PESSOAS E UNIVERSO NO ETERNO RETORNO

 Eu aprecio muito aqueles princípios ou filosofia do intitulado eterno retorno. No plural mesmo porque não foram só uma pessoa sábia do qual tratou. O Eterno Retorno é referido na Bíblia, no Eclesiastes. Também o encontramos na filosofia Indiana e na Cultura egípcia. Posteriormente, outros autores o encamparam. Foi aproveitado por outros filósofos, dentre estes, com maior destaque Friedrich Nietzsche

   Mas, afinal o que vem a ser essa teoria do Eterno Retorno que nós o conhecemos descrito no livro: Assim falou Zaratustra, de Nietzsche? Ele se fundamenta em uma concepção cósmica, ou como lá também referido em uma ocorrência que foi, está sendo e permanece. Um fenômeno constante e infinito. Em palavras de mais fácil assimilação: o universo continua em expansão, assim como a existência humana e as energias que regem, que animam e mantêm todos os seres e vida na Terra e no cosmo. Em outras definições, o universo, a nossa existência, as energias e leis do universo são infinitas. Foram, são e continuam se processando.

   A referência à filosofia do eterno retorno, da filosofia Indiana e de Nietzsche, foi apenas o mote para a natureza humana. Se não toda a humanidade, ela servirá para a descrição de parte significativa de pessoas, de uma classe de gente. Indivíduos que a exemplo das constantes da física, da química, da matemática, da trigonometria; etc.; nascem e como que trazem do nascimento, do berço, das constantes e diretrizes educacionais da família aquelas ocorrências, o eterno retorno das leis e influências empíricas. Assim também teorizaram os empiristas John Locke, David Hume, Berkeley. Existe também a filosofia do Inatismo. Esta corrente de sabedoria é compartilhada por outros teóricos de sociologia, de humanismo e Psicologia Experimental, Ciências Médicas e Genética.

   Muitas são as constantes carregadas pelas pessoas que são leis, perenes retornos de seu genoma, da estrutura cromossômica e código genético. Eterna ocorrência. Todos herdamos as virtudes e vícios de nossos ancestrais. Indiscutível. Sobrevém o meio familiar, a sociedade, as interações com outros grupos, outras inferências e interações.

Surge a chamada contribuição empírica, a contaminação para o bem ou para o mal do ambiente social. A espinha ou eixo dorsal é a família. Nesse conhecimento e concepção a pessoa é o resultado dessas duas cargas ou inferências; a genética e o meio social. A família como espinha dorsal.

 A pessoa humana, o sujeito como um cidadão do mundo e dos meios sociais e conexões humanas se torna o produto bem ou mal-acabado de sua organização e natureza genética mais as influências sociais recebidas. De forma hereditária somos o que é nossa família, o meio ambiente onde recebemos nossos valores éticos, morais, civilizados e culturais. Em nossa era tão glamourizada e incensada como hipermoderna e digital, sofremos muita influência desta ubíqua e massiva grande escola, a Internet e suas admiráveis redes antissociais. Vivam as redes sociais, Facebook, telefonia celular e WhatsApp. Eterno retorno. Uma pequena e significativa obra em termos de ética familiar, social e ambiental é a Ética a Nicômaco, de Aristóteles, vale o esforço de sua leitura.

 

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