UM ALERTA AOS INTERNAUTAS PAIS E FILHOS


Uma das perguntas mais emblemáticas e ao mesmo tempo mais difícil de resposta é esta: o que é a vida? Uma resposta plausível seria a de que a vida é um conjunto de manifestações biológicas e sensoriais. Outra complexa e difícil dúvida é a outra referente a: quem somos nós, os seres humanos. O filósofo Platão por exemplo afirmou que nós somos plantas celestes habitantes do planeta Terra.


Independentemente das respostas convincentes e condizentes com o significado mais real podemos cravar e gravar que a vida constitui em um conjunto de manifestações biológicas e sensoriais entre os viventes e convivas. Por estes entende-se como animais racionais diferenciados, conscientes de sua existência e finitude; e dotados de uma inteligência ímpar, porque é um atributo cognitivo de múltiplas potencialidades, pertencentes apenas aos humanos.

Na vida e na filosofia de Aristóteles, o homem se caracteriza por ser um animal racional, social e político. Em uma versão mais simplificada significa que o animal humano é um bicho dependente de relações e interações com outros indivíduos da mesma espécie. Mais do que interações com outros do grupo, com outros bichos, com as plantas flora e com o planeta.

Ao se analisar esses conceitos do que é a vida e de quem somos e o que fazemos nessa existência e nesse planeta tornou-se necessário um exame mais concentrado de como vem se transformando as relações e interações das pessoas, dos pais com os filhos, das escolas com os alunos, dos professores com os educandos (os filhos), dos monitores e babás e responsáveis com as crianças e adolescentes sob a sua tutoria, guarda, proteção e orientação ética, comportamental e pedagógica.

Vale então repisar e sublinhar à exaustão estes conceitos. Vida é um conjunto de manifestações regidas por funções biológicas e contínuas relações e interações sociais. São princípios expressos no conceito da Filosofia de Aristóteles. Os progressos tecnológicos e científicos se toraram céleres. E eles se fazem em um moto-continuo. A vida social e profissional tem sido regida e organizada por essas transformações. Tudo vem se fazendo pelo que é descartável, provisório e prontamente trocado pelo atual, pelo moderno, pelo virtual, pelo digital. E assim, a vida, as tendências, o comportamento social se fazem nesse mesmo caudal, nessa mesma esteira: novos costumes, uma nova ética, novos arranjos sociais. Novos modelos de relações humanas. Novas etiquetas e mudanças nas relações de pais e filhos, escolas e alunos, monitores ou babás e filhos.
Tomando como marco divisor a Internet com suas mídias e redes sociais nas relações de pais e filhos, babás e as crianças. Antes da Internet o pai e a mãe tinham uma intensa, uma respeitosa e afetuosa relação social física com os filhos, com suas crianças. Os pais na era pré internet passeavam, se divertiam junto e com os filhos e adolescentes. Tudo sob o seu pátrio poder e responsabilidade cultural e escolar. Pais e filhos se viam, conviviam e falavam muito. Os pais conheciam e sabiam com detalhes as características biológicas e psíquicas dos filhos.

Na era da internet, das mídias e redes sociais, dos smrtphones, tudo mudou.

A internet, as redes sociais através do uso massivo e sem limites do aparelho celular e tablets para a grande maioria de famílias (bem claro isto), esses recursos digitais vem paulatinamente construindo e formando uma geração de trogloditas digitais.

Essa nova geração de jovens se caracteriza por baixa ou nenhuma relação ou interação pessoal presencial; eles vêm perdendo a habilidade do diálogo pessoal físico; não sabem expressar com o idioma padrão; e estão sempre em seus quartos, em suas alcovas e salas trancadas.

E assim o fazem, porque os pais são permissivos, perdulários com os limites educacionais; e o que é de efeito mais perverso: esses pais, muitos deles cresceram já influenciados pelos “engodos e encantos” do mundo virtual. Esses pais são os modelos, o exemplo mais negativo e destrutivo para os próprios filhos. Como afirmou o neurocientista francês Michel Desmurget, estamos na era da fábrica dos cretinos digitais

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