A formação do bom cidadão

 Dia desses, como tantos outros estava eu fazendo uma reflexão sobre o centro gravitacional das pessoas. Qual ocupação, qual atividade, qual projeto, qual afazer move mais as pessoas. O que seria prioridade, ou primeiro motor para muitas pessoas? Por que de certos grupos e levas de gente, que trazem na satisfação pura e orgástica de ingestão de alimentos os motores primeiros de suas vidas e encontros?  Existe essa perversa cultura. Indivíduos com ótimas escolaridades, Direito, Medicina, ou Nada na Vida; mas que centram sua felicidade e prazeres nos hábitos de comer. Comem a la Pantagruel e Gargântua de Rabellais (François Rabelais).

 Atenção! Não se trata de alimentar. E sim, de se refestelar de vaca, galinha, perus, farináceos, gorduras, manteiga, óleos, nunca óleo de peroba, esse não!  E os fila-boias modernos. Os filas chamam para tal patuscada e comilança e não dividem a conta. Se repimpam de Coca-Cola, aquela solução de caramelo, água, sal e açúcar. E viciam. Acreditem! E saem caraduras. Suas feições entram e saem imutáveis. Caras-de-pau.

Eu se tivesse uma ideia melhor do que tiveram um Aristófanes e Rabellais, entenderia melhor certas mentes, indivíduos meio mentecaptos. Como descreveram bem o caráter, ou insuficiente caráter de certos humanos como o foram pensadores como os aqui citados. Eles falam via Neurociências, sinapses cognatas. O pai da ideia de certos tipos folgados e caloteiros humanos vem de priscas eras. Surgiu daí a chamada Paideia. Um sistema de código de ética para a vida social, civilizada, de relações humanas, a começar pelos membros parentais. A ideia era e deveria ser sempre: geração, criação e construção de cidadãos éticos e honestos, a começar pelos membros parentais.

Os gregos, os espartanos davam enorme importância e significado ao exemplo de uma mãe e um pai aos filhos, homens e mulheres, até na sua definição de opção sexual. O exemplo como paradigma. Agora imagine, uma mãe pateta e um pai desleixado, negligente e alcoólatras. Que filhos e perfis éticos e honestos surgirão?...

Os pais e educadores gregos e espartanos- da antiga Ática, Grécia Antiga-, mas, de cultura e ensinamento atemporais; tinha como maior patrimônio, colocar os filhos para laborar; serviços domésticos mesmo; desde cedo. Daí resultavam cidadãos operosos e produtivos e autônomos. E todas as disciplinas como retórica, música, matemática, geografia e literatura eram ensinadas. Os filhos liam tudo. Toda a literatura. E hoje, hein. Triste, não? Ver um sujeito bacharel em Direito (ou em Torto), Engenheiro, Administração, ficar plugado e adicto de Instagram e whatsApp. É ser muito parasita de alguém e cativos de TI.

Os pais dessas ideias, de ideais, de objetivos éticos e construtivos se foram. Verdade! Entretanto, ficaram suas ideias, seus ensinamentos. Não sem razão Paideia dá origem ao termo Pedagogia, paidos= criança. Agogôs= quem leva a criança, o jovem ao mestre, às escolas para o aprendizado, o ensino.

Leiamos a obra “A Formação do Homem Grego! De Werner Jaeger. Dedicado à nossa melhor compreensão da educação da Grécia Antiga. Que visava a formação plena, civilizada, honesta, ética, produtiva, autônoma da pessoa. E não observar certos tipos lumbricoides, sevandijas, filas-boias, exploradores, folgados, caloteiros e embusteiros. O caloteiro por legado ético social familiar é aquele tipo semelhante ao cleptomaníaco. Ele não precisa, mas, vive sempre de dar golpes. Principalmente em gente ingênua e boazinha.

E atenção, esses tipos são de todos os estratos sociais. Não importa o RG e CPF, cargos e funções assumidas. O tipo folgado, aproveitador, caradura e sanguessuga, se encontra em todos os espaços, casas, corporações e recônditos familiares. Vade retro!

Posts mais recentes

O MASTER É O BIG DOS ESCÂNDALOS

DE MOMENTO, o maior escândalo a que o Brasil e mundo assistem são as fraudes e corrupção, lavagem de dinheiro e enriquecimento criminoso do ...