Estamos em outubro de 2026. Primeiro turno/segundo para eleições gerais no Brasil. Mas, capitaneada por eleição do presidente da República, mandato de 4 anos, 2027-2030. E aqui ficam algumas reflexões desse dia solene, de expressão e participação democrática e liberdade de escolhas! Liberdade de escolhas! Será mesmo? E vem o que se vê, se ouve, ao que se assiste e conversa com as pessoas, de todos os estratos sociais.
Eleições em um país emergente e em desenvolvimento como o Brasil, o que menos se vê é aquele voto livre, consciente e por méritos do candidato votado. E esta afirmação nunca foi tão verdadeira e cristalina como nestas eleições gerais deste ano 2026. Porque nunca houve tanta polarização ideológica, escaramuças verbais, alguma e outra vítima física pontual e tanta falta de civilidade, de respeito, de senso de convivência entre as diferenças de opinião e de partido, entre outras tendências.
Porque façamos esta distinção, em se falando de Brasil, os candidatos que pleiteiam o mesmo cargo no País, não se tornam adversários, se tornam inimigos. Morte não existem porque o aparelhamento de segurança dos inimigos são os mesmos de um chefe de Estado e de Governo. Então sobejam xingamentos, escaramuças verbais, devassa da vida passada dos adversários (leia inimigos), acusações de um sem-número de ilícitos e crimes, entre outros malfeitos e iniquidades atribuídas aos inimigos na disputa.
O que se vê então nesse chamado gesto de cidadania e participação democrática é muito falso. Porque muitos são os eleitores (as) que votam conforme manipulação de terceiros. Fazem-se as chamadas forças-tarefas, via cabos eleitorais para doutrinação e catequização
os eleitores (as), para que votem no candidato indicado. Temos o que se pode nominar de voto venal, porque a pessoa vota no candidato, muitas vezes sem saber de seu passado, sua qualificação social, ética e moral; na espera de uma compensação pessoal, seja de um emprego, seja de uma ascensão funcional, de uma gratificação pecuniária ou um bem pessoal, entre outras conveniências.
Uma outra questão ou natureza do gesto de se votar em cargos eletivos no Brasil, diz respeito ao cabedal ou qualificativos culturais e críticos da pessoa votante. Significa que o eleitor (a) deveria analisar, ler, esmiuçar a biografia daquele candidato na disputa. Vamos imaginar um fato recente no Brasil. A pandemia da Covid19, ocorrida de 2020-2023- Foram quase 800 mil mortes. Quantos foram os (as) agentes públicos e gestores que contribuíram para essas mortes? Como contribuíram? O negacionismo da doença e das vacinas, a demora em medidas sanitárias preventivas e curativas da doença, a divulgação de kits ineficazes contra a doença, a prescrição e propaganda de remédios sem nenhuma comprovação científica como a cloroquina, ivermectina e azitromicina, e até ozônio via retal! O tempo passou, e as pessoas esquecem!
Muitas dessas pessoas, agora candidatas vão ser eleitas para cargos políticos e públicos importantes. Altos escalões funcionais da República, talvez até presidente, governadores, senadores, deputados. Gente que vai administrar o país, a sociedade, criar leis.
E são escolhidos para dirigir o nosso País? Os nossos Estados? Criarem nossas Leis? Remendarem nossa Constituição? Ter milhões de verbas para seus redutos eleitorais? Orçamentos secretos, gabinetes milionários e dinheiro para tantas coisas supérfluas? Porque foram eleitos por pessoas de baixo padrão escolar, cultural e nenhum senso crítico na hora de depositar os votos nas urnas eletrônicas. São pessoas cidadãs que portam um RG e CPF, e vão a essas sessões como autômatos, títeres, como bois e animais de manada, de um rebanho, massas de manobras para esses agentes públicos e políticos sem nenhum compromisso com o bem comum, com os serviços e bens públicos como saúde, educação de qualidade, segurança pública e mobilidade de qualidade.
E para concluir, para robustecer essas afirmações aqui expressas. Observem os traços, as marcas e pegadas desses eleitores, marcas de ou falta de civilidade, o lixo produzido. Temos ainda uma classe de cidadãos e cidadãs, com os chamados precários ou precaríssimos padrões de organização e higiene. Porque são índices e indicativos de cultura, civilidade, noções de boa convivência e respeito ao outro, ao meio ambiente e ao Planeta: os monturos de papeis, de lixos e descartes nas cidades, nas ruas e avenidas, onde trafegam esses porcalhões e porcalhonas. Ou seja, precários gestos de higiene e organização com o próprio lixo, são marcas claras dos votos dessas pessoas. Certamente os candidatos votados são de mesma igualha e higiene. Até na Política! Socorram-me subi no ônibus em Marrocos. Todavia, não vou embora deste país, porque sempre há uma réstia de esperança, no fundo do baú de pandora!