Quando se fala em certas tecnologias e seus manufaturados, pode-se cravar sem medo de errar que muitas delas trouxeram impactos para a saúde das pessoas, usuárias desses produtos, dessas máquinas, desse objetos e inventos. É bem certo ainda nesse contexto quando se avalia a relação benefício/malefício, há muito mais benefício do que malefício. Sem fazer circunlóquios podemos assim enumerar e mostrar os principais exemplos. Como a seguir.
A invenção do automóvel, e outros meios de transporte como motocicletas, os veículos motorizados. Melhoraram substancialmente a mobilidade das pessoas. Todavia, de forma resumida são dois impactos na saúde e qualidade de vida e segurança das pessoas: 1º - os acidentes, causados principalmente pela imprudência dos condutores e governos (infraestruturas e rodovias malconservadas) e 2º - o sedentarismo que grassou por toda a humanidade. Há gente tão sedentária e sentada na zona de conforto que sequer vai, a pé, a uma padaria ou a uma academia de 500m da residência. São então dois efeitos maléficos dessa invenção: acidentes, invalidezes e morte por acidentes e todo o espectro decorrente do sedentarismo e obesidade. Estas duas morbidades são muito interligadas.
Mais algumas invenções que a par de grandes benefícios para a humanidade trouxeram enormes impactos na saúde psíquica, orgânica e mental das pessoas; as tecnologias da informação, abarcando aqui a Internet e todas as suas derivadas como redes sociais e games. Não perdendo de consideração o smartphone, que muito pouco é empregado como telefonia móvel; na verdade um notebook de bolso ou bolsa. O desmedido apego dos usuários aos objetos de mídia como os celulares e tablets se tornou uma espécie de adicção digitoeletrônica (à semelhança da adicção às drogas ilícitas). Vem se tornando uma questão de saúde pública pelos enormes agravos à aptidão cognitiva e intelectual das pessoas. Na esfera da saúde orgânica, dois graves problemas: o sedentarismo e a obesidade. O usuário viciado em celular tem essas duas comorbidades: sedentarismo e obesidade e sobre ela discorre-se a seguir.
A maioria das pessoas com sobrepeso e obesidade, vive no chamado autoengano. Esses pacientes e clientes de nutricionistas, nutrólogos e endocrinologistas seguem as prescrições desses profissionais ao estilo do castigo de Sísifo (queira estudar sobre). São os pesados e obesos que vão a esses consultórios e de lá saem com as tabelas de calorias, as pesagens das comidas, as balancinhas, os cardápios restritivos individuais. Tudo feito de forma sazonal e por surtos. Passada a motivação do momento, vem o abandono, o desleixo, alguns indivíduos ganham até mais peso do que antes, é a busca de compensação dos problemas psíquicos e sociais pelo prazer da boca.
O que vem a ser essas terapêuticas por surtos ou de sazonalidade? Esse expediente ocorre em véspera ou antevéspera de algum evento social festivo: um casamento, um batizado, um aniversário, uma formatura. Para as redes sociais como o Instagram “Ser é ser percebido”. Mesmo que a pessoa não goste de se fotografar, nesses eventos festivos e solenes ela vai aparecer nas fotos dos outros. Não há como evitar. Portanto, cada qual quer mostrar sua beleza, se ela existe. As fotos postadas serão circuladas pelas redes sociais. E estas devem mostrar beleza, alegria, roupas elegantes e estética corporal.
Nesses termos e com essa persuasão e estímulos, os sobrepesados e obesos e obesas, os glutões e glutonas, vão a todo custo e com sacrifício monetário buscar esses profissionais de saúde, com as fórmulas, os anorexígenos, as canetas emagrecedoras, as pesagens e tabelas das refeições diárias. Agora imagine! E há os profissionais afamados, de nomeadas, de marketing. E atenção sobre esses profissionais afamados e midiáticos. Ao cabo e termo das coisas, isto é, da capacitação profissional todos se acham nos mesmos escores de expertise. Nada de um profissional proficiente e miraculoso, tabelas, softwares, diretrizes, tudo igual, do mesmo saco e casta. Nada de novo no front.
O que se tem de certo é um puro autoengano de parte a parte. Você me consulta que eu te engano. Engano a dois. O sujeito ou sujeita vai lá, consulta, todo entusiasmo, volta para casa com tabelas, balancinhas de pesar os conteúdos dos pratos, lanches, e vai, e vai. Passada a motivação, tudo volta à estaca zero, quando não pior que antes. O que se deixa como mensagem simples e sem enfatuação e enganação: os alimentos, toda comida ou bebida, deveriam ser consumidas como um momento de nutrição e hidratação. Nunca fonte de satisfação pura e maior de nossos instintos primitivos gustativos pelo simples gozo desse sentido do paladar. Nessa consideração, até mesmo a maioria dos irracionais, nos dão pistas e dicas. Eles nunca comem pelo simples prazer da ingestão da ração. Salvo aqueles animais mantidos em cativeiro como os pets que seguem o estilo de vida dos tutores, comem demais e exercitam de menos. E costumam morrer das mesmas doenças metabólicas e degenerativas dos donos: obesidade, artroses, doenças cardíacas e câncer. Que animal diferenciado, superior e inteligente somos nós humanos. Não é mesmo!