Agora segura esta informação aqui porque ela é símbolo do funcionamento da Justiça e do Judiciário no Brasil, o chamado ordenamento jurídico. Que a bem da verdade e da semântica, precisa de uma reordenação. Justiça que é justa deve ser justa com todos. No princípio do pau que bate em Chico bate em Francisco. Ora pois, só porque o sujeito não leva o apelido, a antonomásia tal ele vai ter um tratamento com privilégios em relação ao Chico?
Vamos a alguns casos concretos e robustos nesses argumentos. Começa-se pelo chamado criminoso graúdo, aquele que tem um CPF privilegiado, contas bancárias em paraísos fiscais como Suécia e Suiça e outros tais de mesma categoria. Esse é um caráter de gente que não poderia ter sua pena abrandada e tratamento vip. Sim, porque o meliante já faz no intento de escapar dos tridentes da Justiça.
Outros exemplos de incoerência de nosso Judiciário: quantos são os criminosos pegos praticando os seus crimes. O precito, o mala sem alça, o energúmeno é preso. Chega-se seu curriculum-crimis. E lá estão listados e datados os crimes por ele cometidos. Por que o condenado está solto? Aí se explica por que não diminuem os feminicídios, os homicídios, os crimes de pedofilia, de estupro etc. São casos recorrentes que se veem por ai. É difícil entender a liberdade do malandro criminoso! Ou melhor, é difícil entender as decisões de soltura do criminoso.
Quer o exemplo mais moderno de leniência e incoerência de nossa Justiça? A tal da tornozeleira eletrônica. O sujeito recebe o dispositivo eletrônico. Mas, pode usar o celular, pode receber os amigos do crime, fazer as tratativas que bem entender, na continuidade de suas empreitadas criminosas. Vê se não é um legítimo símbolo da tolerância e leniência de nossos tribunais e câmaras criminais com os criminosos mais perversos!
Agora, se há um exemplo ou exemplos de tratamento diferenciado a certos inclassificados criminosos são os meliantes políticos. Primeiro que sãos casos pontualíssimos que cumprem pena de restrição de liberdade. Na maioria dos casos são crimes financeiros. Corrupção, subornos, venda de projetos de lei (PL), para beneficiar empresário e banqueiros. A imprensa e polícia federal desvendam as tramoias e negociatas, abrem-se inquéritos. Ao cabo e final das coisas, nada ocorre com o mala.
Enfim, o que se tem de certo e assistido é um desordenamento jurídico de nossa Justiça e de nosso Judiciário. Está precisando de uma nova ordem jurídica. Porque os tempos mudaram e queremos o bem de todos, e não somente de alguns privilegiados e regalados.