui trazer-lhe nossa saúde, nosso viva, nossas lembranças.
Por favor, não repare, tá. Uma lembrança”. Mas, oh, você merece muito, um toantíssimo
mais hein! Ah, quanta patuscada, quantos Valdevinos mais.
Outra
questão que permeia certos tipos sociais, quid e quejandos. A tão badalada e
propalada empatia. Todos hão de lembrar. Este sentimento de amparo ao outro, na
saúde ou na doença. Foi surdido e ressurgido na pandemia do vírus Sars-cov-2.
Hão de lembrar os leitores (as). Muito se falava nesse sentimento de se
imaginar e colocar no destino de outrem. Natália Pasternak, filósofos e doutrinários.
Médicos e paramédicos, faziam essas preleções.
Nenhum
jovem ou moça nascem com formação ética. Ensina-se ética e não cobra ética,
treina-se na ética, repete-se a ética_ Uma criança é por natureza e normalidade
aética e amoral. Elas se tornam imbuídas e formadas nesses valores e
sentimentos. E assim, o é com a honestidade, a civilidade, a fraternidade. São
sentimentos e atributos humanos que necessitam de alguém ensinar, doutrinar e
instruir a qualquer criança, adolescente e jovens.
Não é raro
de se assistir a certas famílias que criam seus filhos e dependentes sem essa
formação ética e de civilidade. Cenas comuns vistas com gerações de certas
pessoas; não importa se pessoas mais antigas ou mais jovens. Ao que indica o
progresso de Internet e redes socais, mídias e celulares, ao que parece, as
novas gerações se mostram alheias e desinteressados nesses sentimentos,
atributos distintivos de humanidade; sentimentalmente falando. Mais instigante
e curioso até: são filhos e filhas de família em que o pai e/ou mãe, portam o
sentimento divino, praticam alguma doutrina e seitas religiosas. Mas, foram
negligentes com os filhos nesses quesitos humanitários de empatia.
Cenas
comuns vistas com essa tendência. Por que havemos de compreender e concordar, a
empatia deve ser expressa não apenas quando o outro adoece gravemente, se torna
inapto, inválido e morre. Na morte, devemos levar nosso ombro, nosso abraço e
amparo aos entes queridos mais próximos e íntimos, porque esses estão em sério
sofrimento moral e emocional. Natural, em Luto. Nesse momento devemos expressar
nossa humanidade aos que ficam partidos de saudade, de nostalgia; nesse
doloroso transe da vida para o além, morte. Última e dolorida despedida. Quanto
pesado, quanto pesar nessa hora.
É
desalentador e incompreensível se ouvir de muitas pessoas nessas circunstâncias
e momentos dolorosos. “Fulana ou sicrano morreu! - Ah morreu? Coitado, também
estava mal, descansou! Você vai lá despedir dele? Ah, não sei. Acho que nem
precisa né. Já morreu. Para quê!
João Dhoria
Vijle - Crítico Social e Escritor
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Chupanças e
Suctórios by
Sabe aquela
relação entre uma pessoa cordata, lhana, sempre serviçal, operosa com tudo,
aquela que não sabe contestar quem a explora em todas as energias e bens
materiais, mínimos e grandes, dinheiro, empréstimos, custeio de não se sabe que
desejos e instintos dos outros? Exatamente a relação social entre esse perfil
de pessoa e qualquer outra do tipo de pessoa: folgada, exploradora, caradura ou
de pau, que nunca se cora ou se frange o sobrecenho diante dessa exploração?
Então essa relação não é rara e desafiante de se ver. Ela existe.
Tanto assim
que não precisa de ir longe à sua constatação e procura. Essa espécie de intercâmbio,
desarmônico e desigual, é muito encontradiça nas relações amistosas ou
parentais, bem próximas de nós. Os titulados amigos, os aspirantes parentais
por afinidade, nas corporações e âmbito laboral, professional, funcional,
recreativo. Imagine, aquela vistosa e envernizada jovem que tanto apego devota
aos brilhos, às cores, ao Insta. A um tal de face. Que de forma dialógica com
sua telinha pouco encara o interlocutor. Hum, está ali, contigua!
O instigante
e admirável (negativamente, óbvio e ululante, conforme o previu Nelson
Rodrigues) é que esses requebros e rapapés da pessoa esbulhada e espoliada em
suas energias e ativos de toda natureza, vão como que se naturalizando entre as
partes: a parte explorada e a exploradora. O sistema se dá nos moldes da
síndrome de Estocolmo (queira ver). Existe a aclimatação, a normalização limada
pelo tempo e repetição dos gestos. Maquinalmente/digitalmente. Essa realidade
reprochável e indeclinável, faz-nos vir à lembrança o poeta Eduardo Costa.
Leias abaixo.
Na primeira
noite eles se aproximam/e roubam uma flor do nosso jardim/E não dizemos nada/Na
segunda noite, já não se escondem/pisam as flores, matam nosso cão/e não
dizemos nada./Até que um dia,/o mais frágil deles/entra sozinho em nossa
casa,/rouba-nos a luz e,/conhecendo nosso medo,/arranca-nos a voz da
garganta./E já não podemos dizer nada. Eduardo Alves da Costa / Trecho do
poema "no caminho, com maiakóvski
É assim, o
que se estabelece entre n pessoas, que sorrateiramente, vão se curvando,
cabisbaixa, piparotes nas orelhas e braços, um beliscão aqui outro ali. E tudo
vai girando no eixo gravitacional dessas relações, inarmônicas, desastrosas,
exploratórias, diligentes. Frementes!
A
Neurociência, a Psicologia dos Costumes e Sociologia explicam esses tipos
antissociais, que nos circundam. Vai tal comportamento como que se tornando
normal, regra, “compliance”. É da natureza de certas pessoas explorar e
esbulhar e parasitar e como sectários agir como chupança, extrair as energias,
ativos materiais e serviçais do outro. Faz parte!
João Dhoria
Vijle - Crítico Social e Escritor
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GENTE CAIPORA E AZARENTA BY
Tanto os sentimentos positivos como os negativos
são contagiosos. Do lado positivo e construtivo podemos citar o amor, a
simpatia, a empatia, o otimismo e a gentileza. São sentimentos que contaminam
as pessoas. De tal intensidade que até os mal-educados, os negativistas e não
civilizados se veem impelidos a praticar esses sentimentos na frente de quem os
praticam, espontaneamente.
Do outro lado temos de igual efeito os sentimentos
negativos. Assim podemos citar o desespero, a impaciência, a intolerância, a
tormenta. Existem pessoas que vivem em um perene estado de atormentação. São
pessoas nevrálgicas, atormentadas, ansiosas, negativistas. Gente que vê a vida
como um perene negativismo em tudo.
Essas pessoas, sejam por uma constituição que as
torna atormentadas, seja por fatores mesológicos, familiares, ambientais de
trabalho, corporativos, seja porque elas também são atormentadas por gentes que
se tornam dela conmensais, parasitas sociais, emocionais (dependência
emocional). São pessoas que vivem e cultivam um perene estado de insatisfação,
de irritabilidade, de reclamação de tudo à sua volta, são as resmungadoras
profissionais, o oficio delas são reclamações e resmungos.
Esses tipos sociais, estão incluídos nos chamados
resmungadores. Ou reclamões. Quase nada para essas pessoas está de acordo com
sua aprovação. Algumas dessas ainda portam outros atributos. Elas exibem os
transtornos obsessivos compulsivos (TOC). As mínimas coisas e objetos há de
estar conforme sua organização interna e íntima. São as pessoas do contra,
contraditórias. São contra pela simples e rotineira oposição e confronto.
Existem ainda, certos tipos que parecem atrair mais
seres, objetos, acontecimentos, ocorrências negativas. É o que muitos
estudiosos sociais e doutrinários chamam de caiporismo. Se uma pessoa normal,
toma certa responsabilidade e tarefa a resolver, tudo parece conspirar para que
o resultado final seja o certo e bem-sucedido. Já a pessoa caipora, sugere
possuir um certo imã negativista, para tudo sair torto, fracassado, sem
eficácia.
Enfim, é assim com as pessoas atormentadas e
angustiadas por natureza. Elas por sugestão portam uma atração pelo fracasso e
azares em tudo que fazem! Vai lá explicar. Por sugestão, elas parecem ter estabelecido
um pacto com um engenheiro americano aeroespecial chamado Murphy. Cujo lema diz
assim: cuidado! Se você fizer tal coisa ela pode dar errado da pior maneira
possível. Até mesmo o próprio celular de cair na unha meio encravada, entre as
10 unhas dos 2 pés. Dá até medo essas
pessoas. Porque que elas portam perenemente o humor negro, disto não se duvida.
João Joaquim - médico e articulista do DM
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UTILIDADE PÓSTUMA BY
“A vida é muito curta para ser pequena” (Benjamin
Disraeli 1804-1881). Já basta que ela curta seja, para que consiga apequená-la
de algum modo, e quando é que eu e você apequenamos a vida? Responso (ore
comigo): quando temos uma vida pequena, banal, fútil, inútil, superficial”.
Pergunta: Se você não existisse, que falta faria? Esse é o título do Livro do
Professor e filósofo Mário Sérgio Cortella. Há certos humanos que se vão e
nenhuma falta faz!
Partindo desse mote/introdução, façamos algumas
reflexões sobre como tem sido a vida de muitas pessoas e para muitas dessas
pessoas, com quem deparamos, com quem encontramos em nosso vai-e-vem, em nossas
jornadas diárias. Sejam essas movimentações em vias urbanas, no trabalho, nos
condomínios onde moramos, horizontais e verticais, em nossos lazeres, viagens.
Os espaços de convivência, de trabalho, de com ou colaboração (laborar juntos),
de diversão; enfim, todos os encontros, constituem um laboratório a céu aberto
e grátis de estudo da natureza humana, seus gostos, suas ocupações, suas produções,
suas jornadas.
O instigante e significante é que em tudo que a
pessoa faz, expressa, comunica, fala de si e de outras pessoas e tudo à sua
volta, essa pessoa está revelando todo o seu conteúdo, sua moral, sua cultura,
seus valores sociais, morais e éticos, civilizatórios. Essa constatação começa
pelos gestos mais básicos como sua higiene corporal, bucal, seu asseio de corpo
e vestes, cabelos, unhas, banhos diários, alinho da marcha, o ritmo da
conversação. Há gente que até no ritmo de mastigação, de coçadura de sua
rinite, de falar de boca cheia se revela o quanto é xucra, casca-grossa e vilã.
Depois vem outros expedientes. Sua educação e
polidez nas comunicações com os circunstantes, transeuntes de corredores e vias
urbanas, os cumprimentos diários! Há gente por exemplo capaz de atropelar o
outro e não dar um simples bom dia ou boa noite, passa pelo outro como se um
fantasma fosse. São os tipos inservíveis, que gostam de ser bem servidos.
Imagine não servir e ser vil.
Vamos a algumas demonstrações dos qualificativos
produtivos, laborais e culturais de certos tipos humanos. E nesses expedientes
diários, temos de grande exposição as redes sociais. Mas, pode ser de igual
relevância as vias urbanas, as ruas, avenidas, praças e parques. Quantos homens
e mulheres se revelam o que são nas rotinas diárias. Levantar! Ai que tédio!
Comer, repimpar de frituras, pães, laticínios e café. Mal organizar seus
quartos de dormir e louças. Algumas são como o deus sísifo: sair com os pets, alguns
sequer recolher as fezes dos bichos, e vai e volta, e vai e volta. Há tipos não
civilizados que todos os dias rolam pelos quarteirões com um pet, fitados nas
telas de celulares, posts conferidos. Vai, vem, vai, vem. Diariamente. Ah, que
tédio!
E os posts, as fotos de futilidades e inutilidades
no Instagram e Tik Tok. Ah, que frivolidades. E sempre as mesmas frases,
expressões e preces mágicas. Façam tal coisa ou tal prece, palavra de ordem que
acontece! Batata!
E há muitos homens e muitas mulheres que até
trabalham, hein! Isso é fato! Existe a chamada coerção social. Muito mais que o
coração social! Cada um e uma necessitam de dispor de alguns caraminguás!
Almoço e janta custam caros! E existem mais. Alguns formigões de esbulhos
alheios. E zangões da praça. Ah. Existem os finórios e sevandijas. Não se pode
esquecer deles. Os perdigotos!
Existem certos tipos sociais, biótipos repimpados!
Gente tão ordinária, inútil, fútil, inane, oca, passiva e nociva que passam a
vida inteira como fardos pesados e fatigantes de membros parentais. Esses tipos
sociais e éticos, são tais e quais, tantos e tantíssimos que quando morrem,
provocam dois efeitos bem parentais: primeiro que não fazem nenhuma falta;
depois trazem um alívio geral e parental de merecer algum comemorativo. Também,
coitado (a), estava mesmo na hora. Descansou e nos descansou! A vida corre, segue o seu curso! Decurso!
Que dia vamos sair? a gente marcar aquela feijoada,
aquele rodízio? Pode ser no popular mesmo. O preço é o mesmo! Vale a pena! Marcado!
All rigth “Oh, você viu? Ninguém tem nada com minha vida, né”
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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Feições e
caráter caradura by
NO estudo
de Deontologia e do direito consuetudinário, há certos tipos estudados de
pessoas que no popular vamos nominá-los de cara-de-pau (um tipo) e o chamado
caradura (outro tipo social). São termos muito empregados pela plebe, pelo
vulgo e povileu, e destes nos valeremos para esta digressão e entendimento. Porque
são vocábulos com um forte tom na interpretação a agudeza cognitiva desses
caracteres. Por que cara-de-pau, porque o sujeito assim tipificado é imutável,
na exploração de outros.
Nos
contatos humanos e nos estudos de Sociologia dos Costumes, para melhor
compreensão do modus vivendi desses e outros tipos sociais e caracteres, uma
fonte de compreensão são as pessoas comuns. Grande maioria delas não tem um
conceito erudito desse e outro caráter. No entanto, as nominações a esses
tipos, no coloquial, nos dão a exata dimensão de cada um, sua variabilidade e
nuances de comportamento. Vamos relembrar um grande pensador do Cristianismo que
se notabilizou não só em Filosofia Cristã, mas nos diversos braços de
Sociologia (Sociopatologia, Psicopatologia) e Psicologia Social. Iniciemos por essas suas citações:
“Há
três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se
ensina, e não perguntar o que se ignora”-Beda. O monge Beda (673 – 735) é
conhecido como o "Pai da História Inglesa". Se vale pouco esta
referência moral, que se leia ainda Tomás de Aquino e Santo Agostinho.
“Continuemos, então, apertemos os passos da virtude, para a
alcançarmos. Ninguém se atrase a se converter ao Senhor, que ninguém deixe ir
passando os dias; peçamos por todos os meios e antes de tudo, que Ele dirija
nossos passos segundo a sua palavra e que o mal não tenha domínio sobre nós”
Vamos atentar bem a estes dois pensamentos e mais alguns a se
buscar nas obras desse grande pensador, filósofo e semiólogo que foi o Beda. Se
for pouco, que se adentre aos pensamentos de um Aristófanes e Machado de Assis
(seus contos e romances como Memórias Póstumas de Brás Cubas). Assim postos,
teremos respaldo na compreensão de tipos psicológicos, sociais; daqueles e de
todos os tempos: os chamados caras-de-pau e caraduras.
Diria o nobre Beda, se a pessoa que toma posse de 10
sestercios de outro, de 20 denários ou áureos. E não mantem o seu promissório
do palavrório melífluo, significa que é um cara-de-pau mesquinho e vil. Isto não
se faz! É ser muito desavergonhado em promessas não cumpridas. Esbulhos e
surrupio. Fica assim a definição, tanto de caradurismo, como de cara deslavada
de óleo de peroba.
Agora, feitas estas notas, é de se pensar e perguntar:
imagine, se Breda, Santo Agostinho e acólitos vivessem hoje e deparassem com
esses tipos característicos e antissociais de hoje. Os populares caloteiros e
folgados, e exploradores de gente ingênua que se tornam vítimas e exploradas,
esbulhadas e surrupiadas em suas energias e ativos por esses tais finórios e
gaturamos. Gatunos e muito expansivos! Tempos, todos os tempos! Ai, ai.
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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O FAUCE E O HIANTE by
João Dhoria Vijle
A
“Esse Custódio nascera com
a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho. Tinha o instinto das
elegâncias, o amor do supérfluo, da boa xira.. dos tapetes finos, dos
móveis raros, um voluptuoso, e, até certo ponto, um artista” – Continuemos
nessa digressão. Porque igual ao Custódio, e com certas preferências existem
muitos outros em seus hábitos gastronômicos e bons gourmets. Imagine aquele
Custódio que nasceu com a vocação a zangão da praça e plantões de pantanas.
“Ninguém dava essa
resposta ao Custódio; davam-lhe dinheiro, um, dez, outro, cinco, outro, vinte
mil-réis, e de tais espórtulas é que ele principalmente tirava o albergue e a
comida” C'était pas prévu, mais il faut bien que je te paye”. Imagine
esse guapo e parrudo sujeito, símile do Custódio Machadiano. O sujeito que foi
gerado, engordado, criado sob mimos protecionistas de nada laborar e receitar.
Récitas! Levantar e espreguiçar. Ah, que tédio. Não sei o que vou comer hoje.
Deixe ver com fulana e sicrano. Sistemas.
Quem é dado a boa leitura,
a cultura que nos engrandece, que nos faz pensar, que dá até algum direto
(punhada) em certos tipos sociais e humanos há de se lembrar do Personagem Vaz
Nunes no encontro com outro tipo social, o Custódio. Quantos lances e insights
psicológicos e psiquiátricos se vê nessa narrativa: O Empréstimo, de Joaquim
Maria Machado de Assis.
São muito similares
àqueles tipos de gente que não se cora, não se manca, porque não tomam pancadas
de tamancos na vida quando deveriam ter sido bem instruídos e educados no domicilio
paterno. Porque eram mãe/ pai patetas e lenientes. E nem chá de erva cidreira
ou capim santo. Aqueles tipos bem diversos dos onomásticos e patronímicos do
sistema S tipo Senac, Sesi, Sescoop, Senat, Sest, Sebrae.
Por isso voltamos ao
esquisito Custódio, quantos dele vimos hoje, nos tempos de redes antissociais.
Aquele tipo humano (homem ou mulher) que não se vexa, não se sensibiliza, não
verte simpatia ou empatia pele esforço, pelo labor do outro em ralar, em
esfalfar, em esfolar, em ficar sudorético em suas fainas diárias, mensais,
anuais, ganhar com muito esforço e disciplina os seus caraminguás e deles se
repimpar de vaca e sandubas dos bons. Finório! Hum, vamos lá , eu sei onde há
uns pratos dos bons! Vamos, vamos! ....
E então há sempre aquele
famélico de proveitos, de vantagens, de inanias, de acídia, de exploração de
energias e ativos alheios. Gente! Como há esses tipos de Custódio. Mas, nem 10,
nem 20, nem 30. E atenção! E há gente ingênua que cai na esparrela do Custódio.
Tal e qual o Vaz Nunes, que se fez vítima. De nunca receber o seu empréstimo.
E a História do Advogado
goiano:
Ênio Francisco O'donnel
Galaça Lima, de 58 anos, irá responder pela morte da mãe. Idosa de 85 anos,
morreu em decorrência de maus-tratos praticados pelo filho. Qual filho é
responsável pelo idoso? Todos. Indistintamente; independentemente de ter uma
empregada doméstica em casa. FOI fato, ocorreu em Goiânia- 11.04.2025- Advogado
preso!
É fundamental entender que
a responsabilidade pelo cuidado do idoso não recai exclusivamente sobre um
filho ou membro da família. O Estatuto do Idoso, bem como princípios éticos e
legais, enfatiza que todos os filhos e familiares próximos compartilham a
responsabilidade de cuidar e amparar os idosos em sua família; por questões
éticas e humanistas, cuidados de forma isonômica, em energia física em gastos,
dinheiro.
Essa História (com H)
porque verdadeira, reflete o que muitos outros fingem que fazem, finórios,
espertos, folgados. Advogados e outros tipos diplomados, fazem com seus idosos.
Aqueles filhos e filhas, que deixam sempre o idoso sob os cuidados de outras
pessoas, como empregadas domésticas e vão passear, passar um final de semana em
algum resort, hotel fazendo, junto a pares e parceiros, de bona-chira, de
lazer, de folgança, de ócio, de negar qualquer negócio que exija suor e labor.
De repente, o pai que estava terminal, entra
em agonia e morre. A coitada da cuidadora, alí não sabe como agir. Faz até um
vídeo, documento. Eli, Eli, Lama Sabachthani.
Ah, socorra-me, o que
faço, deixe ver e falar, socorra-me sistema.
A quem ligo- deixe ir ali, bem ali. Não! Inverto. Aí fica fácil,
consigo. Gente! Foi-se. Bem ali de sempre! Mas, de súbito surge uma Ângela, um
anjo torto ou certo. Socorram-nos. Eli, Eli, Ângela. Lama! Foi conspiração
favorável! E o torto bem longe, regougo, regozijo! Ah, mas, também passava da
hora! De todo modo era final mesmo! Fazer o quê!
ENFIM, e dando um fecho
nessa digressão, aqueles Brothers, nas assertivas de Machado de Assis, eram de
fato, de toda expertise nos regalos da boca e do baco. Sabiam onde se
empanturrar de vaca atolada, galinhas, sanduiches dos bons, bonas-chiras, em
bons botecos. Eram os regalos os seus pontos de gravidades majores. Como se
descreve no personagem Custódio machadiano, Brothers tipos fauces hiantes. De
escolha como fila-boias. Ah, vida! E o idoso ou idosa que morre, à míngua. Oh céus,
oh vida, oh azar! –Hanna Barbera – Lippy e Hardy. Vida boa, boa-vida! Você que
já era bem descrita pelo brucho mais famoso do Cosme Velho, morro do... Ah,
tempos. Não mudaram os humanos.
João Dhoria Vijle -
Crítico Social e Escritor
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CRIAR FILHOS E CACHORROS BY
Existem certos entendimentos e funções que nem precisariam
ensaios e trabalhos científicos. Dadas as evidências e observações empíricas de
sua existência e natureza. Todavia, as Ciências e seus operadores, os
cientistas de cada área e especialidade estão por aí em seus laboratórios, suas
oficinas de pesquisas e experimentos para que tudo fique bem documentado e bem
demonstrado. Em Ciências, há de ser sempre como o foi São Tomé: Ver para crer.
Então vamos a esse fato aqui proposto, provado pelas Ciências.
Antes das luzes científicas, o disseram também grandes
pensadores como Aristóteles. Agora, há um lado do grande filósofo, cognominado
“O Filósofo” (refere-se a Aristóteles) que não coaduna com os tempos de agora.
Nossa pós-modernidade. Aristóteles, a História não nega, foi escravagista. Em
que pese ter vivido em outros tempos muito diversos do nosso, de nossa
modernidade líquida, segundo o filósofo Zigmunt Bauman. Aristóteles dizia que
Ética, a boa e velha ética, deve ser ensinada, treinada e repetida com as
crianças, os filhos e filhas, para esses pequenos infantes se tornem adultos
civilizados e honestos. . Aristóteles escreveu o opúsculo Ética a Nicômaco (Nicômano era filhos de
Aristóteles).
O discipulado e acólitos de Aristóteles discorrem em uníssono
com seu mestre em afirmar que o processo de doma (“amansamento”, com licença do
termo) de um animal irracional comparado com a criação, a instrução e formação
integral de uma criança, adolescente e jovem se fazem no mesmo mecanismo,
diretrizes e eficácia. É de se ver e constatar que com muita razão e convicção.
Por que dessa convicção? Porque está a se administrar, direcionar e quebrantar
(amainar) instintos primitivos de qualquer animal. Não é difícil e complexo
esse entendimento. Amansar um animal criar e instruir o bicho homem é a mesma
coisa. Explica-se:
Uma criança e um potrinho, por exemplo, ao nascimento possuem
o mesmo grau de alfabetização, para ser bem exato. Ambos têm cérebro, sinapses,
memória de mesmo conteúdo. São analfabetos absolutos, porque nada sabem, nada
falam, nada sabem do ambiente que os cerca! Até alguns meses de idade, esses
dois animais se equivalem em termos de autonomia (dependência total) e
desconhecimento da vida. Que instintos e reflexos trazem essas crias ao nascer?
Mitigar a fome, a sede, chorar de fome e sede, de privação de proteção, de
cuidados, sugar e excretar. Será que carece de ensaios e ciências para provar essa
realidade? Os instintos e reflexos de um recém-nascido humano ou animal são
muito parecidos nesses quesitos de sobrevivência.
A propósito estritamente do animal humano. O quanto é
marcante, determinante e definitivo o cabedal, os característicos educativos
imprimidos a uma filha, a um filho, desde as primícias da vida. O adulto, bem
ou mal-educado, a mulher, ou jovem bem ou mal-educados são os resultados do que
são pai e mãe, nos mesmos quesitos. São (esses filhos e filhas) em termos
éticos e sociais o que receberam de pai e mãe e do entorno parental domiciliar.
Há de se ver uma gentlewoman ou um gentleman, ou cascas-grossas conforme foram
a insuficiente educação social e ética familiar e a tolerância, a toleima de
pai/mãe nos limites aos instintos desses filhos e filhas, ao tratamento
privilegiado e principesco dispensados aos filhos, à oferta de futilidades e
objetos digitais inúteis, tão prevalentes e prevalecentes nessas famílias, sem
o devido preparo na criação e formação de suas proles. Geradas e criadas como
se fossem pets, animais de estimação. Nunca é demais lembrar: cachorros e
bichos são criados com ração e vacinas, gente se cria com limites, imposição de
normas de comportamento, respeito aos integrantes da família, aos mais idosos,
aos professores, observância das regras de convivência social etc.
Vamos em tese imaginar, o moço ou aquela jovem já bem madura
que chegada como visita sequer sabe bem se comportar como tal. Pouco diálogo,
de olho e fixação na telinha do celular e redes sociais; quase não olha no
rosto dos anfitriões. Que bem servida em
um lanche vespertino seja capaz de retirar copo e talher em que comeu, que
deixa sempre, mas sempre como natural e normal sobras de comida nos pratos, que
não se comove da anfitriã já idosa ir lavar a louça; e fica conferindo os posts
de whatsApp, etc. Então, vem a pergunta: por que ela é assim? Simples, leitor e
leitora. Muito provável que essa visita folgada e mal-educada trouxe esse
legado da casa dos pais. Tolerância, ausência de limites, baranga-mãe de mau
exemplo, tratamento principesco e privilegiado. Não há meio termo e milagre,
herança genética e social familiar. Horror!
Costuma ser a chamada geração de filhos e filhas criados (as)
com privilégios, que não tiveram as lições mais eficazes na intimidade da
família. Que não sequer sabem lavar um tênis, limpar um banheiro por eles
emporcalhados, que não organizam os quartos onde dormem. Porque para tudo há
sempre de plantão: uma mãe boazinha, uma doméstica, uma irmã mais velha que
tudo faz. Geração glass, adolescentes postergados e retardados, em tudo. Em
tudo mesmo. Essa nossa geração perdida
de moços e moças. Gente bem servida e inservível aos outros mais idosos.
Caras-de-pau, malcriados e mal-educados.
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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MARGARAÍSSIMA DERRETIDA BY
Margaríssima Aveiro, Margô, na intimidade; e Lélio Selito,
formam um par que no estilo social e recreativo é pertencente à geração Y (millennials). Essa
leva de gente, de jovens, porque nascidos entre 1985-1999, trazem características
muito abstratas, supositícias pelos pesquisadores de tendências ao trabalho,
aos estudos, ao engrandecimento profissional e cultural. Não se quer aqui
abstrair e divagar pelo que são os jovens, grande maioria nessa faixa natal.
Entrementes, para quem não mente, porque é assunto sujeito a contraditórios e
insatisfação. Vale outras reflexões, outros representantes.
Vem de primevos tempos, começando por Aristóteles, o Filósofo
Grego, a descrição do animal humano como racional, social e político. Também
gregário, porque não vive isolado. E pensando como Platão, que dava ênfase à
ginástica. Verbete que vem de ginásio (Gymnum); Gymnásium, nu, porque era sem
roupas que muitos atletas de antiga Ática exercitavam. Platão dava ênfase ao movimento,
aos exercícios como promotores da saúde do corpo e da alma. “Mente sã em corpo são”!
Tanto que hoje é uma verdade, homem moderno e sedentário acaba por se tornar
também grabatário, doente, acamado, institucionalizado, hospitalizado e um
cadáver antecipado. Porque costuma ter morte social, antes da biológica. Lei
dos vícios e exageros gastrocnêmicos e libatórios.
Imagine a visão de Blaise Pascal com esta citação: "O
homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço
pensante. Já Fernando Pessoa, foi mais direto: o homem é um cadáver adiado.
Mas, gosto de outra expressão de Pessoa: Há tanta suavidade/Em nada se
dizer/E tudo se entender. Será que essa geração millennials, entende o que se
diz e escreve hoje? Eu duvido! Porque vivem de celulares na mão.
Margô, é que se pode caracterizar como o legítimo legado do
padrão hereditário/genético aditado à herança social e cultural de uma mãe,
tabaroa e xucra, a popular baranga, para quem a centralidade da vida se resume
às futilidades de um Instagram, de um WhatsApp. Nessas ubíquas redes da
putrescente tendência reinante, é de se ver os qualificativos dessa gente! São
tipos anatômicos e requebros que logo se revelam quem são. Ou para quem comida
e cerveja, são as maiores empresas da vida. Levantar, espreguiçar, esticar, se
repimpar de farináceos, leite com café, amidos, e outros pós de mandioca e
araruta.
O marido não teve escolha. Foi-se na mesma esparrela e
caudal. Caudatário e chauvinista que se tornou da baranga e cetácea mulher.
Fútil, feia, falastrona por vezes facciosa! E assim sofrem certos
determinismos, certos homens de mulheres arrivistas, expeditas, finórias. As
quais e tais até se tornam ternais, maternais, com alguma prole, não com ideias
proletárias. Mas, de se arrumarem na vida! Arre, irra!
Margô era esse tipo social, nas mais comezinhas relações
diárias. Como visita, nunca lavava sequer o copo servido, não tirava os talheres
e xicaras em que repimpava. Deixava resto de comida no prato servido. Na maior
caradura. Sem se vexar! Sem se enrubescer ou igual reação eritrocitária. Chegada
de visita, logo punha-se de fitar suas telinhas celulares. Afixada, fixação
emocional, emoji. Hum, que lindo! Fofinho o bichinho, o cachorrinho. Olha só! Quantas
futilidades. Suas vitrines frequentadas eram o que titula de futilarias. Hajam
fúteis e frívolos objetos.
Tão derretida de vaidades e vasos vazios que nos dias
aniversários, se alguém das relações não endereçava os parabéns ou algum mimo,
os brincos do gosto e atrativo. Hum! esse esquecimento custava para Margô
arrufos e muxoxos, quando não se requestava melindrada para algum se vingar do
interlocutor olvidado. E assim, buscava um trampolim, alguém que pudesse cobrar
do esquecido (a), uma reparação e envio dos sufrágios pela data. No íntimo e
fundo moral e sensorial de Margô, esses parabéns, essa saúde! Tinha um símbolo
de condecoração, um troféu distintivo. Ora bolas. Onde se viu tal desplante!
Alguém esquecer o meu aniversário. Margô, aqui tá, viu, meus parabéns pelos
feitos, pelo que você representa! Necas de pitibiribas!
Margô, para muitas amigas, a margaríssima derramada e
derretida, tinha a quem puxar! A baranga da mãe, o xucro e pele- espessa do
pai. Retrato que era da família. Sem quizila. Ao que tudo indicava o enamorado
ia se caindo e decaindo na mesma esparrela. Loquela, sem sequela! Que triste
fim! Nos lembra até um certo Barreto. E
sem aceno de barrete! Fica aqui o nosso All Right!
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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Tudo sabe e nada faz by
“Quem se escuda nas Ciências nunca está desamparado. De igual
forma quem se comporta conforme os cânones da boa Ética, da honestidade e
civilidade leva uma vive serena e segura. Porque sabe que os seus pares que
assim o fazem e os rivais e inimigos que o hostilizam devem-lhe respeito e
limites e até inveja”; Sidarta Gautama- (santa inveja seria).
Uma reflexão a se fazer de certos tipos humanos e sociais diz
respeito sobre a seguinte proposição: discernimento e dicção de ensaios de
Neurociências e Neurolinguística. Por que certos tipos humanos e sociais,
quando é para satisfação dos instintos, sejam digestórios ou sexuais, tudo sabe
e todo esforço despendem nessa satisfação?
É muito useiro e vezeiro, observar pessoas de plena saúde
física e cognitiva, tudo entender e até discursar sobre os caminhos de boas
carreias de trabalho, como profissionais, de produção de receita, etc., entretanto,
vivem como zangões e vespas de praça! Zunem, zunem e ao final de cada dia, cada
mês, cada ano, décadas de vida, nenhuma ascensão social, profissional e
produtiva empreenderam.
Trata-se segundo as Ciências do chamado viés instintivo e dos
prazeres do corpo e da carne. Os neurônios e vias sinápticas dessas pessoas se
especializaram e se sensibilizaram apenas nesses instintos primitivos, quase
reptilianos. São os tais e quais, que se caem de quatro, têm dificuldade até
para levantar. Precisam de ajuda, de escora e arrimo para tudo. Assim o disse
também de certa feita Paula Francis, jornalista e escritor.
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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Coifas e Carapuças by
Entre as regras de boa convivência humana há aquela de não
dizer a verdade nua e crua a respeito de certas gentes, pessoas, homens,
mulheres, entidades, religiões, seitas, partidos políticos, e outras sociedades.
Fiquemos no que diz respeito a certos tipos socioculturais de pessoas. Nessa
natureza do chamado politicamente recomendável, não o real; o quanto todos nós
mentimos, dissimulamos, escamoteamos e expressamos virtudes e predicados falsos
de pessoas de nosso entorno social, familiar, conjugal, íntimo.
Porque a verdade real e super sincera, agora no expediente de
La Palice ou do Conselheiro Acácio. Magnifico engenho humano que foi o eciano.
Nessa hora, haurir e saborear (saber e sabor) a criação de Eça de Queiroz (Póvoa
do Varzim 1845-França 1900) nos chancela pelo que expressamos. Dizer a verdade
real e super direta é iniciativa para poucos, porque na certa surgirão os
protestos, antipatizantes e invejosos. Mas, vamos neste espírito.
Pensa-se que gente pobre, não que seja indigno ser pobre. Mas
, pensa-se que para esse estrato social estivesse vedado de ter filhos. E há
uma regra simples e racional para essa vedação. A relação custo/benefício nessa
no ato da maternidade. É suficiente imaginar o fardo negativo que se gera para
essa pessoa nascida desse casal pobretão. Fardo negativo para ela recém-chegada
à vida e para os genitores que não planejaram esse nascimento. Saúde, provisão
alimentar, moradia, vida digna, escolas de qualidade, assistência médica, vida
feliz. Porque não é só criação! Trata-se de uma missão ingente, laboriosa e
racional. Do contrário, esses pais estão incrementando as legiões de pessoas
desassistidas, marginalizadas e sofridas neste mundo, desigual e desumano ter
esse filho (a).
Existem outras questões de super sinceridade. Posse de pets,
cachorros, gatos, animais exóticos. Mas, fiquemos nos cachorros que certas
mulheres e homens põem dentro de casa como bichos de estimação. Que estimação é
essa? Confinamento, prisão, restrição de liberdade, coleiras, imundícies no
interior da casa, fedor, ambiente pestilento, doenças, alergias. Um expediente
e gosto que beira a sandice e maluquice. Sem justificativa. Há gente que dorme
com bicho, come com bicho, beija o bicho, casa o bicho, cerimonia para bicho. É
muita sandice e insanidade emocional e racional, com super sinceridade.
E para nem tanto estender certas considerações de super
sinceridade. Porque se falar, gera saia-justa e muito desconforto. Imagine, em
se tratando de mulher que se casa com o único objetivo, ou fim maior; se
ajeitar na vida, uma forma confortável de vida. Tipo aquela meio pobretona,
estilo estroina, não muito laboral, nada laboral. Entretanto, há homem que se
vê impelido a aceitar aquela pretendente, tipo adoção esponsalícia. Eh, existe
marido bonzinho. Então. Ah, mas, e o filho almejado pelo patrocínio,
patronímico! Hum! É um só? Então vai! Depois se cria uma razão para não mais. Que
seja de esparrela e espavento! Resolvido o impasse. Vínculo pétreo.
E assim, vão outros atributos. Exclusivos de certos tipos
sociais e corporais. Barangas, de chorrilho. Corrilho, chocarrices. Não pode é
falar. Sequer sugestionar. Azedume e quizila na certa. E gente pusilânime!
Aquela pessoa atacada de melindres! Se ofendida, busca um atalho. Oh, fulano
disse isto que parece ser para mim! “Carapuça”. Preciso de uma revindita.
Vindita hein. Vindima! Ai, ai. Esse mundo é muito vário e diverso. Há tipos
para tudo. Biodiversidade de personalidade da humanidade. Comodato!
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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OS VÍCIOS DE LINGUAGEM E CRIMES DE LESO-IDIOMA BY
Imaginemos nos primórdios da humanidade no que toca à
comunicação. Havia a fala, a palavra, a emissão dos sons articulados conforme
os objetos nomeados. E não havia a escrita, os sinais gráficos. Inventaram as
letras, os sinais, as palavras, o texto. A fala transformada em sinais
escritos, registrados. Crê-se que os idiomas primitivos eram bem rudimentares,
precários, sem regras gramaticais. Havia o som padrão: para cada coisa, um som
bem característico. Não se tinha a prosódia, nem ortoépica. E certamente nem
prosápia. As pessoas eram simples. Cada um com seu igual; lé com lé, cré com
cré. Fala-se aqui de espécies e gêneros idênticos.
Segundo o ex Ministro do STF, Marco Aurélio Melo, “vivemos
tempos estranhos”. O indigitado magistrado não se referia a questões de
comunicação. Disse sobre questões menores atinentes a outros juízes de
instância menor. Mas, quero pegar essa
frase para me referir aos tempos digitais onde nos encontramos imersos e suas
esquisitices. Observemos bem a cultura geral das pessoas. Nem se fala dos
estratos menores da sociedade, os ditos menos letrados. De gente que frequentou
bancos de boas e renomadas faculdades, públicas e privadas. Então vêm as
esquisitices e torpezas.
Muitas vezes ou sempre, pessoa que detém um cabedal, um
padrão cultural normativo. Tanto nos diálogos orais, corporativos e funcionais,
quanto ao redigir um texto no Idioma formal. É de se horrorizar com o que se
lê. Mas, fixemos nas falas comuns, nas rodas e mesas informais, em casa ou
fora. Tomando um exemplo de uma pessoa mais qualificada, cultural e
tecnicamente. Esta pessoa é olhada com estranheza e vista como retrógrada!
Em uma troca de informações, se esta pessoa cita certos
princípios, palavras, conhecimento técnico ou científico de que natureza for
etc. Logo, o interlocutor franze o sobrolho, fecha a expressão; e se for da
intimidade até repreende, por ouvir essas informações. E nada por vaidade ou
exibição de conhecimentos. Simplesmente, essa pessoa mais afeita a uma
linguagem mais elaborada e técnica, tem o recurso de mudança de assunto,
futebol, reality show, redes sociais. Para haver algum diálogo com o outro.
Vamos aqui imaginar nesse diálogo de pessoas que cultivam
saberes desiguais ou de “gostos diferentes”. Muito diferentes! O interlocutor
mais polido e de bom padrão cultural geral, cite um Machado de Assis, uma
Clarice Lispector, uma Jane Austen, um Gustavo Flaubert, um Nietzsche. Pronto!
É o suficiente, para o outro ou outra, enrugar a teste, ficar meio muda. E ser
aquela saia justa e até mostrar certo desconforto dialógico.
Em suma e para pasmos de algumas pessoas mais pensantes de
bons e cultuados gostos de linguagem, que se encanta e extasia com as Ciências,
com a Linguagem mais elegante e construtiva. Essas pessoas por vezes se vê
estupefata com as esquisitices e platitudes, quando não, as chulices e
chocarrices ouvidas em rodas de confraternização, um café, um jantar,
encontros, reuniões. Quantas e quantos homens e mulheres, que são advogados e
outros bacharéis e profissionais de belos diplomas. Entretanto sugerem que
fazem doutorado permanente em linguagem e cultura de big Brothers, de
Instagram, de facebook e outras estultices e frivolidades de dar nojo e
engulhos!
E ai de algum contradita-los, porque é o que prospera, o que
se curte e vale em tempos tão estranhos e esquisitos em tudo. Inclusive nas
comunicações e mensagens mais formais. Um verdadeiro horror! Arre, vade retro! São
crimes de leso-idioma, lesa-linguagem.
João Joaquim
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Hiperorexia Genito-oral
by
Um interessante ensaio clínico psiquiátrico foi desenvolvido
na Universidade de Seul – Coreia do Sul -https://doi.org/10.1590/01/SciELO - Scientific Eletrônica Library Online;
trabalho desenvolvido com participação de pesquisadores brasileiros/USP. Disponível aos cadastrados ou não, de inteiro
teor. Muito creditável, pelo tempo de estudo, 5 anos e mais de 5 mil
participantes humanos. A questão de fundo foi: a relação entre o tipo educativo
do indivíduo, a partir de suas chamadas fases do desenvolvimento sexual, com o
apego e obsessão por comida, os ditos glutões e glutonas.
Os que pensam em comida 24 horas por dia. Ou os
comilões e comilonas, revelam outras características nesses ensaios e pesquisas
psicológicas e psiquiátricas. Segundo
Sigmund Freud (1856-1939), o fundador da Psicanálise, há bem nítidas, as
chamadas fases de desenvolvimento sexual da criança. Ao todo 5 fases: fase oral,
anal etc. por fim a genital e maturação sexual plena. Não é de se espantar que
os estudos dessa corrente freudiana veem um estreito liame, entre uma fase oral
e anal mal resolvidas e os hábitos de hiperfagia na vida adulta! Não para por
aqui. Há uma conexão sexual/libidinal também.
E tudo vai como que, mesmo antes de comprovação de
ensaios clínicos e psíquicos, mostrar verossimilhança. Muito convincente.
Porque basta imaginar os gestos pueris e tão inocentes de uma criança que não
quer deixar a chupeta (fase oral). De algumas crianças com suas sabidas
disfunções de esfíncter anal. A chamada fase do penico é bem relatada pelas
mães dos pequenos infantes. E vêm de roldão conclusões de outros estudos; muito
estendidos, 20 anos, realizados na Universidade de Tóquio/Sunkyô. Dizem esses
estudos: há uma nítida relação de uma fase oral e/ou anal mal resolvidas,
estendidas e a preferência homoafetiva de homens e mulheres na vida adulta. São mecanismos neurossensoriais complexos,
intrincados, labirínticos na personalidade do indivíduo que vão determinar sua
orientação sexual de forma perene. Ou conforme o conflito social, familiar, de
discriminação, gerar disfunções emocionais sofríveis.
Então, na conclusão dessas pitadas e mini resenha
científica, essas instigantes conclusões. O nexo estreito, íntimo, correlato.
Se não a causa única, mas, que corrobora nos mecanismos sensoriais, na
arquitetura de tendência e preferência. Fase oral e anal mal resolvida e muito
serôdia, protelada, estendida; e de futuro vem os resultados. A fixação do
indivíduo, a centralidade de sua vida e ponto gravitacional, na satisfação
gustativa e digestiva e sexual. Nas palavras desses pesquisadores coreanos e
japoneses, os gestos mastigatórios, de repimpar de saborosos bocados
alimentares, são como gozos libidinais e sexuais para muitas dessas pessoas. De
igual forma, a sua preferência sexual fixada na opção homoafetiva/mulheres,
homem, não importa! É a Ciência/Psicologia, Psiquiatria, na interpretação dos
expedientes e comportamentos humanos. São luzes jogadas no que era muita
escuridão e ignorância até tempos idos não muito remotos.
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
O Confronto da Educação Japonesa VS Brasileira by
João Joaquim
O EXEMPLO DAS FAMÍLIAS JAPONESAS BY
Fala-se muito ou dá-se muita tônica à chamada
educação de berço na tradição e cultura japonesa. Com muita razão o modelo educacional familiar
do País do Sol Nascente é de consenso ser o melhor e mais qualificado e
produtivo do Planeta. As escolas do Japão, do grau fundamental às Universidades
são uma continuidade da chamada educação de berço das crianças. E soa muito
compreensível, tendo em consideração que a criança, o adolescente e jovem passam
a maior parte de seu tempo, sua vida, junto ao pai e mãe e cuidadoras bem
treinadas e orientadas por quem? Os pais. Há como que uma corrente de
compromissos éticos, de honestidade, pedagógicos e laborais. Crianças japonesas trabalham desde pequenas.
Aprendizado.
Um trabalho recente, da Universidade de
Tóquio/Região de Bunkyô, do departamento de Educação/Faculdade de
Pedagogia/Pedagogia Familiar, mostra o significado positivo e construtivo do
compromisso e dever da família na educação dos filhos e filhas. A coisa, ou
melhor, a estratégia dessa cultura nipônica, na criação e formação integral dos
filhos se dá desde os primeiros anos de vida. Há essa consciência prática dos
pais na preparação integral dos filhos a uma vida de autonomia, de independência,
de participação em todas as atividades na manutenção e provisão da vida. Vejamos
em terras brasis!
Quanta diferença se vê, por exemplo em certos
modelos de criação e engorda de filhos e filhas aqui no Brasil. Muitos
pais/notadamente a mãe típica de muito maternal (mãe ternal). Imagine aquele
filho que desde pequeno é trazido e mantido em uma redoma de carícias
excessivas, mimos, escoras, proteção, senta aqui no colo de mamãe! Filhos e
filhas que não cooperam nas tarefas domésticas, não lavam sequer um tênis, um
banheiro, não dão destino aos próprios lixos, não estendem uma cama. Justamente
o reverso da educação japonesa! Um horror de cumplicidade e leniência;
conceitos ausentes no Japonês/Mandarim. No Japão tudo de bom e útil se ensina de criança.
No Brasil é assim. São filhas e filhos criados e
crescidos (engordados) sob as asas e pálio do pátrio ou maternal poder. Poucos,
porque existem boas exceções; mas poucos são instruídos e treinados aos
pequenos trabalhos domésticos como citados acima. Quer um exemplo de exigência
de alguma mãe aqui no Brasil? Uma poupança em dinheiro para o futuro do filho.
Faculdade, carros, bens, subsistência. A disposição ou donativo de algum
imóvel, para que com a locação de tal bem, o filho possa sobreviver. Soa
esquisito! “Não, esse apartamento fica para sicrano, para sua mesada, este não
vai vender”. Imagine!
Mais umas da cultura brasileira. O filho ou filha,
está na Faculdade. Alguma até pública, porque frequentemente, esse filho não se
preparou para ingresso em boa universidade pública. Então, pai e mãe têm que se
esfalfar, se esfolar, se fatigar, de tresdobrar para pagar faculdade e gastos
mensais do filho. Não fique só aqui. A cultura latina e protetiva de pais que
proíbem o filho ou filha de fazer estágio ou trabalho em início de carreira
para ganhar pouco: um salário mínimo por exemplo. Deveria ser incentivado a
esse trabalho, porque é mais uma etapa de educação e formação para a vida; como
o exemplo japonês.
Conclui-se esse texto, citando o ensaio socioeducativo
da Universidade de Tóquio. Compara-se o padrão educacional familiar bem
elaborado de filhos e filhas com o treinamento físico, psicológico e social com
equipes esportivas. Porque ao termo e cabo dessas atividades, têm-se os mesmos
resultados. O modelo educacional das famílias japonesas, se faz tornando os
filhos e filhas, em cidadãos participativos, ativos, autônomos, independentes e
operosos. São pessoas-solução e não problemas. O contrário assistimos em terras
latinas e de pindorama. Legiões de desocupados, vagabundos, gentes enquadradas no
modelo nem e nem. Nem trabalham e nem estudam. E nem querem fazê-lo. Agora, se
der a esses filhos celulares caros, eles sabe tudo. São os adictos digitais.
João Joaquim - médico e articulista do DM
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POBRE METIDO A RICO E BONA-CHIRA BY
Quando se trata do sentimento (negativo) da
soberba, há uma divisão quanto ao seu portador (a). Existe o soberbo pobre e o
soberbo rico. Ambos se identificam com esta sensação e expressão de mais valia
e superioridade. Ao menos na ótica de seu ego e bojo moral. Entretanto, cada um
deles tem uma fruição diversa. O soberbo rico, abastado, endinheirado faz de
seus recursos e ativos monetários, um escudo para suas relações sociais e sua
sensação (falsa) de supremacia, de superior, de melhor do que os que o cercam.
Há quem afirme que ele pode bancar e ostentar sua soberba porque demonstra
poder aquisitivo material e pecuniário para sua soberba. E o soberbo pobre,
pobretão, improdutivo, de poucas posses? Um soberbo fracassado, humilhado por
vezes porque não pode bancar sua vaidade, seu melindre narcísico e egoísta. Por
isto se diz que arrogante pobre e muita vez golpista é o pior pobre; além de
pobre arrogante!
Então? Nesta digressão falemos sobre a soberba.
Também intitulada orgulho, arrogância, como termos mais populares. Mas, ao
longo do texto surgirão outros sinônimos. É oportuno lembrar que nenhuma
palavra tem outra igual, de mesmo sentido. Sinônimo são termos muito parecidos,
quase iguais, mas não iguais. Imagine aqueles dois gêmeos idênticos, univitelinos.
Se chamá-los iguais é impróprio. Porque haverá sempre diferenças. Assim, são as
palavras sinônimas. Então falemos da
soberba. No popular também dita salto alto, alto coturno, sobranceria, empáfia.
Etc.
Mas, o que vem a ser a soberba estudada pelos ramos
científicos como Psicologia Social, Psicologia Positiva, pela Filosofia?
Atentemos bem que qualquer pessoa leguelhé ou lé com lé cré com cré, sabe o que
seja soberba. O indivíduo ali da arraia-miúda, pode não definir com palavras.
Mas, sabe diferenciar o indivíduo soberbo do sujeito polido, educado. O que é
então esse antipático e abominável
sentimento que uma pessoa tem em relação à outra? Ou nem de tanto precisa? É a
sensação de ser melhor. Sempre melhor do que a pessoa mais próxima. Pode-se
excetuar o seu portador de não demonstrar esse negativo sentimento pela
amizade, pelo parentesco. Mas, o sujeito soberbo está sempre ali com aquela
empáfia, jactado, cheio de si. A sua empáfia está no seu amago, no íntimo,
pronta a se manifestar.
Em geral falar das características de pessoa
soberba é mais fácil que o próprio negativo sentimento. Em geral há famílias de
pessoas soberbas. O sentimento irracional e raso vem daquela educação de pais
soberbos. Mãe soberba e pai soberbo, o filho segue o mesmo diapasão. Soberbo! Aqui já se fala das causas da
soberba. Se prestarmos atenção aos ensinamentos de Aristóteles e Kierkegaard
nem de tanto Psicologia carece. Como tudo na vida, aprende-se com a mãe e pai;
seja para o bem ou para o mal. Os dois pensadores citados falaram indiretamente
da soberba. Ela se compara a um tambor sem conteúdo. Porque se esse tambor soa
porque está vazio.
A exemplo da Ética, a soberba muita vez, resulta do
processo educacional imprimido ao filho (a). Criança de pais soberbos tem
grande risco de na vida adulta se tornar soberba. Analisado isentamente, esse
adulto soberbo, foi assim instruído e mal-educado, por uma mãe e pai soberbos.
Há como que aquela atmosfera, onde o filho (a) foi formado. A família/pais como
primeira e determinante escola na formação do caráter, para o bem social e
ético ou mal desse filho. São leis infalíveis, deterministas!
Tanto o soberbo rico quanto o soberbo pobre
compartilham sentimentos comuns (negativos e antissociais). São expressivas as
demonstrações de supremacia, de discriminação e preconceito étnico racial, de
condição socioeconômica em relação a uma empregada doméstica, ao um trabalhador
de serviços gerais, de portaria, de faxina. Etc. O soberbo, o arrogante e
impostor rico, diferencia-se do arrogante pobre e de menos valia. Porque o rico
pode fazer frente a muitos de seus caprichos antissociais e de se por em condição
e grau sempre superior aos demais à sua volta, notadamente as pessoas mais
simples e a desafeiçoados. Já o soberbo
pobre costuma ser humilhado e vexado.
E o indivíduo soberbo pobre (homem ou mulher)? Essa
pessoa guarda identidade com o soberbo rico e de boas posses materiais e
monetárias. Entretanto, para aquela pobretona. Ou nem tanto, porque por vezes
nada produz, mas, vive em um ambiente de certo conforto, da família, do cônjuge
por exemplo. E volta-se a essa diferença. O sujeito arrogante e pobre, é de se
ver que para fruir, gozar de melhor padrão de vida, ter um carro, uma moto, uma
vivenda com melhores trastes, mobiliário e baixela, etc. Para esses gozos e
conforto se vale de financeiras, de gente que o dê guarida com recursos e
empréstimos nunca pagos, golpes em órgãos públicos e privados, em desfrutar até
de bona-chira às expensas de alguém sempre ingênuo ali na sua retaguarda e
arrimo familiar. Nas palavras de Sigmund Freud (1856-1939) e Donald Winnicott
(1896-1971), tipos sociais sevandijas e
finórios, feitos por genitores de mesma iguala. Arre. Vade retro!
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
MARGARÍSSIMA DERRETIDA BY
Dentre as anomalias do caráter e arcabouço moral do
indivíduo, a Psicologia Analítica (Carl Jung e cols) trata da chamada
labilidade emocional. Em sumário, o caráter se funda em influência genética,
como quase todos os atributos da pessoa, mas traz de igual efeito o processo
educacional impingido à criança, desde as primícias da vida. Educação esta,
feita de forma assertiva em construir o cabedal social ético e civilizado desse
futuro adulto. Ou torna-lo um portador perene desse traço social e interacional
com outras pessoas: qual seja, a disfuncionalidade, a disforia, a instabilidade
e fragilidade nas relações sociais.
Se existe um termo do vulgo e do povileu que bem
expressa a chamada labilidade emocional, tem-se a metáfora “manteiga
derretida”. E esse alimento bem expressa e configura a personalidade e preparo
psíquico e social de seu portador, sua portadora. Trata-se daquela
personalidade; em geral mais prevalente na mulher, padecente da também bem
estudada baixa resiliência ou baixo limiar à qualquer frustração. Como se
caracteriza essa síndrome psicossocial e moral: são pessoas que se melindram e
se aborrecem facilmente, ante os pequenos fracassos e dificuldades na vida; o
choro fácil, o sentimentalismo extremado diante de pequenas oposições ou
contrariedades, fragilidade de argumentação.
As tipificadas pessoas manteigas derretidas, sofrem
dos mesmos mecanismos do chamado transtorno opositor e desafiador – TOD- comum
em crianças de baixa idade. Mas, que vão ser as manteigas derretidas no futuro.
Uma marca peculiar dessas pessoas. Segundo o DSM-V> Vingança: A busca por retribuição é
outro sintoma. Crianças e adolescentes com TOD podem planejar ou executar atos
de vingança contra aqueles que percebem como tendo os prejudicado, como um
colega que os provocou ou um professor que os disciplinou. “Assim, também se faz uma pessoa adulta, por baixa maturidade
psíquica.
Uma outra característica da pessoa lábil emocional
(ou “manteiga derretida”) é quando recebe uma referência sincera, concreta e
peculiar (verdadeira) de seu caráter, sua índole, suas características nas
relações sociais, as mais variadas. Uma outra marca e sintoma desse perfil de
pessoa ocorre quando a ela é feita referências laudatórias, elogiosas, no
expediente por vezes de falsidade, falsos atributos. Porque o exagero é tanto
que ela chora e se emociona prontamente.
Vamos imaginar aqui uma outra circunstância,
encontradiça e não cediça. Aqui já referida a depender do modelo educacional
(ou deseducação), dispensados pela mãe/principalmente, e família. Diz respeito àquela criança que foi crescida
(ou engordada, conforme a tendência), mal-educada e privilegiada desde pequena.
São os conhecidos tratamentos principescos. E assim, ela vai se tornando
adolescente – jovem- adulto; com todo o cenário da terra da nunca. Nada de
limites em casa, nenhuma dor e sofrimento; é proibido qualquer esforço. Geração
glass ou de vidro. Mas, tudo é ilusório e falso. Porque príncipes e princesas,
de fato, até alguns ralam e trabalham.
Uma outra característica da pessoa lábil emocional
é o sintoma de sugestionabilidade. Quanto mais jovem é essa pessoa mais
vulnerável. Porque por vezes a vida e a idade tornam-se uma escola ou terapia.
Quando o indivíduo está propenso a essa mudança. Porque muitos são refratários
a qualquer evolução psíquica, social e laboral (muito menos). E a recuperação
se torna quase impossível. Incurável.
E para ilustração aqui fica o relato de um caso
real. Moça ainda jovem, integrante de um grupo de redes social. Ela integrava
recentemente esse grupo. Um membro dispara uma mensagem dirigida às integrantes
do sexo feminino. E essa caçula do grupo foi esquecida, por falha técnica de
fato do emissor da mensagem. Hum! Ai, ai! Ela se sentiu diminuída, aviltada e
preterida. E deu-se um ardil engenhoso, do protesto chegar ao membro esquecido
e displicente. Clássico modelo de “manteiga derretida”. De gente que na
produção de zero bônus social e social, carece de atributos, no expediente do
politicamente correto! Entendido. O bônus funciona, foi assim o seu software
preparatório e educativo; criativo e donativo.
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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TIPOS HUMANOS by
Para falar neste presente tema: a vocação do
cuidado e da generosidade em busco uma referência, e mesmo fazendo uma
homenagem a este personagem: José Datrino (1917-1996), mais conhecido como Profeta
Gentileza. Ele foi um pregador urbano brasileiro, que se tornou conhecido por
fazer inscrições peculiares nas pilastras do Viaduto do Gasômetro, no Rio de
Janeiro, e se tornou uma espécie de personalidade daquela cidade. Andava pela
Zona Central com uma túnica branca e longa barba, ao estilo Nazareno.
Em se discorrendo sobre essa vocação do cuidado emergem logo
outros sentimentos e valores que devem permear as relações humanas. Muitos são
os sentimentos que bem caracterizam a espécie humana, como um bicho racional,
pensante, reciproco e solidário no tratamento e interações com outros indivíduos
diferentes ou semelhantes, com os irracionais e com o meio ambiente. Partamos
da seguinte proposta relacional: o cuidado e generosidade se encerram em uma
vocação e disposição de espírito, de físico e material, que tanto melhor e mais
leal e fiel, quando expressada e pratica de mão dupla.
Neste sentimento e postulado é que se busca o exemplo do
Profeta Gentileza (Datrino) que pregava pelas beiradas por onde passava a
mensagem de “gentileza se paga com gentileza”. Vamos deslindar melhor o sentido
humano, humanitário, social, civilizado e ético (honesto) dessa glosa, da
reciprocidade do cuidado e da gentileza ou generosidade.
Existem no mundo, no Brasil, onde quer que se esteja, aquele
tipo social e caracterológico que se classifica como servido e inservível.
Esclarece-se esse tipo de personalidade ou caráter: existe indivíduo que tem
uma afeição, uma inclinação de em tudo ser bem contemplado, bem servido,
agradado. Entretanto, na chamada mão única. Dificilmente, esse tipo de gente é
capaz de espontaneamente servir bem a outra pessoa de seu convívio, de sua
intimidade, parental, colega de trabalho. Esse caráter de gente, aprecia muito,
inclusive, ainda que falsamente, ter referências laudatórias, no íntimo
significa: “ te engano que sei que você gosta”; no estilo dito politicamente
correto. Quer agradar, em demasia certos tipos humanos? Pessoa impostora e
falsa? Diga várias virtudes e atributos “dela” que ela não tem. Porque se for super sincero, inimiga na
certa!
E assim, já quadrando essa mini resenha, pode-se dar outro
exemplo de gentileza não se pagar com gentileza: de forma metonímica, imagine
aquele tipo chamado de mercador de calotas. Não cranianas, porque é
contravenção ignominiosa”, mas, pecúnias, de autos. O sujeito tem o chamado
estilo perdulário, espoliador e bulha! Ou zangão da praça! Este inclassificado
racional e cognato. Aprecia ter uma bela e opípara vivenda, com viveres de 1ª
classe. Trastes e baixela de grife. Mas, sua receita não é suficiente. Não há
de que: há gente ingênua, tonta, servil, que está de plantão em servir esse ser
vil. Servido sempre. Bom demais, não? Vida boa! Gentileza para o mercador de
calotas é isto. Receber e não devolver! E são as hipocrisias e falsidades,
máscaras que portam certos tipos humanos, parentais ou não. Por liames gênicos
ou interesseiros. E junto vai se acercando, afetivamente de sua vítima,
ingênua, boazinha, fofinha. E tudo vai se naturalizando. A vítima vai sendo
contaminada e assimilando a síndrome de Estocolmo. Tudo ridente, bazófias,
galhardos e digestórios encontros. Macondos! Gabo bem o descreveu!
João Joaquim
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RECEITA PARA CRIAR UM FILHO FRACASSADO BY
Como se faz a consolidação da personalidade, do
caráter e postura social e civilizada de uma pessoa? Fala-se aqui dessa
construção integral do indivíduo. Processo a cargo de uma mãe e pai, e demais
auxiliares na condução e educação de um filho ou filha. Não é incomum
assistirmos atitudes e modus vivendi de certas crianças, adolescentes e jovens
que fica fácil a previsão: essa pessoa não vai dar em nada na vida. Ou até
melhor: crescido (a) será uma pessoa antissocial, inservível, impostora e
inútil, tanto para si própria como às pessoas que a criaram (pai, mãe, avós,
babás) com tanto mimo, carinhos, afagos, excessiva proteção, privilégios,
tratamento principesco, poupança em bens ou em espécie para esses mal-educados,
familiarmente falando.
E por que dessa proposta e predição? Simples! Todos
nascemos virgens de qualquer informação do que seja o mundo à nossa volta. Que
ambiente que nos cerca, que pessoas, de como funciona cada objeto à nossa volta
e de nosso manuseio. Mais importante que essas noções: como eu criança devo me
portar ante cada outra pessoa, ambiente, fenômeno e função que me rodeiam. Eu
criança não sei. Então preciso aprender com quem sabe e me ensina (Teoria
construtivista de Jean Piaget – educador suíço).
Existem mãe e pai que perdem a oportunidade de
imprimir uma correta educação aos filhos, e os tornar em cidadãos de “bem”. De
bem servir a si próprios, aos próprios pais que ralaram/esfalfaram em sua
criação estendida até a vida adulta, que investiram dinheiro e trabalho e estresse
em uma chamada boa vida e conforto a esses filhos e filhas. E depois,
assistirem impotentes que tudo foi inútil, em vão, ao perceber os erros do
passado da malcriação desses filhos e filhas.
E atenção! Não se trata, em se falando de
malcriação de filhos, somente de pais mais jovens, da era digital, de Internet,
mídias e da banda antissocial e podre das redes sociais. São pais de idos
tempos e de agora. E façamos essa distinção, Internet e redes sociais como Tik
Tok e instagram são neutras. Perversão e nocividade estão impregnadas na mente
e na conduta de usuários e consumidores. Tecnologias são instrumentos que foram
concebidas para o bem da humanidade, sandice e idiotia são desvios de
comportamentos de gente e não de instrumentos e aplicativos virtuais. Estes são
inertes se não manuseados e ativados. Doidos e insensatos são os humanos
usuários.
Tomemos aqui exemplos de pais despreparados e mal
orientados na geração e formação integral de um filho ou filha. E aqui, pouco
importa em que época, anos, em que décadas nasceram esses cidadãos. Se nos
tempos de telefone analógico ou celular e internet. Aquela mãe, principalmente
ela, a primeira referência dos filhos. “Não, esse trabalho para você paga muito
pouco. Você não precisa disso”! Esse é o maior erro na formação ética e social
de um filho/filha. Porque o labor e ocupação para o filho é pedagógico, é
treinamento ético, cooperativo e produtivo para esse filho. E assim, podem ser
citados vários erros na criação, na engorda e formação desses herdeiros.
E para finalizar, mais um crasso, grosseiro e
pernóstico erro de um pai ou mãe. Refere-se à promessa ao filho malcriado e
mal-educado de uma poupança em dinheiro para o futuro. Tipo, esse dinheiro é
para você pagar sua faculdade; quando deveria ser incentivado a ralar, estudar
para buscar uma vaga em Universidade Pública, que são as mais acreditáveis em
qualificação universitária. Outro erro repetido e prometido, quase que um
juramento: Oh, esse bem aqui, esse apartamento, essa casa, vai ficar para você!
O aluguel desse imóvel é seu! Está bem assim? “ Fulano, sicrano, beltrano, oh,
já declarei, este bem aqui é para sicrano! Não é para outro negócio”!
Ou seja: quantos erros houve na concepção, na
geração, na criação e engorda (porque muitos só engordam mesmo) desse
filho/filha. E esses sujeitos vão paulatinamente introjetando esses valores e
ensinamentos. No íntimo e ao termo dessa desastrada formação, esses filhos e
filhas, não têm tanta culpa, porque receberam essa maligna herança ética e
familiar: a de não ralar, de não submeter a nenhum desafio laborativo,
intelectual, e cooperativo em suas vidas. Assim foram instruídos e formados.
Por isso se tornam inservíveis. Apenas servidos e bem servidos com os arrimos
de familiares e até do Estado. Que fracasso hein!
João Joaquim
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VIGIADO E COM REGRAS ERA MUITO HONESTO, JÁ FORA...
BY
Certo dia deparei com uma notícia interessante.
Trata-se de uma ação das polícias Civil e Militar RJ, para
demolir imóveis de luxo do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa,
o Peixão, chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) carioca. A Polícia, colocou
abaixo um "resort" construído pelo criminoso dentro da comunidade
Parada de Lucas. Nas redes sociais, o 'Resort Green' aparece
como uma casa de festas. Nas imagens, é possível observar o anúncio de shows e
de frequentadores. Nas publicações, os administradores do espaço afirmam que
ali, as pessoas terão uma "experiência única em um cenário
paradisíaco". "Nada como um
evento especial cercado de conforto, beleza e momentos inesquecíveis".
Tudo regado a drogas, delírios e sexo! Coisas demoníacas!
Segundo reportagem de O Globo, e informações
prestadas pelas autoridades policiais, na verdade trata-se de uma depredação e
deterioração de espaço de uma reserva ambiental. As construções foram feitas
sem autorização do Estado e Prefeitura do RJ, e trata-se de enorme ilegalidade
e apropriação indébita de área pública de interesse ecológico. Olha o tamanho
do caradurismo, desses meliantes e gente do mal.
Com essa deixa ou glosa, tragamos o espírito
maligno dessa gente invasiva e depredadora para certos tipos sociais, gente de
igual natureza, tipo de pessoas que gostam de “mamar nas tetas” (com permissão
da expressão). Quantas não são certos tipos de pessoas que apreciam e gostam de
levar uma vida boa, ter certos bens materiais, dinheiro, conforto de moradia,
puxadinhos disso e daquilo, que leva uma vida de forma leviana e irresponsável;
entretanto, muitos desses itens às custas de recursos, de energia, de
empréstimos alheios. Seja de pessoa ingênua ou até mesmo de órgãos públicos ou
privados. Existem! Golpistas, trambiqueiros, folgados, caloteiros e
embusteiros. É o tipo de gente que muita vez tem duas personalidades: no
trabalho e sob “compliance” e vigiado é honesto e de conduta ilibada, na vida
privada um embusteiro e caloteiro!
No exemplo concreto, aqui fartamente
noticiado, percebe-se que são golpistas. Gente que leva a vida na esbórnia. De
golpe em golpe, o folgado vai aproveitando o que ele possui de bela casa,
condomínio horizontal, piscinas, churrascarias, boa vizinhança, conforto para
esposa e filho, lugar nimiamente valorizado, diferenciado. E fica a simbólica
ementa explicativa: às custas dele golpista? Não! De alguém, de dinheiro
alheio. E nunca pago. Inimaginável. No íntimo, é roubo. Porque trata-se de um
roubo subliminar, a sorrelfa, ao custo de ativo monetário alheio ao sujeito
comensal e sevandija. Que sociedade, hein!
Existe no Estudo de NeuroCiências, ensaios e
descrições de como se dá a mente como que mentecapta do mal, desses tais e
quais sujeitos. São os chamados gatilhos neuropáticos e sinápticos desses
meliantes e folgados. Para eles é sempre a naturalização e normalidade do que não
é normal e natural. Tanto, que são recalcitrantes. O mecanismo é o mesmo de um
serial killer, de um pedófilo, um embusteiro e esbulhador renitente e redicivante
Alguém por aí, já viu um caloteiro, um
capoteiro, um passador de manta, um pedófilo, um estuprador, um psicopata ter
um revertério e se tornar uma pessoa proba, integra, honesta, civilizada, boa
pagadora e correta? Está o exemplo do peixão; o prócer traficante carioca de
boa vida em sua casa de condomínio horizontal enfeitada e mobiliada com
dinheiro alheio e de golpes, de calotes. Sem recuperação esse vagabundo e aproveitador.
Se vigiado na cadeia por câmeras e rígidas regras de comportamento, vai passar
em qualquer exame criminológico. Tipo o amanuense ou servidor público de altos
salários, que no órgão onde trabalha é honesto e correto. Fora, é um legitimo
folgado e trambiqueiro.
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PAIS VÍTIMAS DE FILHOS MALCRIADOS E MAL EDUCADOS BY
A Genética é uma Ciência empolgante de se ler, de
se estudar, tudo nas suas infinitas fontes. Porque o engenho humano por mais
perspicaz e diferenciado que seja, ele nunca vai entender o que há por ser
desvendado, explicado, nessa que pode ser classificada como a mais sublime e
perfeita Engenharia, a Genética. Então este é o lado bom do quanto podemos
deslindar, destrinchar de tantas dúvidas, e continuar com tantas e mais dúvidas
não respondidas! Belo e instigante o Universo das Ciências. “A Ciência é infinita
em suas fontes e o cientista deve ser infatigável em suas buscas”
Dia desses lia com muito afinco e concentração
sobre as chamadas duas heranças que porta o indivíduo. A primeira delas, a
herança aqui referida acima, a Genética, de que nenhum ser vivente, animal,
planta, escapa. O indivíduo pode não manifestar todos os caracteres herdados,
mas, na intimidade eles estão lá, em potencial. A segunda herança que o sujeito
traz, é a chamada herança ético-social. Agora imagine, a soma destas duas
hereditariedades, os genes e os atributos fornecidos pela família: a tradição,
os exemplos e ensinamentos de um pai, a mãe, os cuidadores, as babás. Depois o
complemento escolar.
O artigo em comento, fazia alusão aos princípios,
assim, digamos quase matemáticos contidos nos cromossomos da pessoa, o DNA, que
inescapavelmente serão reproduzidos nas crias, na prole, no filho, na filha. E
vem os corolários desses postulados: para o bem ou para o mal. Vem daqui o
universal anexim: diga-me quem é seu pai, quem é sua mãe, ou foram (se já
falecidos) e já sei quem você é! Ninguém escapa. O sujeito nem reluta e nem
renega, porque é intrínseco a esse legado genético, ético e social.
O artigo em análise e leitura fazia comentários,
sobre por exemplo o cabedal, os qualificativos éticos, sociais, costumeiros,
cultural, vivencial e valores civis e morais de cada pessoa. O quanto cada
homem ou mulher, traz introjetados (esse o termo empregado) os modelos e regras
de relações humanas de um pai e de uma mãe. Havemos de lembrar, todos nascemos
analfabetos de qualquer informação ambiental e de moral (conceito da criança
aética e amoral), é natural.
Com quem um filho ou filha vai tudo aprender? Com a
mãe, em primeiríssimo lugar. Com o pai, com as pessoas à sua volta. A família é
a primeira e determinante mini sociedade (vide contrato social de Rousseau) a
forjar, a formatar e dar termo ao caráter do filho e filha. Escolas não ensinam
ética de vida; quem faz isto são os pais. Então para ser mais cristalino: a
pessoa de fato e de Ciência, traz indeléveis os genes de um pai e mãe.
Entretanto, a educação oferecida e exemplificada por esses vai dar reforço,
revigorar, dar expressão e comportamento a essa herança intransferível e
infalível, a Genética.
Vêm de estudos e ensaios sociais e familiares, vistos
até em grupos de Psicanálise e Constelação Familiar, essas conclusões
sobejamente registradas e assistidas nas relações humanas. O indivíduo (homem
ou mulher) que foi criado em uma família cuja centralidade e gravitação de um
pai ou mãe, ou ambos eram os prazeres instintivos da boca e do estômago, um
ambiente de um pai e amigos, regado a libações etílicas e comidas fartas. O que
esperar dos filhos e filhas dessa família? Os mesmos hábitos. Com os
mesmos efeitos e consequências, uma casa cujo chefe de família (pai ou mãe) pouco
ou nenhum zelo mostrava com suas responsabilidades de referência ética e de
honestidade. Uma continuidade de uma vida vivida na esbórnia de bebidas e
orgias alimentares. E absoluta negligência com a formação e educação dos filhos.
Resultados éticos e sociais diferentes desses filhos e filhas, não se pode
exigir. Concordam os leitores e leitoras? Pai tipo zangão da praça e caloteiro,
não pode gerar prole muito diferente do que foi como modelo de vida e
honestidade.
E olha que instigante esses achados e interpretação
de Filosofia Oriental/Ocidental, de doutrinas, Bramanismo, Budismo,
Espiritismo. Esses pais (e basta um dos: seja o pai ou mãe) que foram cúmplices
e demais protetores e defensores de filhos e filhas em um estilo social e
comportamental e “educação” de vida sem regras e limites de boa convivência.
Podem de futuro, esses pais, ser vítimas dessas próprias criaturas. Conceito de
criador como formatador/construtor de criaturas disformes e desadaptados civil,
ética e moralmente. Conceito doutrinário e estamental das relações humanas.
Ao ser, por exemplo, abandonados na senilidade e
fragilidade por esses filhos e filhas. Esses pais estão sendo vítimas de seu
desprezo, despreparo, infantilidade com que trataram esses filhos e criaturas
monstruosas, em sentido familiar, social e civilmente falando. Que grau de
ética familiar e social, mostra um filho ou filha, com o semblante deslavado e
natural no abandono de pai ou mãe que o gerou? Para esses oligoides e
debiloides humanos filhos, pouco importa, ou punge ou constrange seu coração e
almas, quando morrem os genitores. Tocam a vida como se nada houvesse lhes sido
retirados. Para esses tais e indesejados pais, de fato esses agora debilitados
genitores, nunca representaram nada. Faltou Educação para esses ingratos e
malgrados filhos e filhas. Assim, o preveem Ciências, doutrinas e teorias. Não
falham!
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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ADMIRÁVEL MUNDO DAS FUTILIDADES DO INSTAGRAM BY
Quando se analisa esse “Admirável Mundo” Digital, o
mundo da Internet, das Redes Sociais, fica uma sensação, em se analisando o
comportamento de muitos rebanhos de gente, fica a impressão de que elas vivem
em um gigantesco Jardim da Infância. Uma perene Disney, pelo comportamento de
seus usuários. E não são crianças. Porque são gentes velhas, veteranas, idosas
e que vão, pelo exemplo e repetição, INSTRUINDO, treinando os filhos e
seguidores.
Na verdade, mais parece um sistema chamado
escapismo de responsabilidade da vida adulta. Jardim da infância esticado, onde
todos se negam a se tornar adultos. E são pessoas, homens sarados, guapos e
mulheres robustas, porejando saúde. Mas, que nada produzem de útil e consútil
no engrandecimento de si próprias, dos filhos a serem educados e de familiares
à sua volta. Algo de horror!
O que temos de muito característico é o
chamado escapismo da vida adulta, neste alegórico gigantesco jardim da
infância. O que mostram os influenciadores digitais como jardineiros? Esse cenário
ilusório, fútil e de magia. Tudo falso e futurista, porque nada muita vez
palpável e atingível. SÃO ilusões, falsidades, um faz-de-conta!
O autor Andrey Albuquerque, no livro
Antropologia do Consumo, descreve, algo nesse sentido. Quando se assiste a certas
redes como Instagram e Tik Tok, nos vem à memória o estilo Cosplay (costumes,
oriundos de Japão e USA), kid core; estes nos remetem aos anos 1990 e 2000,
muitas cores, cultura do pueril, do infantil, dos diminutivos, dos pequenos.
Ai, ai. Não é! Basta conferir o grau e cabedal cultural dessas pessoas, através
de suas postagens de Instagram e WhatsApp. Futilidades em profusão, de dar
náuseas e engulhos em pessoas de razão.
Quantos estilos e expressões do nonsense.
Gente grande, pais e mães de família, hein! Disney, jogos fúteis, palavras de
ordem, orações de ordem, mágicas, abracadabra. Jogos simples, super-heróis,
ídolos teen (adolescentes). Escapismo puro. Nada de sério e gente grande e produtiva,
em se tratando de mente e intelecto.
Uma boa mostra da centralidade, do centro
gravitacional de muitas gentes das redes sociais se encontra no Instagram. Se
existe uma lição de casa que todos os dias elas praticam, têm-se as
tuta-e-meias, as bagatelas, as futilidades, as caganificâncias, as ninharias, as miudezas, as nicas, as nonadas, as tricas e
nugacidades.
Abram lá que hora for uma página do Insta. E
então passarão a receber os reels, os esgares, os posts ridículos, as
bufarinhas, as burundangas, as babugens, as inânias, as janotices, os
argueiros, as tralhadas e trivialidades.
A vida e dedicação dessas gentes do Instagram
e Tik Tok, se resumem a nada de utilidade, de transcendência, de importância,
de interesse, de préstimo, de mérito, de excelência, de sublimidade, de
pertinência e de serventia. O que as manadas e récuas de gente exibem é esse
rosário de trivialidades e besteirol. Porque há adeptos e correligionários.
Admirável Mundo das Futilidades!
João Joaquim - médico e articulista do DM
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PARENTAL E PARIETAL LÚDICO E ATÉ LÚCIDO DE RIR BY
Fazer
intertextualidade no deslinde da personalidade e caráter do bicho homem é
tarefa nobre daqueles e daquelas (cientistas) que estudam matérias de
Humanidades: filósofos e sociólogos como exemplos. Um passeio pelo que
teorizava Santo Agostinho, Gustave Flaubert e Jane Austen são boas discas nessa
leitura e interpretação. Machado de Assis é outro escritor que muito escreveu
sobre a personalidade e a alma humana, só de contos e crônicas foram mais de 200.
Imagine aquela família que alberga aquele indivíduo
tipificado como fora da linha em muitos aspectos. E por vezes há uma única
pessoa que tenha que suportá-lo, aturá-lo, naturalizá-lo. Essa parental e
parietal, por vezes até paredista desse indigitado entra em um processo
estudado na Parapsicologia como refém doméstica. O mecanismo neuropsíquico
similar à síndrome de Estocolmo. Na impossibilidade e incurabilidade do torto.
Que se entorte também a parental. E vamos que vamos. Que se aguente porque o
sucesso é para gente inteligente.
E nos recônditos e subliminares hajam tarjas pretas
e vermelhas, amarelas e constelação. A pessoa refém, vai se equilibrando com
essas substâncias, na maturação e saturação da valise da casa de orates. E
mocotó. E remédios. E sessões de constelação. Analgésicos para enxaqueca,
ansiolíticos, antidepressivos, sessões psicoterápicas, seráficas de doutrinas.
Recomenda-se ler Jane Austen, Thomas Mann. Quanta
solidão e maturação de tais e quais desqualificados e desadaptados da vida. Em
outros termos, quando Platão, referiu ao galo de Sócrates. É de se rir, pelo
que se vê nos tempos hodiernos. Impressiona como há gente lobo de gente, da
mesma casa! (de orates, no mínimo).
E mais desalentador e descrente de tudo é supor que
tudo se repete, ao modo do castigo de sísifo. Uma boa receita, se a pessoa
ingênua e refém tivesse coragem seria levar nesses átimos exploratórios,
comensais e parasitários, frascos de óleo de peroba! Quanta eficácia para o
caradura e mequetrefe indivíduo, o bon-vivant de tempos digitais. Imagine
aquele parental bem servido e nunca servidor. Ser servido e nunca servir. Ser
vil. Bem cuidado e não cuidadoso com um decrépito e senecto ancestral. E tudo
vai-se caindo na esteira do normal e natural.
Ler os personagens de Molière, de um Flaubert, de
Machado de Assis, mesmo como o Custódio, no conto Empréstimo, já dá uma ótima
ideia, de como há gente mesquinha, tartufos e com outras dissimulações de
enganar e dar nó até em raios gama e xis. Haja alforjes e tolerâncias com esses
tais e quais! Agora, se a gente ler
também e com vivo interesse Carlos Heitor Cony!.. Aí fica mais lúcido e lúdico.
É só experimentar que dá até de rir!
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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DOS PRAZERES GUSTATIVOS E DIGESTÓRIOS BY
Olha
que interessante e instigante esse trabalho recém colocado a lume, pela liga de
Psicologia da Bélgica/Universidade Católica de Leuven (UCLouvain).
Esses pesquisadores, em conclave com pares da Universidade de Antuérpia ( Educação nos Flanders /Bélgica).
Acompanharam durante 5 anos, cerca de 5 mil voluntários, divididos em 2 grupos.
Foi um estudo duplo cego, e de casos-controle. Resultados de grande relevo e
credibilidade pelo tempo estendido, número de participantes, e staff de
pesquisadores. A equipe envolvida no estudo era integrada por Psicólogos,
nutricionistas, assistentes sociais, profissionais de estatística, religiosos,
filósofos e tabuladores dos resultados.
Pontos
fulcrais e instigantes dos achados e fontes de mestrados de formandos nessas
citadas universidades. www.uclouvain.com/nlb.bg ). A grande marca do estudo
foi o cabedal intelectual e cognitivo dos titulados comilões e comilonas, sendo
estas as traduções idiomáticas livres do Francês, a relação inferencial entre a
predileção do indivíduo por comida, os glutões e glutonas, com o seu
diferencial cognitivo e intelectual.
Há
de se registrar que tratando de um estudo duplo-cego, ele obedeceu
rigorosamente aos postulados bioéticos das Ligas de Psicologia das citadas
Universidades. Noutros termos e combinados deontológicos, tais nominações não
foram transcritas e tornadas públicas. Os nomes são para dar mais ênfase, a
essa relação, em uma tradução livre e fiel às ideias do Estudo.
A
conclusão final e magistral do estudo entre outros pareceres e particularidades
é esta: quanto mais preferente é o indivíduo, pela centralidade de sua vida em prazeres
digestórios, menos assertivo e fragilizado é o seu potencial cognitivo e
intelectivo. Em tradução mais jornalística: a indivíduo que tem na comida e
bebidas/alcoólicas ou não, o ponto gravitacional de sua realização pessoal e
social, menos propenso ele é a incremento de sua vida cultural, profissional e
técnica ou científica. Enfim, pouco traduzível, mas seria como um cupressus
sempervirens.
