Não podia haver piores notícias para os candidatos e candidatas a perdas de peso. A questão central envolve as chamadas ampolas (canetas) emagrecedoras. A primeira notícia ruim, é que muitas dessas canetas estão sendo pirateadas, a maioria compradas no Paraguai, sem o rigoroso controle de órgãos sanitários daquele país. A segunda péssima e mórbida notícia, as dezenas de casos de mortes, sendo investigadas pela ANVISA e órgãos públicos de saúde, como o Conselho Federal de Medicina.
E podem ser arrolados outros defeitos e efeitos colaterais, por vezes intoleráveis, quando se fala dos produtos originais e com selo da ANVISA (produtos acreditáveis). São os exemplos da semaglutida e similares e com melhor índice eficácia/efeitos adversos, a tirzepatida (mounjaro). Agora imagine, os riscos e danos à saúde das marcas adquiridas no mercado pirata e clandestino. O termo clandestino já sugere algo cabuloso e criminoso, porque tudo se faz de forma secreta e sem fiscalização das autoridades fazendárias e sanitárias.
Não ficam só nestas questões aqui relatadas dos malefícios financeiros e à saúde. São produtos de custo elevado. Uma questão muito sensível e grave refere-se às quadrilhas que vêm praticando assaltos e farmácias e drogarias, cujo alvo são exatamente esses produtos. E por que se tornam uma questão de polícias e de saúde pública? Porque são crimes contra a saúde pública e sociedade. O outro aspecto desses produtos furtados ou assaltados, a sua adequada conservação e refrigeração. Se mal acondicionados se tornam inativos. A pessoa vai tomar água. E água perigosa porque pode ser nociva, toxica ao usuário. Ou seja, é muita notícia ruim para os obesos e obesas, mórbidos ou não!