COMO OS INSTINTOS DOS OFÍDIOS
João Joaquim
Muito ilustrativa foi a história de um estudante de veterinária aqui de Brasília. Aficionado a animais exóticos, ele criava em sua casa algumas espécies nativas da África. Dentre essas, uma cobra naja. Por um instante de descuido o ofídio altamente peçonhento picou o próprio estimador e dono. Ele só não bateu as botas pelo socorro do Instituo Butantan SP. Esse mesmo da vacina coronavac. Nosso qualificado Butantan enviou-lhe algumas ampolas de soro antiofídico contra o veneno de naja, o que lhe salvou a vida. A Ciência a favor da vida.
Imaginemos o gosto, o exotismo pessoal em criar algumas criaturas peçonhentas ou bravias como um pet ou animal de estimação. Como modelos cobras venenosas, aranhas, escorpiões. Algumas feras como leões, ursos, javalis, tamanduás, tubarões. Ainda que se dê a esses bichos selvagens um tratamento principesco e altamente reconfortante. Imagine isso! Será que eles mudarão a sua natureza, os seus instintos, a sua índole de peçonhentos e ferozes? Obviamente que qualquer pessoa saberá que não. Não se interfere e não se recondiciona aquilo que a natureza maldou e impregnou nos animais, inclusive alguns instintos na espécie humana, animais racionais que somos.
Dessa consideração da natureza impenetrável e imutável dos animais passa-se ao que é a constituição psíquica, mental e caracterológica da espécie humana. Basta ter em conta os atributos e natureza da constituição genética, do genoma do sujeito. Cada pessoa se comportara pelo que dita e expressa o seu DNA. Este, no que concerne a sua expressão fenotípica ou exterior da pessoa é imune de qualquer interferência. Muito diverso de outros aninais que nascem impregnados e predeterminados pelos instintos, o homem (gênero) recebe influência do meio social onde nasce, da família em primeiro lugar. Todavia, há características da herança genética que são intocáveis e refratarias a qualquer mudança pós nascimento.
Para simplificar a compreensão. Ao nascer o filhote da zebra já sabe andar, correr e se defender. O mesmo se verifica com um gatinho, uma cadelinha. O peixinho já nasce nadando. São instintos nativos de sobrevivência, são reflexos inatos.
Com o gênero humano muito se aprende além dos poucos de sobrevivência: comer, sugar, chorar de fome e frio, e excretar como exemplos. Portanto, existem algumas características, em comum, entre bichos e pessoas, são os atributos congênitos, nascidos com os filhotes e filhos que dispensam ensino e treinamento. Como exemplos esses citados de sobrevivência bem primitivos.
Os humanos ao que sugerem estudos mais recentes, de Psicologia comportamental e experimentos trazem a inclinação e tendência ao autoengano. O que vem a ser o autoengano? Trata-se de convicções fundadas em um sistema dos 3 SS, no superficial, no subjetivo e na superstição. Por mecanismos psíquicos ainda não totalmente desvendados a pessoa acredita e forma uma convicção sobre um fato falso, mentiroso e não cientifico. E assim passa a defender e professar essa afirmação contrária às ciências e outras provas concretas e documentais.
Dessa forma e nesses modelos existem aqueles intitulados negativistas e ideológicos; são os que não acreditam na gravidade de uma doença (Covid 19, Sarampo, Paralisia infantil), os que acham que as vacinas fazem mal, etc. Há aqueles que acreditam até em fofocas e fake News. Essa classe de gente age como os instintos de cobras jararaca ou naja e a qualquer hora elas podem nos picar. Diante de todas as provas de matemática e Ciências, eles continuam a acreditar e se convencer do superficial, do subjetivo e supersticioso.