A eclosão da pandemia da covid 19 tem trazido à memória das pessoas o quanto parcela não menos significativa da humanidade ainda tem os pés, as mentes e crenças na idade média. Essas pessoas em plena idade ou era das mídias (recursos digitais) se comportam, acreditam e praticam atitudes, atos que eram correntes na idade média. Eram tempos das superstições, das pseudociências, dos dogmas das religiões e outras teorias abstratas e fabulosas.
Estamos aqui a falar dos negacionistas, dos charlatões, dos curandeiros, dos falsos profetas, dos radicalistas, dos inventivos. A era digital, a internet e redes sociais propiciaram a que entrasse em cena a pandemia de tudo quanto possa haver de mitos, de fake News, de pós verdades, de factoides, de mentiras nefastas, de conspiradores contra a ciência, a medicina, à saúde e à vida das pessoas.
Canais de comunicação, centrais de mentiras, redes de fake News e fofocas; literalmente todas essas pessoas com um desserviço de difamação, desconstrução e disseminação de medo, de dúvidas, de ódio e desqualificação das ciências, de pesquisas cientificas e seus autores. Nenhuma instituição séria e ética e respectivos cientistas, médicos, biólogos escapam à sandice e idiotice desses propagadores de suas crenças e insanidade mental e intelectual.
O que estarrece e causa pasmo é que todo esse rosário de besteiras e idiotice vem de pessoas consideradas de alto coturno. Muitos desses sujeitos são agentes públicos, parlamentares, políticos. Vários deles exibem o pronome protocolar de tratamento de vossa excelência, sob pena de reprimenda vexatória se usar o senhor (a) ou sua senhoria ou você. São agentes públicos, hierarcas ou estadual, não importa, ocupantes de cargos de governo.
E ainda resta algo estarrecedor: de como esses mandatários do país, com seus ministros, assessores, constituídos e procuradores de toda ordem conseguem uma trupe, uma tribo, uma claque de sequazes e apoiadores. Que professam as mesmas ideias esquizoides. E eles vão se ajeitando aqui e ali; todos refestelados e homiziados no poder. E então na esteira e caudal desse rosário e corrente dessas superstições, crendices e charlanismo vicejam todos os apoiadores populares. Aqueles que vão seguindo o líder, os chefes, os puxadores de rebanhos e manadas. Os humanos trazem essa inclinação, trilham as mesmas rotas e regras do rebanho e da manada.
Estamos em dezembro de 2021. Nós, os que temos convicção e certeza na eficácia e segurança nas vacinas de toda natureza. Estamos festejando a vitória das ciências e da medicina. No trabalho incansável, paciente e humano de médicos e pesquisadores. Vivam as ciências! a medicina e as vacinas.
As cenas a que temos assistido dos negacionistas e contrários às vacina x a covid 19, nos remetem às mesmas cenas da revolta da vacina ocorrida em 1904. Foi a campanha da vacina x a varíola, Diretoria de Saúde do Sanitarista Osvaldo Cruz. Passado mais de um século, estão ai as provas. Mudam os tempos, temos o progresso, as ciências e as tecnologias. Todavia, não mudam muitas pessoas que creem em homeopatia, em assombração e falsos profetas e falsos messias.