É bem cediço e uníssono que a Natureza é nossa melhor mestra. Ela nos ensina a partir principalmente do mundo animal. Por exemplo na organização dos grupos, nos cardumes de baleias, nas matilhas dos lobos selvagens, no treinamento das águias com seus filhotes. Os humanos por exemplo. Bem que nós poderíamos aprender melhor com a cooperação das matilhas de lobos e sermos os chamados pais-águias. A águia vai treinando o filho para o voo, chega ao final, a mãe empurra o filhote do ninho. Traduzindo seu gesto, ela diz: voe, cuide-se, agora é com você! Chega de viver às custas de minhas caçadas e debaixo de minhas asas. Olha o quanto de pedagógico para os humanos na criação, na engorda e formação dos filhos e filhas.
Quando se faz esse paralelo mundo animal/mundo dos humanos, o quanto nós humanos temos em comum com os animais. Em outros termos, estamos a nos referir ao chamado fenômeno da mimetização de aprendizado. Cada pessoa é o resultado ou o corolário da conduta e comportamento, do caráter, do estilo de vida, dos modos de vida dos pais e cuidadores. Sejam esses civilizados ou antissociais. Ou seja para o bem ou para o mal.
Ninguém foge ao ditado popular que diz: aquele filho saiu ao pai esculpido e encarnado. Ou aquela filha saiu à mãe esculpida e encarnada (na corruptela seria: “aquela filha saiu à mãe cuspida e escarrada”).que o diga o Instagram. Quantas futilidades!
Existem outros estudos e protocolos de Sociologia e Psicologia Social que afirmam: se queremos saber as causas e os porquês de certas pessoas se comportarem assim ou assado, basta ir a fundo na biografia do pai e da mãe. Temos aqui uma regra quase matemática. E tal realidade nos remete à teoria dos empiristas e do Aristóteles. Este filósofo cravou o princípio: “o vício saboreia-se a virtude aprende-se”.
É de se admirar o quanto esta máxima aristotélica se aplica ao estilo e comportamento social, familiar, grupal, corporativo e profissional das pessoas. O resultado é Ciência, é. Estatística pura. Não falha! Lembrando aqui a Teoria dos empiristas na criação e educação da criança. Toda criança nasce analfabeta absoluta. Ela vai aprender com os seus órgãos sensoriais, com os sentidos. As informações vêm através dos ouvidos, dos olhos, da memória. Da curiosidade, da repetição, da imitação ou mimetização da mãe.
Imagine-se então aquele filho ou filha, cujos pais não tinham um padrão social e familiar de convivência bem construtivo e educativo: o centro gravitacional da vida nas boas e saborosas comidas, nas bebidas! A mãe mais para o lado das futilidades de um Instagram e WhatsApp, das aparência e fantasias, do falso, do fake. O que esperar da filha, quando adulta e de vida autônoma? Futilidades e bagatelas; frivolidades e idiotices. Ou seja, escolas de mimetização e simulacro da mãe: baranga, tribufu, vulgar, banalidades. Cujo conteúdo é uma andrajosa indigência de ideias e falas desconexas! Que horrores!