Mal ou bem comparado, a organização de um Estado se assemelha aos covis de algumas feras. Neste arranjo temos os poderes executivo, legislativo e judiciário em primeiro plano; e os demais órgãos de Estado. Como exemplos, as Polícias Federal e a Rodoviária, os bancos oficiais, as empresas públicas de energia elétrica, telefonia e tantas outras sob o comando e decisões do poder executivo.
Não é a organização de qualquer Estado que traz essa semelhança. Seria muitas daquelas classificadas nações emergentes. Tome o grupo dos chamados Brics = Brasil. Rússia, Índia, China e África do Sul. São considerados emergentes pela importância e hegemonia geopolítica e econômica que exercem no respectivo continente, o PIB, o crescimento anual etc.
O lado negativo desses países é que eles são governados por homens com um DNA imperial e tirânico. Muitos se consideram o sal da terra ou rei da cocada. Alguns DESSES países têm de fato um formato de democracia, mas os mandatários se mostram com arroubos e discursos de quem uma vez eleitos por voto popular, passam a mostrar suas garras, os seus dentes, e atitudes de um rei absoluto e ditador, no estilo de eu tudo posso e não vou ouvir ninguém, nem cumprir ordens de outros poderes, como supremas cortes.
São várias as circunstâncias em que os chefes e mandatários desses poderes e instituições, encastelados em seus luxuosos e modernos gabinetes e prédios modernos, assessorados por uma penca de paladinos e outros subalternos se assemelham, simulam bichos ferozes. Sempre que esses chefes de poderes e quejandos são confrontados, contraditados em suas potestades logo vêm eles com réplicas, com retóricas autoritárias. E são gestos bravos; meneios irritativos, perorações, perífrases, metáforas etc. Rasgos de imperadores.
Então o outro poder zurra, debatera, esturra no mesmo tom. São mau humor, arrufos, escaramuças e ataques nada civilizados. Pessoas menos avisadas temem até confrontos beligerantes. Tudo encenação. Todos em seus gabinetes continuam com ar refrigerado, repimpados de boas comidas, vinhos de boa safra, lagosta, serviçais e súditos a disposição e outros confortos de dar inveja a qualquer nababo ou marajá. E assim segue a vida política e governamental e muitas vozes, muitos alaridos e nos confrontos e saldos, tudo fica como dantes nos quarteis de Abrantes. Eles vão se ajeitando em suas regalias e privilégios, pouco importando com o povão que os elegeram ou foram escolhidos pelo chefe do executivo. Há ainda, esse particular, muitos chefes de certos poderes: Tribunais superiores, ministério Público são escolhidos pelo cacique ou melhor, chefe do Executivo.
Em se tratando de Brasil, temos ainda duas outras particularidades. Uma, a epidemia de amnésia que abate sobre as pessoas. Um exemplo, a CPI da Covid19. Alguém lembra que houve tal CPI? Poucas pessoas, se existem. Logo, logo, teremos o veredito final, nada ocorrerá e ninguém será responsabilizado.
Outra característica é a passividade e indiferença da sociedade e de segmentos civis e mesmo de instituições públicas do país. São tantos crimes, tantas ilicitudes, tantas ingerências e desmandos de pessoas da vida pública e privada, e nada acontece com esses violadores e transgressores das leis e da ordem. E nada contra esses tais acontece. São acontecências típicas do Brasil e de outras nações jocosamente chamadas de bananeiras.