UM ESTADO CRIMINOSO DENTRO DO ESTADO OFICIAL DO BRASIL

 Quem lê bons Jornais e Bom Jornalismo, deparou neste 21 abril 2026, dia de Tiradentes, uma extensa manchete com o título “Como uma gangue de prisão brasileira se tornou uma força global no tráfico de cocaína”, o jornal americano The Wall Street Journal, um dos mais influentes do mundo, publicou um artigo sobre o PCC brasileiro.

O Jornal Americano relata como a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) surgiu, cresceu no Brasil e agora influencia o tráfico global de cocaína. Vale lembrar que o PCC surgiu no brasil em 1993, como ponto de partida, o Carandiru SP. O jornal destaca prisões de pessoas envolvidas com o grupo nos Estados Unidos e suas relações com o contrabando de drogas a Europa. Com o título “Como uma gangue de prisão brasileira se tornou uma potência global no tráfico de cocaína”, o WSJ conta sobre o surgimento do PCC de dentro do sistema prisional brasileiro nos anos 1993 e sua estruturação ao longo dos anos. O jornal trata a operação da facção, hoje, como o de uma “multinacional do crime” estruturada ao estilo de uma empresa. O grupo criminoso é aqui tratado como máfia e não terrorismo. Toda a descrição sem fantasia, sem folclore, sem ideologia, como deve ser um bom jornalismo.

A matéria estampa foto de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC. Agora, vamos aqui imaginar, esse criminoso é como se fosse o presidente/líder do empreendimento delituoso, que espraiou seus tentáculos para o mundo todo.

Uma das rotas de drogas para o continente europeu envolve a utilização de países na África, como Guiné-Bissau e Cabo Verde, como entrepostos para armazenamento de drogas. Portugal é um dos pontos de entrada, onde o grupo teria estabelecido uma operação estruturada de lavagem de dinheiro e logística.

O que impressiona é a atuação da empresa criminosa, porque poderia se pensar envolver apenas produção, síntese, acondicionamento, transporte em larga escala de Cocaína e outras drogas pesadas. Não, o pessoal é multiprofissional. Basta imaginar o exemplo das milícias instaladas na Cidade e Estado do RJ. São bairros, favelas completamente controladas pelo crime organizado. E o qualificativo aqui faz todo sentido, porque eles são munidos de toda expertise na administração dessas vias e segmentos urbanos. São os casos de cobrança de pedágio, de taxa de energia, de gás, de Internet, telefonia fixa e móvel e outros serviços.

E as empresas que o PCC vai criando? São postos de combustível, são empresas de ônibus, de taxi, de serviços de entrega, de correios, de encomendas. Parece pouco? Estão entrando no sistema financeiro, empresas de fachada. Vide empresas de cambio e financeiras da Faria Lima SP.

E o tráfego e tráfico das drogas, tidas e havidas como as principais commodities de gerar lucros de milhões de dólares por ano? Além de transporte nos navios, onde surge a corrupção de agentes públicos e privados desses meios de transporte, muitos carregamentos se fazem de forma clandestina, nos cascos dos navios. Para tanto existem os profissionais mergulhadores que carregam os navios aqui nos aeroportos do Brasil e os mergulhadores receptores no destino. É de dar inveja às empresas e profissionais legais nesse transporte e mobilidade naval.

A infiltração e poder são tamanhos desse grupo criminoso que eles vão chegando nos meios políticos, elegendo parlamentares que atuam em seu favor, no Judiciário, subornando e corrompendo agentes da Lei, como Policiais e magistrados. Toda essa eficácia e resultados a eles favoráveis porque o dinheiro compra tudo, até justiça e dignidade de quem deveria ter e mostrar esses valores de moralidade e honestidade, não há!

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