Eu resolvi aqui vir a público em defesa dos animais. Dos animais de todas as patas ou pata nenhuma e condenar um bípede. No caso aqui o bípede humano. Em que animal que se tornou o bicho humano! Digo melhor, em que animal ruim que sempre foi o homem. Basta imaginar que o ser humano é o único animal que mata e maltrata outros animais sem razão. O que é muito mais perverso mata indivíduos da própria espécie, graciosamente
.Para certeza dessa afirmação basta contemplar o mundo dos irracionais. Alguém já viu um leão de barriga cheia passar por uma gazela e atacá-la. Ele não está nem aí. Só o faz quando está com fome. Questão de sobrevivência. Já os homens, não! Matam sem motivo. Ou quando muito por motivo fútil e torpe. Viveu junto com a companheira, a mulher separou do marido, o meliante vai lá e mata a ex. E ainda afirma que matou por amor. É muita bestialidade humana!
E não perdendo o foco narrativo que é a defesa intransigente dos animais. Em pesquisa recente, a OMS, constatou que só no Brasil existem 30 milhões de animais abandonados, na proporção de 2 cães para 1 gato. É cachorrada e gataria a perder de vista. E é aí que entram as razões da maldade do ser humano. E põe maldade nisso! Vamos às razões. Como se chega a esse alarmante número de animais abandonados. São os bichos andarilhos urbanos. É uma estatística de nos dar dó, nos despertar misericórdia e incompreensão.
Desde que surgiram os canídeos no mundo, esses animais trazem a natureza da liberdade. De uma vida livre e sem amarras, coleiras, restrição de mobilidade. Esse estilo de vida em liberdade está no instinto da espécie e de outros bichos que foram sendo domesticados, escravizados e explorados pelos humanos. Aboliu-se a escravidão dos negros, mas, não a dos animais. Cavalos, burros, jumentos, bois, cachorros. Todos são domesticados para trabalhos árduos, maltratados, abatidos, abandonados quando se tornam imprestáveis. Todas essas relações com os bichos se deram de forma desumana, cruel, com restrição de liberdade e dos instintos peculiares a cada espécie. Imagine um papagaio que não voa mais, um sabiá, uma arara, um canarinho. Afirmam os ornitólogos que presos, quando esses pássaros cantam o fazem de tristeza e depressão. O que é muito compreensível e justificável.
Basta imaginar em ter uma águia, uma arara, um lobo, uma gazela, uma onça em cativeiro. Só como ideia vaga: imagina o que deve sentir um condenado privado de liberdade. Apenas 2 horinhas de sol/dia. Para quem não é presidiário, basta perguntar para esse réu o que é passar 10 anos em uma cadeia.
Então chega-se às causas de 30 milhões de animais abandonados. Só no Brasil. A dinâmica desses alarmantes números se faz assim. Siga. Muitos animais presos em domicílio escapam de sua restrição de liberdade e saem para sua sonhada e instintiva liberdade, vão para as ruas. Muitos, milhares desses pets são também abandonados pelos donos. Eles perdem o encanto, outros porque se tornam idosos, imprestáveis. Esse desprezo aos bichos ocorre com cavalos, jumentos, cães e gatos. Na rua e natureza esses animais continuam a procriar. Ou seja, morrem os velhos e ficam os novos mantendo essa enorme população de bichos abandonados.
Para completar a maldade dos donos de pets, inexiste uma política pública de castração e cuidado sanitário veterinário para os bichos rejeitados e descartados pelas pessoas. E observemos a ironia e o deboche da terminologia empregada pela sociedade, pela indústria e mercado de produtos pets. Chamam-nos de animais de estimação! Imaginem se não fossem de estimação, o que fariam os proprietários desses irracionais. Há quem afirme, que na verdade esses bichos, restritos de seus instintos, de sua liberdade de ir e vir, de correr pela natureza e espaços livres etc.: esses animais são animais de expiação, de satisfação dos dons, como que adornos e enfeites dos donos escravizadores. Eles engrossam a legião de cativos e escravos animais. E ainda chamam os homens e as mulheres de animais racionais. Cadê a razão? cadê a racionalidade, a coerência, a inteligência desse intitulado animal superior?