Gostos e Empresas

 Eu como ensaísta evolutivo (em busca de mim), porque escrevo de coração, mas vigiado pela razão me alinho com aquelas bons críticos e isentos pareceristas no que concerne às escoras, projetos e empresas de vida. De certas frações da humanidade. Bem explicadamente porque salva-se boa leva de pessoas. Assim há gente que se dedica e esfalfa a certos fazimentos que fazem a diferença na construção de si mesmos, outros nem tanto, como se discorrerá a seguir.

Em nossos decantadas e cantados tempos digitais, de tanta facilidade e instantaneidade das comunicações e informações sociais (pessoais) ficou muito fácil a consulta de tudo quanto se busca, se quer, se precisa, quando a busca seja documentação, provas e consistência do pesquisado. Afinal, o que as pessoas querem como satisfação pessoal, de lazer, de entretenimento, de cultura, de profissionalização, de evolutivo como animal civilizado e cidadão operoso, obreiro, trabalhador e produtivo, de buscar e ansiar por aprender mais do ofício que exerce quando exerce, da aprimoração e formação escolar, técnica e científica, quando as têm? Porque há esta realidade, há gente que não as têm e nem vontade mostra de as ter. Nem nem.

Ao se abordar a facilidade de aquisição de dados e informações, elas são muito viáveis, grátis, múltiplas. Todavia, exigem um escrutínio, uma tamisação em função de muitas fabulações, falácias, pós verdades, fake news. Notadamente, quando se refere a autopromoção, autobiografias, vídeos e fotos pessoais. Existe muito ouropel que brilha e engana a ouro, muitos biltres, patuscos e bisbilhoteiros. Então, a regra de ouro é a comparação e consultas a fontes confiáveis.

Em se versando sobre tendências, preferencias e projetos das pessoas em tempos digitais, com tantas opções de chamadas tecnologias da informação (TI). Sociólogos e psicoterapeutas vêm se dedicando à análise, instigante e curiosa, do que sejam os projetos e gasto de tempo e dinheiro, de muitas pessoas, de prazer, satisfação pessoal e felicidade. São adultos e jovens, pais e filhos dedicados às suas vidinhas, vidonas e vidas. Porque essas palavras, que definem bem a existência de um enorme contingente de gente. Alguns levam aquela vidinha leve e solta; nada produzem e esses tais e quais dependem de arrimo estatal ou alguém que os mantem.

Outros levam aquela vidona, laboral e competente, porque produzem ou herdam fortunas e delas tiram o sustento suntuoso e confortante. Alguns outros (a maioria dos brasucas) levam a vida, todos os dias vão às lidas e a existência costuma ser-lhes muito sofrida.

Duas vêm sendo as empreitadas maiores de grande parte da humanidade, conforme ensaios e estatísticas sociais e terapêuticas (dados de Sociólogos e Terapeutas dessas questões), profissionais sérios e que falam o que é verdade real e não fabulações e conclusões para agradar leitores e consultores mal-informados da realidade.

Uma das grandes empreitadas a que as pessoas, pais e filhos, se entregam sofregamente, avidamente, é tudo quanto é atração, chamamento e assédio (consumista) da Internet e redes sociais. Sejam vídeos, fotos, exibição pessoal de redes sociais e youtube (em voga os youtubers) .

Muita gente, rebanhos de pessoas, pais e filhos, têm feito do estado online, da contínua conexão uma obrigação. As redes sociais e páginas pessoais, se tornaram um ocupação ritualística à moda de uma religião. Antes de dormir, redes sociais; levantou-se, redes sociais. São como preces do dormir e acordar. Um ritual “sagrado” e doutrinário.

Nesses termos basta ter em análise o que as pessoas fazem antes de deitar-se e levantar da cama, ou sair do banho, ou de um culto, uma missa, uma consulta médica, um aula. A consulta pressurosa e avida dos posts, das mensagens, das fotos, das chamadas das redes sociais, são informações e noticiais da vida dos contatos virtuais. Pouco importa o que se passa com os destinos do país. Se não me afeta diretamente, não é minha meta.

A segunda grande empresa ou dedicação de elevado contingente de pessoas, pais e filhos, pais como modelos dos filhos, é o ritual da satisfação gustativa e digestória. A satisfação do olfato e do paladar (são instintos gêmeos). O desejo e o apetite por comidas saborosas e calóricas, pouco importa se nutritivas ou nutrotóxicas, são marcas e tributos da civilização ocidental. Heranças vindas da decadência do Império Romano: comer, empanturrar e até vomitar e comer mais.

Enfim, os alimentos, as bebidas, as comidas de todo gênero, são ingeridas, degustadas, sorvidas e tragadas com um prazer orgástico inexcedível. Não se come e bebe como nutrição, mas como máxima fruição, prazer e felicidade. Ainda que efêmeros gozos. Prazer, comida!

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