ESTROINAS E PÂNDEGOS DIGITAIS

Falando em atributos, apelidos e predicados dados a alguém. Interessante é como se chega e se lida com essas trocas de classificação. Começa-se por apelidos não muito aceitos ou pejorativos. Porque é bom convir; alguns apelidos, hipocorísticos e referenciais podem não lá significar bons atributos. E muitos são referenciais cordiais, afetuosas, por até características antropomórficas que distinguem as pessoas contempladas.

Já há certos apelidos negativos, feios, indecorosos. Por vezes os apelidados os possuem. Nesse contexto e consideração. É inevitável. O codinome pega mesmo. Quanto mais o apelidado protestar mais pega o atributo. Agora imagine, o sujeito ter um nome feio de registro; o constante no RG, certidão de nascimento. Aí fazer o quê? Trocar de nome seria uma opção. Caso do militar que tinha o nome de Ivanete e mudou para Ivan. Ok. O sujeito que se chama pretestato. E esse tal, já chama a atenção quando perguntam o nome completo. Oh, mas me chame pelo sobrenome porque não gosto de meu nome.

Outra questão, muitas vezes existem em certas referências, escritos, crônicas. Referências essas feitas por um formador de opinião, um articulista, um bloguista, um jornalista. Duas possibilidades nesses textos, artigos, críticas: o autor pode referir-se de forma direta ao nome do criticado e tributado falando de seus atributos negativos. O tributado e classificado, vai espernear, jus esperniandi. Direito de cada um ao protesto.

Agora, imagine, um articulista, um bloquista, escrever um texto, mostrando certos perfis sociais e psicológicos, o comportamento, a personalidade de homens e mulheres, genericamente, sem nominar, sem indicar. Eis que então, certas pessoas leem esse texto. E ato contínuo, se acham contempladas, encarapuçadas naquela referência (a carapuça serviu certinho). Mais parece demência ou sandice. Por suposição se imaginar ser a pessoa inspiradora do texto. Loucura! Não?

Lembrando aqui, imagine, um artigo cujo perfil e caráter seja uma pessoa, genericamente expressando, uma pessoa de vida estroina, que leva a vida assim, assado e crua. Ou o outro perfil classificado como nanilista digital. O sujeito que estudou em boas escolas de ensino médio, colégios particulares, fez curso superior de Direito; após 10 tentativas, tirou a carteira de OAB. Mas, que leva a vida nas esbórnias, nas comidas, nas farras, nunca teve trabalho formal. Logo, inútil, niilista, por cima niilista digital.

Mas, ao ler o texto, porque é público, e não pessoal, se sente alvo, encarapuçado, atingido na mosca, quanta identidade! -“Olhe, gente, tá falando de mim, desaforado! Em ambos esses exemplos: achou ruim, protestou? Logo a pessoa tem de fato tais e quais atributos. Não há de quê! É o princípio: “ Se Deus não existisse não haveria ateus” Chesterton. Se a pessoa se ofendeu, se melindrou, se viu contemplada, batata!”Ao contemplado as batatas!

Bom exemplo foi o da artista Jojo Todynho, que fez do apelido e bullying (Jojo Todynho) um mote de sucesso. Nem aí deu bola para o apelido, fez foi chacota do nome criado para ela. Olha que belo exemplo de se lidar com atributos supostos negativos!

Concluindo: quando se diz que alguém tem esse ou aqueles atributos, características pessoais, de comunicação, de modo de vida, de escolha, de zangão ou abelha da praça que só zune, que rola pedra e reco-reco etc. Há duas possibilidades: a pessoa ser de fato como está descrita na referência, na mensagem, no texto, no blog ou ser uma fofoca, uma ofensa ou xingamento. Com uma ressalva: em geral quando essa pessoa protesta, esse protesto é uma prova robusta e cabal de seus atributos, vícios ou defeitos atribuídos. Vamos tomar um exemplo simples: se algum chama este articulista de ladrão, de caloteiro ou careca. Como posso achar ruim se nada disto eu sou? Simples. Vou supor que quem me chamou assim é no mínimo mal informado ou meio idiota!

 

 

João Joaquim 

 


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