Finalmente temos uma lei. O Palácio do Planalto sancionou nesta sexta-feira, 24.07.26, a Lei Nº15.475, que proíbe a comercialização e produção de qualquer alimento obtido através de métodos de alimentação forçada de animais. Em suma, a legislação proíbe em território nacional a produção e venda do foie gras, iguaria francesa criada a partir do “fígado gordo” de patos, gansos e marrecos, submetidos a uma técnica chamada “gavage”; consiste em uma sonda ou tubo que se passa pelo esôfago do animal, e através desse tubo a alimentação forçada da ave. Enfim, uma técnica de tortura animal.
Tal técnica ou expediente da ingestão alimentar forçada de um animal (aves, no caso do foie gras), com a finalidade única de obtenção do chamado fígado gorduroso, para satisfação gustativa de seus apreciadores, tal prática se mostra mais uma das excrescências e perversidades contra a vida animal, contra a natureza. É uma mostra inequívoca da vocação que exibe o bicho humano (não todos os humanos) à violência, aos maus-tratos contra a vida e mundo natural.
A origem desse empreendimento e cultura remonta aos povos do Antigo Egito. E nesses idos tempos não com a violência e crueldade industrial que se tem hoje. O principal produtor é a França. Não se quer aqui detalhar como é feito o processo. Porque nos traz repulsa e engulho só da imaginação. O processo é tão desumano e desrespeitoso com a vida animal, que os próprios animais (gansos e patos) nos cenários desse procedimento tentam fugir de seus “ tratadores”. A violência é tamanha que alguns animais são mutilados em seus aparelhos digestivos e morrem nessa tortura.
O meio cruel contra a Bioética animal, neste exemplo da produção do fígado gorduroso das aves nos remete a tantos outros meios de violência e maus-tratos à vida animal. Basta citar a produção de carnes bovinas com a criação das chamadas vitelas. Aqui são os bezerros criados em confinamento para produção das chamadas carnes macias. Ou seja, uma forma de privação de liberdade do animal. Ele fica nessa condição extrema/ sedentária, para engorda e não criar musculatura (carne) mais rígida.
Um outro modelo de crueldade que se vê no abate de certos bovinos para exportação das carnes a alguns países árabes é o processo de abate desses animais. E o porquê! O abate dos animais para eles (cultura árabe) tem que ser feito pela degola, e não pelo processo mais humanizado de insensibilização no ato do abate (sem dor, sem sofrimento). E o Brasil e tantos outros países produtores de carne bovina, em nome do comércio, lucro e enriquecimento, aceitam essas exigências dessas nações árabes. “Deus é alá e Maomé o seu profeta”.
O que se quer nessa conclusão é que o Brasil demorou tanto em proibir essa nefasta e desumana prática, a da crueldade contra esses animais tão belos e felizes, os gansos e patos. Nessa nociva cultura, degradante cultura da produção do foie gras, para satisfação de certos consumidores que apreciam esse tipo de comida exótico, insalubre e rico em gorduras e colesterol. Fica a pergunta: será que esses apreciadores, dessa iguaria do foie gras, lembram de como foram produzidos esses pratos? De um fígado gorduroso? Será? É bem provável, que não!