Quando a gente senta no sofá e fica zapeando pelos canais de programas de esportes; principalmente futebol, temos a sensação de que os comentaristas e jornalistas desses programas, contratados especialmente para esse fim: discussão de futebol, temos a impressão de que eles falam para um público analfabeto ou quase! E por que dessa sugestão>impressão que esses contratados passam para os telespectadores? Pelas opiniões que eles emitem! Tais afirmações, ideias e pareceres soam como truísmos, simplicidades, noções muito rasas, frases de baixo valor intelectual e cultural, mesmo em se tratando da matéria tratada, esportes, futebol.
Quanto à impressão e sugestão de que esses apresentadores falam para um público de analfabetos absolutos ou funcionais, esses funcionários (apresentadores/comentaristas) têm certa razão e fundamento, tendo-se em conta o percentual de brasileiros (as) nesses tipos de formação cultural e técnica: analfabetos absolutos e funcionais. E não custa lembrar, absolutos, os que mal desenham e rabiscam a assinatura. Os funcionais, os que mal compreendem um parágrafo de um jornal ou revista impressa. Pelos cálculos do IBGE, os dois grupos somam em torno de 35% da população brasileira.
Como bem disse um crítico português, muitos desses temas jornalísticos, esses quadros esportivos televisivos, falam o que milhões dos torcedores de futebol querem ouvir. Propositadamente as emissoras de televisão já detém as estatísticas e pesquisas do que querem e preferem os consumidores/torcedores. São apresentadores e comentadores especializados em Linguagem rasa, simples, de complexidade intelectual muito precária e pueril. São os praticantes de obviedades, trivialidades, clichês, lugares-comuns, a simples e repetida tautologia. O mesmo tique-taque, num contínuo rebarbativo e irritante.
Imagine esses comentários ouvidos em rádios e televisões, canais abertos ou por assinatura. Imagine se o adversário jogar mal! o brasil pode ganhar. Se aquela bola fosse mais à direita seria gol! Se não fosse o juiz, aquela falta seria pênalti. Se a chuteira fosse um pouco maior o atacante teria feito o gol! Faltou só um passinho a mais e o atacante alcançaria a bola! E coisas que tais e quais, de pobreza técnica e intelectual. São opiniões que doem às inteligências de pessoas mais críticas e de cultura mediana! E não medíocres.
E para concluir essa mini resenha. Durmamos com esta: para a maioria dos patrocinadores de futebol, da seleção, como os casos dos canais da Rede Globo, TV aberta e fechada. Existe o tempo desses diretores e apresentadores de esporte, transformar os heróis da seleção em vilões. Enquanto estão ganhando jardas nas competições, empatando, vencendo os mais fracos, os atletas são heróis. Eis que então basta serem derrotados e todos viram vilões. Moral de tudo: redes de televisão falam o que os torcedores querem ouvir. Ou os jogadores são ídolos e heróis ou viram vilões, em piscares de derrotas! O quanto de busca por audiência, a depender da conveniência!