São vastos os conhecimentos, as teorias, os estudos e ensaios científicos sobre os determinantes na construção da pessoa. Para resumir, duas heranças: uma genética e uma social, em marcar os atributos do indivíduo. Como herança social é o meio social familiar e educação oferecida por essa família os fatores cruciais na construção global do sujeito
E aqui o conceito de sujeito é ele ser autor do seu próprio destino ao receber essas informações genéticas e sociais, essas duas heranças como um norte de sua condição de vida, da sua autonomia ou dependência de outro para a sua subsistência (se houve falha nessa construção e educação). Ou ele proverá a própria existência, sua estadia no mundo ou contará com a ajuda de terceiros e do Estado na manutenção da própria vida. Qual o grau de dignidade que este indivíduo terá? É um corolário de sua construção familiar.Se assim não for, esse indivíduo estará condenado a ser sujeito, submisso e carente de auxílio de outros de seu convívio para o seu acolhimento, seu financiamento com cama, mesa, roupas e banho. Olha que sina, hein. Que sina! Hã, hã, hã. São assim muitos homens e mulheres que tendo nascidos normais e criados com excessos de mimos e muita proteção maternal, mimados e mariscados se tornam para sempre.
Muitos são os estudos sociais e psicopedagógicos que dissertam em uníssono sobre a formação integral do ser humano. Os métodos e ensinamentos de formar um cidadão autônomo e produtivo são simples e conhecidos. É ensinar-lhe desde pequeno as regras da responsabilidade, da produção, do quanto custa cada item de sua existência. E muito mais do que a sua mera permanência no mundo, as lições de cooperação, da solidariedade, da partilha dos bônus e ônus da vida. A aptidão para qualquer labor produtivo, ou ao contrário, para a ociosidade fútil, a leseira, a idiotia e vida desocupada são condições hereditárias oferecidas pela família de onde o sujeito (nos dois sentidos) foi criado, instruído (ou destruído moralmente e produtivamente) e formado (ou deformado).
São estudos e ensaios amplos, vastos que comprovam essas benfazejas e construtivas ou deprimentes realidades e estilo estroina, perdulário e desocupado de muitas pessoas. Como ilustrativos de casos sociais, extraídos de grupos terapêuticos de Constelação Familiar, apresentam-se dois modelos.
Caso social 1. Um jovem em pleno estado de higidez física e mental e intelectual estuda o curso médio em escolas públicas com a precariedade que é o ensino no Brasil. Ele tem os pais que lhe dão suporte social, ótimas lições éticas e de costumes como normas de vida e convivência. Desde pequeno este menino recebe regras e limites do que pode e não pode nas relações sociais e escolares. As tarefas nos cuidados da faxina da casa são lhe ensinadas. Ele cursa em seguida Direito, termina com louvor o curso. É aprovado em concurso público. Enfim, se faz em um cidadão produtivo. Se torna autônomo, bem-sucedido financeiramente e se torna inclusivo arrimo (colaborador em tudo) dos pais. Por que assim se tornou? Porque ele recebeu a tempo e na idade certa a Pedagogia familiar padrão e com rigores e seriedade educativa.
Caso social 2. O filho tal, saudável e considerado de inteligência diferenciada. Estudou em escolas particulares, fez curso superior de cinema e se tornou um nada na vida. Na infância, ganhou todos os mimos, games, e até telefone celular (smartphone). Já bem guapo, criado e erado e perto dos 40, continua dependente dos pais com os itens da subsistência: cama, mesa, roupas lavadas e até cartão de crédito atrelado às contas bancárias dos pais. E por que assim se tornou? Ele não teve culpa nos cartórios, no INSS nem no Serasa. Foram culpas da herança social, ética e moral familiar. Ele não se fez assim, a família, a educação, a leniência e a tolerância da família são os determinantes que o tornaram o que é, para sempre, porque passou do ponto.
João Joaquim
Quando se fala em constituição ou formação do conteúdo moral e caracterológico da pessoa é inelutável e inexpugnável buscar como a maior influência, os qualificativos morais, éticos e valorativos repassados pelo pai e pela mãe. Trata-se de matéria já bem pacificada entre os diferentes cientistas de humanidades. Basta ter em análise o seguinte conhecimento e informações científicas, para comparativos. Uma criança ao nascer é um amontoado de massa orgânica, bem formada anatomicamente, como qualquer outra cria ou filhote irracional. Também se trata de uma questão pacífica.
Essa criança por consequência é amoral, analfabeto e absolutamente incapaz. Meu caro leitor (a), você que me lê, que discorre este artigo, tem alguma discordância neste conhecimento? Pensa-se que como indivíduo bem pensante, não!
Nesse contexto e análise, vêm prestando um excelente serviço, uma enorme contribuição social, científica e espiritual os intitulados grupos terapêuticos da Constelação Familiar. São psicólogos, psicanalistas e Espirituais que prestam um eficaz trabalho de ajuda aos conflitantes sociais, familiares, pais e filhos e mesmo corporativos profissionais. Vale lembrar que essas técnicas terapêuticas não se fundamentam em provas científicas ou ensaios clínicos e sociais. Mas, na prática elas se mostram de muita valia, de muita utilidade no amparo aos assistidos, na interpretação das pessoas carentes dessas ajuda.
Em continuidade à questão central, a construção ou formação da pessoa humana. Lembrar sempre, criar é diferente de formar. Criar se cria até um cãozinho, formar, já é atribuição inerente ao ser humano: criar e educar. A criança, adolescente e o jovem em formação neuropsíquica. Eis aqui o ponto fulcral. Esse indivíduo será integralmente alfabetizado, instruído e formado pelo pai e pela mãe. Ou na ausência estes a quem for delegados esses cuidados, essa educação, esses costumes éticos e morais. Enfim, toda instrução, todas as normas e regras de vida estão a cargo e responsabilidades desses tutores e monitores familiares. Educou errado, para sempre está mal-educado o sujeito.
As relações humanas de convivência, os ensinamentos de responsabilidade dentro da família, os princípios de uma atividade produtiva com vistas ao provimento da própria subsistência etc., etc., etc. conforme vários casos clínicos ou sociais de grupos de Constelação Familiar, vamos imaginar uma família em que a prole inteira, 100% deram certo, deu em alguma coisa boa.
Um pai e uma mãe que exerceram a autoridade na condução da casa e dos filhos. Nenhum deles (pais) possui vicio etílico ou outra dependência química. São sóbrios e solidários na orientação dos filhos, na correção de rumos, na ajuda escolar, na cobrança seria das obrigações da casa e da escola. Existe o amor respeitoso entre os membros parentais. Pai e mãe sóbrios e sólidos nos ensinamentos morais, de participação produtiva e construtiva em tudo.
Conclusão. Nesse caso social apresentado todos os 6 filhos se transformaram em cidadãos produtivos, honrados, trabalhadores e não sevandijas ou comensais de outros parentais, nem zangões da praça, nem espoliadores de terceiros e do Estado. Referidos valores, práticas, jeito de vida, caráter foram incrustados, gravados no sistema moral interno desses filhos, para sempre. Uma prova eloquente do quanto cada qual é o produto dos arquivos morais, éticos, culturais e civilizatórios dos pais, como construtores dos filhos. Educou mal, para sempre estarão mal-educados, lei infalível