Trago hoje nesta coluna uma história verídica e encorajadora para a desunião entre as pessoas. Notadamente para as mulheres solteiras e casadas. Muito mais para aquelas solteiras e prestes a juntar com outra pessoa, o namorado ou companheiro. Porque esta pode ser aquela dúvida cruel, aquele terrível dilema na trajetória conjugal e casamenteira de muitas mulheres. Aqui dá-se enorme ênfase ao gênero feminino porque dada a sua natureza, estatisticamente, a mulher, ela vem sendo a vítima majoritária nos infortúnios e sinistros conjugais. Mas, não pensemos só nelas porque os homens também podem cair em muitas emboscadas e ser enredados nos ardis e mau-caratismo de muitas namoradas e companheiras.
E já disse em outros escritos que a mulher, as moças namoradeiras ou namoradas deveriam ser mais seletivas, mais perspicazes e “boas malandras” nas escolhas de seus candidatos e namorados. Alguma coisa do tipo: começou o namoro, percebeu que o cara não passa de uma tranqueira, um impostor ou caloteiro, caia fora. E no íntimo pensar e decidir com toda firmeza: “vai te aboletar em outra pousada, comigo, não”!
O mesmo pode suceder com certos jovens e solteiros. Porque o que existe de mulher mal intencionada por aqui, ali e alhures não se têm estudos muitos exatos. A natureza de muitas dessas é a mesma. Se ajeitar na vida. Existe uma pesquisa curiosa nessa matéria, sobre a intenção de muitas mulheres, que no seu recôndito cardíaco e psíquico procuram não um parceiro ou compatível marido, mas, sim alguém que seja mãe rido. Inusitado, mas guarda muita verossimilhança com certas gentes de nosso entorno social. Basta patrulha à nossa volta.
Enfim, vamos à história verídica e encorajada para as desuniões de nossos tempos. Esse relato esta editado no jornal Estado de Minas de 01.11.2021. A manchete é esta: textualmente, “Homem pede para ser preso novamente para não viver com a esposa em casa”. “Por favor, leve-me para a prisão”. Trata-se do caso de um jovem de 30 anos que cumpria prisão domiciliar por tráfico de drogas. Eis que então ele se sentiu como naquela experiência de um asno que encontrado faminto e com sede foi colocado equidistante de um feixe de feno e um balde de água. E então o dilema. Saciar a fome ou sede? Difícil e emblemática decisão.
Todavia, este jovem criminoso não teve dúvidas. Em meio ao ambiente doméstico perturbado e conflituoso ele fez a opção mais certa e segura. Imaginemos o que passou na mente e consideração critica desse meliante e decidido marido , desse autor. Nesse ambiente de extremo e muito assédio moral, duas seriam as possibilidades. O cometimento dele de mais crimes ou ser vitima da insociável e destrambelhada esposa. Mais seguro e protegido na cadeia. Ante decisão tão inopinada e inesperada, aos guardas da penitenciária não restou saída. Prenderam de novo o marido. E justificaram o seu recolhimento às grades pela infração do solicitante meliante em ter fugido da prisão domiciliar. Educativo, pedagógico e digno de reflexão! Foi na verdade um nova prisão com dupla finalidade, descumprimento de não sair da prisão domiciliar e como consequência, proteger o sujeito dos maus tratos da mulher.