A PROFESSORA E MODELO MÃE

 O que as Ciências Médicas e Sociais já demonstram é que o excesso de apego  a todas as mídias traz graves danos à saúde, ao convívio social, à interação interpessoal e ambiental e consigo mesmo. Trata-se de um fenômeno mórbido, muito mórbido, porque existem vários gatilhos na perpetuação dessa nocividade social, na saúde psíquica e orgânica do usuário (a).

Os estudos de seguimentos longitudinais apontam ser a mulher mais susceptível. Com grupos muito vulneráveis, como aquelas mulheres em plena saúde cognitiva, mas sem uma ocupação formal de trabalho. Suas horas domésticas que poderiam estar sendo gastas e despendidas no aprimoramento intelectual, de uma consciência crítica e cultura, se tornam (essas horas) em desmedido apego e consulta aos posts de redes sociais. Os provedores, via algoritmos, propositalmente criados, para essa perene adesão, são altamente viciantes e como recompensas repicadas, no efeito prazer/tornar ao prazer/dopamina liberada.

Ao se analisar por exemplo, uma mulher que se tornou adicta e adesista dessas futilidades e nocividades de Instagram, de Tik Tok, YouTube; muitas dessas adesistas e dependentes digitais e midiáticas não obtiveram nenhum acréscimo técnico e cultural, compilando com suas últimas provas de conhecimento elementares de matemática, Idioma Nativo e outros dados críticos e culturais. Há como que uma regressão cognitiva.

O mais desalentador e desesperançado são os resultados repassados por essa mulher no concernente à sua prole. Porque essa mulher representa um referencial e paradigma para aquela filha, aquele filho. É o firme e proficiente efeito da pedagogia por imitação. Ou como ensina-nos o folclore, filhas de corvos fêmeas vão, inescapavelmente, serem corvinhas. E nunca águias, autônomas e voadoras por si próprias.

Então, em verdade, a Internet, as Redes Sociais, os Games, os jogos de azar como as bets, vieram como degradantes sociais, éticos e civilizatórios. São pessoas que tiveram incutidas e inseridas em seu organograma ético, social e civilizatório esses vírus do convívio e interação humana. Aditados a todas essas traquitanas da modernidade, representadas em especial pelo celular e as intrusivas e pernósticas redes sociais. E existem outros componentes nessa degradação ética e social e do convívio interpessoal.

Citadas ficam aqui as libações etílicas e as drogas. Atenção! Não importa se drogas de prescrição médica ou ilícitas. Todas drogas. Vamos mentalizar aqui essa imagem. Uma senhora, já na madureza da vida e da idade. Posts de baixo gosto em Instagram, copo de cerveja à mão, rebolation, uma pilulinha para dormir, celular como parte anatômica de mãos. Que emblema de futilaria e nocividade! E que tipo social, ético e civilizatório representa essa mãe de família, para os filhos e filhos em formação. Porque é de consenso, e os estudos expressam em uníssono: a melhor ou péssima educação vem do berço, aquela educação repassada pela professora e modelo mãe e pelo professor e modelo pai.

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