É
o aprimoramento de seus neurônios e sinapses talâmicas e pré-frontais
especializadas nos sensos instintivos ínfero-primários. Restos ancestrais, que
somados ao legado ético social e civilizacional faz dele um prazenteiro ao
gesto de mastigar, comer, sem necessidade nutricional, pelo simples gesto
automático da satisfação gustativa e digestória. São buscas sociais,
influenciadas do meio familiar onde criado e engordado. E tal cultura o torna esse
sujeito com esse diferencial como muitos outros de iguais potenciais, filo e
ontogenéticos. É a Ciência no deslinde desse animal multifacetário e
multitudinário, o homem.
João
Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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CRIAR UM PORCO E GENTE É DIFERENTE BY
Quando se busca as diferenças produtivas dos
indivíduos, sejam estas no campo intelectual, profissional ou técnico e
material, necessário que se balize estas diferenças com o auxílio teórico
(filosófico) e cientifico. Como suportes: um Baruch Espinosa, um Renê Descartes
entre outros luminares do conhecimento humano. De igual relevo e contributo as
teorias de um Sigmund Freud (ou sectário deste), um Charcot, um Isaac Newton. E
até para místicos e doutrinários, um José Herculano, um Bezerra de Menezes;
discípulos e acólitos de Allan Kardec. São mentes paradigmáticas, na seara da
chamada personalidade laboral e intelectual.
Freud, Carl Jung e Charcot, defendiam por exemplo o
espectro denominado neurastenia. Na certa e bem descrita, uma síndrome, cuja
característica é aquela pessoa que, em que pese gozar de sanidade mental,
psíquica, intelectual e biológica; é pouco aficionada a alguma ambição de
produção laboral e instrumental, em vida toda. São indivíduos que aditados a esse perfil,
trazem outros legados e contributos educacionais de família. É a tese do meio
social na construção da personalidade e perfil elucubratório da pessoa humana
(sugestão de ler o contrato social de Rousseau).
Para Baruch Espinosa, existe a chamada energia
vital, titulada como Conatus. Equivalente ao Eros grego, cupido latino. Espinoza, com
seu determinismo, acreditava que o
homem e a natureza devem ser unificados sob um conjunto consistente de
leis; Deus e a natureza são um só.
Contrário à maioria dos filósofos de seu tempo e em acordo com a maioria dos
filósofos atuais, rejeitava a hipótese dualística de que mente, intencionalidade, ética, e
liberdade devem ser tratadas como coisas separadas do mundo natural dos eventos
e objetos físicos. Não é e não pode.
Leibniz foi outro grande pensador que discorria sobre essa
energia vital. Não a titulou energia psíquica. Aristóteles, cognominado “O
Filósofo” afirmava peremptoriamente que a prática do trabalho, da produção, o
labor, a ética; são valores morais que devem ser ensinados e treinados pelos
membros parentais diretamente responsáveis pela construção integral do filho,
futuro cidadão, porque se pretende civilizado e urbano; profícuo e utilitário a
si, à família, aos ancestrais e sociedade como um todo.
Esses princípios listados e nominados, oriundos desses
luminares, desses pensadores de Humanidades, desses cientistas e grandes
doutrinadores nunca estiveram tão atuais. Porque uma coisa é certa e se
fundando na Teoria do Bom Selvagem rousseauniana. A mini sociedade familiar mal
ou bem termina a gestação integral da pessoa. Criar e engordar se faz com um
porco! Agora, com gente exige-se investimento amoroso, moral e laboral.
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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Hortelão de ciprestes
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
Admiravelmente aquele hortelão, seu Cenóbio Balde e
sua consorte, também hortelã poliniza trina se dedicavam em sua hortejaria em
cultivar plantas comuns. Mas, tinham apreço na cultura dos ciprestes (cupressus
sempervirens). Seu Balde e Poliniza vivem maritalmente, no estilo societário,
uma mútua troca de labores dentro e fora domiciliar.
Nos quatro cantos dos canteiros, quadrados que
eram, havia uma árvore representativa da espécie sempervirens. O primeiro nascido
era um cipreste-comum. Mas, que ao cabo do florestamento, resultou em bela,
matreira e vistosa planta. De tenra planta exibia seus dotes verdejantes,
fagueiros e atrativos, sem meneios rebarbativos, dado que era de sua natureza,
esse ar de gentleman. Chamemo-la então de cipreste-comum, no encurtamento de
diálogo.
O segundo canto da quadra era ostentado por um
cipreste-italiano. Ou cedro-bastardo, no conhecimento de fitocultura e
botânica. Essa árvore, destoava das demais porque nada tinha que ver com os
membros botânicos da horta do hortelão Balde e hortelã Poliniza. Vai ver no que
vai dar! Dizia seu hortelão-mor. Eu vou cuidar de você e você há me sair
cuspido e escarrado. Essa era predição do hortelão seu Balde. E poliniza,
sempre ali de envolta, lhana, cordata, passiva. Pouco interferia nas ordens do
mancebo Cenóbio.
-Dona Poliniza, disse a serviçal Melissa Lindaura,
a gente podia plantar neste canto 3,
mais sementes de algum cipreste. _. Eh, sim, pode plantar. E assim foi feito o
plantio. Nasceu o 3º cipreste hortelão. Essa
planta, não era do tipo cedro-bastardo. Há de admitir! Isto há. Diversa das
outras plantas. No todo e ao cabo, fez-se planta comezinha, de somenos
importância na decoração integral da horta.
E por fim, via-se no último canto, um
cipreste-comum. Que ao termo das coisas, nada se somou a outras coisas. Era uma
planta que ressumava mirrada, com alguma fatuidade e contingencial. Tipo
eterismo da espécie cipreste. Era o cumprimento da predição hortelã. Vai lá
entender, tal imprecação. E sem caução.
O que há de descrito, como em outras hortas e
hotelarias, repicou-se na com Cenóbio e Poliniza e suas hortas. Pode-se afirmar
que eles também plantaram o que titula caiporismo em suas plantas e cultivos. O
tempo foi passando, e sugestionam os duendes e elfos do ogro, foram se
arvorando entre aquelas relvas e arvoredos de ciprestes.
O cipreste-comum, que denotava melhor adaptação,
começou de assistir os efeitos caiporas da família hortelã. Poliniza, primeiro
foi atacada de certo maligno fungo. Não durou muito. E era com que o
cedro-comum melhor parecia se falar. Não houve salvação. Depois o hortelão
Cenóbio, se viu infiltrado de malignos espíritos, e deles se viu vítima e
vitimava as suas plantas mirradas. Foi-se!
E o cipreste-comum, ali, sempre se digladiando com
os outros ciprestes! Lhana aqui, ingênua ali; janotice e tartufice para lá e
para cá. E assim, ia saldando os seus carmas de sabe-se lá que e quid
ancestral! Caiporismo para mais de metro e meio!
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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AINDA HÁ ESPERANÇA NO AR BY
Olá pessoal, leitores e leitoras de bom gosto e que
nos mantêm com muita esperança de que nem tudo, neste País e Mundo, está sem
conserto e sem concerto. Dito fica assim, nestes termos, porque o que há de
gente, rebanhos e levas de pessoas que levam suas vidinhas de forma vazia e
fútil, não se acha escrito em nenhum jornal. Mas, aqui não! Neste espaço e
portal, fala-se sem meias-palavras, sem fazer mea-culpa, porque não precisamos
de tanto. Se alguém possui culpa no cartório, são justamente esses desocupados
e nulificados, que amanhecem e anoitecem enviando posts fúteis aos iguais.
A gente começa por exemplo pela tal da hipocrisia,
das chamadas tartufices e janotices de muita gente. O quanto de gente que diz
uma coisa e faz outra. Gente que nos apresenta cheia de recamos, salamaleques,
rapapés, rococós. Na presença uma coisa, nas costas, outra bem diferente. Gente
que senta na mesa conosco. Palavras melífluas, laudatórias, honorificas. Hum
sei! Sai dali, parece ser outra pessoa que estava se deliciando de nossos
pratos.
Outra bem encontradiça. Sabe aquela pessoa que se
diz católica, mas, não frequenta uma igreja! Católico fantasma, não é! Deve
existir. Eu faço parte de uma sociedade, sou sócio, mas, não vou na empresa,
nem home office! E essas mesmas pessoas: quando elas precisam se casar? Quem
elas buscam para dar uma cosmética, assim algo místico ao conúbio? O padre, e
sua igreja. Porque afinal, o custo é baixo e há a nobreza do lugar, a
opulência, as cores, música.
Leitores e leitoras, a futilidade e vazio desses
tipos são tão grandes que as pessoas (jovens sarados e belos) sequer sabem o
padre-nosso de cor. Sequer sabem se persignar! Mas, agora precisando da
acolhida e adorno social e místico de alguma religião há o padre e a igreja de
plantão. Católico. Imagine só! Não sabem se benzer. Não! Mas treinam para esses
momentos e rituais de encanto, de embelezamento, das fotos belas para o álbum
de casamento. Sequer sabem o simbolismo dos sacramentos de que participaram.
Êta ser humano!
E os vazios e frivolidades de certas pessoas com o
uso dependente (adicção digital) do celular ou tablet. São objetos e
maquininhas que passaram a fazer parte da anatomia corporal da pessoa. Ninguém
vive sem o celular. A futilidade é tamanha que são usuárias e usuários que
documentam tudo no Instagram. Curioso é que essas viciadas nas redes sociais,
são incapazes de escrever um bilhete no português padrão. Mas, sabe tudo dos
aplicativos!
E atenção! Muitas dessas pessoas do fútil e do
vazio, costumam ter diploma de curso superior, hein! O diploma apenas, porque
se fizer um escrutínio elementar com elas da formação (do diploma), não tiram
nota 5. Mas, sabem tudo de redes sociais. A Internet para muitas dessas gentes
redistas sociais são como pós-graduação da vida. Sabem tudo, se tornam PhD de
Internet e suas futilidades. Sabem tudo!
E por fim, algo digno de registro são as ocupações
de muitas dessas pessoas. Mais elas que eles (mulheres mais que homens). Os ditos
pets de estimação para essas madamas. Mulheres coradas, repimpadas,
gordalhonas. Alguns homens também. Existe aquele tipo que se cai de 4 não
levanta. Que não tem onde cair morto. Todavia, possuem pets, aos quais dedicam
parte de sua vida e gastos. É o ramerrão de sempre: levanta, espreguiça, redes
sociais, café matinal, sair com os pequenos irracionais. É o eterno retorno, de
sempre! No saldo, quando uma pessoa mais crítica assiste tais gentes e
desocupadas (os); tais cenas nos causam um certo dó, dá pena de tanta sandice
reinante! E essa demência cultural e atual se acha em todas as bandas do Brasil
e mundo; não importa a região, sem discriminação. Norte, Nordeste, Centro
Oeste, Sul e Sudeste. É de se ter dó e misericórdia, porque é a degradação e
degeneração da pessoa.
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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A Ontogenia repete a filogenia by
É bem cristalina a noção de que para tudo neste
mundo existem o fabricado e o fabricante, o produto e o produtor, o invento e o
inventor, a cria e o criador. Nessa concepção, o maior exemplo é vindo e
bem-vindo de Deus, o Criador, o Supremo Criador do Universo e do homem. E assim
são todos os seres e entidades da sociedade, da Terra, do Universo. Sabido e
certo é que a Maior das Criações é o próprio Universo e suas subunidades
criadas, como todas as espécies animais. As irracionais e o homem, classificado
como racional.
Uma ressalva há de se fazer para melhor compreensão
de matéria aqui expressa. O homem foi a maior das criações Divinas. Porque a
ele foi atribuída a faculdade de subunidades criativas, e o livre-arbítrio da
criação. Porque imagine, se tudo fosse responsabilidade de Deus. Trabalheira
pura. Foi então que Deus, deu essa prerrogativa à maior de sua criação, a
prerrogativa da liberdade, da escolha livre e deliberada.
Entrementes, nesse atributo de também ser criador,
nem tudo poderia sair perfeito, dado que muitas mentes são corruptíveis.
Aquelas inteligências propícias ao feio, ao indecoroso, ao antissocial, ao
ilícito, ao antiético, ao desonesto, ao exploratório do outro, ao parasitismo,
à folgança e negligência e outros vícios e desvio do padrão civilizatório e
cooperativo. Basta imaginar a que culminância de despropósito e sandice pode
chegar a inteligência de alguns de se tornar explorador do outro, assassino do
outro, assassino coletivo de outros como o fazem os ditadores e autocratas:
Vladimir Putin, Benjamim Netanyahu, Nicolás Maduro, Daniel Ortega, como
exemplos maiores de agora.
Um aspecto e característicos que ainda intrigam as
Ciências e Cientistas é a propensão subjacente na mente de uma criança,
adolescente e jovem em aprender o feio e errado mais rápida e facilmente que o
construtivo e civilizador. Para substanciar essa tese e proposta, tem-se a
ideia de como criar os vilões e xucros. Aqueles indivíduos, que vindo de pai ou
mãe de mesma tipificação, se tornam arremedos e repetições dos genitores. Daí
vem o provérbio popular, o filho é o pai esculpido e encarnado. Por corruptela,
“cuspido e escarrado”. Existem famílias
ou dinastias de delinquentes. Pai criminoso, filho criminoso!(O filho se torna
o pai esculpido e encarnado).
Nessa conspícua e ponderada análise, imaginemos
aquele pai ou mãe, que nos qualificativos sociais e de civilidade sejam
indivíduos de baixo cabedal cultural e social. Os ditos xucros e pouco
instruídos. Formação técnica e cultural sofrível. O filho ou filha, vai ser instruído
e formado com os piores qualificativos civis e sociais. Porque esses futuros
cidadãos não têm outra referência de aprendizado. Esses filhos quando pegos na
posse do alheio, deveriam ser presos, primeiro, os pais. Porque esses,
indiretamente, são também culpados. São os criadores dessas más criaturas!
Assim, há esse modelo hipotético, encontradiço, não
raro. Um pai cuja centralidade da vida é o digestório. Levantar, cumprir as
tarefas laborais, comer, beber, fumar algum bagulho, ficar lelé da cuca, dormir
de novo. E sempre no mesmo reco-reco, o mesmo ramerrão. Eterno retorno. Pai tabaréu, dependente de
alguma substância química, álcool, maconha, tabaco. A mãe, aquela palerma e
pateta. Consumidora de telenovelas, escolas de televisão. Filhos e filhas,
copiando e gravando tudo em seus arquivos morais e de civilidade. Ali antenados
nas redes sociais, Instagram, Tik Tok e muitas frivolidades. Como a mãe. Difícil
esperar coisa melhor e mais edificante.
E mais, aquele pai ou mãe, para os quais a criação
de filhos sejam, a engorda e crescimento desses filhos e filhas, mandá-los para
escolas, e nada de limites a esses já marmanjos. A mãe ali sempre cordata,
tolerante, leniente, complacente. O pai: aquele antissocial, displicente,
sequer sabe o que fazem os filhos e filhas. E sempre sob efeito de cachaças e
cervejas. Fedorento e andrajoso.
As Ciências o afirmam, é de se ver na prática. O
filho ou filha vai mimetizar o pai ou mãe, um dos dois, o que for mais protetor
e tolerante com os desvios dos filhos. Um pai como tipo que é displicente,
dependente de alguma droga/tabaco, álcool, maconha, mau pagador, irresponsável.
Em quem o filho ou filha vai se espelhar como cidadão ou cidadã? Fica fácil entender como se produz um
indivíduo (homem ou mulher) xucro ou vilão. A natureza não dá saltos! Ela segue
a regra geral das coisas! Vilões e xucros ou vilãs e xucras decorrem de pai ou
mãe de mesmos qualificativos. Não se pode de um corvo ou pato esperar filhotes
águias. Impossível. Vão imperar na mente e moral desses cidadãos, a xucrice, a
vilania, o mau-caratismo, os expedientes caloteiros e exploratórios de outros
ingênuos amigos e parentais. Espelhamento de pai e/ou mãe, tolerantes que foram
na engorda, criação e carência de instrução aos filhos, quando estes tinham
disposição e sensibilidade do aprendizado. Não aprenderam de novo, se tornam
como recovas, récuas de gente inútil, fútil e parasitas.
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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A RELAÇÃO EXPLORADOR/EXPLORADO.
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
UMA QUESTÃO não muito estudada, mas relevante, em
se falando de relações humanas se dá com a chamada exploração promíscua que
muitos membros parentais estabelecem com outros do convívio familiar. Artigo
recente, reeditado em An
international Journal for Moral Phylosophy - uma publicação do Núcleo
de Ética e Filosofia Política da UFSC, nos disserta sobre a relação
explorador/explorado. Referido parecer nos fala no que concerne ao caráter e
comportamento de certos indivíduos, “produtos humanos” que são de uma herança
patronímica e social familiar. Estes tais e quais trazem embutidos o vezo, o
vício e hábitos da chamada exploração promíscua de membros parentais.
Essa
relação eivada de dissimulações e subterfúgios, plenos de discursos típicos de
esparrela e melífluos termos, buscam a todo tento o ludibrio, a felonia e
convencimento da pessoa explorada. Todo o adorno e recamo de promessas e
verdades. Mas, que ao cabo e termo das obtenções o golpista nada cumpre do
prometido. É o chamado blefador. Na vida social ou laboral, esse golpista e
folgado emprega os mesmos ardis do jogador de cartas, o voltarete, o pôquer. É
o logro, o ludíbrio, a felonia, na intenção e objetivo da vantagem fraudulenta.
Assim afirmam conclusões do estudo.
As
vítimas no geral são pessoas simples. Parentais , homens e mulheres de
personalidades cordatas e tolerantes. Porque com esses ardis e logros, o
golpista vai como que engabelando a pessoa explorada e sofrida dos capotes e
mantas passadas pelo explorador. As estatísticas de pesquisas de casos e ensaios
sociais, mostram as mulheres parentais como as principais vítimas, por uma
questão cultural de gênero; e não deveria ser.
No
geral e todo, como se dá a exploração? A tomada de energias da pessoa
explorada, bens, dinheiro “emprestado” (entenda caloteado) porque nunca pago ou
pago quando der e o golpista puder ou quiser; porque alguns detém poder
financeiro e aquisitivo para tanto. E o enredo vai se perpetuando, por vezes, promessas
jogadas para as chamadas calendas gregas, datas nunca chegadas. Curioso e
instigante do estudo, é que a vítima é contagiada dos mesmos mecanismos da
síndrome de Estocolmo.
E
existe gente que acredita, aceita de bom grado e gosto. Porque ela (pessoa da
intimidade) em si foi premeditadamente escolhida para essas explorações.
Pudera, não é mesmo! É o princípio da pessoa boazinha, simpática, cordata,
dócil, sempre aquiescente e anuente, leniente e tolerante com o golpista e
explorador ali do entorno corporativo, familiar, da amizade e intimidade. Ao
estilo e ardil do que faz um pedófilo ou estuprador em série. Mas, que é duro
de suportar, ah, isto é! Porque o finório e gaturamo é da intimidade,
intimista. “Então, oh, gracinha, beijinhos tá, já andava com saudades, viu!”
João
Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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E assim, discorria com grande convencimento e
domínio da matéria, o professor de humanidades e Sociologia. Estudioso que é
das relações sociais no âmbito das famílias. E por que concentradamente na
intimidade das famílias? Porque há no seio domiciliar a chamada captura da
obediência e anuência dos membros parentais mais susceptíveis a essa captura.
Fenômeno semelhante à captura de consciência da servidão voluntária. Queira ler
emblemática obra nesse ensinamento de Étienne de La Boetie (1530-1563). A
questão maior do professor Phd Inácio Lúcio Cabedello, era o processo da
zumbificação das pessoas, ou das mentes e consciência das pessoas, na
intimidade parental.
Para tanto o expoente/palestrante, buscou analogia
na Natureza. É já bem documentada a zumbificação que promovem vespas, moscas e
fungos de aranhas. Referente pesquisa doi editada no Biological Jornal of The
Linnean Society, 25.01.25 (queiram ver os leitores). Se são as moscas e vespas,
estas depositam seus ovos nos solo, próximo onde residem as aranhas. E elas são
parasitadas pelas larvas destas moscas e vespas. Se fungos, este parasitam
direto as aranhas. E via produção hormonal dopamina ou ecdisteroides, alteram o
comportamento dessas aranhas, estas passam a fabricar teias mais resistentes,
que apreendem as próprias aranhas parasitadas pelas moscas ou fungos
(zumbificação das aranhas a favor dos parasitas, vespas e fungos).
Essa relação de exploradores (parasitas, folgados,
espoliadores, caloteiros) no reino animal se dá por exemplo com o fungo
Gibellula versos moscas da família Acroceridae. E fica aqui uma homenagem ao
Naturalista Inglês, Charles Darwin(1809-1882) que pode observar e documentar
essa relação de exploração parasitária. Vide a Biologia da chamada vespa de
Darwin. Interessantemente, registrando mais uma homenagem, a professora
Thairine Mendes Pereira da Universidade Federal de Viçosa, registrou o mesmo
ardil, engenhoso esquema desses insetos e fungos em nossa Mata Atlântica.
Com essa científica comparação, volta-se aqui para a
questão maior, a relação de zumbificação que se estabelece entre certos membros
dominiais, parentais, coabitantes ou em residências separadas. Não é de se
espantar e tudo vai ganhando ares de naturalização e normalidade esse
comportamento de certos indivíduos explorar o outro. Nomeadamente quando há o
laço parental genético ou afetivo. O explorador e parasita humano, vai como que
capturando a confiança e ingenuidade de outro parente. As vítimas mais
propensas são as mulheres. Porque questão de gentileza e galanteria.
Alguns autores referem a ao fenômeno da
zumbificação como processo do refém. A formação do refém. A mulher, ou homem
parental vítima, vai tendo sua consciência submissa ao outro parental
explorador. Uma tomada de serviço, um servilismo voluntário, um bem, uma
promessa não cumprida. Afagos, carinhos, termos de louvores e louvaminhas. E
tudo se redunda aos modos e estilo do explorador, se a pessoa explorada
reclamar. Etc. etc, etc.
Enfim, essa pessoa zumbi para o outro passa a ser um
tipo de gente bobo da corte (do explorador). Que tudo faz, entre gestos
ridentes e dolentes. Mas, faz! Como se aqui caísse na naturalidade e
normalidade para aquele contexto.– Somos capazes de, ao caminhar pelas ruas,
desviar sem problema de fezes caninas ou felinas; contudo encontrar fezes
humanas é motivo de asco ou distanciamento – Mário Sérgio Cortella “Nada do que
é humano me é estranho – Terêncio- poeta
latino
╬ ╬
E assim se revelou no dia final, o que era para
aquele filho o conceito de cuidado. Entendamos: cuidado, o sentimento de
altruísmo ou generosidade que torna o seu portador zeloso, cioso, dedicado,
responsável, amorosamente ou por dever humanitário de um ancestral carente
desses labores de manutenção da qualidade de vida e da própria vida.
A expressão simbólica foi essa: ”. Então ele
morreu? – Sim, ele acaba de falecer “, respondeu a assistente social, na
comunicação do hospital, onde se encontrava internado há dias, em situação de
terminalidade e agonia, o pai desse filho que se dizia zeloso e cuidador.
Continua o filho comunicado: “Uê, então vou avisar uns amigos aqui e uns
parentes para gente fazer o velório”. A resposta aqui foi em tom de
habitualidade, como a morte anunciada do parente, fosse fato comum,
corriqueiro.
Ah! Mas não fica só neste indigitado responsável.
Tem mais gente, que se diz compartilhar os
cuidados. Onde andam? Ah,.. Tem o
sicrano, onde está?
Ângela, vê,
onde ele está?- Ele esteve aqui há dois dias. – Hum, deixe ligar para ele. Achei;
ele está com o amigo, em resort, aqui perto do Distrito mesmo- Fale para ele
retornar então, que o pai se foi! Descansou, não é mesmo!
E ele vem? Já passam 4 horas. Veio, sim, mas está
na casa do amigo, primeiro!
Essa interlocução, de pessoas reais, e sem
nominá-las nos resume o arcabouço moral, ético e de civilidade de cada um. Ler
filósofos como Soren Kierkegaarden, e Baruch Espinosa, nos ajuda entender como
se dá a constituição e formação ética e social (civilidade do sujeito). Nenhuma
pessoa nasce com esses arquivos morais e civilizatórios. São virtudes e valores
humanos que se aprendem de mãe e pai, do entorno social
Aristóteles foi outro grande pensador, que escreveu
uma cartilha, um opúsculo ao filho, Nicômaco, “Ética a Nicômaco” . Segundo esse filósofo, a ética e a solidariedade,
a cuidado do outro, a generosidade, são virtudes e valores morais e
humanitários que carecem de ensinamento pelos pais, tutores, mestres. Toda
criança nasce aética e amoral. Ela não tem discernimento em saber, em
distinguir o que seja bom e ruim para ela e meio social. Ensina-se ética e não
nasce ética.
Existem filhos e filhas, que se eles cuidam de um
pai idoso e invalidado total, física e cognitivamente, muitos desses
filhos/filhas o fazem pela chamada coerção de consciência. Em outros termos:
dada a formação que tiveram, sua consciência ética e de empatia é frágil e
débil. Alguns tornados já adultos, cuidam de idosos do domicílio comum porque
são por vezes até impelidos por crenças místicas, doutrinárias, espiritas, por
exemplo. Praticam assim, a chamada ética ou cuidado impelidos por uma coerção
moral e social. A chamada ética de coerção em lugar da ética do coração, aquela
aprendida por pais e tutores bem comprometidos e engajados na formação de
filhos e filhas, desde a tenra infância. imaginemos apenas o contrário: aquele
lar, aquela família, cujo chefe da casa é um adicto etílico ou outras
substâncias, descolada da educação padrão dos filhos; e para completar uma mãe
de baixo cabedal cultural, tolerante e leniente com as rebeldias e desocupação
dos filhos e filhas. Que tipo de gente resultará dessa família e pais? Dá de se
imaginar. Não é mesmo?
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
╬ ╬
DEFORMAÇÃO PERSONAL E LABORAL
Existem as famílias das
chamadas contra-ética e contra-educação na deformação a malcriação de um filho
(a). São os expedientes da tolerância e leniência. Não é incomum encontrar esse
modelo educacional. São aquela mãe e aquele pai que criam gestam uma criança,
por vezes planejada, e essa cria, filho ou filha é tratada como se fosse um
adorno, um bibelô e enfeite. Apenas isto. Nesse contexto, essa criança, esse
infante, destituído que nasce de conhecimento, zerado de qualquer informação do
mundo que o cerca (lousa em branco) vai, aos poucos, sendo informado do
ambiente onde é criado e engordado. A família será esse microcosmo marcante e
decisivo no que vai dar essa criança quando adulto, se cidadão do bem e
produtivo ou um inútil.
Essa tese de que a criança
nasce analfabeta absoluta, e vai captando tudo do meio circundante, vem dos
filósofos empiristas: á a experiência, o treinamento e repetição que vão
construir o indivíduo. foram filósofos empiristas:
·
Francis
Bacon: é
considerado um dos precursores do empirismo antes mesmo deste tornar-se uma
corrente filosófica, já que ele é um expoente do experimentalismo;
·
Thomas
Hobbes: o
autor, influenciado também por Aristóteles, propunha que o conhecimento humano
advinha das sensações ou dos sentidos;
·
John Locke: chamado de “pai do empirismo”, faz parte
também da corrente do liberalismo e do contratualismo;
·
George
Berkeley: é um
filósofo irlandês que formulou o que ficou conhecido como “empirismo
idealista”, propondo um imaterialismo gerado a partir dos sentidos;
·
David Hume: foi responsável por dar um novo fôlego
ao empirismo, radicalizando alguns
Revisitando
os enunciados desses grandes luminares de Humanidades, dá de se ver o quanto
cada pessoa é o corolário da educação recebida da família: em primeiro lugar da
mãe (biológica ou adotiva); do pai cúmplice e compartícipe na fecundação,
criação e formação dos filhos; e demais colaboradores como babás, parentes,
avós, tios e tias, madrinhas e padrinhos; colegas de escola, e todas as demais
relações sociais, culturais da pessoa. É o princípio sociológico e
Psicopedagógico do meio construindo o sujeito.
Tornemos ao
tema central deste artigo. A deformação personal (personalidade) e laboral da
pessoa, a partir do estilo antiético e anti-educacional do filho (a). Nessa
consideração, a fecundação, a geração, a criação e engorda de um filho em muito
se assemelha à produção e criação animal. E justiça seja feita; conforme o
poder financeiro e cultural dos tutores (“pais dos bichos”, certos pets são
criados e mantidos com mais conforto e cuidado que certos filhos. Tendências de
tempos modernos!
A
comparação de se criar um filho nos moldes e sistema de um pet é bem
pertinente. Qual a principal finalidade de muitas mulheres, predominantemente,
em adotar um pet, um cachorrinho, um gatinho? Adorno e brinquedo doméstico e
pessoal. Tanto que esse animal irracional sofre o tratamento antropomorfizado.
Ele tem nome de gente, tratamento de filho ou filha, vive no interior das casas
e dormitórios, tem festas de aniversários e até acreditem, cruzamento conjugal
cerimonial! Os humanos chegaram a esse estágio bestial. E existem uma indústria
e mercado exploradores dessas insanidades mentais e sociais.
Para se
chegar à deformidade de personalidade e laborativa, lato sensu, de uma filha ou
filho, basta que sigam os pais essas contra-diretrizes educativas: mimos e
privilégios desde a 1ª infância, os melhores pratos de comida,
ares-condicionados nos quartos, celulares sem limites, é proibido
contrariá-los, mimos e mais mimos. Pronto, ter-se-á um marmanjo ou folgazona
por muitos e muitos anos. Pessoas inservíveis e bem servidas. São os frívolos e
inúteis da família. E não esqueçamos um slogan de certo pensador: na vida, em
geral, em se tratando de bens de família: o avô funda uma empresa ou
patrimônio, o pai cresce esse ativo e patrimônio e os netos ou netas herdam e
afundam a herança; tudo se acaba! Porque é muito visto de fato esse
comportamento: filhos que foram malcriados, malformados e inúteis. Social e
laborativamente.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
╬ ╬
E quando vi a cara dela.
Ah, as palavras, como elas nos enriquecem com aquilo que queremos dizer. E do
outro lado, o alvo do concreto e direto, nada entende. Foi em uma efeméride
inopinada. De soslaio, logrei que sicrano e fulana e beltrano me olhavam. Ela
que se titula inelutável em seus tentos. E se tento?
Como perder essa
oportunidade. Como luto, me transformo também. Pode ser! Ao revés. Numerologia
42. Ah, bem-posta, calendas gregas ajudam! Se me olham! Por que também não
olho? sem mó, nem molho!
Dizem que metáforas e
sintaxe combinam! Anna com luto. Com luto! Imagine esse azo desazado! Mais que
arguto, devemos ser devolutos. Imaginem essas tais e quid gente! Que a pretexto
de elegância dormem, comem, se refestelam e convivem, comensais com canídeos e
felinos. Antropomorfização! E se dizem doutrinárias e místicas. Palavras de
ordem, mágicas, impolutos gestos!
No íntimo, com esputos e
solutos intentos! Deus sabe! Perdoa!
Como soluto! Se falo em Ana-co-luto,
faço-o aqui sem anacoluto vil e sutil. Passado o passamento! Que tal aquela
feijoada, aquele rega-bofe. Comes e bebes. Sem ligação. Apenas legação!
E vem o tal fraterno,
dissimulado, bem colado em seus tentos. Tento e não me convenço das prédicas.
Devoluto e dissoluto. Ah, só mesmo sendo convoluto com tanto anacoluto. Ana-co-lutos!
Entende-se. Numerologia dística 42-10-52
João Joaquim
╬ ╬
DESCARAMENTO E CARA-DE-PAU
Ao fazer essa análise,
tanto melhor buscar o que dizem a Sociologia e a PsicoPedagogia. Dizem essas
Ciências que o animal humano se faz e é feito de duas heranças fundamentais:
uma herança genética e uma herança social-familiar. O que traduzindo para mais
clareza é assim: da fecundação e embrião trazemos uma carga genética. Nascido o
indivíduo, ele será construído e feito paulatinamente, na proporção e
qualificativos da educação recebida. A primeira referência de forma massiva e
determinante se dá pela mãe. E essa construção a cargo e indelegável da mãe
começa na vida intrauterina.
E esta instrução, formação,
preleção oferecida pela mãe ficarão para sempre impregnada nos neurônios, no
cérebro, nas sinapses e circuitos de memória da pessoa. Porque uma criança
nasce como um ser analfabeto absoluto em tudo. Ela (criança) nasce desprovida
de qualquer informação dos gestos mais rudimentares como um sujeito social,
civilizado, ético, comportamental. Se a criança é criada por uma mãe xucra,
tosca, vilã, de poucos predicados éticos, sociais e culturais! Imaginemos! Qual
a chance dessa criança sair diferente? A escola da vida diz: filho de peixe,
peixinho será!
Vamos nessa proposição
cientifica das citadas Ciências, imaginar; em tese, para contextualizar: uma
tal mãe, de poucos pendores e cabedais culturais. Que mal lê uma revista Caras
ou propagandas da Indústria Avon ou de mesmo gênero cosmético e pinturas de
cílios, sobrancelhas e boca. Tal mãe que traz o celular como uma extensão
anatômica, do qual não se descola o dia todo. Cuja maior ocupação diária sejam
as redes sociais como Instagram e Tik Tok. Que ri, compartilha e regozija com
as futilidades do Instagram, em vídeos e reels, 24 horas por dia. Como sairão
as filhas dessas mãe, referência e modelo de vida para essas filhas? Os
leitores e leitoras, adivinham? Difícil, não é mesmo?
Ao caso concreto para bem
ilustrar, porque é por demais encontrado em nossa sociedade atual. Falemos aqui
do chamado descaramento ou caradurismo, pessoas tituladas pela populaça ou
vulgo de caras-de-pau. E para melhor compreensão, vamos ao Aurélio ou Houaiss.
1-Descaramento: falta de vergonha, de pejo, descaração, descaso, desfaçatez;
2-ato, modos ou dito próprio de indivíduo (homem ou mulher) sem pudor e sem
vergonha, impudência, insolência, desaforo.
O exemplo social cediço e
encontradiço é daquela jovem mulher, saúde de ferro e porejando energias de
alto a baixo, corpo escultural, sarado e malhado em academias e nutrida com
boas comidas e suplementos proteicos e creatina. Essa dita e redita criatura é
capaz de chegar de surpresa na casa de outra pessoa a quem chegada por laços
afetivos e bem acolhida. Anfitrião essa já idosa. Essa refinada e repimpada
visita, chega, come e se farta do bom, do capitoso e saboroso prato a ela
servido, iguarias do gosto e de 1ª qualidade. E mais, incensada com os melhores
termos de afetos e consideração.
A demonstração do
descaramento se faz na fase do quilo ou digestória. Porque imaginemos,
anfitrião sem empregada doméstica, que se queime até os dedos e aspira fumaças.
Eu com isso, não é mesmo! Mesa servida, saborosa. A jovem se refestela e
repimpa, até deixar restos no prato bem servido. Ingurgitada e empanzinada. Quem
lava as louças sozinha? A anfitriã idosa e saúde alguma coisa não igual da
visita comensal. E esta descaradamente, levanta da mesa leve e repimpada e
saciada. E vai conferir os posts e futilidades do Insta!
Imagem de nossos tempos! E
mais, deve ser inocentada essa e tantas outros e outros comensais, os
fila-boias e energias e ativos alheios. Existe um pecado original trazido por
essas pessoas. O pecado da educação recebida de mãe e família. Deseducação
originária. Basta revistar a biografia e estilo da família. A Sociologia e a
Psicologia familiar explicam. Não é nada novidadeiro, se olhar a biografia
dessa robusta e corada jovem. A biografia da mãe. Nada espanta que seja uma
baranga, truona e xucra gente, que investe grande tempo de seus dias e vida, em
celular, redes sociais, tik tok, instagram.
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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FILHOS (AS) ETERNOS
DEPENDENTES BY
Aqui pelas bandas do
Nordeste, mas também em outras regiões desse imenso Brasil, há o estilo de
educação de filhos, dito feminilização do menino, que depois se torna o adulto
afeminado. E já de imediato, faz-se um aparte explicitante, nada a ver com a
homoafetividade. Em que pese, o estilo de criação e formação do menino ou menina,
contribuir para sua preferência sexual futura. Se tornar homossexual,
homoafetivo (a).
É bem sabido, conforme
pesquisas científicas e ensaios clínicos e sociais que o homossexualismo tem
diversos fatores causais. A começar por múltiplos genes, e a contribuição do
meio social, com o chamado estilo educacional recebido pelo menino ou menina.
Sob essas luzes das Ciências, não há mais o que discordar. São vastas
contribuições científicas e ensaios irrefutáveis.
O que se quer demonstrar
aqui nesse breve e expressivo relato é a contribuição que uma educação familiar
de excessiva proteção, estendidos mimos e tolerância pode formar os chamados
indivíduos afeminados (meninos), ou meninos e meninas como pessoas frágeis,
inseguras, dependentes para os afazeres, os expedientes mais comezinhos da
vida, como a independência profissional e financeira, sequer incapazes de
gestão da vida pessoal. Existe um grupo de moços e moças que não querem pular a
adolescência.
Essa maneira de educação em
formar adultos homens afeminados ou meninas e meninos em pessoas frágeis,
inseguras e imaturas, essa educação (ou deseducação) se faz com as seguintes
características: são crianças criadas com excessivos mimos e nobreza. Sãos
titulados príncipes e princesas dos pais e da casa, dos avós, de madrinhas e
outros bajuladores dessas admiráveis criaturinhas, que ninguém o nega, a
inocência de fato é admirável!
Uma demonstração desse
nocivo e desconstrutivo jeito de se formar futuros adultos frágeis e dependentes
se vê nas datas aniversárias das crianças assim criadas e educadas. Há um clima
e um cenário de castelos e espaços festivos de fantasia, do faz-se de conta.
Tipo a terra do nunca ou “neverland”, ao modo como fazia o pedófilo e pop star
Michael Jackson (1958-2009), com seu castelo (neverland), como atrativos para
crianças.
E assim vão sendo tratadas
essas crianças. Todavia, elas começam a crescer, adolescentes. Mas, se negam a
pular de estágios. Porque esse mundo e tratamento a elas dispensados estão
prestes a desmoronar e ruir. E elas/crianças criadas com essas mentiras se
negam a perder esses tratamentos principescos e de princesas. Sininhos,
príncipes e princesas. Peter pan.
Que mundo bom! Resultado: o
tempo passa, mestre da vida. Filhos e filhas que não adulteceram! Filhos e
filhas afeminados, frágeis, inseguros, dependentes de tudo! Incapazes de
atingirem autonomia plena e produtiva. Nem e nem. Nem trabalham nem estudam,
quando tiram algum diploma, este vai para o canudo e torna bolorento, como um
investimento negativo feito por familiares. E com o tempo. Que fracasso! É assim
aquele tipo de indivíduo, que nada tem a ver com opção sexual, mas que pode
contribuir. Cheio de maneirismos, infantilismos, que nunca experimentará uma
vida de adulto de forma plena e madura. Oh, céus, oh, vida. Oh azar! São os desadaptados em tudo. Portadores por
vezes da síndrome do coitadismo! Mais azar! Não é mesmo. Sempre haverá alguém
protetor para os acolher, os admirar, os mimar. Maligna retroalimentação moral!
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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SINDROME DO COITADISMO by
Existe a chamada síndrome
do coitadismo. É fato e não fake news. A estudada síndrome do coitadismo,
também dita síndrome de menos-valia é muito estudada pela Psicologia Social e
Familiar, na questão do padrão educacional de filhos e filhas. Na vida adulta como
a menos-valia ou síndrome do coitadismo vai se manifestar? Déficit de
atenção e memória; Falta de motivação ou energia;
Perda do
prazer ou interesse nas atividades; Alterações do sono, apetite e humor. Vai-se
criando para a pessoa alvo esse perfil, esse estigma.
O
diagnóstico psíquico e social do coitadismo, costuma ter imbricações e íntimas
conexões até com crenças e induções místicas/doutrinárias. Toda educação
mambembe, frouxa, tolerante e por demais protetora, todo esse estilo de criação
de educar filho e filha, pode estar perpetuando o seu infantilismo, sua natural
puerilidade (normal na infância). Entendamos bem essa tese: uma criança,
conforme a idade é natural ser tratada como criança, conforme sua baixa idade.
Entretanto, há limites desse infantilismo. Infantilidade ou puerícia é normal e
fisiológica para uma criança de 4 anos, 6 anos. E não tratamento inocente a um
menino ou menina de 10 anos, 14 anos, 16 anos.
Conta-se,
assim o dizem contemporâneos, que o grande irlandês Oscar Wilde (1854-1900)
recebeu quando criança tratamento a incutir-lhe a síndrome do coitadismo ou
menos-valia. Tipo, excessiva proteção materna, isenção de esforço laboral
doméstico ou externo, comum na época, e sempre coberto de mimos e afagos, “senta
colo de mamãe e outros tratamentos pueris”. Quando adulto pagou duramente pelo
perfil, porque se tornou gay, ou fermentado a se tornar pelo tratamento
infantilizado. Mas, eis que teve um inspirador insight, e tornou-se um dos maiores
artistas e escritores de seu tempo. Cumpriu dois anos de reclusão e trabalhos
forçados por ser gay. Uma ignomínia de qualquer época! A homofobia hoje é
criminalizada e tratada como injúria racial. Evoluímos!
O que nos
dizem as Neurociências e a Psicologia Positiva é que a contribuição genética ao
homossexualismo existe. Entretanto, há muita influência mesológica do
microcosmo familiar. É possível que o indivíduo nasça com mínimos genes gays,
os quais somados ao estilo de criação, filho ou filha pode se tornar gay. Não
existe reversão nem cura gay. Seria a ineficácia de tornar-se um hetero em
homo. Hoje, sabemos que tais atos
abjetos são, além de claras violações aos direitos humanos, anticientíficos. A
sexualidade de alguém não é uma doença e é impossível mudá-la à força. Nosso
Suprema, assim também já definiu.
Falemos agora sobre a inveja, crônica ou
eventual, os aspectos positivos e negativos deste sentimento e as contingências
que o faz surgir no ambiente social, familiar, redes sociais, etc e tal. No
âmbito profissional, causando prejuízo para as pessoas e para as organizações.
Fecham o trabalho com sugestões para lidar com a inveja incluindo sua
transformação em algo positivo. De que forma?
Existe a chamada inveja eventual
positiva ou santa. É uma pessoa sentir inveja de uma condição social, um status
admirado; ou a posse de um bem, um dom, uma habilidade artística, cientifica.
Nessa hora, sentir inveja, e não ficar só na inveja, mas a busca enérgica na
mesma conquista, em uma rivalidade justa, honesta e benfazeja. Esta inveja é um
sentimento construtivo, engrandecedor porque leva a pessoa a esse desafio da
mesma conquista.
Em vem então a chamada inveja
maligna, tóxica, venenosa e desconstrutora da imagem da credibilidade, da
honra, do estado social, cultura e de sucesso de outra pessoa. Esta inveja tóxica
e maligna está inserida no cenário das fofocas, das maledicências, do eu vou
dedar ou delatar, porque assim eu me reforço pessoalmente ante algumas pessoas
que me admiram, de quem eu dependo em receber afagos, mimos, ajuda de custo,
presentes, etc, etc e tal. Bom né. Vide redes sociais, os celulares, Instagram,
WhatsApp. Repletos de nulidades e frivolidades. Nunca se viu tanta fofoca e
maledicências como em tempo algum!
EM resumo, falados foram a síndrome
do coitadismo, o fabrico de um gay, da inveja santa e da inveja maligna! Bom,
não? Esclarecedor e provocador.
João Joaquim - médico e articulista
do DM
João Joaquim
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DOS CASCÕES E SUJISMUNDOS
BY
Em verdade existem vários
indicadores e atributos de civilidade e disciplina das pessoas. Civilidade aqui
é um termo genérico abrangente de muitos outros itens e predicados da pessoa.
Um desses é a capacidade e polidez nas relações sociais as mais variadas. A
começar no microcosmo familiar.
A família é esta mini
sociedade onde o indivíduo além de aprender sobre civilidade, ética e
generosidade, ele vai incorporando os valores como cidadão. Cada pessoa é a
consequência do padrão social e civilizatório de mãe e pai. Destaque especial
para a mãe, como primeira e determinante educação ética e social do filho (a).
Mãe tabaroa ou tabajara não vai ter filhos de raça.
A pessoa é fora de casa, de
seu domicílio, o que ela é como integrante e cria (crescimento e educação
integral) dessa família. Bem comparada, a pessoa se torna como a abelha para a
colmeia, operosa, obediente e obreira. Ou como vespa venenosa e produtora de
mal; tipo um marimbondo, capaz de ferroar e atacar, e nada além desse instinto
de só laborar para a sua colmeia, na preservação da espécie. Fácil não é!
Vamos a alguns outros
atributos e expedientes que bem ou mal caracterizam o grau de civilidade ou
disciplina da pessoa. Quando a
referência é disciplina, pode-se abrir uma enorme chave, porque são muitos
aspectos da existência e estadia do indivíduo na sociedade, família e mundo.
Uma questão bem comezinha e da ordem diária. A higiene em tudo que a pessoa faz
e produz. Não é demais lembrar que o padrão higiênico da pessoa está
intimamente ligado com sua saúde e saúde de pessoas próximas e da intimidade.
A higiene, vai muito além
da mera e rotineira higiene pessoal, banhos, escovação de dentes, limpeza e
lavagem de calçados, vestes sempre lavadas e bem passadas, cabelos limpos e bem
penteados. Basta sublinhar um item marcante no grau de civilidade da pessoa no
correto acondicionamento de seu lixo pessoal, tanto os de alimentação; e o mais
contributivo e civilizado: a destinação adequada e segura desse lixo. Quantas
questões de saúde, contaminação, feiura e agressão aos espaços domiciliares,
condominiais e urbanos. O lixo é um grande reservatório de pragas como
roedores, insetos, animais peçonhentos como cobras e aranhas e viveiro de uma
infinidade de doenças.
Se existe um espaço privado
que bem caracteriza o grau de civilidade humana e disciplina da pessoa é a sua
morada. Entre em uma casa de amigo ou parente, mas de surpresa. Veja os móveis,
piso, sala de estar, a mesa e baixela servidas para um lanche e almoço. Se
ainda há dúvida sobre o esmero e cuidado desses residentes quanto à higiene
comum e pessoal, existe um truque infalível: peça para usar o lavabo, o
banheiro/toalete. Pronto, aqui se define com grande acerto se essa pessoa e
membros da casa são civilizados, higiênicos e organizados ou autênticos
sujismundos. Infalível teste.
Por último, um registro
muito visto e presenciado nesses propalados tempos digitais. Trata-se do
chamado desregradamento no estilo de viver. Os tipos sociais e familiares
ilustram bem esse estado de vida. Há uma dissociação entre a postura da pessoa
no seu ambiente público ou de trabalho e na sua vidinha privada, particular,
familiar, pessoal. É na prática o exercício do princípio: faça o que eu mando,
mas, não faça o que eu faço.
Como modelo dessa gente,
imagine aquele homem ou mulher, que se se chega em casa dessa pessoa e precisar
de um copo d’água, deve-se pensar duas vezes, dada a precária higiene da casa e
pessoal. A começar pelos odores fétidos e pestilentos deixados pelos pets da
casa. É a antropomorfização dos bichos. Marcas encontradiças de nossos tempos.
Os lixos e excrementos desses amados pets, de tais pessoas, costumam ser
cultura para larvas e insetos.
E vem a dissociação desse
jeito nocivo, desregrado e fedorento de tocar a vida. Alguns desses tais e
quais indivíduos, homens/mulheres, costumam ser dados a práticas místicas,
espirituais, religiosas, verbalizar ou postar no Instagram palavras de ordem,
de cunho sagrado. Agora, como última reflexão aplicada a esses tipos
antissociais e fétidos, tendo em consideração que nosso corpo é a morada da
alma. Como deve se sentir a alma dessas pessoas, em um lar tão fedorento e
pestilento, em uma pessoa tão porca e sujismunda! Como aceitar! Nossa casa e nosso corpo não são a morada de
nossa alma. É de se pensar que essa alma não se sinta bem nessas casas e
corpos. Vade retro!
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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INDEX DE CIVILIDADE BY
Existem vários indicadores
de civilidade, de qualificação ética e moral pessoal. Em se tratando sem
rodeios ou circunlóquios das características de cada um. Não importa quem seja essa figura humana. Se é
gente comum e raladora na provisão até da própria sobrevivência e autonomia; e
até considerando aquelas pessoas com elevado status social e/ou funcional; seja
na vida pública ou privada. Gente que banca a própria sobrevivência e contribui
no orçamento, cuidados e proteção de outras pessoas de seu entorno familiar, ou
seja, gente normal, que nasce, existe e busca alguma essência!
Porque pode-se assim
estabelecer ou classificar as pessoas nesses quesitos, tendo em conta a sua
estadia onde mora, no seu meio ou entorno residencial e/ou condominial e até
para a sociedade ou grupos fora do domicílio. Nesses termos existem os
seguintes tipos humanos/sociais, nesta ordem: grupo a- pessoas que nada
produzem e dependem de alguma fonte recursal para viver, algumas sequer têm
algum trabalho informal dentro ou extradomiciliar; b- pessoas que até trabalham
e produzem alguma coisa mas, apenas para seu sustento e manutenção; c- pessoas
que produzem, trabalham, laboram, se voluntariam, são gentes que além de sua
autonomia pessoal e material dispensam energias e recursos, gastos para outras
pessoas, da própria casa onde moram, comem e banham e mesmo se necessário
ajudam gente fora do domicilio; d- pessoas que muita vez trabalham, detém bons
cargos públicos ou privados, são bem remuneradas, todavia portam o cacoete, a
balda, os ludíbrios típicos de golpistas, exploradoras das energias, da
ingenuidade e recursos de outros pessoas, essas são também classificados como
expansivas e folgadas.
Esses tipos sociais,
mercantis e produtivos ou improdutivos, assim o são e assim se comportam, a
depender do cabedal, do padrão (ou não padrão) da educação familiar que
receberam. Porque é bem cristalizada e provada esta estreita relação: o sujeito
traz muito consigo o que é sua família, o grau cultural e escolar de seus pais.
Pai tabaréu e mãe casca grossa tendem a gerar filhos e filhas da mesma igualha.
É a lei da proximidade ética e cultural com a família. Princípios inelutáveis e
inexpugnáveis. Uma vez adulto e maduro, torna-se quase impossível aprimorar o
caráter e personalidade da pessoa.
Mal ou bem comparada, assim
afirmam cientistas da Educação Integral do indivíduo (família), e outros nexos
como entorno social, relações sociais desde a infância; mal ou bem comparada, a
criação, engorda (crescimento), instrução e formação social ou escolar do
indivíduo se faz de mesmo modo que se doma, amansa e instrui um cavalinho, um
potro, um burrinho. Uma vez crescidos, estes animais se tornam insusceptíveis
de qualquer amanso, doma ou treinamento. São corcovos, pinotes e coices em
todos que os molestam. Assim se dá com o caráter e comportamento social ou
antissocial do sujeito.
O que mais intrigam
sociólogos, psicólogos sociais e educadores é como esses tais e quais
indivíduos dos grupos a e d, vivem em plena normalidade. Dá de se ver quando
esses folgados e expansivos estão em patuscadas, em orgias alimentares, em
folguedos, brincos e comezainas. Eles brindam com suas vítimas. No íntimo devem
se achar os tais e quais em acolhidas e admiração. Nem a psiquiatria os
explicam de forma convencível.
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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Ah eu não levo jeito para
cuidar de pai idoso
João Joaquim
O CUIDADO DO CORAÇÃO E O
CUIDADO DA COERÇÃO BY
Falemos aqui neste sucinto
texto sobre a educação de filhos e filhas na questão do cuidado. Essa educação
do cuidado dispensado ao parente carente deve abranger o cuidado do próprio
filho (a) e sobre a generosidade ou voluntarismo (filantropia) com pessoas
idosas e frágeis da família, ou na condição de institucionalizado/acamado
permanente, incapaz de se locomover, enfim, com invalidez irreversível:
sequelas de toda ordem, AVC, fraturas de membros inferiores, demências!
Assim que esse filho (a)
estiver já de adolescente para jovem, a ele deve ser ensinado e treinado, de
forma prática mesmo. Tal instrução pode ser feita com alguém da família carente
de ajuda, de auxílio nas necessidades de sobrevivência: alimentação, banho,
companhia para diálogos ao gosto desse idoso (a), administração de medicamentos
nos horários corretos etc.
Esses quesitos da chamada
ética e relações familiares, isto é; das solidárias e construtivas relações
interpessoais domiciliares, esses quesitos mostram o quão significativo é a
Educação do indivíduo, tanto útil e ético para si como para as circunstâncias
parentais, para o contexto caseiro comum. Vamos imaginar um filho ou filha que
tudo tem ou teve em sua juventude: comida pronta, roupas limpas e passadas,
camas e banheiros sempre limpos. E não dividir sequer a manutenção dessa casa
comum. Inaceitável e incompreensível!
Quantas não são as famílias
em que se vê um e outro membro, filho, irmã, que adota o chamado estilo
derrapante/escorregadio de suas responsabilidades em dividir de maneira
equânime (em ânimo, entusiasmo e energia, gastos) os cuidados e deveres
parentais de um pai ou avô decrépito.
Uma mãe inválida.
E vem as esfarrapadas
desculpas, explicações do não compartilhamento nessas tarefas do cuidado, do
zelo humanizado e ético dessa pessoa idosa, agora por vezes na terminalidade da
vida. Ah, sabe, como é! Eu não tenho muito jeito para esses cuidados. E tais
injustificadas razões não ficam de pé e nem convencem as medianas
inteligências. Porque imagine! não saber dividir os cuidados mais básicos, que
a pessoa faz consigo própria, comer, tomar banho, vestir. Será que essa pessoa
saudável e robusta, na sua casa precisa de ajuda de alguém para comer, banhar e
se vestir? Sem argumentos! No mínimo.
E para concluir essa
minúscula resenha sobre cuidado e voluntarismo. Nessa circunstância, não
importa quem foi essa pessoa agora debilitada e fragilizada em sua saúde
física, orgânica ou mental. Não se deve olhar o possível passado de vícios ou
desleixo familiar em que viveu esse parente agora incapaz!
Na vida existem dois
gêneros de ética e solidariedade. A ética do coração, a que se faz com
desprendimento, sem preconceito, sem nojo e repugnância do estado físico e
debilitado do outro. E há a ética por coerção, a ética ou cuidado que se faz por
uma imposição moral e social, pelos olhos e cobrança de quem precisa de
assistência e do olhar do outro cuidador que por vezes o faz quase sempre
sozinho, por amor e livre desprendimento, pela simples vocação do cuidado.
Temos aí a ética e generosidade do coração; e a ética por coerção moral e
social.
João Joaquim
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QUERÊNCIA E MALQUERÊNCIA BY
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
Certa feita trocando ideia
com um parente e amigo de longos anos aqui do Piauí, esse afetuoso primo me
confidenciou que queria minha opinião sobre uma questão de relação parental. O
ponto nevrítico era que uma família, de vários membros, em cuja casa volta e
meia fazia uma visita, em função dos mais idosos. A casa se compunha de alguns
religionários com quem esse primo não tinha muita afeição e achegamento. E
disse-me do que o deixava vexado e intrigado. É que houve um desses parentais
que relatou para esse gentil e generoso visitante, que este não era muito
bem-quisto naquela casa.
Feito a confissão, disse a
esse amigo primo: faça uma consulta com algum psicólogo, um terapeuta familiar
e dissolva logo sua preocupação, essa mosca volante em sua consciência. E
indiquei-lhe um habilitado profissional de terapia individual. Profissional
especialista em Psicologia Social (familiar), que fazia um trabalho de
Constelação Familiar. Porque há terapias especializadas para tudo. Pais/filhos, escolar, conjugal, parental,
alienação parental, discriminação social e parental, etc.
E assim, foi feita essa
consulta, na chamada exegética social, relacional, parental e não parental.
Método este empregado por essa profissional, que vale até citar o nome:
Psicólogo PhD, Leôncio Ávila do Amaral, Constelador Familiar. Foram feitas duas
sessões psicoterápicas, e alta definitiva, resolutiva.
E contou-me o primo das
técnicas empregadas e método persuasivo/resolutivo. Na entrevista terapêutica,
houve mais inquirições/ arengas, concernentes à personalidades e modus vivendi
dos supostos malquerentes da família parental.
O grupo familiar onde
incluso os malquerentes, se compunha de 7 indivíduos, inclusos os idosos. O
primeiro malquerente, nunca teve trabalho fixo, leva uma vida no estilo
sibarita ou portador de bandeira de veniaga. O segundo malquerente, na esfera
laboral e produtiva, item; sequer gerava provisões de sua autonomia e essência.
Um terceiro malquerente,
item, proforma aos dois anteriores e mais: se dedicava aos estratagemas
midiáticos e com prol faças, se deliciava nos tricas e futricas da vida alheia;
tipo “por não ser e não ter o que tu tens, sinto raiva de tua existência”
E ainda um último
malquerente que além de bandeira e slogan de sinecura, se deliciava em imiscuir
com outros comensais, e viver como súcubos e íncubos; e ainda praticar os
esquemas de MMA. Eram golpes e cruzados de fazer uma santa inveja naqueles de
mesma igual e focos lucrativos! Cáspite, irre!
E na conclusão, referiu e
traduziu o exímio terapeuta: sinta-se agraciado, porque ser malquerido, por
tal, quid e quais pessoas desse quilate e caráter, é favor, e você deve os
agradecer. Por que imagine, se fosse o contrário, se esses indigitados
gostassem de você. De fato, e de feito! Resolvida o malquisto!
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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Existe a diversidade humana
em tudo. Não apenas no fenótipo e na genética. Mas de mesma densidade e
amplitude em outros quesitos da constituição do indivíduo. E é justamente
nessas características que se acha imersa a beleza da espécie humana. Essas
nuances são observadas mesmo em etnias com poucos cruzamentos genéticos. Caso
daquelas sociedades de muitas semelhanças fenotípicas e genéticas entre os
indivíduos. Os mongóis, os caucasianos, os indígenas, os orientais. Já nós
brasileiros, quanta miscigenação. Somos descendentes (cruzamento) de várias
etnias. E isto, ao que parece não é mau, é bom! Entretanto, há controvérsias
sobre essa miscelânea genômica, tema de outros artigos e pareceres.
Este preâmbulo aqui citado
é o mote para a questão ainda de diversidade humana, mas em valores e
características abstratas, da constituição comportamental, psíquica e de
personalidade da pessoa humana. O tratamento e digressão aqui em comentário,
referem-se à constituição e natureza social, moral e intelectual do sujeito.
Quando se fala da natureza biológica do indivíduo, existe muitos liames com
outras espécies. Muitos são os instintos dos irracionais compartilhados pelos
humanos: o instinto de comer, os reflexos defensivos e de preservação do
indivíduo e da espécie/ são questões de ontologia e filogenia. Também tratadas
em outros textos.
No concernente aos quesitos
de constituição psíquica, social e moral do indivíduo de per si, muitas são as
variações. E essa variabilidade entra no processo de adaptação ou desadaptação
da pessoa em sociedade. Alguns atributos valem ser citados. É muito pertinente
a citação de Ortega Y Gasset: (1883-1955) “ O homem é o homem e sua
circunstância”.
A boa ou má adaptação do
indivíduo em sociedade, a começar pela micro mas, marcante sociedade familiar
dependerá (esta má ou boa adaptação) a diversos fatores. Entre estes os valores
culturais, éticos e sociais de mãe e pai. A família é a primeira e eterna
escola de formação do indivíduo. a mãe exerce esse protagonista. Há quem
defenda que a educação de uma criança com o nascituro, o filho ainda
intraútero.
Sabe-se que a carga
genética é quase imexível. Mas, dá para melhorá-la quando surge surgem os
desvios ou anomalias congênitas de natureza comportamental ou moral do
indivíduo. O caráter, a personalidade, as disposições laborais ou intelectuais
da pessoa trazem tendências e inclinações determinadas por genes específicos.
Algumas virtuosas, algumas desviantes e viciadas.
Para concluir essa breve
resenha alguns modelos de marcos genéticos e fenotípicos: as condutopatias, as
sociopatias, os desníveis de caráter. Quantos desses indivíduos por uma questão
de Direitos Humanos são tidos e aceitos como pessoas normais. Em um crivo
rigoroso, muitos desses tais e quais receberiam um diagnóstico. Mas, é
politicamente incorreto. E fica assim.
Ao longo da trajetória da
sociedade, alguns tipos sociais e comportamentais foram sendo incorporados como
normais e fisiológicos. Tome-se o tipo de indivíduo gay. A sociedade é por
demais discriminadora e rejeitadora.
Está no consciente coletivo de cada pessoa. Foi então que o Estado e sociedades
humanas, de direitos humanos, estatuíram-nos como normais e de mesmo direitos
de heterossexuais.
Tome-se outros modelos de
gente: um cleptomaníaco. Este é gente normal e padrão? Em lugar nenhum. Mas,
por vezes é tratado como tal, porque o finório consegue um louvor, um
certificado laudatório. Não, não! Éle é doente! E fica por isso. Outro tipo, o
caloteiro, o sujeito Calixto e calista! Por vezes, origem genética. Mas, existe
os finórios e sagazes, dissimulados. Mas, caloteiros. Eles quando genéticos,
trazem a mesma natureza do cleptomaníaco. Enganam, enganam e sorriem! Porque
enganam muitas pessoas ingênuas de seu convívio e entorno social. E sempre
alegres e felizes.
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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“QUEM AMA EDUCA” BY
Quando nós lemos, nós os
que leem, naturalmente, quando lemos e estudamos os grandes cientistas da
psique, da personalidade humana, do caráter e organização emocional das
pessoas, nós temos mais compreensão de tantos desníveis do padrão de
normalidade de cada pessoa de per si. E atenção! Nem se fala aqui de pessoas
doentes psiquicamente e/ou psiquiatricamente. Vamos colocar em comentário aqui
aqueles indivíduos, homens/mulheres, que não têm nenhum diagnóstico nas
especialidades de saúde mental. Entretanto, se fizéssemos deles um escrutínio
bem rigoroso, certamente a própria psicanálise ou psiquiatria teria dificuldade
em tipifica-los como normais. Dadas as esquisitices que temos.
Vamos tomar aqui um caso
clinico e/ou social concreto. Sujeito já na madureza da vida, pelos seus 60
anos e pico. Indivíduo que tem algumas morbidades ou fatores de risco que o
coloca em permanente risco de desfechos mórbidos. Ele vai ao médico
periodicamente. Na consulta o mesmo blá blá blá. E vai e volta, e vai e volta.
Nenhuma das mudanças de estilo de vida, de adesão terapêutica o sujeito adota.
Ou seja, dá vontade de ser curto e grosso, desisto de você. Você é um
hipocondríaco, chato, que se automutila. Some de mim! São exemplos que se vê em
consultórios (relato real, de João Joaquim, cardiologista).
Vamos aventar e não inventar,
porque exemplos concretos não faltam. Imagine aquelas pessoas que tudo que se
diz respeito a elas, de futilidades, de regalos, prazeres da boca e do baco, ou
melhor da glutonaria e libações de toda ordem: Coca-Cola em profusão ou aos
litros, sabem tudo dos prazeres; onde se come do bom e do melhor, de
preferência às custas de gente boazinha e ingênua. Em poucos termos, tudo que é
de sua satisfação do luxo e do bucho elas têm toda expertise e energia. Agora,
se é para trabalhar, de produzir a própria subsistência. Ah, não. Aí não é com
elas. E nem se deve falar nesses assuntos, porque vira saia-justa! Um tosse sem
tosse, franzimento de testa etc.
Mais a algum tipo social
e/ou psiquiátrico. Imagine aquela pessoa que ainda com esse perfil acima
descrito. Além desse perfil pessoal, ela é capaz de cuidar de sua aparência, de
sua estética facial, cabelos, unhas, até botox, plásticas de tudo quanto cabe
no orçamento. É também dona de um ou mais pets, cachorros sabe-se lá de que
grau de higiene, se limpos ou fedidos. Porque há bicho que fede, vamos combinar,
está certo? Agora, essa mesma pessoa é incapaz, por exemplo, de cuidar de
pessoa parente idosa, pai/mãe/avô. Nem se fala aqui de voluntarismo, mas de
dever e senso ético/humanitário pelo laço parental. Alguns desses tipos filhos
ou filhas se auto intitulam como desajeitados, sem vocação para a coisa, para
dar banho, de comer e companhia com essa pessoa que carece dos cuidados
paliativos mais elementares de sobrevivência.
Por fim, ainda existe um
outro tipo social/psíquico, ou de personalidade que merece ser lembrado. E não
são poucos, há mais essa. Trata-se daquela pessoa, homem/mulher, que não tem
aptidão e expediente para viver com menos dependência ou zero dependência de
outras pessoas. Atenção! Está aqui a se referir a gente saudável, saúde de
ferro, madura ou jovem, que tem disposição e vitalidade para tudo quanto é
prazer, patuscadas, farras e navegação 24 horas pelas redes sociais.
Entretanto, essas desqualificadas pessoas deixam a impressão que não fossem
outras pessoas de que exploram e sugam energias, elas morreriam. Já imaginou
que tipo psíquico e social! Existem por aí.
É muito pertinente e convincente, o que disse,
Abraham Maslow, renomado psicólogo norte-americano. Sob o prisma de
voluntarismo e utilidade, existem dois tipos de gente: Pessoas servíveis e
Pessoas inservíveis. Noutros termos, há de fato, por todos os lados esses
desqualificados indivíduos. Gostam da chamada bona-chira, de mesa farta e
apetitosa, de orgias alimentares, de serem bem servidos, de partilharem sempre
do bolo ou torta de aniversário. Agora, não conte com eles para lavar as
louças, para dividir a conta e muito menos para ajudar a cuidar de um pai ou
mãe idosos. Ai, não é com eles. Bem explicado pela Psiquiatria. Esses tais e
quais gostam de serem servidos e nunca servir alguém. E por último, um alerta e
justiça a se fazer: muitas dessas pessoas, jovens e robustos (as), assim o são
e assim se comportam não por sua culpa intrínseca e pessoal. Mas,
concentradamente, são resultados de uma educação familiar frouxa, tolerante,
servil, em bolhas e pálios protetores de pai e mãe, omissos e ingênuos. É
consensual que ninguém nasce pronto. Faz-se com uma qualificada educação
familiar, com orientação e diretrizes a uma vida cultural, profissional, de
formação no que a pessoa se mostra desde as primícias da vida. Nunca esqueçamos
do livro de Içami Tiba (1941-2015): Quem Ama Educa. Porque criar e amar o filho
não é apenas torna-lo adulto sem uma formação integral, ética e civilizadamente.
João Joaquim - médico e articulista do DM
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INSTINTOS E GOZOS COMO
PONTO GRAVITACIONAL BY
“Em algum lugar algo
incrível está esperando para ser descoberto -
Carl Sagan (1934-1996). O certo e bem sabido, pelos que praticam as
Ciências, é que quem segue os cânones das Ciências nunca é abandonado. A
Ciência estará sempre ao lado de quem a segue com respeito e reverência. As
superstições, o charlatanismo e fé cega estão reservadas apenas àquelas mentes
preguiçosas, vadias e sandias! Gente que tem preguiça e leseira de ler,
estudar, pernoitar.
As afirmações acima, são
apenas no sentido de nos instigar a sermos pessoas melhores, gente que busca ir
um pouco além de sua pequenez voluntária e improdutiva. Mais que isto, gente
que faz um incessante esforço para ultrapassar e permanecer em alguma essência
além da existência.
Porque quantas e quantas gentes,
homens e mulheres fortes e saudáveis, cabeça com potencial de bons pensamentos
e raciocínios abstratos; quanto desses nascem, atingem a mera e tacanha
existência e ali ficam estáticos. Um diploma disso, daquilo, engenheiro,
advogado, licenciatura. E seguem a vida, em uma mera produção de sobrevivência,
com centralidade apenas nos instintos mais primitivos: tipo comer, se
ingurgitar de vaca, porco, galinha, massas, refrigérios, farináceos, doces, o
gozo libidinoso e lascivo! Quantos! Socorro!
Estudos da Universidade de
Camberra – Austrália, nos revelam a dinâmica social de muitas gentes, cultura,
sociedade, indivíduos. Nesses termos: o indivíduo é o corolário de duas
heranças fundamentais, uma genômica (mendeliana, poligênica), outra sociofamiliar
(padrão criacional de um filho, negligência ou disciplina educativa, etc.).
Fatores deterministas no caráter e personalidade.
Esses estudos mostram em
detalhes as origens de cada comportamento e expediente das pessoas. Tomem-se
dois tipos. Observemos o apego que muitos indivíduos adquirem nas relações com
os animais domésticos, os pets. Uma das explicações seriam a instabilidade
afetiva dessas pessoas, a fragilidade de sentimentos afetivos e construtivos
que essas mulheres e homens tiveram no seu padrão educacional. Faz todo sentido
essa tese biopsicossocial. Quantas e
quantas gentes, muito mais as mulheres que os homens, dissipam enorme tempo nos
estorvos com seus bichos. Em um incessante reco-reco ou polia zero.
Qual a fisiologia ou
etiologia de muitos indivíduos ser centrados 24 horas por dia nos hábitos de
orgias alimentares, na glutonaria, nas patuscadas do prazer, pura e
simplesmente? Como se a vida, os prazeres, a felicidade enfim, se encerrasse
apenas na satisfação pura e frugal dos sentidos do olfato e paladar?
As Ciências respondem de
forma enfática e persuasiva. Trata-se de resquícios de nossa formação neural e
sensorial. Como modelo a formação neural de um predador selvagem: uma hiena, um
chacal, um felino, um réptil. No que pensam esses primitivos cérebros?
Sobrevivência via instintos digestórios. Caçar,predar, engolir tudo depressa,
empanturrar e ao menos naquele dia, a sobrevivência está garantida. No tocantes
aos humanos, fica a indagação: faz sentido esse comportamento, essa insana busca
e satisfação meio orgástica?
E por que tantas são as
gentes que sensorialmente, sensitivamente pensam em comida como o ponto
gravitacional e projeto máxime de suas vidas? Resquícios neurais reptilianos ou
lupinos. É a persistência dessa ancestral e animalesca herança que leva grupos
imensos de indivíduos serem tão refratários a adesão a dietas saudáveis, a se
manterem em seus pesos normais. Porque o ponto nevrálgico de suas vidas está na
satisfação insana e reptiliana do comer. Não basta nutrir e alimentar, há de se
repimpar, ingurgitar, refestelar e se tornarem roliços e mórbidos obesos. Socorro!
Oh, céus! Oh, Vida! Oh, azar!
João Joaquim
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Bem comparada a geração de
pessoas, a criação de um filho (a) se equivale a um viveiro de plantas. Olha
que termo tão belo! Um cenário, um plantio de vidas, viveiro, vidas vegetais. E
como se dá essa geração de plantas, de boas e melhores plantas? Primeiramente,
no preparo desse solo, dessa terra, dessa maternidade. Como se pode chamar a
isto? Planejamento e controle vegetal. Bem escolhido esse solo, seu preparo, o
abrigo, o tapume contra invasores, pragas, herbívoros e parasitas, vem a
segunda mais importante etapa, como a seguir:
Essa segunda etapa se dá na
escolha das sementes. Seriam como gametas, as sementes mais saudáveis, com
maior potencial de gerar boas plantas e bons frutos, grãos, folhas e produtos
alimentícios. Flores, frutos, tubérculos etc. Aqui entra por exemplo, quando
possível a orientação das Ciências Naturais: Biologia, Genética, Agronomia,
Engenharia Florestal etc. Ou seja, todos estes itens, fazem parte do propósito
do Planejamento e controle vegetal. E diga-se mais, o quanto de semelhante e
muito debatido, com a procriação de animais: o quanto de ênfase se dá nessa
atividade: A Genética e Reprodução Animal exercem um papel preponderante na
qualidade e valor comercial desses animais assim planejados.
A mesma analogia e paralelo
se faz com a produção humana. Ou melhor no que deveria ser o ideal nessa
produção. Existe até o termo em Medicina, Reprodução Humana. Portanto não é
antiético nem impróprio falar em produção humana, comparativo com uma produção
industrial: de um objeto de estimação, uma joia, uma bijuteria, um carro, um
celular. A ideia é a mesma, fabricar, gerar, produzir um novo ser. Trata-se de
responsabilidade da mais nobre, que deveria começar por responso diário.
Rogando ao alto essa iluminação e inspiração para esse empreendimento.
A primeira etapa então
seria a escolha dos viveiros, nesse planejamento familiar. Iniciar-se por
namoro e escolher o cônjuge ideal, homem certo com a mulher certa. Porque o que
existe de teatro mambembe por aí, não se acha em estatística porque não se faz.
É politicamente incorreto! Então primeiro seria essa boa semente afetiva,
depois a reprodutiva de fato, bons óvulos e bons gametas do homem. Tanto quanto
possível haver uma boa combinação afetiva e aptidão pessoal, moral, ética,
ambos produtivos, laboriosos, eficientes e responsáveis. Novamente, o que há de
incompatibilidade nesses quesitos. Tranqueiras e estrovengas.
Grande parte desses
viveiros humanos não preenchem esses requisitos fundamentais e fundamentes de
bons produtos humanos. Isto é: a geração de pessoas de bons qualificativos em
tudo. Porque os viveiros não são muito propícios, os produtos gerados se tornam
estrupícios para a família, a começar pelos próprios pais, e até sociedade.
Muitas são as mulheres que
não têm os devidos predicados a geração de bons produtos humanos; noutros
termos, bons filhos e boas filhas. Porque cada pessoa conforme o demonstra as
Ciências é o produto mal ou bem-acabado de duas heranças: uma genética
(mendeliana e poligênica), outra social/familiar. Esta última com forte influência
do padrão e cabedal cultural, escolar e ético de pai e mãe. E ponto final.
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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O Convívio de Hienas e
Leões
João Joaquim
Servilho Aracaju Filho é
biólogo e me fazia uma prédica sobre o comportamento e índole das Hienas e dos
Leões, nessa inamistosa convivência! Contou-me de experimentos observacionais
em reservas de Serengeti /Tanzânia/Quênia. Interessante a personalidade e ritmo
social desses bichos. E mesmo no Brasil, em zoo ou reservas, dá de ver como são
ardilosos e inteligentes esses animais vindos da África, ou mesmo
contemporâneos de os Neandertal (Europa, Oriente Médio), homo sapiens e
Pitecantropo (Java-1891)
Tem-se aí uma família de
Hienas, 4 membros, 5 membros, variáveis conforme admitidas no grupo. Existe o
membro alfa, idosa Hiena, decrépita, andrajosa e rabugenta! Mas, mandona.
Alguma mais saudável, mais jovem se une a outra e vão à caça. Gostam muito de
suínos, javalis, porcos escapados de aldeias, abatedouros. Também alimentam até
de qualquer carniça. Que asco. Cruz!
Do porco, beiços e tudo. Pegam-no
e trazem-no ao covil/pocilga da alfa, idosa e servida. Questão de hierarca e
reverencia! Curiosamente e estudadamente, existe um rival/êmulo/desafeto dessas
Hienas, o Leão: sobranceiro, altaneiro, plenipotenciário, indômito, ardiloso e
irresoluto. Com ele não há aporia e nem idiossincrasia. Nesse embate, idílico e
renegado, o Leão sabe que não há chance dessas Hienas vencerem em pega-pega.
Nessas refregas a Hiena sairá despedaçada. E dada a ruindade do bicho, o Leão
não se lixa para a carcaça. Fedorenta, repulsiva, nauseabunda! Mas, inteligente
a seu modo e interesse, porque Hienas gostam de se aproveitar de caças alheias.
Tomam-nas e se refestelam a seu bel prazer, entre elas, Hienas grupais.
Combinam! São dispersas e dissimuladas, hipócritas animais. Agora com mesa
farta e caça abatida e carne fresca ou carcaça, todas se juntam e cooperantes.
Outra curiosidade e peculiaridade
da família Hiena, é que elas têm muita, mas uma enorme cumplicidade e
corporativismo entre elas. Se mostram solidárias, a seu interesse em todas as
estratégias de sobrevivência. Ardilosas, matreiras. Não gamenhas. Mostram como
tais até nos odores fétidos no refugo de inimigos.
Mais dados, são
interesseiras quando o contexto e ares lhes são favoráveis. No exemplo
observado pelo biólogo Aracaju, da família estudada. Alguns indivíduos das
Hienas vivem em covis e tocas fora do grupo. Entretanto se comunicam pelo
diferenciado olfato e sinais de contato neurais. Abatida uma presa, um javali,
um porco, conforme referido, essas de fora se juntam ao covil da alfa e ali se
refestelam com aquela carcaça. Todas solidárias, familiais, afetivas! Hum! Sei
não hein! Será! Porque são encaniçadas quando atiçadas e açuladas
Cientificamente, elas
apresentam, alguns membros exibem um dimorfismo sexual. O macho sugere ser
fêmea, a fêmea sugere ser macho. Esquisito, no mínimo. Mas, diversidade
biológica. O órgão genital da fêmea parece um pênis! Estrambótico! Alguns
indivíduos do grupo são homossexuais. Diversidade biopsicossocial! Agora,
segure essa: elas riem de situações conflituosas!
Por fim, mais uma
discorrida pelo biólogo Aracaju, que estudou os bichos de lá, de aqui e
alhures! Refere-se às risadas que certas Hienas emitem. Risadinhas e
escarninhos! São zombeteiras e mofadas. Agora imagine essa risota ou risadinha
na frente do Leão, ou para o Leão, o furor e agravo que deve causar nesse
imponente e respeitado e amedrontador animal. Enfim, curiosidades do mundo animal. Não é
mesmo! De lá e de cá! Vejam lá. Disponível no youtube.com/aracaju.bio22.
João Joaquim
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BEM SERVIDO E INSSERVÍVEL
João Dhoria Vijle
Imagine aquele amigo (a), praticante
do zero esquerdismo, dados àquele comportamento e modus vivendi de bem ser
servido (a) e nunca se dar a servir alguém. Não importa esse alguém anfitrião (ã),
pessoa que trata essa (e) conviva amigo (a) e folgado(a) com os sempre rapapés.
Fique com essa imagem na cabeça. Incensos mais para lá que para cá,
salamaleques. Tratemos essa tal como pessoa, substância dos dois gêneros.
Todo esse jeito de ser bem
servida com boas comidas, lanches apetitosos, pratos e cardápios e sem rateio
da conta quando no âmbito comercial. Esse apenas mais um detalhe! Bom demais,
não é mesmo. As teorias explicam, as doutrinas bem descrevem, José Herculano, Allan
Kardec; socorram-nos. Muito se referem a legado original. Jenes Lívelo, idem.
Será mesmo legado originário?
Emílio, de Rousseau,
obrigado pelas suas teorias bem descritivas de certos caracteres. A culpa é
originária de família. Imagine em sua mente. Uma mãe energúmena e rebotalho,
sem seiva, casca grossa, grosseira se faz. No que esperar de suas rebentas,
criaturas probas e cívicas, cooperantes e operantes; nunca. Serem servidas,
nunca boa servidora e serviçal. Arre, irra!
E vem as causas. Muitas
vezes decorre do padrão, fora do padrão da educação de berço. Porque em tese:
aquela moça ou moço, em plena higidez física e mental. Foi criado no estilo
laissez-faire. Deixe a vida me levar. Temos aqui a participação do pensador e sociólogo
Rousseau, de Emílio e bom selvagem. Todos nascemos com um potencial bom,
família e sociedade nos corrompem.
Então imaginemos, aquela
jovem moça ou moço, não importa. Saúde de ferro e porejando energia e gordura,
de tanto repimpada dos bons acepipes. Ágape nos perdoe!
Vou à casa e sem avisar de
certa amiga com mais de 2 vezes a minha idade e já com algumas morbidades e
fatores de risco variados. Sofrível e sofredora com seus arrimados. Arrima de
gente irresoluta, de uma vida em mínima luta.
Albert Camus! Oh notável
ensaísta! Vem e nos ajude. Melhor a prática de suicídio? Não, melhor não ter
nascido. Cioran/ emil. Tenta lá. Item, melhor não ter nascido. Nunca se passa
da frugal audiência, mera existência. Hum, ah. Eh. Nosso entorno, que contorno
e maldito carma. Ter que aturar e carregar! Portar. E lá no Insta. Repleto de
momices, truísmo, teleologia, tautologia. Deus socorra-nos de tais e quid.
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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Quem estuda as teorias
tomistas, teses propostas por Renê Descartes (cartesianismo) e/ou Immanuel
Kant. E mais buscando o que preceituou Baruch Espinosa; quem abebera nessas
fontes do pensamento e do conhecimento, há de melhor se municiar sobre a
importância que estabelece a chamada Educação Familiar, a chamada herança ou
legado ético familiar. A primeira e determinante formação ética, cidadã e
laboral ou colaborativa da pessoa vem da instrução de um pai, da mãe, dos
primeiros tutores, e mesmo ama-de-leite, babás.
E por que dessas
substanciosas e muito difundidas prédicas e teorias? Porque se fundam em
séculos de estudos, conhecimentos científicos, sociológicos e empíricos. Bom e
salutar é quando se expressa alguma opinião, mas, fazendo esse intertexto,
essas referências desses luminares do pensamento ocidental, como o foram um
Kant, um Nicolas Malebranche, um Tomás de Aquino.
Vem daí um princípio
basilar e fundante do porquê uma pessoa, na maturidade biológica e moral, se
comporta e leva a vida assim ou assado. Excetuando já de plano os indivíduos
portadores de alguma afecção psíquica ou psiquiátrica. Pouco se pode fazer
quando predomina a outra herança ou legado neurobiológico, um desvio de
comportamento da normalidade. Porque de longe todos parecem normais. Aproximando,
conversando, havendo trocas verbais ou civilizatórias, já é suficiente para
fazer uma triagem e ver que é padrão ou fora do normal civilizacional ou
eticamente falando.
Peque-se o caso clínico
social do indivíduo que teve toda uma vida de convívio e educado no estilo bom
hóspede. Porque os pais assim o formaram, ser servido e nunca servir ao outro
ou ao entorno social de que desfruta e depende. Ou, foi criado na cartilha de
mau hóspede: levantar qualquer hora, sem disciplina certa, deixar quarto de
dormir, banheiro, sanitário e baixela onde se refestelou em frangalhos. Comer,
sentar, ver videogames, leseira para lá, pasmaceira para cá, malemolência, bom
gourmet, comida bem servida, roupa lavada, tênis no ponto, nunca passar e saber
cuidar da própria roupa, etecetera, etecetera.
E fica a pergunta, esses
caracteres, esses atributos biopsicossociais, esse estilo de viver, etecetera
de novo. Resultaram de legado genomico ou de uma criticada etiqueta familiar?
Disparadamente se a pessoa, mulher ou homem, guapo e espadaúdo homem, assim o
é, certamente existe um defeito originário em sua construção integral.
