Estudos americanos em colaboração com pesquisadores australianos (Camberra) estão concluindo significativos trabalhos relativos ao comportamento e maturação da pessoa humana, notadamente, em se falando das novas gerações. São ensaios observacionais, com estatísticas e seguimento de levas e levas de jovens nascidos entre 1990-2020. Período esse coincidente à inauguração da Internet e Telefonia Móvel. Um divisor emblemático nessa natureza de estudo. Época digital, das tecnologias da informação.
São comprovações e resultados que reforçam teses e certezas da Sociologia, da Antropologia e da Filosofia; de pensadores e sábios de outras épocas. Como modelos, basta um reestudo da Teoria do Bom Selvagem do sociólogo Jean-Jacques Rousseau e dos empiristas John Locke e David Hume.
A tese de Rousseau afirma que todo ser humano, excetuando os casos patológicos, nasce com o mesmo potencial para o bem ou para o mal. É como se , ao nascer a criança fosse como uma célula tronco, o processo de cultivo é que será determinante em que tecido ou órgão ela vai se transformar. Analogia com as células tronco da genética.
Na mesma linha está a teoria e a sabedoria da corrente ou tese dos empiristas britânicos citados. Para essa vertente de pensadores a criança ao nascer se compara a uma folha ou lousa em branco, com nada inscrito em sua superfície (teoria da tábula rasa). A sociedade, o meio de convívio e as percepções sensoriais é que serão construtivas ou destrutivos no arranjo social e profissional desse sujeito em formação. O indivíduo com isso, com esses dados e gravações nessa memória e mente, em branco, vai se fazendo em todas as esferas de relações humanas. Na ética, na civilidade, na cidadania participativa, na autonomia como sujeito laborativo e trabalhador, como uma pessoa operosa, obreira, colaborativa e independente, nas exigências de sobrevivência geral. Mais que isso, esse sujeito com a capacidade, o preparo social, profissional e intelectual em gerar colaboração e ajuda para outros de seu meio familiar e social (ideia de ser político e social).
O que vem revelar esses novos estudos das universidades de Harvard e Australiana são reforços e endosso do que já sabiam as Ciências Humanas. Pra resumir: como se dá a construção humana? Ou em termos mais claros, em se falando dos jovens nascidos com a Internet? Dois são os atributos ou constituições determinantes pela ordem de relevância: 1-A Constituição educacional dedicada a essa criança, a esse jovem e futuro adulto; 2- A Constituição Psicobiológica (herança genética). Ou simplificado: A educação recebida e a influência genética.
Amplificando ainda mais: tome-se o modelo de uma pessoa jovem que vai cumprindo seus ciclos escolares. Essa criatura é educada conforme as novas diretrizes da nova estrutura familiar. Entenda-se conquistas sociais, direitos humanos sem a contrapartida de deveres humanos. Como se dá: sem limites, a melhor comida, o celular desde os 8 anos de idade, sem reprovação escolar. Em casa, esse membro parental não tem nenhum dever. Não sabe lavar um tênis, não arruma sua cama, nem lava o sanitário de que usa toda hora. Quando maior de idade tem até carro e namorada etc.
MAS, contudo, entrementes; chegará uma prova final. Diferente daquela do fundamental e do colégio. Nessa prova agora, cabe reprovação. ENEN, sisu, vestibular, concurso de emprego. Consequência natural: insuficiência e inaptidão em todos os testes e provas. As teorias de antanho e de agora são claras. Vide as causas e 1 e 2, como retro citadas. Chega a nos dar engulhos, desânimos. Todavia, acontece muito nas novas gerações. É da vida, é dos humanos. “Nada lhe é alheio”.