A EDUCAÇÃO DE BERÇO

Quando se fala em sentimentos das relações humanas, é preciso buscar o auxílio das Ciências Humanas e mesmo doutrinas e diretrizes de Educação informal e formal. Das Ciências, quem pode nos dar sustentação? As NeuroCiências, a Neurobiologia, a Psicologia Social, a Psicopedagogia e Sociologia. Se se fala nas disfunções psíquicas, sociais e de comportamento, entram a Psiquiatria, a Psicopatologia; e mesmo alguns braços da Sociologia (contrato social de Rousseau, Leviatã, Thomas Hobbes).

Uma coisa simples e compreensível é a formação biológica e anatômica do indivíduo. Que orgânica e fisiologicamente não difere em muito de um irracional, um porco, um potrinho, um cãozinho. Uma mulher/mãe gerar uma criança e engordá-la, engrossá-la anatomicamente, terá quase o mesmo esforço e investimento social e alimentar de se criar um pet, cão ou potrinho ou porquinho. A substancial e estendida diferença é o tempo de tornar o bicho humano adulto. Higiene, comida, saúde, abrigo, proteção, terceirizar a educação formal e mesmo aquela sob a responsabilidade de mãe e pai, que delegam às escolas a tarefa de educação de berço.

Foram lembradas na abertura do artigo as Ciências e Ramos do Conhecimento que cuidam da compreensão integral do indivíduo, no seu arranjo anímico, psíquico, social e moral e educacional. E com essas sustentações poder-se-ia alargar tantos aspectos sobre a construção ou formação ampla da pessoa humana (não é pleonasmo)! Seria um refinamento desinteressante para o leitor e até tedioso de entendimento.

De forma prática e mais utilitária, falemos sobre a chamada Educação Informal da pessoa, sob a responsabilidade de mãe/pai/família. Essa chamada Educação primeira ou de berço, se torna tão emblemática e estrutural que vai facilitar e sustentar a formação escolar, a educação formal, técnica, cultural e científica da pessoa. Tem-se aqui um consenso, cientistas e educadores expressam a mesma ideia, os mesmo princípios e teses.

As figuras de pai e mãe na construção da criança como um futuro jovem bem resolvido são determinantes e deterministas. Nenhum psicopedagogo ou cientistas de comportamento, personalidade e caráter humanos dissentem dessa teoria e diretrizes.  Nesses postulados e como exemplos os mais singelos e frugais podem ser listados vários sinais e sintomas sociais, civilizatórios (ou incivilizados) que robustecem o que dizem as Ciências Humanas de comportamento, índole e caracteres.

Muito antes de qualquer ensino formal, em escolas de todos os graus, fundamental, médio e superior. Um filho deveria ser treinado para fazer frente aos embates primários e fundamentais à uma existência digna e produtiva. Nas palavras de Aristóteles e Jean Piaget , mãe e pai deveriam continuadamente, pareada com a criação e engorda de filho e filha, dar-lhes instruções e treinamento de relações sociais. A casa, o domicílio, a família, seriam como escolas de instrução de vida. E muitos pais são inaptos e ineptos nesses quesitos. Criam filhas e filhos inservíveis, até para si próprios. São dependentes de tudo: comida, roupa limpa, quarto organizado, sanitário limpo e sustento em tudo.

Nesse manual de instrução que deveria ser ensinado e treinado pela família, deveria ter como primeiras lições, o incentivo ao trabalho, à produção de receita, ao menos, no mínimo para a própria sustentação de comida, higiene e mobilidade.

E nesse combo ou pacote de instruções, vêm outros itens frugais e simples de uma vida, minimamente digna e independente. A higiene pessoal, os hábitos de higiene corporal, a etiqueta à mesa, e como convidado ou penetra de uma festa, de um almoço. Falar em almoço. Quantos são os sujeitos, homens e mulheres, parentais ou não, que vão a certos lugares, pensando unicamente em se chafurdar do bom e do melhor, das boas comidas e libações de Coca-Cola, das libações etílicas. E sequer sabem se portar e comportar nesses ambientes, porque o defeito, os vícios, os cacoetes, os espirros, as tosses, as mãos sujas, o ritmo mastigatório, o olho gordo nos doces e sobremesas, ou se “a farinha é pouca o primeiro pirão é meu”.  São vícios e maus hábitos oriundos das famílias, deseducação.

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