Princípio de qualquer edificação. Fundação e vigas frágeis, risco de desabar
quando pronto.
Quem ama educa, escreveu em
magnifica obra o educador e psiquiatra Içami Tiba (1941-2015). Aristóteles deu
tanto importância à Educação familiar, que escreveu um opúsculo dedicado a seu
filho Nicômaco, Ética a Nicômaco. “É fazendo que se aprende a fazer aquilo que
se deve aprender a fazer” Aristóteles.
Já houve teóricos da
Educação e Juízes de Direito, ministros de cortes superiores nos EEUU e no
Brasil, propondo o seguinte: prendeu o indivíduo, preventiva ou provisória;
intimem-se os pais desses meliantes. É o princípio de combater todo mal pelas
origens, das causas germinais. Esses genitores, pais e mães omissos e incapazes
de criar e educar um filho. Ele deveria respondera solidariamente pelas culpas
dos filhos. Faz todo sentido. Essa decisão já correu nos EEUU, de um filho que
matou colegas de escola, os pais forma condenados a severas penas por não
educar o filho corretamente.
Vamos imaginar o caso
clínico social, ocorrente e sem citar os personagens. Pai bebum, viveu nas
esbornias, cerveja, galeto, carnes e mandigas, forras de carnes assadas quase
dia. Um bronco, tosco e vilão. Passou a existência nos porres com amigos de
garras, copo e mesa. Se lixando para os filhos. E foi e foi.
Além de doidivanas,
leviano, chulo, rebotalho e troglodita, além de toupeira. Se quer sabia o que
fazia os filhos. Seus bens e recursos foram se esboroando com amantes. Ah. Vida
boa e vazia. Caloteiro e golpistas. Dá para imaginar no que deram os filhos de
tal pau-d´água? Filhos de peixe, águias
é que não podiam ser. Dados a bona-chira e outros gozos dos instintos
sensoriais. Apenas. Trabalhar e cumprir promissórios. Hum! Esqueçam, se
emprestou algum dinheiro, apague. Golpista é seu desiderato e modos vivendi.
Arre!
╬ ╬
A Formação de um charlatão
João Joaquim
Existem certas formações no
Brasil ou alhures que dispensam pouca energia e nada de investimento
intelectual ou cultural. Porque há esta diferença, não é mesmo? Muitas são as
atividades e carreiras que exigem tempo, dedicação, elucubração e criação.
Suponhamos que o sujeito queira ser um bom músico, entra-se em uma escola de
música. Cinema, escolas de artes cênicas e dramaturgia.
Um outro comparativo é dos
charlatões e suas charlatanices. Na vida global e de Brasil vários são os tipos
de charlatanismo. Mas, dois são os tipos mais notáveis de charlatanismo. Há o
charlatanismo leigo, com pouca instrução geral e específica do charlatão. É
aquele profissional que é mais curioso que estudado. E existe o chamado
charlatão diplomado. A formação em charlatanismo diplomado se divide em dois
grupos bem estanques. Vamos deslindá-los.
Existe o charlatão
diplomada que pratica suas charlatanices e curandeirismo, dentro de sua
formação diplomada. Entretanto, este sujeito diplomado se vale de
pseudociências: Medicina Ortomolecular, Constelação Familiar, Homeopatia; como
exemplo de um charlatão médico, um farmacêutico, um psicólogo etc. Dá-se de ver
que este exemplo é o charlatão que faz suas práticas infundadas e sem bases
científicas, com suporte e reforço de seu diploma profissional; médicos por
exemplo. Quantos não são certos médicos impostores e enganadores que se valem
de seu diploma e credenciais para praticar charlatanismo? Quantos! São médicos,
mas práticas de enganação.
Ainda dentro dos charlatões
diplomados. São aqueles que detém uma formação de graduação ou mesmo pós em alguma
área profissional, entretanto, pratica charlatanismo em outros ramos. Exemplo,
um engenheiro dado a psicanalista, a prática de astrologia, a certos engodos
místicos, a vender cura para covid-19. Tome-se outro registro, do ex presidente
Jair Bolsonaro; ele fez propaganda da cloroquina e azitromicina como cura da
covid-19. Ou seja, um militar de formação e presidente do Brasil, praticar
ilegalmente a Medicina ou Farmácia. Charlatão legítimo. E com um agravante, fez milhões de adeptos e
negacionistas.
E assim são outras
práticas. Tome-se o exemplo de alguém/profissional que vá praticar a
Iridologia, a Grafologia, a Ufologia, a Constelação Familiar, a Homeopatia,
certas Medicinas Alternativas, curas pela fé. Tudo está eivado de
charlatanismo. Mediunidade, quantos e quantas a praticam por aí!
E aqui ficam um alerta e
severa advertência àqueles homens, por vezes guapos e robustos homens, e
àquelas mulheres turbinadas e repimpadas de silicone e polimetilmetacrilato (pmma),
pessoas que acreditam em cirurgiões plásticos sem esses sê-lo (sem registros na
sociedade de cirurgia plástica), em terapias infundadas como iridologia,
astrologia, mapa astral, horóscopo, homeopatia e constelação familiar. Ah, o
que dirão as estrelas de nossa galáxia hein! Que alerta e advertência se fazem?
Os charlatões mais perigosos e nocivos são justamente os diplomados, com
práticas sustentadas em sua formação e nos conselhos de sua categoria de
atuação/ médicos, dentistas, farmacêuticos.
Agora, que me caiam as
cataratas ou macacos me mordam, mas se há um tipo de formação ganhando corpo e
substância; fala-se aqui na formação para troglodita ou rebotalho. Onde
encontra-se esse tipo de formação superior? Nas Redes Sociais, Internet e
tantas outras plataformas de mesma iguala. Abra lá na Meta por exemplo um
Instagram ou inscrição do Tik Tok. Trata-se daquela cultura de porão ou da
caserna de certas catervas e súcias de pessoas. Todos dedicam-se ao aprendizado
dessas fúteis e infantilizadas escolas. Zerismo e niilismo, em sua
quintessência. Em profusão, para enganar e cativar qualquer bobão. Babão!
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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UM PET BEM CUIDADO E UM
IDOSO ABANDONADO
João Joaquim
Troque seu cachorro/Por uma
criança pobre/Sem parente, sem carinho/Sem rango, sem cobre/Deixe na história
de sua vida/Uma notícia nobre- Estes são versos da música Rock da Cachorra, de
Eduardo Dusek (1958-)
A letra bem que reflete
imagens de outros e de nossos tempos. Segundo estudos de Sociologia e
Psicologia Social, muitas são as pessoas que são capazes de cuidar
prazerosamente de um cachorro, mas são incapazes de, espontânea e
voluntariamente, dedicar-se uma hora por dia a uma pessoa idosa parental. Nem
se pede tanto voluntarismo em dedicar-se a quem não é da família. Pode ser generosidade
demais, se não existir o vínculo genético. Um pai/mãe, já seria uma grande
generosidade, nesse compartilhar de responsabilidades.
Vamos a alguma
características desses vínculos tutor/pets. Uma pessoa que adquire um pet, ela
faz esta escolha de forma deliberada e ativamente. Não existe uma recomendação,
um incentivo a que ela adote esse ou aquele bicho. Aqui já se estabelece essa
enorme distinção. No caso de um idoso. Pai, avô, mãe, avó. O sentimento
incentivador no cuidado de um parente, se faz pela gratidão. Em uma reflexão
simples: eu existo porque você existe, avô/pai, avó/mãe. Logo, quero e terei a
satisfação de cuidar de você como gratidão pela minha existência, que resultou
até em minha essência; quando se conquista essa essência. Porque há essa
diferença, existe gente, e muita gente que não passa da fruição, dos gozos de
sua frugal existência. Ela não sai dessa condição, ter sido colocada em sua
existência, pura e simples.
Vamos mais a algumas
características de muitos tutores com seus pets e com gente carente, parente ou
aderente domiciliar. A quantas andam os sentimentos de generosidade, solidariedade,
voluntarismo e empatia de muitos parentes/filhos, netos, cônjuges, com seus
idosos inválidos, fragilizados e debilitados? Não que seja uma condição sine
qua non. Todavia, dá para analisar a reserva moral e ética da pessoa, quando
ela prioriza os cuidados com seu pet, em detrimento do tempo e energia
dispensados àquele idoso frágil e debilitado e de estreito laço genético.
De igual análise se nota de
pessoas nas vias urbanas, passeios públicos, parques, reservas naturais, nos
espaços comuns de um condomínio, no entorno de suas residências. Quantas
pessoas são capazes de, diária e diuturnamente, sair a passeio com seu (s) pet
(s), bem alimentados, higienizados, bem vestidos e felizes? Mas, fugindo com
asco e nojo de um mendigo, um morador de rua! Milhares! Sequer o estado
precário de saúde, de higiene, em vestes andrajosas e famélico desse maior ou
menor abandonado, é capaz de mobilizar essa pessoa nos seus sentimentos cívicos
e de generosidade. Quantos desses tipos sociais, encontram-se por aí! Basta uma
observação mais atenta.
Apontam ainda por último
esses estudos das relações dos tutores/animais de “estimação”. Os
motivos/razões de se agregar um animal ao convívio pessoal/familiar. Excetuemos
os fundamentos profissionais e utilitários, corporativos ou individuais
(polícias, deficientes visuais, cão guia ou de guarda). Muitos donos desses
bichos, os incorporam à suas vidas, convívio, cuidados e orçamento, na maioria
dos casos como um mero mimo ou adorno a uma criança, como um enfeite pessoal ou
companhia doméstica. De acordo, em muitos exemplos.
Entrementes, para muitos
tipos sociais e familiares, esses pets, não passarão de legítimos trambolhos
para donos e coabitantes do domicílio comum. Porque existe a exigência de
despesas com higiene, tempo de passeio com o bicho, ração, insumos animais
variados, veterinário e vacinas. Muito gasto. Imaginemos, apenas no tempo
dispendido de uma pessoa com o seu bicho. Fica a sensação de que algumas
pessoas não fazem mais nada na vida, a não ser falar dos encantos e comportamento
do bicho. Ou seja, é muita perda de tempo e energia, com um animal-trambolho.
OLHE, então o quanto seria mais louvável e substancial, trocar o cachorro por
uma criança ou idoso carente e debilitado. Tem razão Eduardo Dusek, com seu
rock da cachorra. A sandice e a demência de certas pessoas chegam às raias do
insólito e extravagante de se fazer aniversário dos bichos, de casamento dos
bichos, de festas para os bichos, de se ter Instagram dos pets. São idiotices e
futilidades que ultrapassam o infantilismo e o vazio no grau mais elevado.
João Joaquim - médico e
articulista do DM
ACADEMIA DE IDIOTIZAÇÃO E FRIVOLIDADE DAS PESSOAS
João Joaquim
Alguém em sã e lúcida inteligência já ouviu dizer das
tituladas academias de idiotizar e nulificar (niilismo) das pessoas? Não? Então
vamos saber com base nas Ciências e pensadores do assunto.
Vamos ler e entender o que predisse e redisse o magnífico
escritor Étienne de La Boétie (1530-1563). Leiam o seu opúsculo “Discurso Sobre
a Servidão Voluntária”. Ou “de certo sociólogo alemão que surpreendeu a
comunidade científica do seu país com um opúsculo onde analisa o vínculo entre a
delinquência e os videojogos”. Ou por efeito idêntico da idiotização e
futilidade do uso de certas plataformas e páginas virtuais. O adjetivo virtual
já diz muito. Tudo abstrato, volátil, volúvel e etéreo. Nada palpável, tangível
e concreto.
Vamos estender as propostas e teses desses dois escritores
citados. Trazer para nossa era digital. Tempos de tantas futilidades, vazios e
idiotias de Internet e suas rebarbativas e intrusivas redes sociais. Internet e Redes. Sociais que foram
concebidas, criadas, postas à disposição da tribo global, notadamente da banda
idiota e imbecil dessa sociedade humana que tudo aceita e consome como gado de
corte e abate. Onde as consciências e potencial cognitivo vão sendo
sequestrados, cativados, doutrinados, cevados. Um processo eficaz muito
alienante e alienado, bem a serviço de provedores e sites.
O mais instigante e alienante, é que toda essa adesão e
cultura se fazem de forma voluntária, de livre espontânea vontade. Mas não de
forma inerte, passiva. Os usuários e usuárias de redes sociais fazem esforço,
expendem energia para se tornarem cativas e idiotizadas das ubíquas e fúteis
redes sociais. As redes sociais campeãs nessa imbecilização são por ordem de
importância o Tik Tok, Instagram e facebook.
Quando os idealizados e criadores dessas idiotias tiveram os
primeiros insights, começaram pelo nome dos curtos vídeos e posts. No português
veio reles= reels (Inglês); em Inglês= bum ou reel; em espanhol=reel/reles (=
no Português). Perceberam a artimanha dos criadores. E todos os idiotizados e
hebetados, como titulados na psiquiatria se tornam opacificados, cegos de visão
e mente.
Em conclusão: nada
pegou tão bem como pegou a galera ou a tribo humana dos idiotas. E por
que?
Imbecis que tanto curtem e embriagam,
voluntariamente/deliberadamente, em um Tik Tok ou Instagram. Os vídeos ou
melhor os reels (de reles e ordinários) foram meticulosamente estudados, feitos
com eficácia para escravizar e apoucar a inteligência e crítica (de analisar e
filtrar) o gosto e aderência das pessoas. São vídeos de 30 segundos, 1 minuto,
no máximo. E o mais idiota, com algoritmos para ser repetido automaticamente. E
par quê? Para viciar, cevar, doutrinar e idiotizar os seus adeptos. Oh, céus!
Oh, vida! Oh azar! Isso não vai dar certo! Pode-se dizer que os reels do
Instagram, giram e rolam num estilo do eterno retorno. Tudo pode haver,
ocorrer, adoecer um indivíduo carente de cuidados, sofrer ao lado. Entretanto o
adicto ou bobo, idiota do Instagram, de um tik tok, está lá fiel, rola pedra,
desce pedra. Eterno Retorno.
João Joaquim
╬ ╬
Não é demais nem redundante repetir que quem não é
nagacionista nem negativista busca as luzes das Ciências. E então o caminho se
torna seguro e bem iluminado. “Em algum lugar, algo incrível está esperando
para ser descoberto” – Carl Sagan (1934-1996)
UM curioso e não menos interessante estudo vindo da
Universidade de Wisconsin Madison nos explica os motivos, os mecanismos por
trás da chamada fofoca e difamação de outra pessoa. É a velha história, quanto mais
nova a Ciência mais luzes e explicações ela nos revela, tudo vai se descortinando,
e nada de mistério, de charlatanismo. Neste sucinto texto as principais
notícias desse estudo. Olhe que interessante, por que as pessoas fuxicam e
difamam?
Existe também uma interface das Ciências com outros ramos do
sabor. Como por exemplo Filosofias e Doutrinas. Vamos mostrar aqui dois pontos
centrais desse estudo de Sociologia e Psicopatologia Social. Quais são então os
motivos que levam uma pessoa a promover difamação, agravo, desconstrução e
divulgação desses sentimentos de outrem? Às respostas das Ciências:
Em primeiro lugar sobressai o sentimento de inveja. Não
importa os argumentos e fundamentos da difamação: passional, financeiro,
profissional, rivalidade em qualquer esfera social ou comercial da vida. É o
que revelam as Ciências, e mesmo filosofia e certas doutrinas (budismo,
espiritismo, vedas). Em quase toda fofoca difamatória, existe esse sentimento
subliminar, recôndito do autor (a) em relação ao alvo da degradação social,
familiar, profissional, mercantil. Bom também entendermos o conceito de inveja:
é o sentimento de tristeza e frustração da pessoa difamadora, pelo que o outro
representa/status social, cultural, profissional, financeiro. O fracasso de não
ser ou ter o que o outro é ou possui. Faz todo sentido esse mecanismo psíquico
e comportamental da inveja.
Suponhamos que esse (a) agente difamador (a), crie uma
fabulação a propósito de tal pessoa e vítima dessa difamação, não importa o
laço social ligante, se parental genético, e nem isso precisa. Ou meramente ex
amigos e contatantes sociais habituais. Mas, então o que era amizade se desfaz,
e a pessoa habilitada nesse mister à fofoca, começa, por vezes de um fato
pequeno, que despercebido passava aos olhos de outros. Esse pequeno e inócuo
fato é maquiado, cria-se uma narrativa. A fofoca vai ganhando ares de
realidade, efeitos negativos à vítima.
A segunda razão/motivo de uma pessoa fofocar, difamar,
desconstruir e criar atributos negativos de outrem, vem do sentimento de
vingança. Porque, assim apontam o estudo, trata-se de natureza de gatilho e
sensibilização do melindre da pessoa vingativa. Temos aqui um misto desses dois
diabólicos sentimentos, ainda a inveja, por alguma característica, predicado,
valores que a vítima tenha, que a pessoa difamadora não possui. Por que não a
vingança, a revindita, a desforra, o agravo baseado nesse expediente da
difamação, da desqualificação desse rival, antipatizado e inimigo? Por que não?
Temos então a Ciência, via braços de Sociologia e
Psicopatologia das Relações Humanas, como alicerce e deslinde desses
sentimentos e expedientes baixos, de vilania, rasteiros e de porão de que se
valem muitas pessoas desafetas do outro. “Malquisto? Eu com isto, melhor que um
mau quisto”. Seja aqui em brasis, seja no Cazaquistão.
João Joaquim - médico e articulista do DM
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Vagabundos e folgados - by
Uma vez mais registro com admirável proveito o que uma
simples inteligência artificial; o scanner Google/geolocalização pode fazer
para quem escreve. Via a TI do bem!
Neste transe/ Natal e Ano Novo, uma vez mais quero dirigir
meus louvores, admiração e solidariedade a todo indivíduo trabalhador,
produtivo, obreiro, laborioso. Laboremos, laboremos, dizia um grande humanista
e espiritista.
Junto de meus encômios e panegíricos àquele sujeito robusto,
espadaúdo, corado, músculos de ferro que personifica o trabalho, o labor
profícuo e capaz de prover sua própria subsistência e de quem dele possa
depender: um pai, uma mãe, um ancestral já decrépito. A MULHER também no mesmo
pacote.
Vamos aqui imaginarmos juntos, eu, você leitor, eu, você
trabalhador desde as primícias da vida, 10 anos, 15 anos; você já tinha alguma
tarefa escolar e ajudava nos mínimos afazeres da casa, onde morava com mãe e
irmãos. Por turno, um pai estroina, que vivia nas esbórnias e patuscadas com os
amigos de mesa e garrafas. Mas, a mãe não o protegia, punha-o a ajudar, sem
muito colo.
Agora vamos imaginar você, homem ou mulher, já na madureza da
idade. Que sensação tão boa você deve ter. A honrada sensação de pensar o
seguinte: puxa vida! Verdade! Eu nesta minha idade, passada já bem adiantada
dos 30 anos, dos 40 anos, dos 50 anos. Não
importa se casei ou não casei. Se sou hetero ou grupo LGBTQIA+. Questão minha e
não tasco.
Mas, então! Concluo: tenho minha consciência limpa e senso de
dever cumprido. Por que? Eu consigo prover todos os itens, todos os quesitos de
minha subsistência, de minha existência e alguma essência. Eu trabalho e gero
receita suficiente para minha comida diária, meu abrigo, minhas tarifas
obrigatórias, minhas roupas, meu celular, minhas comidas em restaurante de que
tanto gosto. Por isso, quando deito à noite, tenho um sono pacífico e honrado,
digno.
Posso ainda orgulhar de mais compromissos cumpridos com
vistas à minha autonomia. Pago eu mesmo o meu plano de saúde/Unimed, Geap,
América...Não importa!
Para finalizar, eu menciono um item a mais: Não dependo de
nenhuma ajuda externa, parentes, irmãos, aposentadoria de membro de casa de
penates. Embora sugiram orates. Foi assim que dedico honra a quem me aplaudiu
quando tive minha formação universitária.
Fala então aqui o Editor, desta página. A você homem ou
mulher, que traz essa consciência e ciência de que não há almoço grátis e nem
prazeres caídos dos céus. Uma vez mais nossas palavras laudatórias e
engrandecedoras. Parabéns, portanto, por ser essa pessoa com autonomia,
trabalhador, emprego formal, gerador de renda e salários dignos e compatíveis
com sua subsistência e essência. O trabalho rentável, gerador de receita em
salário, renda é a condição mais dignificante de uma pessoa! Trabalhadora ou
trabalhador honesto torna-se um cidadão não funesto, a si e meio onde inserido.
João Joaquim -
╬ ╬
FILHOTE ANIMAL COMO MIMO E ADORNO INFANTIL by
João Joaquim
Ao se falar da vida animal (os irracionais) nunca devemos
esquecer da sociedade protetora dos bichos. Dos defensores da vida selvagem,
dos departamentos de Bioética Animal de Muitas Universidades Públicas, dos
Cursos de Biologia (USP, Unifesp, UFRS, como exemplos). Nossa admiração e
louvores a esses abnegados profissionais dedicados à fauna em todas as suas
dimensões. O estudo de cada família, cada espécie, gênero, filos de vida. Para
quem não está afeito com a vida animal, existe no âmbito oficial dos governos,
a Constituição dos Animais, o direito dos animais. Uma legislação tipo código
penal para quem maltrata os animais.
Feitas estas considerações prefaciais, falemos
particularmente da relação que muitas gentes, pais e mães estabelecem com duas
espécies de bichos. Gatos e cachorros, mais concentradamente, na posse de um
cachorro. Porque há muitas vezes essa falta de previsão e planejamento; como se
fosse planejamento de filhos. Quantas e quantas pessoas, adquirem um cachorro
filhote, como se o bichinho fosse um bibelô, um brinco, um objeto decorativo,
na pura e única satisfação de um adorno, um capricho para um filho (a).
O que se quer aqui, de forma didática e como alerta é mostrar
os característicos e resultados sociais, educativos, familiares, biossegurança,
higiene, custo mensal e ocupação de tempo em ter um animal. São diretrizes
mostradas, não pelo mercado/mercancias ou marketing de cachorros, mas por
profissionais isentos, de departamentos científicos/biologia, veterinária; de
entidades e universidades, sem fins mercantis ou financeiros, com isenção,
Ciência e Bioética. Exatamente na contramão do que fazem os negocistas e
vendedores de filhotes de animais, gente que visam lucro e meio de vida, venda
cara desses bichinhos encantadores.
Dos custos e despesas com o cachorro. Esses custos podem se
dividir em gasto material, com dinheiro, cartão de crédito; na aquisição de
todos os insumos com ração e utensílios, medicamentos, vacinas, consultas em
Clínicas Veterinárias. Além do orçamento financeiro, existem, o custo social e
afetivo na guarda, passeios e tempo do tutor dispendido ao animal. Questão aqui
de direito dos bichos (legislação animal).
Da Higiene e Biossegurança na convivência pessoas da
casa/animal. É indesculpável essa costumeira negligência que os tutores
estabelecem com os cachorros. Grosso modo, um cachorro gera alergias nas
pessoas, é vetor de vários agentes patológicos, de forma silenciosa:
toxoplasma, coliformes, bactérias diversas, vírus. Agentes esses presentes no
bicho e que podem de forma silenciosa, paulatina e cronicamente gerar doenças
nos adultos e crianças do convívio com o pet.
Neste quesito, ainda da Biossegurança, estão contidos o custo
social e financeiro com a higiene deste cachorro (a), a retirada e o seguro destino de sua urina e fezes, a
lavagem e sanitização da casa, porque o animal é irracional, como “irracional”
se tornam os donos no convívio com o pet. Portanto, só no item higiene já
existe um enorme dispêndio de tempo, paciência e material.
E para finalizar, quantos tutores desses mimosos bichos, seja
para si ou filhos, tratam os pets como de estimação. Mas, sequer cuidam e
passeiam regularmente com os animais. Porque dá trabalho mesmo. Muitos pets
vivem como presidiários em estreitos apartamentos. Uma maldade com os bichos!
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João Joaquim - médico e articulista do DM
Apresentemos um caso Clínico/Social, constante de prontuário
de pesquisa de pertinente matéria, feito por uma Universidade Pública. O casal AAS
e LCM tinha dois filhos menores de idade, já no ensino fundamental. Como agrado
aos filhos, e muito mais à filha, deram-lhes um pet filhote/cachorrinho. No
objetivo de um mimo, um brinco/brinquedo, porque de fato filhote traz esse
atrativo/encantamento. De início como crítica pedagógica, que acréscimo
instrucional, de ensinamento, aprendizado trará um filhote animal para uma
criança de baixa idade, além dos gravames apontados nos parágrafos acima. O
quanto tempo dissipado dessas crianças, quando poderiam ser feitos com objetos
pedagógicas, um objeto/brinquedo lúdico, um livro infantil? Quanto de desvio
funcional trará os tempos perdidos dessa (s) criança no convívio com esse
bichinho! O quanto se deixará essa criança de outros ganhos de leitura, de escrita,
de desenho, de folheio de atrativo livro de seu gosto! Ou seja, que
discernimento, de valores, que interesse portam essa mãe e esse pai, na falta
dessa previsão e orientação para com seus filhos menores! Herança!
João Joaquim - médico e articulista do DM
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“Lá também você não é benquisto” – Espírito Natalino by
Existem certas pessoas que em certas datas mostram todo o seu
cerne, o seu bojo ético e moral; enfim sua constituição binária, ao invés do
constitutivo septenário. Elas ficam ali nos instintos e digestórios (âmbito
genitivo e digestivo). Suas vidas, que não passam do simples e tacanho/frugal
existir se resumem a esse centro gravitacional: os prazeres das papilas
gustativas e os dos sensores libidinais/sensitivos sexuais. Em duas palavras,
mesas fartas e camas fofas! Ah, pantagruel! ah, gargântua! ah, dr Pangloss! Ah,
Tartufo! Racionalistas! Vocês estavam repimpados de razão com a descrição de
certos humanos.
Como referido, existem certos indivíduos (os 2 gêneros) que
trazem de forma originária e somado ao meio familiar, onde criados, engordados
e deseducados, um comportamento social e incivilizado que não tem cura ou
medidas de socialização. Dois exemplos chegadinhos de fresco, ilustram essa
teoria e conhecimento. Ei-los
Filipe
Martins, ex assessor do ex presidente Bolsonaro estava em
uma audiência e aparecia na TV Senado, atrás do presidente da Casa, o senador
Rodrigo Pacheco (DEM-MG), quando fez um gesto de “OK” com as mãos, mas com três
dedos retos, em forma de W. Junto com o formato que se faz com o indicador e o
polegar; o gesto imita as letras W e P com os dedos, significando White Power,
ou "Poder Branco", em português. Virou réu pelo gesto e já foi
condenado, pena de prestação de serviços comunitários.
Roque Saldanha,
radialista de Governador Valadares; descumpriu medidas cautelares impostas em
condenação por atos golpistas. E mais, retirou a tornozeleia eletrônica e pediu
ao Juiz, Ministro Alexandre de Moraes, do STF, que introduzisse o instrumento
em certa parte anatômica. Foi recapturado, está preso novamente...
Esses casos antissociais aqui citados (porque estão em todas
as mídias e telejornais), mostram a quantas andam certas gentes, nos seus
estados de não civilidade e não convivência. Assim referenciado, muitas são as
pessoas que trazem, conforme afirmam as Ciências de Humanidades, um defeito
originário do genoma, atributos dos ascendentes, que aditados ao padrão ético e
social do domicilio onde criados, se tornam pessoas antissociais, improdutivas,
nocivas a terceiros e ao próprio Estado, dele sendo dependentes em muitos
quesitos de negociatas e falcatruas, falsidade ideológica, fraudes, praticantes
símiles de MMA porque golpistas. Pérfidos e caloteiros de gente ingênua do
íntimo entorno e orates familiares.
Nesse perfil e grupo de elementos ou indivíduos, porque
chama-los cidadãos é impróprio (faltos que são de civilitá e etos); eles se
mostram o que são até mesmo em datas e efemérides oficiais, como num ato
congressual, parlamentar. Mas, nem de tanto carecem. Datas de senso sagrado e
místicas se mostram de que são capazes, dissimuladamente, à sorrelfa, à socapa,
se nisso fiam! Gente capaz de
compartilhar ágape farto e capitoso, em plena ceia natalina. No entanto,
supondo práticas apócrifas ou não identificadas, capazes de enterrar no emulo
ou desafeto aquele punhal diabólico e mortal. Criando-lhe fatos e feitos fakes,
com efeito de nomeada e fabricos em proveito próprio, e angariando admiração e
asseclas de mesmos intentos e hediondezes. “Lá também você não é benquisto”.
Espírito Natalino, quem diria, hein!
João Joaquim
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Espíritos de Corpo e de Porco by
Quem usa a massa cerebral, em lugar de massas farináceas, se
extasia com a ciência do que nos dizem as Ciências. Não importa a que braço
científico a pessoa tenha pendores e gosto. Estudar e refletir por exemplo
sobre os gatilhos dos sentidos que levam muitos indivíduos fazer opções de
vida, inclusive os regalos da mesa. Há muito a depender de como foi o seu
padrão ético e educativo familiar. Bem cristalino essa natureza. Os gatilhos,
impulsos e fluxos que levam a pessoa a centrar, a ancorar seus maiores projetos
de vida, nos prazeres! Justamente nos prazeres gustativos e genitivos. Em
termos mais meridianos ao entendimento, nos prazeres do sistema digestivo e
genital.
Muitos são os sujeitos (de sujeição ao sistema capital/consumo)
cujas maiores alegrais e realizações perenes, estão centradas (centralidade e
ponto gravitacional) na comida. Não importa os meios transitados para
permanecer nesses gozos e regalos. De preferência com neurais de sevandija e
ancilóstomos. Causas comuns de obesidade de todos os graus. Arre!
Aliados aos prazeres da chamada boca e do baco (deus baco ou
dionísio) ou os arquétipos ancestrais (vide costumes romanos), oriundos e/ou
perpassados da decadência do Império Romano. O que se tem com a revolução
digital e de redes sociais (antissociais, no caso concreto) são esses dois
aliados= prazeres digestórios e entretenimentos pelo puro e fruído
entretenimento. Sem agregação de qualquer valor construtor da pessoa.
“Ah, não! Mas, eu também pratico a espiritualidade. Tenho
minhas doutrinas, meus autores prediletos, doutrinários, mentores a quem eu
sigo. Existem até provas testemunhais e fáticas do que apregoam. Luzes e
iluminuras, são o que vejo nesses luminares que sigo” .
Atentemos ao que prolataram e com muita persuasão e
dissuasório. M.F. Figueira; Bezerra de Menezes; Xavier Pinheiro. Foram
renomados espíritas, de trajetória, feitos e práticas. Matérias difundidas, no
final de século XIX (Gazeta de Notícias Rio de Janeiro), e repicadas em robusta
e acredita periódico de intelectuais, Revista Piauí. Imprensa para intelectuais
e não rebotalhos de Instagram e WhatsApp e tik tok.
Allan Kardec, assim relatam seus estudiosos, era uma
encarnação de grande sábio druida.
Praticamente foi o criador e/ou difusor da doutrina espírita (atenção,
doutrina e não religião, uma filosofia de vida). Os espiritas citados no
parágrafo anterior se espelharam nele em muitos aspectos.
Na Terra, há dois tipos distintivos de espíritos. Um tipo
superior, que busca o engrandecimento permanente de sua condição humanista. De
que forma? Cultuando e aprimorando sua constituição binária superior: alma,
espírito, ânimo, intelecto, cognição, senso ético e moral de convivência,
generosidade, cuidando de quem dele carece, filantropo e cordial.
De outra parte, deixando de comentar os espíritos
intermédios. Na escala classificatória da constituição septenária, podemos até
buscar os ensinamentos dos Vedas, do Bhagavad Gita. Entretanto, simplificando:
o sujeito (homem ou mulher de sujeição ao sistema capital/consumo, como já
dito) pode, a depender dos incrementos familiares e do entorno, essa pessoa
terá o chamado espírito de porco; transitório, afeito a hábitos de chafurdar-se
em bebidas, comidas, à farta, a mancheia, a la pantagruel. Fartar, repimpar e
sempre. Instintos digestórios e libidinais aflorados, instigados e açulados.
Hum que gostoso! E intelecto, o laboremos, o pró-labore, os sólidos e solidário!
Às favas. Não há de que! Esse quid e quais e tais entornais, estão sempre à
espreita. Se pudessem teriam um tubo de gavagem, na fruição e gozos desses
ancestrais instintos! Arre! Vade retro! Dó,
ré, mi, fá, lá, Si. Sinistros e sinistroses!
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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Via do duto e Via do
lateral do Viaduto by
E assim foram as aulas daquele dia, um 10 de agosto, O ano
fica em aberto. Eram atividades da Base
Nacional Comum Curricular (BNCC): Empatia e Cooperação e Responsabilidade e Cidadania. Empreitada do Núcleo
de Ensino e Pesquisas em Educação Geográfica de Universidade Pública; ensinos
dirigidos aos alunos do 9º ano - Núcleo de Pesquisa em Ensino de Cidade (Nupec).
Definição, viários, aviários, via do duto, viaduto- via-du-to.
Era
o estudo de termos, palavras, verbetes, conceitos simples a esses pequenos
educandos. Todos muito curiosos de entender os termos. A escola frequentada
fica bem próxima a pontes, passarelas, túneis, alças viárias e viadutos.
Monitores e professoras apostos (homens e mulheres), em igual número; eram quem
ministravam esses conceitos. Os pequenos e curiosos, cientistas infantes,
ávidos por ver na prática o que tinham estudado, como deveres de casa.
-Vocês
estão vendo, essa passagem do lado daquela elevação. Chama-se via do corredor
urbano lateral. Depois temos o viaduto. Entre esta via do lado e o viaduto,
temos um túnel, que recebe o nome de duto vicinal. Vicinal de vizinho. – Então,
vicinal vem de vacinal? – Não, Pedro, vicinal de vizinho, adjetivo de vizinho.
Entendeu? Não pode misturar os conceitos. Há via do duto, e há via do urbano.
_Quando
se tem via do duto pequeno, ela serve para a passagem de animais pequenos,
cachorros, gatos, até ratos – Hum, entendi.. acho que entendi.
Então,
tem-se o viaduto grande, para receber grandes veículos, e via do lado, para
passagem de pedestres, bikes, gente a pé. Entendeu?
Agora,
vamos diferenciar, viário de aviário. O que vem a ser um nome e outro nome.
Aviário, vem de ave. –Ah, sei, respondeu o Lucas, galinha é uma ave!
–Exatamente isto, Lucas, galinha é uma ave, daí o adjetivo aviário.
Mas,
viaduto, só passa gente? Perguntou o pequeno Mário. – Mário, depende da
preferência. A preferência é de leito, de aceitação dos direitos de gente. Não
se pode passar gente no viaduto. Foi feito para carros. Para isso, foi feito
via do lado do viaduto. – Vamos andando, Mário..... E Mário não entendeu
bulhufas...
João
Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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DOS glutões e comilões de Natal/Ano Novo by
Datas festivas, feriados, férias, aniversários; são por assim
dizer, as oportunidades que os comilões, os glutões e pantagruélicos têm em
atingirem suas sensações e desejos digestórios e de libações de toda ordem. De
preferência, olhem aí os preferentes; de preferência se tudo sair às expensas,
com as energias e monetização de terceiros. Porque sempre há gente disposta a
servir um quid ou qual bom gourmet. Ao que parece ele fica na espreita a
escolher quem for melhor lhe servir. Ah, isto é fato. Servir, servido,
serviçal. Não misture ser vil do vilarejo, parte da tribo dos servidos e dos
servir a outro.
Entretanto, não há melhores datas festivas e natalinas (de
nascimento) do que o próprio Natal e Ano Novo. Ah, é batata, como se diz na
cultura nordestina. Povo predestinado. A proximidade dessas datas, vão como que
açulando, afiando os corpúsculos gustativos desses tais e quais comensais e
sevandijas visitantes. Na certa e sem nenhum alerta, muitos são os indivíduos
(homens e mulheres) cuja centralidade e centro de gravidade de suas vidas estão
na pura e orgíaca satisfação da boca e do buxo. Não basta alimentar, a ingestão
do alimento como meio de nutrição e energia fisiológica fica bem aquém da
cognição! Até no ritmo de mastigar e engolir, a criatura vai se ingurgitando,
como se não houvesse comido no dia de amanhã. Há casos até de mortes por
engasgo. Horrores.
As panelas, os cardápios, as iguarias apetitosas e capitosas,
representam para muitas pessoas, nomeadamente, para os glutões e glutonas
obesos e obesas. Quem fique bem acertado. Representam fonte/cenário de uma
satisfação orgástica. Muito mais e além que os gozos das sensações genitais. Humano
sou e nada dos humanos me espanta – Somos capazes de, ao caminhar pelas ruas,
desviar sem problema de fezes caninas ou felinas; contudo encontrar fezes
humanas é motivo de asco ou distanciamento – Mário Sérgio Cortella “Nada do que
é humano me é estranho – Terêncio- poeta
latino. Esses glutões e viciados em comida, são os cativos por exemplo da
Coca-Cola, da indústria Sadia, e tantas outras. Se pudessem eles comiam pelo
sistema de gavagem. Arre! Oxé!
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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A TOP 30 DOS JECAS E IDIOTAS DO INSTAGRAM
Como já em curso de poucos anos para cá, uma creditada ONG
britânica, tem se debruçando sobre os “qualifyings, culturais e cognitivos de
grupos de pessoas, que se optaram por imersão (de forma cativa e aliciante) na
Pedagogia de Internet e sites antissociais de mídias virtuais como Insta e Face,
xis. Os pesquisadores vão a cada mês de estudo elaborando os tops 5, 10, 30; os
dados, posts, vídeos, frases, textos; os mais buscados e cultuados entre os
“amigos físicos e virtuais”. Aqui deliberamos publicitar os últimos titulados
top 30. Ei-los: sem classe hierárquica. Mas, destaquem-se estas: o vídeo da
tartaruga em cópula e outra cheia de mariscos e cracas, fotos de gente em poses
ridículas, viola que toca, certo cantor Mick Jagger, a comida preferida, o
restaurante tal e qual, e o bichinho, o tigrinho, o veadinho, a corça. Ai. Ai,
ai. Dá um dó! E a comida apetitosa do dia. Quem vai? Eu vou. A rolinha, o
alcinho. Ui, ai!
1.
Fotos. Assim, existem para os variados gostos. Há gente que
se exibe até como diletante de bons autores. Willian Blake, Itamar Vieira
Junior (1979-) de Torto Arado, Shakespeare, Yuval Harari (1976-). Será que
esses usuários, dizem alguma metáfora, citada por esses nomes, tem mínima noção
de quem os foram e são. A ver e conferir pelos predicados postados no Instagram.
2.
Fotos de bizarrices, chocarrices e truísmos. Elas estão lá,
às dezenas. Nenê, bichinho de amplexos e kiss com outros de mesma iguala e
pendores. Ah, que gracinhas! Você porque não viu as fotos dele no Instagram.
Veja lá.
3.
Fotos de cenas pueris e de infantes de reino animal. Os
reflexos e comportamento; antes amenidades que fatuidades. Ai, ai, ai. Arre.
Quanto de truísmos, tautologia e platitudes. E tem-nas como virtudes!
4.
Paletinhas que lembram borrachas. Hum! vai de chulice a parvoíce. Evohé! Criancice e sininhos de
Never Land, do nunca, das calendas! Guitarras.
5.
E as fotos de regalos e espaços de orgíacos digestórios e
encontros refeitórios! Não bastam os orgasmos e instintos dos prazeres de boca,
dionisíacas. Tudo sugere gutas e resquícios de pitecantropo. Luzia, você era
mais, porque andava de quatro e não caia.
Há tipos agora que se caem de 4, não erguem sozinhos (Paulo Francis
neles).
6.
Registro dos gáudios e de gentilidade de mesmo jaez e
predicados; catervas, manadas; haustos, a la pantagruel e gargântua. E esses são reiterantes, deliberantes e de
máximos gozos e orgásticos delírios. Ai, ai!
7.
Registros fotográficos de bizarrices e trunfas e grenhas. De
algum mentecapto que o dia a falsificou. O insta replica como se todos ali
fossem de mesmo jaez e diletante apaziguador. Doi, dá um dó! Evohé! Arre!
8.
O que dizer dos vilipêndios e compêndios; um Adolfo Bioy
Casares, Itamar; de suas degradações pictóricas? Acodem-nos por piedade,
senhores!
9.
Fotos e registros, imagens originais e reais de crianças de
baixíssimas idades. Pergunta acaciana, de Eça de Queiroz? Onde se foi a noção
do ECA? Existe uma estultice de informação, deformação e sandice na
quintessência.
10. E as frases, na
estirpe e gênero abracadabra. Mágicas, ilusórias, fé cega e plena de necedade
(atenção néscios!) Pratiquem e acontece o efeito.
11. Citações de
princípios de autores reconhecidos, de autoajuda, progressistas, alentadoras. O
publica-te e replicante, possui plena e nítida ciência de que são princípios.
Entretanto, amador de insta e face nunca tem essa iniciativa. É bom o que
replico, mas, nunca faço tal tarefa e labor! Curioso, não?
12. E a glosa do
Chico, de Jesus voltar, o medo dos internautas, de Ele voltar e pegar o
património, dinheiro e distribuir aos pobres. Ah, que dó de alguém compartilhar
tal idiotice em suas páginas! Socorra-nos, oh, Deus! “Onde está que não
responde”, precisamos do Senhor, mais que nunca.
13. E as fotos de
catervas, guetos e maltas dos regaladores, em seus gáudios, gozos e gozosos de
boca e Dionísio! Ai, ai, cognitivos e sensitivos de boca e estomacal. Hum. Topo 10.
14. E as imagens, os
reels do insta, do face, de mãe pássaro, dando de comer aos filhotinhos. Ah,
que construtivo, que cognitivo. Ninguém tinha visto. Precisa, gente. Não
critique, criatividade, novidade, invectivas!
15. Imagens de nenê
animal, nas ninhadas. Ah, que empolgante, suplicante e degradante. Precisa
divulgar. Achado, inventivo. Descoberta e tanta.
16. Expressões, falas
desconexas, de sexos e outros truísmos em anexo. Não vamos divulgar, formativo,
incentivo. Vamos fazer igual. Tipo o pascoal.
17. Gente, atenção os
náufragos de face e do insta. Atentem para as prédicas e cânones do dia.
Existem sempre as palavras de ordem, aquela prece, aquela reza, aquele termo de
poderes miraculosos. Gravou e repetiu. Acontece. Mas, atenção precisa fé,
acreditar, força, magnetismo espiritual. Creem e verão como funciona o fluido
cósmico. Batata! Pratiquem-no.
18. E atenção! Atenção, atentem, fixem, fixação mesmo>
não esqueçamos o que está expressando, ditando o célebre instantâneo de
momento. Façamos aqui um colchete ou parental. Um portador de idiotia cultural,
está em seu mural. “Faça isso e colherá isto, proceda assim e colherá assado!
Pleno, sem beiras.
19. As boçalidades das
postagens, os posts de eficácias mágicas e miraculosas. Faça e repita. Atenção,
tenha fé e certeza que o resultado virá. Cada mês, siga essa prece.
Abracadabra, evole, caburé. Batata, pode esperar. Quantos néscios e Natércias
tem que aturar. Lei de casa de penates! Hum, ai, ai!
20. Bizarras fotos e
posts de cenas de infantes e pueris. Bogaris e ridentes. No fundo, condizentes
com os autores e autoras, os instas. Sem pejo e zero lampejo! Ui, ai!
21. E as novenas
virtuais. Costumam ser mês a mês, com convites, chamadas, recalls aos de mesma
iguala. Façam-me! Dá resultados. Agosto, setembro, outubro eterno-retorno,
moto-contínuo. Reels de inteligência alheia. Ai, ai!
22. Álbuns e coletivas
de cenas de inocentes e ingênuas criaturas, nas suas distrações, mata-piolhos,
restolhos, coçaduras. Canduras de infantes. Crias!
23. Bichinhos e seus
comportamentos. Meneios, os seus reflexos, genuflexos. Empinados. Ah. Você viu
que fofinho, que inteligência, que amor. Ai, ai, ai. A gata que pariu filhotes
pretos e brancos! Como explica-se, não sabem. Néscios e suas necedades,
hebetismo na quintessência! Merencórios.
24. E as preces, as
palavras de ordem, do faça que acontece! Experimente! Acalente. Perdoe um
idólatra e traíra de suas falas e falsidades. Mas, olhe, não o receba mais,
olhe de envolta, para vocês amigas. Não
volte mais.
25. E vamos; não
acabou. Vem as fotos, os posts de pets, da humanização dos bichos, alguns tem
trancinhas, fitas de adereços. Eu conheço. Ah. Aguente. A gatinha que pariu,
olhem os filhotes. Novidades, ninguém sabia.
26. E as agendas de
prédicas do calendário. Olha gente faça isso: mais amor, mais carinho com os
bichinhos. Sonhos para sonhar. Ah. Não esqueçam: em nome de Jesus e Deus no
comando. Acenda uma vela, a chama, o fluido.
27. Logo em seguida,
aquela fofoca pelo WhatsApp. Nossa, mas você viu o que fulana ou sicrana fez?
Atente para a beleza vernacular. Vermicular! Horrores. Isto feito, logo depois
de em Nome de Jesus! ah, se não fosse, hein! E os comes e bebes da Sagrada
Noite do Menino Jesus. Senhor, perdoe-os!
28. E os reels de toda
hora, há que se aguentar. Rolo pedra ao cume do monte, cai pedra. Polia, sem
folia. Gente, gente.
29. Como bem dizem os
ianques e franco-argelinos, os que analisam, além dos especialistas da ONG
britânica, todos os instas e faces, beiram a dupla de “folie a deux”. Os lé com
lé, e os cré com cré! Entendem. Os jecas e as jecas.
30. Enfim, humanos,
humanoides, bípedes, pitecantropo. Todavia, em qualquer via, muitos indivíduos,
pessoas de insta e de face, que tornaram aos primevos da espécie, ou como
prolatava o Jornalista Paulo Francis (1930-1997), são tipos sociais e civis que
se caem de quatro, não se levantam. Atróficos cognitivos e sinápticos.
Sintomáticos e esquálidos de um elementar de cérebros ativos e intuitivos!
Deus, oh Jesus, ajudem-nos daí, a entender e suportar esses quejandos e
inopinados, membros do homo demens!
João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
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Dos Estrupícios - Fardos – e Trambolhos Negativos
de Nossa Livre Escolha by
Tanto a Sociologia e Psicologia Social, ao se
depararem com os estudos comparativos do comportamento animal (irracional) e
dos humanos, estes ramos científicos perguntam: quem é mais racional? O homem
ou o animal? Quando os vários feitos, expedientes, atitudes, decisões e
escolhas das pessoas se nos apresentam, damos inteira e absoluta razão a estes
abnegados agentes científicos, pesquisadores de humanidades (Sociólogos,
Psicólogos e Antropólogos, por exemplo), estes que dedicam suas vidas ao estudo
da “evolução do homem”. E é muito justo e meritório que louvemos a dedicação
desses homens, incansáveis e curiosos na busca e deslindamento da natureza
desse bicho classificado como homo sapiens sapiens. Em face de certos
comportamentos, homo demens!
“Há homens
que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os
que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes
são imprescindíveis” Bertolt Brecht. Os cientistas de todas as áreas, são
destes aqui lembrados por Brecht. A eles nossos encômios e louvores, porque dão
suas noites de sono, de farras, de festas e convívio familiar, pelo bem da
humanidade. Um belo exemplo, foram os
biomédicos, virologistas e imunologistas que sintetizaram as vacinas da covid19,
salvando milhões de vidas da morbidade e morte pelo novo coronavírus/agente da
covid-19. Já está velho, velho coronavírus.
Dos
comparativos dos animais e dos humanos. Pode-se elaborar centenas de pequenos e
grandes atos que desqualificam os humanos como racionais, inteligentes e
superiores aos outros animais. Esse comportamento e gosto das pessoas, se
tornaram fácil de análise na era pós-moderna pela vigência da Internet e Redes
Sociais. Mais especificamente pela divisão podre e ala antissocial das mídias
sociais. Há que diferenciar: Porque existem a internet e redes sócias do bem, e
as alas do fútil, do nocivo e tóxico. Veja o caso da chamada deep web e dos
apps do mal, do chulo, do nocivo, do bizarro e idiota. Ao gosto e apreciação de
vastas multidões de gentes>Instagram, Xis.
Uma
pesquisa de uma ONG britânica, que municia os referidos pesquisadores e
cientistas de humanidades como os citados neste caput, discorre com propriedade
e consistência, a respeito do decréscimo cognitivo e intelectual dos usuários
adictos e dependentes dos objetos digitais, com destaque às telinhas dos
celulares. Um indicativo dessa involução mental e social, é o fato inconteste
do celular ter se tornado parte da anatomia corporal de seus hebetados
(idiotas) possuídos. Surgiu esse novo diagnóstico, a ser incorporado ao DSM-V,
a possessão digital, a exemplo da demoníaca.
Há que se
fazer de forma coerente e com razoabilidade (razão e cognição) esta recomendada
indicação. Fazer uso inteligente, produtivo, cultural e informativo útil de um smartphone
é possuí-lo. Isto é, ser o dono e usuário possuidor do objeto e não ser
possuído pelo objeto e recursos da Internet. Possuir e não ser possuído, de
forma escrava e servil dos objetos de mídias e da Internet. Muitas pessoas viciadas de celular e redes
sociais, apresentam o que as Ciências chamam de possessão digital, com o mesmo
espectro dos sinais e sintomas do transtorno da ansiedade digital.
A
Sociologia Digital/divisão de estudo da Sociologia Geral e Psicologia Social,
listam vários expedientes, gostos e aquisições que levam essas pesquisas em indagar
e questionar a classificação do animal humano como racional. Abaixo alguns
exemplos bem encontradiços e cediços de nossos tempos.
Atentem bem
aos estrupícios e trambolhos que tantas pessoas adicionam às suas vidas.
Geração e engorda de um filho, sem o devido suporte moral e intelectual e
financeiro para sua instrução, educação e formação escolar padrão e útil.
Quantas pessoas não caem nesta esparrela e canoa-furada! A vida está cara e
árdua; a pessoa tem esta clara certeza; ah, mas eu quero criar um cachorro, um
gato, um pet. Falta o que aqui? Planejamento, previsão de cuidados, dissabores,
gastos, ração, higiene, privação do animal em apartamento. E chamam o bicho de
pet de estimação. Imagine, se não fosse!
E assim,
são outras opções e escolhas, estrovengas, estrupícios, privação, sofrimento,
carência, compromissos infindos, promessas feitas. Pactos conjugais e depois
depressão, ansiedade, vítima de desrespeito, adesão a dividas, boletos
bancários, compras parceladas. E mais, repassar e compartilhar esses
dissabores, trambolhos e fadigas a outras pessoas parentes e próximos. É demais
viver tais vidas sem planejamento, previsões, organização. Enfim, são esses
tipos sociais com que temos que conviver e os aturar!
Só para
finalizar, e uma reflexão simples dos trambolhos voluntários que certas gentes
incorporam em suas vidas. Aquela família que se priva de certos utensílios por
poder aquisitivo baixo; aquela jovem ou madame que para sua autonomia pessoal e
ajudar no orçamento da casa rala o tempo todo; aquele chefe de família que
passa certas privações e desejos não cumpridos! No entanto essa família, esse
membro parental adota, adquire, compra, voluntariamente um periquito, um
papagaio, uma catatua, um pet pulguento e fedido! Por que dessa citação? No
frigir das coisas, essa família, essa madame, se cair morta, não tem como
custear os rituais póstumos! E todavia, incorporam em suas vidas esses citados
trambolhos! É de se ver por aí. Não é raridade hein!
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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Midiáticos e Monitorados pela Justiça> by
Com efeito e deixando seguidores e fãs contrafeitos
e justiça e sociedade satisfeitas, vimos a concessão de liberdade relativa à
bonitona e turbinada, à base de silicone e Botox, Sra. Deolane Bezerra.
Observação importante: ela vai para casa com esta concessão, mas cumprindo
cautelares e regras éticas, morais e legais, impostas pela Justiça de PE, onde
se encontrava presa, no presídio “Bom Pastor”- Recife. PE. Pelos indicativos de
Polícia Civil e Justiça de Recife, sra Deolane (ex participante de Reality
Show), é acusada e indiciada/ fase ainda inquiritorial e oitivas, acusada de
traficâncias envolvendo apostas online (Bets), lavagem de dinheiro e associação
criminosa. Ao que anunciado por autoridades e Justiça, trata-se de uma empresa
familiar, todos são coparticipantes no esquema criminoso. Família unida como se
vê!
Por outro lado, quem não conhecia bem, como
este modesto escriba, tomou ciência de traficâncias e negociatas do midiático e
publicista, cantor sertanejo Nivaldo Batista Lima, vulgo Gusttavo Lima (Gustavo
com dois Ts). Bem a caráter pela natureza dos negócios. Até esta data, o que
informa a Justiça é que Nivaldo, ou melhor, vulgo (não vulgar) cantor Gusttavo
(2 tt), está envolvido nos rumorosos e cabulosos empreendimentos: apostas de
jogos online, ditos Bets, lavagem de dinheiro, venda esquisita de aeronave,
viagens a Grécia para celebrar seu aniversário, e ajuda na fuga de foragidos da
Justiça! A ver, não é! Ainda fica uma pergunta, o que estava fazendo o
governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na festa do sertanejo, na Grécia? Ele
aparece em meio aos convivas do rega-bofe do aniversariante, entre esses os
procurados pela Justiça Brasileira. O que fazia nosso retorico e muito bem
articulado Ronaldo Caiado? A ver!
Continua essa digressão noticiosa. A menção a
esses dois fatos- Sra Deolane e Gusttavo Lima, sob investigações policiais e de
Justiça de PE, o porquê, essa referência se faz como mote ou glosa à seguinte
questão: a que ponto chegamos na qualificação de pessoas que arrebanham milhões
de seguidores e discípulos, em nosso País e Mundo. Porque não é característica
de Brasil. Basta lembrar de Donald Trump, candidato a presidente nos EEUU. Do
fraudador de eleições na Venezuela, tirano Nicolás Maduro, e outros ditadores e
seus seguidores pelo Mundo. Ainda lembrar, que só existem ditadores autocratas
porque existem os seus acólitos, admiradores e apoiadores, os bajuladores, os
serviçais e cativos do ditador em atividade ou candidato a sê-lo! “Servidão
voluntária!
Analisando bem os qualificativos e predicados
desses influenciadores midiáticos, cantores, formadores de “opinião”, no
sistema maria-vai-com-as-outras, no sistema tente ser o que eu sou. Siga-me e
você pode ser tão famoso ou rico como
eu, faça tal plástica ou botox e será a mulher maravilhosa e curtida do Instagram,
etc, etc. Que predicados são necessários: corpos turbinados por plásticas,
botox e academia de ginástica, beleza escultural como Gusttavo Lima e Deolane
Bezerra, mulheres de glúteos e mamas salientes, homens malhados, sensuais e
sexistas! Serem esses e essas de boa
dicção, boa comunicação e convencimento. Eles têm o segredo de conquistas
namoradas e ficar rico.
No íntimo e ao cabo, esses tais e quais
influenciadores digitais, sob o crivo intelectual e cognitivo, são lídimos e
legítimos rebotalhos e mentecaptos. Muito ao caráter e nos moldes do famoso e
fanático Jim Jones (Indiana EEUU- 1931-1978), imitado como Tim Tones pelo por Chico
Anísio. Esse então televiso da época, conseguiu arrebanhar milhares de
seguidores, e com suas pregações fantasiosas, imprimindo medo e terror nas
pessoas, prometeu o paraíso pós morte aos seus apoiadores. Os efeitos
sugestivos foram tantos e tão perniciosos que dezenas de fiéis cometerem
suicídio por envenenamento, em seu templo de sermões, em Jamestown – Guiana (ex
território britânico).
Assim, guardadas as proporções, muitos desses
adeptos, os acólitos digitais e seguidores desses rebotalhos e hebetados das
redes sociais (os influencers), que imbecilizam e idiotizam as pessoas que os
apoiam e admiram. Temos, assim, nos nossos tempos digitais e de redes sociais,
os Jim Jones modernos e seus discípulos. E estes igualmente ou mais hebetados e
mentecaptos que seus formadores e passadores de opinião. Que mundo, que tempos,
que valores, que contracultura. Oh, céus! Oh, Vida; oh, azar. Hoje, para
lembrar, a Guiana é o 3º menor pais da América do Sul, Suriname, Uruguai e
Guiana, nesta ordem crescente de grandeza.
Em tempo, ao finalizar este artigo, e faço
aqui este reparo, Justiça de PE, 2ª Instância/através de um de seus membros,
desembargador, que ainda não sei o nome, acaba de conceder um habeas corpus a
Gusttavo Lima. O fundamento não se sabe. O que circula também é que O ministro
Cassio Nunes do STF, esteve na festa de Gusttavo Lima, na Grécia, em seu
aniversário. A ver!
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As Escolas de Instrução de Redes
Sociais>Instagram by
Um interessante estudo nos chega da Oslo
University – Noruega. Ele se refere à conexão das chamadas redes sociais,
nomeadamente o Instagram, com o grau de cultura de usuários de mídias digitais,
dos dois gêneros, homens e mulheres. Este braço do estudo foi desenvolvido no
Brasil, entre 2019-2024, período de 5 anos. Foram ouvidas 10 mil mulheres. Cada
braço da pesquisa envolve sexos separados. São estatísticas, análise
sociológica, psicológica, neurolinguística, grau de conhecimentos técnicos e
culturais das pessoas, e o desenvolvimento social, ético e cultural das usuárias
(braço estudo mulheres), ao longo do tempo, pessoas que detém pleno domínio no
uso dos recursos de mídias e suas conexões com o mundo virtual. Em suma, uma
vez adultas e formadas no grau de escolaridade e cultura escolhidos para suas
vidas e o seu estar ou estadia no planeta, sociedade meio familiar e doméstico,
o que essas pessoas usuárias massivas de redes sociais/Instagram, o que elas
fazem como incremental e progresso em suas vidas? Estagnação ou evolução? Eis o
escopo primeiro do estudo.
Mesmo que de forma clientelista e
amadoristicamente, uma exigência da pesquisa foi o domínio dos objetos de
mídias, em especial o smartphone e os recursos disponíveis de redes sociais,
como o Instagram. Pessoas que não
mostram esse domínio e manuseio elementar, não entraram e não entram na
pesquisa. A justificativa é que, o fundamento e busca do estudo é essa conexão:
o ganho cultural, de conhecimentos e informações utilitárias na vida, na
profissão, nos labores das pessoas usuárias das redes sociais.
Alguns dados são instigantes e curiosos. Assim
mostra o estudo, no braço Brasil. Em março de 2024, foi feito o mesmo estudo,
envolvendo 95,6% das mesmas usuárias. Portanto, muito representativo em termos
comparativos e ativos. Porque se vê, o quanto traz de credibilidade esta
análise multivariada com seus desvios padrões do impacto dessas mídias
digitais, nomeadamente Instagram, no incremento e desenvolvimento cognitivo,
intelectual e social das mulheres usuárias e conectadas no Instagram.
Faz-se oportuno refrescar a memória de
brasileiros e eiras, que muitos desses provedores como Tik Tok, rede X e Insta,
possuem poderosos, camuflados e eficientes algoritmos e mecanismos de tornar as
pessoas viciadas, adictas de seus recursos. Ao que traduzindo de forma livre,
palavras do estudo, uma modalidade de hebetização ou imbecilizaãao dos
clientes, de forma interesseira e como alvo os adolescentes, crianças e jovens.
Porque estão em fase de maturação
cognitiva, intelectual, facilmente doutrinados a essas plataformas.
Vamos a alguns dados conclusivos da pesquisa,
nesse período 2019-2024. São instigantes, bem a caráter, bem confluentes com
dados empíricos e de opinião de muitos especialistas, na chamada
webdependência, ao niilismo digital. No bojo da pesquisa são citadas por
exemplo os distúrbios psíquicos e cognitivos causados pelo uso indiscriminado
de Internet e as futilidades das redes sociais. Há menção aos chamados
diagnósticos de nomofobia, fomofobia e depressão digital. São espécies de
neuroses de angústia digital.
O estudo/pesquisa no braço Brasil, traz
conclusões do que os analistas multidisciplinares chamam por exemplo de, numa
tradução livre: truísmos, tautologia, platitudes e singularidades pueris. E
essas se caracterizam, conforme dados tabulados da pesquisa > www.women.reel.br > Essas
revelam que no que concerne aos valores culturais e de cultura dessas mulheres
do Instagram.
Em suma, a maioria dessas mulheres de Tik Tok,
face, ex Twitter, passados 5 anos de reanálise, não sabem o regime de governo
do Brasil, como se compõe o congresso nacional, como se forma os chamados 3
poderes, que a água é um composto de duas substâncias (H2O), porque a água
apaga o fogo, qual o gás mais presente na atmosfera etc. As postagens massivas
dessas instagramáticas são sempre posts de influenciadores de idêntica forma
hebetados e imbecilizados. Comidas,
bichinhos, pets, pratos de comida, cenas pueris e outras bizarrices,
platitudes, infantilidades e mediocridades! Oh, céus, oh vida, oh azar.
Doncotô, proconvô. Ninguém sabe o
caminho. Êta mundo de frivolidades e baixarias cognitivas e analfabetismo
funcional. Em uma frase; grande parte das mulheres do Instagram, passados 5
anos, erraram a maioria das perguntas, de nível do ensino fundamental I e II,
mostrando estagnação ou involução cognitiva e intelectual.
Uma vez mais, registra-se: todas as
tecnologias foram e são concebidas, desenvolvidas, aprimoradas (caso de
Internet e redes sociais) para o bem, para auxiliar as pessoas de bem, em suas
atividades de entretenimento, lazer, cultura e formação intelectual. A questão
está no nocivo uso e distração fútil, apenas, que homens e mulheres fazem
dessas tecnologias. Caso da faca de cozinha e do martelo. De vez em quando
alguns usam-nos para ferir e matar o outro.
João Joaquim - médico e articulista do DM
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O Caso enganoso do sutiã, da noiva e casada by
João Joaquim
Em 2015, o Deputado Gilmar Fernandes
Quintanilha (DEM-RJ) apresentou à comissão de constituição e justiça da câmara
dos deputados, em Brasília, um projeto extremamente polêmico, e evidente
reprovado. O projeto contra a comercialização e utilização do sutiã com bojo no
Brasil.
Segundo o deputado este acessório promoveria o
crime da propaganda enganosa na medida em que sugeria que o busto da mulher
fosse rígido como se mostrava pelo sustentáculo íntimo das mamas.
Afirmava ainda que “o jogo da sedução se dá
numa relação de oferta e procura. As mulheres se valem de adereços desonestos
para publicitar seus corpos e potencializar sua possibilidade de seduzir. Usar
elementos que driblam a percepção plena do produto que o consumidor do atributo
irá consumir é crime”.
“É deveras frustrante para o homem ao
desabotoar o sutiã e perceber o seio da sua desejada desabar abruptamente.
Perdemos a excitação e somos abatidos pela frustração de termos sido enganados
por este truque infame”. Afirmava Quintanilha. E mais: “Do ponto de vista legal
a publicidade enganosa é compreendida como aquela que mente sobre produtos ou
serviços ou deixa de dar informações básicas ao consumidor”. Obs, esse relato
aqui posto consta nos projetos de lei do então deputado, no site da Câmara,
mídias e internet.
Ler um projeto de lei desse então deputado,
soa ao menos hilário e risível, para não dizer frívolo e de uma idiotia
pantagruélica. Ou seja, sendo mais civilizado, é muita falta do que fazer e
criar em mente de um representante das necessidades e aspirações dos eleitores
e leitores de um parlamentar.
De igual natureza e estultice é “para
lamentar” a ideia de nosso presidente Lula, com a volta do horário de verão.
Porque provado já foi, em se falando das regiões, onde implantado, trazer mais
danos e sofrimento que a desprezível e questionada economia. Tipo a fruta
jabuticaba, que dá no pau da árvore; e se não exclusiva, mas bem típica de
Brasil. Há outras jabuticabas como tais.
Em se tratando e discorrendo sobre propaganda
enganosa falsa, vale esse caso social concreto e bem reto. Lembro bem do relato
intimista de um amigo que me contou do porquê ter se divorciado tão
precocemente da mulher, com a qual teve um filho. O Sr. JSP, 45 anos,
engenheiro florestal e trabalhador, metódico e disciplinado, casara aos 34 com
uma linda jovem de 30. Conheceu-a em um sarau. Bela jovem, vistosa, bem
penteada, perfumada, atrativa de físico e comunicação. Namorou e noivou durante
12 meses, casou e logo a mulher engravidou. De namoro e noivado a moça
trabalhava de auxiliar contabilista com um tio. Uma vez casada não quis mais
trabalhar de contadora. Estava cansada.
E aqui, conta-me de forma bem-humorada o
engenheiro amigo. Ao que ressuma o relato, ele foi surpreendido no enredo do
“Me engana que eu gosto”. Ou em um paralelo do conto do vigário. A mulher que
de solteira aparentava com notas esverdeadas de dólares ou esmeralda,
transcorrido o registro conubial, voltou às suas inclinações naturais ou educacionais
de lambona e sugismunda.
Quem era o personagem de quadrinhos
sujismundo? Quem era esse tal? basta
revisitar o personagem em quadrinho de 1972, de Ruy Peirotti (1937-2005). Sujismunda! Aquela figura que não gostava de
tomar banho, de lavar mãos antes de refeições e pós micções, de andar desgrenhada,
se em casa estivesse todos os dias, que pouco se importava com o próprio lixo
produzido. Lambona, lambona, porcalhona! Se tem os homens há também as mulheres!
O marido engenheiro foi criado e formado com
disciplina e higiene em tudo. Não suportou, dela se desvencilhou.
Trabalhosamente, burocraticamente! Filho menor de 8 anos. Adivinhem com o quem
quis ficar o filho! Com o pai. Surpresa?
Moral dessa história: assim caem muitos homens
ou mulheres na chamada esparrela. O que vem a ser. De solteiro ou solteira, o
homem ou muito comum, a mulher. Vaidosa, perfumosa, limpinha para o cinema,
sarau, comes e bebes, pizzas e churrascos. Faz até academia e mostra-se vaidosa
e magra. Casada e garantida, se torna sedentária, feia, obesa, estilo baranga,
desmazelo e porcalhona. E há homens e mulheres que aguentam! Tolerância,
toleima, complacência e dó? Ou vem a solução plano B, separação, cessação!
João Joaquim - médico e articulista do DM
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Modelo de carapuça by
Aprecio muito os pareceres e
pesquisas do ilustre psiquiatra Paulista, professor Phd Guido Palomba, expert e veterano em
psiquiatria forense, e que versa com muita eficiência e proficiência em áreas
de Filosofia, Humanidades, Sociologia e Criminologia . De igual forma e
proveito o psicólogo forense Manuel de Ávila Cerqueira; este, dedicado à
avalição de personalidades e perfil social e relacional de pessoas que buscadas
pela Justiça de São Paulo, interior e Capital, são a pedido judicial, avaliadas
por esses profissionais, com os chamados teste de personalidade e
criminológico. Ou teste perso.
Na avalição dos qualificativos
personalíssimos do indivíduo, é de se sublinhar o teste do que seja um
indivíduo folgado (homem ou mulher), já explicando o significado de indivíduo,
substantivo de 2 gêneros, que designa a pessoa humana, no caso, porque pode ser também animal. Muito instigante é esse
modelo de teste infalível dos qualificativos sociais, relacionais e morais da pessoa.
Ao certo são testes também denominados criminológicos, extensivos em compreensão,
ao que sejam os indivíduos aceitos como normais, os desadaptados, os
sociopatas, os desviados dos critérios padrões.
Após qualquer entrevista, ou que
o profissional aqui citado, um desses apontados aqui no texto. Que o psiquiatra
ou psicólogo forense já conheça o tipo de pessoa. Em seguida, que faça uma
descrição minudente, bem aproximada dos quesitos éticos, morais e sociais, da
pessoa. É a caracterização social, cultural e moral da pessoa. Sem nominar e identificar esse avaliando. Seus
predicados, ou melhor seus vícios, baldas, sestros, esgares, meneios,
morfologia, caráter. Tudo assim elaborado, a pessoa em teste vai ler o texto,
com parcimônia, e sem acrimonia que seja, ou eudaimonia. Porque cada qual traz os seus significados e
significantes de felicidade, bem-estar, qualificativos sociais e morais.
Em seguida que seja tomada a
reação dessa pessoa testada. Sua irritabilidade, sua queixa a amigos ou
comparsas próximos, sua decepção e mensuração de seu melindre. Atingido o pico
destes quesitos, está concluído o teste. Não há nada a acrescentar. Ela passou
no teste e seu caráter e desqualificação estão documentados. Teste de
personalidade positivo.
Uma pessoa mais simples ou
modesta, em estudar esses testes de avaliação, concluiria: a carapuça ou gorro
serviu direitinho. Teste provocativo positivo. Porque vamos listar aqui exemplos
bem acacianos ou infantilizados. Como o são muitos desses tais, quantos e
quejandos avaliados. Imagine este articulista aqui ser tachado, sem ser taxado,
de careca, de gay, de golpista, de inadimplente ou caloteiro, de vida estroina
e estrovenga familiar, de embusteiro e bisbilhoteiro. Assim posto, este
signatário, sequer se lixa para esses apontamentos. Como alguém que não é
golpista ou de fancaria vai achar ruim de assim ser titulado, se esse alguém
passa a infinita distância desses labéus e vilanias?
Um especialista nessa temática,
afirmou com muita propriedade. Quer comprovar os vícios e defeitos de uma
pessoa que os tem, mas nega. Faça uma resenha ou laudo sobre ela. Sob forma de
uma contra homenagem. Diga tudo sem biocos ou rebuços. Permita que essa pessoa
leia com clareza o texto. Se essa dita e indigitada pessoa, sentir seu melindre
afetado e lesado, se ela se irritar, se reclamar a terceiros ou ao autor do
texto se negando a ser o descrito, significa o que? Assunto pacificado e
encerrado. A pessoa é tudo descrito e mais alguma coisa! Infalível teste.
Porque conforme especialistas no politicamente correto, se se quer agradar uma
pessoa, enchê-la de empáfia e confiança, do chamado autoengano moral e ético,
fale das virtudes e qualidade que ela não possui. Perfídia, perfídia, perfídia.
Aí, sim, o elogiador se colocará em alta estima dessa adjetivada. Falsa e
mentirosamente!
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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Tortos e Mentecaptos by
Dias desses, mês de setembro de
2024, ouvia-se uma entrevista do Historiador Marco Antônio Villa- SP Capital.
Ele se referia a certo candidato à prefeitura de SP Capital, e comentava sobre
o perfil ou folha-corrida criminal desse concorrente ao palácio municipal da
Terra da Garoa. Penso que se qualquer leitor buscar na internet e redes
sociais, não será difícil identifica-lo pelos qualificativos antissociais e
incivilizados. Ao que parece é de provocar inveja em qualquer malandro, folgado
e desqualificado das hordas criminais do baixo clero, como se refere o próprio
historiador. Porque o historiador Villa entende de histórias pessoais de
figuras públicas, de Brasil e biografias em geral.
Avezando-se na oportunidade
ancilar do aqui indigitado especialista (Marco Villa), pode-se discorrer e
alargar ainda mais essa questão, do quão existem de gentes ordinárias, baldas
ao naipe de educação social e ética. São pessoas, são povileu e gentalhas
animalescas, em todas as searas da vida humana, a muito difícil e complexa
sociedade animal. Há de fato e concretamente, certos tipos de indivíduos,
homens e mulheres, pouco importam o sexo, o gênero, a preferência, as escolhas sociais
e sexistas dessa gente, indivíduos antissociais; há certos tipos que têm
incompatibilidade de viver de forma ética e honesta em sociedade. Por isso
deveriam viver apenas com os de sua iguala. Os lé com lé, cré com cré!
A coisa, quer dizer, a
existência e convivência de certos tipos psíquicos ou psiquiátricos, sociais e
familiares de certos homens e mulheres, tornam-se pesados, sofríveis,
agastantes e rebarbativos e pernósticos. Para quem? Para aquelas pessoas tidas
e concretamente provadas serem pessoas normais, éticas, civilizadas,
respeitadoras e gentis. Muitos são os
tipos de indivíduos que lhes aplicando um rigoroso filtro de personalidade e
civilidade, eles são sumariamente reprovados. Tendo-se em consideração o
convívio harmonioso e cooperativo entre as pessoas de bem, operosas, produtivas
e sérias. Conforme a frase de certo homem público (?): “ de longe todos são
normais, ao se aproximar sobra pouca gente normal e civilizada, basta conversar
um pouco”.
O que nos ensinam as Ciências
Humanas, como Sociologia, Psicologia Social e Antropologia? Basta centrar nos
predicados da personalidade da pessoa. Quais são os determinantes ou fatores
formadores do perfil social e convivencial do indivíduo? Existe a herança
genética influenciadora, da qual todos os ramos do saber falam de forma
convergente, uníssona! Entretanto, não se pode desgarrar da chamada herança social
familiar. Cada pessoa é em grau elevado o que são os pais. E vêm as razoes.
Conforme teorias e ensinamento científicos, existe um espelhamento do perfil e
da personalidade dos pais nos filhos, via essas duas heranças: uma genética,
adicionada pela herança ética, social, cultural e valorativa da família. Teoria
do espelhamento, que não falha.
Os qualificativos éticos,
sociais, culturais e laborativos da pessoa têm tudo a ver e estreitos laços com
o que sejam o pai e mãe da pessoa. São
dados sociológicos e antropológicos. Se o sujeito nasceu psiquicamente e
organicamente normal (mente sã em corpo são), uma educação padrão, correta,
corretiva e exemplar o tornará o espelho do pai e da mãe. Ao contrário. Tome-se
um típico caso social. Filhos e filhas de um pai bebum, folgado, omisso e
desdenhoso na criação e educação dos filhos. Mais, uma mãe de baixo cabedal
cultural e escolar (cultura de novelas, big Brothers, reality show, redes
sociais). Pergunta: o que esperar dos qualificativos éticos, sociais e de convivência
e produtiva desses filhos? Honrados, trabalhadores, independentes, autônomos,
civilizados, responsáveis solidariamente nos deveres de cuidados de um
ancestral inválido e doente? (Mãe, pai, avós)? Improvável que o sejam!
Para concluir. Vamos tomar as
pertinentes palavras do historiador Villa (jornalista e Youtuber). Muitos são
esses tais e quantos indivíduos. “ Autênticos rebotalhos e cloacas humanas”.
Esses tais e infestantes indivíduos, homens e mulheres estão por aí, em nosso
meio. A questão posta é esta: se em uma campanha eleitoral, o convívio é
temporário e passa, não gera desgaste e contaminação. O que é menos penoso! Agora, imagine quando
essa caterva ou turba de gente, está em nosso círculo familiar, onde não se
pode romper relações sociais, pelo politicamente correto. Então haja fadiga,
arrufos, tédios, paciência e resignação para tolerá-los. Nada leve ou cívico.
Toupeiras, trogloditas, rebotalhos e mais alguma coisa de incivilizados. Não
são encontradiços, mas esses “cidadãos e cidadãs não são raros em algumas
famílias”. Então haja, insônias, enxaquecas, depressão, ansiedade.
João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
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Os Triques Troques do TiK Tok by
Leiam os parágrafos a seguir:
“A qualidade dos conteúdos
nas Redes Sociais está caindo, e algumas plataformas contribuíram para isso,
tais como TikTok, Kwai e o próprio
Instagram, que acabou se adequando para não perder usuários para outras
plataformas. Isso também abre oportunidade para novas profissões como as
de Fofocalizador ou Cuidador da Vida Alheia, afinal existem postagens através do Reels, Status ou Stories, e das próprias postagens, sabemos exatamente o
que a pessoa está sentindo naquele determinado momento: fragilidade, estresse,
raiva, indignação, felicidade, alegria, revolta, briga com namorado ou
namorada, fé, inveja, racismo, intolerância, entre outros. As pessoas estão
implorando por atenção e querem ser notadas a qualquer custo! As pessoas que vivem só de fofoca seguindo perfis de
gente famosa.
Em um estudo de pesquisa realizado pelo
Departamento de Sistemas de Informação da TU Darmstadt (Prof. Dr. Peter
Buxmann) e o Instituto de Sistemas de Informação da Humboldt-Universität zu
Berlin (Dr. Hanna Krasnova), os membros do Facebook foram entrevistados sobre seus
sentimentos depois de usar a plataforma.
Mais de um terço dos entrevistados relataram
sentimentos predominantemente negativos, como frustração e inveja. Os
pesquisadores identificaram que invejar seus “amigos do Facebook” é o principal
motivo desse resultado.
A gerente de projeto, Dra. Hanna Krasnova, que
atualmente é pesquisadora de pós-doutorado na Humboldt-Universität, explicou
que, “embora os entrevistados relutam em admitir sentir inveja enquanto estão
no Facebook, eles geralmente presumiam que a inveja pode ser a causa por trás
da frustração de “outros” nesta plataforma — uma indicação clara de que a
inveja é um fenômeno saliente no contexto do Facebook e do Instagram. É muito mais fácil postar um
prato de sushi para despertar a ira das pessoas do que estudar e programar uma
postagem científica e de conteúdo”.
Por Alex
Branquinho Bacharel em Direito apaixonado por tecnologia
E assim caminham os rebanhos e turbas de
pessoas. Muitas dessas tais e qualificadas, por elas próprias em seus perfis no
Instagram. Elas se tornaram cativas, embevecidas e sedadas, alienadas nas suas
páginas públicas da Internet. As redes sociais se tornaram um laboratório a céu
aberto para pesquisadores, sociólogos, psicólogos sociais e críticos sociais.
Tudo grátis, graciosa e difusamente provado.
Ao menos nessa questão, a Internet e suas
ubíquas plataformas digitais nos oferecem, nos brindam com esse qualificativo.
Porque antes, precisava de a pessoa autorizar ser entrevistada, de falar do que
elas pensam, sua cultura, sua contribuição crítica e cultural do meio social
onde inserida. Agora, não! Agora há uma profusão de dados pessoais, da
intimidade, do cabedal, ético, social e profissional ou de vagabundagem dos
internautas. Frívolos e fúteis navegantes.
Muito instigante e curioso se torna o
fundamento que cada usuária (mais mulher, por que será hein?) posta. Ela se apresenta
para acreditar e ter convicção em suas ocupações diárias, seja na vida prática
cotidiana, e que ela posta em seu Instagram. Imagine aquela mãe, pode ser
também o pai, cuja centralidade de sua cultura e cabedal intelectual, seja o
que os seus influenciadores digitais publicam e repassam. Esses tais e
duvidosos niilistas digitais são os messias da modernidade, dos tempos
midiáticos. Temos então os seus discípulos, alunos, aprendizes e sectários,
acólitos e repassadores de cultura. Ignóbil cultura!
Esses influencers, pode ser qualquer
rebotalho, ou as cloacas sociais, como um de sobrenome Neto, ou de sobrenome
Marçal. Não importa! Em que esses tais e desqualificados humanos creem e
apregoam? Em abracadabra, em preces mágicas, em óleos milagrosos, em infusões
para cura de depressão e ejaculação precoce ou frigidez feminina. Em fetiches,
em gatinhos mimosos, em filhotinhos de cães ternos etc, etc; e tal e coisas
mais.
Nos chamados “reels” editados pelas pessoas
que instam. Explica-se para os “baixos culturais” das redes sociais. Existe o
verbo instar. Quem insta é porque tem pressa, sem raciocínio, os embotados de
raciocínio abstrato, de cognição parva e tarda. Tem-se uma foto, um vídeo,
nesta instância, na pressa, há um filtro e a pessoa envia aos seus contatos. Risíveis
e ridículos.
Exemplos de platitudes e abobrinhas do
Instagram. Tudo aspado: você viu a foto da fofinha que te mandei? Você não
respondeu! Olhe e me fale se ficou boa. A tá. Eu vejo! Viu a foto do prato que comi?
Um.. tava uma delícia. Sabe o cachorrinho que ganhei? Eu desisti, quando peguei,
ele era tão fofinho, agora 4 meses, pesa 15 kg, e faz a maior anarquia dentro
do ap. Morde meu sofá, faz xixi no piso, cocô. Eu nem imaginava, acho que vou
desistir dele! Santarrã e ínfima inteligência. Não lembrou que um filhote de
cachorro cresce! E rápido.
Digo eu, o editor: Jesus, socorra-me.
Abracadabra! Que mundo fútil e oco de sentidos! E ainda há os horrores da
linguagem paupérrima. E imaginar que muitas e muitos desses usuários, portam,
guardam diploma de curso superior: Administração, Língua Portuguesa, Direito.
São, por assim dizer diplomados nessas áreas. Já imaginou! Profissionais, não;
remotos a esses misteres. Ah, mais um dado de estudo vertical. Alguns desses e
essas, detém bons empregos, órgãos e tribunais de altos coturnos. Um dia,
treinados, passaram em concurso! O ofício fica fácil, porque a IA ajuda, há os
algoritmos, softwares do faz assim e assado. Qualquer secundarista, faz as
mesas tarefas. Eh Brasil!
João Joaquim
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O RECUSADO PORQUINHO DE ESTIMAÇÃO by
Já vou logo admoestando que não sou muito de falar por
calembur. Calemburar ou perifrasear não é de meu gosto. Porque há pessoas que
vivem nos seus triques troques. Outros e outras em suas pacholices. Gente
pachola, madraça cheias de si e soberbas. Há gente que tem a propriedade do
instrumento musical tambor. Este soa e ressoa porque é vazio, oco. Assim, são
muitas pessoas, si-cranos e si-cranas! Pasmem! Deliberem e vejam.
Quem lê por exemplo a magnifica obra Memórias Póstumas de
Brás Cubas, há de lembrar a genealogia do personagem, Cubas! Ah, Cubas! Quantas
cubas. Tem-se por exemplo Brás Cubas (1560), Vila de São Vicente, Santos.
Épocas!
Olhe esta estória, veras, verossímil, arte imitando a
realidade. Conta-se que certo pai quis dar de presente um bácoro para o filho
de 10 anos. Menino muito arguto e racional, logo inquiriu e perquiriu do pai.
Por quê! Ora, filho, um bichinho de estimação! Mas, papai, estamos indo contra
a natureza, com certeza. O pai aturdido e surpreso, pergunta, me explica, filho
querido!
Contra a Natureza como a luz acesa sobre esta mesa. Sabe
por que? O bichinho não nasceu para ser companhia de gente, gente pequena ou
grande. E tem mais, não é de sua inteligência e gosto, ficar preso, cercado por
paredes e luxo. Olhe bem onde ele foi criado e crescido. Com a mãe e seus
irmãozinhos, os porquinhos e sua mãe. Não; eu vou pedir para o senhor me
arrumar outro presente. Como assim, filho querido? Me fale!
Respondeu o filho: Sabe meu amiguinho, o Pedrinho
Henrique? O filho de um professor da minha Escolinha. Ele me contou que o pai
dele, o professor Adílio Novaes, quando criança brincava de livros, de colorir,
de montar quebra-cabeças, de tocar violão e flauta. E foi assim que ele formou
em duas faculdades. E assim, gostava tanto de brincar com os amiguinhos e
fingir de professor que virou professor!
