Eu andei lendo alguns pareceres, relatórios, ementas e teses várias. A respeito de uma outra classificação do ser humano, dos animais humanos. Porque como de muitos sabido, nós somos animais. Adjetivar todos de humanos seria outra matéria. Com laudas e páginas a perder de vista, não é nosso caso aqui.
Podemos iniciar esta questão pelo verbo ser e pelo substantivo ser. Isto se entende porquanto ser humano não é para qualquer ser humano. E aqui temos este outro verbete humano. De novo: nem todo humano é humano. O substancial humano nem sempre fez e faz jus a este qualificativo. Enfim, muitas podem ser as classificações, as classes e categorias dos humanos. Percebem como podem ser complexas, controversas e difíceis as nomenclaturas na tipificação das gentes.
E não pode esquecer que para tumultuar pode aparecer os defensores públicos e privados de quem? Dos humanos ou não humanos. “Ah, mas aquele meliante além de roubar os caraminguás da vítima, eliminou-a. Será que cabe ao dito cujo o qualificativo de humano, pode ser caracterizado como humano? Não, nem pensar, no máximo sub-humano”; cravou o psiquiatra forense. Ah, bom!
Fala-se aqui do grupo criado pelas OABs, dos Direitos Humanos. Já disse e reitero que deveria ter sido criado, ainda não foi, até o fecho dessa dissertação, deveria ter sido instituído o grupo dos Deveres Humanos, em se pensando na classificação dos animais humanos. Melhor para alguns seria humanoides. O sujeito traz a anatomia dos humanos, os esgares, os sestros, tíquetes, marcha; mas no caráter e índole, nada de humano.
Por falta de tempo e papel vão aqui algumas ideias, propostas e teses dos humanistas acocorados e debruçados sobre e sob tão relevante e insinuante proposta. Uma sugerida, a classificação ou tributos de racionalidade. Haveria assim uma subclasse. Nem todos os seres humanos se quadrariam nesse tipo, o tipo racional e superior aos demais bichos da Terra. Vertem muitas razões os antropólogos, sociólogos e alienistas com ou sem foro profissional.
Tendo a análise desses estudiosos, aquela primitiva classificação seria denegada e desterrada, abolida quase completamente. E feita uma adaptação. Com proveito de alguns itens e subitens.
Quanto ao critério de animal racional. Alto lá! Teríamos por exemplo: racional normal; irracional; subracional; borderline e indefinido. No quesito inclinação ou natureza para os ofícios laborativos e produtivos. Matéria esta que o próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, já adiantou sua classificação. Conforme censos pregressos, temos uma tipificação das pessoas, de nossas gentes (jovens e adultos). Existem aqueles nem trabalham e nem estudam. E foi além porque dos duas vezes nem, veio outro grupo, os que não trabalham e não estudam, três vezes nem porque nenhuma opção fazem por sua própria deliberação, muito nem, não é mesmo! São os despojados de desejos, cobiça e ambição de alguma evolução de vida. Existem! Sem referidos labores, físicos ou cognitivos ou intelectuais.
Quanto ainda aos quesitos ou tipificação de racional, superior e inteligente! Nesse vastíssimo estudo, vêm questiúnculas da socialização dos homúnculos, a aptidão para as relações humanas, sejam corporativas ou conjugais. E aqui é de se conjugar muitas características de certos humanoides. As atitudes e comportamentos que não comportam o qualificativo de racional e inteligente. Nem de longe tais são os arroubos e surtos antissociais desses indivíduos. Tanto assim o são que foi necessária uma nova tipificação caracterológica dessas pessoas. Sugestão: antissociais, sociopatas, psicopatas e borderline.
Não prescinde de tanta complexidade e teoria. Imaginemos um homem que declarando-se apaixonado por uma jovem, casa-se com ela, jovem mulher e bonita. Mas com certo tempo ela vê nele um disfarçado predador de mulheres e dele se separa. Ele inconformado, vai e assassina-a brutalmente e sem clemência. Nem os classificados irracionais fazem tal desatino e bestialidade.
Em face desses e muitos outros exemplos, vistos a largo mano, pela imprensa, é por essas demonstrações e monstruosidades que uma nova classificação dos humanos e desumanos vem sendo defendida com pertinácia e muita veemência. Com que eu adiro e prefiro a continuar no convívio de tais humanoides.