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E a questão, aliás gravíssima questão, da falta de planejamento familiar e controle (descontrole) da Natalidade no Brasil? Continuam ao deus-dará. Tanto por parte dos cidadãos e cidadãs praticantes quanto por todos os governantes antecessores e sucessores. Vivemos em um autêntico deus-nos-acuda quando a matéria é o tamanho da prole de filhos. E nessa análise basta ter em que as pessoas praticantes do não planejamento familiar e do descontrole da natalidade são classificadas como animais da espécie homo sapiens. Significa o quê?
Homem ou mulher sapiente significa que se trata não de um bicho qualquer. Mas, antes disso, de animal pensante, superior aos outros animais, inteligência diferenciada, capacidade de se organizar e habilidade de planejamento, de pensamento abstrato. E mais, de organização e aptidão em diferenciar o bem do mal, o certo do errado.
Torna-se de fácil compreensão à pessoa dos impactos de ter um filho, sem os requisitos de prover a esse filho as suas exigências dignas e básicas de sobrevivência. A saber, uma moradia com condições mínimas de saneamento, alimentação de qualidade conforme a exigência metabólica por faixa etária. E o mais exigente: uma educação escolar e formação ética e social que transformem essa criança, esse adolescente e jovem em um cidadão autônomo, livre e produtivo. Este ponto é contundente na questão do planejamento familiar e controle de natalidade: não apenas geração e criação (engorda) do indivíduo, ele precisa de educação e formação a uma vida operosa, participativa, produtiva e civilizada.
Pelo que assistimos e vimos os cidadãos e governos fazem tudo ao contrário dessas diretrizes na construção de suas proles. Existe uma absoluta banalização no controle da geração de filhos.
São milhões de homens e mulheres que gestam filhos como se eles assemelhassem a filhotes de gatos e cães, só ração e veterinário. Produtos e e serviços esses também caros, mas cujos assistidos não precisam de escolas e nem planos de saúde, nem material escolar.
Na verdade, são milhares de mães e pais que não têm condições dignas e sanitárias da própria sobrevivência! Então, como lançar no mundo tantos filhos. São geratrizes de crianças e futuras pessoas em vários graus de vulnerabilidade. Faltam a essas pessoas bom senso e racionalidade.
Várias são as consequências da geração e criação de filhos sem a necessária capacidade dos genitores em torná-los cidadãos de fato civilizados, trabalhadores e com o básico de uma existência digna. Nesse cenário vão surgir as classes menos favorecidas da sociedade: os que não estudam nem trabalham, os desempregados, os pobres, os marginalizados de empregos e escolas, os delinquentes, os moradores de rua, os mendigos, os miseráveis de toda natureza. Porque o indivíduo semiletrado é um sujeito pária, deserdado das condições de civilidade e integração humana.
Ficam algumas perguntas emblemáticas. Oque adianta ou vantagem existe em sermos mais de 200 milhões de habitantes? Basta ver o quanto há de analfabetos, desempregados às margens dos benefícios sociais. Invisíveis e miseráveis é que são esses brasileiros porque não tem acesso a uma escolaridade de qualidade, à qualificação profissional e aos requisitos essenciais e dignos à uma vida com manutenção de saúde, alimentação nutricionalmente correta, emprego, transporte e moradia.