As deformações psíquicas do matador de aluguel
João Joaquim
Conta-se ali pelos lados do norte, o seguinte comportamento ou índole humana. Hemos de ler: é corrente e penteado por aquelas bandas o que se dá quando de um acordo ou contrato clandestino dos chamados matadores de aluguel. Relatada prática se faz em muitos estados brasileiros e que de forma muito organizada volta e meia do tempo a imprensa noticia casos de igual natureza. E aqui conforme o que se aquinhoou o contratante em sua vida, o seu poder aquisitivo, leva até outro nome, mandante, que paga, conforme o valor da causa, vultosa verba pelo feito. Mas que pode simplesmente valer uma arma, uma carro, uma bicicleta, um amante sem concorrente etc., etc
.Fala-se também lá por terras nordestinas que Virgulino Ferreira, o Lampião, deu grande impulso a essa modalidade de negócio de crimes. É folclórico por aquelas terras predestinadas que a população, em se falando do indigitado cangaceiro e seu bando, as pessoas em geral, tinham-nos como heróis regionais. E os apoiava vendo-se neles benfeitores e justiceiros das minorias e defraudados dos privilégios oficiais. Boato ou realidade há muito de verossímil nessas ideações.
Mas à questão central, o comportamento ou índole do pistoleiro, matador de aluguel ou espalhador de difamações, de fofocas, de boatos, do que tem jeito de ser, mas não é, do desconstrutor de nomes e reputações e outras destratações. Porque na análise cientifica e sociológica sãos os mesmos mecanismos psíquicos, morais e comportamentais empregados.
O indivíduo elimina outra pessoa, não é simplesmente de forma brutal, com ferros, com fogos, com facas, com bombas, com venenos, com armas de fogo ou branca. Daí a enorme questão: uma agressão moral e de honra é mais brutal e destrutiva que uma física, uma paulada, uma tentativa de morte e por aí vai.
Os diversos ramos de estudos sobre a índole e estrutura psíquica de pistoleiro ou matador de aluguel, demonstram bem de como se dão os mecanismos de sua compreensão ao se propor tal prática criminosa. Para tanto vêm se desenrolando mais e mais estudos de neurociências e psiquiátricos desses indivíduos.
Curioso e revelador são as conclusões desses robustos estudos, porque, indivíduos participantes foram muitos. E muitos desses candidatos estudados foram bem cordatos em se colocar no estudo. Uma conclusão desses ensaios e protocolos analisados foram de que: quando um sujeito pistoleiro ou matador é contratado, ele como que se propõe a primeiro criar uma interpretação do indivíduo a ser executado. O liame que se estabelece é de rejeição e ódio à vítima encomendada. E o mais surpreendente, é o que revela os estudos de casos-controle: esse matador, dessa maneira de germinar ódio e rejeição à vítima, não traz para si nenhum remorso ou escrúpulo. No íntimo, assim revelam os estudos, ele está praticando um ato moral e bom, porque elimina um sujeito mau, ruim (o executado).
Ao se fazer um paralelo com usuários de uma rede social, os ditos redutos ou grupos de ódios. No popular, aos fofoqueiros da Internet e seus aplicativos, porque eles sempre existiram. Não pensemos que foram criados pela Internet, não e não. A Internet apenas deu vez e voz a essas pessoas desocupadas e que não fazem outra coisa nas vidas inteiras. Não trabalham, não produzem, não geram nenhuma receita à família e sequer a si próprias. Logo elas são como que parasitas sociais, porque comem, vestem e dormem. Quem as mantem? Estado, grupos financiadores, famílias, cônjuges, pais.
Ao se estudar as mentes e valores morais e de honestidade social dessas tais pessoas fofoqueiras e divulgadoras de fotos e feitos (factoides e mentiras) de desafetos, os estudos são unânimes em suas conclusões: as mentes, os defeitos psíquicos, a malformação moral e ética dessas pessoas que buscam distratar, destruir reputações alheias e descontruir quem essas tomam como fora de ordem, do padrão social delas, que divergem do estilo de vida delas; essas mentes trazem os mesmos traços psicopáticos dos pistoleiros e matadores de aluguel.