Sabe o que eu quero? Aquela coleção de livros da turma da
Mônica, quero também uns gibis, uns cadernos de arte, de colorir, de jogos
matemáticos. Sabe por que? Porque quero ser um cientista, quem sabe até
astronauta. Sabe, pai, brincar eu brinco de vôlei, de sinuca, de tênis, de
pula-pula com meus amigos. Nem preciso celular, nem de tablet. Minha
professora, a tia de português, nos ensina que celular, Instagram, não ensina
nada que presta a criança.
Nisto, nesse meio termo, entra a mãe, que era engenheira
de alimentos, e preparava jantar com a irmã mais velha, Alicia Novaes. 15 anos.
A mãe, Maria Luzia, ou Malu, na intimidade. Completou a mãe a fala do filho. “Apoiado”, filho, Isto mesmo.
Porquinho, coelhinho, cachorrinho têm os direitos dos animais. Está escrito na
Lei dos Animais. “Apoiado”, vamos dar o presente de aprendizado que você
quiser. All Right”. E assim, cumpriu-se o desejo do menino (maluquinho por
aprender); cumpriu-se o dever de pai e mãe. Oh, Bendito o que semeia livros,
livros, cultura, educação, instrução, cidadania!
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Drogas do bem e Drogas do Diabo by
Conta-se e soa muito persuasivo e verossímil, vindo essa
narrativa da sabedoria dos tempos de Confúcio e Buda, que as drogas ilícitas
como o álcool, a maconha e a cocaína são uma invenção do diabo. Não leram mal,
não! Exatamente essa descrição e digressão que se faz aqui, replicando essa
sabedoria de milénios. Seria essa versão, em suma: as substâncias boas e de uso
medicinal, como o ópio, os analgésicos leves ou potentes como a morfina seriam
uma criação divina. As ditas drogas maléficas ou malignas, como as denominam
essa sabedoria oriental seriam uma criação do demônio, em uma tentativa
frustrada de imitação da criação divina.
De fato, quando se olha uma e outra substância, a do mal e
do bem, há toda uma destinação diferenciada. Tome-se o exemplo da morfina: ela
existe como uma criação benéfica, no aplacamento e mitigação do sofrimento, da
dor física, a mais insuportável, de um infarto agudo de miocárdio, por exemplo.
Tome-se o caso do álcool e dos danos que a bebida traz ao alcoólatra e seus
familiares domésticos, os que coabitam com o dependente e bebum. De horrorizar!
Essa mesma sabedoria oriental, faz outro paralelo, entre
uma criação divina versus uma diabólica: os anestésicos de variados graus,
desde um local ou geral. Imagine se tivesse que fazer uma cirurgia sem
anestesia, soa de fato como uma criação do bem, do benefício, da
bem-aventurança, de eliminar qualquer dor do paciente, em cirurgia. Já a
criação diabólica, os venenos de modo geral, inclusive dos animais peçonhentos,
capazes de provocar muito sofrimento, dores lancinantes e morte.
Há a explicação, até mesmo espiritual, de que quando sem
tem um drogadito ou alcoólatra em uma casa, basta um desses, toda a família do
convívio adoece junto. Faz todo o sentido e aceitação. Quanto mais próximo o
parente ou parenta, mais essa pessoa adoece junto com o bebem! É um adoecimento
emocional, físico e espiritual.
Doutrina e seitas como o budismo, o xintoísmo e o
espiritismo, nos passam essa preleção e interpretação. Do adoecimento
domiciliar de um bebum, um alcoólatra contumaz. A casa e domicílio comum de um
alcoólatra recalcitrante, continuado e desleixado com seus deveres de chefe de
família, aos poucos, lar e pessoas vão sendo invadidas pelos espíritos imundos
da criação diabólica, as drogas que entorpecem e conspurcam viciado e pessoas
próximas. É o que ocorre por exemplo com a mulher de homem em desmazelo
corporal e moral dominado pelo álcool. Essa esposa vai padecer o sofrimento
psíquico, depressão, tristeza, isolamento social, imunidade baixa e contrair
doenças malignas como o câncer orgânico. Porque de câncer psíquico e espiritual
ela já vem sofrendo com o marido bebum!
A História nos conta vários casos de homens públicos, e
esses são emblemáticos do que se dá com milhões de lares comuns pelo Brasil e
mundo. Como esses dois exemplos são falecidos, é hora de citá-los como modelos
de arruinação social, pessoal e familiar.
Camilo Benso (1810-1861), também chamado de conde de
Cavour, foi primeiro ministro da Itália (era Reino de Itália). Bebum de 1ª
categoria, arruinou a si, mulher e alguns filhos. Outro indigitado alcoólatra,
Otto Von Bismarck. Além de título de chanceler de ferro, foi um político
histriônico e fanfarrão, tipo Trump. Se fez contra a igreja católica, se
rebelou contra opositores. Ele criou o 2º Reich alemão. O sujeito era de
têmpera de aço, de tanto cruel, era um cachaceiro nas horas vagas. Mulher e
filhos, inclusive um filho bastardo, de igual forma adoeceram, a mulher morreu
de câncer, os filhos se embrenharam em depressão, danação financeira e outros
destrambelhos pessoais e fiscais. Tudo sob o império dos espíritos malignos da
bebida.
E para fecho de resenha sobre os cachaceiros e drogaditos,
os alcoólatras que põem suas vidas e vidas de seu entorno (esposas, filhos,
cuidadoras) na mesma canoa furada, nos barcos à deriva de suas vidas. Esses
tais e quais parentais se tornam doentes pelo vício e adoecem muitos ao seu
redor, os que se dispõem para ajuda e até obedecem às suas ordens e caprichos,
e vexames, e vergonhas ante outras pessoas visitantes. É o processo do
adoecimento domiciliar, no conceito de contágio mórbido dos espíritos malignos,
da Legião, outro nome do diabo. Vade retros, possessos e malignos do álcool e
drogas!
╬ ╬
Pouco pundonor e sem pudor. by
Em artigo bem singular, porque pouco estudado no Brasil,
falou-se no fenômeno da conformação, em uma analogia com a água. Porque ela é a
campeã em conformismo e conformidade. Esse trecho: “O que vem a ser o fenômeno da
conformação social? Existe uma certa analogia com a água na sua capacidade de
se amoldar, de se adaptar como conteúdo a um continente. Assim como a água se
conforma ao recipiente dela contido, um vaso, um duto, um copo, uma taça, uma
garrafa, uma ampola; nós humanos, em muitas circunstâncias e contextos, nos
conformamos às condições, fatos, comportamentos, atitudes, vícios, exploração
do outro, deslealdade, infidelidade, defeitos morais e sociais e outras
expressões e demonstrações fora dos padrões de civilidade e convivência social
ética”.
No
Reino Unido, em tempos pós Internet uma ONG, deu de avaliar o grau cultural,
social e valorativo dos usuários e usuárias de Internet e redes sociais. Quando
se lê por exemplo, os qualificativos e escores culturais, de valores e o que
professam e expressam milhões de clientes e consumidores de tik tok e
Instagram, por exemplo. Fica-se horrorizado e incrédulo com o que as pessoas
trocam de valores, mensagens, cultura, conhecimento do que para essas gentes
traz de crescimento e qualificação pessoal e cultural. Haja mediocridade!
Uma
ONG como essa, nos dá a exata métrica e ANÁLISE do que pensam, do que cultivam
consumidores dessas banalidades e platitudes, do que seja a desqualificação de
grandes rebanhos de gente que não passam um dia sem mergulhar nessas
futilidades. Torna-se até admirável de se imaginar, em se falando de gente, de
indivíduos com um gosto e predileção por um incremento de conhecimento que
traga algum benefício para sua condição de cidadania e agente apto a melhorar
sua inserção social, profissional, de crítica, de melhoria de si e de seu
entorno familiar e social. Haja mais
mediocridade!
Foi
o que delineou e diagramou essa recente pesquisa sobre o cabedal ou jaez, como
se traduz de forma livre, a respeito da maioria das pessoas que intercambiam com
usuárias(os) por exemplo do site Instagram. A lista de posts, vídeos, palavras
de ordem, truísmos, abobrinhas, frivolidades, até, acreditem, posts de
infantilismos e chulices; chega a dar engulho e nojo, o multitudinário de
besteiras e asnices editadas. Tudo feito sem nenhum pudor ou vergonha de ser o que são o usuário e usuária dessas bobagens.
Continua as mediocridades.
Porque
há de igual forma essa realidade. As pessoas não mais se coram, se enrubescem,
não se pejam e nem se envergonham com o seu baixo nível social e cultural. As
pesquisas feitas aqui no Brasil trazem essas perguntas. Tipo: você não se
incomoda com o que pensam quem vai visualizar as suas publicações? Você não se
incomoda com os vídeos frívolos e infantis enviados aos seus seguidores?
Não!
Não estou nem aí! Porque não sou o autor de tudo que posto e publico. Eh, mas
se você edita, publica e registra, você homem ou mulher, jovem ou veterano,
significa o que? Significa que
compartilha e se torna coautor (a) desse gosto, desse desqualificado post,
vídeo, mensagem, prece, abracadabra.
Porque,
em síntese e ao cabo, esta é uma outra realidade irreversível. A maioria, quase
a totalidade dessas pessoas de redes sociais, com fotos e vídeos disso e
daquilo, de si, de filhos e filhas menores, da intimidade de uma gravidez, de
um parto, de trajes sumários e quase nudez. Da própria nudez desavergonhada. E
tantas outras futilidades e infantilismos; essas tais e quais pessoas perderam
esses atributos morais e sensuais, o recato, o pudor, a intimidade; tudo jogado
no lixo! Tempos para lá de esquisitos e baixos! Arre! Cruz credo! São maltas,
são turbamultas e catervas de indivíduos com indicativos de que nada fizeram de
ganhos e incrementos culturais e tecnocientíficos na construção melhorada de si
próprios ou de filhos sob sua responsabilidade e instrução social ou ética. Um
quid e quejando indivíduo desse naipe e substância, vai espelhar em um filho ou
filha menor, os seus iguais predicados.
Pensemos
e reflitamos juntos e coesos. Uma mãe ou pai que permite que um filho ou filha
de 8 anos, 10 anos já exiba em alguma rede social, que tenha já essa liberdade
e domínio, essa mãe, principalmente ela, a monitora e educadora dessa filha. O
que esperar dessa criança, Criança hein, bem entendido! O que esperar dela
quando adulta? A conclusão é bem ao estilo de Acácio, o personagem de Moliere. Filho
de peixe, peixinho será. Filhos de corvos ou grifos, nunca viram águia!
╬ ╬
Nicolau
–Custódio-Irmã-Cunhado by
E o Nicolau
hein!
Um dia, estando
ele em casa da irmã,
perguntou-lhe esta por que motivo não adotava uma carreira qualquer, alguma
cousa em que se ocupasse, e...
- Tens razão,
vou ver - disse ele.
Interveio o cunhado e opinou por um emprego
na diplomacia. O cunhado principiava a desconfiar de alguma doença e supunha
que a mudança de clima bastava a restabelecê-lo. Nicolau arranjou uma carta de
apresentação, e foi ter com o ministro de Estrangeiros. Achou-o rodeado de
alguns oficiais da secretaria, prestes a ir ao paço, levar a notícia
da segunda queda de Napoleão, notícia que chegara alguns minutos antes. A
figura do ministro, as circunstâncias do momento, as reverências dos oficiais,
tudo isso deu um tal rebate ao coração de Nicolau, que ele não pôde encarar o
ministro. Teimou, seis ou oito vezes, em levantar os olhos, e da única em que o
conseguiu, fizeram-se lhe tão vesgos, que não via ninguém, ou só uma sombra, um
vulto, que lhe doía nas pupilas, ao mesmo tempo que a face ia ficando verde.
Nicolau recuou, estendeu a mão trêmula ao reposteiro, e fugiu.
- Não quero ser
nada! - Disse ele à irmã, chegando a casa -; fico com vocês e os meus amigos.
Os amigos eram
os rapazes mais antipáticos da cidade, vulgares e ínfimos. Nicolau escolhera-os
de propósito. Viver segregado dos principais era para ele um grande sacrifício;
mas, como teria de padecer muito mais vivendo com eles, tragava a situação.
Isto prova que ele tinha um certo conhecimento empírico do mal e do paliativo.
A verdade é que, com esses companheiros, desapareciam todas as perturbações
fisiológicas do Nicolau. Ele fitava-os sem lividez, sem olhos vesgos, sem cambalear,
sem nada. Além disso, não só eles lhe poupavam a natural irritabilidade, como
porfiavam em tornar-lhe a vida, se não deliciosa, tranquila; e para isso,
diziam-lhe as maiores finezas do mundo, em atitudes cativas, ou com uma certa
familiaridade inferior. Nicolau amava em geral as naturezas subalternas, como
os doentes amam a droga que lhes restitui a saúde; acariciava-as paternalmente,
dava-lhes o louvor abundante e cordial, emprestava-lhes dinheiro,
distribuía-lhes mimos, abria-lhes a alma...
Excerto de o
conto Verba testamentária de Machado de Assis
E o Custódio
Esse Custódio nascera com a vocação da riqueza,
sem a vocação do trabalho. Tinha o instinto das elegâncias, o amor do
supérfluo, da boa chira (comida), das belas damas, dos tapetes finos, dos
móveis raros, um voluptuoso, e, até certo ponto, um artista, capaz de reger a
vila Torloni ou a galeria Hamilton. Mas não tinha dinheiro; nem dinheiro, nem
aptidão ou pachorra de o ganhar; por outro lado, precisava viver
Excerto do conto O empréstimo de Machado de Assis.
QUALIFYING DOS INSTAGRAMISTAS by
João Joaquim
Como se procedem os órgãos públicos ou corporativos
privados para admitir os seus servidores, colaboradores, funcionários de todos
os cargos? No serviço público, salvo por indicação de confiança, um cargo de
ministro, secretário, ou chefe e presidentes de agências reguladoras; a maioria
das outras funções se fazem com exame pré admissional. Como exemplos,
funcionários de Banco Estatal, um tribunal de justiça, um cargo de fiscal na
Receita Federal, etc. Faz-se o concurso, com edital, publicidade e inscrevem os
que detém formação e aptidão e competência. Normal, democrático, isonomia,
isenção no certame, e classificam os concorrentes. São 10 vagas para aquela
função, os 10 primeiros serão os chamados. Assim, se faz em todas as
democracias, e até nas ditaduras.
Não é de ver que lá na Dinamarca, há uma ONG, dedicada
em avaliar o nível sociocultural e civilizacional das pessoas. Funciona de
forma democrática, sem fins mercantis, previamente contratada ou não para essa
finalidade. O processo é anônimo, sem identificar as pessoas pesquisadas.
Porque as próprias pessoas, via páginas pessoais, facebook, Instagram, tik tok,
registram voluntariamente e grátis suas características pessoais, gosto,
preferências; mais que isto, o seu cabedal e qualificação cultural e social.
Faz-nos lembrar
de uma lei infraconstitucional no Antigo Império Romano e Antiga Grécia.
Antigos estados nacionais que impunham critérios e normativos para os indivíduos
ou habitantes ter o direito ao título de cidadania. Ter o título de cidadão,
ser um citadino romano ou grego era motivo de orgulho e embevecimento,
ufanismo. O cidadão romano, era classificado como um cidadão do mundo, naqueles
idos séculos. Agora, imaginar que naqueles idos séculos o filósofo e andarilho
Diógenes, foi pego um dia, ao meio dia, com uma lamparina na mão. Inquirido,
respondeu: à procura de um homem honesto!
Dá bem para ver logo a diferença de nossos tempos.
Falando exclusivo de Brasil. Por aqui, terra de Pindorama, ex Terra de Santa
Cruz. Terra descoberta por Pedro Álvares Cabral, 1500. Por essa banda brasil,
para ser qualificado de cidadão, o que se exige? Uma certidão de nascimento, RG
e CPF. Mais parece uma degradação sociocivilizatória que outra coisa, para
dizer o mínimo. Oh, cidadão, mas, por que você está preso. Ah, nada demais, eu
infracionei no artigo 147. E me prenderam! Mas, logo, logo estou na rua. De novo!
Muito instigante e elucidativo são os quesitos
pesquisados, para se chegar aos “qualify ou All the
applicant countries must have the same chance to qualify for
membership”. > Todos os países candidatos devem ter a mesma oportunidade de
se qualificar. Todos os cidadãos de Brasil, Goiás, Rio de Janeiro, São
Paulo, podem, se assim o desejar, apreciar seu grau cultural, social, civilizatório.
Aliás, em
uma análise para lá de sincera e franca, nem precisa de ONG ou Institutos de
pesquisa para avaliar o grau de degradação ética, cultural e social dos muitos
adictos e usuários de por exemplo o App Instagram. Existem pessoas ali dos variados
e desvairados tipos, tipologia em ação. Esse ramo da Sociologia que qualifica o
estágio e desnivelo sociocultural das pessoas.
Ao se
deslindar os posts, os vídeos, as frases, os intercâmbios que as mulheres, elas
são maioria segundo as pesquisas, tem-se de imediato de que elas se ocupam e
tem a cara deslavada em divulgar. Muitos e barbados e guapos marmanjos de igual
forma. Os homens também exibem as suas futilidades. São platitudes, truísmos,
patuscadas, abobrinhas e chuchus, ah, Chuchu, cadê, você que não me retornou.
Você viu meu gatinho jogando o vaso no chão e nele dormir? Você viu como a
aranhazinha pegou o mosquito num bote só! O biju fazendo teteia? Ah, tem que
suportar. E as fotozinhas, fofinhas, fofos, totó, meu totó, erguendo a perninha
e fazendo xixi! Cultura, cultural, laboral, antilabores. De horrores!
Civilizatório! Arre, vá retro, mentecaptos. Anátemas, temáticos! Arre! Imagine
chá de jurubeba, de alcachofra, que asco, anátemas e vinditas! Aranzel,
cinamomo!
João
Joaquim
╬ ╬
Vejamos esta matéria:
Geração Peter Pan: por que os jovens têm levado muito
tempo para amadurecer? A tendência se eleva a patamares nunca antes explorados
justamente sob o impulso das redes. Ao longo dos últimos anos, a internet foi
gradativamente estabelecendo novas maneiras de se entreter, trabalhar, adquirir
conhecimento e até de se relacionar. Enquanto os laços humanos ganharam o
palco. Nesse já conhecido caldo, com tudo de bom e ruim ali contido, o
dinamarquês Keith Hayward reconheceu uma marca dos jovens adultos de hoje: ele
retratou com tintas berrantes, sem medo de cutucar o vespeiro, no seu
recém-lançado livro: INFANTILISED: HOW OUR CULTURE KILLED ADULTHOOD (algo como
infantilizados: Como Nossa Cultura Matou a Vida.
O imediatismo alimentado pela internet é um dos
pilares dessas novas gerações habituadas a não ter de esperar por nada. “Essa
abordagem em que não pode haver espaço para a frustração acaba supervalorizando
banalidades e frivolidades oferecidas pela Internet e redes sociais”
╬ ╬
Neurastenia Laboral e Intencional by
Pesquisadores australianos vêm de estudar a disposição
de certos grupos de pessoas para o trabalho, para qualquer atividade
laborativa, os labores diversificados que tragam produção material, renda
pessoal e familiar. O interessante dessa pesquisa são as qualificadoras das
ocupações das pessoas. Porque há de fazer esse discrimine, essa distinção e
adjetivação. Existem pessoas cujas ocupações de tempo e mental não trazem
nenhum acréscimo cultural, pessoal e laboratiavo. Primeiramente, para si
próprias, seu provimento e autonomia material e existencial; secundariamente,
para pessoas parentais, cônjuges, dependentes social e materialmente. Ocupações
neutras ou negativas: redes sociais, internet, futilidades, infantilismo. Nanismo,
niilismo.
Continua as conclusões do estudo, existem certos tipos,
indivíduos, pessoas e parentais, que sequer despendem energias, tempo e
elaboração afetiva, emocional e de apoio psíquico e social para um carente de
ajuda social, emocional e relacional de domicilio comum, a que o estudo nomina
de membros penates. Um avô, uma avó, um pai, um irmão, um membro genético, que
circunstancialmente, ou por livre-arbítrio se enveredou por uma má escolha, um
vício e se tornou incapaz para tudo: social, emocional e fisicamente, laboral,
intelectualmente. E tais e quantos sujeitos mentem para si mesmos, no dito
autoengano e para quem os mantém nesse ritmo de subsistência.
Entra nessa análise de estudo vertical e transversal,
o que dispõem cientistas de saúde e da mente, antropólogos, sociólogos,
psicólogos e psiquiatras. Sigmund Freud, Carl Jung, Charcot, Donald Winnicot,
Jaspers. Ou seja, são fontes das mais contundentes e confiáveis, como
referenciais para essas conclusões a propósito dessa interação de cada pessoa
com suas inclinações, suas interações e pulsões quando se concerne de matéria
laboral, psíquica e moral, no dispêndio de energias e vocação a qualquer oficio
produtivo e utilitário para a própria pessoa e seu meio social, afetivo,
parental, dependentes.
Nesses tópicos conclusivos, temos o ressurgimento da
chamada neurastenia ou distonia neurovegetativa. O que seria esse estado
constitucional, orgânico, neural, e que por transferência se resvala para a
área psíquica e laboral do seu portador? Há-se de buscar nas entrâncias
físico-químicas, a intimidade bioquímica da formação orgânica do indivíduo, a
partir do embrião. Os refinados exames de imunensaios conseguem mensurar os
chamados hormônios neurais. Esta a chamada grande evidência das novas
pesquisas. Neurobiologia.
Nessa linha de conclusões, têm-se então essas duas
vias na constituição e disposição energética do indivíduo, concernente ao seu
desempenho social, intelectual e laboral. A teoria neural e hormonal
neurobiológica. Levando-o a essa condição de neurastenia, ou improdutividade relacional,
social e trabalhista.
Somada a essa condição da constituição do ocioso e
improdutivo neurastênico, eis que se apresenta, a chamada herança psicossocial
e familiar do indivíduo. Entram inclusive conceitos filosóficos como referidos
por Henri Michel e Marilena Chauí, estudiosa de Baruch Espinosa. No tratado da
fenomenologia orgânica do indivíduo. Para fecho e compreensão de matéria, a
educação impingida e disciplinada a cargo e afeta (sob responsabilidade) aos
pais, tutores e cuidadores, será (esta educação) a determinante, de igual forma
e efeito na disposição do indivíduo ao seu múnus laboral, trabalhista,
produtivo; para, ao mínimo, de sua provisão pessoal.
Assim, concluem cientistas de humanas, uma vez adulto
e criado (jovem e adulto), haverá dois estilos de vida para as pessoas: (1)
realização satisfatória ou plena nos quesitos de ocupação produtiva e rentável
para si, sua autossuficiência e até em apoio a pessoas dele dependentes. (2) . Ao contrário, pode-se criar, engordar e erar
um sujeito, poltrão, pusilânime, ocioso, neurastênico e improdutivo e eterno
dependente de outrem, de Estado, previdência ou quem se torna dele arrimado
para sua sobrevivência. E exemplos não faltam na sociedade. Arre! Vá
retro! Usem, vocês, bem, as lupas das órbitas frontais, e verão um e outro no
entorno social da casa de penates. Atenção!
João Joaquim - médico e articulista do DM
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O USO CORRETO DE SER E ESTAR BY
Existe uma diferença descomunal entre as condições de
ser e de estar. Tanto um verbo como o outro pode ser empregado no sentido de
camuflar um atributo, uma condição social, física, mental, moral ou promissória.
Melhor do que definir vêm os exemplos encontradiços. Vale o registro desse
recurso psíquico, social, relacional, do eufemismo ou minimalista entre as
pessoas. Os próprios órgãos oficiais, as políticas de cidadania nos regimes
democráticos e socialistas empregam esses qualificativos. Aos exemplos para melhor entendimento.
Na saúde. Observem bem as explicações ou termos para
se referir a muitos indivíduos obesos. “ Estou meio obeso”. O correto, seria eu
sou obeso. O que se tem na maioria das vezes são variações de peso. Imagine um
obeso de 120 kg. Ele perde 5 kg e sente-se otimista, ou seja, perdeu
momentaneamente 5kg. Repita-se: perdeu momentaneamente, menos de 5% do peso de
120kg; que deveria ser no máximo 70 kg. Em grande parcela dessas pessoas, estas
têm o perfil pessoal e familiar de obesidade, doença crônica de cura difícil e
multidisciplinar. É bem apropriado o termo efeito sanfona de muitos obesos, ele
perde 5kg, depois ganha 10kg, perde de novo 7kg, ganha 5kg. Efeito sanfona. É
também chamado trabalho de sísifo (mito): do rola pedra ao cume da montanha,
desce pedra, rola..Trata-se de um estado reco-reco ou moto-contínuo de
inutilidade.
Honestidade e correção moral. Nos órgãos financeiros
oficiais, Caixa Econômica por exemplo, o devedor contumaz é chamado de
inadimplente. Fulano está inadimplente. Nunca se usa o termo caloteiro. Não, vamos
corrigir, fulano, beltrano, sicrano não está, ele por natureza é caloteiro
contumaz. Ele traz essa natureza, calotear, é seu modus vivendi. O próprio
congresso nacional apresenta agora, um projeto de lei, para punir e extirpar o
chamado devedor contumaz de tratativas com órgãos privados e oficiais. Um
sujeito toma um empréstimo e nunca paga, até a dívida caducar. Na verdade, um
tremendo folgado e cara-de-pau. Sequer usa óleo de peroba! Por que será hein!
Trabalho e produtividade. Muitos são os indivíduos,
que se declaram ou são tachados por quem são cúmplices e complacentes dele, de
estar desempregado. Um termo eufemístico para o sujeito vagabundo e que vive às
expensas de familiares e até auxílios do Estado. Corrige-se: ele não está, ele
é um desocupado por conveniência. Ele é desempregado e desocupado
recalcitrante! Porque existem inúmeros meios do indivíduo produzir como
empregado de alguém ou empresa pública ou privada ou laborar de forma autônoma,
basta a energia e iniciativa de fazê-lo. Quantos ambulantes, trabalhadores
autônomos no inicio da vida, e depois tornam-se bem-sucedidos e ricos!
Saúde Física e Mental. As referências aos estados de
diagnósticos em saúde orgânica e mental são inúmeras, são nominações repletas
de eufemismo, minimização de gravidade, camuflagem ou autoenganos. Um
expediente muito comum são os diminutivos. Um infartozinho, uma pneumoniazinha,
um diabetesinho, uma infecçãozinha etc.;
Outro recurso adotado, o termo “início”. Sicrano tem um início de
derrame cerebral, um início de infarto, de diabetes, de pneumonia. Quando o
correto seria os termos leve, moderado ou grave. Hipertensão leve, moderada ou
grave. O recurso e expediente mais nocivo seria o de omissão ou negação do
diagnóstico. Este último expediente se dá pelo estigma que as doenças trazem:
uma doença mental, uma doença incurável, um desvio de comportamento etc..
Cooperativismo e Solidariedade. Imaginemos um cenário
familiar, onde há uma pessoa idosa, inválida, carente de ajuda para tudo:
alimentação, higiene, companhia, transporte para consultas médicas. Haverá
sempre um parental e omisso filho, que se declara não levar jeito e habilidades
para esses cuidados mais primários e elementares. Como se dar de comer,
auxiliar em um banho, uma troca de fraldas do idoso ou idosa, amparar
fisicamente, ajudar com uma cadeira de rodas. Como se isso carecesse de um
preparo e treinamento especial, específico. Demais. Pense bem. Ou seja, nesse
último caso, temos o exemplo de um cara folgado, expansivo, escorregadio,
aproveitador, esquiva dos sentimentos básicos de solidariedade e cooperação com
alguém, pai/mãe. Existem certos tipos sociais e incivilizados incorrigíveis,
recalcitrantes (homens e mulheres). E melancólico! Ter que aturar esses
desqualificados torna-se aquele carma, aquela cruzeta ou trambolho a se
carregar. Haja alforje e outros sacos de embalagem.
João Joaquim - médico e articulista do DM
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ÊTA VIDA BOA! BY
Há pessoas e pessoas, gentes e gentes que apreciam a
chamada vida boa! E quem não gosta de uma vida boa, uma vida regada a conforto,
boas comidas, pouco ralação ou o mínimo esfalfar para o sustento diário em
tudo? E vêm então algumas questões. A vida é boa e tanto melhor do que pensada
quando ela é revestida de preceitos éticos, solidários, de compartilhamento de
ônus e bônus. Aí sim, além de boa é ter uma vida honesta e justa.
E aqui entrou uma palavra chave e emblemática,
compartilhamento, nessa relação unívoco e biunívoca do que em essência e em
ética e fraternidade seja uma vida boa. Para quem não leu, recomendo uma
leitura atenta e interessada de “Regras Para a Direção do Espírito”, de René
Descartes, filósofo francês. Conexo ou não com o tema aqui proposto. Mas, vale
como lição de vida e de cultura.
Um outro livro de grande valor nas relações sociais,
de amigos ou parentais, irmãos/irmãos, irmãs/irmãs, é “Condições a Uma Vida Boa
Entre Irmãos! de Michel Lemos Lauriente, escritor argelino. Aqui se trata com
propriedade de como deve se dar a fruição de uma vida boa compartilhada, seja
com membros parentais, coabitantes ou em domicílios diferentes.
O enredo, muito bem articulado traz admoestações pelo
que o autor chama de relações não isonômicas, no desfrute, na fruição, no
compartilhamento por exemplo de uma festa, um banquete, um almoço. Nomeadamente
quando essa refeição se faz fora de casa, e há os custos naturais, porque não
há almoço nem jantar de graça. E nessas horas e cenários, quantos não são os
folgados, os aproveitadores, os patuscos, os ensaboados, os fila-boias, que
nunca dividem as contas igualitariamente e justamente. Existem! Acautelem-se
deles!
Letícia Novaes, era essa mulher lhana, dedicada e
afável. Seu lugar-comum era esse: não, deixe que eu lavo as louças! Não, deixe
que arrumo a casa para você! Não, deixe que eu pago a conta! Não me custa
tanto! Não, não precisa, eu mesma que faço o jantar para você! Leticia era mãe
já calejada e experiente da vida. Tinha uma turma de mais 5 irmãos! Afora
outros arrimados por ela acalentados e amparados, afetiva e maternalmente!
Letícia tinha uma compleição física grácil e franzina, mas laborativa e
proativa em tudo que pudesse compartilhar nos desfrute e fruição dos ônus e
bônus da vida, e das variadas relações interpessoais, “amicus curiae”. Pouco
importando se era uma corte ou coorte, grupo, malta ou grupo social com status
civilitá
Dos membros fraternos, Letícia tinha um favorito. É
natural, faz parte da natureza do homo sapiens sapies. Duas vezes adjetivada a
espécie, o correto é assim mesmo. Quem, ou quid animal, não adota movimentos
preferenciais, ou afetivos. Sibare Novaes, era esse fraterno parental, e pai de
duas meninas. Que juramentada ou de perjúrio assacava diuturnamente, ser a
melhor amiga de Letícia. Cada qual mora em Capital diversa. Letícia em são
Paulo, Sibare em Vitória ES.
As comunicações e contatos telemáticos nem eram tanto!
Imagine nestes tempos de tantos recursos comunicacionais! Para quê! Tanto até
gera engulho e esbulho! Todavia, não havia o que tascar. A cada estação, no mês
de maio, Letícia fazia questão de pré-agendar a visita da mais fraterna, e
podia aguardar. Ela ia àquela solene e efeméride data. A princesinha sobejava
em felicidades e alegrias. Clara ou Clarinha, a toda estação, se sentia Renata.
E essa predileção era sentida e apreciada em repetidos gracejos, brincos,
alegrias, distinções, honorificações. Títulos.
Olha fiquei sabendo que você se tornou a mais nova
protetora da natureza, referia Letícia para Clarinha. Mas, que plantas você
mais gosta e as mais raras? Olhe aqui, vem cá que vou mostrar Ticinha. Nome
este dado a mais amada das tias, desde pequena, quando Clarinha completava 2
aninhos! Vem, vamos ali no jardim que mostro minhas plantinhas e plantonas.
Olha esta aqui! Copo-de-leite. Eh, que lindas flores
já está dando. Referiu sorrindo e olhos vidrados, a tia Ticinha. Vamos em
frente, me fale o nome de outras. Olha aqui, esta é uma muito bonita. Chama
camélia. Ainda não tem flores, mas não demora vai nascer! Ah, ticinha, você
sabe que as plantas começam assim: primeiro tem a semente, a gente joga ela na
terra com adubo. Adubo ou terra, vem o broto, uma plantinha nenê, cresce e vira
planta e planta, até sair as flores. Oh, tem umas formigas no chão das plantas.
Ah, mas deixe elas, tem espaço para todos; completou clarinha puxando ticinha
pelas mãos. E foram-se embora ambas, porque era hora do lanche!
.╬ ╬
Captura de Consciência by
-Está vendo aquela senhora indo meio esbaforida? - Não
é a Florinda de tal? -Isto mesmo, Maria Florinda de tal, não recordo o nome
completo. -Sabia que ela faz o estilo de ir com outras pessoas? -Como assim,
não entendi? Explique! -Explico. Imagine você na condição de tomar decisões.
Tomar decisões, ela toma quando é para cumprimento de suas obrigações, deveres
assim e assim, dela pessoal. Mas, quando recebe alguns pedidos, tomadas disso e
aqueloutro bem, objeto, ela parece perder a autonomia e independência de
personalidade. –Conhece ela de muito tempo! De muitos anos, convívio próximo e
de confiança.
-Vamos a ao fenômeno e ouça com calma e atenção. Dentro
das variantes dos comportamentos ou personalidades humanas, existe a síndrome
da captura de consciência, a que muitas pessoas são acometidas. A neurociência
ou Psicologia Social, também a chama de perda da autonomia. E essa pessoa se
torna manipulada e explorada por outras pessoas, ideologias, doutrinas,
sistemas!
A captura de consciência é comum em regimes políticos
autocráticos, em doutrinas, religiões, seitas prometedoras de milagres,
associações de mudança de status quo, de condições sociais e de vida. O
processo dessa captura de consciência ou autonomia se faz através de um
discurso, uma promessa, uma prédica, um ensinamento e convencimento. O efeito
depende da elaboração e sugestionabilidade que essa comunicação produz.
Os cenários ou organismos muito useiros e vezeiros de
se ver a agora já estudada síndrome da captura de consciência são as religiões
de toda ordem, os partidos políticos, os regimes autoritários. Para sua eficácia
e resultados esses sistemas dispõem dos chamados comunicadores, os candidatos
das mudanças de um estado vigente, uma condição social, profissional, um ganho
qualquer na vida das pessoas adestradas e doutrinadas.
Existe aqui,
ali e alhures a igreja, seja da linha católica, evangélica, evangélica
neopentecostal etc.; Ou um candidato político a mudar o regime político
vigente. São então os apóstolos, os pastores, os pregoeiros e messias das
mudanças. E os adeptos, vão se engajando, e em tudo acreditando, piamente,
credulamente, carneirinhos, ovelhinhas juntadas.
A mesma síndrome e os mesmos mecanismos da captura de
consciência de outra pessoa se fazem, nos meios sociais e familiares, e nestas
massivamente. Porque existe aqui o vínculo de penates, o liame e bridge
genético. O objeto interposto pelo capturador de consciência é mais facilmente
atingido pela boa-fé da pessoa que tem sua consciência e independência pessoal
capturada. A índole dessa pessoa capturada, vem sendo objeto de estudos da
neurociência. É bem observável, tipicamente se dá entre aquele parental, de boa
comunicação, de facie ao natural, de jeito impostor e patusco, com os chamados
verbetes melífluos e promissórios. São iscas e ardis psíquicos bem elaborados.
E a pessoa ingênua e de boa-fé se entrega os seus desígnios.
-Então, agora entendeu, como se dá, o processo do
qual, até nossa amiga Maria Florinda é vítima.? –Entendi, e não tinha observado
o fenômeno. -No popular, chama também o fenômeno de
maria-vai-com-as-outras. Ou com outros, bem
explicado, porque pode ser induzido por homem ou mulher! Não importa.
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O gay que discrimina o hétero by
É muito saudável e
confortante quando se leva em conta as conquistas sociais, direitos humanos,
isonomia entre homem e mulher nas questões salariais, na proteção das minorias,
na reprimenda e punição criminal a toda forma de preconceito e discriminação de
gênero e étnica. Agora, com uma observação não menos importante a se fazer, não
se concorda em muitos quesitos que querem certas minorias. Algumas soam demais
em se confrontando com os direitos gerais e genéricos
de homens e mulheres. Abaixo essa ditadura!
A Sociologia e Psicologia
Social, ramos dessas duas disciplinas científicas, vêm de estudar os chamados
preconceitos “interna corporis” e o reverso. Vamos às
diferenças. Preconceito interna corporis se refere quando essa
discricionariedade se faz dentro de certas categorias étnicas ou minoritárias.
É o expediente de uma pessoa menosprezar, ofender e difamar alguém com suas
mesmas características étnicas, tipológicas, de escolha, preferencial etc.;
Os exemplos ficam de melhor
entendimento e interpretação. Basta imaginar o negro que difama ou menospreza
outro negro, o obeso que pejora de outro (a) obeso (a), do portador de alguma
deficiência que vilipendia outro portador de necessidade
especial, etc., etc., etc.; Pode ser folclórico ou anedótico, mas bem
verossímil são os casos sociais e conjugais e namorais, do homem negro muito
afamado e de grande poder aquisitivo mostrar preferência em namorar e casar com
moças e mulheres brancas. Algumas mulheres brancas até muito brancas.
Estatística ou mera impressão, é muito cediço e encontradiço, ver craques de
futebol, artistas famosos negros, com suas companheiras brancas. A ver se faz
sentido.
Agora, olhe bem essa
análise, a titulada discriminação reversa ou preconceito reverso. Meio
paradoxal, mas descrito. O preconceito reverso se aplica ou é praticado, melhor
definido, nos grupos gays. E ele se dá na mesma intensidade e natureza de outro
preconceito. É o expediente não useiro ou vezeiro, mas ocorrente de o indivíduo
homoafetivo, criticar, menosprezar, ou escarnecer do indivíduo heterossexual.
Não muito prevalente, mas existente. Preconceito ou discriminação de gênero,
portanto, vem de ser muito registrada. E não importa quem seja, se um opcional
sexual contra outro. Mas existente. Já imaginou, o gay ser preconceituoso
contra um amigo, ou conhecido ou estranho que não tenha a sua (homossexual)
opção. Gay discriminar quem não é gay.
É de se registrar, por
oportuno que seja, que os integrantes do grupo lgbtqia+ vem de ser acusados e
inquiridos (abertura de inquéritos por delegacias de costumes) contra homens ou
mulheres gays, por crimes de importunação sexual, assédio sexual contra homens
ou mulheres heteros, por insinuações e expressões pedófilas e modalidades de
perseguição “ stalker”. Os estudos de comportamento de gênero, mostram que os
indivíduos homoafetivos apresentam os chamados distúrbios afetivos distímicos e
impulsivos. Em tradução livre, ciúmes agressivos e possessivos e doentios.
Caracterizados por dominação e segregação das liberdades dos (as) parceiros (as).
Enfim, ficam assim, aqui
consignadas essas tipificações de discriminação ou preconceito. O preto contra
o preto, o feio contra o feio, o gordo contra o gordo, a fofoqueira contra a
fofoqueira, a baranga contra a baranga. E o preconceito reverso (por que do
nome?) do gay contra o heterossexual. Para tanto existem as delegacias de
costumes, as delegacias da mulher, ou geral, para se registrar queixas-crimes
contra esses desrespeitos e transgressões das relações sociais.
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Gente cachorro e cachorro gente by
Na Finlândia, capital Helsinque, na “University of
Helsinki”, interessante estudo foi desenvolvido, em uma cooperação do
Departamento Animal/veterinária de pequenos animais domésticos com o
departamento de Psicologia Social –Faculdade de Ciências Humanas, NeuroCiências
e Neurolinguística– De plano, pessoas menos afeitas ou de pouca curiosidade
científica, poderia se espantar e perguntar: Mas, o que tem a ver veterinária
de animais pets com Psicologia Social Humana? E não é de ver que os pesquisadores
desse país nórdico, encontraram. A ver. www.universtiy.hlx.vet.psi ou www.petz.com.br
Os escopos do estudo foram buscar as conexões, porque
sabidamente elas existem, entre o grau de afeição e apego aos chamados animais
de estimação, os pets, e as características da saúde social, psíquica e mental
dos tutores de seus bichos de estimação. Não se discriminando que animais
fossem, cães, gatos; principalmente. Mas, incluso outros bichos e seu grau de
proximidade com os donos. Em uma expressão, esse a meta maior: há um liame, uma
conexão indicativa, da afeição, do apego, qualidade da conjunção da pessoa com
o seu bicho domesticado, de estimação: os pontos fulcrais da pesquisa.
Algumas linhas e características do estudo. Foi ele
foi representativo, dividido em grupo A e grupo B, 5000 tutores e seus pets em
cada grupo. No grupo A, as pessoas e tutores que tinham uma relação, em
tradução livre, uma relação estanque com seus animais. Explica-se: eram os
donos e animais que tinham os espaços específicos, animais em áreas restritas a
eles. Espaço e limites do animal e donos os seus espaços e limites. Não
importando se casa ou apartamento. No grupo B, as pessoas tutoras com muita
proximidade com os pequenos animais. Nesse grupo abarcando os indicativos da
antropomorfização dos bichos, isto é: dotar os animais de tratamento
humanizados.
Para melhor compreensão e definição algumas
características desse tratamento. Sabe-se que os animais de estimação cada vez
mais vêm sendo afetados por essa distinção. Existem grupos de pessoas que são
admiradoras e possuidoras de animais. Entretanto os tratam como animais. Existe
a chamada proximidade estanque. Eles dormem em suas casinhas e abrigos de
animais, vivem nos espaços a eles destinados, e com restritos contatos físicos,
mãos, abraços, colos. Nos princípios de biossegurança animal/humano. E existem
pessoas que cada vez mais antropomorfizam os pets, os tratam como humanos.
Interessante que entram nas planilhas do estudo, como os donos dirigem aos
bichos, “vem mamãe, vem papai”. São os donos pais e mães de bichos. Agora, dá
para imaginar, se uma mulher engravida, pré-natal ok, e então nasce um nenê
cachorro! Espanto geral. Uê, mas você mãe, não é mãe de cachorro? Em vez de
choro, latido! Dentro do contexto, na relação mãe/ cachorro.
Às conclusões do estudo, os pontos em destaque. O
grupo de pessoas A, apresentaram poucas alterações e alternâncias de saúde
psíquica e emocional em comparação com as estatísticas de qualidade de saúde
mental e psíquica da população geral do país, em torno de 13,5%. O instigante e
surpreendente foram as questões de salubridade (definição original do estudo),
em se concernindo da estabilidade psíquica, mental e social dos tutores, donos
ou “pais e mães” (itens do estudo) do grupo B, as pessoas de muito próxima ou
íntima convivência com seus bichos. O estudo conclui de haver uma carência
afetiva e humans.
Em conclusão, as pessoas, donas e donos desses pets
grupo B, os intimistas e muito de contatos físicos com os seus pets de
estimação, padecem em demasia dos variados graus de desníveis emocionais, psíquicos,
sociais e mentais. O que certamente, sugestão do estudo, levam-nos a muitos
danos psicossomáticos. Foram 67,5% das pessoas do grupo B, com acometimento de
sua saúde inorgânica. Os distúrbios mais prevalentes: as distimias (desníveis
de humor), a anedonia (os prazeres frágeis de toda natureza, inclusive baixa
libido e baixa autoestima), a depressão, a ansiedade, as insônias, a cefaleia
como conceito de doença funcional, baixa cognição em atividades mais
desafiadoras ou complexas, pensamento abstrato ora errante e sem logicidade.
Enfim, um cenário, onde os braços científicos podem colaborar na compreensão
deste e tantos outros expedientes na dinâmica social e gosto, afeição e
preferência das pessoas, na sua lide cotidiana.
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O top 10 do Instagram
By
TEM sido comum a classificação das coisas e tendências
pela sociedade. Empresas, indústrias, organizações, publicidade adotam essa
prática: classificação de usos, moda, a melhor música, a melhor comida, roupas,
filmes, objetos digitais, supérfluos. Até plásticas e estéticas recebem sua
classificação! Remédios para turbinar a libido e performance sexual. Até essa
indicação!
Pois bem, motivado por essa tendência, deliberei em
fazer tipo um top 10, dez preferências ou gostos de nossos tempos de tanta
futilidade e vazio reinantes nas redes e mídias digitais. Porque haja idiotia,
imbecilidades, ninharias, infantilismo e puericultura (com a devida vênia dos
pediatras, bons puericultores). Vamos citar, de forma randômica, não importa a
posição.
Terapias e dietas para obesidade. São como enxugar
gelo as tais terapias e dietas para os sobrepesos e obesos pré e mais que
mórbidos. Observe o ritual, resolução de ir ao nutricionista e nutrólogo. De
começo, receitas, dietas, balancinhas, quantias do que comer, gramas disso e
daquilo. Lindinho! Dois ou três meses vem o enfado, o arrufo, o tédio, chute no
balde, nas receitas e dieta e tudo volta ao ponto zero. Ai, ai, ai; quando não
ganha mais peso, desforra, desconto! Outra terapia como apagar fogo com
gasolina, aquela de mudar o temperamento da pessoa. Imagine mudar a preguiça de
um preguiçoso, a pouca higiene de um sujismundo, a fofoca de uma fofoqueira, o
caráter de um aproveitador! Nada o demove desse espírito folgado e esbulhador
do outro.
Imagine tentar mudar o caráter e displicência de uma
pessoa perdulária, que desdenha de outra, que banaliza os direitos e energia de
outra pessoa e gosta de parecer uma personagem que ela não é e nem tem
predicados para tal. E muito instigante e sintomático, esse quid e afamado
indivíduo, se mostrando impostor, gosta de fruir do bom e do melhor, às
expensas de energias e exploração alheia, de quem o rodeia, gente próxima,
ingênua e mal avisada. Ter um carro da moda, uma mota, um castelo. Que não
tendo cacife para tal, busca de todos os engenhosos ardis de tê-lo e exibir o
que não pode por conta sua.
Vamos a mais algumas tendências e comportamentos
contemporâneos, muitos instantâneos, porquanto permissivos pelas redes sociais
e internet. É já bem sabido que muitos internautas de Instagram, expressam ali
seu estado mórbido de solidão e desamparo. Então temos assim, a expressão desse
estado emocional e espiritual de isolamento afetivo, ético, de estima
fragilizada, que mostram nos posts e fotos das pessoas, do que elas na
realidade não são. Por que? Elas mostram fotos de 10 ou 20 anos atrás, repicam
palavras de ordem e até preces alheias e valores mostrados de pessoas que nunca
viram!
No campo dos afetos, existem não menos importante
aquela caracterização de gentes que se declaram aficionadas, amorosas e íntima
de outra. São tipo símiles siamesas da outra. Sem lacração. Nessas conexões e
interações, gostam muito dos expedientes dos encômios, das loas, dos
panegíricos, das auto referências. De si e dependentes. Estimam em d+ ser
agraciadas com mimos e brincos valiosos, notadamente em natalinos de penates.
Entrementes, nunca fazem o contraponto. E razoável e compreensível, muitas e
quais não geram emolumentos, prol faças. São afetos e estimas unívocas! Apenas
e só!
Agora, cá entreouvidos, um top 1 dessas tendências é o
uso de terapia de emagrecimento. Ozempic, liraglutida, victosa, semaglutida,
tirzepatida, mounjaro. Gasta, esbanja. Passa 2 meses a baranga continua a
mesma. O marido olha! Hum, que desânimo, nem sildenafila ou tadalafila dá
jeito. Tô fora!
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A mãe de vida estroina by
Quem faz boas leituras de humanas, ou mesmo boa
Literatura, de forma imediata atura o que expressava Michel Foucault
(1926-1984). É de se imaginar se esse grande filósofo francês vivesse nestes
tempos de mídias e redes sociais. Certamente que teria um imenso laboratório a
céu aberto para fortalecer suas ideias e teorias a respeito do funcionamento da
sociedade mais que contemporânea, pós modernidade, pós internet e redes
sociais. Imaginemos suas teses do vigiar e punir, do conhecimento a serviço do
poder.
Um pensador hoje, eslavo Luchese Scheling (1974- ),
pouco conhecido e nada midiático, vai em muitas linhas do pensamento de
Foucault e Heidegger, quando discorre com muita propriedade sobre a aptidão e
passividade com que algumas pessoas, a depender do contexto e dos sujeitos
envolvidos, se readaptam e se conformam a certos estados sociais e acolhem
indivíduos do círculo social próximo. Trata-se de fenômeno de readequação
social àquela pessoa, àquele grupo, embora estes expressem e têm um caráter
diverso e fora do padrão habitual de civilidade, de interação social, de
correção nas relações com outros.
Scheling emprega por exemplo o tipo social, que
transitando nos padrões sociais, trânsito social. Interessante termo empregado,
algumas pessoas, volta e meia, faz a marcha a ré social. Entra nesse contexto a
tese foucaultiana do vigiar e punir. Tem-se lá um membro intimista e genético.
Estabelece, circunstancialmente, um primor condutivo, do qual não era o
projetado, por outro membro grupal. Adaptação, normalidade imediata,
compulsório. O quê!
Pode-se trazer a teoria do vigiar e punir de Foucault
para o jeito de vida de muitos indivíduos. Nessa teoria, imaginemos aquele
elemento social que apresenta bons predicados intelectivos e técnicos, formação
profissional diferenciada. Este quid indivíduo exibe duas personalidades nas
relações. No âmbito corporativo de trabalho, pontual, correto, múnus e
expertise conforme a chamada “compliance” institucional. Todavia, entrementes,
fora desse ambiente apresenta caráter e conduta absolutamente antissocial, de
contrafações, de proveito de boa-fé de gente ingênua de suas relações próximas.
Vêm as explicações desses pensadores e cientistas de
humanidades. Muitos humanos exibem duas éticas ou duas generosidades: uma ética
de coração e uma ética de coerção. Quer essa tese dizer que: vigiado, com
vídeos, registros audiovisuais e hierarquias, o indivíduo é correto, padrão de
honestidade e ética. Fora dessa vigilância se mostra um aproveitador,
explorador de energia e recursos alheios de toda natureza. “Vigiar e Punir”, de
Michel Foucault.
O mesmo se registra, em outro exemplo singular ou
plural. Um parietal ou paredista da mais elevada e cândida estima, nos mais
lídimos escores afetivos. Para não ficar como dantes no quartel de Abrantes,
houve uma primazia, uma preeminência; um decisum extemporâneo e inopinado.
“Não, mas, de acordo, não há de que”. Fenômeno da naturalização e normalidade.
Acontece.
Nesse contexto, conforme Scheling, entram inclusive
justificações e deliberações espíritas. São os fluxos, influxos e refluxos da
alma, do espírito. As vibrações entram nos mecanismos psíquicos da readaptação
e conformação dos desadaptados e desadaptadas à naturalização e
normalidade de ora avante! Humanos somos, e nada humano me é estranho – Somos
capazes de, ao caminhar pelas ruas, desviar sem problema de fezes caninas ou
felinas; contudo encontrar fezes humanas é motivo de asco ou distanciamento –
Mário Sérgio Cortella “Nada do que é humano me é estranho – Terêncio- poeta latino.
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Náufragos e drogados da Internet by
“Internauta é o nome que se dá a pessoas
que passam mais tempo da sua vida na internet, redes sociais, como Instagram e
whatsapp, com o principal objetivo de atualizar-se de um modo geral, em sua
cultura individual e grupal, “falar” com seus contatos identitários, com as
pessoas lé com lé, cré com cré etc.; etc.;” Evolutivamente, temos os sociais
midiáticos. Os digitálicos e digitais. Há essa diferença e queiram ver em www.portuga.org.br. Alguns são na
certa e verdade náufragos, tal o estado de danação e perdição em que se
encontram.
Vejamos como são
criativos os sistemas, o mundo tecnológico e imperialista, nas estratégias e
ardis, ciladas e engodos de, sem retrocesso, tornar as massas populares, levas,
multidões, rebanhos de gente, povo e consumidores cativos do sistema. Criou-se
o telefone fixo, foi muito útil e benfazejo, para agências públicas e privadas.
Mas, não bastava. Criou-se a telefonia móvel, o uso de um telefone sem fio
moderno, portado pelas pessoas, falar à distância.
Veio a Internet,
criada nos USA, pela NASA, e seus cientistas e tecnólogos para servir ao
Estado, órgãos públicos, comunicações de Estado. Houve deliberação para a
exploração privada, provedores, rede mundial de computadores www. A princípio,
o objetivo era ser utilitária na qualidade, eficiência e rapidez das
comunicações, divulgação cultural, entretenimento, pesquisas escolares,
cientificas, cultura, ferramentas didáticas. Hum! Espere para ver.
O quê, disseram os
provedores e indústria digital, queremos mais! Houve um boom, o insight comum
ao império capitalista, consumista, escravagista. Cartelização de internet,
provedores, sites. Com quem? Com as operadoras de telefonia móvel, várias,
concorrência leal. Vamos estabelecer um pacto, uma simbiose=internet,
provedores, operadoras de celulares. Abaixo o telefone antigo, abate global do
fixo, vamos ao celular, aos smartphones. Façamos dele um objeto atrativo,
multitudinário, múltiplo, persuasivo, cativante, inebriante, alienante, venal e
vendável, mercantil, sutil, inconsútil. Não Retrátil. Pegou, pegados e plugados nos tornamos. Somos
todos cativos da Internet.
Aqui temos então
um breviário, uma súmula de como se deu a webcracia, dona e referencial do
mundo virtual da internet e suas derivativas. O cartel representado por
provedores de internet e operadoras de celulares tornou-se essa escravatura
vigente, lícita e legal. Porque é livre, libertária e democrática. Além de
livre e libertária, também libertina, para quem a usa nesses moldes. Nunca em termos coercitivos haverá tráfico de
usuários (internautas, náufragos).
Objetivamente,
pode-se dividir a internet nesses grupos e objetivos. São como dois cenários, o
marítimo dos nautas; o terrestre dos pedestres e andarilhos. No mar o
consumidor pode navegar em mares revoltos e infestados de tubarões e ser
devorado, moral e culturalmente. Em terra, de igual forma. As vias e ofertas
urbanas são essas: cultura e entretenimento saudáveis e seguros; ou as
contrafações, os delitos, as futilidades, as frivolidades, o vazio e insensato,
a prostituição dos submundos e guetos fétidos e bolorentos. Escolhas, opções.
Assim, então, já
quadrando essa mini resenha. Os analistas das sociais mídias e das redes
sociais, ao estudarem o caráter, o comportamento, as preferências (inclusive as
sexuais) dispõem de vários sintomas, predicados, particularidades e sinais
valorativos desses internautas e pedestres. É só seguir a conhecida máxima: “diz-me
o que posta no seu Instagram, no seu WhatsApp para as pessoas, nos seus vídeos,
nas fotos; e nós pesquisadores e psicólogos sociais, diremos quem é você. “
“Oh, você viu, o
meu totó, fez aquele cocozinho como sempre. Olha que gracinha! Olha aqui que
comida deliciosa, experimente! Sabe aquele ponto, aquele prato. Hum! experimente!
Eu amei! Olha que foto linda, minha princesa! Não, não viu? Foi o aniversário
do heb (o pet né)! Olha como ele estava feliz! “
Ops, registre-se
por fim. Viva a liberdade de expressão! Postulado do Instituto dos Direitos
Humanos. Já dizia um supremo ministro, Ayres Brito: A liberdade de expressão é
a maior expressão de liberdade”. E artigo 5: todos somos iguais perante a lei. A
Internet com suas redes sociais e aplicativos se torna esse mural, essa
vitrine, onde cada um a seu modo, na sua cultura e valores sociais, morais,
culturais e produtivos de trabalho e arte mostra sua embalagem formativa. Por
isso, libertária, livre para expressões. Ou libertina para os palavrões!
João Joaquim -
médico e articulista do DM
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CUIDADO COM ESTELIONATOS E GOLPES... by
Roberval Belinati
https://www.metropoles.com
Muitas pessoas continuam sendo vítimas de
estelionatos e golpes. Os criminosos se aproveitam da vulnerabilidade das
vítimas para obter vantagens financeiras indevidas. Por que as vítimas caem? Porque
não vivem pensando em maldades, desconfiando de tudo. Agem de boa-fé, querendo
ajudar o próximo ou em ser solidárias.
Ø “Muitos são os aproveitadores, inzoneiros e
caloteiros que adotam de forma velada e sub-reptícia, dissimuladamente, a mesma
estratégia social e de ludibrio que faz um pedófilo. Este faz de amizades e
laços parentais um ardil para suas práticas delitivas e enganadoras. São
parentes do entorno, do domicílio comum, proximidade gera iniquidade e ganho de
confiança, golpes” João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor
Duas vítimas que caíram no golpe do “bilhete
premiado” declararam em audiência, quando eu atuava como juiz criminal, que
foram interpeladas na rua por um senhor aparentemente muito humilde, que lhes
pedia ajuda para receber um “bilhete premiado” na CEF, sob a promessa de boa
recompensa. Segundo elas, o teatro do golpista foi perfeito: uma perdeu R$ 70
mil e a outra, 15 mil euros. Elas disseram que demoraram a acreditar que tinham
sido vítimas do golpe do “bilhete premiado”, tamanha era a lábia do
estelionatário.
Em outro caso, envolvendo o “golpe da
bolinha”, em que a vítima faz uma aposta para adivinhar onde a bolinha está
escondida, em três espaços, perguntei ao réu estelionatário como as vítimas
nunca descobriam onde a bolinha estava escondida. Ele disse literalmente: “O
mundo está cheio de otários, doutor!”
As mulheres também devem tomar cuidado com os
estelionatários sentimentais, dos falsos pretendentes que se aproximam para dar
golpe e subtrair seus pertences. Uma das vítimas, com curso superior, excelente
emprego e bem instruída, declarou em audiência: “Ele parecia ser a melhor
pessoa do mundo. Mas em três meses de relacionamento, subtraiu todo o dinheiro
que eu possuía em aplicações e ainda me convenceu a fazer empréstimos que
ultrapassam hoje a R$ 400 mil, e depois sumiu. Acabou com a minha vida!”
Ø “Muitos são os caloteiros e golpistas, que
adotam este estratagema. Vítimas mulheres, porque em geral, trata-se de questão
de gênero, a mulher ainda tida e havida como um sexo frágil, são ingênuas
vítimas. Novamente, há a exploração do liame genético. A mãe, a irmã, a
cunhada, a tia, a sobrinha, uma empregada doméstica; acreditem, até o próprio
cônjuge, se torna alvo fácil do caloteiro e golpista e folgado impostor
parente. São promessas vãs, palavras impactantes, carinhosas, de afagos
maliciosos para ganho da confiança de vítimas” – João Dhoria Vijle - Crítico
Social e Escritor
O golpe da “compra com o cartão de crédito”
também tem aumentado. O estelionatário telefona para a vítima pedindo para ela
confirmar se fez determinada compra com o seu cartão. A vítima diz que não fez
nenhuma compra. O criminoso pede para ela atualizar seus dados pessoais e
senha, subtrai seu dinheiro e ainda usa o cartão da vítima para aplicar outros
golpes.
A prevenção é a chave para combater esses
crimes. Confirme sempre a identidade de quem solicita informações pessoais ou
financeiras ou de quem se aproxima. Use canais oficiais para entrar em contato
com instituições. Cuidado com links e mensagens. Não compartilhe senhas ou
códigos de segurança por telefone ou mensagens.
Ø Ainda na estratégia do empréstimo, seja de
cartão de crédito, compras em nome de outra pessoa. Não faça e não caia nessa
armadilha. Tanto quanto no empréstimo de dinheiro. Outra estratégia que muitos
caloteiros, impostores, folgados e exploradores de mulheres adotam, é tomar
empréstimos, sem oferecer documentos rígidos e garantias, como o fazem bancos
em empréstimos, em financiamentos. Se vai emprestar certos valores, busque
garantias e contratos documentais, avalistas, fiadores. Do contrário podem ser
calotes na certa, acautelem-se”- João Dhoria Vijle - Crítico Social e
Escritor
Referência:
Roberval
Belinati https://www.metropoles.com
É primeiro vice-presidente do
TJDFT, ex-presidente do TRE-DF, ex-presidente da 2ª Turma Criminal do TJDFT e
professor universitário
Post> João Dhoria Vijle -
Crítico Social e Escritor
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OS DESADAPTADOS SOCIAIS
by
HÁ o caso do motorista
do Porsche que atropelou e matou outro motorista trabalhador e honesto em são
Paulo, depois semelhante episódio se deu no Rio de Janeiro, depois um racha no
interior de São Paulo com duas mortes de pedestres, depois uma Mercedes em Goiânia,
que atropelou e matou um vigilante trabalhador humilde em sua moto; e fuga do
assassino. E, assim, são outras centenas de metrossexuais e homens jovens
bem-apessoados. Uma vez adultos, levam suas vidas na mesma toada de
adolescência. São os eternos adolescentes e playboys, os que se negam a serem
adultos.
“Ah, essa comida é de ontem, requentada? Quero
não. “Passe aquele bife aí pra mim, gosto de carne feita na hora”. “Mãe-iê”,
pega a toalha para mim! Mãe-iê. Manhê
sabe o que me aconteceu? Manhê o Tonico me bateu” (tirinha).
Estas são notícias
mínimas que mostram como andam os expedientes, as relações intrafamiliares de
muitos lares brasileiros e pelo mundo. Vivemos tempos tenebrosos, esquisitos.
Famílias desestruturadas, uma juventude que pouco ou nada produz, muitos tocam
a subsistência às expensas de um pai, a mãe, um avô/avó, marmanjos com saúde de
ferro e que nada fazem e nada produzem. Alguns até formam; Direito,
Administração Privada, Medicina, Veterinária. Recebem o diploma, e concluem,
não gosto, não é meu gosto!
Esse fenômeno e
constatação de tantos indivíduos improdutivos, dependentes economicamente, não
é exclusividade dos tempos pós-modernos, marcados por internet e telefonia
móvel. Sempre existiu o fenômeno, causado por uma educação mambembe, tosca,
tolerante, sob a batuta de uma educação familiar tolerante, complacente,
conivente, por falta de regime e regras de vivência e convivência. Pai e mãe tolerantes,
toleimas. A primeira e construtiva e instrutiva educação, ou não, vem da
família. Ou se educa direito ou mal educa.
O destrambelho e
atrapalhação de nossos moços e moças, vêm se fazendo assim, em se tratando de
pai e mãe que não cumprem o papel, não intenção de bem educar seus filhos. Ou até há famílias educadoras. A coisa se faz
assim: educa-se os filhos nas diretrizes certas e padrões. E vai, e vai, escola
daqui aulas dali etc., Entretanto, os pimpolhos engordam e crescem. As famílias
não sabem tudo sobre educação. Podem ser bem-intencionados! Será! Esse grupo de pais que não bem instruíram e
educaram os filhos, vão tendo o trabalho perdido. Bem ou mal-educados há os
desajustes vindos de fora de casa, o meio social. E por que? Vem as razões.
Fora de casa, nos
encontros sociais, escolas, cenários de entretenimento, esses filhos e filhas
vão sofrer forte e determinante influência e marcas dos grupos de amigos,
contatos, comportamentos estranhos aos ensinamentos e regras não implantadas
pelas famílias. Ora, naturalmente, há um apelo a que esses filhos e filhas
pertençam a esses grupos extrafamiliares. Certo ou errado, esse cenário fora da
família vai marcar e timbrar esses filhos, com suas falas, seu modus vivendi,
seus gostos, suas preferências. Esses
adolescentes e jovens, terão duas vias de pertencimento, estar “in group, ou
out group”. Pertencer ou não pertencer a esses grupos. Não é difícil imaginar
para onde vai a maioria desses jovens! Há esse apelo de pertencimento, de estar
antenado ao grupo, à tribo da onda, da moda, vigente! É careta não pertencer.
Falemos da família e
seu papel na criação e formação integral dos filhos, com vistas a uma cidadania
participativa. É saudável registrar que criar e formar um filho, é um processo
de longo prazo e demanda investimento afetivo, educativo, disciplinar,
instrução e escolas de boa qualidade. Ética e cidadania se aprende a partir do
berço e chupeta. Educar mal, será um mau cidadão de fato e de efeitos ruins;
educou correto e disciplinarmente, chance de um cidadão participativo,
integral, utilitário. Cidadania, na concepção greco-romana (filosofia e ética
familiar) não se restringe a ter um RG, CNH, diploma e outros qualificativos
civilizados mínimos. A formação integral do indivíduo vai bem além disso. No
antigo Império Romano e Grécia Antiga, cidadania era um título reservado a
estratos sociais restritos, com vários condicionantes. Cidadão romano era um
cidadão do mundo.
Soba ótica da
Sociologia e Educação, pode-se dividir a família em padrão A e padrão B. O
padrão A é aquela família que investe de forma continuada em ética, em
honestidade, em participação dos filhos nos afazeres domésticos, na instrução
permanente dos filhos, nas noções básicas de economia e na relação custo/benefício
de todos os gastos. E mais importante, nos sentimentos de afeto, de respeito
aos ancestrais e pessoas idosas, a um professor, ao vínculo afetivo e amoroso
com os pais, avós e irmãos. A família padrão é a que tem as escolas dos filhos
como parceiras e complementos na instrução e formação escolar e
técnico-científica dos filhos.
A família tipo B, traz
muito de contrário à família A. se caracteriza pela tolerância dos instintos e
indisciplina dos filhos, pela não implantação de limites e regras de convício
com os pais e outros membros da casa, por se colocar sempre cordata com os
desejos e vontade dos filhos e filhas. Algumas outras características marcam
esses filhos e filhas, serem titulados de os príncipes e princesas da casa (um
ilusão e autoengano). São filhos e filhas tratados com privilégios. Os
celulares da moda, as roupas de grife, os bons tênis, ao direito a vários
objetos da moda.
Na continuação dessas
considerações, não se perde de vista o papel de Internet, redes sociais, das
variadas formas de jogos, games, futilidades e nocividades livremente acessadas
via online. E por que de Internet e redes sociais na formação e maturação de
adolescente e jovem? Pelo apelo insistente, convincente e permanente a essa
geração, para pertencer ao grupo (in group), à tribo da moda: comidas,
vestuário, motos, carros, diversão. O maior símbolo dessa extrema e nociva
dependência é o celular. Ninguém vive sem a maquininha. O usuário se torna
possuído, possessão digital do celular. A indústria digital, as operadoras e
provedores se apossaram da sociedade com todos os objetos digitais e as
conexões online. O celular é o irmão gêmeo do dono. O celular e objetos de
mídias tomam posse do dono. Possessão!
Chegamos então à
receita imperfeita na criação de uma geração de indivíduos perdidos, inúteis e
improdutivos. São moços e moças, que desse estado de insanidade social,
cultural e profissional perdem o bonde da vida, das carreiras profissionais que
deveriam seguir e não seguem. E esta é uma característica bem constatada nesses
tempos tenebrosos de tanta futilidade e ninharias: são jovens que cursam uma
faculdade, recebem diploma de graduação, e depois se declaram desiludidos e
desinteressados da formação alcançada.
Quando se analisa, por
exemplo as relações sociais familiares de muitos desses jovens (moços e moças),
notadamente os de famílias tipo B, aqui descritas, esses indivíduos manifestam
pouco afeto e um discutível “amor”, aos seus pais, avós e outros membros
parentais idosos. Na Psicologia Positivista esses moços e moças padecem da
síndrome da fragilidade ética intrafamiliar. Que se caracteriza pelo pouco
zelo, pouco respeito, discutível amor para com os pais e membros parentais. Um indicativo dessa fragilidade ética é quando
falece um pai, uma mãe, um dos avós. “ Tanto faz, ter vivido ou morrido, ou
talvez até foi melhor ter morrido”. Tanto faz! Que triste, hein”. Mas, enfim,
quem foi responsável, na maioria dos casos foi a própria família, porque ética
e honestidade se ensina e esses valores não nascem com a pessoa, carecem de
instrução e treinamento!
“Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um
telegrama do asilo: ‘Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames. ’ Isso
não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem. ” Arthur Mersault – personagem de
O Estrangeiro, de Albert Camus.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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Perdoe pessoas sem
recebe-las de troco by
Para cada pessoa que
faz uma inzona aqui pelo Nordeste, existe um preço. Muito se fala por exemplo
no meio bandido da deep web. Porquanto há essa assertividade nas bandas podres
da internet. Trata-se daqueles grupos que usam redes sociais, mais
disfarçadamente com outros adjetivos e títulos. A chamada internet profunda é
uma dessas. Gente insólita, não é mesmo!
É bem sabido que o
Instagram, é uma rede preferida pelas pessoas meliantes, homens e mulheres,
porque são posts fugazes, fotos, ditos, remoques, mofas. Os sicários e tabaréus
desses grupos, são os mercenários dos chefões. Fala-se que os energúmenos e
precitos usuários de redes sociais, não tem ética. Engana-se os menos avisados
e ingênuos.
Vejamos essa regra
aqui: “Perdoe pessoas sem recebe-las de volta em sua vida. Desculpas aceitas, volta/amizade
negada”. Este é um tipo de postulado canônico desses grupelhos de gente que usa
a deep web. Porque não aceitam a chamada trairagem, na gíria desses tais e
quais sujeitos. Esse princípio é uma criação desses fedains. Já imaginaram que
poder!
Quando eles tratam com
gente inzoneira ou onzenário. Hum, aí é que a revindita é certa. Não perdoam. E
tudo tratado por redes sociais, restritas a eles“. Perdoe pessoas sem
recebe-las de volta em sua vida. Desculpas aceitas, volta/amizade negada”. Eles
criam esses carteis sociais, as sociais mídias deles.
Uma outra estratégia
vezeira e useira desses grupelhos de gente, é criar perfis falsos na Internet,
e circular por elas abobrinhas, platitudes, futilidades, frívolos posts.
Observem bem, o quanto de ninharia, patavinas, filigranas, pequenezes e
infantilismos que se postam no insta, no face. Trata-se do oco, do vazio, do
rotundo e nulo, em profusão. Tudo para obter mais e mais adeptos.
Atenção para os
grupelhos de mesma iguala. Sejam aqui, acolá, alhures, nordestinos, sem
destino, predestinados, determinismo inane! São gentes de todos os rincões e
podres do Brasil; Rio de Janeiro, Minas, Sudeste, Norte, sul e centro oeste.
Sem discriminar. As comidas, os
gatinhos, os gaturamos, o cuco, a comida da boa, as barrigas de fora. Ai, ai,
ai. Deixe papai ver. Olha que foto, lindinha. Ai, ai, ai! Pare o avião que pulo
sem paraquedas! Oh, gente, oxente, olha o seixo, o seixeiro, o inzoneiro. Nossos
entornos sociais estão cheios! Apologético e apocalíptico. A danação é ter que enturmar e aturar tal e
quid indivíduo nas rodas sociais próximas.
João Dhoria Vijle -
Crítico Social e Escritor
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Pode-se fazer alguma
intertextualidade da Medicina com outras áreas do conhecimento. Aliás, vários
são os ramos científicos onde é possível buscar essa conexão e
complementariedade. Veremos aqui o exemplo da chamada distonia ou astenia
neurovegetativa com a popular preguiça ou ócio vazio. E neste ponto, um adendo.
Não se trata de pleonasmo,
ócio vazio, porque, conforme Platão, pode-se ter um ócio produtivo, quando o
indivíduo, de folga do labor físico, se põe a pensar, conjecturar, elaborar
mentalmente, e daí sair belíssimas criações. Que bela disposição de espirito.
Não se quer que enquanto descansa carregue pedra, folgar o corpo e pensar a
mente, o intelecto, a cognição, o intuitivo, o abstrato etc.;
Nessa ligação ou
intertexto, está a se fazer uma colaboração da psiquiatria ou psicologia
(Medicina) com a Sociologia. Astenia neurovegetativa>ócio vazio. De plano,
já se observa que este diagnóstico não existe mais na classificação
internacional de doenças (CID 10). Nem no DSM-5, Manual Diagnóstico e
Estatístico, da Associação Americana de Psiquiatria (APA).
Sem ser pregoeiro,
onzeneiro, nem tão pouco onzenário, façamos essa intertextualidade. Astenia ou
Distonia Neurovegetativa. Faz-se merencório, porque imagine aquele sujeito ou
elemento se sujeitar a ser alvo de mofa, escarninho de outras pessoas que já o
conhece em suas sorrelfas. À sorrelfa, o patusco vai ludibriando mulheres na
melhor das lábias, com suas palavras sábias.
Está bem já consignado
pelas Ciências, nomeadamente pelas Neurociências e Psicologia Positivista.
Existem aqueles indivíduos, que adredemente, bem explicado, traz consigo, a
quem eu sigo, uma certa astenia para as lucubrações produtivas e laborais. Há
como que uma certa fadiga, manemolência para qualquer labor sudorético, aquele
que precisa vontade e força muscular, ou força da vontade. Mas, falar em
motricidade volitiva não é como o tal malandro. Merencório.
Entrementes, assim interpretam dele amigas
mentes. Se o chamar para um rega-bofe, uma comezaina qualquer. Eh, onde será?
Não! Conte comigo tô lá. Eu deixo meu porco duroc aqui e vou. Conte comigo! Ah,
você me pega? Combinado, tô na espera! Duroc, fica aí. Filho vai e volta!
Enfim, as ciências ,
assim o afirmam, esse tal e quid sujeito padece da chamada astenia
neurolaboral. Falei e laborar, laboremos, é deixa-lo em saia justa! Ai, ai, ai.
Neurastenia volitivo e voluntária. Sei, eh, né !
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A ÉTICA DO NARIZ E DA
GARGANTA by
João Joaquim
Na vigência da pandemia
da covid19, muitas foram as dicas, as informações sobre a segurança sanitária
das pessoas. Foram medidas de sanitização pessoal e ambiental. Sobretudo nos
contatos humanos, de isolamento social, os cumprimentos e saudações físicas. Os
cuidados maiores eram o emprego de máscara, o uso de álcool em gel na assepsia
de mãos e objetos, o distanciamento social, a evitação de aglomerações.
Todos esses protocolos,
recomendações, portarias e decretos oficiais, traziam, como ensinado à época,
uma essência e um significado ético, de honestidade, de cuidado com a segurança
de todos à nossa volta. E na essência e na íntegra ao se adotar gestos,
cuidados consigo a pessoa está visando sua própria integridade física, como de
outras pessoas de nosso convívio: um pai idoso, uma esposa, um filho menor, uma
pessoa com morbidades crônicas!
Se há dois gestos e
reflexos com os quais as pessoas, muitas pessoas, não adotam o mínimo zelo em
não contaminar outras pessoas ao redor, na mesa, no diálogo qualquer são os reflexos
do espirro e da tosse. Aliás, foi ensinado às pessoas, durante a pandemia de
como se deveria comportar com os espirros e a tosse. Entretanto, existem certos
indivíduos que se recalcitram. Mesmo em plena pandemia pouco se lixavam para a
segurança de outras pessoas.
Tomo aqui um modelo, de
sigla trocada em nome da ética para dar uma ideia. A.S, masculino de registro e
social, de formação superior em profissão de humanidades. Já mais que
sexagenário e tido e havido como bem informado, lido e estudado. O sujeito
padece da chamada rinite alérgica incurável, sintomática perene, e altamente
pruriginosa. Vendo-o, fica a sensação de que volta e meia o sujeito esfregou urticas
nas narinas. Não é de ver que o sujeito esteja onde estiver, é um tal de coçar
o nariz, assoar a cangalha facial, massagear o dito cujo. E sequer traz a
preocupação de andar com uns lenços descartáveis para dar um destino sanitário
às secreções e sem contaminar pessoas e ambientes! O mesmo se fazendo A.S, com
suas tosses: estando ele à mesa de almoço ou lanche. Não importa quem esteja à
sua volta em conversão com ele próprio.
O modelo aqui, real e
comportamental, com nome trocado (fictício) é uma demonstração da ética frágil,
do contra ética, da falta de ética sanitária, do convívio com as pessoas e meio
ambiente. Em se concernindo sobre esse modelo de gente aqui exposto. Puxa-se
outra questão, a natureza moral, social e de honestidade ou ética do indivíduo
na sua construção integral. São as duas heranças como determinista na índole e
caráter do indivíduo. Existe uma herança genética, que terá alguma influência
no bojo moral da pessoa. Entretanto, a mais visceral, a mais marcante e perene
é a herança social familiar. Na grandeza de nossa formação cultural ética e
moral, está o cabedal, o jaez, o perfil social de um pai e de uma mãe, com
espelhos e influenciadores dos filhos e filhas.
Dessa premissa maior se
extrai esse fundamento: se um filho é gestado, criado, educado, instruído e
exemplificado por um pai potrão e porcão, um pau-d’água, uma ema perene de
cachaça e cerveja, mais aquela mãe pateta, um pai ausente no impor limites e
regras ao filho; o que esperar desse filho? Sujeito bem civilizado e sociável é
que não vai ser. Vai retro, filhote de ema ou anta. Sujeito que sequer segue uma mini ética, ou
etiqueta de higiene no trato, no cumprimento, nas falas frontais com qualquer
pessoa, que em uma mesa de café ou jantar é capaz de tossir sem proteção,
espirrar com estrépitos, que se faz até de massagista esfregando e limpando o
nariz, sem pudor, sem se corar, sem pejo e respeito sanitário à saúde coletiva
e de outrem.
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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Miguelzinho era alegria
e pura expansividade. Aos 2, aos 3, aos 4 anos de idade. Lá vem ele, com seu
carrinho de pau, rodinhas de pets. Por vezes puxando seu gato de espuma, ou
voando com sua bola de plástico. Brinquedos que seu próprio pai Joel Jasmim, lhe
confeccionava com o filho em volta. A mãe, Violeta Guimarães de Lima, era, na
classe laboral autônoma na arte de corte e design de costura. Juntando pai e
mãe, eram que o IBGE tipifica de classe média baixa, parcos ganhos com muita
dedicação e esfalfar nas fainas cotidianas.
Oh, quero aqui reforçar
o convite. Não deixe de ir ao aniversário de Miguel. A festa será muito boa,
boas gentes, comidinhas de crianças. E não faltará boas cervejas, licores,
batidinhas, galinhada, caninha assada, pinguinha da moda, cervejas e massas. Asseverou,
assim, Joel a este conviva, alardeando e se glorificando de mais uma festa
pelos anos do segundo filhos. O casal, já era pai de Érica, menina prendada,
tida como princesa, da casa, 8 anos muito bem coloridos, prendados e dadivosos,
de festas, brincos e outros mimos. Eh, ah, não pode deixar. Lá estaremos para
“brindar” os anos de Miguelzinho.
A festa corria bonita e
colorida. O alarido e burburinho se misturava com o espocar de algumas
bombinhas, o estalar de pipocas, o pula-pula para a criançada, picolés,
pirulitos, balas, sucos naturais, Coca-Cola em profusão; esta em maquina tipo
ordenha! Sorvetes e guloseimas para a meninada. O animador vestido de palhaço
dava o tom das brincadeiras para as criançadas, que em grupo com mães e
parentais regiam toda a alegria. Havia de permeio, risos e hilaridade infantil,
choros e algumas birras. Idade variada, infantil. Natural.
De prometido para gente
grande dispunham de massas, macarronada, mandioca, torresmo, farofa, galinhada,
cervejas, pingas e caipirinhas de frutas muito capitosas e inebriantes! O tanto
de adultos era menos que de crianças. Mas, todos ali se regalavam, se
repimpavam do bom e do melhor tendo-se em conta que era festa infantil, de
criança de 4 anos de idade, com criançada etária diversa. Então, compadre, está
bem servido? Precisa, oh, chame o garçom. Temos os serviços que contratamos.
Fique à vontade. Está bem, compadre, deixe comigo.
Miguelzinho e Lucas
Henrique, mesma idade de 4 anos, deu de chorar. Chorar, chorar. Olha aqui meu
filho, que lindo aquele brinquedo, colorido, bonito, faz barulho nas rodinhas;
incentivava e acalentava a mãe de Miguelzinho, o aniversariante. “Não, não
quero! Quelo o meu carrinho de casa, de coldinha. Buque pa eu”. Miguelzinho
mostrava-se enfadado, choroso, irritado. Pera aí, vou lá dentro pegar seus
brinquedos, tá! Dito e resolvido. Trazidos os simples e caseiros mimos e
brincos, a criança sentiu-se de novo feliz, pulava, corria com seus íntimos e
amigos da diversão e atrativos diários. Não entendo de crianças! A gente faz
tudo do bom e do caro para os pequenos e eles não gostam.
E tudo seguia naquela
jornada de comes e bebes, criançada, adultos, burburinhos, risos, algum
chorinho de crianças, mãe, babás. Garçom! Joel Jasmim, em mesa com um amigo
Rafael Arcanjo, confidenciava sobre a força-tarefa, o trabalho e custas da
festa para o filho Miguel. Era costume de família, gosto da esposa. E revelou à
curiosidade de Rafael. Tudo custou cerca de 2 mil euros. Dois mil euros hein,
na cotação do dia. Não, mas, sendo filho, vale o investimento. Dois mil euros,
se tira com trabalho. Trabalho, trabalho! E o Miguelzinho, se esbaldando com os
brinquedos de sempre, de sempre, simplesinhos. Moral da história, a cargo de
cada qual. Cada qual!
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VOCÊ é O QUE PUBLICA NO
INSTA
João Joaquim
“Diz-me com quem andas
e dir-te-ei quem és “. Ou Saiba com que
te ocupas e saberei também no que te poderás tornar/”.(Goethe, talvez).
Se há um cenário hoje que
mostra de forma real detalhada a qualificação moral, cultural e civilista das
pessoas, esse cenário se chama redes sócias. Todas elas! De momento o
Instagram, por exemplo. Ali, dando aquela zapeada ou mais detidamente se for o
caso, ficam os registros, as mostras, as demonstrações de grandes rebanhos dessas
pessoas desocupadas, sem outro múnus na vida.
São grupos de gentes sem
outros planos de vida e de construção de si mesmas. Ou reconstrução, porque
algumas crescem tortas pela biografia familiar, e pouco ou nada há que
reconstruir. São como caniços cujos gomos e galhos se fizeram tortos, na
filosofia de Heine. Quantas estatuas poderia fazer Bobbie Carlyle do self made
man. Ou uma versão “self made Women”. Porque, cá entreouvidos, o que há de
mulher com bandeiras de veniaga nesse tal de Instragram, não está escrito em
nenhum periódico.
Vamos aqui a algumas
pérolas, porque elas revelam bem a mala cultural que são esses internautas da
plataforma. O que fazer nos meses a
seguir, frases de efeito, palavras mágicas, conselhos repicados de outras da
iguala. Fotos bizarras de uma filha menor, os meneios de um cãozinho, praias,
biquínis, festas, textos encorajativos!
