OS MINI HOLOCAUSTOS PELO MUNDO


Finda a II grande Guerra, o planeta inteiro comemorou o fim da mais terrificante e horrenda carnificina provocada pelo homem contra a humanidade. Porque se há um genocídio todos devemos nos condoer, ter compaixão, empatia pela dor alheia. Foi o terrível exemplo dos judeus e outras etnias, vítimas do nazifascismo. A bem da verdade por um homem responsável, um tirano paranoico, Adolf Hitler. Os seus demais colaboradores foram forçados na colaboração do holocausto. Também foram culpados na inominável barbárie, cumprindo ordens de um insano ditador. Muitos foram julgados e condenados no tribunal de Nuremberg. No ano de 1948, foi criada a ONU e promulgada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Os direitos humanos incluem o direito à vida, à liberdade, ao trabalho, à educação e à moradia. Texto de domínio público e grátis na Internet. Vale o pequeno esforço a sua leitura e análise. Uma lamentação é que poucos gozam em plenitude dos direitos ali consignados

. Ao fazer este singelo memento, esta recordação, cada um (a) de nós poderíamos refletir: nunca mais os horrores e maldade como os registrados na II guerra mundial? Ledo e ingênuo engano. Obviamente que quantitativamente não. Todavia, podemos constatar quantos não foram e tem sido os conflitos mundo a fora, com cenas muito idênticas produzidas pelo nazifascismo. Três conflitos bem recentes mostram o que é a insanidade de muitas mentes esquizofrênicas a produzir mini holocaustos contra a humanidade, contra civis, crianças e inocentes. O conflito armado entre o Sudão e Sudão do Sul; a Guerra da Síria; os horrores produzidos pelo Estado Islâmico e os Talibãs no Afeganistão. Esses três conflitos bélicos são provas vivas e robustas do grau de paranoia a que são submetidas certas mentes humanas. Fundamentalismo, fanatismo, tirania, ideologia pervertida de religiões e doutrinas etc.

Acredita-se que essas formas de sandice e psicopatia ainda não são inteiramente compreendidas pelas ciências, pela sociologia e psiquiatria. Muitos são os psicopatas, personalidades psicopatas e sociopatas a perambular pelo mundo. É muito difícil saber qual a linha divisória entre a mente normal e a insanidade. Feita então essa breve descrição histórica torna-se oportuno algumas reflexões e indagações.

No campo da filosofia, temos muito desse expediente. Ela – Filosofia - traz muito mais perguntas e questionamentos do que respostas. Entre essas, pode-se indagar: como surgiu o homem? De onde viemos, o que aqui fazemos e para onde vamos? O animal humano (gênero humano) é de fato um bicho racional? Afinal de contas o que é ser um animal racional?

O que é razão? Tomando conceitos simples: razão é a capacidade mental e intelectual (QI) do indivíduo em avaliar, em ponderar, em julgar (juízo crítico) aquilo que é bom ou aquilo que é mau, aquilo que é construtivo e negativo, em distinguir o certo do errado. Seja esse sentido do bem e correto e do mau e do errado estabelecido por convenções, regras, códigos de postura e convivência; ou independentemente desses códigos, por vocação natural, inata, nascida e ensinada pelas famílias e educadores.

Por fim, é justificável a pergunta: Por que? Por que sendo o homem um animal racional, faz ele (animal humano) o que faz? De mal, de perverso, de nocivo, de feio, de indecente, de imoral, de destrutivo, de letal e mortal? Contra os outros de sua espécie?

Os outros bichos, classificados de irracionais, na convivência com os de mesma espécie ou não nada de mau e nocivo fazem o que fazem as pessoas racionais. Somos mesmo racionais? Será?

João Joaquim médico e articulista do Diário da Manhã www.drjoaojoaquim.blogspot.com

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