É por demais instigante e estupefaciente quando assistimos a certos homens e grupos, homens e instituições poderosos e poderosas, sob o ponto de visto de autoridade, capacidade econômica e domínio das coisas e de normas e leis, esses entes, pessoas físicas e jurídicas, fazem de tudo para naturalizar e normalizar normas legais, as leis, a constituição e códigos penal e civil, por exemplo.
Está a se falar aqui sobre os mega crimes, os crimes de todo gênero dos colarinhos brancos, notadamente os financeiros. Porque esses têm sido os campeões dos crimes vigentes no Brasil. São os modelos de momento envolvendo o extinto Banco Master e do BRB – Brasília. Juntando esses dois casos – Master e BRB, tudo converge para que esses sejam os maiores da História dos Crimes Administrativos e Políticos do País, porque há agentes públicos envolvidos de todas as áreas do País.
E é exatamente o perfil desses agentes públicos e privados, as instituições envolvidas, o compromisso ético e de “compliance” desses personagens que nos deixa perplexos e paralisados, quando lemos, ouvimos e assistimos o que Polícias Federal, Judiciária, Imprensa Isenta e Judiciário nos revelam. São dados estarrecedores: as tratativas, as negociações de porão, as mensagens vazadas e recuperadas pelas autoridades; e o mais surpreendente e intrigante o preço das propinas pagas aos agentes que deveriam ser os guardiões das Leis, da Constituição e das normas republicanas. São notícias que nos dão engulhos, nojo e asco dessas pessoas. Apenas delas porque as instituições são neutras. Um Banco Público, um congresso, uma suprema corte de Justiça.
Citamos aqui os casos dos piores crimes cometidos por homens públicos. Em todas as hierarquias. Porque envolve recursos privados ou públicos nas mãos de poucas pessoas. Quando milhões de brasileiros trabalham, esfalfam, ralam dia e noite para receber seus minguados e injustos salários. Não esquecendo daqueles que nem tais míseros salários recebem, os excluídos de trabalho formal, os descamisados e descalços, os sem abrigos e refeições dignas, os que padecem doenças crônicas e morrem em casa ou filas de hospitais e UPAs.
João Joaquim