E as demonstrações de
alguma cultura e curtição de algum clássico: frase de Drummond. Hum, cultura
hein. Sabichonas! Repicações e reiterados recortes de contatos de mesmo gênero.
Olha o gatinho, o coelho, o ursinho, a estrelinha! Ai, ai, ai! Paulo Coelho em
expressões, frases. Leitora de tal!
Oh, daqui para frente faça
isto, que vai dar energia, sorte! Abracadabra! Energia vital. Tome essa frase,
esse sinete, esse símbolo. Sabe aquela folha tal: pois é. Pegue, amasse, repita
10 vezes, todos os dias, e verá os efeitos. Faça para ver.
Oh, mês tal, maio, agosto,
setembro. É para fazer assim, assado e com asseclas! Sabe aquele texto e prece
do Xavier. Ela serve para o que der e vier. Façam que verão os resultados. Oh,
a gente deve ser generosidade, compaixão, solidariedade, amor, evolução,
metamorfose, transformação, hein! Sejam tudo isso e mais algumas coisitas, eh.
Façamos!
Gente, pessoa que não é
dada a essas páginas. Leiam-nas, e terão a exata medida dessas gentes! Um
termômetro do cabedal, do bojo moral, ético, intelectual desses clientes,
dessas sociais redes! Midiáticas! Como referiu um dia, Raul Seixas: “ Pare o
trem que eu quero descer” Até. E para fecho, estas:
“Quantas vezes em nossa
vida julgamentos ocorridos apenas pelos nossos pré-conceitos, não tendo essa
análise profunda, investigando e se atendo as informações. Esse pensamento se
aplica a interpretação de um texto, uma notícia estampada em um jornal por
exemplo. Damos nossa opinião, replicamos a informação sem ao menos conhece.
Mostre-me um homem que não
seja escravo das suas paixões (William Shakespeare).
╬ ╬
Muito se questiona sobre relações
humanas nos grupos fechados, mais estritamente em se tratando de corporações,
organizações públicas e privadas; e até famílias. Não se pode perder de
consideração que a família é uma forma de empresa, uma organização das mais
primitivas. Daí ser a família, objeto de estudos sociais, comportamentais,
existenciais, religiosos e éticos. Nunca deveríamos olvidar essa característica
das relações sociais: a ética familiar. Existe uma extremada negligência nesse
quesito relacional familiar. Porque basta estudar o que é o caráter humano, a
índole, os recônditos intentos e camuflados planos das pessoas fora de eixo, do
prumo, da ereção espinhal. A honestidade e ética nos padrões levam o homem a
andar de cabeça erguida e espinha rija e ereta!
Quando se fala em honestidade, em
retidão moral e material dos membros da uma família. Nesse grupo social, sempre
houve muitas e variegadas pessoas capazes dos mais vis desvios éticos e
civilizatórios. A explicação, não a justificação está em que existe uma
tolerância para os desvios de honestidade, de ética, de não cumprimento de
discursos promissórios, de tomada de um bem, um empréstimo, um favor. Todos
nunca cumpridos ou feitos de forma desonesta, desigual, com vantagens para o
tomador desses ativos. A justificação é esta o vínculo parental e parietal
genético
Servilho Giocorda, era esse quid e
qual elemento. Quase sempre se dirigia para pluminha, com ares gamenhos e
fraternais. Os meneios eram os de sempre. Expansividade, afagos, palpos e
polpas, infusão caramelada de permeio não podia faltar. Então, Pluma. Sabe! É
vero, pode contar. Ao final tudo certo ok! Ok. Topa fazer aquela jogada
francesa, a do culote! Você diz a da plástica? Não. O culote das pedras.
Sestércio ou dracma. Pode ser três de
dez? Pode ser. Depois volta! Eu garanto! Hum, coitada de Pluma, nas calendas
gregas, ele acerta!
Quando se fala em ética familiar,
preciso buscar o auxílio da gramatica e de léxico português. O Direito Romano ou
mesmo o Germânico, nos deixou esses legados, os estudos patrilineares e
matrilineares. Da influência dos genitores no arcabouço moral, ético e de
honestidade da prole. Pesquisando esses diplomas jurídicos, estão lá assentados
e deitados o quanto a pessoa recebe esses apanágios. Notadamente os
patrilineares. É o pai como bom ou desqualificado chefe de família em
determinar em que vão dar os filhos, nos dotes éticos e de responsabilidade com
os seus membros parentais mais íntimos e próximos domiciliares. Exploração
moral, laboral, de energias, espólios. Material.
Para bom entendimento, basta um
único exemplo de cognato. Folguedo, folgança, folga, folgar, um único elemento
cognato capaz de gerar essa inteira prole de significados. Vá que seja, nada
éticos. Faz parte! Se tomar outro único cognato, vai dar na mesma. Calota,
calotar, caloteiro. São termos e expedições especificas de cognato. É de ver
que há cognato e cognatos. Existe algum que usa de toda sua significância para
gerar outros termos a jusante e a montante!
Imaginem o nascedouro de um rio, a
montante; a foz desse rio, a jusante. Bem entendido. O filósofo Heine e Michel
Polâncio, afirmam peremptoriamente. Duas são as heranças no moldar o caráter e
a honestidade de um indivíduo. Pouco há de influência genética, mas ela existe.
E muito da ética social familiar; esta, se dá originária do cabedal, do estilo,
do jeito de vida que leva esse pai. Necessariamente vai haver um espelhamento
desse caráter nas características sociais, éticas, nas relações negocistas e trapistas
desse elemento. Inescapavelmente! As estatísticas não falham! Os estudos
sociais idem.
João Dhoria Vijle - Crítico Social
e Escritor
╬ ╬
Vivemos em uma época, a que podemos
nominar de ditadura da modernidade. É o que se pretende neste sumário texto. De
forma inata o ser humano é animal curioso por novidades, pelo diferente, pelo
exótico, pelo mágico, pelo inaudito. E a
curiosidade é um sentimento saudável, porque leva o homem a feitos, ao inovador,
a descobertas e invenções úteis e construtivas para si e seu entorno social,
comunidade e país.
“O homem não teria
alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível”-
Max Weber. Grandes foram e vêm sendo as descobertas, os inventos, as
explicações e entendimento de muitos fenômenos. Há que diferenciar invento de
descoberta. Descobre-se uma lei natural, como a lei universal da gravidade de
Newton e inventou o avião, por Santos Dumont. Quando se desvenda ou interpreta
cientificamente um fenômeno temos uma descoberta. A idealização e fabrico de um
objeto, um instrumento é uma invenção. Foi o exemplo de Santos Dumont, que com
as leis da gravidades descobertas, inventou o veículo avião.
A ditadura da
modernidade se espraia por todas as beiradas deste planeta. E curioso, como aos
poucos foram se aderindo os súditos, os explorados, os cativos, os escravos
dessa ditadura. São o capitalismo de consumo e o comércio de tudo quanto se
pode oferecer de enganoso, de supérfluo, de viciante, de dependência química ou
psíquica, de comida, de futilidades, de ociosidade, de niilismo. Por exemplo, a
ditadura da modernidade, conseguiu um dos maiores insights, ela fez uma legião
de niilistas digitais, de imbecis digitais.
O niilista
digital, é aquele indivíduo que já na maturidade e veteraníssimo se tornou
picado pelos vírus das futilidades de um celular, de um smartphone, de uma rede
social, pelas redes de comida rápida. Esse novo súdito digital, traz essas
características: primeira; ele nunca, mas nunquinha mesmo desvencilha da
maquininha. O indivíduo e a mídia, se tornam irmãos maniópagos (siameses). Isto
se dá por esse liame, essa cola permanente mão/celular. E olha se há
esquecimento! Nunquinha! O usuário possuído pela tecnologia do celular, está
sempre, permanentemente de mãos dadas com o seu fraterno objeto.
Mas, não se fie
que é apenas a cola niilista digital/ smartphone ou tablet uma das marcas da
ditadura da modernidade. Existe os chamados apelos gástricos ou gastronômicos
do consumismo alimentar. Este, um subsistema da ditadura formal e atual. Porque
o sistema sabe que a “carne é fraca”, melhor, a massa cerebral do niilista
digital e consumidor. Então, o sistema joga as suas iscas, ele tem os seus
engodos e cevas. Os niilistas digitais caem como lambaris no puçá, no anzol, na
rede. Como se diz no Norte e Nordeste, Sul e Centroeste. Nordestinos, destinos,
predestinados, desatinados, intelectivamente expressando. Ai, ai, ai. Os
usuários de todo o Brasil e mundo sofrem desse determinismo imposto pela
ditadura da modernidade. O incremento dos súditos e cativos digitais, dos
redistas sociais e cretinos virtuais se tornou uma realidade sem retorno.
Recomenda-se ler a obra “Fábrica de Cretinos Digitais, do neurocientista
francês Michel Desmurget, diretor do Instituto de Saúde de Paris.
João Joaquim -
médico e articulista do DM
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Muito se tem falado e informado
sobre os recentes casos de ditaduras na América Latina e no Mundo. Os modelos
desse sucesso de momento são Venezuela, de Nicolás Maduro e Daniel Ortega, da
Nicarágua. Maduro, está no poder desde 2013, Ortega desde 2007. Nesse artigo
não se pretende falar das injunções e natureza políticas das Tiranias, mas ver
nela outro lado da natureza humana. Ao menos para essa compreensão elas se
mostram úteis.
Tomando ainda, o exemplo da
monumental obra “ Leviatã! De Thomas Hobbes (1588-1679), pode-se tirar dela,
mais entendimento e compreensão do caráter e comportamento do bicho humano. “A base da filosofia política de Hobbes é uma visão
pessimista sobre a natureza humana e a vida em sociedade. Segundo o autor, os
seres humanos são bastante imperfeitos. Estão constantemente sujeitos ao erro
de julgamento, movidos por ideias falsas, influências de terceiros
mal-intencionados, não poucas vezes agem de forma egoísta, impulsiva e com uma
preocupação excessiva com ninharias como a honra”, ou honestidade e correção
moral.
Hobbes foi um admirador por exemplo
de Francis Bacon, que era filósofo e matemático e divulgador do método
científico. Leviatã é uma obra política e filosófica que retrata o homem em
suas imperfeições, seus conflitos com outros homens. Vem dela a famosa frase: o
homem é o lobo do homem. A proposta de Hobbes é o “contrato social”, a
organização do Estado, um poder forte, na mão do príncipe, com o objetivo da
paz social e da organização do Estado. Regras de convívio social, vigilância do
Estado, ordem e punição. Assim, funciona!
Tanto as obras desses grandes
pensadores e teses desses cientistas estão sendo representadas nessas ditaduras
aqui citadas e tantas outras, planeta a fora. É da natureza humana, essa pulsão
interior, essa inclinação de dominar, de subjugar o outro, de esbulhar, de
parasitar, de tirar proveito de outra pessoa, seja de sua energia, de suas
posses e bens ativos como dinheiro, objetos, de sugar e surrupiar o seu
trabalho, suas energias, sua tácita obediência. A ideia de poder permeia muito
as relações pessoais, de comum, familiar etc.
O interessante e instigante é que
muitas são as pessoas que vão se apoderando da outra, de sua boa-fé, de sua ingenuidade,
de sua boa vontade em servir esse explorador e esbanjador. São dois lados dessa
promíscua relação: o explorador e o explorado (a). Quanto maior for o grau de
parentesco ou intimidade, maior o risco dessa nociva e pernóstica exploração: a
força e trabalho do outro, a prestação de um serviço não equanimemente feito, o
cuidado de uma pessoa fragilizada e inválida do domicílio, a divisão isonômica
de compras domésticas e sanitárias para esse ancestral e idoso dependente.
Enfim, muitas formas de exploração. Muitas são as famílias que sofrem com esses
sanguessugas! Folgados da família. Trata-se da chamada exploração alheia,
porque há na outra essa “servidão voluntária”.
E sem o esforço de acreditar,
porque basta despertar para esse outro lado e outro comportamento. Como existe
o explorador e folgado, existe também a pessoa explorada, que se deixa ser
explorada de forma voluntária. Muitas são as pessoas, que por uma
pusilanimidade inata, congênita, se tornam servis.
Quem não leu, fica recomenda esse
opúsculo de Ètienne de La Boétie (1530-1563), O Discurso da Servidão
Voluntária, Pequeno Livro e a um tempo magnífico trabalho, sobre essa
disposição de grande massa de pessoas em servir a um ditador, a um líder, a um
caudilho, a outrem, a um parente próximo, caseiro, domiciliar, fraternal. E na vida costumeira, comezinha e frugal de
muitas gentes, essas pessoas, ingênuas, bobas da corte, estão ali, sendo
diuturnamente exploradas, por outros finórios, expertos, hábeis nessa arte das
“ditaduras” familiares. Precisa acreditar? Nem tanto, basta ter crítica e bons
olhos analíticos que veem com as lupas da razão e não do coração.
João Dhoria Vijle - Crítico Social
e Escritor
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Eficácia e convencimento da fofoca
Uma recente pesquisa feita no Reino
Unido, mostra o quanto a chamada fofoca ou mentira exerce um poder de
convencimento, a depender de quem a profere e comunica a outras pessoas, e das
pessoas receptoras. As conclusões sobre esses chamados efeitos persuasivos e
nocivos da fofoca ou mentira envolvem várias características. Em sumário,
alguns pontos importantes.
Preliminarmente, divide-se a fofoca
em verdadeira e falsa. Ainda no quesito verdadeira, ela pode ser parcialmente
verdadeira ou inteiramente verdadeira. Os mesmos termos se aplicam à fofoca
falsa. E esta é a mais nociva. Com uma explicação óbvia, porque se falsa, a
depender da natureza do fato falsamente divulgado ele é capaz de gerar grande
dano moral e material no alvo da fofoca.
E surgem então os fatores
determinantes na eficácia e prejuízos dessa fofoca. Porque uma questão bem
delimitada, é que muita vez a fofoca, mesmo sendo verdadeira total, ou parcial,
envolve por exemplo um segredo, uma questão de intimidade, privacidade,
confidencialidade a que todas as pessoas têm direito. Lembremos bem que se
trata de uma cláusula constitucional. Existe inclusive uma legislação
pertinente. A Lei Geral de Proteção de Dados (LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO
DE 2018).
O
interessante destacado nessa atual pesquisa é que muitas são hoje, as
ferramentas, as mídias, os recursos de promover e exercitar esse expediente tão
vil, tão baixo, tão mesquinho por pessoas de mesmos qualificativos e
adjetivação. Com o surgimento da Internet e redes sociais, surgiu no globo uma
nova classe de gente, os idiotas. E quem o afirma é o escritor e filólogo
italiano, Umberto Eco (1932-2016). Esse utilitário e magnifico invento,
concebido para o bem, para o trabalho, para a cultura e comunicação instantânea
das pessoas, a Internet, vem sendo usada igualmente para o mal, o feio, o
antissocial, o delinquente, o bisbilhoteiro, a pornografia, os crimes de toda
ordem. Entre estes, a fofoca, a calúnia, a difamação, os danos morais. Tudo
grátis, sem custo!
Quando se
fala em Lei Geral de Proteção de Dados, se fala em muitos atributos,
informações, características, fatos, vícios ou virtudes; tudo inerente ao ser
humano com sua formação e constituição integral. É oportuno lembrar que a
constituição ética, moral, cultural, de honestidade, de trabalho e capacidade
de prover até a própria vida, vem de família. Quantas pessoas criticam o outro
como desafeto, como antipatizado, como rival, invejado! Entretanto, não olha
para si própria, para os defeitos e vícios da própria família. É fácil jogar
pedra no telhado de vido da outra pessoa. Apontar o dedo indicador para a outra
em riste é apontar três dedos para si próprio! Muitos esquecem desse gesto.
O
interessante de se notar no expediente da fofoca e bisbilhotice é que tanto ela
(verdadeira ou falsa) e mentira pegam muito mais e muito mais rápido que os
fatos reais e concretos. Assim, uma fofoca falsa, se torna pegajosa e
acreditável, a depender desses fatores: De sua elaboração bem-feita, bem
narrada: o poder suasório de quem a dissemina, o fofoqueiro (a). No outro polo,
o receptor, a pessoa ouvinte e interessada nessa fofoca. Há gente que acredita
pia e cegamente, porque é mais fácil crer em mentiras e factoides. Exige menos
esforço crítico e mental. O gesto de
ler, pesquisar, estudar dá trabalho!
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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Relação uso de
medicamentos/felicidade by
Recente simpósio sobre saúde mental
e sua relação com medicalização (uso de múltiplos medicamentos) ocorreu na
Cidade de São Paulo Capital. Foi um encontro multidisciplinar, onde os
expositores eram psicólogos, filósofos clínicos, psiquiatra e neurologistas e
farmacologistas. Os palestrantes foram profissionais sem conflitos de
interesse. E falaram com vasta experiência e qualificada formação em suas
áreas, atuação clínica e pesquisas nas respectivas áreas.
A questão central era esta: existe
um nexo no uso de medicação e infelicitação. Termo este muito empregado na
preleção. O Brasil é um país, não exclusivo, altamente medicalizado ou
medicado. E esta relação é proporcional, isto é: quanto mais infeliz se mostra
a pessoa, mais medicamentos ela tende a usar. Nem é necessário que sejam
medicamentos de efeitos estritamente psiquiátricos ou neurológicos. Mas, estes
são os campeões, tanto no expediente da automedicação, considerada uma epidemia
ou pandemia, quanto os tantos e milhões de prescrições médicas.
A estatística aproximada é esta:
cerca de 100 milhões de brasileiros, usam um ou mais medicamentos. Grande parte
desses de forma continuada. Em se referindo aos medicamentos psicoativos,
neurológicos e psiquiátricos, estes são os colocados no topo das tabelas.
Dificilmente encontra-se um domicílio, onde algum membro não use algum
psicotrópico, um sonífero, um antidepressivo.
Uma relação muito estreita existe
por exemplo entre as variadas substâncias empregadas como analgésicas. E mais
um insight (ou “sacada”) da indústria farmacêutico, com seu poderoso marketing
de consumo, quantos e quantos medicamentos trazem na bula múltiplas indicações.
São exemplos os medicamentos originariamente indicados para doenças
neurológicas e passam a ser prescritos para dor. De anticonvulsivantes e
antiepilépticos, muitos são receitados para dores crônicas, enxaqueca,
nevralgias, fibromialgias.
Olha esta exposição instigante e
pertinente, vinda da Filosofia Clínica, especialidade pouco conhecida pelo
público leigo e médico. Muitas são as dores, as ansiedades, as depressões, as
insônias, as enxaquecas, as infelicidades que trazem uma causa existencial,
vivencial, relacional, de uma péssima compreensão do que é a vida, uma vida
boa, centrada que deveria ser em valores culturais, abstratos, de desvendar a
natureza, o mundo natural mais simples à nossa volta. Tem-se aqui, portanto,
uma visão filosófica esquecida, nas abordagens terapêuticas. Psicotrópicos,
analgésicos, soníferos, todos exercem efeitos imediatistas e enganadores, e as
causas originais? esquecidas!
E como conclusão dessa breve
exposição. Relação mente/corpo: é de grande relevo, e questão muito esquecida
de pacientes, clientes de terapias e profissionais médicos: as doenças, os
sintomas, ou dores psicossomáticas. De forma bem inteligível, temos a psique e
o soma (corpo). Quantas e quantas sãos as doenças que iniciam na mente ou
psique, e geram os graves, gravíssimos e crônicos efeitos orgânicos: as dores
de cabeça, as fibromialgias, as dores reumáticas, as enxaquecas, as gastrites,
as constipações ou diarreias, as insônias, as doenças autoimunes, a
hipertensão, e até o temível câncer de variados órgãos.
Chupim e tico by
Chupim e digitígrado são os nomes
de dois da prole de 4 membros parentais que compartilham um idêntico genoma.
Lendo de fato o acróstico de sua gentilidade, sugere o nominativo da covid19- A
Sars, ou melhor Sars-Cov2. Questão de acróstico. O que se dá na mesma. Falar
neles e nisso, até então não se tem clareza se foi mesmo em Wuhan, China, o
ponto oriundo dessa diabólica virose. Há como que um arcano, um cofre de
mistério nessa inquirição. Tico ou Tardígrado podem ser de igual modo os seus
nominativos. Ciência explica!
Para descomplicar e dar mais
fluidez a presente digressão, chamemos então, como o fazem os próximos, de
Chupim e Digital, esses dois Brothers, porque também dão nome a dispositivo
impressivo. Na verdade, esses dois indigitados ligantes, formam ao que predizia
Karl Marx, o proletariado finório e das sorrelfas empreitadas. Tardígrado, pode
ser outro nominativo. Pela resiliência laboral.
Sintomas de lumbricoides e
estroçais. Os outros parentais eram uma matrona, chamada no chiste de pateta, e
o genitor de gordo Caparaó. Isto porque misteres de higiene e zelo corporal não
eram com ele. Senescente vivia de forma andrajosa e fetidez e zurrapa eram o
seu forte.
Digitígrado, ou melhor niilista
digital (termo cientificamente criado) era do tal que chegou à existência, por
vias fortuitas, foi como que determinista da casuística. E como tal não se furtou
nem se fez de rogado, tornou como um casuísta e zangão da praça. Mas, nos
negócios, agia como marimbondo da Guiné. Sai de perto porque lá vem o maquinal.
De outra banda a descrição da bolotinha.
Balofa era chamada bobinha da corte. Ou melhor, era a Brother ingênua. A tudo
ela assentia e candidamente aceitava. Nenhum opróbrio. Nem oro-pro-nóbis, se
ostentava a opor alguma altercação ou imprecação. Pediu, estava dado. Quanto
mesmo? Ah. Eh! Tá bom chá comigo. É para já!
A outra Brother era aquela, especialista,
expert, PhD, em leva-e-traz. Nunca se fazia rogada, sub-rogada ou adventícia.
Qualquer divertículo era com ela mesma. Chá comigo. “Sabe! Ele não perde a pose
né mesmo! ” Também, pudera né, eu invadi a vida dele né”
Agora, falar em expertise, tal estratagema
e desiderato, tal expediente personifica-o; o Brother Chupim e suas
argumentativas assertivas. Não havia
patativa do Assaré que o pudesse colocar no folclore de seus cordéis. Dito e
feito. Era de fazer inveja ao digitígrado ou do niilista digital, conforme dele
já se previa o psiquiatra mais famoso do Ocidente.
Chupim, não se fazia subalterno, de
rogado. Nos intentos finórios e dissimulados, agia por vezes e sem revezes
sub-repticiamente, à sorrelfa. Ele portava certo deleite nessas investidas.
Buscava sempre o melhor ninho, o mais ingênuo e bem preparado de suas relações.
E nem precisa de tantos ovos. Bastava dois, três. Era o bastante, de forma
jusante e de guelras para que algum ingênuo ou melhor ingênua fraterna caísse
em suas artimanhas e verborragias!
Enfim, chupim, digitígrado, balofa,
tardígrado. Pobres e bobas do entorno!
João Dhoria Vijle - Crítico Social
e Escritor
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Para as pessoas pensantes e que
contemplam o funcionamento da Natureza e da sociedade fica mais fácil a compreensão
da mentalidade das pessoas. Ou seja, das pessoas comuns observadas (estudadas) por
essas pessoas pensantes (cientistas sociais, psicólogos, psicanalistas). Há
esse link, essa ponte de quem é analítico, pensante, de quem emprega bem seus
neurônios e sinapses cognitivas de como se dá o caráter, a personalidade, as
intenções, as dissimulações, as estratégias de cada qual, no seu mundinho, na
sua esfera vivencial.
Porque na verdade cada pessoa é um
poço, um cofre de intentos misteriosos. Nunca saberemos tudo de ninguém. Tipo
um garimpo de ouro e diamante. Vai que entre sarjetas e gangas, acham-se lascas
dessas raridades. Persistência. Achados, conclusões. Bendito o homem ou mulher
que se torna construtor de si mesmo. “Da pedra bruta, emerge uma nova pessoa –
Bob Carlyle.
Observando certas cenas de certos
tipos personalíssimos, dá de registrar o que é o mundo animal, que se repete
nos humanos. Observando e analisando os ditos e intitulados animais
irracionais. Agora, irracionais por que? Não é mesmo, se muitos deles se
comportam da forma mais bela, sábia e honesta do que muitos tipos humanos. Vê
lá no mundo animal, se algum comete importunação sexual, incivilidade de toda
ordem, agressão contra as fêmeas ou machos, se há estupro, feminicídio ou
assassinatos variados? Nunca! Nunquinha mesmo!
Há uma fábula ou narrativa, de que
tendo Deus feito o homem à sua (de Deus) imagem e semelhança; e mais até da
costela de Adão fez sua companheira Eva, Ele, Deus teve um concorrente. Veio o
Diabo, e resolveu imitá-lo. Bem! E daí é fácil imaginar que o produto, ou
melhor os homens ou mulheres criadas por esse espírito decaído e devasso não sairam
nada perfeito. Pelos caráteres que pululam e vicejam por aí, torna-se crível
essa narrativa. Verossímil e convincente!
E não foi só entre os homens que
houve essa tentativa de imitação. Continua essa fábula e narrativa. Observemos
bem, atentamente, com olhos e lupas de cientista, o quanto há de bichos
daninhos e malvados no mundo animal! Predadores, parasitos, peçonhentos,
ferozes e dominantes bichos!
Falando da personalidade dos bichos
e tecendo um paralelismo com os humanos. Muito interessante são as estratégias
de sobrevivência no mundo animal. As camuflagens, as dissimulações, o
parasitismo, a conduta de levar vantagem em muitas e tantas situações
oportunistas, casuísticas! Veja por exemplo o mimetismo animal de um camaleão,
de uma borboleta, de uma serpente. O parasitismo e golpes entre as aves, na
postura de seus ovos para outras espécies chocarem (chupim, tico-tico, cuco).
Reparem e reflitam, o quanto essas
estratégias se dão de forma muito elaborada entre os humanos. A dissimulação, o
mimetismo, o fazer de conta, a atitude de me engana que eu gosto. O se fazer de
vítima e se passar de um portador da síndrome do coitadismo, o expediente da
chantagem, a simulação de uma doença ou apertura financeira para melindrar o
outro e obter alguma ajuda, algum apoio, um dinheiro, uma energia laboral, um
calote, um capote, uma manta etc, etc. tudo a ver. Existem tipos humanos que
parecem abutres, espírito vulturino, rapace e de espreita. Ante uma
fragilidade, uma desgraça, uma tragédia, uma ingenuidade do outro, parental,
amistoso; o esperto dá o bote!
Vejamos esse caso social, concreto.
Pavoninha, vai pelo apelido, havia se formado em Engenharia ambiental. Foram 5
anos de curso. Findo o qual, revelou-se não ter vocação para a profissão.
Gozado não é! 5 anos para essa conclusão. Desistiu da profissão. Ela não é
única, centenas de recém-formados caem nessa esparrela. Ela caminhava para nada
dar na vida. Mas, namorou e noivou. Candidata a labores esponsais! Sim,
esponsalícia! Onde domiciliada, vê-la em saia justa era perquiri-la sobre o
futuro. Nada de engenharia ou labores árduos! Buscar um emprego formal? Longe
dessa faina e esforço mental!
Entretanto, quando o candidato
esponsal (engenheiro) ia a algum congresso distante, Pavoninha logo se
assanhava em participar! Toda prosa sobre o interesse professional! Curioso!
Não é mesmo! Autoengano e me engana que eu gosto. Assim, ocorre, à guisa de outros
bichos e outros múnus! Direito, licenciatura, veterinária, administração. Não
tenho vocação! Demorou tanto hein! Cinco anos. Só agora, humm. Me engana que eu
gosto! Entendi!
A análise do mundo animal, nos dá
uma pálida ideia de como se deu mesmo a criação. Havia o caos. Tudo era feio,
disforme, repelente e inclemente. Houve uma força cósmica. Chamemos de Deus, um
criador onipotente e onisciente, dotado de toda inteligência, da beleza, do bom
e benfazejo. Construtor de todo esplendor do universo. Nesse interim e
concorrência surgiram anjos descaídos, retraídos e proibidos do convívio
celeste. Surgiram então as más criações, humanas e animais. Vida que segue...
não há de quê1
João Dhoria Vijle- Crítico Social e
Escritor -
╬ ╬
Ramos da Psicologia Cognitiva,
doutrinas místicas e espiritualistas trazem teorias e preleções sobre a
titulada família ou domicílio doente. E aqui nessa digressão, discorreremos
sobre este tema tão sensível e nevrálgico. Que ele possa até de chofre volver o
melindre de pessoas acometidas ou convivas dessa aura chamada casa doente. Mas,
que se acha presente em muitos lares é fato.
Para deslinde de questão social tão
importante, a Psicologia Positiva e correntes espirituais iniciam-se por compreender
a dualidade do homem, em corpo e alma. Para certas correntes do conhecimento do
fenômeno, há como que um tríduo na constituição da pessoa. A saber: corpo
(soma, daí somático), espírito (ânima) e alma. “A minha alma
engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lucas 1:46,47).
Platão, filósofo
grego tinha ainda o conceito de Nous, como intelecto, inteligência dos
racionais. O que mais importa aqui é que o homem é constituído de uma parte
física, biológica e material com sua fisiologia própria dos humanos e outra
abstrata, representada sobretudo pela alma.
O que se tem de
certo e a muitos ao entendimento aberto é que cada pessoa já nasce com essa
composição binária, corpo e alma. O organismo humano se constitui dessa
interação de corpo e sua parte anímica, espiritual e de alma. Na esfera
abstrata é concepcional que cada pessoa é circundada e afetada por espírito,
energias anímicas, anjos protetores. Em uma palavra: por bons e maus espíritos,
que voejam e circulam entre nós. Cada pessoa se protege com um anjo mais
próximo, nem carece de ser o anjo Gabriel. Conforme o estilo ruim, irresponsável,
pecaminoso, devasso; e que leva a pessoa ter espíritos malignos à sua volta,
essa pessoa está propensa a se adoecer e adoecer a sua casa.
Essa visão e
concepção não é uma mera e simplista teoria de Manes, de seu maniqueísmo, dos
opostos: luz e trevas, bom e mau, bem e mal. Existe uma perpétua luta em busca
de verdades e sua prevalência. Para melhor afirmação, recomenda-se uma leitura
atenta do que professou Nietzsche, Kierkegaard e Espinosa. Alan Kardec e Chico Xavier pensavam na mesma
linha.
Nesses termos
vamos imaginar aquele homem (ou mulher) chefe de família, que ao longo da vida
vai se abstendo de zelo com as coisas pessoais e de casa, se absorvendo, se
abstraindo e chafurdando nos vícios da glutonaria, no estilo perdulário de
viver, do alcoolismo, da centralidade vital nos garfos, copos e garrafas, no
prazer instintivo e digestivo da comida e da bebida. A satisfação orgíaca da
boca e buxo como fontes máximas de prazer. Pergunta simples e sem recato? Que
espíritos bons e benfazejos vão habitar esse ambiente? Difícil imaginar que são
anjos e espíritos do bem!
O que se
estabelece nesse lar, nessa família, são de fato os odores, os sabores das
libações etílicas, surge daí espírito ou álcool (vinhos, cachaça, cerveja,
uísque). É a confraternização desses maus e diabólicos espíritos a se possuírem
dessas pessoas (conceito de possessão demoníaca). Mensageiros do anjo decaído,
o lúcifer, o precito, o réprobo. Os arautos do mal, do feio, do corrosivo, do
ilícito, do devasso.
Não é difícil
imaginar a natureza, a atmosfera desse tipo de habitação, dessa casa. Anjos
malignos a derramar doenças, exploração de alguns parietais, de alguns
paredistas, em suas patuscas investidas, folguedos, guetos de maus fluidos.
Acidentes de orates, quedas domiciliares, ferimento, infecções, contusões do
corpo e do bem-estar, dores do lar, fraturas anatômicas e de boa convivência e
desarmonia. Perpétuas, sempre!
João Dhoria Vijle
- Crítico Social e Escritor
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Nas antigas igrejas um terço valia
uma moeda romana 1-2
Imagine aquele filho já com seus 6
lustros de vida! E então a mãe, Soraia Soninho, já passada dos 60 percebe que o
filho, comparado com outros de sua iguala etária e formação profissional, pouco
tinha evoluído em outros quesitos domésticos e éticos familiais. E aqui é
pertinente um colchete elucidativo: dois são os modelos sociológicos éticos. A
saber, uma ética por coerção, que se dá pelo medo da vigilância e punição.
De outro lado existe uma outra e
verdadeira Ética. A ética de coração, aquela que se dá de forma espontânea,
generosa, porque houve de parte de pais e educadores a instrução à construção
do indivíduo como cidadão participativo e não folgado, parasítico e absortivo.
Na cartilha aristotélica, não se nasce ético, torna-se com ensinamento e mais
que isto, treinamento vindo de pai e mãe. Ensina-se.
Soraia então, nessa altura da vida,
percebeu o quanto tinha se postergado e perdido esse azo e tempo na construção
de seu rapagão, com seus 6 lustros de existência. A algumas perguntas, simples
e objetivas, concluía-se o quanto a criação, a instrução e a construção
plenipotenciária do filho tinha sido absolutamente deficiente, tolerante e
protetiva.
O rapagão Luca Montalvão, era mais
um daqueles guapos sujeitos que na madureza da vida pouco fazia nos ajutórios e
ofícios domésticos na mantença da casa, de que dependia de tudo, cama, mesa e
banho, remédios, cosméticos, internet, redes sociais, celular da moda, carros,
roupa lavada e passada, quinquilharia, burundangas e outras futilarias, brincos
e dadivosos; tudo vindo de Soraia mãe.
Na oficina de reparos e
revitalização de gente as perguntas eram acacianas e de ordinários
entendimentos. -Soraia, de pequeno você ensinou ao Luca a limpar o quanto de
dormir, organizar o banheiro e estender as toalhas de banho? – Não! Ainda de
pequeno e adolescente, você, Soraia, ensinou ao Luca de como lavar um tênis,
escovar e engraxar um calçado? – Não!
No trato com os pets e demais
bichinhos, gatos e cães, porventura possuídos, o Luca foi ensinado, treinado e
provado, que esse e outro animalzinho, não são de pelúcia e exigem banho
periódico, ração diária, retirada de excrementos (populares xixi e cocô)
diariamente? - Não!
Nos quesitos tarefas e deveres do
lar, da casa de que depende para refeições diárias, bebidas a gosto, iguarias
saborosas e capitosas ao gosto pessoal. O Luca, foi treinado, ensinado de que
essas regalias, essenciais à boa saúde orgânica e mental; ele, Luca, foi
instruído desde pequeno, a essa cooperação, a esse adjutório, a que todos,
eticamente falando, devem ser ensinados e treinados diuturnamente? Não!
Vide este epílogo de nossa oficina
humana, com vistas à reconstrução e mantença de higidez e rigidez existencial.
Atingida a maturidade ou adultidade, como se tipifica a finalização psíquica,
orgânica e moral, o indivíduo pouco se faz susceptível de melhoria e conserto.
Nessa compilação, basta o modelo e tipo de outros animais irracionais. Imagine,
um asno, um jumento, um mulo, uma mula. Na madureza orgânica e dos instintos,
esses bichos são passiveis do amanso e doma? Não. São sensíveis à mudança dos
reflexos, mesmos os condicionados e de recompensa? Não!
De forma similar, se faz com o
bicho humano. Toda instrução, educação, ensinamentos, sejam éticos, laborativos
ou cooperativos, todos esses recursos pedagógicos, sociais e produtivos, todos,
de fato e de efeito, devem ser implementados na idade de formação integral do
sujeito. Atingida a maturidade, a fase adulta, o indivíduo nada ou muito pouco
tem a aprender nesses quesitos acima dirigidos à sua pessoa. Dirigimos à
senhora Soraia Soninho. Portanto, sua senhoria, como mãe, perdeu essa
oportunidade, de além de engordar e criar, fazer um filho cidadão participativo
e produtivo. E ponto final
JOÃO Dhoria Vijle
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Se existem algumas terapias que
para algumas pessoas não funcionam é fato real e comprovado, cientificamente.
Bem sublinhado que para certas pessoas. Não significa que as terapias são ineficazes
para todos. Elas, são efetivas, auxiliares, coadjuvantes, desde que quem faz
tenha alguma predisposição de assimilar o que lhe é recomendado, explicitado,
traduzido, interpretado. Não se trata aqui, que este comunicado, seja um
parecer opinativo (pessoal). Ele se baseia em Estatística, protocolos, ensaios
e casos-controles.
Alguns fundamentos são bem
evidentes e convincentes do porquê de certas terapias funcionar como enxugar
gelo para muitas gentes. Os motivos: Começa-se pela personalidade da pessoa,
pelo caráter, pelo temperamento e inclinações (pulsões) das pessoas. Tomem-se os exemplos bem extremos e
contundentes para entendimento: muda-se a preferência sexual da pessoa homo
para hetero ou vicie-versa? Não. Curar a lepra e praga da pedofilia? Não! A
personalidade cleptomaníaca? Não! A índole estelionatária e golpista? Não. O
caráter caloteiro? Não. A preguiça ou ociosidade constitucional? Não! A
personalidade borderline? Não! A índole do estuprador? Não! O agressor de
mulheres? Não. A leseira constitucional ou intencional? Não! Então, fica bem
pacificado. Para certos tipos personalíssimos muitas terapias, para os
assistidos são pura enganação. De novo, nada contra os terapeutas que todo
empenho e expertise investem em ajudar as pessoas. Todavia, há muita gente refratária, que não
assimila nada.
Esses são exemplos muito sensíveis
e gravosos, no sentido da compreensão de muitos outros tipos constitucionais
encontradiços, socialmente aceitos e variantes da chamada aceitação civilizada;
ou do politicamente correto. Porque se houver muito rigor e precisão na caracterização
do que seja normalidade e desvio de comportamento do indivíduo sobrará pouco
gente sadia, normal e padrão de civilidade e ética neste planeta. São os
princípios da civilidade, do politicamente correto, da humanização das relações
humanas e os postulados do instituto dos Direitos Humanos a uma convivência
pacífica e racional.
“Todo ser humano
tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta
Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua,
religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social,
riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”; artigo 2 DUDH.
Retomemos
a questão central de certas terapias ineficazes para certos tipos de humanos.
Lembremos: “Somos capazes de, ao caminhar pelas ruas, desviar sem problema de
fezes caninas ou felinas; contudo encontrar fezes humanas é motivo de asco ou
distanciamento – Mário Sérgio Cortella. E mais: “Nada do que é humano me é estranho –
Terêncio- poeta e filósofo romano.
Para simplificar matéria tão
sensível e não menos melindrosa demos (nós) alguns modelos de gente
insusceptível de melhora com variadas terapias: os comilões e comilonas, que
veem na comida, nos galetos, carnes, churrascos, pizzas, rodízios, Coca-Cola,
cervejas e massas a centralidade e plenitude do gozo e da felicidade. Para
estes tais e iguais funcionam terapia comportamental ou dieta? Não! Nem
abstinência de coca-cola.
Para aquele jovem ou moça criados
em bolhas domésticas, mimados, protegidos dos labores e dores do trabalho, dos
limites e códigos de convivência, que recebem tudo de amostra grátis, como os
objetos digitais da moda, que não podem ser corrigidos; que são capazes de
matar mãe ou pai, ou que tomam um carro, saem como os velozes e furiosos pelas
ruas e avenidas, atropelam e matam inocentes. Pergunta, algum psicólogo,
terapeuta, pessoal ou grupal, vai dar jeito nesse criado torto e destrambelhado
indivíduo? Não! As estatísticas não mentem.
Aquele homem ou mulher, solteiro ou
casado, que foi criado em um domicílio, onde a mãe era uma pessoa passiva e
pateta da casa, de baixo grau cultural e tecnicocientífico, casa onde os filhos
eram os alfas do grupo e nunca eram corrigidos; lar em que o pai era um adicto
incorrigível de álcool, maconha, psicotrópicos e orgias alimentares com amigos
e outras distensões antissociais. Pergunta: o que se pode esperar dos
qualificativos sociais e atitudes responsáveis desses filhos e futuros
cidadãos? Será que jogados ao mundo como elementos brutos e nunca lapidados
podem se transformar em joias? Alguma terapia, financeira ou social ou
comportamental, vai consertar esse sujeito? Improvável! Novamente, as Ciências
e as Estatísticas não mentem!
Os censos sociais e profissionais
(do IBGE, PNUD por exemplo) mostram que alguns desses tais e quais indivíduos
portam dois caracteres (índoles). Dotados de boa inteligência, conseguem se
assentar em algum trabalho, emprego público ou privado bem remunerado. No
trabalho, sob os as lentes humanas e digitais (vigiados e fiscalizados)
funcionam como funcionários padrão. Na vida privada, nas distensões sociais
familiares e de amigos, mostram a sua outra face: irresponsáveis, antissociais,
desonestos, trambiqueiros, golpistas, folgados, burlões, vigaristas,
impostores, soberbos, dissimulados, caloteiros e exploradores de pessoas
parentais e ingênuas.
João Dhória Vijle- Crítico Social.
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QUANTAS são as mulheres, muito mais
elas que os homens que padecem de celulites, efeitos de hormônios,
sedentarismo, comer desbragadamente como se a vida fosse centrada nesse hábito
ancestral, ou vindo da cultura da decadência do decrépito (esfacelado) Império
Romano; se empanturrar, repimpar de vaca, peru, galinha, galetos, restaurante
popular, rodízios de tudo, doces, manjares, em orgias orgásticas e libações de
toda espécie, etc. Aí então vem o que, obesidade e mais obesidade, corpo
disforme, tribufu, haja tribulas terrestres! Surge a silhueta baranga. Mulher
que marido nenhum tem libido e apetite por ela, e sai à procura de outras mais
esbeltas e cuidadosas do se corpo! Culotes!
>De acordo com os estudos
citados pode-se considerar que a endermoterapia além de distribuir o tecido
adiposo corporal, reduzindo assim medidas, também é eficaz no tratamento da
celulite, e associado com uma atividade física e alimentação balanceada tendem
de ser mais satisfatórios os resultados. Sendo uma técnica bastante procurada
por ser de custo acessível, além de não ser invasiva<.
Está aqui a se falar de uma forma
de solução para culote, não misturar com calote, calista, Calixto, calistenia,
calotas de carros. Os culotes podem-se instalar, nas coxas, nos quadris, nos
flancos. Apenas mulheres e homens fracalhões, que encerram suas vidas em gozos,
gáudios e glutonarias estão em risco de culotes. Sedentarismo, comilança e
preguiça; receita ideal.
Vamos por último e neste átimo que
nos resta falar de outro culote, mas agora com dois L. assim o dizem a cultura
da Gália (Francês). Segundo os cultores de nosso Idioma, última flor do Lácio,
inculta, mas bela. Havia ali um jogo de pedras. Tipo cartas. Alguns jogadores
ao final, ficavam com as pedras (culotes) porque não as colocavam em jogo,
culote, calote.
<Diminutivo de
cala. Esta é outra aventada origem. Cala
(palavra que tem calo como variante) é o talho que se faz numa fruta, ou
queijo, para degustação do eventual comprador. Quando a cala é pequena, que
geralmente é o caso, então é um calote. Ocorre que, antigamente, muito
comprador abocanhava a porção em oferta para degustação e não comprava o
produto, o que resultava em prejuízo para o vendedor. O calote, portanto, quem
tomava era o vendedor, não o comprador <. Atenção, acautelem-se! Os
predadores caloteiros na espreita!
Então à cultura de
muitos brasiguaios, de brasilianos, e brasileiros, notadamente de mineiros e
goianos, adeptos de calas, de calote, de calistas, de calistenia. Fala-se que
lá na Cidade Luz, de onde vem uma forma de culote, daí calote, pouco se vê de
culote. Trata-se de País, símbolo de Cultura e Civilidade. Ninguém,
participando que seja de culotes, vai dar culote. Melhor expressando em nosso
pátrio Idioma, Calote. Porque o calote exsurge, e subsume, assim o dizem os
operadores do Direito e da Justiça, esse malogrado e pernóstico comportamento
pode exsurgir de uma forma involuntária, por uma perda, uma falência etc. Jó o
ilícito, o abominável e reprochável calote intencional, premeditado, é o mais
perverso dele, porque o sujeito o faz pré-intencionado! Acautelem-se desses
tais e ditos folgados, patuscos e zombeteiros da ingenuidade alheia. Costumam
estarem ao nosso redor, e nos expessando palavras de afeto, afeição, estima,
fraternidade!
Joao Dhoria Vijle
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TOMAR E
DEVOLVER
Replicado
por João Dhoria Vijle
superendividamento: o desafio de lidar com dívidas insustentáveis
A prevenção do superendividamento passa, necessariamente, pela educação
financeira e pelo consumo responsável . Com achegas e excertos apostos
itálicos.
Por:Luciana
Yuki F. Sorrentino
Imagine uma família de quatro pessoas, vivendo
em uma pequena casa alugada, lutando para pagar suas contas básicas enquanto vê
suas dívidas crescerem mês após mês. O pai perdeu o emprego durante a pandemia,
e a mãe tem seu salário comprometido com empréstimos feitos para cobrir
despesas emergenciais. As crianças precisam de material escolar, alimentação
adequada e roupas, mas o orçamento apertado não permite mais do que o essencial.
Esse é um dos retratos possíveis de muitas famílias brasileiras que enfrentam o
drama do superendividamento.
O superendividamento é um problema crescente
no Brasil, afetando milhões de famílias que enfrentam dificuldades para pagar
suas dívidas sem comprometer o básico necessário para uma vida digna. Esse
fenômeno é caracterizado pela incapacidade de um indivíduo, que age de boa-fé e
é consumidor, de pagar todas as suas dívidas de consumo atuais e futuras sem
prejudicar o mínimo existencial. Essa situação exclui dívidas tributárias e
provenientes de relações familiares (por exemplo, pensão alimentícia).
AGORA,
imagine aquele sujeito, guapo sujeito, erado, forte, saúde de ferro, boa
intelecção, que por razões inexploradas, vive a dar manta, passar o capote,
promover o chamado calote, em gente, em pessoa de sua genética e parental. Está
aqui a se falar do reprochável caloteiro e embusteiro, esbulhador, golpista.
Que adora viver no bem bom, no far-niente, no laissez-faire, as custas de gente
ingênua e de boa-fé. Existe esse quid e qual folgado. Acautele-se dele!
De acordo com a Pesquisa de Endividamento e
Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada pela Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em junho de 2023, 78,5% dos núcleos
familiares do país tinham dívidas, o maior índice desde 2010. Esse dado mostra
a magnitude do problema, que não é apenas econômico, mas também social,
afetando diretamente a saúde mental e o bem-estar das famílias brasileiras.
A Lei nº 14.181/2021, conhecida como a Lei do
Superendividamento, foi criada para combater esse problema. Ela trouxe
importantes mudanças no Código de Defesa do Consumidor, estabelecendo medidas
de prevenção e tratamento para evitar que os consumidores fiquem presos a um
ciclo de dívidas impagáveis.
Um dos pontos centrais da lei é o conceito de
“mínimo existencial”, que se refere ao valor mínimo de renda que uma pessoa
deve ter para garantir uma vida digna. Esse valor foi inicialmente fixado em R$
600,00, segundo o Decreto nº 11.567/2023. No entanto, muitos especialistas
criticam esse valor, argumentando que ele é insuficiente para cobrir as
necessidades básicas de uma família brasileira.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
dos Territórios (TJDFT) tem se destacado na implementação de medidas para
tratar e prevenir o superendividamento. Uma dessas iniciativas é o Centro
Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Superendividados (CEJUSC-SUPER), que oferece um programa
de educação financeira, orientação individual e conciliação com credores para
ajudar os consumidores a reorganizar suas finanças.
Mas, o que
diz a ciência ou mesmo a Psiquiatria sobre a mente de um caloteiro? Segundo
pesquisas e estudos da universidade nacional de Camberra – Austrália. A
conformação e sistema moral e psíquico de um caloteiro guardam identificação
com os intentos, os recônditos morais do cleptomaníaco. Sub-repticiamente. O
portador desse vício, assim o chamam os cientistas e psicólogos positivistas, o
caloteiro traz internalizada essa inclinação, esse desejo de ter alguma
vantagem, álgum benefício com os recursos, o numerário, a pecúnia de outra
pessoa. Desejo de vantagem à custa da ingenuidade alheia.
A aplicação prática da Lei nº 14.181/2021
ainda enfrenta desafios, especialmente devido à falta de uniformidade nas
decisões judiciais e à necessidade de procedimentos claros e detalhados para a
repactuação de dívidas. A experiência do TJDFT e de outros tribunais mostra que
a criação de fluxos processuais e a promoção de acordos entre credores e
devedores são passos importantes para melhorar a eficácia da lei.
No procedimento do superendividamento, o
primeiro passo é a fase pré-processual, que inclui uma etapa conciliatória
obrigatória. Nessa fase, realiza-se uma audiência de conciliação com todos seus
credores. Se um acordo for alcançado, é elaborado um plano de pagamento
consensual. Caso contrário, inicia-se a fase processual, na qual poderá ser
homologado um plano de pagamento compulsório pelo Juízo, que estabelecerá a
forma de pagamento das dívidas em seu valor integral.
A prevenção do superendividamento passa,
necessariamente, pela educação financeira e pelo consumo responsável. Programas
educacionais que ensinam boas práticas de gestão financeira são fundamentais
para evitar que os consumidores caiam na armadilha das dívidas impagáveis e se
conscientizem sobre a importância de um planejamento financeiro adequado.
Além da educação financeira, é essencial
promover políticas públicas que incentivem o crédito responsável. Isso inclui a
regulamentação mais rigorosa das práticas de concessão de crédito por parte das
instituições financeiras, garantindo que os consumidores recebam informações
claras e transparentes sobre os termos e as condições dos empréstimos.
Em conclusão, a Lei nº 14.181/2021 representa
avanço significativo na proteção dos consumidores superendividados, mas sua
aplicação ainda requer ajustes e aprimoramentos. A leitura da matéria pode
oferecer uma visão mais detalhada sobre os desafios e as soluções propostas
para enfrentar o superendividamento. Além disso, é essencial continuar
investindo em soluções autocompositivas e em programas de educação financeira
para prevenir a repetição do superendividamento e promover uma sociedade mais
equilibrada e financeiramente saudável.
Agora, uma
verdade é superveniente e verossímil, quando se trata de caloteiro voluntário,
intencional, displicente, pouco empático com os bens e dinheiro alheios pode-se
tudo fazer por eles. Até uma formação PHD. Nada, absolutamente nada vai mudar a
sua mente disforme. A exemplo do cleptomaníaco
·
Luciana Yuki é juíza de direito do TJDFT,
doutoranda em direito e mestre em administração pública. Atua como coordenadora
do Centro de Inteligência da Justiça do Distrito Federal.
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Corvos e urubus não geram águias by
Existe um axioma dos mais simbólicos
que diz: “ A natureza não se faz por saltos. ” Vamos deslindar e exemplificar
esse princípio existencial. O que a sabedoria filosófica nos ensina é que não
se pode nada contra as leis naturais. As estações correm, os rios correm, a
chuva cai, o sol brilha, o dia clareia, a noite escurece. Pergunta: nós humanos
podemos mudar o curso e funcionamento desses fenômenos?
Em alguns podemos até causar alguns
danos. Intoxicar e adoecer os rios e mananciais, adulterar o fluxo das chuvas e
rios; porque são componentes do universo a que o homem tem acesso e com eles
convivemos! Entretanto, imagine querer alterar a lei da gravidade, a lei de
Newton, a relatividade de Einstein, o brilho e calor do sol etc.
Assim, como não podemos alterar e
adulterar muitos fenômenos e funções dos componentes abstratos, físicos e
químicos da Natureza, de igual forma se pensa na geração, crescimento,
instrução e formação integral da pessoa humana: biológica, ética, moral,
social, psíquica, escolar e intelectual. Cientistas e educadores, psicólogos e
espiritas e outras doutrinadores e religiosos concebem em uníssono sobre essa
ubíqua realidade, aqui, ali, alhures e no universo inteiro. Existe a natureza
humana, mas há uma educação.
Não apenas a sabedoria doutrinária,
religiosa; mais que estas, as Ciências esclarecem para que nossas mentes não
embruteçam sobre ser o indivíduo o resultado de duas determinantes heranças:
uma genética com suas leis infalíveis e minimamente modificáveis; e uma segunda
herança moldável a cada meio social e família, a herança social familiar. É o
princípio da pessoa se tornar um cidadão participativo, daí civilizado; ou o
reverso, um vilão de classificação variegada e multifacetária. O homem integral
para o bem ou o mal.
Eis o homem (ou mulher) como produto
e corolário do meio, da família, do entorno parental domiciliar e
extradomiciliar, da comunidade onde inserido, dos contatos de amigos, dos
correligionários de hobbies, de entretenimento, das preferências de toda ordem,
das escolas frequentadas etc.;
Cientistas de Humanidades e
Pensadores são uníssonos neste ponto.
Além de Teorias e sistematização de
matéria tão significativa na existência humana, aos exemplos sociais para fácil
entrada na mente e entendimento dos leitores e leitoras. Primeiro bom exemplo
de uma profícua e benéfica construção. Um caso ético social de uma família
composta por pai e mãe com disciplinada e construtiva educação dos filhos:
centralidade na instrução e ensinamento dos filhos, acompanhamento do
aprendizado dos filhos nas tarefas escolares, educação e limites amorosos,
diálogos francos e diretos, nenhum castigo físico, mas até algum corretivo mais
rígido se assim for a última medida pedagógica.
Pergunta: excetuando algum filho ou
filha com afecção psíquica (doença mental), qual a chance desses futuros
adultos serem cidadãos plenamente integrados, operosos, trabalhadores,
honestos, não esbulhadores e parasitas de alguém e de Estado? Enormes!
Cientificas! Estudos, ensaios sociais e estatísticas são convergentes neste
propósito.
Vamos ao reverso. Na hipótese de
filhos e filhas, gerados e engordados, “instruídos” por um pai e mãe,
displicentes na formação integral desses filhos. Mãe estilo passiva, pateta,
submissa. Ambiente onde os filhos se sentem os membros alfas do grupo e mandões
e nada obedientes e disciplinados com diretrizes e normas de convivência. Pior
que esse cenário: um pai que deveria ser modelar e espelho, QUE se mostre
adicto de alguma droga, comportamento social e civil fora do aceitável e
convencional. Imagine esse tipo antissocial de um pai entregue aos vícios e
condutas antissociais, desonestas, irresponsáveis, nada preocupado em que vão
dar os filhos e filhas! Imagine. “Dona fulana, onde está sua filha? Ah, não
sei, saiu por aí com as amigas e companheiras dela” Ah, eh! Hum, tá bom.
Qual a chance de esses filhos,
crescidos nesse contexto e com esses pais, resultarem em cidadãos e cidadãs de
boa estirpe ética, de boa conduta social e de convivência, de eles serem
generosos e cooperativos uns com os outros, participativos na família e até nos
cuidados dos pais quando estes estiverem decrépitos e inválidos? Qual a chance?
Baixíssima! Científicos dados! Portanto, fica essa analogia e similitude. Somos
partes do Universo, do cosmos! Há um genoma, com suas propriedades e
fisiologia. Inelutável e inexpugnável DNA. Mas, outra herança, a social
familiar, da qual todos somos o espelhamento dos pais e família. Corvos e
Urubus não geram águias
João Joaquim - médico e articulista
do DM
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Dos Estrupícios e Negatividades BY
João Joaquim
Existem pessoas que sugerem ter um
certo imã em atrair coisas e energias
negativas para suas vidas. E ainda pior, no seu convívio com outras pessoas.
Tipo aquele ditado que já ouvi de certo sujeito escolado e calejado pelas
cruezas e desafios da vida: “fulano ou sicrana se não tem algum problema, ela
arranja ou vai atrás”. E tomo como modelo, um exemplo bem chegadinho de fresco
e atual para mim. Aliás, muito encontradiço nas ocupações de muita gente. Ei-lo,
este primeiro modelo.
Uma jovem bem-apessoada de aparência
e QI normal, que a duras penas foi aprovada para Medicina em Faculdade Privada,
distante mil quilômetros de sua Cidade. Detalhe: pai e mãe com trabalho
informal de classe média C, bem baixa. Imagine o ônus com a filha agora!
Dá para imaginar o sacrifício da
família, as privações em manter essa filha longe de casa, com os gastos com
alimentação, moradia, livros e material de estudo.
Não é de ver que essa jovem arrumou
um cachorro para cuidar! Olha o estrupício que essa carente e dependente moça
adicionou para sua família pobre. Porque ela não produz como estudante, só
gasta! E nada de baixo custo: comida, aluguel, livros, higiene. Pensando no
bem-estar animal, um cachorro é como um filho; ração, higiene, excrementos para
limpar, veterinário e remédios! O ideal de animal é para quem tem dinheiro
sobrando e não faltante!
O exemplo maior de estrupício que
muitos indivíduos adicionam às suas vidas é a geração insensata e não planejada
de filhos. Porque, na verdade, muitas mulheres e homens jovens, sequer geram
provisões para a própria sobrevivência e autonomia. Quantos são os casos de
casais que sequer têm renda para a própria sobrevivência digna! E se unem,
casam, e criam filhos como se fosse uma criação de cachorros, galinhas, porcos.
Quanta insensatez e irresponsabilidade. São filhos postos no mundo em condições
de vulnerabilidade, de insegurança alimentar e de saúde, de educação, de
instrução social e ética. Porque é exatamente essa dura crítica: a construção,
a instrução, a criação e formação escolar de um filho é de alto custo, de alto
investimento amoroso e financeiro. Pense bem: a pessoa não reúne condições da
própria sobrevivência digna, e gera filhos! Indigno, indigno!
Quer uma insensatez maior? A geração
de um filho de forma solo (mãe solteira)! Está lá a moça, desprevenida, mal
orientada pela família, relações carnais e sexuais desprotegidas. Engravida,
nasce a criança. E vem a via crucis dos cuidados a essa criança, pensão
alimentícia buscada judicialmente em muitos casos, a criança tipo joguete dessa
insensatez, angústia para avós, parentes próximos e a vítima maior: a criança
não previsível e não planejada. Põe imprevidência e insensatez nessas energias
negativas e trambolhos na vida das pessoas, que elas mesmas criam para si e
parentes próximos!
Então ficamos nesses exemplos porque
são por demais contundentes e repelentes. O quanto há de gente que parece
estabelecer pactos com as chamadas energias negativas. A tal ponto que elas
parecem criar uma aura, uma aureola, um campo magnético que as circundam. Basta
aproximar delas que há como que uma repulsão energética maléfica contagiante! E
para aditivo a esse campo energético maligno, imagina essa pessoa ser por
exemplo adicta de substâncias de efeitos psíquicos e neurossensoriais, os
psicotrópicos, os ansiolíticos, ao antidepressivos, os soníferos.
Nem se está aqui a ventilar aquelas
pessoas que são ou foram viciadas, dependentes químicos de álcool, e tantas
drogas ilícitas, agora já defendidas e liberadas pela nossa Suprema Corte de
Justiça, o Supremo Tribunal Federal. E todas são drogas: álcool, cocaína, crack,
maconha. Porque todas essas substâncias, criam como que um circuito de energias
negativas e de maléficos espíritos e demônios no sensório e mente das pessoas.
Agora para piorar o que já era ruim. Imagine essa pessoa se tornar sectária,
seguidora, influenciada e manipulada por falsos místicos, por religiosos
mercadores da fé, da ingenuidade, de boa-fé e ausência de senso crítico dos
seguidores. Aí o pacote de estrupício e carga negativa está completo. Não falta
mais nada. O kit completo de negatividades e estrupícios.
João Joaquim
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Perdoar é silenciar o outro
João Joaquim BY
Muito se fala nas virtudes e vícios
das relações humanas. Exatamente isto. Quando se relaciona com alguém um ou
ambos, ou coletivamente apresentará ou apresentarão as chamadas virtudes ou
vícios nessa interação. Basta ver que existem casos, situações e casos clínicos
psíquicos e sociais, quando então se estabelece a absoluta incompatibilidade de
harmonia. Convivência desarmônica e impossível vida em comum! Felizes aqueles e
aquelas que chegam a essa circunstância e tenham a capacidade, o discernimento
ou convicção de que somos humanos, e como tais, podemos ter essa extrema e
acirrada incompatibilidade. Mas, há gente que pensa diferente, que se sente
proprietário do outro.
É da incapacidade ou insuficiência de
reconhecer as extremas alteridades que surgem os conflitos e animosidades entre
as pessoas. É inconcebível e demencial, uma pessoa exigir que a outra de seu
convívio seja e proceda igual a ela, conflitante e conflituosa! Uma é da paz e
cordata, gentil e generoso; a outra beligerante, animosa, contestadora,
alienante.
Na convivência humana, nas relações
sociais de toda ordem e por todas as vias. Quantas não são as pessoas que
discordantes e se antipatizando com a outra, inicia um força-tarefa de
desconstrução dessa outra pessoa, criando dela um perfil e um tipo social falso
e fraudulento, antissocial. Pelo simples fato de sua diferença. E vêm então as
ofensas, as quizílias, as cizânias, os mal-estares, as fofocas, a difamação, o
assédio moral e até sexual. Vêm então os melindres, as sensibilidades, os egos,
a menos valia pessoal sentido originária da outra pessoa. E então os
estapafúrdios e hediondos casos de feminicídios.
Falemos então do perdão; quando a
convivência se faz impossível. Incompatível essa harmoniosa vida em comum.
Quando se busca como lidar com o perdão e o que seja o perdão. Afinal, o que é
perdoar alguém por ofensas, mal-estares, difamações? Porque muitas e tantas são as desavenças e
antipatias e intolerância que ofensas e agressões pessoais, morais e
honorificas vão surgir.
Perdoar é a pessoa estar disposta a
não se valer da pena de talião, olho por olho, dente por dente e daqui a pouco muitos
cegos e desdentados. Não é assim um gesto civilizatório e de civilidade e
cidadania respeitosa. Primeira realidade nesse caso: o esquecimento é
impossível. Não se esquece ofensas recebidas. Gesto de civilidade:
distanciamento, não vingança. Perdoar é esquecer o instinto de retaliação. Fica
daí que eu fico de cá. O planeta comporta bilhões de pessoas. Cada qual no seu
lugar! Que belo, não?
Sendo nós humanos dotados de
inteligência superior, memória, lembranças: primeiro, ninguém esquece o
ocorrido, notadamente quem mais saiu vítima. Solução mais digna e humanizada,
um pacto de não vingança com o outro. Silenciar o outro é não querer nenhum mal
a esse outro que me molestou, me difamou, me ofendeu, me quis o fracasso, a
desconstrução e desmoralização pessoal e de minha dignidade e honra. Esquecer é
impossível, mas silenciar o outro, sim. Como se ele não existisse, deleção de
meus afetos, respeito, sim! Porque humanos somos e como tais devemos viver no
Planeta.
João Joaquim - médico e articulista
do DM
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Feijoada e Solidariedade – Pavlov
explica
João Joaquim BY
Quem é adepto das ciências e não de
charlatanismo e invectivas sente-se muito confortável em dialogar com outros de
sua iguala, no que concerne a interpretação dos fenômenos humanos. Os humanos,
de variadas castas e personalidades constituem as cobaias naturais ou “in
natura”, para a interpretação das relações interpessoais. Eis algumas dessas
compreensões, buscando a História das Ciências e seus cientistas.
Que lê e estuda informações
construtivas e informativas sem invectivas, há de se lembrar o russo Ivan
Pavlov (1949-1936). Grande fisiologista que se dedicou ao comportamento animal
que muito a ver há com as reações e condutas humanas. Não apenas Pavlov, mas
uma revisita no que disse e dissertou com muita propriedades outros como o
foram Burrhus Fredereci Skinner (1904-1990) e John Watson(1878-1958). E não só
estes cientistas, grandes filósofos de igual forma falaram sobre as reações e
relações humanas, quando estas trazem um interesse ególatra e subjetivo
estritos.
Muito instigantes foram os
estudos de Pavlov e correligionários sobre o chamado reflexo condicionado, os
instintos e reações digestivas de cães, principalmente, e que muito se vincula
aos humanos, conforme experimentos fartos e bem conduzidos por outros pesquisadores,
sucedâneos e em tempos digitais. A universidade nacional da Coreia do Sul, tem
equipes muito antenadas e dedicados, com protocolos e ensaios atraentes sobre a
questão da relação que estabelecem os humanos com a satisfação digestiva
instintiva, por exemplo.
Trata-se aqui da
centralidade que os humanos, muitos humanos, fazem com a comida, o comer pelo
simples regalo, gáudio e prazer. É o vício e dependência da glutonaria, o gesto
e busca frenética e sem ética do gozo do paladar como um prazer orgástico,
intuitivo, instintivo, de pouco ou ausência absoluta de racionalidade. Muitas
são as doenças ligadas ao apetite e instintos digestivos.
Se querem ainda uma
referência bíblica para a glutonaria, temo-la em Deuteronômio 21:20. Seu
praticante e dependente (viciado) é titulado como um libertino, um dissoluto,
um intemperante e um ser vilão (vil). O comer pelo comer, e não a comida como construtora
e fonte de nutrientes e energia orgânica, esse comer desbragado, animalesco,
instintivo, sem pudor e sem ética ou etiqueta à mesa, está na lista dos sete
pecados capitais, na descrição bíblica.
Trazendo o que dizem as
Ciências, a Filosofia e mesmo os textos sagrados para nossa vivência comum.
Observemos, de forma isenta, mas com um olhar científico e compreensivo
criticamente o quanto as pessoas se tornam solidárias nos instintos e apetites
digestivos. Vamos a alguns indicativos consistentes:
Faça uma reunião formal e
profissional, cultural ou de entretenimento que seja. Na programação, nada de
comes e bebes palatáveis, de carnes assadas, galinha, vaca, cervejas, doces etc.
Poucos convivas e comensais comparecem!
Faça o contrário: churrascos, comida farta e saborosa, bebidas etc. A grande
audiência e presença dos convivas do garfo, copo, mesa e bebedeiras.
Mais esta evidência e
consistência: tem-se um parental idoso, decrépito, inválido, grabatário. Esse
parental (pai, avô, tio, mãe) vem de ser institucionalizado de longa data, e
carente absoluto de cuidados de higiene, alimentação, companhia de diálogos
diários! Poucos parentes que cuidam. Os ex-afetivos parentes (afetivos e
parentais genéticos hein!), sequer o visitam como o fazia dantes, em época de
fartura e bonança de comidas e libações etílicas. Não se tem mais os rodízios
de freezer, de fogão, massas, carnes! Porque esse idoso agora, fétido e feio,
de fraldões e acamada, não banca mais os almoços, as carnes, as cervejarias, os
manjares e feijoadas. Já era!
Última evidência e
consistência pavloviana, dos reflexos condicionados digestórios e instintivos,
os regalos e gáudios da boca e baco (ou dionísio, deus do vinho e bebedeiras).
Faz-se uma churrascada. Uma feijoada capitosa e palatável que seja. Entram
então a relação apetite e solidariedade, assim o dizem os estudos coreanos. Quanto
afeto com esse institucionalizado parental e parietal. Sem alienação hein!
Quanto afeto, quanta amizade, solidariedade. As Ciências e Pavlov explicam!
Hum, sei! Nessa agora sazonal oportunidade, voltam os antigos convivas e
comensais. “Então, seu fulano, feijoada deliciosa, saborosa. Oh, saúde, boa
recuperação, hein. Precisar, estamos aí”. Hum. Sei.
Feijoada e Solidariedade
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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O mercador de seixos e
rodas de carro BY
JDV
Aqui pelas bandas das
Paraíbas, há muita gente pirangueira ou amarrada. Contrário do encontrado no
Centro Oeste, onde se vê muito xexeiro. O mercador de calotas é muito
encontradiço em Goiás, por exemplo. Questão cultural. Quer outro tipo aqui da
Paraíba? O pirangueiro ou amarrado, aquele que não cai nas vãs promessas do
mercador ou barganhador de seixos.
Viajando pelos “States”,
pude perceber o quanto se rechaçam, falando assim bem entreouvidos, o quanto
eles rechaçam o tal do xexeiro ou trapacista de seixos. Não importa o tamanho
dessas tratativas, aqui tituladas de golpes tupiniquins! Há como que uma
naturalização e normalidade nessas tratativas golpistas e folgadas. De gente
que não precisa desse jeitinho sinistro e canhestro de viver no bem-bom, no
luxo, no laissez-faire, no far-niente.
“Escuse-me, don’t i do
default. Yes! Never swindle! "swindle"; este termo tem um sentido que
"default" não costuma ter, que é o de "trapaça".
"Default", seria apenas "não pagar o que se deve", ao passo
que "swindle" seria "armar um esquema ilegal para não
pagar". Coisitas típicas de brasucas. Não é mesmo! Excesso de caradurismo.
Tudo feito sem corar a cara, sem besuntar o rosto de óleo de peroba! Este o
parecer de um americano e brasilianista! John Lince Bent.
O Brasil, porta os seus
regionalismos! Há um termo nacional entendido de toda a sociedade. Mas, os
regionalismos são uma cultura peculiar do País. Em tempos de cartão de crédito
e pix. Surgiram os golpistas dessa modalidade transacional. Quando se retrata o
tema golpe. Ele se dá de forma criminosa, prevista no código penal, com suas
cominações próprias.
Termos equivalentes a golpes, os eufemismos:
capote, manta, rasteira, trapaça, esperteza. O Nordeste é rico nesses termos.
Entretanto, há formas ditas mais civilizadas para os golpes. Segundo esse
indigitado brasilianista John Bent, Em se falando em Português; o calote, pode
se dar de dois modais: por falência financeira, quando o caloteiro, chega ao
estado falimentar de insuficientes recursos para quitar o que se deve.
Compreensível, e nada a fazer.
E existe o calote intencional ou
premeditado. Este tipo social e trapaceiro, em geral, explora a boa-fé de outra
pessoa, que nele, caloteiro, deu um voto de fé e credibilidade. Não importa
este vínculo: boa amizade, parental, conjugal até. Já imaginou! Esse
inclassificado golpista, é de igual forma agente e tão repelente de mesma
iguala dos golpistas do pix, do cartão de crédito, dos estelionatários do INSS,
da Previdência Social. A diferença é que ele age dissimuladamente, adrede em
seus intentos de promover capotes, mantas, trapaças e exploração de outros e outras
de boa-fé e ingenuidade. Brasil afora, esse país anda infestado desses tais. Tanto para lá como
aqui em Nordeste, sueste, sudeste, noroeste. Jabuticabas do Brasil! Ao deparar
com um caloteiro, preveja a sua intenção! Pode ser com murmúrio bovino; hum!
Entendo! Um empréstimo ou donativo! Hum. Entendo!
João Dhoria vijle.
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Esbulhadores e Sevandijas
by
Alguns estudos vêm
mostrando o seguinte: em se tratando de continuidade ou sucessão de herdeiros
na administração de bens de família. Não importa o tamanho desse patrimônio.
Uma casa, um carro, uma chácara; uma empresa, uma fazenda, ativos bancários,
apólices, pecúlios, aplicações financeiras, poupança. A depender do cabedal, do
padrão educacional e instrução oferecidos pelos pais, esse patrimônio, gerido
agora pelos herdeiros, terá a sua continuidade de normalidade, acompanhando sua
valorização e aumento; ou falência! Perdas, esbulhos, delapidação! Tudo vai se
fazendo sub-repticiamente.
Quantas não são as
famílias, os pais, o pai em especial como chefe da casa; na falta deste de
igual forma a mãe; melhor ainda quando ambos (pai e mãe de família) se associam
nesta administração fiscal e econômica com êxito contínuo.
Quando existe esta
interação, em que o marido e a mulher se irmanam em uníssono, no orçamento doméstico,
no equilíbrio financeiro tanto da família, casa, filhos, escolas, despesas
gerais na manutenção desse domicílio, tem-se como o demostram estudos sociais e
familiares, o sucesso permanente, o equilíbrio e progressão e ganho desses
bens: a casa própria, o automóvel, a reserva financeira a que todos devem se
dedicar, a guarda de recursos, quando surgem aqui e ali algum imprevisto, uma doença,
uma perda, etc.
Muitos são os economistas e
orientadores financeiros que recomendam como boa normal fiscal pessoal,
domiciliar e de qualquer empreendimento que se reserve 30% da receita e ganhos
como segurança e poupança. Essa economia e guarda de 30% funciona como uma
espécie de pecúlio e previdência privada. Há de se imaginar que a pessoa vai
envelhecendo, reduzindo as energias, menos produção de receitas e lucros. E vai
precisar dessa reserva monetária na senilidade (velhice). Nada mais natural e
inerente a todo humano, a velhice.
Essa cultura da boa
economia, da boa administração financeira da família, se nota, de fato em
muitos pais e mães de família. De forma natural e prática, quantos são os
homens e mulheres que constituem família, e trazem de forma ancestral e
hereditária esse senso e conhecimento empírico e praticado pelos pais, como
bons educadores que foram, em todas as esferas da vida dos filhos, social,
financeira, escolar, de formação social e profissional.
Entretanto, no meio de
tantos bons exemplos, existem de forma oposta os péssimos chefes ou mães de
família. Basta ter em conta esse caso ético-social. Aquela família, no caso o
homem, no papel de “chefe de família”. Mas, que não passa de um irresponsável,
que, enquanto tem forças produz como um pé-de-ferro, como um burro de carga, e constitui
certo patrimônio, ou seja um servidor público ou privado. Um comércio, uma gerência
qualquer de pequena ou grande empresa, um empório, um armarinho, um banco. E
soma alguns bens.
Entretanto, na gestão, na
responsabilidade da casa, família, dos bens somados, esse homem se torna um
escroque e perdulário. Perde tudo. Esse pai se torna um esbórnia, glutão,
sempre na ema, na perua, nos pileques, na glutonaria com os de sua iguala de
copo, garrafa e mesa. E a prole, ali na tolerância e assistência. A tudo
assiste passiva e tolerante. Nada de interdição, passiva.
Conclusão. Qual a chance
desses filhos e filhas serem o reverso e verso desse parental? Alguns podem se
livrar; livramento condicionante e bornal. Eia! Crie tipo sujeito. Não se
sujeite a se folgar e sujar-se de forma gorda. Suje-se gordo! (leia Machado de
Assis, vale o sacrifício). Na análise de conselheiros e financeiros familiares,
muitos desses e dessas se tornam os sevandijas e esbulhadores da família. E
tudo vai-se esboroando, esboroando, esvaindo. E com agravantes: costumam levar
parentais e parietais no mesmo turbilhão da mesma direção, no arrasto, no
caudal, escoras e esteiras da vida. Esbulhos, espoliadores, sevandijas! Arre!
Vá retro! Retrós!
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APETITE E SOLIDARIEDADE
Um esboço de a quantas anda
a ética de família e familiares.
Muitos são os atributos que
caracterizam o bicho humano. Lembremos desse nominal. Todos somos bichos,
racionais e irracionais. Assim foram a tipificação e taxonomia original dos
animais. Dos reinos animal, vegetal e mineral, o animal é o mais nobre. Entretanto,
de difícil definição. Esta por exemplo: racional e irracional. Basta nesta
análise tomar o que fazem os representantes respectivos. Fofocas, falsidade,
preguiça, negativa das Ciências, parasitismo social, calotes, exploração do
outro, inadimplência, golpes, pedofilia, estupros, querer comparar meninas que
abortam a estupradores e homicidas. Vê lá se tais hediondezes e ilicitudes são
atitudes e condutas racionais. Vê lá se os irracionais fazem algo análogo!
Abstraindo da gravidade e
sisudez dessa realidade de abertura, falemos de duas características dos
humanos. Será que há uma conexão entre solidariedade e apetite? É o que faz
essa digressão, não menos diversão que expressão da alma e consciência de
muitas pessoas. Em muitas famílias elas estão presentes, solidariedade e
apetite. Não de forma isonômica e equânime, mas presentes.
O passar da vida é para
todos. Decrepitude e fragilidade não tanto para todos. Mas casos existem em que
se torna um laboratório de observação de a quantas andam os valores éticos,
morais, de solidariedade, de cooperação, de divisão equânime de gastos,
dinheiro, orçamento e energia pessoal nos cuidados, na higiene, na alimentação,
na companhia, nas tarefas mais comezinhas, sejam estas de cozinha ou banho para
um inválido, um pai, avô, avó, sogro, sogra, enfim, um parental hereditário,
contratual ou social.
E quanto está em consideração,
os sentimentos altruístas, de generosidade e humanitários; não importa a
biografia da pessoa carente de assistência. Porque ela se torna um paciente,
com todos. Ah, também sicrano, fulano foi um sujeito ausente, pouco ligava para
minha educação, mais vivia tutelado por efeitos espiritas (libações alienantes)
que era responsivo aos deveres familiares. Daí também as minhas preferencias.
Imagine aquele caudilho e
serventuário, que se abdicou do múnus privado de curar e esmerar na instrução e
formação prole-tária. Que se regalou sua trajetória existencial, sem mirar a
essencial, que se lixou na instrução e construção inteiriça dos filhos e filhas.
E o tempo passando. Morbidezes e invectivas. Placas mórbidas e nocivas
levaram-no serodiamente ás sequelas deformantes e funcionais. Estrovenga,
enfim.
Na saúde e cornucópia, na
bonança e lautos menus, regalos, gáudios, ágapes de toda ordem. Jactância e
repimpados amigos, mesa, copo, frigobar em profusão. Quanto amigão e filhão!
Essa parte aqui, crocantes, fricassante! Hum que capitoso sabor.
Eis que adoecido,
decrepito, em andrajos, fétido. Ah, não! Vou lá não! Sicrana vai. Generosa como
rosa, fofa, fofinha e macia como plumas! Fraterna! Também pudera! Estou tão
longe, nem tem jeito. E eu! Não levo jeito. Inda bem que há beltrana! Ela vai
lá. Fulana. Cê vê lá para nós! Hoje há feijoada aqui, vamos lá? Oh, adoro
feijoada. De repente “O mundo a este respeito sempre andou como uma roda de
ALCATRUZES, uns para baixo, outros para cima. ” Hão de lembrar do judeu
Shylock, que perdeu os seus ducados. Ah, Tubal, eu queria tanto os meus
ducados. Feijoada, travessa de churrasco, sucos, Coca-Cola, cerveja, sobremesa!
Malandras de filhos e noras. Todos, todinhos. Bons de apetite na ingestão dos
grátis acepipes. Ah, natureza humana! Solidários!
João Joaquim - médico e articulista
do DM
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A filosofia empirista diz
que tudo que sabemos e somos decorre de nossas conexões sensoriais. Quer essa
teoria afirmar que todos nascemos virgens de conhecimento, meio que
contrariando a principal filosofia de Platão do inatismo, a Teoria da
hereditariedade, de que a pessoa traz no recôndito (ao nascer) algum saber. Mas
não convence esta teoria do inatismo. Tome o exemplo de um surdo-mudo. Como
falar se ele nasce sem ouvir os sons. Já o vulgo, o folclore afirma que quem
dorme com o diabo cria chifres. Uma metáfora empírica! E traz todo sentido. O
meio, o entorno social, a família, os contatos sociais e culturais fazem o
indivíduo. Para o bem ou para o mal.
Com a teoria empírica do
meio social moldando a pessoa não é difícil observarmos essa lei natural
surtindo os seus efeitos e resultados na formação e estruturação do indivíduo.
O vulgo ou o senso comum diz também que filho de peixe peixinho é. Nada mais é
que a expressão ou tese do empirismo, da sociedade familiar e geral na
construção do sujeito.
Uma outra questão
instigante para as Ciências e os cientistas é a tendência habitual ou
inclinação ou vocação do indivíduo para o mal, no seu processo de formação
integral. É muito consistente e observável a teoria do bom selvagem de
Jean-Jacques Rousseau (franco-suíço 1712-1778)). Ela diz textualmente: “todo homem
nasce bom a sociedade é que o corrompe”. É o homem em estado de Natureza,
susceptível de ser moldável, maleável e construído nos moldes de um estilo de
educação, para a boa cidadania ou vilania.
Tomando os modelos e
representantes das relações sociais mais significativas na construção do
indivíduo, a saber, a família, o domicílio, todo o entorno parental de uma
criança, um adolescente e jovem. Vamos aos modelos. Este caso social familiar: um pai adicto de
drogas ilícitas, entregue de forma perene aos hábitos da boca, do digestivo, da
drogadição, dos gáudios e regalos dos efeitos instintivos e antissociais de
substancias ilícitas, com abdicação total nos cuidados, limites, instrução de
filhos. Pergunta: qual a chance desses filhos se tornarem indivíduos bons,
estudados, com boa instrução a uma vida de autonomia, produtiva e de trabalho? pequena
ou zero chance!
Outro caso social familiar
não incomum aqui e alhures: um pai nada zeloso com sua imagem social,
desinteressado no que fazem os filhos ainda adolescentes e jovens. Esse pai
como chefe de família, nada exemplar nos deveres de marido e pai de família.
Que junto com amigos de copo, frigobar, garrafas e mesa, que tem na glutonaria
e orgias da boca e do baco o centro de prazer e felicidade da vida. Os filhos
adolescentes e jovens, testemunhas e convivas desse ambiente etílico e orgíaco.
Um pai nada informado do que fazem os filhos e filhas dentro e fora de casa.
Qual a chance dessa prole resultar em pessoas integras como bons cidadãos,
operosos e produtivos? Mínimas. Efeito social e de manada!
E para não ficar só nos
homens, este caso familiar social: um domicílio, com uma mãe de família”, que
mais parece uma marafona, uma rameira, que se veste toda enfatuada, com
apelativos e criticáveis gostos na apresentação social, adereços indumentários
sumários para seu status social familiar, adepta do estilo faca, garfo,
garrafas, latinhas geladas, baixo grau sociocultural. E as filhas adolescendo e
se instruindo e formando nesse contexto. O que esperar dessa prole feminil?
Imaginemos! Apenas! Dá para imaginar?
Em suma, ficam estas noções
de como se dá a formação integral, a moral, os qualificativos sociais, as
energias que irá expender esse homem ou mulher, nas suas relações sociais, na
sua ambição do que quer ser na vida social, trabalhista, corporativa. Em
síntese, a pessoa é o espelhamento do que recebeu como herança social familiar
do pai e da mãe, do domicílio onde se criou. Ou para o bem ou para o mal.
Quantas não são as pessoas que levam uma vida de sinecura, de sibarita, de
prebendas de veniaga, de folgança, de patuscadas e janotices. A explicação?
Reparem, se informem da família. Respostas fáceis!
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Já observaram, os leitores
e leitoras o quanto há de gente que gosta do chamado incensório? Não? Pois,
passem a observar e analisar; que seja de soslaio ou esguelha, para não
despertar suspeita no incensado! Se bem que em grande maioria os incensados
acreditam no incensador! Não confundir incensado com insensato! Se bem que um
tem um pouco do outro, não de forma biunívoca. Consciência de incensador e
incensado não é igual.
Vamos às origens: sabe-se
que o incenso é formado por resinas e essências aromáticas. E quando queimado
exala um odor agradável e penetrante. Na tradição e fé, esse fumo ou exalação
traz agradável sensação e efeitos mágicos. Acreditação apenas. A queima do
incenso gera duas abstrações: o fogo, simboliza o espirito na chama sempre
ascendente, em direção ao alto. A fumaça de igual forma traz esse simbolismo
espiritual. Vem desse efeito físico o uso por religiões como a Católica e
outros rituais místicos. Observe-se por exemplo em uma missa; o sacerdote com
seu turíbulo, incensando os fiéis. Tradição cristã!
