João Joaquim
Em se tratando de atualidades, pode-se cravar sem medo de errar que temos uma
sociedade que vive da superficialidade e superfluidade. Não é que em idos tempos
não havia gente que vivia do raso e do supérfluo. Entretanto, os agora tempos
digitais, da Internet e Redes Sociais, a exemplo do Facebook, do Tik Tok e
Instagram, esses aplicativos e plataformas são como que os murais de exibição de
grandes rebanhos de gente fútil e desocupada, com precários indicadores de
cultura geral e profissional.
É bem sabido, conforme nos dizem a Sociologia e a
Psicologia Social que as pessoas são o que mostram em todos os seus cenários e
micro meios de relações humanas. Sejam essas no meio corporativo onde trabalham,
nas famílias, nos átimos de entretenimento, de lazer, de confraternização e
principalmente, onde registram os seus gostos, seu cabedal cultural,
profissional, seus conhecimentos técnicos e expressões criativas. Logo esses
registros e manifestações ficam nesses murais virtuais. E por versar sobre
expressões culturais, que ferramentas ou meios de comunicação essas pessoas,
desocupadas de coisas e valores mais sólidos e construtivos expressam o que
sabem e aprenderam ao longo da vida? Leiamos a seguir.
São justamente nesses aplicativos virtuais.
O Instagram é o campeão nessas postagens e registros. Trata-se de uma rede
social de imagens e vídeos. Essa Rede Social, nos passa a convicção de que foi
concebida e inventada para a satisfação fútil e vazia das pessoas inclinadas a
essas digressões. De gentes cujos objetivos na vida é não ter compromisso sério
e evolutivo de inteligência humana, pessoal, cultural e cientifica. Tudo é
efêmero, raso, rasteiro, fútil e nulo.
Quando se olha no que e de que as pessoas
se ocupam, falam e trocam informações, é de se ver o quanto a vida para elas se
resume em um rosário e repetição de nada significativo e construtivo. Seja a
falta de significado para si, para a família e pessoas sob sua influência e
orientação como os filhos, adolescentes e jovens. Justamente essas faixas
etárias onde a vida deve ser plasmada, construída e edificada.
A infância,
adolescência e juventude vêm se perdendo nesse mundo tolo e imbecil. A começar
pelo microcosmo familiar, onde inicia a fundação ética, social e educativa do
indivíduo. E para quadrar e rematar esse mini texto, fica a seguinte reflexão.
Como segue: o quanto faz toda a diferença a instrução cultural, escolar, técnica
e profissional da pessoa, com vistas à sua estada nesse mundo e na sociedade.
O
quanto faz diferença a Educação de cada indivíduo, no enfrentamento aos desafios
que a vida lhe oferece. O certo e conclusivo é que o melhor negócio desse mundo,
a melhor comodity, o melhor produto a ser vendido e de mercado é o conhecimento,
a instrução, a formação técnica e profissional do sujeito. Educação, cultura e
formação profissional de qualidade formam um patrimônio indelegável e que
ninguém toma da gente! Francis Bacon (1561-1626), disse com propriedade:
”
Conhecimento é poder”. Bens, herança, patrimônios materiais podem acabar. Agora,
o valor de uma cultura padrão, uma boa formação técnica e profissional, ninguém
tira da gente!
João Joaquim