Este artigo encerra-se não a opinião deste autor, mas, sobretudo o comportamento, o consenso de especialistas com os quais eu me alinho. Eu discorro aqui especificamente sobre a formação e educação do animal humano. E quando começa essa educação? Ao nascer. Espanto geral para certas pessoas. Bem pensado, todos os animais, humanos e irracionais nascemos iguais. Essa igualdade de nascimento inicia-se na embriogênese. O embrião de uma ave, de um cão e de um ser humano, conforme a fase da formação é indistinto um do outro.
Ao nascer, portanto, uma criança possui os mesmos instintos e reflexos de outra cria, outro filhote: um cãozinho, um porquinho, um gatinho. Que reflexos por exemplo: alimentar, sugar o leite materno, excretar e chorar de fome, sede e frio.
E, assim, inicia-se a formação e educação dessas crias, desses filhotes e da criança. No mundo dos irracionais a mãe ensinará ao filho as táticas e reações de sobrevivência, os expedientes de se alimentar. Muitos instintos são inatos. Já nascem os filhotes com esses mecanismos de sobrevivência. O peixinho já nasce nadando, o sapo pulando por necessidade, a ave logo que empluma já voa. A criança já dá mais trabalho, tudo deve ser ensinado, estimulado e aprendido. O que a biologia, a neurociência e psicopedagogia ainda não explicam é por que o que é errado e torto as crianças aprendem com mais facilidade e rapidez: mistérios da vida e das ciências.
O mundo evoluiu, o progresso foi apressado, as tecnologias chegaram rápidas ao usufruto e acesso das pessoas. Um ótimo exemplo são a internet e as tecnologias da informação. Ao que parece é que a inteligência das pessoas (QI) vem sofrendo um processo involutivo. Esperava-se o contrário. Esperava que com tanta facilidade de acesso a informação e pesquisas as pessoas aumentassem o seu cabedal profissional ou qualitativos de conhecimento e formação cultural e científica. As evidências e pesquisas mostram o contrário.
Essa constatação não se trata de opinião, mas, sim de estatísticas e documentação. A internet e as TI propiciam a que a humanidade tenha muitos dados, muitas informações, mas quase nada que lhe acrescente de formação técnica e científica. Existe muita diversão, entretenimento, futilidades e trivialidades, e o mínimo que adicione valores na formação escolar e profissional dos usurários da internet, TI e Redes Sociais.
Por último uma questão grave e seriíssima na educação das crianças, agora já em idade escolar. Em uma palavra: a chamada terceirização da educação dos filhos. Muitas são as famílias, muitos são os pais que pagam mensalidades absurdas em caras escolas para os filhos, desde o ciclo fundamental. Se colocado em dólar, cerca U$ 500,00; preço de uma faculdade. Uma jornada escolar de 4 horas. E assim, essas famílias, essas mães ou pais, casados ou separados, têm como certo que seus filhos estão sendo bem educados e formados. Será? Eis uma grave questão! Seriíssima questão. As outras 20 horas do dia dessas crianças, muitas e frequentes vezes, essas crianças, esses alunos, esses aprendizes e educandos vivem em um ambiente nada construtivo e nada de boa formação ética e cultural.
E aqui se fala principalmente do cabedal e formação ética, cultural e social das pessoas dessa família, a começar pelos pais. São crianças e filhos que não recebem a primeira e grande escola da vida, a chamada educação de berço. Entre a ausência de limites e a permissividade desses filhos; eles têm acesso aos smartphones, aos tablets, ao whatsapp e games, desde os primeiros anos de vida.
Enfim, como ainda não explicado pela psicopedagogia e neurociências, as nossas crianças, nossos filhos, nossos alunos, ainda em baixa idade aprendem tudo de errado e torto com os ágeis e delicados dedinhos. Tudo muito colorido, luminoso, pronto e já propositalmente bem elaborado pelos provedores de redes sociais e games. E agora a última informação relevante: todos esses recursos digitais do lúdico e do entretenimento são buscados e degustados por muitos pais mal informados e deformados, cultural e cientificamente. Não é sem razão que o Neurocientista Michel Desmurget, chama essa geração de filhos e pais, como pertencentes à fábrica de Cretinos Digitais. É sério, é cientifico.