E assim, se faz em outras
celebrações doutrinárias e místicas, com os fumos e esfumações, odores e
exalações dos objetos incensórios. O que se recomenda, em se falando para os
não adeptos e mais céticos, é nunca censurar quem acredita nos poderes dos gestos
de incensar, relações sociais, ambientes domésticos, seitas e crenças.
Ainda sobre o incenso.
Sabe-se que o Menino Jesus, ao nascer foi visitado pelos três reis magos:
Baltazar, Melchior e Gaspar. E foi presenteado com ouro, incenso e mirra. Temos
então dessa narrativa e conhecimento, a crença, a fé nesses elementos: o ouro
como a fé, o incenso como a santidade ou pureza, a mirra como a paixão de
cristo. Será?
Tornando então ao senso
comum das relações sociais ordinárias e costumeiras. Por uma questão semântica
e metafórica, incensar passou a essa conotação de elogiar, de lisonjear, de
bajular alguém. É muito cediço e encontradiço a expressão: fulano ou sicrana gosta
de ser incensada, Maria passou então a incensar a sicrana como a pessoa bela,
elegante, muito inteligente, muito social!
Nesse contexto de quem
lisonjeia e da pessoa lisonjeada, entra a interpretação da Psicanálise ou da
Psicologia Social. Existe no íntimo e recôndito consciencioso de ambas as
pessoas, uma espécie de acreditação cega ou impregnação psíquica. No intento e
objeto de quem faz essa bajulação ou adulação excessiva reside uma falsidade ou
laivos de hipocrisia. De igual forma muitas são as pessoas bajuladas com esses
pérfidos méritos em acreditar nessas imerecidas faculdades a elas atribuídas e
vãs virtudes. Puro autoengano.
E porque acreditam, de
forma enganada e enganosamente, surge na mente e autoestima dessas pessoas,
quando recebidos referidos elogios de forma reiterada, uma imagem falseada e
tola de si própria. Na interpretação psicanalítica e da Psicologia Positiva, um
dano psíquico na construção e consolidação de seu caráter e personalidade. Tudo
decorrente desse autoengano. É a formação de uma personalidade frágil e
suscetível de muitas frustrações, baixo limiar aos mínimos desafios que a vida
oferece.
Note-se como é
interessante, que se trata do mesmo mecanismo, dos atributos feitos de pais
imaturos ou despreparadas para a maternidade e paternidade na geração e criação
de filhos. Concedendo a esses filhos e filhas, desde as primícias da infância
títulos de príncipes, princesas, heróis e heroínas, de muito inteligentes e
dotados de aptidões geniais. Quando ao cabo e termo, se sabe que são filhos e
filhas, como o são as 99% das crianças. E da criação e formação desses filhos
em bolhas, privilégios e excessiva proteção, esses (os filhos assim criados) se
tornarão em adultos fracassados, dependentes e com traços de depressivos e
incapazes de prover a própria subsistência. E eles existem por aí. Basta uma
observação mais neutra! São os adultos infantilizados, com meneios, trejeitos e
gestos de sempre crianças e adolescentes. Os que se negam a crescer e se tornar
adultos, maduros e com autonomia de vida.
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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Iniciemos este artigo por
uma contextualização, uma forma comparativa ou analógica. Em Medicina, existe o
fenômeno da impregnação medicamentosa. Citemos as mais encontradiças. No
tratamento de depressão e ansiedade, diversos são os medicamentos que atingem
uma eficácia plena com o processo da impregnação e explica-se. Como se segue:
Trata-se de um período de
latência necessário para que o medicamento produza o efeito desejado. Este
período pode variar de alguns dias a semanas. Como exemplos: o escitalopran, a
sertralina, a amitriptilina. O mesmo se observa para outros fármacos;
antiarrítmicos, quimioterápicos.
A maioria dos medicamentos
não carece desse período de impregnação. E existe certas substâncias que uma
vez impregnadas, dificilmente são eliminadas do organismo. Querem exemplos? Certos
metais pesados como o mercúrio, arsênio, cadmio, cromo, chumbo, manganês. São
altamente tóxicos e difíceis de eliminar do corpo pós impregnação.
Façamos agora um paralelo
da chamada impregnação orgânica, com a impregnação cognitiva ou de consciência.
Este fenômeno vem de ser estudado pela neurolinguística e pela Psicologia
Sociocultural. Na intimidade e recôndito do fenômeno, tudo se processo no
modelo e mecanismo idênticos ao da lavagem cerebral. Os dois processos psíquicos
e de consciência de imbricam com resultados símiles.
Nem todas as pessoas são
susceptíveis à impregnação cerebral ou de consciência. Entram fatores
familiares de formação ética e cultural, crenças, fundamentação religiosa,
convicção mística, crença subjetiva e sugestiva em forças sobrenaturais e espirituais
etc; etc.; Muitas são as pessoas sujeitas e afetas de impregnação cerebral. O
fenômeno vem ganhando corpo e muita compreensão na era pós internet e redes
sociais.
O processo psíquico e
neurofisiológico está presente em vários tipos sociais de internautas e
usuários de redes sociais. Existem imbricados no processo o ardiloso mecanismo
do impulsionamento, o da adesão empreendida por muitos e poderosos provedores
de internet. Facebook, Instagram, rede (x), WhatsApp.
São os algoritmos, a Inteligência Artificial,
robôs. Todos propositadamente dedicados com os mecanismos da impregnação
cerebral e adicção cognitiva das pessoas. Existem para tanto, contratados pelos
holdings de internet e corporações de informática, os especialistas científicos
e tecnólogos (nada éticos e nada humanitários), e são estritamente dedicados
aos mecanismos e iscas ou engodos, para impregnar nas mentes e consciências das
pessoas essa eficaz adesão. São estratégias de cativeiro (tornar usuários
cativos) e escravização digital. Alguns
cidadãos bem informados e críticos ou minorias de quem lê boas e más notícias,
hão de lembrar que os CEO, os donos do facebook e Instagram já depuseram no
congresso americano sobre as armadilhas de tornar os adolescentes adictos de
redes sociais! Lembram alguns leitores desse episódio? Adiantou em que? Em
nada! Impregnação cerebral eficaz!
E onde esses tecnólogos e
cientistas de altos salários e contratados se inspiram para criar algoritmos e
as chamadas iscas e armadilhas da impregnação cerebral? Na vida comum e
ordinária das pessoas, seu caráter, os costumes, as relações sociais, de
mercancias, de exploração e esbulhos do outro, da exploração da boa-fé e
ingenuidade das pessoas. Por exemplo: existe um mecanismo já bem estudado de um
sujeito folgado tornar a outra pessoa refém de seus caprichos, desejos, e
estilo grã-fino e luxuoso de viver. Este folgado e expansivo indivíduo, com
discurso persuasivo e fala dissimulada empreende um promissório dever. Toma
donativos pecuniários (que ele dá nome de empréstimo). E nunca paga. Ou seja;
esse embusteiro e contumaz estelionatário, porta a chamada impregnação cerebral
de consciência e cognitiva. Para ele é normal, viver como parasita das energias
e minguados recursos de outra pessoa, ingênua, boazinha, fofinha, lhana,
gentil. Boazinha e boba da corte. Ele, um esbulhador e sevandija. Só! E a
vítima, sempre ali. Duas vezes vítima lavada e impregnada cerebral, de mente e
memória. Fé!
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Aqui em PE, ainda se usa
rodaque. É o caso do Silvio Sílica. Ele sempre que acionado no hospital onde,
por raro, ajuda nos cuidados e ademanes do decrépito pai retira no bolso do
rodaque o código civil e arrota conhecer as leias. A seu favor, bem claro. Isto
porque quando demandado por sua consorte ou coirmã Santana Silvestre Sílica
expele até algum impropério. Quando é de defender seus direitos, por exemplo os
privados, Silvio se mostra combativo, renitente como garnisé, posto ser de
baixa estatura e envergadura. Para certos circunstantes, seu raio de atuação se
enfunebrece, porque é tido como o maior seixo da comunidade. Nesse quesito,
agia sem-cerimônia, desprendido a despeito de admoestações íntimas dos que o
conhecia nas tratativas de donativos pecuniários. Qualquer mútuo promissório
por ele tomado, alguns já sabiam, era genuíno donativo púnico.
Tome-se esse promissório
por ele urdido e nunca liquidado. Para alcatifar as alcovas de seu “solar”,
mesmo apercebidos ótimos emolumentos, buscar besuntar sua oratória, com
idílicas promessas. Adquiriu as 30 reses, com o trato de a cada mês, dar de
lucro e estipendio uma rês. E tudo se solveria em 30 dias. E assim, se fez.
Revestiu seu Comodoro e cômodos de boa alfombra, isto é, só luxo e laivos de
luxúria com sua consorte. Sempre que a credora chegava em seu arraial, lá
estava ele no bem bom a balouçar e agitar de álacres gestos, regados a
Coca-Cola e jerimum, por vezes buchada de bode, e donativos da coirmã.
E assim, levava a vida,
Silvio Sílica, na eterna bem-aventurança, às custas de golpes e trapaças com
que lhe fosse crédulo e ingênuo financiador; e eterno retorno da manemolência.
E gostava de ser apupado como lídimo ensaboado e forasteiro, com suas patranhas
e trunfas de impostor!
Acham os leitores que
ficava nisso. Não! Mil vezes não! Silvio sobejava em suas invectivas quando se
discorria sobre o umbral da honestidade. Costumava até citar Voltaire e Paulo
Coelho, em suas literatices! Se é que os tinha lido algum dia. Seus tratos e
compromissos eram sempre cinéreos. Quem o ouvisse, sentia falar com algum
argonauta, singrando as vias de ouro. Silvio, em tratativas sabia a boa
“compliance”, o que era mercador de calotas e negociante de seixos. Mas ele
mesmo, necas de pitibiribas nesses termos de bom cabo. Sua eurritmia discursiva
impactava o interlocutor, porque tinha formação de algoritmo para essas
demandas. Muitas eram as mulheres, sempre elas as suas incautas!
Por vezes relatava sua
viagem, se é que fez ao polo hiperbóreo, e repetia alguma lenda por lá ouvida,
se não é que apenas queria impressionar seu cabedal multicultural setentrional!
Será? No íntimo, inquiria-se os ouvintes. O mesmo se dizia de algum amigo de
cultura austral, com suas narrativas e fabulações.
E vamos, enfim, ao fecho e
enquadramento dessa personagem, que mimetiza muitos outros indivíduos que como
preconiza os feitos de manu, lembram de igual forma as narrativas de júpiter,
conforme as leis de manu, certos tipos de gente nasceram de seu abdome. Das
coxas de júpiter nasceu minerva armada e muito amada.
Silvio Sílica encarnava
algum desses tais e quais indivíduos. Feitos de forma acochambrada, nas coxas
de um sujeito escroque e pandego, gamenho de índole e promissórios. O conteúdo
de sua caraminhola, eram caraminholas com verossímeis laivos do real. Certo
dia, foi ao mesmo nosocômio de sempre! E ali arrotou arrogâncias, disse algum
impropério ao guardião da instituição e se fez conhecer de seus direitos e
prerrogativas. Condições e atributos que de fato ele os gostava de desfrutar
para seu proveito e gáudio. Mas, quase nunca em obediência e solvência de
promessas a grupos feminis e creditícios! Gozado, não!
João Dhoria Vijle.
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Outro fenômeno que vem de
ser bem estudado, e aos poucos bem compreendido do discernimento (ou melhor da
falta de); é a chamada impregnação cerebral. Por definição direta e literal,
impregnação refere-se à ação físico-química de um tecido ou substância de
absorver outra de densidade mais baixa. Tome-se o modelo de um absorvente
íntimo, empregado pelas mulheres, na absorção do fluxo e defluxo menstrual.
Existe algo, um objeto mais
inservível do que um absorvente usado? Além do que ele é um contaminante
biológico de fluidos e resíduos orgânicos. Outro caso, alguém de idos tempos há
de lembrar do chamado mata-borrão. Um certo composto, de há muito desusado, que
se empregava para absorver e impregnar de tintas de escrita manual e preservar
o documento escrito a mão, de rasura ou mancha. Mostra-se o mata-borrão de
objeto Inservível porque sofreu impregnação. Portanto impregnação se revela
maléfica, nociva e pernóstica.
Descrevamos então o
fenômeno da Impregnação Cerebral. Por analogia à lavagem cerebral, a
impregnação cerebral resulta nos mesmos característicos e efeitos da cognição
da pessoa afetada da lavagem mental e de consciência (cerebral). Resulta da
chamada fé cega ou falsa convicção de que algo existe, de que tal narrativa
encerra um fato concreto e incontroverso, de que aquela comunicação de um
falsário, de um impostor e negativista das Ciências seja a pura e real verdade.
Quando na certa é uma ultrajante mentira.
O impregnado cerebral sói
de assim se portar desde a tenra idade. Nesta sustentação do mecanismo
impregnante, jaz a titulada herança social familiar. No geral, o cabedal e
qualificativos dos genitores iniciam por construir esse indivíduo, no que ele
vai passar toda a existência com essa fé cega e falsa convicção (estelionato de
consciência). A Filosofia dos empiristas John Locke, David Hume, Berkeley,
Francis Bacon, nos trazem de igual forma luzes nesse entendimento, que diz:
“todos nascemos analfabetos e zerados de informação”
Ao se referir fé cega e
falsa convicção, um robusto exemplo está justamente na crença e profissão de fé
religiosa desse impregnado cerebral. Lembremos do que nos ensina a
Neurofisiologia, desde a fase embrionária. Todo o tecido encefálico, suas
conexões e sinapses são construídas e se tornam suscetíveis de memória e
absorção da infância até a adultidade.
Desse conhecimento
neurofisiológico se deduz o quanto o cérebro humano é susceptível ao ambiente
onde a criança, o adolescente e jovem são instruídos, criados, engordados,
robustecidos e formados, lato sensu. A personalidade humana, suas crenças,
convicção, o cabedal cultural de natureza variada se fazem nessas etapas da
vida. A aptidão mnemônica e de certezas do indivíduo estão sedentas e famintas
dessas gravações e impregnações. Feito de forma errática e falseada, torna-se
difícil a reversão e recuperação.
Para consubstanciar a
compreensão da impregnação cerebral, vejamos alguns modelos praticados aqui e
alhures. Das acreditações e concepções místicas e de seitas e doutrinas.
Quantas são as pessoas que acreditam na reencarnação da alma, em comunicação
com os mortos! Quando se provaram tais fenômenos via Ciências de toda ordem? Quantos
são os indivíduos que buscam terapias religiosas por tanatofobia e nosofobia e
todos, literalmente todos, adoecem e morrem como todos os outros resilientes e
céticos dessas fabulações!
Na seara das relações
humanas, de comportamento ético, de honestidade, da fraternidade e
voluntariado. Seja essa fraternidade parental, a mais aguda e urgencial, ou
mesmo geral. Quantos e quais não são os indivíduos de índole sevandija, parasitaria,
de folgança, caloteiro, aproveitadores, arrimados por terceiros. E todos assim,
agem porque se tornaram portadores recalcitrantes e reincidentes do fenômeno da
impregnação cerebral, tão pernóstica e delitiva quanto a lavagem cerebral. Para
os males de quem tem que aturar esses tais e desqualificados elementos.
João Joaquim
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Papo cultural, com pessoas pensantes
de horas vagas. Oras! Vagas! De algumas mazurcas fomos ligeiros e falamos sobre
os tempos de desterro. Presente algum basco, sem este ser vascaíno. Sabe-se que
Hamlet disse a Horácio: há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a
nossa filosofia. Pudera! Em segundos, lobrigamos mais gente que faltava
à mesa. E continuamos a bispar sobre assuntos
e presuntos servidos à mesa que eram deliciosos. Façamos desses um transunto!
Em seguida passamos ao
estilo mandriice de viver. Porque há este modus vivendi. E fomos a desfibrar
esse jeito patusco e tosco que muitos indivíduos incorporam em suas vidas, sem
creme facial. Que fosse óleo de peroba. Mas é fato. Por vezes ficamos anojado
com algum quid e quejandos desses que temos que prover sua mantença. Nos parece
uma infortuna sentença! Haja algum orago para nos prenunciar tais aderências.
Célio Ribeiro sentou-se à
nossa roda e veio com seus circunlóquios faceiros. Falou-nos dos sete pecados
capitais, da lepra da luxúria. E nessa palração veio com dichotes, motejos,
remoques, chufas. Todos ditos insulsos. Mas, era uma maneira de dar rédea ao
assunto central, cultural. Sérgio Folguedo aventou sobre substâncias ilícitas
de outros e destes tempos. Dietilamida do ácido lisérgico> leia-se princípio
ativo do fungo claviceps purpúrea, MD, GHB, etc; hoje sabe-se que das drogas
perigosas, os drogaditos dispõem do MDMA= metilenodioximetanfetamina, da
psilocibina, cocaína, crack, merla. Todas uma..
Estas substâncias atuam no
cérebro, liberam um pool de serotonina, dopamina e noradrenalina e consequentes
efeitos psicodélicos, devastadores para o comportamento e reações
idiossincrásicas do usuário. Perigo sempre!
E passamos então ou
voltamos, para melhor dizer, sobre o estilo de vida intitulado mandriice, a que
muitos brasucas e latinos são dedicados. Modo de vida! Não dá para imprecar.
Natureza humana. Oliveiro Madraço foi o último a se juntar ao grupo. Sujeito
gamenho e gárrulo, agarrou a fazer conjecturas sobre imanências e
transcendências discutidas por Aristóteles. Para quem não sabe, Aristóteles foi
discípulo de Platão e influenciado por Sócrates, sábio este que deixou
filosofia apócrifa. Tudo indica ser dele, mas pode não ser também. Há teses de
que Sócrates não existiu. O que importa é que sua filosofia é bela.
O que se tem de certo,
assim nos conta o filósofo Alberto de Oliveira é que muitas são as
columbiformes a voejar e pairar pelos páramos do azul celeste. Nessas outras
edílicas paisagens terráqueas, veem-se de igual alegria e faceirice os veados
campeiros e inzoneiros, a pastorear os seus pimpolhos, filhos veados. E para os
preservar de riscos automotivos foram construídos viadutos. Via do duto. Porque
assim, eles preferem esses dutos de serem penetrados por suas turbas, turbamultas.
E quantos não são os tais, preferentes,
aderentes. Qual é a sua preferência? Ah, minha preferência! Via do duto. Que
seja eu um repimpado dúctil, ductilidade é a minha vocação. Como proferiu Jon
Fosse em bom Nynorsk, na sua elaborada Septologia e outros excertos artísticos.
Ah, homem sem qualidades.
Vamos lê-lo e entenderemos melhor do caráter e natureza dos inservíveis. O
Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless - Robert Musil
Joao Dhoria Vijle
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A escrófula do Servilho Gioconda
Servilho Gioconda deblatera:
ara marujo! Eu Sou de mente Sã em gente! Dá a Silvinei, não vã inocência! Que
ele tenha cometido os ilícitos e perversos crimes contra a democracia. Mas, quem
não os comete em tempos de dipolos, positivo e negativo! Que o apurem as
polícias. Viária ou judiciaria ou rodoviária! Não nega. Se ele ali engendrou
algum empecilho, foi a mando do chefe. Apenas.
Se o próprio TCU, o acolheu
e nunca o fez réu. Deve ser gente com, se não ilibada, conduta padronizável, para
o oficio adquirido em escrutínio lícito e lega! Não venha com o axioma: primum vivere
deinde philosophari – Thomas Hobbes (1588-1679). Primum providence deinde
gozare!
Se houve de forma lícita o
escrutínio seletivo, e Servilho Gioconda se houve de escolhido, é porque não se
trata de gente escroque na vida laboral. Que ele tenha se envolvido em máfia de
carros blindados, frota veicular em corrilho com outros asseclas. Isto é o de
menor peso jurídico, assim diz algum causídico.
Que tenha o Servilho
Gioconda agido ao modo dos seixos nordestinos. Predestinado! Vai ver que sua
fraterna imolada tinha já esse oráculo, de um dia servi-lo com tais préstimos.
E de empréstimo ingênuo se fez vítima. E não como única, mas enésima vítima.
Questão de cerne, de DNA e sociomania, oneomania. Assim, de bolso em bolso repimpado e opíparo,
Servilho Gioconda vai vivendo sua vidinha, sereno, loquaz, palreiro, labioso!
Basta ver o seu coirmão e
lead em pautas vindicativas. Bolsonaro não é tanto o quanto dele se arrota e
espaneja. São contrastes humanos. Não com trastes!
Se o TCU serve de homizio e
abriga, em sua “compliance” a ambos, paciência! Este é o país em que vivemos!
Cultural e gutural! Imagine! Gaturamos cantam de gorjeios e églogas nativas,
esses sons de há muito em terras pindoramas!
Alviverde pendão de minha
terra/Que a brisa beija e balança/Estandarte que à luz do sol se encera/As
promessas divinas da esperança/ Tu que, da liberdade após a guerra/Foste
hasteado dos heróis na lança/Antes te houvessem roto na batalha/Que servires a
um povo de mortalha/ Castro Alves. Navio Negreiro.
Quem em Silvinei Vasques,
vê rio ou mares de loquelas mentirosas, não imagina outros asseclas de mesma ideologia.
Teses e argumentos! Não passam disso essas assertivas procrastinatórias e
sucessivos. Contrastes. E com trastes desse jaez o Brasil vai cada ano
imiscuindo em volutabros nunca antes anunciados. Porque existe um conúbio nesse
desiderato! Genômicos e gnômicos!
Silvinei no que ele vê choro, eu rio. Rio de desesperança, porque tudo
caminha no sentido: tudo continua como Dantes no Quartel de Abrantes.
Primeiro à História:
Abrantes é uma pequena cidade portuguesa, próxima de Lisboa. Em 1807, ela foi
invadida pelo General Junot, auxiliar de Napoleão Bonaparte. Ali Junot instalou
o seu quartel general. Era rei de Portugal D. João VI, e D. João, um certo
palerma e pateta, nada opunha à investida de Junot, quando perguntado sobre o
andamento da invasão, o povo respondia, tudo continua como dantes no quartel de
Abrantes (quartel do general Junot).
Assim, se fez um Servilho
Gioconda, assim se faz um Bolsonaro, assim pensa um bolsominion, assim Servilho
vê rio e mares de riquezas. Delas se regurgita e usufrui às expensas e labor de
energias heterônomas. Vida que segue.
E para bem quadrar essa
mini resenha, fica esta súmula. O indivíduo, Servilho ou Severino, Josué,
Montelo ou não Montelo, Judas ou Sincero! Cada qual se faz com duas heranças
imperdoáveis: a genética, infalível. A social, moldável e regulatória,
inibitória dos sestros, dos vícios, do mau caratismo, do caradurismo e folgança
dos que vivem como sevandijas e suctórios de terceiros! Se Servilho E Silvinei
continuam como dantes, estejam ou não em quartel ou papuda, questão de duas
naturezas, uma genética, inalienável. Outra a educativa familiar, filho de
corvo ou grifo, nunca se voará como águia. Arre, vate retroativo.
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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O DIPLOMADO INÚTIL E
FÚTIL BY
João Joaquim
A gente fica aqui pensando
sobre a quantas anda a preocupação de muitos jovens no que se refere ao seu
futuro, sua preparação e se tornar apta a uma vida profissional produtiva,
laborativa e contributiva para uma sociedade melhor. Fala-se aqui não na
totalidade, porque há muitos jovens e jovens que, ainda muito novos em idade,
buscam esse aprimoramento, uma qualificação profissional, técnica, científica e
cultural. São oásis, ilhas de excelência no meio de um mar de indivíduos pouco
preocupados com o que querem da vida, para dizer o mínimo. A vocação à
vagabundagem e dependência é muito prevalente.
Quando se refere a uma
sociedade melhor, não quer dizer que vão mudar o Brasil, o Estado e Cidade onde
vivem, moram. Não. Que seja a micro sociedade familiar, os membros parentais,
notadamente os mais idosos, pais, avós, um pai ou mãe já fragilizados, doentes,
decrépitos, carentes de cuidados especiais. Existem por exemplo certos jovens e
jovens (moços, moças) que tendo saúde de ferro para dar e vender, corados,
robustos, repimpados de músculos e adipócitos, há esses tais e quais em uma
condição inversa e anômala porque vivem às expensas dos pais, avós e outros
membros familiares. Existem!
E aqui façamos uma análise
das razoes desse perfil de pessoas, moços e moças eternamente adolescentes,
juvenis, dependentes, sem iniciativa, sem autonomia socioeconômica, pouco
afeitos ao trabalho formal, produtivo e responsável! Na maioria desse perfil,
trata-se de falha educacional, estilo de criação e educação oferecido pela
família. O princípio de ser a pessoa produto do meio familiar e social é infalível
e inegociável. Cada um é em grande medida o corolário dos qualificativos
culturais, sociais, éticos e formativos dos pais e ponto final.
Uma outra questão, também
contributiva, está na qualidade da Educação Brasileira. São escolas com
estruturas físicas ruins, bibliotecas ruins, professores com pouco estímulo de
ensinar pelos baixos salários, faltam laboratórios para tudo. E para atrapalhar,
até as normas disciplinares como o uso de celulares e redes sociais, no
ambiente escolar. A família neste último quesito tem a mesma culpa no cartório.
Se torna permissiva e libertina com os
filhos.
Enfim, sem mais delongas e
circunlóquios. É impensável, e aqui falemos do lado feminino, é impensável, ver
por exemplo uma jovem que se forma em certa profissão superior, leva a cabo o
curso, gasta os minguados caraminguás da família, faz até mesmo a monografia da
conclusão do curso, passa bem de ano na base do copia e cola, do é proibido
reprovar etc. Ao termo e cabo da jornada, arquiva a diploma e casa. Pode também
ser o jovem, que costuma fazer um segundo curso, e ao final de igual forma, se
diz desiludido com o trabalho.
Ainda pensando na jovem (ou
moço), terminado o curso, 4 anos, 5 anos, 6 anos; ela se desilude com aquela
atividade, aquela carreira profissional. Direito, Odontologia, Licenciatura em
Letras, advocacia, veterinária. E, inacreditável e inconcebível, só agora?
A pessoa passa todo esse
tempo, 4 anos, 5 anos; e agora em um dia a conclusão: “não é isso que eu gosto
e quero”. Um dia, passados tantos anos. Algumas, namoradeiras, conquistam um
bom namoro, um sujeito com bom CIC, casa (conjugal), nova carreira, vai
procriar algum filho para o marido e dá em nada na vida. A sociedade está farta
desses exemplos! Triste, não? Seria um apanágio ou maldição de gente latina
(ladina) e de terra pindorama? A ver. Pode ser! Porque as estatísticas sobre
esses egressos das faculdades e inúteis, sob o conceito laboral e produtivo,
esses números nos estarrecem!
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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Escroques e sem qualidade
by
E qual é a literatura que o
senhor faz? Quase sempre o que escrevo é sobre os estranhos, as pessoas
estranhas. Esse é o meu povo. Os estrangeiros. E a que lugar pertencem nesse
tipo de cenário político... Os estrangeiros. E a que lugar pertencem nesse tipo
de cenário político. Mas, continuo pensando que num mundo feio, onde há muitas
coisas ruins acontecendo o tempo todo, uma literatura pura ajuda.
Ao acompanhar sua
trajetória, de tantas mudanças, está certo dizer, então, que “escrever pode
salvar vidas”, como afirmou no discurso de aceitação do Nobel? Comecei a
escrever aos 12 anos.
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/cultura/escrita-e-musica-diz-jon-fosse-nobel-de-literatura-de-2023/
Quem mergulha e lê boa
Literatura sabe o quanto esse hábito tem além de imenso valor cultural, um
sentido e efeito terapêutico. Muitos são os autores referenciais de uma boa
leitura, boa Literatura. São autores tidos e havidos como verdadeiros luminares
nessa arte da criação. É admirável como autores que não tiveram vida fácil e
mesmo assim produziram textos e livros encantadores. Alguns exigem folego,
paciência, dedicação, reflexão, análise detida e interessada. Mas, vale o
esforço da leitura.
Nesse panteão dos
clássicos, não se pode deixar de ler um Machado de Assis: grande intérprete da
alma humana, das questões sociais e políticas de seu tempo. Machado foi desses
que fez sucesso ainda em vida, tinha uma leva imensa de admiradores e leitores.
Fenômeno que escapa a outros. Willian Shakespeare foi outro que também fez fama
em vida e se tornou mais notável postumamente. Outro autor, esta obra, Imagine
O Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless –do escritor austríaco Robert Musil.
Um leitor de bom gosto e de
bom cabedal cultural não pode deixar de ler e reler O Homem Sem Qualidades e/ou
O Jovem Torless - de Robert Musil. Trata-se de uma obra monumental, longa,
complexa, profunda, um tipo de anti-romance. Porque descreve com agudeza e
sarcasmo os labéus, os vícios, a natureza de um indivíduo pouco aficionado a
tributos e atributos virtuosos do homo sapiens.
Por falar no homo sapiens,
está carecendo de uma nova classificação, porque com ulteriores e aprofundados
estudos sobre a espécie, ressumam evidências de ensaios e seguimentos verticais
e horizontais que muitos indivíduos (homens e mulheres) fogem a essa tipologia
sapiens.
Porquanto, é de se ver que muitos espécimes
(indivíduos) expressam uma cognição seletiva, própria à sua satisfação pessoal
e incremental e material. Notadamente tem em consideração os homens das searas
política, geopolítica, de administração estatal e estamental, os gestores
públicos, os governantes, os autocratas, os tiranos, os todo-poderosos desse
anão planeta Terra.
Interessante que se fala do
homem como gênero. Agora basta avaliar quando se trata do sexo homem e do sexo
mulher. O quanto há de mulheres ditadoras no planeta? Nenhuma. Esse modesto
escrita desconhece alguma pelas beiradas do planeta, tendo em conta e certo que
a Terra é redonda, nem plana, nem quadrada, portanto só tem bordas e beiradas e
costas e oceanos.
Ao se referir ao homo
sapiens sapiens (ops, é assim mesmo a descrição completa, sapiens sapiens).
Seria de bom alvedrio e mais coerência que uma reclassificação fosse
empreendida através de estudos psicóticos, psicopatológicos, sociais e antropológicos.
Tipo assim: todos são homo; isto é, hominídeos. Muitos e muitos são sapiens,
porque detém grau elevado de inteligência e raciocínio lógico para o bem,
predominantemente. Vários e vários são homo sapiens demens; porque esses tais e
quais e iguais detém alto grau de inteligência, todavia em proveito próprio ou
para produzir e infligir o mal e a desgraça em outras pessoas. Seria muito mais
aceitável e creditável essa nominação. Basta considerar: imagine um Vladimir
Putin, um Victor Orban, um Nicolas Maduro, um Fidel Castro. Tiranos
sanguinários. Sapiens demens.
E cá entreouvidos e de
truz, quantos e quantos individuozinhos vivem por aí, tidos e havidos e
protegidos de papai e mamãe que matam inocentes no trânsito com ou sem porsche.
Quantos e quantos mandatários contribuíram para um morticínio de covid19 de milhares,
milhões de pessoas; e eles continuam por aí, falantes, arrogantes, faceiros e
festeiros e nada de reprimenda lhes são cominadas ou atribuídas. Todos mantidos
com dinheiro do erário, do povo.
E assim, na vidinha
ordinária e rotineira de muitos sujeitos e sujeitas. Muitos vivem como hóspedes
e arrimados pelos pais e avós, comida farta, empregada doméstica, roupinha
lavada, cama arrumada, privilégios, sem nenhum trabalho formal, filhinho para
lá, maninho para cá, com desfrutes de bona-chira, casa luxuosa com dinheiro
alheio, mercancias de calotas de carro, folgança, patuscadas, caradurismo,
comensalismo. Típicos sapiens sevandijas! Arre!
Muitos sãos os indivíduos
(homens e mulheres) sem qualidades. Daí ler O Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem
Torless de Robert Musil se torna chave para a compreensão, não justificação, de
pessoas que em vez de formar para servir a outras e serem generosas e
compartilhar direitos e regalias, deveres e dispêndio para viver, esses tais e
folgados indivíduos no lugar de servir aos outros tornam-nos servis. Noutros
termos, são pessoas que vão pari passu se apossando da ingenuidade, da
subserviência, da boa-fé e fragilidade emocional e moral de outras pessoas do
convívio. E quanto mais próximas essas vítimas, mas facilmente elas são
enganadas, cooptadas e esbulhadas. Tanto nas suas energias físicas com favores,
trabalho, mimos doados, presentes; como surrupiadas em suas economias e
recursos financeiros.
Fica então recomendado O
Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless - Robert Musil. Leiam-no e aspirem
bons ensinamentos e compreensão no que sejam muitas pessoas à nossa volta, os
sem qualidades, os pouco dados a suar a camisa, a fatigar, a laborar, a
esfalfar quando precisa e vivem de golpes e falsidades!
João Joaquim - médico e articulista
do DM
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Simbióticos e comensais by
TEM-SE lá no reino da
Biologia a natureza do peixe gobião e do camarão. Não! Não se trata de dupla
sertaneja ou raiz. Trata, isto sim, de uma modelar simbiose ou camarilha.
Explica-se: camarilha é quando há a junção de dois ou mais indivíduos, com fins
muitas vezes nada éticos ou de bons fins. Muitas vezes de levar vantagem em
tudo; tipo a antiga lei do Gerson. Quem gosta de futebol há de lembrar da ex
propaganda do ex jogador de futebol Gerson. Levar vantagem!
A relação do gobião com o
camarão se dá nessa alusão. O gobião, que pode ser o gobião-cavaleiro nessa
íntima conexão nada faz. Quer dizer, é um modo de dizer, porque ele faz muita
coisa, pensando na proteção que dá ao camarão. Basta ler o conto de Dhória
Vijle, “o conúbio de Serguei com Gioconda”. Nesse conto fica bem explícita os
recônditos intentos de Gioconda quando fez o himeneu com Serguei.
O camarão, na presente
apresentação, fala-se de forma genérica, porque são muitas as espécies de camarão:
siri, pitu, rosa, o sete barbas. Curiosa
é a forma de reprodução de algumas espécies. São altamente reprodutivos. Sabido
é que é um crustáceo decápode (10 pernas) e tem aparelho digestivo completo.
Nesta ora digressão, não é
de ver que uma relação vantajosa e de mutualismo se dá com o gobião e espécies
de camarão cegas. Ambos gostam de tocas, cavernas, pedras, local escuro, água
marinha ou doce (sem açúcar naturalmente). O camarão é aquele sujeito obreiro,
ralador, esfalfador, esbaforido. Cava, cava, cava. E assim vai limpando e
limpando a sua toca. Mas é ceguinho. E corre o risco de virar almoço ou jantar
de outros peixes graúdos. O que faz o gobião, fica de tocaia na porta da loca
já que tem visão estraboscópia. Surgiu inimigo, ambos correm para o fundo da
caverna e salvam-me os dois. O gobião tem visão normal, ótima. Dessa forma, sem
parecer fazer nada o camarão faz a casa, e o gobião atua de sentinela e
guarda-porta. Bela simbiose. Viva o gobião, viva o camarão.
Assim era a vida da família
cerqueira. Era formada de 4 irmãos, Herculano Nabiga, Nebraska, Polinice e
Elisia Malina. Herculano já senescente e decrépito, carente de toda ajuda.
Polinice a pé-de-ferro da casa, um faz tudo, tipo a néscia da corte.
Entretanto, os filhos exemplares nos cuidados, divisões de fazimento de tudo
quanto fosse comprado e afazeres domésticos. Havia, de forma tácita,
subentendida, de que tudo deveria ser dividido de forma isonômica, trabalho e
despesas. Até em datas natalinas e aniversárias. Havia mútua troca de mimos,
agrados, brincos e presente. A cada aniversario de um, três presentes ao
aniversariante! Gente exemplar de gente, solidária, honesta, humana.
Na família dois, temos um
clã de 6 pessoas, 2 pais e 4 filhos. Celio e Corina, os pais. Servilho,
Serafim, Saulo e Selma, os filhos como prole. Nenhum deu para ser proletário.
Alguns foram criados para o estilo far-niente outros do laissez-faire. Pode-se
creditar que esses tais e quejandos, dessa camarilha simbolizam os antípodas da
família primeira.
Selma era sempre aferrada
às obrigações nas curas e tantos e quantos préstimos dos filhos careciam de
Célio e Corina. Coitados. Já decrépitos, sofrem com as humilhações da senectude
e morbidades. Nunca, mas nunquinha, de
fato e de feito, as obrigações, feitos, despesas, eram de igual forma rateadas!
Imaginemos o seguinte séquito e ora-pro-nóbis.
Selma era tida e havida como queridíssima,
admirada, operosa, obreira, tudo por todos fazia o melhor. A todos dava
dádivas, cama, mesa, comida capitosa. E presentes a todos. Nada recebia de
aniversário, a todos mimava, brindava. Suntuosamente. “ alienum
nobis, nostrum plus aliis placetnon nobis,
domine, sed nomini tuo da gloriam” . relações humanos. Se ao menos gobião e
camarão, sobrevemos! "ora pro nobis". Oh céus, oh vida, oh azar-
Lipy e Hard. Quem me dera ter outros Brothers!
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O homem sem qualidades by
Ao se deter, se debruçar
sobre de como se dá a arquitetura moral e do caráter da pessoa, tem-se logo o
quanto a família é determinante nessa formação. Nenhuma pessoa, mas ninguém
mesmo traz esse manual de instrução de vida ao nascer. Porque é justamente para
essa épica jornada que servem o caráter e o arquivo moral da pessoa. Atributos
esses passados, ensinados, treinados e formados pela família, nas pessoas de
mãe e do pai, biológicos ou adotantes. Na falta destes, esta missão deve ser
feita pelos cuidadores, pelos responsáveis, pelos tutores e professores de
todos os níveis escolares.
Há um princípio de
consenso, o de que ética, honestidade, caráter, correção moral são de
responsabilidade da família, pelas pessoas acima nomeadas (mãe, pai, tutores,
cuidadores). Nesse entendimento, fica nítido o quanto uma educação bem ou
malfeita marcará o caráter e comportamento do indivíduo para sempre. Pai ou pau
torto criará filha ou filho torto. Lei da natureza, infalível.
Não se pode diminuir ou
desprezar o papel significativo dos genes, da influência genética na
organização moral e de caráter da pessoa. É induvidoso que cada pessoa é
marcada pelos códigos e leis dos genes. Essas marcas e determinantes (DNA)
estão presentes não apenas nos traços físicos, de pele, cabelos, cor de olhos,
impressões digitais, na fisiologia e anatomia. Mas, de igual intensidade e
fidelidade no arcabouço moral e psíquico do indivíduo. É inegável: cada pessoa
traz uma natureza, um sestro, uma energia de vida e de comportamento próprio.
Entretanto, o caráter e a moral são moldáveis e instruídos por uma educação
padrão em busca de retidão e honestidade em tudo a se fazer quando a pessoa
adquire maturidade e autonomia civil e social. Ética e retidão de caráter, são
ensinadas e treinadas de infância – Aristóteles.
A
nda na compreensão de
caráter e comportamento. Há de se lembrar que está excluindo os casos
patológicos, das chamadas condutopatias, das psicopatias nos seus variados
graus e tipificações. Muitos são os indivíduos que se comportam de forma
antissocial, ilícita, como folgados, como aproveitadores, como exploradores e
sugadores (suctórios) porque esses tais têm distúrbios de personalidade,
manias, doenças psíquicas não tratadas ou subdiagnosticadas.
Como entender as nuanças e
vícios humanos? Buscar e abeberando em autores e fontes fieis e sem vieses.
Onde? Nos ramos de Filosofia, de Sociologia, nas correntes filosóficas e até
doutrinárias, quando estas não trazem um caráter moralista ou religioso. Nesta
indicação, bons exemplos são Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Sêneca, Marco
Aurélio, Espinoza, Heidegger.
Outra magnifica indicação:
O Homem Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless - Robert Musil - Leiam essas indicações, ou essa última, e
teremos uma chancela do que se entende pelo que seja a natureza, o caráter
moral ou imoral de muitos indivíduos, homens ou mulheres, profissionais,
militantes diversos, jornalistas, auditores disso e daquilo, funcionários de
tribunais. Muitos desses tais detêm bacharelato em Direito, que faz o múnus
direito ou certo por exigência funcional ou “compliance corporativa”. Tudo
feito com guias de algoritmos, do isto, sim; isto, não, isto pode, isto não
pode.
Sérxio do Apito, homem já
na madureza e veterano, bacharel em curso renomado de Humanidades, era esse,
como aqueles retratados em emblemáticas obras da natureza humana. Ou como o
personagem Custódio do conto O Empréstimo de Machado de Assis. Sérxio, não
trazia a vocação do trabalho. Nem do trabalho nem da correção nas tomadas de
bens e ativos alheios para viver no bem bom como bom vivente. “Notícias mínimas,
e aliás necessárias ao complemento de um certo ar duplo que distinguia este
homem. A causa não era outra mais do que o contraste entre a natureza e a
situação, entre a alma e a vida. Esse Custódio nascera com a vocação da
riqueza, sem a vocação do trabalho”(O empréstimo de Machado de Assis).
Vou recomendar de novo, ler O Homem
Sem Qualidades e/ou O Jovem Torless - Robert Musil. Assim, são os milhares de
indivíduos, os homens, ou mulheres que levam uma vida sem predicados nobres,
sem atributos que os possam nominar de humanos. Pouco importam esses tais e
quejandos indivíduos de esbulhar, de se apropriar das energias, beneplácito e
ingenuidade de gente próxima como proveito próprio.
Quantas não são as pessoas que perdem
essa sensibilidade de cuidar de sequer um pet, com as recomendações cientificas
de biossegurança e microbiologia? Não se pode nem embrutecer uma pessoa
(animalização), muito menos antropomorfizar um animal. Que sociedade humana é
esta?
Sérxio do Apito, vivia assim. Ela
tinha para cuidar um Caparaó e um Duroc. Caparaó já idoso, em frangalho,
maltrapilho, em andrajos. E só dava a ele o coercitivo social e repelente.
No trato com ativos e bens alheios,
agia com puro desdém ou mofa. E nessa banalização levava sua vidinha de luxo,
de esbórnias gastrocnêmicas e endêmicas. “Mas não tinha dinheiro; nem dinheiro,
nem aptidão ou pachorra de o ganhar; por outro lado, precisava viver. Il faut
bien que je vive, dizia um pretendente ao ministro Talleyrand. Je n’en vois pas
la nécessité, redargüiu friamente o ministro. Ninguém dava essa resposta ao
Custódio; davam-lhe dinheiro, um dez, outro cinco, outro vinte mil-réis, e de
tais espórtulas é que ele principalmente tirava o albergue e a comida” (O
empréstimo, de Machado de Assis). Assim, vivia Sérxio do Apito, no perpétuo
caradurismo! Arre! Vade retro esbulhador! Até que um dia, dormiu sono profundo
e permanente! Natureza inclemente, caducente.
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Filhos e Filhas
ares-condicionados by
A Psicologia Social e as
terapias comportamentais e ocupacionais vêm se deparando com certos tipos
sociais ou síndromes sociais de difícil solução. São as chamadas desadaptações sociais
e funcionais. São tipos humanos que atingidos certas idades (adultos) nada há o
que fazer. Esse indivíduo está plasmado em seu modus vivendi. Trata-se de um
organismo social e comportamental já compactado, consolidado. Com pouco o que
de melhorar.
Quando muito esse indivíduo
pode ter um freio, um contrapeso, uma coerção naquilo que ele pode e não pode
fazer. Limites éticos da convivência humana: a duas pessoas, a três, coletivamente,
com o meio corporativo, com o ambiente e ecossistema. Assim, criou-se o Estado
(Thomas Hobbers, Leviatã), assim criaram leis, constituição, códigos diversos,
de postura, penal, civil.
Vamos às causas e defeitos
originários. Há de se levar em consideração que o indivíduo é o resultado de
sua educação familiar. Quem são as primeiras referências da criança?
Rigorosamente a mãe. Que se se torna diretriz, educadora, exemplo de atitudes e
comportamento nos albores da vida da criança. Porque esta criança nasce amoral,
analfabeta, ignorante, muda e incapaz de discernimento. Traz apenas instintos:
sugar, comer, excretar, chorar. Nada mais.
Temos aqui de forma
cristalina e meridiana e até de compreensão infantil, a teoria da tábula rasa
ou lousa em branco. Nessa continuidade, a lousa em branco, quer dizer, o
cérebro, a memória, as sinapses cerebrais da criança vão sendo informadas vias
sensoriais, percepção visual, auditiva, tato, memorial de tudo que a cerca.
Novamente, quem são os primeiros referênciais dessa criança? A mãe, o pai, a
babá, os tutores, as pessoas do convívio, os contatos sociais, e por fim, as
escolas.
Em frente, porque espaço e
tempo são frementes. Duas são as heranças na formação do indivíduo: uma
genética (pouquíssimo modificável, mas moldável); e uma herança social familiar
ou familiar social, porque a família vem primeiro. E como se dá a criação e
formação ética e social e cultural da pessoa? Pela educação imposta e impingida
pelos pais, com treinamento constante, com imposição de limites de
comportamento, no que pode fazer essa criança, esse adolescente e jovem,
inclusive nesta era digital, controle de uso da internet.
E chega-se a termo com essa
dedução: quantos e quais não são as mães e pais que criam os filhos e filhas no
chamado regime privilegiado, principesco? São os filhos mimados, os filhos
cheios de regalias, de objetos da moda, sequer sabem respeitar os idosos e
avós. Meninos e meninas que ganham as roupas de grife e da moda, os melhores
celulares, os carros e motos (no caso dos ricos e abastados). Até nas escolas,
são poupados e mimados, é proibido reprovação.
São filhos e filhas que não
vivem sem ares-condicionados nos quartos de dormir, nos carros que os
transportam, não comem comida reaproveitada do almoço, tudo dever estar pronto
na hora. As melhores bebidas! Imagine! Até bebidas. Portanto conclui-se que
nenhum motorista de porsche ou bmw assassino nasceu motorista assassino. Ele foi
feito assassino pela criação que lhe impuseram. Em parte, ele não tem culpa
sozinho. Nessa hora, os pais que criaram esse filho deveriam também e de igual
modo serem chamados, inquiridos e processados.
Esses tais e quejandos
sujeitos constituem os desadaptados sociais e éticos. São disfuncionais, sim! E
representam o corolário da educação canhestra, mambembe e sinistra da família.
Príncipes e princesas, ou os chamados filhos-ares-condicionados. Cheios de
mimos, comida farta e da boa e sempre, nos “bem bons das bolhas domésticas”.
Quartos e carros com ares-condicionados, água gelada e comida fresca, nunca
requentada. “Mãeiê, você me vê a toalha? Onde está o meu
sapato? Traga o meu tênis!
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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Imagens de nosso tempo
By
Imagens e visões de nossa
sociedade e de nosso estágio cultural e civilizatório. Vale a pena ou atenção,
com detida reflexão, para aqueles e elas que se dão ao esse exercício cognitivo
e pensante!
As cenas mais triviais e
ordinárias das pessoas nos dão a exata dimensão de sua formação, o que elas
pensam, e como agem nas interações umas com as outras. No compartilhamento de
muitos gestos. Todos simples e repetitivos. A jovem, que se intitula parente,
muito aderente, contente dessa relação e persistentemente, recalcitratemente
estima, adora a anfitriã. Esta sempre muito afável, acolhedora e generosa. Como
conviva e mensal, essa estimada e amada se regala, se repimpa, se compraz com
tudo a ela servida. E sempre na mesma cara sem peroba, nada faz. Sequer, retira
a baixela por ela conspurcada e usada, na satisfação de seus instintos
digestórios! Bom demais, não é mesmo?
A visita, homem ou mulher,
jovem ou veterana do celular e redes sociais. Chega em sua casa. Sequer desliga
o celular, ou deixe no silencioso. Fica a sensação da intitulada adicção
digital. A pessoa, em um gesto incivilizado, sequer despluga ou mesmo o trabalho de ficar off da mídia,
para uma interação física, pessoal, olho no olho, um sorriso, um chiste
relaxante, uma história construtiva, uma troca de vida. De vida hein!
Outra hipótese, essa
visita, já se encontra com déficit cognitivo induzido pelo celular, que a
maquininha se torna uma escora, uma muleta para sua fuga do contato social
humano olho no olho. Com os fantasminhas e nuvens de elétrons se torna mais
fácil e necas de laborativo. Não se pode dizer timidez ou fobia social. Porque
algumas detém até escolaridade “superior”. Superior hein!
Das ocupações diárias de
muitas gentes, quid, que tais e quais. Todos e todas iguais. Prestemos atenção
de modo analítico no que rebanhos e levas de gente empreendem como diário de
bordo ou esborda. Tanto faz no estibordo das esbórnias da vida ou faina improdutiva.
Acordar, tomar do celular, os likes, as respostas, se deleitar com as
frivolidades e fúteis notificações. Ah, que tédio, ah que preguiça. Macunaíma
genuína. Essas tais e quejandas
personagens subjazem e sobrevivem no império da futilocracia, ditada pela
frivolocracia!
Algumas ocupações, como em
um ritmo de tira polia. Gira aqui, ali, algures e alhures. Toma da coleira,
anda com o pet. É o máximo que lhe compete. E volta. Mas nem sequer desgruda do
gêmeo celular. Sempre no mesmo calcular! Os likes, os regalos. Deixe ver quem
me ligou. Oh, sicrana, fulana. Que linda, lindinha! As Ciências, o dizem os
smartphones tornaram-se peças anatômicas. Vou ao banho. Oh, meu celular! Vou no
wc! Eh, meu celular!
Dia desses um amigo
contou-me que namorou, casou, passava o tempo e foi se revelando de como havia
entrado em tremenda enrascada e enrosco. A cara-metade nada fazia, sempre no
bem-bom. Alegria, comida farta, repimpada de tudo farto, foi se virando em
lídima baranga. Aditado ao que já vinha ruim, houve piora. Desmazelo, esbórnia,
higiene e arranjos pessoais precários. Déficit higiênico. Metamorfoseou em
baranga irredutível. Não deu outra. Separação!
É o espírito nordestino.
Não se trata de determinismo ou destino. Porque esse vem traçado e prolatado
pelo calibre e diapasão familiar. São as infalíveis duas heranças: a criação e
instrução familiar (1ª herança); somada a outra de enorme influência, as escolas,
que não aboliram as palmadas, quando estas se fazem indicadas (2ª herança).
Arre!
Joao Dhoria Vijle
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Medalha e Mérito by ok
Toda pessoa estima ser
reconhecida em seus méritos. Em suas qualidades de toda ordem: social,
laborativa, produtiva, seja esta produção de trabalho físico ou intelectual. Ou
de forma simplificada, um trabalho em produção profissional, ou artístico e
intelectual, científica, técnica etc.;
Tomemos um axioma simbólico
nesse sentido. O de receber alguma deferência e dignificação. Ei-lo: “Mais
importante que receber uma medalha, uma comenda, ou condecoração é o mérito de
recebe-la”. Em tradução livre: quantas não são as deferências, os elogios, os
galardões, as atribuições endereçadas a alguém, não reunindo essa pessoa
medalhada os qualificativos para tal distinção. São bastante frequentes essas
pessoas, de ser condecoradas e honradas, que não têm o merecimento para tanto. Um
cenário onde está muito presente essa condição é o da Política (no caso, com p
menor, politicagem!). Quantos são os corruptos, inaptos e incompetentes gestores
públicos homenageados sem nenhum mérito para tais dignificações!
É instigante e
interessante, fazer essas considerações. Tanto de parte de quem promove essas
distinções, esses incensos e expedientes laudatórios, sejam esses de forma
abstrata, como em palavras, discursos, expressões; ou de forma material e
substanciosa, como mimos, presentes, festas, rega-bofes, comezainas,
patuscadas, janotices e outras concreções que os valham! E de parte da pessoa
contemplada com tais elogios e incensos. Há gente que gosta!
Então têm-se de um lado a
pessoa contemplada, agraciada e objeto das honrarias. Do outro lado, a pessoa,
órgão público ou privado, alguma instituição promotora de tais exacerbadas
dignificações. Não significa desqualificar qualquer pessoa em sua dignidade, no
que inclusive resguarda a Constituição Federal, da isonomia das pessoas em
dignidade. Todos são iguais perante a lei. Ao menos assim o previsto na Lei
Maior, embora na prática, nada é assim! Portanto, até a constituição mostra sua
falsidade em atribuições.
No âmbito social, das
pessoas comuns é cediço e encontradiço esse comportamento de se incensar, de
excessivamente, de ostensivamente elogiar e “bajular” pessoas das relações
parentais ou amistosas. Tais expressões e disposições de espíritos se mostram
em referir atributos, adjetivações e qualificativos que podem ter significados
diferentes, conforme o grau e escala cognitiva e intelectual da pessoa que
recebe tais atributos e elogios. Assim:
Se a pessoa elogiada e
bajulada, detiver uma autoestima frágil e melindrosa ela pode de fato acreditar
que tais qualificações correspondam à sua realidade, que ela em si, não
enxergava. Ou seja, ter uma falsa imagem de si própria, portadora de tais
virtudes e qualidades que ela não enxergava. Pode fazer bem ou mal a essa
pessoa, na percepção de uma condição que ela não detém.
De outra consideração,
tem-se a possibilidade de essa pessoa alvo desses incensos, dessas bajulações
excessivas e salamaleques; há o risco de essa pessoa interpretar de forma
realística como uma falsa deferência à sua pessoa. Fica na dependência do
cabedal e preparo intelectual, cognitivo e crítico dessa pessoa elogiada. Ao
cabo e termo dessa relação, quem elogia cai na esparrela de ser gente janota,
ingênua e falsa. Fica mal na consideração da estimada! Portanto, não esquecer
do adágio: “ Mais importante que a medalha ou elogio é de fato e verdadeiro, o
mérito em receber tal distinção”. Tem gente elogiada que pode acreditar no elogio
e gente que pode se incomodar e se ofender. Olha que interessante, como um
elogio falso e bajulador pode reverter contra quem o faz.
Cecília Duarte é aquela
mulher que exibe toda generosidade e afeto com as pessoas de suas relações
parentais e os demais contraparentes. Tal disposição e lhaneza de espírito e
coração se fazem evidente nas datas natalícias dessas pessoas. Pessoas de
liames genéticos ou nem isso precisa. Basta uma amizade de curta ou longa
duração. Um Natal, um Ano Novo. São datas sempre com motivo para que Cecília,
vá à compra de um mimo, um objeto do agrado da pessoa presenteada. E o doa com
toda alegria e júbilo, risos e afagos!
É assim a espontaneidade
temperada a ternura de Cecília. Face às suas atividades de profissão
assistencial, de filantropia, de voluntariado, de laços familiares protetores,
de arrimo de um outro irmão e irmã (e ainda religiosa que é ) tendo esses tais
e quais indivíduos carência ou méritos. Ou não os tendo. Cecília nunca passa em
branco nessas datas, sem as comemorativas e beberativas alegrias. E ela mesma
toma sempre a frente do fogão, das panelas, prepara tudo com cheiros, estética,
os talheres e copos de luxo, a mesa sempre bem decorada.
Porque é oportuno esse
aparte e glossário, para melhor entendimento. Comemoração. Na origem seria
lembrar-se de, recordar juntos. De com, companhia e memória. Entretanto, na
prática e de concreto houve um desvio de significado. Come de comer, e morar,
ou mora, de demora nos comes e bebes, na morada do outro de preferência. Portanto,
em muitas festividades, na casa do outro, ou às custas de outro e outra, se
procede ao beber e comer juntos, daí comemoração e bebemoração. Tempos outros e
modernos. Bom! Não é mesmo? Cecília se dava a esse estilo de agradar, de
presentear, de mimar, de incensar as pessoas de seu convívio. Com caros e
luxuosos mimos, objetos distintos e caros.
Esses gestos eram repetidos
como já ínsitos e ditos à Lenice Escólima, sua fraterna e contínua escudada e
arrimada. Com vasto currículo de toleimas e necedades. À Maiane Ruiva,
ambiciosa de se inteirar ao rol das aclamadas beneméritas, tudo se fazia de
igual intensidade e significâncias. Dá um dó!
Sempre em passagens dessas
referidas datas, eram manjares, ágapes, capitosas e saborosas refeições
oferecidas a essas pessoas. Gentes próximas ou distantes. Mas, que deixavam
implícito, um quase juramento de afeto, de gratidão, de admiração, de estima.
Veraz perjúrio, bem cristalino tais meneios e expressões. Retribuídas e
resolutas!
O que se fica de certo e
estatístico, provado e reprovável? A inversão da universal prece. Supremo
arquiteto, eterno genitor, santa Mãe! Venha a nós o vosso reino. Seja feita a
nossa vontade. Sobretudo aqui no planeta terra.
“Pai ou irmã ou amiga, ou
tia, ou madrinha, filha nossa; que estás onde estiver. Venha sempre o teu
presente e mimos para mim. Seja feito o meu desejo. Dê-me em cada data o meu
presente. Perdoa-me se não te faço o mesmo. Assim seja para sempre”!
Cecília Duarte, passou mais
um aniversário. Menos um ano de vida se cumpriu.
Toca o telefone. “Oh, mais
velha hein! Mais um ano de vida, parabéns”! Chega o Natal, chega o Ano Novo. De
novo nada! Feliz Natal. O mesmo ramerrão. O patati patatá. Comemorações,
bebemorações. E Cecília Duarte sempre anfitriã e espírito nereida. Ah Nereu.
Que mundo, que humanos somos! Eterno Retorno! Imutável. Mas, reprochável!
Sorumbático! Humano sou e nada que é humano me espanta mais que certos
“humanos” (Terêncio, poeta latino).
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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FILHOS BOLHAS BY
Ao se fecundar, gerar,
trazer ao mundo e iniciar a criação de um filho (a), quais são os sentimentos,
os cuidados e deveres dos genitores? Naturalmente que esmerada higiene,
amamentação na fase lactente pela mãe lactante ou na falta de leite materno com
suplementos prescritos pelo (a) neonatologista, cumprir com rigor o cartão de
vacinação, acompanhamento pelo pediatra e puericulturista. Enfim, serão os
cuidados e recomendações feitas por pessoas já experientes e intimas dessa
criança (avós por exemplo) e profissionais de saúde. Essas são as tarefas
afetivas e amorosas esperadas dos pais.
Vamos à questão da maternidade
e paternidade de sempre e de então. Imaginemos os filhos gerados, criados,
engordados e educados na era pré televisiva. A maioria das mães pouca
assistência obstétrica e ginecológica tinha à disposição. Havia assistência
médica, era precária, e só ricos e abastados tinham esse acompanhamento. As
mães de baixa renda tinham assistência de parteiras práticas (elas ainda
existem). Tudo se fazia de forma empírica, sem os protocolos técnicos e
científicos atuais. A maioria dos filhos criados com esses expedientes da
experiência, dava certo na vida. Verdade que a mortalidade infantil e materna
era muito alta. As complicações puerperais eram altas.
Tantos avanços técnicos e
científicos chegaram. A Medicina se aprimorou, e o acesso à assistência materna
e infantil se tornou viável para todas as mulheres no SUS. E de ótima
qualidade. Tanto que a taxa de
mortalidade obstétrica e infantil têm taxas ínfimas.
Feitas essas considerações,
façamos algumas observações a propósito, de como se fazem os cuidados e
dedicação de muitos pais jovens e alguns mais idosos, com os seus rebentos.
Filhos meticulosamente esperados e planejados, os que assim nascem com esse
planejamento! Note-se que alguns filhos são tão bem planejados que nascem por
fertilização in vitro, alguns com barriga de aluguel, alguns com gametas
anônimos, únicos ou gemelares.
O que se pretende aqui
apresentar é como vem se dando a educação de muitos filhos, de muitas famílias,
nessa nossa exaltada época altamente tecnológica, digitalizada e acelerada em
tudo. Ciência e tecnicismo evoluíram com o objetivo e em benefício da qualidade
de vida das pessoas, da saúde e bem-estar geral. Embora haja ainda parcela
numerosa de gente sem acesso a esse utilitarismo, porque existem as custas, os
preços. E em um Brasil, ainda tão desigual, até a comida não tem sido de boa
qualidade a todos. Existe fome, tristemente existem a chamada insegurança
alimentar, a fome, a falta de casa própria e saneamento em muitas regiões do
país. Muita água, mas poluída e sem esgotamento.
Cheguemos então à questão
nevrálgica dessa matéria. As gerações de filhos da atualidade, se divide,
grosso modo, em dois estratos sociais. A dos pobres e a dos ricos ou abastados.
Para ver essa consistência e clara realidade basta ter em conta as pesquisas de
IBGE, PNAD, índice GINI, etc. As marcas sociais dos filhos de famílias pobres
são ausência ou desassistência dos itens mencionados na introdução desse
artigo. A partir do nascimento, esses filhos, são mal assistidos em sua saúde e
desenvolvimento, as escolas públicas disponíveis são precárias em instalações e
orientação pedagógica, a evasão escolar é alta. Enfim, são filhos com alto
risco de fracasso em tudo na vida. Escolaridade baixa, desemprego,
criminalidade, mortalidade precoce, condições sociais e de saúde precárias!
Desemprego, má qualificação profissional, informalidade.
E então vem o paradoxo. E
os filhos dos ricos e abastados? Muitos desses filhos, das gerações dos novos
pais (sendo esses pais jovens ou já mais velhos) têm se caracterizado pelo
fracasso. Fracasso levando em análise a socialização, a educação e formação
escolar de boa qualidade técnica e científica, a aptidão laborativa, a
produção, a autonomia profissional e financeira, etc.
E vêm então as razões
apontadas por estudos sólidos, rígidos, fundados e com protocolos sociais e analíticos
bem conduzidos. Alguns cientistas da
educação e sociais chamam essa geração de os filhos bolhas. Isto em sucintas
palavras se resume a uma educação mimada e superprotegida desses filhos, a um
tratamento principesco, a muitos atributos e adjetivos conferidos a essas
crianças. São as princesas, os adornos e felicidades extremas da casa, aos
filhos privilegiados, aos príncipes e focos de todas as atenções e primazia da
casa. Um belo exemplo são as festas caras e luxuosas bancadas pelos pais
dedicadas aos filhos e filhas. Exemplo de Clarinha Donato, 1 ano de vida. Festa
colorida, brinquedoteca, musiquinhas, convivas e comensais, vinhos, doces,
capitosas e exóticas iguais. Afinal, qual o entendimento da homenageada (1
ano), sobre tantas, cores, burburinhos, cervejaria, vinhedos, orgias
digestivas? Zero!
Vários são os indicadores e
sintomas dessa fracassa e mal arrematada geração (em sentido de educação e
formação familiar). A saber: a busca por terapias e terapeutas de família, o
reforço escolar, o uso de antidepressivos, os fármacos para tratar ansiedade,
os ativadores cerebrais como metilfenidato ou lisdexanfetamina contra
hiperatividade e déficit de atenção.
O resultado se mostra na
fase adulta desses filhos. Indivíduos dependentes, eternos adolescentes,
típicos peter pans, carentes permanentes de suporte e assistência dos pais, que
se tornam pessoas frágeis, com baixa autoestima, baixo limiar à frustração,
pouca resiliência a uma atividade laborativa para autonomia financeira. Enfim,
uma geração do chamado fracasso educacional e profissional, desse modelo
superprotegido e pernóstico. Vêm de uma educação da sequência: gestação,
crescimento, engorda e péssima educação familiar. Quão triste! São estudos
dizentes; os protocolos e pesquisas bem conduzidas a mostrar essa crescente
tendência pós era da Internet e redes sociais, que entram com sua contribuição
para esse desfecho infeliz e de fracasso de nossa sociedade, com os filhos e
filhas das novas gerações. E atenção! Nunca se viu tanto diagnóstico do chamado
espectro autista. Trabalhos recentes vêm mostrando evidência de alguma relação
entre a exposição exagerada às telas de celulares e videogames com o autismo. A
ver e se provar essa conexão!
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Comida e felicidade by
Quem disse que comida não
traz felicidade? Pode ser que algum estoico como o foram Marco Aurélio, Epiteto,
Sêneca o dizem! Entretanto basta que lhes privem de alguma comida, para mudança
de opinião. Impossível que alguém se felicite corroído pela fome. Diversas são as opiniões e afirmações de que
comida de variada natureza não traz felicidade. Fica aqui este protesto na
forma de contra opinião e reprimenda. Traz felicidade, sim. Imagine aquela
mulher, aquele homem já repimpado e fornido de adiposidades! Vê lá se essa
pessoa está se lixando ou agastando para esses pareceres, opiniões e locuções
propositivas contrárias! “Neca de
pitibiribas” (ops, escuse-me pela gíria).
Para mais consistência de
que comida traz felicidade, além do prazer e gozo, basta exercer uma audiência
e visão dos espaços de alimentação. Seja em um shopping, em um restaurante, uma
pizzaria, uma sorveteria, em um bar, em uma churrascaria. Vale o tempo e
trabalho dessa detida análise. Bom e mais agradável que esse analista e ante
visor (não retrovisor), o analista que olha sempre para frente, bom e saudável
que ele esteja de fome e apetite saciadas. Porque imagine bem! O sujeito
pesquisador contemplar o prazer, o regalo, o gáudio, o gozo de terceiros e ele
mesmo penitenciando de fome. Não dá
liga!
Porque há essa diferença,
fome e apetite. Bom e saudável que esse pesquisador já esteja bem alimentado
(ou comido, como dito no popular). Com esse expediente, o trabalho de analisar
e registrar tendo ele já alimentado, os dados compilados e concludentes ficam
mais sólidos e convincentes. Trata-se de dado producente e estatístico,
verossímil e sólido.
São muitas as outras evidências
da relação de comida com felicidade. Algumas de mais consistência: rodízio de
comida. O mais useiro e vezeiro são as churrascarias. Tanto que se paga uma
taxa fixa de adesão, e o cliente come em profusão. Sem limite. Há gente que
come tanto e tantíssimo, mas tanto que já empachado e estufado de comer, sai se
regozijando de ter dado prejuízo ao dono do negócio, isto é; do rodizio. De
igual forma e contentamento são outros rodízios, de pizza, de sorvetes, de
massas, de doces, de pamonha, de pastel, etc.
O mais significativo e
simbólico da felicidade no gestual de comer, se vê em festas. Tanto que
previamente, antes de chegar aos rega-bofes, dias antes, o comensal e comilão
já sente aquele gozo, aquele sabor de cada iguaria. A comida, a gastronomia, as
culinárias entram como complemento de muitas outras felicidades. Exemplos: a
felicidade de um casamento. Celebra-se o conúbio! Entretanto, todos, convidados
e convivas, cônjuges e padrinhos já começam a digestão antes dos comes e bebes.
a Ciência já o diz: a digestão, a salivação e enzimas metabólicas, iniciam pela
memória, pelos ouvidos e orelhas, pela visão. Exacerbam pelo cheiro e atingem o
acme no paladar.
Fica então assim
consignado, do quanto é veraz, substancioso, o aceite, o consenso e uníssono,
do quanto é real, palpável e palatável, a relação umbilical e radical da comida
com a felicidade.
E para bem quadrar e
rematar essa mini resenha, vamos registrar e rememorar o conceito metafisico ou
hedônico do que seja a felicidade. É um estado agradável de alma e espirito. Mas, também de modo
empírico igualmente do físico. Trata-se de um estado de bem-aventurança, de
bem-estar, de relaxamento, de sensação de leveza e calmaria, de muito gozo e
gáudio. Só que com uma cláusula e fundamento: É um estado transitório, não
continuo, repetitivo, é verdade. Porque fosse um estado benfazejo contínuo não
seria felicidade. Seria apenas um estado habitual, de normalidade e aceitação
padrão. Daí a nossa digressão.
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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Mauricinhos e Patricinhas by
Como é gratificante se
guiar pelas luzes das Ciências, pelos Trabalhos Científicos conduzidos com
isenção e sem ideologia. E exclusivamente em busca da “verdade real” (como o
faz a “Justiça justa”). Porque há verdades e verdades, cheiro de verdade e
verossimilhança. E mais, existem pós verdades, factoides, fake news,
fabulações, fofocas falsas e invectivas. Atenção, não confundir fofoca com
mentira. Há fofoca real e fofoca falsa.
Nesta ora descrição, feita
com discrição e concisão sobre a constituição e construção do homem integral.
Olha que interessante o que nos mostram as Ciências. Nas áreas de Humanidades,
mais especificamente, nas especialidades médicas do desenvolvimento da pessoa: Obstetrícia;
que cuida da fecundação, da embriogênese, do crescimento fetal até o
nascimento, ou seja, a vida do nascituro vai da fecundação ao nascimento. E
como já é significativo esse cuidado dos profissionais (ginecologista, obstetra,
nutricionista). Porque mãe e feto formam quase um só organismo. Mas são dois em
uma só mãe. Empolgante essa noção e conhecimento que nos traz a Ciência.
E nessa jornada, ao nascer,
inicia o animal humano. A formação do indivíduo se divide na sua constituição
física, orgânica, biológica e fisiológica. E na mais importante como humano,
racional e consciente, o seu desenvolvimento psíquico, emocional, cognitivo,
intelectual, nas relações sociais e com o meio ambiente, entre outras
faculdades como animal racional e inteligente.
Existe uma diretriz na
construção integral do indivíduo. Noções simples, de fácil entendimento: todos
nascemos analfabetos, de tudo. Sequer temos noções de quem são pai e mãe nos
primeiros meses de vida. A identificação com a mãe, mesmo em fase do nascituro,
se dá por um reflexo condicionado de dependência e proteção. A formação da
pessoa então se dá, através da interação com a mãe principalmente. Ela será a
educadora determinante na geração, construção, instrução, limitação e mestra do
filho (a). Se de começo se faz errado, há risco do erro ser perene. Se mal
começado pode vir pessoa mal-acabada.
As Ciências, notadamente a
Psicologia Social, a Psicopedagogia, mostram como se faz na construção, na
educação e formação da pessoa. Ela se dá por fases, conforme a habilidade
intelectual e cognitiva da criança. E essas etapas se alteradas surgirão os
prejuízos na consumação integral do indivíduo. Esse processo, assim o dizem as
Ciências Humanas, deve ser conduzido pelos pais, por monitores, tutores e
complementado pelas Escolas, a seu tempo.
De forma sintética, algumas
tintas e notas sobre o chamado infantilismo ou puerilismo persistentes.
Conceito: trata-se daquele indivíduo consequente e resultante de uma falha da
educação, que se nega em atingir a maturidade e a autonomia. São pessoas
resultantes de uma criação e formação familiar malfeita, tolerante, muito
protetora, paternalística em demasia. Filhos criados e engordados com excessiva
proteção, com mimos, ociosos, sem treinamento da responsabilidade essencial à
manutenção da vida sem nenhuma lida etc.;
Como se dá o espectro
social o fenótipo gestual desse indivíduo infantilizado? Dependência de quase
tudo no provimento à sua existência e mantença social. A pessoa infantilizada,
mostra-se sempre frágil ante desafios e frustrações de média e baixa
complexidade. Muitos são os afazeres e tarefas domésticas e pessoais que ela carece
de quem ajude ou faça para ela. Assim, se dá com outros sinais: a sua marcha,
os esgares, os meneios, a mímica, a postura, o tom vocal etc.; As Ciências
respondem: são falhas da educação e pedagogia familiar. Não se trata de falha orgânica ou
fisiológica, mas falha pedagógica da família. Há cura? Improvável. Educado,
mimado, protegido demais, chances de um perpétuo sujeito (porque foi sujeitado
a uma deseducação familiar) infantilizado. Imagine o caso concreto, sem citar o
nome, de um jovem empresário que atropela e mata outro motorista que dirigia
seguro e devagar.
O jovem mimado e
“mauricinho” andava a mais de 150 km/h, em avenida de São Paulo Capital com
limite de 50 km/h. Embriagado, mata o outro motorista, correto e trabalhador.
Esse agora criminoso, escudado pela mãe, se evade do local. Típico caso de
filho mimado, criado em uma bolha protetora. Falha típica de educação familiar,
mãe e filho vão ser processados pelo ocorrido! E sabe mais, caro leitor (a)? Os
policiais da ocorrência, por análoga deformação da educação familiar e senso de
justiça erraram. Sequer foi feito o teste do etilômetro; foram coniventes na
evasão do infrator e criminoso. Apenas mais um exemplo mau. E põe mau nisso.
Recomendações de Leitura
·
1988: Natureza humana. Trad.de
Davi Litman Bogomoletz. Rio de Janeiro, Imago, 1990. W18 - Human Nature.
Eds. C.Bollas/M.Davis/R.Shepherd. London, Free Association, 1988.
·
1989a: Explorações psicanalíticas.
Trad.de José Octávio de Aguiar Abreu. Porto Alegre, Artes Médicas, 1994. W19 -
Psycho-Analytic Explorations. Eds C.Winnicott/R.Shepherd/M.Davis. Cambridge,
Mass., Harvard University Press, 1989.
·
1993a: Conversando sobre crianças [com
os pais]. Trad. de Álvaro Cabral. São Paulo, Martins Fontes, 1993. W20
- Talking to Parents, eds. C.Winnicott/C.Bollas/M.Davis/R.Shepherd.
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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As verdadeiras e falsas-corais
by
É bem conhecida a
classificação de certos animais no que eles oferecem de risco, de ameaças, de
serem portadores de peçonhas. O nome por si mesmo já diz tudo. Animal
peçonhento. Tanto o substantivo e qualificativo soam sinistros e ameaçadores.
Nesse grupo de bichos os mais conhecidos são os ofídios. As populares serpentes
venenosas. Interessante que nessa população de serpentes, existem as venenosas
e não venenosas. Existem as serpentes esbeltas, magras, corpo escultural e
existem as serpentes obesas, barangas, todas repimpadas, escroques e
estrovengas por genética e criação. Citem-se aqui as jiboias, as sucuris e as
pítons. Essas por exemplo: obesas; mas, não venenosas. Qual o quê. É bem de ver
que até as serpentes são vaidosas.
Ainda no estudo das serpentes
existem as chamadas falsas e verdadeiras. Existe também a classe das venenosas
como já referidas. Um exemplo típico é o das corais. Há uma cobra coral
verdadeira e uma coral-falsa. Cobra-coral-verdadeira e coral-falsa. Agora, atentemos para essa categoria de
serpentes. Surge como que um paradoxo. Por que? A serpente verdadeira é aquela
venenosa, peçonhenta. Ou seja, verdadeira em malignidade e toxicidade. Já a
falsa é não peçonhenta. Observou o detalhe. Embora falsa, nenhum mal faz a
outros animais e aos humanos. São carnívoras e predadoras! Mas, e daí! Os
humanos também não são carnívoros e os maiores predadores do planeta! Com um
particular, os humanos são os únicos animais do planeta que eliminam e matam o
outro por motivo fútil e altamente reprovável, o feminicídio, por exemplo.
Seguindo essa jornada compelativa.
A Psicologia Social e a Psiquiatria, classificam alguns humanos em pessoas tóxicas
ou venenosas e as não tóxicas. Discorre essa classificação no campo abstrato.
Nenhuma pessoa é portadora de alguma peçonha, peçonhenta, orgânica e
quimicamente falando. Está a se falar aqui de um modo metafórico, simbólico,
mas que faz todo sentido.
Em nome da praticidade,
vamos a outros comparativos. Imaginemos uma pessoa capaz de sofismas, de
factoides, de pós verdades, de invectivas e outras fabulações, sem nenhum
fundamento. Tal pessoa faz aquela afirmação pela afirmação, sem nenhum outro
elemento que a embase! Fofocas, factoides, verossimilhança. Só. Essa pessoa se
contempla como uma pessoa venenosa, tóxica. Ela é capaz de, no uso de sofismas,
dissimulações, perfídia e convencimento fantasioso, fazer outra pessoa
acreditar em suas afirmações. Ou seja, ela tem a habilidade e expertise de
envenenar outras pessoas de seu convívio. Envenenamento que a depender do
desenrolar das afirmações, das reverberações e boa-fé de outras pessoas
(envenenadas e aliciadas) pode até matar. Por que não? Há gente sugestionável,
sujeita às doutrinações.
Nessa exemplificação,
bastar tomar a História verídica, verdade real fartamente documentada do ex
presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia da covid19. Ele se tornou o
maior negativista ou negacionista da morbidade, da letalidade do coronavírus e
da eficácia das vacinas. Foram mais de 720 mil mortos (fora os casos não
notificados). Fez-se propaganda até de kit contra a covid19, uma típica prática
de charlatanismo, de curandeirismo, de superstição, de terapias infundadas, sem
a mínima evidência científica. A máquina estatal da propaganda foi usada para
esse desserviço e morticínio de muita gente!
O porquê da tragédia? O ex
mandatário da nação capitaneou, encabeçou, se tornou um “garoto-propaganda” em
negar a gravidade da vacina, na eficácia das medidas sanitárias, desdenhou da
taxa de mortalidade da doença, amesquinhou e desacreditou do efeito e proteção
das vacinas. Resultado, milhões de seguidores, de apoiadores, de eleitores
caíram na sua esparrela. E o saldo foi milhares de mortos. Temos aqui, de forma
cristalina de como uma pessoa pode envenenar outra pessoa, um grupo, uma
sociedade, uma nação inteira.
E assim, se dá na vida
comezinha, rotineira de uma pessoa comum, quando ela de forma solo ou de
comparsa, é capaz de envenenar outra pessoa com fofocas, com invectivas, com
fabulações, com lendas, com afirmações sem nenhuma sustentação documental,
registros reais e originais. E na completude desse envenenamento, existe sempre
uma pessoa primeira, outra e outras pessoas, efeito reverberante, sempre uma
pessoa interessada e “beneficiária” dessa toxidez informativa, dessas mentiras,
ilações, falsas conclusões em atingir o alvo pretendido e premeditado. Mente e
caráter humanos, somente os humanos!
João Joaquim - médico e
articulista do DM
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Pagar e receber by
Com 15 anos de mercado a INAD & PLÊNCIA Advogados
proporciona uma gestão efetiva da inadimplência e calotes nas etapas da dívida,
tanto na esfera extrajudicial quanto na esfera judicial. Tudo dentro da Lei, do
Código de Defesa de Consumidor, do Código Civil e mesmo da Legislação Fiscal e
Tributária. AS dicas a seguir, são fundadas na
experiência dos profissionais, na área especializada, inadimplência, calotes,
golpes, estelionatos, falsidade ideologia.
COMO RECEBER DE UM CALOTEIRO?
Jusbrasil.com.br informativo - Solução
Em Inadimplência- Leia mais sobre no site aqui insculpido
Como fazer um caloteiro pagar o que deve?
Como fazer
um caloteiro pagar o que deve? Nessas situações, basta que o comerciante entre
com uma ação visando advertir o devedor sobre o débito pendente. Isso pode ser
feito por meio de uma ação monitória e ela deve ser formalizada no Juizado
Especial Cível (JEC) mais próximo.
O que fazer quando se empresta dinheiro e a
pessoa não paga?
5 dicas de
como recuperar dinheiro emprestado a parentes e amigos
1. Cobre a
dívida. Parece uma dica ridícula, mas é melhor começar pelo mais fácil, não é
mesmo? ...
2. Mercadoria
ou serviço no lugar de dinheiro. ...
3. Notificação
extrajudicial. ...
4. Juizados
Especiais Cíveis (JEC) ...
5. Ação
judicial.
Ø Entretanto
e todavia, e quando o caloteiro é lateral ou colateral genético e afetivo e
aproveitador dessa relação dita “afetuosa”? Existe alguma saída.
Como proceder quando alguém deve dinheiro a
você?
Acione a
Justiça para reaver a quantia. Em último caso, você pode recorrer a uma
cobrança extrajudicial ou até mesmo uma ação judicial para tentar reaver o
valor que foi emprestado. Nesse caso, você deve entrar em contato com um
advogado para entender como podem acontecer os trâmites da cobrança judicial.
Ø Combinado,
ok; entretanto, há a mesma embaraçosa questão, visto haver alguns indivíduos
folgados e expansivos que agem premeditados. Eu tomo esse valor e depois vou no
enrosco. E não pago! Essa é a estratégia, ainda que sub-reptícia e subliminar
do caloteiro e dador de capotes.
É crime dever e não pagar?
A cobrança
vexatória, aquela que constrange o devedor, é considerada crime. Por isso, para
garantir a cobrança do débito e evitar problemas legais, é preciso instruir os
agentes que farão a cobrança sobre as práticas recomendadas (e as não
recomendadas!) no processo. Nosso artigo aborda exatamente esse tema!
Código de
defesa do Consumidor - Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Art. 42. Na
cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem
será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. Existe a vida
judicial.
Pode expor uma pessoa que deve?
É crime
expor uma pessoa que me deve? Já vimos muitos casos em que se expõe o nome ou a
foto do devedor, com ofensas de mal pagador e caloteiro, expondo a pessoa ao
ridículo. Isso é crime, nos termos dos artigos 139 e 140 Do Código Penal. É de
bom alvitre que se alguém empresta dinheiro, deve-se resguardar, com
documentação e pedido de avalistas ou bens garantidores, fideicomisso.
Tem lei para caloteiro?
- o calote.
Apresentando-se como uma vertente do crime de estelionato, está o crime do
artigo 176 do Código Penal, inserido no CAPÍTULO VI que cuida do ESTELIONATO E
OUTRAS FRAUDES.
> por
isso afirma-se peremptoriamente e direto. Calote é uma forma de estelionato.
Mormente quando o caloteiro reúne condições fiscais e renda para quitar a
dívida. Mais gravoso e sub-reptício ainda: quando as vítimas são ingênuas, parentais,
idosos frágeis, com inaptidão social, civil e laboral.
Como cobrar um PIX educadamente?
Somos da
[nome da empresa] e estamos escrevendo para lembrar que a sua fatura de R$
[valor] referente ao mês de [mês] de [ano] vence hoje [DD/MM]. Podemos enviar o
código de barras para pagamento por aqui ou você pode acertar via Pix! Fique à
vontade e nos consulte em caso de dúvidas. Obrigado.
Ø Mas, e se
for alguém da família ou intimidade. Porque houve a premeditação do calote. Há
um distúrbio psiquiátrico do caloteiro. Ação adredemente planejada.
Qual Santo para receber dívidas?
Santa
Edwiges, a padroeira dos endividados, viveu no século XIII, na Polônia. Assim,
ela dedicou sua vida a ajudar os menos afortunados e cuidar dos necessitados.
Por isso, sua devoção à caridade e à fé a tornou um símbolo de esperança para
aqueles que enfrentam dificuldades financeiras.
Ø Esse
expediente pode-se aplica-lo com os caloteiros íntimos, parentais. Porque são
os piores tipos e inclassificáveis, em face da premeditação. Notadamente quando
a pessoa credora é gente ingênua, boazinha, frágil, mulher, sensível,
aposentado do INSS, pouco alfabetizado, inválidos.
O que acontece se eu expor um caloteiro?
