Ao assistir ao vai-e-vem das pessoas comuns fico a imaginar sobre a natureza da existência das pessoas. Da massa majoritária. Massa de nossa sociedade brasileira e mesmo da tribo global. A natureza humana é de fato muito complexa, tendo em consideração que a vida é muito engenhosa, extremamente bem elaborada. E quando se fala em vida humana, então imagine a complexidade e elaboração
. Vamos aqui relembrar nossa constituição. De forma sumaríssima: somos uma dualidade de corpo e alma. Nossa constituição física se compõe de um sistema nervoso diferenciadíssimo, um sistema cardiorrespiratório altamente eficiente e uma complexa rede de músculos, ligamentos, aparelhos digestivo e urinário. Enfim, de órgãos essenciais e vitais. Toda essa anatomia possui uma intrincada composição e interação de carbono, sais minerais, nitrogênio, proteínas e conexões eletrofisiológicas das mais admiráveis. São funções, aliás ,bem estudadas e comprovadas em um exame de eletrocardio ou encefalograma e tomografia cerebral.Em interação com essa dimensão biofísica existe a esfera psicoemocional. Refere-se aos atributos anímicos e espirituais do indivíduo, sua consciência, seu inconsciente, sua mente, sua elaborada razão, seu intelecto, o pensamento abstrato e lógico, sua alma, sua consciência e ciência da mortalidade, sua existência finita no plano puramente material e biológico. Retomando então a questão central, observando o movimento social, o que fazem e não fazem as pessoas. Partimos então desta certeza, todos somos dotados dos mesmos atributos físicos, fisiológicos, racionais (QI) e faculdades psicossociais. Nesses quesitos o que pode diferenciar mais algumas pessoas é o ganho e grau de escolaridade e conhecimentos tecnocientíficos.
Independentemente de escolaridade todas as pessoas detém a habilidade racional e cognitiva de planejamento, de organização, de higiene, de aptidão produtiva, do melhor proceder nas relações familiares, entre outras obrigações e direitos. Tudo com objetivos de uma existência autônoma, produtiva, fraterna e colaborativa.
Basta um olhar mais atento e perscrutador, uma lupa analítica da mobilidade e existência dos cordões e filas humanas e constatar o quanto de gente que tem como que um flerte, uma atração ou compromisso com o fracasso, com a dependência, com a inação, com a ociosidade e o nada fazer e produzir. São levas e levas de pessoas que assentam e se acomodam nesse “status. “São muitos sujeitos, fortes e saudáveis, jovens, em pleno vigor cognitivo, mental e intelectual e levam essas boas vidas não com a própria provisão financeira. Aqui, sim, que se encontra o busílis, o grande estorvo, a estrovenga que são essas figuras, para as famílias, para a sociedade e Estado.
Estes tais vivem às custas de familiares, pais, avós, de benefícios do Estado, porque estagnaram nesse estágio vivencial. Simplesmente existencial. Estacionaram na existência, sem o mínimo interesse, esforço ou sacrifício de uma ascensão cultural, profissional para sustentar com algum trabalho os custos e provisões básicas nessa monótona e improdutiva vida. “viver é a coisa mais rara. A maioria apenas existe” – Oscar Wilde