Quando se fala em resultados de conhecimentos, grosso modo, há duas vias para essa colheita: através dos ensaios científicos, das pesquisas, ou através da experiência. Esta forma de conhecimento é o chamado empirismo, com vários braços de conhecimento.
Neste sistema, o empirismo, vão se acumulando os fatos, os acontecimentos, o exercício diário de atividades e os mesmos resultados se revelando. Trata-se de uma inferência, como real e verídica, mostrando que os resultados trazem embutidos uma lei, uma natureza, algum código direcionador. No campo, por exemplo da constituição da pessoa humana, a sua organização psíquica, de personalidade, de caráter, de moral, de valores internos. Há duas influências, dois fluxos, o genético e o social. Mas, em alguns exemplos, um ou outro fator terá um peso maior, uma influência mais determinante.
Nesse campo de conhecimento, do empírico, basta observar a natureza por si mesma, o comportamento da vida animal, das estações do ano, da influência das fases da lua. Até mesmo na saúde dos animais e dos humanos. Aqui neste cenário, as ciências, a Física explicam muitos fenômenos. Mas, com semelhança de ensaios e experimentos científicos, sãos exemplos de que nada ocorre ao acaso.
Assim, se dá também na biologia, na Fisiologia, na saúde mental e psíquica, de nós humanos. Tem sido muito instigante e estimulante por exemplo duas naturezas na formação da pessoa. Até que ponto a genética, o genoma vai decidir, influenciar decididamente o comportamento, a moral e caráter da pessoa. E o quão importante o meio externo, o ambiente social, o entorno familiar e educacional vão contribuir nos valores abstratos do sujeito: sua índole, seu caráter, a sua reserva moral, seu estilo social nas relações humanas, seu senso ético e de honestidade. Enfim, nos seus arquivos de virtudes, vícios e defeitos.
A vida para quem observa, para quem pesquisa, não importa em que área do conhecimento for, representa o melhor laboratório, o mais rico campo de experiência de casos sociais e resultados do que seja a influência da constituição genética e as marcas do meio externo, o social.
Muitos foram os fatos que vivi e testemunhei e dos quais tirei e tiro resultados expressivos, ilustrativos e enriquecedores. Muitos dos textos e pareceres de minha lavra resultaram e resultam dessas atentas observações, desses registros sociais (exemplo meu livro Espelho Social, 1ª edição). Mas, atenção, bom que se registre! Muitos de meus artigos e opiniões estão em uníssono com os de muitos outros cientistas, observadores e pesquisadores dos fenômenos naturais e humanos, e a essas referências faço sempre o merecido crédito.
Um caso social bem ilustrativo de como a genética é refrataria a interferências se deu comigo esses dias, um de muitos, obviamente. Essa vivência, se deu em um ambiente corporativo de trabalho e relações profissionais. Uma jovem já na maturidade da vida, prestes a se formar em certo curso universitário. Filha adotiva de família bem apessoada, com mais 4 irmãos naturais do casal. Referida jovem ao 1º contato, se mostrou de qualidades sociais e morais normais. Sem relevos de excelência nem de vícios. Conforme informações seguras dos próprios familiares teve educação e suporte afetivo, moral e educacional, no mesmo padrão e qualidade dos demais irmãos. E ela foi crescendo, se formando como pessoa. Todavia, com reações, atitudes, e comportamentos discordantes, diferentes dos demais irmãos, mas sem muita discrepância e dentro das variações psíquicas dos humanos. E foi crescendo, estudando, com os mesmos reparos, limites e corretivos dos demais irmãos, com os mesmos cuidados afetivos e sociais.
Já pulando etapas e minudências descritivas de sua evolução. Essa jovem e já plenamente madura (biológica e emocionalmente), como opiniões cientificas e psicanalíticas, já refratária a mudanças de melhora como gente civilizada, gentil , produtiva e cooperativa e cidadã, mostra o poder determinante da genética. Porque essa pessoa é o verso e reverso dos demais 4 irmãos que tiveram o mesmo meio familiar, social, educacional e pedagógico. Porque se revelou uma pessoa antissocial, destrambelhada em seus valores sociais e morais. Enfim, se a Educação pode transformar o indivíduo. Em alguns casos, a outra marca, o genoma, os arquivos de DNA, são imunes a qualquer aprimoramento do caráter, do comportamento e instintos. O exemplo aqui registrado, revela esse poder. Houve o mesmo meio social e educacional, mas a genética é outra. Não se muda os códigos de DNA da pessoa