O que
acontece se eu expor um caloteiro? Pena Detenção de três meses a um ano e
multa.” A Constituição também determina, em seu inciso X, que “são invioláveis
a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o
direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”
Ø Agora durma
com esse desplante da lei. A pessoa sofre calote e ainda pode sofrer danos da
Justiça. Basta ver o quanto de caloteiros e manteiros que dão o capote e golpes
em outras pessoas. A Justiça pode ser injusta com o credor!
Pode expor um caloteiro?
A lei determina que ninguém pode ser colocado
em situação vexatória ao receber a cobrança de uma dívida. O artigo 42 do
Código de Defesa do Consumidor diz que, na cobrança de débitos, o consumidor
inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de
constrangimento ou xingamentos, ou termos vilipendiosos.
Ø
Ou seja, por isso os caloteiros prosperam aqui,
ali, acolá, alhures, algures, há uma endemia de calote.
Por último essa análise de uma psiquiatra forense:
inadimplentes, caloteiros, estelionatários, golpistas, fraudadores, etc.;
Todos, por analogia se assemelham a um pedófilo, a um estuprador, a um verdugo,
ou carrasco ou violentador de mulheres. Onde eles mais se encontram? Dentro da
casa, no entorno, no ambiente coabitado, compartilhado da própria vítima. Uma
genitora, um irmão, uma irmã, um sobrinho, um tio, qualquer pessoa carente de
cuidados. Pode um cuidador que deveria cuidar ou ajudar cuidar, se tornar um
parasita, um explorador, um caloteiro, esbulhador, sugar e comensal
desqualificado! Cautelares contra os tais, os quais, quid e quejandos
caracteres! Esses indivíduos (homens e mulheres) não são endêmicos de Nordeste,
Piauí, Paraíba. São do Brasil e do Mundo. Cautelares!
Post for - João Dhoria Vijle.
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Mães e Filhas by
Todo
profissional da comunicação, um jornalista, um ensaísta; mais que esses
emissores de notícias e opinião, outros publicitários e colunistas quando se
valem das Ciências (com C maiúsculo) nos seus comunicados, textos e pareceres,
tais matérias passam muito mais curiosidade benfazeja, mais interesse e
contribuição ao entendimento da sociedade e mundo.
Nessa análise da credibilidade do que se fala como
artigos e pareceres, além dos braços científicos pertinentes, bom e desejável
está em fazer intertexto com outros profissionais, outros pensadores dos ramos
que se pretende expressar. Um jornalista por exemplo. Bom e saudável e
creditável que ele tenha uma cultura vasta, abrangente, que tenha o pleno
domínio do Português e mesmo conhecimento elementar de um Inglês, de um
Espanhol.
Outro ramo do saber de muita relevância é a
Filosofia. E são várias teorias neste sentido. Existem por exemplo os
pensadores gregos. A Filosofia Grega constituí uma das maiores fontes de
conhecimento e sustentáculo em que se baseiam as pessoas que escrevem, que
pensam, que raciocinam, que elaboram, que criam. Não importa em que arte da
criação: Literatura, Pintura, Cinema, Dramaturgia e as Ciências em geral.
Algumas pílulas de alguns filósofos mais recentes.
Nietzsche dizia que nós humanos somos animais de rebanho. Quer dizer que
seguimos em demasia outras pessoas. É o mesmo chamado efeito manada, o efeito
maria-vai-com-as- outras, de se um boi cai no abismo os outros caem atrás. Com
essa teoria e influência basta ver os influenciadores digitais das redes
sociais e seus seguidores. “ Eu sigo fulano nas redes sociais, no Instagram, no
facebook”. Você tem Instagram? Não. Eu não tenho. Nietzsche puro. O mundo anda
infestado de messias e influenciadores (muitos para o mal).
Vamos a um pouco do que proferiu um dia os
filósofos Karl Jaspers (suíço) e Martin Heidegger (alemão). Foram pensadores da
fenomenologia e do existencialismo. Segundo Heidegger, os homens nascem iguais,
a morte de cada um é que é única. Sobre a maternidade, são ideias curiosas e
vistas entre as humanas mulheres. Jaspers foi também estudioso da
psicopatologia.
Algumas pitadas sobre o projeto e realização da
maternidade. Muitas mulheres trazem a vocação genuína e natural para gerar
(gestação, geratriz) filhos. São capazes de ter proles numerosas. Muitas, por
vocação, ainda procriam sem pensar de como educar, instruir e formar um filho.
Quando dessa prole se tiram proletários, menos mal, porque o Brasil carece de
mão-de-obra. Proletário, vem de prole. Continua a filosofia existencialista:
muitas e muitíssimas mulheres, independentemente do estrato social de onde
vieram, gestam e criam algum filho como cláusula, como vínculo de um meio de
sobrevivência. Na satisfação e projeto do cônjuge, da família. Algumas se propõem
dissimuladamente e subliminarmente, a servir como geratriz, gestora do filho de
certas figuras ricas, célebres e midiáticas. Porque a mesada do pimpolho, do
filho já crescido e mãe como mantenedora e tutora é liquida e certa! O mercado
do futebol é um bom exemplo desses expedientes e intenções.
E outro grupo não menos desprezível, é o das
mulheres que mesmo casadas, são uníssonas com o cônjuge de não ter filhos. Dão
destaque e foco na carreira profissional e emprego. E para finalizar, assim
dizem opiniões despiciendas de contrário, que algumas mulheres, do filão das
mães por escusáveis objetivos e desejos, desprovidas do instinto maternal, mas
do fraternal, carecem dos adjutórios e reparos de outros no trato e distrato
nas curas e preleções aos filhos e filhas ainda como nascituros, e perpassa por
1ª e toda infância. Bom demais não é mesmo! São palavras de quem lê, quem
interpreta e racionaliza o bicho homem! Nada que é humano me espanta porque
também sou humano! Poeta Terêncio. Quer
saber mais sobre o tema? Leia Hidegger, Jaspers, Yung.
João Joaquim
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Canetas de emagrecimento by
Todo profissional da comunicação, um jornalista, um
ensaísta; mais que esses emissores de notícias e opinião, ainda outros
publicitários e colunistas quando se valem das Ciências (com C maiúsculo) nos
seus comunicados, textos e pareceres, tais matérias passam muito mais
curiosidade benfazeja, mais interesse e contribuição ao entendimento da
sociedade e mundo.
Nessa análise da credibilidade do que se fala como
artigos e pareceres, além dos braços científicos pertinentes, bom e desejável
está em fazer um intertexto, uma interdisciplina com outros profissionais,
outros pensadores dos ramos que se pretende expressar. Um jornalista por
exemplo. Bom e saudável e creditável que ele tenha uma cultura vasta,
abrangente, que tenha o pleno domínio do Português e mesmo conhecimento de
Inglês, de Espanhol.
Se esse jornalista foge um pouco do simples
comunicado, notas e notícias de seu múnus diário, recomenda-se que ele busque
informações com outros especialistas e pensadores. Seria o exemplo de se falar
sobre Saúde, Direito, Educação. Nada melhor do que essa conexão com experts e
cientistas da área para mais embasamento e credibilidade do que se diz. Em
nossa era de internet, grandes provedores e fontes selecionadas, existem de
igual força as pesquisas e os ensaios de domínio público. Basta um bom escrutínio
dos órgãos e quem assinou a matéria. Um bom exemplo são os insumos e fármacos
em Medicina.
Um excelente modelo do que traz credibilidade ou má
fé, vieses e conflitos de interesse são medicamentos e outros objetos,
instrumentos e formas terapêuticas. O quanto de charlatanismo, de falácia, de
merchandising existem divulgados por certos laboratórios e tantos fabricantes. Essas
questões cabem aos profissionais de saúde, médicos e outros agentes sanitários,
clínicas, hospitais e os próprios órgãos públicos de saúde, que caem no lobby,
nas aliciantes e persuasivas propagandas. Cabem aos médicos evitar o engodo!
De momento e chegadinhos de fresco temos os
chamados medicamentos para tratamento do diabetes tipo II, que teve um desvio
de indicação, como milagrosos na “cura da obesidade”. Quase ninguém das pessoas
comuns tem essa noção de que tais remédios são excelentes no controle, não cura,
do diabetes tipo II, este diabetes tem como causas principais a obesidade e a
senilidade.
Sem citar marcas, a semaglutida, a liraglutida e a
tirzepatida, são os principais representantes do grupo dos medicamentos, com
propagandas aliciadoras e em profusão para tratar os gordinhos e gordões
(homens e mulheres). São as famosas injeções semanais em formas de canetas, em
designs encantadores. O que os fabricantes não divulgam muito é o preço, cerca
de 200 dólares a dose, muitos efeitos colaterais e nos estudos clínicos em
cobaias, causam câncer de tireoide. Os riscos dessa automedicação são enormes.
Trata-se de um medicamento que deveria exigir receitas de controle especial e
restrita a médicos. Imagine, a propaganda que vira quando uma celebridade e
pessoa midiática, usa tal droga e fala do uso e perda de peso. Quanto
marketing.
Os laboratórios Novo Nordisk, Eli Lilly e
concorrentes vêm lucrando bilhões nos últimos anos com a veda desses alardeados
e mentirosos medicamentos, tidos como os tops models para quem não quer suar a
camisa, comer menos e ter atividade física continuada, como a mesma necessidade
da escova de dentes e tomar banho diário, são rotinas de saúde e higiene. Exercícios
físicos também.
Aliás, fazendo aqui um memento das terapias
recentes no tratamento de obesidade. Doença que sempre representou o maior
filão de lucros do comércio de remédios e dos laboratórios. Reboxetina, foi
usada como antidepressiva e também no controle da ansiedade por comida.
Rimonabanto, substância que atuava nos receptores canabinoides, foi lançado
como droga miraculosa no controle do apetite e ingestão alimentar. Foram
banidos pelas autoridades sanitárias pelos gravíssimos efeitos colaterais e até
morte. Como foram aprovadas? Claramente pelo lobby e interesse dos fabricantes.
Vieram outros: amfepramona, fenproporex. E com
marcas sugestivas: fagolipo ® , absten plus ® , mazindol ® - Poucos lembram: em
Goiânia, no Hospital das Clínicas/UFG, há a chamada liga de hipertensão. Era
chefiada e supervisionada pelo experiente, professor e cardiologista dr Paulo
Cesar da Veiga Jardim. Muitos pacientes da liga (hipertensos e obesos) usavam
essas drogas. Essas substâncias, usadas por mais de 3 décadas, comprovou-se com
estudos e estatísticas americanas ser causas de gravíssimos danos cardíacos
como arritmias malignas, doença de válvula mitral e morte. O fenproporex nunca
foi aprovado pela FDA. No brasil tudo pode. País dos experimentos em saúde.
Assim, sem mais delongas fica essa resenha. Parece
que se ora soa exagerada, o tempo se encarregará da verdade real. Assim como
caíram no esquecimento as retrógradas milagrosas substâncias que enriqueceram
tantos laboratórios e mercado de medicamentos, as atuais canetas para
emagrecimento podem, com o recrudescimento dos efeitos adversos, terem o mesmo
destino de tantas outras do passado e banidas de uso médico. E não é demais
citar que os tipos de charlatões mais perigosos são os profissionais de saúde
(como médicos) e laboratórios, os terapeutas de emagrecimento fácil e sem
atividade física, os falsos nutrólogos e profissionais de ortomolecular etc; Já
existem até, acreditem, os terapeutas quânticos, os magnéticos, os magnesianos,
e por aí afora!
João Joaquim - médico e articulista do DM
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XEXO fortuito e intencional bg
Aqui na Paraíba, como de todo o Nordeste existem os
repentistas, os poetas populares, os bardos das praças comuns, os contadores de
causos ou casos verídicos ou anedóticos. O que importa é que todos trazem um
valor moralista, um ensinamento. Estamos aqui a referir à cultura popular,
aquela do povileu, da populaça, de gentes amiudadas, ou como expressado em
certos lugarejos a arraia-miúda. E dessa gente, pessoas comuns, operosas e
laborais vêm muitos ensinamentos que se aplicam em todos os estratos sociais.
Lá para as
bandas do Sudeste e outros rincões não nordestinos, chamam às pessoas
golpistas, as que passam mantam ou capote em outras pessoas de mercadores de
calotas, ou caloteiros. Existem esses tais e quais de várias categorias. Grosso
modo são dois grandes grupos: grupo A: dos caloteiros por falência pecuniária
ou patrimonial; grupo B: caloteiros por defraudação intencional, os integrantes
desse grupo, ao deixar de cumprir uma promessa (falso promissário), o faz de
forma imoral, desonesta, cavilosa, e de pérfida e falaciosa ideologia, noutro
termo, um praticante de falsidade ideológica (tipificado no Código Penal).
De forma mais objetiva e inteligível, para quem nos
lê, porque são variadas as formações culturais e técnicas e profissionais. O
caloteiro falimentar, pode ser um indivíduo honesto, quando não tinha o
intento, o objetivo de fraudar, de dar o calote ou manta no credor. Pode-se
tornar um caloteiro contingencial, por algum revés de negócios, carreira, perda
de emprego e renda.
Ainda no grupo dos caloteiros, o sujeito pode
deliberadamente ser um desonesto, um negocista, ou lambareiro e trapaceio nos
negócios e tratativas financeiras. Caloteiro intencional. Esses são os mais
daninhos, nocivos e tóxicos às pessoas. E as vítimas mais comuns são parentes
próximos e amigos. Muito amigo! Muito mais amigo urso ou da onça do que de o
caçador!
Então da banda
podre e putrescível, os caloteiros ou defraudadores premeditados, os que
detém certa expertise técnica e profissional que os qualifica para essas
negociatas e falsas promessas. O caloteiro premeditado emprega sempre a chamada
pérfida promessa, uma elaborada retórica persuasiva. Para tanto age ao estilo
dos sábios sofistas, no estilo Górgias: "O Elogio de Helena": apresenta um
discurso elogioso sobre Helena de Troia, buscando reabilitar sua reputação
manchada pela mitologia. Ele utiliza sua habilidade retórica para recontar a
história de Helena, destacando aspectos positivos e desafiando interpretações
tradicionais”. Aqui o exemplo do maior sofista e retórico refinado, o sofista
Górgias. A filosofia ou argumento dos sofismas, o enganador, o folgado, o
trapaceiro e trambiqueiro.
O caloteiro intencional, traz essas características sociais, não
cívicas ou incivilizadas, altamente contagiosa e pernóstica porque emprega
subterfúgios, termos sensibilizantes para vítima, costumam não gostar de firmar
de forma documental os promissórios e prometidos empréstimos patrimoniais ou
fiscais. O que já demonstra indícios ímprobos e réprobos. Trata-se do caloteiro
mais nocivo e deletério, tendo em análise que esses tais e indigitados
indivíduos, dão o capote, passam manta e prejuízo, tendo esses inqualificáveis
cidadãos, condições fiscais e patrimônio para não o fazer. A dica é esta, fuga
e distância dos tais, quid, e quejandos folgados e trapaceiros. Existem
inclusive os de pretexto esfarrapado, se dizendo com apertura por gastos
inopinados e contingenciais com imprevistos e achaques de si e dependentes
genéticos. Arre!
João Dhoria Vijle
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SER ÁGUIA OU GALINHA É UMA OPÇÃO by
João Joaquim
Impressiona-nos e muito o quanto muitos indivíduos,
razões de todo ainda mal compreendidas, o quanto eles apresentam e dependem de
outras pessoas para a sua sobrevivência social, para sua estadia em sociedade,
na vida. Muitas vezes exigências comuns. Chama demais nossa atenção tendo em
consideração, e este é o ponto chave aqui em comentário, tendo esses indivíduos
condições econômicas, profissionais e financeiras de bancar as suas
necessidades primárias e até as secundárias, de conforto, de boa alimentação,
moradia e assistência médica.
Estudos e ensaios sociais listam como fatores
alguma fragilidade cognitiva e organizacional mental e cerebral. Entretanto, há
muito de deformação educacional. São
dados de Sociologia Familiar e de Neurolinguística. A Ciência é neutra e
intransigente! Ela, através de ensaios, estudos bem conduzidos, estatui com
dados estatísticos e numerosas amostras o quanto há desses tipos humanos na
sociedade.
Continua-se esta resenha com versos do magnífico, do
roçagante e expansivo poeta e escritor Bertold Brecht “ Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um
ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que
lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”.
É inegável que cada pessoa (homem ou mulher) é o espelhamento
de seus ancestrais, especialmente dos pais como cuidadores e formadores do
filho, do caráter e bojo moral e profissional do filho tutelado (a). O filho ou
filha é o espectro social, ético, cultural, profissional, produtivo, laborativo
do pai e mãe. Ser independente ou carente de muitos expedientes de terceiros; é
uma questão posta para o sujeito na sua existência tacanha, frágil, humilde e
folgada ou com plena autonomia e autossuficiência. Eis a lei do tal pai, tal
filho ou filha. Geometria analítica pura! Vem então o ditado popular: “Tal
filho é o pai encarnado e esculpido”. Muito prevalente esta regra de vida.
Muitos filhos e filhas são o que foram os pais como genitor e
geratriz, como criadores, como maus ou bons educadores desse indivíduo filho.
Não há aqui invencionice, palpite, sugestão. São princípios milenares,
seculares, leis da natureza e suas Ciências. E elas não se fazem por saltos,
cumprem-se.
Águias criam novas águias porque elas trazem de forma
intrínseca, genética, por instintos naturais essa vocação do cuidado, do
treinamento, da repetição incansável, da ousadia e intrepidez impostas aos
filhotes. Criam-nos quando os têm de criar, de engordar, de empenar, de criarem
músculos fortes, rijos e voadores. E vem os exercícios, o ensinamento, o bater
de asas, a perda do medo, e voam independentes como os pais e se tornam novas
águias, com voos deslumbrantes, admiráveis e excelentes caçadoras.
Galinhas põem os ovos, nascem pintainhos, tornam frangos,
frangalhos, frangotes e abatidos viram proteínas para os humanos. Não passam de
frangos e galinhas! Que triste! E então? Você jovem ou mulher, forte, músculos
torneados, pernas e braços grossos. Vocês! Afinal! Vão se tornar águias ou
galinhas. A escolha é de cada pessoa!
Olha esta estória para
finalizar: Em Estórias de Bichos, Rubem Alves fala de uma águia que,
criada num galinheiro, foi crescendo ali, convencida
de que era galinha. Bem diferente das outras – grandalhona, olhos frontais,
bico adunco e grande demais, asas enormes –, tentava a todo custo imitar o que
as galinhas faziam. Até que um dia um alpinista, passando por ali, surpreso
perguntou-lhe: - Que é que você,
águia, está fazendo no meio das galinhas?... - Não me
goza. Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e
alma, embora não pareça. Percebendo que argumentar seria pura perda de tempo,
colocou-a num saco e seguiu seu caminho até as montanhas. Lá bem no alto,
sacudiu o saco e deixou-a cair, Não tendo em que se agarrar, debateu-se
apavorada, até que a águia “há muito tempo adormecida e
esquecida” dentro dela, “acordou se apossou das asas e de repente voou...”
Essa estória, embora muito interessante, não passa de
lenda. Uma águia jamais se sujeita
a levar a vida medíocre de uma galinha, e muito menos se deixar prender num
galinheiro. Tudo que uma águia tem
em comum com uma galinha são asas, bicos, pés, garras, e penas. Pertencem ambas
à espécie das aves. E as semelhanças param por aí. As diferenças, sim, é que
nos interessam, pois, no que diz respeito à natureza de ambas, nada têm em
comum. A galinha, temerosa, foge ao primeiro sinal
de perigo. A águia, intrépida, enfrenta o perigo; não se
deixa vencer. “...Deus não tem no dado espírito de covardia, mas de poder...”
(2Tm 1:7). Deus quer nos libertar do espírito temeroso, próprio da galinha,
e nos dar a intrepidez e a coragem da águia. A galinha se
sujeita a ficar presa; se acomoda ao cativeiro. Com um simples barbante se
prende uma galinha ao pé de uma mesa. A águia,
não. Ela não aceita o cativeiro. Ela tenta romper o laço; se não o consegue,
tenta cortar o pé da mesa; e se ainda assim não se liberta, debate-se até
cortar os pés. Voa sem pés, mas se nega a perder a liberdade. Ninguém jamais viu uma águia numa gaiola, nem mesmo
num zoológico.
João Joaquim
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Hebetismo digital by
Sobre calote e caloteiro, olha esta: “Como é de se
lembrar, com o Porto de Mariel da família Castro – Cuba - a conversa inicial era de que se tratava de um
empréstimo. Mas avisamos à época: na prática era uma doação, jamais pagaria
essa dívida ... o Brasil nunca recebeu um tostão. Nem os juros. E não vai
receber nada:
Calote total.https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/contraponto/entenda-por-que-cuba-nada-tem-a-ensinar-sobre-economia-e-democracia-so-sobre-ditadura.
Excerto magistral de artigo do advogado, escritor e
ex governador de Goiás Irapuan Costa Junior. Interessante que em questão de
calote, como esse expediente se faz presente na vida de muitos cidadãos
brasileiros. Como se vê, não é exclusividade da Política, mas, de muitos
folgados!
“Todos esses bichos são o modelo acabado da vadiação e do
parasitismo. A mesma formiga, tão gabada por certas qualidades boas, dá no
nosso açúcar e nas nossas plantações, e funda a sua propriedade roubando a
alheia” (a sereníssima república – de machado de Assis).
E assim, se escarafunchar bem outros pareceres, ensaios e
protocolos de pesquisas sociais, muitos expedientes encontraremos que vão ao
encontro do que assistimos no dia a dia, de cada um e cada uma, indivíduos e
pessoas. Como o de muitas jovens e moças, solteiras e seus projetos de vida. Em
todos os tempos, bem lembrado, não se diz apanágio da era digital, de internet,
smartphones e redes sociais.
Quando se debruça sobre os ensaios e tendências de nossa
juventude feminina, as moças são assim: algumas formam e se tornam focadas,
centradas e dedicadas ao aprimoramento profissional, a sua realização de
carreira, a um trabalho de relevo, produtivo e vão se tornando independentes
financeiras. Muitas delas nada de importância dão a casamento, maternidade,
firmeza conjugal, querem autonomia em tudo. Grupo considerável (estudo
sul-coreano, universidade de Seul).
Outro grupo numeroso dessas jovens moças, elas formam, e no
Brasil, curso superior há em várias esquinas de médias e grandes cidades.
Então, muitas terminam o curso, fazem um TCC, costumam ter boletim escolar elogioso,
como se boas notas coladas e copiadas aferissem conhecimento e formação
tecnicocientífica e profissional. Muitas dessas tantas, costumam esperar por um
bom namorado, esperam casar.
A maternidade para parcela significativa é uma cláusula, uma
alínea, um aval de meio de vida, uma eterna aliança com o cônjuge e vida
resolvida. A sociedade e família esquecem que tal fulana, nora, mãe dos netos,
um dia formou em alguma profissão (mesmos ensaios e análise de estudos
sul-coreanos). São estudos em uníssonos como o visto no cotidiano em terras
tupiniquins, pindorama de espíritos endógenos, indígenas e alienígenas! Bom!
Não é mesmo povo latino! Que rima com povo ladino!
O Instituo de Saúde de Paris, capitaneado por Michel
Desmurget, possui interessante estudo de seguimento e avaliação do impacto da
Internet, teletelas, estado online permanente e dependência digital. O alerta
maior que eles, cientistas desse Instituto, fazem, se volta para as crianças,
adolescentes e jovens. Entretanto, os já adultos e na fase adulta não escapam a
essa lupa científica e analítica de Desmurget.
O que leva por exemplo um homem ou mulher a ter uma
permanente compulsão por passar horas a fio do dia e da noite plugados em seus
celulares? Em uma palavra: fútil curiosidade! Porque sabido é que todos esses
posts, mensagens, fotos, vídeos, curtidas, não agregam, não adicionam, não
acrescentam nenhum valor social, cultural e moral para o usuário. Futilidades,
mais futilidades, ainda futilidades, sempre futilidades. Passam-se um mês, um
ano, 5 anos, 10 anos! Há um déficit, uma regressão no padrão ético, cultural e
de conhecimento construtivo do homem, da mulher! Essas pessoas vêm se
constituindo em um rebanho de pessoas hebetadas, idiotas e imbecilizadas!
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Construindo
pessoas by
As
Ciências Sociais, pós era industrial e agora muito mais assertivas e convictas pós
era de internet, compreendem muito bem como se dá a construção, a formação e acabamento
da pessoa em seu aspecto social, ético, civilizado e cultural. Temos, assim, a
Sociologia Familiar no Estudo integral da formatação do caráter, do bojo moral,
de costumes, de estilo social e cultural do indivíduo. A Sociologia Moderna,
nesse contexto do papel e determinismo de pai e mãe (e/ou tutores), em grande
maioria na formação da criança, do adolescente e jovem, esse ramo da Sociologia
mostra de modo inequívoco o quanto existe de espelhamento da conduta e
qualificativos de vida social e moral de um pai e mãe em um filho ou filha: lei
do espelhamento. Diz o ditado: o filho saiu ao pai esculpido e encarnado (em
corruptela, cuspido e escarrado).
Ao
se revisitar grandes pensadores, o pensamento e teorias de muitos sábios e
estudiosos, eles são concordantes com o que mostram hoje esses ramos do estudo
de Humanidades, notadamente em consonância com o que é pertinente e demonstra a
Sociologia Familiar. São os exemplos de um Jacques Rousseau, de um David Hume,
de um John Locke, entre outros notáveis pensadores europeus, corrente dos
filósofos empiristas.
A
Sociologia Familiar, mostra o quanto se faz presente a teoria da Tábula Rasa na
constituição do indivíduo, a partir do nascimento. A Família, acentuadamente o
pai e/ou mãe serão os determinantes no caráter (bom ou mau), na conduta (boa ou
disforme), nos valores éticos, morais, sociais e de convivência da prole
(filhos/filhas). Todo esse séquito de influência se dá vindo da infância,
daquilo que a criança a partir do berço ouvirá e verá do padrão social da
família; ênfase, no que representam mãe e pai para essa criança.
Ao
nascer, tomando o princípio da tábula rasa = lousa em branca = lauda de um papel
em branco. Ao nascimento todos somos analfabetos absolutos. Nada sabemos.
Princípio este de fácil conhecimento para qualquer pessoa comum. Nessa
compreensão do que seja a formação da pessoa, seu caráter, seus valores
sociais, éticos e informação do mundo. A mãe, o pai, a cuidadora (babá,
monitora) vão espelhar na criança, no adolescente o seu padrão social, ético,
moral, cultural e escolar. As escolas complementam com formação técnica e
científica. Mas honestidade, cidadania e ética vêm de família.
Assim,
nos mostra clara e convincentemente que haverá o espelhamento de mãe e pai no
filho e filha. A vida e a Natureza se
fazem, e funcionam com leis, com regras, com constantes infalíveis. Como o faz
a fisiologia orgânica de cada animal, grande ou pequeno, racional ou não! A
Genética entra com uma participação significativa, são concordes as Ciências.
De
forma simplificada e como argumento prático, basta observar o que seja cada
indivíduo, com poucas exceções, nas suas características sociais, de relações
humanas, seu regramento ético e de honestidade em todas as cláusulas de
convívio familiar, com seus irmãos e irmãs, de amigos, de intimidade. A
conduta, o comportamento, o grau de correção e honestidade são reflexos do que
vieram dos pais, com instrução, com limites, com disciplina. Ética e
honestidade são valores morais que estabelecem com ensino de família e
treinamento constante. E não há meia ética, um pouco de honestidade, seja com
quem for, se irmão ou irmã, pai ou mãe. O funcionamento da vida social e
afetiva não pode se misturar com o custo, o preço e encargos fiscais do que se
compra e gasta de material, de comida, de remédios, de taxas, de combustível.
Tudo vem de trabalho produtivo, de energias físicas, intelectual, fadiga,
insônia, suor e dores físicas na geração desses ganhos e salários! Não existe
comida grátis!
No
que concerne aos hábitos de vida. Tome-se o modelo de um pai que tenha a sua
vida nos costumes ou hábitos da glutonaria e libações alcoólicas. Aquele pai e
mãe que tenham a centralidade, o objetivo maior ou único na vida na satisfação gustativa
e digestiva (beber e comer). Um pai que tem na comida e bebida a fonte máxima
de prazer e felicidade. Assim, mostram estudos da influência vertical desse pai
nos filhos. Pai alcoólatra e glutão traz um alto risco de os filhos agregarem o
mesmo hábito de bebidas espirituosas ou Coca-Cola (composta de H2O, caramelo,
corantes, gases odoríficos inebriantes). As estatísticas mostram de registro
que há filhos de alcoólatras que reprimem e desaprovam a dependência etílica do
pai ou mãe. Entretanto, alguns ainda adolescentes e jovens, terão transtorno de
ansiedade generalizada, depressão, síndrome de desadaptação social e afetiva. E
que ironia! Vão necessitar de psicoterapia e se tornam dependentes de outras
substâncias, as mais comuns e lícitas são os medicamentos neurológicos e
psicotrópicos, antidepressivos e outras drogas para distúrbios do humor. Quanta
ironia, pai e filhos adictos de drogas lícitas, uma socialmente aceita que é o
álcool, outra lícita prescrita por médicos (sertralina, escitalopran,
clonazepan, metilfenidato ou ritalina, disdexanfetamina ou venvanse) etc.;
E
de comportamento perverso e antissocial, tome-se o espelhamento de um pai ou
mãe de estilo irresponsável, displicente com sua vida financeira, que banaliza
sua organização fiscal e orçamentária, que se mostra perdulário, dissipador,
gastador do que não pode pagar, inadimplente, caloteiro. Certamente, algum ou
todos os filhos, herdará ou herdarão o mesmo padrão e estilo social
irresponsável e negligente, folgado, explorador de outras pessoas ingênuas e
tachadas de boazinhas e gentis e exploradas nas suas energias e economias.
Assim, demonstra a Sociologia Familiar e Geral. Infalíveis leis da vida! Nesse
cardápio das drogas ilícitas, estão no topo dos riscos a maconha, a cocaína.
E
com o aval e marketing da indústria farmacêutica, da Medicina e seus médicos,
uma lista enorme de antidepressivos, soníferos (zolpiden, eszopiclona),
antipsicóticos, psicodélicos, derivados da maconha, anti-TDAH, etc. Quanto
destruição, quanta desagregação social e familiar. Haja droga, ou drogas, lícitas
e prescritas por psiquiátricas, terapeutas, psicólogos, neurologistas.
João
Joaquim
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Valdivino
II e Viviane I como assimétricos e fraternos dedicavam-se a criação suína,
porcos Caparaó e chato murciano. O curral de chato murciano, se apresentava
sempre como um enxovedo. Imagine o estado em que vivia esse chato murciano
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PAIS
INVÁLIDOS REQUER CUIDADOS ESPECIAIS DOS FILHOS. SABE AQUELE PAI OU MÃE, que idosos se tornam,
e vários filhos que não cuidam como deveriam fazer? By
Cuida-se o presente artigo da análise acerca
do Abandono Afetivo Inverso e a violação do dever de cuidado por parte dos
filhos, situação cada vez mais recorrente pelo mundo, que tem gerado a
vitimização dos idosos tanto no âmbito físico, quanto emocional. Não obstante o
afeto seja a mola propulsora das relações familiares, certo é que o idoso ainda
tem sido vítima de abandono afetivo pela própria prole.
O
fenômeno está presente em muitas famílias. Entretanto, nessa prole, sempre
haverá um desbalanço nesse cuidado, nessa dedicação. Porque sempre existiram e
existem os filhos Vivaldinos e valdevinos. Os chamados deslizantes, os que
fogem às suas obrigações do cuidado.
Pretende-se,
por meio do procedimento indutivo, investigativo bibliográfico e uma abordagem
discursiva, chamar a atenção não somente dos filhos que se utilizam desta
prática nefasta, mas de toda a família sobre a importância do dever de cuidado,
como fonte de melhor qualidade de vida do idoso. Tem- se por motivação
minimizar o sofrimento do idoso não pelo intermédio da prestação pecuniária,
mas pela conscientização dos próprios filhos, pois, embora amar não seja
obrigatório, cuidar é um dever constitucional que não pode ser descurado.
Os
participantes definem um idoso dependente como alguém a "necessitar de
apoio" (apoio diversificado:
físico, social, espiritual, ...), pois são pessoas cujo processo de envelhecimento
se desenrolou de forma mais acelerada (pela patologia). Os participantes
referem que muitas vezes os idosos dependentes no domicílio são
"abandonados" em diversas áreas: familiar (algumas famílias não
querem cuidar, outras são negligentes e algumas não podem por falta de
competências ou tempo); social (os mais carenciados podem não obter o apoio
social formal necessário, por exemplo há falta de vagas em apoio domiciliar);
saúde (por exemplo, alguma falta de articulação entre profissionais, que pode
traduzir-se na polimedicação).
Os
enfermeiros referem que as pessoas idosas dependentes vivem "no
quarto" (quase sempre estão acamadas) e lá transcorre a sua vida (comer,
dormir, cuidados técnicos, ...); relataram o caso de uma senhora que há sete anos
não sai do quarto, pois a sua cuidadora também é idosa e doente.
Agora,
imagine um idoso que precisa de cuidados de higiene, alimentar, cortar unhas e
cabelo, trocar de roupa e fraldas, banhos de sol- vários filhos que cuidam são
jovens, fortes, robustos, saudáveis, tem todo tempo de cuidar; no entanto,
alguns ou uns vão se escafedendo, se desculpando, por uma justificativa
esfarrapada de não levar jeito para esse zelo básico; resultado: ou o idoso vai
morrer mais depressa, ou algum filho isolado assume as tarefas; melancólico,
mas existem os tais. A lógica nessa explicação, sem explicação, é simples e
objetiva: aprende-se com quem faz a tarefa na maior parte das vezes. Fulano (a)
você me ensina como eu posso ajudar?
A
solidão acaba por marcar a vivência da dependência na pessoa idosa e nos
cuidadores familiares (principalmente nos idosos). Estas pessoas idosas
dependem sempre de alguém (ser cuidado por ...) ou de diversas pessoas:
familiares, amigos, vizinhos, cuidadores formais e/ou voluntários. O idoso
dependente vivencia alterações na sua auto-imagem, que os participantes
simbolizam pelo "espelho: a magreza é frequente, em consequência da
dependência e escassa mobilidade; o uso de ajudas técnicas exige adaptação e
marca a incapacidade; as amputações exigem ajuda para a adaptação (reaprender e
reabilitar) com forte impacto na imagem. ’
Outros
cenários encontradiços no meio brasileiro, aquele idoso que enquanto tinha
forças e vitalidade, tudo ia bem porque se comprazia com a parentela e “amigos
de copo e garfo” à farta e em profusão, em cada refeição e regalos. Adoeceu,
envelheceu? Perdeu! Perdido fica porque os amigos, os parentes e comensais
sumiram. Simples explicar. “Amigos”.
Ao
que esclarecem estudos oriundos de Japão e Coreia do Sul (cultura oriental) a
américa latina é repleta de uma cultura que não preza muito o indivíduo idoso.
Subsiste no recôndito e interno dessas pessoas, um sentimento de prestar pouca
valia ou serventia a um idoso pai, avô, tia e tio. Vem de encontro ao que
preceitua a cultura, a ética e as relações familiares na cultura oriental.
Há
uma menos valia do idoso, no seio familiar dessa cultura latina. São inúmeros
os filhos e filhas que deixam seus idosos, desvalidos, inválidos pais à própria
sorte, ao arrepio dos cuidados mais elementares, alimentação, vestuário,
cuidados de higiene, de uma lavagem de cabeça e cabelos, fazimento de barba, o
cuidado e compromisso de levar um idoso ao médico assistente, a um hospital, ao
acompanhamento desse idoso institucionalizado, internado.
Surpreende-nos
muito o comportamento, o caradurismo de muitos filhos e filhas que não se coram
que não se vexam, que não se sensibilizam, que não se solidarizam, que não
compartilham com algum outro parente, filho ou filha nos cuidados, despesas,
orçamento, nos custos diários desse pai ou mãe idosos, fragilizados, e agora
carentes desses filhos. Alguns filhos robustos, parrudos, corados, saúde de
ferro; muitos que auferem bons salários em seus empregos ou negócios. Todavia,
não se coram, não se vexam em deixar para outras pessoas, para outro parente cuidador, esses deveres e
trabalho de assistência a esse idoso. E
não raro, ainda caem na esparrela e desculpas esfarrapadas de estar meio
doente, uma gripezinha, um achaque, um mal-estar.
Agora
para dividir bons pratos, bons acepipes, manjares, farras, pizzas, churrascos,
rodízios de pizzas, carnes, mandioca, galinha, vaca atolada, tudo bem! Aqui,
sim, nenhum impedimento. Oh gente! Como se diz aqui em terras nordestinas, bem destinadas,
nesses quesitos, de responsabilidade, de empatia, de compromisso com os pais
idosos e agora desvalidos, frágeis. Oh gente!
AIRES, M.; PAZ, A. A. Necessidades de cuidado aos idosos no domicílio no
contexto da estratégia de saúde da família. Revista Gaúcha de Enfermagem,
Porto Alegre, v. 29, n. 1, p. 83-89, 2008.
BACKES, D. S.; LUNARDI, V. L.; LUNARDI, F. D. A humanização hospitalar como
expressão da ética. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão
Preto, v. 14, n. 1, p. 132-135, 2006.
BALTES, M. M.; SILVERBERG, S. A dinâmica de dependência: autonomia no curso de
vida. In: NERI, A. L. Psicologia do envelhecimento São Paulo:
Papirus, 1995. p. 73-110.
CAMARANO, A. A. Envelhecimento da população brasileira: uma contribuição
demográfica. In: FREITAS, E. V.; GORJINI, M. L.; DOLL, J. Tratado de
geriatria e gerontologia Rio de Janeiro: Guanabara, 2002. p. 58-71.
CARVALHAIS, M.; SOUSA, L. Comportamentos dos enfermeiros e impacto em doentes
idosos em situação de internamento hospitalar. Revista Eletrônica de
Enfermagem, Goiânia, v. 9, n. 3, p. 596-616, 2007. Disponível em:
<http://www.fen.ufg.br/fen_revista/v9/n3/v9n3a04.htm>. Acesso em: 28 out.
2008.
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Os Filhos pródigos e os filhos (as) prófugos e
fujões
O TRISTE FIM DE IDOSOS COM FILHOS NEGLIGENTES
A
natureza é tudo quanto existe independentemente da vontade, da ação, dos
desejos e cobiça humanas. Ela se constitui nesse ente abstrato com suas regras,
suas variáveis e constantes, de forma intransigente, sem remendos, sem meias
palavras. Ao jeito e condução da deusa da justiça Themis, o símbolo de uma
divindade que não tem lado ou preferência quando se está em consideração a quem
pertence alguma coisa, um atributo, uma virtude; ou o contrário, uma paga, uma
dívida, uma pena, uma reparação diante do sagrado, do cosmos.
“As
leis da Natureza não dão saltos e muito menos faz curva o destino, portanto
devemos viver todas as circunstâncias da vida ao seu tempo”- Ary Campos.
Seguindo esse raciocínio, é admirável aquela lei de Isaac Newton de a cada ação
existe uma reação de mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário.
Temos aqui nesta lei universal, mais um exemplo de como se dá o funcionamento
da Natureza. Pouco importa se a partir dos atos e atitudes do indivíduo, seja
quem for esse sujeito, a natureza vai poupá-lo ou vinga-lo pelos seus atos,
pouco importa se Chico, se José, se João, se Maria, se Francisco, um simples
homem ou se Papa Francisco.
Simplificando
e condensando essa ideia, pensemos aplicando o que é a Natureza e suas leis (a
3ª de Newton por exemplo) na saúde de cada pessoa e sua evolução sanitária.
Dois são os fatores determinantes e imperiosos no status sanitário de
indivíduo; sua genética e seu comportamento ou seus hábitos alimentares, de
bebidas alcoólicas ou drogas de todo gênero, incluindo as psicoativas e lícitas
prescritas por médicos.
Em
Medicina, chama-se estilo de vido os hábitos da pessoa, saudáveis ou insalubres:
alcoolismo, tabagismo, sedentarismo, glutonaria (o comer a la pantagruel e
gargântua), o sedentarismo, a obesidade com um ou mais destes fatores de risco
também chamadas morbidades aditadas: dislipidemia, hipertensão, a síndrome
metabólica, a gordura no fígado etc.;
Vivemos
em uma sociedade extremamente centrada nos hábitos alimentares como fonte de
prazer, de satisfação, de lenitivos para outra doença muito prevalente, a
ansiedade, na verdade duas doenças psiquiátricas: ansiedade e depressão, de
causas variadas e complexas em termos de tratamento a curto prazo. Casos
existem incuráveis, tanto que o suicídio entra como desfecho final e dramático
para o indivíduo doente negligenciado e pouco ouvido e assistido pelos
familiares diretos e próximos desse doente.
Imaginemos
nessa mesma esteira o indivíduo bebedor. Bebedor que pode se subdividir entre
as bebidas, a pernóstica, a nociva, a viciante e “embriagante” Coca-Cola,
porque ela leva a uma dependência idêntica a nicotina, à cafeína, ao álcool. E
o bebedor etílico, desde os chopes, cervejas e destilados como pinga e Vodca e
whisky. Este bebedor não fica só na bebida, ele se torna um comilão compulsivo.
É o hábito da ingestão da comida; nas primeiras garfadas e abocanhadas em um
instinto orgástico, instintivo. Passado este início, o comilão come
ritualisticamente com os seus convivas e amigos do copo, da mesa e das panelas.
De princípio se torna cheio, depois repimpado, estufado. Tanto que há casos de
intoxicação, crise digestiva, crise de pancreatite e mortes por comer. São os
grupos de indivíduos para os quais a comida mais mata do que alimenta e nutre;
porque ele se torna um adicto, um viciado na satisfação compulsiva do paladar e
do apetite de avestruz, de tudo comer, pelo instinto digestivo.
Cada
cidadão, medianamente escolado e bem informado sabe desses fatores de risco,
dessas morbidades dos vícios, dos riscos que ele tem em sofrer um infarto, um
derrame cerebral, uma queda e fratura de ossos, uma invalidez por ele mesmo
construída ao longo da vida de esbórnia, de farras, de comer animalescamente,
de beber como uma esponja ou gambá.
Todavia,
na vida de prazeres o farrista, o comilão nada disto pensa porque perde o censo
crítico e do risco à saúde. Chegadas essas doenças, ele se torna um morto vivo
porque, às vezes, não anda mais, um morto social porque os amigos do copo e da
copa, da mesa somem, um estorvo e trambolho para familiares, para os que cuidam
obviamente, para a previdência e planos de saúde e mesmo para si próprio.
Humilhações advindas da invalidez, sequer habilidade para banho e higiene,
fraldas, fragilidade. Por que a pessoa na higidez física e lucidez mental, não
pensa? Simples, as faculdades mentais ficam embotadas, intoxicadas por comidas
e bebidas. A satisfação orgástica, a ebriedade de massas, mandioca, carnes,
arroz, vaca, galinha o tornam de mente e senso crítico incapazes dessa
consideração na vigência desses prazeres!
Muitos
desses indivíduos, agora pacientes, passivos e dependentes, tornam-se
abandonados. Primeiro, porque aqueles pândegas e patuscos amigos do copo, da
mesa, da cerveja, das comidas, das farras aos borbotões somem, porque não lhes
são mais servidos a fartura das bebedeiras e comilanças. Esses inválidos
idosos, pais, tios, avós, entram na fase da chamada morte social. De resto,
poucos parentes, um filho, ou filha de mais generosidade e louvada ética e
empatia familiar e paterna cuida. E só! Quão triste! Que mundo! Não é mesmo! E ainda classificaram o homem de
racional e inteligente! Onde fica o qualificativo humano!
Joao
Dhoria Vijle – Ensaísta e Crítico Social
As
categorias de assassinato by
Quando
se fala em assassinato, tem-se logo o conceito desse delituoso feito. Ato de
matar, de eliminar o outro, também chamado de crime contra a vida. No código
penal é um crime que independe de uma queixa-crime, de uma denúncia de um
parente ou afetivo da vítima para que o autor seja detido, inquirido pela
polícia, seja processado e por fim, aqui sim, o ministério público ofereça a
denúncia à Justiça. Porque trata-se de uma função do ministério público, a
culpa e a pena para o criminoso, acusado e réu.
Assassinato
tem uma classificação. De forma simplificada, ele recebe o nome conforme a
natureza e a vítima. O homicídio, genericamente, o crime de eliminação de
qualquer pessoa. E vem a subclassificação, em legitima defesa, o qualificado, o
premeditado, o hediondo, o de estrupo, a pedofilia. O feminicídio, essa
terrível e pavorosa forma de eliminar a mulher, pelo fato de ela ser mulher.
Pode ser aquela namorada que não quis mais o namoro, a ex esposa que rompeu o
relacionamento, uma infidelidade. Não importa. O que se tem é natureza
reprovável, recriminadora e abominável, dessa forma de assassinato.
Existe
uma outra classe ou forma de assassinato que a sociedade não presta tanta
atenção a ela. É o assassinato de reputações. Entendamos aqui reputação como a
honra, a credibilidade, os qualificativos éticos e morais; em uma palavra a
dignidade da pessoa humana (não é pleonasmo). Trata-se de um crime que tem a
idade do próprio homem. Basta revisitar os anais da História e certificar-se
que o assassinato de reputação acompanha a sociedade em todas as esferas da
vida, social, conjugal, familiar, cultural, religiosa, Política.
Na
seara política então, quantos não são os assassinatos de reputação? Tão graves
são que muitos deles desaguam para os assassinatos (homicídios), os crimes
contra a vida. Tome-se o assassinato, caso emblemático desta questão, da
vereadora pelo RJ, Marielle Franco, ocorrido em 2018. É muito simbólico pela
repercussão jornalística, midiática, pela comoção popular e sócia e demora em
deslindar os mandantes da morte da vereadora. E tudo começou, digamos, porque
Marielle de começo mostrou a má, a péssima reputação dos mandantes, como agora
apontados por Polícia Federal e Ministério Público Federal. As causas originais
do crime são corrupção, atuação de milícias, especulação imobiliária dos
mandantes do crime. Queiram ver em todas os portais de imprensa.
E
atenção para essa forma de crime, o assassinato de reputação, pouco sublinhado,
pouco repreensivo, mas muito encontradiço, porque é tido e havido como de pouco
potencial ofensivo. Mas que conforme o contexto, o impacto moral e na dignidade
pode resvalar para até crime de homicídio. Falemos aqui estritamente o que
envolve a relação homem/mulher, questões namoradas, conjugais, interesses
vários e escusos nessas relações, muitos deles com um verniz e roupagem de
genuína afeição amorosa, romântica, mas que dissimuladamente se revela a
verdadeira face quando o desfazimento motiva o tal assassinato de reputação do
outro (namorado, cônjuge, marido, etc).
O
assassinato de reputação na relação a dois (homem mulher) deflagra-se quando
rompe essa expectativa da solidez e continuidade do namoro ou casamento.
Pensemos no modelo namoro. A pessoa dispensada da relação, conforme sua
personalidade e limiar de frustração, inicia por buscar alguma retaliação,
expediente movido pelo ciúme, sensação de rejeição, por ter sido trocado (a)
por outra pessoa. E há outros aditivos nesse expediente: a terceirização da
vingança, a busca de comparsas e coniventes nos atos de difamação, de calúnia,
de desconstrução do ex namorado, do ex candidato a namorado ou cônjuge, de
juras eternas de amor e fidelidade.
As
explicações psicanalíticas e psicológicas (constelação familiar explica) dos
expedientes de assassinato de reputação se dão por inveja e sentimento de
vingança. Tanto de forma direita como indireta (pessoa terceirizada). E assim,
tanto a vítima direta como indireta se vale dos expedientes da fofoca, da fake
news, dos factoides, das montagens de fotos, de narrativas fantasiosas. Tudo
convergindo para o distrato, o rebaixamento, a desqualificação, o desdouro, a
indignidade do outro. Para tanto se valem de redes sociais, de e-mail, de fotos
e versões e fabulações.
Enfim,
o que se deixa como mensagem é esta: o assassinato de reputação em todas as
áreas da vida humana sempre existiu. Hoje, ganhou mais impulso e estatística
pela aplicação fútil e frívola da internet e redes sociais, porque a pessoa se
sente protegida (falsamente estar oculta, anônima). O entusiasmo era e é tanto
com o tal Messenger, com o celular, com os posts, que a pessoa fofoqueira,
difamadora e criminosa (de reputação de outro) que esquecia que estava sendo
contraespionada, gravada, auditada do outro lado. Oh, vida, oh Céus, oh azar!
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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OS
TAMBORES SOAM DE VAZIOS by
Andando
pelas praças públicas (ops, não estranhe supondo ser pleonasmo, há praça não
pública. Basta ver em fontes de cultura. Praças de guerra e de touros por
exemplo). Andando pelas praças públicas, sejam elas físicas, televisivas ou
virtuais, isto é, nas chamadas redes sociais, nas mídias digitais, na internet,
esta composta por face, whatsApp, insta, principalmente, dá de ver a quantas
andam os cabedais, os qualificativos culturais (no caso aqui contra culturais)
de enormes rebanhos de pessoas. São as pessoas dedicadas aos variados misteres
de suas vidas. Mister é uma força de expressão, dada a natureza dessas
dedicações e ocupações. Frívolas, inócuas e ocas!
Ao
se palmear pelas ruas, pelos vários logradouros públicos ou privados. Que
fiquem bem explícito, o indivíduo observador que é analista, perscrutador,
crítico social, como este tacanho escriba que vos escreve e relata, tem-se a exata
medida, o termômetro, a dosimetria, o mensurador do que andam ocupando enormes
galeras e levas de gente! São tipos de pessoas sem tipo. A tipologia se vê sem
saída para classifica-las. Povileu, gentalha. Não se quer cravar que indignas.
Não! Remoto a esse pensamento. Todos somos iguais perante a lei, artigo 5º da
carta magna.
“Nenhuma
pessoa é nada mais do que ela faz de si mesma” Jean Paul Sartre- síntese do
existencialismo. “A existência precede a essência” Idem. Nestes termos e
cânones, não se quer afirmar que essas desclassificadas pessoas tenham algum
potencial cognitivo, uma inteligência, uma possibilidade de intelecção menor ou
ínfero-lateral a outros indivíduos. A questão está na escolha, na opção, na
preferência, no gosto e vocação dessas gentes, que em grande parte se dá por
uma herança social familiar, são vilas e vielas hereditárias pelo microcosmo
familiar onde foram formadas, exemplificadas, espelhadas.
Concretamente
o que se tem? Basta prestar atenção aos esgares, aos sestros, aos meneios de
tantas gentes. Gente corada, porejando saúde e energia. Entretanto nada produz
de intelecção, de atuação crítica sequer nos seus domínios domiciliares. São um
nada de pessoas. Far-nientes e laissez-faire. Muitas dessas não se desvencilham
de suas telinhas coloridas, multicores, com todos os engodos e fisgas prontas.
São os posts, os vídeos, as mensagens, os sininhos, os alertas a todas as
frívolas e fúteis dedicações. “ Valeu o nosso esforço e lucubrações a fio”
Disse um dos próceres e executivos do face e do insta. Conseguimos arrebanhar a
humanidade para nosso consumo.
Comecemos
pelo que se divulga, comunica, se entretém e diverte a televisão brasileira.
Vê-se um rosário de futilidades, de platitudes, de puerilidades, de
nocividades, de idiotias, de um sem-número de nonsenses. São os reality shows dos
valores mais vilões e insignificantes. Exposição
de intimidade, atitudes sexistas e insinuações pornôs. Relatos de infidelidade,
banalização da intimidade, da privacidade e exposição vergonhosa do corpo, da
anatomia pudica e pudenda. Caras limpas e lavadas.
Redes
sociais e suas frivolidades e infantilismos. Abracadabra, palavras e preces
mágicas e milagrosas. Santa Edwiges! Perdoe as dívidas culturais e intelectuais
de tais e quejandos indivíduos. E o mais
melancólico, e muitas e variadas pessoas, conforme o liame social, genético ou
afetivo, ter que ovacionar, aplaudir essas pessoas que a exemplo de um tambor,
soam, mas soam porque são vazias. E quantas não são as pessoas que de laços
genéticos ou parentais têm que se mostrar aquiescentes, anuentes, de
conformidade com essas falas, comunicações, chamadas de redes, de celulares e
outros recursos telemáticos. Santa Edwiges,
socorra-os. Tenha de tais e quais gentes a santa Piedade. Elas foram aliciadas,
se tornaram cativas de todo esse sistema escravagista e consumerista do baixo
mundo do capitalismo e de seu finalismo: o de tornar a humanidade idiotizada,
abestalhada, néscia, ignara e disfuncional.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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Eu
devassei a vida dele by
Tem
sido vastas as notícias sobre o estado atual de nossa Política Brasileira. Mas,
nada chama mais à atenção que o episódio da tentativa de golpe de Estado de 08
de janeiro 2023, promovida pelo ex mandatário do Brasil e sua claque de
apoiadores. Fala-se, assim, de Jair Bolsonaro e seus bolsominions, seus
higienizados cerebrais e seguidores. Bolsonaro se tornou de sobrenome e de fato
um messias, porque em seu caudal, vão milhões de admiradores, acólitos e
associados.
Fracassada
a tentativa de golpe, cujos cabeços e líderes incluíam religiosos, cidadãos
comuns, civis e militares, militantes de vários estratos sociais; veio para
esses tais e quais a desonra, a prisão, as sentenças, a cadeia, as multas e
tantas outras penas e agravos pessoais e familiares. Nesse séquito de pessoas,
estão agora os delatores que querem abrandamento de suas penas, perdão pelos
feitos delituosos e malfeitos contra a Democracia e contras as Instituições
Republicanas. Basta ver os exemplos nos noticiários diários. Veja por exemplo
quem está na cadeia e agora quer fazer delação premiada, denúncia, entrega dos
golpistas. Pretensões essas por troca de benefícios. Atente ao caso do tenente coronal Mauro Cid,
que resolveu abrir o jogo e entregar diversos líderes e sublevadores do chamado
08 de janeiro de 2023, o golpe fracassado.
E
não pensem os leitores e leitoras que devassa, denúncia, fofoca, bisbilhotagem,
fuxico, invectivas, fakenews, factoides, pós verdades; não pensem que esse
ardiloso, caviloso e rasteiro expediente é malfeito de nossos tempos. Ele
sempre existiu. A pior devassa, em se falando de Brasil, foi a devassa pela
coroa portuguesa na época do Brasil Colônia, contra os conjuradores que queriam
a independência do Brasil.
Havia
na época o chamado auto de devassa. Quando o inconfidente era castigado com
pena de morte. Caso do Tiradentes! Que horror! O sujeito era torturado,
enforcado, estripado, esquartejado. E para enviar mensagens a algum insurrecto,
o cadáver era exposto em postos e praça pública. O recado era: não conspire
contra a coroa, senão o seu destino será o mesmo! Que horror e que terror.
Aquela
gente, chamemos os devassadores, os áulicos da coroa portuguesa, eram pessoas
escroques, devassos da pior estirpe, energúmenos, escrófulas, vermiculares, ignóbeis,
vis e serpentinos. Ninguém se compara a eles, porque eram fofoqueiros,
mexeriqueiros e candongueiros da pior classe. Para mais prestígio com o Rei da
época, haviam os fofoqueiros, os devassadores que entregavam os revoltosos e
desejosos de uma nação mais justa, independente, fraterna, esclarecida.
Fazendo
um paralelo com a vidinha comum de tantas pessoas, dotadas de tempo livre,
ociosas, improdutivas, niilistas e apoucadas e pequerruchas em suas ambições de
crescimento moral, intelectual, profissional e até, acreditem, espiritual. Eh,
atenção, tudo em nome de Jesus e Deus no comando. Agora, demos um salto
evolutivo e entremos na era digital. Época de internet, redes sociais como
face, whats, Insta.
Quantas
não são as pessoas, as gentinhas, povileu e gentalhas, que na ausência de uma
intelecção maior e melhor, em lugar de prover melhor instrução a quem dessas
tais e quejandas gentes precisam; quantas dessas tais se comprazem, se
regozijam e se tripudiam em intentos de devassa da vida de desafetos? E
atenção! Muitas não só vão a esses malfeitos. E também falam, arrotam vantagens
por ter feito, divulgam, comentam. Com um detalhe que esquecem, costumam deixar
documentados tais malfeitos, áudios, gravados, ao vivo e em cores. Traidores,
traíras e pérfidos, dissimulados e que agem à sorrelfa e ao jeito subterrâneo.
Se cuidem. Querem sujar, sujem-se gordo! Porque magro pode não valer a pena!
Acautelem-se e não deixem nada registrado em áudios, mensagens, vídeos,
ligações telemáticas.
Enfim,
são tão desprovidas de substância, de autenticidade, de consistência, que mais
lembram as proezas do exército de Brancaleone, ou empreitada tabajara,
mambembe. Tais e quais patacoadas vindas à baila, dá de rir a qualquer hum. Imagine
tal pessoa que diz ter feito uma devassa na vida de certa pessoa e esquece que
do outro lado da linha, com outro digital na mão o interlocutor está a gravar
tudo e depois divulga para outros. Eh, Cid, Eh, Moura, menos tá!” Eh! Sabe
aquela foto, que te enviei, pois é né. Ela é aquela da cara assim, assado, foi
cortada!” Não fale o meu nome, quando falar com ele tá! Cuidado. Se cuida
hein!” Êta portuga hein.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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SUBSÍDIO
E SUBSIDIADO by
Eu
começo este texto com um mini desafio. Um desafio fonético e a um tempo já
gramaticado. Dizem as regras que a letra
s, entre duas vogais leva o som de z. então nesse caso aqui de nosso subsidio.
Seria subzídio ou subssídio? Por que quase todo mundo fala com z. Ou seria
facultativo? Por que há esses casos de duas opções. Missanga ou miçanga? As
duas estão certas conforme mais de um lexicografo, e até se for em Portugal ou
no Brasil. E por aí vão as coisas.
Em
se falando agora de gente. Observem os leitores o quanto de gente que é posta
no mundo, criam-se, crescem, engordam, são mal instruídas, não conseguem sequer
completar o ensino fundamental, muitos sequer o primeiro ciclo do fundamental,
outros tantos sequer sabem escrever um bilhete e mal leem algum parágrafo de
uma informação trivial. Enfim, existe uma gradação do analfabetismo. O
absoluto, o funcional, o relativo, o seletivo, o laboral, o profissional.
Exatamente isto.
Existe
na mesma gradação de formação escolar do indivíduo, aquele sujeito, ou sujeita,
que se sujeita a ser subsidiado (a) por terceiros, tendo esse indivíduo (aqui
sujeito substantivo) frequentado seguidos bancos escolares e universitários
(cursos superiores). São os casos de um administrador, um geógrafo, um bacharel
em Direito (que para muitos se torna torto, porque não presta para nada), um
economista, um agrônomo, um formado em letras (minúsculas, ululantemente).
Nestes
ermos e longes considerações, pode-se cravar que, esses e muitos outros,
encontrados aqui, acolá e alhures, vivem ao deus-dará. E então ficam algumas
indagações, se o indivíduo, saiu do analfabetismo de começo, se escalou os
degraus de formação escolar, e ao final nada fez com esse cumprimento, diz-se
até constitucional, por que se sujeitar a nada aproveitar do que estudou, se
projetar no mercado de trabalho e da formação e não viver de prebendas, com
bandeira de veniaga, e para as necessidades vitais depender de outras pessoas,
previdência, Estado, auxílios públicos e privados, mesadas, semanadas, planos
de saúde? Sincero! Dá um certo dó. Palavra de honra que dá! Porque tais pessoas
caem na condição de hebetado ou de necedade especial. Néscios de criação e
devoção.
Porque
subsídio existe, deve existir, faz parte de alguma subvenção, de alguma
contribuição, ajuda, socorro, financiamento de governo, um certo incentivo e
assistência, a quem de fato carece e merece. Até como devolução de impostos,
taxas, de quem produz, gera renda, trabalha, rala, esfalfa, poreja suor, para
prover os custos diários e mensais de comer, vestir, dormir, portar celulares e
outros objetos do desejo etc. Agora, marmanjos,
guapos e massudos, corpulentos e touros sujeitos, se sujeitar a certas
humilhações de viver como sinecura, de desfraldar bandeiras de veniaga e nada
fazer! Ah, não! Só no Brasil mesmo. E então haja gente e ingênuos ingentes, na
condição de parentes ou parietais. Sem nenhuma parede que obste tais instintos
e retintos caras.
Falar
nisso, a pronúncia. O som da palavra é com z mesmo. Sub-zí-dio. E por que? se o
s está entre o b e o i? Porque vale a fonética. É como se fosse subisídio.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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╬ a captura de consciências by
Fica
a impressão, mais que sugestão, fica a conclusão de que o ser humano não perdeu
essa pulsão interior de escravizar, de cativar, de capturar a adesão e energias
do outro. Não importam os meios empregados para essa empreitada. Para essa
análise e convencimento são inúmeros os episódios comunicados e veiculados
pelas autoridades trabalhistas, fiscais e Ministério Público do Trabalho.
Quantas pessoas por ano, que são resgatadas desses trabalhos extenuantes
análogos à escravidão! As estatísticas são estarrecedoras. São muitos os
exemplos. Os trabalhadores braçais em fazendas, atividade rural, agricultura,
extração de madeira, canaviais, são os mais encontradiços. Todos em condições
degradantes, insalubres, desumanas, humilhantes!
Ao
se referir nessa introdução sobre essa atividade escravagista, proibida,
desumana e criminosa, ela tem uma finalidade maior. Está a se lembrar dessa
condição extrema, humilhante, aviltante e indigna a que se pode submeter
qualquer outra pessoa. Tal prática criminosa necessita ser fiscalizada e punida
com os tridentes inclementes da lei contra esses algozes, carrascos e
exploradores de pessoas humildes, sem instrução, analfabetas absolutas e
funcionais. São trabalhadores tratados de forma pior que animais.
Todos
esses ricos e agropecuaristas ou mesmo altos funcionários públicos, privados e
empresários urbanos, são malfeitores, detratores da humanidade pelo que fazem.
E a Justiça Trabalhista está aí para coibir toda essa prática caloteira,
estelionatária, inadimplente, sonegadora de impostos, tributos e dos direitos
fundamentais de quem trabalha e expende suas energias e saúde para enriquecer
os seus contratantes, os capatazes, os fazendeiros, os pecuaristas, os altos
funcionários públicos e gente rica das cidades. Quantos são os empregados
domésticos tratados mal e mal pagos! MILHARES.
O
relato social da idosa Maria de Moura, do Rio de Janeiro, ilustra bem a
situação extrema de uma pessoa explorada, sugada, surrupiada, lesada e
humilhada; condição dita análoga a escravidão. Pode-se dizer até tratar-se de
um eufemismo. Porque foram 72 anos de trabalho cativo e escravo. O caso se deu
no Rio de Janeiro e basta buscar informações na Internet. Muito pertinente, bem
definida e contundente foi a explicação de um notável magistrado do trabalho
que atuou em sua libertação e condenação dos escravagistas. Essa família que
explorava essa idosa, agora senil, frágil, desgastada e doente pela idade e o
trabalho. Disse esse magistrado: “essas pessoas que fazem esse tipo de
exploração vão capturando a consciência dessas pessoas escravizadas. Elas
passam a viver nesse contexto de humilhações como se tal desprezo ou degradação
fosse normal”.
Captura
de Consciência. Deteremos nessa análise e alarguemos esse conceito. É bem
sabido e estudado que o animal humano é um dos muitos animais dotado de
gregarismo e socialismo (sentido moral e vital). Significa que a vida a só, a
solitude e solidão podem ser boas em certos momentos. É impossível uma pessoa
viver sem compartilhar com outras os seus projetos, os seus desejos e necessidades.
Nascemos carentes do auxílio e ajuda do outro, vivemos dessa maneira e
morreremos nessa condição, na dependência um de outro. Robinson Crusoé viveu só por algum tempo
isolado em uma ilha porque ele tinha já introjetado na memória e consciência o
repartir, o compartilhar, a socialização com outras pessoas. Senão ele teria
sucumbido em algum tempo.
A
vida é uma troca de benefícios, de atos, atitudes, bens abstratos e materiais.
Eu lhe concedo esse benefício pessoal (meu esforço, meu labor, meu trabalho,
meus ativos pecuniários) neste momento. Entretanto com um trato, que haja
reciprocidade, mutualismo. Aquela nossa obrigação de cuidado a quem quer que
seja, que seja executada de forma isonômica, igualitária, nas mesmas energias e
mesmos estipêndios. Ok? Ok! Nosso avô,
nosso pai, nossa mãe. Está doente, carente, inválido! Vamos dividir nosso
“obrigado dever” de dessa pessoa cuidar, dar banho, comida, higiene, saúde. Ok?
Ok .
Quoth
the raven, nevermore! Entretanto, todavia, entrementes, fica esse alerta aos
ingênuos e ingênuas, aos generosos e bonzinhos da corte. Atenção! Muita
atenção! Existem os finórios, os espertalhões e espertalhonas. Os classificados
pelas Psicologia e Neurociências, como folgados e expansivos. São os
sequestradores ou capturadores da consciência alheia. E essas pessoas
esbulhadas nas suas energias, nas suas economias orgânicas e pecuniárias vão se
tornando numa espécie de reféns. Paulatinamente capturadas em sua benevolência,
em sua ingenuidade, em sua consciência. Chega ao estágio de normalização e
naturalidade. É assim mesmo! E se estabelece as relações naturalizadas dos
escravizadores e escravizados, material ou moralmente falando.
João
Joaquim
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Necedades
Especiais by
Sejam
resultados e produtos de genomas ancestrais ou educacionais, não é incomum
deparar-se com um grupo de pessoas (homens e mulheres), muitos já na madureza
da anatomia e da personalidade, que portam a chamada necedade existencial.
Necedades existenciais. Não imiscuir com as chamadas necessidades especiais.
Entre outro grupo de indivíduos, não todos que de fato e de real, precisam de
nossa solidariedade e auxílio.
E
já de plano é útil e simbólico, referente e exemplar que façamos uma
consideração de muitos nessa categoria inseridos, os portadores de necessidades
especiais. Diversos são os exemplos de pessoas que portam muitas deficiências
físicas, orgânicas e funcionais que nos deixam envergonhados pelo que eles
(“com limitações “) são capazes de realizar, desempenhar, laborar e trabalhar.
Querem um exemplo? Os atletas paraolímpicos. Muitos, como resultado de seus
treinamentos, pertinácias e ralação diária, trabalham, geram receita, ganhos
que nos deixam “humilhados” no bom sentido e pedagogia do termo. Nas atividades
competitivas vemos com muita clareza e objetividade essa realidade.
Vejam
por exemplo nas competições paralímpicas! O desempenho, a performance
competitiva dos atletas. Na natação, no atletismo, no judô, no futebol. O
quanto de pessoas normais, robustas, coradas, saudáveis existem, verdade. Mas,
sujeitos preguiçosos, ociosos, obesos, repimpados de adipócitos e pneus e
glúteos, improdutivos e vagabundos, arrimados por familiares lenientes e
coniventes. Muitos destes não dariam
conta da metade que fazem esses categorizados portadores de necessidades
especiais. Deveriam esses trabalhadores ou atletas terem outra classificação!
Que tal esta: portadores de produtividades especiais.
As
Ciências e estudos específicos bem o dizem que a pessoa resulta de dois legados
ou duas heranças: uma genética e uma educacional familiar. Excetuando os casos
sindrômicos e patológicos, todos os humanos nascemos com o mesmo potencial de
inteligência, de trabalho, desempenho físico e produtividade. O que varia são
as vocações e inclinações de cada pessoa. Todavia, o QI de cada pessoa,
conforme o cabedal, os qualificativos dos pais educativos e responsáveis, esses
genitores ou tutores vão tornar esse filho ou filha em indivíduo operoso,
laborativo e trabalhador. Do contrário. Esses pais criarão os filhos e filhas,
com a hoje titulada necedade existencial.
O
que seria, conforme nos ensinam a Psicologia Social e a Sociologia Laboral, a
Necedade Existencial? Trata-se da condição de o indivíduo não adquirir depois
da integral maturidade biológica (adulto, meia idade) a sua plena independência
social e autonomia orçamentária para as carências primárias vitais. Quais
sejam: os custos financeiros para alimentação, moradia, higiene, saúde e lazer.
Muitos costumam, a trancos e barrancos (expressão popular) até transpor o
ensino médio, formar em algum curso universitário. Entretanto, na fase de
entrar no mercado de trabalho, não trabalham, não produzem! E por que chegam
até ter um diploma de curso superior? Explica-se:
Faz-se
aqui um certo paralelismo com a chamada honestidade de coração e a honestidade
de coerção. Refrescando a memória, a honestidade de coração é aquela que
independentemente de vídeos, supervisão e rígidas normas, “compliance”, termos
de ajustamento, ela se dá na mesma natureza do indivíduo isolado, sozinho. O
honesto por coerção o é pelo temor e certeza da punição e flagrante do ato
imputável, antissocial. De igual natureza, o indivíduo folgado, preguiçoso e
improdutivo, que se aprova até em cursos superiores. Ali, ele está sob provas,
desafios, vigilância, exigência de cumprimento de um mínimo de aproveitamento
para findar o curso e ser diplomado. Simples e reto!
Dessa
forma e nesses termos se estabelece o indivíduo sofredor da chamada necedade
existencial. No plural, esses tais, os quais e quejandos sujeitos, se tornam
sujeitos (termo polissêmico) aos adjutórios, aos amparos adjuvantes e
coadjuvantes de terceiros, parentes, contraparentes e aderentes com esses
pendores e proteção. Portadores de necedades existenciais.
João
Dhoria Vijle
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Adoecimento
Hereditário e Relações Tóxicas by
Este
texto ou resenha se dividirá em dois temas: 1 – O potencial que detém certas
pessoas de quando adoecer, ter essas pessoas a negativa energia de adoecer
outras pessoas de seu convívio. Nestes termos até os seus cuidadores se tornam
afetados; tendo como destaque os parentes de 1º grau, em face do contato mais
próximo e continuado. E, 2- Os relacionamentos tóxicos. É bem compreendido o
efeito negativo com determinadas pessoas; o quanto se fazem presentes essas
chamadas personalidades pernósticas ou tóxicas, cheias de energias negativas e
contagiosas que martirizam outras pessoas.
Tema
1- Sobre a pessoa que contagia outras pessoas quando doente (não todos,
obviamente). Adoecimento hereditário. O doente que adoece a si mesmo e os
outros de seu convívio. Diversos ramos do conhecimento, Filosofias e Doutrinas
– Budismo, xintoísmo, Espiritismo, princípios esotéricos- Todas são
convergentes da constituição binária da pessoa humana. Nesse sentido, o sujeito
se compõe de uma organização biológica e de grande significado e substância a
sua arquitetura superior, a espiritual, anímica, a alma. De compreensão simples
corpo e alma.
É
muito profusa a aceitação entre esses ramos do conhecimento e doutrinas de que
o homem (gênero) na sua vida terrena e na sua condição biológica vai-se
elaborando, através de seus feitos, ações e condutas, uma reserva ou poupança
no que diz respeito à sua esfera moral, vida anímica e espiritual. Nessa
concepção, o indivíduo, assim expressam os cânones dessas doutrinas e
filosofias, expia, purga, passa por provações e sofrimento como pagas pelos
erros, malfeitos, conduta imprópria, pecados, aqui na vida terrena. É o
princípio da mortificação do corpo, da carne, a via de expiação de suas culpas,
de sua vida desregrada, de vícios, de omissões e falto no cumprimento, nos
deveres de cidadão e chefe de família. Onde inserido.
Muitos
estudiosos de Teologia como o foram Pierre Teilhard de Chardin, cardeal
Richeliu, Michael Durban, expressam de forma idêntica a espiritistas como o
foram Bezerra de Menezes, José Herculano Pires, José Múcio Marcel (ao leitor
atento cabe ler sobre). Expressam e
asseveram o que? Que a pessoa inescapavelmente paga muitos de seus desvios,
pecados e culpas como criatura de Deus aqui na Terra. Paga como? Paga com
doenças crônicas, debilitantes, limitantes, humilhantes, vexaminosas; porque se
torna a única via de adiar sua própria sobrevivência. E na visão espiritista,
desencarnar purgado de suas culpas, no âmbito social e espiritual.
E
mais. Muito mais crítica que essa concepção e acreditação. Todo esse cortejo,
essa síndrome de afetação psíquica, física e emocional e mesmo moral e social é
transmitida aos descendentes, que juntos com esse agora interditado e
incapacitado membro familiar, se contagiam na mesma vigência. Quando junto com esse
adoentado não sofrem (os filhos e filhas por exemplo), trata-se apenas de um
adiamento dessa dívida espiritual. Os dados empíricos de estatísticas de
estudiosos (espíritas e doutrinários) são robustos e expressivos dessa
interação. (Vide as referências didáticas do artigo).
Citação
“ A transmissão psíquica pode ser um caminho que predispõe as pessoas do grupo
familiar ao desenvolvimento de doenças. Aponta-se a família como um lugar que
torna o adoecimento possível quando a dinâmica familiar apresenta vulnerabilidade
para absorver elementos da história geracional que expõem a saúde do grupo;
caracterizando então a doença como a ligação entre a família e essa história
herdada, transmitida ao longo das gerações (Carneiro et al., 2011; Falcke &
Wagner, 2014; McGoldrick et al., 2012). Assim, certas particularidades do
funcionamento psíquico da família podem predispor a circulação de uma herança
psíquica comprometida por conteúdos não elaborados que se apresentam em
dissociações e somatizações (Abdala, Próchno, & Silva, 2017; Colossi,
Marasca, & Falcke, 2015; Mandal & Hindin, 2015; Valdanha-Ornelas, &
Santos, 2017).”
2-
Os Relacionamento Tóxicos
Sobre
pessoas tóxicas. Trata-se –em se falando de relações tóxicas- daqueles temperamentos, daquele caráter (ou
falta dele), dos diferentes tipos de organização educacional, de baixos valores
morais, civilizatórios e éticos de certos indivíduos portadores dos conflitos
ou distúrbios de adaptações sociais e grupais que tornam nos extremos,
tipificados como personas non gratas e que perturbam, molestam e muito desgosto
e infelicidade trazem às pessoas de seu convívio: pais, cônjuges, irmãos,
cunhados, contraparentes e convivas do mesmo domicilio ou trabalho.
Créditos
às Jornalistas> Tayanne Silva e Bruna Yamaguti>Revista Correio.
“Relacionar-se
com outras pessoas não é tarefa fácil. Lidar com as diferenças é um desafio,
mas não precisa ser doloroso. Para que as conexões sejam saudáveis e
prazerosas, como devem ser, é preciso ter, acima de tudo, empatia. Do
contrário, o convívio pode se tornar um verdadeiro pesadelo, e o que era para
ser bom acaba se tornando um tormento. Pequenas discussões viram grandes
embates, opiniões são reprimidas, sentimentos ignorados e, às vezes, até a
liberdade e a saúde são comprometidas. Esses são alguns sinais que indicam que,
talvez, aquela amizade seja tóxica.
De
acordo com a psicologia e a psiquiatria, pessoas tóxicas são aquelas que têm
uma mentalidade negativa e comportamentos prejudiciais, tanto para os que estão
ao seu redor quanto para si mesmas. Elas têm a capacidade de manipular os
outros, limitar suas ações e seu desenvolvimento pessoal, além de causarem,
continuamente, emoções nocivas. Pessoas com essas características também tendem
a criar complexidade desnecessária e dramatizam situações para se sobressaírem
em relação às outras com quem convivem.
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Segundo
o médico psiquiatra Fúlvio Godinho, estudos mostram que as emoções causadas por
pessoas com esse perfil podem ter um impacto negativo e duradouro no cérebro:
“A exposição a alguns dias de estresse compromete a eficácia dos neurônios do
hipocampo, uma importante área do cérebro responsável pelo raciocínio e pela
memória. Semanas de desconforto emocional causam danos reversíveis às células
cerebrais, e meses de angústia podem destruí-las permanentemente”, explica.
“Lidar
com o comportamento tóxico de alguém pode ser exaustivo. Resista à tentação de
entrar no discurso de reclamações com eles ou se defender de acusações. Preste
atenção em como essas pessoas fazem você se sentir. Às vezes, simplesmente
ficar mais ciente de como o comportamento tóxico de alguém afeta você pode
ajudá-lo a entender melhor as interações com essa pessoa”, recomenda o
profissional.
Para
a psicóloga Múria Carla, deve-se ressaltar que todos, em algum momento, agimos
de forma tóxica, então deve-se ter cuidado com o termo e com os julgamentos. “A
pessoa tóxica tem comportamentos e atitudes que adoecem quem está convivendo
com ela, e isso de uma maneira mais exacerbada, ou seja, de forma exagerada. ”
A
primeira coisa a ser feita para saber se você está convivendo com uma pessoa
tóxica é começar a observar sinais e escutar quem está à sua volta. “Não se
isole, não normalize a situação, não se deixe prender, tome a decisão de
terminar ou buscar tratamento, peça ajuda profissional e não se culpe”, diz
Múria. A psicóloga enfatiza que é necessário buscar ajuda profissional,
aprender a olhar mais para si e observar os sinais, aprender a ver o que é
funcional ou disfuncional.
Culpa
e falta de lucidez
A
servidora pública Andressa* conta que já viveu um relacionamento de amizade no
qual se sentia coagida emocionalmente, apenas por não concordar com algumas
atitudes e falas da amiga. “Ela tentava, a todo momento, mudar minhas opiniões
e adequar às dela, fazendo com que eu me sentisse culpada por tudo o que eu
falava e sentia. Eu acabava mudando meus pensamentos para agradar essa pessoa e
me anulava em quase todas as situações”, relata.
A
moça lembra que as manipulações eram sutis, o que a fazia se sentir ainda pior,
por não conseguir distinguir o que era real do que era criado pela outra
pessoa. “Na época, eu não conseguia fazer nada, só me sentia culpada e triste o
tempo inteiro. Quando eu tentava me impor e questionava as ações dela, ela me
dizia que estava magoada e que eu estava tentando mudá-la. Cheguei a questionar
a minha própria sanidade, não sabia se estava ficando louca ou se tudo que eu
vivia não era só coisa da minha cabeça”, conta Andressa.
“Até
que chegou um momento em que ela brigou comigo por um motivo fútil e eu me
senti muito humilhada na discussão, não consegui falar nada, só chorar. Foi aí
que percebi que estava em uma relação tóxica, na qual era constantemente
desrespeitada. Comecei a ouvir opiniões de amigos do mesmo ciclo e todos eles
conseguiram abrir meus olhos diante daquela situação que eu estava vivendo, por
isso me distanciei da pessoa”, lembra a jovem, que diz se sentir muito melhor
hoje, sem as pressões psicológicas. “Eu me sinto mais leve. ”
Atitudes
e transtornos
Essas
pessoas podem mudar ou devemos modificar a atitude em relação a elas? Para a
psicóloga Simone Cursina de Arruda, algumas podem mudar, mas para quem tem
desvio de caráter ou transtorno de personalidade, é bem mais difícil de isso
acontecer. “Gosto de sempre dar uma chance de o outro mudar e verificar se é
possível uma adaptação na relação.”
Infelizmente,
conviver com esses relacionamentos pode causar transtornos mentais. “Em um
ambiente tóxico, pode deixar a pessoa suscetível à depressão, criando uma
pressão externa que pode deflagrar um quadro de transtorno mental. É importante
enfatizar que uma pressão externa constante pode exaurir os recursos emocionais
e desencadear um adoecimento emocional”, explica a psiquiatra Maria Francisca
Mauro. Além disso, podem existir outros fatores envolvidos, por isso é
necessária a avaliação de um profissional.
De
acordo com a psicóloga, o fato de serem deprimidas e ansiosas não elimina,
também, a possibilidade de serem tóxicas. “Existem as intencionais, aquelas que
de forma premeditada agem provocando mal-estar nas outras. No entanto, há
outras que podem se tornar tóxicas por estarem infelizes, com algum problema na
vida, ou por estarem com algum quadro psiquiátrico descompensado (depressão,
transtorno bipolar do humor, dependência química, esquizofrenia, etc.).”
Cicatrizes
Para
a estudante universitária Gabriela*, 23 anos, conviver com a mãe e a tia, que
não aceitavam sua orientação sexual, era um desafio e tanto. Todos os dias, ela
precisava escutar falas preconceituosas e ofensivas sobre o seu jeito de se
vestir e de se portar, desde que era mais jovem. “Sempre apresentei um
comportamento diferente do que elas esperavam, em relação à feminilidade, e fui
extremamente reprimida por causa disso. Elas me seguiam na rua, mexiam nas
minhas coisas escondidas e faziam muita chantagem emocional, ignorando minhas
necessidades e alegando que eu não sabia o que era melhor para mim”, desabafa.
Por
muitos anos ela se sentiu incapaz de fazer qualquer coisa sozinha. “Se eu não
fosse validada por elas, parecia que algo horrível ia acontecer comigo”, lembra
a jovem, que começou a fazer terapia para conseguir lidar melhor com o
comportamento das parentes. “Quando estava em casa, tinha que me centrar muito
para não surtar. Costumava procurar escapes, como fingir que estava trabalhando
ou fazendo alguns exercícios”, relata Gabriela.
Durante
a pandemia, a estudante acabou optando por se mudar, uma vez que a casa onde
morava com a família era pequena e ela temia ter ainda mais problemas de
convivência. Ela foi para outro estado e diz não se arrepender. O
distanciamento ajudou na relação com a mãe, mas ela conta que as cicatrizes dos
anos que se passaram fizeram com que a forma de enxergar a si mesma fosse
prejudicada. “Mesmo com a distância, eu ainda sou muito influenciada pela minha
família, ainda tenho muito medo de me expressar e, às vezes, fico paranoica
achando que estão com raiva de mim, mesmo eu não tendo feito nada”, completa.
*Nome
fictício a pedido da entrevistada
Outros
caminhos
Distanciar-se
parece a melhor opção para quem vive um relacionamento tóxico. Mas e quando
esse afastamento não é possível? Um bom exemplo pode ser visto em algumas
relações familiares, quando as pessoas moram na mesma casa e não existe outra
opção a não ser a convivência diária e, por vezes, desgastante. No trabalho,
esse tipo de situação também pode ocorrer. Nesses casos, é importante
estabelecer limites e deixar claro para a outra pessoa que as suas necessidades
e espaços devem ser respeitados, assim como você respeita os dela. Veja, a
seguir, algumas dicas dadas pelo psiquiatra Fúlvio Godinho:
-
Defina limites: envolve decidir o que você vai ou não tolerar. Comunique esses
limites com clareza e cumpra-os.
- Mude sua rotina: embora possa não parecer justo ser você quem tem de mudar,
muitas vezes, vale a pena para o seu próprio bem-estar. Mudar de rotina pode
ajudá-lo a evitar ser arrastado para conversas estressoras.
- Incentive-os a buscar ajuda: muitas vezes, é difícil entender por que as
pessoas se comportam de maneiras tóxicas, mas pode ser útil considerar que elas
podem estar lidando com alguns desafios pessoais que os estão levando a um
ataque. Isso não desculpa o comportamento problemático, mas pode ajudar a
explicá-lo. A psicoterapia pode ajudar as pessoas a identificarem comportamentos
nocivos e aprenderem a gerenciar suas emoções e reações de maneiras mais
saudáveis.
