UMA coisa foi a chamada Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU, em 1948. Que diz de começo assim:
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo/ Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que todos gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum
É inegável ser um dos documentos mais democráticos e justos, em se tratando de civilidade e dignidade humana, no que se refere às relações humanas, nas tratativas dos governantes, da Justiça e gestores públicos com qualquer cidadão. O que se tem a lamentar, são as recalcitrantes empreitadas e atitudes de muitos governantes, na observância e cumprimento desse notável e humanista documento, criado no pós-guerra, justamente, em proteção às pessoas, indistintamente, do planeta Terra.
Vimos nesse mês de abril de 2025, uma demonstração de perversidade. E de caráter muito reprovável. O tratamento dado aos prisioneiros deportados pelo presidente americano Donald Trump, para uma prisão de segurança máxima em El Salvador, cujo presidente de direita é o sr Nayib Bukele. Ao que sugerem suas aparições, trata-se de um fanfarrão e falastrão, arrogante e supremacista, tal e qual o seu amigo e presidente Trump. Ninguém nega que todo criminoso deve pagar pelos seus crimes arquitetados e perpetrados. Entretanto, os condenados (quando condenados), devem e têm o direito ao cumprimento da pena em condições dignas, civilizadas e não serem execrados, degradados e humilhados, como visto nas cenas desses apenados sendo conduzidos à prisão, pelas forças de segurança de El Salvador. Muita truculência, humilhação e degradação!
E atenção! Essa decisão foi feita pelo presidente Trump, ao arrepio das leis americanas. Ele contrariou a ordem jurídica vigente nos EUA, para crimes dessa natureza. Foi uma decisão de um homem, o Trump. Como informado, ele paga a El Salvador, a estadia e custódia desses presos, caro! Há receita lucrativa gerada para El Salvador.
Agora falemos por último dos direitos gerais e sociais, de um modo geral. Mas, com centralidade na educação e direitos de pais e famílias concedidos aos filhos. Ei-los>
OUTRA COISA (além da DUDH) vem sendo, já de muito tempo, o excesso de direitos quando a questão se refere aos direitos e tratamento dispensados aos filhos. Notadamente dos filhos da época digital. Todos hão de anuir o quanto tem havido de regalias, de privilégios, de conforto, do nada fazer, de nenhum esforço, aos quais os filhos têm direitos (no plural mesmo). Existe uma pluralidade de benefícios, de prazeres, de gozo de todo gênero como boas comidas, ares-condicionados em quartos e salas de estudo, nos carros que os transportam, na mesa farta, na falta de obrigação em organizar uma cama onde dormiram, em comidas servidas à mesa, em não lavar louças e banheiros. Et caterva, etc.
Evidente que se fala aqui das famílias de classe média baixa e classe média alta, e os abastados, ricos, filhos de servidores públicos, os amanuenses, os pais bem assalariados. A sociedade brasileira e global, vem criado em classe de gente. De gente, jovens, moços e moças, repimpados por vezes de músculos e adipócitos. Muitas dessas gentes de mais lipídios que miócitos, porque muitos sequer gostam de ralar, de caminhar, de queimar gorduras, sedentários e pouco gregários, porque sempre isolados nas telas dos celulares e nas celas domésticas. Os tipificados adictos digitais, viciados em games e jogos fúteis.
Enfim, para se ter uma ideia do mundo futuro dessa geração. Basta ver que não há muita esperança. Porque algum pensador já prolatou: o mundo que estamos deixando para nossos filhos dependerá justamente dos filhos e netos que estamos deixando para esse futuro mundo. Desesperançado! Sinceramente!
Falou-se e dissertou aqui sobre esses estratos de gente e famílias de boas posses e renda alta. Porque na arraia-miúda, são milhares de famílias desprovidas de tudo que é humano e de direito: moradia digna, alimentação de qualidade, assistência médica e odontológica, escolas de qualidade; e segurança. Agora! Interessante, para o que não presta, esses jovens da populaça e vulgo aprendem tudo e rapidinho. Dê-lhes um celular da moda. Sabem tudo! Experts em Tis. Se qualificar para o trabalho e estudar mesmo, necas de pitibiribas. Muitos classificados com nem duas vezes, nem trabalham, nem estudam! Êta mundo!