Quando lemos, ouvimos e vimos os rompantes do presidente Trump, vem-nos à lembrança o que se conta pelas histórias, as passagens do grande Monarca absolutista Luis XIV, da França. Luís XIV governou a França por 72 anos (1643-1715), o reinado mais longo da história europeia, centralizando o poder em Versalhes e enfraquecendo a nobreza tradicional. Que seja apócrifa, mas soa verossímil a sua lendária frase: "O Estado sou eu" (L'État, c'est moi).
Donaldo Trump só não se torna mais praticante de tantos feitos e atos contra as leis e Constituição Americana, justamente por conta dela, Constituição Americana. E que não é tão extensa como a brasileira, mas costuma ser cumprida fielmente. Enfim, ele, Trump não faz coisas piores em razão dos chamados pesos e contrapesos dessa mesma Constituição. Não fosse a firmeza e rigidez de suas cláusulas, certamente estaríamos assistindo a um novo Império; O Império Americano: ” A América Para os Americanos”, como bem gosta de arrotar e proclamar o fanfarrão e histriônico presidente ianque (Donald Trump).
Belos exemplo desses chamados pesos e contrapesos da Constituição Americana, foi a decisão dos juízes da Suprema Corte Americana, em 20.02.26. Ali foi julgado o chamado tarifaço, imposto por Trump a diversos países, nos produtos importados pelos EEUU. Inclusive foi vítima o Brasil. O veredicto da Justiça Suprema foi: a tarifação imposta pelo presidente é ilegal. Não pode e não pode. O máximo seria taxas de 10%.
Mas, não é de ver que o aspirante a imperador e ditador, presidente Trump, não se deu por vencido. O magnata veio a público, deblaterou, chamou os juízes do julgamento de idiotas, e disse que não vai parar de fazer o que, na ótica dele e a seu bel prazer, considera bom para os EEUU. Disse que vai taxar tudo a 15%, buscando uma certa brecha na Legislação de importação mais antiga. Vá lá entender a mente do homem.