- Evite intimidade: recomenda-se manter as interações superficiais com a outra
pessoa. Seja claro sobre como você está e explique que não está disposto a se
envolver.
Sou
tóxico? E agora?
Reconheça
a própria toxicidade de forma genuína e não por manipulação ou mesmo por
conveniência. A autoajuda precisa, primeiramente, estar baseada não na
vantagem, mas na capacidade de reconhecer as próprias fraquezas e inseguranças.
Faça uma auto-observação dos comportamentos e reações. Peça feedback de pessoas
de grupos diferentes para saber se isso é geral ou com pessoas específicas.
Terapia é importante para ter maior consciência sobre o próprio comportamento —
o que leva você a ser assim? Que experiências teve na vida que levaram a eles?
Que habilidades serão necessárias desenvolver para um melhor relacionamento com
o outro? Peça perdão e se perdoe, se necessário. Médicos, psiquiatras e
psicólogos podem — e vão — ajudar nesse processo de mudança.
O acolhimento da família também é muito importante.
Problema
on-line
Denominada
por muitos de terra sem lei ou terra de ninguém, a internet deixa os usuários
vulneráveis a críticas, xingamentos e até ameaças. Segundo a psiquiatra Laura Campos
Egídio, assim como devemos nos atentar para o que assistimos, lemos e
consumimos, também precisamos filtrar com quem interagimos on-line. “As
críticas, notícias ruins, xingamentos, sempre existiram, antes mesmo de a
internet surgir. A questão é que tudo ficou mais rápido, viável e simples”,
diz. “Você é o que come, o que lê e o que acompanha. Tudo isso é absorvido!
Apenas filtre quem você segue”, complementa a médica, pós-graduada em
psiquiatria.
A
sugestão da psiquiatra é bloquear essa ou essas pessoas. Opiniões contrárias às
suas sempre existirão e está tudo bem nisso. “Se for apenas críticas ou
opiniões contrárias às suas, é válida uma auto-avaliação. Nesse caso, agradeça
o feedback e reflita. A forma como encaramos as críticas também é muito importante.”
Para
a médica, existem diversas explicações, teorias e motivos para essas atitudes
horríveis nas redes sociais. “Por exemplo, são pessoas infelizes, com baixa
autoestima, frágeis ou que sentem que os valores e opiniões foram violados e
precisam ser defendidos.” Laura conta que no seu perfil do Instagram sempre há
seguidores reclamando de pessoas tóxicas na internet e na vida real. “Também já
sofri críticas e comentários. Aprendi a bloquear. A cada comentário negativo,
existem centenas de positivos.”
A
terapeuta Mônica Maia, 43 anos, teve um relacionamento amoroso abusivo há sete
anos. “Percebi que era tóxico, mas não queria acreditar. Tinha medo de estar
errada ou exagerando. Estava sempre justificando internamente os comportamentos
dele”, diz. “Às vezes, banalizamos e ignoramos os nossos sentimentos e,
principalmente, subjugamos a nossa intuição.”
Ela
relata como era o comportamento da pessoa. “Elogiava meu trabalho, minhas
conquistas, mas, em outro momento, colocava em dúvida a minha competência e capacidade.
Falava que eu era chata e ninguém me suportava. Invalidava a minha imagem,
demonstrava desprezo, mas, em seguida, arrependia-se. Falava mal dos meus
comportamentos e dizia que era para o meu bem; fazia parecer que não seria nada
sem ele.”
Mônica
sempre foi independente, mas, nessa relação, não se percebia assim. “Eu me
sentia burra, ignorante, humilhada e envergonhada. Escondia dos outros, pois
não podia demonstrar fraqueza”, afirma. Questionava-se como uma mulher estudada
e culta poderia se deixar levar por um homem tóxico. “Era quase inadmissível
saber o que era um relacionamento assim e assumir que estava em um. Você se
desequilibra a ponto de pensar que tudo de errado que o outro fez foi culpa sua.
”
Depois
de uma traição, ela conseguiu abrir os olhos. “Entrei em depressão e fiz
terapias, pois, mesmo depois do término, continuei sofrendo ações tóxicas por
parte dele. Também me fechei para outros relacionamentos. ”
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/2925/2925.PDF
Referências
Abraham,
N., Torok, M. (1995). A doença de Si para Si – Nota de Conversação sobre a
“Psicossomática”. In Abraham, N., & Torok, M. (Org.). A casca e o
núcleo. (pp. 297-299). São Paulo: Escuta.(Originalmente publicado em 1973).
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N., Torok, M. (1995). A casca e o núcleo. São Paulo: Escuta.
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F. (1989). Medicina psicossomática: seus princípios e aplicações. Trad.
Célia Fischmann, Beatriz. - Porto Alegre: Artes Médicas.
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situação de crises e catástrofes humanitárias. Desmalhar e reemalhar
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(Org.). Os avatares da transmissão psíquica geracional. (pp. 89-101). São
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therapy: a case study of a couple in crisis. The Family Journal:
Counseling and Therapy for Couples and Families, 24(2), 109-113.
Joao
Dhoria Vijle.
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Os
aditivos fúteis e vazios da Internet by
E
nesses termos caminha rebanhos e rebanhos de humanos. Com bastante fundamento e
substância afirmou o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, nós humanos somos
animais de rebanho. Noutras palavras e definição, existe dentro de nós as
chamadas pulsões e impulsos de seguir o grupo. Falar em grupo é a concretude
dessa energia instintiva, porque muitas vezes seguimos uma pessoa, um líder,
uma cia qualquer. Muitos são os indivíduos (homens e mulheres) que se propõem a
seguidores das chamadas celebridades frívolas e momentâneas. Um reality show,
um youtuber.
Enfim,
o que andam laborando, se ocupando, fazendo parcela significativa das pessoas,
homens, mulheres, jovens, gente às vezes na madureza da vida. Quantos e quantas
entrados na 5ª, na 6ª década de vida, continuam no mesmo diapasão, no mesmo
biorritmo: dormir online com suas redes sociais, levantar, conferir os posts,
as mensagens, as futilidades e frivolidades permutadas entre esses náufragos da
vida, responder as abobrinhas e platitudes, abrir o WhatsApp, consultar o
Insta, o face.
E
com o mesmo desplante e caradura, até ostentar e mostrar a quantas andam seus
valores. Puerilidades, infantilismos, niilismo, menos-valia, zerismo, astrologia,
tautologias, teleologias, truísmos laxismos. Ops! Que olhem no glossário google,
se lhes aprouver (os referidos e nominados nesse artigo).
Para
quem já teve, e resultou abolidos esses aplicativos chamados Instagram e
fonpage, como esse modesto escriba. Para os que não (ou nunca) se tornaram
adictos e aficionados dessas plataformas digitais e tantas outras que tais; eu
sugiro que peça a algum usuário desses iguais, peça com o devido respeito para
dar uma olhadela juntos. E então, detenham alguns minutos e analise os posts,
os conteúdos dessas redes sociais. Infantilismo, futilidades, frivolidades,
nulidades. Nenhum acréscimo ético, civilizado, cultural e de cidadania, pessoal
ou familiar, nenhum aporte moral, ético, civilizatório ou social. Trata-se da
quintessência da idiotia e oligofrenia da produção humana, praticada por esses
rebanhos de usuários. Lembremos do Filósofo Aristóteles e depois de Nietzsche,
somos gregários e de manada. Infalível proposição. Não há como negar, muitos e
muitas se comportam como ovelhas ou novilhos. Se a primeira se joga em um
precipício, as traseiras vão no mesmo desfiladeiro e morrem unidas.
Não
se nega que a Internet, os recursos de telefonia móvel (o celular), os
smartphones, as redes sociais, as tecnologias telemáticas e da informação, as
redes sociais, os aplicativos, a inteligência artificial; todos esses avanços
tecnológicos foram concebidos e aprimorados para facilitar toda forma de
comunicação e atividade humana. Sejam de entretenimento, cultura, de produção e
trabalho. Entretanto, poucos clientes e usuários desses recursos os empregam no
seu aprimoramento pessoal, moral, ético, técnico e profissional. Basta imaginar
um médico, um jornalista, um advogado, um administrador de empresas! Quanto de
informação útil, cultural, esclarecedora, cultura afirmativa que agregam
valores aos leitores e consulentes. Quantos? Bastam o interesse e crivo de quem
busca se beneficiar desses dados e informações construtivas.
Em
conclusão. A internet, as mídias digitais e redes sociais são neutras, inócuas.
A questão toda se encerra na mente e objetivo das pessoas que as empregam, para
o bem ou para o mal. Não se esconjura
nem persigna, não se inutiliza nem demoniza os recursos virtuais e digitais. A
frivolidade e nulidade, o fútil e inútil estão contidos na mente, no intelecto
e cognição dessas levas e turmas de pessoas, a maioria, os rebanhos desses
adictos e aficionados usuários e usuárias. Afinal, essas informações não exigem
nenhum labor mental ou crítico, ou de pensamento e criação. Tudo ao estilo
prêt-à-porter. Prontinho! Sem esforço mental ou malhação neuronal. Oh céus, oh
vida, oh azar! Hard e lippy.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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São
os clãs e guetos by
João
Joaquim
É
bem conhecida a natureza gregária ou grupal dos humanos. Isto já era bem
descrito por grandes pensadores como Aristóteles e coetâneos rivais de sua
época. Está a se referir aqui à Sociologia Comportamental desde remotos tempos.
Correu o tempo e os estudos nessa área científica não se estagnaram.
A
Ciência é inesgotável de perguntas e os cientistas e pesquisadores (os que usam
a mente, o raciocínio abstrato) insaciáveis em sua curiosidade e compreensão da
natureza das coisas e dos habitantes desse Planeta, sejam os racionais ou os
animais ainda tipificados como irracionais. Há de se chegar um tempo de
reeditar essa categorização dos humanos como racionais e os outros bichos de
irracionais. Porque é inaceitável chamar a muitos humanos de racionais e
dotados de inteligência acima dos outros animais. Alguém já assistiu a algum
animal cometer pedofilia, dizer fakenews, falsidade ideológica, corrupção,
estupro, feminicídio?
A
Sociologia Comportamental dos animais nos dá diversas características dos
bichos que em parte poderiam servir aos humanos. Entretanto entram como
empecilhos os chamados atributos éticos, bioéticos, deontológicos no
cumprimento dessa natureza. Algumas características são compartilhadas porque
bem aceitas tanta lá como cá, de irracionais e racionais. A condição gregária
dos bichos. Nós a compartilhamos. Nossa condição de sedentários? Alguns animais
também não gostam muito de ralar, de transpirar, de esfalfar, de fatigar. Os
felinos por exemplo. Eles só vão à luta na hora da fome, de defesa de território
e ameaça. Só!
Algumas
outras características que os animais trazem, nós humanos não compartilhamos.
Uma dessas vale a pena citar. Na criação dos filhotes e filhos! A maioria da
mães e/ou pais no reino animal cuidam das crias até uma certa idade. Vem o
desmame e logo são enxotados a se virarem e cuidarem da própria vida. Se bem
que há certos pais humanos que até criam (só criam os filhos). Então ou os
abandonam à própria sorte ou não completam o trabalho, porque não os educam e
não os instruem como humanos bons, éticos, sociais, laborais e produtivos. O
quanto de malandro, desocupados e ociosos há em nosso redor! Faltou o que?
Educação familiar! Só isso.
Quer
um outro característico dos animais que nós humanos excedemos nesse paralelo?
Aquele atributo da proteção dos membros do grupo e parentais. Existem certas
espécies animais que seguem comportamento e regras de convivência. Um exemplo é
a hierarquia por idade, os mais velhos têm prioridades em muitas coisas. Em
certos grupos a quebra dessa tradição e instintos é duramente castigada! Certas
espécies servem de modelos nesses estudos: babuínos, elefantes, aves de rapina
como as águias, golfinhos, baleias etc.
Quanto
aos humanos. Bom se houvesse essa melhor observância e cópia da natureza.
Entram para ajudar ou atrapalhar, nossa consciência de proteção excessiva aos
filhos e filhas, a uma educação tolerante e sem imposição de limites, aos mimos
e reclusão dos filhos e educandos. Nesse pacote de causas perdidas entra o
instituto dos Direitos Humanos. Bom, útil e construtivo seria como contraponto
o instituto dos deveres humanos. A cada privilégio ou direito deveria
corresponder um dever. Filhos e alunos se criam, se instruem se educam, se
forma com disciplina, ensinamento ético, respeitoso e científico. Diferente de
cria animal, ração e veterinário!
Nessa
seara da Sociologia Comportamental, chega-se por exemplo às características da
proteção grupal, ao amparo, à proteção dos filhos e filhas e outros parentais.
Movidos por sentimentos de proteção, de fraternidade (sentimento de irmãos), de
se tornar cúmplices e lenientes (forma ética ou ilícita, legal ou ilegal),
existem certas famílias que se tornam acumpliciadas e arrimadas (escoras de
proteção) de certos parentais que desviaram das condutas sociais aceitas como
padrões e humanas. São os populares malas-sem-alças, os malas-artes, os
folgados, os trambiqueiros, os folgados, os preguiçosos, os desonestos, os
sevandijas, os caloteiros e exploradores da ingenuidade e boa-fé de membros do
clã.
Há
os absurdos de grupos, de famílias nos moldes de uma dinastia, de guetos e
grupos parentais aficionados e instruídos aos golpes, à contrafação, às
falsidades de todo gênero e outros feitos delitivos e antissociais. E sempre
sobrando para alguns parentais e contraparentes (eufemisticamente chamados de
bonzinhos e cordatos) em suportar tais e quejandos frívolos e folgados! E
fazendo essa compilação com o mundo animal. Vê lá se no reino dos irracionais
há esse tipo de leniência, cumplicidade e tolerância. Zero chance! São os clãs
e guetos de gente folgada e caloteiros.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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Gentes
Veteranas e Maduras e Doentes Digitais- Que Horror! By
NÃO
remanescem mais dúvidas. Muitas pessoas se encontram em declínio cognitivo e de
raciocínio lógico e humanizado em consequência do uso massivo, plugado. No
estado online, do telefone celular, dos smartphones, aplicativos de natureza
frívola e inútil, WhatsApp, Facebook. Trata-se de uma categoria de indivíduos,
já adultos, velhos e veteranos. Diversos destes com escolaridade em ensino
superior. Mas, pouco ou nada engajados ao aprimoramento de sua formação escolar
de graduação. Direito, administração, engenharia, gestão pública ou privada.
Áreas de saúde, etc. Essas pessoas integram a pandemia dos doentes digitais,
fomofobia, nomofobia, ansiedade digital.
Cristiano
Nabuco de Abreu, coordenador da equipe responsável por uma nova especialidade-
Dependência de Internet- junto ao
Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso, do Instituto de Psiquiatria
do HC. “Os dependentes usam a rede de forma excessiva como uma ferramenta
social e de comunicação, pois têm uma experiência maior de prazer e satisfação
quando estão online”, explica o psicólogo.
O
especialista explica que, no caso dos dependentes, há uma tendência na
utilização da internet como meio primário para aliviar tensão, depressão, baixa
autoestima, timidez, insegurança e apatia. “Como a capacidade de tolerar
frustrações varia de uma pessoa para outra, as reações também se alternam
diante de um mau resultado ou da dificuldade de perder”, informa. “No mundo
digital, tudo é passível de ser reconstruído: a pessoa controla seu ambiente e,
muitas vezes, prefere assumir novos papéis, sendo, portanto, mais fácil de ser
bem-sucedido”.
Estudiosos
do comportamento e tendências culturais, mesmo os pesquisadores da chamada
geração digital (mais jovens) se veem agitados e perfilados na compreensão do
que sejam os padrões culturais, os valores humanos de levas e levas de gente
(não importa a idade dessas pessoas) no que concerne aos seus projetos e
ambições de vida em sentido cultural, técnico, científico, profissional,
laboral e produtivo.
Enfim,
o que cada pessoa pensa no engrandecimento e aporte de sua compreensão, ao
menos que seja, do que se passa ao seu redor, do que lhe diz respeito, às suas
próprias relações com sua família, seu entorno e guetos sociais. Muitos são os
homens e mulheres, maduros, veteranos, velhos e calejados da vida, em estado de
desadaptação onde inseridos. Perdidos, sem saber o que fazem aqui e para onde
vão. Perdidos e náufragos da existência; bem piores que “Robinson Crusoé”, o
personagem náufrago (autor Daniel Defoe).
E
como se chegam os sociólogos e psicólogos ensaístas a esses dados e conclusões?
Nem de tanto campo físico de trabalho carecem. Porque os mundos virtuais e
digitais das comunicações já bastam para essa análise. As pessoas expressam
graciosamente o que são através de suas falas, depoimentos, as trocas de
valores, dos mais comezinhos (o que predomina) aos mais edificantes e
construtivos (raros). “Dize-me o que pensa e dir-te-ei quem és”. Simples! Eu
sou o que falo e expresso, e escrevo e posto na Internet, sites de
relacionamento e redes sociais.
Não
importa a escolaridade das pessoas. Formadas apenas no ensino médio, ou em
cursos universitários, e isto também é fácil no Brasil, como há gentes com
diplomas universitários que nada fazem! Uma grandeza. Quer exemplos? Quantas
escolas de administração, Direito, MBA, gestão disso e daquilo, marketing,
design! São as uniesquinas de cidades sem relevância e bairros das metrópoles.
Quantos indivíduos graduados em Direito (ou torto), administração; que nada
fazem. Ou quando muitos envergam bandeiras de veniaga! Evoé! Ditirambo! Nada
fazem, nada produzem, zangões e vespas da praça. Alguns especializam-se em
sevandijas arrimados parentais. Que tais!
Atividades
majoritárias em redes sociais, tipo Insta e Face. Meneios, gracejos,
platitudes, cucurbitáceas em vergônteas, abobrinhas, chuchus, risinhos,
performáticos e performáticas. Aromáticas! Socorro! Olha o periquitinho dando
de comer ao outro periquito. O porquinho, o cachorrinho correndo, de xixi nos
cantos, de beijos, o ratinho roendo o queijo. São truísmo, turismos frívolos.
Puerilidades, infantilismos!
Ilan
Brenman, Donald Winicott, Piaget, Charcot, Yung. Estes explicam muito. Mas, não
tudo. Novos tempos, novas tendências, novas gentes. Plangentes! Inclementes
João
Dhória Vijle Lisboa/ João Joaquim
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Triguista
e Minimalista Digital by
Imagine
aqueles rebanhos de gente, de pessoas de variados graus de escolaridade, que
seguem certos influenciadores. E aqui pode-se dividir esses missionários de
algum estilo de vida ou adesão a uma ideologia, a uma política, a uma doutrina,
etc., em tradicionais e digitais. Ou seja, pode-se apresentar esse indigitado e
seguido líder influenciando grupos, séquitos, hordas e rebanhos de pessoas de
forma presencial, física; ou se valendo dos recursos de Internet, redes sociais
e ainda rádio e televisão. Já imaginaram os efeitos!
E
é assim que muitos líderes e midiáticos fazem sucesso. Porque o espetáculo só
se estabelece, o sucesso do influenciador só se fomenta e recrudesce com a
adesão dos sem-número dos seguidores e fieis. O êxito em qualquer dessas
condições se dá dessa maneira, na retórica, na fala, nas ideias e expedientes,
especialmente ideias fora da ordem do dia, fora do comum e do já estabelecido e
gasto. O espetáculo e seus efeitos se fazem da boca e das ideias de quem fala e
na cega crença e acreditação do expectador. Simples e Direito. Não há
espetáculo sem os expectadores!
Quem
já leu, pouco que seja, Aristóteles, Kierkegaard e Nietzsche vai se lembrar; os
humanos somos animais de rebanho ou manada, seguimos quase sempre um cabeça, um
capitão, um líder ou o grupo. Se os primeiros caírem no precipício, os
primeiros da manada vão juntos. Conforme a cognição, todos se espatifam. Alguns
por infiéis e covardes se safam, se notarem que a vaca foi para o brejo.
Essas
asserções e glosas introdutórias, servem para trazer à baila, o quanto de
gente, pessoas já eradas, robustas e fornidas de bons boletins escolares, sejam
de grau médio ou superior. Antes um adento. Porque boas notas e diplomas nada significam.
Copiar e colar se fazem dos primórdios de bancos escolares, em se tratando de
certos caracteres! Enfim, o quanto de gente faz parte da manada dos manietados
pelos impérios do mundo de operadoras de telefonia móvel, dos fabricantes de
celulares, dos provedores de Internet, de mídias e redes sociais.
Como
esses ditadores e déspotas do capitalismo digital e de internet, tiveram o
exato insight em escravizar, em imbecilizar, em hebetar e tornar os usuários,
grandes levas e rebanhos de gente, de escravos e idiotas dos smartphones, do
celular! Apropriadamente, cravou Michel Desmurget em sua obra: “A Fábrica de
Cretinos Digitais” (Instituto de Saúde, Paris – França). Essa predição vale
muito para os pais de filhos menores. Porque aqueles marmanjos, diplomados ou
não, esses se cronificaram, tornaram-se higienizados do intelecto, e não há
recuperação.
Temos
assim os denominados tribalistas digitais ou niilistas digitais. A psicóloga
Anna Lucia Spear King e o psiquiatra Antônio Egídio Nard os descrevem bem.
Esses pesquisadores, adeptos das diretrizes de Michel Desmurget (França) falam
em uníssono sobre os indivíduos adictos das futilidades e imbecilidades de
aplicativos, internet e redes sociais. O que há de certo e concernido é que
esses marmanjos sujeitos, muitos formados em cursos superiores, integram os
chamados tribalistas (mesma tribo) dos imbecis digitais. Muitos nada fazem,
nada produzem, nada estudam, nada sabem do meio social e mundo onde vivem, além
da cultura compartilhada nas telinhas do celular (nem, nem IBGE).
Um
interessante estudo francês (instituto saúde mental e intelectual de Paris), mediado
por ensaios e estatística de sanidade mental, conclui que esse perfil de
indivíduos, entram em suas bolhas de frivolidades de redes sociais. Todas essas
pessoas (muitas ociosas e improdutivas) atingem um estágio ou estagnação
cognitiva e mental. Porque nada dominam além de suas bolhas digitais de
vulgaridades e inocuidades. Tornam-se no que chamam de estéreis cognitivos.
Porque até o que aprenderam de trivial e elementar nos bancos escolares entram
no esquecimento. Estéreis e assépticos, técnica e cientificamente, mas que
fazem adeptos e instruem e adestram até os filhos e outros ao seu redor. Oh
céus, oh vida, oh azar (de quem com eles convivem) Lippy e Hard.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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PECHAS
E LABEUS HEREDITÁRIOS BY
Não
foi sem razão, porque razão ele tinha acima dos humanos, que o mais indigitado
e nomeado bardo inglês cravou com seu famoso personagem “ Há mais coisas entre
o céu e a terra do que pode imaginar sua vã filosofia”. Esse ditinho de Hamlet
para Horácio, bem que pode ter variadas traduções. Mas algumas são bem
pertinentes e expressam a cultura de muitos humanos. Pode-se dizer que Hamlet
representa a paixão, os sentimentos desmedidos, Horácio representa a
racionalidade.
Esse
excerto a seguir explica também: “Há mais no mundo do que se consegue explicar
ou racionalizar. Mas, principalmente, devemos incorporar nossa filosofia nas
nossas ações. Todos os dias, temos a chance de tomar decisões com base em uma
moldura moral. A filosofia estoica é prática e pode nortear pensamentos e
ações, independentes de crenças e religiões”.
Fazendo
uma análise simples e compreensível para o entorno social de cada família e
pessoas, não se pode querer que a vida seja regida apenas pelas Ciências, pelas
Tecnologias de toda espécie. Existem a esfera mística, a energia anímica e
espiritual que regem a vida social, de uma família, de uma pessoa. Não há como
dissentir e negar essa realidade. E o que tem a ver essas propriedades das
pessoas com a saúde orgânica e mental de cada um?
Pensadores
de Filosofias diversas, oriental e ocidental, espiritualistas notáveis como o
foram Alan Kardec, Chico Xavier, tinham a mesma concepção de que as pessoas na
sua inteireza e composição abstrata, espiritual e anímica, sofrem influências
para a benignidade, a bondade, a virtude; ou ao reverso, para a malignidade, o
nocivo e tóxico. Referidas interpretações são descritas em outros ramos
científicos, como a Psicologia, a Psiquiatria e mesmo a Medicina convencional.
Na
própria Medicina Organicista, nas especialidades de Psicologia Médica e
Psiquiatria, estão bem descritas as doenças emocionais como gatilhos de doenças
físicas. Notadamente para os especialistas não agnósticos e não ateus, é aceita
a interferência de questões espirituais (energia espiritual) na saúde mental e
orgânica do indivíduo. Na concepção organicista estão bem descritas as doenças
psicossomáticas. É muito claramente e convincentemente descrito o quanto de nexo
existe entre uma depressão ou ansiedade persistente e doenças físicas como
hipertensão, gastrite, colites, infarto do miocárdio.
É
de expressão geral, assim o anuem espíritas e doutrinários consagrados: existem
muitas pessoas que sugerem nutrirem os demônios que elas trazem à sua volta.
Fala-se aqui em vibrações e energias negativas, nocivas, mórbidas, que falam
diuturnamente em morbidezes e fragilidade física e emocional. Dessa forma há
como que uma retroalimentação dessas nocivas e tóxicas energias e demônios
internos. Uma espécie de eterno retorno, ciclos doentios de ansiedade,
tristeza, depressão, irritabilidade, irascibilidade. Essas pessoas se tornam
contagiosas, fomentadoras dessas energias e más vibrações para outros de seu
convívio e de seu entorno. O que fazer (alentador e prático)? Evitação,
distanciamento e isolamento social desses indivíduos. Seria a solução ideal.
Entretanto, quando próximos pelos laços genéticos, torna-se difícil essa opção.
Difícil terapia! É bem aceito que as pessoas perturbadas, depressivas,
transtornadas, neuróticas (nervosas) trazem um imenso potencial de contagiar
ambientes e outras pessoas de seus convívios familiares, sociais, corporativos
e de trabalho. Depressão e ansiedade são contaminantes, ao meio e pessoas.
Dentre
esses indivíduos capazes de contaminar e intoxicar outras de seu convívio micro
social estão os familiares, os parentes, irmãos, cônjuges, filhos, pais. Enfim,
membros parentais por laços genéticos ou “afins” e contraparentes. Basta
imaginar uma residência e coabitar com uma pessoa desse perfil. Há como que um
efeito em cascata. As pessoas vítimas desse convívio têm duas saídas: tolerar esse conviva ou comensal de forma
passiva perpetuando a condição de vítima, ou expressar reações agressivas em
resposta ao comportamento dessa pessoa. O certo e concreto, conforme afirmam os
especialistas, o processo doentio de agressor e vítima é mantido, pelas
circunstâncias afetivas genéticas.
Essa
casa, essa residência compartilhada torna-se o que se chama em psicologia
social de residência doente, porque se estabelece um ambiente hostil, onde os
ânimos e alarmes psíquicos estão sempre em atividade. Um ambiente de tensões e
conflitos permanentes, mesmo em momentos de ausência dessa pessoa desajustada e
perturbada. Há como que, afirmam os espiritas e doutrinários, os demônios
circulantes dessa pessoa. O termo demônio entenda-se como uma metáfora, desse
ambiente pesado, opressivo, instabilizado.
Outras
características desses ambientes da pessoa perturbada valem ser destacadas.
Raramente a pessoa causadora desse ambiente transtornado e de tensões admite
ser portadora desses desvios de conduta. Afinal, o interno dela, a organização
moral e psíquica dela é esta, e é compreensível ela entender-se normal frente
às demais. A configuração intima e moral dessa pessoa, na concepção dela foi se
conformando à condição de naturalização e normalidade. O próprio modelo
educativo, tolerante, mimado, protetor dos pais para essa pessoa perturbada
entra no bojo dessa origem de sua condição. Educação!
Do
lado dos coabitantes e convivas, em geral parentes por qualquer vínculo, muitos
se tornam tolerantes, lenientes e até coniventes e dão suporte a esse tipo de
caráter e comportamento, explicado pelos vínculos de proteção, evitação do
enfrentamento, medo de agressões psíquicas que seja. Tudo vai se confluindo
para uma zona de tolerância e conformidade. É o pé se conformando ao sapato
apertado, a bexiga ao enchimento
urinário, o intestino à pressão fecal. Esquivança social e moral de agravamento
das diferenças.
Em
diversos ramos de estudos sociais e de humanidades, religiosos e doutrinários,
são tratadas as chamadas pechas ou manchas hereditárias. Em termos práticos e
bem compreensíveis, são aqueles vícios, aqueles padrões erráticos e nada virtuosos,
comportamento familiares e sociais nada construtivos que não passam impunes e
sem reprimendas e corretivos por um Juiz Supremo, tipo Juízo Final (armagedon),
ainda aqui na vida terrena. Com uma característica e agravante, se o próprio
infrator, antissocial ou detrator não paga na medida certa e justa, pagam e
sofrem também os seus descendentes, filhos, neto.
Na
doutrina espírita (kardecista e não kardecista), no Bramanismo, no Hinduísmo e
Budismo, é descrita as pagas e heranças antissociais que muitos descendentes
(filhos, netos) podem absorver de seus ancestrais pelo estilo social
(antissocial, no caso) que esses infratores e pecaminosos ancestrais levaram;
e.g.; os drogaditos, os alcóolatras, os infiéis, os caloteiros, e omissos, os
difamadores, os caluniadores, os arrogantes, os discriminadores, os
exploradores da fragilidade e ignorância dos menos escolados e pobres, os
escravizadores de qualquer pessoa sob o seu mando e trabalho.
Tome-se
o caso social para compreensão empírica e modelar. Um genitor ou genitora que
teve uma vida desregrada, um adicto de álcool e outras infusões espirituosas;
que nada fez como um chefe de família responsável e educador. Em uma palavra,
esse homem ou mulher levou a vida na esbórnia, uma vida com centralidade nos
prazeres da boca, do bucho e do baco (alcoolismo). Em outra palavra, teve uma
existência de desídia, de pachorra e omissão nos deveres de educar a prole.
Filhos e filhas deixados e criados como pets. Ração e roupa, reprimenda e
abandono afetivo e escolar! Que proteção de criador foi essa!
Esse
indivíduo, é um exemplo concreto e mal-acabado, de ter se integrado em energias
negativas, egrégoras destrutivas, nocivas, tóxicas, para todos aqueles filhos e
filhas que dele mereciam uma educação e um modelo de vida a seguir. Seguiram-no
para o mal, o antissocial, o central de prazeres digestórios! Esse indivíduo
não passará incólume pela vida, dores físicas e psíquicas surgirão. Para si e
na pior expectativa, para filhos e filhas que até dele tem o obrigado dever de
cuidados. Os que assim o fazem, já estão remindo seu carma e dívida
existencial. Os não afeitos, podem esperar que as penas e dores chegarão! Como
foi advertido na concepção do grande Bardo Britânico, se cuide porque há mais
coisas entre o céu e a terra do que sonha sua vã e fútil filosofia de vida. Joao
Dhoria Vijle Lisboa
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CASA
DE ORATES BY
Muito
se fala do quanto complexo é educar filhos. No que este autor dissente, quando
se trata de pessoas normais. Tanto de parte de quem educa, quanto dos educandos
(filhos e tutorados). Partamos da tese de que toda criança nasce com a vocação
do bem, à exceção de raros casos patológicos (transtornos congênitos da
personalidade) O que há de certo e comprovado é que o temperamento, a
personalidade e impulsos internos (normais) são variáveis. Então o que se tem
de provado e científico é que cada criança, cada adolescente e jovem necessitam
de uma intensidade, de limites, de corretivos e treinamentos individualizados.
Idênticos são apenas os gêmeos univitelinos, nem iguais são.
O
modelo educacional que cada pai e/ou mãe imprime na criação, no
desenvolvimento, no crescimento, na educação, na instrução e formação de um
filho, uma filha, será (esse modelo) determinante no que será essa pessoa como
futuro bom ou mau cidadão de mundo, da comunidade onde vive, da família onde
cresceu e desenvolveu! Essa asserção não é meramente opinativa ou um parecer.
Acima de tudo são dados empíricos, experimentais e científicos. Contra
estatísticas resultantes de ensaios e pesquisas não há porque discordar!
Muitos
são os cidadãos e cidadãs, que na raiz e acepção originária do verbete
(civilitá, civilizados) são apenas números e censo demográficos. Quer isto
dizer, que foram criados, engordados e jogados ou deixados como indivíduos problemas,
malas-artes ou malas-sem-alças, ao leu, ao deus-dará. Porque alguns além de
nada gerarem para a própria subsistência, se tornam um ônus, um membro nada
civilizado e bem-formado para o meio onde vive e traz um passivo e negativo de
custo elevado para o seu micro meio social (família), comunidade, previdência
social e Estado.
E
aqui entra o lado social responsável, partícipe e culpado desses membros da
civilização e famílias (um ônus continuado). Fala-se aqui da família culpada
nesse processo e trajetória da formação do sujeito. Vejamos esse princípio:
animal se cria com vacinas, antibióticos e ração; filhos, não! Filhos se cria
com corretivos, educação ética e escolar de boa qualidade, exigência de
respeito, imposição de limites na fase de desenvolvimento e escolaridade (em
especial até o ensino médio e faculdades). Assim, se entende por educação e
formação integral do indivíduo.
Quantos
não são os pais que criam e crescem os filhos no estilo dos bichos de
estimação, os pets. Comidas e roupas de grife, apetrechos digitais da moda,
cama e quartos arrumados pelas empregadas domésticas, banheiros limpos, escolas
pagas e caras. Mas, sem os limites de ética e cidadania doméstica como a
primeira e definitiva educação do indivíduo. Tornados adultos, esses jovens
costumam continuar tendo a guarida, a proteção das famílias. E essas, omissas e
tolerantes que foram, agora se coonestam no estilo irresponsável e antissocial
dos filhos. Os exemplos sobejam por aí. Leiamos a matéria do link abaixo. Da
mãe de 4 filhos, que não se omitiu, e entregou o próprio filho à polícia do ES.
Caso simbólico e modelo para as famílias em geral.
https://g1.globo.com/es/espirito-santo/sul-es/noticia/2023/10/03/faco-isso-por-amor-diz-mae-que-entregou-filho-de-22-anos-pela-segunda-vez-a-policia-por-roubos-no-es.ghtml
"É muito difícil passar por isso duas vezes, mas faço por amor.
Infelizmente, ele ainda não aprendeu ainda pelo amor, então para ele tem que
ser pela dor. Podem me julgar, mas eu não estou deixando de amar eu, pelo
contrário, estou cuidando da vida dele, pois esse caminho que ele está
escolhendo leva a uma vida muito curta. Pelo menos na cadeia eu posso
visitar". Palavras da mãe desse jovem de 22 anos.
Não
se sabe se representa um caso social anormal ou algum transtorno de
personalidade. O certo e registrado é que essa mãe; ainda que tardiamente, não
se omite e não se acumplicia nos desvios de comportamento e conduta do filho.
Ao revés, muitos pais e muitas mães agem na convivência, na leniência e
tolerância nas folganças, nos atos desonestos e antissociais de filhos que
deveriam ter sido educados no tempo certo e não o fizeram.
A
sociedade está infestada e tomada de muitos indivíduos folgados, ociosos,
parasitas, zangões da praça, aproveitadores, caloteiros, trambiqueiros e
enganadores. Muitos, a maioria é fruto da chamada educação protetora, mimada e
tolerante de pais, mães e outros membros parentais que, depois de velhos, esses
infestadores e mal-educados, têm de ser mantidos e tolerados e protegidos.
“Vade Retro trambiqueiro”
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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Reclassificação
do homo sapiens by
Cada
vez mais nos convencemos da importância da Família na construção da pessoa {humana,
porque há alguma pessoa (pessoas) não humana (s)}, há de se rever essa
adjetivação}. Lá nos primórdios de estudos dos humanos, digamos nas primícias
da Antropologia. Nesses idos tempos, um exemplo foi o Filósofo Aristóteles.
Algumas coisas ele errou na categorização, na tipologia. Depois, bem depois,
vieram um Carl Lineu e respectivos coetâneos e contemporâneos que se dispuseram
a reclassificar e caracterizar os humanos. Que também erraram em certas
características.
De
começo fala-se muito nos adjetivos ou qualificativos humanos, racionais,
inteligentes. Bem pensados e bem cotejados, os atos humanos, pode-se colocar
todos no mesmo pote ou balaio dos racionais? Pergunta instigante. Pelo que
andam fazendo certos homens e mulheres, sejam os de altas patentes e bons
coturnos, a resposta é desenganadoramente não.
E
como já decidiu as justiças do Brasil e alhures, no que concerne aos assédios
de mulheres e importunação sexual, o advérbio negativo NÃO significa não! Então
essa categoria de humano e racional, teria que sofrer alguma restrição e
subclassificação. Ditadores como Vladimir Putin, Stalin, Hitler, Mussolini,
Nicolás Maduro, estariam no grupo dos humanoides não racionais. Um ditador, um
tirano, um autocrata, um golpista, um pedófilo, um estuprador, um embusteiro,
um estelionatário, um caloteiro atuante contra gente honesta e laboriosa.
Pensemos em uníssono! Esses tais e quais sujeitos não são nem racionais nem
humanos! Quanto muito, humanoides, na anatomia, nas feições, na marcha. Alguns
são tão tardos e parvos, no concernente a racionalidade e intelecto que se
caírem de quatro não levantam (leiam Paulo Francis, já falecido). Precisam de
amparo e suporte para levar, se ponderais mórbidos, de guindaste!
Tornemos
à importância da família na construção dos indivíduos. Laudatório e simbólico
exemplo foi o da Justiça Americana. Foi o caso concreto do filho que teve uma
educação protetora, mambembe e conivente da mãe de pai e mãe, na verdade. A mãe
fez um papel animal! Gerou o filho, o engordou, o criou, deu todos os mimos da
futilidade para o filho. Fez mais, levou ele para treinar a dar tiros em
escolas de armas de fogo. Um filho adolescente! Imagine! Muito pior que isto,
esse jovem já apresentava sintomas e sinais de alguma psicopatia e os pais nada
fizeram de procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica. Um descaso e
desumanidade absoluta na educação, na assistência da saúde mental do filho.
Ato
contínuo, esse adolescente tomou de uma arma e matou 4 colegas em salas de
aula. Foi condenado (o assassino) à prisão perpétua. A mãe agora foi presa,
julgada e aguarda a sentença da Justiça. Seu crime se classifica como culposo
involuntário. Que lição para o mundo! O
pai de igual forma será inquirido, julgado e pode também ser condenado. A ver e
conferir.
Vem
se repetindo e com muita ênfase. A pessoa é o resultado e produto bem ou
mal-acabado de duas heranças, uma herança genética e uma herança social
familiar. Trata-se do princípio elementar de que todos nascemos bons, a
sociedade, a começar pela família, é que corrompe a pessoa. Jean-Jacques
Rousseau, foi uma filósofo franco-suíço contratualista, autor de o Contrato
Social. Ele afirmou com muita propriedade: todo homem nasce bom, a sociedade é
que o corrompe. Não é pouca coisa. Toda criança nasce com o potencial do bem,
para uma vida racional, humana, produtiva, solidária. A Sociedade, ou melhor, a
começar pela casa paterna, a família, esta primeira e micro sociedade é que faz
dessa criança um cidadão (cidadã) destinado ao bem ou ao mal. A depender do
padrão educativo oferecido a essa criança, menino ou menina! As Ciências, como
a Sociologia e a Psicopedagogia bem o demonstram. Pode-se dizer que este é um
corolário irrefutável, a exemplo do teorema de Pitágoras do triangulo
retângulo, filho de peixe peixinho é.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
o
é
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Sociedade
movida por crenças e superstições by
Tem
sido muito instigante, até curioso, ver contingentes enormes de pessoas que
acreditam em abstrações, pseudociências, horóscopos, búzios, tarôs, palavras de
ordem, cristais, florais de Bach, preces, vibrações, fabulações, energias vibratórias,
magnetismo, benzeduras, citações de orações escritas por alguém, algum
“místico”. Não foi à toa que Nostradamus fez muito sucesso com suas profecias e
previsões. Tudo generalidades e platitudes! Mas, há gente que acredita e
pratica essas recomendações. Ah, isto tem!
Imagine
acreditar em design inteligente, em ocultismo, em terra plana, em ufologia, em
astrologia, em parapsicologia, em comunicação com os mortos, em efeitos de
certos metais e pirâmides, em pomba-gira. É demais para mentes mais intelectualizadas
e estudadas! “ De vermelho e negra vestida/Na noite o mistério traz/Ela é moça
bonita/Oi, girando, girando, girando lá. ”
Na
tradição judaico-cristã, a pomba simboliza a alma, o Espírito Santo. Item, de
igual símbolo, a pureza, a inocência, o amor. Agora, acreditar que se fazendo
uma escultura columbiforme, esse objeto terá poderes mágicos de pacificar um
ambiente, uma relação ambiental, perpetuar alguém! Santo Agostinho, ajudemo-los,
os que assim creem. Perdoe, Senhor, a ingenuidade e infantilismo, a puerilidade
desses tais e quais e quid! Os que assim veem as coisas e em tantas tautologias
e infantilidades acreditam o fazem porque foram nesse ambiente instruídos,
educados e treinados. Princípios empíricos da tábula rasa, da lousa branca que foi
recebendo incrustações e instruções familiares. De berço se faz um cidadão, um
crédulo, um acreditador, por acreditar.
Ainda,
a propósito das columbiformes. No candomblé e umbanda, há a pomba-gira; ela
simboliza um exu feminino. Uma divindade orixá! Entretanto, traz um significado
sensual, carnal, os desejos instintivos da pessoa humana! Mas, e então qual
poder trazem esses símbolos e objetos: são crenças das pessoas. Como acreditam
em palavras de ordem, preces de ordem, abracadabra!
Nem
precisamos ser tão rebuscados (rebus). Há os que põem fé, convicção e até usam
florais de Bach (Edward Bach, queira ver sobre), homeopatia, medicamentos ortomoleculares,
magnésio, beterraba, cápsulas de alho, gengibre, cebolas, na certeza que essas
terapias geram efeitos para alívio de dores e curas de males orgânicos.
Em
acupuntura, em colchoes vibratórios de efeitos certos e imunológicos, em
pulseiras terapêuticas, em efeitos de metais raros, em poder de certos gurus e
espiritistas! Ah, eles existem! Em profusão. E fazem enorme sucesso. E os
milagres mediados por religiosos! Os falsos profetas! Quantos não são os
charlatões leigos ou diplomados. Profissionais doutorados, com diplomas
pendentes de paredes de consultórios e salas terapêuticas. Esses são os mais
perigosos charlatões, porque têm o aval dos conselhos de categorias
profissionais. Todos fazem sucesso porque os ingênuos e enganados, os crédulos
e acomodados de mente e crítica existem em profusão. Êta mundo onde prospera
todo tipo de engano e ilusão!
João
Joaquim - médico e articulista do DM
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Gentes
de anfractuosidades by
Interessante
estudo, esse que saiu não faz tanto tempo, sobre a desadaptação de tantas
gentes pelo mundo. Quanto se refere desadaptação diz respeito a toda forma de
relação social, seja social entre os humanos, seja com outros indivíduos
irracionais, e mesmo os indivíduos botânicos. Quantas não são as pessoas, que
frutos que são de uma educação mambembe e canhestra, passam o resto de suas
vidas mal adaptadas a todos os expedientes vivenciais. Noutros termos, são
aqueles indivíduos que se mostram fracalhões e frágeis para um sem-número de
atitudes, de expedientes, de iniciativas e sem autonomia para uma vida a sós.
Improdutivos. Para quase todos se mostram inaptos, ineptos, imprestáveis.
Se
retrocedermos à liga ou corrente dos empiristas, Filosofia originária
irlandesa, vamos ter mais substratos e fulcros a essa tese. E para mais
substância, buscando confluência com Donald Winicott, Ilan Brenman. Não
desprezível de igual forma o que teorizou e deu muita ênfase Rousseau. Cada
pessoa é o corolário e dividendo do que foram os pais: em seus valores, sua
cultura, crenças, convicções, formação ética, social e escolar. Imaginemos
pessoas originarias de uma casa, onde há uma mãe semianalfabeto ou analfabeta
funcional, que sequer compreende um parágrafo de um bom texto literário., um
pai cuja foco maior e central é patuscadas e orgias do comer e beber! Que
padrão cultural, social e moral terão esses filhos? Alto risco de antissociais.
Diplomas
e certificados, graduação nessa e noutra profissão não significam aptidão e
autonomia social, vivencial, ética e produtiva! Quantos sujeitos e sujeitas que
frequentaram boas escolas secundárias, chegam a uma graduação qualquer: administração,
direito (finalizado de modo direito ou torto, base do copia e cola), gestão de
tal atividade, etc etc. E nada, nada mesmo produz, sequer para si, para a
própria subsistência. E esse indivíduo passa a viver arrimado (a) por
terceiros! Inumeráveis. Arrimados por cônjuge, pais, irmãos, avós, heranças
(parcas e minguadas), Estado, previdência. E, à mingua, passa uma estendida
vida. Sem se corar, sem se vexar! Essas pessoas não têm culpa! Mulheres. Homens,
foram instruídos assim.
Os
Estudos, como o aqui motivador desta resenha, mostram que ser detentor de algum
diploma, um certificado de certo curso terciário, Direito, Engenharia,
Administração e até trepar a bom e rentável emprego não significa conhecimento
e formação social, ética e técnica em humanidades, cultura construtiva! Não! Muitos
são os amanuenses (ops, termo obsoleto), servidores de órgãos federais,
tribunais, casas de leis. Esses tais e quejandos indivíduos, ali chegaram
porque, à moda de um ENEN secundarista, foram adestrados, treinados,
condicionados às provas a que submeteram e passaram. Passados 3 anos dessas
provas, seriam reprovados, assim mostram estudos, sobre esses concurseiros!
E
para assunção das funções nesses empregos? Fizeram um treinamento no sistema de
um algoritmo funcional. Tabelas de isto pode e isto não pode! Treinam a operar
os softwares do trabalho. Se erram, o próprio sistema operacional corrige e se
explica de como corrigir. Detalhe: sói ocorrer de ser funções comissionadas,
muito bem pagas. Assim, fica fácil, fácil, não é! À moda de um ENEN
secundarista, passados 3 anos, se fizer nova avaliação daquela formação
diplomada, serão todos reprovados! Tipo atleta que encerrou a carreira.
Perde-se o condicionamento: reflexo condicionado da tecnicalidade do emprego!
Uma
educação mambembe e de serendipidade, tipo meu filho não pode fazer tal coisa,
chegue aqui no colo de mamãe (10 anos, 12 anos de idade). E vai na mesma
esparrela e necedade incutida nos recônditos memoriais do filho; tal estilo
pedagógico e de espelhamento, vai ter um dividendo e corolário! Inclusive no
que concerne à formação moral, social, vivencial. E até, assim dizem os
estudos, no pendor e pendão sexual do indivíduo. São reforços intrínsecos e
recônditos, nos recessos e vias sensórias, e de formação personalíssima da
pessoa quando ela se fizer adulta. O que foi de torto e canhestro, permanecerá!
Imagine
um exemplo de sujeito, já tosco e originário, que teve cultura carvoária, Minas
de tudo quanto é bom. Fez conúbio com pessoa de ancestralidade gentílica
nórdica. E desse corrilho, surgiram novos sujeitos. Criados nesse mistifório de
desadaptações. O que esperar? Anfractuosidades e animosidades paupérrimas em
todas as ondas da vida. Arre”. Vade retro! Sem admonia!
João
Dhoria Vijle.
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Acepipes
e Ágapes do Sujeito by
“O desejo é para o Filósofo e Cientista René
Descartes uma paixão dinâmica, visto que é por seu intermédio que as outras
quatro paixões fundamentais: o amor, o ódio, a alegria e a tristeza podem se
manifestar! Muito se erra em matéria de desejo, por não se distinguir
claramente as coisas que dependem inteiramente desse sentimento, intrínseco aos
humanos, mas que pode degenerar e as que não dependem de desejos gozosos.
O
desejo esclarecido é o que possibilita ao indivíduo a desejar apenas aquilo que
depende do livre-arbítrio. Mas, responsável, racionalizado e sentido. Para
Descartes, a moral tem por utilidade reger o desejo. A
generosidade desempenha o papel de purificadora e guia do desejo. Não
literalmente, mas postulados desse grande sábio.
Jean
Buridan (1301-1359), foi aquele filósofo francês e religioso que teve enorme
influência em seu tempo. Tão impactantes os seus trabalhos que discorreu também
no entendimento da Física, em Cosmologia. Mas, discorreu muito sobre moral,
ética e comportamento humano. É bem conhecido nos estudos de Filosofia o
chamado paradoxo ou dilema de Buridan, de nome asno de Buridan. Queira ler
sobre.
Ao
se debruçar sobre a Natureza humana e suas convergências, fica nítido o quanto
é vário o afeto de cada um, no que concerne a sua gratidão e preitos meritórios
aos ancestrais genéticos, notadamente os de 1º e 2º graus. Arthur Schopenhauer,
e Michael Polan, nos dão de igual forma e substância a compreensão de muitos
sujeitos no que a ele tem de inerência quando a questão e sentimentos do
cuidado com pessoa de sua aliança ancestral. Alguns o fazem no estrito
seguimento de uma força moral e impositiva social. Não se dá tal préstimo por
vocação ou generosidade.
Ler
e estudar com pertinácia e interesse os personagens de François Rabelais
(Renascença) e Sterne, nos põe em melhor avaliação dessa natureza de muitos
filhos e filhos, nos liames sociais com renegados pais (por esses filhos, bem
esclarecido). Nilson Gastão, em minuciosa descrição dessas relações parentais e
contra parentais, usa metáfora reversa do asno de Buridan.
Há-se
ver como se dá essa digressão. O indivíduo entre duas opções, vai conforme
delineia o livre-arbítrio, tomar sua decisão, assim no algoritmo. Em certo
ponto há manjares, quitutes, chocolates e demais alimentos por assim titular bastantes
capitosos. Somado a esse cenário, há à disposição uma anfitrite, com Nereu e
algum adjutório de lambada. Em outro ponto, a opção de voluntário e gratidão;
alguém em carência multitudinária. O nexo é mais que genético. Eis que no
direito da livre escolha, vou para banda da anfitrite e sua energia, pecúnias e
ergonomia. Prova-se assim, as teses do asno de Buridan, e o Buridan reverso.
Arre! Vade Retro sevandija.
╬
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O
Tucupi e Tacacá de cada qual by
Conta-se,
aqui no Nordeste, Piauí, para ser preciso. Conta-se por gente experiente e da
arraia-miúda, dos feitos e eitos das labutas e lidas diárias. E nem preciso dizer que quem por aqui nasce,
está destinado, predestinado aos labores e dissabores, se quiser experimentar
os sabores e saberes da Região. O cabralino chega em alguma estalagem e logo
vem o garçom. Experimente! Este prato sabe ao pato tucupi. Mas, não é tucupi,
nem tacacá. Apesar de feito de Mandioca. Este tubérculo, a mandioca
brava, no caso, tem princípios ativos que geram ácido cianídrico, que gera
cianeto, que se ingerido, mata, venenoso. Ou seja, bom para oferecer aos
inimigos figadais e biliosos. Como os tais e quais que tem no distrato e
infâmia do outro os seus gáudios e regalos cotidianos.
Entretanto,
há boas notícias, porque na cocção, eliminam-se esses elementos e ficam apenas
os nutracêuticos, isto é: os componentes com propriedades nutritivas e
reparadoras celulares. Acreditem! Há inclusive, em sua fécula, os chamados
ingredientes antioxidantes! Aqueles componentes que eliminam ou neutralizam os
ditos chamados radicais livres. Estes constituem moléculas imperfeitas, exemplo
são as quebras do oxigênio que lesam as células do organismo humano. Detalhes
da físico-química. Mas, deixemos essa matéria para outro dia.
Aos
sabores, labores e dissabores de nordestinos, cujos destinos, estão estampados
em suas fainas cotidianas. Todos aqui são crescidos nessa didática. A maioria
mesmo pós internet com poucos recursos de informática. Estudam linguagem,
relações sociais e matemática. Aritmética, nada de cosmética e muita ética no
viver e relações humanas. Estas, no concernente ao compartilhamento vivencial.
Explica-se melhor: todo o trabalho é ensinado desde a infância. Porque o
existir na Terra, e sobretudo em terras áridas e inóspitas como as aqui
nomeadas, esse existir é imprescindível de disposição, de ânimo de vida e produção.
Nunca de esbulhos e parasitar. Isto para citar essa face do existir, onde
muitos vivem à mingua da participação estatal, com seu estamento de privilégio
a poucos. No referente a essa condição o indivíduo laborioso sabe o custo da
vida.
Vamos
aqui lembrar de ideias euclidianas, da Obra Os Sertões. Acertou o nosso
magistral Euclides da Cunha quando cunhou o termo, o mais legítimo atributo do
nordestino. “O nordestino é antes de tudo um forte”. Porque esse sujeito não
resmunga, não reclama à toa, ele vai à luta, vive, sobrevive, convive, pós vive
e antevê. Mesmo ainda nascituro, já traz essa energia vital. Laborar, produzir,
pugnar, vencer. E pronto. Para encerrar: se preciso for, come até calangos, chimangos
e sem reclamar. Agora imagine se tiver tucupi e tacacá. Aí virou festa e
patuscadas! Cápside! Fui. Se você leu esta matéria e gostou, pode difundi-la
entre os seus apaniguados e acólitos, sem mexericos. Porque mexericos e
mexericas, até hoje, não se sabe ao certo, apenas conjecturas, de quem deu nome
a quem, se essa da bergamota, se a bisbilhotice a outra. O que se tem de certo
é lá pelas bandas de Canudos, desde as plantações do canudo-de-pito, o popular
pau-de-cachimbo, se sabe bem sabido do valor que tem o bracejar, o laborar para
individual subsistência. Essência!
No
mais o que se vê, por aqui, alhures, nordeste e algures de ontem e hoje, é
gentalha, vivendo de prebendas e no estilo sibarita. A pessoa, com toda
jactância, sem energias e jabás para essa frente, se põe a vergalhar moral e
crediticiamente outros sujeitos, como se essa distratadora fosse o sal da
terra. Onde iremos parar?
Joao
Dhoria Vijle
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Geração
vidro fosco by
Sabe
aqueles indivíduos já erados, já constituídos orgânica e neurocientificamente?
Criaram para esses tais e referidos sujeitos e sujeitas uma classificatória,
fundada e montada em suas características do que lucubram e laboram em
respectivas fainas diuturnas. Isto é, em sua missão existencial. “Afinal, a existência
para esses quejandos é um moto-continuo”. Amanhece o dia, tomo a minha pedra e
rolo até o cume da montanha; ato contínuo, pedra rodopia até o sopé do morro”.
E na mesmice, anoitece, item o ramerrão.
Antes
dessa referida classificatória. Não existe a geração alfa ou de vidro fosco?
Essa agora se dá por analogia e pedagogia. Porque dela se extrai muitas
prédicas e cognição. Refresquemos a memória para melhor entendimento e
compreensão. Geração alfa ou vidro fosco se parte dos nascidos de 2008 para
frente. Não se exclui que trintenários e cinquentenários não vivam na mesma
esparrela. Estes tais vêm sofrendo perdas e atrasos intelectivos e produtivos
porque não pensam, não criam, não laboram, não leem nada fora das telinhas.
Então são os já provados cretinos digitais, conforme palavras do neurolinquista
Michel Desmurget, queira ver (Instituo de Saúde de Paris – França).
A
classe agora dos cinquentenários, homens e mulheres, por óbvio e baldo ao naipe
ou de baldo na paz de parolem. Estes, se
subsumem àqueles e àquelas que, padecendo de déficits noéticos e estéticos,
porque vieram de lares penates que legaram seus atributos rebarbativos, estão
além de alguma humanidade telúrica! Exato isto. O labor edificante e
producente, segundo Voltaire, espanta três males: o vício, a pobreza e o tédio.
Agora, raciocinem com os de mesma iguala. Tal princípio, com fumos de filo e
antropozoico gênio da raça, foi proferido por esse insigne pensador. Naquela
época! Já imaginou se hoje vivesse!
Já
fornidos e guapos, homens e senhoras (ou nhanhãs e cabralistas), assim que
verteram algum azo ou solstício de ensejo, se puseram em suas lides
interativas, vicejantes e orgânicas! Novamente com alertas e admoestações, se
assim se precavido for o leitor! Atenção. Tragam meu jantar: salada, uvas,
nozes e pão. Porque tenho fome e não posso parar, com tais ditames e
proclamações variegadas e fim. De finalismo telúrico, se pede aclamação
vetusta. Não se enfarrusca de qualquer motivo.
DE
VIDA ESTRÓBILA by
O
que importava para aquela mãe, na verdade mãezona e irmãzona, era que ela tinha
qualidades de liderança. Não importava em que seara da vida fosse, como afirmou
certo dia Jon Fosse, em suas entrevistas lá em plagas nórdicas. Não! Não
estamos falando aqui de qualquer pessoa com ascensão social, familiar,
hierárquica e dinástica e geneticamente referente! Todos no seu entorno a
ouviam e se balizavam pelas suas prédicas e orientações. Elizabeth Lagar, de
notável experiência doutrinária, sugeria ter as fórmulas da boa convivência.
Seus irmãos tinham por ela essa imanente admiração, sem nenhum despeito. Não!
Tome-se
o exemplo de certa irmã. Luciana. Esta, ligava a Elizabeth. _Alô, oi, estou
aqui promovendo aquelas atividades lubrificantes! Lubrificantes? Exato!
Lubrificantes e tumefacientes! Como está aí na cidade de nosso Estácio? Do
Estácio? Ah, sim, verdade. -Tá ótimo!
Então,
eu estou a te falar sobre aquele nosso promissório, lembra? Entoa essa música
que ela está meio alta! Ah, sim, verdade. Então. Adorei sua pontualidade! Diga
para o Falconi, que não precisava tanta pressa! – Ah, que isso, Betinha! Esse
era o hipocorístico de Elizabeth, pelo qual todos com ela regurgitavam os
circunlóquios.
Elizabeth.
Melhor, Betinha. Esta tinha com Lu, a Luciana, esses indicativos de solidez e
solicitude nas palrações. Havia um mútuo desprendimento nas promissórias
diretrizes de uma vida de elucubrações e diuturnidades. Na certa e ao certo
eram balizas vindas por uma aliança heredofamiliar. Havia, como é de se notar
esse liame de meridiana compreensão, para os bem-apessoados no aquinhoar de
mutualismo conviver.
Não
havia os penares domésticos nem unicismo laboral. Não se está a ressumbrar na
ideia de ser uma economia de penates nem de orates! Remoto a essa conjectura de
lucubrações vãs. Os membros do clã, tanto parietais, parentais, contraparentes
e agregados, se irmanavam em profícuos itens, fossem perfunctórios ou de mais
penetras! Alerta! Item, aqui se faz notar os quantos todos, em uníssono, eram
concernentes ao ressurgir e emergir desses promissórios penates!
Enfim,
Lu, era só mesmo, para ficar em dia, nosso rígido pacto social. Para que, de
oportuno, e mesmo que baldo ao naipe, possamos manter essa solidez, com
primária e primacial, no que se estabeleceu na última nomeada. Dito isto. Deixo
aqui meu prolfaças, em nome de nós, os fraternos parentais, para que possamos e
encontremos e mantemos esse equilíbrio de forças. Até breve, porque já tenho
aqui alguns itens na espera de minha atuação.
Até!
E olha, fique certo, de pós mão, que façamos novo contato! Item, todos. Oh,
céus, oh vida, oh azar- Hard e lippy.
NAO
FALEM MAL DA INTERNET by
Nunca
uma tecnologia como o telefone celular, como o agora smartphone, representa
tanta influência nos hábitos, nos costumes, nos sestros, nos tiquetes, nos
vícios, nas manias, na contracultura, na dependência, no modus vivendi das
pessoas. Vale dizer como explicam os psicanalistas e psicologos das chamadas
constelaçoes familiares, não só esses terapautas, mas até os espíritas e doutrinadores;
dizem esses profissionais que o telefone celular passou a ser um membro da
anatomia das pessoas. Justamente essa função, porque ninguem separa do
dispositivo. Ele é uma extensão corporal do usuário.
Dura
e instigante constatação. Porque ninguém na propriedade do objeto, com poucas
exceções larga do membro corporal. Tem que estar seguro, colado nas mãos. Ai,
socorram-me! De recurso e tecnologia de comunicaçao (telefone móvel) passou a
apetrecho de status e curtição. _Vamos aqui no jardim, ver a beleza das
plantas, de perfumosas flores e jasmins? _ Vamos, sim. Respondeu a visita. Oh,
mas ia esquecendo meu celular, só um instante! A madama não vive minutos sem o
aparelho!
O
certo e sabido, nesses tempos digitais é que muitas esquisitices e hábitos insólitos,
foram aditivados nos costumes dos humanos. “Humano sou e nada dos humanos
me é alheio, profetisou um dia o poeta romano Terêncio”. Muitas são as
mulheres, vários homens que nao dispensam o objeto das likes, das notificações,
dos sininhos e avisos.
Imensas
levas de gente têm deixado se levar por essas novas tendências. Se bem falando
e prolatando mais assertivamente, há gente que NEM precisa de ter nascido pós
ou com a internet para se colocar do lado infernet das coisas, isto é, na banda
podre, na chamada “deep web” da grande rede, ou lado negro e antissocial de
qualquer comunidade humana onde vive. E como há esses rebanhos de
pessoas, pessoas alhos. Individuos alhos, gente alha. Imensas sao as
composiçoes. Tervaca de pessoas. Arre! Vade retro, internautas do mal!.
O
que se registra de certo e concreto é que a Internet, abençoada e bem concebida
ideia, destinada ao bem, ao útil, ao prestativo, ao construtivo, à comunicação
sadia e cultural; que fique bem cristalino e concordante, o indiscutivel é que,
Ela, Internet, se divide em três camadas distintas: uma rasa ou superficial;
uma padrão ou normal e a profunda ou subversiva (deep web ou dark web). Nesse
bojo das Tis, tecnologias da informação, está incluso, justiça seja feita, está
incluso o telefone celular. Ah, celular!
Na
internet (banda infernet) estão as pessoas fora da lei, dos estamentos lícitos
e legais: pedofilia, tráfico de entorpecentes e drogas de toda estirpe,
contrafacções, contrabando, pirataria, falsidade ideológica, uso falsário e ilegal
de nomes de pessoas desvalidas para proveito próprio, roubos, furtos,
difamações alheias etc, etc. Há uma internet normal, aquela do bem, do
cultural, do profissional, da comunicação útil e benfazeja para as pessoas.
Quanta utilidade e instrumento benfazejo é o celular para muitas e imensas
categorias profissionais, médicos, jornalistas, agentes da lei, governos,
polícias, investigadores, comunicadores do bem e do útil.
Por
fim, existe a chamada Internet rasa ou rasteira ou superficial. Esta é representada
por um cardápio de frivolidades e inutilidades. Os representantes ou as
representantes desse filão ou chusma de pessoas são essas mesmas gentes que
nunca desgrudam de seus apetrechos digitais. E então haja truanices, truismos,
sibaritas e prebendas nas redes – patati, patatá. Serra daí que serro de cá, e
vamos, e vamos. Arre! Socorro! A grande rede, essa rasa e superficial,
representa as fontes culturais, as escolas, a universidade dessas
patacoadas e truanices, janotas e patuscas abundam nesses espaços. No outro
polo vivam a Internet, as redes sociais e o smartphone, para gente operosa,
produtiva, laborativa, criadora de tantos feitos e artefatos do bem!
E
deixamos por fim esta mensagem aos pais, aos educadores, aos tutores e
cuidadores de crianças, de adolescentes, aos formadores de nossa juventude.
Vocês, adolescentes e jovens, usem essa grande maravilha , a internet, usem as
TI, todos os objetos digitais, as mídias, as redes sociais. Usem-nas
essencialmente e exclusivamente para o bem, como recursos de aprimoramento e
formaçao pessoal. Tenham-nas como se fossem a faca, a tesoura, o lápis, a
caneta. Objetos e instrumentos idealizados e concebidos apenas para o bem das
pessoas e nao para o mal. Pensem nisso, sempre!
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∑⃝
HONESTIDADE
PRIVADA E PÚBLICA by
Na
Coréia do Sul foi confeccionado instigante ensaio social. A matéria de fundo
foi na compreensão e deslinde dos sentimentos de solidariedade e cooperação dos
humanos, do cuidado oferecido ao outro; cuidado esse feito por pessoas nas suas
mais variadas esferas da vida. Em especial em se falando de cuidado de quem tem
genética e vínculo familiar com essa pessoa carente, sejam idosos, inválidos
etc. E mais, concernindo sobre os sentimentos de altruísmo, generosidade, de
empatia pelo outro carente de cuidados especiais. Frágil.
Seja na ambiência de trabalho e produtiva,
seja nos ajuntamentos sociais festivos, seja nos recônditos da família. E pode
parecer tão ordinário, tão comezinho esse ambiente. Entretanto, é justamente o
interno do convívio da casa, onde focou o estudo, dando destaque a esse
microcosmo social e familiar como se um laboratório fosse. E de fato o é, bem
pensando, tendo em conta que esse convívio é mais intenso, frequente, com
desprendimento, sem censura.
A
família, o convívio entre os seus integrantes, grosso modo, é tido e havido
como esse minimundo social que espelha o que é o todo social lá fora, nas mais
diversas esferas da vida, nas corporações laborativas, nas agremiações de
entretenimento, nos encontros recreativos, em celebrações de qualquer natureza.
De modo majoritário, o sujeito é fora de casa o que ele representa em família,
junto aos seus membros genéticos, parentais, agregados etc.
Curiosos,
ao fazer as traduções livres, são os verbetes, os conceitos, as definições das
características individuais e grupais desse representativo trabalho, randômico,
de fôlego e seriedade, são mais de 10 mil participantes, gente de raças e
etnias várias. Trata-se de uma estatística por demais representativa, porque
ela abrange várias regiões do país (Coreia do Sul), e uma miscelânea de
humanos, sem o discrimine de que atributos tenham os voluntários e
colaboradores. http://lattes.cnpq.br
Em
se falando de caráter e qualificativos cívicos e morais por exemplo. Existem
aqueles indivíduos (os dois sexos) que sob a condição de monitoração humana ou
artificial eles obtêm o mesmo escore de qualquer pessoa honesta. Entretanto,
não fosse esse radar monitor, seja do Estado, ente público ou privado, eles não
se importam da prática de variados ilícitos e delitos. De natureza vária:
contra o patrimônio material, abstrato ou moral de outra pessoa. É a chamada
ética de ação por coerção; porque esse indivíduo age mais pelo temor que pelo
amor aos bens públicos e de outrem e pela atitude ética e honradez. É a sua
índole interna de esbulhar, de parasitar, de sugar energia e bens, objetivos e
recurso alheio.
Não
foi sem motivos que as empresas, órgãos, tribunais superiores e instâncias
primárias, criaram os códigos de ética, as “compliances”, os ajustes de
conduta. Esses códigos e termos de postura foram criados para quem tem índole
desonesta e antiética. O sujeito honesto e ético por vocação dispensa códigos
de conduta. Ser honesto na vigilância de olhos e câmaras e ser bom, ético e
honesto quando só, sem o olhar alheiro, sem câmaras e vídeos.
No
quesito solidariedade e cooperação; o estudo é bastante rígido e peremptório
nessa análise. Por que? Simples! Nesses quesitos entra como laboratório o
microcosmo de orates, ou o domicílio da pessoa que apresenta certas
desadaptações sociais disfuncionais e disformes. Muitos são os integrantes da
mesma família que apresentam os estados bordelenses de convivência (alguns até
borderlines). São termos até curiosos do estudo. Por exemplo impudence. Em versão
livre seria a desfaçatez, o caradurismo, a folgança, a patusca. Ao se ler com interessada diligência esse
estudo, fica a sensação de que cada família de per si e per todos, traz algum
desses desajustados, cívicos e sociais; honestos e morais. É o sujeito que
nunca coopera nas divisões compulsórias na manutenção de uma casa, de um idoso
nos cuidados sanitários, higiênicos e alimentícios, na divisão equânime do
trabalho e casa que esse mesmo idoso exige. São termos contusos e convincentes
do estudo coreano. Ciência e Estatística contra a qual não se argumenta. É a realidade mais cristalina e retumbante de
quantas e tantas famílias e integrantes de nossa informação existem à nossa
volta, lídimos e gibraltares modelos do estudo, assim, os chamam os ensaístas.
E
concluindo. Arre! Também ninguém é
igual! Para que não é! Se em cada família existem também as pacóvias e os
papalvos da corte. Sem corte. Não é! E vamos tocando a vida, como nos deram as
heranças genética e sociofamiliar. Assim, nos trazem esses informes por demais
instigantes e de alertas!
forum
brasil-coreia de conteúdos. 2018. (trabalho/comunicação). m, y. j.; kim, m. j. ; girao, l. c. . ficção juvenil coreana:
tendências e perspectivas. in: deize crespim pereira; gabriel steinberg
schvartzman. (org.). estudos da ásia: vozes múltiplas do oriente. 1ed.são
paulo: fflch/usp, 2022, v. 3, p. 65-88
João
Joaquim
Xx
Robustos
e fornidos by
É
muito bom o indivíduo se colocar no mundo e bem exercer o seu papel. Não
importa o que ele faça ou produza, desde que esse fazer, e essa produção
estejam no honesto, no ético, no licito e legal. Porque, não se pode descurar
dessa premissa fulcral. Muitos são os habitantes terráqueos. Muitos e variados.
E nem vamos usar o classificatório cidadão, porque, este se analisado na
origem, tem outros qualificativos. Cidadão Romano, por exemplo, não bastava RG
e CPF. No brasil, ser cidadão basta esses dois quesitos! Santa Edivirgem!
Então!
Muitos são os terráqueos que nada produzem em termos honestos e contributivos,
orçamentários. São indivíduos que vivem às expensas, às custas de entidades
físicas ou jurídicas, públicas ou privadas. Tendo em análise que esses (in)
qualificados reúnem condições orgânicas, mentais e intelectuais para o labor
diário, ergonomia que poderia entrar nos adjutórios e divisionais de um custo
doméstico com contas diversas. Viver não anda fácil, o arroz, o feijão, a carne,
as massas e mocotós custam trabalho e ralação de quem paga. Ou se está falando
algum truísmo ou heterismo? A ver.
Há
estudos sociais e laborais, e nem de tanto carece nessa matéria! Existem as
estatísticas no que concernem e pertinentes aos legatários e herdeiros de
certas famílias. Quantas não são certos membros familiares que não dão
continuidade e mantença dos bens e haveres trabalhados, laborados, ganhados
pelos pais. E aos poucos esses membros, lídimos perdulários e esbulhadores das
energias e módicas receitas da família; aos poucos - reitera-se aqui- vão
promovendo os deságios daqueles modestos bens e ativos de pais e mães. Em vez
de arrimos, se tornam arrimados, são notações de nosso eficiente Instituto.
Referida
e reprochável estatística, mostra o próprio Instituo Brasileiro de Geografia e
Estatística. Existem regiões onde o fenômeno se mostra mais prevalente e
consuetudinário. São questões de ancestralidade e cultura. Todavia, registrados
em todos os Estados, Minas Gerais, Goiás, Bahia etc. etc.
Além
das mostras e pesquisas do próprio IBGE, entram nesses dados, teses e pareceres
de Sociologia, da Pedagogia do comportamento laboral e índole cooperativa e
produtiva do indivíduo. Tenhamos em conta que somos animais de rebanho, de
manada, de educação, de treinamento e marcados por duas heranças como
determinantes do que vamos ser como cidadãos (queira ler em Aristóteles e
Nietzsche). A herança genética, pouco mutável; e a herança social familiar do
que nos legaram o pai e mãe como modelos de vida e ensinamentos por toda a
vida. Missão nobilíssima e contínua, a que muitos renegam.
Ao
se estudar e compilar esses dados, essa lastimável estatística, assim o diz o
eficiente e produtivo IBGE, fica uma questão e conclusão bem candente: como
esse país poderia estar bem à frente de muitos outros, não fosse esse caráter
coletivo e individual de nosso povo. Somos, de teoria e de fato, personagens
como o Macunaíma de Mário de Andrade. “Ai que preguiça”. É o princípio, regalar
e gaudiar; muitos são os convivas, mas ralar e produzir, Ai que preguiça!
Portanto,
leitores (as), não se espantem ao se deparar com muitos sujeitos e sujeitas que
vivem no reverso do que deveriam ser a normalidade e naturalidade das coisas. A
quantas andam as suas estatísticas pessoais nesses tipos ao seu redor? Quantos
não são esses tais e quejandos indivíduos, na higidez física e robustez
orgânica, que no lugar de ser um arrimo de um ascendente, se torna beneficiário
e atendido por um pai, uma mãe, avós, obreiros já idosos que deram energias e
rendas para uma senectude assistida e protegida, no social, alimentício e médico.
Mas, não. E agora! Ah, agora, vivem em socorro, como arrimos de guapos e
corados descensos; os fornidos arrimados descendentes.
Como
se diz aqui em terras nor-destinas e destinadas, predestinadas, muitos em
desatino, ainda gastam suas minguadas energias. E pior, tem que dar seus
jabaculés e dobrões para cabra forte e todo fornido.
Joao
Dhoria Vijle
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Certa
vez, em meu consultório, um paciente me perguntou: doutor, por que nós
engordamos tanto? Eu respondi: porque nós comemos tanto. E entre outras
explicações fui mais enfático e exemplificador, de modo a convencê-lo desse
desequilíbrio entre gasto energético a menos (calorias) e ingestão de mais
alimentos formadores de energia, advinda da massa corporal. Em suma: comer a
mais e exercitar e trabalhar a menos.
Assim, fica fácil o entendimento: se nosso organismo estoca um tanto e
gasta a metade desse tanto, a outra metade será estocada para eventual
necessidade. A gordura acumulada é uma fonte de energia (como se fosse energia
estática, reserva emergencial). Se não gasta, ela vai se acumulando; logo vêm
as proeminências e protuberâncias. Gordura gosta de acumular em vísceras e
vasos sanguíneos, vem daí a popular barriga. A gordura de abdome é a mais
nociva de nosso corpo; ela faz um circuito com a circulação de órgãos
digestivos, como o fígado, gerando placas arteriais obstrutivas e a esteatose
hepática (gordura no fígado). Esta é uma constatação científica, Medicina
Baseada em Evidências.
Outro
demonstrativo de relação excesso alimentar/ganho de peso, são aqueles países,
onde se controla inclusive o que as pessoas comem. O que comem e quanto comem.
São nações socialistas como a Coreia do Norte. Ou mesmo em países onde a fome
campeia e faltam alimentos. Biafra, Sudão do Sul, Uganda! Eu sugiro que as
pessoas olhem em fotos ou vídeos a população da Coréia do Norte. Ali, se algum
obeso houver, será um caso de doença metabólica. Investigação imediata. A
população norte-coreana vive em um permanente déficit nutricional, de calorias
e proteínas. Há uma cota de ração diária. A Coréia do Norte é um exemplo de
país onde todos comem a menos. Trata-se de uma epidemia nutritiva, desnutrição
calórica e protêica.
E
continua a pergunta: por que engordamos tanto? Devemos ter em conta que a
obesidade é uma pandemia, que afeta cerca de 30% da população mundial. E é
difícil imaginar que existem também desnutridos e disnutridos. Isto mesmo, grosso modo pode-se dizer que
desnutrição é um estado metabólico e corporal de ingestão a menos do ideal,
qualitativa e quantitativamente. Tanto as pessoas com menos ingestão quanto
maior ingestão de alimentos formam um grupo de disnutridos. Esse prefixo dis
significa doença. Tanto a obesidade quanto a desnutrição (magreza, carência de
nutrientes) representam doenças porque geram um espectro de danos orgânicos.
Com destaque para crianças e idosos.
O
certo e bem sabido hoje, pelas Ciências Médicas, é que a obesidade é uma doença
multifatorial, poligênica (vários genes envolvidos). Existem assim na soma de
suas causas, fatores genéticos, educativos, sociais, comportamento e de
conscientização; notadamente das famílias e escolas no ensino e treinamento do
que seja uma alimentação saudável e fisiológica.
No
tocante à educação das crianças, elas não deveriam receber sabores artificiais,
a rigor até os 5 anos de idade. Porque educa-se também o paladar, o gosto, o
apetite e prazer da degustação dos alimentos. Os sabores doce e salgado não
deveriam ser ofertados às crianças de baixa idade. Açucares e sal fazem mal, em
excesso, não importa a idade. Outro erro com as crianças, permitir a ingestão
de alimentos industrializados, enlatados, processados, sucos com aditivos,
refrigerantes e guloseimas. Todos são iscas e petiscos indutores da gula, da
glutonaria e compulsão alimentar.
Um
ensinamento que deveria ser obrigatório no ciclo fundamental e médio é
Nutrição. Princípio n. 1: alimento dever ser fonte de energia e nutrição e
nunca, mas nunca mesmo fonte essencial e exclusiva de alegria e prazer. Um erro
perpetuado na fase adulta e responsável por percentual enorme de sobrepeso e
obesidade nos mais variados graus. Existem um lobby, um apelo, uma propaganda
selvagem ao consumo insano, prazenteiro, de gozo e satisfação na ingestão
desmedida e insensata de comida e bebidas. Todo encontro, reuniões, rituais,
celebrações, existem o chamarisco, o engodo, a compensação, a recompensa com
alimentos apetitosos, saborosos; sempre regados a muitas bebidas alcoólicas. Ou
os refrigerantes açucarados, ricos em sódio, químicos.
O
mundo se tornou um cenário altamente industrial, tecnológico, consumerista e
prazenteiro; tudo guiado por propagandas aliciantes e convincentes. Os
alimentos e seu poderoso marketing mostram esse apelo da ingestão desmedida e
prazenteira de comida. O prazer da comida e bebidas se tornou uma forma de
felicidade imediata. Os rodízios de comidas, pizzas, carnes de vaca, galinhas,
doces, massas e bebidas se tornaram como que banhos terapêuticos do gozo e
prazer. As pessoas comem como se fosse o último dia. Parece uma insanidade
mental, uma sandice no mais alto grau: o alimento, do maior benefício que é
nutrição e fonte de saúde e vida, tornar-se um fator de doenças e morte. E
muitas são as doenças com ligação estreita com excesso alimentar. Não apenas os
peixes; muitos humanos morrem também pela boca.
João
Joaquim - médico e articulista do DM
∑⃝ ∑⃝
DELINQUENTES
E FUTUROS MÉDICOS by
Quando
se fala em Direitos Humanos, muitos são os rebanhos de pessoas que alvoroçam
com as conquistas sociais e prerrogativas que este instituto (Direitos Humanos)
trouxe aos humanos. E conforme afirmou certa vez Hamilton Mourão (senador) e
ex-presidente, direitos humanos seriam bons para humanos direitos. Nunca
esqueçamos que já defenderam a esse propósito figuras públicas de Direitos
Humanos, humanistas, sociólogos, psicoterapeutas e educadores. Defenderam que
faltou criar os Deveres Humanos, que deveriam andar pari passu com os direitos
humanos. A cada direito um correspondente dever.
Disse:
“Elementos desajustados”. Mourão destacou que o Brasil vive uma crise de
valores. Para o general da reserva, famílias desestruturadas levam ao
surgimento de “elementos desajustados”, que “tendem a ingressar em
narco-quadrilhas”. “Família sempre foi o
núcleo central. A partir do momento que a família é dissociada, surgem os
problemas sociais que estamos vivendo e atacam eminentemente nas áreas
carentes, onde não há pai nem avô, é mãe e avó. E por isso torna-se realmente
uma fábrica de elementos desajustados.
“Direitos humanos são para humanos direitos”
https://www.diariodocentrodomundo.com.br 17 setembro 2018.Ao se fazer esse
intertexto com as falas de Mourão, não se pode desprezar o que expressava o
então candidato a vice-presidente. Sejamos neutros, isentos de qualquer viés
ideológico, partidário, pessoal. Tinha razões nosso general da reserva, e muita
razão, ao fazer esse nexo dos qualificativos sociais, civilizatórios e morais
do indivíduo com a família originária, criadora e construtora da pessoa. Somos
o arranjo, o resultado bem ou mal-acabado da família de onde viemos.
Como
se dá a constituição integral do indivíduo além de sua anatomia, de sua
fisiologia orgânica? Da anatomia e fisiologia, não se diverge de que a carga
genética é decisiva, quase matemática em seus resultados para a beleza, a
estética, para a saúde ou doenças. Cada pessoa é uma cópia do pai (cromossomas
xy) e mãe (cromossomas xx). A começar pela sexagem: juntou xis com xis =
mulher, ípsilon com xis = homem.
Os
outros atributos da pessoa, têm muito a ver com duas heranças determinantes,
uma genética, e uma sociofamiliar e educacional. São dois legados, dois dotes
hereditários, a herança genética e a herança educativa da família (ética,
social, cultural, civilizatória) transmitida aos filhos. Estudos e cientistas
sociais como Jean-Jacques Rousseau apontam que a natureza humana em si é boa,
destinada ao bem. Todavia, a família, o entorno social e conviventes do
indivíduo podem moldá-lo e instruí-lo para o mal, o vício, o degradante, ao
ilícito, ao ocioso, ao improdutivo, ao parasitismo, ao antissocial ao
incivilizado, ao feio e nocivo. Os
exemplos pululam e nos afloram diuturnamente, de forma permanente. São claros e
consistentes demonstrativos de que as famílias entregam seus filhos à própria
sorte e são erados, engordados e criados ao leu, sem regras, sem limites, sem
deveres; instruídos que são no gozo e proveito de direitos e prerrogativas.
Um
exemplo chegadinho de fresco foi o episódio de alunos de Medicina da UNISA,
Santo Amaro – São Paulo; da agremiação atlética dessa Instituição. Em partida
de vôlei feminino UNISA, cerca de 30 marmanjos, candidatos a médicos,
desfilaram para as moças e público presentes, exibindo as partes íntimas e
gestos obscenos de masturbação. As notícias emitidas pela UNISA, é de que estão
expulsos da Universidade. Nessa circunstância, as famílias desses delinquentes
deveriam também ser punidas, porque certamente haverá as que não instruíram bem
os seus rebentos, desde pequenos. A ver e confirmar. Assim, podem estar
presentes no episódio, em concreto, as teorias sociais de Rousseau e Hamilton
Mourão. E não venham esses marmanjos continuarem afirmando, quando inquiridos:
ah, nós somos assim mesmo, ah, nós somos partidários dos preceitos de Onan
(onanismo)! Negativos! Mudem de ideia já; ou retrocedamos-vos ao útero materno
e tudo começa de novo. Em tempo, dos jovens delinquentes, candidatos médicos da
UNISA. A Justiça deu liminar, a que a UNISA reintegre os alunos, até o
julgamento do mérito da denúncia. A ver.
João
Joaquim