Neste módico e fático, favorável e vertido artigo falo sobre cenas da tribo humana. Das cenas produzidas pelos homos sapiens sapiens. Que de sábio mesmo ao que parece vem perdendo atributos. Por isso quero neste opiniático dar-lhes os meus tributos. Começa-se pela disparidade das anatomias das pessoas. Nem tanto e nunca se deve considerar a cor da tez, a origem genômica, nada disso se põe em relevo nesta avaliação. Mas, falemos do agir humano; como ele vai se ajeitando aqui e ali; como ele vai criando estratégias de sobrevivência. Porque para muitos como está osso para viver, ao menos espernear e tentar viver sobre algumas dificuldades, obstáculos, contratempos, rejeições etc., etc. e tal
.Podemos, ab ovo, falar de fato e de concreto, como tem sido viver nesse mundo de tantas desigualdades em todos os níveis e gêneros. Agora então, com o pandemônio da guerra Rússia versus Ucrância mais a pandemia da covid 19, é que a coisa a cada dia, se mostra pior do que o enigma da esfinge e mais difícil de desatar do que o nó górdio, de que nos fala a mitologia grega. Lembram?
Havia o rei da Frígia, de origem humilde, era lavrador e carroceiro. Antes de assumir o trono amarrou sua carroça no templo de zeus. Quem desatasse o nó dominaria o mundo. Quem fez isso? Alexandre, o grande. Daí a expressão, nó górdio, dificuldade em resolver uma questão. A vida anda assim, difícil como desatar o nó górdia, do rei da Frígia.
O homo sapiens. Ou melhor, falemos claramente, não é mesmo; certos homens e certas mulheres, parecem que gostam de tornar as coisas, a vida, a existência pura e simplesmente mais árduas. Porque há gente que não passa disso, existir.
Há certas gentes que gostam de duas coisitas, criadas por elas próprias. Duas coisas: primeira coisa difícil de desatar- relacionamentos difíceis, pessoas problemas e neuróticas. Agora, imagine bem! Se para a própria pessoa a vida está um nó górdio, raciocine calmamente, essa dita cuja arrumar outra tranqueira problemática e nóia (de paranoia). Demais, não é! Mas, elas estão por aí.
A segunda coisa criada que se transforma em trambolhos, na verdade, coisas, logo elas produzem os chamados estrupícios e infortúnios. Nesse segundo item, podemos numerar por exemplo: um bicho para criar, um cartão de crédito para pagar todo mês, quando se paga direitinho, uma dívida aqui outra ali, uma cirurgia plástica paga em terríveis 10 parcelas, complicação dessa mesma cirurgia, um filho ou mais para criar. As plásticas funcionam assim: faz-se a primeira etapa, depois vêm os remendos, tira aqui, põe ali e vai e vai.
Neste caso do filho, lembremos, é um investimento de no mínimo 25 anos, a exemplo da casa própria, quando a pessoa faz essa opção de moradia, porque muitas vivem de aluguel e gestam uma penca de crianças para depois sofrer e passar por todas as privações: saúde, comida, roupas, remédios, creche. Analisemos bem, quantos são os itens na criação digna de um filho.
Dos trambolhos e estrupícios pode-se fazer uma enorme lista que as pessoas são capazes, de a trancos e barrancos criar em suas vidas. Sem condições de sustentar corretamente tais adicionais em suas rotinas, em seus labores diários. E o mais instigante e estrambótico é que as pessoas criam tais estrupícios e deles reclamam o tempo todo, se tornam resmungadoras crônicas, reclamões e reclamonas da vida. Se elas mesmas foram as autoras e criadoras dos estrupícios.
Nesses quesitos dos estrupícios basta citar a convivência insalubre, anti-sanitaria, de precária higiene, de relações perigosas, em se falando de sanitização e saúde humana, basta então citar a coabitação com animais, notadamente os cães e gatos. E então, haja contenção dos bichos para eles não evadir dos apertados domicílios, dos apertamentos e coleiras, das grades, das gaiolas, dos cercados. A convivência com os excrementos e fedores, os alaridos e ganidos emitidos pelos cães presos, na verdade são choros e rangeres de dentes pela perda do instinto da liberdade, da vida livre com os outros animais. E chamam-nos de animais de amor, de amizade, de estimação. Imagine!
Por fim, impressiona-me muito como as pessoas ditas folgadas e trambiqueiras levam suas vidinhas no caradurismo, na cosmética facial do óleo de peroba, na dissimulada desfaçatez, da inadimplência. Esta aqui, a falta de pagar o que se deve em bancos oficiais e privados, fora das instituições privadas e oficiais traz nome popular, o calote. Porque tomar um empréstimo bancário, há duas exigências: ter 10 vezes o valor pedido em patrimônio ou então um emprego com estabilidade funcional. Porque assim, o empréstimo pode ser até na modalidade consignada, se desconta do salário, débito automático.
Mas, os indivíduos da categoria dos folgados e mau pagadores detém uma estratégia infalível, eles aliciam o emprestador do dinheiro ou bens. Pode ser uma parente, um amigo próximo. É mais comum essas transações com parentes, porque aí entram a tolerância, a toleima, a aceitação, a piedade porque o sujeito passa assim e assado na vida etc. inúmeros são os caloteiros à nossa volta, fiquemos atentos porque a qualquer hora eles podem dar o bote, maus pagadores, folgados, dissimulados, trambiqueiros. Eu termino com este pensamento: “Cuidado com as despesas, um pequeno vazamento pode afundar um grande navio” Benjamin Franklin. O pior é a pessoa afundar e levar outras juntas, as que emprestam os seus honestos caraminguás para esses caloteiros.